Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Profa. Dra. Camila Borghi
UNIDADE IV
Propedêutica e Processo
de Cuidar na Saúde da
Criança e do Adolescente
 A criança hospitalizada
 Doenças prevalentes na infância
 Diarreia
 Desidratação
 Infecções de vias aéreas
 Dispositivos
 Administração de medicamentos
O que vamos falar hoje?
 A hospitalização durante a infância é um acontecimento estressante e traumatizante para 
a criança.
 O processo de hospitalização é marcado por insegurança e desconforto para a criança.
 Ocorre ruptura com o seu meio social, suas atividades, seus hábitos e costumes.
 Imersão em um ambiente novo, repleto de restrições e rotinas, com
pessoas desconhecidas.
 Submetidas a procedimentos geradores de medo e dor (SOUSA et al., 2011).
A criança hospitalizada
Fonte: Brasil (2012, p. 62).
Importante:
 Orientar a criança e a família de modo que entendam o funcionamento e os procedimentos 
hospitalares que serão realizados.
 Apresentar as pessoas da equipe que estarão atuando no cuidado.
 A participação da família: na maioria das vezes, é a referência da vida da criança
fora do hospital.
 Utilizar brinquedoterapia como uma ferramenta de cuidado e atenção à criança.
A criança hospitalizada
Principais doenças que acometem crianças menores de cinco anos no Brasil:
 Diarreia. 
 Infecções Respiratórias Agudas. 
 Anemia. 
 Desnutrição. 
 Doenças Imunopreveníveis.
 Podemos citar ainda: as parasitoses intestinais, meningites, 
tuberculoses, malária e também a violência (BRASIL, 2017).
Doença na infância
O enfermeiro deve saber reconhecer a criança/adolescente doente e, para tal, deverá:
 Identificar e avaliar sinais e sintomas de doenças e possíveis complicações.
 Realizar a consulta de enfermagem de forma objetiva, com ênfase na história 
de saúde e no exame físico.
 Avaliar o estado nutricional e de vacinação da criança.
 Avaliar a complexidade da doença e do estado clínico da criança e, se estiver atuando na 
atenção básica de saúde, saber referenciá-la de maneira adequada.
Doença na infância
Fonte: (BRASIL, 2017) 
 Definição: alteração do conteúdo líquido das fezes, devido à disfunção intestinal, com perdas 
excessivas de nutrientes, principalmente água e eletrólitos, traduzindo um desequilíbrio entre 
os processos de absorção e secreção do intestino. 
Geralmente é acompanhada de:
 aumento da frequência, 
 aumento do volume, 
 diminuição da consistência das fezes. 
Poderão estar presentes, dependendo da causa:
 vômito, dor abdominal, febre, presença de sangue, muco ou 
pus, podendo levar à desidratação e, consequentemente,
à morte.
Diarreia na infância
Doença facilmente evitável, quando os ambientes de exposição da criança recebem atenções 
de saúde públicas adequadas:
 Saneamento básico (disponibilização de água potável);
 Redução da poluição do ar;
 Imunizações recomendadas;
 Oferta de alimentação saudável, como a amamentação exclusiva até os 6 meses de idade.
Diarreia na infância
 Aproximadamente 70% dos óbitos que estão associadas à diarreia ocorrem durante os dois 
primeiros anos de vida.
 A maioria dessas mortes ocorre em países de baixa e média renda.
Diarreia na infância
 Identificar o início do quadro (em horas/em dias).
 Verificar o número de evacuações: nas últimas 4 horas e o perfil desse número nos
últimos dias.
 Perguntar ao cuidador se existe presença de muco ou sangue nas fezes.
 Verificar se ocorreu/ocorre febre, náuseas e vômitos (quanto tempo, número de episódios 
diários e nas últimas 4 horas).
 Perguntar se os amiguinhos da escola, alguém da família ou conhecidos próximos que 
mantiveram contato com a criança estão com os mesmos sintomas. 
 Investigar hábitos e condições de higiene e de saneamento 
básico da família.
 Verificar se as vacinas estão em dia com o calendário
de vacinação.
O enfermeiro e o atendimento da criança com diarreia
 Uma criança com diarreia pode desidratar facilmente. 
 Neonatos, lactentes e desnutridos: rapidamente a desidratação se instala. 
O enfermeiro, durante o exame físico, deverá avaliar a criança quanto às condições
de hidratação:
 verificando se criança está ativa, com mucosas úmidas, com diurese presente e clara, e se 
os sinais vitais (FC, FR e PA) estão adequados à idade.
O enfermeiro e o atendimento da criança com diarreia
De acordo com a duração e agentes causadores:
1. Aguda;
2. Persistente;
3. Crônica.
Tipos de diarreia
Fonte: Brasil, 2017 p. 11 ; Oliveira, 2005 p. 315-16.
 Duração: horas até 7-13 dias;
 Mortalidade: relacionada à desidratação (neonatos e lactentes), e potencializada com o 
estado nutricional da criança;
 Problemas de Saúde Pública: importante em populações carentes, áreas de saneamento 
básico deficitárias (tratamento de água e esgoto inexistentes);
 Geralmente fezes na forma aquosa, com secreção ativa de água e eletrólitos. 
 Principal causa é infecciosa.
Diarreia aguda (conhecida como gastroenterocolite)
Fonte: Brasil, 2017 p. 11 ; Oliveira, 2005 p. 315-16.
 Prolongamento do quadro diarreico por mais de 14 dias.
 Infecção continuada de um agente, danificando as vilosidades e levando à
instabilidade hidroeletrolítica;
 Ocorre geralmente em crianças desnutridas pelas mesmas causas da diarreia aguda, em 
que a regeneração dos enterócitos é inadequada;
 Maior causa de desidratação que evolui para óbito;
 Pode apresentar-se sob a forma de diarreia aquosa ou disenteria (sangue);
 O enfermeiro deverá avaliar o estado nutricional da criança: desnutridos = mais grave.
Diarreia persistente
Fonte: Brasil, 2017 p. 11 ; Oliveira, 2005 p. 315-16.
 Duração maior que 30 dias. 
Causas:
 Inflamações crônicas; 
 Alergia a alimentos; 
 Cólon irritável; 
 Parasitoses intestinais não tratadas ou resistentes; 
 Tuberculose; 
 Intolerância alimentar (enteropatia por glúten e/ou lactose).
Diarreia crônica
Fonte: Brasil, 2017 p. 11 ; Oliveira, 2005 p. 315-16.
Tratamento da criança com diarreia 
Fonte: Brasil (2017). 
Tratamento
Plano A Hidratada
Plano B
Desidratada
Plano C
Tratamento da criança com diarreia 
Fonte: Brasil (2017). 
Tratamento
Plano A
Hidratada:
ativa, com mucosas úmidas, com diurese presente e clara e 
se os sinais vitais (frequência cardíaca, pressão arterial e 
frequência respiratória) estão adequados à idade.
Plano B
Desidratada
Plano C
Plano A – criança sem desidratação
 Orientação e dispensa da criança: o tratamento será em casa.
 Terapia de Reidratação Oral – TRO: administrar líquidos adicionais 
(Leite Materno, Soro de Reidratação Oral – SRO após cada episódio diarreico).
 Continuar a alimentar: alimentos constipantes e não laxativos devem ser preparados (exceto 
em casos de vômitos).
 Orientar quanto aos sinais de piora (desidratação, febre, diarreia, vômitos em jato): retornar à 
unidade de saúde.
Tratamento da criança com diarreia 
O enfermeiro deve saber conduzir casos de crianças com diarreia, principalmente pela 
facilidade e rapidez com que essa doença pode levar à desidratação e muitas vezes ao óbito. 
Quais são os cuidados à criança com diarreia sem desidratação?
Interatividade
Quais são os cuidados à criança com diarreia sem desidratação?
 Terapia de Reidratação Oral – TRO: administrar líquidos adicionais 
(Leite Materno, Soro de Reidratação Oral – SRO após cada episódio diarreico).
 Continuar a alimentar: alimentos constipantes e não laxativos devem ser preparados (exceto 
em casos de vômitos).
 Orientar quanto aos sinais de piora (desidratação, febre, diarreia, vômitos em jato): retornar à 
unidade de saúde.
Resposta
 A desidratação pode ocorrer, dentre outras causas, de uma complicação da diarreia, que, se 
não tratada, poderá levar ao choque hipovolêmico e consequentemente à morte.
 O exame físico é um importante recurso para avaliar a presença de desidratação.
Desidratação 
Ações do enfermeiro no monitoramento da criança com desidratação:
 Avaliaras condições clínicas da criança e a evolução da desidratação: melhora ou piora do 
quadro clínico. 
 Deve estabelecer uma contínua vigilância.
 Monitorar o balanço hídrico, os sinais vitais, como a temperatura, a presença e a localização 
dos pulsos periféricos, FC e FR e PA.
 Atentar-se ao comportamento (agitado, sedento ou apático).
 Identificar a perfusão periférica, hidratação das mucosas, 
prega cutânea e ao controle do peso corporal. 
 Verificar as fontanelas (lactentes).
Desidratação
A desidratação pode ocorrer por:
 Déficit de volumes dos líquidos corporais, denominados de desidratação volumétrica.
 Das alterações na composição dos líquidos corporais, por motivos dos distúrbios da 
osmolaridade, como nos casos da hiponatremia e da hipernatremia, denominadas de 
desidratação quantitativa.
Desidratação 
Tipos de desidratação:
 Leve.
 Moderada (transição).
 Grave.
Desidratação 
Principais sinais para avaliação do grau de desidratação na infância, da 
criança com diarreia
Fonte: Adaptado de 
Oliveira (2005, p. 316).
HIDRATADO
DESIDRATAÇÃO
LEVE GRAVE
Estado geral Ativo Sede, irritabilidade
Prostrado, hiporreativo, 
comatoso
Olhos Normais Enoftalmia
Enoftalmia pronunciada, 
tensão ocular diminuída
Umidade das 
mucosas
Normal Reduzida Reduzida, quase seca
Turgor de pele Normal Alterado Turgor pastoso
Lágrimas Presentes
Ausentes ou 
diminuídas
Ausentes
Fontanela Plana Deprimida Muito deprimida
Sede Normal Evidente Intensa
Pulsos
Cheios,
normais
Normais, pouco finos
Finos, difícil palpação dos 
periféricos
Principais sinais para avaliação do grau de desidratação na infância, da 
criança com diarreia
Fonte: Adaptado de 
Oliveira (2005, p. 316).
HIDRATADO
DESIDRATAÇÃO
LEVE GRAVE
Perfusão 
periférica
Normal
(> 3 segundos)
3 a 6 segundos > 10 segundos
Frequência 
cardíaca
Normal
Taquicardia 
discreta
Taquicardia 
significativa
Volume urinário Normal
Reduzida, 
concentrada
Ausente
Perda de peso 
(decorrente da 
perda líquida)
Até 3% do peso 
ou até 
30 mL/kg
De 3 a 10% do 
peso ou de 30 a 
100 mL/kg
Acima de 10% de 
peso ou acima de 
100 mL/kg
Tratamento da criança com diarreia 
Tratamento
Plano A Hidratada
Plano B
Desidratada
Plano C
Fonte: Brasil (2017).
Tratamento da criança com diarreia – plano B 
Tratamento
Plano A Hidratada
Plano B Desidratação leve
Reidratação com SRO – duração = 4 horas 
Supervisão do enfermeiro
Concluída a reidratação = iniciar realimentação sob supervisão
Reavaliação clínica = reclassificação da desidratação
Quando hidratada: (avaliar sinais e sintomas) encaminhar para casa 
com as orientações do Plano A
Fonte: Brasil (2017).
Tratamento da criança com diarreia 
Tratamento
Plano A Hidratada
Plano B
DesidratadaPlano C
Fonte: Brasil (2017).
Tratamento da criança com diarreia 
Tratamento
Plano A Hidratada
Plano B
Desidratação grave:
Terapia IV: reparação venosa e fase 
de manutenção
Plano C
Fonte: Brasil (2017).
Diarreia e os planos básicos de tratamento
Fonte: Adaptado de Oliveira (2005, p. 316).
HIDRATADO
DESIDRATAÇÃO
LEVE GRAVE
Plano básico de 
tratamento
PLANO A
Manter oferta de 
líquidos (TRO) e 
manter alimentação.
PLANO B
Reparação com soro 
oral ou com soro 
venoso quando a via 
oral é impossível.
PLANO C
Reparação venosa 
urgente, para 
expansão do LEC, 
manutenção dos 
eletrólitos.
Uma criança com 8 meses, atendida em um estabelecimento de saúde, apresenta-se 
prostrada, anúrica, enoftálmica, taquicárdica, hipotensa, com mucosas secas, turgor de pele 
pastoso e fontanelas deprimidas, diagnosticada, portanto, com desidratação. A mãe relata que 
a criança apresentou 6 episódios de diarreia nas últimas 2 horas. De acordo com relatos desse 
caso, como a criança está?
Interatividade
Apresenta-se prostrada, anúrica, enoftálmica, taquicárdica, hipotensa, com mucosas secas, 
turgor de pele pastoso e fontanelas deprimidas, diagnosticada, portanto, com desidratação.
 A criança está com desidratação grave, portanto deve-se iniciar as orientações contidas no 
Plano Básico de Tratamento C.
Resposta
 Descritas de acordo com a localização anatômica afetada.
 O trato respiratório superior, ou vias aéreas superiores, consiste da orofaringe, faringe, 
laringe e na parte superior da traqueia.
 O trato respiratório inferior é composto pela parte inferior da traqueia, brônquios e alvéolos.
Infecções de vias aéreas
 As infecções do trato respiratório são responsáveis pela maioria das doenças agudas em 
crianças. A etiologia e o curso dessas infecções são influenciados pela idade, estação do 
ano, condições socioeconômicas, e problemas de saúde preexistentes (HOCKENBERRY; 
WILSON, 2014).
 A prevenção das infecções de vias aéreas respiratórias se relaciona com a promoção da 
saúde integral da criança – evitando-se a desnutrição, a prematuridade e o tabagismo 
passivo, promovendo o aleitamento materno, a vacinação e melhorando as condições de 
vida da população.
Infecções de vias aéreas
 A avaliação clínica deve ser realizada para identificar alguns sinais de alerta e solicitar ajuda 
sempre que necessário. 
 Os principais sintomas de infecção respiratória aguda (IRA) incluem febre, tosse, dificuldade 
respiratória, coriza, obstrução nasal, dor de garganta e dor de ouvido. 
 O enfermeiro, ao identificar que a criança encontra-se com infecção de vias aéreas 
respiratórias, deve acompanhar a evolução da doença, atentando-se aos sinais de esforço 
respiratório como: a tiragem intercostal, batimentos de aletas nasais, gemência, respiração 
paradoxal e retração do apêndice xifoide, cianose e apneia.
Infecções de vias aéreas
Cuidados:
 Manter a permeabilidade das vias aéreas por meio da aspiração frequente de secreções e 
desobstrução nasal. 
 Promover a hidratação. 
 Controlar os sinais vitais, a perfusão periférica, perfil do padrão respiratório. 
 Realizar balanço hídrico. 
 Pesar a criança diariamente.
 Evitar alimentar excessivamente a criança com desconforto 
respiratório pela possibilidade de vômitos e aspiração.
Infecções de vias aéreas
As mais comuns na infância:
 Rinofaringite aguda 
 Faringotonsilite
 Otite média aguda
 Bronquiolite
 Pneumonia
 Asma
Infecções de vias aéreas
 Abrange quadros como o do resfriado comum e ainda outros englobados sob a denominação 
de rinite viral aguda. 
 É a doença infecciosa de vias aéreas superiores mais comum da infância. 
 Crianças menores de cinco anos podem ter de cinco a oito episódios por ano. 
 Situação é causada quase que exclusivamente por vírus.
 O tratamento consiste em repouso, hidratação e dieta conforme aceitação, propiciando a 
higiene e a desobstrução nasal.
Rinofaringite aguda
 Inflamação de qualquer estrutura da orelha média e mastoide de qualquer etiologia. 
 Trata-se de uma situação comum em crianças até 3 anos de idade. A fisiopatologia envolve a 
inflamação do revestimento interno da orelha média, associada ao acúmulo de secreção.
 Ocorre junto ou como complicação de um quadro de IVAS, com sintomas iniciais gerais 
agudos, como febre, choro, inquietude, redução de ingesta, coriza, tosse e irritabilidade.
Otite média aguda
Pneumonia
 Processo inflamatório, geralmente infeccioso, que envolve o parênquima pulmonar e que 
pode ser causado por bactérias, vírus ou por aspiração. 
 A infecção geralmente ocorre a partir das vias aéreas superiores e raramente pela via 
hematogênica (OLIVEIRA, 2005). 
 A maioria dos quadros acontece após uma infecção viral das 
vias aéreas superiores – a minoria dos quadros de IVAS se 
complica com pneumonia (ALVIM; LASMAR, 2009).
Infecções de vias aéreas
Pneumonia – crianças > 4 semanas e < 1 ano
 Paciente COM doença cardíaca ou pulmonar de base. 
 Piora da troca gasosa.
 Pelo menos TRÊS sinais e sintomas: Instabilidade térmica. Leucopenia (≤ 4.000 cel/mm3) ou 
leucocitose (≥ 15.000 cel/mm3) e desvio à esquerda (≥ 10% bastonetes). Surgimento de secreção purulenta ou mudança das características da secreção ou aumento 
da secreção respiratória ou aumento da necessidade de aspiração. 
 Apneia, taquipneia, batimento de asa de nariz
e tiragem intercostal.
 Ausculta com sibilos, roncos ou estertores. Tosse. Bradicardia 
(< 100 bpm) ou taquicardia (> 170 bpm).
Infecções de vias aéreas – sintomas
Pneumonia – crianças > 1 ano e < 12 anos
 Paciente COM doença cardíaca ou pulmonar de base. 
 Pelo menos TRÊS dos seguintes sinais e sintomas: Febre (temperatura: > 38 ºC). 
Leucopenia (≤ 4.000 cel/mm3) ou leucocitose (≥ 15.000 cel/mm3). 
 Surgimento de secreção purulenta ou mudança das características da secreção ou aumento 
da secreção respiratória ou aumento da necessidade de aspiração. 
 Início ou piora da tosse ou dispneia ou apneia ou taquipneia. 
 Ausculta com roncos ou estertores. 
 Piora da troca gasosa.
Infecções de vias aéreas – sintomas
 A oxigenoterapia é a administração de oxigênio em concentrações maiores do que a 
encontrada no ar ambiente, sendo o primeiro passo a ser tomado para a correção
da hipoxemia.
 O oxigênio usado deve sempre ser umidificado (CAMARGO et al., 2008).
 A escolha da forma de administração dependerá, principalmente, da eficiência do sistema a 
ser empregado.
Oxigenoterapia e a criança
 Existem muitas maneiras de se administrar oxigênio. Dentre essas, encontram-se os 
cateteres nasais e as máscaras faciais.
 Os cateteres nasais são de fácil instalação e proporcionam uma fração inspirada de oxigênio 
(FiO2) entre 24% e 40%. 
 As máscaras faciais oferecem um pouco mais de FiO2 se comparadas aos cateteres nasais, 
chegando até 60%.
 Para neonatos e lactentes pode utilizar a oxitenda.
Oxigenoterapia e a criança
Uma criança com 11 meses está internada na unidade pediátrica com o diagnóstico de 
pneumonia. Quais cuidados de enfermagem devem ser instituídos para o cuidado
dessa criança?
Interatividade
 Manter a permeabilidade das vias aéreas por meio da aspiração frequente de secreções e 
desobstrução nasal.
 Promover a hidratação.
 Controlar os sinais vitais, a perfusão periférica, perfil do padrão respiratório.
 Realizar balanço hídrico.
 Pesar a criança diariamente.
 Evitar alimentar excessivamente a criança com desconforto respiratório pela possibilidade de 
vômitos e aspiração.
Resposta
 A sonda gástrica é um tubo que pode ser inserido pela boca (orogástrica) ou nariz 
(nasogástrica) e tem como destino final o estômago.
 Tem como finalidade a drenagem (mantida abaixo do nível do estômago, aberta) e a 
descompressão gástricas.
 A sonda enteral tem como destino final alcançar o intestino na porção pós-pilórica.
 Utilizada para finalidade de alimentação ou administração de medicamentos de
absorção entérica.
Sondagem gástrica ou enteral
 A administração de medicamentos em crianças é um dos aspectos mais desafiadores e 
críticos da enfermagem pediátrica.
 Características de absorção, distribuição, metabolismo e excreção de drogas diferem do 
recém-nascido ao adolescente, sendo, portanto, necessário que enfermeiras-pediatras 
possuam conhecimentos científicos e técnicos específicos que possibilitem a realização 
segura e eficaz da terapia medicamentosa (PETERLINI; CHAUD; PEDREIRA, 2003).
 As medicações prescritas para crianças variam de doses, pois 
são prescritas de acordo com o peso e a idade.
Administração de medicamentos
 Embora a prescrição de fármacos seja de responsabilidade médica, os conhecimentos do 
enfermeiro são fundamentais, pois a equipe deve estar capacitada e apta para medicar
a criança.
 Deve-se verificar a dosagem correta, via, ação esperada, acessórios viáveis, efeitos 
colaterais e os sinais de toxidade (PETERLINI; CHAUD; PEDREIRA, 2003)
Administração de medicamentos e a criança
Vias de administração
 Oral
 Endovenosa
 Intramuscular
 Intradérmica
 Subcutânea
Administração de medicamentos e a criança
Os fatores que interferem a absorção pelo trato gastrintestinal são: 
 PH gástrico; 
 Tempo de esvaziamento gástrico; 
 Motilidade; 
 Área de absorção;
 Atividade enzimática;
 Fatores alimentares. 
 Essa via de administração é de fácil acesso, menos invasiva e 
menos traumática.
 Atentar-se aos riscos de aspiração.
Via oral 
 Atentar-se aos diferentes métodos e períodos de administração, formas e agentes utilizados 
para a diluição e problemas relacionados à incompatibilidade medicamentosa, decorrente 
tanto da associação de drogas, como de soluções (PETERLINI; CHAUD; PEDREIRA, 2003).
 O acesso venoso é feito através de punção venosa, com cateteres intermitentes, com 
inserção periférica ou cateter de longa duração, podendo ser de inserção periférica de 
acesso central (BOWDEN; GREENBERG, 2005).
 Possui algumas desvantagens, pois apresentam risco aumentado de infecção.
 Pode ocorrer infiltração, extravasamento do líquido infundido 
ou hematoma no local da punção. Se houver queixas de dor 
ou desconforto, antes e durante a administração da 
medicação, deve-se interromper a infusão.
Via endovenosa
Importante!!!
 Prestem muita atenção à rediluição!
 Medicação não se deve arredondar valor!
Via endovenosa
 A escolha dessa via é importante quando se deseja uma rápida absorção do fármaco, 
todavia, o músculo escolhido dependerá do peso da criança, da medicação e da quantidade 
de droga necessária para a injeção.
 A escolha do local para administração de fármacos pela via IM dependerá da dosagem,
da idade da criança e do tempo a que a criança será submetida ao tratamento usando
a via IM.
 Locais: Vasto lateral; ventroglúteo; dorsoglúteo e deltoide.
Via intramuscular
 Convido vocês a participarem do chat após a aula!
Convite para a participação do chat
 ALVIM, C. G.; LASMAR, L. M. L. B. F. Saúde da criança e do adolescente: doenças respiratórias. Belo 
Horizonte: Coopmed; Nescon UFMG, 2009.
 BRASIL. Manual de quadros de procedimentos: Aidpi Criança: 2 meses a 5 anos. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2017. Disponível em: 
ttp://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/julho/12/17-0095-Online.pdf. Acesso em: 26 jun. 2018.
 CAMARGO, P. A. B. et al. Oxigenoterapia inalatória em pacientes pediátricos internados em hospital 
universitário. Rev. Paul. Pediatr., São Paulo, v. 26, n. 1, p. 43-47, 2008. Disponível em: 
http://www.scielo.br/pdf/rpp/v26n1/a07v26n1.pdf. Acesso em: 2 jul. 2018.
 HOCKENBERRY, M. J.; WILSON, D. Wong: fundamentos de enfermagem pediátrica. 9. ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2014.
 OLIVEIRA, R. G. Blackbook Pediatria: medicamentos e rotinas 
medicas. 3. ed. Belo Horizonte: Blackbook, 2005.
 PETERLINI, M. A. S.; CHAUD, M. N.; PEDREIRA, M. L. G. Órfãos da 
terapia medicamentosa: a administração de medicamentos por via 
intravenosa em crianças hospitalizadas. Rev. Latino-Am. Enfermagem, 
Ribeirão Preto, v. 11, n. 1, p. 88-95, jan./fev. 2003. Disponível em: 
http://www.scielo.br/pdf/rlae/v11n1/16564.pdf. Acesso em: 29 jun. 2018.
Referências
ATÉ A PRÓXIMA!

Mais conteúdos dessa disciplina