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LOGO Conferência # 01 Engª. Mestranda Tatiana Da E. Casaca Hidráulica Aplicada Duração 120 Mim casacatatiana@gmail.com Universidade Óscar Ribas SUMÁRIO: 1.1 Conceito Fundamentais 1.2 Classificação dos caudais . 1.3 Parâmetros utilizados na hidráulica dos canais. 1.4 Movimento Permanente e Uniforme em canais 1.5 Dimensionamento de canais Objectivos Conhecer: - Os diferentes tipos de canais e suas formas geométrica. -Os Parâmetros utilizados na hidráulica dos canais Saber dimensionar de canais TEMA # 1. Introdução ao estudo das conduções livre Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Proposta para a aula Métodos ❖ Explicativo ❖ Elaboração conjunta ❖ Avaliativo ❖ Quadro ❖ Marcador ❖ Projetor ❖ Computador Meios Procedimientos ❖Oral ❖ Técnicas participativas Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Introdução 1 . Em sistemas de condutos livre ou canais uma característica peculiar é a existência de uma superfície livre (interface ar- água) onde atua a pressão atmosférica. O transporte da água se dá apenas pela força gravitacional. As seções das canalizações podem trabalhar parcialmente cheias, ou na iminência de encher (seção plena), situação limite em que existe ainda uma superfície livre infinitesimal na seção, onde atua a pressão atmosférica. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Exemplos: trecho em canal aberto interligando dois reservatórios, sarjetas das ruas, sistemas de esgotos sanitários, galerias de água pluviais, canais naturais ou rios. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Canal de Kikuxi- Luanda Em sistemas de condutos forçados, a classificação do tipo de regime de escoamento se dá por meio da avaliação de um adimensional de referência denominado Número de Reynolds. Regime laminar: preponderam as forças coesivas (ν, μ) em relação às de Inercia → o que resulta em valores pequenos para Rey. Regime turbulento: preponderam as forças de Inercia , em relação às coesivas (ν, μ) o que resulta em valores grandes para Rey. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Prof. mestranda Eng.Tataiana da Encarnaçao Casaca Em sistemas de condutos livres ou canais, a classificação dos tipos de regime de escoamento se dá com a utilização de um número adimensional de referência denominado Número de Froude, aqui representado por Fr. Matematicamente o Número de Froude é representado pela seguinte expressão: V = velocidade média do escoamento no canal (m/s). c = celeridade (velocidade de propagação de onda de pequena amplitude que se forma na superfície livre) (m/s). O escoamento em canais pode ser resumido pela existência das seguintes particularidades: 1. Existência de uma superfície livre (interface ar- água), onde atua a pressão atmosférica, 2. Diferente do escoamento em condutos forçados, o escoamento em canais se dá apenas pela ação da força gravitacional. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Classificação dos tipos de canais2 Podemos classificar os tipos de canais de acordo com diversos critérios como segue: De acordo com o tipo de contorno da sessão: 1. canais de sessões abertas (superfície livre exposta ou a “céu aberto”), tais como os rios (canais naturais), canais construídos (canais de irrigação, aquedutos etc.); 2. canais de sessões fechadas, tais como as redes de esgotos e galeria de águas pluviais. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca De acordo com a cota de assentamento em relação à cota do terreno: 1. Canais de seção aberta, tais como os casos dos rios e canais de irrigação; 2. Canais de seção aberta, construídos com a cota acima da cota do terreno, como o caso dos aquedutos romanos; 3. Canais de seção fechada, implantados abaixo do nível do solo, tais como os caso das redes de esgoto e galerias de águas pluviais. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca De acordo com a forma geométrica da sessão transversal: 1.Canais de sessão rectangular; 2. canais de sessão trapezoidal; 3. canais de sessão triangular; 4. canais de sessão circular; 5. canais de sessões especiais (oval, arco de circulo etc.); 6. canais de sessões não uniformes ou não simétricas. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Segundo o seu objectivo •Canais de drenagem. •Canais colectores. •Canais de extravador. •Canais de rego. •Canais para a navegação. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Segundo sua categoria •Magistral: se são canais muito grandes que conduzem todo o caudal do sistema. •Principal: se são canais (grandes ou pequenos) que conduzem todo o caudal do sistema. •Secundarias: canais que se derivam ou tributam aos principais. •Terciários: canais que se derivam ou tributa aos secundários. Temporais: canais que se construem por um curto período de tempo Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Segundo a natureza •Condução artificial: formada pelo homem. Pode ser destinada de secção transversal aberta ou fechada. - Condução natural: formada por processos da natureza. No caso de conduções naturais, são as que não foram modificadas substancialmente pelo homem, podem ser de secções transversal aberta (rios) ou de secção transversal fechada (túneis naturais, cavernas) Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca 3 Parâmetros utilizados na hidráulica dos canais Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca A seguir, Apresentam-se os elementos geométricos das seções dos canais, para diferentes tipos de seções transversais. Secção Rectangular Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Secção circular Apresentam-se a seguir a expressões para o cálculo das relações geométricas das secções circulares: Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Seção Trapezoidal Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Secção triangular A seção triangular é o caso particular da seção trapezoidal para a qual b, largura de fundo, é igual a zero (b = 0), logo, Utilizando-se as mesmas expressões desenvolvidas para seção trapezoidal, com b = 0, temos as expressões para as seções triangulares: Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Descrição dos elementos geométricos das seções e respectivas unidadesno SI: Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca 4 Movimento Permanente e Uniforme em canais Apresenta-se conceito do que vem a ser um movimento permanente e uniforme em canais, pois a partir dessa hipótese foi desenvolvida a Equação Fundamental proposta por Chezy e Manning, destinada ao cálculo e dimensionamento de canais. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Movimento Permanente: Um movimento é dito permanente quando os parâmetros hidráulicos envolvidos no escoamento (altura d’água, velocidade média, vazão, área molhada, perímetro molhado, raio hidráulico etc.) não variam no decorrer do tempo, para determinada secção. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Movimento Uniforme: Um movimento é dito uniforme quando os parâmetros hidráulicos envolvidos no escoamento (altura d’água, velocidade média, vazão, área molhada, perímetro molhado, raio hidráulico etc.), não variam ao longo do espaço, considerando-se um determinado trecho de canal. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Movimento Permanente e Uniforme: O MPU (Movimento Permanente e Uniforme) caracteriza-se, então, pela constância dos parâmetros hidráulicos envolvidos no escoamento, tanto no tempo quanto no espaço. Igual ao caso dos condutos forçados, os cálculosdos canais são baseados em equações de resistência, ou seja, equações que relacionam a perda de carga com a velocidade média, através de parâmetros de rugosidade e geometria da secção. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca A equação de Manning que é uma adaptação da Equação de Chezy, com utilização de outro coeficiente de rugosidade que incorpora, além das características das naturezas das paredes, um parâmetro hidráulico (RH = raio hidráulico) em seu coeficiente de rugosidade. Portanto, a partir da equação de Chezy, tem-se o desenvolvimento da equação de Manning. conhecida como a Equação Fundamental do Escoamento em Canais em MPU Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Manning definiu C de Chezy como sendo: sendo: n → coeficiente de rugosidade de Manning; tabelado para uma gama grande de tipos de revestimento de canais. (ver Tabelas) Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Combinando Chezy com o novo coeficiente de rugosidade C definido por Manning, temos: Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Nas situações práticas em geral, os dados de entrada do problema são os parâmetros hidráulicos, que se apresentam no termo da esquerda (n, Q e I). Supondo-se conhecidos os valores de n, Q e I, teremos, em termos hidráulicos uma infinidade de tipos de seções geométricas transversais que podem satisfazer a igualdade do termo da esquerda com o termo da direita de forma a tornar a expressão verdadeira. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca na prática, sempre que possível, após escolhido um determinado tipo de seção (retangular, trapezoidal, retangular etc.), é usual partir para adoção daquela seção que apresente a máxima eficiência hidráulica, ou seja; aquela que apresente o mínimo perímetro molhado. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca 5 Dimensionamento de canais Em projetos de canais, deve-se preocupar tanto com os limites inferiores quanto com os limites superiores de velocidade. Velocidades mínimas: Em redes de esgotos e galerias de águas pluviais, que transportam água contendo sólidos em suspensão ou material particulado (areia), Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Existe a preocupação de se utilizar uma velocidade ou declividade mínimo para evitar que tais materiais venham a sedimentar no fundo dessas canalizações, pois podem culminar em entupimentos ou obstruções indesejáveis. A imposição de velocidades mínimas, tem o intuito de evitar a formação de depósitos indesejáveis de material no fundo do canal, que podem promover o assoreamento, e assim alterar tanto a área da seção do canal quanto a rugosidade de fundo, reduzindo a sua capacidade de transporte de vazão. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Velocidades máximas: A imposição de velocidades limites superiores ou velocidades máximas tem o intuito de evitar desgastes excessivos das paredes do canal que podem causar corrosões progressivas e inclusive comprometer totalmente a estrutura e estabilidade do canal. Para canais com paredes revestidas de concreto, a velocidade limite superior é fixada em torno de 5,0 m/s. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Em canais construídos através de escavações no próprio solo, caso as velocidades superem as velocidades erosivas, poderá ocorrer a erosão das paredes, alterando totalmente a secção original do canal, além de seu assoreamento. As velocidades erosivas para canais escavados em solo dependem do tipo e natureza do solo. A Tabela apresenta as velocidades máximas sugeridas para se evitar processos erosivos para diferentes tipos de solo. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca As restrições principais de carácter hidráulico são: ( )SAR n 1 Q 3 2 máx = avaliada para Ymáx ( )SAR n Qmín 3 21 = VmáxV VmínV yBLy 3,005,0 ➢ Não erosão ➢ Não sedimentação ➢ Borde livre adequado avaliada para Ymín Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca ➢ Restrições da relação b/y 1 ≤ b/y ≤ 6 como valores admissíveis. 2 ≤ b/y ≤ 5 como valores óptimos. Método da velocidade máxima permissível Esta forma de cálculo se baseia nos mesmos princípios que o anterior, ou seja, determinar a largura do fundo e a profundidade normal de circulação de um canal que permita evacuar um caudal dado sem que sofra erosão. Se parte da mesma informação básica e o procedimento usual é: Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Esta forma de cálculo se baseia nos mesmos princípios que o anterior, ou seja, determinar a largura do fundo e a profundidade normal de circulação de um canal que permita evacuar um caudal dado sem que sofra erosão. Se parte da mesma informação básica e o procedimento usual é: 1. De acordo ao material que constitui o canal, se estima o valor do coeficiente de rugosidade (n), o valor da pendente aceitável para os taludes da secção (m), a velocidade máxima permissível (vmáx), a velocidade mínima permissível (vmín), o valor da pendente longitudinal (S) a geometria da sençao. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca 2. Se calcula a expressão da equação de Manning que não depende da profundidade: 3. Se supõe um valor de (b). 4. Se determina o valor de y correspondente a b anteriormente assumida aplicando a equação de Manning. 5. Se Verifica a relação b/y. De não cumprir a condições regressar ao passo 3 (supor outro valor de b). 6. Se calcula a área e se verifica a velocidade de circulação correspondente ao gasto máximo. = S Qn VmáxV Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Prof. mestranda Eng.Tataiana da Encarnaçao Casaca De não cumprir regressar ao passo 1 e mudar a pendente longitudinal, tipo de material de revestimento e a abertura da placa de base. 7. Se calcula a profundidade quando circula o gasto mínimo (Y) e a área hidráulica 8. Se calcula e se verifica a velocidade de circulação para o gasto mínimo. De não cumprir ir ao passo 1 9. Se calcula o borde livre (BL). VmínV yBLy 3,005,0 10. Se determina a altura total do canal. H= y + BL 11. Se resume os parâmetros de desenho do canal Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Conceito de tensão trativa (σ): Anteriormente abordou-se os limites superiores e inferiores de velocidade que devem ser verificados nos projetos de canais. Conforme citado, a presença de sólidos em suspensão e material particulado no transporte de esgotos e águas pluviais requer do projetista uma preocupação no sentido de evitar depósitos indesejáveis desses materiais nos fundos das canalizações Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca A adoção de velocidade ou declividade mínima como critério para evitar a formação de depósitos de sedimentos foi um parâmetro muito utilizado em projetos de redes de esgotos no passado. Com o decorrer do tempo, surgiu novo critério de projeto para redes de esgotos sanitários, no sentido de promover o arraste de sólidos: trata-se do critério de tensão trativa (σ): A tensão trativa (σ) é definida como sendo a tensão tangencial que age direta e paralelamente às paredes do canal, em função do líquido em escoamento, que atua sobre os materiais sedimentados, promovendo o seu arraste. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Imaginando um determinado trecho de canal de comprimento L, matematicamente, a tensão trativa representa a componente tangencial do peso do líquido contido nesse trecho por unidade da área de parede da tubulação, que pode ser definida como o produto do perímetro molhado pela extensão L considerada. A expressão da tensão trativa é facilmente dedutível, a partir das considerações anteriores, resultando na seguinte equação: σ = γ ⋅R ⋅I Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Sendo: σ = tensão trativa média = 1 Pa = 1N/m2 ; γ = peso específicoda água. Pode-se adotar γ = 104 N/m3 para o esgoto; RH= raio hidráulico da seção = m; I = declividade do fundo do canal (tubulação de esgoto) = m/m. De acordo com a experiência acumulada dos projetistas, foi verificado que ao se impor um valor de tensão trativa, σ maior ou igual a 1,0 Pa, as redes de esgotos não acumulavam sedimentos devido à esse valor de tensão de arraste. Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Exemplo 1 Se deseja realizar o desenho hidráulico de um canal trapezoidal capaz de evacuar um caudal máximo igual a 2,5 m3/s. Dito canal deve atravessar uma zona cuja topografia é ondulada, predominando o solo argiloso. A longitude do canal é de 2500m e vai da cota 39 a cota 36,5. o canal será revestido com pedregulho Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca n = 0,030 Vmáx = 1,83 m/seg Vmín = 1,52 m/seg Z = 2 A pendente do fundo do canal se calcula como: 001,0 2500 5,3639 = − =S Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca 37,2 001,0 030,0.5,2 == S Qn Se supõe para começar uma largura da placa de fundo de b=2,0 m Y 0,5 0,75 0,6 1,06 0,8 1,86 1,0 2,91 0,85 2,09 0,87 2,19 0,88 2,24 0,9 2,35 0.91 2,39 3 2 AR b/y = 2.22 valores óptimos. Q= A V V =2,5 / 3,42 = 0,73 m/seg é menor que Vmáx menor que Vmín NOTA: Há sedimentaçao Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca yBLy 3,005,0 27,0045,0 BL Borde livre BL = 0,20 H= 0,9+0,14 = 1,1 m b/y = 2.22 valores óptimos. Q= A V V =2,5 / 3,42 = 0,73 m/seg é menor que Vmáx menor que Vmín NOTA: Há sedimentaçao Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca LOGO casacatatiana@gmail.com obrigada ! Prof. Mestranda Eng. Tatiana da Encarnação Casaca Diapositivo 1: Conferência # 01 Diapositivo 2 Diapositivo 3: Proposta para a aula Diapositivo 4 Diapositivo 5 Diapositivo 6 Diapositivo 7 Diapositivo 8 Diapositivo 9 Diapositivo 10 Diapositivo 11 Diapositivo 12 Diapositivo 13 Diapositivo 14 Diapositivo 15 Diapositivo 16 Diapositivo 17 Diapositivo 18 Diapositivo 19 Diapositivo 20 Diapositivo 21 Diapositivo 22 Diapositivo 23 Diapositivo 24 Diapositivo 25 Diapositivo 26 Diapositivo 27 Diapositivo 28 Diapositivo 29 Diapositivo 30 Diapositivo 31 Diapositivo 32 Diapositivo 33 Diapositivo 34 Diapositivo 35 Diapositivo 36 Diapositivo 37 Diapositivo 38 Diapositivo 39 Diapositivo 40 Diapositivo 41 Diapositivo 42 Diapositivo 43 Diapositivo 44 Diapositivo 45 Diapositivo 46 Diapositivo 47 Diapositivo 48 Diapositivo 49 Diapositivo 50 Diapositivo 51 Diapositivo 52 Diapositivo 53 Diapositivo 54 Diapositivo 55 Diapositivo 56 Diapositivo 57 Diapositivo 58 Diapositivo 59