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Elementos da 
Linguagem Visual
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Dr.ª Maria Jose Spiteri Tavolaro Passos
Revisão Textual:
Prof.ª Me. Sandra Regina Fonseca Moreira
Elementos Básicos da Linguagem Visual
• Introdução;
• Tom;
• Textura;
• Escala, Proporção e Composição.
• Descrever, apresentar e exemplifi car os elementos compositivos básicos da lingua-
gem visual;
• Compreender suas relações na composição e aplicações na linguagem visual, exem-
plifi cando, analisando e comentado algumas das diversas alternativas possíveis.
OBJETIVOS DE APRENDIZADO
Elementos Básicos 
da Linguagem Visual
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas:
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como seu “momento do estudo”;
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;
No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos e 
sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam-
bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão 
sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o 
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e 
de aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
Não se esqueça 
de se alimentar 
e de se manter 
hidratado.
Aproveite as 
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE Elementos Básicos da Linguagem Visual
Introdução
Olhe o espaço ao seu redor e observe que tudo o que vemos está relacionado à 
luz: formas, cores, tonalidades, texturas, a distância entre os objetos... Tudo depen-
de da luz e dos seus efeitos sobre os corpos. 
Depois de tratarmos de elementos primordiais na linguagem visual como o ponto, 
a linha e a forma, vamos seguir a nossa jornada verificando outros elementos básicos 
que estão diretamente ligados às superfícies das formas, como o tom e a textura, e à 
relação entre as formas e o espaço, como é o caso da escala e da proporção.
Assim como está presente na natureza, entre as representações do mundo reali-
zadas pelo homem, o uso do tom pode ser encontrado desde as pinturas rupestres 
(link a seguir).
Detalhe de desenhos na Toca da Entrada do Pajaú no Parque Nacional da Serra da Capivara, 
localizado no Estado do Piauí por Tiago Queiroz, disponível em: https://goo.gl/vxWEXWEx
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Observe que, na realidade, só podemos visualizar os temas representados por 
causa do contraste entre o tom das formas pintadas, que é mais escuro do que 
aquele da superfície rochosa que lhes serviu como suporte.
Também a textura, enquanto qualidade das superfícies, é um elemento funda-
mental quando tratamos da linguagem visual. Já parou para pensar em como so-
mos atraídos pelas texturas dos materiais? Cada material tem a sua textura especí-
fica e cada textura nos traz uma informação e uma sensação, seja do ponto de vista 
tátil ou do ponto de vista visual. Ao longo da História, o homem vem explorando 
largamente esse elemento e diferentes modos de representá-lo em suas produções. 
A escala é um outro elemento importante no campo da visualidade, pois ela 
estabelece a relação e a proporção do ser humano com relação ao seu entorno. 
Assim, ao observarmos novamente a pintura rupestre o link anterior, podemos ter 
alguma noção de como os caçadores eram pequenos se comparados ao animal que 
estavam tentando capturar, uma relação do grande sobre o pequeno.
Visualmente, as relações de escala já serviram para representar a hierarquia em 
uma sociedade, como podemos observar no Antigo Egito, quando em suas obras 
empregavam-na para uma representação da hierarquia social, conforme apresen-
tado no link a seguir. Veja que nessa imagem, quanto maior a importância (faraó, 
sacerdotes, entre outros), maior a figura. Já os de menor relevância na estrutura so-
cial (os soldados, o povo, os escravos...), eram representados com menor tamanho.
Cenas agrícolas, disponível em: https://goo.gl/rDv5kg
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Na Grécia Antiga, descobriu-se a escala de crescimento exponencial presente na 
natureza, a proporção áurea (trataremos a respeito dela mais adiante) e a incorpo-
raram na produção artística e arquitetônica como seu ideal de beleza matemática.
Este módulo trata a respeito de tudo isso. Aproveite a oportunidade para, por 
meio dos exemplos apresentados ao longo do texto, ampliar e aprofundar seus co-
nhecimentos. Procure também analisar e perceber as diversas alternativas possíveis 
de aplicação desses elementos.
Tom
Quando tratamos de tom no meio natural, estamos nos referindo à intensidade e 
claridade de qualquer coisa vista, pois “vemos graças à presença ou à ausência re-
lativa de luz, mas a luz não se irradia com uniformidade no meio ambiente, seja ela 
emitida pelo Sol, pela Lua ou por alguma fonte artificial” (DONDIS, 2010, p. 56).
É com base nessas variações de claridade ou de obscuridade, bem como no 
contraste entre os claros e escuros que conseguimos perceber as informações de 
um ambiente. 
Na natureza, as tonalidades são inúmeras, mas na produção humana, verificou-
-se que entre o pigmento branco e o preto, há cerca de treze gradações facilmen-
te perceptíveis (Figura 1). Porém, observe que quando criamos relações entre as 
tonalidades, por justaposição e sobreposição, por exemplo, é possível obter uma 
variação tonal mais ampla, pois um tom de cinza modifica-se sensivelmente ao ser 
inserido numa escala tonal (Figura 2) (DONDIS, 2010, p. 56-57).
Figura 1 – Escala tonal do branco ao preto
Figura 2 – Inserção do cinza na escala tonal
Veja que na natureza, o tom está sempre relacionado à quantidade de luz que incide sobre 
uma superfície. No entanto, quando tratamos de tonalidade em produções visuais como 
na fotografi a, no cinema, na pintura e em outras, buscamos por recursos que representem 
aquilo que vemos. 
Assim, transformamos o que na natureza seria luz, em manchas produzidas com corantes 
mais ou menos escuros (as tintas), sais de prata e outras substâncias que possam reagir à luz 
para criar as variações de claridade (como ocorre na fotografi a) e assim tentamos “imitar” 
os tons naturais.
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UNIDADE Elementos Básicos da Linguagem Visual
O tom é um elemento muito importante para a percepção humana, compreen-
demos de imediato uma representação monocromática do mundo real sem hesitar. 
Os tons variáveis de cinza utilizados nas artes gráficas, pintura, fotografia e cinema 
são substitutos monocromáticos para a vasta gama de cores da natureza.
Mas a riqueza da natureza é tamanha que é impossível transpor para a fotogra-
fia, por exemplo, todos os valores tonais nela existentes. 
Na década de 1930, o fotógrafo e músico estadunidense Ansel Easton Adams 
queria muito reproduzir na fotografia os muitos tons de cinza presentes no meio 
natural. Pensou em um modo de criar um tipo de escala (como se os tons fossem 
notas musicais) e passou a estabelecer associações entre o que vemos e as tonali-dades na fotografia. A essa escala tonal de cinzas, chamou-se de Sistema de Zonas.
Importante!
Ansel Easton Adams é considerado um dos maiores ícones da fotografia em preto e 
branco; nasceu a 20 de fevereiro de 1902 e faleceu em 22 de abril de 1984. Em 1916, 
durante uma viagem com a família fotografou o Parque Nacional de Yosemite. Nunca 
mais parou de fotografar!
Você Sabia?
Conheça um pouco mais da obra de Ansel Adams, que pode ser vista em: https://goo.gl/9dqulY
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O método de Adams, aplicado à captura, revelação e impressão com o controle 
preciso dos tons de cada região de uma paisagem fotografada, resumidamente consiste 
na divisão do intervalo tonal, desde o preto até o branco mais puro, em onze zonas 
(0 até 10). A Zona 0 corresponde ao valor de preto mais profundo que o papel foto-
gráfico poderia reproduzir, e a Zona 10 ao valor de branco mais claro possível, no caso, 
o tom do próprio papel. Todas as áreas do assunto fotografado com valores diferentes 
de luminosidade seriam relacionadas a uma dessas 11 zonas de exposição (Figura 3) e, 
a seguir, aos valores correspondentes de cinza na impressão final (Figura 4).
Figura 4 – Correspondência de cinza na impressão
Fonte: Medium
Zona 0
Zona I
Zona II
Zona III
Zona IV
Zona V
Zona VI
Zona VII
Zona VIII
Zona IX
Zona X
Figura 3 – Zonas de exposição e seus valores
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A luminosidade ou obscuridade relativa de uma determinada cor é denominada 
valor cromático e tem valor tonal correspondente (por aproximação) na escala de 
cinza (Figura 5), ou seja, não é muito mais claro nem muito mais escuro que o tom 
de cinza correspondente. Cores diferentes podem possuir o mesmo valor tonal, ou 
seja, não são mais claras nem mais escuras entre si.
Escala de Tons e Valores
Índices de
luminosidade (aproximados)
%
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Figura 5 – Escala de tons e valores
Em meados do século XIX, muitos fotógrafos, na tentativa de conferir um status
de arte à fotografia, alteravam manualmente as propriedades das imagens, chegan-
do a, com base nos valores tonais, acrescentar cor às suas fotos. A essa tendência 
denominou-se pictorialismo. Como exemplo, vemos na Figura 6 uma das fotogra-
fias da estadunidense Anne Brigman. 
Atualmente, por meio de softwares, podemos alterar com grande facilidade a 
coloração de uma imagem, inclusive trabalhando somente com os valores tonais.
Figura 6 – Figura feminina, 1915, por Anne Brigman
Fonte: wikiart.org
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UNIDADE Elementos Básicos da Linguagem Visual
Nos últimos anos, muitos artistas passaram a utilizar a edição digital para colorir fotogra-
fias históricas captadas em preto e branco, entre eles Jordan J. Lloyd. Embora Lloyd tenha 
contado com a assessoria de profissionais, nunca saberemos ao certo se as cores aplicadas 
à versão colorida correspondem fielmente às cores originais da cena fotografada. Porém, os 
tons de cinza da fotografia original correspondem aos tons das cores aplicadas na versão 
colorida, e é isso que dá naturalidade e fidelidade à reprodução. 
Lloyd começou a colorir imagens em 2012 para atender ao pedido de colorir uma foto de 
família. Para efetuar esse trabalho, seu estúdio – a Dynamichrome – “pinta” a foto de forma 
digital. Para conseguir os efeitos desejados do modo mais real possível, primeiro ele pesqui-
sa em fotos de época para depois ir sobrepondo camadas diferentes até conseguir o realismo 
que caracteriza suas fotos coloridas.
Conheça alguns trabalhos desse artista, visitando o artigo: Artista dá nova vida a velhas 
fotos históricas com cor digital, disponível em: https://goo.gl/8av393
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Mas, hoje, mesmo com o desenvolvimento tecnológico e tendo o recurso da 
fotografia colorida, o desafio de se transpor a atmosfera de um momento por meio 
da fotografia em preto e branco ainda motiva o trabalho de muitos fotógrafos:
[...] embora as fotografias coloridas sejam as mais difundidas, muitos fo-
tógrafos contemporâneos preferem trabalhar com filme preto e branco, 
pois a fotografia em preto e branco pode expressar uma ideia de modo 
muito mais vigoroso, conferindo uma atmosfera muito especial a uma 
obra. (OCVIRK et al, 2014, p. 150)
As imagens podem ser criadas com valores tonais contrastantes, valores simi-
lares ou com qualquer combinação de valores da escala. O contraste entre tons 
claros e escuros apresenta um efeito dramático, acentuado pelos contrastes mais 
extremos, como o preto e branco na foto de Claudia Andujar (Figura 7).
Figura 7 – Yanomani (c. 1971-1977) – Claudia Andujar
Fonte: Claudia Andujar, 1998
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Importante!
Claudia Andujar é uma fotógrafa suíça, naturalizada brasileira, que desde a década de 
1970 se dedica à proteção dos índios Yanomani; chegou a eles como fotógrafa da revista 
Realidade (Editora Abril) para fazer uma reportagem a respeito da Amazônia.
Você Sabia?
Analise cuidadosamente as imagens apresentadas até agora. Observe que o va-
lor tonal se refere ao grau de luminosidade. Isso faz com que uma obra que apre-
senta predominantemente tons escuros (do cinza médio para o preto) tenha valores 
tonais baixos, enquanto que uma imagem com predominância dos tons claros (do 
cinza médio para o branco) tenha valores tonais altos e seja mais luminosa.
O que acaba ocorrendo é que a predominância de áreas escuras (valores tonais 
baixos) sugere uma atmosfera de opressão, ameaça, drama, suspense ou tensão, 
enquanto uma obra que é predominantemente luminosa (valores tonais altos) suge-
re exatamente o efeito contrário.
Podemos usar o tom como auxiliar no momento de representar a dimensão de 
um objeto. As linhas da perspectiva podem não conseguir criar a ilusão perfeita 
de tridimensionalidade, mas a inclusão de um fundo tonal tende a reforçar essa 
ilusão. Esse efeito é ainda mais evidente na representação da esfera; sem informa-
ção tonal, a forma básica círculo não sugeriria dimensão, mas tudo muda quando 
incluímos esse aspecto (Figura 8).
Figura 8 – Efeitos do fundo tonal na esfera
Como você perfeitamente observa na figura 8, o contraste de valores tonais 
claros e escuros reforçam o efeito de volume pela sensação de luz refletida e as 
sombras projetadas pelo objeto.
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UNIDADE Elementos Básicos da Linguagem Visual
Textura
Imagine o percurso de uma formiga que esteja andando sobre um piso de ci-
mento bem áspero. Ela certamente encontrará uma série de altos e baixos, não é 
mesmo? Para nós, humanos, esse conjunto de acidentes do relevo de uma super-
fície é chamado de textura. 
Para Donis Dondis (2010, p. 65), “a textura é o elemento visual que com 
frequência serve de substituto para as qualidades de outro sentido: o tato”. 
A textura confere uma certa identidade, e isso pode ser sentido pelo toque, pode 
ser reconhecido pela visão ou por ambos os sentidos. É por meio dela que con-
seguimos distinguir e identificar se uma superfície é lisa, áspera, rugosa, porosa, 
macia, sedosa, entre outros.
A textura se relaciona com a composição de uma substância através de variações 
mínimas na superfície do material. Quando vemos em uma revista, a ilustração de 
uma lixa ou de um veludo, percebemos a aspereza de um e a suavidade do outro, 
assim, a textura nos oferece informações que não temos como comprovar (no caso 
do exemplo da revista), mas que são extremamente sensíveis e enriquecedoras.
Observe atentamente a figura 9.
Figura 9 – Object (Le déjeuner en fourrure) (1936) – Méret Oppenheim
Fonte: moma.org
Trata-se de uma obra da artista plástica e fotógrafa suíça, Méret Oppenheim. Veja como a tex-
tura de pele de animal aplicada à xícara, ao pires e à colher provoca sensações ambivalentes. 
Embora possamos reconhecer essa textura como algo macio e agradável ao tato, a sua apli-
cação em objetos do cotidiano relacionados à alimentação pode gerar uma sensação muito 
desagradável ou mesmo repugnante ao paladar, quando imaginamos colocá-los na boca.
Lembre-se de que, do ponto de vista tátil, não estamos nos relacionando fisicamente com 
os objetos, mas somente por meio deum contato visual. Assim, pense a respeito de como é 
possível provocar sensações (agradáveis ou não) em um observador por meio da manipu-
lação das texturas.
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Textura Tátil
Como o próprio nome diz, a textura tátil é aquela que pode ser tocada, sentida, 
palpada, ou seja, ela é real.
A textura tátil assume papel preponderante quando tratamos das representa-
ções tridimensionais. Nesses casos, os materiais empregados em tais obras são 
cuidadosamente escolhidos de acordo com suas texturas e a sensação que o artista 
pretende transmitir com elas (Figura 10).
Figura 10 – Texturas de madeira
Fonte: Pixabay
Nas elaborações das obras tridimensionais também podem existir texturas artifi-
ciais, elaboradas pela manipulação de diversos tipos de materiais. Como exemplo 
disso, são as esculturas hiper-realistas de Ron Mueck (Figura 11 e 12), que combi-
nam texturas naturais (cabelos, tecidos) com texturas artificiais (pele, unhas).
Figuras 11 – Mask II 
Fonte: Acervo do conteudista
Figura 12 – Detalhe de escultura Ron Mueck
Fonte: Acervo do conteudista
Quando trabalhamos com as linguagens bidimensionais, como na pintura e 
nas artes gráficas, a textura tátil pode ser simulada pela escolha dos materiais que 
sejam usados. Além da textura natural do próprio suporte, o ângulo de incidên-
cia e a qualidade da luz sobre a superfície de um objeto podem revelar texturas 
diferentes. Quando usamos luz direta, iluminamos de maneira uniforme o objeto; 
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UNIDADE Elementos Básicos da Linguagem Visual
mas a luz lateral ou “rasteira” projeta sombras intensas que destacam a textura 
do material (Figura 13).
Figura 13 – A iluminação pode acentuar as texturas
Fonte: pxhere.com
Textura Visual
Como o próprio nome nos indica, naturalmente as texturas visuais não são per-
ceptíveis ao toque, porém, sugerem ao olhar a sensação tátil.
Alguns artifícios podem ser usados para sugerir ao olhar uma característica tátil 
inexistente; podemos lançar mão de padrões diferenciados de linhas, hachuras, 
formas sobrepostas, sobretons, luzes e sombras que têm o poder de criar a ilusão 
de textura.
A textura visual é particularmente importante quando se trata de alimentos por-
que a imagem, além de bonita, deve parecer também apetecível. Para isso, o ponto 
de vista é especialmente importante (Figura 14).
Figura 14 – Salada de frutas
Fonte: pixabay.org
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Por exemplo, a imagem tomada de um ponto de vista próximo (Figura 14) pode 
fazer com que o alimento pareça mais apetecível, e que o expectador deseje provar 
a comida. Nesses casos, os detalhes devem ser muito bem escolhidos: objetos, am-
bientação, cor do suporte. Pense que criar o entorno adequado para os alimentos 
faz parte da linguagem visual e da mensagem que se pretende transmitir.
Outra forma de aplicar a textura visual na atualidade é nas animações 3D. A adequada 
exploração desse elemento é de grande importância para dar vida aos personagens e aos 
cenários, que geralmente são desenvolvidos com a utilização de programas de computa-
ção gráfi ca (CGI). Tome como exemplo a animação Valente, produzida pela Pixar Animation 
Studios (2012). É simplesmente incrível o resultado visual obtido nas texturas das roupas, 
cabelos, pelos e cenografi a.
É possível assistir a uma amostra dessa aplicação das texturas em CGI no trailer dessa anima-
ção disponível em: https://youtu.be/vHOC1Kd_zhw
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Especialmente na fotografia, a textura tátil do tema é um elemento funda-
mental. Há profissionais desse ramo que a usam como elemento primordial 
e até mesmo como tema-base de suas produções. É o caso, por exemplo, de 
Edward Weston, considerado um dos mais importantes fotógrafos americanos 
e um dos precursores da fotografia artística no século XX. Ele deu um novo 
sentido e vida a objetos triviais, unificando a simplicidade e realismo do comum 
com a abstração, em imagens que evidenciam as formas e texturas naturais dos 
temas fotografados (Figura 15).
Figura 15 – Alcachofra (1930)
Fonte: Edward Weston, 1930
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UNIDADE Elementos Básicos da Linguagem Visual
Escala, Proporção e Composição
O que é uma pessoa alta? Alguém com mais de 1,60m ou alguém com mais 
de 2,0m de altura? Muito bem, tudo depende do referencial... Vamos refletir: para 
uma criança de 5 anos, a pessoa com 1,60m de altura poderá parecer alguém 
muito alto, no entanto, essa mesma pessoa, se comparada à outra de 2,0m poderá 
parecer alguém muito pequeno. E essa relatividade se estende a todos os demais 
elementos: algo é claro em relação a...; algo é pouco colorido em relação a... 
Assim, em seu livro Sintaxe da Linguagem Visual, Donis, ao tratar de escala 
nos diz que: 
[...] todos os elementos visuais são capazes de se modificar e se definir uns 
aos outros. O processo constitui, em si, o elemento daquilo que chamamos 
de escala. A cor é brilhante ou apagada, dependendo da justaposição, assim 
como os valores tonais relativos passam por enormes modificações visuais, 
dependendo do tom que lhes esteja ao lado ou atrás. Em outras palavras, o 
grande não pode existir sem o pequeno. (DONDIS, 2010, p. 66)
Em linguagem visual, composição é o processo de organização do campo plásti-
co, ou seja, espaço disponível para a apresentação da mensagem. Qualquer produ-
ção visual começa com a seleção desse espaço. Deve-se considerar como ele será 
organizado, em quais proporções, qual o melhor tamanho. Isso porque tamanho, 
posição, distribuição são variáveis que têm grande influência sobre a forma como 
o leitor (ou espectador) lê e interpreta a mensagem.
Veja a Figura 16. Pode não parecer, mas os dois quadrados pretos possuem a 
mesma medida, porém, o da esquerda pode parecer maior. Sabe por quê? O moti-
vo está na sua relação com o plano em que está inserido. Ele parece grande dentro 
daquele retângulo. Já no exemplo à direita, o quadrado negro (idêntico ao da es-
querda) parece pequeno. Tudo é uma questão de relação com o entorno.
Figura 16 – Relatividade da proporção
Escala e proporção são sempre matematicamente comparativas entre as grandezas 
métricas de dois ou mais elementos visuais, portanto, podem ser dadas por fórmulas 
e equações. A escala é muito utilizada em mapas e projetos arquitetônicos para repre-
sentar distâncias e medidas enormes por meio de medidas pequenas. Por exemplo, em 
um desenho técnico como um projeto arquitetônico, cada centímetro do desenho pode 
corresponder a um metro de área construída, e isso nos leva a dizer que está sendo 
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aplicada uma escala de 1/100, ou seja, cada centímetro representado corresponde 
100 centímetros (1m) na realidade. É assim que surgem todas as escalas que vemos 
representadas em desenhos de precisão (1/50; 1/100; 1/200; 1/1000...).
A medida é parte integrante da escala, mas não é a fundamental. Deve-se consi-
derar também como importante a justaposição, ou seja, a relação entre os elemen-
tos visuais e o cenário dentro do qual estão inseridos.
Por exemplo, o contexto da intervenção urbana do artista inglês Slinkachu 
(Figura19) sugere que os personagens estejam apreciando uma escultura hiper-
-realista enorme de uma bituca de cigarro, mas como sabemos o tamanho real da 
bituca, podemos afirmar que as figuras fotografadas é que são pequenas. Isso nos 
indica que eventualmente nem tudo o que é certo no contexto da escala é verda-
deiro no contexto da medida. Se não tivéssemos a referência da medida da bituca, 
não seríamos capazes de dizer a medida dos personagens.
Relic cigarette monument, disponível em: https://goo.gl/eGFMTX
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A escala também pode ser aplicada para representar coisas pequenas como 
a figura humana (dependendo, claro, da relação com os demais elementos) em 
enormes formatos, como nas esculturas hiper-realistas de Ron Mueck (Figura 17). 
As dimensões ampliadas das obras impactam sobremaneira o espectador.
Figura 17 – Couple under an umbrella – Ron Mueck
Fonte: Acervo do conteudista
No entanto, mesmo quando se estabelece a relação entre dois elementos, o gran-
de em relação aopequeno, a escala pode ser modificada pela introdução de outras 
variáveis perceptivas, como o ambiente, o foco de visão, entre outras. A relação 
entre a escala utilizada com o objetivo e o significado é essencial na estruturação 
da mensagem visual. Quando se controla a escala, podemos fazer com que algo 
pequeno pareça grande e se destaque na composição, ou o inverso. Observe a 
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UNIDADE Elementos Básicos da Linguagem Visual
fotografia de William Eggeston (Figura 18). Nela, o triciclo, mesmo em escala real, 
parece enorme em relação à casa colocada no segundo plano por causa do ângulo 
de visão utilizado para enquadramento.
Figura 18 – Sem título (Memphis) William Eggeston
Fonte: William Eggeston, 1970
Desde a Antiguidade as proporções humanas vêm sendo estudadas e têm servi-
do de referência para muitas outras coisas. Ao longo dos anos, com base em pes-
quisas a respeito de uma média das proporções humanas, construiu-se uma série 
de medidas-padrão, e hoje tudo o que é produzido em série, desde uma escova de 
dentes até um projeto um avião, leva em consideração essas medidas. Por exem-
plo, a largura de uma porta, a altura do interruptor que você usa para acender a luz 
em sua casa, a altura do tampo de uma mesa, o assento de uma cadeira...
Na linguagem visual, usamos fórmulas de proporção para calcular a escala. A mais 
conhecida e utilizada é a proporção áurea, que foi utilizada, por exemplo, na concep-
ção do Parthenon (Figura 19) e em muitas obras da Antiguidade e do Renascimento.
Figura 19 – Parthenon
Fonte: Getty Images
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Para obtermos a proporção áurea, tomamos um quadrado e traçamos uma 
diagonal a partir de uma de suas metades. Usamos essa diagonal como raio e tra-
çamos um arco para obter um retângulo.
Diagonal de uma 
das metades
Traçar o arco da diagonal
Figura 20
A proporção entre a base do quadrado original e a base do retângulo final é de 
1;1,618. O que é interessante nessa proporção é que não importa o tamanho do 
quadrado, sempre que você dividir a base do retângulo áureo pela sua altura, o va-
lor obtido será 1,618. Esse é o número áureo que aparece na natureza (veja alguns 
exemplos mais adiante, Figura 22) de forma constante.
Se inserirmos um novo quadrado no retângulo obtido, continuaremos mantendo 
a mesma proporção entre eles, e assim sucessivamente. Se desenharmos um arco 
sobre as diagonais dos quadrados, obteremos uma forma em espiral também muito 
recorrente na natureza (Figura 21).
Figura 21 – Espiral logarítmica obtida a partir da aplicação da proporção áurea
Essa proporção pode ser encontrada nas medidas do corpo humano, no design
de uma concha ou de uma flor, nas galáxias em espiral, nos furacões, nas ondas e 
no comportamento dos átomos, entre muitos outros exemplos (Figura 22).
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UNIDADE Elementos Básicos da Linguagem Visual
Figura 22 – Exemplos da proporção áurea na natureza
Fonte: Adaptado de Wikimedia Commons e Pixabay
À esquerda, o corte da concha de um molusco (nautillus), por Chris 73; ao cen-
tro, a imagem de um ciclone extratropical sobre a Islândia (NASA’s Aqua/MODIS 
satellite); à direita, um girassol.
Se você tiver a curiosidade de sobrepor a figura 21 a 19, verificará que as li-
nhas em vermelho que aparecem sobre o Parthenon correspondem à espiral da 
proporção áurea. Ocorreu que o matemático Fibonacci traduziu em uma sequência 
numérica essa proporção perfeita em uma escala de crescimento.
Importante!
Leonardo de Pisa (1170 – 1250), mais conhecido como Fibonacci (que significa “filho 
de Bonaccio”) foi um dos maiores matemáticos na Europa da Idade Média; cresceu no 
norte da África, onde adquiriu os conhecimentos matemáticos avançados dos estudio-
sos árabes.
Você Sabia?
Fibonacci, em 1202, escreveu Liber Abaci, o livro do ábaco, no qual apresenta 
uma série de resoluções para diversos tipos de problemas a respeito de álgebra e 
geometria. É nesse texto que ele descreve e apresenta o que ficou conhecida na atu-
alidade como a “sequência Fibonacci”, na qual cada número é a soma dos dois ante-
riores até infinito, e sua notação é: 0:1:1:2:3:5:8:13:21:34:55:89:144:233:377... 
Quanto mais se avança nessa sequência numérica, mais a proporção de cresci-
mento da escala (ou seja, a divisão de um número pelo seu antecessor) se aproxima 
do valor 1,618.
Assista a esse curto documentário, A sequencia Fibonacci e o número de ouro, 
disponível em: https://youtu.be/QaWepnGWRs8Ex
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Então, agora, vamos sobrepor à espiral da proporção áurea, as somas da 
sequência de Fibonacci, ou seja: 1+1=2, 2+1=3, 3+2=5, 5+3=8, 8+5=13... e 
assim até infinito. Teríamos, nessa sobreposição, o que aparece na figura 23.
22
23
Quanto mais se avança pela sequência numérica, mais a proporção de crescimen-
to da escala (divisão de um número pelo seu antecessor) aproxima-se do valor 1,618. 
Utilizando essa sequência numérica, construímos o diagrama da proporção áurea.
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8
5
3
21
1
Figura 23 – Sequência de Fibonacci na espiral da proporção áurea
O que é curioso é que essa proporção, ou seja 1,618, é a mesma que existe 
entre a altura do corpo humano e a medida do umbigo até o chão; ou, a altura do 
crânio e a medida da mandíbula até o alto da cabeça; ou, a medida da cintura até 
a cabeça e o tamanho do tórax; medida do ombro à ponta do dedo e a medida do 
cotovelo à ponta do dedo.
Essas são as mesmas proporções que aparecem no Homem Vitruviano (Figura 24) 
e na Monalisa (Figura 25) de Leonardo Da Vinci, para citar apenas dois exemplos 
bem conhecidos de todos.
Figura 24 – Homem Vitruviano (1942). 
Leonardo Da Vinci
Fonte: Wikimedia Commons
Figura 25 – Monalisa (1503 – 1506). 
Leonardo Da Vinci
Fonte: Wikimedia Commons
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UNIDADE Elementos Básicos da Linguagem Visual
Observe que “a razão áurea é uma divisão baseada na proporção do número de 
ouro (1,618 comentado antes) e pode ser usada como método de posicionamento 
do assunto na imagem ou de divisão da composição em proporções agradáveis” 
(PRÄKEL, 2010, p. 22).
É muito mais fácil lembrar da proporção 8:5 do que do número 1,618! Mas vale 
lembrar que os dois são a mesma coisa!
Essa razão nos auxilia no momento de “definir onde ficará o horizonte, deter-
minar qual será o ponto central de atenção do observador ou dividir o quadro em 
proporções agradáveis” (PRÄKEL, 2010, p. 22), porém, lembre-se: nada garante 
que você obterá um resultado fantástico no final!
Outro método muito utilizado é a denominada “regra dos terços”. Ela constitui 
uma simplificação do que foi dito até agora com relação à proporção e composição.
Na regra dos terços, a imagem é dividida mentalmente em terços verticais e ho-
rizontais, com o que se obtém no final nove “pedaços”, daí o ponto de cruzamento 
das linhas indicam pontos de interesse do observador (Figura 26).
Figura 26 – Divisão em terços e os pontos de interesse do observador
Agora, vamos sobrepor essas linhas divisórias sobre a imagem e ver como fica 
(Figura 27).
Figura 27 – Análise da aplicação da regra dos terços sobre foto de Michael Gaida
Fonte: Adaptado de Pixabay
Outra alternativa possível para organizar a composição da imagem e do foco de 
interesse é utilizar a simetria dinâmica. Ela também se fundamenta na razão áurea, 
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porém, utiliza diagonais no lugar das retas perpendiculares à base. Alguns profis-
sionais consideram esta técnica mais fácil de visualizar.
Para aplicar a simetria dinâmica, desenhe uma linha diagonal de um canto a 
outro do quadro e depois desenhe uma linha a partir do outro canto, de forma que 
gere um ângulo reto com a primeira diagonal desenhada. Pode parecer complica-
do, assim descrito, mas com a prática e a experiência, é provável que você faça 
isso de forma automática. 
Se você trocar o formato da imagem, naturalmente terá de trocar a posição 
dessas linhas diagonais imaginárias. Na figura 28, você tem um exemplo de toda 
esta sequência.
a) Aplicação da regra dos terços com os 
focos ativos.
b) Focos de interesse com a simetria 
dinâmica inclusa.
c) Ponto de interesse deacordo com a 
simetria dinâmica.
Figura 28 – Sequência de terços e simetria dinâmica
Fonte: Adaptado de Präkel, 2010
Esses conceitos da geometria comentados aqui são extremamente úteis, não ape-
nas no enquadramento do objeto no momento da produção, mas também depois, no 
processo de montagem, corte e retoque necessários antes da produção final da ima-
gem. Alguns profissionais aplicam folhas de acetato com linhas sobrepostas, que 
servem como guias, para visualizarem mais facilmente as alternativas de corte no 
momento da impressão. Essas linhas também podem ser desenhadas ou inseridas 
nos principais programas existentes para edição de imagens e usadas como um “fil-
tro temporário” para se obter um corte adequado e perfeito (Figura 29).
Para encerrar esta nossa conversa, um último 
aviso: a composição é uma das mais importantes 
(se não a mais) na solução de problemas da lingua-
gem visual. Lembre-se: os elementos visuais são os 
mesmos para todos, mas o modo de articulá-los é 
que faz a diferença. É no momento da composição 
que temos em nossas mãos o processo criativo, 
pois nós definimos, nesse momento, o que o pú-
blico receberá e sentirá a partir da imagem criada.
A linguagem visual possui muitos artifícios, 
técnicas, estruturas, métodos e metodologias que 
ajudam e auxiliam nesse trabalho. Mas... assuma 
tudo isso com critério e parcimônia, use seu bom-
-senso, pois nada garante o sucesso. Figura 29 – Paisagem
Fonte: Kira Schwarz
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UNIDADE Elementos Básicos da Linguagem Visual
Embora existam técnicas e métodos, nenhuma regra é definitiva, absoluta 
e infalível! 
Lembre-se da lição de um dos grandes mestres da fotografia do século XX, o 
francês Hensri Cartier-Bresson (apud PRÄKEL, 2010, p.101): “Para mim, a foto-
grafia é o reconhecimento simultâneo em uma fração de segundo, da importância 
de um acontecimento e da organização precisa das formas que dão àquele evento 
sua exata expressão.”
Portanto, o que define o sucesso de um fotógrafo é, além do conhecimento téc-
nico, a sua sensibilidade, o refinamento do seu olhar associado à sua criatividade! 
Lembre-se disso!
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
Sites
The Ansel Adams Gallery
A obra de Ansel Adams.
https://goo.gl/9dqulY
Pinterest
Algumas fotos colorizadas por Jordan Lloyd.
https://goo.gl/AC2E6J
O Índio na Fotografia Brasileira
Algumas fotos de Claudia Andujar.
https://goo.gl/uy2jwS
Edward Weston
Algumas fotos de Edward Weston.
https://goo.gl/OiRirf
 Vídeos
Vik Muniz - Pictures of Garbage: Marat
Making of da série Pictures of garbage, do fotógrafo Vick Muniz, produzida em escala 
ampliada. Observe também as texturas visuais presentes nas imagens finais, obtidas a 
partir das texturas reais dos materiais fotografados - terra na primeira série e materiais 
recicláveis na segunda.
https://youtu.be/Tdgn6uiIq2Y
 Filmes
Donald no País da Matemágica
Essa animação aborda a matemática de maneira descontraída e histórica. O trecho entre 
7m23s e 13m30s explica de uma maneira didática e lúdica a descoberta da proporção 
áurea, sua aplicação nas artes visuais através dos tempos e sua presença na natureza.
Sin City – A cidade do pecado (2005)
Filme dirigido por Robert Rodriguez e Frank Miller.
Foi filmado com câmeras digitais de alta definição, com imagens em preto e branco, 
mantendo apenas alguns elementos como lábios, olhos, sangue, detalhes de objetos e 
algumas luzes coloridas. Os altos contrastes e a predominância de tons baixos seguem 
as características da obra original, realizada em HQ.
Valente (2012)
Animação de Mark Andrews e Brenda Chapman, produzida pela Pixar Animation Studios.
Valente, produzida em tecnologia 3-D, simula com precisão inúmeras texturas reais em 
programas de computação gráfica; o resultado visual obtido nas texturas das roupas, 
cabelos, pelos e cenografia é impressionante.
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UNIDADE Elementos Básicos da Linguagem Visual
Referências
ARNHEIM, R. Arte e percepção visual: uma psicologia da visão criadora. São 
Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.
DONDIS, D. A. Sintaxe da linguagem visual. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 2009.
OCVIRK, O. G. et al. Fundamentos de arte: teoria e prática. São Paulo: Mc-
Graw-Hill, 2015.
PRÄKEL, David. Composição. Porto Alegre: Bookman, 2010.
________. Fundamentos da fotografia criativa. São Paulo: Gustavo Gili, 2015.
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