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Profa. Dra. Aline Veroneze
UNIDADE I
Nutrição em
Saúde Pública
 Para compreender a trajetória das políticas de alimentação e nutrição no Brasil, é necessário 
conhecer o contexto econômico, político e social.
 Época colonial: o objetivo era de minimizar epidemias no país;
 Primeira Guerra Mundial (1914-1918): dificuldades de acesso aos alimentos, escassez;
 Início do século XX: condições precárias de higiene, saúde e trabalho, ainda com o 
aumento da urbanização e industrialização.
Trajetória dos Programas de Alimentação e Nutrição no Brasil
Fonte: 
https://www.camaraformig
a.mg.gov.br/projeto-que-
cria-politica-municipal-de-
seguranca-alimentar-e-
nutricional-e-aprovado/
 Trouxe a fome ligada às questões sociais e não somente biológicas. 
E como pode justificar sua teoria?
 Em 1929, realizou investigações sobre as condições de alimentação e moradia da classe 
operária recifense;
 Trabalho de campo pioneiro, a pesquisa resultou na obra “Condições de Vida das Classes 
Operárias do Recife”, publicada em 1933;
 Concluiu que o trabalhador e sua família tinham mais de 70% do salário comprometido com a 
aquisição de alimentos;
 Dieta pobre em nutrientes e energia;
 Este e outros estudos posteriores
sobre essa temática serviram de
base para a criação do
salário mínimo em 1940.
Josué de Castro
Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/josue-castro.htm
 Políticas e programas sociais de alimentação e nutrição começaram a ser implantados
no país;
 Em 1940 foi instituído o Serviço de Alimentação e da Previdência Social (Saps), 
subordinado ao Ministério do Trabalho: preparo e a distribuição de refeições balanceadas 
aos trabalhadores formais, comercializar alimentos básicos a preços mais acessíveis, 
capacitar profissionais para as atividades envolvidas na produção de refeições seguras e 
realizar ações de educação nutricional – extinto em 1967;
 Em 1945 houve a criação da Comissão Nacional de Alimentação (CNA): desenvolvia e 
incentivava estudos sobre o estado nutricional e consumo alimentar da população brasileira e 
realizava campanhas educativas;
 Plano Nacional de Alimentação e Nutrição e a fortificação 
obrigatória do sal com iodo em 1953;
 Campanha Nacional de Merenda Escolar (CNME) em 1954.
A partir de 1940 até 1980
 De 1968 a 1974 (governo militar): elevado crescimento econômico, no entanto aumentaram 
as desigualdades sociais;
Inquérito – Estudo Nacional de Despesas Familiares (Endef), realizado entre 1974 e 1975 –
só teve uma edição e hoje se chama Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF):
 67% da população tinha consumo energético inferior às suas necessidades;
 Desnutrição: 41% entre menores de 5 anos e 25% entre adultos.
A partir de 1940 até 1980
Fonte: 
https://memoria.ibge.gov.br/publicacoe
s-e-eventos/eventos/21180-ii-painel-
memoria-ibge-endef-40-anos.html
 A CNA foi extinta em 1972 e substituída pelo Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição 
(Inan), autarquia do Ministério da Saúde;
 O Programa Nacional de Alimentação e Nutrição (Pronan-I) foi instituído pelo Inan em 1973, 
constituído por 12 programas envolvendo alimentação e nutrição – pouco efetivo;
 Substituído em 1975 pelo Pronan-II, com duração até 1984, após prorrogação em 1979.
Quais eram os focos principais das ações?
 Suplementação alimentar (doação de alimentos) a crianças, 
gestantes, nutrizes e trabalhadores de baixa renda;
 Otimização da produção e da comercialização de 
alimentos, com ênfase no pequeno produtor;
 Subsídios para a fortificação de alimentos específicos, 
pesquisas, programas de capacitação profissional e de 
instalações para a distribuição de alimentos.
Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição (Inan)
a) Programas de Prevenção e Combate a Carências Nutricionais Específicas; 
b) Programa de Suplementação Alimentar (PSA); 
c) Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno (Pniam); 
d) Programa Nacional do Leite para Crianças Carentes (PNLCC); 
e) Programa de Nutrição em Saúde (PNS); 
f) Programa de Complementação alimentar (PCA); 
g) Programa de Abastecimento de Alimentos Básicos em Áreas de Baixa Renda (Proab); 
h) Programa de Racionalização da Produção de Alimentos Básicos (Procab);
i) Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).
Principais Programas Governamentais
Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição – PNSN (1989)
Objetivo: descrever o estado nutricional da população brasileira e caracterizar as condições 
socioeconômicas e de saúde nos domicílios brasileiros:
 Redução do déficit de peso entre adultos (5,4%) e o aumento da prevalência de excesso de 
peso para o mesmo grupo (35,7%), quando comparados com dados do Endef.
Quais as causas?
 Renda familiar e a expansão dos programas sociais.
Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição (Inan)
Fonte: 
http://189.28.128.100/dab/docs/portalda
b/documentos/boletimSisvan/pnsn.pdf
 No início da década de 1990, quase todos os programas foram extintos e mantinham-se 
vigentes: Pnae, PAT, PCCE, PNLCC (até 1991) e PSA (até 1993) – redução de alocação de 
recursos públicos para programas de alimentação e nutrição;
 “Ação da cidadania contra a fome, a miséria e pela vida” de Herbert José de Sousa, Betinho, 
culminou no Plano de Combate à Fome e à Miséria e na criação do Conselho Nacional de 
Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) em 1993, extinto após dois anos;
 Lei Orgânica de Saúde, que instituiu o SUS, cria o Sistema de Vigilância Alimentar e 
Nutricional (Sisvan): identificar e acompanhar a evolução do estado nutricional da 
população e seus determinantes.
A partir de 1990 até 2023
Fonte: http://189.28.128.100/nutricao/docs/geral/orientacoes_basicas_sisvan.pdf
 Com a extinção do Inan em 1997, criou-se a Área Técnica de Alimentação e Nutrição (Atan) 
no âmbito da Secretaria de Políticas de Saúde. Posteriormente, foi integrada ao 
Departamento de Atenção Básica como Coordenação-Geral da Política de Alimentação e 
Nutrição (CGPAN).
 1999 (Portaria do Ministério da Saúde n. 710, de 10 de junho de 1999) – é publicada a 
Política Nacional de Alimentação e Nutrição (Pnan) pela CGPAN: objetiva a melhoria das 
condições de alimentação, nutrição e saúde da população brasileira. É atualizada em 2011 
(Portaria n. 2.715, de 17 de novembro de 2011).
 Legado do Inan e do Sisvan.
A partir de 1990 até 2023
Fonte: 
https://alimentacaosaudavel.org.br/biblioteca/publicacoes/
politica-nacional-de-alimentacao-e-nutricao-pnan/7367/
 Anos 2000: iniciam-se os programas de transferência de renda à população extremamente 
pobre: Programa Bolsa Alimentação (2001), Vale Gás (2002), Bolsa Escola (2001), Programa 
Nacional de Acesso a Alimentos (2003) – substituídos pelo Bolsa Família, que os unifica
em 2004;
 Em 2003, as ações relacionadas à segurança alimentar e nutricional tornaram-se prioridade 
a fim de garantir quantidade, qualidade e regularidade ao acesso aos alimentos: Programa 
Fome Zero não se resumia às ações assistencialistas.
A partir de 1990 até 2023
Fonte: 
https://observatorio.guarulhos.sp.go
v.br/content/bolsa-fam%C3%ADlia-
%E2%80%93-pol%C3%ADtica-
p%C3%BAblica-de-
transfer%C3%AAncia-de-renda
 O Programa Bolsa Família (PBF) consiste no repasse de valores monetários para famílias 
em pobreza e extrema pobreza;
 Em 2021, o PBF foi substituído pelo Auxílio Brasil, com maior cobertura populacional e 
repasse financeiro às famílias;
 Foi descontinuado em 2023, quando o novo PBF volta a vigorar, com aumento do critério de 
renda para os elegíveis ao programa e a integração e fortalecimento das estratégias 
vinculadas aos serviços sociais;
 Foco: famílias, existem condicionalidades...
 Realização do acompanhamento pré-natal;
 Acompanhamento do calendário nacional de vacinação;
 Realização do acompanhamento do estado nutricional das 
crianças menores de sete anos;
 Para as crianças de quatro a cinco anos, frequência escolar 
mínima de 60% e 75% para os beneficiáriosde 6 a 18 anos 
incompletos que não tenham concluído a educação básica.
Programa Bolsa Família
Em relação à intervenção social do Estado brasileiro, observou-se:
 A política pública de alimentação e nutrição passou do planejamento autoritário
ao participativo;
 Da centralização à descentralização administrativa;
 De programas de distribuição de alimentos em espécie aos de tíquetes e à transferência de 
renda em dinheiro;
 Das ações emergenciais ou assistenciais às estruturais.
 Doação de alimentos: mantém-se
em caráter exclusivamente emergencial.
Então, a partir de 1990...
Fonte: 
https://brasilescola.uol.com.br/saude/impo
rtancia-dos-alimentos-na-saude.htm
 Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) 2003: estratégia de aumento do acesso a 
alimentos de qualidade e incremento da renda de pequenos produtores;
 Divulgação do primeiro Guia Alimentar para População Brasileira em 2006 e segunda edição 
em 2014;
 Plano Brasil sem Miséria, implantado em 2011, teve como meta a erradicação da extrema 
pobreza até 2014: inclusão produtiva, garantia de renda e acesso a serviços públicos de 
proteção e promoção social, incluindo os de alimentação e nutrição;
 Em 2011, também foi lançado o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das 
Doenças Crônicas não Transmissíveis, com metas a serem atingidas até 2022;
Outros programas e ações...
Fonte: https://paa.mds.gov.br/page/
Fonte: 
https://pt.scribd.com/document/4912651/
Guia-alimentar-guia-de-bolso-2006
Fonte: 
https://www.radiocoracao.org/2011/06/0
3/plano-entenda-o-brasil-sem-miseria/
 Entre 2016 e 2019, a redução do orçamento para políticas de alimentação e nutrição 
impactou drasticamente a continuidade das ações e provocou retrocessos para a garantia de 
direitos estabelecidos;
 Em 2020, efeitos ampliados em relação às desigualdades.
Outros programas e ações...
Fonte: https://www.paho.org/pt/noticias/5-5-2022-
excesso-mortalidade-associado-pandemia-covid-
19-foi-149-milhoes-em-2020-e-2021
Qual das seguintes alternativas representa uma mudança nas políticas públicas brasileiras de 
alimentação e nutrição a partir de 1990?
a) Do planejamento participativo ao autoritário.
b) Da descentralização à centralização administrativa.
c) Das ações estruturais às emergenciais.
d) Da distribuição de alimentos em espécie aos tíquetes e à transferência de renda
em dinheiro.
e) Da transferência de renda em dinheiro à distribuição de alimentos em espécie.
Interatividade
Qual das seguintes alternativas representa uma mudança nas políticas públicas brasileiras de 
alimentação e nutrição a partir de 1990?
a) Do planejamento participativo ao autoritário.
b) Da descentralização à centralização administrativa.
c) Das ações estruturais às emergenciais.
d) Da distribuição de alimentos em espécie aos tíquetes e à transferência de renda
em dinheiro.
e) Da transferência de renda em dinheiro à distribuição de alimentos em espécie.
Resposta
 Definição da agenda pública de nutrição: diagnóstico da situação nutricional
da população;
 Tomada de decisão: análise crítica e minuciosa das propostas para a solução dos 
problemas identificados;
 Após a implementação:
monitoramento e a avaliação
das mudanças promovidas
pelas ações e reanálise da situação.
Políticas Públicas
CICLO DE
POLÍTICAS
PÚBLICAS
AVALIAÇÃO
PROBLEMA PÚBLICO
IDENTIFICAÇÃO DO
MONITORAMENTO
IMPLEMENTAÇÃO
DA POLÍTICA PÚBLICA
PLANEJAMENTO
DA EXECUÇÃO
INCLUSÃO NA
AGENDA PÚBLICA
SOLUÇÕES
ALTERNATIVA A, B, C, D...DECISÃO
Fonte: Adaptado de: 
https://unale.org.br/o-ciclo-
das-politicas-publicas/
 Políticas públicas são um conjunto de normas e princípios 
que norteiam as ações do poder público. Instrumentos de 
implementação da política pública são leis, decretos, 
portarias, planos, programas, normas, resoluções.
Políticas Públicas
Fonte: autoria própria.
Política
Programa 
Governamental
Estratégia
 Propósito: a garantia da qualidade dos alimentos colocados para consumo no País, a 
promoção de práticas alimentares saudáveis e a prevenção e o controle dos distúrbios 
nutricionais, bem como o estímulo às ações intersetoriais que permitissem o acesso 
universal da população aos alimentos, de forma a permitir o alcance do propósito, foram 
estabelecidas diretrizes prioritárias.
A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (Pnan)
Fonte: 
https://alimentacaosaudavel.org.br/bibl
ioteca/publicacoes/politica-nacional-
de-alimentacao-e-nutricao-pnan/7367/
 Atualizada em 2011;
 Propósito: melhoria das condições de alimentação, 
nutrição e saúde da população brasileira, mediante 
a promoção de práticas alimentares adequadas e 
saudáveis, a vigilância alimentar e nutricional, a 
prevenção e o cuidado integral dos agravos 
relacionados à alimentação e nutrição.
A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (Pnan)
Fonte: 
https://alimentacaosaudavel.org.br/biblio
teca/publicacoes/politica-nacional-de-
alimentacao-e-nutricao-pnan/7367/
Princípios:
 Além dos princípios dos SUS: universalidade, integralidade, equidade, descentralização, 
regionalização e hierarquização, e participação popular...
A Pnan se orienta pelos seguintes princípios:
 Alimentação como elemento de humanização das práticas de 
saúde; respeito à diversidade cultural e alimentar;
 Fortalecimento da autonomia dos indivíduos;
 Determinação social e a natureza interdisciplinar e intersetorial 
da alimentação e nutrição; 
 Segurança alimentar e nutricional com soberania.
A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (Pnan)
Diretrizes:
1. Organização da Atenção Nutricional; 
2. Promoção da Alimentação Adequada e Saudável; 
3. Vigilância Alimentar e Nutricional; 
4. Gestão das Ações de Alimentação e Nutrição; 
5. Participação e Controle Social; 
6. Qualificação da Força de Trabalho; 
7. Controle e Regulação dos Alimentos;
8. Pesquisa, Inovação e Conhecimento em Alimentação
e Nutrição;
9. Cooperação e Articulação para a Segurança Alimentar
e Nutricional.
A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (Pnan)
Fonte: https://alimentacaosaudavel.org.br/biblioteca/publicacoes/politica-
nacional-de-alimentacao-e-nutricao-pnan/7367/
A garantia da segurança alimentar e nutricional da população brasileira exige que a Pnan 
esteja alinhada às outras políticas públicas:
 Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) e a Política Nacional de Atenção 
Básica (Pnab);
 A PNPS, aprovada em 2006 e revisada em 2014 e 2017, tem como propósito melhorar, de 
forma equitativa, as condições e o modo de vida da população, considerando os 
determinantes sociais, econômicos, políticos, culturais e ambientais do processo
saúde-doença;
 Pnab: Muitas das ações de promoção da saúde são 
desenvolvidas no nível de atenção básica (ou primária) de 
atendimento, sendo este âmbito de atuação o responsável 
pela organização das ações de alimentação e nutrição da 
Rede de Atenção à Saúde (RAS).
A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (Pnan)
 Já vimos que Josué de Castro evidenciou a magnitude da fome no Brasil...
 Fome tem como principal causa: a pobreza;
 Fome aguda: urgência de se alimentar;
 Fome crônica: permanente, ocorre quando a alimentação diária, habitual, não propicia ao 
indivíduo energia suficiente para a manutenção do seu organismo e para o desempenho de 
suas atividades cotidianas;
 Fome oculta: deficiência silenciosa de um ou mais micronutrientes (vitaminas e minerais).
Fome, pobreza e desnutrição
Fonte: 
https://www.em.com.br/app/noticia/na
cional/2022/06/08/interna_nacional,13
71929/fome-no-brasil-quase-dobra-
apos-dois-anos-de-pandemia.shtml
 A fome crônica resulta em um dos tipos de desnutrição, provocada pela deficiência de 
energia e proteínas, que frequentemente se associa às outras carências nutricionais (ferro, 
vitamina A e outros micronutrientes) – desnutrição crônica é identificada pelo déficit de 
estatura para a idade;
 Doenças infecciosas são mais frequentesem indivíduos desnutridos devido à menor 
imunidade, gerando a diminuição do apetite, da absorção e utilização de nutrientes, além do 
aumento das necessidades nutricionais, agravando ainda mais a situação.
Fome, pobreza e desnutrição
Fonte: https://www.abc.med.br/p/vida-
saudavel/1379748/micronutriente-ou-
oligoelemento-o-que-e-isso.htm
 São provenientes dos inquéritos, pesquisas de abrangência nacional e com amostra 
representativa da população.
 Devido a prevalências abaixo de 5% entre adultos, desde o final da década de 1980, a 
desnutrição já apresenta evidências de controle na população brasileira e houve queda entre 
as crianças ao compararmos o Endef com a PNDS.
 Tendência de diminuição da desnutrição infantil: 32,9% em 1974-1975, 13,5% em 1996 e 
6,8% em 2006-2007.
E quais foram as principais causas para a redução da 
desnutrição na infância?
 Poder aquisitivo (37%) e Escolaridade materna (26%) – 63%.
Dados sobre a desnutrição energético-proteica
 Em 2014, pela primeira vez na história, o Brasil não se enquadrou no Mapa da Fome por 
apresentar prevalência de desnutrição na população menor que 5%, assim como ocorre em 
países mais desenvolvidos (Estados Unidos, Canadá, Austrália, China, Japão, Rússia e a 
maioria dos países europeus);
 O Mapa da Fome utiliza uma nova metodologia para classificação dos países em 2018, 
baseada nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), e o Brasil retorna à situação 
de insegurança alimentar e nutricional por esse novo critério em 2020/2021.
Mapa da Fome
Fonte: 
https://cnq.org.br/not
icias/brasil-sai-do-
mapa-mundial-da-
fome-aponta-fao/
 O estado nutricional adequado é uma estratégia para interromper o ciclo da pobreza.
Ambiente alimentar:
 Desertos alimentares – locais onde o acesso a alimentos in natura ou minimamente 
processados é escasso ou impossível;
 Pântanos alimentares – locais onde há alta concentração de estabelecimentos que 
comercializam alimentos não saudáveis, com baixo custo, alta densidade energética e baixo 
valor nutricional e escassez de estabelecimentos que comercializam alimentos saudáveis.
Estado Nutricional Adequado e o Ambiente Alimentar
A Pnan visa contribuir para a melhoria das condições de saúde da população brasileira por 
meio de:
a) Ações integradas e intersetoriais que promovam a alimentação adequada e saudável.
b) Foco exclusivo em medidas paliativas e emergenciais para combate à fome.
c) Restrição das ações de nutrição às áreas urbanas.
d) Redução da participação popular na elaboração das políticas alimentares.
e) Abandono das práticas de transferência de renda em favor de medidas centralizadas.
Interatividade
A Pnan visa contribuir para a melhoria das condições de saúde da população brasileira por 
meio de:
a) Ações integradas e intersetoriais que promovam a alimentação adequada e saudável.
b) Foco exclusivo em medidas paliativas e emergenciais para combate à fome.
c) Restrição das ações de nutrição às áreas urbanas.
d) Redução da participação popular na elaboração das políticas alimentares.
e) Abandono das práticas de transferência de renda em favor de medidas centralizadas.
Resposta
 O termo segurança alimentar começou a ser construído logo após a Primeira Guerra Mundial 
(1914-1918), estando associado à segurança nacional no contexto europeu;
 Com a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), alguns anos mais tarde, houve um 
agravamento do sistema econômico mundial: compreendida como produção e distribuição 
insuficientes de alimentos;
 A partir de 1950, o movimento Revolução Verde cresceu mundialmente.
Processo histórico da segurança alimentar e nutricional
Fonte: https://www.cnbb.org.br/projeto-seguranca-alimentar-
nutricional-e-produtiva-foi-lancado-em-pernambuco/
Sistemas agroalimentares
Sistema agroalimentar moderno
monoculturas de exportação
avanços tecnológicos
uso intensivo de agroquímicos
Urbanização e êxodo rural
Alterações na forma de produzir e 
transformar o alimento
Revolução verde, tecnologias na produção 
de alimentos
Repercussões nas dimensões: 
econômica, social, ambiental e cultural
 Já na década de 1970, a escassez de alimentos em vários países ocasionou a realização da 
I Conferência Mundial de Segurança Alimentar, que reforçou a compreensão de que era 
preciso maior disponibilidade de alimentos e regularidade de acesso;
 A partir dos anos 1980, o conceito de segurança alimentar foi ampliado para além da 
capacidade produtiva, de armazenamento e de oferta, e passou a ser relacionado à garantia 
de acesso físico e econômico em quantidade suficiente e de forma permanente;
 Em 1986, ocorreu a I Conferência Nacional de Alimentação e Nutrição
como parte da 8ª Conferência Nacional de Saúde – conceito de
segurança alimentar e nutricional.
Processo histórico da segurança alimentar e nutricional
Fonte: https://www.cnbb.org.br/projeto-seguranca-alimentar-
nutricional-e-produtiva-foi-lancado-em-pernambuco/
Segundo a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional – Losan (Lei n. 11.346, de 
15 de setembro de 2006):
 “Realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, 
em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, 
tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade 
cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis”.
O que é a Segurança Alimentar e Nutricional?
Fonte: https://caisan.agricultura.sp.gov.br/sisan
Dimensão alimentar:
 produção, disponibilidade, comercialização e acesso ao alimento.
Dimensão nutricional:
 práticas alimentares e utilização biológica do alimento.
Dimensões da Segurança Alimentar e Nutricional
Alimentos
adequados e
saudáveis
Diversidade de
alimentos
Qualidade sanitária
e nutricional dos
alimentos
Alimentação com
base no hábito
alimentar cultural
Acesso a
alimentos livres de
contaminantes
Acesso às políticas
públicas de SAN
Acesso à
informação
Ter disponibilidade de
alimentos no local
Garantia de
outros direitos
Acesso regular
e permanente
Acesso à renda/
estabilidade
financeira
Acesso à saúde,
educação,
assistência social
SAN
Fonte: Adaptado de: Kepple 
(2010) e Consea (2010).
 Em 2004, realizou-se a II Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, 
importante marco histórico – Lei n. 11.346 de 15 de setembro de 2006 – cria o Sistema 
Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – Sisan com vistas em assegurar o direito 
humano à alimentação adequada;
 Estabelece: Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional; Conselho de Segurança 
Alimentar e Nutricional (Consea) e a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e 
Nutricional (Caisan);
 Decreto n. 7.272/2010: Instituição da Política e Plano de SAN – objetivo de assegurar o 
DHAA aos brasileiros, promovendo soberania e segurança alimentar e nutricional.
Marcos Importantes
Fontes: 
https://www.epsjv.fiocr
uz.br/sites/default/files
/documentos/pagina/l
ei_11346-06.pdf
https://www.mds.gov.
br/webarquivos/arquiv
o/seguranca_alimenta
r/caisan/plansan_201
6_19.pdf
https://www.cfn.org.br/
index.php/cartilhas/car
tilha-cfn-direito-a-
alimentacao/
 Emenda Constitucional n. 64 em 2010: incluiu a alimentação entre os direitos sociais;
 “Art. 6° – São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o 
lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência 
aos desamparados, na forma desta Constituição”.
Marcos Importantes
Fontes: https://www.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/documentos/pagina/lei_11346-06.pdf
https://www.mds.gov.br/webarquivos/arquivo/seguranca_alimentar/caisan/plansan_2016_19.pdf
https://www.cfn.org.br/index.php/cartilhas/cartilha-cfn-direito-a-alimentacao/
Soberania Alimentar:
 Direito dos povos de definir políticas e estratégias de produção, distribuição e consumo.
Direito Humanoà Alimentação Adequada (DHAA):
 Os direitos humanos são universais, indivisíveis e inalienáveis a todas as pessoas e de vital 
importância para garantir uma vida digna, sendo interdependentes e inter-relacionados.
 O direito de estar livre da fome e da má nutrição;
 O direito à alimentação adequada.
Princípios da Segurança Alimentar e Nutricional
Diversidade
Realização de
outros direitos
Qualidade
sanitária
Adequação
nutricional
Acesso à
informação
Livre de contaminantes,
agrotóxicos e organismos
geneticamente modificados
Respeito e valorização
da cultura alimentar
nacional e regional Acesso a recursos
financeiros ou recursos
naturais, como terra e água
Alimentação
adequada
Fonte: Adaptado de: Leão; Recine (2011).
 O Estado, como responsável pela garantia do DHAA, deve implantar políticas e programas 
para que todos tenham respeitada a capacidade de prover sua própria alimentação, como 
também estejam protegidos de qualquer tentativa de violação do DHAA por indivíduos, 
grupos, empresas ou entidades;
 No Brasil, principalmente devido a diversos programas de proteção social e também pelo 
avanço socioeconômico, ocorridos após os anos 2000, observou-se significativa redução da 
fome e da desnutrição;
 Entre os programas de grande efetividade para o DHAA, 
destacam-se: Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), 
Pronaf e Pnae.
Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA)
 A Losan instituiu o Sisan;
Um sistema de gestão intersetorial, participativa e de articulação entre os três níveis de 
governo para a implementação e execução das Políticas de Segurança Alimentar
e Nutricional:
 Acompanhamento, monitoramento e avaliação da segurança alimentar e nutricional do país;
 Assegura o DHAA por meio da formulação e implementação de Política e Planos de 
Segurança Alimentar e Nutricional (SAN).
O Sistema Nacional de Segurança Alimentar
Fonte: https://caisan.agricultura.sp.gov.br/sisan
 Conferências de SAN: diretrizes e prioridades para políticas públicas – participação social;
 Consea: consultivo – composto por dois terços de
representantes da sociedade civil e um terço de
representantes governamentais – órgão de consulta
e assessoria do presidente da república;
 Caisan: promove integração dos órgãos
e entidades públicas composta por ministros
de Estado – representantes dos ministérios
(Decreto n. 6.273, de 23 de novembro de 2007).
O Sistema Nacional de Segurança Alimentar
Fonte: https://caisan.agricultura.sp.gov.br/sisan
 Integra o Sisan, já foi extinto e retomado algumas vezes na história (criação em 1993), em 
2023 é retomado.
Entre as atribuições do Consea, destacam-se:
 Convocar e organizar a Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, com 
periodicidade não superior a quatro anos.
 Nas conferências, realizar discussões que promovam a luta pela segurança alimentar e 
nutricional e apresentar as solicitações aos órgãos governamentais.
 Propor à Caisan as diretrizes e as prioridades da política e do
PlanSAN, com base nas deliberações das conferências
nacionais de segurança alimentar e nutricional.
Consea
Fonte: https://caisan.agricultura.sp.gov.br/sisan
Responsabilidades:
 Elaborar, a partir das diretrizes emanadas do Consea, a PNSAN e o PlanSAN, indicando 
diretrizes, metas, fontes de recursos e instrumentos de acompanhamento, monitoramento e 
avaliação de sua implementação;
 Coordenar a execução da política e do plano;
 Articular as políticas e os planos de suas congêneres
estaduais e do Distrito Federal.
 Apesar da extinção do Consea, a Caisan continuou
operante, mesmo que de forma ineficiente.
Caisan
Fonte: https://caisan.agricultura.sp.gov.br/sisan
 I CNSAN, que ocorreu em 1994, em Brasília, para debate de propostas sobre segurança 
alimentar e nutricional: discussões sobre o acesso à alimentação de qualidade, promoção de 
hábitos alimentares e estilos de vida saudáveis, ações e programas voltados a populações 
mais vulneráveis à insegurança alimentar contribuíram para as diretrizes da Pnan, em 1999;
Conferências Nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional (CNSAN)
1993
Criação 1
Consea
1994
2003
Criação 2
Consea
I CNSAN
1995
Consea
Extinto
II CNSAN
2004
2006
Losan
2007
Sisan
2007
III CNSAN 2011
IV CNSAN
2012
I PlanSAN
2015
V CNSAN
2010
DHAA na
constituição
e PNSAN
2016
II PlanSAN
Fonte: Adaptado de: livro-texto.
 Para garantir os direitos sociais, que a Constituição Federal brasileira define como direitos 
individuais e coletivos, impõe a necessária criação e estruturação de sistemas públicos;
 Está articulado com a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (Pnan) e com o Sistema 
Único de Saúde.
O Sistema Nacional de Segurança Alimentar
Fonte: 
https://alimentacaosaudavel.org.br/biblioteca/publicacoes/
politica-nacional-de-alimentacao-e-nutricao-pnan/7367/
Sobre a Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), identifique a alternativa correta:
a) O acesso regular e permanente a alimentos de qualidade é um dos pilares fundamentais
da SAN.
b) A SAN é um conceito restrito a políticas públicas e programas governamentais.
c) O conceito de SAN é destinado apenas às áreas rurais do país.
d) A SAN se limita à questão da disponibilidade física de alimentos, desconsiderando 
aspectos socioeconômicos e culturais relacionados ao acesso e utilização adequada
dos alimentos.
e) A quantidade de alimentos disponíveis em um determinado 
local, independentemente de sua qualidade nutricional, é o 
principal indicador de segurança alimentar.
Interatividade
Sobre a Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), identifique a alternativa correta:
a) O acesso regular e permanente a alimentos de qualidade é um dos pilares fundamentais
da SAN.
b) A SAN é um conceito restrito a políticas públicas e programas governamentais.
c) O conceito de SAN é destinado apenas às áreas rurais do país.
d) A SAN se limita à questão da disponibilidade física de alimentos, desconsiderando 
aspectos socioeconômicos e culturais relacionados ao acesso e utilização adequada
dos alimentos.
e) A quantidade de alimentos disponíveis em um determinado 
local, independentemente de sua qualidade nutricional, é o 
principal indicador de segurança alimentar.
Resposta
 Regulamentada pela Losan, a PNSAN foi criada com o Decreto n. 7.272, de 25 de agosto de 
2010, e estabeleceu os parâmetros para a elaboração do Plano Nacional de Segurança 
Alimentar e Nutricional – PlanSAN.
 O I PlanSAN foi composto de 8 diretrizes e 330 metas organizadas em 43 objetivos e, após 
sua revisão, fixaram-se 144 metas distribuídas em 38 objetivos. No período entre 2016 e 
2019, entrou em vigência o II PlanSAN, elaborado com 9 desafios, 121 metas e 99 ações 
organizadas em 41 áreas temáticas. Após sua revisão, passou a conter 131 metas e 93 
ações relacionadas, fixando os órgãos responsáveis pela execução de cada uma das metas.
Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN)
Deve contemplar as seguintes dimensões de análise: 
 produção e disponibilidade de alimentos de qualidade e em quantidade suficiente; 
 acesso à renda e a condições de vida adequadas; 
 acesso à alimentação adequada e saudável, incluindo água potável; 
 acesso à saúde e a serviços relacionados; 
 educação e informação de qualidade para todos; 
 programas e ações relacionadas à DHAA e segurança alimentar e nutricional.
Monitoramento e Avaliação
Fonte: Adaptado de: 
https://x.com/consea/status/
1069695538830983170
II PLANO NACIONAL
DE SEGURANÇA ALIMENTAR
E NUTRICIONAL
PLANSAN 2016-2019
REVISADO
 A falta de acesso a uma alimentação adequada, condicionada, predominantemente, às 
questões de renda;
 escassez de alimentos;
 problemas de abastecimento;
 produção insuficiente;
 perda de fonte de renda (desemprego);
 pobreza;
 preços elevados, mudanças climáticas.
A Insegurança Alimentar e Nutricional
 O paradoxo da desnutrição versus obesidade na IA: recursoslimitados para gastar em 
alimentação, as pessoas fazem escolhas racionais e mecanismos neurológicos;
 Indicadores: usados de forma complementar.
A Insegurança Alimentar e Nutricional
Escalas de percepção
Antropometria, bioquímicos e clínicos
Pesquisa de orçamentos domésticos
Ingestão individual de alimentos
Modelos estatísticos
Outros (dados socioeconômicos,
condições de vida e saúde)
In
se
g
u
ra
n
ça
 a
lim
en
ta
r
e 
n
u
tr
ic
io
n
al
Fonte: Adaptado de: livro-texto.
 É uma estimativa de calorias disponíveis por habitante em um determinado país;
 É considerado um indicador de privação de alimentos;
 Quando menor que o somatório das necessidades energéticas de todos os integrantes da 
família ou menor que 2.500 calorias per capita, indica insegurança alimentar e nutricional; 
 Desvantagens: baseia-se em informações que têm alto grau 
de imprecisão, dados da produção;
 Mede a disponibilidade, mas não o acesso aos alimentos ou a 
qualidade da dieta em termos de nutrientes.
Indicador FAO
Antropométricos:
 Impactos das carências alimentares em indivíduos e populações.
 Avaliação indireta: não necessariamente a situação de insegurança alimentar vai trazer a 
alteração nos seus parâmetros antropométricos. Exemplo: consome as calorias necessárias, 
mas não há variedade nessa alimentação.
Clínicos e biológicos:
 Deficiência de micronutrientes – não necessariamente está relacionada com a SAN, pode ser 
decorrente de uma doença de base.
Indicadores do Estado Nutricional
Fonte: 
https://blog.sanny.com.br/m
edidas-antropometricas
 Recordatório alimentar de 24 horas;
 Questionário de frequência alimentar;
 Registros alimentares.
 Métodos de avaliação individual indicam a segurança alimentar por meio da obtenção de 
dados dos alimentos consumidos, que ao serem comparados com um banco de dados de 
composição de alimentos, é possível verificar a quantidade consumida de macro
e micronutrientes.
Indicadores de Consumo Alimentar
Fonte: 
https://dietpro.com.br/site/co
mo-avaliar-o-consumo-
alimentar-do-seu-paciente/
 Renda familiar, preços e quantidades dos alimentos adquiridos dentro e fora do domicílio, 
seja por compra ou doação.
 Desvantagens: falta de investigação da ingestão de alimentos de cada morador, a 
dificuldade em estimar a quantidade de alimento consumido fora de casa, a quantidade de 
alimentos desperdiçada não é avaliada; por falta de padronização metodológica, não permite 
comparações entre os países; alto custo de coleta, processamento e recursos humanos.
 Dados sociodemográficos: Critério Brasil e Escolaridade.
Dados de Pesquisas de Orçamentos Familiares e Sociodemográficos
Fontes: 
https://www.opuspesquisa.com/bl
og/mercado/criterio-brasil/
https://alimentacaosaudavel.org.
br/biblioteca/pesquisas/pesquisa-
de-orcamentos-familiares-2017-
2018/7344/
Insegurança alimentar é um processo progressivo:
 Primeiro, adultos começam a pular refeições ou diminuir porções de alimentos. Depois, 
crianças começam a passar por essa experiência, ou seja, uma situação ainda mais grave no 
âmbito familiar.
Como mensurar? Escala Ebia – Escala Brasileira de Insegurança Alimentar.
 A Ebia é uma versão adaptada da desenvolvida nos Estados Unidos na década de 1990.
1. Segurança alimentar no domicílio;
2. Insegurança alimentar em nível domiciliar (equivale
à IA leve);
3. Insegurança alimentar entre adultos da família (equivale
à IA moderada);
4. Insegurança alimentar entre crianças (equivale
à IA grave/severa).
Escala de Avaliação da Insegurança Alimentar (IA)
 Segurança Alimentar  Acesso regular e permanente aos alimentos de qualidade em 
quantidade suficiente, sem comprometer as demais necessidades essenciais;
 Insegurança Alimentar Leve  Há preocupação com a compra de alimentos e também 
pode haver redução da qualidade das refeições;
 Insegurança Alimentar Moderada  Redução da qualidade e quantidade dos alimentos 
entre os adultos do domicílio;
 Insegurança Alimentar Grave  Redução da qualidade e 
quantidade dos alimentos atinge a todos do domicílio, 
incluindo as crianças.
Escala Brasileira de Insegurança Alimentar
Escala Brasileira de Insegurança Alimentar
Fonte: Adaptado de: MDS (2014).
Domicílios com
menores de 18 anos
Domicílios sem
menores de 18 anos
SA 0 0
IL 1-5. 1-3.
IM 6-9. 4-5.
IG 10-14. 6-8.
Escala EBIA
1 – Nos últimos três meses, os moradores deste domicílio tiveram preocupação de que os alimentos acabassem 
antes de poderem comprar ou receber mais comida?
2 – Nos últimos três meses, os alimentos acabaram antes que os moradores deste domicílio tivessem dinheiro 
para comprar mais comida?
3 – Nos últimos três meses, os moradores deste domicílio ficaram sem dinheiro para ter uma alimentação 
saudável e variada?
4 – Nos últimos três meses, os moradores deste domicílio comeram apenas alguns alimentos que ainda tinham 
porque o dinheiro acabou?
5 – Nos últimos três meses, algum morador de 18 anos ou mais de idade deixou de fazer uma refeição porque 
não havia dinheiro para comprar comida?
6 – Nos últimos três meses, algum morador de 18 anos ou mais de idade alguma vez comeu menos do que devia 
porque não havia dinheiro para comprar comida?
7 – Nos últimos três meses, algum morador de 18 anos ou mais de idade alguma vez sentiu fome, mas não 
comeu, porque não havia dinheiro para comprar comida?
8 – Nos últimos três meses, algum morador de 18 anos ou mais de idade alguma vez fez apenas uma refeição 
ao dia ou ficou o dia inteiro sem comer porque não havia dinheiro para comprar comida?
9 – Nos últimos três meses, algum morador com menos de 18 anos de idade alguma vez deixou de ter uma 
alimentação saudável e variada porque não havia dinheiro para comprar comida?
10 – Nos últimos três meses, algum morador com menos de 18 anos de idade alguma vez não comeu 
quantidade suficiente de comida porque não havia dinheiro para comprar comida?
11 – Nos últimos três meses, alguma vez foi diminuída a quantidade de alimentos das refeições de algum 
morador com menos de 18 anos de idade porque não havia dinheiro para comprar comida?
12 – Nos últimos três meses, alguma vez algum morador com menos de 18 anos de idade deixou de fazer 
alguma refeição porque não havia dinheiro para comprar comida?
13 – Nos últimos três meses, alguma vez algum morador com menos de 18 anos de idade sentiu fome, mas não 
comeu porque não havia dinheiro para comprar comida?
14 – Nos últimos três meses, alguma vez algum morador com menos de 18 anos de idade fez apenas uma 
refeição ao dia ou ficou sem comer por um dia inteiro porque não havia dinheiro para comprar comida?
 APS, enquanto espaço de primeiro contato entre profissionais de saúde e residentes do 
território, apresenta enorme potencial de contribuição à garantia da SAN;
 Tempo, restrições financeiras  Adaptação da Ebia para Triagem para Risco de 
Insegurança Alimentar (Tria);
 O Ministério da Saúde (MS) disponibiliza este material para orientar o processo de 
monitoramento e avaliação da situação de IA nos territórios.
Insegurança Alimentar (IA) na Atenção Primária à Saúde
Figura 1 – Instrumento de dois itens de Triagem para Insegurança Alimentar – Tria16
TRIAGEM PARA RISCO DE INSEGURANÇA ALIMENTAR (TRIA)
QUANDO O DOMICÍLIO
ESTÁ EM RISCO DE IA?
QUEM PODE
APLICAR A TRIA?
EM QUAIS
OPORTUNIDADES
A TRIA PODE SER
APLICADA?
COM QUE FREQUÊNCIA
A TRIA DEVE SER
APLICADA?
COMO REGISTRAR
A TRIA?
1. Nos últimos três meses, os alimentos acabaram antes que você tivesse dinheiro para comprar mais comida?
2. Nos últimos três meses, você comeu apenas alguns alimentos que ainda tinha porque o dinheiro acabou?
 Quando responde
afirmativamente às
duas perguntas
 Profissionais da
área da saúde,
educação, saúde
pública e
desenvolvimento
social
 Acolhimento
 Consultas
individuais
 Visitas domiciliares
 Atividades em grupo
 Na escola
 Pré-natal e
puericultura
 Acompanhamento
de condicionalidadesdo Programa
Auxílio Brasil
 Cras
 Em todas as
oportunidades de
contato com os
indivíduos
 Em sistemas
próprios
 Pelo e-SUS (Código
CIAP-Z02)
 Em planilhas
próprias da UBS
 Em aplicativos
específicos17
Fonte: Adaptado de: Ministério da Saúde (2022).
A POF estimou um total de 68,9 milhões de domicílios particulares permanentes no Brasil, 
sendo que 36,7% dos domicílios particulares restantes estavam com algum grau de IA:
 IA leve foi de 24,0%
 IA moderada 8,1%
 IA grave em 4,6%
Pesquisa de Orçamento Familiar 2017-2018
Segurança alimentar
Insegurança alimentar moderada
Insegurança alimentar leve
Insegurança alimentar grave
Total Urbana Rural
63,3
24,0
8,1
4,6
64,9
23,5
7,5
4,1
53,6
27,2
12,2
7,1
%100,0
90,0
80,0
70,0
60,0
50,0
40,0
30,0
20,0
10,0
0,0
Fonte: Adaptado de: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e 
Rendimento, Pesquisa de Orçamentos Familiares (2017-2018).
 A pandemia de Covid-19 teve um impacto significativo na SAN no Brasil.
Impacto da pandemia na SAN
64,8%
69,6%
77,1%
63,3%
44,8%
41,3%
13,8%
15,8%
12,6%
20,7%
34,7%
28,0%
12,0%
8,0% 6,1%
10,1% 11,5%
15,2%
9,5% 6,6% 4,2% 5,8%
9,0%
15,5%
0,0%
10,0%
20,0%
30,0%
40,0%
50,0%
60,0%
70,0%
80,0%
90,0%
100,0%
PNAD 2004 PNAD 2009 PNAD 2013 PNAD 2018 I VIGISAN 2020 II VIGISAN 2022
Segurança Alimentar
Insegurança Alimentar Leve
Insegurança Alimentar
Moderada
Insegurança Alimentar Grave
Fonte: autoria própria.
Sobre a Insegurança Alimentar e Escala Ebia, identifique a alternativa correta:
a) A Ebia é uma escala de avaliação objetiva que independe da percepção dos entrevistados 
sobre sua situação alimentar.
b) A Ebia classifica a insegurança alimentar em quatro níveis: leve, moderado, grave e crítico.
c) A Ebia é uma ferramenta útil para orientar políticas públicas e programas voltados ao 
combate à fome e promoção da segurança alimentar e nutricional.
d) A Ebia contribui para a compreensão da insegurança alimentar à medida que analisa 
isoladamente a qualidade nutricional dos alimentos consumidos.
e) A Ebia, no contexto das políticas públicas, fornece 
informações específicas sobre quantidade de alimentos 
consumidos frente à situação alimentar individual.
Interatividade
Sobre a Insegurança Alimentar e Escala Ebia, identifique a alternativa correta:
a) A Ebia é uma escala de avaliação objetiva que independe da percepção dos entrevistados 
sobre sua situação alimentar.
b) A Ebia classifica a insegurança alimentar em quatro níveis: leve, moderado, grave e crítico.
c) A Ebia é uma ferramenta útil para orientar políticas públicas e programas voltados ao 
combate à fome e promoção da segurança alimentar e nutricional.
d) A Ebia contribui para a compreensão da insegurança alimentar à medida que analisa 
isoladamente a qualidade nutricional dos alimentos consumidos.
e) A Ebia, no contexto das políticas públicas, fornece 
informações específicas sobre quantidade de alimentos 
consumidos frente à situação alimentar individual.
Resposta
ATÉ A PRÓXIMA!

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