Prévia do material em texto
Fiscal de Loja Introdução O fiscal de loja é um dos mais altos postos dentro de uma empresa, ficando atrás apenas dos cargos ligados à gerência da mesma. Afinal, como fiscal, ele deve fiscalizar toda a loja e isso não é trabalho fácil. Introdução Quem deseja atuar como fiscal de loja deve caminhar por duas áreas que a prioridade podem parecer bem opostas: lidar com pessoas e números. Bem opostas porque é lugar comum escutarmos de alguns profissionais (normalmente profissionais mais antigos, que ainda tem aquela cabeça de que “ou você faz isso” ou “faz aquilo”) que quem trabalha com números, informática, lógica e parte técnica é porque não tem tato com clientes, funcionários e funções que exijam liderança e relacionamento humano. O fiscal de loja prova que isso já não é bem assim. Introdução O fiscal de loja demonstra que as coisas não funcionam dessa forma e que a cada vez mais as empresas exigem multidisciplinaridade de seus funcionários. Esse, no caso, é responsável por lidar com pessoas e patrimônios. O que faz o fiscal de loja? No que diz respeito à parte de números este profissional deve fazer cumprir com todas as regras estabelecidas pela empresa, receber valores, conferir saída e entrada de mercadorias e estoques bem como notas fiscais, elaborar relatórios administrativos, acompanhar serviços terceirizados, mapear setores de risco e preencher formulários internos, entre outras tantas funções que lhe podem ser exigidas. O que faz o fiscal de loja? Já na parte de gerenciamento humano, ele deve fazer abordagens tanto em funcionários, como em pessoas suspeitas, investigar roubos e furtos, conduzir suspeitos de delito à sala de segurança ou até mesmo a unidades da polícia, esclarecer dúvidas de clientes e funcionários, conferir a entrada de funcionários, supervisionar a limpeza e as escalas/revezamento de horários. O que faz o fiscal de loja? O fiscal de loja é parte do coração da empresa e assim como o nosso coração, se ele para de pulsar, todo o resto do corpo para. Dentre as muitas habilidades exigidas desse profissional, destacam-se: gestão de tempo, excelência no atendimento, matemática financeira e auditoria contábil. Uma boa dose de psicologia também é bem vinda, já que grande parte de seu trabalho consiste em contato direto com pessoas. Quanto ganha? No cargo de Fiscal de Loja se inicia ganhando R$ 1.155,00 de salário e pode vir a ganhar até R$ 1.502,00. Identificando furtantes e suas atitudes suspeitas na área de vendas das lojas A principal causa geradora de perdas para vários segmentos do varejo, o furto realizado na área de vendas, conhecido como furto externo, tem merecido atenção especial por parte dos varejistas na implementação de medidas preventivas. Identificando furtantes e suas atitudes suspeitas na área de vendas das lojas A adoção de medidas tradicionais como a instalação de câmeras, etiquetas eletrônicas, antenas anti-furto, embalagens de proteção, etc, possuem sua importância, porém, a preocupação atual com a fragilidade dos processos, impulsionou a implementação de ações visando a melhoria dos processos, através da criação de políticas de segurança focando a realização de abordagens, políticas de contingência para o gerenciamento de crises e principalmente, a realização de treinamentos, para fixação das normas, procedimentos e responsabilidades dos colaboradores para evitar o furto. Identificando furtantes e suas atitudes suspeitas na área de vendas das lojas Para a correta elaboração dessas políticas, faz-se necessário antecipadamente, traçar o perfil dos furtantes para identificar a ação preventiva mais adequada, assim como, os procedimentos para o desfecho satisfatório das situações que deram causa. De uma forma geral, podemos classificar os furtantes em três categorias: Identificando furtantes e suas atitudes suspeitas na área de vendas das lojas 1) Furtante Ocasional: Geralmente o furtante ocasional é um cliente regular da loja. Quando age, compra produtos e tenta levar outro(s) de “brinde”. Tem como característica não chamar a atenção pois conversa com funcionários, inclusive, solicita ajuda. Para esse tipo de “furtante’, muitas optam em não chamar a polícia quando o furto é consumado, por tratar-se de um cliente, que muitas vezes, subtrai um produto de pouca relevância. Identificando furtantes e suas atitudes suspeitas na área de vendas das lojas 2) Furtante Impulsivo: Não é um cliente da loja, age sozinho e costuma não comprar produtos. Também se enquadram nessa classificação os cleptomaníacos. Esse tipo de furtante merece uma atenção especial, pois, a exceção pode virar regra e a prática do delito pode gerar grandes prejuízos a empresa. Nesse caso, acionar a polícia e registrar um boletim de ocorrência pode conter futuras tentativas. Identificando furtantes e suas atitudes suspeitas na área de vendas das lojas 3) Furtante Profissional: Geralmente agem em duplas ou quadrilhas. Cada membro da quadrilha possui uma função, como chamar a atenção da equipe de Prevenção de Perdas para que outros tenham maior facilidade para furtar. Utilizam sacolas preparadas, alicates para cortar dispositivos eletrônicos e outros dispositivos na tentativa de burlar os sistemas de segurança da loja. Não há o que se discutir, para esse tipo de furtante, o acionamento da autoridade policial quando há a consumação do furto é um procedimento obrigatório. Atitudes Suspeitas Todos esses furtantes apresentam, em determinadas situações, as mesmas características e atitudes suspeitas. Uma equipe de Prevenção de Perdas bem treinada, necessita estar capacitada para agir antes da consumação do furto, isto é, antes do cliente sair da loja, para isto, é necessário o mapeamento dessas ações suspeitas para a tomada de ações preventivas, A seguir destaco algumas atitudes que podem levar a desconfiança dos colaboradores: Atitudes Suspeitas ● Olhar muito para os lados; ● Levantar o produto à altura dos olhos observando o movimento de funcionários; ● Deixar cair o produto no chão de forma proposital para colocá-lo na bolsa ou sacola; ● Permanecer por muito tempo em um local de pouca visibilidade e circulação de funcionários; ● Abrir a bolsa ou sacola de forma proposital em local onde se escolhe produtos; ● Provar produtos na área de vendas. Atitudes Suspeitas Quando essas atitudes são identificadas, colocar em prática a Abordagem Preventiva (destaque mais abaixo), pode gerar resultados positivos tanto na mitigação do Risco de Furto como o Risco legal, em razão de ações indenizatórias por Danos Morais. Locais utilizados para Ocultação dos produtos O crime de furto é consumado quando o furtante retira produtos da loja sem efetuar o devido pagamento no caixa, ultrapassando os limites da entrada/saída da loja, portanto, enquanto o cliente permanecer com o produto dentro da loja, guardando por exemplo, dentro de sua bolsa, não pode ser caracterizado um furto. Nesse caso, o possível furtante pode alegar que ainda está dentro da loja e na sua saída, efetuará o pagamento. portanto, a atuação da equipe de prevenção de perdas é limitada e precisa respeitar os direitos dos clientes como consumidores. Locais utilizados para Ocultação dos produtos Porém, guardar os produtos dentro da bolsa (popularmente chamado de ocultação) não é uma prática usual, nesse caso, temos que ficar atentos. Os locais geralmente utilizados para essa ocultação dos produtos, são os seguintes: Locais utilizados para Ocultação dos produtos ● Casacos; ● Guarda Chuvas; ● Sacolas; ● Saias; ● Livros; ● Carrinho de bebê e Falsa gravidez; ● Bolsa grande, Mochila; ● Paletó; ● Bolsa aberta a tiracolo; ● Pasta, Maleta; ● Nos bolsos do próprio produto quando da entrada no provador. Realizando uma Abordagem Preventiva A Abordagem Preventiva tem como objetivo evitar a consumação de uma perda que pode ser ocasionada pelo consumo ou furto de produtos na área de vendas. Várias são as técnicasutilizadas atualmente, alinhando o apoio da tecnologia (CFTV, antenas / etiquetas) aos treinamentos dos procedimentos e políticas a todos os colaboradores envolvidos. Realizando uma Abordagem Preventiva Esse tipo de abordagem é realizada, quando o cliente apresenta uma atitude suspeita, que pode ser identificada por qualquer colaborador e/ou pelo circuito fechado de TV. Aproximando-se da pessoa com atitudes suspeitas, o colaborador deve tomar todas as precauções para não provocar constrangimentos, para isso é necessário a realização de constantes treinamentos, principalmente, para a equipe responsável pela fiscalização da loja. Realizando uma Abordagem Preventiva Recomenda-se na abordagem, estabelecer um diálogo pró-ativo junto ao “Cliente”, oferecendo um serviço da loja, sacola/cesto/carrinho para carregar suas compras, demonstrando que sua atitude foi percebida e que está sendo observado. Realizando uma Abordagem Preventiva Na ocorrência de ocultação de um produto (Ex. guardar uma mercadoria dentro de sua bolsa ainda dentro da loja), o cliente deverá ser acompanhado em todos os seus movimentos, porém, não poderá ser obrigado a pagar o produto até sua efetiva saída da loja. Esse acompanhamento tem como objetivo, obter a certeza que o produto encontra-se no local onde foi ocultado dentro da loja até sua efetiva saída. Realizando uma Abordagem Preventiva Algumas empresas costumam abordar o cliente após a ocultação (ainda dentro a loja) demonstrando de forma clara, que o local onde o produto foi “guardado”, não é o adequado, sem obrigar a apresentação do produto e o pagamento imediato (ação que particularmente recomendo), porém, essa prática é arriscada quando não realizada de forma correta, podendo gerar futuras “Ações Judiciais” por Danos Morais. Realizando uma Abordagem Preventiva A abordagem conservadora ocorre quando o “furtante” sai da loja, levando consigo o produto, sem o efetivo pagamento. Nesse caso, o sucesso dependerá do nível de prevenção efetuada ainda dentro da loja, isto é, da completa certeza que o furtante está de posse do produto “sem ter efetivado o pagamento”. Recomenda-se nesse caso abordar o cliente e encaminhá-lo a um local reservado, para que sejam tomadas as devidas providências, tais como: Realizando uma Abordagem Preventiva ● 1- Permitir o pagamento, caso o cliente solicite. ● 2- Acionar autoridade policial para registro de um boletim de ocorrência. ● 3- Liberação do Cliente. Realizando uma Abordagem Preventiva A decisão deve estar pautada na relação custo X benefício X ação empregada pelo(s) furtante(s), mas não podemos deixar de coibir ações dessa natureza, que no primeiro momento apresentam um impacto baixo, porém, a ação pode estar sendo utilizada como “isca” para uma de maior proporção. Realizando uma Abordagem Preventiva Outro ponto de destaque, está relacionado com o disparo das Antenas (Sistemas anti-furto), recomenda-se nesse caso, abordagem em todos os disparos, mesmo que o motivo tenha sido gerado por uma falha operacional ou técnica. Algumas empresas costumam “não abordar” o cliente na ocorrência do disparo da antena, quando não existe evidência de ocultação do produto dentro da loja, isto é, sem a certeza do furto. Realizando uma Abordagem Preventiva Essa decisão está relacionada ao risco de Ações Judiciais (Dano Moral), porém, também corre-se o risco de pessoas desonestas utilizarem desse expediente para a prática de condutas ilícitas. Cabe as empresas, a decisão do formato adequado de abordagem em razão de sua configuração interna, tecnologias disponíveis e nível de qualificação e treinamento dos colaboradores Inimigo oculto Tecnologia e um bom preparo dos colaboradores auxiliam no combate às fraudes, aos furtos e à inadimplência. Ação requer acompanhamento constante. Crise de valores? Problemas econômicos? não importa a causa do delito, quando o supermercadista tem que calcular quanto é preciso vender para cobrir o custo de um produto furtado, sente um gosto amargo na boca, pois o custo invisível da perda por furto, roubo ou fraude é principalmente o estresse pela falta de segurança. Inimigo oculto "não se pode descuidar da segurança, o mercado caminha para investimentos em tecnologia", admite o gerente da loja Pinheiros da rede Futurama, Roberto Dias. O supermercado conta com fiscais de loja, câmaras de circuito interno, vigilantes e bom relacionamento com policiais do entorno, o que, segundo o gerente, faz os índices de furtos serem pequenos. Inimigo oculto Outro custo cujo benefício é compensador, segundo Dias, é a terceirização do sistema de telecomunicação. "Hoje os fiscais de loja utilizam equipamentos alugados, acabou nosso trabalho e despesa com manutenção e assistência técnica", explica o gerente. Mais do que pensa Segundo a gerente de marketing da Plastron Sensormatic, Meire Soares dos Santos, embora a atribuição de valor seja do supermercadista, como regra geral seria necessário vender o dobro dos itens para recuperar a metade. Os custos invisíveis com segurança, segundo ela, incluem a manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos, contratação e treinamento de pessoas. Mais do que pensa "Muitos supermercadistas acham que se perde pouco com furtos e roubos externos e internos, mas basta um pequeno cálculo para saber o tamanho do prejuízo", comenta Meire, que contabiliza uma média razoável para as perdas, uma vez que ela considera impossível reduzi-las 100%. Mais do que pensa Segundo pesquisa do Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar/ FIA), feita em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), as perdas no varejo brasileiro somaram, em média, 1,77% da receita operacional das empresas em 2009, o que representa um queda de 0,28 ponto percentual em relação a 2008, quando chegaram a contabilizar 2,05% do total. Embora as principais causas estejam relacionadas as quebras operacionais (30,9%), somando-se os furtos externos (20,4%) e furtos internos (20,1%), o total dos últimos indicadores ultrapassa o primeiro colocado. Mais do que pensa O levantamento, feito com 79 empresas brasileiras dos setores de supermercado, eletrônico, farmácia, material de construção e vestuário, constatou que apesar da quebra operacional continuar como principal fator de perdas, houve um aumento de 7,6% de furtos internos e externos em relação a 2008. A conclusão é que a segurança continua sendo o ralo por onde vai grande parte da lucratividade. Mais do que pensa "Se o supermercadista admite que perde só 1% e afirma ter lucro, deve pensar que, quando se soma 1% do montante do faturamento em um ano, representa uma grande soma", complementa Meire. O confinamento de produtos mais caros também é apontado por ela como uma solução inócua, pois o cliente só compra o que está ao alcance das mãos. "sempre haverá furtos pequenos, internos e externos, mas os melhores investimentos são em treinamento e tecnologia", sentencia a gerente. Tudo em casa O Conselho Federal de Contabilidade defini fraude como "ato de omissão ou manipulação de transações, adulteração de documentos, registros e demonstrações contábeis", mas de modo geral as fraudes são decorrentes de áreas onde os controles internos são vulneráveis, permitindo que o fraudador aja por anos a fio com a esperança de jamais ser descoberto (ver boxe). Tudo em casa Conforme pesquisa realizada pela KPMG, empresa multinacional de auditoria, as maiores causas para o crescimento de atos fraudulentos estão relacionados à insuficiência de sistemas de controle, com 51%, impunidade (52%), e perdas de valores sociais e morais (62%). Segundo outra pesquisa também realizada pela MPMG, o ato fraudulento pode ter como origem funcionários (58%), prestadores de serviço (18%), fornecedores (14%) ou clientes (8%). Ocasião faz o ladrão Oportunidade. Esse é o principal motivo que leva um funcionário a realizar desvios sema percepção da empresa. Um ambiente propício para ato ilícito é o suficiente para que ocorra uma fraude. A KPMG sugere algumas ações para coibir esses abusos de alguns funcionários. Ocasião faz o ladrão ● Segregação de função Nenhum funcionário, independente da posição, título ou função, pode processar sozinho uma transação do início a conclusão. Exemplo: quem faz não aprova, e quem aprova não faz. Ocasião faz o ladrão ● Definição de responsabilidade Nenhuma operação poderá ser processada sem alguma forma de autorização, que pode ser manual (assinada) ou autorizada por meio de senha eletrônica (senha de supervisor ou autorizador). Ocasião faz o ladrão ● Inventário, conciliação ou prova de contas Registros contábeis devem ser periodicamente comparados com os registros físicos, documentos ou conta de controle, para assegurar sua exatidão e promover as regularizações, quando forem necessárias. Ocasião faz o ladrão ● Acesso em duplas ou duplo acesso Documentos que respaldem juridicamente os direitos de uma instituição ou de seus clientes requerem duas pessoas para sua guarda e retirada. Ocasião faz o ladrão ● Princípio da transparência de controle Toda rotina de conferência/controle deve ser evidenciada por meio de registro de verificação, por carimbo e/ou visto do responsável Ocasião faz o ladrão ● Definição de responsabilidade Todo funcionário deve ser suficiente e claramente informado das responsabilidades e controles exigidos em seu trabalho. Aqueles com funções de guarda de valores e de autorização de transações não devem em hipótese nenhuma compartilhar segredos, chaves, senhas de acesso que estejam sob sua responsabilidade direta. Ocasião faz o ladrão Este artigo tem como finalidade mostrar alguns tipos de fraudes existente nos departamento de compras. Mostra o quanto é frágil os métodos utilizados nas empresas para assegurar que tais fraudes não ocorram. Ocasião faz o ladrão Cada dia mais existe ferramentas a fim de evitar ou detectar as fraudes no departamento de compras. Sistemas integrados, departamentalização, troca constante de fornecedores e diversas outras ações. Mesmo assim é praticamente impossível garantir 100% de segurança no departamento de compras. Ocasião faz o ladrão Grande parte das fraudes são ocasionadas por culpa da própria empresa, não exigindo transparência nas compras feitas. Existem diversas maneiras de burlar todo o sistema de segurança de uma empresa, talvez as formas mais fáceis sejam as formas mais indetectáveis. Conforme descrevo no próximo slide: Ocasião faz o ladrão Compra de material no qual não recebe-se toda a quantia comprada. Um exemplo disto é a compra de 1000 unidades de parafusos, no qual, fica acordado com o fornecedor que só ira ser entregue 900 unidades, o valor desta diferença geralmente é abatido o imposto e o outro valor é dividido entre comprador e fornecedor. Existem casos que o valor é inteiro do comprador, dependendo do valor da compra e do acerto feito anteriormente. Ocasião faz o ladrão Aumento no valor da cotação. Exemplo: São feitas 3 cotações de um determinado produto, exposto da seguinte forma: Fornecedor A R$1000 - Fornecedor B R$1200 e fornecedor C R$1500. Seguindo o raciocínio que todas as cotações são referente a produtos idênticos, com a mesma qualidade, garantia e etc, obviamente a compra seria fechada com o fornecedor A, e será, a única alteração será no valor exposto, no qual o valor de R$1000 apresentado será alterado, não podendo passar dos R$1200 apresentados pelo fornecedor B. Esta diferença é descontado os impostos e o restante fica com o comprador. Ocasião faz o ladrão Abertura de cotação. Exemplo: É muito comum ter um relacionamento mais "intimo" com o fornecedor, sendo assim, esta amizade acaba que sendo confundida com o profissionalismo. O fornecedor, que já é praticamente um parente do comprador, acaba sabendo qual o valor da cotação dos outros fornecedores, sendo assim, exibe um valor menor aos outros já apresentados. Ocasião faz o ladrão Até agora foram expostas algumas maneiras de fraudar uma empresa e você me pergunta, "o que eu posso fazer para evitar?" Existem métodos para dificultar este tipo de fraudes, mas algum método que seja 100% eficaz eu não conheço. Tecnologia a Favor da Prevenção de Perdas Processos, Pessoas e Tecnologias são pilares para a implantação de um Programa de Prevenção de Perdas em uma unidade de Varejo. É essencial o conhecimento das perdas para que um programa tenha sucesso e os resultados planejados sejam alcançados. Tecnologia a Favor da Prevenção de Perdas Nesse sentido, a Tecnologia vem para suportar um programa de Prevenção de Perdas agindo como interface entre os pilares mas nunca sendo a solução definitiva. Dentro do universo de possíveis investimentos em tecnologias para a utilização na Prevenção de Perdas, merecem destaque os produtos: EAS ( Eletronic Article Surveilance) ou Proteção Eletrônica de Mercadorias Tecnologia que se baseia na utilização de etiquetas com circuitos eletrônicos disponíveis em modelos de papel e plástico(conhecida como etiqueta rígida), sendo aplicada junto aos produtos, o qual dentro de um planejamento, é definido sua proteção. EAS ( Eletronic Article Surveilance) ou Proteção Eletrônica de Mercadorias Para o modelo de papel, essas etiquetas podem ser desativadas através de equipamentos que podem ou não ser instalados juntos aos leitores (scanners) dos caixas, tal situação vai depender da tecnologia utilizada, esse dispositivo tem característica one-way, isto é, não é retirado e acompanha o produto. EAS ( Eletronic Article Surveilance) ou Proteção Eletrônica de Mercadorias Já o modelo rígido, é necessário sua desativação através de equipamentos eletrônicos e/ou manuais. São equipamentos reutilizáveis, criados originalmente para utilização em produtos têxtil. O sistema se completa com a utilização de Antenas de Alarme posicionados em locais estratégicos no ponto de venda como nas portas de saída, entrada de banheiros, check-out. EAS ( Eletronic Article Surveilance) ou Proteção Eletrônica de Mercadorias Essas antenas são ativadas quando aproximadas de etiquetas eletrônicas não desativadas, em razão de uma falha operacional no caixa, furto de produto, esquecimento do pagamento por parte do cliente, etc. Essa detecção ocorre na aproximação e/ou passagem entre a(s) antena(s) da pessoa de posse de um produto contendo uma etiqueta eletrônica, emitindo sinais sonoros e visuais. As tecnologias disponíveis hoje no mercado brasileiro são as seguintes: EAS ( Eletronic Article Surveilance) ou Proteção Eletrônica de Mercadorias Rádio Freqüência As antenas (transmissora e receptora), utilizam um sinal de freqüência que varia de 7.4 a 8.8 MHZ.Ao aproximar uma etiqueta eletrônica das antenas, o transmissor energiza a etiqueta e gera um sinal que é lido pelo receptor. Caso o sinal tenha determinadas propriedades (assinatura) o receptor reconhece a presença da etiqueta e gera um alarme. EAS ( Eletronic Article Surveilance) ou Proteção Eletrônica de Mercadorias Acusto Magnético Um transmissor envia um sinal na freqüência de 58 khz, em pulso.Se uma etiqueta eletrônica estiver na zona de detecção, ela emite uma outra freqüência única, como um diapasão, da mesma freqüência daquele gerado pelo transmissor, até ser identificado pelo receptor.Se todos os critérios estiverem corretos (nível e freqüência correta), é gerado um alarme. EAS ( Eletronic Article Surveilance) ou Proteção Eletrônica de Mercadorias Eletro Magnético O Sistema eletro-magnético cria um campo de baixa freqüência, geralmente entre 70hz and 1kHz, variando a intensidade e polaridade, repetindo um cliclo de positivo e negativo.A presença de uma etiqueta eletrônica, inverte repentinamente este campo, gerando um sinal momentâneo. Se os microcontroladores do sistema identificarem essas frequências, o alarme é acionado. CFTV (Circuito Fechado de TV)Sistema de Monitoramento através de câmeras que permite visualizar todo o processo de controle de acesso de colaboradores e terceiros, fluxo de clientes, locais estratégicos como tesourarias e estoques, área perimetral e operações internas. A evolução tecnológica a cada dia disponibiliza para o mercado uma variedade de produtos e serviços que podem ser adaptados a qualquer estratégia definida pela empresa CFTV (Circuito Fechado de TV) Em geral, o varejo brasileiro utiliza esse recurso para inibir ações de furto na área de vendas das lojas, através de câmeras fixas, speed domes e câmeras falsas. Podem simplesmente estarem dispostas sem qualquer tipo de acompanhamento, como também ser monitoradas através de uma central no próprio ponto de venda e/ou por uma central externa da própria empresa ou terceirizada. CFTV (Circuito Fechado de TV) Os sistemas de gravação estão evoluindo. O time-lapse (gravador profissional) está perdendo espaço para os sistemas digitais como placas conectadas no hardware do computador e principalmente, para as soluções fechadas conhecidas como DVR. CFTV (Circuito Fechado de TV) Outra evolução que ganha corpo são os sistemas IP’s, onde a própria câmera se conecta a um computador via rede interna, com gravação local através de software específico e disponibilidade de acesso via internet através de um IP fixo para essa câmera. Alarmes de Presença Sistema eletrônico de segurança, seu funcionamento se baseia na instalação de sensores de presença em pontos estratégicos definidos de acordo com a política de segurança. Esses sensores possuem a função de detectar movimentos limitados a sua faixa de alcance e enviar mensagens para uma central de alarme local, que pode a partir dessa detecção, emitir um sinal sonoro, realizar ligações telefônicas para os números cadastrados e também, enviar mensagem para uma central de monitoramento externo para a tomada de ações, que pode ser desde um comunicado aos responsáveis e/ou autoridade policial até mesmo, envio de unidade móvel para o local. Alarmes de Presença Caso a solução implantada possibilite o monitoramento externo, o sistema poderá dispor de outros recursos como botão de pânico, que pode ser acionado por funcionários em situações de furto de produtos, roubo de produtos e numerários e outras situações que sejam necessárias intervenções de terceiros. Para o sucesso de um Programa de Prevenção de Perdas sustentável, o investimento em tecnologia é fundamental, Deve ser levado em consideração a viabilidade financeira do investimento em relação aos custos e benefícios do projeto. Câmeras de segurança no ambiente de trabalho Utilizada para zelar pela segurança de um ambiente, as câmeras de vigilância têm sido adotadas por empresas de todo o País. O problema, no entanto, é que nem sempre esse sistema tem sido empregado de forma correta, sendo implantado também para vigiar mais atentamente os contratados de uma organização - e é aqui que mora o perigo! Câmeras de segurança no ambiente de trabalho De acordo a advogada trabalhista e previdenciária do Cenofisco, Rosania de Lima Costa, apesar de não haver na atual legislação brasileira alguma determinação que especifique os termos do monitoramento em ambientes de trabalho, a Justiça não costuma ser muito amigável com os empregadores que implantarem sistemas de vigilância com tal intenção. “Se o profissional perceber que o gestor está utilizando a câmera para monitorá-lo e controlá-lo, o mesmo pode processar a companhia por assédio moral”, explica Rosania. Câmeras de segurança no ambiente de trabalho E não pense você que a Justiça costuma ser mais ‘branda’ com os empresários que possuírem câmeras, mas que mantem o equipamento desligado. “A instalação de câmeras psicológicas tem um efeito ainda pior na visão da Justiça. A mesma entende que, ao serem monitorados, os funcionários ficam sob uma constante pressão psicológica”, explica. Por isso, avalie bem se o local onde trabalha possui câmeras e se as mesmas são utilizadas, de fato, para proteger a empresa. Câmeras de segurança no ambiente de trabalho Segundo os mais recentes casos julgados pela Justiça, a instalação de câmeras não é recomendada, por exemplo, em locais que possam ferir a intimidade de um trabalhador. Desta forma, nada de câmeras em refeitórios e salas de café, e nos banheiros e vestiários sua utilização é proibida. “O ideal é que não haja monitoramento nos locais onde o trabalhador se sente mais à vontade para fazer brincadeiras com os colegas ou mesmo em outras áreas onde ele possa se sentir constrangido”, diz Rosania. Câmeras de segurança no ambiente de trabalho Contudo, caso se faça necessário, uma alternativa pode ser estudada. Para o diretor da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas eletrônicos de Segurança), Oswaldo Oggiam, os empreendedores que não abrirem mão de tal vigilância podem optar apenas pela instalação de câmeras nos locais de passagem e acesso. Ou seja, na entrada de refeitórios, por exemplo. “Costumamos aliar a colocação de câmeras às catracas que registram a entrada e saída dos funcionários. No refeitório, um sistema de monitoramento pode até ser instalado”, argumenta Oggiam. Câmeras de segurança no ambiente de trabalho Avise! E não se esqueça: ao instalar sistemas de monitoramento, todos os funcionários devem ser avisados.“Eles precisam assinar um termo no qual reconhecem que o ambiente está sendo filmado”, diz Oggiam. Gravações telefônicas Com as gravações telefônicas a situação não é muito diferente, mesmo sendo este um tópico mais delicado do ponto de vista trabalhista. “A gravação de telefonemas é comum em empresas como consultorias, escritórios de direito e até call centers, que queiram se proteger de eventuais processos. Mas mesmo em casos como estes, os profissionais precisam ser informados que o telefone está sendo monitorado. Assim, muitos problemas podem ser evitados”, explica Rosania. Chegamos no fim! 1. Pessoas: no final tudo depende delas 2. Processos: padronize e identifique os riscos 3. Tecnologia: uma aliada da prevenção de perdas 4. Informação: entenda o seu negócio e reduza as perdas 5. Indicadores: um termômetro da prevenção de perdas