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Convulsões · Definições: epilepsia x crise convulsiva · Epilepsia: são crises recorrentes não provocadas, com intervalo maior que 24 hrs de duração e sempre têm um distúrbio cerebral genético ou adiquirido · Crise epiléptica: é qualquer episódio de excitação neuronal · Crise convulsiva: é uma das formas de crise epiléptica e que tem manifestações motoras · Estado de mal epiléptico: crises com mais de 5 minutos ou recorrentes sem retorno ao estado mental inicial – o paciente tem uma crise atrás da outra e ele não retorna ao nível de consciência basal · Epidemiologia e etiologia · 10% das população terá uma crise epiléptica na vida, mas só 3% terá diagnostico · Causas primaria: são as não provocadas, não precisam de um evento deflagrador · Causas secundarias: tem doenças secundarias (trauma, doença, intoxicações, transtornos metabólicos, tumores cerebrais) · Fisiopatologia · Há um superestímulo neuronal, que é propagado para outros neurônios ligados, podendo gerar: · Crises generalizadas: em que esses estímulos são transmitidos a todo os hemisférios cerebrais e o paciente tem perda de consciência. Elas podem ser · Tônico-clonicas · Crises de ausência · Atônicas · Mioclonais · Crises focais: acometem apenas um hemisfério cerebral. Essas crises, porem, podem evoluir para a forma generalizada · Avaliação do paciente · Buscar os familiares para colher a história, dependendo do estado consciência – após a crise convulsiva existe o estado pós-ictal – Questionar · Inicio foi abrupto? – buscar por evidencias de aura – são sintomas premonitórios · Duração? – normal 90 a 120 segundos – é importante pra caracterizar se paciente entrou em estado de mal epiléptico · Se há atividades sem propósito – ajuda a caracterizar qual o tipo da crise – movimento como automatismos (movimentos de estalar os lábios, ficar mexendo na roupa), movimento tônicos-clônicos genaralizados · *pacientes convulsivos não agitam a cabeça – ajuda a diferenciar de crises psiquiátricas · Estado pós-ictal: é um estado de confusão aguda que dura de minutos a horas e varia de acordo com a área cerebral acometida, uso de medicação, idade, duração da crise · *cuidado com a IOT – não é a melhor conduta – esperar paciente retornar à consciência · Buscar história de convulsão previa · Buscar por fatores que podem preciptar a convulsão – pesquisar por · Doenças agudas · Trauma · Uso de álcool e drogas · Privação de sono (estudo ou trabalho) · Interações medicamentosa (medicamento novo) · Não adesão ao tratamento · Mudança na dose do medicamento · Achados fundamentais · Amnésia, retrograda · Mordidas laterais na língua – ajuda a determinar causa se paciente está inconsciente · Liberação esfincteriana · Aura – alteração de sensação, sudorese, eritema, afasia, deja vu, automatismos (estalar lábios, engolir repetidamente, pronunciar sequencias verbais, mexer na roupa) · Manifestações · · DD · Sincope, arritimias, enxaquecas, infecções de SNC, simulação · Manejo · Atendimento pré-hospitalar – avaliar ABC +Dx (se hipoglicemia já tratar – possível causa)+ oximetria + ECG · Precaução à bronco aspiração – lateralizar o paciente · *avisar para a população não segurar língua, amarrar paciente – é um quadro auto limitado e vai passar · Terapia de 1ª linha: diazepam 5mg até máximo de 20mg EV – midazolam 10mg IV/IM/intranasal · Na emergência · A convulsão parou? – sim – coordenar tto com a neuro e colher historia – lembra do estado de mal epiléptico · Se não parou – iniciar terapia de 1ª linha – se já tiverem feito, parte para 2ª linha (indatalizar, fazer uso de indantal) fenitoina 20mg/kg, IV até 50mg/min · Verificar se parou – se parou encaminha para a neurologia – se não parou iniciar terapia de 3ª linha · IOT + EEG + medidas protetivas pro neurônio (sedação pro paciente não “queimar” os neurônios) · · Manejo diagnostico pós-convulsao · Anamnese direcionada · Presença de aura; história confirmada por outras testemunhas (familiares); ausência de sintomas adicionais (palpitações, tonturas, cefaleia, anormalidade da fala – ajuda a determinar a causa) · Se confirmado – perguntar se é a 1ª vez · Não – caracteriza a convulsão (inicio, aura, suração, parcial ou generalizada, estado pós-ictal) e se tem o mesmo padrão das convulsões previas · Se não tiver – avaliar padrão dos fatores desencadeadores · Sim – buscar por possíveis fatores desencadeadores · História: medicamentos, imunossupressão · Exame físico: sinais de TCE, achados focais, sinais de intoxicação · Exames auxiliares · Metabólicos: glicose sérica, eletrólitos, função hepática · Drogas: níveis de álcool no sangue, triagem para abuso de drogas · Pesquisar por déficit focal no exame neurológico ou imunossupressão – nesses tem que fazer TC de crânio imediatamente · Se a crise é semelhante as passadas e não tem nenhum fator desencadeante – verificar o nível da medicação antiepiléptica – dosar fenitoina e verificar se tem alguma medicação que possa ta desencadeando · · Se o nível de fentoina estiver bom – dar alta · Se não estiver – faz a dose e maneja o paciente