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SP 1.2 Angina NCS7 Gabriella Faria ÍNDICE Gabriella Faria Visão Geral Diagnóstico Tratamento Semiologia da Dor Torácica Diagnósticos Diferenciais Inervação Cardíaca Vascularização Cardíaca Aterosclerose, Angina e Infarto Exames de Imagem Marcadores Cardíacos TUTORIA 5 7 9 10 11 12 14 LAB/MORFO TBL REFERÊNCIAS 1 1 3 4 2 3 4 16 Definição Geral Estratificação de Risco Classificação Angina é o termo usado para se definir o desconforto no peito atribuível à isquemia miocárdica. Nesse quadro, o miocárdio recebe aporte insuficiente de sangue para seu funcionamento adequado, provocando essa dor que frequentemente é confundida com infarto. ANGINA 1 FATORES: Desconforto ou dor retroesternal Dor quando exercício ou estresse Dor aliviada com repouso ou nitrato Dor Torácica Isquêmica Angina típica = angina estável Todos os 3 fatores acima Angina atípica Apenas 2 fatores Não isquêmica Apenas 1 OU nenhum fator acima Angina de Prinzmetal Também conhecida como Angina de repouso, ocorre quando há oclusão das coronárias sem a presença de trombos, e sim por VASOCONSTRIÇÃO. Essa vasoconstrição pode ser causada, por exemplo. por quadros psicológicos, uso de medicamentos e uso de cocaína Tratamento -> vasodilatadores Dor Torácica Sintomas Associados Características do Quadro Manifestação clássica! Dor torácica Pressão ou peso (sensação de elefante sentado no peito)a. Sensação de aperto, espremedura, constrição no centro ou à esquerda do peito b. Precipitada pelo esforço e aliviada pelo repousoc. Dispnéia Arrotos Náuseas Indigestão Tontura Fraqueza Palidez ANGINA 2 Início e término graduais Localização geralmente difusa Irradia para ombros, braços, pescoço, mandíbula, região epigástrica e raramente para as costas A dor não é afetada pela dinâmica ventilatória e nem pela posição Pode começar/piorar com atividades que aumentam a demanda de oxigênio do miocárdio Mais comum de manhã devido ao aumento do tônus simpático Duração de dois a cinco minutos Aliviada pelo repouso e mudança de posição Diagnósticos Diferenciais Descompasso entre oferta e demanda - Isquemia do miocárdio Demanda de oxigênio do miocárdio: A demanda de oxigênio do miocárdio é determinada por quatro fatores principais: Frequência cardíaca: Quanto maior a frequência cardíaca, maior a demanda de oxigênio. Pressão arterial sistólica: Reflete a carga imposta ao coração durante a contração, conhecida como pós- carga. Tensão ou estresse na parede miocárdica: Determinado pelo volume diastólico final do ventrículo e a massa muscular miocárdica. Contractilidade miocárdica: A força de contração do músculo cardíaco. Suprimento de oxigênio do miocárdio: O suprimento de oxigênio é afetado por diversos fatores, incluindo: Capacidade de transporte de oxigênio do sangue: Afetada pela tensão de oxigênio e concentração de hemoglobina. Descarregamento de oxigênio da hemoglobina para os tecidos: Relacionado aos níveis de 2,3 difosfoglicerato. Fluxo sanguíneo nas artérias coronárias: Influenciado pelo diâmetro e tônus das artérias coronárias, bem como pela pressão de perfusão. Colateralização: A capacidade do coração de desenvolver vias alternativas de suprimento sanguíneo em resposta à obstrução parcial das artérias coronárias principais. Fisiopatologia Exame Físico ECG Teste de Esforço Exames de Imagem Marcadores Cardíacos Exame físico Sinais vitais: Aumento da frequência cardíaca. Elevação da pressão arterial. Palpação precordial: Pulsos anormais. Tato anormal no peito anterior esquerdo. Ausculta cardíaca: Novos sons cardíacos. Novos sopros cardíacos. Eletrocardiograma (ECG) -> Para pacientes em quem a história e o exame físico levantam a possibilidade de isquemia miocárdica como causa de desconforto no peito, um eletrocardiograma (ECG) deve ser obtido. Um ECG obtido quando o desconforto no peito está presente frequentemente mostrará depressão do ponto J e do segmento ST, o que indica isquemia subendocárdica. Quando o paciente está assintomático, o ECG pode ser completamente normal. ANGINA - DIAGNÓSTICO 3 Radiografia de tórax -> é frequentemente solicitada, mas não é provável que confirme ou refute o diagnóstico de isquemia miocárdica. Geralmente, a radiografia é realizada para investigar outras causas de dor torácica. Ecocardiograma -> pode auxiliar no diagnóstico da angina. Se houver disfunção regional da parede, isso pode indicar isquemia e angina como diagnóstico. Por outro lado, se houver disfunção global do ventrículo esquerdo, miocardite (geralmente não associada à doença arterial coronariana aterosclerótica [DAC]) ou DAC grave de três vasos podem ser a causa dos sintomas. Outros achados ecocardiográficos pertinentes para causas não ateroscleróticas de isquemia e angina são hipertrofia ventricular esquerda, miocardiopatia hipertrófica e doença valvular (por exemplo, estenose aórtica ou mitral). São frequentemente obtidos em pacientes com angina. Eles são improváveis de estar elevados em pacientes com episódios de angina intermitente e relativamente breve. No entanto, eles podem ser úteis quando o episódio anginoso é mais prolongado e para entender melhor o prognóstico. Os marcadores ajudam muito a diferenciar Angina Instável de IAM SEM Supra, pois conseguem determinar se há necrose miocárdica. Teste de esforço (Teste ergométrico) -> fazer na Angina ESTÁVEL!!! (também chamado teste de tolerância a exercício) Baseia-se no princípio de que, se as artérias coronarianas estiverem apenas parcialmente bloqueadas, o coração pode ter um fornecimento de sangue adequado quando a pessoa estiver em repouso, mas não quando o coração estiver trabalhando arduamente. Para o teste de esforço, o coração da pessoa é submetido a um grande esforço através de exercícios (por exemplo, andar em uma esteira ou em bicicleta ergométrica). As pessoas que não podem fazer esses exercícios podem receber medicamentos estimulantes que fazem o coração bater mais rápido. Durante o teste de esforço, a pessoa é monitorada por ECG para identificação de anormalidades que sugiram isquemia. mplo, estenose aórtica ou mitral). Terapia Antianginosa Prevenção da Dor Manejo Agudo Nitratos de ação curta -> Os nitratos, geralmente na forma de preparação sublingual, são a terapia de primeira linha para o tratamento de sintomas anginosos agudos. Redução de fatores exacerbantes -> O tratamento de quaisquer condições médicas subjacentes que possam agravar a isquemia miocárdica, como hipertensão, febre, taquiarritmias, tireotoxicose, anemia ou policitemia, hipoxemia ou doença valvar cardíaca, deve ser realizado. Terapia antiplaquetária -> Na ausência de uma contraindicação, todos os pacientes devem ser tratados com aspirina. Terapia de redução de lipídios — Todos os pacientes com SCA devem ser tratados com doses baseadas em evidências de uma estatina de alta intensidade, independentemente do colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL) basal. Inibidores da ECA ou BRA em pacientes selecionados — Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) e os bloqueadores do receptor da angiotensina (BRA) têm benefícios conhecidos para um subconjunto de pacientes com SCA. Inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 — Certos inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 reduzem os desfechos cardiovasculares em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (com ou sem diabetes mellitus) e diabetes mellitus tipo 2 e doença cardiovascular existente. Agonistas do receptor do peptídeo 1 semelhante ao glucagon em pacientes selecionados com obesidade — Certos agonistas do receptor do peptídeo 1 semelhante ao glucagon reduzem os desfechos cardiovasculares em indivíduos com obesidade, tanto com quanto sem diabetes mellitus tipo 2. Outra redução de fatores de risco -> A redução agressiva de fatores de risco deve ser um componente central do manejo de pacientes com angina estável. Prevenindo Progressão ANGINA - TRATAMENTO4 Existem três classes de medicamentos anti-isquêmicos comumente usados no manejo da angina pectoris: beta-bloqueadores bloqueadores dos canais de cálcio nitratos. A ranolazina é uma adição mais recente. Frequentemente, uma combinação desses agentes é usada para controlar os sintomas. Esses agentes também são usados para pacientes que têm sintomas equivalentes à angina, como dispneia ao esforço. Monoterapia inicial com beta-bloqueador -> terapia de primeira linha para reduzir os episódios anginosos e melhorar a tolerância ao exercício, especialmente em indivíduos com outras indicações para terapia com beta- bloqueador (por exemplo, infarto agudo do miocárdio recente, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida). O uso desses agentes em pacientes com SCA é discutido em detalhes em outro lugar. Monoterapia alternativa -> Em pacientes que não toleram um beta-bloqueador, terapias iniciais alternativas incluem bloqueadores dos canais de cálcio ou nitratos de ação prolongada. Bloqueadores dos canais de cálcio -> Os bloqueadores dos canais de cálcio podem ser usados como monoterapia como alternativa aos beta- bloqueadores ou em terapia combinada. Nitratos de ação prolongada-> Os nitratos de ação prolongada podem ser usados como monoterapia como alternativa aos beta-bloqueadores ou em terapia combinada. Terapia combinada para sintomas persistentes — A terapia combinada é comumente usada no tratamento da SCA para pacientes que continuam com sintomas na monoterapia. Em geral, qualquer combinação de beta- bloqueador, bloqueador de canal de cálcio e nitrato de ação prolongada pode ser apropriada. Inervação Simpática e Parassimpática 5 Parassimpática -> Controla a frequência cardíaca, pois inerva o nó. CRONOTOPRISMO - INOTROPISMO - Utiliza acetilcolina, funcionando como um “freio para o coração”. Fibras pré-ganglionares do nervo vago Sinapses com gânglios intramurais parassimpáticos, de onde partem fibras pró- ganglionares Faz vasoconstrição central Simpática -> Controla a força da contração dos ventrículos. ( CRONOTROPISMO + INOTROPISMO + Neurônios pré-ganglionares simpáticos T1 T2 T3 T4 as vezes, T5 e T6 Fazem sinapse nos gânglios paravertebrais, dando origem a fibras pós ganglionares que se unem, formando o plexo cardíaco simpático. Faz vasodilatação central RECEPTOR B-2 Cronotropismo + Inotropismo = Receptor B-1 INERVAÇÃO CARDÍACA Plexo Nervoso Cardíaco (Fora do Coração) INERVAÇÃO CARDÍACA 6 Emaranhado de ramos nervosos simpáticos e parasimpáticos cardiopulmonares e esplâncnicos. Complexo Estimulante Cardíaco (Dentro do Coração) Artérias VASCULARIZAÇÃO CARDÍACA 7 Importante: A artéria dominante é a que emite a artéria interventricular posterior, existem variações anatômicas O esqueleto fibroso cardíaco é isolante elétrico Veias 8 VASCULARIZAÇÃO CARDÍACA Aterosclerose Coronariana Infarto Angina e Aterosclerose Placas Estáveis Muito conteúdo fibroso Crescem muito e criam obstruções -> Estenose crítica Placas Instáveis Muito conteúdo lipídico Placa fibrosa fina Mais suscetível a rupturas, podendo causar trombose, embolias e podem enfraquecer a parede causando aneurismas. 1 ATEROSCLEROSE, ANGINA E INFARTO 9 Angina Estável Ocorre por aumento da demanda em um vaso estenosada Pode ser aliviada por: Repouso Vasodilatadores, como Nitrato Angina Instável Ruptura de placa com trombose e vasoconstrição Transitória Podem ocorrer microinfartos Perda de pequenas áreas do miocárdio Decorre de alterações agudas com obstrução vascular Isso leva à isquemia e à morte celular Usualmente trombótico Troponina NÃO é marcador específico de doença isquêmica! Fazer CATE Trombolítico Angioplastia IAM com supra de ST Angio-TC e Cateterismo Cardíaco Angio TC e Cateterismo Métodos anatômicos para avaliar as artérias coronárias Utilização de contraste iodado IV Detecção de DAC e de obstruções coronárias Angio-TC de coronárias Método não invasivo, em contínuo crescimento Tem amplo respaldo na literatura É possível visualizar a extensão da DAC Quanto maior a carga das doenças ateromatosas nas coronárias, maior o risco de isquemia Cateterismo (CATE) Também conhecido como Cinecoronariografia ou Angiografia Coronária ou Estudo Hemodinâmico Exame invasivo que pode ser realizado de forma eletiva, para confirmar a presença de obstruções das artérias coronárias ou avaliar o funcionamento das valvas e do músculo cardíaco - especialmente quando está sendo programada uma intervenção ou em situações de emergência Realizado por meio da inserção de cateteres nos vasos sanguíneos das pernas ou dos braços que são guiados até o coração por um equipamento especial de raios-X. Sítio de punção mais usado: artéria radial Método diagnóstico e terapêutico Padrão ouro! Detecta a gravidade das lesões coronarianas CATE esquerdo (principal) /direito (avaliação de hipertensão arterial pulmonar, por exemplo) Também pode usar outras ferramentas de estudo, como IVUS (ultrassom coronariano), OCT (Tomografia óptica) e FFR (avaliação de reserva de fluxo fracionado) Deve ser indicado adequadamente, pois tem até 2% de risco de complicações graves Pode causar complicações como IAM, AVC, Arritmias, sangramentos, reações ao contraste Artérias Coronárias EXAMES DE IMAGEM 10 Onde se origina a artéria do nó AV Cruz cordis Creatinoquinase (CK)Troponina Mioglobina 1 MARCADORES CARDÍACOS 11 Troponina NÃO é marcador específico de doença isquêmica! Os marcadores ajudam muito a diferenciar Angina Instável de IAM SEM Supra, pois conseguem determinar se há necrose miocárdica. Troponina: Proteína muscular que regula a contração muscular. Biomarcadores para infarto agudo do miocárdio (IAM): TnT e TnI. Liberação na circulação após lesão do cardiomiócito. Utilidade diagnóstica limitada para lesões recorrentes. Sensibilidade e especificidade variam ao longo do tempo. Recomendação: dosagem no momento da apresentação e entre 6-9 horas após a lesão. Atualmente, para diagnóstico de IAM, a Sociedade Brasileira de Cardiologia sugere a utilização das troponinas T e I e da CK-MB massa como marcadores de lesão miocárdica. Se os ensaios de troponina não estiverem disponíveis, a melhor alternativa é a CK-MB massa, não sendo recomendado o CK total. Na ausência desses ensaios, opta-se por quaisquer outros testes disponíveis, sendo fundamentais o reconhecimento de sua limitação diagnóstica e a incapacidade de atender às reais necessidades de cada paciente. A troponina (I ou T) é o marcador preferido para a lesão do miocárdio, possuindo especificidade quase absoluta e alta sensibilidade. A combinação de TnT com o copeptin ou concentrações normais de mioglobina (nas primeiras horas) possuem alta acurácia na exclusão de IAM. O diagnóstico precoce de IAM vale-se dos ensaios de alta sensibilidade de troponina ou do H-FABP e mioglobina, quando associados a outros parâmetros. São necessários novos estudos em condições diversas, a fim de ampliar e confirmar os valores prognósticos dos biomarcadores de IAM para estabelecerem-se critérios para a terapêutica com mais precisão. Creatinoquinase (CK): Enzima reguladora do fosfato de alta energia. CK-MB: específica para lesões cardíacas. Sensibilidade aumenta após 12 horas do início dos sintomas. Uso serial recomendado a cada 3-4 horas. Importante para diagnóstico de reinfarto e avaliação pós- intervenção coronariana. Mioglobina: Proteína citoplasmática presente em músculos esqueléticos e cardíacos. Elevação precoce após isquemia, máximo em 6-9 horas e normalização em 12-24 horas. Baixa especificidade, útil para excluir IAM nas primeiras horas após desconforto no peito. Em cada fonte o quadro aparece de um jeito diferente, favor não confiar 100% neste aqui. Dor Referida Cardíaca 12 Estímulos nocivos originados no coração são percebidos como dor originada em uma parte superficial do corpo (pele do membro superior esquerdo). Ela é transmitida por fibras aferentes viscerais que acompanham fibras simpáticas e que têm seus corpos celulares no mesmo gângliosensitivo espinal e processos centrais que entrem na medula espinal através das mesmas raízes posteriores. Dor Anginosa Avaliação de Dor Torácica Dor associada à angina. Descrita usualmente como uma sensação de dor ou desconforto no centro do peito, bem como queimação e aperto. Pode se espalhar para os braços, mandíbula e ombros (principalmente do lado esquerdo). A dor anginosa costuma surgir durante esforço acometido por atividades físicas, porém aliviada com repouso. ANGINA E INFARTO: tórax superior retroesternal irradiando para pescoço e mandíbula retroesternal irradiando para ombro esquerdo epigástrica epigástrica irradiando para pescoço, mandíbula e braços pescoço e mandíbula ombro esquerdo e ambos os braços interescapular SEMIOLOGIA DA DOR TORÁCICA Investigação Exame Físico Classificação A primeira coisa a se classificar é saber se trata-se de uma dor cardíaca ou não. Cardíaca -> Isquêmica ou não isquêmica? Não Cardíaca -> Gastroesofageana e Não-Gastroesofageana? FATORES: Desconforto ou dor retroesternal Dor quando exercício ou estresse Dor aliviada com repouso ou nitrato Dor Torácica Isquêmica Angina estável Dor TÍPICA -> preenche todos os 3 fatores acima Angina instável Dor ATÍPICA -> Apenas 2 fatores Não isquêmica Apenas 1 OU nenhum fator acima A Angina se classifica como Instável e Estável, e a dor da angina pode ser Típica e Atípica. Estável -> causa uma dor geralmente típica Instável -> causa uma dor geralmente atípica Localização Anatomia da dor A dor irradia? (A dor se propaga ao longo da raiz nervosa.) A dor se refere para outra região? Qualidade Pressão Aperto Queimação Constrição Pontadas Fincadas Aguda Rasgante Lancinante Opressiva Anginosa Espasmo Ardência Pleurítica Intensidade Início (quando começou) Duração Minutos, horas, dias Intermitente Contínua Prolongada Aguda Fatores de alivio Repouso Medicamentos Posturas e posições Exercícios Fatores de agravo Toque Estresse Respiração (dinâmica ventilatória) Refeições Posturas e posições Movimento Repouso Esforço Frio Picos de pressão alta Sintomas associados Sudorese Síncope Hemoptise Lesões cutâneas Alterações sensoriais Dispneia Achados ao exame físico Bulhas patológicas Sopros Palidez Atrito Pericárdico Alterações de ritmo cardíaco Alterações de pulso e de PA Cianose Dor à palpação Alteração de FR e de padrão respiratório Fáscies 113 SEMIOLOGIA DA DOR TORÁCICA 1 14 DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS IAM PericarditeANGINA Localização Retroesternal Referida Qualidade Pressão Peso Aperto Queimação Constrição Duração 2 a 10 min (ou mais) Fatores precipitantes Esforço Estresse/emoção Frio Fatores de alívio Repouso Nitrato Exame físico Presença de B4 Sopro sistólico Localização Retroesternal Referida Qualidade Pressão Peso Aperto Queimação Constrição Duração Mais de 20 a 30 min Súbita Fatores precipitantes Esforço Repouso Frio Fatores de alívio Não alivia Exame físico Dispneia, sudorese, palidez Presença de B4 Sopro Sistólico Localização Esternal Ápice Pescoço Ombro esquerdo Qualidade Aguda Fincada Pontada Facada Duração Horas ou dias A dor vai e volta Fatores precipitantes Respiração profunda Rotação do tórax Posição supina Fatores de alívio Sentado Tórax para frente - “prece para maomé” Exame físico Atrito pericárdico Isquêmica Pericárdica Esofágica Dissecção de aorta Lesões no mediastino TEP Isquêmica Pericardite Pleurite Cervicobraquialgia Dor Muscular Abscesso subdiafragmático Isquêmica Dor cervicodorsal Parede Torácica Neuralgia Intercostal TEP Miosites Pneumonia Infarto esplênico Absesso subdiafragmático Lombalgia Cólica Biliar Distensão hepática Absesso subdiafragmático Pneumonia Gastreoduodenal TEP Miosite Aguda Isquêmica Musculoesquelética Pancreática Cólica Biliar Isquêmica Pericárdica Esofágica Gastroduodenal Pancreática Cólica Biliar DIstensão Hepática Pneumonia TEP EsofágicaDissecção Aórtica Herpes ZósterPsicogênica 1 15 Localização Tórax anterior Dorso Qualidade Intensa Lancinante Rasgante Fincada Duração Súbita Sem alívio Prolongada Fatores precipitantes HAS Síndrome de Marfan Fatores de alívio Sem alívio Exame físico Pulso assimétrico Dif. de PA entre os membros Déficits neurológicos SD FAo Localização Subesternal Sobre a área do infarto pulmonar Qualidade Pleurítica (inferior) Anginosa Opressiva Duração Súbita Minutos a horas Fatores precipitantes Respiração FR (para TEV) Fatores de alívio Repouso Exame físico Taquidispneia Taquicardia Cianose Hemoptise Hipotensão ICD Localização Retroesternal Epigástrica Qualidade Queimação Espasmo Duração 30 min a 1h Fatores precipitantes Refeições (pós-prandial) Deitado Fatores de alívio Antiácidos Inibid. da bomba de prótons Exame físico Dor à palpação epigástrica Localização Ápice cardíaco Qualidade Aperto Pontadas Duração Horas Fatores precipitantes Ansiedade Emoções Fatores de alívio Analgésicos Ansiolíticos Exercícios Exame físico Hiperventilação Depressão Ansiedade Jovens e mulheres (+ comum) Localização Dermátomo Qualidade Queimação Ardor Duração Contínua Fatores precipitantes Sensibilidade ao toque Fatores de alívio Analgésicos Corticóides Anti-inflamatórios Exame físico Vesículas da herpes zóster DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS Livros Imagens e infos de anato: MOORE, KL et al. Anatomia orientada para clínica, 2022. Semiologia Médica – Celmo Celeno Porto – 7ª Edição. 2013. Editora Guanabara Koogan. Artigos https://www.rmmg.org/artigo/detalhes/608 BösnerS,BeckerA,HaasenritterJ, et al.Chestpainin primary care: epidemiology and pre-work-up probabilities.EurJGenPract2009;15:141. Ebell MH. Evaluation of chest pain in primary care patients.AmFamPhysician2011;83:603. KlinkmanMS,StevensD,GorenfloDW.Episodesofcare for chest pain: a preliminary report fromMIRNET. MichiganResearchNetwork.JFamPract1994;38:345. Kumar A, Cannon CP. Acute coronary syndromes: Diagnosis and management, part II. Mayo Clin Proc. 2009;84(11):1021-36. 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Ass.: Gaby REFERÊNCIAS 16 https://www.cardiopapers.com.br/iam-com-supra-de-st-x-iam-sem-supra-de-st-qual-o-tipo-mais-grave/ https://www.cardiopapers.com.br/iam-com-supra-de-st-x-iam-sem-supra-de-st-qual-o-tipo-mais-grave/ https://www.uptodate.com/contents/approach-to-the-patient-with-suspected-angina-pectoris?search=angina&source=search_result&selectedTitle=1%7E150&usage_type=default&display_rank=1#H624925904 https://www.uptodate.com/contents/approach-to-the-patient-with-suspected-angina-pectoris?search=angina&source=search_result&selectedTitle=1%7E150&usage_type=default&display_rank=1#H624925904 https://www.uptodate.com/contents/approach-to-the-patient-with-suspected-angina-pectoris?search=angina&source=search_result&selectedTitle=1%7E150&usage_type=default&display_rank=1#H624925904 https://www.uptodate.com/contents/chronic-coronary-syndrome-overview-of-care?search=angina&source=search_result&selectedTitle=2%7E150&usage_type=default&display_rank=2 https://www.uptodate.com/contents/chronic-coronary-syndrome-overview-of-care?search=angina&source=search_result&selectedTitle=2%7E150&usage_type=default&display_rank=2 https://www.uptodate.com/contents/chronic-coronary-syndrome-overview-of-care?search=angina&source=search_result&selectedTitle=2%7E150&usage_type=default&display_rank=2 https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/dor-toracica/definicao/