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ANA GEÓRGIA - 8º MB 
AULA - FARINGOTONSILITES 
 
Anatomia 
- Tecido linfóide vai formar: adenoide,         
tonsilas peritubárias/ lingual.  
- Amígdalas/ tonsilas: costuma-se ver       
quando realiza a oroscopia. 
- Adenóide: seria a tonsila faríngea fica           
ao final do nariz 
 
 
 
 
- Cornetos inferiores, médios e       
superiores onde tem a vegetação da           
adenoide. Depois das papilas       
circunvaladas tem a tonsila lingual, e           
tem a tubária que fica perto da tuba               
auditiva.  
- Todos esses tecidos funcionam como a           
primeira defesa da via aérea superior e             
formam o tecido do anel linfático de             
Waldeyer (que é o conjunto desses           
tecidos, responsáveis pela produção       
de imunoglobulina, cadeia J (IgA). 
 
Anel Linfático de Waldeyer  
- A imunidade não será prejudicada se           
retirar algum desses tecidos, porque os           
outros continuam e produzem células         
de defesa. 
 
 
Função 
 
 
- No trato respiratório superior, a         
primeira linha de defesa é o anel             
linfático de Waldeyer. 
 
 
- Cadeia J -> produção de IgA. Defesa             
direta para a produção de         
imunoglobulinas, porém não é a única. 
 
Faringotonsilites 
- As IVAS têm prevalência elevada; 
- Odinofagia é a 3 ªcausa atendimento           
de urgência; 
ANA GEÓRGIA - 8º MB 
- Viral x Bacteriana ​(uso inadequado         
(uso inadequado de antibiótico).       
Importante diferenciar para ter uma         
melhor resposta ao tratamento       
(antibiótico). Existe uso inadequado do         
antibiótico, cerca de 65% das crianças           
até os 3 anos de vida vão ter               
faringotonsilites virais, não sendo       
necessário o uso de antibiótico. 
- Pus pode ser confundido com fibrina. 
 
 
 
Tecido imunocompetente local secretando igs         
nas criptas impedindo replicação dos         
patógenos; principalmente a IgA. Isso serve           
tanto para viral ou bacteriana. 
Incidência: CRIANÇAS e ADOLESCENTES; 
1. Viral​: 75% de crianças ‹ 3 anos 
2. Bacteriana: ​24% EBHGA - 2 a 12 anos.                
Principal agente é o Streptococcus         
bacteriano beta - hemolítico do grupo           
A. 
 
 
- Bacteriana: língua esbranquiçada, tem       
mais biofilme no dorso da língua. 
- Viral: quadro menos exuberante.  
 
 
 
Bacteriano: quadro mais clássico. Febre alta e             
persistente. 
 
Diagnóstico​: 
- Exame cultural da orofaringe - padrão           
ouro  
Sensibilidade 90-95%. Única     
desvantagem: tempo para dar o         
diagnóstico (depende da proliferação       
do patógeno na cultura). 
- Teste rápido para detecção do         
antígeno estreptocócico​- mais usado no  
dia. Pode ser feito na urgência porque             
sai mais rápido, Mas não é padrão             
ouro devido a sensibilidade. 
Sensibilidade 75% 
Especificidade 95% 
 
Complicações infecções por EBHGA: 
- Não supurativas 
Febre reumática 
Glomerulonefrite aguda 
1 - 3 semanas 
● Quadro de amigdalite que foi         
subtratada, não erradicou o patógeno         
e com 1 - 3 semanas começa com o                 
novo quadro.  
 
- Supurativas 
Abscesso peritonsilar 
Abscesso retrofaríngeo 
Adenite / abscesso cervical 
● Evoluem com abscesso. Sempre       
lembrar que a amígdala está em um             
local de tecido frouxo, é fácil propagar             
quando não é bem tratado.  
Pode ter uma mediastinite. Em         
complicações severas deve-se ter       
cuidado (abscesso cervical/     
retrofaríngeo). Abscesso   
periamigdaliano, em grande parte       
ANA GEÓRGIA - 8º MB 
consegue drenar e mandar para casa           
com antibiótico oral. Grande maioria         
requer acompanhamento e     
internamento. 
 
i​TRATAMENTO CLÍNICO 
Penicilinas 
Cefalosporinas 1 ◦ geração 
Macrolídeos 
● Depende da gravidade do paciente 
● Geralmente se inicia com penicilina e           
em casos que não podem usar, utiliza a               
cefalosporina de 1ª geração ou         
macrolídeos.  
● Grande maioria das faringotonsilites       
sem complicação não precisa de         
internamento. Exceto em pacientes       
mais toxemiados, que não conseguem         
deglutir, é preciso internar e fazer ATB             
EV.  
● Maioria o acompanhamento é       
ambulatorial 
 
TRATAMENTO CIRÚRGICO 
 
- Complicações 
- Amigdalites de repetição:     
amigdalectomia. Para isso se utiliza os           
critérios de Paradise - ver a indicação             
de amigdalectomia 
 
- Frequência: se teve a partir de 7             
episódios em 1 ano ou se teve 5 ou mais                   
episódios nos últimos 2 anos ou 3             
episódios nos últimos 3 anos.  
- Associado com algum dos sintomas:         
adenopatia cervical > 2 cm e doloroso,             
temperatura > 38,3º, exsudato       
amigdalar e cultivo positivo para         
EBHGA.  
Frequência mais um sintoma associado já é             
indicado a cirurgia. Mas existem casos que             
podem ser indicados também. 
 
Abscesso peritonsilar / periamigdaliano 
● Uma das complicações supurativas       
mais frequentes em urgência otorrino. 
● A amígdala fica     
na orofaringe e     
tem um pilar     
anterior (que   
está em contato     
com o palato,     
que vai definir a       
loja amigdaliana   
anterior) e tem     
um pilar   
posterior 
(próximo a úvula).  
● O ABSCESSO NÃO É NA AMÍGDALA. 
● Estafilococos Aureus ou flora múltipla         
anaeróbios (mais frequente).     
Amigdalites não tratadas     
adequadamente. 
● Dor de garganta unilateral e intensa 
● Sialorréia 
● Trismo - não consegue abrir a boca 
● Febre - paciente mais toxemiado, que           
não consegue deglutir a saliva. 
● Comprometimento estado geral 
 
ABSCESSO PERIAMIGDALIANO 
 
 
- Não pode abrir     
diretamente com o bisturi.       
Deve-se puncionar para     
ver se sai alguma       
secreção. Ao sair alguma       
secreção, amplia o local 
- Secreção purulenta,   
paciente não está     
ANA GEÓRGIA - 8º MB 
toxemiado pode drenar e colocar         
antibiótico, mandar para casa       
(macrolídeo/ polimicrobiano -     
clindamicina) 
- Pacientes internados, deve cobrir para         
gram +, gram - e anaeróbios ( clinda +                 
rocefin). 
 
Mononucleose Infecciosa 
 
● Vírus Epstein Barr 
● Temperatura normal ou elevada 
● Mal estar - geral / Astenia 
● Tonsilas palatinas aumentadas de       
tamanho e com exsudato - ficam           
hiperemiadas, edemaciadas  
● Hepatomegalia / Esplenomegalia     
(associadas ou isoladamente). 
● Teste de Paul Bunnell - ​tem a pesquisa               
de anticorpos heterófilos IgM. No início           
da doença pode estar negativo,         
porque ainda só vai ter antígenos ou             
em crianças menores de 5 anos por             
causa do sistema imunológico imaturo         
(falso - negativo).  
● Anti VCA: IgM anti VCA ›1:10, IgG anti               
VCA ›1:320 - quando positiva - IgM/ IgG​.               
O exame mais importante é a pesquisa             
de anticorpos contra o antígeno do           
capsídeo viral. 
 
 
TRATAMENTO  
- Sintomático 
- No leucograma pode ter uma         
leucocitose ou linfocitose atípica 
 
Angina de Ludwig  
 
● É quadro específico de maus cuidados           
dentários - hepatopata, idoso. A boca é             
um local rico de bactérias,         
principalmente anaeróbios. 
● Polimicrobiano; 
● Origem mais comum dentária; 
● Sialorréia intensa / taquicardia /         
sensação de sufocamento (porque       
acomete mais a região submandibular,         
local de tecido frouxo, leva a essa             
sensação) / leucocitose / disfagia e           
odinofagia / trismo / dispnéia / febre             
alta; 
● Tratamento com antibioticoterapia de       
amplo espectro. 
● Graves. Tem que deixar internado.  
 
Em alguns casos quando não         
consegue agir rapidamente, pode       
precisar em casosmais graves realizar           
a traqueostomia, porque o edema         
pode ficar grande e dá a sensação de               
sufocamento no paciente.

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