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Sintese_ Origens do Pensamento geografico no Brasil - Meio Tropical, Espaços Vazios e a ideia de Ordem (1870 - 1930) - Lia Osorio Machado

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ 
CENTRO DE CIÊNCIAS 
DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA 
DISCIPLINA DE ENSINO I 
 
PROFA. DRA. ALEXANDRA MARIA DE OLIVEIRA 
ALUNA: ALANA SALES NECO 
 
SÍNTESE 01: ORIGENS DO PENSAMENTO GEOGRÁFICO NO BRASIL: MEIO 
TROPICAL, ESPAÇOS VAZIOS E A IDEIA DE ORDEM (1870-1930) 
Lia Osorio Machado 
 
A autora inicia seu texto contextualizando tanto as mudanças históricas 
que ocorreram, como a lei do Ventre Livre que mais tarde pode se constituir a 
abolição da escravatura, com panorama de revolução dos anos 1870 a 1930, 
que traz uma nova etapa na sociedade e no Brasil. Há uma mudança significativa 
tendo a monarquia de destituído e a ideia de republica sendo construída, havia 
a ideia da construção de um novo Brasil com o anseio por sua identidade 
nacional, que outrora havia sido desenvolvida com base no pensamento de uma 
elite intelectual e com resquícios de pensamentos escravocratas e surge 
pensadores que concebem através das organizações sociais desse novo Brasil 
tecer a noção de uma nova identidade nacional. É importante se ter uma noção 
de como é vista a sociedade para assim entendermos o pulsas das correntes 
ideológicas no Brasil e no Mundo. 
 Assim surge no texto os pensamentos de Caio Prado Jr e Nelson Werneck 
Sodré no qual tecem críticas significativas a ciência geográfica como também na 
busca de um entendimento da ideia de identidade nacional acabam por tecer 
críticas que contribui para o enraizamento de preconceitos. Lia Osorio também 
nos fala de como a Geografia vai se articulando como ciência e como ela se 
insere como um vetor importante nos ditames que norteariam o País rumo as 
novas formulações almejadas, seguindo em direção ao dito progresso. 
Lia Osorio nos conta como a Geografia foi rechaçada em relação as outras 
ciências sociais, evidenciando que o pensamento geográfico não foi introduzido 
de forma isolada, pelo contrário, encontrando-se este atrelado as demais 
ciências sociais do século 19. Também enfatiza que a Geografia não foi a única 
ciência dominada pelo Determinismo ou pelo Darwinismo social, citando a 
História, Sociologia e a Antropologia como também vítimas difundidas nos 
meios sociais, apontando o fato da Geografia ter sido a principal acusada nesse 
sentido, por conta do seu determinismo geográfico, entretanto a autora reitera 
que o determinismo não é um problema exclusivo da Geografia. 
Esse nível de conhecimento e pensamento crítico mais adensado é 
basilar para a formação de um professor, o qual vai estar diariamente lidando 
com a formação de cidadãos, ou seja seus discentes que precisam estar atentos 
aos discursos que reverberam e perpetuam racismos, e demais preconceitos 
diversos que foram naturalizados e replicados na fala de pensadores 
passados, algo que se, não passar por um crivo, acaba chegando as novas 
gerações e sendo mais uma vez repassado e naturalizado, logo, cabe ao 
professor esse papel de desconstrução de paradigmas e diluição de mitos na 
busca da formação de um cidadão crítico e consciente, pronto para atuar na 
construção de uma sociedade mais igualitária, tolerante, solidária e justa para 
todos. 
 Entender a formação de uma ciência, seja ela qual for, compreender 
quem e o que foi basilar na sua concepção é primordial para entendermos o que 
temos de realidade a respeito dela na contemporaneidade, haja vista que nos 
debruçando sobre o passado e as mudanças decorrentes até os dias atuais, quer 
seja sobre um fenômeno ou uma ciência propriamente dita, isso nos fornecerá 
subsídios de compreensão que nos elevam a outros níveis de entendimento, 
pois o que consumimos hoje, lemos, ouvimos, pesquisamos precisou ter tido 
bases fundadoras lá atrás, que foram formuladas, pensadas e repensadas com 
o passar dos anos e com as mudanças ocorridas, processos que se desenrolam 
até hoje, pois entender o passado, independente do quem o que seja, nos 
permite pensar e nos questionar sobre seu presente e seu futuro. 
.

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