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Discutir sobre as causas da hipertensão arterial sistêmica ( HAS ) Descrever as consequências fisiológicas da hipertensão e seus tipos Entender a hipertrofia cardíaca correlacionando com a hipertensão arterial sistêmica Compreender como diagnosticar a hipertensão arterial sistêmica Discutir sobre as causas da hipertensão arterial sistêmica ( HAS ) A maioria dos casos de hipertensão não tem uma causa específica, sendo chamada de hipertensão primária. Nesses casos estão envolvidos fatores genéticos e individuais, portanto a história familiar é fator de risco importante para desenvolvimento da hipertensão, mas os fatores ambientais e de estilo de vida também devem ser considerados. O sedentarismo, excesso de consumo de sal, obesidade, consumo excessivo de álcool, diabetes e tabagismo são os vilões responsáveis por aumentar a chance de aparecimento da hipertensão ou do seu descontrole. Menos comumente existem os casos de hipertensão secundária, ou seja, elevação de pressão secundária a alguma doença ou medicação associada. Algumas doenças dos rins, da supra renal, da tireoide, tumores e determinados medicamentos, entre eles corticoides, anti-inflamatórios e quimioterápicos, podem elevar a pressão. Em todos os pacientes, durante a avaliação inicial da hipertensão, considerando a história clínica na consulta, o exame físico e exames complementares, laboratoriais e de imagem, têm também como objetivo excluir essas possibilidades. Descrever as consequências fisiológicas da hipertensão e seus tipos S1P2 Níveis pressóricos elevados por muito tempo agridem o coração pela sobrecarga da HAS no miocárdio, aumentando a força de contração e os vasos sanguíneos pela ação física das paredes deles CORAÇÃO - A HAS causa sobrecarga ao miocárdio, que passa a trabalhar com maior força para vencer a resistência vascular periférica aumentada. As modificações cardíacas na has constituem a cardiopatia hipertensiva VASOS SANGUÍNEOS - As lesões são diferentes conforme a constituição e o calibre dos vasos. Em artérias de grande e médio calibre, a ha favorece a aterosclerose. Em pequenas artérias e arteríolas, surge a arteriolosclerose. síndrome metabólica Doença arterial coronária insuficiência cardíaca a has tem papel inquestionável na fisiopatologia da insuficiência cardíaca, levando ao aparecimento de hipertrofia ventricular esquerda e à disfunção diastólica e sistólica do ventrículo esquerdo. é o maior fator de risco para o desenvolvimento, acidente vascular e encefálico tipos A hipertensão pode ser dividida em três estágios, definidos pelos níveis de pressão arterial. Esses números somados a condições relacionadas que o paciente venha a ter, como diabetes ou histórico de AVC, determinam se o risco de morte cardiovascular do paciente é leve moderado, alto ou muito alto. Além disso quanto mais alta a pressão arterial, maior a chance do paciente precisar usar medicamentos estágio 1 - Hipertensão acima de 140 por 90, abaixo de 160 por 100 estágio 2 - Hipertensão acima de 160 por 100 e abaixo de 180 por 110 estágio 3 - hipertensão acima de 180 por 110 Entender a hipertrofia cardíaca correlacionando com a hipertensão arterial sistêmica Pode ocorrer devido à Hipertensão Arterial Sistêmica ou Estenose Aórtica • Hipertrofia é o aumento dos componentes e das funções celulares, ampliando o volume das células e dos órgãos • Quando a hipertrofia é decorrente da HAS, primeiramente ocorre a Hipertensão Concêntrica e, logo após, a Hipertensão Excêntrica Fase Compensada da Cardiopatia Hipertensiva: ➢ Após a hipertrofia do ventrículo esquerdo, o indivíduo fica compensado hemodinamicamente durante anos ou décadas, apesar da hipertensão ➢ O coração tem um aumento de peso, chegando a pesar 450 gramas em homens e 350 gramas em mulheres ➢ O paciente pode ser assintomático nessa fase, embora haja risco de morte súbita Fase Descompensada da Cardiopatia Hipertensiva: ➢ Quando a hipertensão continua descontrolada, chega um momento em que o coração não consegue mais se hipertrofiar e passa a ter sobrecarga de volume ➢ Ocorre a hipertrofia excêntrica, com dilatação das valvas ➢ Com a insuficiência cardíaca esquerda, aparecem congestão e edema pulmonares, que se manifestam por tosse e dispneia ➢ Quando mais grave, aparecem hipoperfusão renal e encefálica (encefalopatia hipóxica). ➢ Quando há insuficiência aparecem congestão sistêmica e edema inicialmente nos membros inferiores - Mesmo na fase compensada e por causa do aumento progressivo da espessura da parede ventricular, a capacidade (complacência) do ventrículo esquerdo diminui (surge sobrecarga do átrio esquerdo) e aumenta a necessidade de O2 o que contribui para a isquemia miocárdica e faz com que surjam focos de fibrose intersticial - As células miocárdicas hipertróficas são mais suscetíveis a isquemia, porque, além de terem exigências metabólicas aumentadas, a distância entre o interior das células e o capilar que as nutre é maior, ocasionando dificuldade para difusão de O2 Hipertensão Concêntrica: ocorre no primeiro momento, em que há uma sobrecarga de pressão. O volume das células aumenta e os novos sarcômeros estão depositados em paralelo ao longo eixo das células, expandindo a área transversa dos miócitos e diminuindo a tensão na parede cardíaca. Hipertensão Excêntrica: ocorre na HAS quando o miocárdio não consegue ter força para manter o fluxo normal e ocorre acúmulo de sangue na cavidade que sofre dilatação (sobrecarga de volume). As células se hipertrofiam tentando manter o fluxo e diminuir o estresse na parede, mantendo sua espessura e aumentando o seu comprimento, com predomínio de adição de sarcômeros em série resumindo : - A elevação da PA aumenta a carga de trabalho imposta ao ventrículo esquerdo, porque eleva a pressão contra a qual o coração precisa bombear para ejetar o sangue na circulação sistêmica - Com o tempo a pressão alta aumenta a sobrecarga do coração, com isso, a parede do ventrículo esquerdo remodela e hipertrofia para compensar o aumento da carga de pressão - Além disso, há aumento na tensão da parede; os miócitos da parede cardíaca são submetidos a maior trabalho se hipertrofiam na tentativa de manter o fluxo e diminuir a tensão - Enquanto isso, o volume da cavidade fica mantido ou, às vezes, discretamente diminuído, ou seja, não é comprimento da célula que aumenta, mas sua espessura, refletindo um aumento no sarcômero “ em paralelo”, conhecida como hipertrofia concêntrica - Caso o miocárdio não tenha força para manter o fluxo, há o acúmulo de sangue na cavidade, gerando uma dilatação. - Este é um fator de risco importante, visto que, o coração não consegue bombear sangue com eficiência. Compreender como diagnosticar a hipertensão arterial sistêmica A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é diagnosticada pela detecção de níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA) pela medida casual. A PA deve ser realizada em toda avaliação por médicos de qualquer especialidade e demais profissionais da saúde. - O tratamento com medicação deve ser feito quando a PA não consegue ser controlada com práticas de exercícios, reduzindo a ingestão de bebidas alcoólicas e perdendo peso, com a intenção de deixar os vasos mais dilatados. - Todos os remédios para hipertensão são vasodilatadores e agem de diferentes maneiras. Os mais antigos, entre eles os diuréticos, por exemplo, se no início fazem a pessoa perder um pouquinho mais de água, também ajudam a reduzir a reatividade dos vasos. Os mais modernos costumam ser mais tolerados e provocam menos efeitos colaterais