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Amostragem 
Roseane Cristina Predes Trindade 
rcpt@ceca.ufal.br 
roseane.predes@uol.com.br 
 
 
Universidade Federal de Alagoas 
Centro de Ciências Agrárias 
Programa de Pós-graduação em Proteção de Plantas 
AVALIAÇÃO DO AGROECOSSISTEMA 
É necessário se conhecer o agroecossistema e todos os 
fatores a ele relacionados. 
 
 
Implantação de um sistema de MIP – planejar o 
agroecossistema 
 
 
FATOR IMPORTANTE 
 
 MONITORAMENTO (amostragens periódicas) 
Porque é importante a 
identificação correta da Praga ? 
Para determinar se a praga é a praga chave ou 
praga secundária; 
 
Para determinar quais tipos e métodos de 
controle devem ser utilizados; 
 
Porque uma incorreta identificação pode resultar 
em medidas não efetivas de controle. 
Porque é importante conhecer 
o ciclo de vida da Praga 
Para determinar o 
momento em que a 
praga é mais vulnerável 
para determinada 
prática agrícola 
 
Para determinar se o 
nível de infestação está 
próximo ao estágio de 
dano potencial à cultura 
 
 
 
 
Ovo 
Larva 
Pupa 
Adulto 
Importância de Identificar e Avaliar 
corretamente as injúrias e danos feitos 
pelas pragas 
Determinar se a injúria está ainda 
fresca e se a praga está ainda na 
cultura causando o dano; 
 
Determinar se a injúria está 
relacionada somente a presença da 
praga ou se existe outros fatores 
que possam estar interagindo; 
 
Determinar se o dano irá ser mais 
baixo que o valor da cultura ou se o 
dano esta em níveis toleráveis. 
Importância do Monitoramento 
Determinar a situação da praga na cultura 
e avaliar que tipo de danos ou prejuízos 
estão ocorrendo; 
 
Para definição da tomada de decisão; 
 
Para prever os problemas e possíveis 
danos antes que eles ocorram; 
 
Ter precisão para fornecer informações 
adequadas sobre a necessidade ou não da 
implementação dos métodos de controle. 
Guia de Monitoramento 
O que procurar 
Presença e 
evidências de pragas 
Presença de inimigos 
naturais 
Evidências de 
atividade e manejos 
que podem estar 
contribuindo 
 Ex. Irrigação, 
adubação 
Evidências de danos 
 Natureza do dano 
 Local do dano 
 Presença de praga na 
cultura 
Caso não reconheça a 
praga em questão, o 
correto seria coletá-la 
e enviar a um centro 
especializado. 
 Embrapa, IAC, Emater.. 
FERRAMENTAS PARA AMOSTRAGEM 
Frequência do Monitoramento 
Em intervalos regulares 
 
Determinado 
principalmente pela 
biologia da praga 
 
Determinado pelo ciclo 
da cultura 
A praticidade de um programa de amostragem 
está baseada no equilíbrio entre a confiança 
estatística, nos níveis de precisão e nas 
restrições práticas de sua aplicação, 
principalmente relacionado ao tempo e a 
viabilidade econômica (RÉGNIÈRE; BOULET; 
TURGEON 1988). 
Tamanho da área a ser monitorada 
Depende da cultura, do 
tamanho da propriedade e da 
praga específica; 
 
Deve ser suficiente para prover 
uma boa representatividade no 
campo; 
 
Depende do grau de 
detalhamento ou acurácia 
requerido; 
 
Seguir um padrão único de 
observação cuidadosa. 
AMOSTRAGEM 
Para avaliação correta, das populações de pragas e inimigos naturais, 
é necessário realizar amostragens. Para tanto, torna-se necessário o 
desenvolvimento de pesquisas que permitem o uso de metodologia de 
avaliação populacional, plano de amostragem e tipo de caminhamento 
a ser adotado na amostragem. 
Métodos de Monitoramento 
Não há um método de amostragem universal para 
avaliação dos insetos (SILVEIRA NETO et al., 1976) 
TÉCNICAS USADAS NA AMOSTRAGEM DE INSETOS 
 
1. OBSERVAÇÃO DIRETA 
 
 - Contagem do número de indivíduos ou injúrias (ácaros, 
pulgões, cochonilhas, cigarrinhas, minas e furos de 
oviposição ou alimentação); 
 
 - Peneiramento e furador em sacos (pragas de grãos 
armazenados); 
 
 - Lavagem do sistema radicular e contagem de insetos ou 
larvas; 
 
 - Ensacamento da parte atacada ou a ser amostrada 
(mosca do sorgo, tripes em liliáceas) 
TÉCNICAS USADAS NA AMOSTRAGEM DE INSETOS 
 
2. REDE DE VARREDURA OU ENTOMOLÓGICA 
 
 - Captura e contagem dos indivíduos 
TÉCNICAS USADAS NA AMOSTRAGEM DE INSETOS 
3. ISCAS E ARMADILHAS ATRATIVAS 
 - Parte da planta (pseudocaule – moleque da bananeira; 
estirpe – broca do olho do coqueiro; tolete de cana – 
cupins); 
 - Alimento - frascos caça-moscas; 
 - Feromônio sexual (bicudo do algodoeiro, lagartas das 
maçãs e rosada); 
 - Armadilha adesiva colorida (cigarrinhas, mosca branca) 
TÉCNICAS USADAS NA AMOSTRAGEM DE INSETOS 
 
4. FLOTAÇÃO 
 
 - Percevejo das gramíneas, grãos armazenados (diferença 
da densidade dos grãos atacados) . 
 
Consiste no uso de cilindros de metal de 10cm de diâmetro 
enterrados a pouca profundidade no solo contendo água até 
um determinado nível onde existe uma saída para vazão. 
TÉCNICAS USADAS NA AMOSTRAGEM DE INSETOS 
 
5. TORRÃO DE SOLO E TRADO 
 
 - Pragas de viveiros e lavouras (cupins, percevejo 
castanho) 
TÉCNICAS USADAS NA AMOSTRAGEM DE INSETOS 
6. PANO DE BATIDA 
 - Pano branco de 1 metro de comprimento e largura do 
comprimento da cultura (serve para lagartas e percevejos) 
TÉCNICAS USADAS NA AMOSTRAGEM DE INSETOS 
 
7. BANDEJA 
 
 - Sem água – insetos pequenos das partes superiores das 
plantas (pulgões, tripes); 
 - Com água e fundo amarelo – atrai e captura insetos em 
vôo (tripes, pulgões) 
TÉCNICAS USADAS NA AMOSTRAGEM DE INSETOS 
8. ARMADILHA LUMINOSA 
 - Captura de insetos adultos (muito utilizado para 
determinação da flutuação populacional) 
TÉCNICAS USADAS NA AMOSTRAGEM DE INSETOS 
 
9. COLORAÇÃO E RAIO X 
 
 - Pragas internas às plantas ou partes dessas (pragas dos 
frutos, grãos armazenados). 
Quem faz o Monitoramento ? 
A pessoa responsável 
pela observação e 
monitoramento deve ter 
treinamento e 
conhecimento sobre as 
principais pragas da 
cultura. 
Padrões de caminhada no campo para 
monitoramento de pragas 
S 
X 
Z 
V 
U 
Registro das Anotações de Campo 
O Registro preciso 
das informações 
colhidas são 
importantes e devem 
ser mantidas para 
tomadas de decisão e 
avaliação das 
tendências; 
 
Um formulário padrão 
de monitoramento 
deve ser utilizado. 
FORMULÁRIO DE MONITORAMENTO 
 Um bom formulário para monitoramento 
em MIP deve conter pelo menos as 
seguintes informações: 
 
 Insetos pragas e benéficos 
 Identificação de campo e data 
 Método utilizado no monitoramento 
 
PLANEJAMENTO DE TRABALHO 
1. Cuidadosa formulação de hipóteses; 
 
2. Ampla pesquisa bibliográfica; 
 
3. Conhecimento da espécie (distribuição, ciclo de vida, duração de 
ínstares, número de ínstares, tipo de dano, etc); 
 
4. Tipo de habitat (simples ou complexo); 
 
5. Condições climáticas; 
 
6. Tamanho e número das unidades de amostra (preferível em 
menor número e maior quantidade); 
 
7. Homogeneidade do habitat (variações com a estação, com a 
idade da planta, etc). 
 
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS INSETOS 
 UM PLANO DE AMOSTRAGEM ADEQUADO NECESSITA DE 
CONHECIMENTOS FUNDAMENTAIS DA DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA 
PRAGA (BARBOSA; PERECIN, 1988). 
 
Existem três formas básicas de distribuição espacial dos insetos 
em uma área: 
 
 Ao acaso ou aleatória 
 Regular ou uniforme 
 Contagiosa ou agregada 
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS INSETOS 
 Ao acaso ou aleatóriaTodos os pontos em um espaço têm a mesma probabilidade 
de serem ocupados por um inseto, e a presença de um 
indivíduo não altera a posição de outro 
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS INSETOS 
 Regular ou uniforme 
A ocorrência de um indivíduo limita a ocorrência de 
indivíduos na mesma unidade. 
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS INSETOS 
 Agregada ou contagiosa 
A presença de um indivíduo aumenta a probabilidade de 
encontrar outro na mesma unidade de amostragem. 
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS INSETOS 
É uma característica ecológica da espécie, explicada pela dinâmica 
populacional como um produto de crescimento dos indivíduos, como 
nascimento, morte e migração (TAYLOR, 1984). 
 
É necessário conhecer a distribuição de frequência de densidade 
numérica de indivíduos de cada espécie-praga, adotando-se critérios de 
amostragem para estimar esses parâmetros ou densidades populacionais 
por folha, fruto ou planta (BARBOSA, 1992). 
 
São utilizados modelos matemáticos para descrever a dispersão espacial 
das pragas, estimar os erros das variáveis populacionais, verificar os 
efeitos de fatores ambientais sobre os parâmetros populacionais e as 
mudanças das populações no tempo e no espaço (BROWN; CAMERON, 
1982). 
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS INSETOS 
São utilizados índices de dispersão ou agregação, utilizados para 
medir o grau de aleatoriedade dos arranjos espaciais e sua aplicação é 
imprescindível em estudos ecológicos ou métodos de amostragem 
(GREEN, 1966). 
 
Um índice ideal deve possuir algumas características essenciais como 
resultar em valores reais e contínuos para todo grau de agregação; ser 
pouco influenciado pelo número de unidades amostrais, pelo tamanho 
da unidade ou pelo número total de indivíduos; ser fácil de calcular e 
ter uma interpretação biológica (GREEN, 1966; TAYLOR, 1984). 
 
Não há um índice que satisfaça todas as condições acima, mas deve-
se escolher um mais adequado a cada situação. 
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS INSETOS 
São analisados vários índices para o estudo da distribuição espacial dos 
insetos, tais como: 
1 – Razão variância/média 
 É um índice comumente utilizado, e é a relação entre a variância e a 
média, onde o afastamento da aleatoriedade pode ser testado pelo teste do 
qui-quadrado com N-1 graus de liberdade, X2 = (N-1) s2/m (ELLIOTT, 1979). 
 
 Valor = 1 → distribuição espacial aleatória 
 Valor < 1 → distribuição uniforme 
 Valor > 1 → distribuição agregada 
 
As limitações deste índice decorrem da influência do tamanho da 
unidade amostral e na quantidade de indivíduos observados, o que o 
torna muito afetado em condições de alta contagiosidade. 
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS INSETOS 
2 – Índice de Morisita 
 
 Foi desenvolvido por Morisita (1962) e é dependente do tipo de 
distribuição e do número de unidades amostrais (SILVEIRA NETO et 
al., 1976). 
 
 Valor = 1 → distribuição espacial aleatória 
 Valor < 1 → distribuição uniforme 
 Valor > 1 → distribuição agregada 
 
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS INSETOS 
3 – Coeficiente de Green 
 
 É baseado na razão da variância/média, de modo que valores 
positivos indicam padrão de distribuição agregada, enquanto valores 
negativos indicam padrão de distribuição normal (GREEN., 1966). 
 
 Valor negativo → distribuição uniforme 
 Valor positivo→ distribuição agregada 
 
É muito utilizado para testar distribuições contagiosas e é 
indicado para comparar amostragens dentro de uma mesma área 
amostral. 
 
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS INSETOS 
4 – Expoente k da distribuição binomial negativa e Expoente k 
comum 
 É um indicador de agregação de artrópodes, e isto ocorre 
quando os dados se ajustam a distribuição binomial negativa 
(SOUTHWOOD, 1978; ELLIOTT, 1979). 
 
 Para o seu cálculo, existem dois métodos mais utilizados, o 
método dos momentos (ANSCOMBRE, 1949) e o método da máxima 
verossimilhança 9BLISS; FISCHER, 1953). 
 Valor de k negativo → distribuição uniforme 
 Valor de k entre 0 e 2 → distribuição altamente agregada 
 Valor de k entre 2 e 8 → distribuição agregada moderada 
 Valor de k maior 8 → distribuição ao acaso 
 
MODELOS PROBABILISTÍCOS PARA ESTUDO DE 
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS INSETOS 
Existem modelos matemáticos que possibilitam a interpretação da 
distribuição espacial de um determinado organismo, e explicam o 
relacionamento entre a variância e a média de uma população. 
 
Dentre estes modelos, encontram-se: 
1 - A distribuição de Poisson 
 É o melhor modelo matemático que descreve a distribuição ao 
acaso ou aleatório do inseto (ELLIOTT, 1979; RABINOVICH, 1980). 
 
 Caracteriza-se por ter a variância igual a média e admite a 
hipótese que todos os indivíduos possuem a mesma probabilidade de 
ocupar um lugar no espaço e a presença de um indivíduo não afeta a 
presença do outro (SOUTHWOOD, 1978; ELLIOTT, 1979; TAYLOR, 1984). 
 
MODELOS PROBABILISTÍCOS PARA ESTUDO DE 
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS INSETOS 
 
2 - A distribuição binomial positiva 
 
É um modelo matemático que leva em consideração o valor da variância 
menor que o valor da média, como característica principal. 
 
A série de probabilidades é obtida pela expansão do binômio (p + q)k, 
onde k é o número máximo de indivíduos que a unidade amostral poderá 
conter; p é a probabilidade de que qualquer espaço seja ocupado por um 
indivíduo e q é probabilidade de não ocorrer a presença desse indivíduo 
(GREIG-SMITH, 1964). 
 
 
 
MODELOS PROBABILISTÍCOS PARA ESTUDO DE 
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS INSETOS 
3 - A distribuição binomial negativa 
 
É um modelo matemático para populações onde o resultado da variância 
se apresenta maior que o valor da média, o que indica agregação dos 
indivíduos (GREENWOOD; YULE, 1920). 
 
Esta distribuição ocorre quando a presença de um indivíduo aumenta a 
chance de encontrar outro na mesma unidade amostral (ELLIOTT, 1979). 
Os parâmetros desta distribuição são a média aritmética (µ) e o expoente 
k, que é considerado como uma medida do grau de agregação da 
população. 
 k muito alto → se aproxima de Poisson 
 k tende a zero → tende para a série logarítmica 
 
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA POPULAÇÃO 
ABSOLUTO 
 
Consiste na avaliação da população total existentes em 
determinada área. Praticamente não usado em entomologia 
agrícola devido ao tempo, pessoal e gastos para sua 
realização. 
 
RELATIVO 
 
Estima-se população existente em determinada amostra. 
Essa estimativa pode ser feita através da contagem de 
indivíduos existentes numa amostra ou pode-se utilizar 
armadilhas. 
 
 
 
 
PLANO DE AMOSTRAGEM 
1. COMUM 
 
Baseia-se em um número fixo de amostras a serem 
realizadas por unidade de área. Neste plano, para a 
amostragem ser representativa da realidade, tem que 
ocorrer uma distribuição espacial dos organismos 
semelhante à distribuição daqueles, na pesquisa, quando 
o plano foi estabelecido. 
 
PLANO DE AMOSTRAGEM COMUM 
PLANO DE AMOSTRAGEM 
 
 
2. SEQUENCIAL 
 
Ocorreu em 1943 durante a segunda guerra mundial por Wald, 
para indústria bélica, visando ao controle de qualidade das 
armas. 
 
A partir da década de 50, passou a ser utilizada na 
Entomologia. Foi utilizada pela primeira vez para a broca-do-
broto-do-pinheiro. 
 
Baseia-se no teste sequencial da razão da máxima 
verossimilhança e possui a vantagem da redução do número 
de amostragens e, consequentemente do tempo de 
amostragem total. 
PLANO DE AMOSTRAGEM 
SEQUENCIAL 
 
Para o desenvolvimento de um planode amostragem sequencial para 
insetos, Ruesnik; Kogan (1975) indicaram três requesitos: 
 
1 – Obtenção de uma função de densidade de probabilidade que 
descreve a distribuição das contagens dos indivíduos de uma população 
(distribuição espacial do inseto); 
 
 
2 – Estabelecimento de um nível de dano econômico na forma de duas 
densidades populacionais críticas, tais que o dano ocorra se a 
população da variável escolhida ultrapasse o limite superior e não 
ocorra se a população ficar abaixo do limite inferior estabelecido (um 
dos pontos mais complexos para se estabelecer); 
 
PLANO DE AMOSTRAGEM 
SEQUENCIAL 
 
3 – Estabelecimento de uma seleção de níveis máximos de probabilidade 
de cometer erros na decisão sobre densidades populacionais, ou seja, a 
probabilidade α de estimar uma densidade populacional não prejudicial 
como sendo prejudicial (erro tipo I) e a probabilidade β de estimar uma 
densidade populacional prejudicial como não sendo (erro tipo II) 
(baseado em estudos de outros países). 
PLANO DE AMOSTRAGEM 
2. SEQUENCIAL 
 
O número de amostras a ser tomado é variável de tal forma a garantir 
uma boa precisão da amostragem; 
 
São confeccionadas tabelas que possuem três colunas: a primeira 
contém o número de amostras, a segunda o limite inferior e a terceira 
o limite superior; 
 
A tomada de decisão depende da população da praga amostrada e, 
quando for inferior ou igual ao limite inferior, a decisão é de 
controlar, se estiver num valor intermediário aos limites inferior e 
superior, deve-se continuar tomando as amostras até que o valor 
caia em um dos limites ou atinjam o nível máximo de amostras 
determinado previamente. Por outro lado, se o valor encontra-se no 
limite superior, a decisão é de não controlar; 
 
Este plano de amostragem além de trazer economia de tempo e 
esforço (50%), apresenta maior precisão. 
TIPO DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO 
* * * * * * 
* * * * * * 
* * * * * * 
* * * * * * 
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* * * * * * 
* * * * * * 
* * 
* * 
 * * 
* * 
 
 * * 
* 
Regular 
 Iᵟ < 1 
Ao acaso 
 Iᵟ = 1 
Agregada 
 Iᵟ > 1 
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO 
EXEMPLO DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO 
EXEMPLO DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO 
EXEMPLO DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO 
EXEMPLO DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO 
EXEMPLO DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO 
EXEMPLO DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO 
EXEMPLO DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO 
EXEMPLO DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO 
EXEMPLO DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO 
EXEMPLO DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO 
 
COMPONENTES DE UM SISTEMA DE AMOSTRAGEM 
 
2. TAMANHO DA AMOSTRA (N) 
 
DISTRIBUIÇÃO AO ACASO – POISSON (quando se tem 
muitos zeros nas amostras) 
 
 N = [(1/x + 1/K)/D2] 
 
X = média aritmética = S2 
S2 = variância populacional 
D = erro admitido em decimais (10%, 0,1) 
K = medida da intensidade de agregação 
 
 K = [(x2) / (S2 – x)] 
 
COMPONENTES DE UM SISTEMA DE AMOSTRAGEM 
 
2. TAMANHO DA AMOSTRA (N) 
 
DISTRIBUIÇÃO AGREGADA – BINOMIAL NEGATIVA (quando 
se tem baixa população) 
 
 N = [(t * S2)/D * x)] 
 
 
X = média aritmética = S2 
S2 = variância populacional 
D = erro admitido em decimais (10%, 0,1) 
t = nível de controle 
 
 
 
 
COMPONENTES DE UM SISTEMA DE AMOSTRAGEM 
 
 
 
 
1. Tipos de caminhamento 
 
2. Tamanho da amostra 
 
3. Tamanho da sub-amostra ou unidade amostral 
 
 
ESTRATÉGIA X TÁTICA 
ESTRATÉGIA – é um plano para uma ação bem sucedida baseada nos 
objetivos do sistema de produção da cultura e na biologia e ecologia 
das pragas. 
 
Estratégias de controle aplicada no MIP: 
- Prevenção – estratégia que visa a prevenção da chegada ou 
estabelecimento de pragas em áreas geralmente não infestada; 
 
- Mitigação temporária – essa estratégia usa táticas de controle 
específicas em uma base emergencial para prevenir o ataque violento de 
uma praga; 
 
- Manejo de populações no interior dos campos de cultivo – o manejo se 
faz dentro da área de cultivo, pelo fato da praga já estar bem 
estabelecida na área. Esse padrão de estratégia é o mais comum no MIP; 
 
- Erradicação – é a eliminação populacional completa de uma praga em 
uma determinada área. 
TÁTICA - refere-se aos métodos disponíveis para o controle das 
pragas. 
 
Há vários tipos possíveis de serem aplicadas nos programas de MIP, 
entretanto, é importante levar em consideração que as táticas são 
inesgotáveis e que envolvem muita pesquisa e tecnologia existente. 
 
Os tipos de táticas podem ser abordados da seguinte forma: 
 
-MÉTODO LEGISLATIVO OU REGULATÓRIOS 
- MÉTODOS MECÂNICOS 
- MÉTODOS CULTURAIS 
-MÉTODO DE RESISTÊNCIA DE PLANTAS 
-MÉTODOS DE CONTROLE POR COMPORTAMENTO 
-MÉTODOS DE CONTROLE FÍSICO 
-MÉTODOS DE CONTROLE BIOLÓGICO 
- MÉTODOS DE CONTROLE QUÍMICO 
ESTRATÉGIA X TÁTICA

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