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Profa. Dra. Camila Borghi UNIDADE IV Propedêutica e Processo de Cuidar na Saúde da Criança e do Adolescente A criança hospitalizada Doenças prevalentes na infância Diarreia Desidratação Infecções de vias aéreas Dispositivos Administração de medicamentos O que vamos falar hoje? A hospitalização durante a infância é um acontecimento estressante e traumatizante para a criança. O processo de hospitalização é marcado por insegurança e desconforto para a criança. Ocorre ruptura com o seu meio social, suas atividades, seus hábitos e costumes. Imersão em um ambiente novo, repleto de restrições e rotinas, com pessoas desconhecidas. Submetidas a procedimentos geradores de medo e dor (SOUSA et al., 2011). A criança hospitalizada Fonte: Brasil (2012, p. 62). Importante: Orientar a criança e a família de modo que entendam o funcionamento e os procedimentos hospitalares que serão realizados. Apresentar as pessoas da equipe que estarão atuando no cuidado. A participação da família: na maioria das vezes, é a referência da vida da criança fora do hospital. Utilizar brinquedoterapia como uma ferramenta de cuidado e atenção à criança. A criança hospitalizada Principais doenças que acometem crianças menores de cinco anos no Brasil: Diarreia. Infecções Respiratórias Agudas. Anemia. Desnutrição. Doenças Imunopreveníveis. Podemos citar ainda: as parasitoses intestinais, meningites, tuberculoses, malária e também a violência (BRASIL, 2017). Doença na infância O enfermeiro deve saber reconhecer a criança/adolescente doente e, para tal, deverá: Identificar e avaliar sinais e sintomas de doenças e possíveis complicações. Realizar a consulta de enfermagem de forma objetiva, com ênfase na história de saúde e no exame físico. Avaliar o estado nutricional e de vacinação da criança. Avaliar a complexidade da doença e do estado clínico da criança e, se estiver atuando na atenção básica de saúde, saber referenciá-la de maneira adequada. Doença na infância Fonte: (BRASIL, 2017) Definição: alteração do conteúdo líquido das fezes, devido à disfunção intestinal, com perdas excessivas de nutrientes, principalmente água e eletrólitos, traduzindo um desequilíbrio entre os processos de absorção e secreção do intestino. Geralmente é acompanhada de: aumento da frequência, aumento do volume, diminuição da consistência das fezes. Poderão estar presentes, dependendo da causa: vômito, dor abdominal, febre, presença de sangue, muco ou pus, podendo levar à desidratação e, consequentemente, à morte. Diarreia na infância Doença facilmente evitável, quando os ambientes de exposição da criança recebem atenções de saúde públicas adequadas: Saneamento básico (disponibilização de água potável); Redução da poluição do ar; Imunizações recomendadas; Oferta de alimentação saudável, como a amamentação exclusiva até os 6 meses de idade. Diarreia na infância Aproximadamente 70% dos óbitos que estão associadas à diarreia ocorrem durante os dois primeiros anos de vida. A maioria dessas mortes ocorre em países de baixa e média renda. Diarreia na infância Identificar o início do quadro (em horas/em dias). Verificar o número de evacuações: nas últimas 4 horas e o perfil desse número nos últimos dias. Perguntar ao cuidador se existe presença de muco ou sangue nas fezes. Verificar se ocorreu/ocorre febre, náuseas e vômitos (quanto tempo, número de episódios diários e nas últimas 4 horas). Perguntar se os amiguinhos da escola, alguém da família ou conhecidos próximos que mantiveram contato com a criança estão com os mesmos sintomas. Investigar hábitos e condições de higiene e de saneamento básico da família. Verificar se as vacinas estão em dia com o calendário de vacinação. O enfermeiro e o atendimento da criança com diarreia Uma criança com diarreia pode desidratar facilmente. Neonatos, lactentes e desnutridos: rapidamente a desidratação se instala. O enfermeiro, durante o exame físico, deverá avaliar a criança quanto às condições de hidratação: verificando se criança está ativa, com mucosas úmidas, com diurese presente e clara, e se os sinais vitais (FC, FR e PA) estão adequados à idade. O enfermeiro e o atendimento da criança com diarreia De acordo com a duração e agentes causadores: 1. Aguda; 2. Persistente; 3. Crônica. Tipos de diarreia Fonte: Brasil, 2017 p. 11 ; Oliveira, 2005 p. 315-16. Duração: horas até 7-13 dias; Mortalidade: relacionada à desidratação (neonatos e lactentes), e potencializada com o estado nutricional da criança; Problemas de Saúde Pública: importante em populações carentes, áreas de saneamento básico deficitárias (tratamento de água e esgoto inexistentes); Geralmente fezes na forma aquosa, com secreção ativa de água e eletrólitos. Principal causa é infecciosa. Diarreia aguda (conhecida como gastroenterocolite) Fonte: Brasil, 2017 p. 11 ; Oliveira, 2005 p. 315-16. Prolongamento do quadro diarreico por mais de 14 dias. Infecção continuada de um agente, danificando as vilosidades e levando à instabilidade hidroeletrolítica; Ocorre geralmente em crianças desnutridas pelas mesmas causas da diarreia aguda, em que a regeneração dos enterócitos é inadequada; Maior causa de desidratação que evolui para óbito; Pode apresentar-se sob a forma de diarreia aquosa ou disenteria (sangue); O enfermeiro deverá avaliar o estado nutricional da criança: desnutridos = mais grave. Diarreia persistente Fonte: Brasil, 2017 p. 11 ; Oliveira, 2005 p. 315-16. Duração maior que 30 dias. Causas: Inflamações crônicas; Alergia a alimentos; Cólon irritável; Parasitoses intestinais não tratadas ou resistentes; Tuberculose; Intolerância alimentar (enteropatia por glúten e/ou lactose). Diarreia crônica Fonte: Brasil, 2017 p. 11 ; Oliveira, 2005 p. 315-16. Tratamento da criança com diarreia Fonte: Brasil (2017). Tratamento Plano A Hidratada Plano B Desidratada Plano C Tratamento da criança com diarreia Fonte: Brasil (2017). Tratamento Plano A Hidratada: ativa, com mucosas úmidas, com diurese presente e clara e se os sinais vitais (frequência cardíaca, pressão arterial e frequência respiratória) estão adequados à idade. Plano B Desidratada Plano C Plano A – criança sem desidratação Orientação e dispensa da criança: o tratamento será em casa. Terapia de Reidratação Oral – TRO: administrar líquidos adicionais (Leite Materno, Soro de Reidratação Oral – SRO após cada episódio diarreico). Continuar a alimentar: alimentos constipantes e não laxativos devem ser preparados (exceto em casos de vômitos). Orientar quanto aos sinais de piora (desidratação, febre, diarreia, vômitos em jato): retornar à unidade de saúde. Tratamento da criança com diarreia O enfermeiro deve saber conduzir casos de crianças com diarreia, principalmente pela facilidade e rapidez com que essa doença pode levar à desidratação e muitas vezes ao óbito. Quais são os cuidados à criança com diarreia sem desidratação? Interatividade Quais são os cuidados à criança com diarreia sem desidratação? Terapia de Reidratação Oral – TRO: administrar líquidos adicionais (Leite Materno, Soro de Reidratação Oral – SRO após cada episódio diarreico). Continuar a alimentar: alimentos constipantes e não laxativos devem ser preparados (exceto em casos de vômitos). Orientar quanto aos sinais de piora (desidratação, febre, diarreia, vômitos em jato): retornar à unidade de saúde. Resposta A desidratação pode ocorrer, dentre outras causas, de uma complicação da diarreia, que, se não tratada, poderá levar ao choque hipovolêmico e consequentemente à morte. O exame físico é um importante recurso para avaliar a presença de desidratação. Desidratação Ações do enfermeiro no monitoramento da criança com desidratação: Avaliaras condições clínicas da criança e a evolução da desidratação: melhora ou piora do quadro clínico. Deve estabelecer uma contínua vigilância. Monitorar o balanço hídrico, os sinais vitais, como a temperatura, a presença e a localização dos pulsos periféricos, FC e FR e PA. Atentar-se ao comportamento (agitado, sedento ou apático). Identificar a perfusão periférica, hidratação das mucosas, prega cutânea e ao controle do peso corporal. Verificar as fontanelas (lactentes). Desidratação A desidratação pode ocorrer por: Déficit de volumes dos líquidos corporais, denominados de desidratação volumétrica. Das alterações na composição dos líquidos corporais, por motivos dos distúrbios da osmolaridade, como nos casos da hiponatremia e da hipernatremia, denominadas de desidratação quantitativa. Desidratação Tipos de desidratação: Leve. Moderada (transição). Grave. Desidratação Principais sinais para avaliação do grau de desidratação na infância, da criança com diarreia Fonte: Adaptado de Oliveira (2005, p. 316). HIDRATADO DESIDRATAÇÃO LEVE GRAVE Estado geral Ativo Sede, irritabilidade Prostrado, hiporreativo, comatoso Olhos Normais Enoftalmia Enoftalmia pronunciada, tensão ocular diminuída Umidade das mucosas Normal Reduzida Reduzida, quase seca Turgor de pele Normal Alterado Turgor pastoso Lágrimas Presentes Ausentes ou diminuídas Ausentes Fontanela Plana Deprimida Muito deprimida Sede Normal Evidente Intensa Pulsos Cheios, normais Normais, pouco finos Finos, difícil palpação dos periféricos Principais sinais para avaliação do grau de desidratação na infância, da criança com diarreia Fonte: Adaptado de Oliveira (2005, p. 316). HIDRATADO DESIDRATAÇÃO LEVE GRAVE Perfusão periférica Normal (> 3 segundos) 3 a 6 segundos > 10 segundos Frequência cardíaca Normal Taquicardia discreta Taquicardia significativa Volume urinário Normal Reduzida, concentrada Ausente Perda de peso (decorrente da perda líquida) Até 3% do peso ou até 30 mL/kg De 3 a 10% do peso ou de 30 a 100 mL/kg Acima de 10% de peso ou acima de 100 mL/kg Tratamento da criança com diarreia Tratamento Plano A Hidratada Plano B Desidratada Plano C Fonte: Brasil (2017). Tratamento da criança com diarreia – plano B Tratamento Plano A Hidratada Plano B Desidratação leve Reidratação com SRO – duração = 4 horas Supervisão do enfermeiro Concluída a reidratação = iniciar realimentação sob supervisão Reavaliação clínica = reclassificação da desidratação Quando hidratada: (avaliar sinais e sintomas) encaminhar para casa com as orientações do Plano A Fonte: Brasil (2017). Tratamento da criança com diarreia Tratamento Plano A Hidratada Plano B DesidratadaPlano C Fonte: Brasil (2017). Tratamento da criança com diarreia Tratamento Plano A Hidratada Plano B Desidratação grave: Terapia IV: reparação venosa e fase de manutenção Plano C Fonte: Brasil (2017). Diarreia e os planos básicos de tratamento Fonte: Adaptado de Oliveira (2005, p. 316). HIDRATADO DESIDRATAÇÃO LEVE GRAVE Plano básico de tratamento PLANO A Manter oferta de líquidos (TRO) e manter alimentação. PLANO B Reparação com soro oral ou com soro venoso quando a via oral é impossível. PLANO C Reparação venosa urgente, para expansão do LEC, manutenção dos eletrólitos. Uma criança com 8 meses, atendida em um estabelecimento de saúde, apresenta-se prostrada, anúrica, enoftálmica, taquicárdica, hipotensa, com mucosas secas, turgor de pele pastoso e fontanelas deprimidas, diagnosticada, portanto, com desidratação. A mãe relata que a criança apresentou 6 episódios de diarreia nas últimas 2 horas. De acordo com relatos desse caso, como a criança está? Interatividade Apresenta-se prostrada, anúrica, enoftálmica, taquicárdica, hipotensa, com mucosas secas, turgor de pele pastoso e fontanelas deprimidas, diagnosticada, portanto, com desidratação. A criança está com desidratação grave, portanto deve-se iniciar as orientações contidas no Plano Básico de Tratamento C. Resposta Descritas de acordo com a localização anatômica afetada. O trato respiratório superior, ou vias aéreas superiores, consiste da orofaringe, faringe, laringe e na parte superior da traqueia. O trato respiratório inferior é composto pela parte inferior da traqueia, brônquios e alvéolos. Infecções de vias aéreas As infecções do trato respiratório são responsáveis pela maioria das doenças agudas em crianças. A etiologia e o curso dessas infecções são influenciados pela idade, estação do ano, condições socioeconômicas, e problemas de saúde preexistentes (HOCKENBERRY; WILSON, 2014). A prevenção das infecções de vias aéreas respiratórias se relaciona com a promoção da saúde integral da criança – evitando-se a desnutrição, a prematuridade e o tabagismo passivo, promovendo o aleitamento materno, a vacinação e melhorando as condições de vida da população. Infecções de vias aéreas A avaliação clínica deve ser realizada para identificar alguns sinais de alerta e solicitar ajuda sempre que necessário. Os principais sintomas de infecção respiratória aguda (IRA) incluem febre, tosse, dificuldade respiratória, coriza, obstrução nasal, dor de garganta e dor de ouvido. O enfermeiro, ao identificar que a criança encontra-se com infecção de vias aéreas respiratórias, deve acompanhar a evolução da doença, atentando-se aos sinais de esforço respiratório como: a tiragem intercostal, batimentos de aletas nasais, gemência, respiração paradoxal e retração do apêndice xifoide, cianose e apneia. Infecções de vias aéreas Cuidados: Manter a permeabilidade das vias aéreas por meio da aspiração frequente de secreções e desobstrução nasal. Promover a hidratação. Controlar os sinais vitais, a perfusão periférica, perfil do padrão respiratório. Realizar balanço hídrico. Pesar a criança diariamente. Evitar alimentar excessivamente a criança com desconforto respiratório pela possibilidade de vômitos e aspiração. Infecções de vias aéreas As mais comuns na infância: Rinofaringite aguda Faringotonsilite Otite média aguda Bronquiolite Pneumonia Asma Infecções de vias aéreas Abrange quadros como o do resfriado comum e ainda outros englobados sob a denominação de rinite viral aguda. É a doença infecciosa de vias aéreas superiores mais comum da infância. Crianças menores de cinco anos podem ter de cinco a oito episódios por ano. Situação é causada quase que exclusivamente por vírus. O tratamento consiste em repouso, hidratação e dieta conforme aceitação, propiciando a higiene e a desobstrução nasal. Rinofaringite aguda Inflamação de qualquer estrutura da orelha média e mastoide de qualquer etiologia. Trata-se de uma situação comum em crianças até 3 anos de idade. A fisiopatologia envolve a inflamação do revestimento interno da orelha média, associada ao acúmulo de secreção. Ocorre junto ou como complicação de um quadro de IVAS, com sintomas iniciais gerais agudos, como febre, choro, inquietude, redução de ingesta, coriza, tosse e irritabilidade. Otite média aguda Pneumonia Processo inflamatório, geralmente infeccioso, que envolve o parênquima pulmonar e que pode ser causado por bactérias, vírus ou por aspiração. A infecção geralmente ocorre a partir das vias aéreas superiores e raramente pela via hematogênica (OLIVEIRA, 2005). A maioria dos quadros acontece após uma infecção viral das vias aéreas superiores – a minoria dos quadros de IVAS se complica com pneumonia (ALVIM; LASMAR, 2009). Infecções de vias aéreas Pneumonia – crianças > 4 semanas e < 1 ano Paciente COM doença cardíaca ou pulmonar de base. Piora da troca gasosa. Pelo menos TRÊS sinais e sintomas: Instabilidade térmica. Leucopenia (≤ 4.000 cel/mm3) ou leucocitose (≥ 15.000 cel/mm3) e desvio à esquerda (≥ 10% bastonetes). Surgimento de secreção purulenta ou mudança das características da secreção ou aumento da secreção respiratória ou aumento da necessidade de aspiração. Apneia, taquipneia, batimento de asa de nariz e tiragem intercostal. Ausculta com sibilos, roncos ou estertores. Tosse. Bradicardia (< 100 bpm) ou taquicardia (> 170 bpm). Infecções de vias aéreas – sintomas Pneumonia – crianças > 1 ano e < 12 anos Paciente COM doença cardíaca ou pulmonar de base. Pelo menos TRÊS dos seguintes sinais e sintomas: Febre (temperatura: > 38 ºC). Leucopenia (≤ 4.000 cel/mm3) ou leucocitose (≥ 15.000 cel/mm3). Surgimento de secreção purulenta ou mudança das características da secreção ou aumento da secreção respiratória ou aumento da necessidade de aspiração. Início ou piora da tosse ou dispneia ou apneia ou taquipneia. Ausculta com roncos ou estertores. Piora da troca gasosa. Infecções de vias aéreas – sintomas A oxigenoterapia é a administração de oxigênio em concentrações maiores do que a encontrada no ar ambiente, sendo o primeiro passo a ser tomado para a correção da hipoxemia. O oxigênio usado deve sempre ser umidificado (CAMARGO et al., 2008). A escolha da forma de administração dependerá, principalmente, da eficiência do sistema a ser empregado. Oxigenoterapia e a criança Existem muitas maneiras de se administrar oxigênio. Dentre essas, encontram-se os cateteres nasais e as máscaras faciais. Os cateteres nasais são de fácil instalação e proporcionam uma fração inspirada de oxigênio (FiO2) entre 24% e 40%. As máscaras faciais oferecem um pouco mais de FiO2 se comparadas aos cateteres nasais, chegando até 60%. Para neonatos e lactentes pode utilizar a oxitenda. Oxigenoterapia e a criança Uma criança com 11 meses está internada na unidade pediátrica com o diagnóstico de pneumonia. Quais cuidados de enfermagem devem ser instituídos para o cuidado dessa criança? Interatividade Manter a permeabilidade das vias aéreas por meio da aspiração frequente de secreções e desobstrução nasal. Promover a hidratação. Controlar os sinais vitais, a perfusão periférica, perfil do padrão respiratório. Realizar balanço hídrico. Pesar a criança diariamente. Evitar alimentar excessivamente a criança com desconforto respiratório pela possibilidade de vômitos e aspiração. Resposta A sonda gástrica é um tubo que pode ser inserido pela boca (orogástrica) ou nariz (nasogástrica) e tem como destino final o estômago. Tem como finalidade a drenagem (mantida abaixo do nível do estômago, aberta) e a descompressão gástricas. A sonda enteral tem como destino final alcançar o intestino na porção pós-pilórica. Utilizada para finalidade de alimentação ou administração de medicamentos de absorção entérica. Sondagem gástrica ou enteral A administração de medicamentos em crianças é um dos aspectos mais desafiadores e críticos da enfermagem pediátrica. Características de absorção, distribuição, metabolismo e excreção de drogas diferem do recém-nascido ao adolescente, sendo, portanto, necessário que enfermeiras-pediatras possuam conhecimentos científicos e técnicos específicos que possibilitem a realização segura e eficaz da terapia medicamentosa (PETERLINI; CHAUD; PEDREIRA, 2003). As medicações prescritas para crianças variam de doses, pois são prescritas de acordo com o peso e a idade. Administração de medicamentos Embora a prescrição de fármacos seja de responsabilidade médica, os conhecimentos do enfermeiro são fundamentais, pois a equipe deve estar capacitada e apta para medicar a criança. Deve-se verificar a dosagem correta, via, ação esperada, acessórios viáveis, efeitos colaterais e os sinais de toxidade (PETERLINI; CHAUD; PEDREIRA, 2003) Administração de medicamentos e a criança Vias de administração Oral Endovenosa Intramuscular Intradérmica Subcutânea Administração de medicamentos e a criança Os fatores que interferem a absorção pelo trato gastrintestinal são: PH gástrico; Tempo de esvaziamento gástrico; Motilidade; Área de absorção; Atividade enzimática; Fatores alimentares. Essa via de administração é de fácil acesso, menos invasiva e menos traumática. Atentar-se aos riscos de aspiração. Via oral Atentar-se aos diferentes métodos e períodos de administração, formas e agentes utilizados para a diluição e problemas relacionados à incompatibilidade medicamentosa, decorrente tanto da associação de drogas, como de soluções (PETERLINI; CHAUD; PEDREIRA, 2003). O acesso venoso é feito através de punção venosa, com cateteres intermitentes, com inserção periférica ou cateter de longa duração, podendo ser de inserção periférica de acesso central (BOWDEN; GREENBERG, 2005). Possui algumas desvantagens, pois apresentam risco aumentado de infecção. Pode ocorrer infiltração, extravasamento do líquido infundido ou hematoma no local da punção. Se houver queixas de dor ou desconforto, antes e durante a administração da medicação, deve-se interromper a infusão. Via endovenosa Importante!!! Prestem muita atenção à rediluição! Medicação não se deve arredondar valor! Via endovenosa A escolha dessa via é importante quando se deseja uma rápida absorção do fármaco, todavia, o músculo escolhido dependerá do peso da criança, da medicação e da quantidade de droga necessária para a injeção. A escolha do local para administração de fármacos pela via IM dependerá da dosagem, da idade da criança e do tempo a que a criança será submetida ao tratamento usando a via IM. Locais: Vasto lateral; ventroglúteo; dorsoglúteo e deltoide. Via intramuscular Convido vocês a participarem do chat após a aula! Convite para a participação do chat ALVIM, C. G.; LASMAR, L. M. L. B. F. Saúde da criança e do adolescente: doenças respiratórias. Belo Horizonte: Coopmed; Nescon UFMG, 2009. BRASIL. Manual de quadros de procedimentos: Aidpi Criança: 2 meses a 5 anos. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: ttp://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/julho/12/17-0095-Online.pdf. Acesso em: 26 jun. 2018. CAMARGO, P. A. B. et al. Oxigenoterapia inalatória em pacientes pediátricos internados em hospital universitário. Rev. Paul. Pediatr., São Paulo, v. 26, n. 1, p. 43-47, 2008. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rpp/v26n1/a07v26n1.pdf. Acesso em: 2 jul. 2018. HOCKENBERRY, M. J.; WILSON, D. Wong: fundamentos de enfermagem pediátrica. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. OLIVEIRA, R. G. Blackbook Pediatria: medicamentos e rotinas medicas. 3. ed. Belo Horizonte: Blackbook, 2005. PETERLINI, M. A. S.; CHAUD, M. N.; PEDREIRA, M. L. G. Órfãos da terapia medicamentosa: a administração de medicamentos por via intravenosa em crianças hospitalizadas. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 11, n. 1, p. 88-95, jan./fev. 2003. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v11n1/16564.pdf. Acesso em: 29 jun. 2018. Referências ATÉ A PRÓXIMA!