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INSPEÇÃO DE CARNES Padronização de Técnicas, Instalações e Equipamentos I – Bovinos: Currais e seus Anexos - Sala de Matança 1971, DIPOA / DICAR (Div. de Inspeção de Carnes e Derivados), Ministério da Agricultura, Brasil Profª Drª Juliana Pampana Nicolau AGENDA • Fluxograma do abate de bovinos; • III – Inspeção “ante mortem”, matança de emergência e necropsia; • I – Instalações e equipamentos relacionados com a técnica da inspeção “ante mortem” e “post mortem”; • II – Higiene do ambiente da inspeção “ante mortem” e “post mortem”; • M.R.E. • D.I.F. • Desossa, Miúdos, Triparias, Bucharias, e Graxaria Esfola Evisceração Serragem de carcaças Toalete de carcaças Pesagem de carcaças Inspeção Sanitária Lavagem de carcaças Resfriamento de carcaças Transporte de animais Currais Banho de aspersão Box de atordoamento Praia de vômito Sangria Fluxograma do abate de bovinos Área suja Área limpa Seringa Reinspeção de carcaças Miúdos, Bucharia, Triparia e Graxaria Graxaria Desossa Esfola Evisceração Serragem de carcaças Toalete de carcaças Pesagem de carcaças Inspeção Sanitária Lavagem de carcaças Resfriamento de carcaças Transporte de animais Currais Banho de aspersão Box de atordoamento Praia de vômito Sangria Fluxograma do abate de bovinos Área suja Área limpa Seringa Reinspeção de carcaças Miúdos, Bucharia, Triparia e Graxaria Graxaria Desossa • Importante: esse Regulamento ainda cita muito o antigo RIISPOA, mas o novo RIISPOA não contempla muita coisa que é detalhada neste Regulamento. Portanto, ainda parece que precisaremos aguardar um pouco para saber o que seguir exatamente (as chamadas “normas complementares”). • Isto também acontece com os abates de suínos e de aves. Todas as Portarias ainda remetem ao antigo RIISPOA. Art. 110:- Proíbe matança de qualquer animal que não tenha permanecido pelo menos 24 horas em descanso, jejum e dieta hídrica nos depósitos do estabelecimento. § 1º - reduzido quando o tempo de viagem < 2 horas e os animais procedam de campos próximos, mercados ou feiras, sob controle sanitário permanente. Porém, deve ser > 6 horas. Descanso, jejum e dieta hídrica! No novo RIISPOA: • CAPÍTULO I - DA INSPEÇÃO INDUSTRIAL E SANITÁRIA DE CARNES E DERIVADOS, Seção II - Do abate dos animais: – Art. 103. É proibido o abate de animais que não tenham permanecido em descanso, jejum e dieta hídrica, respeitadas as particularidades de cada espécie e as situações emergenciais que comprometem o bem-estar animal. • Parágrafo único. O MAPA estabelecerá parâmetros referentes ao descanso, ao jejum e à dieta hídrica dos animais em normas complementares. INSPEÇÃO DE CARNES (1971) • I – Instalações e equipamentos relacionados com a técnica da inspeção “ante mortem” e “post mortem”. • II – Higiene do ambiente da inspeção “ante mortem” e “post mortem”. • III – Inspeção “ante mortem”, matança de emergência e necropsia. • IV – Inspeção “post mortem”. • V – Esquema de trabalho das IIFF nos dias de abate. III – Inspeção “ante mortem”, matança de emergência e necropsia • Inspeção ante mortem: exclusivamente por veterinário. Feita quando o gado já chegou e, no dia seguinte, meia hora antes do abate. – Papeleta com a discriminação dos lotes (fornecida pela empresa). – Observar, com acuidade, o comportamento dos animais. – Suspeita de qualquer enfermidade ou afecção (doenças infecciosas, parasitárias ou inespecíficas) apartar os animais suspeitos no Curral de Observação exame no brete (obrigatório neste local) retenção, tratamento ou abate de emergência DIF destino da carcaça. • Matança de Emergência: para animais impossibilitados de atingir a Sala de Matança por seus próprios meios e/ou animais que foram retidos no Curral de Observação, após o exame geral. • Matança de Emergência Imediata: animais incapacitados de locomoção, acidentados, contundidos, com ou sem fratura, sem alteração de temperatura ou outros sintomas que os excluam do abate comum. • Matança de Emergência Mediata: animais verificados doentes após o exame clínico. • Proceder o abate após o abate normal. Se hipo ou hipertermia condenar os animais liminarmente, podendo ser abatido no Depto. de Necropsia ou na Sala de Matança, conforme o diagnóstico do veterinário. Também: bovinos acompanhados de certificados de tuberculinização ou de soro-aglutinação brucélica positivas, expedidos pela Defesa Sanitária Animal ou veterinários credenciados. • Necropsia: – Realizada pelo veterinário nos animais que chegam mortos ou que morreram nas dependências do estabelecimento ou sacrificados devido a doenças infectocontagiosas. – Se o animal chegou em fase de putrefação: necropsia dispensada e o cadáver encaminhado direto para o forno crematório ou autoclave especial. – Realizada obrigatoriamente no Departamento de Necropsia. – 2 destinos: • Graxaria: para subprodutos não-comestíveis; • Forno crematório ou autoclave especial: suspeita ou positivo em relação a doenças infectocontagiosas. Coletar material para exames laboratoriais. • Currais: – Afastados, pelo menos, 80 metros das dependências onde se elaboram alimentos e isolados dos varais de charque por edificações. I – Instalações e equipamentos relacionados com a técnica da inspeção “ante mortem” e “post mortem” Varais de charqueCurrais • Currais de chegada e seleção: – Recebimento e apartação do gado; – Área nunca inferior a dos currais de matança; – Iluminação adequada (5 watts/m2); – Pavimentação, com desaguamento apropriado, declive de 2%, no mínimo, superfície plana, antiderrapante, íntegra. Canaletas de desaguamento na parte mais baixa do declive, evitando-se ralos centrais. Material de fácil higienização (aprovado pelo DIPOA). • Plataformas elevadas (60 cm, no mínimo) com corrimões de 80 cm de altura; • Bebedouros de nível constante de alvenaria ou outro material aprovado pelo DIPOA: 20% dos animais bebam água simultaneamente; • Água para lavagem do piso, distribuída por encanamento aéreo, com 3 atm. Suprimento de 150 litros de água de beber por animal, por 24 horas; • Seringa e brete de contenção para exame de fêmeas, inspeção de animais suspeitos e aplicação de etiquetas aos destinados à matança de emergência. O curral deve facilitar o acesso direto ao Curral de Observação; • Lavadouro apropriado à limpeza e desinfecção de veículos destinados aos transportes de animais. – Rampa suave (declividade máxima de 25 graus), de concreto, antiderrapante; – Cercas de 2 metros de altura, de madeira aparelhada ou outro material resistente, sem cantos vivos ou proeminências; – Divisórias duplas dos currais (cercas internas); – Cordão sanitário de 30 cm. • Curral de observação: • Exclusivo para observação e exame mais acurado de animais que, na inspeção ante mortem foram excluídos da matança normal; • Adjacente aos currais de chegada e seleção, afastado 3 metros, no mínimo; • “Cordão sanitário”, com altura de 50 cm, quando se tratar de cerca de madeira; • Área correspondente a + 5% da área dos currais de matança; • As duas últimas linhas superiores devem ser pintadas de vermelho ou uma faixa vermelha quando em alvenaria; • Identificável por uma tabuleta como “CURRAL DE OBSERVAÇÃO – PRIVATIVO DA I.F.”. Deve possuir cadeado com chave de uso exclusivo da I.F. – Receber os animais aptos à matança normal. Todas as especificações dos currais de chegada e seleção; – Cmmd (capacidade máxima de matança diária) x 2,5 m2 = área proporcional; – Corredor central de 2 metros de largura; – Porteiras de entrada e saída da mesma largura do corredor; – Iluminação artificial de 5 watts/m2. • Currais de matança: RIISPOA, Art. 107, § 3º - Todas as vezes que, pelo adiantado da hora ou ausência de funcionário responsável por tal serviço, houver animais para ingressar nos estabelecimentos, este ingresso só é permitido em um depósito à parte, exclusivamente destinado a essa finalidade, designado "depósito de chegada". Os animais aí introduzidos sópodem ser retirados depois de inspecionados. • Depósito de chegada: • Localizar-se nas adjacências do Curral de Observação e próximo à rampa de desembarque. Pode se situar nas proximidades da Graxaria. • Sala de necropsia: • Construída em alvenaria, paredes impermeabilizadas (azulejo), portas e janelas teladas, piso impermeável, instalações de água e vapor, ralo central, pia com torneira acionada por pedal, mesa, armário, carrinho para transportar despojos do animal para a Graxaria, quando for o caso (com a inscrição em vermelho: “Departamento de Necropsia” – I.F. ). A Sala de Necropsia dará acesso ao Forno Crematório. • Forno crematório: • Alvenaria (tijolos refratários) ou outro material aprovado pelo DIPOA. Fornalha a lenha ou óleo. Pode ser substituído por autoclave com boca que permita a entrada de um bovino inteiro. • Departamento de Necropsia (RIISPOA Art. 34-4): Matadouro sanitário: 2.3 - Instalações e Equipamentos - outras exigências: Outras exigências de instalações e equipamentos, relacionadas com a presença, no estabelecimento, de animais doentes, moribundos ou mortos, poderão ser formuladas tendo em vista acordos internacionais, firmados pelo Brasil, no interesse de sua política de exportação. • Banheiro de aspersão: – Sistema tubular de chuveiros dispostos transversal, longitudinal e lateralmente (jatos de água para o centro). Pressão > 3 atm, em forma de ducha. – Recomenda-se hipercloração da água a 15 ppm. – Largura de, no mínimo, 3 metros. • Rampa de acesso (RIISPOA Art. 34-3): - Mesma largura do banheiro de aspersão; - Canaletas para evitar que a água escorrida dos animais retorne ao local de banho; - Paredes de alvenaria de 2 metros; - Aclive de 13 a 15%, no máximo; - Porteiras tipo guilhotina ou similar para impedir que os animais voltem; - Piso que facilite a limpeza e evite que os animais escorreguem; - Capacidade de 10% da capacidade horária da sala de matança; - Paredes afunilam-se na seringa com deflexão máxima de 45º. • Seringa (RIISPOA Art. 34-3): - De alvenaria, com paredes impermeabilizadas com cimento liso; - Sem bordas e extremidades salientes; - Não deve apresentar aclive acentuado; - Comprimento: 10% da capacidade horária e 1,70 m por bovino. Ex.: 100 bois/hora = 17 metros; - Choque elétrico de 40 a 60 V para condução dos animais, proibindo-se o uso de ferrões. • Chuveiro (RIISPOA Art. 146): - Canos perfurados ou borrifadores, em toda a extensão da seringa; - Sem saliências para dentro dos planos da seringa; - Pressão > 3 atmosferas; - Os chuveiros podem ser instalados em pequenos currais de espera, antes da seringa. Entrando na Sala de Matança.. • Box de atordoamento: - Individuais (1 bovino por vez); - Uma ou mais unidades, em fila indiana: - Comprimento: 2,40 a 2,70 m - Largura: 0,80 a 0,95 m - Altura: 3,40 m - Construção metálica; - Lateral (que dá acesso à área de “vômito”) e fundo móveis. • Atordoamento: - Concussão cerebral, empregando-se marreta apropriada ou outro processo (ver Instrução Normativa nº 3/2000 – Abate Humanitário) . • Área de “vômito”: - Grade de tubos galvanizados de 2 polegadas de diâmetro e 2 m de comprimento. - Comprimento: extensão do(s) box(es) + 1,50 m no sentido da seringa e + 2 m no sentido oposto e 3 metros de largura. - Iluminação: 6 w/m2; - Anteparo para o operário. - Paredes impermeabilizadas com cimento liso ou outro material adequado até 2 m de altura. • Chuveiro para remoção do “vômito” (RIISPOA Art. 34-3): - Extensão do chuveiro: - Espaço linear compreendido entre o chuveiro e a seringa igual à tabela acima; - Tempo de escorrimento: 1 minuto; - Pressão da água: 3 atm. Até 40 bois/hora............1,20 m 40 a 60 bois/hora...........1,80 m 60 a 80 bois/hora...........2,40 m 80 a 100 bois/hora.........3,00 m 100 a 120 bois/hora.......3,60 m - Regurgitação de bovinos que estão sendo alçados podem sujar os animais que estão em decúbito na área de “vômito” obrigatoriedade de eles serem mais uma vez banhados. - Tempo mínimo de banho: 1 minuto. Aumento da propagação de partículas contaminadas encontradas no couro. (?) • Sala de matança: - Separada do chuveiro para remoção do “vômito” e de outras dependências (triparia, desossa, seção de miúdos, etc.). - Graxaria: edifício separado por, no mínimo, 5 metros. - Pé-direito: 7 m (RIISPOA Art. 34-2: 7 m da sangria à linha do matambre, e 4 m daí em diante) - Área total: 8m2 x capacidade horária de abate. Ex.: 100 bois/hora = 800 m2) - Piso: material impermeável e resistente, com declividade de 1,5 a 3% com direção às canaletas, perfeita drenagem (vazão mínima de 100 litros/h/m2). Podem ser usados: “Gressit”, “Korodur”, cerâmica industrial, cimento, etc., desde que aprovados pelo Serviço. Cantos arredondados. Canaletas com 25 cm de largura e 10 cm de profundidade. Declive de 3% em direção aos coletores. Gressit Korodur - Paredes impermeabilizadas com azulejos brancos ou em cor clara, “Gressit” ou similar, até 2 m de altura (e até 3 m para estabelecimentos exportadores). - Acesso às seções de produtos não-comestíveis: portas vai-vém, com visor de tela ou óculo para evitar o trânsito. - Portas que se abrem para o exterior: obrigatório cortinas de ar. - Parapeitos das janelas: chanfrados e azulejados, a 2 m do piso da sala. • Iluminação e ventilação (Art. 33 – 2 e 15): - Iluminação e ventilação naturais por janelas e aberturas com telas à prova de insetos. Iluminação artificial indispensável, por luz fria, com 200 w/30m2 (mín.). Focos luminosos nas linhas de inspeção. Segundo Circular 175/2005: - Se necessário, exaustores, para renovação de ar de 3 volumes/hora. • Paredes, portas e janelas (RIISPOA, Art.33 – 4 e 15): • Unidades de refrigeração e estocagem de alimentos: mínimo 110 lux, quando medida numa distância de 75cm acima do piso; • Salas de manipulação e currais (exame ante mortem): mínimo 220 lux; • Pontos de inspeção oficial: mínimo 540 lux. • Sangria: - Preferentemente, separada do resto da Sala de Matança; - Abertura da barbela pela linha alba; - Secção dos grandes vasos do pescoço, à altura da entrada do peito; - Sangue recolhido na “canaleta de sangria”, construída de modo a aparar o sangue sem que este se polua com o “vômito”. - Construída por alvenaria com reboco de cimento alisado, ou outro material adequado, inclusive aço inoxidável. Declive de 5 a 10%, convergindo para o meio. Até 40 bois/hora...................4,60 m 40 a 60 bois/hora..................6,40 m 60 a 80 bois/hora..................8,20 m 80 a 100 bois/hora..............10,00 m 100 a 120 bois/hora............11,80 m Acima de 120 bois/hora......13,50 m - Comprimento da canaleta, em estabelecimentos com nórea: -Tempo mínimo do bovino na canaleta, após a sangria: 3 minutos. - Se o sangue ou plasma for utilizado para fins comestíveis, usar faca especial esterilizada após a utilização em cada animal. - Em continuação à canaleta, deve haver uma calha de 1,20 m de largura por 15 cm de profundidade para recolher o sangue que ainda escorre e resíduos provenientes das operações subsequentes. - Serragem dos chifres – serra elétrica ou manual; - Onde se iniciam as 1ªs operações de esfola: pias profundas para lavagem dos braços e antebraços dos operadores e esterilizadores para os instrumentos de trabalho. - Trilhagem aérea, afastadas de colunas e paredes. - altura mínima de 5,25 m de forma a assegurar distância de 75 cm do focinho do animal ao piso. - Para trilhagem aérea baixa: altura mínima de 4 m. • Pias: Obrigatoriedade: • entradas da Sala de Matança; • saídas dos gabinetes sanitários adjacentes (com sabão líquido e toalhas não reutilizáveis); • Mesas de inspeção; • Matambre; • Sangria; • Esfola aérea. Obrigatório: pedilúvios, para lavagem das botas, nas entradas da Sala de Matança. • Instalação de água (0,05 ppm a 1 ppm de cloro residual livre) Com referência às tubulações de água: Vermelha incêndio Cinza esgoto Brancaágua potável Azul água hiperclorada Amarela amônia Cor de alumínio vapor • Esterilizadores: - Temperatura mínima da água: 85oC - Pontos obrigatórios na Sala de Matança: • Área da sangria; • Área de esfola e excisão da cabeça e de desarticulação dos mocotós; • Matambre; • Plataformas de retirada do couro; • Mesa de manipulação de cabeças; • Plataforma de evisceração; • “Toilette” das carcaças; • Linhas de inspeção; • D.I.F. No novo RIISPOA, a temperatura mudou: • CAPÍTULO - DAS CONDIÇÕES DE HIGIENE: – Art. 72. Nos ambientes nos quais há risco imediato de contaminação de utensílios e equipamentos, é obrigatória a existência de dispositivos ou mecanismos que promovam a sanitização com água renovável à temperatura mínima de 82,2º C (oitenta e dois inteiros e dois décimos de graus Celsius) ou outro método com equivalência reconhecida pelo DIPOA. II – Higiene do ambiente da inspeção “ante mortem” e “post mortem” • Higiene de: – Currais e anexos – Sala de Matança e anexos – Equipamentos – Pessoal (a higienização das instalações e equipamentos estariam diminuídas ou anuladas, se não fossem acompanhadas das alusivas ao pessoal) – Operações (área de vômito, sangria, ablação da cabeça e oclusão do esôfago, lavagem do conjunto cabeça-língua, “matambre”, oclusão do reto, evisceração, propulsão das carcaças, lavagem das meias-carcaças, trabalhos e preparação de cabeças, miúdos e cortes de carne na Sala de Matança). – Combate aos insetos e roedores, etc. Esfola Esfoladora pneumática, ou “roseta” Atenção: 1º transpasse! Atenção: 2º transpasse! Atenção: oclusão do reto! Fim da esfola (retirada do couro no rolete) Atenção: oclusão do esôfago! Atenção: lavagem da cabeça! Atenção: evisceração! Serragem da carcaça M.R.E. (Material de Risco Especificado): - Olhos, cérebro, medula espinhal, amídalas (ou tonsilas palatinas) e terço distal do íleo. O conjunto pesa, em média, 850 a 900 g por animal. “Toilette” (ou toalete ou refile) DIF Salga Congelamento (tratamento pelo frio) Calor (cozimento, fusão ou esterilização) Aproveitamento condicional Câmara de sequestro Desossa Liberação (mercado interno) Exame criterioso - Local de fácil acesso, isolado da sala de matança - Iluminação natural abundante - Desvio após a penúltima linha de inspeção (antes da carimbagem das carcaças) - Área correspondente a 6% da área total da sala de matança - Plataforma para exame da carcaça - Esterilizador com pia com torneira acionada a pedal - Carrinho, chute e recipientes identificados pela cor vermelha - Conjunto de trilhos aéreos com capacidade de 2% do total do abate (mín.) Aproveitamento condicional: Conserva Câmara de sequestro: para carcaças destinadas ao aproveitamento condicional. Lavagem da carcaça: - Jatos d’água à temperatura de 38oC e 3 atm. Eliminar esquírolas ósseas, coágulos, pelos, etc. Na câmara de resfriamento de carcaças: Maturação sanitária (24 horas, temperatura de +2ºC e pH final não ultrapassando 6,0) (Circular 41/2005/DIPOA/MAPA – Procedimentos a serem observados durante o trânsito de produtos de origem animal produzidos ou de passagem por território brasileiro afetado de Febre Aftosa). Divisão em quartos ou envio da meia-carcaça inteira para Desossa DESOSSA Exemplo de desossa de quarto traseiro: http://www.youtube.com/watch?v=G8zGRx0Fq-A Embalagem primária Embalagem secundária Túnel de congelamento / Estocagem MIÚDOS Fígado Vergalho Rins Tendões Traqueia Coração Língua, carne de sangria, esôfago, cauda, aorta, etc... TRIPARIA – Fase 1 TRIPARIA – Fase 2: salga de tripas e classificação. Se necessário, cozimento. BUCHARIA – Fase 1 http://www.youtube.com/watch?v=8RMDlzdfnJ8 http://www.youtube.com/watch?v=_SW8Sb69MHg http://www.youtube.com/watch?v=EnIjjDSc1s0 Retículo (“colmeia”) Exemplo de PCC: Cozimento do bucho. Limite crítico: cozimento a 95ºC durante 20 minutos (buchos não alvejados) ou 10 minutos (buchos alvejados). BUCHARIA – Fase 2 Omaso (“buchinho”) Bucho (“rúmen”) Art. 46º - Proibido: pelos, cerdas, cascos, chifres, sangue, fezes, conteúdo estomacal, resíduos animais abatidos em estabelecimentos não autorizados e materiais especificados de risco (MER), como resíduos animais para o processamento de farinhas de carne e/ou ossos ou produtos gordurosos. GRAXARIA • INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 34, DE 28 DE MAIO DE 2008/MAPA. - Farinha de carne e ossos: cozimento a seco de recortes em geral, aparas, resíduos e limpeza decorrentes das operações nas diversas seções; ligamentos, mucosas, fetos e placentas, orelhas e pontas de cauda; órgãos não comestíveis ou órgãos e carnes rejeitados pela Inspeção Federal, além de ossos diversos. - Farinha de sangue: cozimento a seco do sangue de animais. - Sebo: fusão de partes e tecidos não empregados na alimentação humana, bem como de carcaças, partes de carcaça, órgão e vísceras, que forem rejeitados pela Inspeção Federal. Art. 59 : § 2º Quando se tratar de farinhas contendo proteínas de origem animal, exceto as proteínas lácteas, deve incluir a seguinte frase em letras e cores diferenciadas e no painel principal do rótulo ou etiqueta, em local visível: "ATENÇÃO - USO PROIBIDO NA ALIMENTAÇÃO DE RUMINANTES", com letras não inferiores a 5 cm. Art. 72: § 2º Devem estar previstas análises periódicas para garantir a ausência de Salmonella sp em 25 gramas do produto acabado. Art. 50: § 2º Após a trituração: os resíduos devem ser aquecidos até atingirem uma temperatura não inferior a 133ºC, durante pelo menos 20 minutos, sem interrupção, a uma pressão (absoluta) não inferior a 3 (três) bar, produzida por vapor saturado.