Prévia do material em texto
MATEMÁTICA Neste capítulo, você estudará a representação de vetores no plano, com seus componentes, e também irá compreender as operações envolvendo vetores, verificando seus principais métodos de determinação e suas aplicações e, por fim, aprender sobre comprimentos e ângulos entre vetores. Bons estudos! AULA 05 - VETORES Nesta aula, você vai conferir os contextos conceituais da psicologia entenderá como ela alcançou o seu estatuto de cientificidade. Além disso, terá a oportunidade de conhecer as três grandes doutrinas da psicologia, behaviorismo, psicanálise e Gestalt, e as áreas de atuação do psicólogo. Compreender o conceito de psicologia Identificar as diferentes áreas de atuação da psicologia Conhecer as áreas de atuação do psicólogo. Representar vetores no plano, com seus componentes; Realizar operações envolvendo vetores, seus principais métodos de determinação e suas aplicações; Calcular comprimentos e ângulos entre vetores. 1 VETORES Os vetores são normalmente representados por setas. O comprimento da seta será a intensidade, e a ponta mostrará o sentido; com isso, podemos indicar o módulo, a direção e o sentido do vetor. No exemplo a seguir são mostrados dois vetores, u e v, que podem ser decompostos em coordenadas no eixo x e no eixo y. Esses vetores têm como ponto inicial a origem (0,0). Podemos, assim, definir as coordenadas dos vetores como: u⃗ (x'', y'') v⃗ (x', y') Podemos calcular os módulos dos dois vetores utilizando o teorema de Pitágoras, visto que as componentes do vetor são ortogonais. Sendo assim, os módulos dos vetores são: (1) Um vetor é composto por uma componente em x e outra em y. No caso de um vetor no plano, por meio de relações trigonométricas, podemos decompor um vetor em x e y (HEWITT, 2015). Vejamos a decomposição para o vetor u: (2) (3) Por relação trigonométrica de tangente, podemos calcular o ângulo do vetor em relação ao eixo x do plano cartesiano: (4) Figura 1 - Representação de dois vetores no plano cartesiano e suas componentes 2 OPERAÇÕES ENVOLVENDO VETORES Neste capítulo, você vai estudar as principais operações envolvendo vetores, verificando seus métodos e suas aplicações. Soma de vetores A soma de vetores não é como a soma algébrica, em que somente as intensidades e os sinais importam. No caso dos vetores, deve-se conhecer as intensidades e orientações. Existe mais de uma forma de se somar vetores, podendo ser utilizado o método geométrico ou a soma das componentes de um vetor. Na soma de vetores, algumas propriedades devem ser consideradas, como veremos a seguir. Soma pelo método geométrico A seguir, vamos somar dois vetores: u e v, que resultam no vetor w. Para realizar a soma dos vetores, devemos representar graficamente u e, em sua extremidade, definiremos a origem de v. O resultado dessa soma será um vetor que tem origem em u e extremidade no ponto v (Figura 2). Podemos representar a relação dos três vetores como: w⃗ = u⃗ + v (5) Figura 2 - Soma geométrica de vetores Uma propriedade interessante na soma de vetores é que a sequência da soma não altera o resultado; portanto, o vetor w será o mesmo ao se somar v e u ou u e v. Trata-se da chamada propriedade comutativa (HALLIDAY; RESNICK; WALKER, 2016). A Figura 3 mostra que o vetor resultante é o mesmo, independentemente da sequência a ser somada. w⃗ = u⃗ + v⃗ = v⃗ + u (6) Figura 3 - Propriedade comutativa na soma de vetores Muitas vezes, é necessário somar mais de dois vetores. Para tanto, podemos utilizar o mesmo processo, em que cada novo vetor tem sua origem fixada na extremidade de outro vetor. A Figura 4 ilustra a soma de três vetores a, b e c. Figura 4 - Soma de três vetores Para se somar mais de dois vetores, podemos, também, realizar a soma parcial de vetores e, depois, somar o restante. A Figura 5 mostra a soma dos vetores a, b e c, em que os vetores a e b são somados primeiro para, então, serem somados ao vetor c. Figura 5 - Soma de três vetores de forma parcial Existe uma propriedade na soma de mais de dois vetores chamada de propriedade associativa, que indica que a associação de vetores em uma soma não altera o seu resultado (Figura 6). a⃗ + b⃗ + c⃗ = (a⃗ + b⃗) + c⃗ = (a⃗ + c⃗) + b (7) Figura 6 - Propriedade associativa Subtração de vetores A subtração de um vetor pelo outro segue as mesmas propriedades da soma. Nesse caso, precisamos entender o negativo de um vetor, pois a subtração é a soma de um vetor ao negativo do outro (HEWITT, 2015). A representação gráfica do negativo de um vetor será um vetor de mesmo módulo, porém em orientação contrária, conforme mostra a Figura 7. Figura 7 - Vetores opostos Ao somarmos o vetor a ao vetor -b, estamos subtraindo do vetor a o vetor b, e obtendo um vetor resultante c. c⃗ = a⃗ – b⃗ = a⃗ + (–b⃗) (8) Figura 8 - Subtração de vetores Vetor unitário Já vimos nas equações (1) e (2) a decomposição de um vetor em suas componentes ortogonais. Agora, vamos trabalhar com um vetor de módulo unitário, que aponta em uma determinada direção e que não possui dimensão nem unidade (HALLIDAY; RESNICK; WALKER, 2016). Esse vetor tem como função especificar uma orientação. Os vetores unitários servem para indicar a direção positiva dos eixos x, y e z, sendo representados, respectivamente, como î, ĵ, k̂. Nesse caso, o símbolo ^ é utilizado no lugar da seta para, assim, mostrar que se trata de um vetor unitário. Na Figura 1, são retratados dois vetores (u e v); podemos utilizar os vetores unitários para descrever as componentes desses vetores. u⃗ = |u⃗| · cos θ1 î + |u⃗| · sen θ1 ĵ (9) v⃗ = |v⃗| · cos θ2 î + |v⃗| · sen θ2 ĵ (10) Sendo θ1 e θ2 os respectivos ângulos dos vetores u e v. Soma de vetores por componentes A soma de vetores, até então, foi realizada por meio geométrico, ou seja, desenhando-se os vetores em escala correta, para somá-los ou subtraí-los. Entretanto, esse método se torna muito desvantajoso, pois é necessário desenhar os vetores de maneira fidedigna e fazer as devidas medições, o que acarreta erros quando não é realizado da maneira adequada. Existe a possibilidade de se somar um vetor, fazendo a soma das componentes em cada eixo. Vamos considerar a seguinte equação de soma de vetores: c⃗ = a⃗ + b O vetor c é igual à soma dos vetores a e b. Para realizar a soma dos vetores, podemos utilizar as componentes: cx = ax + bx (11) cy = ay + by (12) cz = az + bz (13)Sendo assim, cada componente do vetor c é igual à soma das componentes, no mesmo eixo, de a e b. Em outras palavras, dois vetores são iguais se as componentes correspondentes forem iguais (HALLIDAY; RESNICK; WALKER, 2016). Podemos ver na Figura 9 que, ao se somar o valor das componentes dos vetores a e b, o vetor resultante tem componentes que são iguais às componentes dos vetores. Figura 9 - Representação geométrica da soma de componentes Multiplicação de vetores Podemos multiplicar um vetor por um escalar. Existem duas formas de se multiplicar dois vetores; uma forma resulta em um escalar, chamado de produto escalar, e a outra resulta em um novo vetor, chamado produto vetorial. Ao multiplicarmos um vetor por um escalar, vamos alterar o módulo do vetor. Manter sua direção e seu sentido dependerá do sinal do escalar. Se o escalar é positivo, mantém- se o sentido; se o escalar é negativo, inverte-se o sentido do vetor. Esse produto, consequentemente, altera as componentes do vetor, pois o módulo não é mais o mesmo. A divisão de um vetor por um escalar será igual à multiplicação do vetor pelo inverso do escalar. Exemplo: Um vetor A⃗ possui módulo de 100 N e está orientado a 30º em relação ao eixo x. É realizada uma multiplicação desse vetor pelo escalar −10. Determine as componentes dessa operação. Solução: Multiplicaremos o módulo de A⃗ por −10: 3 PRODUTO ESCALAR O produto escalar de dois vetores é uma operação entre vetores que resulta em um escalar. O produto escalar pode ser interpretado como a projeção de um vetor r multiplicado por um vetor s (TIPLER; MOSCA, 2009). Tomando como exemplo os vetores da Figura 10, vemos que o produto escalar entre os vetores pode ser definido como: r⃗ · s⃗ = |r⃗| · |s⃗| · cos θ (14) Figura 10 - Representação da projeção do produto escalar Como o produto escalar envolve apenas o produto entre os módulos e o cosseno do ângulo entre os vetores, ele apresenta a propriedade comutativa – ou seja, a ordem não interfere no produto. Sendo assim, podemos escrever a seguinte equação: r⃗ · s⃗ = s⃗ · r (15) O produto escalar também pode ser realizado por meio das componentes dos vetores. Nesse caso, não é necessário conhecer o ângulo entre os vetores. r⃗ · s⃗ = rx · sx + ry · sy + rz · sz (16) Produto vetorial O produto vetorial de r⃗ e s⃗ é escrito como r⃗ × s⃗ (se lê r vetor s) e resulta em um novo vetor t ⃗. O módulo desse vetor é igual a: |t ⃗| = |r⃗| · |s⃗| · sen θ (17) Onde o ângulo θ é o menor ângulo entre os vetores r⃗ e s⃗. Por se tratar de um seno, quando o ângulo entre os vetores é 0º ou 180º, o produto escalar é zero. O vetor resultante t ⃗ é perpendicular ao plano definido pelos vetores r⃗ e s⃗. O sentido do vetor t ⃗ é definido pela regra da mão direita. Podemos realizar o produto vetorial entre as componentes: r⃗ × s⃗ = (rx î + ry ĵ + rz k̂) × (sx î + sy ĵ + sz k̂) (18) O produto vetorial não apresenta propriedade comutativa. Sendo assim, a ordem dos vetores importa na operação. r⃗ × s⃗ = – (r⃗ × s⃗) (19) 4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. Fundamentos de física: mecânica. 10. ed. v. 1. Rio de Janeiro: LTC, 2016. HEWITT, P. G. Física conceitual. 12. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015. TIPLER, P. A.; MOSCA, G. Física para cientistas e engenheiros. 6. ed. v. 1. Rio de Janeiro: LTC, 2009. 1 VETORES 2 OPERAÇÕES ENVOLVENDO VETORES 3 PRODUTO ESCALAR 4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS