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Bases Conceituais, 
Perspectiva Histórica 
e Desafios a serem 
Superados
Gabriela de Melo Kohns
Bases Conceituais, 
Perspectiva Histórica e 
Desafios a serem Superados
2
Objetivos da Aprendizagem
Ao final do conteúdo, esperamos que você seja capaz de:
• apreender o processo histórico do desenvolvimento das políticas de saúde 
no Brasil;
• analisar o conceito de saúde e sua evolução ao longo do tempo, bem como 
compreender a diferença entre prevenção, promoção e educação em saúde;
• identificar os principais elementos da formação do campo da saúde coletiva;
• contextualizar os determinantes e condicionantes de saúde com o processo 
saúde-doença.
3
Introdução e Alguns Conceitos Básicos
Desde o descobrimento do Brasil até os dias atuais, o sistema de saúde brasileiro 
vem passando, como era de se esperar, por mudanças e readequações. Estas 
transformações foram e são essenciais para que seja possível enfrentar os grandes 
desafios que surgem continuamente e que acompanham o crescimento populacional 
e o desenvolvimento do país.
É importante ressaltar que a definição de saúde, um termo que inicialmente 
configurava-se como sinônimo da ausência de doença, passou a ser mais ampla, 
levando também em consideração aspectos relacionados ao bem estar físico, 
psíquico e social de cada indivíduo.
Um dos grandes marcos na história da construção política da saúde pública brasileira 
foi a criação do Sistema Único de Saúde, o SUS, em 1988. O SUS é um sistema 
reconhecido internacionalmente como um dos programas de saúde pública mais 
completo a nível global, uma vez que suas diretrizes asseguram o acesso a saúde 
a todos os cidadãos (princípio da universalidade) nos diferentes níveis de atenção e 
complexidade (princípio da integralidade). 
Embora o SUS tenha ampliado o acesso à saúde muitos problemas ainda persistem, 
e um dos desafios enfrentados atualmente pelo país é o de desenvolver programas 
de intervenção em saúde que sejam sensíveis e efetivos no que tange à realidade 
das diversas categorias populacionais. É importante ressaltar que o Brasil possui um 
vasto território, fortemente marcado por contrastes econômicos e pela presença de 
grande desigualdade social.
4
Frente às características, deficiências e necessidades da saúde brasileira, destaca-
se o desenvolvimento dos programas em saúde coletiva. Para melhor compreensão 
da situação atual do sistema de saúde vigente, assim como dos programas de 
saúde coletiva, é necessário retroceder e levar em consideração as mudanças que 
ocorreram na maneira de a sociedade pensar e conceituar o processo saúde-doença. 
Para isso, é importante revisitar alguns aspectos significativos e que remetem à 
época do Brasil colonial.
História das Politicas Públicas de Saúde no Brasil
As políticas de saúde no Brasil foram desenvolvidas em consonância com o momento 
histórico e a situação econômica do país. Durante o período colonial os cuidados 
com a saúde, de modo geral, eram muito limitados, e quando alguém necessitava 
de assistência, esta restringia-se à indivíduos sem formação profissional específica, 
como curandeiros que utilizavam ervas, crenças religiosas e técnicas empíricas 
como forma de tratamento. Foi somente em 1808, com a vinda da família real, que as 
primeiras mudanças nesse sentido começaram a ocorrer.
Saiba mais sobre o desenvolvimento do sistema de saúde 
brasileiro assistindo ao filme História da saúde pública no Brasil: 
um século de luta pelo direito à saúde, produzido em parceria com 
o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde.
Saiba mais
A chegada da família real ao Brasil suscitou a necessidade da implantação de uma 
estrutura sanitária básica, capaz de atender a corte que se instalava no Rio de 
Janeiro. A falta de saneamento representava um risco à saúde e vida da família real, 
uma vez que as más condições sanitárias da cidade propiciavam o desenvolvimento 
e o contágio de pestes e doenças graves, como a malária e a varíola, por exemplo.
Foi no mesmo ano da chegada da família real que instituiu-se a primeira faculdade 
de medicina do Brasil; fato este que contribuiu para que a medicina empírica fosse 
lentamente substituída por uma medicina baseada na ciência. Todavia, apesar do 
crescente número de profissionais da área médica que o país ganhava, o acesso 
à saúde nessa época se restringia à parcela da população que possuía condições 
https://www.youtube.com/watch?v=-gSIBFcnCIs
https://www.youtube.com/watch?v=-gSIBFcnCIs
5
financeiras superiores. Os demais contavam apenas com filantropia e hospitais de 
caridade, mantidos na maioria das vezes pela Igreja.
É importante ressaltar que a assistência relacionada à saúde nessa época restringia-
se ao tratamento de doenças. Não havia, até então, programas de saúde coletiva, 
campanhas de educação em saúde que conscientizasse a população sobre a prática 
de hábitos saudáveis e, tampouco, ações de promoção à saúde e de prevenção a 
doenças. Esse fato pode ser explicado pelo conceito simplista vigente nessa época, 
que definia saúde como a mera ausência de doença sem levar em consideração 
aspectos psíquicos, sociais, culturais e econômicos, conforme afirma Lopes em seu 
livro Políticas de saúde pública, de 2017.
Educação em Saúde: da Prevenção à Promoção
Durante muito tempo, o sistema de saúde brasileiro se preocupou apenas em tratar 
e curar doenças. Expressões como prevenção, promoção e educação em saúde 
simplesmente não faziam parte das pautas de politicas públicas. A chamada Revolta 
da Vacina (Figura 1) é considerada um marco de transição entre uma medicina 
exclusivamente curativa para a implementação de uma medicina preocupada em 
garantir a saúde da população como um todo.
Figura 1 – Manifestação de 1904 decorrente do movimento da Revolta da Vacina.
Fonte: Wikimedia. Acesso em: 10/03/2020.
6
O termo "prevenção" pode ser entendido como uma ação prévia que tem como objetivo 
impedir o desenvolvimento e evolução de determinada doença. Uma das primeiras 
ações de caráter preventivo no Brasil foi a vacinação em massa da população contra 
a varíola, em 1904. O responsável por coordenar essa ação foi o médico Oswaldo 
Cruz, que, embora tenha tido boas intenções ao propor a imunização da população, 
não foi bem visto pela sociedade na época. Um dos motivos para isto foi o fato de 
que nenhuma campanha educativa sobre os benefícios da vacinação foi realizada, o 
que culminou em um grande movimento popular: a Revolta da Vacina.
Oswaldo Cruz criou também o serviço de profilaxia da febre amarela, além da inspetoria 
de isolamento e desinfecção de residências. Todas essas medidas preventivas foram 
impostas sob um caráter bastante autoritário, fazendo com que as campanhas de 
saúde se equiparassem a campanhas militares, uma vez que fazia-se uso da força 
e do encarceramento para obrigar a população a aderir as medidas. Ademais, a 
ausência de um programa de educação em saúde limitou os resultados positivos 
dessas ações, visto que o círculo vicioso de hábitos da população não foi modificado. 
Dessa forma, as residências voltaram a apresentar más condições sanitárias pouco 
tempo após a desinfecção.
Figura 2 – Imunização infantil, exemplo de ação preventiva.
Fonte: Shutterstock. Acesso: 10/03/2020.
7
Posto isso, os programas de educação em saúde constituem-se como um conjunto 
de práticas de ensino e aprendizagem que têm como finalidade promover mudanças 
comportamentais, além de incentivar a aderência de hábitos e atitudes saudáveis. 
Ambos são considerados pré-requisitos necessários tanto para a prevenção de 
doenças quanto para a promoção da saúde individual e coletiva.
Figura 3 – Ação de educação e promoção da saúde com grupo de gestantes.
Fonte: Shutterstock. Acesso em: 10/03/2020.
Assim sendo, a promoção da saúde é definida como o conjunto de condutas que 
permeiam a transformação das condições de vida e trabalho associadas aos 
problemas de saúde subjacentes. Deste modo, pode-se inferir que as ações de 
educação, promoção de saúdee prevenção de doença caminham juntas e se 
complementam. Para elucidar de forma mais contundente a diferença existente 
entre promoção de saúde e prevenção de doenças, observe atentamente a Tabela 1.
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Categorias Prevenção de doenças Promoção de saúde
Conceito de “saúde” Ausência de doença Positivo e multidimensional
Modelo de intervenção Clínico Participativo
Alvo Principalmente grupos de risco Toda a população
Incumbência Patologia específica Redes de temas da saúde
Estratégias Geralmente única Diversas e complementares
Facilitação e capacitação
Direcionamento das 
medidas Direcionadoras e persuasivas Oferecidas à população
Objetivos dos 
programas
Impedir o desenvolvimento ou 
agravo de uma condição
Mudança comportamental dos 
indivíduos e de seu ambiente
Tabela 1 – Diferenças entre prevenção de doenças e promoção de saúde
Fonte: NICOLICH; ROCHA, 2017, p. 29. (Adaptado).
Um aspecto importante da promoção da saúde é que esta segue o princípio da 
responsabilização múltipla, enfatizando uma abordagem ativa e intersetorial que 
envolve ações do Estado, do sistema de saúde e da população, cujo foco é relativo aos 
determinantes de saúde e ao fomento do bem estar e melhora da qualidade de vida.
Para saber mais sobre a promoção da saúde, é possível ler o 
compilado do Ministério da saúde denominado de As cartas 
da promoção da saúde. Ele reúne documentos oriundos das 
conferências internacionais de saúde realizadas em vários países.
Saiba mais
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartas_promocao.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartas_promocao.pdf
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Níveis de Prevenção
Agora que o significado de prevenção foi elucidado, é pertinente apresentar os níveis 
de prevenção existentes. As ações de prevenção podem ser classificadas em três 
níveis diferentes: primário, secundário e terciário. A fim de elucidar esse sistema de 
classificação, observe atentamente a Figura 4. 
Figura 4 – Aspectos e variáveis envolvidas nos diferentes níveis de prevenção.
Fonte: JUNKES, 2018, p. 81. (Adaptado).
A prevenção primária representa o conjunto de ações que visa evitar determinada 
doença na população ao remover fatores causais. Ou seja, esse tipo de prevenção 
objetiva reduzir a incidência da doença. Nesse nível atua-se no período pré-patogênico, 
o período das relações entre o ambiente e o que é suscetível, até que se chegue a 
uma condição favorável.
São exemplos de prevenção primária: 
• Vacinação - imunoprofilaxia;
• Tratamento da água para consumo;
• Medidas de desinfecção e desinfestação;
• Ações de educação e promoção em saúde. 
A prevenção secundária compreende o conjunto de medidas que objetivam identificar 
e corrigir o mais precocemente possível qualquer desvio da normalidade, de modo 
a colocar o indivíduo imediatamente em situação saudável. Ou seja, esse tipo de 
prevenção tem como objetivo a diminuição da prevalência da doença. Esse nível 
10
é colocado em prática no caso de doenças infecciosas, por exemplo, uma vez que 
estas são doenças que podem ser curadas.
Todavia, este nível de prevenção não é viável na Síndrome da Imunodeficiência 
Adquirida (AIDS), por exemplo, posto que esta é uma doença que ainda não possui 
cura e, logo, a prevalência com o tratamento aumentará. O foco da prevenção 
secundária é no período patogênico, que é o período que inicia-se com a interação 
entre hospedeiro-agente, no começo das alterações fisiopatológicas no indivíduo. 
Um exemplo da atuação profissional deste nível de prevenção é a realização de 
inquéritos para a descoberta precoce de pacientes com tuberculose em determinada 
comunidade assistida.
Já a prevenção terciária representa as ações que visam reduzir incapacidades a 
fim de permitir uma rápida melhora e melhor reintegração do indivíduo à sociedade, 
aproveitando suas capacidades remanescentes. É um nível de prevenção que também 
atua no período patogênico. Como exemplo, é possível citar a reintegração de um 
trabalhador que sofreu um acidente em sua empresa. Isso ocorreria caso, em decorrência 
do acidente, esse trabalhador não mais pudesse exercer o mesmo tipo de atividade 
devido a suas condições de saúde. Posto isso, é importante esclarecer os conceitos de 
incidência e prevalência empregados nas definições dos níveis de prevenção.
Incidência é a fração ou proporção de um grupo de pessoas inicialmente livres do 
desfecho de interesse e que o desenvolvem durante determinado período de tempo. A 
incidência se refere, então, a novos casos de uma doença que ocorre em uma população 
a principio livre da mesma ou a novos desfechos, como sintomas ou complicações 
em pacientes com a doença que inicialmente não experenciavam esse problema.
A prevalência é a proporção de um grupo de pessoas que possui determinada 
condição ou desfecho clínico em um dado ponto no tempo. Ela é medida através do 
levantamento de uma população definida, na qual se averigua quem tem ou não a 
condição de interesse.
Processo Saúde-doença
As discussões sobre o processo saúde e doença sempre estiveram presentes na vida 
humana, e cada era da civilização explica a existência dessa relação de acordo com 
o momento histórico vivido e os recursos tecnológicos e científicos disponíveis na 
época. Ao longo dos séculos, os conceitos de saúde e doença foram permeados de 
diversos significados, atribuídos à relação que o homem mantinha com o ambiente, 
a natureza, o corpo, o espírito e a religião.
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Entre as teorias desenvolvidas para explicar a relação do homem com seus conceitos 
de saúde, destacam-se três:
1) Mágica
Relaciona o desencadeamento de doenças ao misticismo, demônios, castigos 
de deuses e prática de magia. Praticamente todos os acontecimentos que o 
homem não podia explicar em virtude de suas limitações técnico-científicas 
eram atribuídos a fenômenos sobrenaturais. Curandeiros, sacerdotes e 
indivíduos tidos como bruxos eram figuras consideradas importantes em 
casos de adoecimento e morte. Já a saúde era entendida como uma condição 
natural da vida, o que significa que não havia motivo para ser elucidada, e a 
ideia vigente era a de que a saúde era algo que ocorria espontaneamente.
Figura 5 – Representação do tratamento de doenças na era mágica.
Fonte: Shutterstock. Acesso em: 11/03/2020.
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2) Ingênua
Considera que a saúde, a doença e a morte devem ser aceitas pela população, 
uma vez que estas são inerentes e fazem parte do ciclo vital (Figura 6). Dentro 
dessa ideologia, os aspectos sociais, psíquicos e culturais eram considerados 
apartados dos fatores envolvidos no processo saúde e doença.
Figura 6 – Representação da crença do processo saúde doença sob a perspectiva ingênua.
Fonte: Shutterstock. Acesso em: 11/03/2020.
3) Crítica
Caracteriza-se como um novo modo de pensar, no qual surgem dúvidas e críticas 
sobre os conceitos de saúde e doença. Diferentes profissionais e estudiosos 
passam a refletir a respeito desse processo até estabelecer um modelo de 
causa e efeito. Esse modelo passa a relacionar agentes etiológicos, condições 
de trabalho e hábitos de vida com a presença de saúde e o desencadeamento 
de doenças. Dentro desse contexto de multicausalidade, segmenta-se o 
adoecimento em dois momentos: a pré-patogênese (momento prévio ao 
desenvolvimento da doença) e a patogênese (momento que a doença já está 
estabelecida). Com essa divisão, começa-se a designar estratégias voltadas à 
prevenção de doenças.
Conhecendo essas três teorias, fica evidente que saúde e doença não são termos 
designados por um conceito imutável, estando as definições sujeitas a constantes 
readequações e mudanças. Deve-se enfatizar que, mesmo nos dias de hoje, há certa 
dificuldade no meio científico em definir com exatidão saúde e doença, uma vez que 
o que é considerado normal para um indivíduo pode não ser para outro.
13
A doença, nesse caso, pode ser considerada uma condição que provoca distúrbios 
das funções físicas e mentais e que pode ser causada por fatores exógenos, externos 
ao ambiente, ou endógenos, internosao próprio organismo. Desde que o processo 
saúde-doença passou a ser rastreado estatisticamente, os ambientes de assistência 
à saúde também passaram a atuar como locais de elaboração de conhecimento e 
ensino, contribuindo na identificação de indicadores de saúde.
O Conceito Ampliado de Saúde
Há muito tempo que o conceito de saúde tem sido pauta de amplos debates entre 
especialistas de diversas áreas de atuação profissional. Levando em consideração a 
complexidade desse tema, a Organização Mundial de saúde (OMS) elaborou em 1946 o 
chamado conceito ampliado de saúde, que afirma que saúde é um estado de completo 
bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças e enfermidades.
Desta forma, é possível compreender que o conceito ampliado de saúde leva em 
consideração a integração de diferentes aspectos da vida e da sociedade, como 
economia, lazer, educação, segurança e trabalho. Observe o Diagrama 1, a fim de 
obter uma contextualização mais adequada desse conceito. 
Diagrama 1 – Aspectos integrados ao bem estar e saúde que abarcam o conceito ampliado de saúde
Fonte: JUNKES, 2018, p. 13. (Adaptado).
14
Analisando-se o conceito de saúde elaborado pela OMS, é possível identificar três 
princípios (MOREIRA et al., 2018):
O bem-estar físico
Relaciona-se à ideia de que não há a saúde de apenas um órgão ou sistema do 
corpo, mas sim de um todo, de modo integral.
O bem-estar social
Refere-se aos ajustes das exigências do meio, principalmente das condições 
socioeconômicas, local de moradia, distribuição de renda e oportunidades 
oferecidas a cada pessoa.
O bem-estar mental
Relacionado a um estado de equilíbrio, entendimento e tolerância consigo mesmo 
e com os outros. Relaciona-se a saber lidar e conduzir as diferentes emoções.
Embora a definição da OMS seja aceita e utilizada como parâmetro pelos sistemas 
de saúde em praticamente todo o mundo, ela vem sofrendo críticas de muitos 
pesquisadores nos últimos anos. O argumento utilizado pelos críticos é que esse 
conceito de saúde é utópico e inatingível, uma vez que alguns creem que o ser 
humano jamais será um ser completo em todos os aspectos e sentidos da vida.
Saúde Pública versus Saúde Coletiva
A compreensão dos conceitos e definições do processo saúde e doença é fundamental 
para todos os profissionais da área da saúde, e seu domínio possibilita uma 
atuação mais efetiva e ativa frente aos pacientes e a comunidade. Posto isso, para 
prosseguirmos nessa jornada de construção do conhecimento, é imprescindível que 
estejam claras a definição e diferenciação dos termos saúde pública e saúde coletiva.
15
Saúde pública e saúde coletiva são áreas frequentemente concebidas como 
sinônimos. Todavia, elas possuem algumas distinções. Assim sendo, a saúde pública 
pode ser entendida como o conjunto de ações exercidas pelo governo em prol do 
bem estar físico, mental e social da população, configurando-se como um direito 
constitucional que engloba as mais diversas áreas e níveis de atenção à saúde.
Já a saúde coletiva é uma ciência que engloba aspectos sociais e biomédicos 
através de diversas perspectivas organizacionais. É, também, uma área de atuação 
profissional que faz parte dos programas de saúde pública. Paim e Almeida Filho 
afirmam que: 
Enquanto campo de conhecimento, a saúde coletiva contribui com o estudo 
do fenômeno saúde/doença em populações. Enquanto processo social 
investiga a produção e distribuição das doenças na sociedade, analisando 
as práticas de saúde (processo de trabalho) na sua articulação com as 
demais práticas sociais, procurando compreender as formas com que a 
sociedade identifica suas necessidades e problemas de saúde, buscando 
sua explicação e se organizando para enfrentá-los (1998, p. 309).
A saúde coletiva busca ampliar a compreensão da população sobre a saúde, 
acrescentando analises sociológicas, antropológicas e históricas. A sua criação 
parte das ações de um movimento sanitarista e tem como proposito auxiliar no 
reconhecimento de variáveis econômicas, ambientais e sociais que possam ocasionar 
o desenvolvimento de doenças.
16
O movimento sanitarista que propiciou a criação da saúde coletiva teve início na 
década de 1970. A filosofia desse movimento preconizava a saúde não como um 
problema a ser solucionado pelos então serviços médicos, mas sim como uma 
questão política e social.
Desde seu surgimento, a saúde coletiva envolve-se com questões políticas, sociais 
e ideológicas, trazendo repercussões para saúde como um todo em sua delimitação 
e identificando meios que possibilitem tornar a saúde coletiva um campo cada vez 
mais aberto a novos paradigmas diante das necessidades de saúde, democratização 
da vida social e direitos humanos.
As diretrizes dos programas de saúde coletiva enfatizam a importância da comunicação 
e da atuação conjunta de equipes interdisciplinares e multiprofissionais, sendo estas 
compostas por médicos, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, biólogos, 
enfermeiros, dentistas, entre outros.
Entre os instrumentos utilizados pelos programas de saúde coletiva, destaca-se o uso 
da epidemiologia social, que possibilita conhecer o perfil dos problemas de saúde e 
das doenças apresentadas em determinada população assistida. O emprego da 
epidemiologia permite a criação de indicadores de saúde que, por sua vez, possuem dados 
referentes a condições sanitárias e socioeconômicas que otimizam o desenvolvimento 
de intervenções e de medidas de prevenção e promoção a saúde coletiva.
Deve-se ficar explícito que toda saúde pública é coletiva, mas nem toda saúde coletiva 
é pública, posto que no Brasil a saúde é considerada livre à iniciativa privada. Ao ter 
que atuar por meio do Sistema Único de Saúde, a saúde coletiva encontra muitos 
desafios, e o principal deles é conseguir oferecer um serviço eficiente em um sistema 
no qual o usuário corresponde à totalidade dos brasileiros.
Saúde como Direito
A mudança conceitual do processo saúde-doença pela população brasileira é um dos 
fatores que contribuiu para que o governo implementasse políticas públicas de saúde 
mais abrangentes, não se restringindo unicamente ao tratamento e à cura de doenças.
No Brasil, o acesso à saúde foi por muitos anos limitado à parcela da população que 
detinha condições financeiras para contratar assistência particular, e posteriormente 
àqueles que contribuíam com a previdência social, em sua maioria trabalhadores 
com carteira assinada. Essa realidade começou a mudar somente a partir de 1988, 
com a aprovação da nova Constituição da República Federativa do Brasil, vigente 
17
até os dias atuais, que considera a saúde como um direito de toda a população, 
independentemente de qualquer condição e fator externo.
A seção II, art. 196, capítulo I da constituição da republica federativa afirma que: 
A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas 
sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros 
agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua 
promoção, proteção e recuperação (BRASIL, 1988, p.1).
Todo o profissional de saúde deve ter pleno conhecimento dos 
direitos assegurados pela Constituição à saúde da população. Para 
conhecer na íntegra os postulados da Constituição relacionados à 
saúde, verifique os artigos 196 a 200 da Seção II.
Atenção
Além de ter explicitado o direito do acesso à saúde, a Constituição de 1988 enfatizou 
o dever e a responsabilidade do estado de promover a mesma, além de proteger a 
sociedade contra as doenças.
Determinantes e Condicionantes de Saúde
Os determinantes e condicionantes de saúde são definidos pelo 3º artigo da Lei 
número 8.080/90, conhecida como Lei Orgânica da Saúde. Esta lei afirma que:
Os níveis de saúde expressam a organização social e econômica do 
País, tendo a saúde como determinantes e condicionantes, entre outros, 
a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o 
trabalho, a renda, a educação, a atividadefísica, o transporte, o lazer e o 
acesso aos bens e serviços essenciais (BRASIL, 1990).
Os determinantes de saúde podem ser definidos então como os fatores que 
influenciam diretamente a saúde de forma positiva ou negativa, podendo estes ser 
modificados por decisões e escolhas dos envolvidos ou por condições externas a 
eles. Os condicionantes de saúde, por sua vez, instituem limites a determinadas 
circunstâncias e representam condições que não são passíveis de modificações por 
serem intrínsecas ao indivíduo em questão.
18
Um exemplo clássico de condicionante de saúde é a gravidez, 
uma vez que apenas pessoas do sexo feminino podem engravidar. 
Consequentemente, o sexo é um fator condicionante para a 
ocorrência da gestação entre os seres humanos.
Atenção
Para entender melhor a diferença entre determinantes e condicionantes de saúde, 
observe os exemplos expostos na Tabela 2.
Determinantes de saúde Condicionantes de saúde
Aspectos sociais Idade
Fatores econômicos Sexo
Características comportamentais Hereditariedade 
Tipo de alimentação Raça
Prática de atividade física Deficiências 
Lazer Genética 
Tabela 2 – Determinantes e condicionantes de saúde
Fonte: JUNKES, 2018, p. 49. (Adaptado).
Os determinantes de saúde abrangem, portanto, tanto aspectos que são de controle 
próprio, como os hábitos de vida, por exemplo, quanto aspectos que são condicionados 
ao ambiente, meio social e políticas públicas. É importante enfatizar que as ações de 
promoção da saúde têm como um de seus objetivos a educação da população, posto 
que através da educação em saúde é possível modificar os determinantes da saúde 
em favor da qualidade de vida.
Classificação dos Determinantes de Saúde
Comumente, os determinantes de saúde são divididos em categorias que variam em 
número e são designadas pela presença de características semelhantes. É importante 
ressaltar que o agrupamento dos determinantes favorece seu entendimento 
e compreensão. Na literatura, as classificações mais frequentes dividem os 
determinantes em: econômicos, ambientais, biológicos, sociais e de estilo de vida.
19
Para entender melhor esse sistema de categorização, observe a seguir alguns 
exemplos que fazem parte de cada grupo, conforme atestado por Carrapato et al. em 
seu artigo Determinante da saúde no Brasil: a procura da equidade na saúde de 2017: 
Econômicos
Tipo de habitação, renda e ocupação desempenhada. Também pode relacionar-
se à manutenção de hábitos saudáveis.
Ambientais
Gestão de resíduos, poluição, preservação da natureza e política energética.
Biológicos
Sexo, idade e fatores genéticos.
Estilo de vida
Alimentação, atividade física, tabagismo e comportamento sexual.
Sociais
Cultura, educação e lazer.
Essas cinco categorias influenciam a saúde de diferentes modos. A seguir, 
aprofundaremos o conhecimento sobre os determinantes sociais, visto que estes 
estão mais comumente associados à saúde coletiva, além de serem vastamente 
discutidos na literatura.
20
Determinantes Sociais da Saúde
Acredita-se que a origem das discussões relativas aos determinantes sociais da 
saúde estejam relacionadas à mudança de paradigmas do processo saúde-doença, 
em que o papel do governo e da população sobre a saúde foi reformulado. Instituiu-
se, então, um modelo de determinantes sociais que foca, sobretudo, nas condições 
de trabalho e vida da sociedade moderna.
Esse modelo sugere alterações politicas, sociais e econômicas como pontos chave 
para ocasionar condições de saúde ideais à sociedade. Entre as propostas defendidas, 
estão a melhoria da infraestrutura das cidades, do transporte público, da distribuição 
de renda e do acesso equitativo à saúde. Em termos práticos, esse modelo tem como 
objetivo correlacionar determinantes sociais e saúde. Todavia, este é um árduo e 
complexo desafio.
Agora, observe estes dois aspectos, responsáveis por tornar o modelo supracitado 
um desafio laborioso:
• Os fatores econômicos, políticos e sociais podem afetar de modo distinto a 
condição de saúde de uma população, não seguindo um único padrão;
• Não é completamente elucidada a diferença entre os determinantes sociais 
de saúde de indivíduos e de grupos, posto que aspectos relevantes para a 
saúde individual podem não esclarecer as diferenças existentes entre os gru-
pos de uma população. 
21
Sendo assim, é possível questionar-se de que forma os determinantes sociais 
influenciam a saúde. Bem, para esta questão não existe uma única resposta, mas 
sim um conjunto de diferentes abordagens explicativas, uma vez que estabelecer 
com exatidão a influência que cada determinante tem sobre a saúde é extremamente 
complexo. Segundo Rocha, em seu livro Manual de saúde pública e saúde coletiva no 
Brasil de 2012, e Bassinello, em Saúde coletiva de 2014, as principais abordagens 
descritas na literatura são:
Aspectos físico materiais
Essa abordagem afirma que as diferenças de renda da população condicionam 
a saúde, visto que envolvem fatores econômicos e políticos que ocasionam a 
carência de recursos individuais e a falta de investimentos em saneamento 
básico, educação, moradia, entre outros.
Fatores psicossociais
Foca nas concepções psicobiológicas e na desigualdade social, de modo que 
atesta que a saúde é afetada pelas tensões ocasionadas por situações de 
desigualdade social.
Enfoques multiníveis e ecossociais
Abordam fatores sociais, biológicos, individuais e grupais sob uma visão 
ecológica, dinâmica e histórica.
Relações entre saúde, desigualdade e a associação entre 
indivíduos e grupos de pessoas
Aborda a presença da confiança e solidariedade entre a sociedade. Afirma que 
as populações com maior coesão social e maior índice de igualdade são as 
mais saudáveis.
Muitos autores criaram esquemas para ilustrar as relações entre os determinantes 
de saúde e o mais aceito e empregado no meio cientifico é o modelo de diferentes 
camadas, desenvolvido por Dahlgren e Whitehead.
22
Figura 7 – Modelo de Dahlgren e Whitehead: influência em camadas.
Fonte: ROCHA, 2012, p. 41. (Adaptado).
Este modelo de Dahlgren e Whitehead é designado da seguinte forma:
• A primeira camada, entendida como o centro do modelo, representa o indiví-
duo e seus condicionantes de saúde;
• A segunda camada engloba aspectos comportamentais e hábitos de vida 
individuais;
• A terceira camada compreende as redes comunitárias e de apoio social;
• A quarta camada apresenta aspectos relacionados a condições de trabalho 
e vida, o alcance de serviços fundamentais e a alimentação;
• A quinta e última camada inclui macrodeterminantes, como fatores culturais, 
condições econômicas e ambientais. Os aspectos dessa camada exercem 
muita influencia sob as anteriores.
É indiscutível a forte influencia que os determinantes sociais exercem nas condições 
de saúde da sociedade. Segundo Geib, em seu artigo Determinantes sociais da saúde 
do idoso de 2012, “a equidade requer ação sobre os determinantes sociais da saúde 
na perspectiva do curso da vida, com ações multissetoriais em todas as etapas do 
ciclo vital, já que o estado de saúde individual é um marcador de suas posições 
sociais no passado” (p. 131).
23
As circunstâncias em que um indivíduo nasce, vive, trabalha e envelhece estão 
diretamente relacionadas à manutenção da sua saúde ao longo da vida. Conhecer 
esses aspectos e compreender os determinantes sociais aqui discutidos permite ao 
profissional da área da saúde desenvolver estratégias de intervenção mais adequadas 
aos diferentes perfis de pacientes.
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Conclusão
Neste conteúdo você aprendeu que o conceito de saúde, além de não ser único, é 
mutável e extremamente relacionado ao momento histórico vivido. Assim sendo, 
pode-se afirmar que é de acordo com o modo que a sociedade compreende a saúde 
e a doença que os cuidados de atenção são determinados.
Foi a evolução do entendimento do processo saúde-doença que possibilitou o 
estabelecimento do conceito ampliado de saúde, o qual vai além da ausência de 
doença, considerando o serhumano e a vida de uma forma mais integrada.
Vimos também que a saúde coletiva é uma área de conhecimento interdisciplinar 
e de atuação multiprofissional; englobando aspectos sociais e biomédicos e 
reconhecendo a doença como uma consequência da interação de determinantes e 
condicionantes de saúde.
As diretrizes dos programas de saúde coletiva enfatizam a importância de a equipe 
profissional conhecer o perfil epidemiológico da comunidade assistida, a fim de que 
o desenvolvimento de medidas de prevenção, promoção e educação em saúde sejam 
mais sensíveis e eficazes às necessidades apresentadas.
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