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Conteúdo Agradecimento Palavras iniciais Como se faz instalação de unidade de Medição de Água (UMA) Como se faz abastecimento da rede predial de distribuição de água Como se faz medição individualizada de água Como se faz instalação de reservatórios industrializados Como se faz instalação de reservatório moldado in loco Como se faz dimensionamento de reservatórios Como se faz limpeza de reservatório Como se faz proteção contra refluxo de água Como se faz ventilação de coluna de distribuição Como se faz teste de estanqueidade nos sistemas hidrossanitários Como se faz instalação de sistema elevatório Como se faz dimensionamento de bomba centrífuga Como se faz manutenção de bombas centrífugas Como se faz escolha dos materiais utilizados para condução de água potável Como se faz escolha dos materiais utilizados para condução de esgoto Como se faz instalações enterradas Como se faz instalações suspensas e aparentes Como se faz instalações embutidas dentro de paredes ou pisos (não estruturais) Como se faz instalações embutidas em elementos estruturais Como se faz travessias de vigas Como se faz para evitar tensionamentos nas instalações Como se faz para evitar dilatação e contração térmica das tubulações Como se faz para evitar a incidência de ar em tubulações de água fria e quente Como se faz para medir a pressão no ponto de utilização de água Como se faz controle da pressão no sistema predial de água fria e quente Como se faz O cálculo da pressão dinâmica Como se faz instalação de pressurizadores Como se faz manutenção de pressurizadores Como se faz instalação de válvula redutora de pressão (VRP) Como se faz manutenção de válvula redutora de pressão (VRP) Como se faz prevenção e atenuação do golpe de aríete Como Se Faz Controle dos níveis de ruídos em instalações prediais Como se faz instalação de aquecedor elétrico Como se faz instalação de aquecedor a gás Como se faz instalação de aquecedores de passagem Como se faz instalação de aquecedores de acumulação Como se faz instalação de aquecedor solar Como se faz instalação de aparelhos sanitários e peças de utilização Como se faz uso racional da água nas edificações Como se faz instalação de registros hidráulicos Como Se Faz Escolha de torneiras Como se faz instalação de torneiras Como Se Faz Manutenção em torneiras Como se faz escolha de um sifão Como se faz manutenção de sifão Como se faz escolha de ralo Como se faz instalação de caixa sifonada Como se faz instalação de lavatório Como se faz desentupimento de ramais do lavatório e ralo do chuveiro Como se faz instalação de vaso sanitário Como se faz escolha do sistema de descarga Como se faz instalação da caixa de descarga Como se faz instalação de caixas de descarga embutidas Como se faz manutenção de caixas de descarga Como se faz instalação de válvulas de descarga Como se faz manutenção de válvulas de descarga Como se faz desentupimento DA BACIA SANITÁRIA Como se faz instalação de ducha higiênica Como se faz instalação de chuveiro elétrico Como se faz instalação de duchas Como se faz para melhorar a pressão no chuveiro Como se faz instalação de chuveiro pressurizado Como se faz limpeza de crivos de chuveiros Como se faz remoção de incrustações em tubulações de água potável Como se faz instalação de banheira Como se faz instalação de pia de cozinha Como se faz desentupimento da pia da cozinha Como Se Faz Instalação de máquina de lavar louça Como se faz instalação de filtro de água em cozinha Como se faz instalação de ponto de água para geladeira Como se faz instalação de caixa de gordura em residências Como se faz instalação de caixa de gordura em edifícios Como se faz instalação de tanque de lavar roupa Como se faz instalação de máquina de lavar roupa Como se faz desentupimento de ramais na área de serviço Como se faz para evitar o retorno de espuma na caixa sifonada Como se faz para evitar retorno de espuma em pavimentos sobrepostos Como se faz instalação de válvula de retenção Como se faz para evitar o mau cheiro em banheiros e áreas de serviço Como se faz ventilação da instalação de esgoto Como se faz ligação do ramal de ventilação à coluna de ventilação Como se faz instalação de válvula de admissão de ar (vaa) Como se faz previsão de forro para instalações em pavimentos sobrepostos Como se faz detecção de vazamentos Como Se Faz Reparos em tubos e conexões unidos por juntas soldáveis Como Se Faz Escolha e aplicação do adesivo plástico Como se faz detecção de vazamentos em tubulações de esgoto Como se faz reparos em tubulações de esgoto Como se faz PARA EVITAR ENTUPIMENTO de subcoletores de esgoto Como se faz previsão e instalação de caixa de inspeção de esgoto Como se faz instalação de caixa pré-montada Como se faz instalação de caixas coletoras de águas pluviais Como se faz instalação de calha semicircular Como se faz instalação de calha de seção retangular de chapa galvanizada Como se faz instalação de condutores verticais de águas pluviais Como se faz escoamento das águas pluviais por gravidade Como se faz aproveitamento de água pluvial para usos domésticos não potáveis Como se faz instalação hidráulica de piscina Como se faz aquecimento em piscinas Referências bibliográficas Landmarks Cover Um guia prático para engenheiros e arquitetos Como Se Faz 99 soluções de instalações hidráulicas e sanitárias Como Se Faz – 99 soluções de instalações hidráulicas e sanitárias © 2021 ROBERTO DE CARVALHO JUNIOR Editora Edgard Blücher Ltda. Imagem da capa: iStockphoto Publisher Edgard Blücher Editor Eduardo Blücher Coordenação editorial Jonatas Eliakim Produção editorial Villa d’Artes Preparação de texto Villa d’Artes Diagramação Villa D’Artes Revisão de texto Paula Craveiro Rua Pedroso Alvarenga, 1245, 4° andar 04531-934 – São Paulo – SP – Brasil Tel 55 11 3078-5366 contato@blucher.com.br www.blucher.com.br Segundo Novo Acordo Ortográfico, conforme 5. ed. do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, Academia Brasileira de Letras, março de 2009. É proibida a reprodução total ou parcial por quaisquer meios, sem autorização escrita da Editora. Todos os direitos reservados pela Editora Edgard Blücher Ltda. FICHA CATALOGRÁFICA Carvalho Junior, Roberto de Como se faz : 99 soluções hidráulicas e sanitárias / Roberto de Carvalho Junior ; ilustrações de Clóvis Alberto Barros de Castro Cunha. -- São Paulo : Blucher, 2021. 296 p : il. Bibliografia ISBN 978-65-5556-150-5 (impresso) ISBN 978-65-5506-146-8 (eletrônico) 1. Instalações hidráulicas e sanitárias 2. Sistemas prediais I. Título II. Cunha, Clóvis Alberto Barros de CDD 696.1 Índices para catálogo sistemático: 1. Instalações hidráulicas e sanitárias Dedico este trabalho aos meus queridos e inesquecíveis avós, Afonso Lucato e Lucrécia Alevi (in memorian), e às minhas filhas,Lívia Beatriz e Maria Luísa. Agradecimento Em especial, agradeço ao colega engenheiro Clóvis Alberto Barros de Castro Cunha, que gentilmente colaborou com os desenhos deste guia prático. Palavras iniciais O projeto hidráulico-sanitário é indispensável ao bem construir, pois evita inúmeros erros na montagem das instalações. Além de um bom projeto, é necessário o emprego de materiais de qualidade comprovada, pois os reparos no sistema de canalizações sempre apresentam custos elevados. Em contrapartida, as instalações hidráulicas e sanitárias são subsistemas que estão mais intimamente ligados aos moradores e usuários do edifício, sendo que seu mau funcionamento costuma causar problemas sérios ao bem-estar físico e psicológico. Pelo fato de as instalações hidráulico-sanitárias ficarem embutidas (ocultas), pouca importância é dada ao seu projeto, sendo muito comum a execução de obras ricas em improvisações e gambiarras na busca por máxima economia, utilizando-se de materiais de qualidade inferior que, somado à baixa qualificação da mão de obra, acaba por comprometer a qualidade final da obra e até mesmo os pequenos reparos.danos à estrutura do edifício, além de consultar o engenheiro responsável pelo projeto estrutural, o furo deve ser previsto em projeto e ser feito com ferramenta apropriada e não de improviso, como “gambiarra”, durante a execução da obra. A utilização do BIM (building information modeling ou modelagem de informação da construção) é a melhor forma de se ter uma obra sem improvisações. Trata-se de um conceito que envolve o gerenciamento de informações dentro de um edifício desde sua fase inicial de projeto, para o qual é criado um modelo digital que abrange todo o ciclo de vida da edificação. Normalmente, no caso de tubulações que atravessam vigas, essa travessia deve ser feita abaixo da linha neutra na região central da viga e acima da linha neutra na região próxima aos apoios intermediários, isto é, sempre na região tracionada da seção da viga. Nessas regiões, localizadas pelo engenheiro calculista, a partir de momentos fletores, conta-se apenas com a colaboração da resistência do aço, podendo-se colocar as tubulações no espaço ocupado pelo concreto. Figura 20.1 – Passagem de tubulação em viga. De acordo com a NBR 6118:2014 – Projeto de estruturas de concreto — Procedimento, os furos horizontais podem ser feitos se atenderem as seguintes requisições: a distância mínima de um furo à face mais próxima da viga deve ter no mínimo 5 cm e duas vezes o cobrimento previsto para essa face; a seção restante deve ser capaz de resistir aos esforços de cálculo; furo na zona de tração e distância mínima de duas vezes a altura da viga do apoio; dimensão máxima de 12 cm e um terço da altura; distância entre faces de furos no mesmo tramo de duas vezes a altura da viga; cobrimento suficiente e não seccionamento das armaduras reduzem seu peso e o custo da construção. No caso dos furos verticais, a dimensão máxima do furo será de um terço da largura da viga, com face distanciada em 5 cm e duas vezes o cobrimento. A seção restante deve resistir aos esforços de cálculo e a qualidade da concretagem deve ser garantida. Caso seja necessário um conjunto de furos, a distância entre suas faces deve ter no mínimo 5 cm ou o diâmetro do furo; também é exigido que entre os furos haja pelo menos um estribo. Peças submetidas à torção devem ter esses limites verificados. Figura 20.2 – Furos verticais. Fonte: NBR 6118:2014. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgotos sanitários. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 6118:2014 – Projeto de estruturas de concreto – Procedimento, em seu item 13.2.6. 21 Como se faz para evitar tensionamentos nas instalações Entende-se por tensionamento nas instalações o esforço mecânico externo, forçando a conexão. Pode ocorrer tensionamento nas instalações devido a vários fatores: deslocamento e desalinhamento da tubulação, apoios inadequados e (ou) insuficientes, vibrações da tubulação, dilatação e contração térmica dos tubos, recalque do terreno etc. Uma instalação hidráulica bem-feita não poderá conter tensionamentos que, com o tempo, causam fissuras, sobretudo nas conexões. O rompimento de conexões por tensionamento normalmente ocorre devido ao deslocamento ou desalinhamento do tubo em relação ao seu correto posicionamento angular com as conexões. Em instalações aparentes, verificar se a conexão está submetida ao esforço de torção devido a deficiências no sistema de apoios ou peso concentrados de torneiras, chuveiros, registros etc. Em instalações embutidas na parede observar se há montagem forçadas de trechos de tubulação. Outra causa de ruptura em conexões, porém menos comum, é o tensionamento por recalque do terreno. As rachaduras no piso e nas paredes, bem como o afundamento do piso da edificação, podem ser indícios de recalque no terreno. O tensionamento também ocorre devido a vibrações das tubulações do sistema de recalque ou a deficiências de apoio. Se a vibração ocorrer devido ao funcionamento da bomba, deve-se fixar bem a base, instalando um mangote de borracha entre a tubulação e a bomba de recalque. A deficiência de apoios nas tubulações pode ser corrigida adotando apoios rígidos, espaçamentos adequados e ancoragem próximas às mudanças de direção. Figura 21.1 – Tensionamento das tubulações. Figura 21.2 – Solução para evitar tensionamento em sistema de recalque. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 5648:2018 – Tubos e conexões de PVC-U com junta soldável para sistemas prediais de água fria – Requisitos. 22 Como se faz para evitar dilatação e contração térmica das tubulações ¹ Todos os materiais estão sujeitos aos efeitos da dilatação térmica, expandindo-se quando aquecidos e contraindo-se quando resfriados. De acordo com a NBR 5626:2020, deve ser considerado no projeto o efeito da dilatação e da contração térmica das tubulações e especificadas as condições de instalação para cada tipo de material, respeitadas as respectivas normas de produto e de aplicação. Em instalações de água quente aparentes, por exemplo, deve-se evitar trechos longos retilíneos entre pontos fixos; quando isso não for possível, a TIGRE recomenda a utilização da junta de expansão Aquatherm®. Outra opção ainda utilizada são as liras ou mudanças de direção no traçado da tubulação. Na maioria das instalações embutidas, essa movimentação é absorvida pelo traçado da tubulação devido ao grande número de conexões utilizadas. A dilatação ou a contração linear dos tubos pode ocasionar rupturas em conexões devido ao tensionamento causado pelo efeito da dilatação e contração térmica. Quando acontecem essas rupturas, deve ser verificado se a tubulação aparente está submetida a grandes variações de temperatura, o comprimento máximo da tubulação sem desvios de direção, o sistema de apoios e verificar a existência de dispositivo que permita absorver a movimentação da tubulação. A junta de expansão serve para absorver variações do comprimento dos tubos (dilatação e contração linear) provocadas por variações de temperatura, minimizando a ocorrência de tensionamentos que podem provocar a ruptura em conexões. Ela é instalada entre pontos fixos e retilíneos da tubulação de água quente. Para o dimensionamento da junta de expansão Aquatherm®, é imprescindível consultar o manual técnico do fabricante, que fornece todas as orientações técnicas para o cálculo da dilatação térmica da tubulação, número de juntas de expansão e posição de montagem do pistão. As liras são desvios na tubulação feitos com curvas a 90º e funcionam como “molas” para garantir a boa expansão e contração das tubulações Aquatherm®. Existem dois modelos bastante usuais: o modelo “U” ou o modelo “S” (mudança de direção). No caso de instalação de liras, é importante ressaltar que as mesmas deverão ser instaladas sempre no plano horizontal para se evitar a formação dos sifões. É também recomendável utilizar curvas ao invés de cotovelos no traçado da lira, pois isso favorece o desempenho hidráulico da tubulação e causa menor perda de carga. A Tigre recomenda que, “no caso de tubulações aparentes expostas aos raios - ultravioleta, para minimizar os efeitos da dilatação térmica, é recomendável o recobrimento com algum material adequado ou pintura com tinta à base de água.” Em trechos longos de tubulações enterradas, é recomendável instalar a tubulação em formato de “cobra”, ou seja, não muito alinhada, pois assim terá mais flexibilidade para absorver as possíveis dilatações. Fonte: Manual técnico Tigre (2008). Figura 22.1 – Juntas de dilatação. Figura 22.2 – Instalação de liras. Fonte: Manual técnico Tigre (2008). Tabela 22.1 – Dimensões das liras DN (mm) Comprimento do trecho (m) 6,0 12,018,0 24,0 30,0 Comprimento total da lira “L” (m) 15 0,56 0,79 0,97 1,12 22 0,66 0,94 1,17 1,32 28 0,76 1,07 1,32 1,52 35 0,84 1,19 1,45 1,68 42 0,91 1,30 1,57 1,84 54 1,04 1,47 1,80 2,10 73 1,11 1,56 1,92 2,21 89 1,12 1,73 2,12 2,44 114 1,38 1,95 2,39 2,76 A tabela foi calculada para um diferencial médio de temperatura de 40 ºC e um coeficiente de dilatação de CPVC = 6,12 × 10-5/ºC (médio) Comprimento Desenvolvido (L). Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. Manual técnico Tigre (2008). 23 Como se faz para evitar a incidência de ar em tubulações de água fria e quente Além da incidência de ar nas instalações prediais de água fria e quente, é muito comum a formação de bolsas de ar na tubulação da rede pública de abastecimento de água e, consequentemente, no ramal predial (ramal que interliga a rede pública de abastecimento à instalação predial), mas, basicamente, isso ocorre quando os canos são esvaziados e, por consequência, preenchidos por ar. 23.1 Incidência de ar no ramal predial A incidência de ar no ramal predial (hidrômetro) pode ocorrer pelas seguintes causas: corte no fornecimento de água por razões de racionamento ou manutenção de rede, fechamento de adutoras para manutenção e uso de pressão na rede pública de distribuição para fazer a água atingir os pontos mais elevados da cidade. O problema mais considerável nesse caso é que o ar presente na tubulação, ao ser empurrado pela água, entra nas edificações por meio do “kit cavalete” e é registrado pelo hidrômetro (medidor de água) como se fosse água consumida, uma vez que esses aparelhos são muito sensíveis, a ponto de não diferenciar água e ar na contagem de metros cúbicos consumidos. Algumas concessionárias informam que são contra a inserção de bloqueadores de ar disponíveis no mercado. Segundo elas as peças “não são normatizadas e podem interferir no abastecimento de água do imóvel. Além disso, oferecem risco de contaminação da água e trazem risco à saúde pública”. A instalação de aparelhos antes do hidrômetro é proibida, em razão de fazer parte da rede pública. Porém, após o hidrômetro, há um entendimento de que a rede é particular, não sendo possível proibir o uso do equipamento. A principal dúvida do consumidor é como o bloqueador, estando depois do hidrômetro, consegue fazer com que o ar não seja contabilizado. Isso pode ser explicado através da Física. Segundo o engenheiro Marco Antônio Gonçalves Pontes, professor da Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens), que ministra a disciplina de instalações hidráulicas, "o bloqueador tem um dispositivo que deixa apenas a água passar, retendo o ar. Na parte central tem uma pequena haste, que é como uma mola. Quando a água vem da rua, a uma determinada pressão, ela empurra e circula normalmente, não permitindo a entrada de ar." Para conseguir compreender melhor, é preciso saber que o ar só é contabilizado pelo hidrômetro se estiver em movimento, passando constantemente pelo cano. Caso contrário, ele não tem passagem, ficando retido, e o aparelho não o registra. Estudos e vídeos disponíveis na internet, de fontes idôneas, explicam sobre o funcionamento desse tipo de bloqueador e podem ser consultados.² 23.2 Incidência de ar na rede de distribuição Nas tubulações sempre ocorrem bolhas de ar, que normalmente acompanham o fluxo de água, causando a diminuição das vazões das tubulações. Se houver o tubo ventilador, essas bolhas serão expulsas, melhorando o desempenho final das peças de utilização. Além disso, é recomendável que a tubulação seja executada com uma pequena declividade para que as bolhas de ar eventuais não fiquem presas nos pontos mais elevados em colos altos de trechos de tubulações conformando sifões. É muito comum nos sistemas hidráulicos prediais a ocorrência de acúmulo de ar em colos altos de trechos de tubulações de distribuição de água fria e quente conformando sifões (Figura 23.1). Como a tendência natural é escoar o ar para cima, ele acaba retido nessa região. Sendo que o ar acumulado na tubulação, acaba gerando uma redução da sessão do tubo, prejudicando a vazão do sistema hidráulico. De modo geral, os desvios na rede predial de distribuição não poderão ter formato de sifão, pois esse formato causa a incidência de ar na tubulação, prejudicando o desempenho da instalação em casos de falta de abastecimento de água. Quando não for possível evitar esse traçado, a norma impõe que sejam aplicadas nos trechos mais elevados equipamentos específicos para eliminação do ar, como ventosas, que precisam ficar em locais de fácil acesso. Figura 23.1 – Incidência de ar em colos altos de trechos conformando sifões invertidos. Fonte: Manual técnico Tigre (2008). Figura 23.2 – Instalação de tubo ventilador. Fonte: Manual técnico Tigre (2008). Observação O tubo ventilador deverá estar ligado à coluna, após o registro de passagem existente, ter sua extremidade superior aberta, estar acima do nível máximo d’água do reservatório e ter o diâmetro igual ou superior ao da coluna de distribuição. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. Fonte: https://www.jornalcruzeiro.com.br/sorocaba/veja-como-funciona-o- bloqueador-de-ar-que-agora-e-permitido-em-sorocaba/ acesso em 2/7/2021 24 Como se faz para medir a pressão no ponto de utilização de água Para saber se o valor da pressão está dentro dos limites estabelecidos pela NBR 5626:2020, é preciso medir o valor da pressão nesse ponto. As pressões são medidas em quilograma força por centímetro quadrado (kgf/cm²), entretanto, existem outras formas de expressar medidas de pressão. A unidade mais usual nas instalações prediais é o metro coluna d’água (m.c.a.). Sabe-se que 1 kgf/cm² é a pressão exercida por uma coluna com 10 metros de altura, ou seja, 10 metros de coluna d’água (m.c.a.). Então, se quisermos medir a pressão na torneira de um lavatório de um apartamento, por exemplo, basta substituir a torneira do lavatório por um manômetro e efetuar a leitura. Outra maneira prática de se fazer a medição da pressão é conectar um manômetro diretamente a uma torneira. Ao abrir a torneira, o aparelho realizará a leitura da pressão no respectivo ponto de utilização. Se esse manômetro indicar, por exemplo, 2 kgf/cm², isso significa que a diferença de altura existente entre o nível da torneira e o da caixa-d’água é de 2 kgf/cm² × 10 = 20 metros de coluna d’água. Ou seja, 20 metros de desnível. É importante lembrar que quanto maior for a altura, maior será a pressão. Se diminuirmos a altura, a pressão diminui, pois a pressão só depende da altura do nível da água, desde um ponto qualquer da tubulação até o nível da água do reservatório. Figura 24.1 – Medidor de pressão (manômetro). Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 14105-1:2013 – Medidores de pressão. Parte 1: Medidores analógicos de pressão com sensor de elemento elástico – Requisitos de fabricação, classificação, ensaios e utilização. NBR 14105-2:2013 – Medidores de pressão. Parte 2: Medidores digitais de pressão – Requisitos de fabricação, classificação, ensaios e utilização. 25 Como se faz controle da pressão no sistema predial de água fria e quente Nos sistemas prediais de água fria e água quente, temos vários tipos de pressão: pressão de ensaio (valor da pressão estática aplicada a uma tubulação a fim de verificar sua integridade e estanqueidade), pressão estática (pressão nos tubos com a água parada), pressão dinâmica (pressão com a água em movimento),pressão de serviço (maior valor de pressão a que um componente pode ficar submetido em condições de operação normal), pressão de trabalho (valor da pressão estática ou dinâmica a que um componente fica submetido em condições de operação normal), pressão disponível (pressão dinâmica atuante em determinada seção de tubulação, considerada em sua linha de eixo, depois de descontados ou adicionados a perda de carga e o desnível geométrico de um valor conhecido de pressão dinâmica atuante em outra seção dessa tubulação, respectivamente a jusante e a montante) e pressão manométrica (valor de pressão estática ou dinâmica indicada em um manômetro). 25.1 Pressão estática Com relação à pressão estática, a NBR 5626:2020 diz o seguinte: “a pressão estática nos pontos de utilização não pode superar 400 kPa (40 m.c.a.)”. Isso significa que a diferença entre a altura do reservatório superior e o ponto de utilização mais baixo da instalação predial não deve ser maior do que 40 metros. 25.2 Pressão dinâmica Com relação à pressão dinâmica, de acordo com a NBR 5626:2020, “em qualquer ponto da rede predial de distribuição, a pressão da água em regime de escoamento não deve ser inferior a 5 kPa (0,5 m.c.a.), excetuados os trechos verticais de tomada d’água nas saídas de reservatórios elevados para os respectivos barriletes em sistemas indiretos, em que a pressão dinâmica mínima em cada ponto é dada pelo correspondente desnível geométrico ao nível d’água de cota mais baixa no reservatório, descontada a perda de carga até o ponto considerado”. Por outro lado, de acordo com a NBR 5623:2020, “a pressão requerida para o adequado funcionamento da peça de utilização ou do correspondente aparelho sanitário operando com vazão de projeto pode ser obtida junto ao respectivo fabricante ou responsável pela colocação do produto no mercado nacional, ou à especificação técnica do componente.” Em qualquer caso, a pressão dinâmica no ponto de utilização não pode ser inferior a 10 kPa (1 m.c.a.). 25.3 Ocorrência de sobrepressões De acordo com a NBR 5626:2020, a ocorrência de sobrepressões devidas a transientes hidráulicos deve ser considerada no dimensionamento das tubulações. Essas sobrepressões em relação à pressão dinâmica prevista em projeto são admitidas desde que não superem 200 kPa (20 m.c.a.). Isso significa que a pressão de serviço não deve ultrapassar 60 m.c.a., pois é o resultado da máxima pressão estática (40 m.c.a.) somada à máxima sobrepressão (20 m.c.a.). Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: Requisitos para os sistemas hidrossanitários. 26 Como se faz O cálculo da pressão dinâmica Para calcular a pressão dinâmica em qualquer ponto da instalação, antes é necessário calcular as perdas de carga neste trecho. Depois de calcular a somatória das perdas de carga, pode-se obter a pressão dinâmica por meio da fórmula: P jusante = P montante ± desnível – perda de carga Em que: P jusante = pressão dinâmica disponível a jusante do trecho considerado; P montante = pressão dinâmica disponível a montante do trecho considerado; desnível = diferença de cotas geométricas dos pontos que definem o trecho. 26.1 Exemplo de cálculo Calcular a pressão dinâmica disponível no ponto do chuveiro, representado no esquema hidráulico da Figura 26.1, sabendo-se que a perda de carga total entre o reservatório e o chuveiro é de 2,0 m.c.a. e a pressão mínima para o bom funcionamento do chuveiro deve ser 1 m.c.a. Figura 26.1 – Cálculo da pressão disponível no chuveiro. Solução A pressão dinâmica disponível no ponto do chuveiro é calculada a partir da altura geométrica do reservatório no projeto arquitetônico (pressão estática). Ao analisar o esquema hidráulico da Figura 26.1, observa-se que o nível mínimo de água do reservatório está localizado na cota 40,00 m e o ponto do chuveiro está na cota 35,00 m. A pressão estática é a diferença de cota entre o nível mínimo do reservatório e o ponto do chuveiro: Pe = 40,00 – 35,00 Pe = 5 m.c.a. A pressão dinâmica é a diferença entre a pressão estática e a somatória das perdas de carga: Pd = Pe – Δh Pd = 5,00 – 2,00 Pd = 3 m.c.a. Conclui-se que a pressão no chuveiro é satisfatória. Pd > 1 m.c.a. (pressão mínima exigida pela norma). Observação Quando a pressão dinâmica no ponto do chuveiro for inferior a pressão estabelecida pelo fabricante do aparelho (em qualquer caso não pode ser inferior a 1 m.c.a.), o projetista deve adotar algumas medidas, como aumentar a altura do reservatório, diminuir as perdas de cargas ou pressurizar a rede de distribuição. Norma técnica NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. 27 Como se faz instalação de pressurizadores Um dos problemas mais comuns em todo tipo de edificação é a falta de pressão de água do reservatório. Para resolvê-lo, geralmente são utilizados pressurizadores para aumentar e manter a pressão nas redes. Além do custo reduzido, esses dispositivos praticamente não exigem manutenção e são encontrados em diversos modelos no mercado. Para escolher o melhor pressurizador de água para a aplicação desejada, deve-se considerar o número de pontos de consumo de água simultâneos. Para pressurizar somente um ponto de consumo de água como uma torneira ou uma máquina de lavar, os pressurizadores de ponto são os mais indicados. Já para aumentar a pressão de mais de um ponto de consumo ao mesmo tempo, como no chuveiro e na torneira, os pressurizadores de linha são os mais indicados. As marcas mais procuradas são: Rowa, Grundfos, Komeco, Schneider, Syllent, Aqquant e Lorenzetti. Cada modelo apresenta suas vantagens. Antes de escolher o equipamento, no entanto, deve-se consultar os catálogos dos fabricantes e os revendedores autorizados. O primeiro passo é verificar se a voltagem do pressurizador corresponde à voltagem da rede elétrica a qual será ligado, ou disponível na edificação (127 V ou 220 V). No esquema de instalação do equipamento, de acordo com a Rowa³ (fabricante de pressurizadores de linha), é imprescindível um controle elétrico de nível (boia elétrica de nível) no reservatório. Esse dispositivo interrompe uma fase da alimentação elétrica do pressurizador em caso de nível baixo no reservatório, impedindo que ele trabalhe a seco. Porém, é importante ressaltar que esse dispositivo não é fornecido pelo fabricante, mas é facilmente encontrado em lojas de material para construção. Na instalação do pressurizador, deve ser feito um desvio para permitir a passagem de água para o consumo quando não for possível utilizar o pressurizador, com falta de energia elétrica ou retirada para manutenção por exemplo. Nesse desvio (by-pass) deve ser utilizada válvula metálica de esfera ou retenção de mola para garantir a estanqueidade e evitar o retorno de pressão para a sucção, que pode causar danos ao pressurizador. Junto com o pressurizador, a Rowa fornece uma válvula de retenção que deve ser instalada na sucção do pressurizador. Ela impede que a pressão da rede retorne ao reservatório, fazendo o pressurizador ligar mesmo sem consumo de água e, assim, causando danos ao pressurizador. O posicionamento da válvula de retenção é bem próxima ao pressurizador. Também é fornecido com os pressurizadores Rowa os registros de entrada e saída, que possuem uniões com o’rings, que facilitam a instalação e a retirada dos aparelhos. Observação A pressurização de válvulas de descarga pode causar grande desgaste no pressurizador se ele não possuir a vazão compatível com a da válvula. Sabendo que a vazão de uma válvula de descarga é muito grande, o ideal é separar os ramais dessas válvulas para evitar danos no pressurizador, lembrando que essa situação é para válvulas de descarga e não diz respeito às caixas acopladas. 27.1 Prevenção de ruídos Os fabricantes mais conscienciosos recomendam alguns cuidados com relação à instalaçãodesses equipamentos, principalmente quanto à localização e à prevenção de ruídos. Para que não haja ruído em razão de vibrações, deverá ser evitada a instalação diretamente sobre lajes, principalmente sobre as de grandes dimensões e pequena espessura. Quando for colocado sobre lajes, deverá haver base provida de amortecedores. Figura 27.1 – Instalação de pressurizador. EcoHidra (2013). 28 Como se faz manutenção de pressurizadores A maioria dos problemas apresentados nos pressurizadores normalmente é causada por uma má instalação ou mau dimensionamento do equipamento. Para evitar aborrecimentos, além das normas da ABNT é muito importante seguir as orientações do manual de instalação do fabricante do equipamento. A manutenção de pressurizador pode ser realizada em dois instrumentos, por meio do fluxostato e do pressostato. Nos pressurizadores de fluxostato, é verificado se o acionamento está automatizado, uma vez que esse tipo de pressurizador funciona a partir do momento em que o registro é aberto. Em contrapartida, a manutenção de pressurizador no tipo pressostato verifica se o inversor de frequência está mantendo a pressão constante, visto que só funciona a partir do momento em que a pressão se torna baixa. De acordo com a NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção, a verificação do funcionamento de bombas e pressurizadores deve ser feita a cada seis meses por profissional qualificado. Entretanto, recomenda-se que a manutenção de pressurizador deve ser realizada de forma contínua, não apenas quando o aparelho apresentar algum problema. Apresentam-se a seguir as causas prováveis dos principais problemas que podem ocorrer com pressurizadores e como devem ser feitas as correções desses problemas. Tabela 28.1 – Manutenção de pressurizadores Problema O pressurizador não liga automaticamente ao abrir o registro de um ou mais pontos de utilização. O reservatório de água encontra-se vazio. O registro geral da instalação hidráulica de sua residência encontra-se fechado. O registro do sistema By-pass encontra-se aberto e os registros de manutenção na entrada e saída do pressurizador encontram-se fechados. A tubulação encontra-se com ar. O pressurizador não desliga automaticamente. Os registros dos pontos de utilização não estão totalmente fechados. O registro do sistema By-pass encontra-se aberto. O pressurizador leva um tempo além do normal para ligar ou desligar. A tubulação e/ou o reservatório de água encontram-se com resíduos. Vazão de água pressurizada encontra-se insuficiente no ponto de utilização. O registro do sistema By-pass encontra-se aberto. Fonte: Manual de Instalações Pressurizador Potenza (Cardal). Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 5674:2020 – Manutenção de edificações – Requisitos para o sistema de gestão de manutenção. 29 Como se faz instalação de válvula redutora de pressão (VRP) A válvula redutora de pressão (VRP) é o subsistema formado por componentes com a finalidade de regular a pressão de saída da água para setores coletivos da rede de distribuição predial de água fria e/ou quente. Esse tipo de válvula é utilizado para regular a pressão da rede predial para que não haja danos nos ramais, ruídos nas instalações, golpe de aríete, consumo excessivo de água ou pane em equipamentos ligados à rede hidráulica pela excessiva pressão da água. Atualmente, existem diferentes tipos de válvulas e modelos de aplicação no mercado, que podem, por exemplo, ser instalados nos pavimentos em áreas técnicas acessíveis, como o hall de serviços, o térreo ou o subsolo do edifício. Sendo necessário realizar a instalação de válvulas redutoras de pressão, devem ser instaladas pelo menos duas válvulas em paralelo, servindo uma como reserva da outra em caso de retirada para manutenção, visando prover continuidade de abastecimento aos pontos de utilização. Estações redutoras de pressão devem ser projetadas obedecendo sempre os requisitos previstos na NBR 5626:2020. Toda edificação que tenha uma altura de coluna de d’água que ultrapasse 40 m de altura deve dispor de uma estação redutora de pressão. Portanto, o projetista deverá fazer o dimensionamento de quando a estação será necessária e onde ficará localizada. De acordo com a NBR 5626:2020, “o dimensionamento de tubulação que abastece válvula redutora de pressão (VRP) deve considerar o menor valor da pressão dinâmica atuante a montante dela. Esta deve ser selecionada de modo a superar a pressão dinâmica desejada a jusante em valor igual ou superior ao valor diferencial mínimo especificado para o equipamento. A pressão estática também deve ser observada no dimensionamento da tubulação que abastece válvula redutora de pressão. Deve levar em conta a pressão estática a montante da VRP. Na seleção da válvula redutora de pressão deve ser respeitado o limite da relação de redução de pressões e a faixa de vazões especificadas para o equipamento”. É importante ressaltar que as estações redutoras de pressão devem ser projetadas prevendo-se meios para impedir sobrepressão a jusante em caso de falha em válvula redutora, como um equipamento de segurança contra sobrepressão, e meio de alerta do evento da falha. Figura 29.1 – Instalação de válvula redutora de pressão (VRP). Figura 29.2 – Detalhe de instalação de VRP. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. 30 Como se faz manutenção de válvula redutora de pressão (VRP) O funcionamento adequado da válvula redutora de pressão deve ser verificado periodicamente por profissional qualificado, de preferência por meio da leitura de um manômetro aferido instalado a jusante. Os principais problemas da VRP são: bloqueio de vazão (pode ser causado por ruptura da mola ou outro defeito mecânico interno), aumento de pressão de saída (pode ser causado por ruptura do diafragma, problemas com o vedante interno ou outro defeito mecânico interno) e vazamentos no corpo da válvula (que devem ser corrigidos por técnicos devidamente treinados). Caso aconteça bloqueio de vazão ou aumento de pressão de saída, é recomendada a remoção da válvula e seu envio para uma revisão especializada. Não é recomendado mexer na regulagem das VRP, esse serviço deve ser realizado apenas por profissionais especializados. As VRP são dispositivos sensíveis. Apesar da manutenção parecer simples e fácil, ela deve ser realizada por profissionais capacitados. Apesar de apresentarem poucos problemas, as válvulas redutoras de pressão precisam de monitoramento constante para verificar a presença de vazamento, corrosão das partes metálicas internas, estado das molas, vedações e diafragmas ou dispositivos de igual finalidade. Observação De acordo com a Tabela 2 – Periodicidades para atividades de manutenção da NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção, a verificação do funcionamento de válvulas redutoras de pressão deve ser feita semestralmente por profissional qualificado. O planejamento da manutenção e a elaboração dos procedimentos correspondentes devem ser realizados em conformidade com a NBR 5674:2012 – Manutenção de edificações — Requisitos para o sistema de gestão de manutenção. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 5674:2012 – Manutenção de edificações – Requisitos para o sistema de gestão de manutenção. 31 Como se faz prevenção e atenuação do golpe de aríete Um fenômeno muitoconhecido, que ocorre principalmente em prédios mais antigos e causa ruídos extremamente desagradáveis, é o golpe de aríete. Ele acontece quando a água, ao descer com muita velocidade pela canalização, é bruscamente interrompida, deixando os equipamentos e a própria canalização sujeitos a choques violentos. O ruído correspondente ao golpe de ariete se transmite na forma de uma sucessão de pancadas secas. Isto ocorre com alguma frequência em bacias sanitárias com válvulas flexíveis antigas ou desreguladas quanto ao tempo de fechamento do processo de descarga. Também não é raro ocorrer em tubulações de recalque de água potável em razão do fechamento brusco de válvula de retenção. De acordo com a NBR 5626:2020, os componentes dos sistemas prediais de água fria e água quente, durante a operação de fechamento do fluxo de aparelho sanitário, não podem provocar golpe de aríete que cause sobrepressões acima de 200 kPa (20 m.c.a.) em relação à pressão dinâmica prevista em projeto. 31.1 Pontos críticos da instalação As rupturas devido à sobrepressão causada pelo golpe de aríete normalmente ocorrem nos andares localizados em cotas mais baixas. Para evitar ou minimizar o golpe de aríete, recomenda-se substituir os equipamentos que estiverem apresentando problemas e fazer a regulagem das válvulas de descargas que estão com fechamento rápido. Caso não se consiga boa regulagem das válvulas de descarga, recomenda-se suas substituições por outras mais modernas com fechamento lento. Segundo a NBR 5626:2020, “as tubulações devem ser dimensionadas de modo a limitar a velocidade de escoamento a valores que evitem golpes de aríete com intensidades prejudiciais aos componentes do sistema e a geração e a propagação de ruídos em níveis que excedam os valores descritos na NBR 10152:2017 – Acústica – Níveis de pressão sonora em ambientes internos a edificações”. Quando necessário, um dispositivo ou componente com função amortecedora da energia do golpe de aríete deve ser previsto para absorver o pico de sobrepressão em ponto próximo do local de geração de transiente. Observação É importante ressaltar que o dimensionamento da tubulação de água, assumindo um limite máximo de velocidade média da água de 3 m/s, não evita a ocorrência de golpes de aríete, mas limita a magnitude dos picos de sobrepressão. Também é importante verificar a existência de válvulas redutoras de pressão, utilizadas quando a pressão estática tem valor acima de 4 kgf/cm² (40 m.c.a.), regular ou substituir válvulas redutoras de pressão que estiverem apresentando problemas. Figura 31.1 – Pontos críticos da instalação. Figura 31.2 – Golpe de aríete. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. 32 Como Se Faz Controle dos níveis de ruídos em instalações prediais A transmissão de ruído em instalações prediais de água fria e água quente é bastante complexa, nem todas de fácil identificação, porém essa ocorrência, assim como de vibrações, está bastante associada a edifícios altos e instalações pressurizadas. Nas tubulações de distribuição de água fria e água quente podem ocorrem chiados decorrentes do escoamento em velocidades elevadas. A movimentação da água (sob pressão relativamente elevada) nas tubulações, nos aparelhos hidráulicos (válvulas de descarga, torneiras, torneiras de boia, bombas de recalque, peças de utilização etc.) e em bombas de recalque gera ruído de impacto, que se propaga pela canalização e, daí, pela estrutura e pelas paredes (elementos normalmente solidários), que, por sua vez, irradiam o ruído para as adjacências, incomodando os ocupantes da edificação. Também podem ocorrer ruídos devidos ao escoamento decorrentes de turbulências formadas em conexões de mudança de direção, como cotovelos e tês, e durante a passagem da água em registros e válvulas com restrição local de seção do escoamento. Em alguns projetos, os cuidados com relação aos níveis de ruído devem ser redobrados, sendo necessário um tratamento acústico para os locais. Como foi visto, outra fonte de ruído está na ocorrência do chamado ‘golpe de aríete’ (veja Seção "Como se faz prevenção e atenuação do golpe de ariete"). De acordo com a NBR 5626:2020, “as tubulações devem ser dimensionadas de modo a limitar a velocidade de escoamento a valores que evitem golpes de aríete com intensidades prejudiciais aos componentes do sistema e a geração e a propagação de ruídos em níveis que excedam os valores descritos na NBR 10152:2017 – Acústica – Níveis de pressão sonora em ambientes internos a edificações”. 32.1 Métodos de avaliação acústica De acordo com a NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários, podem ser utilizados dois métodos para avaliar o desempenho acústico das instalações hidráulicas e sanitárias: o método de engenharia em campo e o método simplificado de campo. O método de engenharia em campo, descrito na ISO 16032, determina de forma rigorosa os níveis de pressão sonora de equipamento predial em operação. O método simplificado de campo, descrito na ISO 10052, permite obter uma estimativa dos níveis de pressão sonora de equipamento predial em operação em situações em que não se dispõe de instrumentação necessária para medir o tempo de reverberação no ambiente de medição ou quando as condições de ruído ambiente não permitem obter esse parâmetro. Os parâmetros utilizados constam nas Tabelas 32.1 a 32.3. 32.2 Aparelhos utilizados para avaliação acústica Para uma avaliação precisa do nível de pressão sonora são utilizados os sonômetros ou decibelímetros. Esses instrumentos de medição percebem a pressão sonora por meio de um microfone, convertem em sinal elétrico para, posteriormente, na saída, determinar um nível de pressão sonora em dB (decibel). Tabela 32.1 – Parâmetros acústicos de verificação Símbolo Descrição L Aeq,nT Nível de pressão sonora equivalente, padronizado de equipamento predial L ASmáx,nT Nível de pressão sonora máximo, padronizado de equipamento predial L Aeq,ai Nível de pressão sonora equivalente no ambiente interno, com equipamentos fora de operação Tabela 32.2 – Valores máximos do nível de pressão sonora contínua equivalente, L A eq, n T, medido em dormitórios L Aeq,nT dB (A) Nível de desempenho as seguintes condições: a alimentação de água fria do aquecedor de acumulação será feita por canalização de material resistente à temperatura de água quente; o ramal de alimentação de água do aquecedor de acumulação será derivado da coluna de distribuição, devendo ser colocados registros de gaveta e válvulas de segurança; deve-se instalar o aquecedor de acumulação em local de fácil acesso, o mais - próximo possível dos locais de consumo de água quente, de modo que haja espaço livre mínimo para manutenção; é necessário prever canalização de drenagem do aquecedor, provida de registro próximo do aparelho, despejando em local visível. Figura 33.1 – Aquecedor elétrico por acumulação. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão. NBR14011:2015 – Aquecedores instantâneos de água e torneiras elétricas – Requisitos gerais. NBR 14013:2015 – Aquecedores instantâneos de água e torneiras elétricas – Determinação da potência elétrica – Métodos de ensaio. NBR 14014:2016 – Aquecedores instantâneos de água e torneiras elétricas – Determinação do incremento máximo de temperatura. NBR 14015:2016 – Aquecedores instantâneos de água e torneiras elétricas – Determinação do consumo de energia elétrica. NBR 16305:2014 – Aparelhos elétricos fixos de aquecimento instantâneo de água – Requisitos desempenho e segurança. 34 Como se faz instalação de aquecedor a gás Para a instalação de qualquer modelo de aquecedor a gás, deve-se solicitar a - presença de um profissional habilitado, pois como o assunto envolve conhecimentos técnicos, nem sempre o morador está devidamente informado sobre os riscos que pode estar correndo dentro de sua residência. Para evitá-los, aconselha-se que seja realizada uma inspeção nos equipamentos a gás existentes e nas condições de ventilação dos ambientes onde estão alojados. Além dessas recomendações, ao escolher um modelo de aquecedor a gás, deve-se ter certeza de que ele está de acordo com as normas da ABNT. Além disso, devem ser consideradas também as orientações de cada fabricante, pois existem no mercado diversos tipos de aquecedor. Os aquecedores a gás devem ser alimentados pelo reservatório superior de água fria ou por dispositivo de pressurização. Apresentam duas grandes vantagens em relação aos aquecedores elétricos: melhor pressão de água que os similares elétricos e água quente para uso imediato. Como desvantagem, apresentam o risco de vazamento se não forem seguidas determinadas especificações. Alguns modelos de aquecedor não podem ser instalados dentro de armários, banheiros ou dormitórios. Normalmente, o aquecedor deve ser instalado em um local de ventilação permanente na casa, como, por exemplo, em áreas de serviço. Para evitar o retorno dos ventos, o ideal é que a distância entre o aparelho e a janela seja de, no mínimo, 40 cm. Essa é uma norma de segurança que rege a instalação desse tipo de equipamento. Afinal, manter o aquecedor ventilado é a maneira mais eficaz de eliminar o monóxido de carbono. É importante ressaltar que existe também um tipo de aquecedor a gás específico para locais pouco ventilados, como o banheiro. Trata-se dos aquecedores de fluxo balanceado, que são propositalmente lacrados para não entrarem em contato com o ambiente da instalação, garantindo a total segurança do sistema. Esse tipo de aquecedor é um pouco mais caro, mas vale o custo-benefício.⁴ 34.1 Manutenção preventiva Os fabricantes dos aquecedores a gás recomendam realizar manutenção preventiva pelo menos uma vez por ano. Deve-se verificar sempre se a chama do gás está na cor azulada (a tonalidade amarela indica que os queimadores estão desregulados e/ou sujos, e com isso acabam consumindo mais gás). É necessário também a instalação de chaminé para eliminar as substâncias nocivas da queima do gás. Quando o aquecedor ficar desligado por um longo tempo, é recomendável que se feche o registro de gás do aquecedor. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 16057:2012 – Sistema de aquecimento de água a gás (SAAG) – Projeto e instalação. NBR 13103:2020 – Instalação de aparelhos a gás – Requisitos. NBR 15526:2012 – Redes de distribuição interna para gases combustíveis em instalações residenciais – Projeto e execução. NBR 15345:2013 – Instalação predial de tubos e conexões de cobre e ligas de cobre – Procedimento. 1 Fonte: https://www.triider.com.br/blog/como-instalar-aquecedor-a-gas/ acesso em 03/07/2021 35 Como se faz instalação de aquecedores de passagem Os modelos de passagem são de instalação mais simples do que os de acumulação (desde que os pontos de espera estejam corretamente posicionados). Antes de instalá-los, deve-se verificar se os pontos existentes na parede correspondem mesmo aos pontos de água fria, de água quente e de gás do aparelho. A instalação de aquecedores de passagem a gás deve estar de acordo com os requisitos da NBR 13103:2020 e deve ser feita conforme orientações do manual de instruções do fabricante. Para dimensionar o aquecedor passagem, é necessário saber o número de pontos de consumo que serão atendidos (duchas, torneiras de lavatórios etc.), bem como a vazão (l/min.) das peças de utilização. De acordo com o Manual do Usuário da Komeco (linha digital para uso residencial), para conectar o aquecedor a tubulação de água deve ser utilizado flexíveis ou tubulação de material apropriado para água quente. Mesmo na conexão de água fria. Também deve ser utilizado flexível de gás normatizado e próprio para instalação de aquecedores. Para interligações que necessitem mais de 40 cm de flexível deve ser utilizado tubo apropriado para gás. Jamais deve ser feita emenda de flexíveis. Para cada aquecedor é obrigatória a instalação de um sistema de chaminé individual. O terminal do duto de chaminé, deve ficar distante de pelo menos 40 cm de qualquer janela ou abertura para circulação e/ou tomada de ar. O duto de chaminé, bem como o terminal devem ser bem fixados a fim de evitar deslocamentos indevidos. O duto de exaustão deve ser de material resistente a temperatura de no mínimo 200 ºC. 35.1 Pressão da água mínima Todo aquecedor de passagem necessita de pressão para funcionamento, já que é acionado pela passagem da água. Assim, se a água chegar sem força ao aquecedor a gás, ele simplesmente não aciona. A pressão mínima de acionamento pode variar de modelo para modelo, sendo normalmente algo entre 2 e 4 m.c.a. para modelos de aquecedores a gás digitais, que são um pouco mais sensíveis, e 2 a 6 m.c.a. para versões mecânicas. Na ausência de informação do fabricante, recomenda-se uma pressão de 1 kgf/cm² (10 m.c.a.), para que todos os pontos sejam atendidos satisfatoriamente e não haja perda de conforto térmico. Não havendo essa coluna manométrica, torna-se necessário pressurizar a rede (o último andar de edifícios também necessitam ser pressurizados). 35.2 Vazão mínima de água Assim como a pressão mínima, o fluxostato também precisa de uma vazão mínima de água para acionar. Ou seja, se tiver pouca água passando pelo aquecedor a gás, ele não acionará. Na prática, isso significa que se, por exemplo, o usuário abrir muito pouco o registro de uma torneira, o aquecedor a gás não ligará. Assim como no caso da pressão, o volume mínimo para o acionamento também varia de modelo para modelo. Os aquecedores digitais, em média, precisam de uma vazão mínima de 3,5 l de água por minuto para funcionarem, enquanto os aquecedores a gás mecânicos precisam em média de apenas 2 l. Figura 35.1 – Instalação esquemática de aquecedor de passagem. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos paraos sistemas hidrossanitários. NBR 16057:2012 – Sistema de aquecimento de água a gás (SAAG) – Projeto e instalação. NBR 13103:2020 – Instalação de aparelhos a gás – Requisitos. 36 Como se faz instalação de aquecedores de acumulação Outra opção de aquecedor é o modelo de acumulação, que armazena a água aquecida. É de fácil instalação e atende a vários pontos de consumo simultaneamente. Quando a opção for um aquecedor a gás, é importante indicar a sua localização no projeto arquitetônico em virtude da necessidade de ventilação permanente no local em que ele será instalado, sem que o usuário tenha controle sobre ela. Os aquecedores de acumulação e reservatórios de água quente devem ser dotados de dispositivo automático para limitar a máxima temperatura admissível de água quente, além de uma válvula de segurança de temperatura. Os termostatos (válvulas de segurança de temperatura) regulam e limitam as temperaturas da rede de distribuição, evitando superaquecimentos que danificam a instalação. Os aquecedores de acumulação também devem ser dotados de equipamento automático que limite a máxima pressão admissível da água, como uma válvula de alívio ou uma válvula de segurança de pressão. As válvulas de controle de pressão e os limitadores regulam as variações de pressão devido à expansão térmica. Também pode ser utilizada uma válvula de segurança combinada por temperatura e pressão (TP). O mecanismo funciona automaticamente, aliviando a pressão e a temperatura da instalação. A tubulação de água fria, que alimenta o aquecedor, deve ser provida de sifão térmico ou outro meio para minimizar a transferência de calor para seu interior, por convecção, da água quente armazenada no reservatório térmico. A saída da tubulação de água quente deve ser provida de respiro, que tem a finalidade de evitar o aumento de pressão de vapor no caso da ocorrência de um superaquecimento. Trata-se de um tubo vertical instalado imediatamente na saída de água quente do aquecedor de acumulação. O tubo de respiro deve subir a uma altura de, no mínimo, 30 cm acima do nível de transbordamento do reservatório. O diâmetro do tubo deve ser igual ou maior que o diâmetro da tubulação de distribuição. Figura 36.1 – Alturas das aberturas para ventilação permanente (superior e inferior). Figura 36.2 – Instalação de aquecedor de acumulação. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 16057:2012 – Sistema de aquecimento de água a gás (SAAG) – Projeto e instalação. NBR 13103:2020 – Instalação de aparelhos a gás – Requisitos. NBR 10540:2016 – Aquecedores de água a gás tipo acumulação – Terminologia. NBR 15526:2012 – Redes de distribuição interna para gases combustíveis em instalações residenciais – Projeto e execução. NBR 15345:2013 – Instalação predial de tubos e conexões de cobre e ligas de cobre – Procedimento. 37 Como se faz instalação de aquecedor solar A norma que estabelece os requisitos de projeto e instalação para o sistema de aquecimento solar (SAS), considerando aspectos de concepção, dimensionamento, arranjo hidráulico, instalação e manutenção, onde o fluido de transporte é a água, é a NBR 15569:2020 – Sistema de aquecimento solar de água em circuito direto – Requisitos de projeto e instalação. 37.1 Instalação esquemática Na instalação convencional de um sistema de aquecimento solar para residências, alguns parâmetros relacionados à localização e à disposição dos equipamentos na cobertura devem ser rigorosamente observados, pois, apesar de ser constituído por equipamentos bastante simples e de fácil utilização, o sucesso de sua eficiência depende de uma correta instalação. 37.2 Reservatório térmico É fabricado em cobre ou aço inox, com acabamento externo de alumínio. Internamente, a água quente se mistura com a fria, ficando a água quente sempre na parte superior. O boiler possui resistência elétrica, que aquece a água em dias em que não há luz solar suficiente. Comandada por um termostato, ela liga e desliga de acordo com a temperatura da água. Os boilers podem ser de alta ou baixa pressão. Os de baixa pressão trabalham com até 5 m.c.a.; os de alta, com até 40 m.c.a. Podem ser de desnível (abaixo da caixa d’água) ou de nível (colocados no mesmo nível da caixa d’água). A escolha ideal dependerá do tipo de telhado da edificação. Figura 37.1 – Instalação esquemática de aquecedor solar. 37.3 Coletores solares Os coletores solares constituem a parte principal do sistema, pois é por meio deles que a energia solar é absorvida e transmitida à água, que circula pelos tubos do interior do coletor. As placas devem ser direcionadas sempre para o Norte, com desvio máximo de 30º a nordeste ou noroeste, exceto nos estados do Amapá, de Roraima e do Amazonas. É necessário também realizar a instalação da válvula anticongelante e fazer a sua manutenção a cada seis meses. A válvula anticongelante é muito importante, principalmente em regiões de clima frio. 37.4 Inclinação das placas Para uma boa absorção dessa energia, ou seja, para que os coletores recebam maior incidência dos raios solares durante o ano, a inclinação ideal das placas, em relação à horizontal, é um ângulo resultante da soma da latitude do lugar mais 5º a 10º. Na prática, a inclinação média é de 35º, mas o cálculo preciso depende da cidade. Figura 37.2 – Inclinação ideal das placas. Observação É importante ressaltar que, assim como outros sistemas de aquecimento (a gás ou elétrico), o sistema de aquecimento solar precisa de uma manutenção preventiva, ou seja, deve ser verificado pelo menos uma vez por ano. As placas coletoras devem ser limpas, pelo menos uma vez por ano, de preferência na parte da manhã, quando a temperatura não está ainda muito alta (isso evitará a quebra do vidro por choque térmico). A limpeza deverá ser feita com água e sabão neutro, com pano e esponja macia, para não prejudicar a captação de raios solares pelas placas. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão. NBR 15569:2020 – Sistema de aquecimento solar de água em circuito direto – Requisitos de projeto e instalação. NBR 15747-1:2009 – Sistemas solares térmicos e seus componentes – Coletores solares. Parte 1: requisitos gerais. NBR 10185:2018 – Reservatórios termossolares para líquidos destinados a sistemas de energia solar – Método de ensaio para desempenho térmico. NBR 11720:2010 – Conexões para união de tubos de cobre por soldagem ou brasagem capilar – Requisitos. NBR 13206:2010 – Tubo de cobre leve, médio e pesado, sem costura, para condução de fluidos – Requisitos. NBR 15345:2013 – Instalação predial de tubos e conexões de cobre e ligas de cobre – Procedimento. 38 Como se faz instalação de aparelhos sanitários e peças de utilização 38.1 Aparelhos sanitários Os aparelhos sanitários são componentes da instalação destinados ao uso da água ou ao recebimento de dejetos líquidos e sólidos (na maioria das vezes, pertencentes à instalação de esgoto sanitário). Incluem-se nessa definição aparelhos como lavatórios, bacias, banheiras de hidromassagem, pias, tanques, máquinas de lavar roupa e de lavar louça etc. A comodidade na hora de utilizar um aparelho é uma questão objetiva de planejamento. A funcionalidade e o conforto no uso de cada uma das peças de utilização instaladas exigem que se respeite um espaço mínimo (área ergonômica) necessário para instalação e uso do aparelho sanitário. A definição e a localização desses aparelhos deverão, obrigatoriamente, constar do projeto arquitetônico. Para tanto, é necessário o conhecimento de alguns aspectos técnicos dos diversos aparelhos existentes no mercado, como condição básica para uma perfeita integração e compatibilização da arquitetura com os projetos de estrutura e instalaçõesdo edifício. A estética e o custo também devem ser analisados pelo projetista antes da escolha e da especificação do produto. A escolha das louças (bacias, lavatórios e tanques) dependerá do tipo do empreendimento, do gosto do usuário e da frequência de uso. Na hora da entrega do produto, é importante observar se não houve danos no transporte. Além disso, deve-se verificar brilho, uniformidade de cor, ausência de poros e mecanismos de funcionamento. O fabricante deverá especificar as condições de uso, os serviços de manutenção para atingir a vida útil de projeto e as condições e os equipamentos necessários à realização dos serviços de manutenção. Para áreas que necessitem de acessibilidade, a norma NBR 9050:2020 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, deve ser consultada. Essa norma apresenta requisitos como posicionamento e características de aparelhos sanitários, peças de utilização, acessórios, barras de apoio etc. Todos os espaços dentro das áreas molhadas, aparelhos sanitários, peças utilização e acessórios previstos em projeto devem atender aos conceitos de acessibilidade, assim como as áreas mínimas de circulação, de transferência e de aproximação, alcance manual, empunhadura e angulo visual, também definidos pela mesma norma. 38.2 Peças de utilização Peças de utilização são os dispositivos ligados aos sub-ramais destinados à utilização de água, como torneiras, chuveiros etc. Devem ser locadas de modo a atender às exigências do usuário quanto ao conforto e ao padrão da edificação. Também é importante levar em consideração os aspectos ergonômicos e de segurança. Os chuveiros e demais aparelhos elétricos que utilizam água devem atender às exigências da norma NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão. 38.3 Desempenho dos aparelhos Recomenda-se que as peças de utilização e os aparelhos sanitários possuam vazões que permitam tornar o uso da água o mais eficiente possível, o que implica redução do consumo de água a valores mínimos necessários e suficientes para o bom funcionamento dessas peças e para o atendimento dos requisitos do usuário. De acordo com a NBR 5626:2020, “a pressão requerida para o adequado funcionamento da peça de utilização ou do correspondente aparelho sanitário operando com vazão de projeto pode ser obtida junto ao respectivo fabricante ou responsável pela colocação do produto no mercado nacional, ou à especificação técnica do componente”. Em qualquer caso, a pressão dinâmica no ponto de utilização não pode ser inferior a 10 kPa (1 m.c.a.). A empresa fabricante também deve informar os valores de resistência mecânica, conforme normas específicas; informar questões específicas relativas à estanqueidade, saúde e higiene do usuário; apresentar informações a respeito da vida útil de projeto do produto etc. Normas técnicas As normas brasileiras fixam as exigências para fabricação dos aparelhos sanitários, que devem satisfazer as condições de conforto, higiene, facilidade de limpeza e desobstrução, durabilidade etc. No mercado, existe grande variedade de marcas e dimensões, todas buscando atender às condições mencionadas. Os aparelhos sanitários de material cerâmico devem obedecer às seguintes normas técnicas: NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 16727-1:2019 – Bacia sanitária. Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio. NBR 16728-2:2019 – Tanques, lavatórios e bidês. Parte 2: procedimento para instalação. NBR 14162:2017 – Aparelhos sanitários – Sifão – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão. 39 Como se faz uso racional da água nas edificações As ações de uso racional da água nas edificações podem contribuir para os seguintes benefícios: reduções nas contas de água e energia da edificação e redução do volume de esgotos a coletar e tratar. Com relação ao projeto hidráulico-sanitário, um dos parâmetros que influenciam o consumo de água é a pressão disponível, pois a vazão nos pontos de utilização e em pontos de vazamentos é função da pressão. Portanto, a limitação das vazões e pressões dinâmicas nos pontos de utilização e aparelhos sanitários é essencial para o uso racional da água. A escolha das peças de utilização, aparelhos sanitários e dispositivos controladores de fluxo também é importante dentro desse contexto. Uma das alternativas para utilizar racionalmente a água e evitar o desperdício nas instalações é garantir que os metais sanitários, de modo geral, e as torneiras, especificamente, cumpram sua função, ou seja, consigam controlar, restringir, bloquear ou permitir a passagem da água em volume adequado ao uso. A indústria de metais sanitários economizadores oferece grande variedade de opções para diferentes aplicações. Porém, é importante ressaltar que o uso racional da água não se dá apenas com a utilização dessas soluções, ou seja, com a utilização de metais economizadores, mas também por meio de uma visão sistêmica e integrada com ações que vão desde a conscientização do usuário do sistema até o projeto e a manutenção da instalação. A substituição dos equipamentos convencionais por produtos com fechamento automático é uma opção para se economizar água. Esses dispositivos devem ser utilizados apenas em situações em que a inspeção regular e a manutenção possam ser asseguradas, para evitar que falhas de funcionamento levem ao eventual desperdício de água. A colocação de arejadores na saída das torneiras também pode gerar boa economia de água. O arejador possui orifícios na superfície lateral que permitem a entrada de ar durante o escoamento da água e dão ao usuário a sensação de uma vazão maior do que a real. As bacias sanitárias também são grandes vilãs no desperdício de água. As antigas e ultrapassadas bacias sanitárias, por exemplo, necessitam de grandes volumes de descarga. Por essa razão, são responsáveis pelo alto consumo de água nos domicílios. Para se ter uma ideia desse desperdício, estima-se que as bacias sanitárias são responsáveis por 30% do gasto de água nos domicílios brasileiros. Os designs mais arrojados de bacias sanitárias com caixa de descarga, bem como a eficiência no funcionamento, têm favorecido a maior aceitação do mercado. Por razões estéticas, os fabricantes estão investindo mais nas caixas embutidas do que nas suspensas ou acopladas sobre o vaso. O duplo acionamento da bacia, por exemplo, é um sistema inovador, que possibilita o duplo acionamento de descarga para bacias sanitárias, com opção para 3 L ou 6 L. Figura 39.1 – Bacia sanitária com duplo acionamento de descarga (meia descarga e descarga completa). Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 16727-1:2019 – Bacia sanitária. Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio. NBR 15491:2010 – Caixa de descarga para limpeza de bacias sanitárias – Requisitos e métodos de ensaio. 40 Como se faz instalação de registros hidráulicos Os registros hidráulicos são dispositivos destinados a controlar, interromper e estabelecer o fornecimento da água nas tubulações e nos aparelhos sanitários. Normalmente, são confeccionados em bronze, ferro fundido, latão e PVC, satisfazendo as especificações das normas vigentes. As principais características dos registros hidráulicos a serem observadas são: diâmetro, que deve ser equivalente ao diâmetro da tubulação; temperatura de utilização (água fria e/ou quente); tipo de acoplamento (roscável ou soldável); tipo da instalação, que pode ser bruta ou com acabamento, que dependem de a instalação ser aparente ou embutida e constam das normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas(ABNT). Depois de escolher o modelo de registro adequado ao tipo de tubulação da instalação (soldável ou roscável), o projetista deve estudar o posicionamento e a altura de cada registro dentro do compartimento. 40.1 Tipos de registros 40.1.1 Registro de gaveta O registro de gaveta deve ser utilizado com a finalidade de fechar o fluxo de água para manutenção da rede (uso totalmente aberto ou fechado) e como registro geral nos trechos de alimentação dos ambientes. A altura padrão do registro de gaveta é de 180 cm em relação ao piso acabado. Seu posicionamento na parede depende do detalhe isométrico de água fria e quente e das interfaces com o layout do compartimento. 40.1.2 Registro de pressão O registro de pressão tem a função de controlar a vazão que passa pela tubulação e é instalado no trecho da tubulação que alimenta um ponto de utilização, como o do chuveiro. A passagem de água nesse registro é bem diferente em relação ao registro de gaveta. O registro de pressão possui passagem reduzida, o que permite uma regulagem de vazão de forma a ser ajustada de acordo com a necessidade do usuário sem danificar o registro. Diferentemente do registro de gaveta, o registro de pressão possui sentido de fluxo e, se for instalado de forma errada, impedirá quase completamente a passagem de água. Por isso, deve-se prestar atenção na hora de sua instalação. A altura ideal desses registros deve estar compreendida entre 100 cm e 110 cm em relação ao piso acabado. A colocação de registros de pressão dentro do box deve ser estudada de maneira que os registros do chuveiro possam ser abertos e fechados sem que o usuário se molhe. 40.1.2.1 Registro de pressão para banheira de hidromassagem Com relação ao registro de pressão para banheira de hidromassagem, a altura é variável, pois depende das dimensões especificadas pelo fabricante. Além disso, o arquiteto pode posicionar a banheira em um nível mais alto do que o nível do piso do banheiro. Normalmente, os registros são instalados a 0,75 m do piso. Figura 40.1 – Tipos de registros. (continua) Figura 40.1 – Tipos de registros. (continuação) Fonte: Deca. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 15705:2009 – Instalações hidráulicas prediais – Registro de gaveta – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 15704-1:2011 – Registro – Requisitos e métodos de ensaio – Parte 1: registros de pressão. NBR 15704-2:2015 – Registro – Requisitos e métodos de ensaio – Parte 2: registros com mecanismos de vedação não compressíveis. NBR 11306:1990 – Registro de PVC rígido, para ramal predial – Especificação. 41 Como Se Faz Escolha de torneiras Existem no mercado vários tipos de torneiras, dos mais diferentes modelos e formatos. A indústria de metais sanitários economizadores também oferece grande variedade de opções para diferentes aplicações. Porém, é importante ressaltar que o uso racional da água não se dá apenas com a utilização dessas soluções, ou seja, com a utilização de metais economizadores, mas também por meio de uma visão sistêmica e integrada com ações que vão desde a conscientização do usuário do sistema até o projeto e a manutenção da instalação. Na hora de comprar uma torneira, a primeira coisa é saber onde ela será instalada (banheiro, cozinha, área de serviço etc.). Outro ponto a ser pensado é o material (metal ou plástico) que será escolhido, qual é a altura ideal da torneira em relação à cuba e o comprimento da bica, se ela será de parede ou de bancada, uma torneira simples ou com misturador, e também o modelo que mais se adequa ao ambiente em termos decorativos. As torneiras de metal costumam ser mais caras, porém têm durabilidade maior. Elas possuem o miolo feito de latão, liga de zinco ou de cobre, ou de aço inoxidável. O acabamento costuma ser o cromado. Entre os principais produtos disponíveis no mercado, destacam-se: torneira convencional, torneira monocomando, torneira multitemperatura, torneira de fechamento automático, torneira eletrônica etc.⁵ 41.1 Torneira comum É também conhecida como torneira convencional. Essas torneiras contam com um registro que controla a saída da água em temperatura natural. Nessas torneiras, não há a possibilidade de controlar a temperatura da água. As torneiras convencionais servem ao seu propósito, mas não têm tanta tecnologia quanto alguns lançamentos mais recentes. Porém, existem novos modelos de torneira fria que têm design diferenciado e formas de registro diferentes, garantindo mais conforto e evitando desperdício. 41.2 Torneira monocomando Essa torneira conta com um misturador de apenas um comando, ou seja, é possível controlar a saída de água quente e fria, mas isso é feito acionando um mesmo comando. As torneiras de monocomando podem ser utilizadas tanto na cozinha como nos banheiros. Sua funcionalidade faz a diferença, pois o misturador de água é instalado com apenas um furo na parede, louça ou bancada. 41.3 Torneira multitemperatura A torneira elétrica multitemperatura pode ser usada como torneira de cozinha, mas também de lavabo e banheiro. Ela conta com variações preestabelecidas de temperatura, o que possibilita que as atividades domésticas sejam feitas com mais conforto. 41.4 Torneiras de fechamento automático Interrompem o abastecimento de água automaticamente após determinado período, impedindo que a água fique correndo indefinidamente. O principal produto apresentado pelas empresas do setor é a torneira de acionamento hidromecânico, que libera jatos de água manualmente, por um período definido, depois de pressionada. 41.5 Torneira com sensor de presença É outro modelo de fechamento automático, que incorpora um sensor com células fotoelétricas, que libera a água ao detectar a aproximação das mãos (o tempo de fornecimento do jato e a distância limite de acionamento podem ser determinados pelo usuário). Torneira comum Torneira em pilarete com dreno (opcional) Figura 41.1 – Torneiras externas de lavagem. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 10281:2015 – Torneiras – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 16749:2019 – Aparelhos sanitários – Misturadores – Requisitos e métodos de ensaio. Fix (2019). 42 Como se faz instalação de torneiras A instalação de torneiras é muito simples. Antes de fazer a instalação, é importante que o registro de gaveta (geral) esteja fechado. Normalmente, os materiais utilizados são: chave de grifo com mordentes lisos (os mordentes das chaves de grifo tradicionais podem danificar o acabamento das torneiras) ou chave inglesa, fita veda rosca e um pano seco. Para instalar uma torneira de parede, deve-se retirar a torneira velha girando-a em torno do próprio eixo. Caso não se consiga retirar com as mãos, é preciso utilizar a chave inglesa ou o grifo. Depois de retirá-la, é importante limpar e secar bem o local para instalar a nova torneira. Deve-se colocar a peça no buraco da parede e fazer movimentos giratórios, seja com a chave inglesa, o grifo ou a mão. Caso a torneira fique frouxa, é ideal aplicar o veda rosca. É preciso ter cuidado com o excesso de aperto, pois isso pode provocar vazamentos futuros devido à fadiga da conexão. Depois que a torneira for instalada, deve-se abrir o registro de gaveta (geral) do local e fazer o teste para ver se não está vazando. Se a torneira for de bancada, é só enrolar fita veda rosca ao redor da rosca da torneira onde as mangueiras se conectarão e instalar a torneira no furo da mesa destinado ao seu encaixe. Apertar com a mão ou com a chave os anéis de montagem, com o lado mais grosso para cima. Usar o alicate quando necessário para evitar vazamentos, mas não apertar demais (deve-se tomar cuidado como excesso de aperto). Abrir novamente o registro e verificar se há algum vazamento. Para instalar uma torneira da pia com misturares de água fria e quente, o procedimento é o mesmo; a diferença é que é preciso desconectar as mangueiras de água. Nesse caso, são duas mangueiras: uma para água fria e outra para quente. No caso de apartamento, a pressão da água é diferente e, para isso, é necessário colocar o redutor de pressão no bocal antes de instalar a torneira. Sua função é controlar a vazão d’água que passa pela torneira e evitar que ocorra vazamento. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 10281:2015 – Torneiras – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 16749:2019 – Aparelhos sanitários – Misturadores – Requisitos e métodos de ensaio. 43 Como Se Faz Manutenção em torneiras Uma torneira pingando é o problema mais comum em qualquer instalação e também o mais fácil de resolver, ainda que muitas pessoas o ignorem e deixem a torneira pingando por muito tempo. O volume de água perdido por esses diferentes tipos de vazamentos varia em função do tipo da bica da torneira, da rugosidade de suas paredes e, também da pressão hidráulica. As torneiras vazam de dois jeitos diferentes: ou elas pingam água por alguma das roscas ou simplesmente não fecham (torneira espanada). Se ocorrer vazamento na torneira junto à parede, ou seja, na conexão da torneira com o ponto da parede, deve-se observar se a torneira não foi excessivamente rosqueada (além do necessário), pois isso pode danificar as vedações internas e até rachar a conexão. Muitos vazamentos de torneiras também ocorrem por falta de manutenção. Com o passar do tempo, ao abrir e fechar as torneiras, o reparo se desgasta, permitindo que a água passe livremente da rede de distribuição para o ambiente, causando grandes desperdícios. Figura 43.1 – Desperdício de água em torneiras. Para consertar o gotejamento de uma torneira comum (aquelas que para abrir até o final precisa dar mais de 1 volta inteira), muitas vezes basta trocar o vedante (“borrachinha”). Com o auxílio de uma chave de fenda, deve-se ir aos poucos, com movimentos de alavanca, forçando o vedante para cima. Após retirá-lo, deve-se comprar outro da mesma marca. Por fim, deve-se colocá-lo no mesmo local em que estava o vedante danificado. Figura 43.2 – Torneira comum. As torneiras ¼ de volta, que para abrir precisa de apenas “um toque”, são munidas de um reparo interno de cerâmica e isentas de “borrachinha”. Para consertar o gotejamento será preciso trocar o reparo interno inteiro e não apenas o vedante. As torneiras de acionamento hidromecânico geralmente apresentam as seguintes falhas: tempo de fechamento superior ou inferior ao especificado pelo fabricante, vazamento pela bica e disparo involuntário. As causas mais prováveis dessas falhas são: sujeira no filtro, desgaste do pistão e retentor danificado. Geralmente, a manutenção das torneiras de acionamento hidromecânico requer a substituição de uma peça denominada “cartucho”, específico para cada fabricante. Por essa razão, ressalta-se a importância de recorrer às recomendações e à utilização de componentes originais de cada fabricante e de cada produto na hora de fazer a manutenção (reparo) das torneiras. Apesar de suas qualidades, as torneiras eletrônicas podem apresentar os seguintes problemas: não liberar água, sair água continuamente ou abrir e fechar sem controle, e tempo longo de fechamento após o usuário ter cessado sua utilização. Quando a água da torneira sai continuamente ou abre e fecha sem controle, é possível que exista algo em frente à fotocélula, acionando-a. Nesse caso, a solução é retirar o obstáculo que está refletindo e a torneira voltará ao funcionamento normal. Em contrapartida, quando não sai água pela torneira, as causas podem ser: algum dos terminais elétricos está mal instalado, as pilhas estão descarregadas ou foram colocadas em posição incorreta, o registro da válvula solenoide (válvula eletromagnética) pode estar fechado, o filtro da válvula solenoide está obstruído ou há falta d’água ou de falta de energia elétrica. Porém, a falha mais comum ocorre quando há sujeira acumulada no filtro. Para a limpeza desse componente, recomenda-se o seguinte procedimento: retirar a tampa de proteção da válvula solenoide, fechar o registro da válvula com chave de fenda e retirar a tampa do filtro, lavar o filtro com água corrente contra o fluxo de água do filtro e, depois de limpo, recolocar o filtro no lugar e reabrir o registro. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 10281:2015 – Torneiras – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 16749:2019 – Aparelhos sanitários – Misturadores – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 14162:2017 – Aparelhos sanitários – Sifão – Requisitos e métodos de ensaio. 44 Como se faz escolha de um sifão De acordo com a NBR 8160:1999, todos os aparelhos sanitários devem ser protegidos por desconectores. Todo desconector deve ter fecho hídrico com altura mínima de 50 mm e apresentar orifício de saída com diâmetro igual ou superior ao do ramal de descarga a ele conectado. Os sifões são utilizados para vedar a passagem do mau cheiro proveniente do esgoto. São instalados na pia da cozinha, no lavatório de banheiro e no tanque. Em relação aos materiais, pode-se encontrar no mercado dois tipos principais: - sifões de plástico ou metálicos. Os de plástico (polipropileno) apresentam menor custo, porém menos resistência. A Deca, por exemplo, apresenta vários tipos de sifões que possuem a mesma função, porém com tamanhos e formatos diferenciados. 44.1 Sifão flexível O sifão flexível é conhecido por sua maleabilidade, pois permite que desalinhamentos entre as tubulações sejam corrigidos. Figura 44.1 – Sifão flexível. 44.2 Sifão sanfonado É o tipo de sifão mais versátil, pois pode ser flexionado em todas as direções, permitindo alcançar a conexão com o esgoto em qualquer posição. Esse tipo de sifão é indicado para pias de cozinha e banheiro, principalmente em casos em que os pontos da tubulação de esgoto e de água não estão alinhados, sendo necessário o desvio. Para instalar corretamente o sifão sanfonado, deve-se executar corretamente a curvatura para baixo e com, no mínimo, 5 cm. O fecho hídrico ficará dentro de curvatura. O sifão sanfonado tem padronizado quatro tamanhos (38, 40, 48 e 50mm) para encaixe no ramal de descarga; basta utilizar uma ferramenta de corte e escolher o diâmetro mais adequado. O trecho entre o sifão sanfonado e o ramal de descarga deverá ser executado com anel de borracha (junta elástica). Figura 44.2 – Sifão sanfonado. 44.3 Sifão articulado O sifão articulado é rígido, geralmente de metal, e oferece ajuste no posicionamento para corrigir pequenos desalinhamentos que existam entre a tubulação e a saída de água da válvula de escoamento, mas não tanto quanto o tipo sanfonado. Figura 44.3 – Sifão articulado. 44.4 Sifão fixo O sifão fixo geralmente é de metal e caracteriza-se por não oferecer ajustes de instalação. Em razão da estética, esse tipo de sifão é indicado principalmente em banheiros que não contam com gabinete (armário instalado embaixo da pia ou bancada), em que a peça fica totalmente aparente. Figura 44.4 – Sifão fixo. Observação Uma vantagem desse tipo de sifão é que também existem modelos fixos com copo, dispensando a curvatura, pois o copo faz a sifonagem. Como não oferece ajustes na instalação, não é possível trocar o ralo ou a cuba com medidas diferentes do que foi instalado. Normas técnicas NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: Requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR14162:2017 – Aparelhos sanitários – Sifão – Requisitos e métodos de ensaio. Viva Decora PRO (s.d.). 45 Como se faz manutenção de sifão A manutenção do sifãoÉ importante ressaltar que toda instalação está fadada ao desgaste natural decorrente da ação do tempo. As tubulações, as peças e os dispositivos utilizados nas instalações têm uma vida útil que pode ser maior ou menor, dependendo do tipo de material e das condições de utilização. É natural que, com o passar dos anos, os prédios comecem a apresentar algumas manifestações patológicas decorrentes do uso dessas instalações, como vazamentos, infiltrações, entupimentos e falhas no funcionamento de equipamentos e instalações. Foi no decorrer de meu trabalho como projetista de instalações e professor na área acadêmica, durante mais de trinta anos, observando e resolvendo problemas afins, que optei por fazer uma espécie de cartilha preventiva e orientativa, de modo a melhorar a qualidade total da obra e dos serviços. Este guia prático foi desenvolvido com a finalidade de apresentar a engenheiros, arquitetos, construtores, instaladores e demais profissionais envolvidos na construção civil 99 soluções de instalações hidráulicas e sanitárias, criteriosamente selecionadas em grau de importância, sob a ótica do autor, referentes a projeto, execução, desempenho e manutenção (preventiva, corretiva e de urgência) de instalações hidráulicas e sanitárias, além de evidenciar a importância das normas brasileiras que regem cada assunto tratado. É importante ressaltar que o estudo das soluções apresentadas neste manual não reside somente na atuação corretiva, mas na possibilidade da atuação preventiva, especialmente no processo de produção dos projetos de engenharia e na execução das instalações hidráulicas e sanitárias. A elaboração deste guia foi amparada em bibliografia indicada e nos catálogos técnicos de diversos fabricantes e empresas revendedoras de tubos, louças, metais, aquecedores, dispositivos e equipamentos de instalações hidráulicas e sanitárias. Portanto, algumas citações, desenhos e fragmentos de parágrafos importantes, colecionados durante a pesquisa bibliográfica em navegações pela internet, foram selecionados e parcialmente transcritos. Aos leitores: apesar dos melhores esforços do autor, do editor e dos revisores, é inevitável que surjam erros no texto. Assim, ficarei muito agradecido às comunicações dos leitores quanto a erros (correções), eventuais enganos ou sugestões referentes ao conteúdo ou ao nível pedagógico, que auxiliem o aprimoramento de edições futuras. Para isso, comuniquem-se com a Editora Blucher ou escrevam diretamente para o autor no endereço eletrônico rcj.hidraulica@gmail.com. 1 Como se faz instalação de unidade de Medição de Água (UMA) Uma instalação predial de água fria pode ser alimentada de duas formas: pela rede pública de abastecimento ou por um sistema privado, quando a primeira não estiver disponível. Quando a instalação for alimentada pela rede pública, a entrada de água na edificação será feita por meio do ramal predial, executado pela concessionária pública responsável pelo abastecimento, que interliga a rede pública de distribuição de água à instalação predial. De maneira geral, todo sistema público que fornece água exige a colocação de um medidor de consumo, chamado hidrômetro. Esse dispositivo é instalado em um compartimento de alvenaria ou concreto, junto com um registro de gaveta, e a canalização ali existente é chamada de cavalete. Muitas concessionárias têm adotado a utilização de caixas para proteção do cavalete de entrada de água. O abrigo para cavaletes de água é um produto industrializado, confeccionado em chapas de aço galvanizado e pintura eletrostática ou de policarbonato, destinado à proteção do hidrômetro e suas conexões nas entradas de água em residências, empresas, indústrias, condomínios e edifícios que possuem redes de distribuição de água. O produto possibilita melhor controle do consumo de água por parte das operadoras de água, do uso do hidrômetro, inibe fraudes e impede o vandalismo. O abrigo para cavaletes de água deve atender às normativas da concessionaria de água local. A “Unidade de Medição de Água” (UMA) é constituída pelo conjunto caixa, dispositivo de medição e hidrômetro. A caixa é adquirida pelo cliente no mercado distribuidor e deve ser instalada no muro de divisa frontal; em caso de impossibilidade técnica, pode ser instalada em um dos muros laterais do imóvel desde que seja facilitada a leitura do hidrômetro. O dispositivo de medição é adquirido e instalado pela concessionária. Caso o projeto arquitetônico não contemple muro frontal e muros laterais, e após aprovação da concessionária fornecedora de água, a(s) caixa(s) deve(m) ser instalada(s) em mureta específica, de forma que o conjunto formado seja estável e resistente a ações usuais de vandalismo, ação do vento e cargas acidentais comuns. Em função da quantidade de hidrômetros a serem instalados, cada unidade de medição de água pode ser constituída por um ou dois dispositivos de medição. A utilização no Brasil de hidrômetros até 15 m³/h de vazão nominal para cobrança da água consumida é regulamentada pela Portaria nº 29, de 7 de fevereiro de 1994, do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Além da regulamentação do Inmetro, existem algumas normas da ABNT para medidores de água. A seguir são apresentados alguns exemplos da Norma Técnica Sabesp NTS 165, para a instalação da Unidade de Medição de Água – UMA, que é parte da ligação de água, DN 20, utilizando-se hidrômetro (s) de comprimento 115 mm ou 190 mm, em instalações onde são utilizados de até 8 (oito) hidrômetros. Tabela 1.1 – Quantidade de hidrômetros, dispositivos de medição, caixa e ramais Hidrômetros/dispositivo de medição Caixas Ramais 1 1 1 2 3 2 4 5 3 2 6 7 4 8 Fonte: Norma Técnica Sabesp NTS 165 (Instalação da Unidade de Medição de Água – UMA). Figura 1.1 – Instalação de Unidade de Medição de Água (UMA). Figura 1.2 – Instalação de Unidade de Medição de Água (UMA) em muro lateral (Vista A). Figura 1.3 – Instalação de Unidade de Medição de Água (UMA) em muro frontal (Vista B). Como se faz abastecimento da rede predial de distribuição de água Existem três sistemas de abastecimento da rede predial de distribuição de água: direto, indireto e misto. Cada sistema apresenta vantagens e desvantagens, que devem ser analisadas pelo projetista, conforme a realidade local e as características do edifício em que esteja trabalhando. Por isso, antes de solicitar o fornecimento de água, o projetista deve fazer uma consulta prévia à concessionária, visando obter informações sobre as características da oferta de água no local de execução da obra. É importante obter informações a respeito de eventuais limitações de vazão, do regime de variação de pressões, das características da água, da constância de abastecimento e outros dados que julgar relevantes para a escolha do sistema de abastecimento. 2.1 Sistema de distribuição direto A alimentação da rede predial de distribuição é feita diretamente da rede pública de abastecimento. Nesse caso, não existe reservatório domiciliar e a distribuição é realizada de forma ascendente, ou seja, as peças de utilização de água são abastecidas diretamente da rede pública. Quando o tipo do sistema de abastecimento for direto, devem ser tomadas precauções para que os seus componentes não fiquem submetidos a pressões superiores à pressão de serviço. Nesse caso, deve ser instalado um redutor de pressão no ramal predial. Esse sistema tem baixo custo de instalação, porém, se houver qualquer problema que ocasione a interrupção no fornecimento de água no sistema público, certamente faltará água na edificação. Outro ponto a ser observado são as oscilações das pressões da rede de abastecimento público. Pressões excessivas em sistemas de abastecimento direto causarão pontos de vazamento em algum momento da vida útil da edificação. Nos casos em que se verificar excesso de pressão acima de 40 m.c.a., será necessária a instalação de uma válvula redutora de pressão no cavalete, conforme mostra a Figura 2.2.é importante para a prevenção de futuros problemas, como entupimento e mau cheiro. A maioria das ocorrências de entupimentos poderia ser facilmente evitada por meio de manutenções preventivas. 45.1 Limpeza do sifão Antes de começar a limpeza, recomenda-se colocar um balde embaixo da pia (lavatório), para ajudar a recolher a água que escorrerá. Em seguida, soltar as porcas que prendem o sifão na válvula do lavatório e no cano de saída do esgoto. Em alguns casos, a saída é apenas encaixada e, para soltá-la, basta puxar para fora. Depois de lavar o interior do sifão para que as sujeiras acumuladas (fios de cabelo, gordura etc.) se desprendam, basta rosquear e, com isso, o sifão poderá ser utilizado por muito mais tempo. Se o sifão estiver em estado crítico, é melhor substituí-lo. Quando a peça é equipada com um copo, a limpeza é bastante simples: depois de colocar um balde embaixo do sifão, deve-se desenroscar a parte inferior do copo e deixar a água escoar para o balde. Lavar bem e colocar de volta, testando para verificar se a vedação foi bem-feita. É importante ressaltar que não deve ser utilizado nenhum produto corrosivo para a limpeza, pois ele poderá danificar o sifão, bem como os tubos e as conexões do sistema de esgoto. 45.2 Correção de vazamentos Os vazamentos que ocorrem no sifão geralmente são fáceis de serem corrigidos. O primeiro passo é identificar a causa do vazamento. Normalmente, o problema tem como causa instalação mal-feita. Se o sifão está vazando nas conexões com o ralo da pia e nas roscas, então pode ser simplesmente uma questão de apertar melhor o sistema. É só desrosquear a parte que está vazando e rosquear novamente, garantindo de que a rosca não está torta. Caso o sifão ainda esteja apresentando vazamento, a peça deve ser novamente retirada para verificar se a borracha de vedação está encaixa de maneira correta. Depois de corrigir o problema é só passar veda-rosca em volta da peça de encaixe e rosquear o sifão. Isso com certeza eliminará o problema. Caso o problema esteja acontecendo devido a peça estar quebrada, é necessário fazer a substituição. Muitas vezes, se faz substituição do sifão, pois trata-se de um material barato e fácil de ser substituído. Normas técnicas NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: Requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR14162:2017 – Aparelhos sanitários – Sifão – Requisitos e métodos de ensaio. 46 Como se faz escolha de ralo Existem dois tipos de ralo: seco (sem proteção hídrica) e sifonado (com proteção hídrica). Normalmente, os ralos secos são utilizados para receber águas provenientes de chuveiro (box), pisos laváveis, áreas externas, terraços, varandas etc. Não devem, entretanto, receber efluentes de ramais de descarga. Existem diversos tipos e modelos de ralo em PVC, porta-grelhas, grelhas sem suporte, grelhas com dispositivo de vedação rotativo e grelhas em inox e em alumínio anodizado. Além dos ralos tradicionais (seco e sifonado), a Tigre apresenta outros modelos, como: ralo de saída articulada, antiespuma, anti-infiltração e o ralo linear.⁷ 46.1 Ralo sifonado O ralo sifonado é provido de desconector (dispositivo dotado de fecho hídrico), destinado a vedar a passagem de gases no sentido oposto ao deslocamento do esgoto. A caixa sifonada é uma caixa de forma cilíndrica, destinada a receber efluentes de conjuntos de aparelhos como lavatórios, banheiras e chuveiros de uma mesma unidade autônoma, bem como as águas provenientes de lavagem de pisos – nesse caso, devem ser providas de grelha. Figura 46.1 – Caixa sifonada montada com grelha (com sete entradas). 46.2 Ralo com saída articulada A função do ralo com saída articulada é coletar águas servidas e pluviais de terraços e pisos e permitir flexibilidade na saída para o ramal de descarga. O ralo com saída articulada apresenta vários benefícios em relação aos ralos convencionais: facilidade de instalação e racionalização do traçado da instalação; permite a instalação de prolongamentos DN 100, anti-infiltração e antiespuma Tigre; impede o entupimento do sistema de esgoto; e maior vazão de operação (melhor desempenho hidráulico). Figura 46.2 – Ralo de saída articulada. 46.3 Ralo antiespuma O ralo antiespuma tem um dispositivo que bloqueia o retorno do ralo ou da caixa sifonada, permitindo a captação de água no local em que está instalado. Esse bloqueio acontece porque, quando a espuma começa a ser escoada pela tubulação de entrada das caixas e ralos e tenta passar pela grelha, a borracha interna do antiespuma dobra e impede sua passagem. Além de evitar o refluxo de espuma, evita a contaminação do ambiente por insetos e é o único compatível com todas as caixas sifonadas do mercado. Estão disponíveis nos seguintes diâmetros: DN 100 e DN 150. Figura 46.3 – Ralo antiespuma. 46.4 Ralo anti-infiltração A função principal do ralo anti-infiltração é impedir a infiltração de água entre o piso e a caixa sifonada juntamente com o sistema de impermeabilização. São fabricados nas bitolas DN 100 e 150. A principal vantagem desse tipo de ralo é coletar a água de uma provável infiltração entre o piso e o sistema de impermeabilização que se integra ao corpo da caixa sifonada, conduzindo a água para o interior da caixa sifonada e, dessa forma, impedindo que a infiltração percole para a parte inferior da laje ou do terreno. Figura 46.4 – Ralo anti-infiltração. 46.5 Ralo linear O ralo linear pode ser instalado para captar água servida em sacada, box de banheiros, lavanderias etc. Também é muito utilizado em transição de sacada- sala. De acordo com o fabricante, o produto resulta em boa economia de mão de obra e material, pois, como o caimento é feito em direção única, não há necessidade de recortes e adaptações no piso. São fabricados em PVC, com as seguintes dimensões: 50, 70 e 90 cm de comprimento e 5,5 cm de largura. As cores disponíveis são: grelhas brancas e areia (corpo branco) e grelhas cinza e inox (corpo cinza). Figura 46.5 – Ralo linear. Manual técnico Tigre (2008). 47 Como se faz instalação de caixa sifonada A linha de Caixas Sifonadas e Ralos da Tigre é fabricada de PVC e oferece várias opções de dimensões para uso em áreas de serviços, banheiros, terraços e quaisquer outros pontos em que seja necessário conectar ramais de descarga de esgoto. Para instalações onde haverá despejos com temperatura superior a 45 ºC, é indicado o uso do corpo da caixa sifonada Série Reforçada, fabricado na dimensão 150 × 150 × 50 mm. É fabricada com diâmetros de 100, 125 e 150 mm. Possui de uma a sete entradas de esgoto para tubulações com diâmetro de 40 mm e tem apenas uma opção de saída, com diâmetros de 50 mm e 75 mm. 47.1 Procedimento de instalação ⁸ Após a preparação e a limpeza do local da instalação para que esteja isento de materiais pontiagudos capazes de danificar a caixa, como pontas de ferro, restos de concreto, pedras etc., a Tigre recomenda o seguinte procedimento para instalação das caixas sifonadas em ordem sequencial: As aberturas para as tubulações de entrada das caixas são realizadas com serra copo no diâmetro de entrada da caixa ou fazendo vários furos com uma furadeira, lado a lado, em torno da circunferência interna. Figura 47.1 Figura 47.2 Figura 47.3 47.1.1 Caixa Sifonada Girafácil Tigre É uma caixa sifonada com corpo giratório, que permite um giro de 360º entre as entradas e a saída. De acordo com o fabricante, isso facilita muito o ajuste de alinhamento conforme o traçado da tubulação de esgoto na obra. Essa caixa é fabricada com cinco entradas DN 40. Nas entradas e saída do corpo da caixa, já existe uma declividade de 2%, melhorando o desempenho hidráulico. Além disso, possui cesta de limpeza, que facilita a retirada de sujeira do seu interior. Figura 47.4 – Tipos de caixas sifonadas. Normas técnicas NBR 5688:2018 – Tubos e conexões de PVC-U para sistemas prediais de água pluvial, esgoto sanitárioe ventilação – Requisitos. NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgotos sanitários. Manual técnico Tigre (2008). 48 Como se faz instalação de lavatório Os lavatórios podem ser de bancada, parede ou coluna, existentes no mercado em grande variedade de modelos e dimensões. No projeto, o profissional deve especificar o tipo mais indicado, analisando o uso, a função, a estética e o conforto, além do custo final. Se especificar uma cuba de embutir ou de sobrepor, por exemplo, haverá necessidade de uma bancada de granito ou similar, além de sifões e engates com melhor acabamento, se estes forem ficar aparentes. Quanto ao uso, os lavatórios poderão ser do tipo individual ou coletivo. Nesse caso, é importante indicar torneiras que controlem o racionamento de água, além de deixar uma distância mínima de 60 cm do eixo de uma cuba a outra, quando em uma mesma bancada. Os lavatórios de coluna têm custo final mais baixo, por esconderem o sifão e os engates, mas eliminam a possibilidade de utilização de armários sob a bancada. O sistema de fixação do lavatório à parede depende do tipo de lavatório escolhido: lavatório sem coluna fixado diretamente à parede, lavatório com coluna fixado por meio de garras de aparafusar ou diretamente à parede, lavatório instalado sobre esquadros aparafusados à parede de suporte. É importante lembrar que a coluna não serve de suporte, mas, sim, para ocultar as canalizações e o sifão. Deve ser possível deslocar a coluna para ter acesso às canalizações sem que o lavatório caia. Deve-se colocar o lavatório sobre a coluna e encostá-lo à parede, bem como marcar a localização dos furos de fixação. 48.1 Pontos de água A alimentação de água poderá ser feita só com água fria ou com fria e quente (por meio de aparelho misturador). As ligações para água fria e quente podem ser feitas com flexíveis. Os tubos de alimentação e de descarga das águas devem ser instalados antes da instalação do lavatório. O ponto de água fria deve ser localizado a 10 cm do eixo de simetria da peça; quando fria e quente, a 20 cm. A altura de ambos os pontos é de 60 cm do piso acabado. 48.2 Pontos de esgoto O esgotamento do aparelho é realizado a partir da válvula que fica acoplada a um sifão (plástico ou metálico) e deste para uma caixa sifonada. A altura do ponto de saída de esgoto é de 50 cm do piso acabado. A água servida passa pelas válvulas e vai para a tubulação da rede de esgoto. É possível escolher entre as válvulas “com ou sem ladrão”. Na opção com ladrão são duas aberturas; uma delas “rouba” a água em excesso e evita que a pia transborde. Além disso, impede o entupimento e o mau cheiro. Figura 48.1 – Pontos de água e esgoto. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 16728-2:2019 – Tanques, lavatórios e bidês. Parte 2: procedimento para instalação. NBR 10281:2015 – Torneiras – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 14162:2017 – Aparelhos sanitários – Sifão – Requisitos e métodos de ensaio. 49 Como se faz desentupimento de ramais do lavatório e ralo do chuveiro Nos ramais do lavatório e ralo do chuveiro, o que mais causa entupimentos é o cabelo (um dos problemas mais comuns de entupimento em banheiros). Os cabelos são muito difíceis de quebrar e certamente não se dissolvem na água. Se ele se acumula em maior quantidade, também pode agregar outros tipos de materiais presentes no esgoto e causar uma obstrução nas tubulações. Nesse caso, a prevenção também é importante para prevenir o problema. Basta fazer limpezas periódicas em ambos os pontos (sifões, ralos e caixas sifonadas). Se a obstrução estiver dentro do ralo ou próximo da entrada do cano, é possível usar as mãos ou arames para fazer o desentupimento. O acumulo de cabelo pode estar localizado um pouco mais para dentro do cano. Nestes casos é necessário utilizar um arame como um gancho para retirar a obstrução. Se após esses procedimentos o ramal ainda permaneça entupido, é hora de chamar um profissional para lidar com a situação. 50 Como se faz instalação de vaso sanitário Atualmente, existem no mercado vários modelos de bacia sanitária, mas o que os difere basicamente é o dispositivo de funcionamento. As bacias podem funcionar por sifonagem (bacias convencionais que descarregam o esgoto para baixo) ou pelo “princípio do arraste” (bacias de saída horizontal, que podem direcionar o fluxo tanto no sentido horizontal como para baixo). No Brasil, a maior parte das bacias disponíveis no mercado emprega a ação sifônica (a descarga resulta do efeito sifão, que ocorre nas partes internas do equipamento). Antes de iniciar a instalação, é preciso saber o tipo de bacia sanitária que será instalada. Existem dois tipos mais comuns: a bacia com caixa acoplada e a bacia sem caixa, com descarga na parede. Nenhuma delas é mais fácil ou mais difícil de instalar, são apenas procedimentos diferentes. Figura 50.1 – Bacia convencional e com caixa acoplada. Figura 50.2 – Bacias sanitárias de saída vertical e horizontal, com válvula de descarga tipo botão. 50.1 Ponto de água Quando o dispositivo de limpeza utilizado for válvula de descarga ou caixa de embutir, a saída de água para a bacia sanitária será sempre de 33 cm do piso acabado. Se for bacia sanitária com caixa acoplada, o ponto de água será 20 cm do piso acabado e a 15 cm do lado esquerdo do centro da bacia. 50.2 Ponto de esgoto Para receber a bacia sanitária, no piso já deve existir um orifício para receber os dejetos com a água da descarga. Esse orifício de esgoto, que fica na superfície do piso, é uma das extremidades de uma curva curta de 100 mm de 90o. O ponto de esgotamento da bacia sanitária deve ter seu eixo de 25 cm a 30 cm da parede, dependendo do modelo adotado. O esgotamento é feito ligando-se a saída da bacia sanitária ao esgoto primário. Figura 50.3 – Instalação de bacias sanitárias (pontos de água e esgoto). (continua) Figura 50.3 – Instalação de bacias sanitárias (pontos de água e esgoto). (continuação) 50.3 Assentamento da bacia A fixação ou o assentamento da bacia sanitária no piso do banheiro, para torná-la firme, evitando movimentar-se, é feita com longos parafusos próprios para tal finalidade, vendidos em lojas de ferragens ou materiais de construção. Na base do vaso sanitário já existem furos para esse fim, e o encanador deverá fazer um furo no piso com furadeira elétrica. Dentro do furo é colocada uma bucha de pressão, dentro da qual entra o parafuso, que deixará o vaso firme e pronto para ser utilizado. Como arremate da instalação, ao longo de toda a base do vaso que fica em contato com o piso, é passada uma pequena camada de rejuntamento, feita com cimento branco. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 16727-1:2019 – Bacia sanitária. Parte 1: requisitos e métodos de ensaio. 51 Como se faz escolha do sistema de descarga A limpeza das bacias sanitárias poderá ser feita por meio de válvula ou caixa de descarga. É importante ressaltar que os dispositivos de descarga evoluíram muito nos últimos anos. As caixas, por exemplo, vêm conseguindo, gradativamente, aumentar sua participação no mercado brasileiro, depois de muita resistência por parte dos consumidores. De acordo com o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade (PBQPH), desde o ano de 2002, o limite máximo de utilização de água por bacias sanitárias passou a ser de 6 litros. Os sistemas de descarga são compostos basicamente pela bacia sanitária e pelo dispositivo de descarga, que é utilizado para liberação da água para a limpeza dos dejetos na bacia, podendo ser uma válvula de descarga, caixa acoplada ou caixa embutida. É importante ressaltar que o ramal de esgoto e a sua ventilação também fazem parte do sistema, no qual todos osseus componentes devem funcionar harmoniosamente para seu perfeito desempenho. A escolha do sistema de descarga deve seguir critérios técnicos. Tanto a solução com válvula instalada na parede quanto o modelo com caixa acoplada ou embutida demandam diferentes análises no momento da especificação. O desempenho, a eficiência e a economia de água, bem como a configuração hidráulica, são algumas das características a serem analisadas pelo projetista para a escolha do sistema a ser adotado no projeto. As antigas e ultrapassadas bacias sanitárias necessitam de grandes volumes de descarga. Por essa razão, são responsáveis pelo alto consumo de água nos domicílios. Para se ter uma ideia desse desperdício, de acordo com alguns estudos, estima-se que as bacias sanitárias são responsáveis por 30% do gasto de água nos domicílios brasileiros. Os designs mais arrojados de bacias sanitárias com caixa de descarga, bem como a eficiência no funcionamento, têm favorecido maior aceitação do mercado. Por razões estéticas, os fabricantes estão investindo mais nas caixas embutidas do que nas suspensas ou acopladas sobre o vaso. 51.1 Caixa de descarga (vantagens e desvantagens) É o sistema de descarga mais utilizado hoje em dia. Isso se dá pelo fato de sua instalação e manutenção serem mais simplificadas do que a descarga com válvula embutida na parede. As caixas de descarga apresentam as seguintes vantagens: custos de instalação inferior, diâmetro menor nas tubulações, não provocam golpe de aríete, possibilitam maior facilidade de manutenção e design moderno. Alguns modelos possuem o acionador duplo, que economiza água durante as descargas. Como desvantagens, o sistema operacional é mais lento (demora entre duas descargas consecutivas), o equipamento ocupa mais espaço no banheiro, tem maior necessidade de manutenção e não existe muita pressão durante as descargas, o que pode exigir mais de um acionamento dependendo da quantidade de dejetos. O preço mais elevado também pode ser considerado uma desvantagem. Figura 51.3 – Caixa de descarga acoplada ao vaso. O duplo acionamento da bacia, por exemplo, é um sistema inovador que possibilita o duplo acionamento de descarga para bacias sanitárias, com opção para 3 l ou 6 l. Esse dispositivo possibilita a utilização da água de acordo com a necessidade específica de cada uso, proporcionando uma economia de mais de 60% no consumo de água. A principal vantagem desse sistema é que sua instalação não necessita de nenhuma adaptação no banheiro, pois as medidas dos pontos de entrada e saída são as mesmas. 51.2 Válvulas de descarga (vantagens e desvantagens) A válvula de descarga foi um dos tipos de descarga mais utilizados no Brasil. De certa forma, ainda é bastante utilizada. Sua principal vantagem é que o sistema proporciona uma alta pressão de descarga para a eliminação dos dejetos. O fator estético também pode ser um ponto positivo para algumas pessoas, pelo fato de o sistema não ser totalmente aparente. Como desvantagem, o sistema gasta mais água dependendo de quem utilizá-lo. A manutenção também é um ponto negativo, por ser um sistema embutido na parede, dificultando bastante o acesso. Além disso, ao longo dos anos, foram desenvolvidos variados modelos de válvulas, o que pode dificultar a compra de reparos para o sistema. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 16727-1:2019 – Bacia sanitária. Parte 1: requisitos e métodos de ensaio. NBR 15491:2010 – Caixa de descarga para limpeza de bacias sanitárias – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 15857:2011 – Válvula de descarga para limpeza de bacias sanitárias — Requisitos e métodos de ensaio. 52 Como se faz instalação da caixa de descarga A armazenagem da água é feita em uma caixa de cerâmica que fica acoplada ao vaso e o acionamento é feito por uma válvula na sua parte superior. A caixa é feita em material cerâmico igual ao do próprio vaso e que leva a mesma cor deste. Os vasos sanitários com caixa acoplada possuem dois sistemas básicos de fluxo de água, sendo um para entrada e outro para saída. No mecanismo universal de entrada de água há uma espécie de válvula acionada pela pressão da rede de distribuição, que, por sua vez, é fechada por uma boia. Essa boia possui uma regulagem de altura, para que se possa escolher o nível desejado para o enchimento da caixa toda vez que puxar uma nova descarga. Essa boia pode ser regulada facilmente por uma rosca presente na haste interna do mecanismo de entrada. Já no mecanismo universal de saída de água há o botão de acionamento, a “correntinha” que liga o botão ao vedante e o vedante, além, é claro, da haste que monta o mecanismo. Todas as peças vêm montadas em um mecanismo muito importante da caixa acoplada, pois ele que realizará a descarga, de fato. 52.1 Procedimento de instalação A seguir apresenta-se em ordem sequencial, de acordo com a Celite, as instruções para instalação de caixa acoplada à bacia sanitária: O ponto de água deve estar deslocado a uma distância de 150 mm do centro do ponto de esgoto conforme Figura 52.1. Figura 52.1 Fonte: Celite. Retirar a caixa acoplada da embalagem e verificar se as porcas dos mecanismos estão bem apertadas. Coloque a bolsa de vedação e/ou o anel de vedação na saída d’água, conectando também o engate flexível na entrada d’água, conforme Figura 52.2. Figura 52.2 Fonte: Celite. Colocar a caixa de descarga em sua posição correta na bacia e colocar os parafusos de fixação localizados no fundo da caixa e na plataforma da bacia. Apertar os parafusos (manualmente, se necessário com o auxílio de chave de fenda) por igual e sem excesso, para evitar que a caixa fique desnivelada. Conectar o engate flexível (seguindo a orientação do fabricante) à rede de água conforme Figura 52.3. Figura 52.3 Fonte: Celite. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 16727-1:2019 – Bacia sanitária. Parte 1: requisitos e métodos de ensaio. NBR 15491:2010 – Caixa de descarga para limpeza de bacias sanitárias – Requisitos e métodos de ensaio. Celite (s.d.). 53 Como se faz instalação de caixas de descarga embutidas Os designs mais arrojados de bacias sanitárias com caixa de descarga, bem como a eficiência no funcionamento, têm favorecido maior aceitação do mercado. Por razões estéticas, os fabricantes estão investindo mais nas caixas embutidas do que nas suspensas ou acopladas sobre o vaso. A Montana, uma das maiores indústrias brasileiras de caixas de descarga, apresenta uma caixa embutida, a Montana 9000, que, além de reunir todos os elementos de uma caixa de descarga moderna, quando instalada simula externamente a imagem da válvula. Fabricada em polietileno de alta densidade e pesando muito pouco, a caixa tem a vantagem de ter vazão autorregulável, podendo ser facilmente adaptada aos mais diversos modelos de bacia sanitária, desde as mais convencionais até as de volume de descarga reduzido (VDR). A Montana 9000 pode ser embutida na alvenaria ou em painéis do sistema drywall. 53.1 Procedimento de instalação A Montana apresenta as instruções de instalação para caixas de descarga de embutir dos modelos M9000 e Ecoline. Compatíveis para bacias sanitárias de 6 litros de água a cada descarga: Posicionar a caixa no interior da parede com a utilização de calços e verificar o nivelamento vertical e horizontal. A frente da caixa e a frente dos tijolos devem ficar faceadas na parede. Encaixar firmemente o tubo de descarga na conexão de saída da caixa, usando apenas água como lubrificante. Ajustar o nível do joelho de acordo com a altura da entrada de água no vaso sanitário. Limpar a rede hidráulica deixando o registro geral aberto por algum tempo, a fim de eliminar resíduos e impurezas, evitando possíveis entupimentos na caixa. Em seguida, fechar o registro e fazer a ligação da caixa na rede de água. Para alimentação, a caixa Ecoline utiliza uma mangueiraflexível fornecida. Já a caixa M9000 utiliza um joelho, um tubo, uma união e uma luva, todos de ½ polegada (não fornecidos pelo fabricante). Fixação da tela sobre a caixa e aplicação do emboço. Em caso de paredes azulejadas ou outro tipo de acabamento, basta fazer a retirada do gabarito após terminada a colocação dos azulejos e a limpeza da parede. O gabarito protege a janela de inspeção por onde é feita a manutenção da caixa. Abrir o registro geral e verificar se a caixa enche normalmente. Em seguida, - instalar a tampa externa e, por fim, o acabamento. Caso a caixa de descarga apresente vazamento ou demore mais do que 2 minutos para encher, recomenda- se entrar em contato com o fabricante (Montana). 53.1.1 Vantagens das caixas embutidas Com relação a estética, iguala-se às instalações com válvula de parede, já que acima do vaso a única peça que fica aparente é o botão para acionar a descarga. Comparando também com vasos sanitários com caixa de descarga acoplada no próprio vaso, a vantagem seria o menor espaço ocupado no banheiro. Não precisam de uma tubulação grossa e consequentemente mais cara, como a das descargas com válvulas de parede. São silenciosas e possuem diversas opções de acabamento. Possuem acionamento duplo (economia de água) e ainda operam em baixa e alta pressões. Figura 53.1 – Caixa de descarga embutida em alvenaria ou em painéis do sistema drywall. Figura 53.2 – Caixa de descarga em shaft horizontal acoplada a bacia de saída horizontal. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 16727-1:2019 – Bacia sanitária. Parte 1: requisitos e métodos de ensaio. NBR 15491:2010 – Caixa de descarga para limpeza de bacias sanitárias – Requisitos e métodos de ensaio. 54 Como se faz manutenção de caixas de descarga A caixa de descarga acoplada possui mecanismo de entrada e de saída de água, que pode ser substituído quando apresentar problemas. Nas bacias com caixa acoplada, o acionamento da descarga é feito por meio de um mecanismo, o qual fica dentro de uma caixa cerâmica acoplada à bacia sanitária. Da mesma forma que a válvula de descarga, o acionamento diário desgasta alguns elementos desse mecanismo e pode ocasionar algumas manifestações patológicas. O conserto pode envolver procedimentos como: regulagem do mecanismo/kit da caixa acoplada e troca do mecanismo/kit das peças de vedação ou do flexível. Os problemas mais comuns de caixas de descarga são: descarga sem funcionamento, pouco fluxo de água, vazamento no flexível (cano que liga a caixa acoplada à parede). Caso tenha vazamento da caixa acoplada pelo lado de fora, isso indica que a borracha interna ressecou ou há problema com a vedação dos parafusos. Porém, dificilmente esse problema acontece, apenas no caso de ter sido muito mexido o assento sanitário. O vazamento da caixa acoplada geralmente acontece no obturador (flapper) ou na boia. O flapper, também conhecido como comporta, é a borracha que controla a saída de água da caixa acoplada. Caso seja necessária a troca da comporta, é importante comprar o novo flapper no mesmo tipo do que foi retirado para não ter problemas na instalação. Caso tenha sido trocado ou verificado o flapper e ele esteja correto e ainda exista vazamento da caixa acoplada, deve-se inspecionar o tubo de alimentação conectado ao tubo extravasor. É importante lembrar que a ponta dele deve estar acima da linha d’água. Se estiver abaixo, será necessário cortar para que fique acima. Após verificar o processo descrito, deve ser observada a válvula de alimentação para ver se está muito desgastada. Caso o flutuador esteja mal regulado, a água que está dentro do tanque subirá acima do tubo extravasor e sairá água constantemente. Nesse caso, deve-se apertar o botão da descarga para procurar por vazamentos na válvula de enchimento. Basta levantar o braço da boia quando estiver enchendo de água; isso é necessário para analisar se a água para. Dobrar ou ajustar o braço da boia. Fazer isso para que a caixa pare de encher quando o nível de água alcançar cerca de 2 cm ou 3 cm abaixo da parte superior do tubo extravasor. Caso a válvula de alimentação tenha problemas para se fechar completamente, será necessário trocá-la. 55 Como se faz instalação de válvulas de descarga O sistema é instalado embutido dentro da parede por onde passa o cano de água, que desce direto do reservatório da residência até o vaso sanitário. Quando acionado, ele libera a passagem da água até o vaso; em seguida, ele fecha a passagem de forma gradual por meio de molas. Esse mecanismo é fundamental para evitar o golpe de aríete (fechamento instantâneo, que pode causar mais danos ao sistema pela alta pressão da água). Cada válvula de descarga tem seu diâmetro mínimo de entrada e saída, não podendo ser aumentada ou reduzida – isso proporciona o uso correto da peça. Há disponíveis no mercado diversas marcas de válvulas de descarga, sendo que cada uma apresenta diversos modelos. Portanto, os procedimentos de instalação e manutenção das válvulas devem ser feitos de acordo com a orientação de cada fabricante. Para válvula de 1½”, a tubulação de alimentação deve ser de 50 mm, e para válvulas de 1¼”, a tubulação de alimentação deve ser de 40 mm. É importante que a alimentação da válvula seja direta sem derivações. A válvula deve ficar a 1,10 m do piso acabado. O parafuso de ajuste da válvula é feito com a utilização de um gabarito fornecido pelo fabricante. A altura da saída do tubo de descarga da parede, na direção horizontal, deve ser de 33 cm, medida do piso acabado do banheiro até o eixo do centro do tubo na posição horizontal. 56 Como se faz manutenção de válvulas de descarga De modo geral, os problemas verificados em válvulas de descarga são: vazão insuficiente, vazão excessiva, tempo de fechamento muito curto (golpe de aríete) ou muito longo (desperdício de água), “disparo” da válvula, vazamento contínuo pela saída (quando fechada) ou pelo botão de acionamento (fechada ou aberta). Normalmente, esses problemas são corrigidos por meio de simples regulagens ou com a troca do “reparo” (mola e vedações internas). Antes de solicitar a compra do reparo, é importante verificar o diâmetro da válvula a ser reparada que pode ser DN 50 (1½”) ou de DN 40 (1¼”). Figura 56.1 – Válvula de descarga. 56.1 Cuidado com a pressão As válvulas são classificadas para baixa e alta pressão. Para baixa pressão, (de 1,5 a 15 m.c.a.) é utilizado a bitola de DN 50 (1 1/2") devido a necessidade de uma alta vazão (a válvula trabalha por volume). Para alta pressão (10 e 40 m.c.a.) é utilizado a bitola de DN 40 (11/4). A distância (altura) mínima entre a válvula e a saída da água do reservatório deverá ser de 2 m. Uma distância menor poderá comprometer o bom funcionamento da válvula. Em residências, usualmente, utiliza-se DN 50 (1½”), adequada para baixa pressão, com saída exclusiva da caixa d’água, para não comprometer a vazão do chuveiro ou da torneira do lavatório. Em edifícios de múltiplos pavimentos deve-se instalar válvulas com DN 40 (1 ¼”) em pavimentos mais baixos onde a pressão de serviço é mais elevada. Nos pavimentos mais elevados, aconselha-se a instalação de válvulas de descarga com DN 50 (1 ½”). Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 16727-1:2019 – Bacia sanitária. Parte 1: requisitos e métodos de ensaio. NBR 15857:2011 – Válvula de descarga para limpeza de bacias sanitárias – Requisitos e métodos de ensaio. 57 Como se faz desentupimento DA BACIA SANITÁRIA Os entupimentos têm diversas origens, portanto, recomenda-se diferentes métodos para solucioná-los, pois praticamente todos os métodos de desentupimento funcionam, porém quando aplicados aos casos em que realmente são indicados. O entupimento do ramal da bacia sanitária, por exemplo, normalmente acontece por falta de educação de quem usa o aparelho, pois é muito comum o usuário acharque lixo e esgoto é a mesma coisa. Existem alguns procedimentos simples que talvez possam resolver o problema antes de chamar uma empresa especializada. O desentupidor de borracha é provavelmente a técnica mais usual para desentupir um vaso sanitário, afinal, quase todo mundo tem um desentupidor em sua casa. Porém, o desentupidor de borracha que a maioria das pessoas encontra no mercado não é adequado para realizar o desentupimento do vaso sanitário. Isso porque ele foi projetado para ser utilizado em superfícies planas, como pias e ralos. Ao ser utilizado para tentar desentupir um vaso sanitário, o desentupidor tradicional permite a entrada de ar entre o seu corpo de borracha e o furo do vaso sanitário. Essa situação causa perda de pressão e torna o método pouco eficiente. Um segundo inconveniente é que esse tipo de desentupidor joga água contaminada para fora do vaso ao ser utilizado. Existe um tipo de desentupidor que é apropriado para desentupir o vaso sanitário. A parte de borracha encaixa perfeitamente no furo da bacia. Essa cria um cenário hermético e sem perda de pressão, tornando o método mais eficiente. Infelizmente, ainda não temos esse tipo de desentupidor no mercado brasileiro, a não ser por importação em sites estrangeiros como o Ebay ou Amazon. A diferença entre o desentupidor tradicional (que serve para pias, banheiras e superfícies planas) e o desentupidor específico para a bacia sanitária pode ser observada na Figura 57.1. Figura 57.1 – Desentupidores de borracha. A função desse utensílio é causar pressão na água do vaso por meio do vácuo, de modo a empurrar o que estiver preso no cano com força em direção à rede de esgoto. Quando o vaso está obstruído apenas com excrementos e papel, uma combinação de vinagre com bicarbonato de sódio ou água quente pode resolver o problema. Basta misturar ½ copo de bicarbonato de sódio com ½ copo de vinagre e jogar o conteúdo diretamente em seu vaso sanitário. Depois de um breve tempo de espera para a solução agir, a descarga pode ser ativada. A água sanitária também é um excelente produto para desentupir a privada, em substituição à mistura de vinagre com bicarbonato. O arame também pode ser utilizado, caso o entupimento tenha sido causado por um objeto preso próximo ao cano, como papel higiênico, absorvente íntimo ou algo que tenha caído no vaso por acidente. Se depois dessas tentativas com técnicas “caseiras” o vaso ainda continuar entupido, a solução é chamar uma empresa especializada em desentupimento ou um profissional capacitado. Muitas vezes, é necessário remover o vaso para retirar o objeto que está causando o entupimento. 58 Como se faz instalação de ducha higiênica As duchas higiênicas são uma alternativa moderna ao bidê. Adaptam-se a banheiros de qualquer tamanho e proporcionam mais conforto aos usuários. Nas instalações residenciais, os pontos de alimentação de água fria e quente devem ficar a 50 cm do piso acabado. No uso profissional, a ducha manual também é indicada para a lavagem de cabelos em salões de beleza e sua altura pode ser adaptada em função de uso. Na hora da instalação, é importante lembrar-se de fechar o registro de gaveta do banheiro onde a ducha higiênica será instalada. Caso não haja um registro específico, será necessário que o registro geral seja fechado. O material que será utilizado na instalação é fita veda rosca, furadeira e broca. Os demais materiais (bucha e parafusos para a fixação) já estão junto com a ducha higiênica na embalagem. O procedimento de instalação é muito simples e não há necessidade de contratar alguém só para isso. É só passar a fita veda rosca na extremidade do registro, que será conectado à saída de água, e colocar a canopla (peça de acabamento), rosquear o registro na parede e o engate flexível no registro. Se o gatilho (torneira por onde sai o jato de água) não estiver fixado no engate flexível, será necessário rosqueá-lo na outra extremidade. Depois de montar as peças, marcar os pontos de perfuração em que será fixado o suporte do gatilho e perfurar o local marcado com o uso de furadeira e broca adequada. Encaixar a broca no buraco perfurado e fixar o suporte com a ajuda dos parafusos que vieram na embalagem da ducha higiênica. Depois de terminado o serviço, abrir registro e testar para ver o funcionamento de sua ducha higiênica. Figura 58.1 – Instalação de ducha manual. Observação Caso não tenha sido prevista no banheiro uma saída de água exclusiva para a instalação da ducha higiênica, será necessário que a ducha comprada venha acompanhada de desviador ou, então, comprá-lo a parte. Os desviadores permitem desviar o curso da água, possibilitando, assim, que ela possa ser utilizada por duchas manuais. Nesse caso, pode ser usado o desviador no ponto de saída de água que a leva à caixa de descarga. Norma técnica NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. 59 Como se faz instalação de chuveiro elétrico O chuveiro exige um investimento inicial baixo, gasta menos água em comparação com as duchas acionadas por misturador e sua instalação é mais simples. Apesar desses atrativos, pode ser o vilão dos gastos de energia elétrica dentro de uma residência. Outra desvantagem é a limitação em relação à temperatura e à vazão da água. Para instalar o chuveiro, inicialmente, deve-se abrir o registro e deixar correr bastante água com a finalidade de remover eventuais sujeiras da tubulação. Antes de rosquear o chuveiro na parede (no joelho azul com bucha de latão), deve-se colocar a canopla no tubo horizontal do chuveiro. Em seguida, aplicar fita veda rosca no niple de entrada (aproximadamente seis voltas). Por fim, rosqueia-se o chuveiro com cuidado para não exceder no aperto e danificar joelho da parede. Porém, antes de começar a instalação do chuveiro, é importante tomar algumas precauções com relação à parte elétrica. Primeiramente, deve-se conferir se a tensão elétrica e a potência do aparelho são compatíveis com a fiação e o disjuntor da sua casa, pois o chuveiro necessita de um circuito exclusivo para alimentá-lo. Também é importante desligar o disjuntor geral no quadro de distribuição de circuitos ou o disjuntor correspondente ao circuito do chuveiro. Verificar, ainda, se o registro de água que alimenta o encanamento do chuveiro está devidamente fechado. Na instalação de chuveiros elétricos, devem ser observadas as exigências previstas na NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão. Também é importante seguir as instruções do manual de instalação, pois nele há informações importantes referentes à parte elétrica. 59.1 Instalação de redutor de pressão Além dos cuidados com as instalações hidráulica e elétrica, é sabido que a pressão de água varia em cada imóvel, particularmente, nos edifícios de pavimentos sobrepostos. Se a pressão for muito alta, é indicado realizar a instalação do redutor de pressão, que garantirá a pressão certa para o bom funcionamento do chuveiro. Normalmente, esse item já vem junto com os chuveiros e é instalado na entrada de água do equipamento. É uma peça plástica, parecida com uma peneira, que se encontra na entrada de água do chuveiro. Basta retirar a peça e reinstalar o chuveiro. Sua função é controlar a vazão de saída de água, não permitindo que seja maior do que 10 l/min. No caso de apartamentos em que a pressão é elevada, ou no caso de residências alimentadas pelo sistema direto, é necessário manter o redutor, pois a pressão da água varia muito ao longo do dia e pode danificar o chuveiro. A Lorenzetti, por exemplo, recomenda o uso obrigatório do redutor a partir de 8 m.c.a.¹ Figura 59.1 – Instalação de redutor de pressão. NormaS técnicaS NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão. NBR 15206:2005 – Instalações hidráulicas prediais – Chuveiros ou duchas – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 15704-1:2011 – Registro – Requisitose métodos de ensaio – Parte 1: registros de pressão. Requisitos. NBR 15704-2:2015 – Registro – Requisitos e métodos de ensaio – Parte 2: registros com mecanismos de vedação não compressíveis. Lorenzetti (s.d.). 60 Como se faz instalação de duchas ¹¹ São bastante diversificados os modelos existentes no mercado. A diferença entre as duchas e os chuveiros elétricos é que as duchas apresentam jato concentrado e sem abertura; já os chuveiros têm jato disperso e com certa abertura do jato de água. Os desenhos, formatos e recursos variados chamam a atenção, mas, na hora de escolher uma ducha, é importante lembrar que elas requerem misturadores de água e um sistema de aquecimento (solar, a gás ou elétrico). Ao escolher uma ducha, é importante saber se o modelo é compatível com o projeto de hidráulica (ver no manual do fabricante a pressão exigida e a vazão do aparelho, que corresponde ao volume de água por minuto). Em geral, as duchas exigem uma pressão mínima de 1 m.c.a. Como a pressão de uso varia de acordo com o modelo, deve-se verificar as informações do fabricante. A vazão de água da ducha, ou seja, a quantidade de água que a ducha consome, pode variar de acordo com o modelo escolhido. Os modelos de alta vazão, por exemplo, apresentam grande volume de água dependendo da pressão encontrada no local, que chegam a até 60 l/min. Por conta disso, vários modelos de ducha possuem um sistema de controle de vazão, que limita a quantidade de saída de água de acordo com a necessidade do usuário. É possível reduzir o fluxo em até 70% em alguns casos, o que representa uma enorme economia de água no final do mês. Em algumas duchas existe um dispositivo que “injeta” ar no fluxo de água, que proporciona a mesma sensação de volume, mas com menor gasto. Esse método chega a economizar até 50% em alguns casos. Por isso, recomenda-se a escolha de duchas de vazão econômica ou média. Duchas econômicas costumam variar de 6 a 8 l/min., enquanto duchas médias de 10 a 12 l/min. Se o modelo escolhido for um chuveiro de teto, a escolha deve ser feita ainda na fase de projeto, para que a tubulação seja embutida na laje, sem transtornos. A alimentação das duchas poderá ser apenas com água fria ou com água fria e quente. O ponto de abastecimento deve ficar a 2,20 m do piso acabado, enquanto os dispositivos de comando de fluxo (registros de pressão) devem localizar-se a 1,10 m. O registro à esquerda comanda a água quente; o da direita, a água fria. Antes da instalação, deve-se verificar o diâmetro do ponto de água, se é correspondente ao do cano da ducha. Se for diferente, deve ser usado um adaptador (em geral, o cano deve ser de meia polegada). Depois de selar com fita veda rosca a rosca de entrada de água da ducha, rosquear, no sentido horário, o cano de entrada de água da ducha no ponto de água da parede e o chuveiro no cano correspondente. Deve-se evitar o uso de ferramentas para isso – faça com as próprias mãos até encontrar uma boa resistência. Figura 60.1 – Alguns modelos de duchas. NormaS técnicaS NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15206:2005 – Instalações hidráulicas prediais – Chuveiros ou duchas – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 15704-1:2011 – Registro – Requisitos e métodos de ensaio – Parte 1: registros de pressão. Requisitos. NBR 15704-2:2015 – Registro – Requisitos e métodos de ensaio – Parte 2: registros com mecanismos de vedação não compressíveis. NBR 16749:2019 – Aparelhos sanitários – Misturadores – Requisitos e métodos de ensaio. Aquecenorte (s.d.). 61 Como se faz para melhorar a pressão no chuveiro Uma boa pressão de água é fundamental na hora do banho. A pressão é diretamente proporcional à distância, em altura, do fundo do reservatório até o ponto de saída de água para o chuveiro. Dessa maneira, quanto mais alto for o reservatório, maior será a pressão da água no chuveiro. Para uma boa pressão no ponto de utilização, a distância mínima recomendável da base do reservatório à saída da ducha deve ser de 2,00 m. Além da altura, a localização inadequada do reservatório no projeto arquitetônico também pode interferir na pressão da água nos pontos de utilização. Isso se deve às perdas de carga que ocorrem durante o percurso da água na rede de distribuição. Quanto maior for a perda de carga em uma canalização, menor será a pressão dinâmica nos pontos de utilização e, consequentemente, menor será a pressão no ponto do chuveiro. As perdas de carga poderão ser: distribuídas (ocasionadas pelo movimento da água na tubulação) ou localizadas (ocasionadas por conexões, válvulas, registros etc.). Dessa maneira, deve-se diminuir o número de conexões, além de encurtar o comprimento das canalizações, sempre que possível, caso se pretenda aumentar a pressão no início das colunas e nos pontos de utilização. É importante ressaltar que, independentemente do modelo, a pressão mínima no chuveiro (ducha) deve ser 1 m.c.a. Figura 61.1 – Reservatório distante dos pontos de consumo (˂ pressão no chuveiro). Figura 61.2 – Reservatório distante dos pontos de consumo (solução correta). 61.1 Dicas para melhorar a pressão no chuveiro Localizar o reservatório em uma posição equidistante dos pontos de consumo, reduzindo, consequentemente, as perdas de carga e a altura necessária para compensar essas perdas. Em residências de médio e grande portes, além de encurtar o comprimento das canalizações e reduzir o número de conexões sempre que possível, projetar o reservatório sobre o telhado para compensar as perdas de cargas. Caso a altura do reservatório não seja satisfatória para o atendimento da pressão mínima no chuveiro (1 m.c.a.), deve-se recorrer a equipamentos especiais. Os equipamentos mais indicados para melhorar a pressão do chuveiro são os pressurizadores. Dependendo do modelo, podem ser instalados na rede de distribuição (pressurizador de linha) ou no próprio chuveiro. NormaS técnicaS NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão. NBR 15206:2005 – Instalações hidráulicas prediais – Chuveiros ou duchas – Requisitos e métodos de ensaio. 62 Como se faz instalação de chuveiro pressurizado ¹² Muitas vezes temos problemas de pressurização de água em apenas um ponto da residência, particularmente, no chuveiro. Em situações assim, os chuveiros pressurizados são uma ótima solução. Como foi visto, os pressurizadores são equipamentos que bombeiam a água, de forma que, quando ela chegar nos pontos de utilização (torneiras, chuveiros etc.), ela venha com mais volume e força, por exemplo. Normalmente, são instalados para aumentar a pressão na rede hidráulica de toda a residência. Os chuveiros pressurizados seguem a mesma ideia do pressurizador de linha, porém de uma maneira mais simples. Eles unem o chuveiro com um pressurizador de água, que ficará embutido no equipamento. Em instalações com distância inferior a 1 m entre o chuveiro e a caixa d’água, é comum que a água chegue até o espalhador do chuveiro (parte por onde a água sai) com pouca pressão. Existem diferentes tipos de chuveiro pressurizado, os mais simples com apenas uma intensidade de pressão intermitente, mas outros modelos de chuveiros pressurizados já contam com botão dedicado para desligar a pressão a qualquer momento, enquanto os modelos mais sofisticados com pressurizador elétrico possibilitam regular a intensidade da pressão da água com a mesma funcionalidade do ajuste de temperatura. Para a instalação de qualquer modelo de chuveiro pressurizado, faz-se necessário consultar o manual do fabricante, bem como a contratação de mão de obra especializada. Figura 62.1 – Chuveiro pressurizado. NormaS técnicaS NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão. NBR 15206:2005 – Instalações hidráulicas prediais – Chuveirosou duchas – Requisitos e métodos de ensaio. Lumi Energy (2020). 63 Como se faz limpeza de crivos de chuveiros De acordo com a Tabela 2 – Periodicidades máximas para atividades de manutenção da NBR 5626:2020, a limpeza de crivos de chuveiros, arejadores e peças de utilização (aspectos não estéticos) deve ser feita semestralmente por profissional capacitado. Muitas são as causas que podem levar ao entupimento de crivos de duchas e chuveiros, mas que podem ser evitadas com a prática de procedimentos bastante simples. O chuveiro pode entupir por diversos fatores, como falta de limpeza ou limpeza mal executada do reservatório, encanamentos de ferro muito antigo etc. Em muitas cidades, a água possui uma quantidade de minerais que pode se acumular com o tempo e entupir os pequenos orifícios. Por isso, recomenda-se atentar ao fluxo do chuveiro. Na maioria das vezes, uma limpeza na ducha ou chuveiro – ação que gasta pouquíssimo tempo – poderá resolver satisfatoriamente o problema. Como a ducha não possui nenhuma ligação com sistema elétrico, quase não há problemas com manutenção. Dependendo do modelo do chuveiro, do tipo de instalação hidráulica e elétrica, e também do problema em si, é fundamental a presença do encanador e/ou eletricista. Antes de iniciar os procedimentos, é importante desligar a rede elétrica que abastece a energia para o chuveiro. Caso não tenha um disjuntor separado para isso, deve-se desligar o disjuntor geral da rede. O primeiro passo é soltar a base do chuveiro por onde sai a água, ou seja, aquela cheia de furinhos, girando-a no sentido anti-horário. Essa base geralmente é rosqueada (modelo usado na maioria dos chuveiros convencionais). Porém, é importante firmar bem o chuveiro com a outra mão para evitar que quebre a tubulação de água a qual está conectado. Caso a base não seja rosqueada, é fundamental a leitura do manual do fabricante para saber como ter acesso à parte interna dessa tampa para limpeza. O segundo passo é limpar bem essa tampa tanto do lado interno quanto do externo, usando uma escova de roupas ou de dentes sob água corrente. Na maioria das vezes, esse é o motivo do entupimento, pois as sujidades presentes na água vão se acumulando nos orifícios, bloqueando os pequenos furos e, assim, a passagem da água. Depois que os orifícios forem desobstruídos, a tampa deve ser montada novamente, girando-a agora no sentido horário sem se esquecer de firmar novamente o chuveiro com a outra mão, para evitar a quebra da tubulação. Posteriormente, deve-se abrir o registro de água do chuveiro e verificar se não está vazando em volta da tampa e, principalmente, se a água sai normalmente em fios diretos, sem interrupção ou gotejamento em todos os furos. Se o jato for melhor do que antes e satisfatório, o problema está resolvido. Caso não perceba nenhuma alteração e o entupimento persista, pode ser que a tubulação que alimenta o chuveiro esteja com ar ou entupida. Nesse caso, é imprescindível a presença de um encanador. NormaS técnicaS NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão. NBR 15206:2005 – Instalações hidráulicas prediais – Chuveiros ou duchas – Requisitos e métodos de ensaio. 64 Como se faz remoção de incrustações em tubulações de água potável Uma das principais causas da ocorrência de entupimento em tubulações de água fria e quente nas instalações prediais é a presença de incrustações nas paredes das tubulações. A formação de crostas de sais em tubulações (reduzindo a vazão), chuveiros, aquecedores, dentre outras instalações hidráulicas, é um problema frequentemente observado em situações em que a água transportada pela instalação apresenta elevados teores de cálcio e magnésio dissolvidos (água dura). O tipo mais comum de incrustação que ocorre nas tubulações corresponde a um material predominantemente cristalino, constituído basicamente por carbonato de cálcio (calcita – Ca CO3). A incrustação é formada pela deposição de camadas sucessivas de material aparentemente bastante fino e com coloração variando entre o bege/marrom e o cinza (correspondente aos elementos químicos presentes na água). Quando já existe o problema, a decomposição do carbonato de cálcio (calcita) se faz por meio da ação de ácidos. O ácido clorídrico (HCl) pode dissolver e remover as incrustações presentes no interior das tubulações. Entretanto, o uso dessa alternativa de remoção de incrustações deve ser adequadamente planejado e testado antes da sua implantação, pois os tubos de PVC apresentam elevada resistência aos ácidos. Portanto, todo o sistema hidráulico que estará em contato com a solução ácida deverá ser avaliado quanto à sua resistência. Além disso, o uso desse sistema demanda cuidado no manuseio e necessidade de equipamentos de segurança (luvas, botas, óculos, máscaras, dentre outros). Se ocorrer o entupimento dos crivos da ducha ou do chuveiro por incrustações, o procedimento de limpeza é muito simples: desenroscar a ducha e colocar em uma vasilha. Se for chuveiro elétrico, desligar o disjuntor ou a chave geral de eletricidade para evitar choques. Depois, desenroscar a parte debaixo do chuveiro (em alguns modelos, é necessário desconectar o chuveiro por completo). Colocar água suficiente para cobrir a ducha e ½ copo de vinagre, misturando bem com uma colher. Esperar uma hora no caso de duchas plásticas; modelos de metal só precisam de 20 min. Depois desse tempo, enxugar a ducha. Passar uma escova nos furinhos que ainda estiverem entupidos (usar um clip de papel ou um pequeno arame para remover os resíduos mais resistentes). Figura 64.1 – Incrustação de carbonato de cálcio (vista da superfície do sedimento). Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão. NBR 15206:2005 – Instalações hidráulicas prediais – Chuveiros ou duchas – Requisitos e métodos de ensaio. 65 Como se faz instalação de banheira Existem no mercado diversos modelos de banheira de hidromassagem fabricadas em diversos formatos (retangular, circular, de canto etc.) e dimensões. A localização e a capacidade, especificadas no projeto arquitetônico, são fundamentais para a elaboração do projeto hidráulico. A capacidade da banheira é um dado básico para o dimensionamento correto do boiler de água quente. 65.1 Pontos de água fria e água quente O abastecimento de água nas banheiras quase sempre é realizado com água fria e quente, devendo estas serem equipadas com dispositivo misturador. O ponto de abastecimento de água poderá ser conectado à bica do dispositivo bica-ladrão existente na banheira após verificação e ajustes na posição do ponto de abastecimento de água do local a ser instalada a banheira. Um tubo flexível (não fornecido pelo fabricante), proveniente de um misturador de água quente/fria previamente existente ou instalado para abastecer a banheira, deverá ser conectado ao bocal roscado do dispositivo bica-ladrão. Se for utilizada outra bica (um aquecedor ou um chuveiro), deverá ser fechado o bocal de alimentação do dispositivo bica-ladrão com um plugue de ½” BSP. A rosca BSP, ao contrário da NPT (rosca cônica), é paralela, o que significa que ela pode ser rosqueada até o fim. A rosca BSP é mais utilizada (e recomendada) em instalações residenciais. Sua sigla é a abreviação de British standard pipe. Os pontos de alimentação de água fria e quente devem ficar simétricos, com um espaçamento de 15 cm a 20 cm, sendo o ponto da esquerda convencionado para água quente. A altura dos registros de pressão deve ser de 60 cm acima do piso acabado, dependendo exclusivamente do modelo adotado e do fabricante. Figura 65.1 – Instalação de água fria e água quente em banheira. 65.2 Esgotamento da banheira O esgotamento é realizado a partir da válvula de fundo diretamente para a caixa sifonada. Dependendo do modelo, podem ser fornecidascom dreno convencional (com plug para fechamento manual) ou montadas com dreno “pop- up” (tampa integrada). O ladrão e o dreno da banheira devem ser interligados em uma única tubulação de águas servidas da banheira, que, por sua vez, deverá ser conectada ao ponto de esgoto do local a ser instalada a banheira. Outro detalhe que não deve ser esquecido é a caixa sifonada do banheiro, que precisa ter uma vazão maior para suportar a água e a espuma (provenientes da banheira), que entram no sistema de esgoto. Nesse caso, recomenda-se adotar caixa sifonada com saída de diâmetro de 75 mm. Figura 65.2 – Esgotamento da banheira. 65.3 Cuidados na instalação A banheira deve ficar apoiada sobre o piso pela sua própria base, que já vem incorporada ao corpo da banheira. Na maioria dos modelos, a base da banheira é moldada em material de alta resistência, composto por resina e fibra de vidro, conforme Figura 65.2, ou em estrutura de ferro perfilado, em alguns modelos que necessitam desse tipo de apoio. Apesar da simplicidade da instalação (os modelos já vêm com todo o encanamento interno e a bomba elétrica adequada), a banheira de hidromassagem requer muita atenção, pois o equipamento funciona com água pressurizada e aquecida, duas características que, por si só, demandam mais cuidados. A bomba de hidromassagem, por exemplo, jamais deve ser acionada com a banheira vazia, pois existe o risco de danificar o motor. Também se deve evitar o uso excessivo de conexões, que sempre aumentam as chances de problemas. Para evitar problemas na instalação de qualquer modelo de banheira, é fundamentalmente importante consultar o manual de instruções do fabricante antes de executar as instalações hidráulica e elétrica. NormaS técnicaS NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão. NBR 15704-1:2011 – Registro – Requisitos e métodos de ensaio – Parte 1: registros de pressão. Requisitos. NBR 15704-2:2015 – Registro – Requisitos e métodos de ensaio – Parte 2: registros com mecanismos de vedação não compressíveis. NBR 16749:2019 – Aparelhos sanitários – Misturadores – Requisitos e métodos de ensaio. 66 Como se faz instalação de pia de cozinha Antes de comprar uma pia, é importante verificar as medidas do tampo e a profundidade da cuba, para saber se ela se encaixa no projeto. Se a opção for uma pia com duas cubas, deve-se também optar por torneiras com bica móvel, que se movimentam para os lados. As pias com gabinete,¹³ por exemplo, são muito utilizadas, pois propiciam espaço de armazenamento farto para a cozinha. No entanto, nem sempre as pessoas sabem como fazer a instalação sem danificar o produto. É importante lembrar também que os gabinetes e as pias nem sempre são vendidas juntas e, em muitos casos, é até melhor comprar as peças separadas. Dessa maneira, é possível escolher exatamente o estilo que mais agrada o cliente ou combiná-lo com o projeto da cozinha planejada. 66.1 Instalação de torneiras ¹⁴ Para instalar uma torneira de parede, os pontos de água devem ser mais altos. Isso porque a torneira de bancada fica com as mangueiras ligadas ao ponto sob a bancada, mas a de parede precisa que a água saia direto onde ela será instalada. Quando a torneira for instalada na parede, o ponto de água fria normalmente deve estar entre 1,10 m e 1,15 m de altura acima do piso acabado. Quando a alimentação for de água fria e quente, os pontos deverão apresentar simetria em relação ao eixo da cuba, com um espaçamento de 20 cm. A altura exata desses pontos depende do modelo de torneira escolhido, mas é preciso que a altura de saída da água na torneira fique pelo menos 10 cm ou 15 cm acima da cuba, permitindo o movimento livre das mãos. Com relação à manutenção, a torneira de parede tem uma vantagem em relação à manutenção. A vantagem é que ela não se molha tanto como a torneira de mesa, portanto, sua base não fica tão suja, acumulando umidade. O fato de ficar presa na parede também não dificulta a manutenção em caso de vazamento. Na torneira de bancada, existem também as mangueiras externas, que inclusive podem ser um local a mais para apresentar eventuais vazamentos. Atualmente, as torneiras monocomando são as mais utilizadas para cozinha, pois são as que trazem detalhes modernos e inovadores. Outra característica que difere as torneiras de hoje das torneiras antigas é a presença do arejador. Caso a torneira comprada venha sem essa peça, é possível adquiri-la de forma avulsa. Porém, é importante verificar se o encaixe é compatível com o bocal da sua torneira. Figura 66.1 – Instalação de torneira de parede na cozinha. 66.2 Ponto de esgoto Independentemente do tipo de torneira (parede ou de mesa), o ponto de saída do esgoto sempre fica baixo nas duas situações. A altura do ponto de saída de esgoto é de 50 cm a 55 cm acima do piso acabado. O esgotamento é realizado a partir da válvula de fundo acoplada a um sifão, e deste para uma caixa de gordura nos edifícios térreos, ou tubo de gordura nos edifícios com mais de um pavimento. Figura 66.2 – Ligação da tubulação de esgoto à caixa de gordura. NormaS técnicaS NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 10281:2015 – Torneiras – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 16749:2019 – Aparelhos sanitários – Misturadores – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 14162:2017 – Aparelhos sanitários – Sifão – Requisitos e métodos de ensaio. Deca (s.d.). Dicas de Arquitetura (2019b). 67 Como se faz desentupimento da pia da cozinha ¹⁵ O principal problema são os restos de comida jogados na pia e o excesso de gordura nas tubulações, o que acaba restringindo a passagem da água. Em alguns casos, essa restrição é completa, ou seja, impede totalmente a passagem da água pelo cano. Além da limpeza de louças e panelas, a instalação de válvula na cuba da pia pode evitar a entrada de sólidos (restos de comida) na tubulação de esgoto. Uma primeira tentativa para desentupir o sifão da pia é utilizar um desentupidor comum de borracha. É só deixar a cuba da pia com um pouco de água e fazer pressão com o desentupidor para cima e para baixo para retirar a sujeira. Caso não resolva o problema, deve ser tentado o desentupimento químico ou mecânico com arame. Se for um entupimento leve, daqueles em que a água ainda desce com dificuldade, alguns métodos simples, como refrigerantes à base de cola podem funcionar. Basta despejar lentamente na pia uma garrafa de 2 litros e esperar que o refrigerante aja e ajude a água a descer. Se for um entupimento daqueles em que nada desce, melhor evitar esse método. Outro método caseiro de desentupir a pia da cozinha é com água quente e detergente ou sabão em pó. Depois de ferver 4 l ou 5 l de água, colocar uma quantidade generosa de detergente ou sabão em pó e despejar lentamente no ralo. Se for apenas gordura que está causando o entupimento, isso será suficiente para desentupir a pia. Porém, esse método não é recomendado, pois pode causar danos à tubulação, principalmente se o ramal for da Linha Série Normal (PVC branco). Para evitar possíveis deformações na tubulação, vale alternar água quente e fria, quando a água começar a descer. Se nenhum desses métodos funcionar, é melhor tirar o sifão e lavar bem, retirando toda a sujeira. Ao recolocá-lo, usar uma fita veda rosca para garantir que não vazará. Figura 67.1 – Desentupidor de pia. Observação O ramal de esgoto da pia deve ser ligado a uma caixa de gordura destinada a reter, em sua parte superior, as gorduras, as graxas e os óleos contidos no esgoto, formando camadas que devem ser removidas periodicamente. A limpeza periódica da caixa de gordura evita que esses componentes (gorduras, graxas e óleos) escoem livremente pela rede de esgoto e gerem obstrução.Porto Seguro (2016). 68 Como Se Faz Instalação de máquina de lavar louça As máquinas de lavar louça ainda não são utilizadas no Brasil com tanta frequência como ocorre em outros países. Não obstante, com a aceitação crescente, o consumo de água e de energia nesses equipamentos deve ser objeto de consideração, uma vez que cerca de aproximadamente 18% do consumo de água total em uma residência ocorre na cozinha. Porém, a evolução tecnológica das máquinas de lavar louça também resulta no desenvolvimento de lava-louças mais eficientes e econômicas. Existem vários modelos no mercado. Para a escolha do modelo, é preciso considerar basicamente dois aspectos: onde a máquina será colocada (no chão, sobre a pia ou embutida dentro de armário) e a capacidade que a lava-louças deve ter (número de serviços). Algumas lava-louças possibilitam a programação do início da lavagem com até 24 horas de antecedência, proporcionando mais praticidade e economia. 68.1 Pontos necessários para instalação ¹ Na hora de instalar uma máquina de lavar louças sempre surgem algumas dificuldades, porque ela precisa de alguns pontos na parede para funcionar. 68.2 Ponto de água Para funcionar, a máquina de lavar louças precisa estar ligada por uma mangueira (que vem junto com ela) a um ponto de água. Mas se não existir um ponto na parede (muitas vezes o ponto não é previsto no projeto arquitetônico), ela pode ser conectada a uma torneira existente. Basta trocar a torneira por um modelo duplo, ou seja, que tenha a torneira normal e mais uma segunda parte em que possa ser encaixada a mangueira da lava-louças. A alimentação de água fria deve ser proveniente de uma torneira com bocal de rosca ¾” (19 mm) no qual será rosqueada a mangueira de entrada. A máquina de lavar louças também pode ser conectada à alimentação de água quente da residência, desde que não ultrapasse a temperatura de 60 °C. Caso a temperatura ultrapasse 60 °C, o tempo de lavagem será reduzido em aproximadamente 15 minutos e a eficiência da lavagem será prejudicada. A conexão para água quente deverá seguir o mesmo procedimento utilizado para água fria. 68.3 Ponto de esgoto O esgotamento é feito por meio de um ponto na parede, no qual o cano de escoamento da máquina é encaixado, e essa tubulação leva a água ao esgoto. A extremidade curva da mangueira de saída de água deve estar posicionada em uma altura entre 40 cm e 100 cm em relação ao piso acabado. A canalização para o esgotamento da máquina de lavar louça deverá ser de PVC rígido e o diâmetro nominal do ramal de descarga da máquina deve obedecer às recomendações dos fabricantes. As águas servidas da máquina de lavar louça deverão ser escoadas para uma caixa de gordura, que será ligada a uma caixa de inspeção e posteriormente lançadas à rede coletora de esgoto. 68.4 Ponto de energia A máquina de lavar louças precisa de um ponto exclusivo de energia, ou seja, uma tomada. Isso parece simples, mas pode se tornar um pouco mais complicado caso não tenha sido prevista uma tomada livre de uso específico para a máquina de lavar louças no projeto arquitetônico e de instalações elétricas. Esse ponto deve ser definido pelo arquiteto no layout da cozinha. Se a máquina for ligada em uma tomada qualquer, de forma improvisada, pode sobrecarregar a tomada e o circuito de energia, podendo queimar o aparelho. Então, é preciso ver se existe uma tomada que possa ser usada exclusivamente por ela; se não existir, ela precisa ser adicionada. Observação Por ocasião da elaboração do projeto arquitetônico, é importante a previsão do local exato da instalação da máquina de lavar louça, o que se consegue com a definição do layout do ambiente, acompanhado de um projeto técnico de especificação do produto (alturas da entrada de água e saída do esgoto). Figura 68.1 – Instalação de máquina de lavar louça. NormaS técnicaS NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão. Dicas de Arquitetura (2020). 69 Como se faz instalação de filtro de água em cozinha ¹⁷ Existem vários tipos de filtro de água para a cozinha. A escolha do modelo ideal dependerá dos pontos de água e energia do ambiente, e também da necessidade de cada um. O filtro mais antigo é a versão de bancada, feita normalmente de barro ou cerâmica. Ele fica ligado à parede por uma mangueira, para receber a água. Ou, então, esse reservatório pode ser enchido manualmente com água da torneira, para ser filtrado antes de chegar no copo. Esse tipo de filtro precisa apenas de espaço na bancada. O ponto de água na parede é opcional. O filtro de parede simples não acumula água na parte interna e fica preso diretamente no ponto de saída de água na parede. Ele tem o tamanho bem menor do que um filtro de bancada. A instalação convencional para filtro de parede consta de um registro de pressão instalado a 1,30 m do piso (acima de bancadas de pia) e de uma conexão (cotovelo) entre 2 m e 2,20 m do piso. Na conexão, é instalado o filtro, que existe em diversos modelos no mercado. É importante ressaltar que o purificador de água é diferente do filtro simples por ter a função de gelar a água. E, para fazer isso, ele precisa estar ligado a uma tomada, além do ponto de água. Se não houver um ponto de água na parede nem espaço na bancada, o filtro acoplado à torneira pode ser uma solução. São torneiras que já vêm com um filtro na mesma peça, aproveitando o mesmo ponto de água para abastecer tanto a torneira quanto o filtro. Os filtros de água, comuns na maioria das cozinhas, evoluíram muito com algumas adequações e a integração com a torneira das pias. Figura 69.1 – Instalação convencional para filtro. Dicas de Arquitetura (2019a). 70 Como se faz instalação de ponto de água para geladeira ¹⁸ Algumas geladeiras têm no lado de fora da porta um dispenser de água e gelo. Outras possuem apenas água, e outras oferecem também cubos de gelo que caem direto no copo. Portanto, essa é a solução mais completa e nem precisa de espaço na parede ou na bancada. Por isso, a geladeira com água na porta precisa não só de um ponto elétrico como as geladeiras normais, mas também de um ponto hidráulico. Além da facilidade, esse recurso gera economia, pois a pessoa não vai precisar abrir a porta da geladeira e do freezer quando quiser tomar água gelada. Para fazer a instalação de geladeira com água, o ponto hidráulico deverá estar próximo à geladeira, ter uma torneira ¾”, altura entre 1,2 m e 1,5 m a partir do piso acabado, ter uma pressão de 207 kPa a 400 kPa e que a temperatura da água esteja entre 2 ºC e 43 ºC. Figura 70.1 – Ponto de água para geladeira. Pró Reforma (2019). 71 Como se faz instalação de caixa de gordura em residências É recomendado o uso de caixas de gordura quando os efluentes de esgoto contiverem resíduos gordurosos. A caixa de gordura retém, em sua parte superior, as gorduras, as graxas e os óleos contidos no esgoto, formando camadas que devem ser removidas periodicamente, evitando, dessa maneira, que esses componentes escoem livremente pela rede de esgoto e gerem obstrução. Nas instalações residenciais, é usada para receber esgotos que contenham resíduos gordurosos provenientes de pias de copa e cozinha. Sua utilização é exigida em alguns códigos sanitários estaduais e posturas municipais. No uso corporativo (hospitais, restaurantes, indústrias), sua obrigatoriedade abrange todo o território nacional. Quando o uso da caixa de gordura não for exigido pela autoridade pública competente, sua adoção fica a critério do projetista. Porém, é recomendável sua utilização nas instalações prediais de esgotos sanitários. O código sanitário do estado de São Paulo, por exemplo, obriga a instalação de caixa de gordura e caixa de inspeção em pequenas obras. De acordo com a NBR 8160:1999, para a coleta de apenas uma cozinha pode ser usada a caixa de gordura pequena(CGP) ou uma caixa de gordura simples (CGS). Figura 71.1 – Caixas de gordura. 71.1 Caixa de gordura pequena A CGP é cilíndrica, com as seguintes dimensões mínimas: diâmetro interno de 30 cm; parte submersa do septo de 20 cm; capacidade de retenção de 18 l; diâmetro nominal de saída de 75 mm. 71.2 Caixa de gordura simples A CGS também é cilíndrica, com as seguintes dimensões mínimas: diâmetro interno de 40 cm; parte submersa do septo de 20 cm; capacidade de retenção de 31 l; diâmetro nominal de saída de 75 mm. NormaS técnicaS NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. 72 Como se faz instalação de caixa de gordura em edifícios Em edifícios de pavimentos sobrepostos, os ramais de pias de cozinha devem ser ligados em tubos de queda específicos (tubos de gordura), que conduzirão os efluentes para uma caixa de gordura coletiva, normalmente, localizada no pavimento térreo. Nesses casos, não é permitido o uso de caixas individuais em cada pavimento. Para a coleta de 3 até 12 cozinhas, em edifícios de até três pavimentos, deve ser usada a caixa de gordura dupla (CGD). Para os edifícios com mais de 12 cozinhas, deve ser dimensionada uma caixa de gordura especial. 72.1 Caixa de gordura dupla A CGD também é cilíndrica, com as seguintes dimensões mínimas: diâmetro interno de 60 cm; parte submersa do septo de 35 cm; capacidade de retenção de 120 l; diâmetro nominal de saída de 100 mm. 72.2 Caixa de gordura especial A caixa de gordura especial (CGE) tem forma prismática de base retangular; o volume da câmara de retenção de gordura pode ser obtido pela seguinte fórmula: V = 2N + 20 Em que: V = volume da caixa em litros; N = número de pessoas servidas pelas cozinhas que contribuem para a caixa de gordura no turno em que há maior afluxo. NormaS técnicaS NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. 73 Como se faz instalação de tanque de lavar roupa Existe uma grande variedade de modelos de tanque no mercado. Podem ser de louça, esmaltados, plástico, aço inoxidável etc. Geralmente, os tanques mais procurados são aqueles feitos em cerâmica, já que são mais duráveis e fáceis de limpar. Os tanques, além de seu tamanho e tipo de material, também podem ser diferenciados por sua forma de instalação e seu suporte. O tanque pode ser simples ou duplo, também pode ser de coluna ou com sifão sem coluna – nesses casos, fixados na parede, os tanques de sobrepor e os embutidos em bancadas. Para a instalação, é importante lembrar que, independentemente do tamanho, a instalação deve ser executada com altura entre 80 cm a 90 cm. 73.1 Cuidados na instalação ¹ Entretanto, antes de iniciar a instalação do tanque, é importante verificar no local da instalação (lavanderia ou área de serviço) se o espaço é suficiente e se o ponto entrada de água e de saída de esgoto estão sem obstruções e cabem nas dimensões do tanque escolhido. Geralmente, os tanques de louça são fixados na parede por meio de parafusos com bucha, com uso de furadeira. Ou seja, o tanque geralmente é colocado na parede depois que ela estiver acabada e azulejada. Deve ser observado também se o tanque faz um ângulo reto com a parede de instalação, pois um tanque instalado desalinhado pode fazer com que se acumule água durante o uso em um só dos lados, prejudicando a limpeza. Também é importante garantir a vedação máxima, para evitar vazamentos e outros problemas no tanque. Deve ser utilizada fita veda rosca em todos os pontos de instalação. Para o escoamento, deve-se escolher um vedante de borracha de boa qualidade que seja mais durável. 73.2 Ponto de água Existem dois modelos indicados de torneiras para o tanque: parede e bica alta. O modelo de parede deve ser instalado a 30 cm de altura em relação ao tanque. Normalmente, a altura padrão varia de 1,10 m a 1,20 m do piso acabado. Caso não tenha outra saída de água na lavanderia, é indicado escolher o modelo com saída para máquina de lavar roupas, assim não inutilizará a saída convencional da torneira. 73.3 Ponto de esgoto A altura do ponto de esgoto varia de 0,50 m a 0,60 m do piso acabado. O esgotamento é realizado a partir da válvula de fundo acoplada a um sifão que, por sua vez, é afixado em um tubo de esgoto primário de 50 mm, tendo um joelho de 90º e também de 50 mm sob o chão para redirecionar a água usada para uma caixa de passagem. Quando o tanque for de coluna, desprovido de sifão, a água servida deverá ser direcionada para uma caixa sifonada, com diâmetro de saída de 75 mm, para evitar o refluxo de espuma para dentro do compartimento. Figura 73.1 – Modelos de tanque. NormaS técnicaS NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 10281:2015 – Torneiras – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 16749:2019 – Aparelhos sanitários – Misturadores – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 14162:2017 – Aparelhos sanitários – Sifão – Requisitos e métodos de ensaio. Gtrês (s.d.). 74 Como se faz instalação de máquina de lavar roupa Na elaboração do projeto arquitetônico, o arquiteto deve prever um espaço adequado, normalmente ao lado do tanque, para a instalação da máquina de lavar roupa. A máquina ideal deve ser econômica, silenciosa, segura e fácil de usar. Os diferentes modelos desses equipamentos existentes no mercado devem ser criteriosamente observados, tendo em vista que o espaço físico reservado para a área de serviço sempre é muito pequeno. Além do tanque, deve ser previsto um local adequado para a instalação da máquina de lavar roupa. Embora possuam instalações diferentes, normalmente esses equipamentos ficam próximos um do outro e na mesma parede hidráulica. Isso se deve a alguns aspectos funcionais, como a utilização simultânea dos dois aparelhos na hora de lavar roupa. 74.1 Ponto de água A alimentação da máquina é feita por meio de um ponto na parede, instalado a 90 cm do piso, que possibilita a ligação do tubo de entrada na máquina. Deve ser previsto, na instalação, um registro de pressão, para controle do escoamento e também do bloqueio total da água. Em prédio de apartamento, as construtoras normalmente disponibilizam uma torneira exclusiva para lavadoras de roupa. Porém, se for necessário usar o mesmo fornecimento de água do tanque, é preciso comprar uma rosca de ¾” para encaixar a mangueira do eletrodoméstico. Figura 74.1 – Máquina de lavar roupa. 74.2 Ponto de esgoto As águas servidas da máquina de lavar roupa devem ser despejadas em ramais exclusivos, que serão ligados à caixa de inspeção (no caso de residências) ou ao tubo de queda (no caso de apartamentos). Essa canalização deverá ser sifonada dentro da parede, com conexões, e não deve ter comunicação com nenhuma caixa ou ralo sifonado. Caso contrário, a espuma despejada pela máquina sairá pelas grelhas. É importante ressaltar que a extremidade curva da mangueira de saída de água servida deve estar posicionada a uma altura entre 0,85 m (ou 0,90 m dependendo do modelo da lavadora) a 1,20 m do piso acabado. Abaixo de 0,85 m, a lavadora não completará o nível de água necessário para o seu funcionamento; acima de 1,20 m, não conseguirá escoar a água. O sifão da máquina de lavar roupa também deve ser ventilado. De acordo com a NBR 8160:1999, no caso de edifícios verticais, o tubo de queda deve ser ventilado na cobertura (ventilação primária). Em residências, o sifão deverá ser ventilado por meio de um tubo ventilador conforme mostra a Figura 74.2. Figura 74.2 – Detalhe do sifão da máquina de lavar roupa (ligação à caixa de inspeção). Figura 74.3 – Detalhe do sifão da máquina de lavar roupa (ligação ao tubo de queda). Figura 74.4 – VentilaçãoFigura 2.1 – Sistema de abastecimento direto. Figura 2.2 – Válvula redutora de pressão instalada no cavalete. 2.2 Sistema de distribuição indireto No sistema indireto, adotam-se reservatórios para minimizar os problemas referentes a intermitência ou irregularidades no abastecimento de água e a variações de pressões da rede pública. Nesse sistema, consideram-se três situações, descritas a seguir. 2.2.1 Sistema indireto sem bombeamento Esse sistema é adotado quando a pressão na rede pública é suficiente para alimentar o reservatório superior. O reservatório interno da edificação ou do conjunto de edificações alimenta os diversos pontos de consumo por gravidade; portanto, deve estar sempre a uma altura superior a qualquer ponto de consumo. Obviamente, a maior vantagem desse sistema é que a água do reservatório garante o abastecimento interno, mesmo que o fornecimento da rede pública seja provisoriamente interrompido, o que o torna o sistema mais utilizado em edificações de até dois pavimentos. Figura 2.3 – Sistema de abastecimento indireto sem bombeamento. 2.2.2 Sistema indireto com bombeamento Esse sistema normalmente é utilizado quando a pressão da rede pública não é suficiente para alimentar diretamente o reservatório superior – como em edificações com mais de três pavimentos (acima de 9 m de altura), por exemplo. Nesse caso, adota-se um reservatório inferior, de onde a água é bombeada até o reservatório elevado, por meio de um sistema de recalque. A alimentação da rede de distribuição predial é feita por gravidade, a partir do reservatório superior. Figura 2.4 – Sistema de abastecimento indireto com bombeamento. 2.2.3 Sistema de distribuição misto No sistema de distribuição misto, parte da alimentação da rede de distribuição predial é feita diretamente pela rede pública de abastecimento e parte pelo reservatório superior. Esse sistema é o mais comum e o mais vantajoso em relação aos demais, pois algumas peças podem ser alimentadas diretamente pela rede pública, como torneiras externas e tanques em áreas de serviço ou edícula, situados no pavimento térreo. Nesse caso, como a pressão na rede pública quase sempre é maior do que a obtida a partir do reservatório superior, esses pontos de utilização de água terão mais pressão. Figura 2.5 – Sistema de abastecimento misto. 3 Como se faz medição individualizada de água Antes do início da obra, o construtor deve entrar em contato com a concessionária fornecedora de água local para tomar conhecimento das características técnicas necessárias para a implantação de um sistema interno de automação para medição de água individualizada em condomínios, horizontais ou verticais, residenciais, comerciais e industriais, públicos ou mistos. O sistema consiste na instalação de um hidrômetro no ramal de alimentação de cada unidade habitacional, de modo que seja medido todo o seu consumo, com a finalidade de racionalizar o seu uso e fazer a cobrança proporcional ao volume consumido. 3.1 Obrigatoriedade Aprovada em julho de 2016, a Lei Federal nº 13.312 determina que o uso de medidores individuais de água seja obrigatório em todos os imóveis entregues a partir de 2021. Dessa forma, não teremos mais várias colunas alimentando um apartamento, mas somente uma coluna alimentando vários apartamentos, com medição de água individualizada. 3.2 Vantagens do sistema A medição individual de água em condomínios prediais é importante por várias razões, como: redução do desperdício de água e, consequentemente, do volume efluente de esgotos; economia de energia elétrica, em decorrência da redução do volume bombeado para o reservatório superior; redução do índice de inadimplência; além de facilidade para identificação de vazamentos de difícil percepção. 3.3 Tipos de medição individualizada A medição pode ser feita nos pavimentos com a instalação de um grupo de hidrômetros no hall (área comum) de cada pavimento. Essa é uma das soluções mais adotadas nos edifícios residenciais dotados de SMI, particularmente nos edifícios mais altos. A vantagem dessa solução é que demanda uma instalação hidráulica simplificada, com uma prumada central única na área comum do hall dos apartamentos, onde também estará localizado o grupo de hidrômetros. Nas edificações mais baixas, como em edifícios de até três pavimentos, os projetistas preferem instalar os hidrômetros de todos os apartamentos em um só local, que pode ser em uma área comum interna ou externa ao edifício ou até mesmo na cobertura da edificação, desde que esta seja de fácil acesso. Figura 3.1 – Medição individualizada de água para edifícios de até 3 pavimentos. Figura 3.2 – Medição individualizada normalmente utilizada para edifícios altos. 4 Como se faz instalação de reservatórios industrializados Os reservatórios industrializados normalmente são usados para pequenas e médias reservas (capacidade máxima em torno de 1.000 a 2.000 l). Em casos extraordinários, podem ser fabricados sob encomenda para grandes reservas (principalmente os reservatórios de aço). Os reservatórios pré-fabricados (com capacidade de até 2.000 l) devem ser apoiados sobre bases planas, rígidas e niveladas (preferencialmente de concreto), capazes de resistir aos esforços atuantes e de impedir as consequentes deformações. As furações devem ser feitas somente nos locais recomendados pelo fabricante. Para o procedimento, devem ser utilizadas serras copo compatíveis com os diâmetros dos adaptadores autoajustáveis. Também é importante verificar se o local onde a caixa d’água será instalada é ventilado. Caso o ambiente não seja bem ventilado, deve-se providenciar aberturas no local para melhorar a circulação de ar e evitar a condensação nas paredes da caixa. De modo geral, os reservatórios deverão ser projetados e executados prevendo a instalação dos seguintes itens: limitadores de nível de água, com a finalidade de impedir a perda de água por extravasamento; tubulação de limpeza situada abaixo do nível de água mínimo; extravasor dimensionado de forma que possibilite a descarga da vazão máxima que alimenta o reservatório; deve ser previsto um espaço livre acima do nível máximo de água, adequado para a ventilação do reservatório e colocação dos dispositivos hidráulicos e elétricos. Figura 4.1 – Esquema geral de instalação do reservatório industrializado (caixa d’água). Figura 4.2 – Furação da caixa d’água. (continua) Figura 4.2 – Furação da caixa d’água. (continuação) Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 14799:2018 – Reservatório poliolefínico para água potável – Requisitos. NBR 14800:2018 – Reservatório poliolefínico para água potável – Instalações em obra. 5 Como se faz instalação de reservatório moldado in loco São considerados moldados in loco os reservatórios executados na própria obra. Geralmente são utilizados para médias e grandes reservas e são construídos conjuntamente com a estrutura da edificação, seguindo projeto específico. Normalmente, são encontrados em dois formatos: cilíndrico e paralelepípedo. Os reservatórios de maior capacidade devem ser divididos em dois ou mais compartimentos (interligados por meio de um barrilete), para permitir operações de manutenção sem interrupção na distribuição de água. Outro detalhe importante: o reservatório “moldado in loco” deve ter cantos internos arredondados ou chanfrados e fundo com superfície dotada de ligeira declividade no sentido do bocal ou flange da tubulação de limpeza. Esse detalhe é muito importante, pois facilita a impermeabilização e a operação de limpeza. 5.1 Impermeabilização Alguns cuidados com a impermeabilização também são importantes. A escolha adequada do sistema de impermeabilização é essencial para o bom desempenho do reservatório, sempre de acordo com a NBR 9575:2010 – Impermeabilização – Seleção e projeto. A impermeabilização de reservatórios de concreto armado pode ser feita com manta asfáltica, argamassado sifão da máquina de lavar roupa (instalação em residências). Nota As distâncias (em cm) do ramal de esgoto da máquina de lavar e do sifão em relação ao piso são referências do IPC (International Plubing Code). 74.3 Ponto de energia A tomada para ligação da máquina de lavar roupa deve ser prevista no layout da área de serviço (lavanderia) e no projeto de instalações elétricas. Deve ser evitada a utilização de adaptadores e extensões. Se a tomada estiver muito longe, é preferível contratar um eletricista para fazer as instalações corretamente, de acordo com as instruções do fabricante. NormaS técnicaS NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão. 75 Como se faz desentupimento de ramais na área de serviço Os entupimentos que costumam ocorrer na área de serviço (lavanderia) normalmente são causados por pequenos objetos que entram na tubulação e fiapos de roupa que acabam indo para os canos. Como geralmente esse tipo de entupimento é acidental, não há muito como prevenir. Sendo materiais não orgânicos, o melhor meio para desentupir é com meios físicos, como arame ou mangueira, forçando a passagem da água pela tubulação. Outro problema é a espuma de sabão que, embora seja líquida, pode facilmente solidificar e entupir o ralo da área de serviço. Nesse caso, há poucas soluções preventivas, porque é praticamente impossível não usar sabão; pode-se removê- lo com limpador de esgoto. Quando os ralos não limpos regularmente, eles podem acumular sujeira suficiente para causar um entupimento. A primeira tentativa para desentupir é remover a tampa e retirar manualmente os detritos que se agarram a ele, incluindo fiapos de roupas, sabão e qualquer outra sujeira. Se o ralo ainda estiver entupido, deve ser usado um pequeno desentupidor de banheiro ou cozinha para tentar forçar o entupimento para fora. Adicionar água suficiente ao ralo para cobrir a cabeça do desentupidor e criar sucção. Se o entupimento no ralo foi causado por gordura ou sabão derramar água fervente pelo ralo pode ajudar a remover a sujeira do cano. Se a água quente for ineficaz, despejar uma xícara de bicarbonato de sódio no ralo derramando um pouco mais de água fervente. A água ativará o bicarbonato de sódio, criando um líquido alcalino que pode dissolver o entupimento. Se nenhum desses métodos remover o entupimento, é melhor chamar uma empresa especializada, pois alguns produtos químicos podem danificar o ralo e o ramal de esgoto. 76 Como se faz para evitar o retorno de espuma na caixa sifonada O retorno de espuma normalmente acontece quando o lançamento da água servida da máquina de lavar roupas é feito diretamente na caixa sifonada. Nesse caso, para se certificar de que o problema está no ralo, deve-se observar se imediatamente após o despejo da máquina de lavar roupa ocorre o retorno de espuma pelo ralo. Em geral, as máquinas de lavar roupas e louças possuem uma vazão de descarte instantânea maior e com mais pressão de lançamento. Um ramal subdimensionado de 40 mm para esgotamento dessas máquinas pode acarretar transborde de água do desconector no piso. Para máquinas de lavar roupas, a norma define o diâmetro mínimo de 50 mm para o esgotamento. Para evitar o retorno de espuma na caixa sifonada em áreas de serviço de residências térreas, as águas servidas da máquina de lavar roupa devem ser despejadas em ramal exclusivo, que deverá ser ligado à caixa de inspeção. Em pavimentos sobrepostos, o ramal da máquina deverá ser ligado ao tubo de queda. Essa canalização deverá ser sifonada dentro da parede, com conexões, e não deve ter comunicação com nenhuma caixa ou ralo sifonado, a não ser que eles possuam tampa cega com saída de 75 mm. Atualmente, existe no mercado um dispositivo chamado “antiespuma”, que geralmente são especificados para os ralos projetados nas áreas de serviço. Trata- se de um dispositivo que bloqueia o retorno do ralo ou caixa sifonada, permitindo a captação de água no local onde está instalado (veja Seção "Como se faz escolha de ralos"). NormaS técnicaS NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. 77 Como se faz para evitar retorno de espuma em pavimentos sobrepostos Em edifícios de múltiplos pavimentos (pavimentos sobrepostos) é muito comum a ocorrência de retorno de espuma quando a ligação do ramal é realizada próxima ao pé da coluna, isto é, na área de maior pressão de impacto, causando um possível retorno da espuma para os andares localizados em cotas mais baixas. O retorno de espuma no tanque e na pia da cozinha dos primeiros pavimentos de um edifício se deve pelo fato de as ligações estarem todas em uma única prumada, em regiões de ocorrência de sobrepressão (zonas de sobrepressão). Uma das formas para solucionar o problema é o desligamento do ramal de esgoto do ralo sifonado do tubo de queda original e a ligação em um novo tubo de queda, devidamente ventilado, a ser instalado. 77.1 Zonas de sobrepressão Quando ocorre o retorno da espuma, deve-se verificar se a ligação dos ramais de esgoto com as colunas estão nas áreas de sobrepressão definidos no item 4.2.4.3 da norma NBR 8160:1999, conforme mostra a Figura 77.1 (zonas de sobrepressão). As ligações dos ramais de esgoto das áreas de serviço do 1º e 2º pavimentos devem ser ligadas em tubo de queda independente. Figura 77.1 – Zonas de sobrepressão (NBR 8160:1999). Figura 77.2 – Ligação do 1º e 2º pavimentos em tubos de queda independentes. NormaS técnicaS NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. 78 Como se faz instalação de válvula de retenção ² A válvula de retenção é muito utilizada para evitar o retorno nas instalações prediais de esgoto e águas pluviais, principalmente nos casos de inundações, enchentes, refluxo das marés, entupimentos ou, ainda, vazões elevadas nos períodos de fortes chuvas. Além de impedir o refluxo de esgotos públicos, ela também impede o acesso de animais roedores no interior das residências. Trata-se de um dispositivo mecânico que permite somente a passagem do fluido em determinado sentido e exerce seu bloqueio no sentido oposto. A válvula de retenção trabalha automaticamente, movimenta-se por meio do próprio fluido, dispensando interferências de operadores ou demais ações externas, o que a torna extremamente confiável para utilização. Ela possui um anel de borracha para vedação da tampa, o que impede a liberação de mau cheiro, e pode trabalhar a uma temperatura de 45 ºC em regime não contínuo. Se o coletor predial da edificação tem diâmetros maiores do que 100 mm, deve- se usar válvula de retenção de esgoto compatível com o diâmetro da tubulação. Observação A válvula deve ser instalada de forma nivelada. O próprio corpo da válvula possui um desnível em sua geometria para garantir um escoamento perfeito. Por esse motivo, não é preciso fazer a instalação da tubulação com declividade. Outra recomendação importante é sobre a orientação existente no produto relacionada ao sentido do fluxo, já que existe no corpo da válvula uma seta que indica qual é o sentido de escoamento. Figura 78.1 – Válvula de retenção. NormaS técnicaS NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. Krona (2017). 79 Como se faz para evitar o mau cheiro em banheiros e áreas de serviço Um dos fatores que causam o mau cheiro nos ralos dos banheiros e da área de serviço é o retorno de gases provenientes do esgoto pelo encanamento. Toda instalação de esgoto tem que ser ventiladapara o escoamento dos gases para a atmosfera (veja Seção "Como se faz Ventilação da instalação de esgoto"). A falta desse complemento pode causar mau cheiro em ambientes da residência, particularmente, no banheiro e na área de serviço. O mau cheiro nesses locais pode ter diversas causas: ausência ou desconector (sifão) inadequado, rompimento do fecho hídrico dos desconectores, ausência ou vedação inadequada da saída da bacia sanitária e ausência ou ventilação incorreta do sistema de esgoto, em desconformidade com NBR 8160:1999. Figura 79.1 – Mau cheiro em ralo, bacia sanitária e sifão. 79.1 Fecho hídrico dos desconectores Um dos principais fatores que causam o mau cheiro nos ralos dos banheiros e da área de serviço é o retorno de gases provenientes dos encanamentos de esgoto devido ao rompimento do fecho hídrico dos desconectores. É muito comum ocorrer o mau cheiro em ambientes quando o fecho hídrico de um desconector atingir altura inferior a 50 mm. Figura 79.2 – Fecho hídrico de sifão. Observação Segundo a NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgotos sanitários, deve ser assegurada a manutenção do fecho hídrico mediante as solicitações impostas pelo ambiente, como: evaporação, tiragem térmica, ação do vento, variações de pressão o uso propriamente dito (sucção e sobrepressão). 79.2 Vedação da saída da bacia sanitária Quando ocorre mau cheiro na bacia sanitária, a causa mais provável é a ausência ou vedação inadequada da saída da bacia sanitária. Nesse caso, deve ser verificado se a junta entre a saída da bacia sanitária com a tubulação de esgoto está incorreta. Se for confirmada a incorreção, deve ser instalado vedação para saída de bacia sanitária ou anel de vedação. Figura 79.3 – Anel de vedação para bacia sanitária. 79.3 Caixas de inspeção e de gordura antigas Se as caixas de passagem (esgoto) e de gordura estiverem apresentando mau cheiro, provavelmente devem estar com sistema ineficiente de vedação das tampas. As caixas de inspeção (gordura) mais tradicionais, de alvenaria ou concreto, costumam apresentar esse problema com o passar do tempo, pois é muito comum a ocorrência de trincas ou quebras em suas tampas de concreto. A solução definitiva, nesses casos, é substituir as caixas de inspeção e de gordura de alvenaria pelas modernas caixas múltiplas (pré-fabricadas). NormaS técnicaS NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. 80 Como se faz ventilação da instalação de esgoto Toda instalação de esgoto deve ser ventilada por meio de um tubo ventilador para possibilitar a entrada de ar da atmosfera para o interior das instalações de esgoto e vice-versa, com a finalidade de protegê-las contra possíveis rupturas do fecho hídrico dos desconectores (sifões). A falta desse complemento pode causar mau cheiro em ambientes da residência (banheiro, cozinha e área de serviço). O subsistema de ventilação de esgoto sanitário predial é composto por duas formas de ventilação: ventilação primária e ventilação secundária. A ventilação primária é proporcionada pelo ar que escoa pelo núcleo do tubo de queda, o qual é prolongado até a atmosfera, constituindo a tubulação de ventilação primária. Já a ventilação secundária, segundo a NBR 8160:1999, é composta, basicamente, por ramais e colunas de ventilação que interligam os ramais de descarga ou de esgoto à ventilação primária ou que são prolongados até a cobertura. Com relação a execução da ventilação, deve ser verificado: a ligação do ramal de ventilação ao ramal de esgotos, sobre a tubulação (nunca ao lado ou sob a mesma); a distância de um desconector à conexão com o tubo ventilador ao qual estiver ligado deve ser 1,20 m para ramal de esgoto com DN 50, 1,80 m para ramal de esgoto com DN 75 e 2,40 m para ramal com DN 100; o ponto de inserção do ramal de ventilação com a coluna de ventilação, no mínimo 15 cm acima do nível de transbordamento da água do mais alto dos aparelhos a ele conectado; a posição dos tubos ventiladores, com o mínimo de 0,30 m acima de qualquer cobertura (laje ou telhado) e se estiver a menos de 4,00 m de distância de mezaninos ou portas, deverá elevar-se 1,00 m acima da respectiva verga. Figura 80.1 – Sistema de ventilação em edifícios de pavimentos sobrepostos. Observação Para impedir a entrada de folhas, água de chuva e outros tipos de obstrução na coluna de ventilação, a Tigre oferece os “terminais de ventilação,” fabricados nos diâmetros de 50, 75 e 100 mm. Esses dispositivos dispensam a colocação de cotovelos com telas de proteção nas extremidades das colunas de ventilação. NormaS técnicaS NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgotos sanitários. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. 81 Como se faz ligação do ramal de ventilação à coluna de ventilação A ligação do ramal de ventilação a uma coluna de ventilação (tubo ventilador primário) deve ser feita por meio de uma alça de modo a impedir o acesso de esgoto sanitário ao interior dele. O ramal de ventilação deve ser instalado com aclive mínimo de 1%, de modo que qualquer líquido que porventura nela venha a ingressar possa escoar totalmente, por gravidade, para dentro do ramal de descarga ou de esgoto em que o ventilador tenha origem. Não pode ser feita ligação direta e em nível de tubo ventilador secundário em coluna de ventilação, sem a presença de alça de ventilação com altura adequada.De modo geral, o ramal de ventilação deve sempre iniciar em um ponto entre o desconector (caixa sifonada) e o ramal primário de esgoto sanitário. Como foi visto, o ramal de ventilação deve ser ligado a uma coluna 15 cm, ou mais, acima do nível de transbordamento da água do mais alto dos aparelhos sanitários, excluindo-se os que despejam em ralos ou caixas sifonadas de piso. Porém, esse é o maior problema existente nas instalações de esgotamento sanitário: poucos instaladores colocam o ramal de ventilação do esgoto em seu ponto correto e fazem a “alça de ventilação” com uma altura adequada. Figura 81.1 – Ligação do ramal de ventilação à coluna de ventilação (alça de ventilação). NormaS técnicaS NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgotos sanitários. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. 82 Como se faz instalação de válvula de admissão de ar (vaa) A válvula de admissão de ar (VAA) tem como função permitir a entrada de ar na tubulação de ventilação do esgoto, substituindo as colunas e os ramais de ventilação secundária. Com a utilização da VAA é possível equalizar a pressão interna do sistema de esgoto, com a finalidade de preservar os fechos hídricos do sistema sanitário. Assim, os fechos hídricos exercem a sua função de não permitir a saída de gases, odores ou líquidos para os ambientes. A VAA deve ser instalada verticalmente em lugares que possuam ventilação, como interior de shafts, forros e sancas, gabinetes embutidos na alvenaria ou de forma aparente (sempre respeitando a ventilação renovável mínima de 20 cm²). A tubulação de esgoto vertical do ramal em que a VAA for instalada deve ter o diâmetro igual ou maior do que o diâmetro da VAA. A válvula deve ser instalada 10 cm acima do fecho hídrico mais alto do ramal da tubulação. É permitida a instalação em locais em que a temperatura esteja entre 0 °C e 60 °C. Figura 82.1 – Instalação de válvula de admissão de ar em gabinete de lavatório. Figura 82.2 – Instalação de válvula de admissão de ar em forro. 83 Como se faz previsão de forro para instalações em pavimentos sobrepostos Nas instalações em edifícios de múltiplos pavimentos (pavimentos sobrepostos), o forro de gesso ou similar, eliminando os antigos rebaixos em lajes, é fundamental para a qualidade de um projeto, pois simplifica a execução, diminui a carga da estrutura, reduz custos e facilita a manutençãoposterior. Na elaboração do projeto arquitetônico de residências assobradadas ou de pavimentos sobrepostos, é muito comum não se pensar nas instalações de esgoto. Essa falta de previsão acarreta a diminuição do pé-direito dos ambientes localizados sob essas instalações e a consequente colocação de forros rebaixados. Os fluidos de esgoto são escoados por gravidade e necessitam de um tubo de queda para transportá-los para a parte térrea da edificação. Portanto, se um sanitário for projetado sobre uma sala de grandes dimensões, é evidente que a tubulação de esgoto terá um percurso maior sob a laje, até encontrar um pilar ou uma parede mais próxima para sua descida. Nesse caso, coloca-se forro na sala inteira, para esconder o ramal dessa tubulação, aumentando, dessa maneira, os custos da obra, além de diminuir o pé-direito previsto em projeto. Por essa razão, deve-se estudar com muito cuidado o posicionamento dos compartimentos sanitários localizados nos pavimentos superiores das edificações. Geralmente, não ocorrem problemas com relação ao pé-direito dos banheiros e demais compartimentos dos pavimentos tipos de edifícios, porque os compartimentos são sobrepostos, com previsão de forros rebaixados. Porém, é muito comum se esquecer do forro no pavimento térreo e no último pavimento. Figura 83.1 – Pé direito em sala sob banheiro. Na elaboração do projeto arquitetônico, por ocasião da previsão de um forro, deve haver espaço disponível para a passagem de tubulações de hidráulica, ar- condicionado, instalação de luminárias e de outros sistemas. A altura do forro é determinada considerando-se as dimensões de vigas e espaços ocupados pelos sistemas de serviço. De modo geral, os ambientes das habitações deverão apresentar altura mínima de pé-direito compatíveis com as necessidades humanas. 83.1 Pavimento térreo Em edifícios de múltiplos pavimentos, além da previsão de forro sob as áreas molhadas, nos pavimentos tipo, deve-se prever um pé-direito maior no pavimento térreo em função dos desvios dos tubos de queda e subcoletores de esgoto, pois o pavimento térreo geralmente é diferente do tipo. Em algumas edificações, como edifícios comerciais, hospitais etc., em função da manutenção periódica das instalações, o arquiteto deve adotar shafts horizontais ou interpavimentos técnicos (justificável apenas em alguns locais específicos). 83.2 Último pavimento No último pavimento tipo de um edifício, costumam ser esquecidas as tubulações de esgoto e águas pluviais do terraço e da piscina localizados na cobertura. Nesse caso, deve ser previsto um pé-direito maior do pavimento, para a colocação de forros necessários para a passagem dessas tubulações. Figura 83.2 – Previsão de forro no pavimento térreo e no último pavimento. Figura 83.3 – Pavimentos técnicos de manutenção. 84 Como se faz detecção de vazamentos ²¹ Os vazamentos costumam ser causa de muitas dores de cabeça, seja em edificações residenciais, ou em ambientes de trabalho. Nem sempre, contudo, eles são fáceis de identificar. O primeiro indício de que está ocorrendo um vazamento nas instalações de água de uma edificação é o aumento injustificável dos valores do consumo de água. Existem dois tipos de vazamentos: os visíveis e os não visíveis. 84.1 Vazamentos visíveis Consideram-se vazamentos visíveis aqueles facilmente detectados pelos usuários do sistema, como os que ocorrem em pontos de utilização, principalmente em torneiras, duchas e chuveiros. Podem ocorrer também em conexões ou trechos de tubulações aparentes. 84.2 Vazamentos não visíveis Denominam-se vazamentos não visíveis aqueles dificilmente detectados pelos usuários, como os que ocorrem em tubulações enterradas ou embutidas em pisos ou paredes e nos reservatórios enterrados. Nesse grupo, consideram-se também os decorrentes de erros de projeto e/ou execução. A primeira tentativa para descobrir um vazamento oculto é através do hidrômetro. Para fazer essa conferência, os registros de gaveta na parede devem ficar abertos, as torneiras devem permanecer sempre fechadas. Depois de desligar os equipamentos que utilizam água anotar o número que aparece no hidrômetro. Ao invés de anotar o número, pode também só marcar a posição do ponteiro maior do relógio de água. Passada uma hora, observe se o número ou o ponteiro se alterou. Caso isso tenha acontecido, é sinal de que existe um vazamento na construção. 84.2.1 Indícios de vazamentos em tubulações embutidas Manchas de umidade com aspecto esponjoso ou descolorido nos revestimentos de paredes e pisos; som de escoamento de água quando nenhum ponto de utilização está aberto; presença de vegetação em juntas de assentamento de pisos externos, o sistema de recalque fica continuamente ligado etc. 84.2.2 Aparelhos utilizados para detecção de vazamentos Haste de escuta; geofonia eletrônica em paredes; geofonia eletrônica em piso; correlação de ruídos; inspeção com vídeo câmera; Figura 84.1 – Detecção de vazamentos com haste de escuta. Figura 84.2 – Detecção de vazamentos por geofonia eletrônica em paredes. Figura 84.3 – Detecção de vazamentos por geofonia eletrônica em piso. Outra forma de identificar vazamentos é a inspeção com vídeo câmera. Esse sistema permite inspecionar, por meio de imagens, tubulações de toda diversidade. Sejam de água, esgoto ou águas pluviais. O diagnóstico por imagem evita danos à tubulação e a estrutura da construção. Além de possíveis vazamentos, através do sistema de vídeo câmera, é possível detectar obstruções, entupimentos recorrentes, localizar caixas de inspeção ocultas, bem como determinar o traçado das tubulações em edificações sem projeto hidrossanitário. NormaS técnicaS NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. Gonçalves apud Prado (2000). 85 Como Se Faz Reparos em tubos e conexões unidos por juntas soldáveis Os tubos e as conexões unidos por solda (juntas soldáveis) são recomendados para instalações permanentes, que não serão mexidas por longos anos e podem ser facilmente reparadas com as conexões “luvas de correr”. Para resolver problemas que ocorrem nos tubos em consequência de pequenos acidentes (furos por pregos ou furadeiras) ou vazamentos em juntas mal executadas, são utilizadas luvas de correr. 85.1 Procedimento para o reparo Cortar o pedaço do tubo que está apresentando vazamento (pode retirar uma parte bem maior do que onde está trincado). Figura 85.1 Comprar um tubo novo e cortar um pedaço para substituir o que foi removido. Utilizando-se de luvas de correr e lubrificante, encaixar as luvas no pedaço de tubo novo. Figura 85.2 Inserir o pedaço novo no lugar em que ele deve ficar e escorregar as luvas para fazer uma junção os tubos que já estão instalados. Figura 85.3 NormaS técnicaS NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. 86 Como Se Faz Escolha e aplicação do adesivo plástico O adesivo plástico é usado para unir tubos a conexões por meio da soldagem a frio. A Tigre tem disponível na opção em frasco ou bisnaga, tanto incolor quanto azul.O adesivo azul permite conferir se a soldagem foi realizada. O “adesivo plástico comum” é usado em soldagens de tubos e conexões de pequenos diâmetros (até 50 mm). O adesivo plástico “extra forte”, devido à sua cura mais lenta e por ser 25% mais resistente às solicitações do que o adesivo comum, é indicado para utilização de soldagens em grandes diâmetros (acima de 60 mm). Quando mal aplicado, com secagem prematura, o adesivo também pode comprometer a qualidade da soldagem. Esse problema pode ser potencializado pela falha na ancoragem da conexão. Quando acontece uma falha de soldagem, deve-se refazer a junta soldável aplicando corretamente a solução preparadora e o adesivo plástico para PVC. 86.1 Procedimento de aplicação Não são necessárias ferramentas especiais para a aplicação do adesivo; basta utilizar trincha ou o próprio bico aplicador docaixas de inspeção deverão estar localizadas preferencialmente em áreas não edificadas. Pode ser de concreto, alvenaria ou plástico. Quanto à forma, pode ser prismática, de base quadrada ou retangular, de lado interno mínimo de 60 cm, ou cilíndrica, com diâmetro mínimo de 60 cm. De acordo com a NBR 8160:1999, os desvios, as mudanças de declividade e a junção de tubulações enterradas devem ser feitos mediante o emprego de caixas de inspeção. A distância entre dois dispositivos de inspeção não deve ser superior a 25 m. Nas tubulações aparentes, é recomendável a instalação de conexões com “visitas de inspeção” sempre que houver conexões com outra tubulação, mudança de declividade e mudança de direção. Figura 90.1 – Caixa de inspeção em alvenaria. Observação Os comprimentos dos trechos dos ramais de descarga e de esgoto de bacias sanitárias, caixas de gordura e caixas sifonadas, medidos entre os mesmos e os dispositivos de inspeção, não devem ser superiores a 10 m. Em prédios com mais de dois pavimentos, as caixas de inspeção não devem ser instaladas a menos de 2,0 m de distância dos tubos de queda que contribuem para elas. A profundidade mínima da primeira caixa de inspeção de esgoto é função do diâmetro da tubulação de entrada e de saída e da declividade da tubulação de entrada. A profundidade máxima da caixa de inspeção de esgoto é variável, em função da declividade dos subcoletores, não devendo ser superior a 1 m. 91 Como se faz instalação de caixa pré-montada É uma caixa de plástico desenvolvida pela Tigre, que pode ser utilizada como caixa de gordura, de inspeção e de águas pluviais. De acordo com o fabricante, o produto consiste em kits com componentes intercambiáveis, que, em função da necessidade da instalação, podem ser montados para uso de qualquer uma das três versões. As caixas já vêm pré-montadas, bastando completar com tampa ou grelha e com prolongadores, se necessário. Para a montagem, basta encaixar as peças por meio das juntas elásticas. Figura 91.1 – Caixas pré-montadas. Fonte: Manual Técnico Tigre. 91.1 Vantagens das caixas pré-montadas Por ser fabricada em PVC, não sofre ataque químico do esgoto sanitário; é facilmente adaptável a qualquer tipo de terreno; possui isolamento que impede a passagem de odores; fácil acabamento com o piso, pois o formato quadrado das tampas facilita o acabamento para qualquer tipo de piso (cimentado, cerâmico, pavimentado); permite ligação em desnível (por meio de prolongadores podem ser criadas entradas em alturas diferentes das demais ligações); profundidade ajustável (de 1 cm em 1 cm, a partir de prolongadores sem entrada); é fácil transportar em função da leveza do material; fácil de limpar (a superfície lisa não gera incrustação de gordura e impurezas). Observação Além dessas vantagens, as juntas elásticas previnem contra vazamentos de esgoto para o solo (que podem poluir os lençóis de água e fazer o solo ceder) e garantem que a água do solo não entre na caixa, como acontece em regiões com nível do lençol de água muito elevado – litoral, por exemplo. NormaS técnicaS NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. 92 Como se faz instalação de caixas coletoras de águas pluviais É uma caixa detentora de areia e/ou inspeção, que permite a interligação de coletores e a limpeza e desobstrução das canalizações. Também devem ser executadas sempre que houver mudança de direção, diâmetro e declividade nas redes coletoras. As caixas deverão ter: seção circular de 0,60 m de diâmetro ou quadrada de 0,60 m de lado, no mínimo, e profundidade máxima de 1 m. As caixas de inspeção também podem ser pré-fabricadas, de plástico (por exemplo, a “caixa múltipla” - desenvolvida pela Tigre). Figura 92.1 – Caixa de inspeção de águas pluviais. 92.1 Caixa de areia A caixa de areia é utilizada quando ocorre a possibilidade de arrastamento de lama e de areia para a tubulação; caso contrário, utiliza-se a caixa de inspeção. Figura 92.2 – Caixa de areia em alvenaria. 92.2 Caixas separadoras de óleo e graxa Em algumas edificações, como postos de serviço de lavagem e lubrificação de veículos, bem como em garagens, as águas utilizadas não podem escoar diretamente nas redes públicas. Nesses casos, há necessidade de instalar caixas separadoras do óleo, da graxa e da lama, evitando o despejo nos coletores públicos, o que certamente provocaria sérios problemas ambientais. Figura 92.3 – Caixa separadora de óleo e graxa. 93 Como se faz instalação de calha semicircular No detalhamento de coberturas e cortes da edificação, é necessário o detalhamento do sistema de captação e escoamento das águas pluviais. Por essa razão, deve-se dimensionar as calhas e os condutores verticais no projeto arquitetônico. As calhas e os condutores (verticais e horizontais) devem suportar a vazão de projeto, calculada a partir da intensidade de chuva adotada para a localidade e para certo período de retorno (número médio de anos em que, para a mesma duração de precipitação, determinada intensidade pluviométrica é igualada ou ultrapassada apenas uma vez). Conhecendo-se a intensidade pluviométrica e a área de contribuição de vazão, a vazão de projeto pode ser calculada pela seguinte fórmula: Em que: Q = vazão de projeto em l/min.; I = intensidade pluviométrica, em mm/h; A = área de contribuição de vazão, em m². Figura 93.1 – Tipos de calhas. 93.1 Dimensionamento de calhas semicirculares A NBR 10844:1989 fixa a capacidade, em litros por minuto, de calhas semicirculares, usando coeficiente de rugosidade n = 0,011 (PVC), para alguns valores de declividade. A vazão da calha deve ser sempre maior do que a vazão de projeto: Q calha > Q projeto Tabela 93.1 – Capacidade de calhas semicirculares Diâmetro interno (mm) Declividades 0,5% 1% 2% 100 130 183 256 125 236 333 466 150 384 541 757 200 829 1.167 1.634 Fonte: NBR 10844:1989. Observação Os valores da tabela foram calculados utilizando-se a fórmula de Manning-Strickler, com lâmina de água igual à metade do diâmetro interno. Figura 93.2 – Mudanças de direção na calha. Tabela 93.2 – Coeficientes multiplicativos de vazão de projeto Tipo de curva Curva a menos de 2 m da saída da calha Curva entre 2 m e 4 m da saída da calha Canto reto 1,20 1,10 Canto arredondado 1,10 1,05 NormaS técnicaS NBR 10844:1989 – Instalações prediais de águas pluviais. 94 Como se faz instalação de calha de seção retangular de chapa galvanizada Os elementos do sistema construtivo possuem diferentes dilatações, principalmente por serem feitos de diferentes materiais (metais, alvenarias, concreto, madeiras etc.). Por essa razão, a calha de chapa galvanizada não deve ser embutida diretamente na alvenaria, mas fixadas de forma que tenham uma livre dilatação. Se forem embutidas na alvenaria, poderá acontecer o estouro do reboco, gerando um caminho para entrada de água e a ocorrência de diversas patologias. Figura 94.1 – Instalação de calha de seção retangular de chapa galvanizada. 94.1 Pré-dimensionamento de calha de seção retangular As calhas não são destinadas a conduzir água de um ponto a outro, mas, sim, receptáculos das águas da superfície dos telhados e conduzindo-as imediatamente aos tubos de queda. Portanto, para o pré-dimensionamento de calha de seção retangular, confeccionada de chapa galvanizada (tipo mais usado nas edificações, por ser de fácil fabricação), é perfeitamente dispensável a aplicação de fórmulas da hidráulica. As calhas também podem ser dimensionadas por meio de tabelas e ábacos que, evidentemente, foram calculados por fórmulas a partir de hipóteses quanto à precipitação. A seguir, apresenta-se, de forma simplificada, o dimensionamento de calha de seção retangular em função do comprimento do telhado. Figura 94.2 – Dimensões da calha. Tabela 94.1 – Dimensões da calha em função do comprimento do telhadoComprimento do telhado (m) Largura da calha (m) Até 5 0,15 5 a 10 0,20 10 a 15 0,30 15 a 20 0,40 20 a 25 0,50 25 a 30 0,60 Fonte: Melo e Azevedo Netto (1988). Observação Entende-se como comprimento do telhado a medida na direção do escoamento da água. Quando houver dois telhados contribuindo para a mesma calha, os comprimentos de ambos deverão ser somados. 95 Como se faz instalação de condutores verticais de águas pluviais Os condutores verticais deverão ser posicionados conforme a indicação do projeto arquitetônico, podendo ser aparentes (externamente) ou embutidos na alvenaria. Devem ser projetados, sempre que possível, em uma só prumada. Quando houver necessidade de desvio, devem ser usadas curvas de 90° de raio longo ou curvas de 45° e previstas peças de inspeção. A ligação entre a calha e o condutor vertical deverá ser feita por meio de funil especial ou caixa específica para essa finalidade. Quando a ligação entre a calha e o condutor vertical for uma ligação vertical, deve ser prevista a colocação de ralos hemisféricos na extremidade superior do condutor vertical. Quando a ligação entre a calha e o condutor vertical for do tipo horizontal, deve ser prevista a colocação de grelha plana na saída da calha. Deverão ser previstas peças com inspeção próximas e à montante das curvas de desvio, inclusive no pé dos condutores verticais, mesmo quando houver caixa de captação logo após a curva de saída. Os materiais mais comuns na fabricação dos tubos, de maiores aplicações, são o PVC e o ferro fundido (geralmente utilizado nas tubulações aparentes e sujeitas a choques). É importante ressaltar que os tubos e as conexões de PVC podem ser expostos ao sol sem nenhum risco de perder sua resistência à pressão hidrostática interna. Entretanto, a ação dos raios ultravioletas do sol provocará descoloração (perda de pigmento) das peças. Essa ação provocará um “ressecamento” da superfície externa dos tubos e das conexões e eles ficarão mais suscetíveis a rompimento por impactos externos. Dispostas dessa maneira, em curto prazo, as tubulações expostas perdem a resistência mecânica, podendo apresentar vazamentos com maior facilidade. Por essa razão, o ideal é evitar que os tubos de PVC fiquem expostos diretamente ao sol e às intempéries, pois assim sua vida útil será muito menor. Figura 95.1 – Condutor vertical de águas pluviais. 95.1 Pré-dimensionamento de condutores verticais As condições hidráulicas de funcionamento dos condutores verticais não são perfeitamente conhecidas, pois, normalmente, tem-se uma mistura de ar e água escoando nesse elemento. Dada a complexidade dos ábacos, e na ausência de um critério rigoroso para o - dimensionamento dos condutores, apresenta-se como sugestão um critério simplificado que correlaciona a área do telhado com a seção do condutor. Esse critério foi sugerido por Lucas Nogueira Garcez no livro Elementos de Engenharia Hidráulica e Sanitária (1976). Tabela 95.1 – Área máxima de cobertura para condutores de seção circular Diâmetro (mm) Vazão (l/s) Área do telhado (m²)Chuva 150 mm/h 50 0,57 14 75 1,76 42 100 3,78 90 125 7,00 167 150 11,53 275 200 25,18 600 Fonte: Garcez (1976). Nota Para o pré-dimensionamento, fixa-se o diâmetro e determina-se o número de condutores em função da área máxima de telhado que cada diâmetro pode escoar. NormaS técnicaS NBR 10844:1989 – Instalações prediais de águas pluviais. 96 Como se faz escoamento das águas pluviais por gravidade Os níveis projetados da edificação devem ser convenientemente estudados com relação ao escoamento das águas pluviais por gravidade. As águas pluviais normalmente são conduzidas pelos condutores horizontais à sarjeta da rua, em frente do lote. Para garantir o escoamento rápido das águas pluviais, um terreno de 30 m de comprimento, por exemplo, precisa ter no fundo pelo menos 30 cm a mais do que a altura da calçada, que correspondente a 1% de declividade. Quando não são estudados convenientemente os níveis do terreno, acaba-se comprometendo a ligação dos condutores horizontais de águas pluviais, sendo até necessário, em alguns casos, o bombeamento das águas de chuva de pontos localizados abaixo do nível da rua. Essa solução sempre é desaconselhável em vista de seu custo e de sua manutenção. O funcionamento do sistema é muito simples: as águas pluviais são conduzidas pelos condutores horizontais para uma caixa coletora situada no ponto mais baixo do terreno. As caixas coletoras de águas pluviais deverão ser independentes de caixas coletoras de esgoto sanitário e providas de instalações de bombeamento compostas cada uma de, pelo menos, duas unidades, sendo uma para reserva. Deverão ser especificadas bombas apropriadas para água suja, do tipo vertical ou submersível, providas de válvula de retenção e de registros de fechamento em separado para cada unidade e de preferência com acionamento automático e por motor elétrico. Figura 96.1 – Redes coletoras de drenagem pluvial. 96.1 Condutores horizontais de águas pluviais Para o dimensionamento dos condutores horizontais de seção circular, em regime de escoamento livre (não afogado e por gravidade), emprega-se a fórmula de Manning-Strickler, com altura de lâmina d’água igual a ⅔ do diâmetro interno do tubo. Figura 96.2 Tabela 96.1 – Capacidade dos condutores horizontais de seção circular (vazões em l/min.) Diâmetro interno (mm) (n = 0,011): PVC, cobre,alumínio e fibrocimento (n = 0,012): Ferro fundido,concreto liso 0,5% 1% 2% 50 32 45 75 95 133 100 204 287 125 370 521 150 602 847 200 1.300 1.820 250 2.350 3.310 300 3.850 5.380 96.2 Importância da declividade Os condutores horizontais de águas pluviais devem ser projetados, sempre que possível, com declividade uniforme, com valor mínimo de 0,5%. NormaS técnicaS NBR 10844:1989 – Instalações prediais de águas pluviais. 97 Como se faz aproveitamento de água pluvial para usos domésticos não potáveis O sistema predial de aproveitamento de água pluvial para usos domésticos não potáveis é formado pelos seguintes subsistemas ou componentes: captação, condução, tratamento, armazenamento, tubulações sob pressão, sistema automático ou manual de comando e utilização. Entende-se por usos domésticos não potáveis aqueles que não requerem características de qualidade tão exigentes quanto à potabilidade, como: a descarga de bacias sanitárias e mictórios, a limpeza de pisos e paredes, a rega de jardins, a lavagem de veículos e a água de reserva para combate a incêndio. O funcionamento do sistema é muito simples: as águas pluviais são captadas por meio de calhas, passam por um filtro que separa as impurezas da água de chuva e seguem para a cisterna ou para o reservatório subterrâneo. Após a desinfecção, são bombeadas para um reservatório independente, que deve conter extravasor, dispositivo de esgotamento, cobertura, inspeção, ventilação e segurança, conforme NBR 12217:1994, além de ser equipado com um sistema de válvula solenoide, conforme NBR 15527:2007. O sistema de válvula solenoide consiste em uma válvula acionada eletricamente e comandada por uma boia de nível, que permite a entrada de água tratada da rede pública quando o nível mínimo no reservatório pluvial for atingido. Recomenda-se adotar como nível mínimo o valor correspondente a 30% da capacidade do reservatório. Desse modo, os vasos sanitários não deixam de ser abastecidos em casos de falta de chuva ou em casos em que a demanda de água for superior à capacidade de coleta do sistema. Quando for utilizado o sistema de válvula solenoide, também é preciso adotar dispositivos que impeçam a conexão cruzada. Para isso, recomenda-se projetar o reservatório de água potável acima do reservatório de água pluvial, de modo a possibilitar a realimentação por gravidade, sendo que o tubo de realimentação deve estar 5 cm acima do reservatório pluvial. Caso o projeto arquitetônico não permita a elevação do reservatório de água potável em relação ao reservatório de água pluvial, é possível realizaressa realimentação com o uso de bomba. Figura 97.1 – Sistema predial de aproveitamento de água pluvial para usos domésticos não potáveis. Figura 97.2 – Sistema de realimentação do reservatório de águas pluviais por gravidade com válvula solenoide. Figura 97.3 – Sistema de realimentação do reservatório de águas pluviais com bombas e válvula solenoide. Observação Sempre que houver reúso das águas pluviais para finalidades não potáveis, inclusive quando destinado a lavagem de veículos ou áreas externas, deverão ser atendidas as normas sanitárias vigentes e as condições técnicas estabelecidas pelo órgão municipal responsável pela Vigilância Sanitária, visando: evitar o consumo indevido, definindo sinalização de alerta padronizada a ser colocada em local visível ao ponto de água não potável e determinando os tipos de utilização admitidos para a água não potável; garantir padrões de qualidade de água apropriados ao tipo de utilização previsto, definindo os dispositivos, processos e tratamentos necessários para a manutenção dessa qualidade; impedir a contaminação do sistema predial destinado à água potável proveniente da rede pública ou de sistema particular, sendo terminantemente vedada qualquer comunicação entre esse sistema e o sistema predial destinado à água não potável. NormaS técnicaS NBR 10844:1989 – Instalações prediais de águas pluviais. NBR 12217:1994 – Projeto de reservatório de distribuição de água para abastecimento público – Procedimento. NBR 15527:2019 – Aproveitamento de água de chuva de coberturas para fins não potáveis – Requisitos. 98 Como se faz instalação hidráulica de piscina Existem várias maneiras de executar ou instalar uma piscina. Podemos destacar as piscinas construídas in loco (de concreto armado ou alvenaria estrutural) e as pré-fabricadas (de fibra de vidro e vinil). A casa de máquinas deve situar-se o mais próximo possível do tanque e em nível inferior ao da água da piscina. Esse posicionamento evita o emprego de tubulações extensas, proporcionando menor custo na construção e escorvamento automático das bombas. A norma que estabelece os requisitos e parâmetros para projeto, construção, instalação e segurança no uso e operação aplicáveis a todos os tipos de piscinas é a NBR 10339:2018 – Piscina – Projeto, execução e manutenção. A piscina pode ser abastecida com água proveniente de qualquer fonte. A NBR 10818:2016 – Qualidade da água de piscina – Procedimento, estabelece os requisitos mínimos para que a qualidade da água de piscina garanta sua utilização de maneira segura, sem causar prejuízo à saúde e ao bem-estar do usuário. Para manter a limpeza e a recirculação da água da piscina, é indispensável um sistema hidráulico com motobomba e filtro. Além desses dois equipamentos, faz-se necessário incluir ao sistema hidráulico equipamentos como ralos de fundo, bocais de aspiração e de retorno, skimmer, registros, tubos e conexões. O sistema hidráulico básico da piscina é composto pelos elementos apresentados a seguir. 98.1 Tubulações e acessórios de aspiração Nesse grupo encontram-se os ralos de fundo, bocais de aspiração e o skimmer. Os ralos de fundo têm a função de aspirar as águas mais profundas da piscina. Normalmente, utilizam-se dois, afastados pelo menos 1,50 m (distância de segurança contra aspiração do cabelo das pessoas. Se fosse só um único ralo de fundo, a força de aspiração seria máxima, dificultando a saída da vítima). Os bocais de aspiração têm a função de aspirar as águas mais rasas. Já o skimmer tem a função de aspirar as impurezas e sujidades da superfície (gordura corporal, cabelos, fluidos corporais etc.). O sistema de aspiração leva toda a água aspirada pela bomba para o filtro. 98.1.1 Filtro Quando chega ao filtro, a água passa pelo processo de filtragem (normalmente são filtros de areia) e assim retorna para a piscina. 98.2 Tubulações e acessórios de retorno São os bocais de retorno e têm a função de levar a água filtrada para a piscina. Também é comum utilizar acessórios decorativos (golfinhos que jorram a água de retorno, por exemplo). 98.2.1 Dreno O dreno tem a função de fazer o descarte da água da piscina. A depender do município, pode ser lançado na rede de esgoto ou águas pluviais. NormaS técnicaS NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão. NBR 10339:2018 – Piscina – Projeto, execução e manutenção. NBR 10818:2016 – Qualidade da água de piscina – Procedimento. Figura 98.1 – Instalação hidráulica de piscina. 99 Como se faz aquecimento em piscinas Existem várias maneiras de se aquecer a água de uma piscina. O aquecimento pode ser a gás, solar, elétrico e de bombas por troca de calor, que funcionam com energia elétrica. Embora exista grande diferença com relação à fonte de energia, o esquema hidráulico desses sistemas de aquecimento é bem parecido: uma bomba hidráulica leva a água da piscina até o elemento aquecedor, de onde retorna aquecida. O controle de temperatura é feito por meio de sensores que fazem o sistema ser acionado e desligado, mantendo o aquecimento no nível desejado. A potência necessária para o aquecimento da água pode variar, por exemplo, de acordo com a região em que a piscina está instalada, se ela está em ambiente interno ou externo, se a piscina está “enterrada” ou em local com laje. A área da superfície da água também deve ser levada em consideração, pois é a via pela qual se dá a maior parte da perda de temperatura. Quanto às instalações, normalmente utiliza-se PVC e polipropileno. 99.1 Aquecimento da piscina por energia solar No sistema de aquecimento solar, a água é bombeada para dentro dos coletores, que transmitem o calor captado do sol, aquecendo-a. Os coletores solares são geralmente instalados no chão, com inclinação e direção que busquem a melhor exposição ao sol. Como o desempenho do sistema está diretamente relacionado à condição do tempo ensolarado, costuma-se empregar um sistema auxiliar, como bombas de troca de calor ou aquecedores a gás. A quantidade e o tamanho dos coletores dependem da área de superfície da piscina. Conforme a região do país e orientações de projeto, o dimensionamento pode variar de 50% a 120% da área da piscina para a área coletora. Ou seja, uma piscina com 100 m² de área pode demandar de 50 m² a 120 m² de coletores. Figura 99.1 99.2 Aquecimento da piscina com trocador de calor Segundo o manual técnico da Sodramar, o trocador de calor é um equipamento mecânico cujo funcionamento consiste basicamente na retirada de calor do ar ambiente, transferindo-o para a piscina por meio de um sistema frigorífico semelhante ao de um ar-condicionado residencial. É um equipamento mais caro de se manter devido ao custo com energia elétrica que é gerada, porém a piscina poderá ser aquecida inclusive pela noite. O trocador de calor deve ser instalado ao ar livre, pois o equipamento precisa captar o ar de ambientes externos. O equipamento não pode ser instalado em ambientes confinados e sem circulação de ar. O equipamento também deve ser posicionado em um local plano e, se possível, longe de janelas e portas, pois o funcionamento do trocador de calor gera ruídos. Caso o nível do eixo da tubulação de saída de água quente do trocador esteja abaixo do nível máximo de água dentro da piscina, deve-se instalar uma válvula de retenção. A instalação hidráulica deve conter três registros principais: um na tubulação de entrada do trocador, outro na de saída – esses dois registros são fundamentais, pois, se precisar retirar o trocador para fazer uma manutenção, basta fechá-los – e um registro de by-pass, que possibilita o funcionamento normal da piscina (sem aquecimento) e com recirculação de água, nas situações de manutenção do equipamento. Figura 99.2 – Aquecimento da piscina com trocador de calor. NormaS técnicaS NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de águafria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão. NBR 10339:2018 – Piscina – Projeto, execução e manutenção. NBR 10818:2016 – Qualidade da água de piscina – Procedimento. Referências bibliográficas AMANCO. Catálogos de produtos. AMANCO. Linha predial. São Paulo, 2015. Disponível em: http:// assets.production.amanco.com.br.s3.amazonaws.com/uploads/galleryasset/file/1/CATALOGO_LINHA_PREDIAL_2015.pdf. Acesso em: 24 jun. 2016. AMORIM, S. V.; FUGAZZA, A. E. (Col.). Incidência de falhas em sistemas prediais: estudo de caso. In: IV Congresso Iberoamericano de Patologia das Construções; VI Congresso de Controle de Qualidade. Porto Alegre, Anais, p.21-24 out. 1997. AMORIM, S. V. Instalações prediais hidráulico-sanitárias: desempenho e normalização. Dissertação (Mestrado). Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo. São Carlos, 1989. ARAÚJO, E. de A. Patologias em instalações prediais. In: Curso de Instalações Hidráulicas, 2012. São Paulo: Amanco, 2012. AIDAR, F. H. O incômodo ruído das instalações hidráulicas. Revista Téchne. São Paulo, n. 35, p. 38-42, jul./ago. 1988. BOTELHO, M. 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NBR 10818:2016 – Qualidade da água de piscina – Procedimento. NBR 10844:1989 – Instalações prediais de águas pluviais. NBR 11306:1990 – Registro de PVC rígido, para ramal predial – Especificação. NBR 11720:2010 – Conexões para união de tubos de cobre por soldagem ou brasagem capilar – Requisitos. NBR 12170:2017 – Materiais de impermeabilização – Determinação da potabilidade da água após o contato. NBR 12217:1994 – Projeto de reservatório de distribuição de água para abastecimento público – Procedimento. NBR 13103:2020 – Instalação de aparelhos a gás – Requisitos. NBR 13206:2010 – Tubo de cobre leve, médio e pesado, sem costura, para condução de fluidos – Requisitos. NBR 14013:2015 – Aquecedores instantâneos de água e torneiras elétricas – Determinação da potência elétrica – Métodos de ensaio. NBR 14014:2016 – Aquecedores instantâneos de água e torneiras elétricas – Determinação do incremento máximo de temperatura. NBR 14015:2016 – Aquecedores instantâneos de água e torneiras elétricas – Determinação do consumo de energia elétrica. NBR 14162:2017 – Aparelhos sanitários – Sifão – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 14799:2018 – Reservatório poliolefínico para água potável – Requisitos. NBR 14800:2018 – Reservatório com corpo em polietileno, com tampa em polietileno ou em polipropileno, para água potável de volume nominal até 3.000 l (inclusive) – Transporte, manuseio, instalação, operação, manutenção e limpeza. NBR 14800:2018 – Reservatório poliolefínico para água potável – Instalações em obra. NBR 14931:2004 – Execução de estruturas de concreto – Procedimento. NBR 15206:2005 – Instalações hidráulicas prediais – Chuveiros ou duchas – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 15345:2013 – Instalação predial de tubos e conexões de cobre e ligas de cobre – Procedimento. NBR 15491:2010 – Caixa de descarga para limpeza de bacias sanitárias – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 15526:2012 – Redes de distribuição interna para gases combustíveis em instalações residenciais – Projeto e execução. NBR 15527:2019 – Aproveitamento de água de chuva de coberturas para fins não potáveis – Requisitos. NBR 15569:2020 – Sistema de aquecimento solar de água em circuito direto – Requisitos de projeto e instalação. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 15577:2018 – Agregados. As partes 1 a 7 oferecem um guia para avaliação e prevenção da reatividade potencial no uso de agregados em concreto, fenômeno que pode originar fissuras ou deformações estruturais. NBR 15704-1:2011 – Registro – Requisitos e métodos de ensaio – Parte 1: registros de pressão. NBR 15704-2:2015 – Registro – Requisitos e métodos de ensaio – Parte 2: registros com mecanismos de vedação não compressíveis. NBR 15705:2009 – Instalações hidráulicas prediais– Registro de gaveta – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 15747-1:2009 – Sistemas solares térmicos e seus componentes – Coletores solares. Parte 1: requisitos gerais. NBR 15784:2017 – Produtos químicos utilizados no tratamento de água para consumo humano – Efeitos à saúde – Requisitos. NBR 15813-1:2018 – Sistemas de tubulações plásticas para instalações prediais de água quente e fria. Parte 1: tubos de polipropileno copolímero random PP-R e PP-RCT – Requisitos. NBR 15857:2011 – Válvula de descarga para limpeza de bacias sanitárias — Requisitos e métodos de ensaio. NBR 15939-1:2011 – Sistemas de tubulações plásticas para instalações prediais de água quente e fria — Polietileno reticulado (PE-X). Parte 1: requisitos e métodos de ensaio. NBR 15939-2:2011 – Sistemas de tubulações plásticas para instalações prediais de água quente e fria — Polietileno reticulado (PE-X). Parte 2: procedimentos para projeto. NBR 16057:2012 – Sistema de aquecimento de água a gás (SAAG) – Projeto e instalação. NBR 16305:2014 – Aparelhos elétricos fixos de aquecimento instantâneo de água – Requisitos desempenho e segurança. NBR 16676:2018 – Sistemas de selagem de eixos para bombas centrífugas e rotativas. NBR 16727-1:2019 – Bacia sanitária. Parte 1: requisitos e métodos de ensaio. NBR 16728-2:2019 – Tanques, lavatórios e bidês. Parte 2: procedimento para instalação. NBR 16749:2019 – Aparelhos sanitários – Misturadores – Requisitos e métodos de ensaio. Sites pesquisados AEC. Projeto hidráulico. Disponível em: https://www.aecweb.com.br/revista/materias/projeto-hidraulico-ou-a-busca-da- excelencia/1826 Acesso em: 5 jul. 2021 AQUECENORTE. A ducha ideal: tudo que você precisa saber antes de comprar uma pro seu aquecedor a gás. s.d. Disponível em: https://aquecenorte.com.br/blog/a-ducha-ideal/. Acesso em: 2 jan. 2021. CELITE. Saiba como instalar bacias com caixa acoplada da Celite. s.d. Disponível em: https://www.celite.com.br/blog/saiba-como-instalar-bacias-com- caixa-acoplada-da-celite/. 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Disponível em: https://www.vivadecora.com.br/pro/curiosidades/tipos- de-sifao/. Acesso em: 2 jan. 2020. Cover Page Como se faz Agradecimento Palavras iniciais Como se faz instalação de unidade de Medição de Água (UMA) Como se faz abastecimento da rede predial de distribuição de água Como se faz medição individualizada de água Como se faz instalação de reservatórios industrializados Como se faz instalação de reservatório moldado in loco Como se faz dimensionamento de reservatórios Como se faz limpeza de reservatório Como se faz proteção contra refluxo de água Como se faz ventilação de coluna de distribuição Como se faz teste de estanqueidade nos sistemas hidrossanitários Como se faz instalação de sistema elevatório Como se faz dimensionamento de bomba centrífuga Como se faz manutenção de bombas centrífugas Como se faz escolha dos materiais utilizados para condução de água potável Como se faz escolha dos materiais utilizados para condução de esgoto Como se faz instalações enterradas Como se faz instalações suspensas e aparentes Como se faz instalações embutidas dentro de paredes ou pisos (não estruturais) Como se faz instalações embutidas em elementos estruturais Como se faz travessias de vigas Como se faz para evitar tensionamentos nas instalações Como se faz para evitar dilatação e contração térmica das tubulações Como se faz para evitar a incidência de ar em tubulações de água fria e quente Como se faz para medir a pressão no ponto de utilização de água Como se faz controle da pressão no sistema predial de água fria e quente Como se faz O cálculo da pressão dinâmica Como se faz instalação de pressurizadores Como se faz manutenção de pressurizadores Como se faz instalação de válvula redutora de pressão (VRP) Como se faz manutenção de válvula redutora de pressão (VRP) Como se faz prevenção e atenuação do golpe de aríete Como Se Faz Controle dos níveis de ruídos em instalações prediais Como se faz instalação de aquecedor elétrico Como se faz instalação de aquecedor a gás Como se faz instalação de aquecedores de passagem Como se faz instalação de aquecedores de acumulaçãopolimérica ou cristalização integral por pintura, membranas elastoméricas de acrílico e poliuretano, entre outros métodos. Todo reservatório de água com sistema de impermeabilização deve apresentar ensaios que comprovem que não alteram a potabilidade da água. A norma brasileira tem um método, por meio da NBR 12170:2017 – Materiais de impermeabilização – Determinação da potabilidade da água após o contato, que ensaia a água após o contato com o impermeabilizante. A água resultante também deve atender à Portaria nº 2.914/11, do Ministério da Saúde (MS). Figura 5.1 – Reservatório moldado in loco. 5.2 Dimensões do reservatório moldado in loco A quantidade de água que o reservatório receberá deve estar de acordo com o projeto do empreendimento, assegurando uma reserva de emergência e de incêndio nas células instaladas dentro do reservatório (veja a Seção “Dimensionamento de reservatórios”). Para estabelecer as dimensões de um reservatório moldado in loco, utiliza-se a fórmula: V = A × h Em que: V = volume = capacidade do reservatório (m³) A = área do reservatório (m²) h = altura do reservatório (m) 5.2.1 Cuidados na hora da execução O reservatório deve ter uma forma geométrica e volumetria que favoreça o contínuo fluxo de mistura por igual da água, não permitindo zonas de estagnação que comprometam seu equilíbrio de potabilidade. Cabe ao encanador (bombeiro hidráulico) a preparação e o posicionamento das peças de adaptação antes da concretagem. Deve-se tomar cuidado após a concretagem, pois a remoção ou o acréscimo de tubulações é de extrema dificuldade. É importante verificar a posição e a bitola dos tubos a serem concretados com o reservatório; observar se as roscas desses tubos estão em perfeito estado, untadas em óleo mineral e protegidas com plásticos. Tubos leves, como PVC ou cobre, não devem ser concretados diretamente ao reservatório. Após a concretagem, cura e remoção de formas, deve-se proceder à limpeza do reservatório antes de sua impermeabilização. Normas técnicas Não existem normas técnicas da ABNT que tratem, especificamente, dos reservatórios de concreto. Dessa forma, as referências que apoiam a execução dos reservatórios moldados in loco, particularmente os reservatórios de concreto armado, estão nas seguintes normas técnicas: NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 6118:2014 – Projeto de estruturas de concreto – Procedimento. NBR 9575:2010 – Impermeabilização – Seleção e projeto. NBR 6118:2014 – Procedimento para projeto de estruturas de concreto. NBR 14931:2004 – Execução de estruturas de concreto – Procedimento. NBR 15577:2018 – Agregados. As partes 1 a 7 oferecem um guia para avaliação e prevenção da reatividade potencial no uso de agregados em concreto, fenômeno que pode originar fissuras ou deformações estruturais. NBR 12170:2017 – Materiais de impermeabilização – Determinação da potabilidade da água após o contato. 6 Como se faz dimensionamento de reservatórios A capacidade dos reservatórios deve ser estabelecida levando-se em consideração o padrão de consumo de água no edifício e – onde for possível obter informações – a frequência e duração de interrupções do abastecimento. Os reservatórios deverão ser dimensionados de modo a garantir o abastecimento contínuo e adequado (vazão e pressão) de toda a edificação. De acordo com a NBR 56226:2020 – Sistema prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção, o volume de água reservado para uso doméstico deve ser, no mínimo, o necessário para 24 horas de consumo normal do edifício, sem considerar o volume de água para combate a incêndio. 6.1 Consumo diário Na ausência de critérios e informações, para calcular o consumo diário de uma edificação, utilizam-se tabelas apropriadas: verifica-se a taxa de ocupação de acordo com o tipo de uso do edifício e o consumo per capita (por pessoa). Para o dimensionamento de reservatórios domiciliares, adota-se em média: 150 a 200 litros/dia/pessoa. O consumo diário (Cd) pode ser calculado pela seguinte fórmula: Cd = P × q Em que: Cd = consumo diário (litros/dia); P = população que ocupará a edificação; q = consumo per capita (litros/dia). 6.1.1 Reserva mínima No caso de residência pequena, recomenda-se que a reserva mínima seja de 500 litros. 6.1.2 Reserva máxima Para o volume máximo, recomenda-se que sejam atendidos dois critérios: garantia de potabilidade da água nos reservatórios no período de detenção médio em utilização normal; atendimento à disposição legal ou ao regulamento que estabeleça volume máximo de reservação. Observação Em alguns casos, tendo em vista a intermitência do abastecimento da rede pública, e na falta de informações, é recomendável dimensionar reservatórios com capacidade suficiente para dois dias de consumo. Essa capacidade é calculada em função da população e da natureza da edificação. Norma técnica NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. Tabela 6.1 – Taxa de ocupação de acordo com a natureza do local Natureza do local Taxa de ocupação Residências e apartamentos Duas pessoas por dormitório Bancos Uma pessoa por 5,00 m² de área Escritórios Uma pessoa por 6,00 m² de área Lojas (pavimento térreo) Uma pessoa por 2,50 m² de área Lojas (pavimento superior) Uma pessoa por 5,00 m² de área Shopping centers Uma pessoa por 5,00 m² de área Museus e bibliotecas Uma pessoa por 5,50 m² de área Salões de hotéis Uma pessoa por 5,50 m² de área Restaurantes Uma pessoa por 1,40 m² de área Teatro, cinemas e auditórios Uma cadeira para cada 0,70 m² de área Tabela 6.2 – Consumo predial diário (valores indicativos) Prédio Consumo (litros/dia) Alojamento provisório 50 a 80 per capita Ambulatórios 20 a 25 por atendimento Apartamentos sem individualização 95 a 160 per capita Apartamentos com individualização 75 a 125 per capita Apartamentos de luxo 165 a 280 per capita Cinemas e teatros 1 a 2 por lugar Creches 40 a 50 per capita Edifícios públicos ou comerciais 30 a 50 per capita Escolas com período integral 35 a 55 per capita Escolas (internatos) 70 a 120 per capita Escolas por período 17 a 27 per capita Escritórios e consultórios (médicos, dentistas etc.) 30 a 50 per capita Garagens 30 a 50 per capita Hotéis (sem cozinha e sem lavanderia) 80 a 120 por hóspede Hotéis (com cozinha e com lavanderia) 200 a 300 por hóspede Jardins (rega) 1 a 2 por m² Lavanderias 30 por kg de roupa seca, 1.700 por máquina de lavar Mercados 3 a 5 por m² de área Oficinas de costura 30 a 50 per capita Orfanatos, asilos, berçários 70 a 120 per capita Postos de serviços para automóveis 100 a 150 por veículo Quartéis 70 a 120 per capita Residências 70 a 120 per capita Residência de luxo 120 a 210 per capita Restaurantes e outros similares 15 a 40 por refeição, 20 a 26 por m² Templos 0,5 a 1 por lugar Padarias (com refeição) 100 a 300 por empregado Padarias (sem refeição) 30 a 220 por empregado Fonte: Norma Técnica SABESP NTS 181. Como se faz limpeza de reservatório Um dos principais inconvenientes do uso dos reservatórios, além do custo adicional, é de ordem higiênica, pela facilidade de contaminação, principalmente para os usuários que se localizam próximos a locais específicos da rede de distribuição, como pontas de rede, onde, em geral, a concentração de cloro residual é, muitas vezes, inexistente. Em geral, a localização imprópria do reservatório, a negligência do usuário em relação à sua conservação, a falta de cobertura adequada e de limpezas periódicas são os principais fatores que contribuem para a alteração da qualidade da água no sistema predial. Observação De acordo com a NBR 5626:2020 – Sistema prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção, a potabilidade da água no sistema predial deve ser monitorada periodicamente. A limpeza do reservatório deve ser feita pelo menos duas vezes ao ano, para garantir a potabilidadeda água, a qual pode ser veículo direto ou indireto para transmissão de doenças. 7.1 Procedimento de limpeza A limpeza e a desinfecção dos reservatórios devem obedecer aos requisitos estabelecidos no “Anexo F – Procedimento de limpeza e desinfecção do sistema de água fria e quente” da NBR 5626:2020. A seguir apresenta-se em ordem sequencial como se faz a limpeza de reservatório: A Figura 7.1 – Interromper o abastecimento de água para o reservatório. B Figura 7.2 – Bloquear a saída do reservatório ou barrilete quando o nível mínimo operacional for atingido, de modo a evitar a descida de sujidades e resíduos para a rede de distribuição predial. C Figura 7.3 – Escoar a água do reservatório, inclusive a água da reserva técnica de incêndio, caso exista, até que o nível de fundo do reservatório seja atingido. Observação Em reservatórios superiores, realizar a limpeza de uma câmara por vez. D Figura 7.4 – Esfregar as paredes do reservatório para remover mecanicamente as sujidades e eventual biofilme. Não utilizar sabão, detergente e produtos químicos semelhantes. E Figura 7.5 – Manter a saída do reservatório ou do barrilete bloqueada e reabastecer novamente o reservatório com água potável. F Nota É necessário que todo produto químico utilizado atenda à legislação vigente e à NBR 15784:2017 – Produtos químicos utilizados no tratamento de água para consumo humano – Efeitos à saúde – Requisitos. Figura 7.6 – Adicionar solução de substância que proporcione uma concentração de cloro livre de 1,0 mg/L. G Figura 7.7 – Agitar a solução para homogeneizar a mistura. Umedecer as paredes e o teto do reservatório com a solução. Repetir a operação três vezes, em intervalos de 30 min. Esvaziar o reservatório. H Figura 7.8 – Abrir o registro de bloqueio da alimentação do reservatório, permitindo o abastecimento de água. Enxaguar as paredes laterais da caixa com a água que está abastecendo o reservatório. Escoar o restante da água do reservatório. Limpar a parte interna da(s) tampa(s) do reservatório. I Figura 7.9 – Abrir o registro do sistema de distribuição. Coletar amostras da água para constatação da sua potabilidade. Caso necessário, o procedimento deve ser repetido. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 14800:2018 – Reservatório com corpo em polietileno, com tampa em polietileno ou em polipropileno, para água potável de volume nominal até 3.000 l (inclusive) – Transporte, manuseio, instalação, operação, manutenção e limpeza. NBR 15784:2017 – Produtos químicos utilizados no tratamento de água para consumo humano – Efeitos à saúde – Requisitos. Como se faz proteção contra refluxo de água De acordo com a NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção: “devem ser tomadas medidas de proteção contra o refluxo de água considerada servida, não potável ou de qualidade desconhecida, para preservar a potabilidade da água da fonte de abastecimento nos pontos de suprimento e de utilização dos sistemas prediais de água fria e água quente”. Os pontos de utilização que, de alguma forma, possam estar sujeitos à condição de conexão cruzada, devem ser protegidos contra o refluxo. Segundo a norma, deve ser prevista uma proteção localizada contra o refluxo em cada ponto de utilização e de suprimento de água, constituída por dispositivo de prevenção ao refluxo instalado em local o mais próximo possível do ponto de utilização ou de suprimento (veja Seção "Ventilação de coluna de distribuição"). A separação atmosférica padronizada constitui o recurso mais efetivo de prevenção ao refluxo, representadas na Figura 8.1, considerando os valores mínimos indicados na tabela. Figura 8.1 – Separação atmosférica padronizada. Fonte: NBR 5626:2020. Norma técnica NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. 9 Como se faz ventilação de coluna de distribuição De acordo com a NBR 5626:2020, “em edifícios de múltiplos pavimentos alimentados a partir de reservatório superior, além da separação atmosférica padronizada no reservatório, cada coluna de distribuição deve dispor de meio capaz de admitir ar por ocasião de seu esvaziamento e de expulsar durante o enchimento, assim como expulsar bolhas segregadas que se formam naturalmente com o sistema em operação”. É importante ressaltar que a solução adotada não pode criar trechos de estagnação de água. A operação do registro de fechamento da coluna de distribuição não pode impedir a atuação do recurso adotado como meio de proteção localizada. O ponto de junção do tubo ventilador ou de válvula ventosa de duplo efeito com a coluna de distribuição deve ser localizado a jusante do registro de fechamento da própria coluna. Em residências unifamiliares, a proteção de todos os pontos de utilização da rede predial de distribuição pode ser obtida pela ventilação da rede de distribuição conforme mostra a Figura 9.2. No caso de válvula de descarga alimentada por rede de distribuição exclusiva, essa ventilação não é requerível. Figura 9.1 – Ventilação de coluna de distribuição em edifícios de múltiplos pavimentos. Fonte: NBR 5626:2020. Figura 9.2 – Ventilação da rede de distribuição em residências unifamiliares. Fonte: NBR 5626:2020. Observação Para a aplicação de recursos de ventilação, como válvulas ventosas, verifica-se a faixa de pressões de operação, que definem o melhor ponto de aplicação. Norma técnica NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. 10 Como se faz teste de estanqueidade nos sistemas hidrossanitários 10.1 Ensaio de estanqueidade das tubulações de água As tubulações devem ser submetidas a ensaio para verificação da estanqueidade durante o processo de sua montagem, quando elas ainda estão totalmente expostas e, portanto, sujeitas à inspeção visual e eventuais reparos. Para a realização do teste, a tubulação deverá estar limpa e cheia de água a 20 °C, sem nenhum bolsão de ar em seu interior. Deve-se instalar uma bomba no ponto de utilização e injetar água sob pressão, lentamente. Esse equipamento deve possuir manômetro para que possa ler as pressões. Segundo a NBR 5626:2020, o ensaio de estanqueidade deve ser realizado de modo a submeter cada seção da tubulação a uma pressão mínima de 600 kPa (60 m.c.a.) ou 1,5 vez a máxima pressão de trabalho – o que for menor. Alcançado o valor da pressão de ensaio, o sistema é considerado estanque caso não sejam detectados vazamentos ou queda de pressão manométrica por um período de 1 h após a estabilização da pressão. No caso de ser detectado algum vazamento, este deve ser reparado e o ensaio deve ser repetido. Não deve ocorrer queda de pressão durante o ensaio. O ensaio de estanqueidade em tubulações do sistema predial de água quente deve ser realizado com água com temperatura mínima de 80º, antes da aplicação de eventual isolamento térmico ou acústico ou antes de serem recobertas. 10.2 Ensaio de estanqueidade de peças de utilização O ensaio de estanqueidade das peças de utilização deve ser realizado com os aparelhos submetidos à pressão estática prevista na NBR 5626:2020. Durante o ensaio, deve-se observar se ocorrem vazamentos nas peças de utilização quando estas são manobradas, a fim de obter o escoamento próprio na condição de uso. As peças de utilização são consideradas estanques se não forem detectados vazamentos ou queda de pressão manométrica no sistema por um período mínimo de 1 h. Figura 10.1 – Ensaio de estanqueidade. 10.3 Ensaio de estanqueidade de reservatório Para realizar o ensaio de estanqueidade do reservatório, este deve ser preenchido com água até o nível máximo permitido pelo mecanismo de controle de nível. Durante o procedimento, deve-se observar se ocorrem vazamentos no reservatório e em suas conexões ou escoamento pelo extravasor. O reservatório é consideradoestanque caso não sejam detectados vazamentos ou extravasamentos durante um período mínimo de 72 h. A escolha adequada do sistema de impermeabilização é essencial para o bom desempenho do reservatório, sempre de acordo com a NBR 9575:2010 – Impermeabilização – Seleção e projeto. 10.4 Estanqueidade das instalações de esgoto e de águas pluviais De acordo com a NBR 15575:2013, as tubulações dos sistemas prediais de esgoto sanitário e de águas pluviais não podem apresentar vazamento quando submetidas à pressão estática de 60 kPa (6 m.c.a.), durante 15 minutos se o ensaio for feito com água, ou de 35 kPa (3,5 m.c.a.) durante o mesmo período, caso o ensaio seja feito com ar. As tubulações devem ser ensaiadas conforme as prescrições constantes nas NBR 8160:1999 e NBR 10844:1989. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 10844:1989 – Instalações prediais de águas pluviais. 11 Como se faz instalação de sistema elevatório Quando a pressão da rede pública não é suficiente para alimentar diretamente o reservatório superior, como em edificações com mais de três pavimentos (acima de 9 m de altura), recomenda-se adotar um reservatório inferior, de onde a água é bombeada até o reservatório elevado, por meio de um sistema de recalque, ou seja, de bombas. 11.1 Esquema geral de um sistema elevatório O conjunto elevatório é composto por duas bombas centrífugas (sendo uma de reserva), motores elétricos de indução (um para cada bomba), tubulação de sucção e de recalque, registro de gaveta, válvulas de retenção na tubulação de sucção (“válvula de pé”, com crivo) e na tubulação de recalque, comando automático (automático de boia) e quadros elétricos de comando. Figura 11.1 – Esquema geral de um sistema de recalque. 11.2 Bombas centrífugas São bombas hidráulicas que têm como princípio de funcionamento a força centrífuga a partir de palhetas e impulsores que giram no interior de uma carcaça estanque, jogando líquido do centro para a periferia do conjunto girante. Normalmente, o bombeamento da água nas edificações é feito por meio de bombas centrífugas acionadas por motores elétricos. As bombas devem ser selecionadas de modo a não possibilitar cavitação ou turbulência e devem operar com o melhor desempenho dentro de suas faixas de trabalho. Existem dois tipos de disposição das bombas com relação à posição do eixo em relação ao nível d'água: acima do reservatório ou em posição inferior, no nível do piso do reservatório (bomba afogada). O conjunto motor bomba deve ser instalado em local seco, ventilado, protegido da chuva e de fácil acesso para manutenção. A bomba instalada em nível mais elevado (veja Figura 11.2), além de não estar sujeita a inundações, seja por falhas de impermeabilização do reservatório ou vazamentos do próprio sistema, em geral permite construção mais econômica e melhores condições de trabalho e manutenção do sistema. Figura 11.2 – Bomba centrífuga. 11.3 Instalação elétrica A instalação elétrica de bombeamento deverá permitir o funcionamento automático da bomba e, eventualmente, a operação de comando manual direto. O comando automático é realizado com dispositivos conhecidos por automático de boia ou por controle automático de nível. Ao instalar um automático de boia superior e um inferior, a bomba será comandada pelo automático do reservatório superior. Caso o nível no reservatório inferior atinja uma situação abaixo da qual possa vir a ficar comprometida a aspiração, pela entrada de ar no tubo de aspiração, o automático inferior deverá desligar a bomba, embora ainda não tenha atingido o nível desejado no reservatório superior. Observação O comando boia pode ficar em uma das câmaras do reservatório superior, com cabo suficiente para ser instalado na outra câmara quando necessário, pois as duas câmaras funcionam como vasos comunicantes, ou seja, o nível da água é o mesmo nas duas câmaras. Por isso, o comando pode estar somente em uma delas. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 16676:2018 – Sistemas de selagem de eixos para bombas centrífugas e rotativas. NBR 12214:2020 – Projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de água — Requisitos. 12 Como se faz dimensionamento de bomba centrífuga Ao dimensionar uma bomba centrífuga, é necessário conhecer a vazão da bomba de recalque e a altura manométrica total. 12.1 Vazão da bomba de recalque O sistema elevatório deverá ter uma vazão mínima horária igual a 15% do consumo diário, ou seja, o sistema deverá funcionar durante 6,66 horas por dia. Na prática, adota-se o valor de 20%. Então, a bomba funcionaria, no máximo, cinco (5) horas por dia para recalcar todo o consumo diário. Tal adoção possibilita que o sistema elevatório tenha uma maior durabilidade, em termos de vida útil. A vazão horária ou requerida (Q) para o dimensionamento do sistema elevatório pode ser definida como a razão entre o consumo diário da edificação (Cd) e o número de horas de funcionamento do sistema motor-bomba (T). Algebricamente, pode-se escrever: Q = Cd / T Em que: Cd = consumo diário, em litros; T = tempo de funcionamento da bomba. A vazão (Q) da bomba pode ser expressa em várias unidades, sendo as mais empregadas: l/s, m³/s, l/h e m³/h. 12.2 Altura manométrica É a energia que a bomba deverá transmitir ao líquido para transportar a vazão Q do reservatório inferior, geralmente localizado no pavimento térreo ou no subsolo, para o reservatório superior, em geral localizado na cobertura. Portanto, a altura manométrica (Hman) deve vencer o desnível geométrico, as perdas de carga e a diferença de pressões nos reservatórios. A altura manométrica é medida em metros (m) e é independente da densidade do líquido. Figura 12.1 – Altura manométrica. 12.2.1 Altura manométrica de sucção A altura manométrica de sucção é a diferença das cotas do nível do centro da bomba e o nível da superfície livre do reservatório inferior, acrescidas das perdas de carga na tubulação de sucção (entre os níveis citados). Hman. (suc.) = Hest. (suc.) + Δh (suc.) Em que: Hman. (suc.) = altura manométrica de sucção, em m; Hest. (suc.) = altura estática de sucção, em m; Δh (suc.) = perdas de carga na sucção, em m de água/m. 12.2.2 Altura manométrica de recalque A altura manométrica de recalque é a diferença das cotas entre os níveis de saída da água no reservatório superior e do centro da bomba, acrescida das perdas de carga na tubulação de recalque (entre os níveis citados). Hman. (rec.) = Hest. (rec.) + Δh (rec.) Em que: Hman. (rec.) = altura manométrica de recalque, em m; Hest. (rec.) = altura estática de recalque, em m; Δh (rec.) = perdas de carga no recalque, em m de água/m. 12.2.3 Altura manométrica total Hman. (total) = Hman. (suc.) + Hman. (rec.) Em que: Hman. (total) = altura manométrica, em m; Hman. (suc.) = altura manométrica de sucção, em m; Hman. (rec.) = altura manométrica de recalque, em m. 12.3 Método prático para escolha de bombas centrífugas Como foi visto, apenas duas variáveis serão usadas para a escolha do tipo da bomba centrífuga: vazão necessária (vazão de projeto) e altura manométrica total. Com esses dados, entra-se na tabela de seleção de bombas centrífugas, fornecida nos catálogos de fabricantes. Caso os valores da vazão de projeto e da altura manométrica não sejam exatamente os valores constantes da tabela, devem ser adotados os valores imediatamente superiores. Tabela 12.1 – Seleção de bombas centrífugas (de 3.500 rpm) Modelo de fábrica Potência do motor acoplado (cv) Diâmetros mínimos Altura manométrica total (m) Sucção (mm)Recalque (mm) 12 13 Vazão (m³/h) XY–1 1 40 32 XY–2 1,5 50 40 XY–3 2 50 40 XY–4 3 50 40 XT–1 3 40 32 XT–2 4 40 32 XT–3 5 40 32 XT–4 5 60 50 XM–1 7,5 50 40 Nota: Esta tabela foi composta a partir de dados dos fabricantes e tem objetivos exclusivamente didáticos.Para a escolha da bomba é imprescindível consultar as tabelas dos catálogos dos fabricantes. Fonte: Botelho, 2014 Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. 13 Como se faz manutenção de bombas centrífugas Em razão de seu tamanho reduzido, se comparadas àquelas utilizadas em sistemas de abastecimento público, essas bombas utilizadas em sistemas de recalque quase não apresentam problemas. Porém, devem ser verificados os seguintes itens: o ponto de operação (pressão e vazão), corrente consumida para motor e tensão da rede, nível do óleo, pressão de sucção, sinais de vazamentos na bomba (vazamento das gaxetas), lubrificação e temperatura dos mancais, ou nas tubulações, sobreaquecimento do motor, ruídos anormais, má fixação na base (parafusos de fixação da bomba, do acionador e da base), alinhamento do conjunto bomba-acionador, substituir o engaxetamento, se necessário, vibrações anormais, sinais de corrosão e cabos elétricos descascados, aquecidos ou soltos. Uma vez por ano recomenda-se desmontar a bomba para verificação do estado interno da mesma. Após a limpeza, inspecionar todas as peças. Se a bomba foi desmontada, substituir o óleo lubrificante dos mancais. De acordo com a NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção, deve-se verificar semestralmente as condições de funcionamento do sistema elevatório e da bomba centrífuga. Porém, uma verificação periódica, pelo menos a cada 15 dias, de cada um desses itens permitirá que os defeitos sejam detectados antes de causarem grandes prejuízos ou mesmo interrupção do funcionamento do sistema de recalque. A manutenção da bomba centrífuga é importante, pois prolonga a vida útil do equipamento, podendo ser realizadas as manutenções preditiva, preventiva e corretiva. A manutenção preditiva é aquela que controla o estado de funcionamento das bombas em operação, através de instrumentos de medição, para prever falhas ou detectar alterações nas condições físicas que requeiram a manutenção. A manutenção preventiva é aquela que concentra todo o esforço para evitar que a bomba sofra uma parada imprevista, que poderia acarretar sérios transtorno. A manutenção corretiva é aquela que se corrigem os defeitos e falhas já detectadas, procurando, sempre, evitar que as falhas se repitam, podendo ser realizada em caráter de emergência ou não. Para realizar os serviços de manutenção de bomba centrífuga, deve-se contratar uma equipe técnica especializada e capacitada. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 16676:2018 – Sistemas de selagem de eixos para bombas centrífugas e rotativas. 14 Como se faz escolha dos materiais utilizados para condução de água potável Para a escolha dos materiais, é fundamental a observância da NBR 5626:2020, que especifica os requisitos básicos para projeto, execução, operação e manutenção de sistemas prediais de água fria e água quente. Portanto, recomenda-se que os requisitos estabelecidos nessa norma sejam observados por projetistas, construtores, instaladores, fabricantes de componentes, concessionárias e pelos próprios usuários. Os tubos e conexões para condução de água potável têm seus requisitos mínimos definidos por normas brasileiras. O atendimento às normas representa uma garantia de que apresentarão desempenho adequado durante sua utilização. Os materiais mais comumente utilizados para a condução de água fria e água quente são apresentados a seguir. 14.1 PVC Normalmente, as tubulações destinadas ao transporte de água potável são executadas com tubos de plástico, pois apresentam inúmeras vantagens em relação aos outros materiais. O PVC (policloreto de vinila) são tubos e conexões para a condução de água fria, com temperatura de trabalho a 20 ºC. É o material mais utilizado nas instalações hidráulicas residenciais. Há dois tipos de linhas de produtos: o PVC soldável e o PVC roscável. A diferença entre eles é que o PVC marrom é soldável e o branco é roscável. O PVC soldável “ganha” em preço e facilidade de instalação, seu uso é mais indicado internamente nas paredes e ele suporta eficientemente a pressão da água, sendo muito utilizado em apartamentos. O PVC roscável, por sua vez, é mais bem utilizado em hidráulica externa e com exposição a intempéries, pois seus tubos são mais rígidos. Vantagens do PVC soldável Facilidade de instalação; linha completa de tubos e conexões; leveza e facilidade de transporte e manuseio; resistência a diversos produtos químicos; resistência à corrosão; durabilidade – vida útil de 50 anos; baixo custo e menor perda de carga. Vantagens do PVC roscável Por terem maiores espessuras de paredes, apresentam vantagens em instalações aparentes contra eventuais choques ou impactos; o sistema roscável facilita a desmontagem e o remanejamento das instalações nos casos de redes provisórias ou futuras ampliações; as conexões com bucha de latão mantêm a integridade da rosca interna e guia a rosca macho metálica; as luvas de correr oferecem rapidez no reparo, podendo ser aplicada pressão logo após a sua instalação; excelente resistência química. Desvantagens do PVC Baixa resistência ao calor e à degradação por exposição prolongada ao sol; por conta da baixa resistência mecânica, sua utilização deve ser evitada em tubulações aparentes sujeitas a impactos. 14.2 CPVC O CPVC é um material com todas as propriedades inerentes ao PVC. Somando- se a resistência à condução de líquidos sob pressões a altas temperaturas, apresenta uma vantagem em relação ao cobre para condução de água quente, que é a dispensa do isolamento térmico, uma vez que o próprio material do tubo é um isolante, enquanto o cobre é condutor de calor. Por essa razão, a água quente chega mais rapidamente ao ponto considerado, em função da pequena perda de calor ao longo da tubulação. Soldado a frio com cola especial, dispensa mão de obra especializada e, por isso, é comum em obras de pequeno e médio portes. A temperatura máxima que o tubo suporta é 80 °C (segura, já que um aquecedor doméstico esquenta a água até o máximo de 70 °C). 14.3 PPR O PPR é uma resina de última geração (pode ser utilizada na condução de água fria e quente) e tem emendas feitas com termofusão (soldagem a quente). É considerado o mais estanque do mercado, mas o serviço requer profissional especializado e maquinário na obra, o que encarece o preço final. A grande vantagem do PPR é a baixa condutividade térmica, que conserva a temperatura da água transportada por mais tempo, evitando a transmissão de calor para a parte externa do tubo, o que dispensa a necessidade de isolamento térmico. 14.4 PEX O uso do PEX nos últimos anos trouxe uma oportunidade a mais para racionalizar a execução das instalações prediais, agregando precisão e agilidade e diminuindo a necessidade de itens a gerenciar. O Sistema Flexível PEX, fabricado pela Tigre, apresenta elevada resistência e durabilidade e é de fácil e rápida instalação. Dessa forma, fica mais fácil e seguro distribuir água fria em ramais prediais. Porém, é importante ressaltar que as conexões da linha são crimpadas, ou seja, precisam de ferramentas especiais para sua instalação. 14.5 Ferro galvanizado Os tubos metálicos apresentam como vantagens: maior resistência mecânica, menor deformação e resistência a altas temperaturas (não entram em combustão nas temperaturas usuais de incêndio).As desvantagens são: suscetibilidade à corrosão, possibilidade de alteração das características físico-químicas da água pelo processo de corrosão e de outros resíduos, maior transmissão de ruídos ao longo dos tubos e maior perda de pressão. Os tubos e conexões de ferro galvanizado geralmente são utilizados em instalações aparentes e nos sistemas hidráulicos de combate a incêndios. As conexões, principalmente os cotovelos, são muito utilizadas nos pontos de torneira de jardim, pia, tanque etc., por serem mais resistentes. 14.6 Cobre O cobre em si é um excelente material, mas é caro e difícil para trabalhar, pois precisa ser soldado com estanho, em um processo que demanda muita habilidade para não comprometer a qualidade do serviço. Além disso, os tubos de cobre devem ser revestidos com isolamento térmico, para reduzir o efeito da troca de calor com o meio ambiente, mantendo, por mais tempo, a temperatura da água aquecida. Esse isolamento deverá estar protegido da umidade e da radiação solar. Tradicionalmente, a tubulação de cobre é mais conhecida dos construtores devido à sua resistência a temperaturas altas (suas soldas se rompem só a 270 °C). Por isso, vai bem até na união entre placas solares. Normas técnicas NBR 5626:2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 5648:2018 – Tubos e conexões de PVC-U com junta soldável para sistemas prediais de água fria – Requisitos. NBR 8219:2017 – Tubos e conexões de PVC e CPVC – Verificação do efeito sobre a água – Requisitos e método de ensaio. NBR 15813-1:2018 – Sistemas de tubulações plásticas para instalações prediais de água quente e fria. Parte 1: tubos de polipropileno copolímero random PP-R e PP-RCT – Requisitos. NBR 15813-2:2018 – Sistemas de tubulações plásticas para instalações prediais de água quente e fria. Parte 2: conexões de polipropileno copolímero random PP-R e PP-RCT – Requisitos. NBR 15939-1:2011 – Sistemas de tubulações plásticas para instalações prediais de água quente e fria — Polietileno reticulado (PE-X). Parte 1: requisitos e métodos de ensaio. NBR 15939-2:2011 – Sistemas de tubulações plásticas para instalações prediais de água quente e fria — Polietileno reticulado (PE-X). Parte 2: procedimentos para projeto. NBR 15345:2013 – Instalação predial de tubos e conexões de cobre e ligas de cobre – Procedimento. NBR 11720:2010 – Conexões para união de tubos de cobre por soldagem ou brasagem capilar — Requisitos. NBR 5019:2001 – Produtos e ligas de cobre – Terminologia. NBR 5580:2015 – Tubos de aço-carbono para usos comuns na condução de fluidos – Especificação. 15 Como se faz escolha dos materiais utilizados para condução de esgoto De acordo com a NBR 8160:1999, os materiais a serem empregados nos sistemas prediais de esgoto sanitário devem ser especificados em função: tipo de esgoto a ser conduzido, temperatura, efeitos químicos e físicos, esforços ou solicitações mecânicas a que possam ser submetidas as instalações. 15.1 Linha Esgoto Série Normal Devido às suas vantagens, o PVC é o material mais utilizado nos sistemas prediais de esgotos sanitários. A Linha Esgoto Série Normal, da Tigre, é uma linha de tubos e conexões de PVC rígido, para condução dos efluentes dos aparelhos sanitários, inclusive das bacias sanitárias, em instalações de esgoto e ventilação. Para as tubulações aparentes, instaladas na horizontal e suspensas em lajes, prumadas de esgoto em edifícios com mais de três pavimentos, é recomendável a utilização de tubos mais reforçados, como a Linha Série R. 15.2 Linha Esgoto Série Reforçada É uma linha de tubos e conexões de PVC rígido da Tigre, disponível nos diâmetros de DN 40 a DN 150, fabricados com uma espessura de parede maior do que a linha Série Normal, para serem utilizados na condução de efluentes em trechos que sofrem mais impactos internos e externos, como tubos de queda, subcoletores, ramais de despejo de máquinas de lavar louças residenciais e também condutores verticais de água de chuva, em obras com mais de três pavimentos. Observação As linhas Série Normal e Série Reforçada podem ser encaixadas uma na outra, pois possuem o mesmo diâmetro externo. Porém, deve-se tomar cuidado com a temperatura do efluente: a linha Série Normal suporta 45 ºC e a linha Série Reforçada suporta 75 ºC. 15.3 Ferro fundido O tubo de ferro fundido é mais utilizado nas instalações aparentes, particularmente em garagens de subsolos ou pilotis, onde exista a possibilidade de ocorrer acidentes. Também apresentam como vantagens: alta resistência a produtos químicos; alta durabilidade; resistência a altas temperaturas. Normas técnicas NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 10570:1988 – Tubos e conexões de PVC rígido com junta elástica para coletor predial e sistema condominial de esgoto sanitário – Tipos e dimensões – Padronização. NBR 5688:2018 – Tubos e conexões de PVC-U para sistemas prediais de água pluvial, esgoto sanitário e ventilação – Requisitos. 16 Como se faz instalações enterradas As tubulações enterradas devem ser executadas de modo que seja mantida sua integridade. A avaliação desse critério consiste em verificar a existência de berços e envelopamentos no projeto hidrossanitário, com base em cálculos que devem constar no projeto ou em literaturas específicas. As tubulações de PVC devem ser assentadas de acordo com o alinhamento e elevação e deverão ser envolvidas por camada de areia grossa, com espessura mínima de 10 cm. Além disso, recomenda-se que as valas para assentamento das tubulações sejam distanciadas em, pelo menos, 50 cm dos elementos estruturais. Se a tubulação contiver registro de fechamento ou de utilização, deve-se prever acesso para manobras na superfície, como uma caixa de proteção, por exemplo. De acordo com o Manual Técnico Tigre, as tubulações devem ser assentadas em terreno resistente ou sobre base apropriada, livre de detritos ou materiais pontiagudos. O fundo da vala deve ser uniforme e, para tanto, deve ser regularizado, utilizando-se areia ou material granular. A largura da vala deve ser DN + 50 cm. Por exemplo, uma tubulação com DN 50 (5 cm), para realizar o assentamento da tubulação deve ser aberta uma vala com largura de: 5 + 50 cm, ou seja, 55 cm. Estando o tubo colocado no seu leito, deve-se preencher lateralmente com o material indicado, compactando-o manualmente em camadas de 10 a 15 cm até atingir a altura correspondente à parte superior do tubo. A seguir, completa-se com a colocação do material até 30 cm acima da parte superior do tubo. Essa região acima do tubo não deve ser compactada. A rede de esgoto sanitário deverá guardar uma distância adequada das redes de água potável, devendo ser enterradas em profundidade inferior àquelas em, no mínimo, 50 centímetros. No “Anexo E”, da NBR 8160:1999, há recomendações quanto ao assentamento de tubulações em valas, como remoção de materiais perfurantes e lama, e ancoragens que resistam às possíveis solicitações do solo, tráfego externo, entre outras. De acordo com o Manual Técnico Tigre, a profundidade mínima de assentamento da tubulação deve ser conforme descrito na Tabela 16.1. Tabela 16.1 – Profundidade mínima de assentamento da tubulação Cargas Profundidade h (m) Interior dos lotes 0,30 Passeio 0,60 Tráfego de veículos leves 0,80 Tráfego pesado e intenso 1,20 Ferrovia 1,50 Fonte: Manual técnico Tigre (2008). Observação Se a tubulação enterrada estiver sujeita à carga de rodas, fortes compressões ou, ainda, situada sob área edificada, é recomendável fazer uma proteção adequada, com uso de lajes ou canaletas de concreto que impeçam a ação desses esforços sobre a tubulação. Figura 16.1 – Lajes e canaletas de proteção para tubulação enterrada. Normas técnicas NBR 5626:2020fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção. NBR 8160:1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão. NBR 10339:2018 – Piscina – Projeto, execução e manutenção. NBR 10818:2016 – Qualidade da água de piscina – Procedimento. Referências bibliográficas AMANCO. Catálogos de produtos. AMANCO. Linha predial. São Paulo, 2015. Disponível em: http:// assets.production.amanco.com.br.s3.amazonaws.com/uploads/galleryasset/file/1/CATALOGO_LINHA_PREDIAL_2015.pdf. Acesso em: 24 jun. 2016. AMORIM, S. V.; FUGAZZA, A. E. (Col.). 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NBR 12170:2017 – Materiais de impermeabilização – Determinação da potabilidade da água após o contato. NBR 12217:1994 – Projeto de reservatório de distribuição de água para abastecimento público – Procedimento. NBR 13103:2020 – Instalação de aparelhos a gás – Requisitos. NBR 13206:2010 – Tubo de cobre leve, médio e pesado, sem costura, para condução de fluidos – Requisitos. NBR 14013:2015 – Aquecedores instantâneos de água e torneiras elétricas – Determinação da potência elétrica – Métodos de ensaio. NBR 14014:2016 – Aquecedores instantâneos de água e torneiras elétricas – Determinação do incremento máximo de temperatura. NBR 14015:2016 – Aquecedores instantâneos de água e torneiras elétricas – Determinação do consumo de energia elétrica. NBR 14162:2017 – Aparelhos sanitários – Sifão – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 14799:2018 – Reservatório poliolefínico para água potável – Requisitos. NBR 14800:2018 – Reservatório com corpo em polietileno, com tampa em polietileno ou em polipropileno, para água potável de volume nominal até 3.000 l (inclusive) – Transporte, manuseio, instalação, operação, manutenção e limpeza. NBR 14800:2018 – Reservatório poliolefínico para água potável – Instalações em obra. NBR 14931:2004 – Execução de estruturas de concreto – Procedimento. NBR 15206:2005 – Instalações hidráulicas prediais – Chuveiros ou duchas – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 15345:2013 – Instalação predial de tubos e conexões de cobre e ligas de cobre – Procedimento. NBR 15491:2010 – Caixa de descarga para limpeza de bacias sanitárias – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 15526:2012 – Redes de distribuição interna para gases combustíveis em instalações residenciais – Projeto e execução. NBR 15527:2019 – Aproveitamento de água de chuva de coberturas para fins não potáveis – Requisitos. NBR 15569:2020 – Sistema de aquecimento solar de água em circuito direto – Requisitos de projeto e instalação. NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 6: requisitos para os sistemas hidrossanitários. NBR 15577:2018 – Agregados. As partes 1 a 7 oferecem um guia para avaliação e prevenção da reatividade potencial no uso de agregados em concreto, fenômeno que pode originar fissuras ou deformações estruturais. NBR 15704-1:2011 – Registro – Requisitos e métodos de ensaio – Parte 1: registros de pressão. NBR 15704-2:2015 – Registro – Requisitos e métodos de ensaio – Parte 2: registros com mecanismos de vedação não compressíveis. NBR 15705:2009 – Instalações hidráulicas prediais– Registro de gaveta – Requisitos e métodos de ensaio. NBR 15747-1:2009 – Sistemas solares térmicos e seus componentes – Coletores solares. Parte 1: requisitos gerais. NBR 15784:2017 – Produtos químicos utilizados no tratamento de água para consumo humano – Efeitos à saúde – Requisitos. NBR 15813-1:2018 – Sistemas de tubulações plásticas para instalações prediais de água quente e fria. Parte 1: tubos de polipropileno copolímero random PP-R e PP-RCT – Requisitos. NBR 15857:2011 – Válvula de descarga para limpeza de bacias sanitárias — Requisitos e métodos de ensaio. NBR 15939-1:2011 – Sistemas de tubulações plásticas para instalações prediais de água quente e fria — Polietileno reticulado (PE-X). Parte 1: requisitos e métodos de ensaio. NBR 15939-2:2011 – Sistemas de tubulações plásticas para instalações prediais de água quente e fria — Polietileno reticulado (PE-X). Parte 2: procedimentos para projeto. NBR 16057:2012 – Sistema de aquecimento de água a gás (SAAG) – Projeto e instalação. NBR 16305:2014 – Aparelhos elétricos fixos de aquecimento instantâneo de água – Requisitos desempenho e segurança. NBR 16676:2018 – Sistemas de selagem de eixos para bombas centrífugas e rotativas. NBR 16727-1:2019 – Bacia sanitária. Parte 1: requisitos e métodos de ensaio. NBR 16728-2:2019 – Tanques, lavatórios e bidês. Parte 2: procedimento para instalação. NBR 16749:2019 – Aparelhos sanitários – Misturadores – Requisitos e métodos de ensaio. Sites pesquisados AEC. Projeto hidráulico. Disponível em: https://www.aecweb.com.br/revista/materias/projeto-hidraulico-ou-a-busca-da- excelencia/1826 Acesso em: 5 jul. 2021 AQUECENORTE. A ducha ideal: tudo que você precisa saber antes de comprar uma pro seu aquecedor a gás. s.d. Disponível em: https://aquecenorte.com.br/blog/a-ducha-ideal/. Acesso em: 2 jan. 2021. CELITE. Saiba como instalar bacias com caixa acoplada da Celite. s.d. Disponível em: https://www.celite.com.br/blog/saiba-como-instalar-bacias-com- caixa-acoplada-da-celite/. Acesso em: 2 jan. 2021. DECA. Pia de cozinha com gabinete: saiba como instalar de forma simples. s.d. Disponível em: https://www.deca.com.br/blog/pia-de-cozinha-com-gabinete- saiba-como-instala abrr-de-forma-simples/. Acesso em: 31 dez. 2020. DICAS DE ARQUITETURA. 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Cover Page Como se faz Agradecimento Palavras iniciais Como se faz instalação de unidade de Medição de Água (UMA) Como se faz abastecimento da rede predial de distribuição de água Como se faz medição individualizada de água Como se faz instalação de reservatórios industrializados Como se faz instalação de reservatório moldado in loco Como se faz dimensionamento de reservatórios Como se faz limpeza de reservatório Como se faz proteção contra refluxo de água Como se faz ventilação de coluna de distribuição Como se faz teste de estanqueidade nos sistemas hidrossanitários Como se faz instalação de sistema elevatório Como se faz dimensionamento de bomba centrífuga Como se faz manutenção de bombas centrífugas Como se faz escolha dos materiais utilizados para condução de água potável Como se faz escolha dos materiais utilizados para condução de esgoto Como se faz instalações enterradas Como se faz instalações suspensas e aparentes Como se faz instalações embutidas dentro de paredes ou pisos (não estruturais) Como se faz instalações embutidas em elementos estruturais Como se faz travessias de vigas Como se faz para evitar tensionamentos nas instalações Como se faz para evitar dilatação e contração térmica das tubulações Como se faz para evitar a incidência de ar em tubulações de água fria e quente Como se faz para medir a pressão no ponto de utilização de água Como se faz controle da pressão no sistema predial de água fria e quente Como se faz O cálculo da pressão dinâmica Como se faz instalação de pressurizadores Como se faz manutenção de pressurizadores Como se faz instalação de válvula redutora de pressão (VRP) Como se faz manutenção de válvula redutora de pressão (VRP) Como se faz prevenção e atenuação do golpe de aríete Como Se Faz Controle dos níveis de ruídos em instalações prediais Como se faz instalação de aquecedor elétrico Como se faz instalação de aquecedor a gás Como se faz instalação de aquecedores de passagem Como se faz instalação de aquecedores de acumulaçãoComo se faz instalação de aquecedor solar Como se faz instalação de aparelhos sanitários e peças de utilização Como se faz uso racional da água nas edificações Como se faz instalação de registros hidráulicos Como Se Faz Escolha de torneiras Como se faz instalação de torneiras Como Se Faz Manutenção em torneiras Como se faz escolha de um sifão Como se faz manutenção de sifão Como se faz escolha de ralo Como se faz instalação de caixa sifonada Como se faz instalação de lavatório Como se faz desentupimento de ramais do lavatório e ralo do chuveiro Como se faz instalação de vaso sanitário Como se faz escolha do sistema de descarga Como se faz instalação da caixa de descarga Como se faz instalação de caixas de descarga embutidas Como se faz manutenção de caixas de descarga Como se faz instalação de válvulas de descarga Como se faz manutenção de válvulas de descarga Como se faz desentupimento DA BACIA SANITÁRIA Como se faz instalação de ducha higiênica Como se faz instalação de chuveiro elétrico Como se faz instalação de duchas Como se faz para melhorar a pressão no chuveiro Como se faz instalação de chuveiro pressurizado Como se faz limpeza de crivos de chuveiros Como se faz remoção de incrustações em tubulações de água potável Como se faz instalação de banheira Como se faz instalação de pia de cozinha Como se faz desentupimento da pia da cozinha Como Se Faz Instalação de máquina de lavar louça Como se faz instalação de filtro de água em cozinha Como se faz instalação de ponto de água para geladeira Como se faz instalação de caixa de gordura em residências Como se faz instalação de caixa de gordura em edifícios Como se faz instalação de tanque de lavar roupa Como se faz instalação de máquina de lavar roupa Como se faz desentupimento de ramais na área de serviço Como se faz para evitar o retorno de espuma na caixa sifonada Como se faz para evitar retorno de espuma em pavimentos sobrepostos Como se faz instalação de válvula de retenção Como se faz para evitar o mau cheiro em banheiros e áreas de serviço Como se faz ventilação da instalação de esgoto Como se faz ligação do ramal de ventilação à coluna de ventilação Como se faz instalação de válvula de admissão de ar (vaa) Como se faz previsão de forro para instalações em pavimentos sobrepostos Como se faz detecção de vazamentos Como Se Faz Reparos em tubos e conexões unidos por juntas soldáveis Como Se Faz Escolha e aplicação do adesivo plástico Como se faz detecção de vazamentos em tubulações de esgoto Como se faz reparos em tubulações de esgoto Como se faz PARA EVITAR ENTUPIMENTO de subcoletores de esgoto Como se faz previsão e instalação de caixa de inspeção de esgoto Como se faz instalação de caixa pré-montada Como se faz instalação de caixas coletoras de águas pluviais Como se faz instalação de calha semicircular Como se faz instalação de calha de seção retangular de chapa galvanizada Como se faz instalação de condutores verticais de águas pluviais Como se faz escoamento das águas pluviais por gravidade Como se faz aproveitamento de água pluvial para usos domésticos não potáveis Como se faz instalação hidráulica de piscina Como se faz aquecimento em piscinas Referências bibliográficas