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Curso: Engenharia Civil Aula – Planialtimetria Topografia SUMÁRIO PLANIALTIMETRIA INTRODUÇÃO PRINCIPAIS ACIDENTES DO TERRENO E SUAS REPRESENTAÇÕES CURVAS DE NÍVEL PLANIALTIMETRIA Planimetria: Representação do terreno em duas dimensões (horizontalmente); Altimetria: Representação do relevo do terreno (verticalmente); Planialtimetria: junção dos dados planimétricos e altimétricos numa mesma representação; PLANIALTIMETRIA Representação planialtimétrica mais comum é a planta topográfica com curvas de nível, aonde podem ser observados elementos planimétricos e conformações do relevo do terreno. Ou ainda... Pontos cotados Perfil topográfico longitudinal e seções transversais MDT (Modelagem Digital de Terrenos) PLANIALTIMETRIA Na planialtimetria, as medidas angulares e lineares são tomadas considerando os planos horizontal e vertical. Nas medidas planimétricas, são avaliados os ângulos e distâncias por processos de levantamento planimétrico, e os cálculos para sua representação já foram discutidos anteriormente. Para obtenção das medidas altimétricas, utiliza-se dos processos de nivelamento, com objetivo de representar o relevo. PLANIALTIMETRIA O levantamento taqueométrico é utilizado com grande frequência para definição planialtimétrica de parcelas do terreno, realizado através de poligonais e de irradiações a partir de vértices das poligonais. A poligonal geralmente é desenvolvida em torno da área a ser levantada, servindo de arcabouço e base do levantamento, enquanto as irradiações têm por finalidade a determinação de pontos capazes a representar os acidentes naturais e artificiais deste local. PLANIALTIMETRIA PLANIALTIMETRIA O processo de Poligonação, executado pelas Estações Totais, onde são avaliados diretamente as distâncias horizontais e diferenças de nível, bem como os ângulos horizontais entre os alinhamento têm suplantado o método taqueométrico em precisão e tempo de execução. PLANIALTIMETRIA Com a característica de armazenamento e exportação das informações obtidas em campo para softwares específicos para este equipamento, as operações topográficas de planialtimetria se facilitaram; Contudo ainda deve-se obedecer os critérios de aceitação destes trabalhos através das normas vigentes, a citar, a NBR 13133 da ABNT. PLANIALTIMETRIA PRINCIPAIS ACIDENTES DOTERRENO E SUAS REPRESENTAÇÕES Morro, colina ou elevação É uma pequena elevação do terreno de forma aproximadamente cônica redonda na parte superior. As superfícies laterais da colina ou de qualquer outra elevação do terreno recebem o nome de ladeiras ou vertentes. Se estas ladeiras ou vertentes são quase verticais, recebem o nome de escarpa. PLANIALTIMETRIA PRINCIPAIS ACIDENTES DOTERRENO E SUAS REPRESENTAÇÕES Morro, colina ou elevação PLANIALTIMETRIA PRINCIPAIS ACIDENTES DOTERRENO E SUAS REPRESENTAÇÕES Cova, depressão ou bacia Ao contrário da colina, cova representa uma depressão do terreno em relação ao que o rodeia. Neste caso as curvas de maior altitude envolvem as de menos altitude. Quando existe água na cova permanentemente e ocupa uma grande extensão de terreno, recebe o nome de lago . Quando a extensão de terreno ocupado pequena, então são lagoas ou charcos. PLANIALTIMETRIA PRINCIPAIS ACIDENTES DOTERRENO E SUAS REPRESENTAÇÕES Cova, depressão ou bacia PLANIALTIMETRIA PRINCIPAIS ACIDENTES DOTERRENO E SUAS REPRESENTAÇÕES Vale Se cortarmos uma bacia por um plano perpendicular ao da figura e considerarmos qualquer das duas partes em que a dividimos, teremos a representação de um vale do terreno. Nestas, assim como nas bacias, as curvas de nível de maior altitude tendem a envolver as altitudes menores. Devemos sempre ter em mente que um vale é uma superfície côncava PLANIALTIMETRIA PRINCIPAIS ACIDENTES DOTERRENO E SUAS REPRESENTAÇÕES Vale PLANIALTIMETRIA PRINCIPAIS ACIDENTES DOTERRENO E SUAS REPRESENTAÇÕES Divisor de água ou linha de cumeada Se cortarmos uma colina por um plano perpendicular, vamos obter a representação de um espigão do terreno. A linha resultante da união dos pontos de maior curvatura de um espigão recebe o nome de linha de cumeada. Linha de cumeada é o lugar geométrico dos pontos de altitudes mais altas, materializa a linha divisora das águas que se dirigem a ambas as vertentes ou ladeiras. PLANIALTIMETRIA PRINCIPAIS ACIDENTES DOTERRENO E SUAS REPRESENTAÇÕES Divisor de água ou linha de cumeada PLANIALTIMETRIA PRINCIPAIS ACIDENTES DOTERRENO E SUAS REPRESENTAÇÕES PLANIALTIMETRIA PLANIALTIMETRIA PLANIALTIMETRIA PLANIALTIMETRIA Elevação: as curvas de nível de menor valor envolvem as de maior valor; Depressão: as curvas de valor maior envolvem as curvas de valor menor. PLANIALTIMETRIA PLANIALTIMETRIA Curvas mestras ou principais (traços diferentes das demais, sendo todas numeradas) e secundárias (complementam as informações). PLANIALTIMETRIA Algumas regras básicas: PLANIALTIMETRIA Algumas regras básicas: PLANIALTIMETRIA Algumas regras básicas: PLANIALTIMETRIA Algumas regras básicas: PLANIALTIMETRIA MÉTODOS PARA A INTERPOLAÇÃO E TRAÇADO DAS CURVAS DE NÍVEL Com o levantamento topográfico altimétrico são obtidos diversos pontos com cotas/altitudes conhecidas. A partir destes é que as curvas serão desenhadas. Cabe salientar a necessidade das coordenadas planas dos pontos para plotá-los sobre a carta. PLANIALTIMETRIA MÉTODOS PARA A INTERPOLAÇÃO E TRAÇADO DAS CURVAS DE NÍVEL PLANIALTIMETRIA MÉTODOS PARA A INTERPOLAÇÃO E TRAÇADO DAS CURVAS DE NÍVEL Na prática: a partir de dois pontos com cotas conhecidas, interpolar a posição referente a um ponto com cota igual a cota da curva de nível que será representada. A curva de nível será representada a partir destes pontos. PLANIALTIMETRIA MÉTODOS PARA A INTERPOLAÇÃO E TRAÇADO DAS CURVAS DE NÍVEL PLANIALTIMETRIA PLANIALTIMETRIA MÉTODOS PARA A INTERPOLAÇÃO E TRAÇADO DAS CURVAS DE NÍVEL Interpolação PLANIALTIMETRIA MÉTODOS PARA A INTERPOLAÇÃO E TRAÇADO DAS CURVAS DE NÍVEL Interpolação: Utiliza-se uma regra de três para a interpolação das curvas de nível. Devem ser conhecidas as cotas dos pontos, a distância entre eles e a equidistância das curvas de nível. PLANIALTIMETRIA MÉTODOS PARA A INTERPOLAÇÃO E TRAÇADO DAS CURVAS DE NÍVEL Interpolação (EXEMPLO): a distância entre os pontos A e B no desenho é de 7,5 cm e que o desnível entre eles é de 12,9 m. Deseja-se interpolar a posição por onde passaria a curva com cota 75 m. PLANIALTIMETRIA MÉTODOS PARA A INTERPOLAÇÃO E TRAÇADO DAS CURVAS DE NÍVEL Interpolação (EXEMPLO) PLANIALTIMETRIA MÉTODOS PARA A INTERPOLAÇÃO E TRAÇADO DAS CURVAS DE NÍVEL Interpolação (EXEMPLO) PLANIALTIMETRIA MÉTODOS PARA A INTERPOLAÇÃO E TRAÇADO DAS CURVAS DE NÍVEL Interpolação (EXEMPLO) CALCULEM!!! PLANIALTIMETRIA MÉTODOS PARA A INTERPOLAÇÃO E TRAÇADO DAS CURVAS DE NÍVEL Interpolação (EXEMPLO) PLANIALTIMETRIA MÉTODOS PARA A INTERPOLAÇÃO E TRAÇADO DAS CURVAS DE NÍVEL Interpolação (EXEMPLO): a distância entre os pontos A e B no desenho é de 12,5 cm e que o desnível entre eles é de 24,3 m. Deseja-se interpolar a posição por onde passaria a curva com cota 50, 55 e 60 m. 47,3 m 71,6 m 22,7 m 12,5 cm 24,3 cm PLANIALTIMETRIA EXEMPLO Determine os pontos de cota inteira para o terreno da figura abaixo. Interpole e desenhe as curvas de nível com equidistância vertical de 1m. Considerar malha de 2 x 2 cm. PLANIALTIMETRIA PLANIALTIMETRIA - Aplicação A figura mostra o corte de um trecho do terreno indicado pelas letras A, B e C relativo a um serviço de terraplenagem. Admitindo se que as características geométricas da seção transversalapresentada no desenho se repitam por uma grande distância na direção normal ao plano do desenho e sabendo-se que o empolamento do solo local é igual a 20%, pode-se afirmar que o volume de solo (V) a ser transportado por unidade de comprimento normal ao plano do desenho, expresso em m3/m, devido à operação de corte é tal que PLANIALTIMETRIA - Aplicação Nas obras de uma nova rodovia, o projeto de terraplenagem de uma plataforma prevê um plano horizontal sem cota final definida. Entretanto, será necessária a sobra de 10.800 m3 de solo para utilização em um aterro nas obras da mesma rodovia. Na tabela a seguir estão apresentadas as cotas, em metros, obtidas por nivelamento após quadriculação do terreno de 20 em 20 metros. Para que haja sobra de 10.800 m3 de solo, a cota final, em metros, é REFERÊNCIAS SARAIVA, Sérgio; TULLER, Marcelo. Fundamentos de topografia. Porto Alegre: Bookman, 2014. Capítulo 4, pág 185.