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CAPÍTULO 2 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão A partir da concepção do saber fazer, neste capítulo você terá os seguintes objetivos de aprendizagem: 3 Conhecer as principais teorias relacionadas às questões estratégicas da produção, operações e decisões estratégicas na produção. 3 Compreender as principais ferramentas de apoio à decisão gerencial na produção. 3 Conhecer as boas práticas do gerenciamento dos processos de uma cadeia produtiva. 3 Conhecer conceitos básicos relacionados a projetos, utilizando como base a metodologia da PM – Project Management, conforme o PMBOK do Project Management Institute – PMI. 3 Identificar as melhores ferramentas a utilizar em um processo decisório na produção. 3 Trabalhar com as ferramentas de apoio à decisão e gerenciamento dos processos produtivos. 3 Desenvolver estratégias focadas nas boas práticas de produção. 26 Gestão de Processos de Produção 26 27 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 27 Capítulo 2 contExtualização As estratégias de produção e operação são foco constante de estudo e aprimoramento dos gestores de produção, visto que tal área gera diversas dúvidas relacionadas aos processos produtivos: mão de obra, matéria-prima, gargalos de produção, automação industrial, manutenção, prioridades de produção, etc. Consequentemente, os gestores têm sido obrigados a tomar decisões importantes, referentes às mais diversas questões estratégicas do setor, para que possam atingir o sucesso na produção de bens e serviços nas organizações. A partir da visão holística do conjunto Boas Práticas da Produção e Operações, Estratégias de Produção e Processo Decisório, traçamos um caminho para o desenvolvimento da capacidade analítica do gestor, que age diretamente nos problemas vivenciados dentro da produção de nossas empresas, e para a formação de seu conhecimento, a fim de transformá-lo em um líder na organização. Para tanto, precisamos estudar e entender as estratégias de produção e operação, trabalhar com projetos e compreender o processo de tomada de decisão. Dessa forma, desenvolveremos nossa habilidade para tomar decisões mais acertadamente dentro da área produtiva e, assim, tornar-nos- emos profissionais essenciais para as organizações. Estratégias dE Produção E oPEração O trabalho dos gestores de produção dentro das fábricas tem se tornado cada vez mais complexo, devido aos diversos campos de ação em que estão envolvidos e as suas influências no resultado final esperado do setor. Como exemplo dessa complexidade, podemos citar os constantes processos nas fábricas de solução de conflitos imediatistas (popularmente conhecidos como “apagar o incêndio ou fogo”), os quais levam a decisões superficiais que não resolvem o problema, apenas o solucionam momentaneamente. Assim, para entendermos as questões estratégicas relacionadas à gestão da produção, precisamos inicialmente compreender o que está envolvido nesse processo, definido por Freitas (apud BATALHA, 2008, p.41) como sendo o “conjunto das ações de planejamento, gerenciamento e controle das atividades operacionais necessárias à obtenção de produtos e serviços oferecidos ao mercado consumidor”. Desse modo, no processo de gestão, merecem especial atenção a gestão da rotina da linha de produção e a gestão estratégica, que vai gerar novos resultados para a organização. Gestão da produção, definido por Freitas (apud BATALHA, 2008, p.41) como sendo o “conjunto das ações de planejamento, gerenciamento e controle das atividades operacionais necessárias à obtenção de produtos e serviços oferecidos ao mercado consumidor”. 28 Gestão de Processos de Produção 28 O gerenciamento das rotinas tem tomado um tempo precioso dos gestores, o que reduz o tempo para pensar nas melhorias e nas estratégias de médio e longo prazo para a produção. Shingo (1996, p. xiii) descreve que “quanto mais gerentes de produção entenderem e apreciarem ‘funções da produção essenciais e abrangentes’, começaremos a observar melhorias e avanços significativos no desenvolvimento de sistemas de produção inovadores”. Dessa forma, concluímos que não será trabalhando a rotina de forma emergencial, que fará os gestores da produção melhorarem a produção de sua empresa. Costa (2007), ao descrever sobre estratégias, apresenta a visão tradicionalista de trabalhar, ainda muito presente no processo de gestão do setor produtivo, cujas ações são frequentemente reflexo do passado, conforme podemos ver na figura 4. Essa percepção se confirma a partir de expressões como “sempre foi assim” ou “em time que está ganhando não se mexe”. Contudo, falando-se de processos produtivos, precisamos investir constantemente na sua modernização e no aumento de sua produtividade. Não podemos mais ficar amarrados ao passado para justificar nossas ações. Figura 4 - Atitude tradicionalista Fonte: Costa (2007, p. 11). Precisamos desenvolver uma visão estratégica para administrarmos o setor produtivo de nossas empresas, como bem ilustra a figura 5. As decisões tomadas no passado devem servir como situação de aprendizado ao gestor. As projeções que influenciam os resultados da produção deverão ser trabalhadas no presente para que sejam atingidas as metas futuras referentes a exigências do setor e da organização. Figura 5 – Atitude estratégica Fonte: Costa (2007, p. 13). 29 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 29 Capítulo 2 A figura 6 condensa três tipos de mentalidade, ou seja, a imediatista, a operacional e a estratégica, com um horizonte de tempo de trabalho para o gestor da produção. O horizonte estratégico pode mudar de empresa para empresa, porém se recomenda, no mínimo, uma visão de 2 anos para trabalhar as estratégias de produção da empresa. Figura 6 – Mentalidade Imediatista, Operacional e Estratégica Fonte: Costa (2007, p. 15). Dentro de uma organização, a visão imediatista está relacionada a soluções com pouco ou nenhum estudo aprofundado sobre o problema e as suas causas. A mentalidade operacional, diferentemente da imediatista, analisa os processos buscando uma melhor solução para o problema, mas trabalha de forma a gerar também uma solução momentânea, não analisando as consequências no médio ou longo prazo. Por isso, é comum o ressurgimento do mesmo problema no futuro próximo. A busca da visão estratégica na produção é o foco deste tópico, para tanto, vamos desenvolver a atividade apresentada a seguir. Atividade de estudos: 1) Faça uma análise da forma trabalhada em relação à mentalidade imediatista e estratégica na empresa onde você trabalha ou de que você tenha algum conhecimento. Fale com seus colegas e tutores e promovam um debate sobre o tema, pois ele é muito importante para que as empresas possam melhorar a sua competitividade. ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ 30 Gestão de Processos de Produção 30 Para conhecer melhor as atitudes imediatistas, operacional e estratégica, sugiro o livro: COSTA, Elieser Arantes da. Gestão estratégica: da empresa que temos para a empresa que queremos. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2007. Para desenvolver estratégias de produção, precisamos conhecer quais são os principais elementos que influenciam os resultados da produção em seu todo. Os seis principais focos de trabalho na gestão de produção nas empresas são: o produto; o sistema produtivo; pessoas; matéria-prima; sistema de informações; suporte, conforme podemos verna figura 7. Figura 7 – Os seis influenciadores nas estratégias de produção. Fonte: O autor. Dentro de cada um desses campos de trabalho, são diversos os fatores que podem influenciar os resultados. No quadro 3, listamos alguns dos principais influenciadores para atingi-los. Os seis principais focos de trabalho na gestão de produção nas empresas são: o produto; o sistema produtivo; pessoas; matéria-prima; sistema de informações; suporte. 31 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 31 Capítulo 2 Quadro 3 - Focos da gestão da produção INVENTOR Influenciadores Produto • Mix de produto • Dificuldades de fabricação Sistema Produ- tivo • Processos de fabricação • Máquinas e Equipamentos • Ferramental • Lotes de produção • Restrições / gargalos • Flexibilidade Pessoas • Motivação • Qualificação Matéria-prima • Lotes de aquisição • Prazo de entrega • Estocagem • Variedades Sistema de informações • ERP • CAD / CAM • Sistema dedicado de planejamento da produção e con- trole de produção Suporte • PCP • Qualidade • Compras • Financeiro • Tempos e métodos • Custos industriais • Manutenção • Layout Fonte: O autor. Assim, as estratégias de produção estão relacionadas a solucionar um ou mais problemas gerados em um dos seis focos de trabalho da gestão de produção. O profissional que busca alcançar alta performance na gestão da produção deverá desenvolver estratégias de médio e longo prazo para cada um desses focos. Conhecendo os seis focos das estratégias de produção, iremos, no próximo tópico, estudar o que fazer para gerar boas práticas no gerenciamento de processos. O profissional que busca alcançar alta performance na gestão da produção deverá desenvolver estratégias de médio e longo prazo para cada um desses focos. 32 Gestão de Processos de Produção 32 as Boas Práticas do gErEnciamEnto dos ProcEssos dE uma cadEia Produtiva De forma geral, a gestão das organizações, especialmente da sua cadeia produtiva, tem se tornado cada vez mais complexa, exigindo dos profissionais uma preparação cada vez maior. Nesse sentido, como sugere Drucker (apud FALCONI, 2009, p. 23), “os fatores tradicionais de produção – terra, mão de obra e até o dinheiro, pela sua mobilidade – não mais garantem a vantagem competitiva de uma nação em particular. Ao invés disso, o gerenciamento tornou-se o fator decisivo de produção”. Trabalhar o conceito de Boas Práticas Gerenciais é uma tarefa complexa, pois envolve diversos parâmetros, desde questões de cunho pessoal, conhecimentos técnicos até o comportamento da equipe de trabalho. Vamos conhecer alguns conceitos básicos para, a seguir, tratarmos do estudo das boas práticas. O primeiro conceito é o de Trabalho que, conforme Cusins (1994, p.6), “é o esforço dirigido para a obtenção de algum tipo de resultado”. O segundo conceito é o de trabalho operacional, definido como uma “tarefa realizada para colher resultados através de esforços próprios e não através de esforços de outros” (CUSINS, 1994, p.7). O trabalho de gerência é definido por Cusins (1994, p.7) como “o esforço de planejar, organizar, liderar, coordenar e controlar, a fim de assegurar resultados por meio de outros”. Na figura 8, temos uma representação das atividades do gerenciar. Figura 8 – As atividades do gerente. Fonte: Adaptado de Cusins (1994). Para Drucker, “os fatores tradicionais de produção – terra, mão de obra e até o dinheiro, pela sua mobilidade – não mais garantem a vantagem competitiva de uma nação em particular. Ao invés disso, o gerenciamento tornou- se o fator decisivo de produção”. 33 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 33 Capítulo 2 Atividade de estudos: 1) Faça uma análise de como você desenvolve a atividade de gerenciar e preencha o quadro a seguir (se não for gerente ou um supervisor em sua empresa, avalie como você gerencia suas atividades diárias no local em que trabalha). ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ Atividade Avaliação pessoal Acompanhar o passado Visualizar o futuro Acompanhar internamente Acompanhar externamente 34 Gestão de Processos de Produção 34 Analise o que você escreveu no exercício anterior. Possivelmente, você verá que não é tão fácil assim trabalhar o gerenciamento eficaz. Muitas vezes, escutamos que é fácil gerenciar, que é somente dar ordens e ficar em uma sala com ar-condicionado, porém estamos falando de desenvolver as boas práticas e, consequentemente, gerar resultados diferentes para a organização. Adolpho J. Fernandes Junior (apud NÓBREGA, 2004) descreve que a gestão não deve ser de esforço, mas sim de resultado. Então, como vamos ter bons resultados se a todo instante somos chamados a “apagar um incêndio dentro da produção”? Para trabalharmos as boas práticas no gerenciamento de um processo produtivo, precisamos desenvolver seis pontos principais: Primeiro: nossa capacidade de gerir, de forma planejada, organizada, com liderança adequada, controlando as metas traçadas para o setor produtivo. Segundo: definir metas claras e objetivas a serem alcançadas pela produção. Falconi (2009, p.13), em seu último livro, O Verdadeiro Poder, descreveu os três fatores fundamentais para a obtenção de resultados em uma organização (vide figura 9) ou em qualquer iniciativa humana, que são os próximos pontos que compõem as boas práticas de gestão. Figura 9 – As atividades do gerente. Fonte: Falconi (2009, p. 13). Assim a terceira prática a ser desenvolvida é a da liderança. Falconi (2009, p.13) aponta que a liderança é o fator mais importante a ser desenvolvido pelo gestor, pois “de nada adianta método ou conhecimento técnico se não existe liderança para fazer acontecer”. O autor é ainda mais ríspido ao falar sobre liderança quando expõe que “a única definição de liderança que interessa as organizações é: Liderar é bater metas consistentemente, com o time e fazendo certo” (FALCONI, 2009, p.14). Adolpho J. Fernandes Junior (apud NÓBREGA, 2004) descreve que a gestão não deve ser de esforço, mas sim de resultado. MÉTODO LIDERANÇA CONHECIMENTO DO PROCESSO 35 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 35 Capítulo 2 O texto apresentado a seguir complementa a visão de Falconi para desenvolvimento da liderança nas pessoas. Boa leitura! Partindo do pressuposto de que a boa governança é condição fundamental do exercício da liderança, desenvolver o conteúdo da liderança, de acordo com a figura a seguir é: Figura 10 - Modelo de agenda do líder (conteúdo da liderança) baseada na definição de liderança. Fonte: Falconi (2009, p. 14). 1. Criar um sistema que possa atribuir a todas as pessoas metas que sejam críveis e desafiadoras. Estas metas devem ser calculadas a partir de lacunas previamenteidentificadas. 2. Promover o domínio do método pela equipe com crescimento constante nas técnicas e recursos de análise, bem como num perfeito gerenciamento da rotina. 36 Gestão de Processos de Produção 36 3. Promover a aquisição de conhecimento técnico pela equipe. 4. Garantir o estabelecimento e melhoria contínua de um sistema de recrutamento e seleção (padronizar o processo). Participar do recrutamento e seleção de sua equipe. Selecionar, entre os recrutados, pessoas excepcionais e garantir um crescimento mais rápido para estes, permitidos por seu potencial mental, como definido por Maslow (algumas poucas pessoas excepcionais fazem a grande diferença em uma organização). 5. Participar das várias formas de treinamento de sua equipe, exercendo a função de professor em alguns casos. Estabelecer e melhorar continuamente um treinamento especial para pessoas excepcionais. Reconhecer que entre as pessoas excepcionais existem pouquíssimas super-excepcionais. Estas pessoas são imperdíveis e podem mudar a história de uma organização. Entender o processo de aprendizado humano e que o aprendizado de uma empresa é a somatória do aprendizado das pessoas. Entender o conceito de potencial mental humano como formulado por Maslow e a necessidade de que as pessoas tenham condições de aprender continuamente. Este aprendizado deve ser realizado, preferencialmente, por meio do método de solução de problemas, com metas bem estabelecidas. 6. Inspirar as pessoas. Nós não trabalhamos somente pelo dinheiro que recebemos. O ser humano gosta de realizar um sonho. Sonhe grande, promova o sonho e inspire as pessoas. Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno. 7. Fazer Coaching. Supervisionar a maneira de trabalhar de sua equipe e aconselhar, fazendo ajustes de procedimento. O coaching é um treinamento no trabalho. 8. Promover a meritocrácia. Garantir o estabelecimento de melhoria contínua de um sistema de avaliação do desempenho (padronizar o processo). Promover uma avaliação do desempenho de seu time de forma honesta e construtiva, dando feedback contínuo (pelo menos uma vez por ano). Demitir quando necessário. Afastar de 5 a 10% por ano daqueles mais mal avaliados do time, abrindo espaço para novos valores e dando a oportunidade para que os demitidos possam encontrar tarefas que amem fazer e nas quais possam ser mais felizes e valorizados. 9. Alinhar os sistemas das pessoas com os da organização por meio de um sistema de incentivos. 37 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 37 Capítulo 2 10. Cuidar da cultura predominante da organização, trabalhando no sentido de fixar valores que garantirão o seu futuro. Estes valores devem estar incluídos nos quesitos da avaliação do desempenho. 11. Promover uma cultura de alto desempenho, “esticando” as metas e atribuindo valor aos que a superam. 12. Promover a cultura de tomar decisões com base em fatos e dados. Incentive a prática da análise e da síntese como elemento principal do planejamento e fundamental no processo de aprendizado. Exija a apresentação das análises em suas reuniões. Valorize a honestidade intelectual. Valorize a busca da verdade contida nos fatos e dados. 13. Promover uma cultura de enfrentamento dos fatos que valoriza a verdade e não tem medo de ver os fatos como são. É a cultura na qual se espera que os gerentes comuniquem, para o time e para cima, não somente os bons resultados, mas também o que o que não está indo bem e precisa ser encarado como é, de tal modo que possa ser concertado. Uma cultura onde se valoriza a busca de fatos e dados para analisar eventos e não somente opinião e intuição. Esta Agenda do Líder, apresentada por Falconi, é fácil de listar, mas nem sempre é de simples implementação. Um aspecto importante é que essas coisas levam tempo para serem conseguidas e é por isso que penso que a liderança deve ser cultivada. Fonte: FALCONI, Vicente. O verdadeiro poder: práticas de gestão que conduzem a resultados revolucionários. Nova Lima: INDG Tecnologia e Serviços Ltda, 2009. p. 14 -16. A liderança precisa ser praticada em todos os momentos. Precisamos entender que estamos lidando com pessoas, buscando o melhor delas para atingir os resultados. O quarto ponto a ser trabalhado é o conhecimento técnico do processo, pois como vamos gerir a produção de uma empresa se não temos conhecimento de causa do processo produtivo e dos assuntos correlacionados à produção? O engenheiro de produção e o gestor de produção precisam aprofundar o conhecimento dos processos produtivos da empresa, do produto, das máquinas, dos equipamentos, etc. A liderança precisa ser praticada em todos os momentos. Precisamos entender que estamos lidando com pessoas, buscando o melhor delas para atingir os resultados. 38 Gestão de Processos de Produção 38 O quinto ponto é o método, pois o gestor precisa desenvolver um método de trabalho, de análise e de solução de problemas. Esses dois últimos pontos são fundamentais para caracterizar um bom gestor da produção, o qual é constantemente cobrado sobre esses temas. Por último, temos o controle de resultado. Das seis atribuições para se chegar às boas práticas da gestão, o controle de resultado é consequência das cinco questões anteriores, pois o controle ocorre sobre o que foi planejado e executado nessas etapas. Assim, para realizarmos um controle efetivo, precisamos de dois pontos fundamentais que são as metas a serem atingidas e as métricas que definem quais são os resultados esperados (figura 11). Figura 11 – Fatores de suporte ao controle. Fonte: O autor. As métricas também podem ser conhecidas, dentro das organizações, como índices de produtividade, indicadores. Métrica pode ser entendida, conforme Farris e colaboradores (2007, p.15), como “um sistema de mensuração que quantifica uma tendência, uma dinâmica ou uma característica”. Thomson (apud FARRIS et al., 2007, p.15) descreve que “quando você pode medir algo sobre o qual está falando e expressá-lo em números, você sabe alguma coisa; mas quando não consegue medir, quando não consegue expressar algo em números, seu conhecimento é escasso e insatisfatório.” Kaoru Ishikawa (apud FALCONI, 2009, p. 3) vai além e expressa que “só é gerenciado aquilo que se mede”. Dentro da produção, e principalmente nas estratégias que desenvolvemos para alcançar as nossas metas, existem diversas métricas que podemos utilizar para controle de nossos objetivos. Essas métricas podem ser abertas de forma diária, através da medição dos fatores relacionados à produção mensal e, até anual, dependendo do que estamos medindo. O processo de controle, para ser completo, precisa ser acompanhado do sistema de medição e do acompanhamento das métricas, bem como da ação sobre os pontos que estão fugindo dos objetivos esperados pelo gestor. Podemos ver esse processo completo na figura a seguir: O processo de controle, para ser completo, precisa ser acompanhado do sistema de medição e do acompanhamento das métricas, bem como da ação sobre os pontos que estão fugindo dos objetivos esperados pelo gestor. CONTROLE METRAS MÉTRICAS 39 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 39 Capítulo 2 Figura 12 – Processo de controle Fonte: O autor. Esses seis pontos são os elementos essenciais para que você possa desenvolver as boas práticas no gerenciamento dos processos de uma cadeia produtiva e estão apresentados de forma sucinta na figura 13. Figura 13 – Seis focos para trabalhar as boas práticas da gestão da produção Fonte: O autor. Estude e analise detalhadamente este tópico para que você possa também dominar esses pontos e desenvolver asboas práticas da gestão de produção na sua empresa, tornando-se um profissional mais completo. 40 Gestão de Processos de Produção 40 Conhecendo-se as boas práticas do gerenciamento dos processos de uma cadeia produtiva, vejamos o que precisamos fazer para desenvolver estratégias focadas nessas práticas. Vamos nos ocupar também em promovê- las em nossas indústrias. dEsEnvolvEndo Estratégias Focadas nas Boas Práticas dE Produção O desenvolvimento de estratégias produtivas em uma indústria está relacionado às ambições futuras da organização. Quanto maior é o horizonte de tempo visualizado para o futuro de uma organização, mais opções para criar o futuro o gestor tem para trabalhar. A figura 14 representa como pode ser a visão de trabalho de um gestor: • a primeira situação decorre do gerenciamento mediano ou, muitas vezes, abaixo da média, gerado pelo “acomodismo” da gestão das rotinas diárias, ou de curto prazo, dentro do setor produtivo; • a segunda situação decorre de quando o gestor busca trabalhar a efetividade do setor, ou seja, de apontar metas, de forma a criar novas condições de trabalho no setor produtivo. Essa diferença gerada entre uma situação de rotina e da efetividade é que chamamos de gestão das boas práticas produtivas. Falconi (2009) chama de gerenciamento pelas diretrizes. Figura 14 – Visão da vantagem competitiva para o gestor e da meta em relação à linha de produção. Fonte: Adaptado de Falconi (1996) 41 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 41 Capítulo 2 Para conhecer melhor o gerenciamento por diretrizes, recomendamos a leitura de: FALCONI, Vicente. Gerenciamento pelas diretrizes. Belo Horizonte, MG: Fundação Christiano Ottoni, Escola de Engenharia da UFMG, 1996. As consequências da figura 14 estão apresentadas na figura 15, cujos resultados da gestão são representados pela variável tempo versus resultados das ações, as quais são mostradas no gráfico através da área ocupada em cada situação. Analisando-o de forma prática, percebemos que as ações planejadas para os processos de médio e longo prazo geram resultados mais consistentes para a produção. Figura 15 – Do gerenciamento de rotina para a gestão estratégica. Fonte: O autor. Ao pensar as prioridades competitivas e as estratégias de produção, o gestor tem como foco principal quatro pontos, conforme Ritzman e Krajewski (2004): custo, qualidade, tempo e flexibilidade. Vamos acrescentar mais dois tópicos, os quais acreditamos complementar as questões estratégicas que o gestor deverá trabalhar no processo produtivo: produto e processo de produção. 42 Gestão de Processos de Produção 42 Atividade de Estudos: 1) Faça uma análise sobre planejamento estratégico das atividades produtivas, comparando as figuras 14, 15 e as seis questões estratégicas. ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ Vamos estudar em detalhes cada uma dessas prioridades competitivas e as estratégias de produção que podemos utilizar. O importante a ser considerado pelo gestor que desenvolve as estratégias é que o material apresentado tenha os principais focos, a partir dos quais podem ser desenvolvidas estratégias para as boas práticas de produção. Contudo, podem surgir outras estratégias devido a condições específicas da empresa analisada. Muitas das estratégias apresentadas a seguir podem influenciar mais de um foco estratégico. a) Produto Tudo o que fazemos na produção tem o foco principal no produto. Assim, existem diversas estratégias relacionadas a produtos (veja o quadro a seguir) para as quais precisamos ficar atentos dentro de nossas empresas. 43 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 43 Capítulo 2 Quadro 4 - Estratégias relacionadas a Produtos Estratégias de Produção Relacionadas ao Produto 1.Tipo de produto 2. Mix de produtos 3. Inovação nos produtos 4. Projeto do produto 5. Dificuldades de fabricação 6. Automação da linha de produção 7. Máquinas equipamentos e linha de produção, etc. Fonte: O autor. As estratégias de produto são influenciadas por fatores como o projeto, já que é neste documento que são detalhadas muitas características que podem dificultar ou não a produção. Outro fator ligado ao projeto e às questões de mercado é a modernidade do produto. Tal característica pode ser responsável pela queda de vendas e, consequentemente, influencia no volume de produção da empresa. A relevância do produto para as organizações pode ser entendida a partir das considerações de Back e colaboradores (2008, p.159): “a importância do planejamento de produtos reside na necessidade de as organizações atuarem em mercados cada vez mais competitivos. A competitividade tem sido promovida, em grande parte, pela inovação em produtos, que precisa ser contínua e rápida”. O produto é um elemento muito importante para as estratégias de produção das organizações, o que exige grande atenção dos gestores. b) Processo de produção Definidas as questões relacionadas aos produtos, o segundo elemento mais importante dentro das estratégias produtivas são os processos de produção. Em uma visão macro, podemos dizer que todos os demais pontos estratégicos ligados à produção são influenciados pelos processos. Conforme Moreira (2008), os produtos são desenvolvidos conforme o processo produtivo das empresas e, em algumas situações, as empresas precisam adquirir novas competências para a sua produção. Os processos produtivos podem ser contínuos, intermitentes e de produção por grandes projetos. O produto é um elemento muito importante para as estratégias de produção das organizações, o que exige grande atenção dos gestores. 44 Gestão de Processos de Produção 44 Quadro 5 - Estratégias relacionadas aos processos de produção Estratégias de produção relacionadas aos processos de produção 1. Processos de fabricação 2. Máquinas e Equipamentos (disponibilidade, layout, idade dos equipa- mentos, etc.) 3. Ferramental 4. Lotes de produção 5. Restrições / gargalos 6. Mão de obra (MOB) (Treinamento, rotatividade, experiência, etc.) 7. Capacidade produtiva x necessidade do mercado 8. Matéria-prima (abastecimento da matéria-prima, mudança de MP, etc.) 9. Espaço físico 10. Layout (produtivo, circulação, material secundário, etc.) 11. Logística interna 12. Terceirização 13. Planejamento da produção (PPCP) 14. Curva de experiência de produção 15. Padronização dos produtos e processos 16. Estudo de tempos e movimentos 17. Organização da produção 18. Processo de gestão Fonte: O autor. O quadro 5 apresenta algumas das principais estratégias que podem ser desenvolvidas em relação aos processos de produção, bem como elementos importantes na sua gestão. Retratando a complexidade relacionada aos processos produtivos, Martins e Laugeni (2005, p. 6) descrevem: As atividades desenvolvidas por uma empresa visando atender aos seus objetivos de curto, médio e longo prazo se inter-relacionam, muitas vezes, de forma extremamente complexa. Como tais atividades, na tentativa de transformar insumos, tais como matérias-primas, em produtos acabados e/ou serviços,consomem recursos e nem sempre agregam valor ao produto final. É o objetivo da Administração da produção / operações a gestão eficaz dessas atividades. 45 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 45 Capítulo 2 No capítulo 5, você perceberá que são muitos os fatores que influenciam o bom andamento e a operacionalização dos processos produtivos, cujo desenvolvimento é um ponto primordial para o sucesso de um setor fabril. A curva de aprendizado em processos produtivos tem uma influência grande nos resultados do setor de produção. Veja como o texto a seguir aborda essa questão. Curva de Aprendizagem - Antecedentes Escala e aprendizagem são direcionadores de um projeto, apresentando características comuns. Quanto maior a escala de um projeto, maior a quantidade produzida e, quanto maior a quantidade produzida acumulada, maior o efeito de aprendizagem. Deve-se observar que o fenômeno aprendizagem já era conhecido desde, pelo menos, o século XVIII, quando a produção de relógios em quantidades crescentes permitiu que seu custo baixasse, o que barateou este produto para o mercado. Uma das primeiras observações quantificadas do efeito de aprendizagem foi feita pelo comandante da base aérea da Wright- Patterson, nos Estados Unidos, em 1925. Ele observou que o número total de horas para montar determinado modelo de avião decrescia com o número de aparelhos montados. Esta relação entre o custo da mão de obra direta e o número acumulado de aviões montados ficou conhecida como a CURVA DE APRENDIZAGEM. Na década de 1960, a empresa Boston Consulting Group (BCG), já em um contexto em que este fenômeno era geral, fez levantamentos que mostravam que, à medida que o volume acumulado de produção dobra, o custo total (administrativo, vendas, marketing, distribuição, manufatura, outros) cai de forma previsível e constante. O BCG mudou o nome para curva de experiência, de modo que este nome ou curva de aprendizagem hoje são sinônimos. 46 Gestão de Processos de Produção 46 A CURVA DE APRENDIZAGEM OU DE EXPERIÊNCIA A Figura 16 permite visualizar uma curva de aprendizagem de 85%: Figura 16 - Curva de aprendizagem Fonte: O autor. Uma curva de aprendizagem de 85% implica que, cada vez que a produção acumulada dobra, o custo de produção cai para 85% do valor anterior. A curva de aprendizagem permite introduzir uma dinâmica na previsão de custos e que deve ser incorporada ao projeto. A fórmula para se fazer o cálculo com a curva de experiência é a seguinte: Cq = Cn (q/n) –b Onde: q = produção acumulada até a data. n = produção acumulada até a data anterior. Cq = o custo da unidade q em valor constante. Cn = o custo da unidade n em valor constante. b = uma constante que depende da taxa de aprendizagem. Por exemplo, no caso da curva 85%, o coeficiente b = 0,235 Para calcular este coeficiente, basta impor a condição de aprendizado na equação. No caso de aprendizado de 85%, tem-se: 47 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 47 Capítulo 2 85/100 = (2000/1000) –b 100/85 = (2) –b ln 0,85 = -b ln 2 -b = - 0,1625/0,6931 b = 0,235 A tabela seguinte contém alguns valores deste expoente: CURVA DE EXPERIÊNCIA (%) b 95 • 0,074 90 • 0,152 85 • 0,235 80 • 0,322 75 • 0,415 FONTES DO APRENDIZADO As reduções de custo não ocorrem por acaso, sendo o resultado de um processo consciente e constante de aperfeiçoamento. As causas mais comuns apontadas para o efeito experiência podem ser resumidas do seguinte modo: EFICIÊNCIA DO TRABALHO Com a repetição de uma mesma atividade ou tarefa, as pessoas melhoram o seu desempenho e procuram modos mais eficientes de realizar a tarefa. Este aprendizado, que pode ser aplicado a todas as áreas, acaba aumentando a eficiência de modo geral. Este efeito pode ser aumentado se houver um esforço direcionado pela empresa neste sentido, como já foi demonstrado pelos japoneses nos processos de produção enxuta, melhoria contínua, células de produção, processos de benchmarking e outros. ESPECIALIZAÇÃO E MELHORIA DOS MÉTODOS A especialização do trabalho aumenta a eficiência, como já era observado por Adam Smith no seu livro A riqueza das nações, com 48 Gestão de Processos de Produção 48 o exemplo da fábrica de alfinetes. Dividir uma operação em etapas e analisar como aumentar a eficiência em cada etapa é a base dos processos de melhoria de tempos e métodos. NOVOS PROCESSOS DE PRODUÇÃO A melhoria dos processos de produção é uma fonte importante de aprendizagem, sobretudo nas indústrias intensivas em capital. Esse é o caso da indústria de semicondutores e de circuitos integrados, que vem obtendo ganhos em curvas de experiência de 70% a 80%, sobretudo através de melhorias na tecnologia aplicada aos processos de design e desenvolvimento dos produtos, integrada aos processos de produção. Esta é a abordagem que a empresa Intel vem adotando com sucesso para o desenvolvimento e produção de microprocessadores, por exemplo. OBTENÇÃO DE DESEMPENHO MELHOR DOS EQUIPAMENTOS DE PRODUÇÃO Quando uma fábrica nova começa a operar, o rendimento dos equipamentos fica bem abaixo do esperado. A curva de aprendizagem da operação dos processos faz com que a eficiência aumente em um prazo previsível. Nas fábricas de celulose, esta curva de aprendizagem tem uma estimativa de chegar ao nível esperado de produção adequado em quatro anos. Depois, é possível que estes mesmos equipamentos tenham a sua capacidade de produção efetiva aumentada além da capacidade nominal prevista pelo fabricante à medida que as equipes testam os limites e descobrem modos inovadores para aumentar a produção. MUDANÇAS NO MIX DE INSUMOS Com o aumento da experiência, é possível alterar o mix de recursos, substituindo recursos mais caros por outros mais baratos. O caso mais comum é a substituição de mão de obra especializada por mão de obra mais barata, como tem acontecido com a migração das fábricas dos países desenvolvidos para os menos desenvolvidos (por exemplo, dos Estados Unidos e Japão para a China). 49 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 49 Capítulo 2 PADRONIZAÇÃO DO PRODUTO A padronização dos componentes de um produto simplifica a operação e facilita o aprendizado ao longo de toda a cadeia de produção. O exemplo histórico mais citado é o da produção do Ford Modelo T: no período 1909-23, a padronização dos componentes e mais o aprendizado no novo conceito de linha de produção fez com que o preço pudesse ser reduzido em uma curva de experiência de 85%. Atualmente, a indústria automobilística procura reduzir o escopo de produtos e trabalhar com blocos de componentes modulares, como é o caso da fábrica de caminhões tipo Consórcio Modular da Volkswagen em Resende, estado do Rio de Janeiro. REDESIGN DO PRODUTO Com a experiência, o consumidor e o produtor ganham uma compreensão melhor do uso e dos requerimentos do produto, o que permite um redesign mais funcional, frequentemente com ganhos no consumo de material e mesmo nos processos de produção. Os japoneses vêm demonstrando grande capacidade nesta área, sendo que os produtos copiados por eles, em um processo conhecido como engenharia reversa, são reprojetados, do que resulta praticamente um novo produto. Fonte: Woiler e Mathias (2008, p. 142-146). O conhecimento e detalhamento do processo de produção de um produto é um ponto muito importante para o sucesso de um gestor de produção. Geralmente, buscamos conhecer os processos produtivos: quanto mais detalhado for o seu estudo dentro de nossas empresas, melhores serão os resultados em relação à produtividade do setor. Um estudo detalhado dos processos podeser obtido com os estudos desenvolvidos na área de Organização, Sistemas e Métodos (OSM), Tempos e Movimentos, etc. e pode nos auxiliar a definir melhor as estratégias de ação. Falconi (1992, p.1) descreve que: [...] no entanto, a experiência tem demonstrado que a situação brasileira no tocante à padronização não é boa: falta literatura e faltam educação e treinamento das pessoas que ocupam cargos de chefia. Nas raras empresas que se consideram padronizadas, este assunto tem sido relegado aos técnicos, quando de fato é um encargo essencialmente gerencial. 50 Gestão de Processos de Produção 50 Figura 17 – Processos de produção Fonte: Disponível em: <http://www.areaseg.com/ler/ ler31.jpg>. Acesso em: 11 abr. 2010. c) Custo As estratégias relacionadas a custo, fator essencial para a sobrevivência de nossas organizações, estão diretamente relacionadas aos dois itens anteriores estudados, mas optamos por abordá-lo como um item separado em relação às estratégias produtivas. No quadro 6, apresentamos as principais estratégias a serem trabalhadas em custo. Os sistemas de custos, conforme Batalha (2008, p. 81), “podem ajudar a gerência da empresa basicamente de duas maneiras, auxiliando o controle e o processo de decisão”. Assim, as estratégias que trabalham os custos dentro da produção precisam ser relacionadas a melhorias da produtividade ou ações relacionadas à redução dos custos do produto final. Conforme descrito por Ritzman e Krajewski (2004, p.14), “muitas vezes a redução de custo requer investimentos adicionais”, os quais podem ser em novas instalações industriais, em processos produtivos, ferramentas de produção, organização da linha de produção, etc. As estratégias que trabalham os custos dentro da produção precisam ser relacionadas a melhorias da produtividade ou ações relacionadas à redução dos custos do produto final. 51 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 51 Capítulo 2 Quadro 6 - Estratégias relacionadas a custos Estratégias de Produção Relacionadas aos Custos Produtivos 1. Melhorias nos produtos 2. Melhorias nos processos produtivos 3. Erros nos cálculos dos custos (às vezes os custos administrativos são altos e influenciam os preços finais dos produtos e tentam mel- horar os custos de produção e não vão à raiz do problema) 4. Formas de rateio dos custos industriais diretos e indiretos 5. Metodologia de cálculo dos custos 6. Redução de preço das matérias-primas e insumos 7. Altos custos indiretos de produção 8. Operações de custo reduzido 9. Trocas de equipamento de baixa produtividade por alta produtividade Fonte: O autor. O quadro 6 nos apresenta os principais pontos relacionados à estratégia de formação de custo de um produto em uma organização. Atente para a importância dos custos e os focos estratégicos que o engenheiro de produção poderá desenvolver em seu trabalho nas fábricas. d) Qualidade Um elemento importante nas questões operacionais são as estratégias relacionadas à qualidade da empresa, assim como o custo. Devemos desenvolver elementos que garantam a qualidade final de nosso produto. Muitas vezes, as estratégias estão relacionadas a situações de “controle da qualidade”. Conforme Ritzman e Krajewski (2004, p.14), “qualidade é uma dimensão do produto ou serviço que é definida pelo cliente”. Lourenço Filho (1987, p.13) Conforme Ritzman e Krajewski (2004, p.14), “qualidade é uma dimensão do produto ou serviço que é definida pelo cliente”. 52 Gestão de Processos de Produção 52 define-a como um “sistema amplo e complexo; abrange todos os setores da empresa, em um esforço comum e cooperativo; tem em vista estabelecer, melhorar e assegurar a qualidade da produção em níveis econômicos, para satisfazer os desejos dos consumidores”. Deming (apud MOREIRA, 2008, p.553), introduziu o conceito de “reação em cadeia, ligando qualidade, custos e rentabilidade”. Estes três elementos estão intimamente ligados ao sucesso de uma organização. Conforme Walton (apud MOREIRA, 2008, p.553): a) Melhorar a qualidade implica que os custos baixem pela diminuição do trabalho refeito, dos erros, atrasos e empecilhos e pelo melhor uso de materiais e do tempo das máquinas. b) O que por sua vez implica que a produtividade aumente. c) O que leva a conseguir o mercado com uma qualidade melhor e um preço mais baixo. d) Tornando, portanto, mais fácil à empresa ficar no negócio. e) Tendo como benefícios oferecer empregos e aumentar oferta. No quadro 7, apresentamos algumas estratégias relacionadas à qualidade que influenciam o resultado do processo produtivo. Quadro 7- Estratégias relacionadas à qualidade Estratégias de Produção Relacionadas à Qualidade 1. Consistência do sistema de qualidade na empresa 2. Treinamento da mão de obra para trabalhar com qualidade 3. Padrões de qualidade fora do esperado pelos clientes 4. Projeto do produto 5. Projeto do processo produtivo 6. Máquinas e equipamentos produzindo fora do padrão de qualidade exigido. 7. Ferramentas da qualidade (ISO 9000, FMEA, CEP, etc.) 8. Operações de custo reduzido 9. Trocas de equipamento de baixa produtividade por alta produtividade Fonte: O autor. 53 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 53 Capítulo 2 Moreira (2008), Martins e Laugeni (2005), Ritzman e Krajewski (2004) descrevem que a qualidade de um produto pode ser definida através de duas condições básicas: pela conformação, ou seja, os processos de fabricação, ou pelo projeto, o qual, se bem elaborado, ajuda na qualidade final do produto. Muitas estratégias de produção são formuladas objetivando resolver estes dois focos de trabalho: custo e qualidade. Para tanto, os gestores precisam conhecer e desenvolver estratégias consistentes, de médio e longo prazo, as quais também podem envolver investimentos mais altos. e) Tempo, Prazo de entrega O tempo tem se tornado um fator de cobrança corriqueiro dentro das empresas. As vendas estão cada vez mais buscando atender aos clientes no menor prazo possível, o que tem gerado muitos problemas aos processos produtivos. Conforme Ritzman e Krajewski (2004, p. 16), são quatro os principais focos de cobrança em relação ao tempo: “prazo de entrega rápido; entrega pontual; velocidade de desenvolvimento; e concorrência baseada no tempo”. Considerando esses pontos, as principais estratégias relacionadas ao prazo de entrega estão apresentadas no quadro 8. Quadro 8 - Estratégias relacionadas a prazo de entrega Estratégias de Produção Relacionadas a Prazo de Entrega 1. Capacidade produtiva instalada 2. Mix de produtos e volume de vendas 3. Dificuldades de fabricação 4. Projeto do produto otimizado (engenharia simultânea, QFD, etc.) 5. Baixa produtividade 6. Máquinas, equipamentos e ferramentais inadequados 7. Set-up do processo Fonte: O autor. O prazo de entrega dos produtos é um fator muito importante para a competitividade das organizações, o que tem levado os engenheiros de produção a desenvolver diversos trabalhos nas linhas de produção das empresas, buscando uma melhor eficácia nas entregas. 54 Gestão de Processos de Produção 54 Atividade de Estudos: 1) Faça uma análise em seu ambiente de trabalho a fim de identificar os principais problemas relacionados ao prazo de entrega e possíveis soluções. ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ f) FlexibilidadeA flexibilidade da linha de produção está correlacionada à capacidade de entrega do mix de produtos que o mercado deseja. É importante destacarmos que nos referimos aqui a produtos customizados, diferenciados, o que requer atenção nas linhas de produção, projetadas para a produção de grandes lotes, mas não para um set-up rápido. Quadro 9- Estratégias relacionadas à flexibilidade da linha de produção Estratégias de Produção Relacionadas à Flexibilidade da Linha de Produção. 1. Set-up da linha de produção 2. Mix de produtos 3. Sistema de trocas rápidas de ferramentas 4. Linhas de produção flexíveis 5. Células de produção 6. Teoria das restrições (TOC – Livro a Meta) 7. Sistema de produção 8. Fornecimento de matéria-prima 9. Tamanhos de lotes de produção Fonte: O autor. 55 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 55 Capítulo 2 As estratégias acima podem auxiliá-lo no processo de melhorar a flexibilidade na linha de produção de sua empresa e no livro A meta você tem material complementar sobre o tema. O livro A Meta: um processo de aprimoramento contínuo. São Paulo: Educator, 2002, de Goldratt e Cox, traz uma visão interessante sobre a produção e suas prioridades. Essa leitura poderá indicar novos horizontes para se trabalhar estratégias de alto impacto na linha de produção. Cada um desses seis elementos, considerados como prioridades competitivas, não são únicos, podendo surgir outros, conforme a situação da empresa em análise. Conforme podemos ver em Goldratt e Fox (1992), as estratégias de produção e as boas práticas influenciaram diretamente os resultados finais da organização. A figura 18 mostra como o impacto direto dessas estratégias está relacionado ao aumento do lucro líquido da empresa, ao retorno sobre o investimento e ao fluxo de caixa. Figura 18 - O impacto direto: as estratégias operacionais e os resultados Fonte: Goldratt e Fox (1992, p. 31). Assim, podemos concluir que saber escolher as estratégias certas a serem desenvolvidas é meio caminho andado para a solução do problema produtivo em nossa organização. Conforme Goldratt e Fox (1992), não existe linha de chegada, mas sim um processo de evolução constante, ou como falamos na engenharia, um processo de melhoria contínua. Saber escolher as estratégias certas a serem desenvolvidas é meio caminho andado para a solução do problema produtivo em nossa organização. 56 Gestão de Processos de Produção 56 Para trabalharmos essas estratégias mais acertadamente, vamos estudar no próximo tópico alguns pontos sobre as ferramentas que poderão nos auxiliar no processo de apoio à decisão gerencial. Atividade de Estudos: 1) Faça uma análise descritiva da figura 18 e correlacione com o seu ambiente de trabalho. ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ FErramEntas dE aPoio à dEcisão gErEncial na Produção São muitas as opções de ferramentas à disposição do engenheiro de produção para ajudá-lo a solucionar problemas, desde que haja clareza quanto ao real problema a ser resolvido. Neste sentido, lembramos das palavras de Falconi (2009, p.23), quando o autor se refere a problema como “um resultado indesejado” e ao ato de gerenciar: “gerenciar é resolver problemas”. Assim, fica a pergunta: Qual é o problema que temos para resolver? Falconi (2009, p.190) ainda descreve: “o bom problema, que é provocado pelo gerente quando levanta as lacunas de sua área e visa a melhorar o seu desempenho atual, e o problema ruim, que corresponde a desvios de consistência das operações” e é encontrado frequentemente na maioria das organizações. Falconi (2009, p.19) ainda descreve: “o bom problema, que é provocado pelo gerente quando levanta as lacunas de sua área e visa a melhorar o seu desempenho atual, e o problema ruim, que corresponde a desvios de consistência das operações” e é encontrado frequentemente na maioria das organizações. 57 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 57 Capítulo 2 Para entendermos o que é uma ferramenta, recorremos ao conceito de Pieritz (2010) como todo e qualquer instrumento de trabalho que possa nos auxiliar em algum processo operacional ou de tomada de decisão em nosso trabalho. Hoffherr (1998) descreve que as ferramentas podem ser utilizadas para selecionar problemas, gerar opções para solução, criar planos e testar validade. O autor destaca, ainda, que muitas das ferramentas podem ser usadas de diversas formas. Assim, dentro de sua prática diária na produção, saiba que você poderá adaptar uma ferramenta aprendida na qualidade, tipo o diagrama de Ishikawa, conhecida também como diagrama de causa e efeito, para analisar problemas relacionados aos custos altos de um produto. Na figura 19, você tem representados os passos básicos para solução de problemas, nos quais podemos aplicar as ferramentas trabalhadas neste tópico. Figura 19 - Passos básicos para solução de problemas Fonte: O autor. No processo de trabalhar as estratégias de produção, temos sete ferramentas de controle de qualidade que podem ser utilizadas: Diagrama de Pareto, Diagramas de causa-efeito (espinha de peixe ou diagrama de Ishikawa), Histogramas, Folhas de verificação, Gráficos de dispersão, Fluxogramas, Cartas de controle. Na Engenharia de Produção, são inúmeras as ferramentas a nossa disposição, contudo, apresentamos no quadro 10 as principais, acrescidas de sua descrição e sua aplicação. 58 Gestão de Processos de Produção 58 Ferramenta Serve para Utilização para: Histograma Representação gráfica da distribuição de frequên- cias dos resultados de medições realizadas sobre um problema. • Selecionar oportunidades. Fluxograma É um tipo de diagrama que apresenta esquematica- mente um processo em estudo. • Selecionar Oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. Gráfico de Pareto Utilizado para definir priorização de problemas. • Selecionar oportunidades. Curva ABC Utilizada para identificar prioridades em relação a consumo de materiais ou de produção de materiais pela organização. • • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. Diagrama de Ishikawa, dia- grama de causa e efeito Identificar as causas que estão gerando o problema. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. Brainstorming Ferramenta genérica para gerar ideias. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. Análise de oportunidades Identificar oportunidades de melhoria. • Selecionar oportunidades. Diagrama de árvores Desenvolve opções lógicas para solução de determi- nado problema, trabalhando as correlações. • Gerar opções. • Criar planos. Gráfico de Gantt Trabalha controles e pode ser auxiliar no processo de definição de cronogramas de trabalho. • Gerar opções. Gráfico de radar Utilizado como ferramenta visual de fácil compreen- são para identificação de problemas. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. Análise das 5 forças competi- tivas Ferramenta desenvolvida por Porter para analisar a concorrência existente no mercado. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. Vantagem Competitiva Ferramenta utilizada para avaliar o foco da vanta- gem competitiva da empresa, relacionada a preços. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. PDCA Ferramenta versátil, utilizada em processos de planejamentoe execução. • Criar planos. • Testar validade. Análise dos concorrentes Acompanhar os concorrentes, identificando posicio- namento no mercado e tendências de produtos. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. • Testar validade. Análise do ciclo de vida do produto Utilizada para verificar em que fase do ciclo de vida o produto se encontra. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. A casa da qualidade - QFD (Quality Function Deploy- ment) ou desdobramento da função qualidade Ferramenta importante, utilizada para ouvir a voz do cliente, a fim de trazer esta informação ao projeto, além de acompanhar todo o processo até a produção. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. Quadro 10 - Resumo com aplicação de diversas ferramentas 59 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 59 Capítulo 2 Matriz de necessidade versus tecnologias Trabalha as necessidades do consumidor com as tendências tecnológicas. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. • Testar validade. Método de análise do estilo de vida Importante para analisar o estilo de vida do público- alvo do produto a ser desenvolvido e analisar se a empresa está com o posicionamento correto para o produto. Utilizado principalmente nas fases iniciais de projeto. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. • Testar validade. Curvas S Ferramenta que trabalha a tendência tecnológica. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. Matriz de análise de impacto cruzado Trabalha o impacto das tecnologias nos produtos. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. Mapeamento tecnológico Mapeia as tecnologias atuais e futuras (tendências) para identificar possíveis usos. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. Matriz de análise de portfólio tecnológico Mapeia as tecnologias atuais e futuras (tendências) para identificar possíveis usos. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. Análise de valor / engenharia Muito importante para identificar qual é o valor de cada função que estamos considerando em nosso produto. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. Método TAGUCHI para o projeto robusto Trabalha principalmente para evitar erros no projeto e processo, buscando assegurar a qualidade do projeto e do produto final. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. • Testar validade. Metodologia para projeto de experimento Desenvolve experimentos para acompanhar ou identificar determinadas situações no projeto. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. • Testar validade. Método de análise do problema Trabalha para solucionar os problemas que podem surgir, ou que já estão surgindo no projeto. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. • Testar validade. Método de análise mor- fológica Trabalha para desenvolver novas opções de solução no desenvolvimento do projeto. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. Método de analogias Trabalha para desenvolver novas opções de solução no desenvolvimento do projeto. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. Método do painel de consumi- dores Serve para levantar posicionamentos dos consumi- dores. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. • Testar validade. 60 Gestão de Processos de Produção 60 Fonte: Adaptado de Porter (1991); Falconi (1996); Hoffherr (1998), Baxter (2000) e Pieritz (2010) Acesse: http://www.numa.org.br/conhecimentos/conhecimentos_ port/index.html. Trata-se do site da NUMA (Núcleo de Manufatura Avançada), o qual traz diversas ferramentas e metodologias que poderão auxiliá-lo na análise e desenvolvimento de estratégias nos processos produtivos. Como você pode ver no quadro 10, dispomos de diversas ferramentas e metodologias para analisar, desenvolver soluções e planejar as nossas ações, basta usarmos nosso conhecimento e criatividade para ajustarmos à realidade de cada situação. Reforçamos aqui que o engenheiro de produção precisa desenvolver as suas capacidades analíticas e lógicas para conduzir bem os processos e utilizar adequadamente o ferramental disponível. Na bibliografia apresentada neste caderno, e nas outras disciplinas deste curso, você encontrará mais informações sobre estas ferramentas. Mapa preço-valor Utilizado para referenciar questões relacionadas a preço de produtos similares existentes no mercado. Pode ser utilizado em todas as fases do projeto. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. • Testar validade. Ferramenta de análise das funções do produto Boa ferramenta para identificar as funções primordi- ais do produto. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. • Testar validade. O método DELPHI Ferramenta importante que trabalha opiniões de especialistas sobre determinado tema e pode ser utilizada em todos os momentos do projeto. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. • Testar validade. Ferramenta de analise de falhas FMEA Ferramenta utilizada no desenvolvimento de análises para evitar falhas de processo e produto. • Selecionar oportunidades. • Gerar opções. • Criar planos. 61 Estratégias dE Produção E ProcEssos dE dEcisão 61 Capítulo 2 Atividade de Estudos: 1) Identifique e faça uma análise das principais ferramentas para solução de problemas utilizadas em seu ambiente de trabalho. ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ rEFErências BACK, N. et al. Projeto integrado de produtos: planejamento, concepção e modelagem. Barueri, SP: Manole, 2008. BAXTER, M. Projeto de produto: guia prático para o design de novos produtos. São Paulo: Edgard Blücher, 2000. BATALHA, M. O. 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