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Conteúdo
Agradecimento
Palavras	iniciais
Como	se	faz	instalação	de	unidade	de	Medição	de	Água	(UMA)
Como	se	faz	abastecimento	da	rede	predial	de	distribuição	de	água
Como	se	faz	medição	individualizada	de	água
Como	se	faz	instalação	de	reservatórios	industrializados
Como	se	faz	instalação	de	reservatório	moldado	in	loco
Como	se	faz	dimensionamento	de	reservatórios
Como	se	faz	limpeza	de	reservatório
Como	se	faz	proteção	contra	refluxo	de	água
Como	se	faz	ventilação	de	coluna	de	distribuição
Como	se	faz	teste	de	estanqueidade	nos	sistemas	hidrossanitários
Como	se	faz	instalação	de	sistema	elevatório
Como	se	faz	dimensionamento	de	bomba	centrífuga
Como	se	faz	manutenção	de	bombas	centrífugas
Como	se	faz	escolha	dos	materiais	utilizados	para	condução	de	água	potável
Como	se	faz	escolha	dos	materiais	utilizados	para	condução	de	esgoto
Como	se	faz	instalações	enterradas
Como	se	faz	instalações	suspensas	e	aparentes
Como	se	faz	instalações	embutidas	dentro	de	paredes	ou	pisos	(não	estruturais)
Como	se	faz	instalações	embutidas	em	elementos	estruturais
Como	se	faz	travessias	de	vigas
Como	se	faz	para	evitar	tensionamentos	nas	instalações
Como	se	faz	para	evitar	dilatação	e	contração	térmica	das	tubulações
Como	se	faz	para	evitar	a	incidência	de	ar	em	tubulações	de	água	fria	e	quente
Como	se	faz	para	medir	a	pressão	no	ponto	de	utilização	de	água
Como	se	faz	controle	da	pressão	no	sistema	predial	de	água	fria	e	quente
Como	se	faz	O	cálculo	da	pressão	dinâmica
Como	se	faz	instalação	de	pressurizadores
Como	se	faz	manutenção	de	pressurizadores
Como	se	faz	instalação	de	válvula	redutora	de	pressão	(VRP)
Como	se	faz	manutenção	de	válvula	redutora	de	pressão	(VRP)
Como	se	faz	prevenção	e	atenuação	do	golpe	de	aríete
Como	Se	Faz	Controle	dos	níveis	de	ruídos	em	instalações	prediais
Como	se	faz	instalação	de	aquecedor	elétrico
Como	se	faz	instalação	de	aquecedor	a	gás
Como	se	faz	instalação	de	aquecedores	de	passagem
Como	se	faz	instalação	de	aquecedores	de	acumulação
Como	se	faz	instalação	de	aquecedor	solar
Como	se	faz	instalação	de	aparelhos	sanitários	e	peças	de	utilização
Como	se	faz	uso	racional	da	água	nas	edificações
Como	se	faz	instalação	de	registros	hidráulicos
Como	Se	Faz	Escolha	de	torneiras
Como	se	faz	instalação	de	torneiras
Como	Se	Faz	Manutenção	em	torneiras
Como	se	faz	escolha	de	um	sifão
Como	se	faz	manutenção	de	sifão
Como	se	faz	escolha	de	ralo
Como	se	faz	instalação	de	caixa	sifonada
Como	se	faz	instalação	de	lavatório
Como	se	faz	desentupimento	de	ramais	do	lavatório	e	ralo	do	chuveiro
Como	se	faz	instalação	de	vaso	sanitário
Como	se	faz	escolha	do	sistema	de	descarga
Como	se	faz	instalação	da	caixa	de	descarga
Como	se	faz	instalação	de	caixas	de	descarga	embutidas
Como	se	faz	manutenção	de	caixas	de	descarga
Como	se	faz	instalação	de	válvulas	de	descarga
Como	se	faz	manutenção	de	válvulas	de	descarga
Como	se	faz	desentupimento	DA	BACIA	SANITÁRIA
Como	se	faz	instalação	de	ducha	higiênica
Como	se	faz	instalação	de	chuveiro	elétrico
Como	se	faz	instalação	de	duchas
Como	se	faz	para	melhorar	a	pressão	no	chuveiro
Como	se	faz	instalação	de	chuveiro	pressurizado
Como	se	faz	limpeza	de	crivos	de	chuveiros
Como	se	faz	remoção	de	incrustações	em	tubulações	de	água	potável
Como	se	faz	instalação	de	banheira
Como	se	faz	instalação	de	pia	de	cozinha
Como	se	faz	desentupimento	da	pia	da	cozinha
Como	Se	Faz	Instalação	de	máquina	de	lavar	louça
Como	se	faz	instalação	de	filtro	de	água	em	cozinha
Como	se	faz	instalação	de	ponto	de	água	para	geladeira
Como	se	faz	instalação	de	caixa	de	gordura	em	residências
Como	se	faz	instalação	de	caixa	de	gordura	em	edifícios
Como	se	faz	instalação	de	tanque	de	lavar	roupa
Como	se	faz	instalação	de	máquina	de	lavar	roupa
Como	se	faz	desentupimento	de	ramais	na	área	de	serviço
Como	se	faz	para	evitar	o	retorno	de	espuma	na	caixa	sifonada
Como	se	faz	para	evitar	retorno	de	espuma	em	pavimentos	sobrepostos
Como	se	faz	instalação	de	válvula	de	retenção
Como	se	faz	para	evitar	o	mau	cheiro	em	banheiros	e	áreas	de	serviço
Como	se	faz	ventilação	da	instalação	de	esgoto
Como	se	faz	ligação	do	ramal	de	ventilação	à	coluna	de	ventilação
Como	se	faz	instalação	de	válvula	de	admissão	de	ar	(vaa)
Como	se	faz	previsão	de	forro	para	instalações	em	pavimentos	sobrepostos
Como	se	faz	detecção	de	vazamentos
Como	Se	Faz	Reparos	em	tubos	e	conexões	unidos	por	juntas	soldáveis
Como	Se	Faz	Escolha	e	aplicação	do	adesivo	plástico
Como	se	faz	detecção	de	vazamentos	em	tubulações	de	esgoto
Como	se	faz	reparos	em	tubulações	de	esgoto
Como	se	faz	PARA	EVITAR	ENTUPIMENTO	de	subcoletores	de	esgoto
Como	se	faz	previsão	e	instalação	de	caixa	de	inspeção	de	esgoto
Como	se	faz	instalação	de	caixa	pré-montada
Como	se	faz	instalação	de	caixas	coletoras	de	águas	pluviais
Como	se	faz	instalação	de	calha	semicircular
Como	se	faz	instalação	de	calha	de	seção	retangular	de	chapa	galvanizada
Como	se	faz	instalação	de	condutores	verticais	de	águas	pluviais
Como	se	faz	escoamento	das	águas	pluviais	por	gravidade
Como	se	faz	aproveitamento	de	água	pluvial	para	usos	domésticos	não	potáveis
Como	se	faz	instalação	hidráulica	de	piscina
Como	se	faz	aquecimento	em	piscinas
Referências	bibliográficas
Landmarks
Cover
Um	guia	prático	para	engenheiros	e	arquitetos
Como	Se	Faz
99	soluções	de	instalações	hidráulicas	e	sanitárias
Como	Se	Faz	–	99	soluções	de	instalações	hidráulicas	e	sanitárias
©	2021	ROBERTO	DE	CARVALHO	JUNIOR
Editora	Edgard	Blücher	Ltda.
Imagem	da	capa:	iStockphoto
Publisher	Edgard	Blücher
Editor	Eduardo	Blücher
Coordenação	editorial	Jonatas	Eliakim
Produção	editorial	Villa	d’Artes
Preparação	de	texto	Villa	d’Artes
Diagramação	Villa	D’Artes
Revisão	de	texto	Paula	Craveiro
Rua	Pedroso	Alvarenga,	1245,	4°	andar
04531-934	–	São	Paulo	–	SP	–	Brasil
Tel	55	11	3078-5366
contato@blucher.com.br
www.blucher.com.br
Segundo	Novo	Acordo	Ortográfico,	conforme	5.	ed.	do	Vocabulário	Ortográfico
da	Língua	Portuguesa,	Academia	Brasileira	de	Letras,	março	de	2009.
É	proibida	a	reprodução	total	ou	parcial	por	quaisquer	meios,	sem	autorização
escrita	da	Editora.
Todos	os	direitos	reservados	pela	Editora
Edgard	Blücher	Ltda.
FICHA	CATALOGRÁFICA
Carvalho	Junior,	Roberto	de
Como	se	faz	:	99	soluções	hidráulicas	e	sanitárias	/	Roberto	de	Carvalho	Junior	;
ilustrações	de	Clóvis	Alberto	Barros	de	Castro	Cunha.	--	São	Paulo	:	Blucher,
2021.
296	p	:	il.
Bibliografia
ISBN	978-65-5556-150-5	(impresso)
ISBN	978-65-5506-146-8	(eletrônico)
1.	Instalações	hidráulicas	e	sanitárias	2.	Sistemas	prediais	I.	Título	II.	Cunha,
Clóvis	Alberto	Barros	de
CDD	696.1
Índices	para	catálogo	sistemático:
1.	Instalações	hidráulicas	e	sanitárias
Dedico	este	trabalho	aos	meus	queridos	e	inesquecíveis	avós,	Afonso	Lucato	e
Lucrécia	Alevi	(in	memorian),	e	às	minhas	filhas,Lívia	Beatriz	e	Maria	Luísa.
Agradecimento
Em	especial,	agradeço	ao	colega	engenheiro	Clóvis	Alberto	Barros	de	Castro
Cunha,	que	gentilmente	colaborou	com	os	desenhos	deste	guia	prático.
Palavras	iniciais
O	projeto	hidráulico-sanitário	é	indispensável	ao	bem	construir,	pois	evita
inúmeros	erros	na	montagem	das	instalações.	Além	de	um	bom	projeto,	é
necessário	o	emprego	de	materiais	de	qualidade	comprovada,	pois	os	reparos	no
sistema	de	canalizações	sempre	apresentam	custos	elevados.
Em	contrapartida,	as	instalações	hidráulicas	e	sanitárias	são	subsistemas	que
estão	mais	intimamente	ligados	aos	moradores	e	usuários	do	edifício,	sendo	que
seu	mau	funcionamento	costuma	causar	problemas	sérios	ao	bem-estar	físico	e
psicológico.
Pelo	fato	de	as	instalações	hidráulico-sanitárias	ficarem	embutidas	(ocultas),
pouca	importância	é	dada	ao	seu	projeto,	sendo	muito	comum	a	execução	de
obras	ricas	em	improvisações	e	gambiarras	na	busca	por	máxima	economia,
utilizando-se	de	materiais	de	qualidade	inferior	que,	somado	à	baixa	qualificação
da	mão	de	obra,	acaba	por	comprometer	a	qualidade	final	da	obra	e	até	mesmo
os	pequenos	reparos.danos	à	estrutura	do	edifício,	além
de	consultar	o	engenheiro	responsável	pelo	projeto	estrutural,	o	furo	deve	ser
previsto	em	projeto	e	ser	feito	com	ferramenta	apropriada	e	não	de	improviso,
como	“gambiarra”,	durante	a	execução	da	obra.
A	utilização	do	BIM	(building	information	modeling	ou	modelagem	de
informação	da	construção)	é	a	melhor	forma	de	se	ter	uma	obra	sem
improvisações.	Trata-se	de	um	conceito	que	envolve	o	gerenciamento	de
informações	dentro	de	um	edifício	desde	sua	fase	inicial	de	projeto,	para	o	qual	é
criado	um	modelo	digital	que	abrange	todo	o	ciclo	de	vida	da	edificação.
Normalmente,	no	caso	de	tubulações	que	atravessam	vigas,	essa	travessia	deve
ser	feita	abaixo	da	linha	neutra	na	região	central	da	viga	e	acima	da	linha	neutra
na	região	próxima	aos	apoios	intermediários,	isto	é,	sempre	na	região	tracionada
da	seção	da	viga.
Nessas	regiões,	localizadas	pelo	engenheiro	calculista,	a	partir	de	momentos
fletores,	conta-se	apenas	com	a	colaboração	da	resistência	do	aço,	podendo-se
colocar	as	tubulações	no	espaço	ocupado	pelo	concreto.
Figura	20.1	–	Passagem	de	tubulação	em	viga.
De	acordo	com	a	NBR	6118:2014	–	Projeto	de	estruturas	de	concreto	—
Procedimento,	os	furos	horizontais	podem	ser	feitos	se	atenderem	as	seguintes
requisições:
a	distância	mínima	de	um	furo	à	face	mais	próxima	da	viga	deve	ter	no	mínimo	5
cm	e	duas	vezes	o	cobrimento	previsto	para	essa	face;
a	seção	restante	deve	ser	capaz	de	resistir	aos	esforços	de	cálculo;
furo	na	zona	de	tração	e	distância	mínima	de	duas	vezes	a	altura	da	viga	do
apoio;
dimensão	máxima	de	12	cm	e	um	terço	da	altura;
distância	entre	faces	de	furos	no	mesmo	tramo	de	duas	vezes	a	altura	da	viga;
cobrimento	suficiente	e	não	seccionamento	das	armaduras	reduzem	seu	peso	e	o
custo	da	construção.
No	caso	dos	furos	verticais,	a	dimensão	máxima	do	furo	será	de	um	terço	da
largura	da	viga,	com	face	distanciada	em	5	cm	e	duas	vezes	o	cobrimento.
A	seção	restante	deve	resistir	aos	esforços	de	cálculo	e	a	qualidade	da
concretagem	deve	ser	garantida.
Caso	seja	necessário	um	conjunto	de	furos,	a	distância	entre	suas	faces	deve	ter
no	mínimo	5	cm	ou	o	diâmetro	do	furo;	também	é	exigido	que	entre	os	furos
haja	pelo	menos	um	estribo.
Peças	submetidas	à	torção	devem	ter	esses	limites	verificados.
Figura	20.2	–	Furos	verticais.
Fonte:	NBR	6118:2014.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgotos	sanitários.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR	6118:2014	–	Projeto	de	estruturas	de	concreto	–	Procedimento,	em	seu	item	13.2.6.
21
Como	se	faz	para	evitar	tensionamentos	nas
instalações
Entende-se	por	tensionamento	nas	instalações	o	esforço	mecânico	externo,
forçando	a	conexão.	Pode	ocorrer	tensionamento	nas	instalações	devido	a	vários
fatores:	deslocamento	e	desalinhamento	da	tubulação,	apoios	inadequados	e	(ou)
insuficientes,	vibrações	da	tubulação,	dilatação	e	contração	térmica	dos	tubos,
recalque	do	terreno	etc.
Uma	instalação	hidráulica	bem-feita	não	poderá	conter	tensionamentos	que,	com
o	tempo,	causam	fissuras,	sobretudo	nas	conexões.
O	rompimento	de	conexões	por	tensionamento	normalmente	ocorre	devido	ao
deslocamento	ou	desalinhamento	do	tubo	em	relação	ao	seu	correto
posicionamento	angular	com	as	conexões.	Em	instalações	aparentes,	verificar	se
a	conexão	está	submetida	ao	esforço	de	torção	devido	a	deficiências	no	sistema
de	apoios	ou	peso	concentrados	de	torneiras,	chuveiros,	registros	etc.	Em
instalações	embutidas	na	parede	observar	se	há	montagem	forçadas	de	trechos	de
tubulação.
Outra	causa	de	ruptura	em	conexões,	porém	menos	comum,	é	o	tensionamento
por	recalque	do	terreno.	As	rachaduras	no	piso	e	nas	paredes,	bem	como	o
afundamento	do	piso	da	edificação,	podem	ser	indícios	de	recalque	no	terreno.
O	tensionamento	também	ocorre	devido	a	vibrações	das	tubulações	do	sistema
de	recalque	ou	a	deficiências	de	apoio.	Se	a	vibração	ocorrer	devido	ao
funcionamento	da	bomba,	deve-se	fixar	bem	a	base,	instalando	um	mangote	de
borracha	entre	a	tubulação	e	a	bomba	de	recalque.	A	deficiência	de	apoios	nas
tubulações	pode	ser	corrigida	adotando	apoios	rígidos,	espaçamentos	adequados
e	ancoragem	próximas	às	mudanças	de	direção.
Figura	21.1	–	Tensionamento	das	tubulações.
Figura	21.2	–	Solução	para	evitar	tensionamento	em	sistema	de	recalque.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR	5648:2018	–	Tubos	e	conexões	de	PVC-U	com	junta	soldável	para	sistemas	prediais	de	água	fria	–	Requisitos.
22
Como	se	faz	para	evitar	dilatação	e	contração	térmica
das	tubulações
¹
Todos	os	materiais	estão	sujeitos	aos	efeitos	da	dilatação	térmica,	expandindo-se
quando	aquecidos	e	contraindo-se	quando	resfriados.
De	acordo	com	a	NBR	5626:2020,	deve	ser	considerado	no	projeto	o	efeito	da
dilatação	e	da	contração	térmica	das	tubulações	e	especificadas	as	condições	de
instalação	para	cada	tipo	de	material,	respeitadas	as	respectivas	normas	de
produto	e	de	aplicação.
Em	instalações	de	água	quente	aparentes,	por	exemplo,	deve-se	evitar	trechos
longos	retilíneos	entre	pontos	fixos;	quando	isso	não	for	possível,	a	TIGRE
recomenda	a	utilização	da	junta	de	expansão	Aquatherm®.	Outra	opção	ainda
utilizada	são	as	liras	ou	mudanças	de	direção	no	traçado	da	tubulação.
Na	maioria	das	instalações	embutidas,	essa	movimentação	é	absorvida	pelo
traçado	da	tubulação	devido	ao	grande	número	de	conexões	utilizadas.
A	dilatação	ou	a	contração	linear	dos	tubos	pode	ocasionar	rupturas	em	conexões
devido	ao	tensionamento	causado	pelo	efeito	da	dilatação	e	contração	térmica.
Quando	acontecem	essas	rupturas,	deve	ser	verificado	se	a	tubulação	aparente
está	submetida	a	grandes	variações	de	temperatura,	o	comprimento	máximo	da
tubulação	sem	desvios	de	direção,	o	sistema	de	apoios	e	verificar	a	existência	de
dispositivo	que	permita	absorver	a	movimentação	da	tubulação.
A	junta	de	expansão	serve	para	absorver	variações	do	comprimento	dos	tubos
(dilatação	e	contração	linear)	provocadas	por	variações	de	temperatura,
minimizando	a	ocorrência	de	tensionamentos	que	podem	provocar	a	ruptura	em
conexões.	Ela	é	instalada	entre	pontos	fixos	e	retilíneos	da	tubulação	de	água
quente.	Para	o	dimensionamento	da	junta	de	expansão	Aquatherm®,	é
imprescindível	consultar	o	manual	técnico	do	fabricante,	que	fornece	todas	as
orientações	técnicas	para	o	cálculo	da	dilatação	térmica	da	tubulação,	número	de
juntas	de	expansão	e	posição	de	montagem	do	pistão.
As	liras	são	desvios	na	tubulação	feitos	com	curvas	a	90º	e	funcionam	como
“molas”	para	garantir	a	boa	expansão	e	contração	das	tubulações	Aquatherm®.
Existem	dois	modelos	bastante	usuais:	o	modelo	“U”	ou	o	modelo	“S”	(mudança
de	direção).
No	caso	de	instalação	de	liras,	é	importante	ressaltar	que	as	mesmas	deverão	ser
instaladas	sempre	no	plano	horizontal	para	se	evitar	a	formação	dos	sifões.	É
também	recomendável	utilizar	curvas	ao	invés	de	cotovelos	no	traçado	da	lira,
pois	isso	favorece	o	desempenho	hidráulico	da	tubulação	e	causa	menor	perda	de
carga.
A	Tigre	recomenda	que,	“no	caso	de	tubulações	aparentes	expostas	aos	raios	-
ultravioleta,	para	minimizar	os	efeitos	da	dilatação	térmica,	é	recomendável	o
recobrimento	com	algum	material	adequado	ou	pintura	com	tinta	à	base	de
água.”
Em	trechos	longos	de	tubulações	enterradas,	é	recomendável	instalar	a	tubulação
em	formato	de	“cobra”,	ou	seja,	não	muito	alinhada,	pois	assim	terá	mais
flexibilidade	para	absorver	as	possíveis	dilatações.
Fonte:	Manual	técnico	Tigre	(2008).
Figura	22.1	–	Juntas	de	dilatação.
Figura	22.2	–	Instalação	de	liras.
Fonte:	Manual	técnico	Tigre	(2008).
Tabela	22.1	–	Dimensões	das	liras
DN	(mm) Comprimento	do	trecho	(m)
6,0 12,018,0 24,0 30,0
Comprimento	total	da	lira	“L”	(m)
15 0,56 0,79 0,97 1,12
22 0,66 0,94 1,17 1,32
28 0,76 1,07 1,32 1,52
35 0,84 1,19 1,45 1,68
42 0,91 1,30 1,57 1,84
54 1,04 1,47 1,80 2,10
73 1,11 1,56 1,92 2,21
89 1,12 1,73 2,12 2,44
114 1,38 1,95 2,39 2,76
A	tabela	foi	calculada	para	um	diferencial	médio	de	temperatura	de	40	ºC	e	um
coeficiente	de	dilatação	de	CPVC	=	6,12	×	10-5/ºC	(médio)	Comprimento
Desenvolvido	(L).
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.
Manual	técnico	Tigre	(2008).
23
Como	se	faz	para	evitar	a	incidência	de	ar	em
tubulações	de	água	fria	e	quente
Além	da	incidência	de	ar	nas	instalações	prediais	de	água	fria	e	quente,	é	muito
comum	a	formação	de	bolsas	de	ar	na	tubulação	da	rede	pública	de
abastecimento	de	água	e,	consequentemente,	no	ramal	predial	(ramal	que
interliga	a	rede	pública	de	abastecimento	à	instalação	predial),	mas,	basicamente,
isso	ocorre	quando	os	canos	são	esvaziados	e,	por	consequência,	preenchidos	por
ar.
23.1	Incidência	de	ar	no	ramal	predial
A	incidência	de	ar	no	ramal	predial	(hidrômetro)	pode	ocorrer	pelas	seguintes
causas:	corte	no	fornecimento	de	água	por	razões	de	racionamento	ou
manutenção	de	rede,	fechamento	de	adutoras	para	manutenção	e	uso	de	pressão
na	rede	pública	de	distribuição	para	fazer	a	água	atingir	os	pontos	mais	elevados
da	cidade.
O	problema	mais	considerável	nesse	caso	é	que	o	ar	presente	na	tubulação,	ao
ser	empurrado	pela	água,	entra	nas	edificações	por	meio	do	“kit	cavalete”	e	é
registrado	pelo	hidrômetro	(medidor	de	água)	como	se	fosse	água	consumida,
uma	vez	que	esses	aparelhos	são	muito	sensíveis,	a	ponto	de	não	diferenciar
água	e	ar	na	contagem	de	metros	cúbicos	consumidos.
Algumas	concessionárias	informam	que	são	contra	a	inserção	de	bloqueadores
de	ar	disponíveis	no	mercado.	Segundo	elas	as	peças	“não	são	normatizadas	e
podem	interferir	no	abastecimento	de	água	do	imóvel.	Além	disso,	oferecem
risco	de	contaminação	da	água	e	trazem	risco	à	saúde	pública”.
A	instalação	de	aparelhos	antes	do	hidrômetro	é	proibida,	em	razão	de	fazer
parte	da	rede	pública.	Porém,	após	o	hidrômetro,	há	um	entendimento	de	que	a
rede	é	particular,	não	sendo	possível	proibir	o	uso	do	equipamento.
A	principal	dúvida	do	consumidor	é	como	o	bloqueador,	estando	depois	do
hidrômetro,	consegue	fazer	com	que	o	ar	não	seja	contabilizado.	Isso	pode	ser
explicado	através	da	Física.	Segundo	o	engenheiro	Marco	Antônio	Gonçalves
Pontes,	professor	da	Faculdade	de	Engenharia	de	Sorocaba	(Facens),	que
ministra	a	disciplina	de	instalações	hidráulicas,	"o	bloqueador	tem	um
dispositivo	que	deixa	apenas	a	água	passar,	retendo	o	ar.	Na	parte	central	tem
uma	pequena	haste,	que	é	como	uma	mola.	Quando	a	água	vem	da	rua,	a	uma
determinada	pressão,	ela	empurra	e	circula	normalmente,	não	permitindo	a
entrada	de	ar."
Para	conseguir	compreender	melhor,	é	preciso	saber	que	o	ar	só	é	contabilizado
pelo	hidrômetro	se	estiver	em	movimento,	passando	constantemente	pelo	cano.
Caso	contrário,	ele	não	tem	passagem,	ficando	retido,	e	o	aparelho	não	o
registra.	Estudos	e	vídeos	disponíveis	na	internet,	de	fontes	idôneas,	explicam
sobre	o	funcionamento	desse	tipo	de	bloqueador	e	podem	ser	consultados.²
23.2	Incidência	de	ar	na	rede	de	distribuição
Nas	tubulações	sempre	ocorrem	bolhas	de	ar,	que	normalmente	acompanham	o
fluxo	de	água,	causando	a	diminuição	das	vazões	das	tubulações.	Se	houver	o
tubo	ventilador,	essas	bolhas	serão	expulsas,	melhorando	o	desempenho	final	das
peças	de	utilização.	Além	disso,	é	recomendável	que	a	tubulação	seja	executada
com	uma	pequena	declividade	para	que	as	bolhas	de	ar	eventuais	não	fiquem
presas	nos	pontos	mais	elevados	em	colos	altos	de	trechos	de	tubulações
conformando	sifões.
É	muito	comum	nos	sistemas	hidráulicos	prediais	a	ocorrência	de	acúmulo	de	ar
em	colos	altos	de	trechos	de	tubulações	de	distribuição	de	água	fria	e	quente
conformando	sifões	(Figura	23.1).	Como	a	tendência	natural	é	escoar	o	ar	para
cima,	ele	acaba	retido	nessa	região.	Sendo	que	o	ar	acumulado	na	tubulação,
acaba	gerando	uma	redução	da	sessão	do	tubo,	prejudicando	a	vazão	do	sistema
hidráulico.
De	modo	geral,	os	desvios	na	rede	predial	de	distribuição	não	poderão	ter
formato	de	sifão,	pois	esse	formato	causa	a	incidência	de	ar	na	tubulação,
prejudicando	o	desempenho	da	instalação	em	casos	de	falta	de	abastecimento	de
água.	Quando	não	for	possível	evitar	esse	traçado,	a	norma	impõe	que	sejam
aplicadas	nos	trechos	mais	elevados	equipamentos	específicos	para	eliminação
do	ar,	como	ventosas,	que	precisam	ficar	em	locais	de	fácil	acesso.
Figura	23.1	–	Incidência	de	ar	em	colos	altos	de	trechos	conformando	sifões
invertidos.
Fonte:	Manual	técnico	Tigre	(2008).
Figura	23.2	–	Instalação	de	tubo	ventilador.
Fonte:	Manual	técnico	Tigre	(2008).
Observação
O	tubo	ventilador	deverá	estar	ligado	à	coluna,	após	o	registro	de	passagem	existente,	ter	sua	extremidade	superior	aberta,	estar	acima	do	nível	máximo	d’água	do	reservatório	e	ter	o	diâmetro	igual	ou	superior	ao	da	coluna	de	distribuição.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.
Fonte:	https://www.jornalcruzeiro.com.br/sorocaba/veja-como-funciona-o-
bloqueador-de-ar-que-agora-e-permitido-em-sorocaba/	acesso	em	2/7/2021
24
Como	se	faz	para	medir	a	pressão	no	ponto	de
utilização	de	água
Para	saber	se	o	valor	da	pressão	está	dentro	dos	limites	estabelecidos	pela	NBR
5626:2020,	é	preciso	medir	o	valor	da	pressão	nesse	ponto.	As	pressões	são
medidas	em	quilograma	força	por	centímetro	quadrado	(kgf/cm²),	entretanto,
existem	outras	formas	de	expressar	medidas	de	pressão.
A	unidade	mais	usual	nas	instalações	prediais	é	o	metro	coluna	d’água	(m.c.a.).
Sabe-se	que	1	kgf/cm²	é	a	pressão	exercida	por	uma	coluna	com	10	metros	de
altura,	ou	seja,	10	metros	de	coluna	d’água	(m.c.a.).
Então,	se	quisermos	medir	a	pressão	na	torneira	de	um	lavatório	de	um
apartamento,	por	exemplo,	basta	substituir	a	torneira	do	lavatório	por	um
manômetro	e	efetuar	a	leitura.	Outra	maneira	prática	de	se	fazer	a	medição	da
pressão	é	conectar	um	manômetro	diretamente	a	uma	torneira.	Ao	abrir	a
torneira,	o	aparelho	realizará	a	leitura	da	pressão	no	respectivo	ponto	de
utilização.
Se	esse	manômetro	indicar,	por	exemplo,	2	kgf/cm²,	isso	significa	que	a
diferença	de	altura	existente	entre	o	nível	da	torneira	e	o	da	caixa-d’água	é	de	2
kgf/cm²	×	10	=	20	metros	de	coluna	d’água.	Ou	seja,	20	metros	de	desnível.
É	importante	lembrar	que	quanto	maior	for	a	altura,	maior	será	a	pressão.	Se
diminuirmos	a	altura,	a	pressão	diminui,	pois	a	pressão	só	depende	da	altura	do
nível	da	água,	desde	um	ponto	qualquer	da	tubulação	até	o	nível	da	água	do
reservatório.
Figura	24.1	–	Medidor	de	pressão	(manômetro).
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR	14105-1:2013	–	Medidores	de	pressão.	Parte	1:	Medidores	analógicos	de	pressão	com	sensor	de	elemento	elástico	–	Requisitos	de	fabricação,	classificação,	ensaios	e	utilização.	NBR	14105-2:2013	–	Medidores	de	pressão.	Parte	2:	Medidores	digitais	de	pressão	–	Requisitos	de	fabricação,	classificação,	ensaios	e	utilização.
25
Como	se	faz	controle	da	pressão	no	sistema	predial	de
água	fria	e	quente
Nos	sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente,	temos	vários	tipos	de	pressão:
pressão	de	ensaio	(valor	da	pressão	estática	aplicada	a	uma	tubulação	a	fim	de
verificar	sua	integridade	e	estanqueidade),	pressão	estática	(pressão	nos	tubos
com	a	água	parada),	pressão	dinâmica	(pressão	com	a	água	em	movimento),pressão	de	serviço	(maior	valor	de	pressão	a	que	um	componente	pode	ficar
submetido	em	condições	de	operação	normal),	pressão	de	trabalho	(valor	da
pressão	estática	ou	dinâmica	a	que	um	componente	fica	submetido	em	condições
de	operação	normal),	pressão	disponível	(pressão	dinâmica	atuante	em
determinada	seção	de	tubulação,	considerada	em	sua	linha	de	eixo,	depois	de
descontados	ou	adicionados	a	perda	de	carga	e	o	desnível	geométrico	de	um
valor	conhecido	de	pressão	dinâmica	atuante	em	outra	seção	dessa	tubulação,
respectivamente	a	jusante	e	a	montante)	e	pressão	manométrica	(valor	de	pressão
estática	ou	dinâmica	indicada	em	um	manômetro).
25.1	Pressão	estática
Com	relação	à	pressão	estática,	a	NBR	5626:2020	diz	o	seguinte:	“a	pressão
estática	nos	pontos	de	utilização	não	pode	superar	400	kPa	(40	m.c.a.)”.
Isso	significa	que	a	diferença	entre	a	altura	do	reservatório	superior	e	o	ponto	de
utilização	mais	baixo	da	instalação	predial	não	deve	ser	maior	do	que	40	metros.
25.2	Pressão	dinâmica
Com	relação	à	pressão	dinâmica,	de	acordo	com	a	NBR	5626:2020,	“em
qualquer	ponto	da	rede	predial	de	distribuição,	a	pressão	da	água	em	regime	de
escoamento	não	deve	ser	inferior	a	5	kPa	(0,5	m.c.a.),	excetuados	os	trechos
verticais	de	tomada	d’água	nas	saídas	de	reservatórios	elevados	para	os
respectivos	barriletes	em	sistemas	indiretos,	em	que	a	pressão	dinâmica	mínima
em	cada	ponto	é	dada	pelo	correspondente	desnível	geométrico	ao	nível	d’água
de	cota	mais	baixa	no	reservatório,	descontada	a	perda	de	carga	até	o	ponto
considerado”.
Por	outro	lado,	de	acordo	com	a	NBR	5623:2020,	“a	pressão	requerida	para	o
adequado	funcionamento	da	peça	de	utilização	ou	do	correspondente	aparelho
sanitário	operando	com	vazão	de	projeto	pode	ser	obtida	junto	ao	respectivo
fabricante	ou	responsável	pela	colocação	do	produto	no	mercado	nacional,	ou	à
especificação	técnica	do	componente.”	Em	qualquer	caso,	a	pressão	dinâmica	no
ponto	de	utilização	não	pode	ser	inferior	a	10	kPa	(1	m.c.a.).
25.3	Ocorrência	de	sobrepressões
De	acordo	com	a	NBR	5626:2020,	a	ocorrência	de	sobrepressões	devidas	a
transientes	hidráulicos	deve	ser	considerada	no	dimensionamento	das
tubulações.	Essas	sobrepressões	em	relação	à	pressão	dinâmica	prevista	em
projeto	são	admitidas	desde	que	não	superem	200	kPa	(20	m.c.a.).
Isso	significa	que	a	pressão	de	serviço	não	deve	ultrapassar	60	m.c.a.,	pois	é	o
resultado	da	máxima	pressão	estática	(40	m.c.a.)	somada	à	máxima	sobrepressão
(20	m.c.a.).
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	Requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.
26
Como	se	faz	O	cálculo	da	pressão	dinâmica
Para	calcular	a	pressão	dinâmica	em	qualquer	ponto	da	instalação,	antes	é
necessário	calcular	as	perdas	de	carga	neste	trecho.	Depois	de	calcular	a
somatória	das	perdas	de	carga,	pode-se	obter	a	pressão	dinâmica	por	meio	da
fórmula:
P	jusante	=	P	montante	±	desnível	–	perda	de	carga
Em	que:
P	jusante	=	pressão	dinâmica	disponível	a	jusante	do	trecho	considerado;
P	montante	=	pressão	dinâmica	disponível	a	montante	do	trecho	considerado;
desnível	=	diferença	de	cotas	geométricas	dos	pontos	que	definem	o	trecho.
26.1	Exemplo	de	cálculo
Calcular	a	pressão	dinâmica	disponível	no	ponto	do	chuveiro,	representado	no
esquema	hidráulico	da	Figura	26.1,	sabendo-se	que	a	perda	de	carga	total	entre	o
reservatório	e	o	chuveiro	é	de	2,0	m.c.a.	e	a	pressão	mínima	para	o	bom
funcionamento	do	chuveiro	deve	ser	1	m.c.a.
Figura	26.1	–	Cálculo	da	pressão	disponível	no	chuveiro.
Solução
A	pressão	dinâmica	disponível	no	ponto	do	chuveiro	é	calculada	a	partir	da
altura	geométrica	do	reservatório	no	projeto	arquitetônico	(pressão	estática).
Ao	analisar	o	esquema	hidráulico	da	Figura	26.1,	observa-se	que	o	nível	mínimo
de	água	do	reservatório	está	localizado	na	cota	40,00	m	e	o	ponto	do	chuveiro
está	na	cota	35,00	m.
A	pressão	estática	é	a	diferença	de	cota	entre	o	nível	mínimo	do	reservatório	e	o
ponto	do	chuveiro:
Pe	=	40,00	–	35,00
Pe	=	5	m.c.a.
A	pressão	dinâmica	é	a	diferença	entre	a	pressão	estática	e	a	somatória	das
perdas	de	carga:
Pd	=	Pe	–	Δh
Pd	=	5,00	–	2,00
Pd	=	3	m.c.a.
Conclui-se	que	a	pressão	no	chuveiro	é	satisfatória.
Pd	>	1	m.c.a.	(pressão	mínima	exigida	pela	norma).
Observação
Quando	a	pressão	dinâmica	no	ponto	do	chuveiro	for	inferior	a	pressão	estabelecida	pelo	fabricante	do	aparelho	(em	qualquer	caso	não	pode	ser	inferior	a	1	m.c.a.),	o	projetista	deve	adotar	algumas	medidas,	como	aumentar	a	altura	do	reservatório,	diminuir	as	perdas	de	cargas	ou	pressurizar	a	rede	de	distribuição.
Norma	técnica
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.
27
Como	se	faz	instalação	de	pressurizadores
Um	dos	problemas	mais	comuns	em	todo	tipo	de	edificação	é	a	falta	de	pressão
de	água	do	reservatório.	Para	resolvê-lo,	geralmente	são	utilizados
pressurizadores	para	aumentar	e	manter	a	pressão	nas	redes.
Além	do	custo	reduzido,	esses	dispositivos	praticamente	não	exigem
manutenção	e	são	encontrados	em	diversos	modelos	no	mercado.
Para	escolher	o	melhor	pressurizador	de	água	para	a	aplicação	desejada,	deve-se
considerar	o	número	de	pontos	de	consumo	de	água	simultâneos.	Para
pressurizar	somente	um	ponto	de	consumo	de	água	como	uma	torneira	ou	uma
máquina	de	lavar,	os	pressurizadores	de	ponto	são	os	mais	indicados.	Já	para
aumentar	a	pressão	de	mais	de	um	ponto	de	consumo	ao	mesmo	tempo,	como	no
chuveiro	e	na	torneira,	os	pressurizadores	de	linha	são	os	mais	indicados.	As
marcas	mais	procuradas	são:	Rowa,	Grundfos,	Komeco,	Schneider,	Syllent,
Aqquant	e	Lorenzetti.
Cada	modelo	apresenta	suas	vantagens.	Antes	de	escolher	o	equipamento,	no
entanto,	deve-se	consultar	os	catálogos	dos	fabricantes	e	os	revendedores
autorizados.
O	primeiro	passo	é	verificar	se	a	voltagem	do	pressurizador	corresponde	à
voltagem	da	rede	elétrica	a	qual	será	ligado,	ou	disponível	na	edificação	(127	V
ou	220	V).
No	esquema	de	instalação	do	equipamento,	de	acordo	com	a	Rowa³	(fabricante
de	pressurizadores	de	linha),	é	imprescindível	um	controle	elétrico	de	nível	(boia
elétrica	de	nível)	no	reservatório.	Esse	dispositivo	interrompe	uma	fase	da
alimentação	elétrica	do	pressurizador	em	caso	de	nível	baixo	no	reservatório,
impedindo	que	ele	trabalhe	a	seco.	Porém,	é	importante	ressaltar	que	esse
dispositivo	não	é	fornecido	pelo	fabricante,	mas	é	facilmente	encontrado	em
lojas	de	material	para	construção.
Na	instalação	do	pressurizador,	deve	ser	feito	um	desvio	para	permitir	a
passagem	de	água	para	o	consumo	quando	não	for	possível	utilizar	o
pressurizador,	com	falta	de	energia	elétrica	ou	retirada	para	manutenção	por
exemplo.
Nesse	desvio	(by-pass)	deve	ser	utilizada	válvula	metálica	de	esfera	ou	retenção
de	mola	para	garantir	a	estanqueidade	e	evitar	o	retorno	de	pressão	para	a
sucção,	que	pode	causar	danos	ao	pressurizador.
Junto	com	o	pressurizador,	a	Rowa	fornece	uma	válvula	de	retenção	que	deve	ser
instalada	na	sucção	do	pressurizador.	Ela	impede	que	a	pressão	da	rede	retorne
ao	reservatório,	fazendo	o	pressurizador	ligar	mesmo	sem	consumo	de	água	e,
assim,	causando	danos	ao	pressurizador.	O	posicionamento	da	válvula	de
retenção	é	bem	próxima	ao	pressurizador.
Também	é	fornecido	com	os	pressurizadores	Rowa	os	registros	de	entrada	e
saída,	que	possuem	uniões	com	o’rings,	que	facilitam	a	instalação	e	a	retirada
dos	aparelhos.
Observação
A	pressurização	de	válvulas	de	descarga	pode	causar	grande	desgaste	no	pressurizador	se	ele	não	possuir	a	vazão	compatível	com	a	da	válvula.	Sabendo	que	a	vazão	de	uma	válvula	de	descarga	é	muito	grande,	o	ideal	é	separar	os	ramais	dessas	válvulas	para	evitar	danos	no	pressurizador,	lembrando	que	essa	situação	é	para	válvulas	de	descarga	e	não	diz	respeito	às	caixas	acopladas.
27.1	Prevenção	de	ruídos
Os	fabricantes	mais	conscienciosos	recomendam	alguns	cuidados	com	relação	à
instalaçãodesses	equipamentos,	principalmente	quanto	à	localização	e	à
prevenção	de	ruídos.
Para	que	não	haja	ruído	em	razão	de	vibrações,	deverá	ser	evitada	a	instalação
diretamente	sobre	lajes,	principalmente	sobre	as	de	grandes	dimensões	e
pequena	espessura.	Quando	for	colocado	sobre	lajes,	deverá	haver	base	provida
de	amortecedores.
Figura	27.1	–	Instalação	de	pressurizador.
EcoHidra	(2013).
28
Como	se	faz	manutenção	de	pressurizadores
A	maioria	dos	problemas	apresentados	nos	pressurizadores	normalmente	é
causada	por	uma	má	instalação	ou	mau	dimensionamento	do	equipamento.	Para
evitar	aborrecimentos,	além	das	normas	da	ABNT	é	muito	importante	seguir	as
orientações	do	manual	de	instalação	do	fabricante	do	equipamento.
A	manutenção	de	pressurizador	pode	ser	realizada	em	dois	instrumentos,	por
meio	do	fluxostato	e	do	pressostato.	Nos	pressurizadores	de	fluxostato,	é
verificado	se	o	acionamento	está	automatizado,	uma	vez	que	esse	tipo	de
pressurizador	funciona	a	partir	do	momento	em	que	o	registro	é	aberto.	Em
contrapartida,	a	manutenção	de	pressurizador	no	tipo	pressostato	verifica	se	o
inversor	de	frequência	está	mantendo	a	pressão	constante,	visto	que	só	funciona
a	partir	do	momento	em	que	a	pressão	se	torna	baixa.
De	acordo	com	a	NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente
–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção,	a	verificação	do	funcionamento	de
bombas	e	pressurizadores	deve	ser	feita	a	cada	seis	meses	por	profissional
qualificado.	Entretanto,	recomenda-se	que	a	manutenção	de	pressurizador	deve
ser	realizada	de	forma	contínua,	não	apenas	quando	o	aparelho	apresentar	algum
problema.
Apresentam-se	a	seguir	as	causas	prováveis	dos	principais	problemas	que	podem
ocorrer	com	pressurizadores	e	como	devem	ser	feitas	as	correções	desses
problemas.
Tabela	28.1	–	Manutenção	de	pressurizadores
Problema
O	pressurizador	não	liga	automaticamente	ao	abrir	o	registro	de	um	ou	mais	pontos	de	utilização.
O	reservatório	de	água	encontra-se	vazio.
O	registro	geral	da	instalação	hidráulica	de	sua	residência	encontra-se	fechado.
O	registro	do	sistema	By-pass	encontra-se	aberto	e	os	registros	de	manutenção	na	entrada	e	saída	do	pressurizador	encontram-se	fechados.
A	tubulação	encontra-se	com	ar.
O	pressurizador	não	desliga	automaticamente.
Os	registros	dos	pontos	de	utilização	não	estão	totalmente	fechados.
O	registro	do	sistema	By-pass	encontra-se	aberto.
O	pressurizador	leva	um	tempo	além	do	normal	para	ligar	ou	desligar.
A	tubulação	e/ou	o	reservatório	de	água	encontram-se	com	resíduos.
Vazão	de	água	pressurizada	encontra-se	insuficiente	no	ponto	de	utilização.
O	registro	do	sistema	By-pass	encontra-se	aberto.
Fonte:	Manual	de	Instalações	Pressurizador	Potenza	(Cardal).
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR	5674:2020	–	Manutenção	de	edificações	–	Requisitos	para	o	sistema	de	gestão	de	manutenção.
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Como	se	faz	instalação	de	válvula	redutora	de	pressão
(VRP)
A	válvula	redutora	de	pressão	(VRP)	é	o	subsistema	formado	por	componentes
com	a	finalidade	de	regular	a	pressão	de	saída	da	água	para	setores	coletivos	da
rede	de	distribuição	predial	de	água	fria	e/ou	quente.	Esse	tipo	de	válvula	é
utilizado	para	regular	a	pressão	da	rede	predial	para	que	não	haja	danos	nos
ramais,	ruídos	nas	instalações,	golpe	de	aríete,	consumo	excessivo	de	água	ou
pane	em	equipamentos	ligados	à	rede	hidráulica	pela	excessiva	pressão	da	água.
Atualmente,	existem	diferentes	tipos	de	válvulas	e	modelos	de	aplicação	no
mercado,	que	podem,	por	exemplo,	ser	instalados	nos	pavimentos	em	áreas
técnicas	acessíveis,	como	o	hall	de	serviços,	o	térreo	ou	o	subsolo	do	edifício.
Sendo	necessário	realizar	a	instalação	de	válvulas	redutoras	de	pressão,	devem
ser	instaladas	pelo	menos	duas	válvulas	em	paralelo,	servindo	uma	como	reserva
da	outra	em	caso	de	retirada	para	manutenção,	visando	prover	continuidade	de
abastecimento	aos	pontos	de	utilização.	Estações	redutoras	de	pressão	devem	ser
projetadas	obedecendo	sempre	os	requisitos	previstos	na	NBR	5626:2020.
Toda	edificação	que	tenha	uma	altura	de	coluna	de	d’água	que	ultrapasse	40	m
de	altura	deve	dispor	de	uma	estação	redutora	de	pressão.	Portanto,	o	projetista
deverá	fazer	o	dimensionamento	de	quando	a	estação	será	necessária	e	onde
ficará	localizada.
De	acordo	com	a	NBR	5626:2020,	“o	dimensionamento	de	tubulação	que
abastece	válvula	redutora	de	pressão	(VRP)	deve	considerar	o	menor	valor	da
pressão	dinâmica	atuante	a	montante	dela.	Esta	deve	ser	selecionada	de	modo	a
superar	a	pressão	dinâmica	desejada	a	jusante	em	valor	igual	ou	superior	ao
valor	diferencial	mínimo	especificado	para	o	equipamento.
A	pressão	estática	também	deve	ser	observada	no	dimensionamento	da	tubulação
que	abastece	válvula	redutora	de	pressão.	Deve	levar	em	conta	a	pressão	estática
a	montante	da	VRP.	Na	seleção	da	válvula	redutora	de	pressão	deve	ser
respeitado	o	limite	da	relação	de	redução	de	pressões	e	a	faixa	de	vazões
especificadas	para	o	equipamento”.
É	importante	ressaltar	que	as	estações	redutoras	de	pressão	devem	ser	projetadas
prevendo-se	meios	para	impedir	sobrepressão	a	jusante	em	caso	de	falha	em
válvula	redutora,	como	um	equipamento	de	segurança	contra	sobrepressão,	e
meio	de	alerta	do	evento	da	falha.
Figura	29.1	–	Instalação	de	válvula	redutora	de	pressão	(VRP).
Figura	29.2	–	Detalhe	de	instalação	de	VRP.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.
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Como	se	faz	manutenção	de	válvula	redutora	de
pressão	(VRP)
O	funcionamento	adequado	da	válvula	redutora	de	pressão	deve	ser	verificado
periodicamente	por	profissional	qualificado,	de	preferência	por	meio	da	leitura
de	um	manômetro	aferido	instalado	a	jusante.
Os	principais	problemas	da	VRP	são:	bloqueio	de	vazão	(pode	ser	causado	por
ruptura	da	mola	ou	outro	defeito	mecânico	interno),	aumento	de	pressão	de	saída
(pode	ser	causado	por	ruptura	do	diafragma,	problemas	com	o	vedante	interno
ou	outro	defeito	mecânico	interno)	e	vazamentos	no	corpo	da	válvula	(que
devem	ser	corrigidos	por	técnicos	devidamente	treinados).
Caso	aconteça	bloqueio	de	vazão	ou	aumento	de	pressão	de	saída,	é
recomendada	a	remoção	da	válvula	e	seu	envio	para	uma	revisão	especializada.
Não	é	recomendado	mexer	na	regulagem	das	VRP,	esse	serviço	deve	ser
realizado	apenas	por	profissionais	especializados.	As	VRP	são	dispositivos
sensíveis.	Apesar	da	manutenção	parecer	simples	e	fácil,	ela	deve	ser	realizada
por	profissionais	capacitados.
Apesar	de	apresentarem	poucos	problemas,	as	válvulas	redutoras	de	pressão
precisam	de	monitoramento	constante	para	verificar	a	presença	de	vazamento,
corrosão	das	partes	metálicas	internas,	estado	das	molas,	vedações	e	diafragmas
ou	dispositivos	de	igual	finalidade.
Observação
De	acordo	com	a	Tabela	2	–	Periodicidades	para	atividades	de	manutenção	da	NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção,	a	verificação	do	funcionamento	de	válvulas	redutoras	de	pressão	deve	ser	feita	semestralmente	por	profissional	qualificado.	O	planejamento	da	manutenção	e	a	elaboração	dos	procedimentos	correspondentes	devem	ser	realizados	em	conformidade	com	a	NBR	5674:2012	–	Manutenção	de	edificações	—	Requisitos	para	o	sistema	de	gestão	de	manutenção.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR	5674:2012	–	Manutenção	de	edificações	–	Requisitos	para	o	sistema	de	gestão	de	manutenção.
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Como	se	faz	prevenção	e	atenuação	do	golpe	de	aríete
Um	fenômeno	muitoconhecido,	que	ocorre	principalmente	em	prédios	mais
antigos	e	causa	ruídos	extremamente	desagradáveis,	é	o	golpe	de	aríete.	Ele
acontece	quando	a	água,	ao	descer	com	muita	velocidade	pela	canalização,	é
bruscamente	interrompida,	deixando	os	equipamentos	e	a	própria	canalização
sujeitos	a	choques	violentos.
O	ruído	correspondente	ao	golpe	de	ariete	se	transmite	na	forma	de	uma
sucessão	de	pancadas	secas.	Isto	ocorre	com	alguma	frequência	em	bacias
sanitárias	com	válvulas	flexíveis	antigas	ou	desreguladas	quanto	ao	tempo	de
fechamento	do	processo	de	descarga.	Também	não	é	raro	ocorrer	em	tubulações
de	recalque	de	água	potável	em	razão	do	fechamento	brusco	de	válvula	de
retenção.
De	acordo	com	a	NBR	5626:2020,	os	componentes	dos	sistemas	prediais	de
água	fria	e	água	quente,	durante	a	operação	de	fechamento	do	fluxo	de	aparelho
sanitário,	não	podem	provocar	golpe	de	aríete	que	cause	sobrepressões	acima	de
200	kPa	(20	m.c.a.)	em	relação	à	pressão	dinâmica	prevista	em	projeto.
31.1	Pontos	críticos	da	instalação
As	rupturas	devido	à	sobrepressão	causada	pelo	golpe	de	aríete	normalmente
ocorrem	nos	andares	localizados	em	cotas	mais	baixas.
Para	evitar	ou	minimizar	o	golpe	de	aríete,	recomenda-se	substituir	os
equipamentos	que	estiverem	apresentando	problemas	e	fazer	a	regulagem	das
válvulas	de	descargas	que	estão	com	fechamento	rápido.	Caso	não	se	consiga
boa	regulagem	das	válvulas	de	descarga,	recomenda-se	suas	substituições	por
outras	mais	modernas	com	fechamento	lento.
Segundo	a	NBR	5626:2020,	“as	tubulações	devem	ser	dimensionadas	de	modo	a
limitar	a	velocidade	de	escoamento	a	valores	que	evitem	golpes	de	aríete	com
intensidades	prejudiciais	aos	componentes	do	sistema	e	a	geração	e	a	propagação
de	ruídos	em	níveis	que	excedam	os	valores	descritos	na	NBR	10152:2017	–
Acústica	–	Níveis	de	pressão	sonora	em	ambientes	internos	a	edificações”.
Quando	necessário,	um	dispositivo	ou	componente	com	função	amortecedora	da
energia	do	golpe	de	aríete	deve	ser	previsto	para	absorver	o	pico	de	sobrepressão
em	ponto	próximo	do	local	de	geração	de	transiente.
Observação
É	importante	ressaltar	que	o	dimensionamento	da	tubulação	de	água,	assumindo	um	limite	máximo	de	velocidade	média	da	água	de	3	m/s,	não	evita	a	ocorrência	de	golpes	de	aríete,	mas	limita	a	magnitude	dos	picos	de	sobrepressão.	Também	é	importante	verificar	a	existência	de	válvulas	redutoras	de	pressão,	utilizadas	quando	a	pressão	estática	tem	valor	acima	de	4	kgf/cm²	(40	m.c.a.),	regular	ou	substituir	válvulas	redutoras	de	pressão	que	estiverem	apresentando	problemas.
Figura	31.1	–	Pontos	críticos	da	instalação.
Figura	31.2	–	Golpe	de	aríete.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.
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Como	Se	Faz	Controle	dos	níveis	de	ruídos	em
instalações	prediais
A	transmissão	de	ruído	em	instalações	prediais	de	água	fria	e	água	quente	é
bastante	complexa,	nem	todas	de	fácil	identificação,	porém	essa	ocorrência,
assim	como	de	vibrações,	está	bastante	associada	a	edifícios	altos	e	instalações
pressurizadas.	Nas	tubulações	de	distribuição	de	água	fria	e	água	quente	podem
ocorrem	chiados	decorrentes	do	escoamento	em	velocidades	elevadas.	A
movimentação	da	água	(sob	pressão	relativamente	elevada)	nas	tubulações,	nos
aparelhos	hidráulicos	(válvulas	de	descarga,	torneiras,	torneiras	de	boia,	bombas
de	recalque,	peças	de	utilização	etc.)	e	em	bombas	de	recalque	gera	ruído	de
impacto,	que	se	propaga	pela	canalização	e,	daí,	pela	estrutura	e	pelas	paredes
(elementos	normalmente	solidários),	que,	por	sua	vez,	irradiam	o	ruído	para	as
adjacências,	incomodando	os	ocupantes	da	edificação.	Também	podem	ocorrer
ruídos	devidos	ao	escoamento	decorrentes	de	turbulências	formadas	em
conexões	de	mudança	de	direção,	como	cotovelos	e	tês,	e	durante	a	passagem	da
água	em	registros	e	válvulas	com	restrição	local	de	seção	do	escoamento.	Em
alguns	projetos,	os	cuidados	com	relação	aos	níveis	de	ruído	devem	ser
redobrados,	sendo	necessário	um	tratamento	acústico	para	os	locais.
Como	foi	visto,	outra	fonte	de	ruído	está	na	ocorrência	do	chamado	‘golpe	de
aríete’	(veja	Seção	"Como	se	faz	prevenção	e	atenuação	do	golpe	de	ariete").	De
acordo	com	a	NBR	5626:2020,	“as	tubulações	devem	ser	dimensionadas	de
modo	a	limitar	a	velocidade	de	escoamento	a	valores	que	evitem	golpes	de	aríete
com	intensidades	prejudiciais	aos	componentes	do	sistema	e	a	geração	e	a
propagação	de	ruídos	em	níveis	que	excedam	os	valores	descritos	na	NBR
10152:2017	–	Acústica	–	Níveis	de	pressão	sonora	em	ambientes	internos	a
edificações”.
32.1	Métodos	de	avaliação	acústica
De	acordo	com	a	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–
Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários,	podem	ser	utilizados	dois
métodos	para	avaliar	o	desempenho	acústico	das	instalações	hidráulicas	e
sanitárias:	o	método	de	engenharia	em	campo	e	o	método	simplificado	de
campo.	O	método	de	engenharia	em	campo,	descrito	na	ISO	16032,	determina
de	forma	rigorosa	os	níveis	de	pressão	sonora	de	equipamento	predial	em
operação.	O	método	simplificado	de	campo,	descrito	na	ISO	10052,	permite
obter	uma	estimativa	dos	níveis	de	pressão	sonora	de	equipamento	predial	em
operação	em	situações	em	que	não	se	dispõe	de	instrumentação	necessária	para
medir	o	tempo	de	reverberação	no	ambiente	de	medição	ou	quando	as	condições
de	ruído	ambiente	não	permitem	obter	esse	parâmetro.	Os	parâmetros	utilizados
constam	nas	Tabelas	32.1	a	32.3.
32.2	Aparelhos	utilizados	para	avaliação	acústica
Para	uma	avaliação	precisa	do	nível	de	pressão	sonora	são	utilizados	os
sonômetros	ou	decibelímetros.	Esses	instrumentos	de	medição	percebem	a
pressão	sonora	por	meio	de	um	microfone,	convertem	em	sinal	elétrico	para,
posteriormente,	na	saída,	determinar	um	nível	de	pressão	sonora	em	dB
(decibel).
Tabela	32.1	–	Parâmetros	acústicos	de	verificação
Símbolo Descrição
L	Aeq,nT Nível	de	pressão	sonora	equivalente,	padronizado	de	equipamento	predial
L	ASmáx,nT Nível	de	pressão	sonora	máximo,	padronizado	de	equipamento	predial
L	Aeq,ai Nível	de	pressão	sonora	equivalente	no	ambiente	interno,	com	equipamentos	fora	de	operação
Tabela	32.2	–	Valores	máximos	do	nível	de	pressão	sonora	contínua
equivalente,	L	A	eq,	n	T,	medido	em	dormitórios
L	Aeq,nT	dB	(A) Nível	de	desempenho
as
seguintes	condições:
a	alimentação	de	água	fria	do	aquecedor	de	acumulação	será	feita	por
canalização	de	material	resistente	à	temperatura	de	água	quente;
o	ramal	de	alimentação	de	água	do	aquecedor	de	acumulação	será	derivado	da
coluna	de	distribuição,	devendo	ser	colocados	registros	de	gaveta	e	válvulas	de
segurança;
deve-se	instalar	o	aquecedor	de	acumulação	em	local	de	fácil	acesso,	o	mais	-
próximo	possível	dos	locais	de	consumo	de	água	quente,	de	modo	que	haja
espaço	livre	mínimo	para	manutenção;
é	necessário	prever	canalização	de	drenagem	do	aquecedor,	provida	de	registro
próximo	do	aparelho,	despejando	em	local	visível.
Figura	33.1	–	Aquecedor	elétrico	por	acumulação.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	5410:2004	–	Instalações	elétricas	de	baixa	tensão.	NBR14011:2015	–	Aquecedores	instantâneos	de	água	e	torneiras	elétricas	–	Requisitos	gerais.	NBR	14013:2015	–	Aquecedores	instantâneos	de	água	e	torneiras	elétricas	–	Determinação	da	potência	elétrica	–	Métodos	de	ensaio.	NBR	14014:2016	–	Aquecedores	instantâneos	de	água	e	torneiras	elétricas	–	Determinação	do	incremento	máximo	de	temperatura.	NBR	14015:2016	–	Aquecedores	instantâneos	de	água	e	torneiras	elétricas	–	Determinação	do	consumo	de	energia	elétrica.	NBR	16305:2014	–	Aparelhos	elétricos	fixos	de	aquecimento	instantâneo	de	água	–	Requisitos	desempenho	e	segurança.
34
Como	se	faz	instalação	de	aquecedor	a	gás
Para	a	instalação	de	qualquer	modelo	de	aquecedor	a	gás,	deve-se	solicitar	a	-
presença	de	um	profissional	habilitado,	pois	como	o	assunto	envolve
conhecimentos	técnicos,	nem	sempre	o	morador	está	devidamente	informado
sobre	os	riscos	que	pode	estar	correndo	dentro	de	sua	residência.	Para	evitá-los,
aconselha-se	que	seja	realizada	uma	inspeção	nos	equipamentos	a	gás	existentes
e	nas	condições	de	ventilação	dos	ambientes	onde	estão	alojados.	Além	dessas
recomendações,	ao	escolher	um	modelo	de	aquecedor	a	gás,	deve-se	ter	certeza
de	que	ele	está	de	acordo	com	as	normas	da	ABNT.	Além	disso,	devem	ser
consideradas	também	as	orientações	de	cada	fabricante,	pois	existem	no
mercado	diversos	tipos	de	aquecedor.
Os	aquecedores	a	gás	devem	ser	alimentados	pelo	reservatório	superior	de	água
fria	ou	por	dispositivo	de	pressurização.	Apresentam	duas	grandes	vantagens	em
relação	aos	aquecedores	elétricos:	melhor	pressão	de	água	que	os	similares
elétricos	e	água	quente	para	uso	imediato.	Como	desvantagem,	apresentam	o
risco	de	vazamento	se	não	forem	seguidas	determinadas	especificações.	Alguns
modelos	de	aquecedor	não	podem	ser	instalados	dentro	de	armários,	banheiros
ou	dormitórios.
Normalmente,	o	aquecedor	deve	ser	instalado	em	um	local	de	ventilação
permanente	na	casa,	como,	por	exemplo,	em	áreas	de	serviço.	Para	evitar	o
retorno	dos	ventos,	o	ideal	é	que	a	distância	entre	o	aparelho	e	a	janela	seja	de,
no	mínimo,	40	cm.	Essa	é	uma	norma	de	segurança	que	rege	a	instalação	desse
tipo	de	equipamento.
Afinal,	manter	o	aquecedor	ventilado	é	a	maneira	mais	eficaz	de	eliminar	o
monóxido	de	carbono.
É	importante	ressaltar	que	existe	também	um	tipo	de	aquecedor	a	gás	específico
para	locais	pouco	ventilados,	como	o	banheiro.	Trata-se	dos	aquecedores	de
fluxo	balanceado,	que	são	propositalmente	lacrados	para	não	entrarem	em
contato	com	o	ambiente	da	instalação,	garantindo	a	total	segurança	do	sistema.
Esse	tipo	de	aquecedor	é	um	pouco	mais	caro,	mas	vale	o	custo-benefício.⁴
34.1	Manutenção	preventiva
Os	fabricantes	dos	aquecedores	a	gás	recomendam	realizar	manutenção
preventiva	pelo	menos	uma	vez	por	ano.	Deve-se	verificar	sempre	se	a	chama	do
gás	está	na	cor	azulada	(a	tonalidade	amarela	indica	que	os	queimadores	estão
desregulados	e/ou	sujos,	e	com	isso	acabam	consumindo	mais	gás).	É	necessário
também	a	instalação	de	chaminé	para	eliminar	as	substâncias	nocivas	da	queima
do	gás.	Quando	o	aquecedor	ficar	desligado	por	um	longo	tempo,	é
recomendável	que	se	feche	o	registro	de	gás	do	aquecedor.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR	16057:2012	–	Sistema	de	aquecimento	de	água	a	gás	(SAAG)	–	Projeto	e	instalação.	NBR	13103:2020	–	Instalação	de	aparelhos	a	gás	–	Requisitos.	NBR	15526:2012	–	Redes	de	distribuição	interna	para	gases	combustíveis	em	instalações	residenciais	–	Projeto	e	execução.	NBR	15345:2013	–	Instalação	predial	de	tubos	e	conexões	de	cobre	e	ligas	de	cobre	–	Procedimento.
1	Fonte:	https://www.triider.com.br/blog/como-instalar-aquecedor-a-gas/	acesso
em	03/07/2021
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Como	se	faz	instalação	de	aquecedores	de	passagem
Os	modelos	de	passagem	são	de	instalação	mais	simples	do	que	os	de
acumulação	(desde	que	os	pontos	de	espera	estejam	corretamente	posicionados).
Antes	de	instalá-los,	deve-se	verificar	se	os	pontos	existentes	na	parede
correspondem	mesmo	aos	pontos	de	água	fria,	de	água	quente	e	de	gás	do
aparelho.	A	instalação	de	aquecedores	de	passagem	a	gás	deve	estar	de	acordo
com	os	requisitos	da	NBR	13103:2020	e	deve	ser	feita	conforme	orientações	do
manual	de	instruções	do	fabricante.	Para	dimensionar	o	aquecedor	passagem,	é
necessário	saber	o	número	de	pontos	de	consumo	que	serão	atendidos	(duchas,
torneiras	de	lavatórios	etc.),	bem	como	a	vazão	(l/min.)	das	peças	de	utilização.
De	acordo	com	o	Manual	do	Usuário	da	Komeco	(linha	digital	para	uso
residencial),	para	conectar	o	aquecedor	a	tubulação	de	água	deve	ser	utilizado
flexíveis	ou	tubulação	de	material	apropriado	para	água	quente.	Mesmo	na
conexão	de	água	fria.	Também	deve	ser	utilizado	flexível	de	gás	normatizado	e
próprio	para	instalação	de	aquecedores.	Para	interligações	que	necessitem	mais
de	40	cm	de	flexível	deve	ser	utilizado	tubo	apropriado	para	gás.	Jamais	deve	ser
feita	emenda	de	flexíveis.
Para	cada	aquecedor	é	obrigatória	a	instalação	de	um	sistema	de	chaminé
individual.	O	terminal	do	duto	de	chaminé,	deve	ficar	distante	de	pelo	menos	40
cm	de	qualquer	janela	ou	abertura	para	circulação	e/ou	tomada	de	ar.	O	duto	de
chaminé,	bem	como	o	terminal	devem	ser	bem	fixados	a	fim	de	evitar
deslocamentos	indevidos.	O	duto	de	exaustão	deve	ser	de	material	resistente	a
temperatura	de	no	mínimo	200	ºC.
35.1	Pressão	da	água	mínima
Todo	aquecedor	de	passagem	necessita	de	pressão	para	funcionamento,	já	que	é
acionado	pela	passagem	da	água.	Assim,	se	a	água	chegar	sem	força	ao
aquecedor	a	gás,	ele	simplesmente	não	aciona.
A	pressão	mínima	de	acionamento	pode	variar	de	modelo	para	modelo,	sendo
normalmente	algo	entre	2	e	4	m.c.a.	para	modelos	de	aquecedores	a	gás	digitais,
que	são	um	pouco	mais	sensíveis,	e	2	a	6	m.c.a.	para	versões	mecânicas.
Na	ausência	de	informação	do	fabricante,	recomenda-se	uma	pressão	de	1
kgf/cm²	(10	m.c.a.),	para	que	todos	os	pontos	sejam	atendidos	satisfatoriamente
e	não	haja	perda	de	conforto	térmico.	Não	havendo	essa	coluna	manométrica,
torna-se	necessário	pressurizar	a	rede	(o	último	andar	de	edifícios	também
necessitam	ser	pressurizados).
35.2	Vazão	mínima	de	água
Assim	como	a	pressão	mínima,	o	fluxostato	também	precisa	de	uma	vazão
mínima	de	água	para	acionar.	Ou	seja,	se	tiver	pouca	água	passando	pelo
aquecedor	a	gás,	ele	não	acionará.	Na	prática,	isso	significa	que	se,	por	exemplo,
o	usuário	abrir	muito	pouco	o	registro	de	uma	torneira,	o	aquecedor	a	gás	não
ligará.	Assim	como	no	caso	da	pressão,	o	volume	mínimo	para	o	acionamento
também	varia	de	modelo	para	modelo.	Os	aquecedores	digitais,	em	média,
precisam	de	uma	vazão	mínima	de	3,5	l	de	água	por	minuto	para	funcionarem,
enquanto	os	aquecedores	a	gás	mecânicos	precisam	em	média	de	apenas	2	l.
Figura	35.1	–	Instalação	esquemática	de	aquecedor	de	passagem.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	paraos	sistemas	hidrossanitários.	NBR	16057:2012	–	Sistema	de	aquecimento	de	água	a	gás	(SAAG)	–	Projeto	e	instalação.	NBR	13103:2020	–	Instalação	de	aparelhos	a	gás	–	Requisitos.
36
Como	se	faz	instalação	de	aquecedores	de	acumulação
Outra	opção	de	aquecedor	é	o	modelo	de	acumulação,	que	armazena	a	água
aquecida.	É	de	fácil	instalação	e	atende	a	vários	pontos	de	consumo
simultaneamente.
Quando	a	opção	for	um	aquecedor	a	gás,	é	importante	indicar	a	sua	localização
no	projeto	arquitetônico	em	virtude	da	necessidade	de	ventilação	permanente	no
local	em	que	ele	será	instalado,	sem	que	o	usuário	tenha	controle	sobre	ela.
Os	aquecedores	de	acumulação	e	reservatórios	de	água	quente	devem	ser
dotados	de	dispositivo	automático	para	limitar	a	máxima	temperatura	admissível
de	água	quente,	além	de	uma	válvula	de	segurança	de	temperatura.	Os
termostatos	(válvulas	de	segurança	de	temperatura)	regulam	e	limitam	as
temperaturas	da	rede	de	distribuição,	evitando	superaquecimentos	que	danificam
a	instalação.	Os	aquecedores	de	acumulação	também	devem	ser	dotados	de
equipamento	automático	que	limite	a	máxima	pressão	admissível	da	água,	como
uma	válvula	de	alívio	ou	uma	válvula	de	segurança	de	pressão.	As	válvulas	de
controle	de	pressão	e	os	limitadores	regulam	as	variações	de	pressão	devido	à
expansão	térmica.
Também	pode	ser	utilizada	uma	válvula	de	segurança	combinada	por
temperatura	e	pressão	(TP).	O	mecanismo	funciona	automaticamente,	aliviando
a	pressão	e	a	temperatura	da	instalação.
A	tubulação	de	água	fria,	que	alimenta	o	aquecedor,	deve	ser	provida	de	sifão
térmico	ou	outro	meio	para	minimizar	a	transferência	de	calor	para	seu	interior,
por	convecção,	da	água	quente	armazenada	no	reservatório	térmico.
A	saída	da	tubulação	de	água	quente	deve	ser	provida	de	respiro,	que	tem	a
finalidade	de	evitar	o	aumento	de	pressão	de	vapor	no	caso	da	ocorrência	de	um
superaquecimento.	Trata-se	de	um	tubo	vertical	instalado	imediatamente	na	saída
de	água	quente	do	aquecedor	de	acumulação.	O	tubo	de	respiro	deve	subir	a	uma
altura	de,	no	mínimo,	30	cm	acima	do	nível	de	transbordamento	do	reservatório.
O	diâmetro	do	tubo	deve	ser	igual	ou	maior	que	o	diâmetro	da	tubulação	de
distribuição.
Figura	36.1	–	Alturas	das	aberturas	para	ventilação	permanente	(superior	e
inferior).
Figura	36.2	–	Instalação	de	aquecedor	de	acumulação.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR	16057:2012	–	Sistema	de	aquecimento	de	água	a	gás	(SAAG)	–	Projeto	e	instalação.	NBR	13103:2020	–	Instalação	de	aparelhos	a	gás	–	Requisitos.	NBR	10540:2016	–	Aquecedores	de	água	a	gás	tipo	acumulação	–	Terminologia.	NBR	15526:2012	–	Redes	de	distribuição	interna	para	gases	combustíveis	em	instalações	residenciais	–	Projeto	e	execução.	NBR	15345:2013	–	Instalação	predial	de	tubos	e	conexões	de	cobre	e	ligas	de	cobre	–	Procedimento.
37
Como	se	faz	instalação	de	aquecedor	solar
A	norma	que	estabelece	os	requisitos	de	projeto	e	instalação	para	o	sistema	de
aquecimento	solar	(SAS),	considerando	aspectos	de	concepção,
dimensionamento,	arranjo	hidráulico,	instalação	e	manutenção,	onde	o	fluido	de
transporte	é	a	água,	é	a	NBR	15569:2020	–	Sistema	de	aquecimento	solar	de
água	em	circuito	direto	–	Requisitos	de	projeto	e	instalação.
37.1	Instalação	esquemática
Na	instalação	convencional	de	um	sistema	de	aquecimento	solar	para
residências,	alguns	parâmetros	relacionados	à	localização	e	à	disposição	dos
equipamentos	na	cobertura	devem	ser	rigorosamente	observados,	pois,	apesar	de
ser	constituído	por	equipamentos	bastante	simples	e	de	fácil	utilização,	o	sucesso
de	sua	eficiência	depende	de	uma	correta	instalação.
37.2	Reservatório	térmico
É	fabricado	em	cobre	ou	aço	inox,	com	acabamento	externo	de	alumínio.
Internamente,	a	água	quente	se	mistura	com	a	fria,	ficando	a	água	quente	sempre
na	parte	superior.	O	boiler	possui	resistência	elétrica,	que	aquece	a	água	em	dias
em	que	não	há	luz	solar	suficiente.	Comandada	por	um	termostato,	ela	liga	e
desliga	de	acordo	com	a	temperatura	da	água.
Os	boilers	podem	ser	de	alta	ou	baixa	pressão.	Os	de	baixa	pressão	trabalham
com	até	5	m.c.a.;	os	de	alta,	com	até	40	m.c.a.	Podem	ser	de	desnível	(abaixo	da
caixa	d’água)	ou	de	nível	(colocados	no	mesmo	nível	da	caixa	d’água).	A
escolha	ideal	dependerá	do	tipo	de	telhado	da	edificação.
Figura	37.1	–	Instalação	esquemática	de	aquecedor	solar.
37.3	Coletores	solares
Os	coletores	solares	constituem	a	parte	principal	do	sistema,	pois	é	por	meio
deles	que	a	energia	solar	é	absorvida	e	transmitida	à	água,	que	circula	pelos
tubos	do	interior	do	coletor.
As	placas	devem	ser	direcionadas	sempre	para	o	Norte,	com	desvio	máximo	de
30º	a	nordeste	ou	noroeste,	exceto	nos	estados	do	Amapá,	de	Roraima	e	do
Amazonas.
É	necessário	também	realizar	a	instalação	da	válvula	anticongelante	e	fazer	a	sua
manutenção	a	cada	seis	meses.	A	válvula	anticongelante	é	muito	importante,
principalmente	em	regiões	de	clima	frio.
37.4	Inclinação	das	placas
Para	uma	boa	absorção	dessa	energia,	ou	seja,	para	que	os	coletores	recebam
maior	incidência	dos	raios	solares	durante	o	ano,	a	inclinação	ideal	das	placas,
em	relação	à	horizontal,	é	um	ângulo	resultante	da	soma	da	latitude	do	lugar
mais	5º	a	10º.	Na	prática,	a	inclinação	média	é	de	35º,	mas	o	cálculo	preciso
depende	da	cidade.
Figura	37.2	–	Inclinação	ideal	das	placas.
Observação
É	importante	ressaltar	que,	assim	como	outros	sistemas	de	aquecimento	(a	gás	ou	elétrico),	o	sistema	de	aquecimento	solar	precisa	de	uma	manutenção	preventiva,	ou	seja,	deve	ser	verificado	pelo	menos	uma	vez	por	ano.	As	placas	coletoras	devem	ser	limpas,	pelo	menos	uma	vez	por	ano,	de	preferência	na	parte	da	manhã,	quando	a	temperatura	não	está	ainda	muito	alta	(isso	evitará	a	quebra	do	vidro	por	choque	térmico).	A	limpeza	deverá	ser	feita	com	água	e	sabão	neutro,	com	pano	e	esponja	macia,	para	não	prejudicar	a	captação	de	raios	solares	pelas	placas.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	5410:2004	–	Instalações	elétricas	de	baixa	tensão.	NBR	15569:2020	–	Sistema	de	aquecimento	solar	de	água	em	circuito	direto	–	Requisitos	de	projeto	e	instalação.	NBR	15747-1:2009	–	Sistemas	solares	térmicos	e	seus	componentes	–	Coletores	solares.	Parte	1:	requisitos	gerais.	NBR	10185:2018	–	Reservatórios	termossolares	para	líquidos	destinados	a	sistemas	de	energia	solar	–	Método	de	ensaio	para	desempenho	térmico.	NBR	11720:2010	–	Conexões	para	união	de	tubos	de	cobre	por	soldagem	ou	brasagem	capilar	–	Requisitos.	NBR	13206:2010	–	Tubo	de	cobre	leve,	médio	e	pesado,	sem	costura,	para	condução	de	fluidos	–	Requisitos.	NBR	15345:2013	–	Instalação	predial	de	tubos	e	conexões	de	cobre	e	ligas	de	cobre	–	Procedimento.
38
Como	se	faz	instalação	de	aparelhos	sanitários	e	peças
de	utilização
38.1	Aparelhos	sanitários
Os	aparelhos	sanitários	são	componentes	da	instalação	destinados	ao	uso	da	água
ou	ao	recebimento	de	dejetos	líquidos	e	sólidos	(na	maioria	das	vezes,
pertencentes	à	instalação	de	esgoto	sanitário).	Incluem-se	nessa	definição
aparelhos	como	lavatórios,	bacias,	banheiras	de	hidromassagem,	pias,	tanques,
máquinas	de	lavar	roupa	e	de	lavar	louça	etc.
A	comodidade	na	hora	de	utilizar	um	aparelho	é	uma	questão	objetiva	de
planejamento.	A	funcionalidade	e	o	conforto	no	uso	de	cada	uma	das	peças	de
utilização	instaladas	exigem	que	se	respeite	um	espaço	mínimo	(área
ergonômica)	necessário	para	instalação	e	uso	do	aparelho	sanitário.
A	definição	e	a	localização	desses	aparelhos	deverão,	obrigatoriamente,	constar
do	projeto	arquitetônico.	Para	tanto,	é	necessário	o	conhecimento	de	alguns
aspectos	técnicos	dos	diversos	aparelhos	existentes	no	mercado,	como	condição
básica	para	uma	perfeita	integração	e	compatibilização	da	arquitetura	com	os
projetos	de	estrutura	e	instalaçõesdo	edifício.	A	estética	e	o	custo	também
devem	ser	analisados	pelo	projetista	antes	da	escolha	e	da	especificação	do
produto.
A	escolha	das	louças	(bacias,	lavatórios	e	tanques)	dependerá	do	tipo	do
empreendimento,	do	gosto	do	usuário	e	da	frequência	de	uso.	Na	hora	da	entrega
do	produto,	é	importante	observar	se	não	houve	danos	no	transporte.	Além	disso,
deve-se	verificar	brilho,	uniformidade	de	cor,	ausência	de	poros	e	mecanismos
de	funcionamento.
O	fabricante	deverá	especificar	as	condições	de	uso,	os	serviços	de	manutenção
para	atingir	a	vida	útil	de	projeto	e	as	condições	e	os	equipamentos	necessários	à
realização	dos	serviços	de	manutenção.
Para	áreas	que	necessitem	de	acessibilidade,	a	norma	NBR	9050:2020	–
Acessibilidade	a	edificações,	mobiliário,	espaços	e	equipamentos	urbanos,	deve
ser	consultada.	Essa	norma	apresenta	requisitos	como	posicionamento	e
características	de	aparelhos	sanitários,	peças	de	utilização,	acessórios,	barras	de
apoio	etc.	Todos	os	espaços	dentro	das	áreas	molhadas,	aparelhos	sanitários,
peças	utilização	e	acessórios	previstos	em	projeto	devem	atender	aos	conceitos
de	acessibilidade,	assim	como	as	áreas	mínimas	de	circulação,	de	transferência	e
de	aproximação,	alcance	manual,	empunhadura	e	angulo	visual,	também
definidos	pela	mesma	norma.
38.2	Peças	de	utilização
Peças	de	utilização	são	os	dispositivos	ligados	aos	sub-ramais	destinados	à
utilização	de	água,	como	torneiras,	chuveiros	etc.	Devem	ser	locadas	de	modo	a
atender	às	exigências	do	usuário	quanto	ao	conforto	e	ao	padrão	da	edificação.
Também	é	importante	levar	em	consideração	os	aspectos	ergonômicos	e	de
segurança.
Os	chuveiros	e	demais	aparelhos	elétricos	que	utilizam	água	devem	atender	às
exigências	da	norma	NBR	5410:2004	–	Instalações	elétricas	de	baixa	tensão.
38.3	Desempenho	dos	aparelhos
Recomenda-se	que	as	peças	de	utilização	e	os	aparelhos	sanitários	possuam
vazões	que	permitam	tornar	o	uso	da	água	o	mais	eficiente	possível,	o	que
implica	redução	do	consumo	de	água	a	valores	mínimos	necessários	e	suficientes
para	o	bom	funcionamento	dessas	peças	e	para	o	atendimento	dos	requisitos	do
usuário.
De	acordo	com	a	NBR	5626:2020,	“a	pressão	requerida	para	o	adequado
funcionamento	da	peça	de	utilização	ou	do	correspondente	aparelho	sanitário
operando	com	vazão	de	projeto	pode	ser	obtida	junto	ao	respectivo	fabricante	ou
responsável	pela	colocação	do	produto	no	mercado	nacional,	ou	à	especificação
técnica	do	componente”.	Em	qualquer	caso,	a	pressão	dinâmica	no	ponto	de
utilização	não	pode	ser	inferior	a	10	kPa	(1	m.c.a.).
A	empresa	fabricante	também	deve	informar	os	valores	de	resistência	mecânica,
conforme	normas	específicas;	informar	questões	específicas	relativas	à
estanqueidade,	saúde	e	higiene	do	usuário;	apresentar	informações	a	respeito	da
vida	útil	de	projeto	do	produto	etc.
Normas	técnicas
As	normas	brasileiras	fixam	as	exigências	para	fabricação	dos	aparelhos	sanitários,	que	devem	satisfazer	as	condições	de	conforto,	higiene,	facilidade	de	limpeza	e	desobstrução,	durabilidade	etc.	No	mercado,	existe	grande	variedade	de	marcas	e	dimensões,	todas	buscando	atender	às	condições	mencionadas.	Os	aparelhos	sanitários	de	material	cerâmico	devem	obedecer	às	seguintes	normas	técnicas:	NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR	16727-1:2019	–	Bacia	sanitária.	Parte	1:	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	16728-2:2019	–	Tanques,	lavatórios	e	bidês.	Parte	2:	procedimento	para	instalação.	NBR	14162:2017	–	Aparelhos	sanitários	–	Sifão	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	5410:2004	–	Instalações	elétricas	de	baixa	tensão.
39
Como	se	faz	uso	racional	da	água	nas	edificações
As	ações	de	uso	racional	da	água	nas	edificações	podem	contribuir	para	os
seguintes	benefícios:	reduções	nas	contas	de	água	e	energia	da	edificação	e
redução	do	volume	de	esgotos	a	coletar	e	tratar.
Com	relação	ao	projeto	hidráulico-sanitário,	um	dos	parâmetros	que	influenciam
o	consumo	de	água	é	a	pressão	disponível,	pois	a	vazão	nos	pontos	de	utilização
e	em	pontos	de	vazamentos	é	função	da	pressão.	Portanto,	a	limitação	das	vazões
e	pressões	dinâmicas	nos	pontos	de	utilização	e	aparelhos	sanitários	é	essencial
para	o	uso	racional	da	água.
A	escolha	das	peças	de	utilização,	aparelhos	sanitários	e	dispositivos
controladores	de	fluxo	também	é	importante	dentro	desse	contexto.
Uma	das	alternativas	para	utilizar	racionalmente	a	água	e	evitar	o	desperdício
nas	instalações	é	garantir	que	os	metais	sanitários,	de	modo	geral,	e	as	torneiras,
especificamente,	cumpram	sua	função,	ou	seja,	consigam	controlar,	restringir,
bloquear	ou	permitir	a	passagem	da	água	em	volume	adequado	ao	uso.
A	indústria	de	metais	sanitários	economizadores	oferece	grande	variedade	de
opções	para	diferentes	aplicações.	Porém,	é	importante	ressaltar	que	o	uso
racional	da	água	não	se	dá	apenas	com	a	utilização	dessas	soluções,	ou	seja,	com
a	utilização	de	metais	economizadores,	mas	também	por	meio	de	uma	visão
sistêmica	e	integrada	com	ações	que	vão	desde	a	conscientização	do	usuário	do
sistema	até	o	projeto	e	a	manutenção	da	instalação.
A	substituição	dos	equipamentos	convencionais	por	produtos	com	fechamento
automático	é	uma	opção	para	se	economizar	água.	Esses	dispositivos	devem	ser
utilizados	apenas	em	situações	em	que	a	inspeção	regular	e	a	manutenção
possam	ser	asseguradas,	para	evitar	que	falhas	de	funcionamento	levem	ao
eventual	desperdício	de	água.
A	colocação	de	arejadores	na	saída	das	torneiras	também	pode	gerar	boa
economia	de	água.	O	arejador	possui	orifícios	na	superfície	lateral	que	permitem
a	entrada	de	ar	durante	o	escoamento	da	água	e	dão	ao	usuário	a	sensação	de
uma	vazão	maior	do	que	a	real.
As	bacias	sanitárias	também	são	grandes	vilãs	no	desperdício	de	água.	As
antigas	e	ultrapassadas	bacias	sanitárias,	por	exemplo,	necessitam	de	grandes
volumes	de	descarga.	Por	essa	razão,	são	responsáveis	pelo	alto	consumo	de
água	nos	domicílios.	Para	se	ter	uma	ideia	desse	desperdício,	estima-se	que	as
bacias	sanitárias	são	responsáveis	por	30%	do	gasto	de	água	nos	domicílios
brasileiros.
Os	designs	mais	arrojados	de	bacias	sanitárias	com	caixa	de	descarga,	bem	como
a	eficiência	no	funcionamento,	têm	favorecido	a	maior	aceitação	do	mercado.
Por	razões	estéticas,	os	fabricantes	estão	investindo	mais	nas	caixas	embutidas
do	que	nas	suspensas	ou	acopladas	sobre	o	vaso.	O	duplo	acionamento	da	bacia,
por	exemplo,	é	um	sistema	inovador,	que	possibilita	o	duplo	acionamento	de
descarga	para	bacias	sanitárias,	com	opção	para	3	L	ou	6	L.
Figura	39.1	–	Bacia	sanitária	com	duplo	acionamento	de	descarga	(meia
descarga	e	descarga	completa).
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR	16727-1:2019	–	Bacia	sanitária.	Parte	1:	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	15491:2010	–	Caixa	de	descarga	para	limpeza	de	bacias	sanitárias	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
40
Como	se	faz	instalação	de	registros	hidráulicos
Os	registros	hidráulicos	são	dispositivos	destinados	a	controlar,	interromper	e
estabelecer	o	fornecimento	da	água	nas	tubulações	e	nos	aparelhos	sanitários.
Normalmente,	são	confeccionados	em	bronze,	ferro	fundido,	latão	e	PVC,
satisfazendo	as	especificações	das	normas	vigentes.
As	principais	características	dos	registros	hidráulicos	a	serem	observadas	são:
diâmetro,	que	deve	ser	equivalente	ao	diâmetro	da	tubulação;
temperatura	de	utilização	(água	fria	e/ou	quente);
tipo	de	acoplamento	(roscável	ou	soldável);
tipo	da	instalação,	que	pode	ser	bruta	ou	com	acabamento,	que	dependem	de	a
instalação	ser	aparente	ou	embutida	e	constam	das	normas	técnicas	da
Associação	Brasileira	de	Normas	Técnicas(ABNT).
Depois	de	escolher	o	modelo	de	registro	adequado	ao	tipo	de	tubulação	da
instalação	(soldável	ou	roscável),	o	projetista	deve	estudar	o	posicionamento	e	a
altura	de	cada	registro	dentro	do	compartimento.
40.1	Tipos	de	registros
40.1.1	Registro	de	gaveta
O	registro	de	gaveta	deve	ser	utilizado	com	a	finalidade	de	fechar	o	fluxo	de
água	para	manutenção	da	rede	(uso	totalmente	aberto	ou	fechado)	e	como
registro	geral	nos	trechos	de	alimentação	dos	ambientes.
A	altura	padrão	do	registro	de	gaveta	é	de	180	cm	em	relação	ao	piso	acabado.
Seu	posicionamento	na	parede	depende	do	detalhe	isométrico	de	água	fria	e
quente	e	das	interfaces	com	o	layout	do	compartimento.
40.1.2	Registro	de	pressão
O	registro	de	pressão	tem	a	função	de	controlar	a	vazão	que	passa	pela	tubulação
e	é	instalado	no	trecho	da	tubulação	que	alimenta	um	ponto	de	utilização,	como
o	do	chuveiro.
A	passagem	de	água	nesse	registro	é	bem	diferente	em	relação	ao	registro	de
gaveta.	O	registro	de	pressão	possui	passagem	reduzida,	o	que	permite	uma
regulagem	de	vazão	de	forma	a	ser	ajustada	de	acordo	com	a	necessidade	do
usuário	sem	danificar	o	registro.
Diferentemente	do	registro	de	gaveta,	o	registro	de	pressão	possui	sentido	de
fluxo	e,	se	for	instalado	de	forma	errada,	impedirá	quase	completamente	a
passagem	de	água.	Por	isso,	deve-se	prestar	atenção	na	hora	de	sua	instalação.
A	altura	ideal	desses	registros	deve	estar	compreendida	entre	100	cm	e	110	cm
em	relação	ao	piso	acabado.
A	colocação	de	registros	de	pressão	dentro	do	box	deve	ser	estudada	de	maneira
que	os	registros	do	chuveiro	possam	ser	abertos	e	fechados	sem	que	o	usuário	se
molhe.
40.1.2.1	Registro	de	pressão	para	banheira	de	hidromassagem
Com	relação	ao	registro	de	pressão	para	banheira	de	hidromassagem,	a	altura	é
variável,	pois	depende	das	dimensões	especificadas	pelo	fabricante.	Além	disso,
o	arquiteto	pode	posicionar	a	banheira	em	um	nível	mais	alto	do	que	o	nível	do
piso	do	banheiro.
Normalmente,	os	registros	são	instalados	a	0,75	m	do	piso.
Figura	40.1	–	Tipos	de	registros.	(continua)
Figura	40.1	–	Tipos	de	registros.
(continuação)
Fonte:	Deca.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR	15705:2009	–	Instalações	hidráulicas	prediais	–	Registro	de	gaveta	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	15704-1:2011	–	Registro	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio	–	Parte	1:	registros	de	pressão.	NBR	15704-2:2015	–	Registro	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio	–	Parte	2:	registros	com	mecanismos	de	vedação	não	compressíveis.	NBR	11306:1990	–	Registro	de	PVC	rígido,	para	ramal	predial	–	Especificação.
41
Como	Se	Faz	Escolha	de	torneiras
Existem	no	mercado	vários	tipos	de	torneiras,	dos	mais	diferentes	modelos	e
formatos.	A	indústria	de	metais	sanitários	economizadores	também	oferece
grande	variedade	de	opções	para	diferentes	aplicações.	Porém,	é	importante
ressaltar	que	o	uso	racional	da	água	não	se	dá	apenas	com	a	utilização	dessas
soluções,	ou	seja,	com	a	utilização	de	metais	economizadores,	mas	também	por
meio	de	uma	visão	sistêmica	e	integrada	com	ações	que	vão	desde	a
conscientização	do	usuário	do	sistema	até	o	projeto	e	a	manutenção	da
instalação.
Na	hora	de	comprar	uma	torneira,	a	primeira	coisa	é	saber	onde	ela	será
instalada	(banheiro,	cozinha,	área	de	serviço	etc.).	Outro	ponto	a	ser	pensado	é	o
material	(metal	ou	plástico)	que	será	escolhido,	qual	é	a	altura	ideal	da	torneira
em	relação	à	cuba	e	o	comprimento	da	bica,	se	ela	será	de	parede	ou	de	bancada,
uma	torneira	simples	ou	com	misturador,	e	também	o	modelo	que	mais	se
adequa	ao	ambiente	em	termos	decorativos.
As	torneiras	de	metal	costumam	ser	mais	caras,	porém	têm	durabilidade	maior.
Elas	possuem	o	miolo	feito	de	latão,	liga	de	zinco	ou	de	cobre,	ou	de	aço
inoxidável.	O	acabamento	costuma	ser	o	cromado.
Entre	os	principais	produtos	disponíveis	no	mercado,	destacam-se:	torneira
convencional,	torneira	monocomando,	torneira	multitemperatura,	torneira	de
fechamento	automático,	torneira	eletrônica	etc.⁵
41.1	Torneira	comum
É	também	conhecida	como	torneira	convencional.	Essas	torneiras	contam	com
um	registro	que	controla	a	saída	da	água	em	temperatura	natural.	Nessas
torneiras,	não	há	a	possibilidade	de	controlar	a	temperatura	da	água.
As	torneiras	convencionais	servem	ao	seu	propósito,	mas	não	têm	tanta
tecnologia	quanto	alguns	lançamentos	mais	recentes.	Porém,	existem	novos
modelos	de	torneira	fria	que	têm	design	diferenciado	e	formas	de	registro
diferentes,	garantindo	mais	conforto	e	evitando	desperdício.
41.2	Torneira	monocomando
Essa	torneira	conta	com	um	misturador	de	apenas	um	comando,	ou	seja,	é
possível	controlar	a	saída	de	água	quente	e	fria,	mas	isso	é	feito	acionando	um
mesmo	comando.	As	torneiras	de	monocomando	podem	ser	utilizadas	tanto	na
cozinha	como	nos	banheiros.	Sua	funcionalidade	faz	a	diferença,	pois	o
misturador	de	água	é	instalado	com	apenas	um	furo	na	parede,	louça	ou	bancada.
41.3	Torneira	multitemperatura
A	torneira	elétrica	multitemperatura	pode	ser	usada	como	torneira	de	cozinha,
mas	também	de	lavabo	e	banheiro.	Ela	conta	com	variações	preestabelecidas	de
temperatura,	o	que	possibilita	que	as	atividades	domésticas	sejam	feitas	com
mais	conforto.
41.4	Torneiras	de	fechamento	automático
Interrompem	o	abastecimento	de	água	automaticamente	após	determinado
período,	impedindo	que	a	água	fique	correndo	indefinidamente.
O	principal	produto	apresentado	pelas	empresas	do	setor	é	a	torneira	de
acionamento	hidromecânico,	que	libera	jatos	de	água	manualmente,	por	um
período	definido,	depois	de	pressionada.
41.5	Torneira	com	sensor	de	presença
É	outro	modelo	de	fechamento	automático,	que	incorpora	um	sensor	com	células
fotoelétricas,	que	libera	a	água	ao	detectar	a	aproximação	das	mãos	(o	tempo	de
fornecimento	do	jato	e	a	distância	limite	de	acionamento	podem	ser
determinados	pelo	usuário).
Torneira	comum	Torneira	em	pilarete	com	dreno	(opcional)
Figura	41.1	–	Torneiras	externas	de	lavagem.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR	10281:2015	–	Torneiras	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	16749:2019	–	Aparelhos	sanitários	–	Misturadores	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
Fix	(2019).
42
Como	se	faz	instalação	de	torneiras
A	instalação	de	torneiras	é	muito	simples.	Antes	de	fazer	a	instalação,	é
importante	que	o	registro	de	gaveta	(geral)	esteja	fechado.	Normalmente,	os
materiais	utilizados	são:	chave	de	grifo	com	mordentes	lisos	(os	mordentes	das
chaves	de	grifo	tradicionais	podem	danificar	o	acabamento	das	torneiras)	ou
chave	inglesa,	fita	veda	rosca	e	um	pano	seco.
Para	instalar	uma	torneira	de	parede,	deve-se	retirar	a	torneira	velha	girando-a
em	torno	do	próprio	eixo.	Caso	não	se	consiga	retirar	com	as	mãos,	é	preciso
utilizar	a	chave	inglesa	ou	o	grifo.	Depois	de	retirá-la,	é	importante	limpar	e
secar	bem	o	local	para	instalar	a	nova	torneira.	Deve-se	colocar	a	peça	no	buraco
da	parede	e	fazer	movimentos	giratórios,	seja	com	a	chave	inglesa,	o	grifo	ou	a
mão.	Caso	a	torneira	fique	frouxa,	é	ideal	aplicar	o	veda	rosca.	É	preciso	ter
cuidado	com	o	excesso	de	aperto,	pois	isso	pode	provocar	vazamentos	futuros
devido	à	fadiga	da	conexão.	Depois	que	a	torneira	for	instalada,	deve-se	abrir	o
registro	de	gaveta	(geral)	do	local	e	fazer	o	teste	para	ver	se	não	está	vazando.
Se	a	torneira	for	de	bancada,	é	só	enrolar	fita	veda	rosca	ao	redor	da	rosca	da
torneira	onde	as	mangueiras	se	conectarão	e	instalar	a	torneira	no	furo	da	mesa
destinado	ao	seu	encaixe.	Apertar	com	a	mão	ou	com	a	chave	os	anéis	de
montagem,	com	o	lado	mais	grosso	para	cima.	Usar	o	alicate	quando	necessário
para	evitar	vazamentos,	mas	não	apertar	demais	(deve-se	tomar	cuidado	como
excesso	de	aperto).	Abrir	novamente	o	registro	e	verificar	se	há	algum
vazamento.
Para	instalar	uma	torneira	da	pia	com	misturares	de	água	fria	e	quente,	o
procedimento	é	o	mesmo;	a	diferença	é	que	é	preciso	desconectar	as	mangueiras
de	água.	Nesse	caso,	são	duas	mangueiras:	uma	para	água	fria	e	outra	para
quente.
No	caso	de	apartamento,	a	pressão	da	água	é	diferente	e,	para	isso,	é	necessário
colocar	o	redutor	de	pressão	no	bocal	antes	de	instalar	a	torneira.	Sua	função	é
controlar	a	vazão	d’água	que	passa	pela	torneira	e	evitar	que	ocorra	vazamento.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	10281:2015	–	Torneiras	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	16749:2019	–	Aparelhos	sanitários	–	Misturadores	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
43
Como	Se	Faz	Manutenção	em	torneiras
Uma	torneira	pingando	é	o	problema	mais	comum	em	qualquer	instalação	e
também	o	mais	fácil	de	resolver,	ainda	que	muitas	pessoas	o	ignorem	e	deixem	a
torneira	pingando	por	muito	tempo.
O	volume	de	água	perdido	por	esses	diferentes	tipos	de	vazamentos	varia	em
função	do	tipo	da	bica	da	torneira,	da	rugosidade	de	suas	paredes	e,	também	da
pressão	hidráulica.
As	torneiras	vazam	de	dois	jeitos	diferentes:	ou	elas	pingam	água	por	alguma
das	roscas	ou	simplesmente	não	fecham	(torneira	espanada).
Se	ocorrer	vazamento	na	torneira	junto	à	parede,	ou	seja,	na	conexão	da	torneira
com	o	ponto	da	parede,	deve-se	observar	se	a	torneira	não	foi	excessivamente
rosqueada	(além	do	necessário),	pois	isso	pode	danificar	as	vedações	internas	e
até	rachar	a	conexão.
Muitos	vazamentos	de	torneiras	também	ocorrem	por	falta	de	manutenção.	Com
o	passar	do	tempo,	ao	abrir	e	fechar	as	torneiras,	o	reparo	se	desgasta,
permitindo	que	a	água	passe	livremente	da	rede	de	distribuição	para	o	ambiente,
causando	grandes	desperdícios.
Figura	43.1	–	Desperdício	de	água	em	torneiras.
Para	consertar	o	gotejamento	de	uma	torneira	comum	(aquelas	que	para	abrir	até
o	final	precisa	dar	mais	de	1	volta	inteira),	muitas	vezes	basta	trocar	o	vedante
(“borrachinha”).	Com	o	auxílio	de	uma	chave	de	fenda,	deve-se	ir	aos	poucos,
com	movimentos	de	alavanca,	forçando	o	vedante	para	cima.	Após	retirá-lo,
deve-se	comprar	outro	da	mesma	marca.	Por	fim,	deve-se	colocá-lo	no	mesmo
local	em	que	estava	o	vedante	danificado.
Figura	43.2	–	Torneira	comum.
As	torneiras	¼	de	volta,	que	para	abrir	precisa	de	apenas	“um	toque”,	são
munidas	de	um	reparo	interno	de	cerâmica	e	isentas	de	“borrachinha”.	Para
consertar	o	gotejamento	será	preciso	trocar	o	reparo	interno	inteiro	e	não	apenas
o	vedante.
As	torneiras	de	acionamento	hidromecânico	geralmente	apresentam	as	seguintes
falhas:	tempo	de	fechamento	superior	ou	inferior	ao	especificado	pelo	fabricante,
vazamento	pela	bica	e	disparo	involuntário.	As	causas	mais	prováveis	dessas
falhas	são:	sujeira	no	filtro,	desgaste	do	pistão	e	retentor	danificado.
Geralmente,	a	manutenção	das	torneiras	de	acionamento	hidromecânico	requer	a
substituição	de	uma	peça	denominada	“cartucho”,	específico	para	cada
fabricante.	Por	essa	razão,	ressalta-se	a	importância	de	recorrer	às
recomendações	e	à	utilização	de	componentes	originais	de	cada	fabricante	e	de
cada	produto	na	hora	de	fazer	a	manutenção	(reparo)	das	torneiras.
Apesar	de	suas	qualidades,	as	torneiras	eletrônicas	podem	apresentar	os
seguintes	problemas:	não	liberar	água,	sair	água	continuamente	ou	abrir	e	fechar
sem	controle,	e	tempo	longo	de	fechamento	após	o	usuário	ter	cessado	sua
utilização.
Quando	a	água	da	torneira	sai	continuamente	ou	abre	e	fecha	sem	controle,	é
possível	que	exista	algo	em	frente	à	fotocélula,	acionando-a.	Nesse	caso,	a
solução	é	retirar	o	obstáculo	que	está	refletindo	e	a	torneira	voltará	ao
funcionamento	normal.
Em	contrapartida,	quando	não	sai	água	pela	torneira,	as	causas	podem	ser:	algum
dos	terminais	elétricos	está	mal	instalado,	as	pilhas	estão	descarregadas	ou	foram
colocadas	em	posição	incorreta,	o	registro	da	válvula	solenoide	(válvula
eletromagnética)	pode	estar	fechado,	o	filtro	da	válvula	solenoide	está	obstruído
ou	há	falta	d’água	ou	de	falta	de	energia	elétrica.
Porém,	a	falha	mais	comum	ocorre	quando	há	sujeira	acumulada	no	filtro.	Para	a
limpeza	desse	componente,	recomenda-se	o	seguinte	procedimento:	retirar	a
tampa	de	proteção	da	válvula	solenoide,	fechar	o	registro	da	válvula	com	chave
de	fenda	e	retirar	a	tampa	do	filtro,	lavar	o	filtro	com	água	corrente	contra	o
fluxo	de	água	do	filtro	e,	depois	de	limpo,	recolocar	o	filtro	no	lugar	e	reabrir	o
registro.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	10281:2015	–	Torneiras	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	16749:2019	–	Aparelhos	sanitários	–	Misturadores	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	14162:2017	–	Aparelhos	sanitários	–	Sifão	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
44
Como	se	faz	escolha	de	um	sifão
De	acordo	com	a	NBR	8160:1999,	todos	os	aparelhos	sanitários	devem	ser
protegidos	por	desconectores.	Todo	desconector	deve	ter	fecho	hídrico	com
altura	mínima	de	50	mm	e	apresentar	orifício	de	saída	com	diâmetro	igual	ou
superior	ao	do	ramal	de	descarga	a	ele	conectado.
Os	sifões	são	utilizados	para	vedar	a	passagem	do	mau	cheiro	proveniente	do
esgoto.	São	instalados	na	pia	da	cozinha,	no	lavatório	de	banheiro	e	no	tanque.
Em	relação	aos	materiais,	pode-se	encontrar	no	mercado	dois	tipos	principais:	-
sifões	de	plástico	ou	metálicos.	Os	de	plástico	(polipropileno)	apresentam	menor
custo,	porém	menos	resistência.	A	Deca,	por	exemplo,	apresenta	vários	tipos	de
sifões	que	possuem	a	mesma	função,	porém	com	tamanhos	e	formatos
diferenciados.
44.1	Sifão	flexível
O	sifão	flexível	é	conhecido	por	sua	maleabilidade,	pois	permite	que
desalinhamentos	entre	as	tubulações	sejam	corrigidos.
Figura	44.1	–	Sifão	flexível.
44.2	Sifão	sanfonado
É	o	tipo	de	sifão	mais	versátil,	pois	pode	ser	flexionado	em	todas	as	direções,
permitindo	alcançar	a	conexão	com	o	esgoto	em	qualquer	posição.
Esse	tipo	de	sifão	é	indicado	para	pias	de	cozinha	e	banheiro,	principalmente	em
casos	em	que	os	pontos	da	tubulação	de	esgoto	e	de	água	não	estão	alinhados,
sendo	necessário	o	desvio.	Para	instalar	corretamente	o	sifão	sanfonado,	deve-se
executar	corretamente	a	curvatura	para	baixo	e	com,	no	mínimo,	5	cm.	O	fecho
hídrico	ficará	dentro	de	curvatura.	O	sifão	sanfonado	tem	padronizado	quatro
tamanhos	(38,	40,	48	e	50mm)	para	encaixe	no	ramal	de	descarga;	basta	utilizar
uma	ferramenta	de	corte	e	escolher	o	diâmetro	mais	adequado.	O	trecho	entre	o
sifão	sanfonado	e	o	ramal	de	descarga	deverá	ser	executado	com	anel	de
borracha	(junta	elástica).
Figura	44.2	–	Sifão	sanfonado.
44.3	Sifão	articulado
O	sifão	articulado	é	rígido,	geralmente	de	metal,	e	oferece	ajuste	no
posicionamento	para	corrigir	pequenos	desalinhamentos	que	existam	entre	a
tubulação	e	a	saída	de	água	da	válvula	de	escoamento,	mas	não	tanto	quanto	o
tipo	sanfonado.
Figura	44.3	–	Sifão	articulado.
44.4	Sifão	fixo
O	sifão	fixo	geralmente	é	de	metal	e	caracteriza-se	por	não	oferecer	ajustes	de
instalação.	Em	razão	da	estética,	esse	tipo	de	sifão	é	indicado	principalmente	em
banheiros	que	não	contam	com	gabinete	(armário	instalado	embaixo	da	pia	ou
bancada),	em	que	a	peça	fica	totalmente	aparente.
Figura	44.4	–	Sifão	fixo.
Observação
Uma	vantagem	desse	tipo	de	sifão	é	que	também	existem	modelos	fixos	com	copo,	dispensando	a	curvatura,	pois	o	copo	faz	a	sifonagem.	Como	não	oferece	ajustes	na	instalação,	não	é	possível	trocar	o	ralo	ou	a	cuba	com	medidas	diferentes	do	que	foi	instalado.
Normas	técnicas
NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	Requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR14162:2017	–	Aparelhos	sanitários	–	Sifão	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
Viva	Decora	PRO	(s.d.).
45
Como	se	faz	manutenção	de	sifão
A	manutenção	do	sifãoÉ	importante	ressaltar	que	toda	instalação	está	fadada	ao	desgaste	natural
decorrente	da	ação	do	tempo.	As	tubulações,	as	peças	e	os	dispositivos	utilizados
nas	instalações	têm	uma	vida	útil	que	pode	ser	maior	ou	menor,	dependendo	do
tipo	de	material	e	das	condições	de	utilização.	É	natural	que,	com	o	passar	dos
anos,	os	prédios	comecem	a	apresentar	algumas	manifestações	patológicas
decorrentes	do	uso	dessas	instalações,	como	vazamentos,	infiltrações,
entupimentos	e	falhas	no	funcionamento	de	equipamentos	e	instalações.
Foi	no	decorrer	de	meu	trabalho	como	projetista	de	instalações	e	professor	na
área	acadêmica,	durante	mais	de	trinta	anos,	observando	e	resolvendo	problemas
afins,	que	optei	por	fazer	uma	espécie	de	cartilha	preventiva	e	orientativa,	de
modo	a	melhorar	a	qualidade	total	da	obra	e	dos	serviços.
Este	guia	prático	foi	desenvolvido	com	a	finalidade	de	apresentar	a	engenheiros,
arquitetos,	construtores,	instaladores	e	demais	profissionais	envolvidos	na
construção	civil	99	soluções	de	instalações	hidráulicas	e	sanitárias,
criteriosamente	selecionadas	em	grau	de	importância,	sob	a	ótica	do	autor,
referentes	a	projeto,	execução,	desempenho	e	manutenção	(preventiva,	corretiva
e	de	urgência)	de	instalações	hidráulicas	e	sanitárias,	além	de	evidenciar	a
importância	das	normas	brasileiras	que	regem	cada	assunto	tratado.
É	importante	ressaltar	que	o	estudo	das	soluções	apresentadas	neste	manual	não
reside	somente	na	atuação	corretiva,	mas	na	possibilidade	da	atuação	preventiva,
especialmente	no	processo	de	produção	dos	projetos	de	engenharia	e	na
execução	das	instalações	hidráulicas	e	sanitárias.
A	elaboração	deste	guia	foi	amparada	em	bibliografia	indicada	e	nos	catálogos
técnicos	de	diversos	fabricantes	e	empresas	revendedoras	de	tubos,	louças,
metais,	aquecedores,	dispositivos	e	equipamentos	de	instalações	hidráulicas	e
sanitárias.	Portanto,	algumas	citações,	desenhos	e	fragmentos	de	parágrafos
importantes,	colecionados	durante	a	pesquisa	bibliográfica	em	navegações	pela
internet,	foram	selecionados	e	parcialmente	transcritos.
Aos	leitores:	apesar	dos	melhores	esforços	do	autor,	do	editor	e	dos	revisores,	é
inevitável	que	surjam	erros	no	texto.	Assim,	ficarei	muito	agradecido	às
comunicações	dos	leitores	quanto	a	erros	(correções),	eventuais	enganos	ou
sugestões	referentes	ao	conteúdo	ou	ao	nível	pedagógico,	que	auxiliem	o
aprimoramento	de	edições	futuras.	Para	isso,	comuniquem-se	com	a	Editora
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Como	se	faz	instalação	de	unidade	de	Medição	de
Água	(UMA)
Uma	instalação	predial	de	água	fria	pode	ser	alimentada	de	duas	formas:	pela
rede	pública	de	abastecimento	ou	por	um	sistema	privado,	quando	a	primeira	não
estiver	disponível.
Quando	a	instalação	for	alimentada	pela	rede	pública,	a	entrada	de	água	na
edificação	será	feita	por	meio	do	ramal	predial,	executado	pela	concessionária
pública	responsável	pelo	abastecimento,	que	interliga	a	rede	pública	de
distribuição	de	água	à	instalação	predial.
De	maneira	geral,	todo	sistema	público	que	fornece	água	exige	a	colocação	de
um	medidor	de	consumo,	chamado	hidrômetro.	Esse	dispositivo	é	instalado	em
um	compartimento	de	alvenaria	ou	concreto,	junto	com	um	registro	de	gaveta,	e
a	canalização	ali	existente	é	chamada	de	cavalete.	Muitas	concessionárias	têm
adotado	a	utilização	de	caixas	para	proteção	do	cavalete	de	entrada	de	água.	O
abrigo	para	cavaletes	de	água	é	um	produto	industrializado,	confeccionado	em
chapas	de	aço	galvanizado	e	pintura	eletrostática	ou	de	policarbonato,	destinado
à	proteção	do	hidrômetro	e	suas	conexões	nas	entradas	de	água	em	residências,
empresas,	indústrias,	condomínios	e	edifícios	que	possuem	redes	de	distribuição
de	água.	O	produto	possibilita	melhor	controle	do	consumo	de	água	por	parte	das
operadoras	de	água,	do	uso	do	hidrômetro,	inibe	fraudes	e	impede	o	vandalismo.
O	abrigo	para	cavaletes	de	água	deve	atender	às	normativas	da	concessionaria	de
água	local.
A	“Unidade	de	Medição	de	Água”	(UMA)	é	constituída	pelo	conjunto	caixa,
dispositivo	de	medição	e	hidrômetro.	A	caixa	é	adquirida	pelo	cliente	no
mercado	distribuidor	e	deve	ser	instalada	no	muro	de	divisa	frontal;	em	caso	de
impossibilidade	técnica,	pode	ser	instalada	em	um	dos	muros	laterais	do	imóvel
desde	que	seja	facilitada	a	leitura	do	hidrômetro.	O	dispositivo	de	medição	é
adquirido	e	instalado	pela	concessionária.
Caso	o	projeto	arquitetônico	não	contemple	muro	frontal	e	muros	laterais,	e	após
aprovação	da	concessionária	fornecedora	de	água,	a(s)	caixa(s)	deve(m)	ser
instalada(s)	em	mureta	específica,	de	forma	que	o	conjunto	formado	seja	estável
e	resistente	a	ações	usuais	de	vandalismo,	ação	do	vento	e	cargas	acidentais
comuns.
Em	função	da	quantidade	de	hidrômetros	a	serem	instalados,	cada	unidade	de
medição	de	água	pode	ser	constituída	por	um	ou	dois	dispositivos	de	medição.
A	utilização	no	Brasil	de	hidrômetros	até	15	m³/h	de	vazão	nominal	para
cobrança	da	água	consumida	é	regulamentada	pela	Portaria	nº	29,	de	7	de
fevereiro	de	1994,	do	Instituto	Nacional	de	Metrologia,	Normalização	e
Qualidade	Industrial	(Inmetro).	Além	da	regulamentação	do	Inmetro,	existem
algumas	normas	da	ABNT	para	medidores	de	água.
A	seguir	são	apresentados	alguns	exemplos	da	Norma	Técnica	Sabesp	NTS	165,
para	a	instalação	da	Unidade	de	Medição	de	Água	–	UMA,	que	é	parte	da
ligação	de	água,	DN	20,	utilizando-se	hidrômetro	(s)	de	comprimento	115	mm
ou	190	mm,	em	instalações	onde	são	utilizados	de	até	8	(oito)	hidrômetros.
Tabela	1.1	–	Quantidade	de	hidrômetros,	dispositivos	de	medição,	caixa	e
ramais
Hidrômetros/dispositivo	de	medição Caixas Ramais
1 1 1
2
3 2
4
5 3 2
6
7 4
8
Fonte:	Norma	Técnica	Sabesp	NTS	165	(Instalação	da	Unidade	de	Medição	de
Água	–	UMA).
Figura	1.1	–	Instalação	de	Unidade	de	Medição	de	Água	(UMA).
Figura	1.2	–	Instalação	de	Unidade	de	Medição	de	Água	(UMA)	em	muro
lateral	(Vista	A).
Figura	1.3	–	Instalação	de	Unidade	de	Medição	de	Água	(UMA)	em	muro
frontal	(Vista	B).
Como	se	faz	abastecimento	da	rede	predial	de
distribuição	de	água
Existem	três	sistemas	de	abastecimento	da	rede	predial	de	distribuição	de	água:
direto,	indireto	e	misto.	Cada	sistema	apresenta	vantagens	e	desvantagens,	que
devem	ser	analisadas	pelo	projetista,	conforme	a	realidade	local	e	as
características	do	edifício	em	que	esteja	trabalhando.
Por	isso,	antes	de	solicitar	o	fornecimento	de	água,	o	projetista	deve	fazer	uma
consulta	prévia	à	concessionária,	visando	obter	informações	sobre	as
características	da	oferta	de	água	no	local	de	execução	da	obra.	É	importante
obter	informações	a	respeito	de	eventuais	limitações	de	vazão,	do	regime	de
variação	de	pressões,	das	características	da	água,	da	constância	de	abastecimento
e	outros	dados	que	julgar	relevantes	para	a	escolha	do	sistema	de	abastecimento.
2.1	Sistema	de	distribuição	direto
A	alimentação	da	rede	predial	de	distribuição	é	feita	diretamente	da	rede	pública
de	abastecimento.	Nesse	caso,	não	existe	reservatório	domiciliar	e	a	distribuição
é	realizada	de	forma	ascendente,	ou	seja,	as	peças	de	utilização	de	água	são
abastecidas	diretamente	da	rede	pública.
Quando	o	tipo	do	sistema	de	abastecimento	for	direto,	devem	ser	tomadas
precauções	para	que	os	seus	componentes	não	fiquem	submetidos	a	pressões
superiores	à	pressão	de	serviço.	Nesse	caso,	deve	ser	instalado	um	redutor	de
pressão	no	ramal	predial.	Esse	sistema	tem	baixo	custo	de	instalação,	porém,	se
houver	qualquer	problema	que	ocasione	a	interrupção	no	fornecimento	de	água
no	sistema	público,	certamente	faltará	água	na	edificação.
Outro	ponto	a	ser	observado	são	as	oscilações	das	pressões	da	rede	de
abastecimento	público.	Pressões	excessivas	em	sistemas	de	abastecimento	direto
causarão	pontos	de	vazamento	em	algum	momento	da	vida	útil	da	edificação.
Nos	casos	em	que	se	verificar	excesso	de	pressão	acima	de	40	m.c.a.,	será
necessária	a	instalação	de	uma	válvula	redutora	de	pressão	no	cavalete,
conforme	mostra	a	Figura	2.2.é	importante	para	a	prevenção	de	futuros	problemas,
como	entupimento	e	mau	cheiro.	A	maioria	das	ocorrências	de	entupimentos
poderia	ser	facilmente	evitada	por	meio	de	manutenções	preventivas.
45.1	Limpeza	do	sifão
Antes	de	começar	a	limpeza,	recomenda-se	colocar	um	balde	embaixo	da	pia
(lavatório),	para	ajudar	a	recolher	a	água	que	escorrerá.	Em	seguida,	soltar	as
porcas	que	prendem	o	sifão	na	válvula	do	lavatório	e	no	cano	de	saída	do	esgoto.
Em	alguns	casos,	a	saída	é	apenas	encaixada	e,	para	soltá-la,	basta	puxar	para
fora.	Depois	de	lavar	o	interior	do	sifão	para	que	as	sujeiras	acumuladas	(fios	de
cabelo,	gordura	etc.)	se	desprendam,	basta	rosquear	e,	com	isso,	o	sifão	poderá
ser	utilizado	por	muito	mais	tempo.	Se	o	sifão	estiver	em	estado	crítico,	é	melhor
substituí-lo.
Quando	a	peça	é	equipada	com	um	copo,	a	limpeza	é	bastante	simples:	depois	de
colocar	um	balde	embaixo	do	sifão,	deve-se	desenroscar	a	parte	inferior	do	copo
e	deixar	a	água	escoar	para	o	balde.	Lavar	bem	e	colocar	de	volta,	testando	para
verificar	se	a	vedação	foi	bem-feita.
É	importante	ressaltar	que	não	deve	ser	utilizado	nenhum	produto	corrosivo	para
a	limpeza,	pois	ele	poderá	danificar	o	sifão,	bem	como	os	tubos	e	as	conexões	do
sistema	de	esgoto.
45.2	Correção	de	vazamentos
Os	vazamentos	que	ocorrem	no	sifão	geralmente	são	fáceis	de	serem	corrigidos.
O	primeiro	passo	é	identificar	a	causa	do	vazamento.	Normalmente,	o	problema
tem	como	causa	instalação	mal-feita.
Se	o	sifão	está	vazando	nas	conexões	com	o	ralo	da	pia	e	nas	roscas,	então	pode
ser	simplesmente	uma	questão	de	apertar	melhor	o	sistema.	É	só	desrosquear	a
parte	que	está	vazando	e	rosquear	novamente,	garantindo	de	que	a	rosca	não	está
torta.
Caso	o	sifão	ainda	esteja	apresentando	vazamento,	a	peça	deve	ser	novamente
retirada	para	verificar	se	a	borracha	de	vedação	está	encaixa	de	maneira	correta.
Depois	de	corrigir	o	problema	é	só	passar	veda-rosca	em	volta	da	peça	de
encaixe	e	rosquear	o	sifão.	Isso	com	certeza	eliminará	o	problema.
Caso	o	problema	esteja	acontecendo	devido	a	peça	estar	quebrada,	é	necessário
fazer	a	substituição.	Muitas	vezes,	se	faz	substituição	do	sifão,	pois	trata-se	de
um	material	barato	e	fácil	de	ser	substituído.
Normas	técnicas
NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	Requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR14162:2017	–	Aparelhos	sanitários	–	Sifão	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
46
Como	se	faz	escolha	de	ralo
Existem	dois	tipos	de	ralo:	seco	(sem	proteção	hídrica)	e	sifonado	(com	proteção
hídrica).	Normalmente,	os	ralos	secos	são	utilizados	para	receber	águas
provenientes	de	chuveiro	(box),	pisos	laváveis,	áreas	externas,	terraços,	varandas
etc.	Não	devem,	entretanto,	receber	efluentes	de	ramais	de	descarga.
Existem	diversos	tipos	e	modelos	de	ralo	em	PVC,	porta-grelhas,	grelhas	sem
suporte,	grelhas	com	dispositivo	de	vedação	rotativo	e	grelhas	em	inox	e	em
alumínio	anodizado.
Além	dos	ralos	tradicionais	(seco	e	sifonado),	a	Tigre	apresenta	outros	modelos,
como:	ralo	de	saída	articulada,	antiespuma,	anti-infiltração	e	o	ralo	linear.⁷
46.1	Ralo	sifonado
O	ralo	sifonado	é	provido	de	desconector	(dispositivo	dotado	de	fecho	hídrico),
destinado	a	vedar	a	passagem	de	gases	no	sentido	oposto	ao	deslocamento	do
esgoto.	A	caixa	sifonada	é	uma	caixa	de	forma	cilíndrica,	destinada	a	receber
efluentes	de	conjuntos	de	aparelhos	como	lavatórios,	banheiras	e	chuveiros	de
uma	mesma	unidade	autônoma,	bem	como	as	águas	provenientes	de	lavagem	de
pisos	–	nesse	caso,	devem	ser	providas	de	grelha.
Figura	46.1	–	Caixa	sifonada	montada	com	grelha	(com	sete	entradas).
46.2	Ralo	com	saída	articulada
A	função	do	ralo	com	saída	articulada	é	coletar	águas	servidas	e	pluviais	de
terraços	e	pisos	e	permitir	flexibilidade	na	saída	para	o	ramal	de	descarga.	O	ralo
com	saída	articulada	apresenta	vários	benefícios	em	relação	aos	ralos
convencionais:	facilidade	de	instalação	e	racionalização	do	traçado	da	instalação;
permite	a	instalação	de	prolongamentos	DN	100,	anti-infiltração	e	antiespuma
Tigre;	impede	o	entupimento	do	sistema	de	esgoto;	e	maior	vazão	de	operação
(melhor	desempenho	hidráulico).
Figura	46.2	–	Ralo	de	saída	articulada.
46.3	Ralo	antiespuma
O	ralo	antiespuma	tem	um	dispositivo	que	bloqueia	o	retorno	do	ralo	ou	da	caixa
sifonada,	permitindo	a	captação	de	água	no	local	em	que	está	instalado.	Esse
bloqueio	acontece	porque,	quando	a	espuma	começa	a	ser	escoada	pela
tubulação	de	entrada	das	caixas	e	ralos	e	tenta	passar	pela	grelha,	a	borracha
interna	do	antiespuma	dobra	e	impede	sua	passagem.
Além	de	evitar	o	refluxo	de	espuma,	evita	a	contaminação	do	ambiente	por
insetos	e	é	o	único	compatível	com	todas	as	caixas	sifonadas	do	mercado.	Estão
disponíveis	nos	seguintes	diâmetros:	DN	100	e	DN	150.
Figura	46.3	–	Ralo	antiespuma.
46.4	Ralo	anti-infiltração
A	função	principal	do	ralo	anti-infiltração	é	impedir	a	infiltração	de	água	entre	o
piso	e	a	caixa	sifonada	juntamente	com	o	sistema	de	impermeabilização.	São
fabricados	nas	bitolas	DN	100	e	150.	A	principal	vantagem	desse	tipo	de	ralo	é
coletar	a	água	de	uma	provável	infiltração	entre	o	piso	e	o	sistema	de
impermeabilização	que	se	integra	ao	corpo	da	caixa	sifonada,	conduzindo	a	água
para	o	interior	da	caixa	sifonada	e,	dessa	forma,	impedindo	que	a	infiltração
percole	para	a	parte	inferior	da	laje	ou	do	terreno.
Figura	46.4	–	Ralo	anti-infiltração.
46.5	Ralo	linear
O	ralo	linear	pode	ser	instalado	para	captar	água	servida	em	sacada,	box	de
banheiros,	lavanderias	etc.	Também	é	muito	utilizado	em	transição	de	sacada-
sala.
De	acordo	com	o	fabricante,	o	produto	resulta	em	boa	economia	de	mão	de	obra
e	material,	pois,	como	o	caimento	é	feito	em	direção	única,	não	há	necessidade
de	recortes	e	adaptações	no	piso.
São	fabricados	em	PVC,	com	as	seguintes	dimensões:	50,	70	e	90	cm	de
comprimento	e	5,5	cm	de	largura.	As	cores	disponíveis	são:	grelhas	brancas	e
areia	(corpo	branco)	e	grelhas	cinza	e	inox	(corpo	cinza).
Figura	46.5	–	Ralo	linear.
Manual	técnico	Tigre	(2008).
47
Como	se	faz	instalação	de	caixa	sifonada
A	linha	de	Caixas	Sifonadas	e	Ralos	da	Tigre	é	fabricada	de	PVC	e	oferece
várias	opções	de	dimensões	para	uso	em	áreas	de	serviços,	banheiros,	terraços	e
quaisquer	outros	pontos	em	que	seja	necessário	conectar	ramais	de	descarga	de
esgoto.	Para	instalações	onde	haverá	despejos	com	temperatura	superior	a	45	ºC,
é	indicado	o	uso	do	corpo	da	caixa	sifonada	Série	Reforçada,	fabricado	na
dimensão	150	×	150	×	50	mm.
É	fabricada	com	diâmetros	de	100,	125	e	150	mm.	Possui	de	uma	a	sete	entradas
de	esgoto	para	tubulações	com	diâmetro	de	40	mm	e	tem	apenas	uma	opção	de
saída,	com	diâmetros	de	50	mm	e	75	mm.
47.1	Procedimento	de	instalação
⁸
Após	a	preparação	e	a	limpeza	do	local	da	instalação	para	que	esteja	isento	de
materiais	pontiagudos	capazes	de	danificar	a	caixa,	como	pontas	de	ferro,	restos
de	concreto,	pedras	etc.,	a	Tigre	recomenda	o	seguinte	procedimento	para
instalação	das	caixas	sifonadas	em	ordem	sequencial:
As	aberturas	para	as	tubulações	de	entrada	das	caixas	são	realizadas	com	serra
copo	no	diâmetro	de	entrada	da	caixa	ou	fazendo	vários	furos	com	uma
furadeira,	lado	a	lado,	em	torno	da	circunferência	interna.
Figura	47.1
Figura	47.2
Figura	47.3
47.1.1	Caixa	Sifonada	Girafácil	Tigre
É	uma	caixa	sifonada	com	corpo	giratório,	que	permite	um	giro	de	360º	entre	as
entradas	e	a	saída.	De	acordo	com	o	fabricante,	isso	facilita	muito	o	ajuste	de
alinhamento	conforme	o	traçado	da	tubulação	de	esgoto	na	obra.	Essa	caixa	é
fabricada	com	cinco	entradas	DN	40.	Nas	entradas	e	saída	do	corpo	da	caixa,	já
existe	uma	declividade	de	2%,	melhorando	o	desempenho	hidráulico.	Além
disso,	possui	cesta	de	limpeza,	que	facilita	a	retirada	de	sujeira	do	seu	interior.
Figura	47.4	–	Tipos	de	caixas	sifonadas.
Normas	técnicas
NBR	5688:2018	–	Tubos	e	conexões	de	PVC-U	para	sistemas	prediais	de	água	pluvial,	esgoto	sanitárioe	ventilação	–	Requisitos.	NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgotos	sanitários.
Manual	técnico	Tigre	(2008).
48
Como	se	faz	instalação	de	lavatório
Os	lavatórios	podem	ser	de	bancada,	parede	ou	coluna,	existentes	no	mercado
em	grande	variedade	de	modelos	e	dimensões.
No	projeto,	o	profissional	deve	especificar	o	tipo	mais	indicado,	analisando	o
uso,	a	função,	a	estética	e	o	conforto,	além	do	custo	final.
Se	especificar	uma	cuba	de	embutir	ou	de	sobrepor,	por	exemplo,	haverá
necessidade	de	uma	bancada	de	granito	ou	similar,	além	de	sifões	e	engates	com
melhor	acabamento,	se	estes	forem	ficar	aparentes.
Quanto	ao	uso,	os	lavatórios	poderão	ser	do	tipo	individual	ou	coletivo.	Nesse
caso,	é	importante	indicar	torneiras	que	controlem	o	racionamento	de	água,	além
de	deixar	uma	distância	mínima	de	60	cm	do	eixo	de	uma	cuba	a	outra,	quando
em	uma	mesma	bancada.
Os	lavatórios	de	coluna	têm	custo	final	mais	baixo,	por	esconderem	o	sifão	e	os
engates,	mas	eliminam	a	possibilidade	de	utilização	de	armários	sob	a	bancada.
O	sistema	de	fixação	do	lavatório	à	parede	depende	do	tipo	de	lavatório
escolhido:	lavatório	sem	coluna	fixado	diretamente	à	parede,	lavatório	com
coluna	fixado	por	meio	de	garras	de	aparafusar	ou	diretamente	à	parede,
lavatório	instalado	sobre	esquadros	aparafusados	à	parede	de	suporte.
É	importante	lembrar	que	a	coluna	não	serve	de	suporte,	mas,	sim,	para	ocultar
as	canalizações	e	o	sifão.	Deve	ser	possível	deslocar	a	coluna	para	ter	acesso	às
canalizações	sem	que	o	lavatório	caia.	Deve-se	colocar	o	lavatório	sobre	a
coluna	e	encostá-lo	à	parede,	bem	como	marcar	a	localização	dos	furos	de
fixação.
48.1	Pontos	de	água
A	alimentação	de	água	poderá	ser	feita	só	com	água	fria	ou	com	fria	e	quente
(por	meio	de	aparelho	misturador).	As	ligações	para	água	fria	e	quente	podem
ser	feitas	com	flexíveis.	Os	tubos	de	alimentação	e	de	descarga	das	águas	devem
ser	instalados	antes	da	instalação	do	lavatório.
O	ponto	de	água	fria	deve	ser	localizado	a	10	cm	do	eixo	de	simetria	da	peça;
quando	fria	e	quente,	a	20	cm.	A	altura	de	ambos	os	pontos	é	de	60	cm	do	piso
acabado.
48.2	Pontos	de	esgoto
O	esgotamento	do	aparelho	é	realizado	a	partir	da	válvula	que	fica	acoplada	a
um	sifão	(plástico	ou	metálico)	e	deste	para	uma	caixa	sifonada.	A	altura	do
ponto	de	saída	de	esgoto	é	de	50	cm	do	piso	acabado.
A	água	servida	passa	pelas	válvulas	e	vai	para	a	tubulação	da	rede	de	esgoto.	É
possível	escolher	entre	as	válvulas	“com	ou	sem	ladrão”.	Na	opção	com	ladrão
são	duas	aberturas;	uma	delas	“rouba”	a	água	em	excesso	e	evita	que	a	pia
transborde.	Além	disso,	impede	o	entupimento	e	o	mau	cheiro.
Figura	48.1	–	Pontos	de	água	e	esgoto.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	16728-2:2019	–	Tanques,	lavatórios	e	bidês.	Parte	2:	procedimento	para	instalação.	NBR	10281:2015	–	Torneiras	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	14162:2017	–	Aparelhos	sanitários	–	Sifão	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
49
Como	se	faz	desentupimento	de	ramais	do	lavatório	e
ralo	do	chuveiro
Nos	ramais	do	lavatório	e	ralo	do	chuveiro,	o	que	mais	causa	entupimentos	é	o
cabelo	(um	dos	problemas	mais	comuns	de	entupimento	em	banheiros).	Os
cabelos	são	muito	difíceis	de	quebrar	e	certamente	não	se	dissolvem	na	água.	Se
ele	se	acumula	em	maior	quantidade,	também	pode	agregar	outros	tipos	de
materiais	presentes	no	esgoto	e	causar	uma	obstrução	nas	tubulações.
Nesse	caso,	a	prevenção	também	é	importante	para	prevenir	o	problema.	Basta
fazer	limpezas	periódicas	em	ambos	os	pontos	(sifões,	ralos	e	caixas	sifonadas).
Se	a	obstrução	estiver	dentro	do	ralo	ou	próximo	da	entrada	do	cano,	é	possível
usar	as	mãos	ou	arames	para	fazer	o	desentupimento.	O	acumulo	de	cabelo	pode
estar	localizado	um	pouco	mais	para	dentro	do	cano.	Nestes	casos	é	necessário
utilizar	um	arame	como	um	gancho	para	retirar	a	obstrução.	Se	após	esses
procedimentos	o	ramal	ainda	permaneça	entupido,	é	hora	de	chamar	um
profissional	para	lidar	com	a	situação.
50
Como	se	faz	instalação	de	vaso	sanitário
Atualmente,	existem	no	mercado	vários	modelos	de	bacia	sanitária,	mas	o	que	os
difere	basicamente	é	o	dispositivo	de	funcionamento.	As	bacias	podem	funcionar
por	sifonagem	(bacias	convencionais	que	descarregam	o	esgoto	para	baixo)	ou
pelo	“princípio	do	arraste”	(bacias	de	saída	horizontal,	que	podem	direcionar	o
fluxo	tanto	no	sentido	horizontal	como	para	baixo).
No	Brasil,	a	maior	parte	das	bacias	disponíveis	no	mercado	emprega	a	ação
sifônica	(a	descarga	resulta	do	efeito	sifão,	que	ocorre	nas	partes	internas	do
equipamento).
Antes	de	iniciar	a	instalação,	é	preciso	saber	o	tipo	de	bacia	sanitária	que	será
instalada.	Existem	dois	tipos	mais	comuns:	a	bacia	com	caixa	acoplada	e	a	bacia
sem	caixa,	com	descarga	na	parede.	Nenhuma	delas	é	mais	fácil	ou	mais	difícil
de	instalar,	são	apenas	procedimentos	diferentes.
Figura	50.1	–	Bacia	convencional	e	com	caixa	acoplada.
Figura	50.2	–	Bacias	sanitárias	de	saída	vertical	e	horizontal,	com	válvula	de
descarga	tipo	botão.
50.1	Ponto	de	água
Quando	o	dispositivo	de	limpeza	utilizado	for	válvula	de	descarga	ou	caixa	de
embutir,	a	saída	de	água	para	a	bacia	sanitária	será	sempre	de	33	cm	do	piso
acabado.	Se	for	bacia	sanitária	com	caixa	acoplada,	o	ponto	de	água	será	20	cm
do	piso	acabado	e	a	15	cm	do	lado	esquerdo	do	centro	da	bacia.
50.2	Ponto	de	esgoto
Para	receber	a	bacia	sanitária,	no	piso	já	deve	existir	um	orifício	para	receber	os
dejetos	com	a	água	da	descarga.	Esse	orifício	de	esgoto,	que	fica	na	superfície	do
piso,	é	uma	das	extremidades	de	uma	curva	curta	de	100	mm	de	90o.
O	ponto	de	esgotamento	da	bacia	sanitária	deve	ter	seu	eixo	de	25	cm	a	30	cm	da
parede,	dependendo	do	modelo	adotado.	O	esgotamento	é	feito	ligando-se	a
saída	da	bacia	sanitária	ao	esgoto	primário.
Figura	50.3	–	Instalação	de	bacias	sanitárias	(pontos	de	água	e	esgoto).
(continua)
Figura	50.3	–	Instalação	de	bacias	sanitárias	(pontos	de	água	e	esgoto).
(continuação)
50.3	Assentamento	da	bacia
A	fixação	ou	o	assentamento	da	bacia	sanitária	no	piso	do	banheiro,	para	torná-la
firme,	evitando	movimentar-se,	é	feita	com	longos	parafusos	próprios	para	tal
finalidade,	vendidos	em	lojas	de	ferragens	ou	materiais	de	construção.
Na	base	do	vaso	sanitário	já	existem	furos	para	esse	fim,	e	o	encanador	deverá
fazer	um	furo	no	piso	com	furadeira	elétrica.	Dentro	do	furo	é	colocada	uma
bucha	de	pressão,	dentro	da	qual	entra	o	parafuso,	que	deixará	o	vaso	firme	e
pronto	para	ser	utilizado.
Como	arremate	da	instalação,	ao	longo	de	toda	a	base	do	vaso	que	fica	em
contato	com	o	piso,	é	passada	uma	pequena	camada	de	rejuntamento,	feita	com
cimento	branco.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	16727-1:2019	–	Bacia	sanitária.	Parte	1:	requisitos	e	métodos	de	ensaio.
51
Como	se	faz	escolha	do	sistema	de	descarga
A	limpeza	das	bacias	sanitárias	poderá	ser	feita	por	meio	de	válvula	ou	caixa	de
descarga.
É	importante	ressaltar	que	os	dispositivos	de	descarga	evoluíram	muito	nos
últimos	anos.	As	caixas,	por	exemplo,	vêm	conseguindo,	gradativamente,
aumentar	sua	participação	no	mercado	brasileiro,	depois	de	muita	resistência	por
parte	dos	consumidores.
De	acordo	com	o	Programa	Brasileiro	da	Qualidade	e	Produtividade	(PBQPH),
desde	o	ano	de	2002,	o	limite	máximo	de	utilização	de	água	por	bacias	sanitárias
passou	a	ser	de	6	litros.
Os	sistemas	de	descarga	são	compostos	basicamente	pela	bacia	sanitária	e	pelo
dispositivo	de	descarga,	que	é	utilizado	para	liberação	da	água	para	a	limpeza
dos	dejetos	na	bacia,	podendo	ser	uma	válvula	de	descarga,	caixa	acoplada	ou
caixa	embutida.
É	importante	ressaltar	que	o	ramal	de	esgoto	e	a	sua	ventilação	também	fazem
parte	do	sistema,	no	qual	todos	osseus	componentes	devem	funcionar
harmoniosamente	para	seu	perfeito	desempenho.
A	escolha	do	sistema	de	descarga	deve	seguir	critérios	técnicos.	Tanto	a	solução
com	válvula	instalada	na	parede	quanto	o	modelo	com	caixa	acoplada	ou
embutida	demandam	diferentes	análises	no	momento	da	especificação.	O
desempenho,	a	eficiência	e	a	economia	de	água,	bem	como	a	configuração
hidráulica,	são	algumas	das	características	a	serem	analisadas	pelo	projetista
para	a	escolha	do	sistema	a	ser	adotado	no	projeto.
As	antigas	e	ultrapassadas	bacias	sanitárias	necessitam	de	grandes	volumes	de
descarga.	Por	essa	razão,	são	responsáveis	pelo	alto	consumo	de	água	nos
domicílios.	Para	se	ter	uma	ideia	desse	desperdício,	de	acordo	com	alguns
estudos,	estima-se	que	as	bacias	sanitárias	são	responsáveis	por	30%	do	gasto	de
água	nos	domicílios	brasileiros.
Os	designs	mais	arrojados	de	bacias	sanitárias	com	caixa	de	descarga,	bem	como
a	eficiência	no	funcionamento,	têm	favorecido	maior	aceitação	do	mercado.	Por
razões	estéticas,	os	fabricantes	estão	investindo	mais	nas	caixas	embutidas	do
que	nas	suspensas	ou	acopladas	sobre	o	vaso.
51.1	Caixa	de	descarga	(vantagens	e	desvantagens)
É	o	sistema	de	descarga	mais	utilizado	hoje	em	dia.	Isso	se	dá	pelo	fato	de	sua
instalação	e	manutenção	serem	mais	simplificadas	do	que	a	descarga	com
válvula	embutida	na	parede.	As	caixas	de	descarga	apresentam	as	seguintes
vantagens:	custos	de	instalação	inferior,	diâmetro	menor	nas	tubulações,	não
provocam	golpe	de	aríete,	possibilitam	maior	facilidade	de	manutenção	e	design
moderno.	Alguns	modelos	possuem	o	acionador	duplo,	que	economiza	água
durante	as	descargas.
Como	desvantagens,	o	sistema	operacional	é	mais	lento	(demora	entre	duas
descargas	consecutivas),	o	equipamento	ocupa	mais	espaço	no	banheiro,	tem
maior	necessidade	de	manutenção	e	não	existe	muita	pressão	durante	as
descargas,	o	que	pode	exigir	mais	de	um	acionamento	dependendo	da	quantidade
de	dejetos.	O	preço	mais	elevado	também	pode	ser	considerado	uma
desvantagem.
Figura	51.3	–	Caixa	de	descarga	acoplada	ao	vaso.
O	duplo	acionamento	da	bacia,	por	exemplo,	é	um	sistema	inovador	que
possibilita	o	duplo	acionamento	de	descarga	para	bacias	sanitárias,	com	opção
para	3	l	ou	6	l.	Esse	dispositivo	possibilita	a	utilização	da	água	de	acordo	com	a
necessidade	específica	de	cada	uso,	proporcionando	uma	economia	de	mais	de
60%	no	consumo	de	água.	A	principal	vantagem	desse	sistema	é	que	sua
instalação	não	necessita	de	nenhuma	adaptação	no	banheiro,	pois	as	medidas	dos
pontos	de	entrada	e	saída	são	as	mesmas.
51.2	Válvulas	de	descarga	(vantagens	e	desvantagens)
A	válvula	de	descarga	foi	um	dos	tipos	de	descarga	mais	utilizados	no	Brasil.	De
certa	forma,	ainda	é	bastante	utilizada.	Sua	principal	vantagem	é	que	o	sistema
proporciona	uma	alta	pressão	de	descarga	para	a	eliminação	dos	dejetos.	O	fator
estético	também	pode	ser	um	ponto	positivo	para	algumas	pessoas,	pelo	fato	de	o
sistema	não	ser	totalmente	aparente.
Como	desvantagem,	o	sistema	gasta	mais	água	dependendo	de	quem	utilizá-lo.
A	manutenção	também	é	um	ponto	negativo,	por	ser	um	sistema	embutido	na
parede,	dificultando	bastante	o	acesso.	Além	disso,	ao	longo	dos	anos,	foram
desenvolvidos	variados	modelos	de	válvulas,	o	que	pode	dificultar	a	compra	de
reparos	para	o	sistema.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	16727-1:2019	–	Bacia	sanitária.	Parte	1:	requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	15491:2010	–	Caixa	de	descarga	para	limpeza	de	bacias	sanitárias	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	15857:2011	–	Válvula	de	descarga	para	limpeza	de	bacias	sanitárias	—	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
52
Como	se	faz	instalação	da	caixa	de	descarga
A	armazenagem	da	água	é	feita	em	uma	caixa	de	cerâmica	que	fica	acoplada	ao
vaso	e	o	acionamento	é	feito	por	uma	válvula	na	sua	parte	superior.	A	caixa	é
feita	em	material	cerâmico	igual	ao	do	próprio	vaso	e	que	leva	a	mesma	cor
deste.
Os	vasos	sanitários	com	caixa	acoplada	possuem	dois	sistemas	básicos	de	fluxo
de	água,	sendo	um	para	entrada	e	outro	para	saída.
No	mecanismo	universal	de	entrada	de	água	há	uma	espécie	de	válvula	acionada
pela	pressão	da	rede	de	distribuição,	que,	por	sua	vez,	é	fechada	por	uma	boia.
Essa	boia	possui	uma	regulagem	de	altura,	para	que	se	possa	escolher	o	nível
desejado	para	o	enchimento	da	caixa	toda	vez	que	puxar	uma	nova	descarga.
Essa	boia	pode	ser	regulada	facilmente	por	uma	rosca	presente	na	haste	interna
do	mecanismo	de	entrada.
Já	no	mecanismo	universal	de	saída	de	água	há	o	botão	de	acionamento,	a
“correntinha”	que	liga	o	botão	ao	vedante	e	o	vedante,	além,	é	claro,	da	haste
que	monta	o	mecanismo.	Todas	as	peças	vêm	montadas	em	um	mecanismo
muito	importante	da	caixa	acoplada,	pois	ele	que	realizará	a	descarga,	de	fato.
52.1	Procedimento	de	instalação
A	seguir	apresenta-se	em	ordem	sequencial,	de	acordo	com	a	Celite,	as
instruções	para	instalação	de	caixa	acoplada	à	bacia	sanitária:
O	ponto	de	água	deve	estar	deslocado	a	uma	distância	de	150	mm	do	centro	do
ponto	de	esgoto	conforme	Figura	52.1.
Figura	52.1
Fonte:	Celite.
Retirar	a	caixa	acoplada	da	embalagem	e	verificar	se	as	porcas	dos	mecanismos
estão	bem	apertadas.	Coloque	a	bolsa	de	vedação	e/ou	o	anel	de	vedação	na
saída	d’água,	conectando	também	o	engate	flexível	na	entrada	d’água,	conforme
Figura	52.2.
Figura	52.2
Fonte:	Celite.
Colocar	a	caixa	de	descarga	em	sua	posição	correta	na	bacia	e	colocar	os
parafusos	de	fixação	localizados	no	fundo	da	caixa	e	na	plataforma	da	bacia.
Apertar	os	parafusos	(manualmente,	se	necessário	com	o	auxílio	de	chave	de
fenda)	por	igual	e	sem	excesso,	para	evitar	que	a	caixa	fique	desnivelada.
Conectar	o	engate	flexível	(seguindo	a	orientação	do	fabricante)	à	rede	de	água
conforme	Figura	52.3.
Figura	52.3
Fonte:	Celite.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	16727-1:2019	–	Bacia	sanitária.	Parte	1:	requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	15491:2010	–	Caixa	de	descarga	para	limpeza	de	bacias	sanitárias	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
Celite	(s.d.).
53
Como	se	faz	instalação	de	caixas	de	descarga
embutidas
Os	designs	mais	arrojados	de	bacias	sanitárias	com	caixa	de	descarga,	bem	como
a	eficiência	no	funcionamento,	têm	favorecido	maior	aceitação	do	mercado.	Por
razões	estéticas,	os	fabricantes	estão	investindo	mais	nas	caixas	embutidas	do
que	nas	suspensas	ou	acopladas	sobre	o	vaso.
A	Montana,	uma	das	maiores	indústrias	brasileiras	de	caixas	de	descarga,
apresenta	uma	caixa	embutida,	a	Montana	9000,	que,	além	de	reunir	todos	os
elementos	de	uma	caixa	de	descarga	moderna,	quando	instalada	simula
externamente	a	imagem	da	válvula.	Fabricada	em	polietileno	de	alta	densidade	e
pesando	muito	pouco,	a	caixa	tem	a	vantagem	de	ter	vazão	autorregulável,
podendo	ser	facilmente	adaptada	aos	mais	diversos	modelos	de	bacia	sanitária,
desde	as	mais	convencionais	até	as	de	volume	de	descarga	reduzido	(VDR).	A
Montana	9000	pode	ser	embutida	na	alvenaria	ou	em	painéis	do	sistema	drywall.
53.1	Procedimento	de	instalação
A	Montana	apresenta	as	instruções	de	instalação	para	caixas	de	descarga	de
embutir	dos	modelos	M9000	e	Ecoline.	Compatíveis	para	bacias	sanitárias	de	6
litros	de	água	a	cada	descarga:
Posicionar	a	caixa	no	interior	da	parede	com	a	utilização	de	calços	e	verificar	o
nivelamento	vertical	e	horizontal.	A	frente	da	caixa	e	a	frente	dos	tijolos	devem
ficar	faceadas	na	parede.
Encaixar	firmemente	o	tubo	de	descarga	na	conexão	de	saída	da	caixa,	usando
apenas	água	como	lubrificante.	Ajustar	o	nível	do	joelho	de	acordo	com	a	altura
da	entrada	de	água	no	vaso	sanitário.
Limpar	a	rede	hidráulica	deixando	o	registro	geral	aberto	por	algum	tempo,	a	fim
de	eliminar	resíduos	e	impurezas,	evitando	possíveis	entupimentos	na	caixa.	Em
seguida,	fechar	o	registro	e	fazer	a	ligação	da	caixa	na	rede	de	água.	Para
alimentação,	a	caixa	Ecoline	utiliza	uma	mangueiraflexível	fornecida.	Já	a	caixa
M9000	utiliza	um	joelho,	um	tubo,	uma	união	e	uma	luva,	todos	de	½	polegada
(não	fornecidos	pelo	fabricante).
Fixação	da	tela	sobre	a	caixa	e	aplicação	do	emboço.	Em	caso	de	paredes
azulejadas	ou	outro	tipo	de	acabamento,	basta	fazer	a	retirada	do	gabarito	após
terminada	a	colocação	dos	azulejos	e	a	limpeza	da	parede.	O	gabarito	protege	a
janela	de	inspeção	por	onde	é	feita	a	manutenção	da	caixa.
Abrir	o	registro	geral	e	verificar	se	a	caixa	enche	normalmente.	Em	seguida,	-
instalar	a	tampa	externa	e,	por	fim,	o	acabamento.	Caso	a	caixa	de	descarga
apresente	vazamento	ou	demore	mais	do	que	2	minutos	para	encher,	recomenda-
se	entrar	em	contato	com	o	fabricante	(Montana).
53.1.1	Vantagens	das	caixas	embutidas
Com	relação	a	estética,	iguala-se	às	instalações	com	válvula	de	parede,	já	que
acima	do	vaso	a	única	peça	que	fica	aparente	é	o	botão	para	acionar	a	descarga.
Comparando	também	com	vasos	sanitários	com	caixa	de	descarga	acoplada	no
próprio	vaso,	a	vantagem	seria	o	menor	espaço	ocupado	no	banheiro.
Não	precisam	de	uma	tubulação	grossa	e	consequentemente	mais	cara,	como	a
das	descargas	com	válvulas	de	parede.
São	silenciosas	e	possuem	diversas	opções	de	acabamento.
Possuem	acionamento	duplo	(economia	de	água)	e	ainda	operam	em	baixa	e	alta
pressões.
Figura	53.1	–	Caixa	de	descarga	embutida	em	alvenaria	ou	em	painéis	do
sistema	drywall.
Figura	53.2	–	Caixa	de	descarga	em	shaft	horizontal	acoplada	a	bacia	de
saída	horizontal.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	16727-1:2019	–	Bacia	sanitária.	Parte	1:	requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	15491:2010	–	Caixa	de	descarga	para	limpeza	de	bacias	sanitárias	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
54
Como	se	faz	manutenção	de	caixas	de	descarga
A	caixa	de	descarga	acoplada	possui	mecanismo	de	entrada	e	de	saída	de	água,
que	pode	ser	substituído	quando	apresentar	problemas.
Nas	bacias	com	caixa	acoplada,	o	acionamento	da	descarga	é	feito	por	meio	de
um	mecanismo,	o	qual	fica	dentro	de	uma	caixa	cerâmica	acoplada	à	bacia
sanitária.	Da	mesma	forma	que	a	válvula	de	descarga,	o	acionamento	diário
desgasta	alguns	elementos	desse	mecanismo	e	pode	ocasionar	algumas
manifestações	patológicas.
O	conserto	pode	envolver	procedimentos	como:	regulagem	do	mecanismo/kit	da
caixa	acoplada	e	troca	do	mecanismo/kit	das	peças	de	vedação	ou	do	flexível.
Os	problemas	mais	comuns	de	caixas	de	descarga	são:	descarga	sem
funcionamento,	pouco	fluxo	de	água,	vazamento	no	flexível	(cano	que	liga	a
caixa	acoplada	à	parede).
Caso	tenha	vazamento	da	caixa	acoplada	pelo	lado	de	fora,	isso	indica	que	a
borracha	interna	ressecou	ou	há	problema	com	a	vedação	dos	parafusos.	Porém,
dificilmente	esse	problema	acontece,	apenas	no	caso	de	ter	sido	muito	mexido	o
assento	sanitário.
O	vazamento	da	caixa	acoplada	geralmente	acontece	no	obturador	(flapper)	ou
na	boia.	O	flapper,	também	conhecido	como	comporta,	é	a	borracha	que	controla
a	saída	de	água	da	caixa	acoplada.	Caso	seja	necessária	a	troca	da	comporta,	é
importante	comprar	o	novo	flapper	no	mesmo	tipo	do	que	foi	retirado	para	não
ter	problemas	na	instalação.
Caso	tenha	sido	trocado	ou	verificado	o	flapper	e	ele	esteja	correto	e	ainda	exista
vazamento	da	caixa	acoplada,	deve-se	inspecionar	o	tubo	de	alimentação
conectado	ao	tubo	extravasor.	É	importante	lembrar	que	a	ponta	dele	deve	estar
acima	da	linha	d’água.	Se	estiver	abaixo,	será	necessário	cortar	para	que	fique
acima.
Após	verificar	o	processo	descrito,	deve	ser	observada	a	válvula	de	alimentação
para	ver	se	está	muito	desgastada.
Caso	o	flutuador	esteja	mal	regulado,	a	água	que	está	dentro	do	tanque	subirá
acima	do	tubo	extravasor	e	sairá	água	constantemente.	Nesse	caso,	deve-se
apertar	o	botão	da	descarga	para	procurar	por	vazamentos	na	válvula	de
enchimento.	Basta	levantar	o	braço	da	boia	quando	estiver	enchendo	de	água;
isso	é	necessário	para	analisar	se	a	água	para.	Dobrar	ou	ajustar	o	braço	da	boia.
Fazer	isso	para	que	a	caixa	pare	de	encher	quando	o	nível	de	água	alcançar	cerca
de	2	cm	ou	3	cm	abaixo	da	parte	superior	do	tubo	extravasor.	Caso	a	válvula	de
alimentação	tenha	problemas	para	se	fechar	completamente,	será	necessário
trocá-la.
55
Como	se	faz	instalação	de	válvulas	de	descarga
O	sistema	é	instalado	embutido	dentro	da	parede	por	onde	passa	o	cano	de	água,
que	desce	direto	do	reservatório	da	residência	até	o	vaso	sanitário.	Quando
acionado,	ele	libera	a	passagem	da	água	até	o	vaso;	em	seguida,	ele	fecha	a
passagem	de	forma	gradual	por	meio	de	molas.	Esse	mecanismo	é	fundamental
para	evitar	o	golpe	de	aríete	(fechamento	instantâneo,	que	pode	causar	mais
danos	ao	sistema	pela	alta	pressão	da	água).
Cada	válvula	de	descarga	tem	seu	diâmetro	mínimo	de	entrada	e	saída,	não
podendo	ser	aumentada	ou	reduzida	–	isso	proporciona	o	uso	correto	da	peça.
Há	disponíveis	no	mercado	diversas	marcas	de	válvulas	de	descarga,	sendo	que
cada	uma	apresenta	diversos	modelos.	Portanto,	os	procedimentos	de	instalação
e	manutenção	das	válvulas	devem	ser	feitos	de	acordo	com	a	orientação	de	cada
fabricante.
Para	válvula	de	1½”,	a	tubulação	de	alimentação	deve	ser	de	50	mm,	e	para
válvulas	de	1¼”,	a	tubulação	de	alimentação	deve	ser	de	40	mm.	É	importante
que	a	alimentação	da	válvula	seja	direta	sem	derivações.	A	válvula	deve	ficar	a
1,10	m	do	piso	acabado.	O	parafuso	de	ajuste	da	válvula	é	feito	com	a	utilização
de	um	gabarito	fornecido	pelo	fabricante.
A	altura	da	saída	do	tubo	de	descarga	da	parede,	na	direção	horizontal,	deve	ser
de	33	cm,	medida	do	piso	acabado	do	banheiro	até	o	eixo	do	centro	do	tubo	na
posição	horizontal.
56
Como	se	faz	manutenção	de	válvulas	de	descarga
De	modo	geral,	os	problemas	verificados	em	válvulas	de	descarga	são:	vazão
insuficiente,	vazão	excessiva,	tempo	de	fechamento	muito	curto	(golpe	de	aríete)
ou	muito	longo	(desperdício	de	água),	“disparo”	da	válvula,	vazamento	contínuo
pela	saída	(quando	fechada)	ou	pelo	botão	de	acionamento	(fechada	ou	aberta).
Normalmente,	esses	problemas	são	corrigidos	por	meio	de	simples	regulagens
ou	com	a	troca	do	“reparo”	(mola	e	vedações	internas).	Antes	de	solicitar	a
compra	do	reparo,	é	importante	verificar	o	diâmetro	da	válvula	a	ser	reparada
que	pode	ser	DN	50	(1½”)	ou	de	DN	40	(1¼”).
Figura	56.1	–	Válvula	de	descarga.
56.1	Cuidado	com	a	pressão
As	válvulas	são	classificadas	para	baixa	e	alta	pressão.	Para	baixa	pressão,	(de
1,5	a	15	m.c.a.)	é	utilizado	a	bitola	de	DN	50	(1	1/2")	devido	a	necessidade	de
uma	alta	vazão	(a	válvula	trabalha	por	volume).	Para	alta	pressão	(10	e	40
m.c.a.)	é	utilizado	a	bitola	de	DN	40	(11/4).	A	distância	(altura)	mínima	entre	a
válvula	e	a	saída	da	água	do	reservatório	deverá	ser	de	2	m.	Uma	distância
menor	poderá	comprometer	o	bom	funcionamento	da	válvula.	Em	residências,
usualmente,	utiliza-se	DN	50	(1½”),	adequada	para	baixa	pressão,	com	saída
exclusiva	da	caixa	d’água,	para	não	comprometer	a	vazão	do	chuveiro	ou	da
torneira	do	lavatório.	Em	edifícios	de	múltiplos	pavimentos	deve-se	instalar
válvulas	com	DN	40	(1	¼”)	em	pavimentos	mais	baixos	onde	a	pressão	de
serviço	é	mais	elevada.	Nos	pavimentos	mais	elevados,	aconselha-se	a	instalação
de	válvulas	de	descarga	com	DN	50	(1	½”).
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	16727-1:2019	–	Bacia	sanitária.	Parte	1:	requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	15857:2011	–	Válvula	de	descarga	para	limpeza	de	bacias	sanitárias	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
57
Como	se	faz	desentupimento	DA	BACIA	SANITÁRIA
Os	entupimentos	têm	diversas	origens,	portanto,	recomenda-se	diferentes
métodos	para	solucioná-los,	pois	praticamente	todos	os	métodos	de
desentupimento	funcionam,	porém	quando	aplicados	aos	casos	em	que	realmente
são	indicados.
O	entupimento	do	ramal	da	bacia	sanitária,	por	exemplo,	normalmente	acontece
por	falta	de	educação	de	quem	usa	o	aparelho,	pois	é	muito	comum	o	usuário
acharque	lixo	e	esgoto	é	a	mesma	coisa.
Existem	alguns	procedimentos	simples	que	talvez	possam	resolver	o	problema
antes	de	chamar	uma	empresa	especializada.
O	desentupidor	de	borracha	é	provavelmente	a	técnica	mais	usual	para
desentupir	um	vaso	sanitário,	afinal,	quase	todo	mundo	tem	um	desentupidor	em
sua	casa.
Porém,	o	desentupidor	de	borracha	que	a	maioria	das	pessoas	encontra	no
mercado	não	é	adequado	para	realizar	o	desentupimento	do	vaso	sanitário.	Isso
porque	ele	foi	projetado	para	ser	utilizado	em	superfícies	planas,	como	pias	e
ralos.	Ao	ser	utilizado	para	tentar	desentupir	um	vaso	sanitário,	o	desentupidor
tradicional	permite	a	entrada	de	ar	entre	o	seu	corpo	de	borracha	e	o	furo	do	vaso
sanitário.	Essa	situação	causa	perda	de	pressão	e	torna	o	método	pouco	eficiente.
Um	segundo	inconveniente	é	que	esse	tipo	de	desentupidor	joga	água
contaminada	para	fora	do	vaso	ao	ser	utilizado.
Existe	um	tipo	de	desentupidor	que	é	apropriado	para	desentupir	o	vaso
sanitário.	A	parte	de	borracha	encaixa	perfeitamente	no	furo	da	bacia.	Essa	cria
um	cenário	hermético	e	sem	perda	de	pressão,	tornando	o	método	mais	eficiente.
Infelizmente,	ainda	não	temos	esse	tipo	de	desentupidor	no	mercado	brasileiro,	a
não	ser	por	importação	em	sites	estrangeiros	como	o	Ebay	ou	Amazon.	A
diferença	entre	o	desentupidor	tradicional	(que	serve	para	pias,	banheiras	e
superfícies	planas)	e	o	desentupidor	específico	para	a	bacia	sanitária	pode	ser
observada	na	Figura	57.1.
Figura	57.1	–	Desentupidores	de	borracha.
A	função	desse	utensílio	é	causar	pressão	na	água	do	vaso	por	meio	do	vácuo,	de
modo	a	empurrar	o	que	estiver	preso	no	cano	com	força	em	direção	à	rede	de
esgoto.
Quando	o	vaso	está	obstruído	apenas	com	excrementos	e	papel,	uma	combinação
de	vinagre	com	bicarbonato	de	sódio	ou	água	quente	pode	resolver	o	problema.
Basta	misturar	½	copo	de	bicarbonato	de	sódio	com	½	copo	de	vinagre	e	jogar	o
conteúdo	diretamente	em	seu	vaso	sanitário.	Depois	de	um	breve	tempo	de
espera	para	a	solução	agir,	a	descarga	pode	ser	ativada.	A	água	sanitária	também
é	um	excelente	produto	para	desentupir	a	privada,	em	substituição	à	mistura	de
vinagre	com	bicarbonato.
O	arame	também	pode	ser	utilizado,	caso	o	entupimento	tenha	sido	causado	por
um	objeto	preso	próximo	ao	cano,	como	papel	higiênico,	absorvente	íntimo	ou
algo	que	tenha	caído	no	vaso	por	acidente.
Se	depois	dessas	tentativas	com	técnicas	“caseiras”	o	vaso	ainda	continuar
entupido,	a	solução	é	chamar	uma	empresa	especializada	em	desentupimento	ou
um	profissional	capacitado.	Muitas	vezes,	é	necessário	remover	o	vaso	para
retirar	o	objeto	que	está	causando	o	entupimento.
58
Como	se	faz	instalação	de	ducha	higiênica
As	duchas	higiênicas	são	uma	alternativa	moderna	ao	bidê.	Adaptam-se	a
banheiros	de	qualquer	tamanho	e	proporcionam	mais	conforto	aos	usuários.
Nas	instalações	residenciais,	os	pontos	de	alimentação	de	água	fria	e	quente
devem	ficar	a	50	cm	do	piso	acabado.	No	uso	profissional,	a	ducha	manual
também	é	indicada	para	a	lavagem	de	cabelos	em	salões	de	beleza	e	sua	altura
pode	ser	adaptada	em	função	de	uso.
Na	hora	da	instalação,	é	importante	lembrar-se	de	fechar	o	registro	de	gaveta	do
banheiro	onde	a	ducha	higiênica	será	instalada.	Caso	não	haja	um	registro
específico,	será	necessário	que	o	registro	geral	seja	fechado.
O	material	que	será	utilizado	na	instalação	é	fita	veda	rosca,	furadeira	e	broca.
Os	demais	materiais	(bucha	e	parafusos	para	a	fixação)	já	estão	junto	com	a
ducha	higiênica	na	embalagem.
O	procedimento	de	instalação	é	muito	simples	e	não	há	necessidade	de	contratar
alguém	só	para	isso.	É	só	passar	a	fita	veda	rosca	na	extremidade	do	registro,
que	será	conectado	à	saída	de	água,	e	colocar	a	canopla	(peça	de	acabamento),
rosquear	o	registro	na	parede	e	o	engate	flexível	no	registro.	Se	o	gatilho
(torneira	por	onde	sai	o	jato	de	água)	não	estiver	fixado	no	engate	flexível,	será
necessário	rosqueá-lo	na	outra	extremidade.	Depois	de	montar	as	peças,	marcar
os	pontos	de	perfuração	em	que	será	fixado	o	suporte	do	gatilho	e	perfurar	o
local	marcado	com	o	uso	de	furadeira	e	broca	adequada.	Encaixar	a	broca	no
buraco	perfurado	e	fixar	o	suporte	com	a	ajuda	dos	parafusos	que	vieram	na
embalagem	da	ducha	higiênica.	Depois	de	terminado	o	serviço,	abrir	registro	e
testar	para	ver	o	funcionamento	de	sua	ducha	higiênica.
Figura	58.1	–	Instalação	de	ducha	manual.
Observação
Caso	não	tenha	sido	prevista	no	banheiro	uma	saída	de	água	exclusiva	para	a	instalação	da	ducha	higiênica,	será	necessário	que	a	ducha	comprada	venha	acompanhada	de	desviador	ou,	então,	comprá-lo	a	parte.	Os	desviadores	permitem	desviar	o	curso	da	água,	possibilitando,	assim,	que	ela	possa	ser	utilizada	por	duchas	manuais.	Nesse	caso,	pode	ser	usado	o	desviador	no	ponto	de	saída	de	água	que	a	leva	à	caixa	de	descarga.
Norma	técnica
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.
59
Como	se	faz	instalação	de	chuveiro	elétrico
O	chuveiro	exige	um	investimento	inicial	baixo,	gasta	menos	água	em
comparação	com	as	duchas	acionadas	por	misturador	e	sua	instalação	é	mais
simples.	Apesar	desses	atrativos,	pode	ser	o	vilão	dos	gastos	de	energia	elétrica
dentro	de	uma	residência.	Outra	desvantagem	é	a	limitação	em	relação	à
temperatura	e	à	vazão	da	água.
Para	instalar	o	chuveiro,	inicialmente,	deve-se	abrir	o	registro	e	deixar	correr
bastante	água	com	a	finalidade	de	remover	eventuais	sujeiras	da	tubulação.
Antes	de	rosquear	o	chuveiro	na	parede	(no	joelho	azul	com	bucha	de	latão),
deve-se	colocar	a	canopla	no	tubo	horizontal	do	chuveiro.	Em	seguida,	aplicar
fita	veda	rosca	no	niple	de	entrada	(aproximadamente	seis	voltas).	Por	fim,
rosqueia-se	o	chuveiro	com	cuidado	para	não	exceder	no	aperto	e	danificar
joelho	da	parede.
Porém,	antes	de	começar	a	instalação	do	chuveiro,	é	importante	tomar	algumas
precauções	com	relação	à	parte	elétrica.	Primeiramente,	deve-se	conferir	se	a
tensão	elétrica	e	a	potência	do	aparelho	são	compatíveis	com	a	fiação	e	o
disjuntor	da	sua	casa,	pois	o	chuveiro	necessita	de	um	circuito	exclusivo	para
alimentá-lo.	Também	é	importante	desligar	o	disjuntor	geral	no	quadro	de
distribuição	de	circuitos	ou	o	disjuntor	correspondente	ao	circuito	do	chuveiro.
Verificar,	ainda,	se	o	registro	de	água	que	alimenta	o	encanamento	do	chuveiro
está	devidamente	fechado.
Na	instalação	de	chuveiros	elétricos,	devem	ser	observadas	as	exigências
previstas	na	NBR	5410:2004	–	Instalações	elétricas	de	baixa	tensão.	Também	é
importante	seguir	as	instruções	do	manual	de	instalação,	pois	nele	há
informações	importantes	referentes	à	parte	elétrica.
59.1	Instalação	de	redutor	de	pressão
Além	dos	cuidados	com	as	instalações	hidráulica	e	elétrica,	é	sabido	que	a
pressão	de	água	varia	em	cada	imóvel,	particularmente,	nos	edifícios	de
pavimentos	sobrepostos.	Se	a	pressão	for	muito	alta,	é	indicado	realizar	a
instalação	do	redutor	de	pressão,	que	garantirá	a	pressão	certa	para	o	bom
funcionamento	do	chuveiro.	Normalmente,	esse	item	já	vem	junto	com	os
chuveiros	e	é	instalado	na	entrada	de	água	do	equipamento.	É	uma	peça	plástica,
parecida	com	uma	peneira,	que	se	encontra	na	entrada	de	água	do	chuveiro.
Basta	retirar	a	peça	e	reinstalar	o	chuveiro.	Sua	função	é	controlar	a	vazão	de
saída	de	água,	não	permitindo	que	seja	maior	do	que	10	l/min.
No	caso	de	apartamentos	em	que	a	pressão	é	elevada,	ou	no	caso	de	residências
alimentadas	pelo	sistema	direto,	é	necessário	manter	o	redutor,	pois	a	pressão	da
água	varia	muito	ao	longo	do	dia	e	pode	danificar	o	chuveiro.	A	Lorenzetti,	por
exemplo,	recomenda	o	uso	obrigatório	do	redutor	a	partir	de	8	m.c.a.¹
Figura	59.1	–	Instalação	de	redutor	de	pressão.
NormaS	técnicaS
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	5410:2004	–	Instalações	elétricas	de	baixa	tensão.	NBR	15206:2005	–	Instalações	hidráulicas	prediais	–	Chuveiros	ou	duchas	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	15704-1:2011	–	Registro	–	Requisitose	métodos	de	ensaio	–	Parte	1:	registros	de	pressão.	Requisitos.	NBR	15704-2:2015	–	Registro	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio	–	Parte	2:	registros	com	mecanismos	de	vedação	não	compressíveis.
Lorenzetti	(s.d.).
60
Como	se	faz	instalação	de	duchas
¹¹
São	bastante	diversificados	os	modelos	existentes	no	mercado.	A	diferença	entre
as	duchas	e	os	chuveiros	elétricos	é	que	as	duchas	apresentam	jato	concentrado	e
sem	abertura;	já	os	chuveiros	têm	jato	disperso	e	com	certa	abertura	do	jato	de
água.
Os	desenhos,	formatos	e	recursos	variados	chamam	a	atenção,	mas,	na	hora	de
escolher	uma	ducha,	é	importante	lembrar	que	elas	requerem	misturadores	de
água	e	um	sistema	de	aquecimento	(solar,	a	gás	ou	elétrico).
Ao	escolher	uma	ducha,	é	importante	saber	se	o	modelo	é	compatível	com	o
projeto	de	hidráulica	(ver	no	manual	do	fabricante	a	pressão	exigida	e	a	vazão	do
aparelho,	que	corresponde	ao	volume	de	água	por	minuto).	Em	geral,	as	duchas
exigem	uma	pressão	mínima	de	1	m.c.a.	Como	a	pressão	de	uso	varia	de	acordo
com	o	modelo,	deve-se	verificar	as	informações	do	fabricante.	A	vazão	de	água
da	ducha,	ou	seja,	a	quantidade	de	água	que	a	ducha	consome,	pode	variar	de
acordo	com	o	modelo	escolhido.	Os	modelos	de	alta	vazão,	por	exemplo,
apresentam	grande	volume	de	água	dependendo	da	pressão	encontrada	no	local,
que	chegam	a	até	60	l/min.
Por	conta	disso,	vários	modelos	de	ducha	possuem	um	sistema	de	controle	de
vazão,	que	limita	a	quantidade	de	saída	de	água	de	acordo	com	a	necessidade	do
usuário.	É	possível	reduzir	o	fluxo	em	até	70%	em	alguns	casos,	o	que
representa	uma	enorme	economia	de	água	no	final	do	mês.
Em	algumas	duchas	existe	um	dispositivo	que	“injeta”	ar	no	fluxo	de	água,	que
proporciona	a	mesma	sensação	de	volume,	mas	com	menor	gasto.	Esse	método
chega	a	economizar	até	50%	em	alguns	casos.
Por	isso,	recomenda-se	a	escolha	de	duchas	de	vazão	econômica	ou	média.
Duchas	econômicas	costumam	variar	de	6	a	8	l/min.,	enquanto	duchas	médias	de
10	a	12	l/min.	Se	o	modelo	escolhido	for	um	chuveiro	de	teto,	a	escolha	deve	ser
feita	ainda	na	fase	de	projeto,	para	que	a	tubulação	seja	embutida	na	laje,	sem
transtornos.
A	alimentação	das	duchas	poderá	ser	apenas	com	água	fria	ou	com	água	fria	e
quente.	O	ponto	de	abastecimento	deve	ficar	a	2,20	m	do	piso	acabado,	enquanto
os	dispositivos	de	comando	de	fluxo	(registros	de	pressão)	devem	localizar-se	a
1,10	m.	O	registro	à	esquerda	comanda	a	água	quente;	o	da	direita,	a	água	fria.
Antes	da	instalação,	deve-se	verificar	o	diâmetro	do	ponto	de	água,	se	é
correspondente	ao	do	cano	da	ducha.	Se	for	diferente,	deve	ser	usado	um
adaptador	(em	geral,	o	cano	deve	ser	de	meia	polegada).	Depois	de	selar	com	fita
veda	rosca	a	rosca	de	entrada	de	água	da	ducha,	rosquear,	no	sentido	horário,	o
cano	de	entrada	de	água	da	ducha	no	ponto	de	água	da	parede	e	o	chuveiro	no
cano	correspondente.	Deve-se	evitar	o	uso	de	ferramentas	para	isso	–	faça	com
as	próprias	mãos	até	encontrar	uma	boa	resistência.
Figura	60.1	–	Alguns	modelos	de	duchas.
NormaS	técnicaS
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15206:2005	–	Instalações	hidráulicas	prediais	–	Chuveiros	ou	duchas	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	15704-1:2011	–	Registro	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio	–	Parte	1:	registros	de	pressão.	Requisitos.	NBR	15704-2:2015	–	Registro	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio	–	Parte	2:	registros	com	mecanismos	de	vedação	não	compressíveis.	NBR	16749:2019	–	Aparelhos	sanitários	–	Misturadores	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
Aquecenorte	(s.d.).
61
Como	se	faz	para	melhorar	a	pressão	no	chuveiro
Uma	boa	pressão	de	água	é	fundamental	na	hora	do	banho.	A	pressão	é
diretamente	proporcional	à	distância,	em	altura,	do	fundo	do	reservatório	até	o
ponto	de	saída	de	água	para	o	chuveiro.	Dessa	maneira,	quanto	mais	alto	for	o
reservatório,	maior	será	a	pressão	da	água	no	chuveiro.
Para	uma	boa	pressão	no	ponto	de	utilização,	a	distância	mínima	recomendável
da	base	do	reservatório	à	saída	da	ducha	deve	ser	de	2,00	m.
Além	da	altura,	a	localização	inadequada	do	reservatório	no	projeto
arquitetônico	também	pode	interferir	na	pressão	da	água	nos	pontos	de
utilização.	Isso	se	deve	às	perdas	de	carga	que	ocorrem	durante	o	percurso	da
água	na	rede	de	distribuição.	Quanto	maior	for	a	perda	de	carga	em	uma
canalização,	menor	será	a	pressão	dinâmica	nos	pontos	de	utilização	e,
consequentemente,	menor	será	a	pressão	no	ponto	do	chuveiro.
As	perdas	de	carga	poderão	ser:	distribuídas	(ocasionadas	pelo	movimento	da
água	na	tubulação)	ou	localizadas	(ocasionadas	por	conexões,	válvulas,	registros
etc.).
Dessa	maneira,	deve-se	diminuir	o	número	de	conexões,	além	de	encurtar	o
comprimento	das	canalizações,	sempre	que	possível,	caso	se	pretenda	aumentar
a	pressão	no	início	das	colunas	e	nos	pontos	de	utilização.
É	importante	ressaltar	que,	independentemente	do	modelo,	a	pressão	mínima	no
chuveiro	(ducha)	deve	ser	1	m.c.a.
Figura	61.1	–	Reservatório	distante	dos	pontos	de	consumo	(˂	pressão	no
chuveiro).
Figura	61.2	–	Reservatório	distante	dos	pontos	de	consumo	(solução
correta).
61.1	Dicas	para	melhorar	a	pressão	no	chuveiro
Localizar	o	reservatório	em	uma	posição	equidistante	dos	pontos	de	consumo,
reduzindo,	consequentemente,	as	perdas	de	carga	e	a	altura	necessária	para
compensar	essas	perdas.
Em	residências	de	médio	e	grande	portes,	além	de	encurtar	o	comprimento	das
canalizações	e	reduzir	o	número	de	conexões	sempre	que	possível,	projetar	o
reservatório	sobre	o	telhado	para	compensar	as	perdas	de	cargas.
Caso	a	altura	do	reservatório	não	seja	satisfatória	para	o	atendimento	da	pressão
mínima	no	chuveiro	(1	m.c.a.),	deve-se	recorrer	a	equipamentos	especiais.
Os	equipamentos	mais	indicados	para	melhorar	a	pressão	do	chuveiro	são	os
pressurizadores.	Dependendo	do	modelo,	podem	ser	instalados	na	rede	de
distribuição	(pressurizador	de	linha)	ou	no	próprio	chuveiro.
NormaS	técnicaS
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	5410:2004	–	Instalações	elétricas	de	baixa	tensão.	NBR	15206:2005	–	Instalações	hidráulicas	prediais	–	Chuveiros	ou	duchas	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
62
Como	se	faz	instalação	de	chuveiro	pressurizado
¹²
Muitas	vezes	temos	problemas	de	pressurização	de	água	em	apenas	um	ponto	da
residência,	particularmente,	no	chuveiro.	Em	situações	assim,	os	chuveiros
pressurizados	são	uma	ótima	solução.
Como	foi	visto,	os	pressurizadores	são	equipamentos	que	bombeiam	a	água,	de
forma	que,	quando	ela	chegar	nos	pontos	de	utilização	(torneiras,	chuveiros	etc.),
ela	venha	com	mais	volume	e	força,	por	exemplo.	Normalmente,	são	instalados
para	aumentar	a	pressão	na	rede	hidráulica	de	toda	a	residência.
Os	chuveiros	pressurizados	seguem	a	mesma	ideia	do	pressurizador	de	linha,
porém	de	uma	maneira	mais	simples.	Eles	unem	o	chuveiro	com	um
pressurizador	de	água,	que	ficará	embutido	no	equipamento.
Em	instalações	com	distância	inferior	a	1	m	entre	o	chuveiro	e	a	caixa	d’água,	é
comum	que	a	água	chegue	até	o	espalhador	do	chuveiro	(parte	por	onde	a	água
sai)	com	pouca	pressão.
Existem	diferentes	tipos	de	chuveiro	pressurizado,	os	mais	simples	com	apenas
uma	intensidade	de	pressão	intermitente,	mas	outros	modelos	de	chuveiros
pressurizados	já	contam	com	botão	dedicado	para	desligar	a	pressão	a	qualquer
momento,	enquanto	os	modelos	mais	sofisticados	com	pressurizador	elétrico
possibilitam	regular	a	intensidade	da	pressão	da	água	com	a	mesma
funcionalidade	do	ajuste	de	temperatura.
Para	a	instalação	de	qualquer	modelo	de	chuveiro	pressurizado,	faz-se	necessário
consultar	o	manual	do	fabricante,	bem	como	a	contratação	de	mão	de	obra
especializada.
Figura	62.1	–	Chuveiro	pressurizado.
NormaS	técnicaS
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	5410:2004	–	Instalações	elétricas	de	baixa	tensão.	NBR	15206:2005	–	Instalações	hidráulicas	prediais	–	Chuveirosou	duchas	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
Lumi	Energy	(2020).
63
Como	se	faz	limpeza	de	crivos	de	chuveiros
De	acordo	com	a	Tabela	2	–	Periodicidades	máximas	para	atividades	de
manutenção	da	NBR	5626:2020,	a	limpeza	de	crivos	de	chuveiros,	arejadores	e
peças	de	utilização	(aspectos	não	estéticos)	deve	ser	feita	semestralmente	por
profissional	capacitado.
Muitas	são	as	causas	que	podem	levar	ao	entupimento	de	crivos	de	duchas	e
chuveiros,	mas	que	podem	ser	evitadas	com	a	prática	de	procedimentos	bastante
simples.
O	chuveiro	pode	entupir	por	diversos	fatores,	como	falta	de	limpeza	ou	limpeza
mal	executada	do	reservatório,	encanamentos	de	ferro	muito	antigo	etc.	Em
muitas	cidades,	a	água	possui	uma	quantidade	de	minerais	que	pode	se	acumular
com	o	tempo	e	entupir	os	pequenos	orifícios.	Por	isso,	recomenda-se	atentar	ao
fluxo	do	chuveiro.
Na	maioria	das	vezes,	uma	limpeza	na	ducha	ou	chuveiro	–	ação	que	gasta
pouquíssimo	tempo	–	poderá	resolver	satisfatoriamente	o	problema.	Como	a
ducha	não	possui	nenhuma	ligação	com	sistema	elétrico,	quase	não	há	problemas
com	manutenção.
Dependendo	do	modelo	do	chuveiro,	do	tipo	de	instalação	hidráulica	e	elétrica,	e
também	do	problema	em	si,	é	fundamental	a	presença	do	encanador	e/ou
eletricista.
Antes	de	iniciar	os	procedimentos,	é	importante	desligar	a	rede	elétrica	que
abastece	a	energia	para	o	chuveiro.	Caso	não	tenha	um	disjuntor	separado	para
isso,	deve-se	desligar	o	disjuntor	geral	da	rede.
O	primeiro	passo	é	soltar	a	base	do	chuveiro	por	onde	sai	a	água,	ou	seja,	aquela
cheia	de	furinhos,	girando-a	no	sentido	anti-horário.	Essa	base	geralmente	é
rosqueada	(modelo	usado	na	maioria	dos	chuveiros	convencionais).	Porém,	é
importante	firmar	bem	o	chuveiro	com	a	outra	mão	para	evitar	que	quebre	a
tubulação	de	água	a	qual	está	conectado.	Caso	a	base	não	seja	rosqueada,	é
fundamental	a	leitura	do	manual	do	fabricante	para	saber	como	ter	acesso	à	parte
interna	dessa	tampa	para	limpeza.
O	segundo	passo	é	limpar	bem	essa	tampa	tanto	do	lado	interno	quanto	do
externo,	usando	uma	escova	de	roupas	ou	de	dentes	sob	água	corrente.	Na
maioria	das	vezes,	esse	é	o	motivo	do	entupimento,	pois	as	sujidades	presentes
na	água	vão	se	acumulando	nos	orifícios,	bloqueando	os	pequenos	furos	e,
assim,	a	passagem	da	água.
Depois	que	os	orifícios	forem	desobstruídos,	a	tampa	deve	ser	montada
novamente,	girando-a	agora	no	sentido	horário	sem	se	esquecer	de	firmar
novamente	o	chuveiro	com	a	outra	mão,	para	evitar	a	quebra	da	tubulação.
Posteriormente,	deve-se	abrir	o	registro	de	água	do	chuveiro	e	verificar	se	não
está	vazando	em	volta	da	tampa	e,	principalmente,	se	a	água	sai	normalmente	em
fios	diretos,	sem	interrupção	ou	gotejamento	em	todos	os	furos.	Se	o	jato	for
melhor	do	que	antes	e	satisfatório,	o	problema	está	resolvido.	Caso	não	perceba
nenhuma	alteração	e	o	entupimento	persista,	pode	ser	que	a	tubulação	que
alimenta	o	chuveiro	esteja	com	ar	ou	entupida.
Nesse	caso,	é	imprescindível	a	presença	de	um	encanador.
NormaS	técnicaS
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	5410:2004	–	Instalações	elétricas	de	baixa	tensão.	NBR	15206:2005	–	Instalações	hidráulicas	prediais	–	Chuveiros	ou	duchas	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
64
Como	se	faz	remoção	de	incrustações	em	tubulações
de	água	potável
Uma	das	principais	causas	da	ocorrência	de	entupimento	em	tubulações	de	água
fria	e	quente	nas	instalações	prediais	é	a	presença	de	incrustações	nas	paredes
das	tubulações.	A	formação	de	crostas	de	sais	em	tubulações	(reduzindo	a
vazão),	chuveiros,	aquecedores,	dentre	outras	instalações	hidráulicas,	é	um
problema	frequentemente	observado	em	situações	em	que	a	água	transportada
pela	instalação	apresenta	elevados	teores	de	cálcio	e	magnésio	dissolvidos	(água
dura).
O	tipo	mais	comum	de	incrustação	que	ocorre	nas	tubulações	corresponde	a	um
material	predominantemente	cristalino,	constituído	basicamente	por	carbonato
de	cálcio	(calcita	–	Ca	CO3).
A	incrustação	é	formada	pela	deposição	de	camadas	sucessivas	de	material
aparentemente	bastante	fino	e	com	coloração	variando	entre	o	bege/marrom	e	o
cinza	(correspondente	aos	elementos	químicos	presentes	na	água).
Quando	já	existe	o	problema,	a	decomposição	do	carbonato	de	cálcio	(calcita)	se
faz	por	meio	da	ação	de	ácidos.	O	ácido	clorídrico	(HCl)	pode	dissolver	e
remover	as	incrustações	presentes	no	interior	das	tubulações.	Entretanto,	o	uso
dessa	alternativa	de	remoção	de	incrustações	deve	ser	adequadamente	planejado
e	testado	antes	da	sua	implantação,	pois	os	tubos	de	PVC	apresentam	elevada
resistência	aos	ácidos.	Portanto,	todo	o	sistema	hidráulico	que	estará	em	contato
com	a	solução	ácida	deverá	ser	avaliado	quanto	à	sua	resistência.	Além	disso,	o
uso	desse	sistema	demanda	cuidado	no	manuseio	e	necessidade	de	equipamentos
de	segurança	(luvas,	botas,	óculos,	máscaras,	dentre	outros).
Se	ocorrer	o	entupimento	dos	crivos	da	ducha	ou	do	chuveiro	por	incrustações,	o
procedimento	de	limpeza	é	muito	simples:	desenroscar	a	ducha	e	colocar	em
uma	vasilha.	Se	for	chuveiro	elétrico,	desligar	o	disjuntor	ou	a	chave	geral	de
eletricidade	para	evitar	choques.	Depois,	desenroscar	a	parte	debaixo	do
chuveiro	(em	alguns	modelos,	é	necessário	desconectar	o	chuveiro	por
completo).	Colocar	água	suficiente	para	cobrir	a	ducha	e	½	copo	de	vinagre,
misturando	bem	com	uma	colher.	Esperar	uma	hora	no	caso	de	duchas	plásticas;
modelos	de	metal	só	precisam	de	20	min.	Depois	desse	tempo,	enxugar	a	ducha.
Passar	uma	escova	nos	furinhos	que	ainda	estiverem	entupidos	(usar	um	clip	de
papel	ou	um	pequeno	arame	para	remover	os	resíduos	mais	resistentes).
Figura	64.1	–	Incrustação	de	carbonato	de	cálcio	(vista	da	superfície	do
sedimento).
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	5410:2004	–	Instalações	elétricas	de	baixa	tensão.	NBR	15206:2005	–	Instalações	hidráulicas	prediais	–	Chuveiros	ou	duchas	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
65
Como	se	faz	instalação	de	banheira
Existem	no	mercado	diversos	modelos	de	banheira	de	hidromassagem	fabricadas
em	diversos	formatos	(retangular,	circular,	de	canto	etc.)	e	dimensões.
A	localização	e	a	capacidade,	especificadas	no	projeto	arquitetônico,	são
fundamentais	para	a	elaboração	do	projeto	hidráulico.	A	capacidade	da	banheira
é	um	dado	básico	para	o	dimensionamento	correto	do	boiler	de	água	quente.
65.1	Pontos	de	água	fria	e	água	quente
O	abastecimento	de	água	nas	banheiras	quase	sempre	é	realizado	com	água	fria	e
quente,	devendo	estas	serem	equipadas	com	dispositivo	misturador.
O	ponto	de	abastecimento	de	água	poderá	ser	conectado	à	bica	do	dispositivo
bica-ladrão	existente	na	banheira	após	verificação	e	ajustes	na	posição	do	ponto
de	abastecimento	de	água	do	local	a	ser	instalada	a	banheira.
Um	tubo	flexível	(não	fornecido	pelo	fabricante),	proveniente	de	um	misturador
de	água	quente/fria	previamente	existente	ou	instalado	para	abastecer	a	banheira,
deverá	ser	conectado	ao	bocal	roscado	do	dispositivo	bica-ladrão.
Se	for	utilizada	outra	bica	(um	aquecedor	ou	um	chuveiro),	deverá	ser	fechado	o
bocal	de	alimentação	do	dispositivo	bica-ladrão	com	um	plugue	de	½”	BSP.	A
rosca	BSP,	ao	contrário	da	NPT	(rosca	cônica),	é	paralela,	o	que	significa	que	ela
pode	ser	rosqueada	até	o	fim.	A	rosca	BSP	é	mais	utilizada	(e	recomendada)	em
instalações	residenciais.	Sua	sigla	é	a	abreviação	de	British	standard	pipe.
Os	pontos	de	alimentação	de	água	fria	e	quente	devem	ficar	simétricos,	com	um
espaçamento	de	15	cm	a	20	cm,	sendo	o	ponto	da	esquerda	convencionado	para
água	quente.
A	altura	dos	registros	de	pressão	deve	ser	de	60	cm	acima	do	piso	acabado,
dependendo	exclusivamente	do	modelo	adotado	e	do	fabricante.
Figura	65.1	–	Instalação	de	água	fria	e	água	quente	em	banheira.
65.2	Esgotamento	da	banheira
O	esgotamento	é	realizado	a	partir	da	válvula	de	fundo	diretamente	para	a	caixa
sifonada.	Dependendo	do	modelo,	podem	ser	fornecidascom	dreno
convencional	(com	plug	para	fechamento	manual)	ou	montadas	com	dreno	“pop-
up”	(tampa	integrada).	O	ladrão	e	o	dreno	da	banheira	devem	ser	interligados	em
uma	única	tubulação	de	águas	servidas	da	banheira,	que,	por	sua	vez,	deverá	ser
conectada	ao	ponto	de	esgoto	do	local	a	ser	instalada	a	banheira.
Outro	detalhe	que	não	deve	ser	esquecido	é	a	caixa	sifonada	do	banheiro,	que
precisa	ter	uma	vazão	maior	para	suportar	a	água	e	a	espuma	(provenientes	da
banheira),	que	entram	no	sistema	de	esgoto.	Nesse	caso,	recomenda-se	adotar
caixa	sifonada	com	saída	de	diâmetro	de	75	mm.
Figura	65.2	–	Esgotamento	da	banheira.
65.3	Cuidados	na	instalação
A	banheira	deve	ficar	apoiada	sobre	o	piso	pela	sua	própria	base,	que	já	vem
incorporada	ao	corpo	da	banheira.	Na	maioria	dos	modelos,	a	base	da	banheira	é
moldada	em	material	de	alta	resistência,	composto	por	resina	e	fibra	de	vidro,
conforme	Figura	65.2,	ou	em	estrutura	de	ferro	perfilado,	em	alguns	modelos
que	necessitam	desse	tipo	de	apoio.
Apesar	da	simplicidade	da	instalação	(os	modelos	já	vêm	com	todo	o
encanamento	interno	e	a	bomba	elétrica	adequada),	a	banheira	de
hidromassagem	requer	muita	atenção,	pois	o	equipamento	funciona	com	água
pressurizada	e	aquecida,	duas	características	que,	por	si	só,	demandam	mais
cuidados.	A	bomba	de	hidromassagem,	por	exemplo,	jamais	deve	ser	acionada
com	a	banheira	vazia,	pois	existe	o	risco	de	danificar	o	motor.
Também	se	deve	evitar	o	uso	excessivo	de	conexões,	que	sempre	aumentam	as
chances	de	problemas.
Para	evitar	problemas	na	instalação	de	qualquer	modelo	de	banheira,	é
fundamentalmente	importante	consultar	o	manual	de	instruções	do	fabricante
antes	de	executar	as	instalações	hidráulica	e	elétrica.
NormaS	técnicaS
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	5410:2004	–	Instalações	elétricas	de	baixa	tensão.	NBR	15704-1:2011	–	Registro	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio	–	Parte	1:	registros	de	pressão.	Requisitos.	NBR	15704-2:2015	–	Registro	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio	–	Parte	2:	registros	com	mecanismos	de	vedação	não	compressíveis.	NBR	16749:2019	–	Aparelhos	sanitários	–	Misturadores	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
66
Como	se	faz	instalação	de	pia	de	cozinha
Antes	de	comprar	uma	pia,	é	importante	verificar	as	medidas	do	tampo	e	a
profundidade	da	cuba,	para	saber	se	ela	se	encaixa	no	projeto.	Se	a	opção	for
uma	pia	com	duas	cubas,	deve-se	também	optar	por	torneiras	com	bica	móvel,
que	se	movimentam	para	os	lados.
As	pias	com	gabinete,¹³	por	exemplo,	são	muito	utilizadas,	pois	propiciam
espaço	de	armazenamento	farto	para	a	cozinha.	No	entanto,	nem	sempre	as
pessoas	sabem	como	fazer	a	instalação	sem	danificar	o	produto.
É	importante	lembrar	também	que	os	gabinetes	e	as	pias	nem	sempre	são
vendidas	juntas	e,	em	muitos	casos,	é	até	melhor	comprar	as	peças	separadas.
Dessa	maneira,	é	possível	escolher	exatamente	o	estilo	que	mais	agrada	o	cliente
ou	combiná-lo	com	o	projeto	da	cozinha	planejada.
66.1	Instalação	de	torneiras
¹⁴
Para	instalar	uma	torneira	de	parede,	os	pontos	de	água	devem	ser	mais	altos.
Isso	porque	a	torneira	de	bancada	fica	com	as	mangueiras	ligadas	ao	ponto	sob	a
bancada,	mas	a	de	parede	precisa	que	a	água	saia	direto	onde	ela	será	instalada.
Quando	a	torneira	for	instalada	na	parede,	o	ponto	de	água	fria	normalmente
deve	estar	entre	1,10	m	e	1,15	m	de	altura	acima	do	piso	acabado.	Quando	a
alimentação	for	de	água	fria	e	quente,	os	pontos	deverão	apresentar	simetria	em
relação	ao	eixo	da	cuba,	com	um	espaçamento	de	20	cm.
A	altura	exata	desses	pontos	depende	do	modelo	de	torneira	escolhido,	mas	é
preciso	que	a	altura	de	saída	da	água	na	torneira	fique	pelo	menos	10	cm	ou	15
cm	acima	da	cuba,	permitindo	o	movimento	livre	das	mãos.
Com	relação	à	manutenção,	a	torneira	de	parede	tem	uma	vantagem	em	relação	à
manutenção.	A	vantagem	é	que	ela	não	se	molha	tanto	como	a	torneira	de	mesa,
portanto,	sua	base	não	fica	tão	suja,	acumulando	umidade.	O	fato	de	ficar	presa
na	parede	também	não	dificulta	a	manutenção	em	caso	de	vazamento.	Na
torneira	de	bancada,	existem	também	as	mangueiras	externas,	que	inclusive
podem	ser	um	local	a	mais	para	apresentar	eventuais	vazamentos.
Atualmente,	as	torneiras	monocomando	são	as	mais	utilizadas	para	cozinha,	pois
são	as	que	trazem	detalhes	modernos	e	inovadores.
Outra	característica	que	difere	as	torneiras	de	hoje	das	torneiras	antigas	é	a
presença	do	arejador.	Caso	a	torneira	comprada	venha	sem	essa	peça,	é	possível
adquiri-la	de	forma	avulsa.	Porém,	é	importante	verificar	se	o	encaixe	é
compatível	com	o	bocal	da	sua	torneira.
Figura	66.1	–	Instalação	de	torneira	de	parede	na	cozinha.
66.2	Ponto	de	esgoto
Independentemente	do	tipo	de	torneira	(parede	ou	de	mesa),	o	ponto	de	saída	do
esgoto	sempre	fica	baixo	nas	duas	situações.	A	altura	do	ponto	de	saída	de
esgoto	é	de	50	cm	a	55	cm	acima	do	piso	acabado.	O	esgotamento	é	realizado	a
partir	da	válvula	de	fundo	acoplada	a	um	sifão,	e	deste	para	uma	caixa	de
gordura	nos	edifícios	térreos,	ou	tubo	de	gordura	nos	edifícios	com	mais	de	um
pavimento.
Figura	66.2	–	Ligação	da	tubulação	de	esgoto	à	caixa	de	gordura.
NormaS	técnicaS
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	10281:2015	–	Torneiras	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	16749:2019	–	Aparelhos	sanitários	–	Misturadores	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	14162:2017	–	Aparelhos	sanitários	–	Sifão	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
Deca	(s.d.).
Dicas	de	Arquitetura	(2019b).
67
Como	se	faz	desentupimento	da	pia	da	cozinha
¹⁵
O	principal	problema	são	os	restos	de	comida	jogados	na	pia	e	o	excesso	de
gordura	nas	tubulações,	o	que	acaba	restringindo	a	passagem	da	água.	Em	alguns
casos,	essa	restrição	é	completa,	ou	seja,	impede	totalmente	a	passagem	da	água
pelo	cano.
Além	da	limpeza	de	louças	e	panelas,	a	instalação	de	válvula	na	cuba	da	pia
pode	evitar	a	entrada	de	sólidos	(restos	de	comida)	na	tubulação	de	esgoto.
Uma	primeira	tentativa	para	desentupir	o	sifão	da	pia	é	utilizar	um	desentupidor
comum	de	borracha.	É	só	deixar	a	cuba	da	pia	com	um	pouco	de	água	e	fazer
pressão	com	o	desentupidor	para	cima	e	para	baixo	para	retirar	a	sujeira.	Caso
não	resolva	o	problema,	deve	ser	tentado	o	desentupimento	químico	ou
mecânico	com	arame.
Se	for	um	entupimento	leve,	daqueles	em	que	a	água	ainda	desce	com
dificuldade,	alguns	métodos	simples,	como	refrigerantes	à	base	de	cola	podem
funcionar.	Basta	despejar	lentamente	na	pia	uma	garrafa	de	2	litros	e	esperar	que
o	refrigerante	aja	e	ajude	a	água	a	descer.	Se	for	um	entupimento	daqueles	em
que	nada	desce,	melhor	evitar	esse	método.
Outro	método	caseiro	de	desentupir	a	pia	da	cozinha	é	com	água	quente	e
detergente	ou	sabão	em	pó.	Depois	de	ferver	4	l	ou	5	l	de	água,	colocar	uma
quantidade	generosa	de	detergente	ou	sabão	em	pó	e	despejar	lentamente	no	ralo.
Se	for	apenas	gordura	que	está	causando	o	entupimento,	isso	será	suficiente	para
desentupir	a	pia.	Porém,	esse	método	não	é	recomendado,	pois	pode	causar
danos	à	tubulação,	principalmente	se	o	ramal	for	da	Linha	Série	Normal	(PVC
branco).	Para	evitar	possíveis	deformações	na	tubulação,	vale	alternar	água
quente	e	fria,	quando	a	água	começar	a	descer.
Se	nenhum	desses	métodos	funcionar,	é	melhor	tirar	o	sifão	e	lavar	bem,
retirando	toda	a	sujeira.	Ao	recolocá-lo,	usar	uma	fita	veda	rosca	para	garantir
que	não	vazará.
Figura	67.1	–	Desentupidor	de	pia.
Observação
O	ramal	de	esgoto	da	pia	deve	ser	ligado	a	uma	caixa	de	gordura	destinada	a	reter,	em	sua	parte	superior,	as	gorduras,	as	graxas	e	os	óleos	contidos	no	esgoto,	formando	camadas	que	devem	ser	removidas	periodicamente.	A	limpeza	periódica	da	caixa	de	gordura	evita	que	esses	componentes	(gorduras,	graxas	e	óleos)	escoem	livremente	pela	rede	de	esgoto	e	gerem	obstrução.Porto	Seguro	(2016).
68
Como	Se	Faz	Instalação	de	máquina	de	lavar	louça
As	máquinas	de	lavar	louça	ainda	não	são	utilizadas	no	Brasil	com	tanta
frequência	como	ocorre	em	outros	países.	Não	obstante,	com	a	aceitação
crescente,	o	consumo	de	água	e	de	energia	nesses	equipamentos	deve	ser	objeto
de	consideração,	uma	vez	que	cerca	de	aproximadamente	18%	do	consumo	de
água	total	em	uma	residência	ocorre	na	cozinha.	Porém,	a	evolução	tecnológica
das	máquinas	de	lavar	louça	também	resulta	no	desenvolvimento	de	lava-louças
mais	eficientes	e	econômicas.
Existem	vários	modelos	no	mercado.	Para	a	escolha	do	modelo,	é	preciso
considerar	basicamente	dois	aspectos:	onde	a	máquina	será	colocada	(no	chão,
sobre	a	pia	ou	embutida	dentro	de	armário)	e	a	capacidade	que	a	lava-louças
deve	ter	(número	de	serviços).	Algumas	lava-louças	possibilitam	a	programação
do	início	da	lavagem	com	até	24	horas	de	antecedência,	proporcionando	mais
praticidade	e	economia.
68.1	Pontos	necessários	para	instalação
¹
Na	hora	de	instalar	uma	máquina	de	lavar	louças	sempre	surgem	algumas
dificuldades,	porque	ela	precisa	de	alguns	pontos	na	parede	para	funcionar.
68.2	Ponto	de	água
Para	funcionar,	a	máquina	de	lavar	louças	precisa	estar	ligada	por	uma
mangueira	(que	vem	junto	com	ela)	a	um	ponto	de	água.	Mas	se	não	existir	um
ponto	na	parede	(muitas	vezes	o	ponto	não	é	previsto	no	projeto	arquitetônico),
ela	pode	ser	conectada	a	uma	torneira	existente.	Basta	trocar	a	torneira	por	um
modelo	duplo,	ou	seja,	que	tenha	a	torneira	normal	e	mais	uma	segunda	parte	em
que	possa	ser	encaixada	a	mangueira	da	lava-louças.
A	alimentação	de	água	fria	deve	ser	proveniente	de	uma	torneira	com	bocal	de
rosca	¾”	(19	mm)	no	qual	será	rosqueada	a	mangueira	de	entrada.
A	máquina	de	lavar	louças	também	pode	ser	conectada	à	alimentação	de	água
quente	da	residência,	desde	que	não	ultrapasse	a	temperatura	de	60	°C.	Caso	a
temperatura	ultrapasse	60	°C,	o	tempo	de	lavagem	será	reduzido	em
aproximadamente	15	minutos	e	a	eficiência	da	lavagem	será	prejudicada.	A
conexão	para	água	quente	deverá	seguir	o	mesmo	procedimento	utilizado	para
água	fria.
68.3	Ponto	de	esgoto
O	esgotamento	é	feito	por	meio	de	um	ponto	na	parede,	no	qual	o	cano	de
escoamento	da	máquina	é	encaixado,	e	essa	tubulação	leva	a	água	ao	esgoto.
A	extremidade	curva	da	mangueira	de	saída	de	água	deve	estar	posicionada	em
uma	altura	entre	40	cm	e	100	cm	em	relação	ao	piso	acabado.
A	canalização	para	o	esgotamento	da	máquina	de	lavar	louça	deverá	ser	de	PVC
rígido	e	o	diâmetro	nominal	do	ramal	de	descarga	da	máquina	deve	obedecer	às
recomendações	dos	fabricantes.
As	águas	servidas	da	máquina	de	lavar	louça	deverão	ser	escoadas	para	uma
caixa	de	gordura,	que	será	ligada	a	uma	caixa	de	inspeção	e	posteriormente
lançadas	à	rede	coletora	de	esgoto.
68.4	Ponto	de	energia
A	máquina	de	lavar	louças	precisa	de	um	ponto	exclusivo	de	energia,	ou	seja,
uma	tomada.	Isso	parece	simples,	mas	pode	se	tornar	um	pouco	mais	complicado
caso	não	tenha	sido	prevista	uma	tomada	livre	de	uso	específico	para	a	máquina
de	lavar	louças	no	projeto	arquitetônico	e	de	instalações	elétricas.	Esse	ponto
deve	ser	definido	pelo	arquiteto	no	layout	da	cozinha.	Se	a	máquina	for	ligada
em	uma	tomada	qualquer,	de	forma	improvisada,	pode	sobrecarregar	a	tomada	e
o	circuito	de	energia,	podendo	queimar	o	aparelho.	Então,	é	preciso	ver	se	existe
uma	tomada	que	possa	ser	usada	exclusivamente	por	ela;	se	não	existir,	ela
precisa	ser	adicionada.
Observação
Por	ocasião	da	elaboração	do	projeto	arquitetônico,	é	importante	a	previsão	do	local	exato	da	instalação	da	máquina	de	lavar	louça,	o	que	se	consegue	com	a	definição	do	layout	do	ambiente,	acompanhado	de	um	projeto	técnico	de	especificação	do	produto	(alturas	da	entrada	de	água	e	saída	do	esgoto).
Figura	68.1	–	Instalação	de	máquina	de	lavar	louça.
NormaS	técnicaS
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	5410:2004	–	Instalações	elétricas	de	baixa	tensão.
Dicas	de	Arquitetura	(2020).
69
Como	se	faz	instalação	de	filtro	de	água	em	cozinha
¹⁷
Existem	vários	tipos	de	filtro	de	água	para	a	cozinha.	A	escolha	do	modelo	ideal
dependerá	dos	pontos	de	água	e	energia	do	ambiente,	e	também	da	necessidade
de	cada	um.
O	filtro	mais	antigo	é	a	versão	de	bancada,	feita	normalmente	de	barro	ou
cerâmica.	Ele	fica	ligado	à	parede	por	uma	mangueira,	para	receber	a	água.	Ou,
então,	esse	reservatório	pode	ser	enchido	manualmente	com	água	da	torneira,
para	ser	filtrado	antes	de	chegar	no	copo.	Esse	tipo	de	filtro	precisa	apenas	de
espaço	na	bancada.	O	ponto	de	água	na	parede	é	opcional.
O	filtro	de	parede	simples	não	acumula	água	na	parte	interna	e	fica	preso
diretamente	no	ponto	de	saída	de	água	na	parede.	Ele	tem	o	tamanho	bem	menor
do	que	um	filtro	de	bancada.	A	instalação	convencional	para	filtro	de	parede
consta	de	um	registro	de	pressão	instalado	a	1,30	m	do	piso	(acima	de	bancadas
de	pia)	e	de	uma	conexão	(cotovelo)	entre	2	m	e	2,20	m	do	piso.	Na	conexão,	é
instalado	o	filtro,	que	existe	em	diversos	modelos	no	mercado.
É	importante	ressaltar	que	o	purificador	de	água	é	diferente	do	filtro	simples	por
ter	a	função	de	gelar	a	água.	E,	para	fazer	isso,	ele	precisa	estar	ligado	a	uma
tomada,	além	do	ponto	de	água.
Se	não	houver	um	ponto	de	água	na	parede	nem	espaço	na	bancada,	o	filtro
acoplado	à	torneira	pode	ser	uma	solução.	São	torneiras	que	já	vêm	com	um
filtro	na	mesma	peça,	aproveitando	o	mesmo	ponto	de	água	para	abastecer	tanto
a	torneira	quanto	o	filtro.
Os	filtros	de	água,	comuns	na	maioria	das	cozinhas,	evoluíram	muito	com
algumas	adequações	e	a	integração	com	a	torneira	das	pias.
Figura	69.1	–	Instalação	convencional	para	filtro.
Dicas	de	Arquitetura	(2019a).
70
Como	se	faz	instalação	de	ponto	de	água	para
geladeira
¹⁸
Algumas	geladeiras	têm	no	lado	de	fora	da	porta	um	dispenser	de	água	e	gelo.
Outras	possuem	apenas	água,	e	outras	oferecem	também	cubos	de	gelo	que	caem
direto	no	copo.	Portanto,	essa	é	a	solução	mais	completa	e	nem	precisa	de	espaço
na	parede	ou	na	bancada.	Por	isso,	a	geladeira	com	água	na	porta	precisa	não	só
de	um	ponto	elétrico	como	as	geladeiras	normais,	mas	também	de	um	ponto
hidráulico.
Além	da	facilidade,	esse	recurso	gera	economia,	pois	a	pessoa	não	vai	precisar
abrir	a	porta	da	geladeira	e	do	freezer	quando	quiser	tomar	água	gelada.
Para	fazer	a	instalação	de	geladeira	com	água,	o	ponto	hidráulico	deverá	estar
próximo	à	geladeira,	ter	uma	torneira	¾”,	altura	entre	1,2	m	e	1,5	m	a	partir	do
piso	acabado,	ter	uma	pressão	de	207	kPa	a	400	kPa	e	que	a	temperatura	da	água
esteja	entre	2	ºC	e	43	ºC.
Figura	70.1	–	Ponto	de	água	para	geladeira.
Pró	Reforma	(2019).
71
Como	se	faz	instalação	de	caixa	de	gordura	em
residências
É	recomendado	o	uso	de	caixas	de	gordura	quando	os	efluentes	de	esgoto
contiverem	resíduos	gordurosos.
A	caixa	de	gordura	retém,	em	sua	parte	superior,	as	gorduras,	as	graxas	e	os
óleos	contidos	no	esgoto,	formando	camadas	que	devem	ser	removidas
periodicamente,	evitando,	dessa	maneira,	que	esses	componentes	escoem
livremente	pela	rede	de	esgoto	e	gerem	obstrução.
Nas	instalações	residenciais,	é	usada	para	receber	esgotos	que	contenham
resíduos	gordurosos	provenientes	de	pias	de	copa	e	cozinha.	Sua	utilização	é
exigida	em	alguns	códigos	sanitários	estaduais	e	posturas	municipais.	No	uso
corporativo	(hospitais,	restaurantes,	indústrias),	sua	obrigatoriedade	abrange
todo	o	território	nacional.
Quando	o	uso	da	caixa	de	gordura	não	for	exigido	pela	autoridade	pública
competente,	sua	adoção	fica	a	critério	do	projetista.	Porém,	é	recomendável	sua
utilização	nas	instalações	prediais	de	esgotos	sanitários.	O	código	sanitário	do
estado	de	São	Paulo,	por	exemplo,	obriga	a	instalação	de	caixa	de	gordura	e
caixa	de	inspeção	em	pequenas	obras.
De	acordo	com	a	NBR	8160:1999,	para	a	coleta	de	apenas	uma	cozinha	pode	ser
usada	a	caixa	de	gordura	pequena(CGP)	ou	uma	caixa	de	gordura	simples
(CGS).
Figura	71.1	–	Caixas	de	gordura.
71.1	Caixa	de	gordura	pequena
A	CGP	é	cilíndrica,	com	as	seguintes	dimensões	mínimas:
diâmetro	interno	de	30	cm;
parte	submersa	do	septo	de	20	cm;
capacidade	de	retenção	de	18	l;
diâmetro	nominal	de	saída	de	75	mm.
71.2	Caixa	de	gordura	simples
A	CGS	também	é	cilíndrica,	com	as	seguintes	dimensões	mínimas:
diâmetro	interno	de	40	cm;
parte	submersa	do	septo	de	20	cm;
capacidade	de	retenção	de	31	l;
diâmetro	nominal	de	saída	de	75	mm.
NormaS	técnicaS
NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.
72
Como	se	faz	instalação	de	caixa	de	gordura	em
edifícios
Em	edifícios	de	pavimentos	sobrepostos,	os	ramais	de	pias	de	cozinha	devem	ser
ligados	em	tubos	de	queda	específicos	(tubos	de	gordura),	que	conduzirão	os
efluentes	para	uma	caixa	de	gordura	coletiva,	normalmente,	localizada	no
pavimento	térreo.	Nesses	casos,	não	é	permitido	o	uso	de	caixas	individuais	em
cada	pavimento.	Para	a	coleta	de	3	até	12	cozinhas,	em	edifícios	de	até	três
pavimentos,	deve	ser	usada	a	caixa	de	gordura	dupla	(CGD).	Para	os	edifícios
com	mais	de	12	cozinhas,	deve	ser	dimensionada	uma	caixa	de	gordura	especial.
72.1	Caixa	de	gordura	dupla
A	CGD	também	é	cilíndrica,	com	as	seguintes	dimensões	mínimas:
diâmetro	interno	de	60	cm;
parte	submersa	do	septo	de	35	cm;
capacidade	de	retenção	de	120	l;
diâmetro	nominal	de	saída	de	100	mm.
72.2	Caixa	de	gordura	especial
A	caixa	de	gordura	especial	(CGE)	tem	forma	prismática	de	base	retangular;	o
volume	da	câmara	de	retenção	de	gordura	pode	ser	obtido	pela	seguinte	fórmula:
V	=	2N	+	20
Em	que:
V	=	volume	da	caixa	em	litros;
N	=	número	de	pessoas	servidas	pelas	cozinhas	que	contribuem	para	a	caixa	de
gordura	no	turno	em	que	há	maior	afluxo.
NormaS	técnicaS
NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.
73
Como	se	faz	instalação	de	tanque	de	lavar	roupa
Existe	uma	grande	variedade	de	modelos	de	tanque	no	mercado.	Podem	ser	de
louça,	esmaltados,	plástico,	aço	inoxidável	etc.	Geralmente,	os	tanques	mais
procurados	são	aqueles	feitos	em	cerâmica,	já	que	são	mais	duráveis	e	fáceis	de
limpar.	Os	tanques,	além	de	seu	tamanho	e	tipo	de	material,	também	podem	ser
diferenciados	por	sua	forma	de	instalação	e	seu	suporte.	O	tanque	pode	ser
simples	ou	duplo,	também	pode	ser	de	coluna	ou	com	sifão	sem	coluna	–	nesses
casos,	fixados	na	parede,	os	tanques	de	sobrepor	e	os	embutidos	em	bancadas.
Para	a	instalação,	é	importante	lembrar	que,	independentemente	do	tamanho,	a
instalação	deve	ser	executada	com	altura	entre	80	cm	a	90	cm.
73.1	Cuidados	na	instalação
¹
Entretanto,	antes	de	iniciar	a	instalação	do	tanque,	é	importante	verificar	no	local
da	instalação	(lavanderia	ou	área	de	serviço)	se	o	espaço	é	suficiente	e	se	o	ponto
entrada	de	água	e	de	saída	de	esgoto	estão	sem	obstruções	e	cabem	nas
dimensões	do	tanque	escolhido.	Geralmente,	os	tanques	de	louça	são	fixados	na
parede	por	meio	de	parafusos	com	bucha,	com	uso	de	furadeira.	Ou	seja,	o
tanque	geralmente	é	colocado	na	parede	depois	que	ela	estiver	acabada	e
azulejada.	Deve	ser	observado	também	se	o	tanque	faz	um	ângulo	reto	com	a
parede	de	instalação,	pois	um	tanque	instalado	desalinhado	pode	fazer	com	que
se	acumule	água	durante	o	uso	em	um	só	dos	lados,	prejudicando	a	limpeza.
Também	é	importante	garantir	a	vedação	máxima,	para	evitar	vazamentos	e
outros	problemas	no	tanque.	Deve	ser	utilizada	fita	veda	rosca	em	todos	os
pontos	de	instalação.	Para	o	escoamento,	deve-se	escolher	um	vedante	de
borracha	de	boa	qualidade	que	seja	mais	durável.
73.2	Ponto	de	água
Existem	dois	modelos	indicados	de	torneiras	para	o	tanque:	parede	e	bica	alta.	O
modelo	de	parede	deve	ser	instalado	a	30	cm	de	altura	em	relação	ao	tanque.
Normalmente,	a	altura	padrão	varia	de	1,10	m	a	1,20	m	do	piso	acabado.	Caso
não	tenha	outra	saída	de	água	na	lavanderia,	é	indicado	escolher	o	modelo	com
saída	para	máquina	de	lavar	roupas,	assim	não	inutilizará	a	saída	convencional
da	torneira.
73.3	Ponto	de	esgoto
A	altura	do	ponto	de	esgoto	varia	de	0,50	m	a	0,60	m	do	piso	acabado.
O	esgotamento	é	realizado	a	partir	da	válvula	de	fundo	acoplada	a	um	sifão	que,
por	sua	vez,	é	afixado	em	um	tubo	de	esgoto	primário	de	50	mm,	tendo	um
joelho	de	90º	e	também	de	50	mm	sob	o	chão	para	redirecionar	a	água	usada
para	uma	caixa	de	passagem.
Quando	o	tanque	for	de	coluna,	desprovido	de	sifão,	a	água	servida	deverá	ser
direcionada	para	uma	caixa	sifonada,	com	diâmetro	de	saída	de	75	mm,	para
evitar	o	refluxo	de	espuma	para	dentro	do	compartimento.
Figura	73.1	–	Modelos	de	tanque.
NormaS	técnicaS
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	10281:2015	–	Torneiras	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	16749:2019	–	Aparelhos	sanitários	–	Misturadores	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	14162:2017	–	Aparelhos	sanitários	–	Sifão	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
Gtrês	(s.d.).
74
Como	se	faz	instalação	de	máquina	de	lavar	roupa
Na	elaboração	do	projeto	arquitetônico,	o	arquiteto	deve	prever	um	espaço
adequado,	normalmente	ao	lado	do	tanque,	para	a	instalação	da	máquina	de	lavar
roupa.	A	máquina	ideal	deve	ser	econômica,	silenciosa,	segura	e	fácil	de	usar.
Os	diferentes	modelos	desses	equipamentos	existentes	no	mercado	devem	ser
criteriosamente	observados,	tendo	em	vista	que	o	espaço	físico	reservado	para	a
área	de	serviço	sempre	é	muito	pequeno.	Além	do	tanque,	deve	ser	previsto	um
local	adequado	para	a	instalação	da	máquina	de	lavar	roupa.	Embora	possuam
instalações	diferentes,	normalmente	esses	equipamentos	ficam	próximos	um	do
outro	e	na	mesma	parede	hidráulica.	Isso	se	deve	a	alguns	aspectos	funcionais,
como	a	utilização	simultânea	dos	dois	aparelhos	na	hora	de	lavar	roupa.
74.1	Ponto	de	água
A	alimentação	da	máquina	é	feita	por	meio	de	um	ponto	na	parede,	instalado	a
90	cm	do	piso,	que	possibilita	a	ligação	do	tubo	de	entrada	na	máquina.	Deve	ser
previsto,	na	instalação,	um	registro	de	pressão,	para	controle	do	escoamento	e
também	do	bloqueio	total	da	água.
Em	prédio	de	apartamento,	as	construtoras	normalmente	disponibilizam	uma
torneira	exclusiva	para	lavadoras	de	roupa.	Porém,	se	for	necessário	usar	o
mesmo	fornecimento	de	água	do	tanque,	é	preciso	comprar	uma	rosca	de	¾”
para	encaixar	a	mangueira	do	eletrodoméstico.
Figura	74.1	–	Máquina	de	lavar	roupa.
74.2	Ponto	de	esgoto
As	águas	servidas	da	máquina	de	lavar	roupa	devem	ser	despejadas	em	ramais
exclusivos,	que	serão	ligados	à	caixa	de	inspeção	(no	caso	de	residências)	ou	ao
tubo	de	queda	(no	caso	de	apartamentos).	Essa	canalização	deverá	ser	sifonada
dentro	da	parede,	com	conexões,	e	não	deve	ter	comunicação	com	nenhuma
caixa	ou	ralo	sifonado.	Caso	contrário,	a	espuma	despejada	pela	máquina	sairá
pelas	grelhas.
É	importante	ressaltar	que	a	extremidade	curva	da	mangueira	de	saída	de	água
servida	deve	estar	posicionada	a	uma	altura	entre	0,85	m	(ou	0,90	m	dependendo
do	modelo	da	lavadora)	a	1,20	m	do	piso	acabado.	Abaixo	de	0,85	m,	a	lavadora
não	completará	o	nível	de	água	necessário	para	o	seu	funcionamento;	acima	de
1,20	m,	não	conseguirá	escoar	a	água.
O	sifão	da	máquina	de	lavar	roupa	também	deve	ser	ventilado.	De	acordo	com	a
NBR	8160:1999,	no	caso	de	edifícios	verticais,	o	tubo	de	queda	deve	ser
ventilado	na	cobertura	(ventilação	primária).	Em	residências,	o	sifão	deverá	ser
ventilado	por	meio	de	um	tubo	ventilador	conforme	mostra	a	Figura	74.2.
Figura	74.2	–	Detalhe	do	sifão	da	máquina	de	lavar	roupa	(ligação	à	caixa
de	inspeção).
Figura	74.3	–	Detalhe	do	sifão	da	máquina	de	lavar	roupa	(ligação	ao	tubo
de	queda).
Figura	74.4	–	VentilaçãoFigura	2.1	–	Sistema	de	abastecimento	direto.
Figura	2.2	–	Válvula	redutora	de	pressão	instalada	no	cavalete.
2.2	Sistema	de	distribuição	indireto
No	sistema	indireto,	adotam-se	reservatórios	para	minimizar	os	problemas
referentes	a	intermitência	ou	irregularidades	no	abastecimento	de	água	e	a
variações	de	pressões	da	rede	pública.	Nesse	sistema,	consideram-se	três
situações,	descritas	a	seguir.
2.2.1	Sistema	indireto	sem	bombeamento
Esse	sistema	é	adotado	quando	a	pressão	na	rede	pública	é	suficiente	para
alimentar	o	reservatório	superior.	O	reservatório	interno	da	edificação	ou	do
conjunto	de	edificações	alimenta	os	diversos	pontos	de	consumo	por	gravidade;
portanto,	deve	estar	sempre	a	uma	altura	superior	a	qualquer	ponto	de	consumo.
Obviamente,	a	maior	vantagem	desse	sistema	é	que	a	água	do	reservatório
garante	o	abastecimento	interno,	mesmo	que	o	fornecimento	da	rede	pública	seja
provisoriamente	interrompido,	o	que	o	torna	o	sistema	mais	utilizado	em
edificações	de	até	dois	pavimentos.
Figura	2.3	–	Sistema	de	abastecimento	indireto	sem	bombeamento.
2.2.2	Sistema	indireto	com	bombeamento
Esse	sistema	normalmente	é	utilizado	quando	a	pressão	da	rede	pública	não	é
suficiente	para	alimentar	diretamente	o	reservatório	superior	–	como	em
edificações	com	mais	de	três	pavimentos	(acima	de	9	m	de	altura),	por	exemplo.
Nesse	caso,	adota-se	um	reservatório	inferior,	de	onde	a	água	é	bombeada	até	o
reservatório	elevado,	por	meio	de	um	sistema	de	recalque.	A	alimentação	da	rede
de	distribuição	predial	é	feita	por	gravidade,	a	partir	do	reservatório	superior.
Figura	2.4	–	Sistema	de	abastecimento	indireto	com	bombeamento.
2.2.3	Sistema	de	distribuição	misto
No	sistema	de	distribuição	misto,	parte	da	alimentação	da	rede	de	distribuição
predial	é	feita	diretamente	pela	rede	pública	de	abastecimento	e	parte	pelo
reservatório	superior.
Esse	sistema	é	o	mais	comum	e	o	mais	vantajoso	em	relação	aos	demais,	pois
algumas	peças	podem	ser	alimentadas	diretamente	pela	rede	pública,	como
torneiras	externas	e	tanques	em	áreas	de	serviço	ou	edícula,	situados	no
pavimento	térreo.	Nesse	caso,	como	a	pressão	na	rede	pública	quase	sempre	é
maior	do	que	a	obtida	a	partir	do	reservatório	superior,	esses	pontos	de	utilização
de	água	terão	mais	pressão.
Figura	2.5	–	Sistema	de	abastecimento	misto.
3
Como	se	faz	medição	individualizada	de	água
Antes	do	início	da	obra,	o	construtor	deve	entrar	em	contato	com	a
concessionária	fornecedora	de	água	local	para	tomar	conhecimento	das
características	técnicas	necessárias	para	a	implantação	de	um	sistema	interno	de
automação	para	medição	de	água	individualizada	em	condomínios,	horizontais
ou	verticais,	residenciais,	comerciais	e	industriais,	públicos	ou	mistos.
O	sistema	consiste	na	instalação	de	um	hidrômetro	no	ramal	de	alimentação	de
cada	unidade	habitacional,	de	modo	que	seja	medido	todo	o	seu	consumo,	com	a
finalidade	de	racionalizar	o	seu	uso	e	fazer	a	cobrança	proporcional	ao	volume
consumido.
3.1	Obrigatoriedade
Aprovada	em	julho	de	2016,	a	Lei	Federal	nº	13.312	determina	que	o	uso	de
medidores	individuais	de	água	seja	obrigatório	em	todos	os	imóveis	entregues	a
partir	de	2021.	Dessa	forma,	não	teremos	mais	várias	colunas	alimentando	um
apartamento,	mas	somente	uma	coluna	alimentando	vários	apartamentos,	com
medição	de	água	individualizada.
3.2	Vantagens	do	sistema
A	medição	individual	de	água	em	condomínios	prediais	é	importante	por	várias
razões,	como:
redução	do	desperdício	de	água	e,	consequentemente,	do	volume	efluente	de
esgotos;
economia	de	energia	elétrica,	em	decorrência	da	redução	do	volume	bombeado
para	o	reservatório	superior;
redução	do	índice	de	inadimplência;
além	de	facilidade	para	identificação	de	vazamentos	de	difícil	percepção.
3.3	Tipos	de	medição	individualizada
A	medição	pode	ser	feita	nos	pavimentos	com	a	instalação	de	um	grupo	de
hidrômetros	no	hall	(área	comum)	de	cada	pavimento.	Essa	é	uma	das	soluções
mais	adotadas	nos	edifícios	residenciais	dotados	de	SMI,	particularmente	nos
edifícios	mais	altos.	A	vantagem	dessa	solução	é	que	demanda	uma	instalação
hidráulica	simplificada,	com	uma	prumada	central	única	na	área	comum	do	hall
dos	apartamentos,	onde	também	estará	localizado	o	grupo	de	hidrômetros.
Nas	edificações	mais	baixas,	como	em	edifícios	de	até	três	pavimentos,	os
projetistas	preferem	instalar	os	hidrômetros	de	todos	os	apartamentos	em	um	só
local,	que	pode	ser	em	uma	área	comum	interna	ou	externa	ao	edifício	ou	até
mesmo	na	cobertura	da	edificação,	desde	que	esta	seja	de	fácil	acesso.
Figura	3.1	–	Medição	individualizada	de	água	para	edifícios	de	até	3
pavimentos.
Figura	3.2	–	Medição	individualizada	normalmente	utilizada	para	edifícios
altos.
4
Como	se	faz	instalação	de	reservatórios
industrializados
Os	reservatórios	industrializados	normalmente	são	usados	para	pequenas	e
médias	reservas	(capacidade	máxima	em	torno	de	1.000	a	2.000	l).	Em	casos
extraordinários,	podem	ser	fabricados	sob	encomenda	para	grandes	reservas
(principalmente	os	reservatórios	de	aço).
Os	reservatórios	pré-fabricados	(com	capacidade	de	até	2.000	l)	devem	ser
apoiados	sobre	bases	planas,	rígidas	e	niveladas	(preferencialmente	de	concreto),
capazes	de	resistir	aos	esforços	atuantes	e	de	impedir	as	consequentes
deformações.	As	furações	devem	ser	feitas	somente	nos	locais	recomendados
pelo	fabricante.	Para	o	procedimento,	devem	ser	utilizadas	serras	copo
compatíveis	com	os	diâmetros	dos	adaptadores	autoajustáveis.	Também	é
importante	verificar	se	o	local	onde	a	caixa	d’água	será	instalada	é	ventilado.
Caso	o	ambiente	não	seja	bem	ventilado,	deve-se	providenciar	aberturas	no	local
para	melhorar	a	circulação	de	ar	e	evitar	a	condensação	nas	paredes	da	caixa.
De	modo	geral,	os	reservatórios	deverão	ser	projetados	e	executados	prevendo	a
instalação	dos	seguintes	itens:
limitadores	de	nível	de	água,	com	a	finalidade	de	impedir	a	perda	de	água	por
extravasamento;
tubulação	de	limpeza	situada	abaixo	do	nível	de	água	mínimo;
extravasor	dimensionado	de	forma	que	possibilite	a	descarga	da	vazão	máxima
que	alimenta	o	reservatório;
deve	ser	previsto	um	espaço	livre	acima	do	nível	máximo	de	água,	adequado
para	a	ventilação	do	reservatório	e	colocação	dos	dispositivos	hidráulicos	e
elétricos.
Figura	4.1	–	Esquema	geral	de	instalação	do	reservatório	industrializado
(caixa	d’água).
Figura	4.2	–	Furação	da	caixa	d’água.	(continua)
Figura	4.2	–	Furação	da	caixa	d’água.	(continuação)
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	14799:2018	–	Reservatório	poliolefínico	para	água	potável	–	Requisitos.	NBR	14800:2018	–	Reservatório	poliolefínico	para	água	potável	–	Instalações	em	obra.
5
Como	se	faz	instalação	de	reservatório	moldado	in
loco
São	considerados	moldados	in	loco	os	reservatórios	executados	na	própria	obra.
Geralmente	são	utilizados	para	médias	e	grandes	reservas	e	são	construídos
conjuntamente	com	a	estrutura	da	edificação,	seguindo	projeto	específico.
Normalmente,	são	encontrados	em	dois	formatos:	cilíndrico	e	paralelepípedo.
Os	reservatórios	de	maior	capacidade	devem	ser	divididos	em	dois	ou	mais
compartimentos	(interligados	por	meio	de	um	barrilete),	para	permitir	operações
de	manutenção	sem	interrupção	na	distribuição	de	água.
Outro	detalhe	importante:	o	reservatório	“moldado	in	loco”	deve	ter	cantos
internos	arredondados	ou	chanfrados	e	fundo	com	superfície	dotada	de	ligeira
declividade	no	sentido	do	bocal	ou	flange	da	tubulação	de	limpeza.	Esse	detalhe
é	muito	importante,	pois	facilita	a	impermeabilização	e	a	operação	de	limpeza.
5.1	Impermeabilização
Alguns	cuidados	com	a	impermeabilização	também	são	importantes.	A	escolha
adequada	do	sistema	de	impermeabilização	é	essencial	para	o	bom	desempenho
do	reservatório,	sempre	de	acordo	com	a	NBR	9575:2010	–	Impermeabilização	–
Seleção	e	projeto.	A	impermeabilização	de	reservatórios	de	concreto	armado
pode	ser	feita	com	manta	asfáltica,	argamassado	sifão	da	máquina	de	lavar	roupa	(instalação	em
residências).
Nota
As	distâncias	(em	cm)	do	ramal	de	esgoto	da	máquina	de	lavar	e	do	sifão	em	relação	ao	piso	são	referências	do	IPC	(International	Plubing	Code).
74.3	Ponto	de	energia
A	tomada	para	ligação	da	máquina	de	lavar	roupa	deve	ser	prevista	no	layout	da
área	de	serviço	(lavanderia)	e	no	projeto	de	instalações	elétricas.	Deve	ser
evitada	a	utilização	de	adaptadores	e	extensões.	Se	a	tomada	estiver	muito	longe,
é	preferível	contratar	um	eletricista	para	fazer	as	instalações	corretamente,	de
acordo	com	as	instruções	do	fabricante.
NormaS	técnicaS
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	5410:2004	–	Instalações	elétricas	de	baixa	tensão.
75
Como	se	faz	desentupimento	de	ramais	na	área	de
serviço
Os	entupimentos	que	costumam	ocorrer	na	área	de	serviço	(lavanderia)
normalmente	são	causados	por	pequenos	objetos	que	entram	na	tubulação	e
fiapos	de	roupa	que	acabam	indo	para	os	canos.	Como	geralmente	esse	tipo	de
entupimento	é	acidental,	não	há	muito	como	prevenir.
Sendo	materiais	não	orgânicos,	o	melhor	meio	para	desentupir	é	com	meios
físicos,	como	arame	ou	mangueira,	forçando	a	passagem	da	água	pela	tubulação.
Outro	problema	é	a	espuma	de	sabão	que,	embora	seja	líquida,	pode	facilmente
solidificar	e	entupir	o	ralo	da	área	de	serviço.	Nesse	caso,	há	poucas	soluções
preventivas,	porque	é	praticamente	impossível	não	usar	sabão;	pode-se	removê-
lo	com	limpador	de	esgoto.
Quando	os	ralos	não	limpos	regularmente,	eles	podem	acumular	sujeira
suficiente	para	causar	um	entupimento.	A	primeira	tentativa	para	desentupir	é
remover	a	tampa	e	retirar	manualmente	os	detritos	que	se	agarram	a	ele,
incluindo	fiapos	de	roupas,	sabão	e	qualquer	outra	sujeira.	Se	o	ralo	ainda	estiver
entupido,	deve	ser	usado	um	pequeno	desentupidor	de	banheiro	ou	cozinha	para
tentar	forçar	o	entupimento	para	fora.	Adicionar	água	suficiente	ao	ralo	para
cobrir	a	cabeça	do	desentupidor	e	criar	sucção.
Se	o	entupimento	no	ralo	foi	causado	por	gordura	ou	sabão	derramar	água
fervente	pelo	ralo	pode	ajudar	a	remover	a	sujeira	do	cano.	Se	a	água	quente	for
ineficaz,	despejar	uma	xícara	de	bicarbonato	de	sódio	no	ralo	derramando	um
pouco	mais	de	água	fervente.	A	água	ativará	o	bicarbonato	de	sódio,	criando	um
líquido	alcalino	que	pode	dissolver	o	entupimento.
Se	nenhum	desses	métodos	remover	o	entupimento,	é	melhor	chamar	uma
empresa	especializada,	pois	alguns	produtos	químicos	podem	danificar	o	ralo	e	o
ramal	de	esgoto.
76
Como	se	faz	para	evitar	o	retorno	de	espuma	na	caixa
sifonada
O	retorno	de	espuma	normalmente	acontece	quando	o	lançamento	da	água
servida	da	máquina	de	lavar	roupas	é	feito	diretamente	na	caixa	sifonada.	Nesse
caso,	para	se	certificar	de	que	o	problema	está	no	ralo,	deve-se	observar	se
imediatamente	após	o	despejo	da	máquina	de	lavar	roupa	ocorre	o	retorno	de
espuma	pelo	ralo.
Em	geral,	as	máquinas	de	lavar	roupas	e	louças	possuem	uma	vazão	de	descarte
instantânea	maior	e	com	mais	pressão	de	lançamento.	Um	ramal
subdimensionado	de	40	mm	para	esgotamento	dessas	máquinas	pode	acarretar
transborde	de	água	do	desconector	no	piso.	Para	máquinas	de	lavar	roupas,	a
norma	define	o	diâmetro	mínimo	de	50	mm	para	o	esgotamento.
Para	evitar	o	retorno	de	espuma	na	caixa	sifonada	em	áreas	de	serviço	de
residências	térreas,	as	águas	servidas	da	máquina	de	lavar	roupa	devem	ser
despejadas	em	ramal	exclusivo,	que	deverá	ser	ligado	à	caixa	de	inspeção.	Em
pavimentos	sobrepostos,	o	ramal	da	máquina	deverá	ser	ligado	ao	tubo	de	queda.
Essa	canalização	deverá	ser	sifonada	dentro	da	parede,	com	conexões,	e	não
deve	ter	comunicação	com	nenhuma	caixa	ou	ralo	sifonado,	a	não	ser	que	eles
possuam	tampa	cega	com	saída	de	75	mm.
Atualmente,	existe	no	mercado	um	dispositivo	chamado	“antiespuma”,	que
geralmente	são	especificados	para	os	ralos	projetados	nas	áreas	de	serviço.	Trata-
se	de	um	dispositivo	que	bloqueia	o	retorno	do	ralo	ou	caixa	sifonada,
permitindo	a	captação	de	água	no	local	onde	está	instalado	(veja	Seção	"Como
se	faz	escolha	de	ralos").
NormaS	técnicaS
NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.
77
Como	se	faz	para	evitar	retorno	de	espuma	em
pavimentos	sobrepostos
Em	edifícios	de	múltiplos	pavimentos	(pavimentos	sobrepostos)	é	muito	comum
a	ocorrência	de	retorno	de	espuma	quando	a	ligação	do	ramal	é	realizada
próxima	ao	pé	da	coluna,	isto	é,	na	área	de	maior	pressão	de	impacto,	causando
um	possível	retorno	da	espuma	para	os	andares	localizados	em	cotas	mais
baixas.
O	retorno	de	espuma	no	tanque	e	na	pia	da	cozinha	dos	primeiros	pavimentos	de
um	edifício	se	deve	pelo	fato	de	as	ligações	estarem	todas	em	uma	única
prumada,	em	regiões	de	ocorrência	de	sobrepressão	(zonas	de	sobrepressão).
Uma	das	formas	para	solucionar	o	problema	é	o	desligamento	do	ramal	de
esgoto	do	ralo	sifonado	do	tubo	de	queda	original	e	a	ligação	em	um	novo	tubo
de	queda,	devidamente	ventilado,	a	ser	instalado.
77.1	Zonas	de	sobrepressão
Quando	ocorre	o	retorno	da	espuma,	deve-se	verificar	se	a	ligação	dos	ramais	de
esgoto	com	as	colunas	estão	nas	áreas	de	sobrepressão	definidos	no	item	4.2.4.3
da	norma	NBR	8160:1999,	conforme	mostra	a	Figura	77.1	(zonas	de
sobrepressão).
As	ligações	dos	ramais	de	esgoto	das	áreas	de	serviço	do	1º	e	2º	pavimentos
devem	ser	ligadas	em	tubo	de	queda	independente.
Figura	77.1	–	Zonas	de	sobrepressão	(NBR	8160:1999).
Figura	77.2	–	Ligação	do	1º	e	2º	pavimentos	em	tubos	de	queda
independentes.
NormaS	técnicaS
NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.
78
Como	se	faz	instalação	de	válvula	de	retenção
²
A	válvula	de	retenção	é	muito	utilizada	para	evitar	o	retorno	nas	instalações
prediais	de	esgoto	e	águas	pluviais,	principalmente	nos	casos	de	inundações,
enchentes,	refluxo	das	marés,	entupimentos	ou,	ainda,	vazões	elevadas	nos
períodos	de	fortes	chuvas.	Além	de	impedir	o	refluxo	de	esgotos	públicos,	ela
também	impede	o	acesso	de	animais	roedores	no	interior	das	residências.
Trata-se	de	um	dispositivo	mecânico	que	permite	somente	a	passagem	do	fluido
em	determinado	sentido	e	exerce	seu	bloqueio	no	sentido	oposto.
A	válvula	de	retenção	trabalha	automaticamente,	movimenta-se	por	meio	do
próprio	fluido,	dispensando	interferências	de	operadores	ou	demais	ações
externas,	o	que	a	torna	extremamente	confiável	para	utilização.	Ela	possui	um
anel	de	borracha	para	vedação	da	tampa,	o	que	impede	a	liberação	de	mau
cheiro,	e	pode	trabalhar	a	uma	temperatura	de	45	ºC	em	regime	não	contínuo.
Se	o	coletor	predial	da	edificação	tem	diâmetros	maiores	do	que	100	mm,	deve-
se	usar	válvula	de	retenção	de	esgoto	compatível	com	o	diâmetro	da	tubulação.
Observação
A	válvula	deve	ser	instalada	de	forma	nivelada.	O	próprio	corpo	da	válvula	possui	um	desnível	em	sua	geometria	para	garantir	um	escoamento	perfeito.	Por	esse	motivo,	não	é	preciso	fazer	a	instalação	da	tubulação	com	declividade.	Outra	recomendação	importante	é	sobre	a	orientação	existente	no	produto	relacionada	ao	sentido	do	fluxo,	já	que	existe	no	corpo	da	válvula	uma	seta	que	indica	qual	é	o	sentido	de	escoamento.
Figura	78.1	–	Válvula	de	retenção.
NormaS	técnicaS
NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.
Krona	(2017).
79
Como	se	faz	para	evitar	o	mau	cheiro	em	banheiros	e
áreas	de	serviço
Um	dos	fatores	que	causam	o	mau	cheiro	nos	ralos	dos	banheiros	e	da	área	de
serviço	é	o	retorno	de	gases	provenientes	do	esgoto	pelo	encanamento.	Toda
instalação	de	esgoto	tem	que	ser	ventiladapara	o	escoamento	dos	gases	para	a
atmosfera	(veja	Seção	"Como	se	faz	Ventilação	da	instalação	de	esgoto").	A	falta
desse	complemento	pode	causar	mau	cheiro	em	ambientes	da	residência,
particularmente,	no	banheiro	e	na	área	de	serviço.
O	mau	cheiro	nesses	locais	pode	ter	diversas	causas:	ausência	ou	desconector
(sifão)	inadequado,	rompimento	do	fecho	hídrico	dos	desconectores,	ausência	ou
vedação	inadequada	da	saída	da	bacia	sanitária	e	ausência	ou	ventilação
incorreta	do	sistema	de	esgoto,	em	desconformidade	com	NBR	8160:1999.
Figura	79.1	–	Mau	cheiro	em	ralo,	bacia	sanitária	e	sifão.
79.1	Fecho	hídrico	dos	desconectores
Um	dos	principais	fatores	que	causam	o	mau	cheiro	nos	ralos	dos	banheiros	e	da
área	de	serviço	é	o	retorno	de	gases	provenientes	dos	encanamentos	de	esgoto
devido	ao	rompimento	do	fecho	hídrico	dos	desconectores.
É	muito	comum	ocorrer	o	mau	cheiro	em	ambientes	quando	o	fecho	hídrico	de
um	desconector	atingir	altura	inferior	a	50	mm.
Figura	79.2	–	Fecho	hídrico	de	sifão.
Observação
Segundo	a	NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgotos	sanitários,	deve	ser	assegurada	a	manutenção	do	fecho	hídrico	mediante	as	solicitações	impostas	pelo	ambiente,	como:	evaporação,	tiragem	térmica,	ação	do	vento,	variações	de	pressão	o	uso	propriamente	dito	(sucção	e	sobrepressão).
79.2	Vedação	da	saída	da	bacia	sanitária
Quando	ocorre	mau	cheiro	na	bacia	sanitária,	a	causa	mais	provável	é	a	ausência
ou	vedação	inadequada	da	saída	da	bacia	sanitária.
Nesse	caso,	deve	ser	verificado	se	a	junta	entre	a	saída	da	bacia	sanitária	com	a
tubulação	de	esgoto	está	incorreta.	Se	for	confirmada	a	incorreção,	deve	ser
instalado	vedação	para	saída	de	bacia	sanitária	ou	anel	de	vedação.
Figura	79.3	–	Anel	de	vedação	para	bacia	sanitária.
79.3	Caixas	de	inspeção	e	de	gordura	antigas
Se	as	caixas	de	passagem	(esgoto)	e	de	gordura	estiverem	apresentando	mau
cheiro,	provavelmente	devem	estar	com	sistema	ineficiente	de	vedação	das
tampas.
As	caixas	de	inspeção	(gordura)	mais	tradicionais,	de	alvenaria	ou	concreto,
costumam	apresentar	esse	problema	com	o	passar	do	tempo,	pois	é	muito
comum	a	ocorrência	de	trincas	ou	quebras	em	suas	tampas	de	concreto.
A	solução	definitiva,	nesses	casos,	é	substituir	as	caixas	de	inspeção	e	de	gordura
de	alvenaria	pelas	modernas	caixas	múltiplas	(pré-fabricadas).
NormaS	técnicaS
NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.
80
Como	se	faz	ventilação	da	instalação	de	esgoto
Toda	instalação	de	esgoto	deve	ser	ventilada	por	meio	de	um	tubo	ventilador
para	possibilitar	a	entrada	de	ar	da	atmosfera	para	o	interior	das	instalações	de
esgoto	e	vice-versa,	com	a	finalidade	de	protegê-las	contra	possíveis	rupturas	do
fecho	hídrico	dos	desconectores	(sifões).	A	falta	desse	complemento	pode	causar
mau	cheiro	em	ambientes	da	residência	(banheiro,	cozinha	e	área	de	serviço).
O	subsistema	de	ventilação	de	esgoto	sanitário	predial	é	composto	por	duas
formas	de	ventilação:	ventilação	primária	e	ventilação	secundária.
A	ventilação	primária	é	proporcionada	pelo	ar	que	escoa	pelo	núcleo	do	tubo	de
queda,	o	qual	é	prolongado	até	a	atmosfera,	constituindo	a	tubulação	de
ventilação	primária.	Já	a	ventilação	secundária,	segundo	a	NBR	8160:1999,	é
composta,	basicamente,	por	ramais	e	colunas	de	ventilação	que	interligam	os
ramais	de	descarga	ou	de	esgoto	à	ventilação	primária	ou	que	são	prolongados
até	a	cobertura.
Com	relação	a	execução	da	ventilação,	deve	ser	verificado:
a	ligação	do	ramal	de	ventilação	ao	ramal	de	esgotos,	sobre	a	tubulação	(nunca
ao	lado	ou	sob	a	mesma);
a	distância	de	um	desconector	à	conexão	com	o	tubo	ventilador	ao	qual	estiver
ligado	deve	ser	1,20	m	para	ramal	de	esgoto	com	DN	50,	1,80	m	para	ramal	de
esgoto	com	DN	75	e	2,40	m	para	ramal	com	DN	100;
o	ponto	de	inserção	do	ramal	de	ventilação	com	a	coluna	de	ventilação,	no
mínimo	15	cm	acima	do	nível	de	transbordamento	da	água	do	mais	alto	dos
aparelhos	a	ele	conectado;
a	posição	dos	tubos	ventiladores,	com	o	mínimo	de	0,30	m	acima	de	qualquer
cobertura	(laje	ou	telhado)	e	se	estiver	a	menos	de	4,00	m	de	distância	de
mezaninos	ou	portas,	deverá	elevar-se	1,00	m	acima	da	respectiva	verga.
Figura	80.1	–	Sistema	de	ventilação	em	edifícios	de	pavimentos	sobrepostos.
Observação
Para	impedir	a	entrada	de	folhas,	água	de	chuva	e	outros	tipos	de	obstrução	na	coluna	de	ventilação,	a	Tigre	oferece	os	“terminais	de	ventilação,”	fabricados	nos	diâmetros	de	50,	75	e	100	mm.	Esses	dispositivos	dispensam	a	colocação	de	cotovelos	com	telas	de	proteção	nas	extremidades	das	colunas	de	ventilação.
NormaS	técnicaS
NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgotos	sanitários.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.
81
Como	se	faz	ligação	do	ramal	de	ventilação	à	coluna
de	ventilação
A	ligação	do	ramal	de	ventilação	a	uma	coluna	de	ventilação	(tubo	ventilador
primário)	deve	ser	feita	por	meio	de	uma	alça	de	modo	a	impedir	o	acesso	de
esgoto	sanitário	ao	interior	dele.
O	ramal	de	ventilação	deve	ser	instalado	com	aclive	mínimo	de	1%,	de	modo
que	qualquer	líquido	que	porventura	nela	venha	a	ingressar	possa	escoar
totalmente,	por	gravidade,	para	dentro	do	ramal	de	descarga	ou	de	esgoto	em	que
o	ventilador	tenha	origem.	Não	pode	ser	feita	ligação	direta	e	em	nível	de	tubo
ventilador	secundário	em	coluna	de	ventilação,	sem	a	presença	de	alça	de
ventilação	com	altura	adequada.De	modo	geral,	o	ramal	de	ventilação	deve
sempre	iniciar	em	um	ponto	entre	o	desconector	(caixa	sifonada)	e	o	ramal
primário	de	esgoto	sanitário.
Como	foi	visto,	o	ramal	de	ventilação	deve	ser	ligado	a	uma	coluna	15	cm,	ou
mais,	acima	do	nível	de	transbordamento	da	água	do	mais	alto	dos	aparelhos
sanitários,	excluindo-se	os	que	despejam	em	ralos	ou	caixas	sifonadas	de	piso.
Porém,	esse	é	o	maior	problema	existente	nas	instalações	de	esgotamento
sanitário:	poucos	instaladores	colocam	o	ramal	de	ventilação	do	esgoto	em	seu
ponto	correto	e	fazem	a	“alça	de	ventilação”	com	uma	altura	adequada.
Figura	81.1	–	Ligação	do	ramal	de	ventilação	à	coluna	de	ventilação	(alça	de
ventilação).
NormaS	técnicaS
NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgotos	sanitários.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.
82
Como	se	faz	instalação	de	válvula	de	admissão	de	ar
(vaa)
A	válvula	de	admissão	de	ar	(VAA)	tem	como	função	permitir	a	entrada	de	ar	na
tubulação	de	ventilação	do	esgoto,	substituindo	as	colunas	e	os	ramais	de
ventilação	secundária.	Com	a	utilização	da	VAA	é	possível	equalizar	a	pressão
interna	do	sistema	de	esgoto,	com	a	finalidade	de	preservar	os	fechos	hídricos	do
sistema	sanitário.	Assim,	os	fechos	hídricos	exercem	a	sua	função	de	não
permitir	a	saída	de	gases,	odores	ou	líquidos	para	os	ambientes.
A	VAA	deve	ser	instalada	verticalmente	em	lugares	que	possuam	ventilação,
como	interior	de	shafts,	forros	e	sancas,	gabinetes	embutidos	na	alvenaria	ou	de
forma	aparente	(sempre	respeitando	a	ventilação	renovável	mínima	de	20	cm²).
A	tubulação	de	esgoto	vertical	do	ramal	em	que	a	VAA	for	instalada	deve	ter	o
diâmetro	igual	ou	maior	do	que	o	diâmetro	da	VAA.	A	válvula	deve	ser	instalada
10	cm	acima	do	fecho	hídrico	mais	alto	do	ramal	da	tubulação.	É	permitida	a
instalação	em	locais	em	que	a	temperatura	esteja	entre	0	°C	e	60	°C.
Figura	82.1	–	Instalação	de	válvula	de	admissão	de	ar	em	gabinete	de
lavatório.
Figura	82.2	–	Instalação	de	válvula	de	admissão	de	ar	em	forro.
83
Como	se	faz	previsão	de	forro	para	instalações	em
pavimentos	sobrepostos
Nas	instalações	em	edifícios	de	múltiplos	pavimentos	(pavimentos	sobrepostos),
o	forro	de	gesso	ou	similar,	eliminando	os	antigos	rebaixos	em	lajes,	é
fundamental	para	a	qualidade	de	um	projeto,	pois	simplifica	a	execução,	diminui
a	carga	da	estrutura,	reduz	custos	e	facilita	a	manutençãoposterior.
Na	elaboração	do	projeto	arquitetônico	de	residências	assobradadas	ou	de
pavimentos	sobrepostos,	é	muito	comum	não	se	pensar	nas	instalações	de
esgoto.	Essa	falta	de	previsão	acarreta	a	diminuição	do	pé-direito	dos	ambientes
localizados	sob	essas	instalações	e	a	consequente	colocação	de	forros
rebaixados.
Os	fluidos	de	esgoto	são	escoados	por	gravidade	e	necessitam	de	um	tubo	de
queda	para	transportá-los	para	a	parte	térrea	da	edificação.	Portanto,	se	um
sanitário	for	projetado	sobre	uma	sala	de	grandes	dimensões,	é	evidente	que	a
tubulação	de	esgoto	terá	um	percurso	maior	sob	a	laje,	até	encontrar	um	pilar	ou
uma	parede	mais	próxima	para	sua	descida.	Nesse	caso,	coloca-se	forro	na	sala
inteira,	para	esconder	o	ramal	dessa	tubulação,	aumentando,	dessa	maneira,	os
custos	da	obra,	além	de	diminuir	o	pé-direito	previsto	em	projeto.
Por	essa	razão,	deve-se	estudar	com	muito	cuidado	o	posicionamento	dos
compartimentos	sanitários	localizados	nos	pavimentos	superiores	das
edificações.
Geralmente,	não	ocorrem	problemas	com	relação	ao	pé-direito	dos	banheiros	e
demais	compartimentos	dos	pavimentos	tipos	de	edifícios,	porque	os
compartimentos	são	sobrepostos,	com	previsão	de	forros	rebaixados.	Porém,	é
muito	comum	se	esquecer	do	forro	no	pavimento	térreo	e	no	último	pavimento.
Figura	83.1	–	Pé	direito	em	sala	sob	banheiro.
Na	elaboração	do	projeto	arquitetônico,	por	ocasião	da	previsão	de	um	forro,
deve	haver	espaço	disponível	para	a	passagem	de	tubulações	de	hidráulica,	ar-
condicionado,	instalação	de	luminárias	e	de	outros	sistemas.	A	altura	do	forro	é
determinada	considerando-se	as	dimensões	de	vigas	e	espaços	ocupados	pelos
sistemas	de	serviço.
De	modo	geral,	os	ambientes	das	habitações	deverão	apresentar	altura	mínima	de
pé-direito	compatíveis	com	as	necessidades	humanas.
83.1	Pavimento	térreo
Em	edifícios	de	múltiplos	pavimentos,	além	da	previsão	de	forro	sob	as	áreas
molhadas,	nos	pavimentos	tipo,	deve-se	prever	um	pé-direito	maior	no
pavimento	térreo	em	função	dos	desvios	dos	tubos	de	queda	e	subcoletores	de
esgoto,	pois	o	pavimento	térreo	geralmente	é	diferente	do	tipo.	Em	algumas
edificações,	como	edifícios	comerciais,	hospitais	etc.,	em	função	da	manutenção
periódica	das	instalações,	o	arquiteto	deve	adotar	shafts	horizontais	ou
interpavimentos	técnicos	(justificável	apenas	em	alguns	locais	específicos).
83.2	Último	pavimento
No	último	pavimento	tipo	de	um	edifício,	costumam	ser	esquecidas	as
tubulações	de	esgoto	e	águas	pluviais	do	terraço	e	da	piscina	localizados	na
cobertura.	Nesse	caso,	deve	ser	previsto	um	pé-direito	maior	do	pavimento,	para
a	colocação	de	forros	necessários	para	a	passagem	dessas	tubulações.
Figura	83.2	–	Previsão	de	forro	no	pavimento	térreo	e	no	último	pavimento.
Figura	83.3	–	Pavimentos	técnicos	de	manutenção.
84
Como	se	faz	detecção	de	vazamentos
²¹
Os	vazamentos	costumam	ser	causa	de	muitas	dores	de	cabeça,	seja	em
edificações	residenciais,	ou	em	ambientes	de	trabalho.	Nem	sempre,	contudo,
eles	são	fáceis	de	identificar.	O	primeiro	indício	de	que	está	ocorrendo	um
vazamento	nas	instalações	de	água	de	uma	edificação	é	o	aumento	injustificável
dos	valores	do	consumo	de	água.	Existem	dois	tipos	de	vazamentos:	os	visíveis	e
os	não	visíveis.
84.1	Vazamentos	visíveis
Consideram-se	vazamentos	visíveis	aqueles	facilmente	detectados	pelos	usuários
do	sistema,	como	os	que	ocorrem	em	pontos	de	utilização,	principalmente	em
torneiras,	duchas	e	chuveiros.	Podem	ocorrer	também	em	conexões	ou	trechos
de	tubulações	aparentes.
84.2	Vazamentos	não	visíveis
Denominam-se	vazamentos	não	visíveis	aqueles	dificilmente	detectados	pelos
usuários,	como	os	que	ocorrem	em	tubulações	enterradas	ou	embutidas	em	pisos
ou	paredes	e	nos	reservatórios	enterrados.	Nesse	grupo,	consideram-se	também
os	decorrentes	de	erros	de	projeto	e/ou	execução.
A	primeira	tentativa	para	descobrir	um	vazamento	oculto	é	através	do
hidrômetro.	Para	fazer	essa	conferência,	os	registros	de	gaveta	na	parede	devem
ficar	abertos,	as	torneiras	devem	permanecer	sempre	fechadas.
Depois	de	desligar	os	equipamentos	que	utilizam	água	anotar	o	número	que
aparece	no	hidrômetro.	Ao	invés	de	anotar	o	número,	pode	também	só	marcar	a
posição	do	ponteiro	maior	do	relógio	de	água.
Passada	uma	hora,	observe	se	o	número	ou	o	ponteiro	se	alterou.	Caso	isso	tenha
acontecido,	é	sinal	de	que	existe	um	vazamento	na	construção.
84.2.1	Indícios	de	vazamentos	em	tubulações	embutidas
Manchas	de	umidade	com	aspecto	esponjoso	ou	descolorido	nos	revestimentos
de	paredes	e	pisos;
som	de	escoamento	de	água	quando	nenhum	ponto	de	utilização	está	aberto;
presença	de	vegetação	em	juntas	de	assentamento	de	pisos	externos,
o	sistema	de	recalque	fica	continuamente	ligado	etc.
84.2.2	Aparelhos	utilizados	para	detecção	de	vazamentos
Haste	de	escuta;
geofonia	eletrônica	em	paredes;
geofonia	eletrônica	em	piso;
correlação	de	ruídos;
inspeção	com	vídeo	câmera;
Figura	84.1	–	Detecção	de	vazamentos	com	haste	de	escuta.
Figura	84.2	–	Detecção	de	vazamentos	por	geofonia	eletrônica	em	paredes.
Figura	84.3	–	Detecção	de	vazamentos	por	geofonia	eletrônica	em	piso.
Outra	forma	de	identificar	vazamentos	é	a	inspeção	com	vídeo	câmera.	Esse
sistema	permite	inspecionar,	por	meio	de	imagens,	tubulações	de	toda
diversidade.	Sejam	de	água,	esgoto	ou	águas	pluviais.	O	diagnóstico	por	imagem
evita	danos	à	tubulação	e	a	estrutura	da	construção.
Além	de	possíveis	vazamentos,	através	do	sistema	de	vídeo	câmera,	é	possível
detectar	obstruções,	entupimentos	recorrentes,	localizar	caixas	de	inspeção
ocultas,	bem	como	determinar	o	traçado	das	tubulações	em	edificações	sem
projeto	hidrossanitário.
NormaS	técnicaS
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.
Gonçalves	apud	Prado	(2000).
85
Como	Se	Faz	Reparos	em	tubos	e	conexões	unidos	por
juntas	soldáveis
Os	tubos	e	as	conexões	unidos	por	solda	(juntas	soldáveis)	são	recomendados
para	instalações	permanentes,	que	não	serão	mexidas	por	longos	anos	e	podem
ser	facilmente	reparadas	com	as	conexões	“luvas	de	correr”.
Para	resolver	problemas	que	ocorrem	nos	tubos	em	consequência	de	pequenos
acidentes	(furos	por	pregos	ou	furadeiras)	ou	vazamentos	em	juntas	mal
executadas,	são	utilizadas	luvas	de	correr.
85.1	Procedimento	para	o	reparo
Cortar	o	pedaço	do	tubo	que	está	apresentando	vazamento	(pode	retirar	uma
parte	bem	maior	do	que	onde	está	trincado).
Figura	85.1
Comprar	um	tubo	novo	e	cortar	um	pedaço	para	substituir	o	que	foi	removido.
Utilizando-se	de	luvas	de	correr	e	lubrificante,	encaixar	as	luvas	no	pedaço	de
tubo	novo.
Figura	85.2
Inserir	o	pedaço	novo	no	lugar	em	que	ele	deve	ficar	e	escorregar	as	luvas	para
fazer	uma	junção	os	tubos	que	já	estão	instalados.
Figura	85.3
NormaS	técnicaS
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.
86
Como	Se	Faz	Escolha	e	aplicação	do	adesivo	plástico
O	adesivo	plástico	é	usado	para	unir	tubos	a	conexões	por	meio	da	soldagem	a
frio.	A	Tigre	tem	disponível	na	opção	em	frasco	ou	bisnaga,	tanto	incolor	quanto
azul.O	adesivo	azul	permite	conferir	se	a	soldagem	foi	realizada.
O	“adesivo	plástico	comum”	é	usado	em	soldagens	de	tubos	e	conexões	de
pequenos	diâmetros	(até	50	mm).	O	adesivo	plástico	“extra	forte”,	devido	à	sua
cura	mais	lenta	e	por	ser	25%	mais	resistente	às	solicitações	do	que	o	adesivo
comum,	é	indicado	para	utilização	de	soldagens	em	grandes	diâmetros	(acima	de
60	mm).
Quando	mal	aplicado,	com	secagem	prematura,	o	adesivo	também	pode
comprometer	a	qualidade	da	soldagem.	Esse	problema	pode	ser	potencializado
pela	falha	na	ancoragem	da	conexão.	Quando	acontece	uma	falha	de	soldagem,
deve-se	refazer	a	junta	soldável	aplicando	corretamente	a	solução	preparadora	e
o	adesivo	plástico	para	PVC.
86.1	Procedimento	de	aplicação
Não	são	necessárias	ferramentas	especiais	para	a	aplicação	do	adesivo;	basta
utilizar	trincha	ou	o	próprio	bico	aplicador	docaixas	de	inspeção	deverão	estar	localizadas	preferencialmente	em
áreas	não	edificadas.	Pode	ser	de	concreto,	alvenaria	ou	plástico.	Quanto	à
forma,	pode	ser	prismática,	de	base	quadrada	ou	retangular,	de	lado	interno
mínimo	de	60	cm,	ou	cilíndrica,	com	diâmetro	mínimo	de	60	cm.
De	acordo	com	a	NBR	8160:1999,	os	desvios,	as	mudanças	de	declividade	e	a
junção	de	tubulações	enterradas	devem	ser	feitos	mediante	o	emprego	de	caixas
de	inspeção.	A	distância	entre	dois	dispositivos	de	inspeção	não	deve	ser
superior	a	25	m.
Nas	tubulações	aparentes,	é	recomendável	a	instalação	de	conexões	com	“visitas
de	inspeção”	sempre	que	houver	conexões	com	outra	tubulação,	mudança	de
declividade	e	mudança	de	direção.
Figura	90.1	–	Caixa	de	inspeção	em	alvenaria.
Observação
Os	comprimentos	dos	trechos	dos	ramais	de	descarga	e	de	esgoto	de	bacias	sanitárias,	caixas	de	gordura	e	caixas	sifonadas,	medidos	entre	os	mesmos	e	os	dispositivos	de	inspeção,	não	devem	ser	superiores	a	10	m.	Em	prédios	com	mais	de	dois	pavimentos,	as	caixas	de	inspeção	não	devem	ser	instaladas	a	menos	de	2,0	m	de	distância	dos	tubos	de	queda	que	contribuem	para	elas.	A	profundidade	mínima	da	primeira	caixa	de	inspeção	de	esgoto	é	função	do	diâmetro	da	tubulação	de	entrada	e	de	saída	e	da	declividade	da	tubulação	de	entrada.	A	profundidade	máxima	da	caixa	de	inspeção	de	esgoto	é	variável,	em	função	da	declividade	dos	subcoletores,	não	devendo	ser	superior	a	1	m.
91
Como	se	faz	instalação	de	caixa	pré-montada
É	uma	caixa	de	plástico	desenvolvida	pela	Tigre,	que	pode	ser	utilizada	como
caixa	de	gordura,	de	inspeção	e	de	águas	pluviais.	De	acordo	com	o	fabricante,	o
produto	consiste	em	kits	com	componentes	intercambiáveis,	que,	em	função	da
necessidade	da	instalação,	podem	ser	montados	para	uso	de	qualquer	uma	das
três	versões.	As	caixas	já	vêm	pré-montadas,	bastando	completar	com	tampa	ou
grelha	e	com	prolongadores,	se	necessário.	Para	a	montagem,	basta	encaixar	as
peças	por	meio	das	juntas	elásticas.
Figura	91.1	–	Caixas	pré-montadas.
Fonte:	Manual	Técnico	Tigre.
91.1	Vantagens	das	caixas	pré-montadas
Por	ser	fabricada	em	PVC,	não	sofre	ataque	químico	do	esgoto	sanitário;
é	facilmente	adaptável	a	qualquer	tipo	de	terreno;
possui	isolamento	que	impede	a	passagem	de	odores;
fácil	acabamento	com	o	piso,	pois	o	formato	quadrado	das	tampas	facilita	o
acabamento	para	qualquer	tipo	de	piso	(cimentado,	cerâmico,	pavimentado);
permite	ligação	em	desnível	(por	meio	de	prolongadores	podem	ser	criadas
entradas	em	alturas	diferentes	das	demais	ligações);
profundidade	ajustável	(de	1	cm	em	1	cm,	a	partir	de	prolongadores	sem
entrada);
é	fácil	transportar	em	função	da	leveza	do	material;
fácil	de	limpar	(a	superfície	lisa	não	gera	incrustação	de	gordura	e	impurezas).
Observação
Além	dessas	vantagens,	as	juntas	elásticas	previnem	contra	vazamentos	de	esgoto	para	o	solo	(que	podem	poluir	os	lençóis	de	água	e	fazer	o	solo	ceder)	e	garantem	que	a	água	do	solo	não	entre	na	caixa,	como	acontece	em	regiões	com	nível	do	lençol	de	água	muito	elevado	–	litoral,	por	exemplo.
NormaS	técnicaS
NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.
92
Como	se	faz	instalação	de	caixas	coletoras	de	águas
pluviais
É	uma	caixa	detentora	de	areia	e/ou	inspeção,	que	permite	a	interligação	de
coletores	e	a	limpeza	e	desobstrução	das	canalizações.	Também	devem	ser
executadas	sempre	que	houver	mudança	de	direção,	diâmetro	e	declividade	nas
redes	coletoras.
As	caixas	deverão	ter:	seção	circular	de	0,60	m	de	diâmetro	ou	quadrada	de	0,60
m	de	lado,	no	mínimo,	e	profundidade	máxima	de	1	m.	As	caixas	de	inspeção
também	podem	ser	pré-fabricadas,	de	plástico	(por	exemplo,	a	“caixa	múltipla”	-
desenvolvida	pela	Tigre).
Figura	92.1	–	Caixa	de	inspeção	de	águas	pluviais.
92.1	Caixa	de	areia
A	caixa	de	areia	é	utilizada	quando	ocorre	a	possibilidade	de	arrastamento	de
lama	e	de	areia	para	a	tubulação;	caso	contrário,	utiliza-se	a	caixa	de	inspeção.
Figura	92.2	–	Caixa	de	areia	em	alvenaria.
92.2	Caixas	separadoras	de	óleo	e	graxa
Em	algumas	edificações,	como	postos	de	serviço	de	lavagem	e	lubrificação	de
veículos,	bem	como	em	garagens,	as	águas	utilizadas	não	podem	escoar
diretamente	nas	redes	públicas.	Nesses	casos,	há	necessidade	de	instalar	caixas
separadoras	do	óleo,	da	graxa	e	da	lama,	evitando	o	despejo	nos	coletores
públicos,	o	que	certamente	provocaria	sérios	problemas	ambientais.
Figura	92.3	–	Caixa	separadora	de	óleo	e	graxa.
93
Como	se	faz	instalação	de	calha	semicircular
No	detalhamento	de	coberturas	e	cortes	da	edificação,	é	necessário	o
detalhamento	do	sistema	de	captação	e	escoamento	das	águas	pluviais.	Por	essa
razão,	deve-se	dimensionar	as	calhas	e	os	condutores	verticais	no	projeto
arquitetônico.
As	calhas	e	os	condutores	(verticais	e	horizontais)	devem	suportar	a	vazão	de
projeto,	calculada	a	partir	da	intensidade	de	chuva	adotada	para	a	localidade	e
para	certo	período	de	retorno	(número	médio	de	anos	em	que,	para	a	mesma
duração	de	precipitação,	determinada	intensidade	pluviométrica	é	igualada	ou
ultrapassada	apenas	uma	vez).	Conhecendo-se	a	intensidade	pluviométrica	e	a
área	de	contribuição	de	vazão,	a	vazão	de	projeto	pode	ser	calculada	pela
seguinte	fórmula:
Em	que:
Q	=	vazão	de	projeto	em	l/min.;
I	=	intensidade	pluviométrica,	em	mm/h;
A	=	área	de	contribuição	de	vazão,	em	m².
Figura	93.1	–	Tipos	de	calhas.
93.1	Dimensionamento	de	calhas	semicirculares
A	NBR	10844:1989	fixa	a	capacidade,	em	litros	por	minuto,	de	calhas
semicirculares,	usando	coeficiente	de	rugosidade	n	=	0,011	(PVC),	para	alguns
valores	de	declividade.	A	vazão	da	calha	deve	ser	sempre	maior	do	que	a	vazão
de	projeto:
Q	calha	>	Q	projeto
Tabela	93.1	–	Capacidade	de	calhas	semicirculares
Diâmetro	interno	(mm) Declividades
0,5% 1% 2%
100 130 183 256
125 236 333 466
150 384 541 757
200 829 1.167 1.634
Fonte:	NBR	10844:1989.
Observação
Os	valores	da	tabela	foram	calculados	utilizando-se	a	fórmula	de	Manning-Strickler,	com	lâmina	de	água	igual	à	metade	do	diâmetro	interno.
Figura	93.2	–	Mudanças	de	direção	na	calha.
Tabela	93.2	–	Coeficientes	multiplicativos	de	vazão	de	projeto
Tipo	de	curva Curva	a	menos	de	2	m	da	saída	da	calha Curva	entre	2	m	e	4	m	da	saída	da	calha
Canto	reto 1,20 1,10
Canto	arredondado 1,10 1,05
NormaS	técnicaS
NBR	10844:1989	–	Instalações	prediais	de	águas	pluviais.
94
Como	se	faz	instalação	de	calha	de	seção	retangular
de	chapa	galvanizada
Os	elementos	do	sistema	construtivo	possuem	diferentes	dilatações,
principalmente	por	serem	feitos	de	diferentes	materiais	(metais,	alvenarias,
concreto,	madeiras	etc.).	Por	essa	razão,	a	calha	de	chapa	galvanizada	não	deve
ser	embutida	diretamente	na	alvenaria,	mas	fixadas	de	forma	que	tenham	uma
livre	dilatação.	Se	forem	embutidas	na	alvenaria,	poderá	acontecer	o	estouro	do
reboco,	gerando	um	caminho	para	entrada	de	água	e	a	ocorrência	de	diversas
patologias.
Figura	94.1	–	Instalação	de	calha	de	seção	retangular	de	chapa	galvanizada.
94.1	Pré-dimensionamento	de	calha	de	seção	retangular
As	calhas	não	são	destinadas	a	conduzir	água	de	um	ponto	a	outro,	mas,	sim,
receptáculos	das	águas	da	superfície	dos	telhados	e	conduzindo-as
imediatamente	aos	tubos	de	queda.	Portanto,	para	o	pré-dimensionamento	de
calha	de	seção	retangular,	confeccionada	de	chapa	galvanizada	(tipo	mais	usado
nas	edificações,	por	ser	de	fácil	fabricação),	é	perfeitamente	dispensável	a
aplicação	de	fórmulas	da	hidráulica.	As	calhas	também	podem	ser
dimensionadas	por	meio	de	tabelas	e	ábacos	que,	evidentemente,	foram
calculados	por	fórmulas	a	partir	de	hipóteses	quanto	à	precipitação.
A	seguir,	apresenta-se,	de	forma	simplificada,	o	dimensionamento	de	calha	de
seção	retangular	em	função	do	comprimento	do	telhado.
Figura	94.2	–	Dimensões	da	calha.
Tabela	94.1	–	Dimensões	da	calha	em	função	do	comprimento	do	telhadoComprimento	do	telhado	(m) Largura	da	calha	(m)
Até	5 0,15
5	a	10 0,20
10	a	15 0,30
15	a	20 0,40
20	a	25 0,50
25	a	30 0,60
Fonte:	Melo	e	Azevedo	Netto	(1988).
Observação
Entende-se	como	comprimento	do	telhado	a	medida	na	direção	do	escoamento	da	água.	Quando	houver	dois	telhados	contribuindo	para	a	mesma	calha,	os	comprimentos	de	ambos	deverão	ser	somados.
95
Como	se	faz	instalação	de	condutores	verticais	de
águas	pluviais
Os	condutores	verticais	deverão	ser	posicionados	conforme	a	indicação	do
projeto	arquitetônico,	podendo	ser	aparentes	(externamente)	ou	embutidos	na
alvenaria.	Devem	ser	projetados,	sempre	que	possível,	em	uma	só	prumada.
Quando	houver	necessidade	de	desvio,	devem	ser	usadas	curvas	de	90°	de	raio
longo	ou	curvas	de	45°	e	previstas	peças	de	inspeção.
A	ligação	entre	a	calha	e	o	condutor	vertical	deverá	ser	feita	por	meio	de	funil
especial	ou	caixa	específica	para	essa	finalidade.
Quando	a	ligação	entre	a	calha	e	o	condutor	vertical	for	uma	ligação	vertical,
deve	ser	prevista	a	colocação	de	ralos	hemisféricos	na	extremidade	superior	do
condutor	vertical.	Quando	a	ligação	entre	a	calha	e	o	condutor	vertical	for	do
tipo	horizontal,	deve	ser	prevista	a	colocação	de	grelha	plana	na	saída	da	calha.
Deverão	ser	previstas	peças	com	inspeção	próximas	e	à	montante	das	curvas	de
desvio,	inclusive	no	pé	dos	condutores	verticais,	mesmo	quando	houver	caixa	de
captação	logo	após	a	curva	de	saída.
Os	materiais	mais	comuns	na	fabricação	dos	tubos,	de	maiores	aplicações,	são	o
PVC	e	o	ferro	fundido	(geralmente	utilizado	nas	tubulações	aparentes	e	sujeitas	a
choques).
É	importante	ressaltar	que	os	tubos	e	as	conexões	de	PVC	podem	ser	expostos	ao
sol	sem	nenhum	risco	de	perder	sua	resistência	à	pressão	hidrostática	interna.
Entretanto,	a	ação	dos	raios	ultravioletas	do	sol	provocará	descoloração	(perda
de	pigmento)	das	peças.	Essa	ação	provocará	um	“ressecamento”	da	superfície
externa	dos	tubos	e	das	conexões	e	eles	ficarão	mais	suscetíveis	a	rompimento
por	impactos	externos.	Dispostas	dessa	maneira,	em	curto	prazo,	as	tubulações
expostas	perdem	a	resistência	mecânica,	podendo	apresentar	vazamentos	com
maior	facilidade.
Por	essa	razão,	o	ideal	é	evitar	que	os	tubos	de	PVC	fiquem	expostos
diretamente	ao	sol	e	às	intempéries,	pois	assim	sua	vida	útil	será	muito	menor.
Figura	95.1	–	Condutor	vertical	de	águas	pluviais.
95.1	Pré-dimensionamento	de	condutores	verticais
As	condições	hidráulicas	de	funcionamento	dos	condutores	verticais	não	são
perfeitamente	conhecidas,	pois,	normalmente,	tem-se	uma	mistura	de	ar	e	água
escoando	nesse	elemento.
Dada	a	complexidade	dos	ábacos,	e	na	ausência	de	um	critério	rigoroso	para	o	-
dimensionamento	dos	condutores,	apresenta-se	como	sugestão	um	critério
simplificado	que	correlaciona	a	área	do	telhado	com	a	seção	do	condutor.
Esse	critério	foi	sugerido	por	Lucas	Nogueira	Garcez	no	livro	Elementos	de
Engenharia	Hidráulica	e	Sanitária	(1976).
Tabela	95.1	–	Área	máxima	de	cobertura	para	condutores	de	seção	circular
Diâmetro	(mm) Vazão	(l/s) Área	do	telhado	(m²)Chuva	150	mm/h
50 0,57 14
75 1,76 42
100 3,78 90
125 7,00 167
150 11,53 275
200 25,18 600
Fonte:	Garcez	(1976).
Nota
Para	o	pré-dimensionamento,	fixa-se	o	diâmetro	e	determina-se	o	número	de	condutores	em	função	da	área	máxima	de	telhado	que	cada	diâmetro	pode	escoar.
NormaS	técnicaS
NBR	10844:1989	–	Instalações	prediais	de	águas	pluviais.
96
Como	se	faz	escoamento	das	águas	pluviais	por
gravidade
Os	níveis	projetados	da	edificação	devem	ser	convenientemente	estudados	com
relação	ao	escoamento	das	águas	pluviais	por	gravidade.
As	águas	pluviais	normalmente	são	conduzidas	pelos	condutores	horizontais	à
sarjeta	da	rua,	em	frente	do	lote.
Para	garantir	o	escoamento	rápido	das	águas	pluviais,	um	terreno	de	30	m	de
comprimento,	por	exemplo,	precisa	ter	no	fundo	pelo	menos	30	cm	a	mais	do
que	a	altura	da	calçada,	que	correspondente	a	1%	de	declividade.
Quando	não	são	estudados	convenientemente	os	níveis	do	terreno,	acaba-se
comprometendo	a	ligação	dos	condutores	horizontais	de	águas	pluviais,	sendo
até	necessário,	em	alguns	casos,	o	bombeamento	das	águas	de	chuva	de	pontos
localizados	abaixo	do	nível	da	rua.	Essa	solução	sempre	é	desaconselhável	em
vista	de	seu	custo	e	de	sua	manutenção.
O	funcionamento	do	sistema	é	muito	simples:	as	águas	pluviais	são	conduzidas
pelos	condutores	horizontais	para	uma	caixa	coletora	situada	no	ponto	mais
baixo	do	terreno.
As	caixas	coletoras	de	águas	pluviais	deverão	ser	independentes	de	caixas
coletoras	de	esgoto	sanitário	e	providas	de	instalações	de	bombeamento
compostas	cada	uma	de,	pelo	menos,	duas	unidades,	sendo	uma	para	reserva.
Deverão	ser	especificadas	bombas	apropriadas	para	água	suja,	do	tipo	vertical	ou
submersível,	providas	de	válvula	de	retenção	e	de	registros	de	fechamento	em
separado	para	cada	unidade	e	de	preferência	com	acionamento	automático	e	por
motor	elétrico.
Figura	96.1	–	Redes	coletoras	de	drenagem	pluvial.
96.1	Condutores	horizontais	de	águas	pluviais
Para	o	dimensionamento	dos	condutores	horizontais	de	seção	circular,	em
regime	de	escoamento	livre	(não	afogado	e	por	gravidade),	emprega-se	a
fórmula	de	Manning-Strickler,	com	altura	de	lâmina	d’água	igual	a	⅔	do
diâmetro	interno	do	tubo.
Figura	96.2
Tabela	96.1	–	Capacidade	dos	condutores	horizontais	de	seção	circular
(vazões	em	l/min.)
Diâmetro	interno	(mm) (n	=	0,011):	PVC,	cobre,alumínio	e	fibrocimento (n	=	0,012):	Ferro	fundido,concreto	liso
0,5% 1% 2%
50 32 45
75 95 133
100 204 287
125 370 521
150 602 847
200 1.300 1.820
250 2.350 3.310
300 3.850 5.380
96.2	Importância	da	declividade
Os	condutores	horizontais	de	águas	pluviais	devem	ser	projetados,	sempre	que
possível,	com	declividade	uniforme,	com	valor	mínimo	de	0,5%.
NormaS	técnicaS
NBR	10844:1989	–	Instalações	prediais	de	águas	pluviais.
97
Como	se	faz	aproveitamento	de	água	pluvial	para	usos
domésticos	não	potáveis
O	sistema	predial	de	aproveitamento	de	água	pluvial	para	usos	domésticos	não
potáveis	é	formado	pelos	seguintes	subsistemas	ou	componentes:	captação,
condução,	tratamento,	armazenamento,	tubulações	sob	pressão,	sistema
automático	ou	manual	de	comando	e	utilização.	Entende-se	por	usos	domésticos
não	potáveis	aqueles	que	não	requerem	características	de	qualidade	tão	exigentes
quanto	à	potabilidade,	como:	a	descarga	de	bacias	sanitárias	e	mictórios,	a
limpeza	de	pisos	e	paredes,	a	rega	de	jardins,	a	lavagem	de	veículos	e	a	água	de
reserva	para	combate	a	incêndio.
O	funcionamento	do	sistema	é	muito	simples:	as	águas	pluviais	são	captadas	por
meio	de	calhas,	passam	por	um	filtro	que	separa	as	impurezas	da	água	de	chuva
e	seguem	para	a	cisterna	ou	para	o	reservatório	subterrâneo.
Após	a	desinfecção,	são	bombeadas	para	um	reservatório	independente,	que
deve	conter	extravasor,	dispositivo	de	esgotamento,	cobertura,	inspeção,
ventilação	e	segurança,	conforme	NBR	12217:1994,	além	de	ser	equipado	com
um	sistema	de	válvula	solenoide,	conforme	NBR	15527:2007.	O	sistema	de
válvula	solenoide	consiste	em	uma	válvula	acionada	eletricamente	e	comandada
por	uma	boia	de	nível,	que	permite	a	entrada	de	água	tratada	da	rede	pública
quando	o	nível	mínimo	no	reservatório	pluvial	for	atingido.	Recomenda-se
adotar	como	nível	mínimo	o	valor	correspondente	a	30%	da	capacidade	do
reservatório.	Desse	modo,	os	vasos	sanitários	não	deixam	de	ser	abastecidos	em
casos	de	falta	de	chuva	ou	em	casos	em	que	a	demanda	de	água	for	superior	à
capacidade	de	coleta	do	sistema.	Quando	for	utilizado	o	sistema	de	válvula
solenoide,	também	é	preciso	adotar	dispositivos	que	impeçam	a	conexão
cruzada.	Para	isso,	recomenda-se	projetar	o	reservatório	de	água	potável	acima
do	reservatório	de	água	pluvial,	de	modo	a	possibilitar	a	realimentação	por
gravidade,	sendo	que	o	tubo	de	realimentação	deve	estar	5	cm	acima	do
reservatório	pluvial.	Caso	o	projeto	arquitetônico	não	permita	a	elevação	do
reservatório	de	água	potável	em	relação	ao	reservatório	de	água	pluvial,	é
possível	realizaressa	realimentação	com	o	uso	de	bomba.
Figura	97.1	–	Sistema	predial	de	aproveitamento	de	água	pluvial	para	usos
domésticos	não	potáveis.
Figura	97.2	–	Sistema	de	realimentação	do	reservatório	de	águas	pluviais
por	gravidade	com	válvula	solenoide.
Figura	97.3	–	Sistema	de	realimentação	do	reservatório	de	águas	pluviais
com	bombas	e	válvula	solenoide.
Observação
Sempre	que	houver	reúso	das	águas	pluviais	para	finalidades	não	potáveis,	inclusive	quando	destinado	a	lavagem	de	veículos	ou	áreas	externas,	deverão	ser	atendidas	as	normas	sanitárias	vigentes	e	as	condições	técnicas	estabelecidas	pelo	órgão	municipal	responsável	pela	Vigilância	Sanitária,	visando:	evitar	o	consumo	indevido,	definindo	sinalização	de	alerta	padronizada	a	ser	colocada	em	local	visível	ao	ponto	de	água	não	potável	e	determinando	os	tipos	de	utilização	admitidos	para	a	água	não	potável;	garantir	padrões	de	qualidade	de	água	apropriados	ao	tipo	de	utilização	previsto,	definindo	os	dispositivos,	processos	e	tratamentos	necessários	para	a	manutenção	dessa	qualidade;	impedir	a	contaminação	do	sistema	predial	destinado	à	água	potável	proveniente	da	rede	pública	ou	de	sistema	particular,	sendo	terminantemente	vedada	qualquer	comunicação	entre	esse	sistema	e	o	sistema	predial	destinado	à	água	não	potável.
NormaS	técnicaS
NBR	10844:1989	–	Instalações	prediais	de	águas	pluviais.	NBR	12217:1994	–	Projeto	de	reservatório	de	distribuição	de	água	para	abastecimento	público	–	Procedimento.	NBR	15527:2019	–	Aproveitamento	de	água	de	chuva	de	coberturas	para	fins	não	potáveis	–	Requisitos.
98
Como	se	faz	instalação	hidráulica	de	piscina
Existem	várias	maneiras	de	executar	ou	instalar	uma	piscina.	Podemos	destacar
as	piscinas	construídas	in	loco	(de	concreto	armado	ou	alvenaria	estrutural)	e	as
pré-fabricadas	(de	fibra	de	vidro	e	vinil).
A	casa	de	máquinas	deve	situar-se	o	mais	próximo	possível	do	tanque	e	em	nível
inferior	ao	da	água	da	piscina.	Esse	posicionamento	evita	o	emprego	de
tubulações	extensas,	proporcionando	menor	custo	na	construção	e	escorvamento
automático	das	bombas.
A	norma	que	estabelece	os	requisitos	e	parâmetros	para	projeto,	construção,
instalação	e	segurança	no	uso	e	operação	aplicáveis	a	todos	os	tipos	de	piscinas	é
a	NBR	10339:2018	–	Piscina	–	Projeto,	execução	e	manutenção.
A	piscina	pode	ser	abastecida	com	água	proveniente	de	qualquer	fonte.	A	NBR
10818:2016	–	Qualidade	da	água	de	piscina	–	Procedimento,	estabelece	os
requisitos	mínimos	para	que	a	qualidade	da	água	de	piscina	garanta	sua
utilização	de	maneira	segura,	sem	causar	prejuízo	à	saúde	e	ao	bem-estar	do
usuário.
Para	manter	a	limpeza	e	a	recirculação	da	água	da	piscina,	é	indispensável	um
sistema	hidráulico	com	motobomba	e	filtro.	Além	desses	dois	equipamentos,
faz-se	necessário	incluir	ao	sistema	hidráulico	equipamentos	como	ralos	de
fundo,	bocais	de	aspiração	e	de	retorno,	skimmer,	registros,	tubos	e	conexões.	O
sistema	hidráulico	básico	da	piscina	é	composto	pelos	elementos	apresentados	a
seguir.
98.1	Tubulações	e	acessórios	de	aspiração
Nesse	grupo	encontram-se	os	ralos	de	fundo,	bocais	de	aspiração	e	o	skimmer.
Os	ralos	de	fundo	têm	a	função	de	aspirar	as	águas	mais	profundas	da	piscina.
Normalmente,	utilizam-se	dois,	afastados	pelo	menos	1,50	m	(distância	de
segurança	contra	aspiração	do	cabelo	das	pessoas.	Se	fosse	só	um	único	ralo	de
fundo,	a	força	de	aspiração	seria	máxima,	dificultando	a	saída	da	vítima).	Os
bocais	de	aspiração	têm	a	função	de	aspirar	as	águas	mais	rasas.	Já	o	skimmer
tem	a	função	de	aspirar	as	impurezas	e	sujidades	da	superfície	(gordura	corporal,
cabelos,	fluidos	corporais	etc.).	O	sistema	de	aspiração	leva	toda	a	água	aspirada
pela	bomba	para	o	filtro.
98.1.1	Filtro
Quando	chega	ao	filtro,	a	água	passa	pelo	processo	de	filtragem	(normalmente
são	filtros	de	areia)	e	assim	retorna	para	a	piscina.
98.2	Tubulações	e	acessórios	de	retorno
São	os	bocais	de	retorno	e	têm	a	função	de	levar	a	água	filtrada	para	a	piscina.
Também	é	comum	utilizar	acessórios	decorativos	(golfinhos	que	jorram	a	água
de	retorno,	por	exemplo).
98.2.1	Dreno
O	dreno	tem	a	função	de	fazer	o	descarte	da	água	da	piscina.	A	depender	do
município,	pode	ser	lançado	na	rede	de	esgoto	ou	águas	pluviais.
NormaS	técnicaS
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	5410:2004	–	Instalações	elétricas	de	baixa	tensão.	NBR	10339:2018	–	Piscina	–	Projeto,	execução	e	manutenção.	NBR	10818:2016	–	Qualidade	da	água	de	piscina	–	Procedimento.
Figura	98.1	–	Instalação	hidráulica	de	piscina.
99
Como	se	faz	aquecimento	em	piscinas
Existem	várias	maneiras	de	se	aquecer	a	água	de	uma	piscina.	O	aquecimento
pode	ser	a	gás,	solar,	elétrico	e	de	bombas	por	troca	de	calor,	que	funcionam	com
energia	elétrica.
Embora	exista	grande	diferença	com	relação	à	fonte	de	energia,	o	esquema
hidráulico	desses	sistemas	de	aquecimento	é	bem	parecido:	uma	bomba
hidráulica	leva	a	água	da	piscina	até	o	elemento	aquecedor,	de	onde	retorna
aquecida.	O	controle	de	temperatura	é	feito	por	meio	de	sensores	que	fazem	o
sistema	ser	acionado	e	desligado,	mantendo	o	aquecimento	no	nível	desejado.	A
potência	necessária	para	o	aquecimento	da	água	pode	variar,	por	exemplo,	de
acordo	com	a	região	em	que	a	piscina	está	instalada,	se	ela	está	em	ambiente
interno	ou	externo,	se	a	piscina	está	“enterrada”	ou	em	local	com	laje.	A	área	da
superfície	da	água	também	deve	ser	levada	em	consideração,	pois	é	a	via	pela
qual	se	dá	a	maior	parte	da	perda	de	temperatura.	Quanto	às	instalações,
normalmente	utiliza-se	PVC	e	polipropileno.
99.1	Aquecimento	da	piscina	por	energia	solar
No	sistema	de	aquecimento	solar,	a	água	é	bombeada	para	dentro	dos	coletores,
que	transmitem	o	calor	captado	do	sol,	aquecendo-a.	Os	coletores	solares	são
geralmente	instalados	no	chão,	com	inclinação	e	direção	que	busquem	a	melhor
exposição	ao	sol.	Como	o	desempenho	do	sistema	está	diretamente	relacionado	à
condição	do	tempo	ensolarado,	costuma-se	empregar	um	sistema	auxiliar,	como
bombas	de	troca	de	calor	ou	aquecedores	a	gás.	A	quantidade	e	o	tamanho	dos
coletores	dependem	da	área	de	superfície	da	piscina.	Conforme	a	região	do	país
e	orientações	de	projeto,	o	dimensionamento	pode	variar	de	50%	a	120%	da	área
da	piscina	para	a	área	coletora.	Ou	seja,	uma	piscina	com	100	m²	de	área	pode
demandar	de	50	m²	a	120	m²	de	coletores.
Figura	99.1
99.2	Aquecimento	da	piscina	com	trocador	de	calor
Segundo	o	manual	técnico	da	Sodramar,	o	trocador	de	calor	é	um	equipamento
mecânico	cujo	funcionamento	consiste	basicamente	na	retirada	de	calor	do	ar
ambiente,	transferindo-o	para	a	piscina	por	meio	de	um	sistema	frigorífico
semelhante	ao	de	um	ar-condicionado	residencial.	É	um	equipamento	mais	caro
de	se	manter	devido	ao	custo	com	energia	elétrica	que	é	gerada,	porém	a	piscina
poderá	ser	aquecida	inclusive	pela	noite.	O	trocador	de	calor	deve	ser	instalado
ao	ar	livre,	pois	o	equipamento	precisa	captar	o	ar	de	ambientes	externos.	O
equipamento	não	pode	ser	instalado	em	ambientes	confinados	e	sem	circulação
de	ar.	O	equipamento	também	deve	ser	posicionado	em	um	local	plano	e,	se
possível,	longe	de	janelas	e	portas,	pois	o	funcionamento	do	trocador	de	calor
gera	ruídos.	Caso	o	nível	do	eixo	da	tubulação	de	saída	de	água	quente	do
trocador	esteja	abaixo	do	nível	máximo	de	água	dentro	da	piscina,	deve-se
instalar	uma	válvula	de	retenção.	A	instalação	hidráulica	deve	conter	três
registros	principais:	um	na	tubulação	de	entrada	do	trocador,	outro	na	de	saída	–
esses	dois	registros	são	fundamentais,	pois,	se	precisar	retirar	o	trocador	para
fazer	uma	manutenção,	basta	fechá-los	–	e	um	registro	de	by-pass,	que
possibilita	o	funcionamento	normal	da	piscina	(sem	aquecimento)	e	com
recirculação	de	água,	nas	situações	de	manutenção	do	equipamento.
Figura	99.2	–	Aquecimento	da	piscina	com	trocador	de	calor.
NormaS	técnicaS
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NBR	14799:2018	–	Reservatório	poliolefínico	para	água	potável	–	Requisitos.
NBR	14800:2018	–	Reservatório	com	corpo	em	polietileno,	com	tampa	em
polietileno	ou	em	polipropileno,	para	água	potável	de	volume	nominal	até	3.000
l	(inclusive)	–	Transporte,	manuseio,	instalação,	operação,	manutenção	e
limpeza.
NBR	14800:2018	–	Reservatório	poliolefínico	para	água	potável	–	Instalações
em	obra.
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Requisitos	de	projeto	e	instalação.
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requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.
NBR	15577:2018	–	Agregados.	As	partes	1	a	7	oferecem	um	guia	para	avaliação
e	prevenção	da	reatividade	potencial	no	uso	de	agregados	em	concreto,
fenômeno	que	pode	originar	fissuras	ou	deformações	estruturais.
NBR	15704-1:2011	–	Registro	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio	–	Parte	1:
registros	de	pressão.
NBR	15704-2:2015	–	Registro	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio	–	Parte	2:
registros	com	mecanismos	de	vedação	não	compressíveis.
NBR	15705:2009	–	Instalações	hidráulicas	prediais–	Registro	de	gaveta	–
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	Cover Page
	Como se faz
	Agradecimento
	Palavras iniciais
	Como se faz instalação de unidade de Medição de Água (UMA)
	Como se faz abastecimento da rede predial de distribuição de água
	Como se faz medição individualizada de água
	Como se faz instalação de reservatórios industrializados
	Como se faz instalação de reservatório moldado in loco
	Como se faz dimensionamento de reservatórios
	Como se faz limpeza de reservatório
	Como se faz proteção contra refluxo de água
	Como se faz ventilação de coluna de distribuição
	Como se faz teste de estanqueidade nos sistemas hidrossanitários
	Como se faz instalação de sistema elevatório
	Como se faz dimensionamento de bomba centrífuga
	Como se faz manutenção de bombas centrífugas
	Como se faz escolha dos materiais utilizados para condução de água potável
	Como se faz escolha dos materiais utilizados para condução de esgoto
	Como se faz instalações enterradas
	Como se faz instalações suspensas e aparentes
	Como se faz instalações embutidas dentro de paredes ou pisos (não estruturais)
	Como se faz instalações embutidas em elementos estruturais
	Como se faz travessias de vigas
	Como se faz para evitar tensionamentos nas instalações
	Como se faz para evitar dilatação e contração térmica das tubulações
	Como se faz para evitar a incidência de ar em tubulações de água fria e quente
	Como se faz para medir a pressão no ponto de utilização de água
	Como se faz controle da pressão no sistema predial de água fria e quente
	Como se faz O cálculo da pressão dinâmica
	Como se faz instalação de pressurizadores
	Como se faz manutenção de pressurizadores
	Como se faz instalação de válvula redutora de pressão (VRP)
	Como se faz manutenção de válvula redutora de pressão (VRP)
	Como se faz prevenção e atenuação do golpe de aríete
	Como Se Faz Controle dos níveis de ruídos em instalações prediais
	Como se faz instalação de aquecedor elétrico
	Como se faz instalação de aquecedor a gás
	Como se faz instalação de aquecedores de passagem
	Como se faz instalação de aquecedores de acumulaçãopolimérica	ou	cristalização
integral	por	pintura,	membranas	elastoméricas	de	acrílico	e	poliuretano,	entre
outros	métodos.
Todo	reservatório	de	água	com	sistema	de	impermeabilização	deve	apresentar
ensaios	que	comprovem	que	não	alteram	a	potabilidade	da	água.	A	norma
brasileira	tem	um	método,	por	meio	da	NBR	12170:2017	–	Materiais	de
impermeabilização	–	Determinação	da	potabilidade	da	água	após	o	contato,	que
ensaia	a	água	após	o	contato	com	o	impermeabilizante.	A	água	resultante
também	deve	atender	à	Portaria	nº	2.914/11,	do	Ministério	da	Saúde	(MS).
Figura	5.1	–	Reservatório	moldado	in	loco.
5.2	Dimensões	do	reservatório	moldado	in	loco
A	quantidade	de	água	que	o	reservatório	receberá	deve	estar	de	acordo	com	o
projeto	do	empreendimento,	assegurando	uma	reserva	de	emergência	e	de
incêndio	nas	células	instaladas	dentro	do	reservatório	(veja	a	Seção
“Dimensionamento	de	reservatórios”).
Para	estabelecer	as	dimensões	de	um	reservatório	moldado	in	loco,	utiliza-se	a
fórmula:
V	=	A	×	h
Em	que:
V	=	volume	=	capacidade	do	reservatório	(m³)
A	=	área	do	reservatório	(m²)
h	=	altura	do	reservatório	(m)
5.2.1	Cuidados	na	hora	da	execução
O	reservatório	deve	ter	uma	forma	geométrica	e	volumetria	que	favoreça	o
contínuo	fluxo	de	mistura	por	igual	da	água,	não	permitindo	zonas	de	estagnação
que	comprometam	seu	equilíbrio	de	potabilidade.
Cabe	ao	encanador	(bombeiro	hidráulico)	a	preparação	e	o	posicionamento	das
peças	de	adaptação	antes	da	concretagem.
Deve-se	tomar	cuidado	após	a	concretagem,	pois	a	remoção	ou	o	acréscimo	de
tubulações	é	de	extrema	dificuldade.
É	importante	verificar	a	posição	e	a	bitola	dos	tubos	a	serem	concretados	com	o
reservatório;	observar	se	as	roscas	desses	tubos	estão	em	perfeito	estado,	untadas
em	óleo	mineral	e	protegidas	com	plásticos.
Tubos	leves,	como	PVC	ou	cobre,	não	devem	ser	concretados	diretamente	ao
reservatório.
Após	a	concretagem,	cura	e	remoção	de	formas,	deve-se	proceder	à	limpeza	do
reservatório	antes	de	sua	impermeabilização.
Normas	técnicas
Não	existem	normas	técnicas	da	ABNT	que	tratem,	especificamente,	dos	reservatórios	de	concreto.	Dessa	forma,	as	referências	que	apoiam	a	execução	dos	reservatórios	moldados	in	loco,	particularmente	os	reservatórios	de	concreto	armado,	estão	nas	seguintes	normas	técnicas:	NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	6118:2014	–	Projeto	de	estruturas	de	concreto	–	Procedimento.	NBR	9575:2010	–	Impermeabilização	–	Seleção	e	projeto.	NBR	6118:2014	–	Procedimento	para	projeto	de	estruturas	de	concreto.	NBR	14931:2004	–	Execução	de	estruturas	de	concreto	–	Procedimento.	NBR	15577:2018	–	Agregados.	As	partes	1	a	7	oferecem	um	guia	para	avaliação	e	prevenção	da	reatividade	potencial	no	uso	de	agregados	em	concreto,	fenômeno	que	pode	originar	fissuras	ou	deformações	estruturais.	NBR	12170:2017	–	Materiais	de	impermeabilização	–	Determinação	da	potabilidade	da	água	após	o	contato.
6
Como	se	faz	dimensionamento	de	reservatórios
A	capacidade	dos	reservatórios	deve	ser	estabelecida	levando-se	em
consideração	o	padrão	de	consumo	de	água	no	edifício	e	–	onde	for	possível
obter	informações	–	a	frequência	e	duração	de	interrupções	do	abastecimento.
Os	reservatórios	deverão	ser	dimensionados	de	modo	a	garantir	o	abastecimento
contínuo	e	adequado	(vazão	e	pressão)	de	toda	a	edificação.	De	acordo	com	a
NBR	56226:2020	–	Sistema	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,
execução,	operação	e	manutenção,	o	volume	de	água	reservado	para	uso
doméstico	deve	ser,	no	mínimo,	o	necessário	para	24	horas	de	consumo	normal
do	edifício,	sem	considerar	o	volume	de	água	para	combate	a	incêndio.
6.1	Consumo	diário
Na	ausência	de	critérios	e	informações,	para	calcular	o	consumo	diário	de	uma
edificação,	utilizam-se	tabelas	apropriadas:	verifica-se	a	taxa	de	ocupação	de
acordo	com	o	tipo	de	uso	do	edifício	e	o	consumo	per	capita	(por	pessoa).	Para	o
dimensionamento	de	reservatórios	domiciliares,	adota-se	em	média:	150	a	200
litros/dia/pessoa.	O	consumo	diário	(Cd)	pode	ser	calculado	pela	seguinte
fórmula:
Cd	=	P	×	q
Em	que:
Cd	=	consumo	diário	(litros/dia);
P	=	população	que	ocupará	a	edificação;
q	=	consumo	per	capita	(litros/dia).
6.1.1	Reserva	mínima
No	caso	de	residência	pequena,	recomenda-se	que	a	reserva	mínima	seja	de	500
litros.
6.1.2	Reserva	máxima
Para	o	volume	máximo,	recomenda-se	que	sejam	atendidos	dois	critérios:
garantia	de	potabilidade	da	água	nos	reservatórios	no	período	de	detenção	médio
em	utilização	normal;
atendimento	à	disposição	legal	ou	ao	regulamento	que	estabeleça	volume
máximo	de	reservação.
Observação
Em	alguns	casos,	tendo	em	vista	a	intermitência	do	abastecimento	da	rede	pública,	e	na	falta	de	informações,	é	recomendável	dimensionar	reservatórios	com	capacidade	suficiente	para	dois	dias	de	consumo.	Essa	capacidade	é	calculada	em	função	da	população	e	da	natureza	da	edificação.
Norma	técnica
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.
Tabela	6.1	–	Taxa	de	ocupação	de	acordo	com	a	natureza	do	local
Natureza	do	local Taxa	de	ocupação
Residências	e	apartamentos Duas	pessoas	por	dormitório
Bancos Uma	pessoa	por	5,00	m²	de	área
Escritórios Uma	pessoa	por	6,00	m²	de	área
Lojas	(pavimento	térreo) Uma	pessoa	por	2,50	m²	de	área
Lojas	(pavimento	superior) Uma	pessoa	por	5,00	m²	de	área
Shopping	centers Uma	pessoa	por	5,00	m²	de	área
Museus	e	bibliotecas Uma	pessoa	por	5,50	m²	de	área
Salões	de	hotéis Uma	pessoa	por	5,50	m²	de	área
Restaurantes Uma	pessoa	por	1,40	m²	de	área
Teatro,	cinemas	e	auditórios Uma	cadeira	para	cada	0,70	m²	de	área
Tabela	6.2	–	Consumo	predial	diário	(valores	indicativos)
Prédio Consumo	(litros/dia)
Alojamento	provisório 50	a	80	per	capita
Ambulatórios 20	a	25	por	atendimento
Apartamentos	sem	individualização 95	a	160	per	capita
Apartamentos	com	individualização 75	a	125	per	capita
Apartamentos	de	luxo 165	a	280	per	capita
Cinemas	e	teatros 1	a	2	por	lugar
Creches 40	a	50	per	capita
Edifícios	públicos	ou	comerciais 30	a	50	per	capita
Escolas	com	período	integral 35	a	55	per	capita
Escolas	(internatos) 70	a	120	per	capita
Escolas	por	período 17	a	27	per	capita
Escritórios	e	consultórios	(médicos,	dentistas	etc.) 30	a	50	per	capita
Garagens 30	a	50	per	capita
Hotéis	(sem	cozinha	e	sem	lavanderia) 80	a	120	por	hóspede
Hotéis	(com	cozinha	e	com	lavanderia) 200	a	300	por	hóspede
Jardins	(rega) 1	a	2	por	m²
Lavanderias 30	por	kg	de	roupa	seca,	1.700	por	máquina	de	lavar
Mercados 3	a	5	por	m²	de	área
Oficinas	de	costura 30	a	50	per	capita
Orfanatos,	asilos,	berçários 70	a	120	per	capita
Postos	de	serviços	para	automóveis 100	a	150	por	veículo
Quartéis 70	a	120	per	capita
Residências 70	a	120	per	capita
Residência	de	luxo 120	a	210	per	capita
Restaurantes	e	outros	similares 15	a	40	por	refeição,	20	a	26	por	m²
Templos 0,5	a	1	por	lugar
Padarias	(com	refeição) 100	a	300	por	empregado
Padarias	(sem	refeição) 30	a	220	por	empregado
Fonte:	Norma	Técnica	SABESP	NTS	181.
Como	se	faz	limpeza	de	reservatório
Um	dos	principais	inconvenientes	do	uso	dos	reservatórios,	além	do	custo
adicional,	é	de	ordem	higiênica,	pela	facilidade	de	contaminação,	principalmente
para	os	usuários	que	se	localizam	próximos	a	locais	específicos	da	rede	de
distribuição,	como	pontas	de	rede,	onde,	em	geral,	a	concentração	de	cloro
residual	é,	muitas	vezes,	inexistente.
Em	geral,	a	localização	imprópria	do	reservatório,	a	negligência	do	usuário	em
relação	à	sua	conservação,	a	falta	de	cobertura	adequada	e	de	limpezas
periódicas	são	os	principais	fatores	que	contribuem	para	a	alteração	da	qualidade
da	água	no	sistema	predial.
Observação
De	acordo	com	a	NBR	5626:2020	–	Sistema	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção,	a	potabilidade	da	água	no	sistema	predial	deve	ser	monitorada	periodicamente.	A	limpeza	do	reservatório	deve	ser	feita	pelo	menos	duas	vezes	ao	ano,	para	garantir	a	potabilidadeda	água,	a	qual	pode	ser	veículo	direto	ou	indireto	para	transmissão	de	doenças.
7.1	Procedimento	de	limpeza
A	limpeza	e	a	desinfecção	dos	reservatórios	devem	obedecer	aos	requisitos
estabelecidos	no	“Anexo	F	–	Procedimento	de	limpeza	e	desinfecção	do	sistema
de	água	fria	e	quente”	da	NBR	5626:2020.	A	seguir	apresenta-se	em	ordem
sequencial	como	se	faz	a	limpeza	de	reservatório:
A
Figura	7.1	–	Interromper	o	abastecimento	de	água	para	o	reservatório.
B
Figura	7.2	–	Bloquear	a	saída	do	reservatório	ou	barrilete	quando	o	nível
mínimo	operacional	for	atingido,	de	modo	a	evitar	a	descida	de	sujidades	e
resíduos	para	a	rede	de	distribuição	predial.
C
Figura	7.3	–	Escoar	a	água	do	reservatório,	inclusive	a	água	da	reserva
técnica	de	incêndio,	caso	exista,	até	que	o	nível	de	fundo	do	reservatório	seja
atingido.
Observação
Em	reservatórios	superiores,	realizar	a	limpeza	de	uma	câmara	por	vez.
D
Figura	7.4	–	Esfregar	as	paredes	do	reservatório	para	remover
mecanicamente	as	sujidades	e	eventual	biofilme.	Não	utilizar	sabão,
detergente	e	produtos	químicos	semelhantes.
E
Figura	7.5	–	Manter	a	saída	do	reservatório	ou	do	barrilete	bloqueada	e
reabastecer	novamente	o	reservatório	com	água	potável.
F
Nota
É	necessário	que	todo	produto	químico	utilizado	atenda	à	legislação	vigente	e	à	NBR	15784:2017	–	Produtos	químicos	utilizados	no	tratamento	de	água	para	consumo	humano	–	Efeitos	à	saúde	–	Requisitos.
Figura	7.6	–	Adicionar	solução	de	substância	que	proporcione	uma
concentração	de	cloro	livre	de	1,0	mg/L.
G
Figura	7.7	–	Agitar	a	solução	para	homogeneizar	a	mistura.	Umedecer	as
paredes	e	o	teto	do	reservatório	com	a	solução.	Repetir	a	operação	três
vezes,	em	intervalos	de	30	min.	Esvaziar	o	reservatório.
H
Figura	7.8	–	Abrir	o	registro	de	bloqueio	da	alimentação	do	reservatório,
permitindo	o	abastecimento	de	água.	Enxaguar	as	paredes	laterais	da	caixa
com	a	água	que	está	abastecendo	o	reservatório.	Escoar	o	restante	da	água
do	reservatório.	Limpar	a	parte	interna	da(s)	tampa(s)	do	reservatório.
I
Figura	7.9	–	Abrir	o	registro	do	sistema	de	distribuição.	Coletar	amostras
da	água	para	constatação	da	sua	potabilidade.	Caso	necessário,	o
procedimento	deve	ser	repetido.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	14800:2018	–	Reservatório	com	corpo	em	polietileno,	com	tampa	em	polietileno	ou	em	polipropileno,	para	água	potável	de	volume	nominal	até	3.000	l	(inclusive)	–	Transporte,	manuseio,	instalação,	operação,	manutenção	e	limpeza.	NBR	15784:2017	–	Produtos	químicos	utilizados	no	tratamento	de	água	para	consumo	humano	–	Efeitos	à	saúde	–	Requisitos.
Como	se	faz	proteção	contra	refluxo	de	água
De	acordo	com	a	NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente
–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção:	“devem	ser	tomadas	medidas	de
proteção	contra	o	refluxo	de	água	considerada	servida,	não	potável	ou	de
qualidade	desconhecida,	para	preservar	a	potabilidade	da	água	da	fonte	de
abastecimento	nos	pontos	de	suprimento	e	de	utilização	dos	sistemas	prediais	de
água	fria	e	água	quente”.	Os	pontos	de	utilização	que,	de	alguma	forma,	possam
estar	sujeitos	à	condição	de	conexão	cruzada,	devem	ser	protegidos	contra	o
refluxo.
Segundo	a	norma,	deve	ser	prevista	uma	proteção	localizada	contra	o	refluxo	em
cada	ponto	de	utilização	e	de	suprimento	de	água,	constituída	por	dispositivo	de
prevenção	ao	refluxo	instalado	em	local	o	mais	próximo	possível	do	ponto	de
utilização	ou	de	suprimento	(veja	Seção	"Ventilação	de	coluna	de	distribuição").
A	separação	atmosférica	padronizada	constitui	o	recurso	mais	efetivo	de
prevenção	ao	refluxo,	representadas	na	Figura	8.1,	considerando	os	valores
mínimos	indicados	na	tabela.
Figura	8.1	–	Separação	atmosférica	padronizada.
Fonte:	NBR	5626:2020.
Norma	técnica
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.
9
Como	se	faz	ventilação	de	coluna	de	distribuição
De	acordo	com	a	NBR	5626:2020,	“em	edifícios	de	múltiplos	pavimentos
alimentados	a	partir	de	reservatório	superior,	além	da	separação	atmosférica
padronizada	no	reservatório,	cada	coluna	de	distribuição	deve	dispor	de	meio
capaz	de	admitir	ar	por	ocasião	de	seu	esvaziamento	e	de	expulsar	durante	o
enchimento,	assim	como	expulsar	bolhas	segregadas	que	se	formam
naturalmente	com	o	sistema	em	operação”.	É	importante	ressaltar	que	a	solução
adotada	não	pode	criar	trechos	de	estagnação	de	água.	A	operação	do	registro	de
fechamento	da	coluna	de	distribuição	não	pode	impedir	a	atuação	do	recurso
adotado	como	meio	de	proteção	localizada.	O	ponto	de	junção	do	tubo
ventilador	ou	de	válvula	ventosa	de	duplo	efeito	com	a	coluna	de	distribuição
deve	ser	localizado	a	jusante	do	registro	de	fechamento	da	própria	coluna.
Em	residências	unifamiliares,	a	proteção	de	todos	os	pontos	de	utilização	da	rede
predial	de	distribuição	pode	ser	obtida	pela	ventilação	da	rede	de	distribuição
conforme	mostra	a	Figura	9.2.	No	caso	de	válvula	de	descarga	alimentada	por
rede	de	distribuição	exclusiva,	essa	ventilação	não	é	requerível.
Figura	9.1	–	Ventilação	de	coluna	de	distribuição	em	edifícios	de	múltiplos
pavimentos.
Fonte:	NBR	5626:2020.
Figura	9.2	–	Ventilação	da	rede	de	distribuição	em	residências
unifamiliares.
Fonte:	NBR	5626:2020.
Observação
Para	a	aplicação	de	recursos	de	ventilação,	como	válvulas	ventosas,	verifica-se	a	faixa	de	pressões	de	operação,	que	definem	o	melhor	ponto	de	aplicação.
Norma	técnica
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.
10
Como	se	faz	teste	de	estanqueidade	nos	sistemas
hidrossanitários
10.1	Ensaio	de	estanqueidade	das	tubulações	de	água
As	tubulações	devem	ser	submetidas	a	ensaio	para	verificação	da	estanqueidade
durante	o	processo	de	sua	montagem,	quando	elas	ainda	estão	totalmente
expostas	e,	portanto,	sujeitas	à	inspeção	visual	e	eventuais	reparos.	Para	a
realização	do	teste,	a	tubulação	deverá	estar	limpa	e	cheia	de	água	a	20	°C,	sem
nenhum	bolsão	de	ar	em	seu	interior.	Deve-se	instalar	uma	bomba	no	ponto	de
utilização	e	injetar	água	sob	pressão,	lentamente.	Esse	equipamento	deve	possuir
manômetro	para	que	possa	ler	as	pressões.	Segundo	a	NBR	5626:2020,	o	ensaio
de	estanqueidade	deve	ser	realizado	de	modo	a	submeter	cada	seção	da
tubulação	a	uma	pressão	mínima	de	600	kPa	(60	m.c.a.)	ou	1,5	vez	a	máxima
pressão	de	trabalho	–	o	que	for	menor.	Alcançado	o	valor	da	pressão	de	ensaio,	o
sistema	é	considerado	estanque	caso	não	sejam	detectados	vazamentos	ou	queda
de	pressão	manométrica	por	um	período	de	1	h	após	a	estabilização	da	pressão.
No	caso	de	ser	detectado	algum	vazamento,	este	deve	ser	reparado	e	o	ensaio
deve	ser	repetido.	Não	deve	ocorrer	queda	de	pressão	durante	o	ensaio.
O	ensaio	de	estanqueidade	em	tubulações	do	sistema	predial	de	água	quente
deve	ser	realizado	com	água	com	temperatura	mínima	de	80º,	antes	da	aplicação
de	eventual	isolamento	térmico	ou	acústico	ou	antes	de	serem	recobertas.
10.2	Ensaio	de	estanqueidade	de	peças	de	utilização
O	ensaio	de	estanqueidade	das	peças	de	utilização	deve	ser	realizado	com	os
aparelhos	submetidos	à	pressão	estática	prevista	na	NBR	5626:2020.
Durante	o	ensaio,	deve-se	observar	se	ocorrem	vazamentos	nas	peças	de
utilização	quando	estas	são	manobradas,	a	fim	de	obter	o	escoamento	próprio	na
condição	de	uso.	As	peças	de	utilização	são	consideradas	estanques	se	não	forem
detectados	vazamentos	ou	queda	de	pressão	manométrica	no	sistema	por	um
período	mínimo	de	1	h.
Figura	10.1	–	Ensaio	de	estanqueidade.
10.3	Ensaio	de	estanqueidade	de	reservatório
Para	realizar	o	ensaio	de	estanqueidade	do	reservatório,	este	deve	ser	preenchido
com	água	até	o	nível	máximo	permitido	pelo	mecanismo	de	controle	de	nível.
Durante	o	procedimento,	deve-se	observar	se	ocorrem	vazamentos	no
reservatório	e	em	suas	conexões	ou	escoamento	pelo	extravasor.	O	reservatório	é
consideradoestanque	caso	não	sejam	detectados	vazamentos	ou	extravasamentos
durante	um	período	mínimo	de	72	h.
A	escolha	adequada	do	sistema	de	impermeabilização	é	essencial	para	o	bom
desempenho	do	reservatório,	sempre	de	acordo	com	a	NBR	9575:2010	–
Impermeabilização	–	Seleção	e	projeto.
10.4	Estanqueidade	das	instalações	de	esgoto	e	de	águas	pluviais
De	acordo	com	a	NBR	15575:2013,	as	tubulações	dos	sistemas	prediais	de
esgoto	sanitário	e	de	águas	pluviais	não	podem	apresentar	vazamento	quando
submetidas	à	pressão	estática	de	60	kPa	(6	m.c.a.),	durante	15	minutos	se	o
ensaio	for	feito	com	água,	ou	de	35	kPa	(3,5	m.c.a.)	durante	o	mesmo	período,
caso	o	ensaio	seja	feito	com	ar.
As	tubulações	devem	ser	ensaiadas	conforme	as	prescrições	constantes	nas	NBR
8160:1999	e	NBR	10844:1989.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	10844:1989	–	Instalações	prediais	de	águas	pluviais.
11
Como	se	faz	instalação	de	sistema	elevatório
Quando	a	pressão	da	rede	pública	não	é	suficiente	para	alimentar	diretamente	o
reservatório	superior,	como	em	edificações	com	mais	de	três	pavimentos	(acima
de	9	m	de	altura),	recomenda-se	adotar	um	reservatório	inferior,	de	onde	a	água	é
bombeada	até	o	reservatório	elevado,	por	meio	de	um	sistema	de	recalque,	ou
seja,	de	bombas.
11.1	Esquema	geral	de	um	sistema	elevatório
O	conjunto	elevatório	é	composto	por	duas	bombas	centrífugas	(sendo	uma	de
reserva),	motores	elétricos	de	indução	(um	para	cada	bomba),	tubulação	de
sucção	e	de	recalque,	registro	de	gaveta,	válvulas	de	retenção	na	tubulação	de
sucção	(“válvula	de	pé”,	com	crivo)	e	na	tubulação	de	recalque,	comando
automático	(automático	de	boia)	e	quadros	elétricos	de	comando.
Figura	11.1	–	Esquema	geral	de	um	sistema	de	recalque.
11.2	Bombas	centrífugas
São	bombas	hidráulicas	que	têm	como	princípio	de	funcionamento	a	força
centrífuga	a	partir	de	palhetas	e	impulsores	que	giram	no	interior	de	uma	carcaça
estanque,	jogando	líquido	do	centro	para	a	periferia	do	conjunto	girante.
Normalmente,	o	bombeamento	da	água	nas	edificações	é	feito	por	meio	de
bombas	centrífugas	acionadas	por	motores	elétricos.
As	bombas	devem	ser	selecionadas	de	modo	a	não	possibilitar	cavitação	ou
turbulência	e	devem	operar	com	o	melhor	desempenho	dentro	de	suas	faixas	de
trabalho.
Existem	dois	tipos	de	disposição	das	bombas	com	relação	à	posição	do	eixo	em
relação	ao	nível	d'água:	acima	do	reservatório	ou	em	posição	inferior,	no	nível
do	piso	do	reservatório	(bomba	afogada).
O	conjunto	motor	bomba	deve	ser	instalado	em	local	seco,	ventilado,	protegido
da	chuva	e	de	fácil	acesso	para	manutenção.	A	bomba	instalada	em	nível	mais
elevado	(veja	Figura	11.2),	além	de	não	estar	sujeita	a	inundações,	seja	por
falhas	de	impermeabilização	do	reservatório	ou	vazamentos	do	próprio	sistema,
em	geral	permite	construção	mais	econômica	e	melhores	condições	de	trabalho	e
manutenção	do	sistema.
Figura	11.2	–	Bomba	centrífuga.
11.3	Instalação	elétrica
A	instalação	elétrica	de	bombeamento	deverá	permitir	o	funcionamento
automático	da	bomba	e,	eventualmente,	a	operação	de	comando	manual	direto.
O	comando	automático	é	realizado	com	dispositivos	conhecidos	por	automático
de	boia	ou	por	controle	automático	de	nível.	Ao	instalar	um	automático	de	boia
superior	e	um	inferior,	a	bomba	será	comandada	pelo	automático	do	reservatório
superior.	Caso	o	nível	no	reservatório	inferior	atinja	uma	situação	abaixo	da	qual
possa	vir	a	ficar	comprometida	a	aspiração,	pela	entrada	de	ar	no	tubo	de
aspiração,	o	automático	inferior	deverá	desligar	a	bomba,	embora	ainda	não
tenha	atingido	o	nível	desejado	no	reservatório	superior.
Observação
O	comando	boia	pode	ficar	em	uma	das	câmaras	do	reservatório	superior,	com	cabo	suficiente	para	ser	instalado	na	outra	câmara	quando	necessário,	pois	as	duas	câmaras	funcionam	como	vasos	comunicantes,	ou	seja,	o	nível	da	água	é	o	mesmo	nas	duas	câmaras.	Por	isso,	o	comando	pode	estar	somente	em	uma	delas.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR	16676:2018	–	Sistemas	de	selagem	de	eixos	para	bombas	centrífugas	e	rotativas.	NBR	12214:2020	–	Projeto	de	estação	de	bombeamento	ou	de	estação	elevatória	de	água	—	Requisitos.
12
Como	se	faz	dimensionamento	de	bomba	centrífuga
Ao	dimensionar	uma	bomba	centrífuga,	é	necessário	conhecer	a	vazão	da	bomba
de	recalque	e	a	altura	manométrica	total.
12.1	Vazão	da	bomba	de	recalque
O	sistema	elevatório	deverá	ter	uma	vazão	mínima	horária	igual	a	15%	do
consumo	diário,	ou	seja,	o	sistema	deverá	funcionar	durante	6,66	horas	por	dia.
Na	prática,	adota-se	o	valor	de	20%.	Então,	a	bomba	funcionaria,	no	máximo,
cinco	(5)	horas	por	dia	para	recalcar	todo	o	consumo	diário.	Tal	adoção
possibilita	que	o	sistema	elevatório	tenha	uma	maior	durabilidade,	em	termos	de
vida	útil.
A	vazão	horária	ou	requerida	(Q)	para	o	dimensionamento	do	sistema	elevatório
pode	ser	definida	como	a	razão	entre	o	consumo	diário	da	edificação	(Cd)	e	o
número	de	horas	de	funcionamento	do	sistema	motor-bomba	(T).
Algebricamente,	pode-se	escrever:
Q	=	Cd	/	T
Em	que:
Cd	=	consumo	diário,	em	litros;
T	=	tempo	de	funcionamento	da	bomba.
A	vazão	(Q)	da	bomba	pode	ser	expressa	em	várias	unidades,	sendo	as	mais
empregadas:	l/s,	m³/s,	l/h	e	m³/h.
12.2	Altura	manométrica
É	a	energia	que	a	bomba	deverá	transmitir	ao	líquido	para	transportar	a	vazão	Q
do	reservatório	inferior,	geralmente	localizado	no	pavimento	térreo	ou	no
subsolo,	para	o	reservatório	superior,	em	geral	localizado	na	cobertura.	Portanto,
a	altura	manométrica	(Hman)	deve	vencer	o	desnível	geométrico,	as	perdas	de
carga	e	a	diferença	de	pressões	nos	reservatórios.	A	altura	manométrica	é	medida
em	metros	(m)	e	é	independente	da	densidade	do	líquido.
Figura	12.1	–	Altura	manométrica.
12.2.1	Altura	manométrica	de	sucção
A	altura	manométrica	de	sucção	é	a	diferença	das	cotas	do	nível	do	centro	da
bomba	e	o	nível	da	superfície	livre	do	reservatório	inferior,	acrescidas	das	perdas
de	carga	na	tubulação	de	sucção	(entre	os	níveis	citados).
Hman.	(suc.)	=	Hest.	(suc.)	+	Δh	(suc.)
Em	que:
Hman.	(suc.)	=	altura	manométrica	de	sucção,	em	m;
Hest.	(suc.)	=	altura	estática	de	sucção,	em	m;
Δh	(suc.)	=	perdas	de	carga	na	sucção,	em	m	de	água/m.
12.2.2	Altura	manométrica	de	recalque
A	altura	manométrica	de	recalque	é	a	diferença	das	cotas	entre	os	níveis	de	saída
da	água	no	reservatório	superior	e	do	centro	da	bomba,	acrescida	das	perdas	de
carga	na	tubulação	de	recalque	(entre	os	níveis	citados).
Hman.	(rec.)	=	Hest.	(rec.)	+	Δh	(rec.)
Em	que:
Hman.	(rec.)	=	altura	manométrica	de	recalque,	em	m;
Hest.	(rec.)	=	altura	estática	de	recalque,	em	m;
Δh	(rec.)	=	perdas	de	carga	no	recalque,	em	m	de	água/m.
12.2.3	Altura	manométrica	total
Hman.	(total)	=	Hman.	(suc.)	+	Hman.	(rec.)
Em	que:
Hman.	(total)	=	altura	manométrica,	em	m;
Hman.	(suc.)	=	altura	manométrica	de	sucção,	em	m;
Hman.	(rec.)	=	altura	manométrica	de	recalque,	em	m.
12.3	Método	prático	para	escolha	de	bombas	centrífugas
Como	foi	visto,	apenas	duas	variáveis	serão	usadas	para	a	escolha	do	tipo	da
bomba	centrífuga:	vazão	necessária	(vazão	de	projeto)	e	altura	manométrica
total.	Com	esses	dados,	entra-se	na	tabela	de	seleção	de	bombas	centrífugas,
fornecida	nos	catálogos	de	fabricantes.
Caso	os	valores	da	vazão	de	projeto	e	da	altura	manométrica	não	sejam
exatamente	os	valores	constantes	da	tabela,	devem	ser	adotados	os	valores
imediatamente	superiores.
Tabela	12.1	–	Seleção	de	bombas	centrífugas	(de	3.500	rpm)
Modelo	de	fábrica Potência	do	motor	acoplado	(cv) Diâmetros	mínimos Altura	manométrica	total	(m)
Sucção	(mm)Recalque	(mm) 12 13
Vazão	(m³/h)
XY–1 1 40 32
XY–2 1,5 50 40
XY–3 2 50 40
XY–4 3 50 40
XT–1 3 40 32
XT–2 4 40 32
XT–3 5 40 32
XT–4 5 60 50
XM–1 7,5 50 40
Nota:	Esta	tabela	foi	composta	a	partir	de	dados	dos	fabricantes	e	tem	objetivos
exclusivamente	didáticos.Para	a	escolha	da	bomba	é	imprescindível	consultar	as
tabelas	dos	catálogos	dos	fabricantes.
Fonte:	Botelho,	2014
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.
13
Como	se	faz	manutenção	de	bombas	centrífugas
Em	razão	de	seu	tamanho	reduzido,	se	comparadas	àquelas	utilizadas	em
sistemas	de	abastecimento	público,	essas	bombas	utilizadas	em	sistemas	de
recalque	quase	não	apresentam	problemas.	Porém,	devem	ser	verificados	os
seguintes	itens:	o	ponto	de	operação	(pressão	e	vazão),	corrente	consumida	para
motor	e	tensão	da	rede,	nível	do	óleo,	pressão	de	sucção,	sinais	de	vazamentos
na	bomba	(vazamento	das	gaxetas),	lubrificação	e	temperatura	dos	mancais,	ou
nas	tubulações,	sobreaquecimento	do	motor,	ruídos	anormais,	má	fixação	na
base	(parafusos	de	fixação	da	bomba,	do	acionador	e	da	base),	alinhamento	do
conjunto	bomba-acionador,	substituir	o	engaxetamento,	se	necessário,	vibrações
anormais,	sinais	de	corrosão	e	cabos	elétricos	descascados,	aquecidos	ou	soltos.
Uma	vez	por	ano	recomenda-se	desmontar	a	bomba	para	verificação	do	estado
interno	da	mesma.	Após	a	limpeza,	inspecionar	todas	as	peças.	Se	a	bomba	foi
desmontada,	substituir	o	óleo	lubrificante	dos	mancais.
De	acordo	com	a	NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente
–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção,	deve-se	verificar	semestralmente	as
condições	de	funcionamento	do	sistema	elevatório	e	da	bomba	centrífuga.
Porém,	uma	verificação	periódica,	pelo	menos	a	cada	15	dias,	de	cada	um	desses
itens	permitirá	que	os	defeitos	sejam	detectados	antes	de	causarem	grandes
prejuízos	ou	mesmo	interrupção	do	funcionamento	do	sistema	de	recalque.
A	manutenção	da	bomba	centrífuga	é	importante,	pois	prolonga	a	vida	útil	do
equipamento,	podendo	ser	realizadas	as	manutenções	preditiva,	preventiva	e
corretiva.	A	manutenção	preditiva	é	aquela	que	controla	o	estado	de
funcionamento	das	bombas	em	operação,	através	de	instrumentos	de	medição,
para	prever	falhas	ou	detectar	alterações	nas	condições	físicas	que	requeiram	a
manutenção.	A	manutenção	preventiva	é	aquela	que	concentra	todo	o	esforço
para	evitar	que	a	bomba	sofra	uma	parada	imprevista,	que	poderia	acarretar
sérios	transtorno.	A	manutenção	corretiva	é	aquela	que	se	corrigem	os	defeitos	e
falhas	já	detectadas,	procurando,	sempre,	evitar	que	as	falhas	se	repitam,
podendo	ser	realizada	em	caráter	de	emergência	ou	não.	Para	realizar	os	serviços
de	manutenção	de	bomba	centrífuga,	deve-se	contratar	uma	equipe	técnica
especializada	e	capacitada.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR	16676:2018	–	Sistemas	de	selagem	de	eixos	para	bombas	centrífugas	e	rotativas.
14
Como	se	faz	escolha	dos	materiais	utilizados	para
condução	de	água	potável
Para	a	escolha	dos	materiais,	é	fundamental	a	observância	da	NBR	5626:2020,
que	especifica	os	requisitos	básicos	para	projeto,	execução,	operação	e
manutenção	de	sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente.	Portanto,
recomenda-se	que	os	requisitos	estabelecidos	nessa	norma	sejam	observados	por
projetistas,	construtores,	instaladores,	fabricantes	de	componentes,
concessionárias	e	pelos	próprios	usuários.
Os	tubos	e	conexões	para	condução	de	água	potável	têm	seus	requisitos	mínimos
definidos	por	normas	brasileiras.	O	atendimento	às	normas	representa	uma
garantia	de	que	apresentarão	desempenho	adequado	durante	sua	utilização.
Os	materiais	mais	comumente	utilizados	para	a	condução	de	água	fria	e	água
quente	são	apresentados	a	seguir.
14.1	PVC
Normalmente,	as	tubulações	destinadas	ao	transporte	de	água	potável	são
executadas	com	tubos	de	plástico,	pois	apresentam	inúmeras	vantagens	em
relação	aos	outros	materiais.	O	PVC	(policloreto	de	vinila)	são	tubos	e	conexões
para	a	condução	de	água	fria,	com	temperatura	de	trabalho	a	20	ºC.	É	o	material
mais	utilizado	nas	instalações	hidráulicas	residenciais.	Há	dois	tipos	de	linhas	de
produtos:	o	PVC	soldável	e	o	PVC	roscável.	A	diferença	entre	eles	é	que	o	PVC
marrom	é	soldável	e	o	branco	é	roscável.	O	PVC	soldável	“ganha”	em	preço	e
facilidade	de	instalação,	seu	uso	é	mais	indicado	internamente	nas	paredes	e	ele
suporta	eficientemente	a	pressão	da	água,	sendo	muito	utilizado	em
apartamentos.	O	PVC	roscável,	por	sua	vez,	é	mais	bem	utilizado	em	hidráulica
externa	e	com	exposição	a	intempéries,	pois	seus	tubos	são	mais	rígidos.
Vantagens	do	PVC	soldável
Facilidade	de	instalação;
linha	completa	de	tubos	e	conexões;
leveza	e	facilidade	de	transporte	e	manuseio;
resistência	a	diversos	produtos	químicos;
resistência	à	corrosão;
durabilidade	–	vida	útil	de	50	anos;
baixo	custo	e	menor	perda	de	carga.
Vantagens	do	PVC	roscável
Por	terem	maiores	espessuras	de	paredes,	apresentam	vantagens	em	instalações
aparentes	contra	eventuais	choques	ou	impactos;
o	sistema	roscável	facilita	a	desmontagem	e	o	remanejamento	das	instalações
nos	casos	de	redes	provisórias	ou	futuras	ampliações;
as	conexões	com	bucha	de	latão	mantêm	a	integridade	da	rosca	interna	e	guia	a
rosca	macho	metálica;
as	luvas	de	correr	oferecem	rapidez	no	reparo,	podendo	ser	aplicada	pressão	logo
após	a	sua	instalação;
excelente	resistência	química.
Desvantagens	do	PVC
Baixa	resistência	ao	calor	e	à	degradação	por	exposição	prolongada	ao	sol;
por	conta	da	baixa	resistência	mecânica,	sua	utilização	deve	ser	evitada	em
tubulações	aparentes	sujeitas	a	impactos.
14.2	CPVC
O	CPVC	é	um	material	com	todas	as	propriedades	inerentes	ao	PVC.	Somando-
se	a	resistência	à	condução	de	líquidos	sob	pressões	a	altas	temperaturas,
apresenta	uma	vantagem	em	relação	ao	cobre	para	condução	de	água	quente,	que
é	a	dispensa	do	isolamento	térmico,	uma	vez	que	o	próprio	material	do	tubo	é
um	isolante,	enquanto	o	cobre	é	condutor	de	calor.	Por	essa	razão,	a	água	quente
chega	mais	rapidamente	ao	ponto	considerado,	em	função	da	pequena	perda	de
calor	ao	longo	da	tubulação.	Soldado	a	frio	com	cola	especial,	dispensa	mão	de
obra	especializada	e,	por	isso,	é	comum	em	obras	de	pequeno	e	médio	portes.	A
temperatura	máxima	que	o	tubo	suporta	é	80	°C	(segura,	já	que	um	aquecedor
doméstico	esquenta	a	água	até	o	máximo	de	70	°C).
14.3	PPR
O	PPR	é	uma	resina	de	última	geração	(pode	ser	utilizada	na	condução	de	água
fria	e	quente)	e	tem	emendas	feitas	com	termofusão	(soldagem	a	quente).	É
considerado	o	mais	estanque	do	mercado,	mas	o	serviço	requer	profissional
especializado	e	maquinário	na	obra,	o	que	encarece	o	preço	final.	A	grande
vantagem	do	PPR	é	a	baixa	condutividade	térmica,	que	conserva	a	temperatura
da	água	transportada	por	mais	tempo,	evitando	a	transmissão	de	calor	para	a
parte	externa	do	tubo,	o	que	dispensa	a	necessidade	de	isolamento	térmico.
14.4	PEX
O	uso	do	PEX	nos	últimos	anos	trouxe	uma	oportunidade	a	mais	para
racionalizar	a	execução	das	instalações	prediais,	agregando	precisão	e	agilidade
e	diminuindo	a	necessidade	de	itens	a	gerenciar.	O	Sistema	Flexível	PEX,
fabricado	pela	Tigre,	apresenta	elevada	resistência	e	durabilidade	e	é	de	fácil	e
rápida	instalação.	Dessa	forma,	fica	mais	fácil	e	seguro	distribuir	água	fria	em
ramais	prediais.	Porém,	é	importante	ressaltar	que	as	conexões	da	linha	são
crimpadas,	ou	seja,	precisam	de	ferramentas	especiais	para	sua	instalação.
14.5	Ferro	galvanizado
Os	tubos	metálicos	apresentam	como	vantagens:	maior	resistência	mecânica,
menor	deformação	e	resistência	a	altas	temperaturas	(não	entram	em	combustão
nas	temperaturas	usuais	de	incêndio).As	desvantagens	são:	suscetibilidade	à
corrosão,	possibilidade	de	alteração	das	características	físico-químicas	da	água
pelo	processo	de	corrosão	e	de	outros	resíduos,	maior	transmissão	de	ruídos	ao
longo	dos	tubos	e	maior	perda	de	pressão.
Os	tubos	e	conexões	de	ferro	galvanizado	geralmente	são	utilizados	em
instalações	aparentes	e	nos	sistemas	hidráulicos	de	combate	a	incêndios.	As
conexões,	principalmente	os	cotovelos,	são	muito	utilizadas	nos	pontos	de
torneira	de	jardim,	pia,	tanque	etc.,	por	serem	mais	resistentes.
14.6	Cobre
O	cobre	em	si	é	um	excelente	material,	mas	é	caro	e	difícil	para	trabalhar,	pois
precisa	ser	soldado	com	estanho,	em	um	processo	que	demanda	muita	habilidade
para	não	comprometer	a	qualidade	do	serviço.	Além	disso,	os	tubos	de	cobre
devem	ser	revestidos	com	isolamento	térmico,	para	reduzir	o	efeito	da	troca	de
calor	com	o	meio	ambiente,	mantendo,	por	mais	tempo,	a	temperatura	da	água
aquecida.	Esse	isolamento	deverá	estar	protegido	da	umidade	e	da	radiação	solar.
Tradicionalmente,	a	tubulação	de	cobre	é	mais	conhecida	dos	construtores
devido	à	sua	resistência	a	temperaturas	altas	(suas	soldas	se	rompem	só	a	270
°C).	Por	isso,	vai	bem	até	na	união	entre	placas	solares.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020	–	Sistemas	prediais	de	água	fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR	5648:2018	–	Tubos	e	conexões	de	PVC-U	com	junta	soldável	para	sistemas	prediais	de	água	fria	–	Requisitos.	NBR	8219:2017	–	Tubos	e	conexões	de	PVC	e	CPVC	–	Verificação	do	efeito	sobre	a	água	–	Requisitos	e	método	de	ensaio.	NBR	15813-1:2018	–	Sistemas	de	tubulações	plásticas	para	instalações	prediais	de	água	quente	e	fria.	Parte	1:	tubos	de	polipropileno	copolímero	random	PP-R	e	PP-RCT	–	Requisitos.	NBR	15813-2:2018	–	Sistemas	de	tubulações	plásticas	para	instalações	prediais	de	água	quente	e	fria.	Parte	2:	conexões	de	polipropileno	copolímero	random	PP-R	e	PP-RCT	–	Requisitos.	NBR	15939-1:2011	–	Sistemas	de	tubulações	plásticas	para	instalações	prediais	de	água	quente	e	fria	—	Polietileno	reticulado	(PE-X).	Parte	1:	requisitos	e	métodos	de	ensaio.	NBR	15939-2:2011	–	Sistemas	de	tubulações	plásticas	para	instalações	prediais	de	água	quente	e	fria	—	Polietileno	reticulado	(PE-X).	Parte	2:	procedimentos	para	projeto.	NBR	15345:2013	–	Instalação	predial	de	tubos	e	conexões	de	cobre	e	ligas	de	cobre	–	Procedimento.	NBR	11720:2010	–	Conexões	para	união	de	tubos	de	cobre	por	soldagem	ou	brasagem	capilar	—	Requisitos.	NBR	5019:2001	–	Produtos	e	ligas	de	cobre	–	Terminologia.	NBR	5580:2015	–	Tubos	de	aço-carbono	para	usos	comuns	na	condução	de	fluidos	–	Especificação.
15
Como	se	faz	escolha	dos	materiais	utilizados	para
condução	de	esgoto
De	acordo	com	a	NBR	8160:1999,	os	materiais	a	serem	empregados	nos
sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	devem	ser	especificados	em	função:	tipo	de
esgoto	a	ser	conduzido,	temperatura,	efeitos	químicos	e	físicos,	esforços	ou
solicitações	mecânicas	a	que	possam	ser	submetidas	as	instalações.
15.1	Linha	Esgoto	Série	Normal
Devido	às	suas	vantagens,	o	PVC	é	o	material	mais	utilizado	nos	sistemas
prediais	de	esgotos	sanitários.	A	Linha	Esgoto	Série	Normal,	da	Tigre,	é	uma
linha	de	tubos	e	conexões	de	PVC	rígido,	para	condução	dos	efluentes	dos
aparelhos	sanitários,	inclusive	das	bacias	sanitárias,	em	instalações	de	esgoto	e
ventilação.	Para	as	tubulações	aparentes,	instaladas	na	horizontal	e	suspensas	em
lajes,	prumadas	de	esgoto	em	edifícios	com	mais	de	três	pavimentos,	é
recomendável	a	utilização	de	tubos	mais	reforçados,	como	a	Linha	Série	R.
15.2	Linha	Esgoto	Série	Reforçada
É	uma	linha	de	tubos	e	conexões	de	PVC	rígido	da	Tigre,	disponível	nos
diâmetros	de	DN	40	a	DN	150,	fabricados	com	uma	espessura	de	parede	maior
do	que	a	linha	Série	Normal,	para	serem	utilizados	na	condução	de	efluentes	em
trechos	que	sofrem	mais	impactos	internos	e	externos,	como	tubos	de	queda,
subcoletores,	ramais	de	despejo	de	máquinas	de	lavar	louças	residenciais	e
também	condutores	verticais	de	água	de	chuva,	em	obras	com	mais	de	três
pavimentos.
Observação
As	linhas	Série	Normal	e	Série	Reforçada	podem	ser	encaixadas	uma	na	outra,	pois	possuem	o	mesmo	diâmetro	externo.	Porém,	deve-se	tomar	cuidado	com	a	temperatura	do	efluente:	a	linha	Série	Normal	suporta	45	ºC	e	a	linha	Série	Reforçada	suporta	75	ºC.
15.3	Ferro	fundido
O	tubo	de	ferro	fundido	é	mais	utilizado	nas	instalações	aparentes,
particularmente	em	garagens	de	subsolos	ou	pilotis,	onde	exista	a	possibilidade
de	ocorrer	acidentes.	Também	apresentam	como	vantagens:	alta	resistência	a
produtos	químicos;	alta	durabilidade;	resistência	a	altas	temperaturas.
Normas	técnicas
NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:	requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.	NBR	10570:1988	–	Tubos	e	conexões	de	PVC	rígido	com	junta	elástica	para	coletor	predial	e	sistema	condominial	de	esgoto	sanitário	–	Tipos	e	dimensões	–	Padronização.	NBR	5688:2018	–	Tubos	e	conexões	de	PVC-U	para	sistemas	prediais	de	água	pluvial,	esgoto	sanitário	e	ventilação	–	Requisitos.
16
Como	se	faz	instalações	enterradas
As	tubulações	enterradas	devem	ser	executadas	de	modo	que	seja	mantida	sua
integridade.	A	avaliação	desse	critério	consiste	em	verificar	a	existência	de
berços	e	envelopamentos	no	projeto	hidrossanitário,	com	base	em	cálculos	que
devem	constar	no	projeto	ou	em	literaturas	específicas.
As	tubulações	de	PVC	devem	ser	assentadas	de	acordo	com	o	alinhamento	e
elevação	e	deverão	ser	envolvidas	por	camada	de	areia	grossa,	com	espessura
mínima	de	10	cm.	Além	disso,	recomenda-se	que	as	valas	para	assentamento	das
tubulações	sejam	distanciadas	em,	pelo	menos,	50	cm	dos	elementos	estruturais.
Se	a	tubulação	contiver	registro	de	fechamento	ou	de	utilização,	deve-se	prever
acesso	para	manobras	na	superfície,	como	uma	caixa	de	proteção,	por	exemplo.
De	acordo	com	o	Manual	Técnico	Tigre,	as	tubulações	devem	ser	assentadas	em
terreno	resistente	ou	sobre	base	apropriada,	livre	de	detritos	ou	materiais
pontiagudos.	O	fundo	da	vala	deve	ser	uniforme	e,	para	tanto,	deve	ser
regularizado,	utilizando-se	areia	ou	material	granular.
A	largura	da	vala	deve	ser	DN	+	50	cm.	Por	exemplo,	uma	tubulação	com	DN	50
(5	cm),	para	realizar	o	assentamento	da	tubulação	deve	ser	aberta	uma	vala	com
largura	de:	5	+	50	cm,	ou	seja,	55	cm.
Estando	o	tubo	colocado	no	seu	leito,	deve-se	preencher	lateralmente	com	o
material	indicado,	compactando-o	manualmente	em	camadas	de	10	a	15	cm	até
atingir	a	altura	correspondente	à	parte	superior	do	tubo.	A	seguir,	completa-se
com	a	colocação	do	material	até	30	cm	acima	da	parte	superior	do	tubo.	Essa
região	acima	do	tubo	não	deve	ser	compactada.
A	rede	de	esgoto	sanitário	deverá	guardar	uma	distância	adequada	das	redes	de
água	potável,	devendo	ser	enterradas	em	profundidade	inferior	àquelas	em,	no
mínimo,	50	centímetros.
No	“Anexo	E”,	da	NBR	8160:1999,	há	recomendações	quanto	ao	assentamento
de	tubulações	em	valas,	como	remoção	de	materiais	perfurantes	e	lama,	e
ancoragens	que	resistam	às	possíveis	solicitações	do	solo,	tráfego	externo,	entre
outras.
De	acordo	com	o	Manual	Técnico	Tigre,	a	profundidade	mínima	de
assentamento	da	tubulação	deve	ser	conforme	descrito	na	Tabela	16.1.
Tabela	16.1	–	Profundidade	mínima	de	assentamento	da	tubulação
Cargas Profundidade	h	(m)
Interior	dos	lotes 0,30
Passeio 0,60
Tráfego	de	veículos	leves 0,80
Tráfego	pesado	e	intenso 1,20
Ferrovia 1,50
Fonte:	Manual	técnico	Tigre	(2008).
Observação
Se	a	tubulação	enterrada	estiver	sujeita	à	carga	de	rodas,	fortes	compressões	ou,	ainda,	situada	sob	área	edificada,	é	recomendável	fazer	uma	proteção	adequada,	com	uso	de	lajes	ou	canaletas	de	concreto	que	impeçam	a	ação	desses	esforços	sobre	a	tubulação.
Figura	16.1	–	Lajes	e	canaletas	de	proteção	para	tubulação	enterrada.
Normas	técnicas
NBR	5626:2020fria	e	água	quente	–	Projeto,	execução,	operação	e	manutenção.	NBR	8160:1999	–	Sistemas	prediais	de	esgoto	sanitário	–	Projeto	e	execução.	NBR	5410:2004	–	Instalações	elétricas	de	baixa	tensão.	NBR	10339:2018	–	Piscina	–	Projeto,	execução	e	manutenção.	NBR	10818:2016	–	Qualidade	da	água	de	piscina	–	Procedimento.
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NBR	10844:1989	–	Instalações	prediais	de	águas	pluviais.
NBR	11306:1990	–	Registro	de	PVC	rígido,	para	ramal	predial	–	Especificação.
NBR	11720:2010	–	Conexões	para	união	de	tubos	de	cobre	por	soldagem	ou
brasagem	capilar	–	Requisitos.
NBR	12170:2017	–	Materiais	de	impermeabilização	–	Determinação	da
potabilidade	da	água	após	o	contato.
NBR	12217:1994	–	Projeto	de	reservatório	de	distribuição	de	água	para
abastecimento	público	–	Procedimento.
NBR	13103:2020	–	Instalação	de	aparelhos	a	gás	–	Requisitos.
NBR	13206:2010	–	Tubo	de	cobre	leve,	médio	e	pesado,	sem	costura,	para
condução	de	fluidos	–	Requisitos.
NBR	14013:2015	–	Aquecedores	instantâneos	de	água	e	torneiras	elétricas	–
Determinação	da	potência	elétrica	–	Métodos	de	ensaio.
NBR	14014:2016	–	Aquecedores	instantâneos	de	água	e	torneiras	elétricas	–
Determinação	do	incremento	máximo	de	temperatura.
NBR	14015:2016	–	Aquecedores	instantâneos	de	água	e	torneiras	elétricas	–
Determinação	do	consumo	de	energia	elétrica.
NBR	14162:2017	–	Aparelhos	sanitários	–	Sifão	–	Requisitos	e	métodos	de
ensaio.
NBR	14799:2018	–	Reservatório	poliolefínico	para	água	potável	–	Requisitos.
NBR	14800:2018	–	Reservatório	com	corpo	em	polietileno,	com	tampa	em
polietileno	ou	em	polipropileno,	para	água	potável	de	volume	nominal	até	3.000
l	(inclusive)	–	Transporte,	manuseio,	instalação,	operação,	manutenção	e
limpeza.
NBR	14800:2018	–	Reservatório	poliolefínico	para	água	potável	–	Instalações
em	obra.
NBR	14931:2004	–	Execução	de	estruturas	de	concreto	–	Procedimento.
NBR	15206:2005	–	Instalações	hidráulicas	prediais	–	Chuveiros	ou	duchas	–
Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
NBR	15345:2013	–	Instalação	predial	de	tubos	e	conexões	de	cobre	e	ligas	de
cobre	–	Procedimento.
NBR	15491:2010	–	Caixa	de	descarga	para	limpeza	de	bacias	sanitárias	–
Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
NBR	15526:2012	–	Redes	de	distribuição	interna	para	gases	combustíveis	em
instalações	residenciais	–	Projeto	e	execução.
NBR	15527:2019	–	Aproveitamento	de	água	de	chuva	de	coberturas	para	fins
não	potáveis	–	Requisitos.
NBR	15569:2020	–	Sistema	de	aquecimento	solar	de	água	em	circuito	direto	–
Requisitos	de	projeto	e	instalação.
NBR	15575:2013	–	Edificações	habitacionais	–	Desempenho	–	Parte	6:
requisitos	para	os	sistemas	hidrossanitários.
NBR	15577:2018	–	Agregados.	As	partes	1	a	7	oferecem	um	guia	para	avaliação
e	prevenção	da	reatividade	potencial	no	uso	de	agregados	em	concreto,
fenômeno	que	pode	originar	fissuras	ou	deformações	estruturais.
NBR	15704-1:2011	–	Registro	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio	–	Parte	1:
registros	de	pressão.
NBR	15704-2:2015	–	Registro	–	Requisitos	e	métodos	de	ensaio	–	Parte	2:
registros	com	mecanismos	de	vedação	não	compressíveis.
NBR	15705:2009	–	Instalações	hidráulicas	prediais–	Registro	de	gaveta	–
Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
NBR	15747-1:2009	–	Sistemas	solares	térmicos	e	seus	componentes	–	Coletores
solares.	Parte	1:	requisitos	gerais.
NBR	15784:2017	–	Produtos	químicos	utilizados	no	tratamento	de	água	para
consumo	humano	–	Efeitos	à	saúde	–	Requisitos.
NBR	15813-1:2018	–	Sistemas	de	tubulações	plásticas	para	instalações	prediais
de	água	quente	e	fria.	Parte	1:	tubos	de	polipropileno	copolímero	random	PP-R	e
PP-RCT	–	Requisitos.
NBR	15857:2011	–	Válvula	de	descarga	para	limpeza	de	bacias	sanitárias	—
Requisitos	e	métodos	de	ensaio.
NBR	15939-1:2011	–	Sistemas	de	tubulações	plásticas	para	instalações	prediais
de	água	quente	e	fria	—	Polietileno	reticulado	(PE-X).	Parte	1:	requisitos	e
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PRÓ	REFORMA.	Pontos	para	instalação	de	geladeira	com	água	na	porta.	3	abr.
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instala%C3%A7%C3%A3o-de-geladeira-com-%C3%A1gua-na-porta.	Acesso
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de-sifao/.	Acesso	em:	2	jan.	2020.
	Cover Page
	Como se faz
	Agradecimento
	Palavras iniciais
	Como se faz instalação de unidade de Medição de Água (UMA)
	Como se faz abastecimento da rede predial de distribuição de água
	Como se faz medição individualizada de água
	Como se faz instalação de reservatórios industrializados
	Como se faz instalação de reservatório moldado in loco
	Como se faz dimensionamento de reservatórios
	Como se faz limpeza de reservatório
	Como se faz proteção contra refluxo de água
	Como se faz ventilação de coluna de distribuição
	Como se faz teste de estanqueidade nos sistemas hidrossanitários
	Como se faz instalação de sistema elevatório
	Como se faz dimensionamento de bomba centrífuga
	Como se faz manutenção de bombas centrífugas
	Como se faz escolha dos materiais utilizados para condução de água potável
	Como se faz escolha dos materiais utilizados para condução de esgoto
	Como se faz instalações enterradas
	Como se faz instalações suspensas e aparentes
	Como se faz instalações embutidas dentro de paredes ou pisos (não estruturais)
	Como se faz instalações embutidas em elementos estruturais
	Como se faz travessias de vigas
	Como se faz para evitar tensionamentos nas instalações
	Como se faz para evitar dilatação e contração térmica das tubulações
	Como se faz para evitar a incidência de ar em tubulações de água fria e quente
	Como se faz para medir a pressão no ponto de utilização de água
	Como se faz controle da pressão no sistema predial de água fria e quente
	Como se faz O cálculo da pressão dinâmica
	Como se faz instalação de pressurizadores
	Como se faz manutenção de pressurizadores
	Como se faz instalação de válvula redutora de pressão (VRP)
	Como se faz manutenção de válvula redutora de pressão (VRP)
	Como se faz prevenção e atenuação do golpe de aríete
	Como Se Faz Controle dos níveis de ruídos em instalações prediais
	Como se faz instalação de aquecedor elétrico
	Como se faz instalação de aquecedor a gás
	Como se faz instalação de aquecedores de passagem
	Como se faz instalação de aquecedores de acumulaçãoComo se faz instalação de aquecedor solar
	Como se faz instalação de aparelhos sanitários e peças de utilização
	Como se faz uso racional da água nas edificações
	Como se faz instalação de registros hidráulicos
	Como Se Faz Escolha de torneiras
	Como se faz instalação de torneiras
	Como Se Faz Manutenção em torneiras
	Como se faz escolha de um sifão
	Como se faz manutenção de sifão
	Como se faz escolha de ralo
	Como se faz instalação de caixa sifonada
	Como se faz instalação de lavatório
	Como se faz desentupimento de ramais do lavatório e ralo do chuveiro
	Como se faz instalação de vaso sanitário
	Como se faz escolha do sistema de descarga
	Como se faz instalação da caixa de descarga
	Como se faz instalação de caixas de descarga embutidas
	Como se faz manutenção de caixas de descarga
	Como se faz instalação de válvulas de descarga
	Como se faz manutenção de válvulas de descarga
	Como se faz desentupimento DA BACIA SANITÁRIA
	Como se faz instalação de ducha higiênica
	Como se faz instalação de chuveiro elétrico
	Como se faz instalação de duchas
	Como se faz para melhorar a pressão no chuveiro
	Como se faz instalação de chuveiro pressurizado
	Como se faz limpeza de crivos de chuveiros
	Como se faz remoção de incrustações em tubulações de água potável
	Como se faz instalação de banheira
	Como se faz instalação de pia de cozinha
	Como se faz desentupimento da pia da cozinha
	Como Se Faz Instalação de máquina de lavar louça
	Como se faz instalação de filtro de água em cozinha
	Como se faz instalação de ponto de água para geladeira
	Como se faz instalação de caixa de gordura em residências
	Como se faz instalação de caixa de gordura em edifícios
	Como se faz instalação de tanque de lavar roupa
	Como se faz instalação de máquina de lavar roupa
	Como se faz desentupimento de ramais na área de serviço
	Como se faz para evitar o retorno de espuma na caixa sifonada
	Como se faz para evitar retorno de espuma em pavimentos sobrepostos
	Como se faz instalação de válvula de retenção
	Como se faz para evitar o mau cheiro em banheiros e áreas de serviço
	Como se faz ventilação da instalação de esgoto
	Como se faz ligação do ramal de ventilação à coluna de ventilação
	Como se faz instalação de válvula de admissão de ar (vaa)
	Como se faz previsão de forro para instalações em pavimentos sobrepostos
	Como se faz detecção de vazamentos
	Como Se Faz Reparos em tubos e conexões unidos por juntas soldáveis
	Como Se Faz Escolha e aplicação do adesivo plástico
	Como se faz detecção de vazamentos em tubulações de esgoto
	Como se faz reparos em tubulações de esgoto
	Como se faz PARA EVITAR ENTUPIMENTO de subcoletores de esgoto
	Como se faz previsão e instalação de caixa de inspeção de esgoto
	Como se faz instalação de caixa pré-montada
	Como se faz instalação de caixas coletoras de águas pluviais
	Como se faz instalação de calha semicircular
	Como se faz instalação de calha de seção retangular de chapa galvanizada
	Como se faz instalação de condutores verticais de águas pluviais
	Como se faz escoamento das águas pluviais por gravidade
	Como se faz aproveitamento de água pluvial para usos domésticos não potáveis
	Como se faz instalação hidráulica de piscina
	Como se faz aquecimento em piscinas
	Referências bibliográficas

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