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<p>INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO (IAM)</p><p>PROF. ENF LEONARDO L. BRAVIN</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>IAM é a necrose das células miocárdicas devido a oferta inadequada</p><p>de oxigênio ao músculo cardíaco. E causado pela redução do fluxo</p><p>sanguíneo coronariano de magnitude e duração suficiente para não ser</p><p>compensado pelas reservas orgânicas, levando a isquemia e por</p><p>consequências a necrose.</p><p>Isquemia cardíaca é caracterizada pela diminuição da passagem de</p><p>sangue pelas artérias coronárias. Geralmente, é causada pela presença de</p><p>placas de gordura em seu interior, que quando não são devidamente</p><p>tratadas, podem romper e entupir o vaso, causando angina e infarto.</p><p>A isquemia cardíaca pode ser classificada como</p><p>sendo:</p><p>• Isquemia cardíaca crônica:</p><p>caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura no interior das artérias,</p><p>cujo principal sintoma é a dor no peito que surge inicialmente, durante</p><p>esforços e, com o tempo, passa a surgir até mesmo em repouso;</p><p>• Isquemia cardíaca transitória:</p><p>caracterizada pela dor no peito que surge quando o indivíduo encontra-se</p><p>sob estresse emocional ou estresse físico, e diminui em repouso; Comum</p><p>em mulheres jovens.</p><p>• Isquemia silenciosa:</p><p>pode não gerar sintomas e afetar o indivíduo descansando, sentado, deitado</p><p>ou dormindo.</p><p>Geralmente é diagnosticado durante exames de rotina.</p><p>FISIOPATOLOGIA</p><p>• O IAM é resultante da ruptura ou erosão de uma placa</p><p>aterosclerótica, desencadeando um processo em cascata, o qual</p><p>reduz de forma critica o fluxo sanguíneo na artéria coronária por</p><p>espasmo coronário ou formação de trombo. Desencadeando</p><p>isquemia cardíaca e por fim necrose e fibrose do tecido.</p><p>IDADES AFETADAS</p><p>• 0-2 Muito raro</p><p>• 3-5 Muito raro</p><p>• 6-13 Muito raro</p><p>• 14-18 Muito raro</p><p>• 19-40 Raro</p><p>• 41-60 Comum</p><p>• 60+ Comum</p><p>CAUSAS</p><p>A presença de placas de gordura no sangue é chamada</p><p>de Aterosclerose (placa de colesterol). O paciente que possui placas de</p><p>aterosclerose com algum grau de obstrução na luz de uma artéria tem a</p><p>chamada DAC – doença arterial coronariana. Conforme a placa de</p><p>gordura (ateroma) cresce, ela leva à obstrução cada vez maior da</p><p>coronária e pode levar ao sintoma de dor no peito aos esforços (angina).</p><p>Em geral, uma pessoa tem sintoma de dor no peito aos esforços quando a</p><p>obstrução é maior que 70%.</p><p>Antigamente acreditava-se que o infarto agudo do miocárdio ocorria</p><p>quando estas placas cresciam progressivamente até fechar</p><p>completamente o vaso. Hoje sabemos que não é isso que ocorre. O</p><p>fechamento do vaso ocorre devido a uma ruptura na parede da placa de</p><p>gordura, levando à formação de um coágulo que obstrui a artéria e</p><p>ocasiona o IAM.</p><p>FATORES DE RISCO</p><p>Fatores de risco de infarto incluem:</p><p>Idade: homens acima dos 45 anos e mulheres com 55 anos ou mais tem</p><p>maior propensão ao infarto</p><p>• Tabagismo;</p><p>• Idade;</p><p>• Hipertensão;</p><p>• Colesterol elevado;</p><p>• Diabetes;</p><p>• Histórico familiar de infarto;</p><p>• Sedentarismo;</p><p>• Obesidade;</p><p>• Estresse;</p><p>• Alcoolismo;</p><p>• Uso de drogas ilegais estimulantes, como cocaína.</p><p>CLASSIFICAÇÃO</p><p>A dor do infarto pode ser atípica ou atípica.</p><p>Dor atípica podem ser mais difíceis de caracterizar. Em geral se diz</p><p>que a dor do infarto pode se alojar em qualquer local entre o lábio</p><p>inferior e a cicatriz umbilical.</p><p>Dor típica tem como características ser no meio do peito, em</p><p>aperto, espalhando para o braço esquerdo, acompanhada de</p><p>sudorese, náusea e palidez cutânea.</p><p>As características do infarto em mulheres são muito menos</p><p>típicas, com queixas de queimação ou agulhadas no peito ou</p><p>ainda falta de ar sem dor.</p><p>CONSEQUÊNCIAS DO INFARTO</p><p>As consequências do infarto vão depender da gravidade do quadro. Quando</p><p>o infarto afeta somente uma pequena área do coração, a possibilidade de</p><p>não haver nenhuma consequência é maior, contudo, na maior parte dos</p><p>casos, a principal consequência do infarto é a alteração na contração do</p><p>músculo cardíaco.</p><p>Pode ser classificada como:</p><p>• Disfunção sistólica normal;</p><p>• Disfunção sistólica leve;</p><p>• Disfunção sistólica moderada</p><p>• Disfunção sistólica importante/grave.</p><p>Outras possíveis consequências do infarto são:</p><p>• Arritmias cardíacas ;</p><p>• Distúrbio no funcionamento da valva mitral, provocando insuficiência mitral.</p><p>Qualquer dor nessas regiões que se mantêm por mais de 20 minutos</p><p>deve ser investigada e considerada doença grave, especialmente se</p><p>associada aos seguintes sintomas:</p><p>• Vômitos;</p><p>• Suor frio;</p><p>• Fraqueza Intensa;</p><p>• Palpitações;</p><p>• Falta de ar;</p><p>• Sensação de ansiedade;</p><p>• Fadiga;</p><p>• Sonolência;</p><p>• Tontura ou vertigem.</p><p>SINTOMAS</p><p>DIAGNÓSTICO E EXAMES</p><p>Exame Clínico:</p><p>• Alterações eletrocardiográficas;</p><p>• Elevação Enzimática: - Creatinoquinase ( CK )</p><p>- Isoenzimas – CK</p><p>- Mioglobina cardíaca</p><p>- Troponinas Cardioespecíficas</p><p>Estes exames incluem:</p><p>• Eletrocardiograma (ECG);</p><p>• Exames de sangue.</p><p>Você também pode passar por esses exames adicionais:</p><p>• Radiografia do tórax;</p><p>• Ecocardiograma;</p><p>• Cateterização coronariana (angiografia);</p><p>• Teste ergométrico, após o quadro estar estabilizado;</p><p>• Tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética.</p><p>TRATAMENTO</p><p>• Oxigenoterapia: melhora a oxigenação para o músculo</p><p>cardíaco isquêmico.</p><p>• Controle da dor:</p><p>Terapia analgésica por opiáceo;</p><p>Terapia vasodilatadora;</p><p>Terapia ansiolítica</p><p>Terapia Farmacológica – trombolíticos</p><p>- anti- trombínicos</p><p>- antiplaquetários</p><p>- Anti-isquemicos</p><p>• Angioplastia Coronariana</p><p>PROCEDIMENTOS</p><p>Além de medicamentos, você pode passar por um dos seguintes</p><p>procedimentos para o tratamento de seu ataque cardíaco:</p><p>Angioplastia coronária com implante de stent .</p><p>CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA</p><p>• Nos casos mais graves, pode ser necessária a realização da</p><p>cirurgia de ponte de safena, que normalmente é feita cerca de 3 a</p><p>7 dias após o ataque cardíaco.</p><p>• Essa cirurgia consiste na retirada de um pedaço da veia safena,</p><p>localizada na perna, para substituir a parte obstruída da artéria do</p><p>coração, reativando o fluxo sanguíneo normal para o órgão.</p><p>FISIOTERAPIA APÓS INFARTO</p><p>O tratamento fisioterapêutico pós infarto deve ser iniciado ainda no</p><p>hospital, após a liberação do médico cardiologista, e costuma ser</p><p>composto por:</p><p>• Exercícios respiratórios para fortalecer os pulmões;</p><p>• Alongamentos musculares;</p><p>• Subir e descer escadas;</p><p>• Exercícios para melhorar o condicionamento do corpo.</p><p>A intensidade dos exercícios varia de acordo com a fase da reabilitação</p><p>que o paciente se encontra. Inicialmente sugere-se de 5 a 10 minutos</p><p>de exercícios 2 vezes por dia, que evolui até que o indivíduo consiga</p><p>realizar 1 hora de exercícios por dia, o que costuma acontecer 6 meses</p><p>após o infarto.</p><p>Dieta Equilibrada Exercícios Físicos Manter o Peso Ideal</p><p>Níveis de Colesterol e Triglicérides Acompanhar a Glicemia Aferir Pressão Arterial</p><p>Abandonar o Cigarro Reduzir o Estresse</p><p>COMO PREVINIR O IAM</p><p>ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM</p><p>A assistência de enfermagem no IAM é de grande</p><p>importância, devendo o enfermeiro estar atento:</p><p>• As alterações eletrocardiográficas;</p><p>• Pressão arterial;</p><p>• Frequência cardíaca e queixas de dor precordial;</p><p>• Deve-se manter no paciente a oxigênioterapia e um</p><p>acesso venoso calibroso.</p><p>Assistência de enfermagem após angioplastia:</p><p>•Orientar o paciente quanto ao repouso, cuidados com o curativo e dieta;</p><p>• Quando o procedimento for realizado pela via radial deve-se retirar o</p><p>introdutor assim que finalizado o procedimento e realizar curativo</p><p>compressivo mantendo-o por duas horas. Em seguida desapertá-lo e</p><p>verificar perfusão e pulso;</p><p>• Quando o procedimento for realizado por via femoral, o introdutor será</p><p>retirado após cinco horas, o paciente deve ser orientado quanto ao</p><p>repouso e manter restrição do membro durante esse período;</p><p>• Após cinco horas, retirar o introdutor e manter compressão manual por</p><p>aproximadamente vinte minutos para hemostasia, logo após, realizar</p><p>curativo compressivo em região inguinal, orientando o paciente à retirá-lo</p><p>no dia seguinte.</p><p>ANGINA PECTÓRIS</p><p>A angina, angina de peito, angina pectoris ou angor pectoris não é</p><p>uma doença, mas um conjunto de sintomas (uma síndrome) que</p><p>ocorre</p><p>devido ao baixo suprimento de oxigênio ao músculo</p><p>cardíaco em razão de obstruções</p><p>ou espasmos das artérias coronarianas.</p><p>Essa insuficiência quase sempre é transitória e se verifica naquelas</p><p>condições em que o coração exige um desgaste maior de oxigênio</p><p>como esforços físicos ou excitações emocionais intensas e geralmente</p><p>cede em poucos minutos, sem deixar sequelas. Quase sempre é</p><p>indicativa de uma doença coronariana. Um de seus principais</p><p>componentes é uma dor no peito e o termo “angor pectoris” significa</p><p>algo como "estrangulamento do peito", que é a forma característica</p><p>como essa dor é sentida.</p><p>CAUSAS</p><p>• A angina ocorre quando as artérias coronárias ficam demasiado</p><p>estreitas para fornecerem sangue suficiente ao coração. A sua</p><p>principal causa é a aterosclerose das artérias cardíacas. Outras</p><p>causas menos comuns são, por exemplo, a compressão</p><p>das artérias por algo próximo às</p><p>mesmas, inflamações ou infecções das artérias e doenças nas</p><p>válvulas cardíacas.</p><p>• Os fumantes, os obesos, os sedentários e as pessoas</p><p>com colesterol ou pressão arterial alta têm mais probabilidade de</p><p>ter angina que as demais pessoas.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DA DOR</p><p>A dor torácica pode ser classificada em 4 categorias a partir das suas</p><p>características clínicas, independente dos exames complementares.</p><p>Dor anginosa típica (tipo A):</p><p>Há características de angina do peito</p><p>típica e evidente, levando ao</p><p>diagnóstico de doença arterial</p><p>coronariana (angina do peito ou</p><p>infarto do miocárdio), mesmo sem o</p><p>resultado de qualquer exame</p><p>complementar.</p><p>Dor provavelmente anginosa</p><p>(tipo B):</p><p>Esse tipo de dor não possui</p><p>todas as características de uma</p><p>angina do peito típica, mas a</p><p>doença coronariana é a</p><p>principal suspeita diagnóstica.</p><p>Dor provavelmente não-anginosa</p><p>(tipo C):</p><p>É uma dor atípica, mas não é</p><p>possível excluir totalmente o</p><p>diagnóstico de doença arterial</p><p>coronariana sem a realização de</p><p>exames complementares.</p><p>Dor não-anginosa (tipo D):</p><p>É um tipo de dor com</p><p>características de origem não-</p><p>coronariana, onde outro</p><p>diagnóstico se sobrepõe</p><p>claramente à hipótese de</p><p>doença arterial coronariana.</p><p>SINTOMAS</p><p>• O sintoma principal da angina é a dor no peito. Na maioria das</p><p>pessoas ela é referida como um desconforto no peito, habitualmente</p><p>descrito como pressão, peso, aperto, ardor ou sensação de choque,</p><p>localizado principalmente no centro do peito, nas costas ou</p><p>no pescoço, no queixo ou nos ombros, com frequentes irradiações</p><p>para os braços (esquerdo principalmente).</p><p>• Em geral, é exacerbada pelo excesso de estresse emocional, pelo</p><p>esforço físico, pela digestão depois de uma refeição farta e por</p><p>temperaturas frias.</p><p>• Essa dor dura de um a cinco minutos e pode ser acompanhada por</p><p>suor e náuseas em alguns casos e é aliviada pelo repouso ou por</p><p>medicação específica.</p><p>DIAGNÓTICO</p><p>Nas anginas em que não haja dores no peito e em que não tenham</p><p>ocorrido problemas cardíacos anteriores, o eletrocardiograma é</p><p>tipicamente normal, mas modificações dele podem ser observadas</p><p>durante os episódios de dor.</p><p>Para se detectar eventuais deficiências circulatórias, usa-se fazer um</p><p>teste ergométrico tomando-se o eletrocardiograma enquanto o</p><p>paciente corre em uma esteira.</p><p>Em casos específicos, é necessária a realização de</p><p>uma angiografia coronariana a qual sugerirá o tratamento a ser</p><p>seguido, inclusive em casos cirúrgicos.</p><p>TRATAMENTO</p><p>O tratamento principal da angina deve visar três fatores:</p><p>• Aliviar os sintomas.</p><p>• Diminuir o ritmo de progressão da doença.</p><p>• Reduzir a ocorrência de complicações cardíacas futuras.</p><p>A nitroglicerina (potente vasodilatador) é usada comumente para tratar as dores</p><p>agudas da angina.</p><p>Doses baixas diárias de aspirina usadas por pacientes que não tenham problemas</p><p>com o seu uso são bastante úteis em pacientes com angina estável.</p><p>Algumas medicações com diferentes mecanismos de ação, à base</p><p>de nitrato, betabloqueadores, bloqueadores do canal de cálcio e</p><p>antiagregantes plaquetários são usados para aliviar</p><p>os sintomas da angina.</p><p>Torna-se ainda mais importante manter controle sobre os fatores de</p><p>risco para doenças cardíacas, como parar de fumar, perder peso,</p><p>fazer exames para o colesterol alto, controlar o diabetes e a</p><p>pressão alta, etc.</p><p>Diversas técnicas cirúrgicas, como a angioplastia, com ou sem a</p><p>colocação de stent ou uma revascularização cardíaca, podem estar</p><p>indicadas.</p><p>CUIDADOS DE ENFERMAGEM</p><p>• avaliar as características da dor no peito e sintomas associados.</p><p>• avaliar a respiração, a pressão sangüínea e freqüência cardíaca em</p><p>cada episódio de dor torácica.</p><p>• fazer um ECG, cada vez que a dor torácica surgir, para evidenciar</p><p>infarto posterior.</p><p>• monitorizar a resposta ao tratamento medicamentoso.</p><p>• avisar o médico se a dor não diminuir.</p><p>• identificar junto ao cliente as atividades que provoquem dor.</p><p>• prover um ambiente confortável e silencioso para o cliente/família.</p><p>• ajudar o paciente a identificar seus próprios fatores de risco.</p><p>• providenciar orientação nutricional ao cliente/família.</p><p>• esclarecer o cliente/família acerca dos medicamentos que deverão ser</p><p>tomados após a alta hospitalar.</p><p>• explicar a relação entre a dieta, atividades físicas e a doença.</p><p>OBRIGADO!!</p>

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