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MEMORIAL REFLEXIVO DO ESTÁGIO INSTITUCIONAL DO COLÉGIO ADVENTISTA DE PETRÓPOLIS, 2024. CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA E INSTITUCIONAL MEDEIROS, Cinthia 3318999 1 DADOS INICIAIS 1.1 Introdução A psicopedagogia é estudo que vai investigar a relação da mente da criança e seu aprendizado, facilitando seu processo de aprendizagem para que alcance seus objetivos. De acordo com a versão mais recente do Dicionário Aurélio (2017), psicopedagogia é a "Pedagogia baseada na psicologia científica, especialmente da criança". É entender a maneira como a criança consegue aprender, ajudando em suas dificuldades, a fim de promover o seu desenvolvimento integral. Trabalhando não só o cognitivo mais as emoções, culturas e crenças que a ela venha carregar. Com esse conceito a psicopedagogia institucional terá como objetivo o estudo e aprendizado das crianças no ambiente escolar. Nesse ambiente o atendimento é realizado no coletivo, é observado todo o grupo, identificando situações que possam interferir no aprendizado e propondo alternativas para tornar o espaço mais funcional e acolhedor. Assim, o psicopedagogo vai promover a unificação dessas pessoas para buscar o melhor desenvolvimento dos alunos tanto no aspecto cognitivo como emocional. Ele vai trabalhar em conjunto com os gestores da escola, com os professores, as famílias dos alunos. 1.2 Identificação da Instituição O estágio foi realizado no Colégio Adventista de Petrópolis, conhecido como IPAE. Está localizado na Br 040, km 68, no bairro de Araras, cidade de Petrópolis, que fica no estado do Rio de Janeiro. O Colégio é bem-conceituado na cidade com uma longa trajetória, onde comemorou nesse ano de 2024 seus 85 anos de existência. O colégio oferece ensino da educação infantil, a partir de 4 anos de idade até o terceiro ano do ensino médio, ou seja, ela cuida dos alunos até ingressarem na faculdade. São mais de 500 alunos e um quadro de mais de 30 professores e 150 funcionários divididos pelas demandas da escola, que também funciona como colégio residência para alunos do sexto ano em diante. A longevidade e solidez do colégio, segundo Sprotte, atual diretor da instituição, estão profundamente enraizadas no compromisso com a educação cristã e o trabalho missionário. “O Colégio tem oferecido um ensino diferenciado ao longo dos anos, com uma estrutura de internato que permite um desenvolvimento integral dos alunos, abrangendo a formação ética e moral, algo muito buscado por famílias que prezam por esses valores. O diretor ressaltou que a combinação de ensino acadêmico e religioso continua sendo um diferencial importante para a instituição. (Sprotte, 2024). Conforme divulgado pela revista Notícias Adventistas (2025), o cenário educacional evolui, o Colégio Adventista de Petrópolis tem se adaptado de maneira a manter sua relevância e excelência. Entre as mudanças implementadas, destacam-se novos enfoques curriculares e a inclusão de disciplinas como Educação Artística, Educação Musical, Ensino Religioso e Investigação Científica. Essas adaptações também incluem atividades extracurriculares, como corais, orquestras, times esportivos e um núcleo de idiomas. “Essas iniciativas trazem uma transformação sem precedentes para a instituição, enriquecendo a experiência educacional dos alunos,” explicou o diretor. 1.3 Registro da Queixa No ambiente escola, muitos são os desafios enfrentados pelos professores em suas salas de aula, pois manter alunos atentos e concentrados tem se tornado um desafio diário e uma luta constante. No ensino fundamental, essa questão é particularmente relevante, pois é uma fase crucial para o desenvolvimento acadêmico e social das crianças. Entre as dificuldades relatadas pelos docentes, destaca-se o excesso de conversas entre os alunos do terceiro ano A dos anos iniciais. Os professores apresentam dificuldade em terminar os conteúdos propostos, se queixam de saírem da sala cansados e exaustos. Esse comportamento dos alunos, muitas vezes recorrente, gerar um ambiente de dispersão, comprometendo não apenas o andamento das aulas, mas também a aprendizagem coletiva e individual. Essa situação tem gerado estresse nos professores, dificultando a implementação de estratégias pedagógicas eficazes. Dessa forma, investigar as causas desse comportamento e propor soluções viáveis torna-se essencial para promover um ambiente escolar mais produtivo e equilibrado. 1.4 Primeiro sistema de hipóteses A primeira hipótese estar baseada na observação em sala de aula do professor regente, dos alunos, bem como os demais professores de aula de música e inglês. Também foi analisado a entrevista respondida pelos professores, a fim de obter melhores resultados. Após a análise dos registros obtidos na observação realizada em sala de aula, foi organizado o seguinte sistema de hipóteses: Hipóteses do âmbito do conhecimento: · Em relação aos professores entrevistados e observados, são profissionais qualificados que amam a profissão, eles dão aula a bastante tempo e dominam os conteúdos trabalhados com os alunos. · Os alunos que foram observados, absorvem mais ou menos metade do que é ensinado em sala de aula, conversam demais, não prestam atenção a primeira explicação do professor, tendo que ir várias vezes a mesa do professor para conseguir realizar a atividade. Hipóteses do âmbito da interação: · Os professores e alunos possuem bom relacionamento, os alunos têm liberdade para conversarem com os professores sobre assunto não apenas acadêmicos. Eles fazem em todo início de aula um culto, onde cantam, leem uma meditação, fazem agradecimentos e falam sobre algo que aconteceu de bom ou ruim em seu dia. Nesse momento os laços são firmados entre professor e aluno. · Os alunos gostam de atividade lúdicas, em grupo, interagem bem com os colegas que tem afinidades. Alguns permanecem mais isolados e perdidos, precisando do direcionamento da professora para se encaixarem em algum grupo, são alunos mais tímidos. Em uma sala com 18 anos, 3 são assim. · Os alunos apresentam dificuldades em realizar atividades didáticas nos livros, com falta de interesse maior nas matérias de geografia e história, e uma apreciação pela matemática e ciências. Hipóteses do âmbito funcional: · Os alunos possuem dificuldade em cumprir os combinados, eles começam bem, aceitando aquilo que foi estabelecido pelo professor, mas no meio da aula se perdem nas conversas paralelas e aleatórias. Observando-os, nota-se uma necessidade de conversarem, interagirem com os colegas, e uma falta de interesse em terminarem as atividades propostas. Hipóteses do âmbito estrutural: • Essa turma observada do 3º ano A, estão estudando a 5 anos juntos, possuem muita intimidade com os colegas e com a escola. · A sala de aula é ampla, ventilada, com armários para que os alunos guardem os materiais e não carreguem peso para casa diariamente. · A escola possui um parquinho incrível e moderno, mas as crianças do 3º A não frequentam muito. De acordo com a professora o conteúdo em sala não rende pelo barulho e assim não sobra tempo muito tempo para irem ao parquinho. · Os alunos têm um excelente ambiente externo para aulas lúdicas, com jardins, bosques, quadras, ginásio esportivo e campo de futebol. Quando as aulas são nesses ambientes o interesse dos alunos é maior. 1.5 Registro descritivo das sessões realizadas Seguindo a ordem de idas a escola, encontra-se descrito o que foi realizado em cada dia observado. Segunda-feira 11/11/24 – 1 hora em sala - observação: Primeiro dia na sala do 3º ano A, estavam fazendo o culto para iniciar a aula, a professora regente deixou que os alunos escolhessem uma música cristã do grupo “Minha vida é uma viagem”, os alunos se levantaram, cantaram e interagiram nesse momento, depois foi lida a meditação que falava sobre aceitarmos Jesus em nossa vida, após esse momento os alunos tiveram a oportunidade de fazerem agradecimentos e pedidos que seriam levados em oração a Deus. Os alunos mais pediam que agradeciam, pediam pela família, amigos ou algum problemaque estavam enfrentando. Após esse momento de culto, a professora escreveu a agenda da atividade de casa, foi aí que percebi que alguns pegaram a agenda, outros continuaram conversando e outros nem escutaram o que a professora disse. Então percebi que ela precisou falar umas 3 vezes e aumentar um pouco a voz para que os alunos entendessem que aquele momento era da agenda. Assim que terminaram a agenda eles dirigiam-se até o armário para pegar o material da atividade de casa, nesse momento era uma bagunça, porque todos foram ao mesmo tempo em um pequeno armário. Demorou alguns minutos para que todos pegassem e se sentassem e então começaria a aula. No momento da aula, a professora utiliza a televisão com as páginas dos livros exposta para que os alunos se localizem, ela então começa a explicar o conteúdo, era uma aula de geografia que falava sobre: diferentes tipos de árvores (arbórea, arbustiva e herbácea). Poucos alunos estavam atentos a explicação da professora, outros conversavam, faziam bilhetinhos, e tinham alguns até lanchando. A professora precisava voltar a atenção deles a todo momento para ela e pedir que guardassem os bilhetinhos e que não era hora do lanche. Após 1 hora de observação, a professora passou algumas páginas de conteúdo do livro e chamou atenção o dobro de vezes dos alunos. Terça-feira 12/11/24 – 1 hora em sala – observação: Hoje os alunos estavam na aula de inglês, nessa aula eles usam bastante a tesoura para recortarem os anexos do livro. A professora tem muita dificuldade para falar com os alunos, possui um timbre de voz baixo e doce, que se perde na conversa dos alunos. Eles se levantam, vão a mesa dos colegas, sentam juntos na mesma cadeira, pedem tesoura, cola emprestado e demoram terminar as atividades. Muito papeis ficam caídos no chão e não são recolhidos pelas crianças. Alguns alunos terminam a atividade, outros perdem os papeis em meio ao caos da mesa desorganizadas. O semblante da professora nesse momento está cansado, ela ficar 2 tempos de 45 min seguidos de aula nessa turma. Em conversa com ela, ela se queixa da indisciplina dos alunos e muita conversa. Quinta-feira 14/11/24 – 1 hora em sala – observação: Hoje foi aula de português, a professora regente trabalhou uma crônica com os alunos, explicando o que era. Aproximadamente 30% da sala prestou atenção e souberam responder as perguntas e explicar o que era uma crônica. Os demais iam até a professora um a um perguntar o que era uma crônica? A professora explicava novamente e eles entendiam. Os alunos entendiam mais quando era explicado individualmente, do que quando a professora falava para toda a classe. Não era questão de timbre de voz da professora, pois esse era forte e firme. A questão ali era o aluno perceber que precisava de ajuda, e quando ia a professora ele tinha esse reconhecimento que precisava fazer a tarefa, quando ela falava no coletivo ele apenas conversava, brincava e atrapalhava a aula. Ao final da aula a professora estava exausta porque tinha repetido a mesma explicação inúmeras vezes. Segunda-feira 18/11/24 – 1 hora de observação – Lúdico: Segunda aula de geografia, a professora resolveu levar os alunos para a área externa do colégio. Hoje parecia que tudo seria diferente, e de fato foi. Era uma tarde bonita de sol, e a professora chegou em sala, fez o culto que era costume todo início da aula e conversou com os alunos que teriam uma aula prática sobre os tipos de vegetação. Então seguiu com os alunos para o bosque e no caminho ia mostrando os tipos de vegetação: arbórea, arbustiva e herbácea. As crianças estavam super empolgadas e mostrava a todo momento as árvores que encontravam para os coleguinhas. Depois a professora fez um desafio, ela mencionada o tipo de árvore que queria e os alunos corriam para encostar a mão. Que delícia de tarde e aprendizado, os alunos participaram e escutaram os comandos. Depois foi permitido que eles subissem em algumas árvores, e foi um momento marcante para eles. Ficou claro que a turma do 3º A possui muita energia para gastar, e o ambiente aberto proporcionou essa liberação de energia. Terça-feira 19/11/24 – 1 hora de observação, intervenção: Hoje a observação foi no horário da aula de matemática, a turma estava realizando continhas de divisão, e a professora estava com muitos alunos na mesa dela explicando individualmente o processo para realizar a continhas. Estão a um bimestre trabalhando continhas, mas percebe-se que muitos alunos ainda confundem o conceito de divisão com multiplicação. Pensando em algo lúdico, que mantivesse atenção dos alunos, lembrando que são agitados, sugeri a professora regente que fizesse um piquenique da divisão. Cada aluno vai trazer um prato (doce ou salgado) para compartilhar com os colegas, o desafio será trazer algo fácil de repartir. Algumas sugestões: bisnaguinhas, pão de queijo, docinhos, bolinhos já cortados, bebidas (com copos para dividir os ml), frutinhas em porções, salgadinhos, mini pizzas etc. h Ah, e as trocas também podem ser liberadas, no caso de algum aluno não gostar de algum alimento. A professora gostou da ideia e se organizou para nos próximos 15 dias realizar o piquenique da divisão, pois mencionou que a próxima semana seria de simulado. Quinta-feira 21/11/24 – 1 hora de observação, intervenção: Hoje no cronograma de aula da professora estava revisão de conteúdo de história para a prova na próxima semana. Sugeri que era fizesse uma competição entre meninos e meninas, ela aceitou a ideia. Então explicou a sala que a revisão seria uma disputa entre meninos e meninas, as crianças adoraram e estavam superatentas de como funcionaria. Então a professora explicou e começou a fazer as perguntas. Cada grupo que respondia primeiro e corretamente ganhava o ponto. Ao final os alunos não perguntaram qual era o prêmio, pois para ele o mais importante era ganhar do sexo oposto. Foi uma experiência boa, que deteve atenção dos alunos e a professora resolveu usar a dicar para as demais revisões que faria. Segunda-feira 25/11/24 – 1 hora e em sala - intervenção: Com base na queixa da professora, hoje ao início da aula foi feito alguns combinados com a turma pelo observador. Os combinados eram: Levantar a mão e aguardar a autorização da professora para falar, obedecer a todos os comandos ao primeiro sinal da professora, não se levantar sem autorização e só conversar com o colega quando a professora autorizar. O observador estaria avaliando se os alunos estariam cumprindo todos os combinados e a recompensa seria sair 10 min mais cedo para o recreio. Os alunos ficaram animados, após o tempo de aula, mais da metade da sala de aula conseguiu cumprir os combinados e saíram mais cedo para o recreio. Foi adotado o sistema de recompensa cerebral, conhecido também como sistema límbico, onde o cérebro da criança calcular o valor de uma recompensa e parte para a ação. DAMASIO, trabalha com a interação entre emoções, sistema de recompensa e tomada de decisão. Seus livros, como "O Erro de Descartes", exploram a base neural do comportamento humano. Terça-feira 26/11/24 –1 hora de observação, avaliação para os alunos: Com a aplicação das provas, pode-se observar como seria o comportamento dos alunos. O simulado continha 3 disciplinas: Matemática, ciências e religião. Os alunos gastaram muito tempo para realizar a avaliação, uma vez que possui muitos cálculos matemáticos de divisão. Sugiram muitas dúvidas para executar a continha corretamente. Um aluno em especial chamou atenção, em algumas aulas anteriores ele não tinha interesse em realizar as atividades de matemática, alegando que não entendia mesmo aquilo e que não era bom, mesmo a professora tentando explicar a ele. No dia da avaliação o menino não saia da mesa da professora querendo que ela explicasse o processo passo a passo, claro que a professora não explicou. O aluno não alcançou média aquele dia, ficou com uma nota muito baixa na disciplina. No momento da avaliação a turma estava em silêncio, comportada, mas à medida que iam terminando as provas, começavam a fazer barulho, semrespeitar os colegas que ainda estavam fazendo a prova. Quinta-feira 28/11/24 –1 hora de observação, avaliação para os alunos: Segundo dia de simulado, com as disciplinas: português, história e geografia. Os alunos estavam mais tranquilos e fizeram as provas mais rápido que a anterior. Neste dia assim que os alunos terminavam a professora liberava de três em três para irem à biblioteca e ficavam lá por 5 min, apesar de ter tido um certo movimento, ajudou bastante no silêncio para os demais alunos terminarem suas provas. Segunda-feira 02/12/24 –Proposta de intervenção adotada – piquenique da divisão: As crianças chegaram eufóricas na sala para começar o piquenique. A professora iniciou explicando o conceito e significado em dividir e deixou o observador realizar a atividade com os alunos. A sala foi organizada em meia lua, e a frente ficava uma mesa para que cada aluno pudesse expor o que tinha trazido ao piquenique. Logo após falarem sobre o seu alimento, esse era distribuído igualmente a cada aluno. Os alunos ficaram impressionados com a diversidade de alimentos que possuíram ao final, era batatinha, gelatina, pão de queijo, bis, biscoito recheado, brigadeiro, suco, pipoca etc. Então foi concluído que dividir é repartir, e quando se reparti todos saem ganhando. Foi uma experiencia maravilhosa, saborosa e divertida. Quanto ao comportamento dos alunos, foi muito bom, ficaram atentos a cada coleguinhas que estava repartindo, e quando algum saía do lugar ou falava mais alto, deveria se acalmar para receber a sua parte. Terça-feira 03/12/24 - Quinta-feira 05/12/24 - Segunda-feira 09/12/24 - Terça-feira 10/12/24 - Terça-feira 10/12/24 - Quinta-feira 12/12/24 - Organização de materiais no ambiente escolar: Esses encontros foram direcionados para organização dos materiais, info9rmações junto a secretaria da instituição e conversa com a coordenação sobre a queixa apresentada. 1.6 Segundo Sistema de Hipóteses A segunda hipótese estar baseada na confirmação do que foi observado durante o estágio. Após a análise dos registros obtidos na observação realizada do estágio, foi concluída as seguintes hipóteses: Hipóteses do âmbito do conhecimento: No geral, houve bom nível cognitivo entre os alunos e as atividades lúdicas apresentadas, muito entusiasmo e participação, com um esforço extra do professor para manter o acordo com os alunos, de terem o momento certo para falarem e expressarem suas opiniões. Hipóteses do âmbito da interação: A turma apresenta indisciplina, possui dificuldade de seguir os combinados e as regras, precisando de uma postura mais firme do professor. Os acordo e consequências quanto aos descumprimentos das regras precisam acontecer diariamente, mas a professora não o faz. Alguns alunos com dificuldades de aprendizagem, acabam se envolvendo em conversas e se distanciando ainda mais do que é proposto academicamente para a turma. Quanto aos mais tímidos, acabam preferindo estar apenas com alguns colegas mais próximos e evitam interagir com o grande grupo. Hipóteses do âmbito funcional: A turma participa das atividades em sala e entende seu papel como aluno. No entanto, muitas vezes os estudantes se distraem e demoram para começar as tarefas, precisando que o professor intervenha para que retomem o foco e concluam o que foi pedido. Hipóteses do âmbito estrutural: A turma está aprendendo sobre o zelo com os patrimônios da escola, muitas ainda riscam as mesas e deixam lixo jogados no chão, precisando da intervenção da professora para que o cuidado e zelo sejam colocados em práticas dentro de sala de aula. A escola apresenta boa estrutura, com salas equipadas com recursos tecnológicos e arejadas, um ambiente externo para ser explorado e um parquinho reformado e moderno, além das quadras e ginásio esportivo. REFERÊNCIAS BRAGANÇA, I. F.; MAURÍCIO, L. V. Histórias de vida e práticas de formação. In: PASSEGGI, M. da C.; SOUZA, E. C. de (org.). (Auto)biografia: formação, territórios e saberes. São Paulo: Paulus, 2008. p. 253-271. DAMASIO, Antônio. O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano. Tradução de Dora Vicente e Luiz A. Oliveira da Rocha. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. NOTÍCIAS ADVENTISTAS. Colégio Adventista de Petrópolis celebra 85 anos de história. Rio de janeiro, 17 nov. 2024. Disponível em: . Acesso em: 15 nov. 2024. ANEXOS (DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS) 1. Parecer Psicopedagógico PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PARECER PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL Na finalização da aplicação dos instrumentos avaliativos e depois análise de cada um deles, pode ser realizada um diagnóstico final para o processo investigativo. Hipótese do âmbito do conhecimento: · Houve rendimento aceitável entre os alunos e as atividades apresentadas. Hipótese do âmbito da interação: · Houve dificuldade na interação de alunos, uma vez que a professora utiliza mais atividades individuais a fim de tentar manter a organização em sala. · Muitos queriam terminar logo a atividade e faziam sem capricho. · Há consciência do rótulo de indisciplinados que carregam. · Alguns deboches e questionamentos são feitos pelos alunos em relação as tarefas passadas pelos professores. · Relação de disputa de atenção entre os alunos. Hipótese do âmbito funcional: · Dificuldade dos alunos em cumprir os combinados. · Dificuldade em permanecerem sentados, e focados na professora, apresentando falta de interesse. 2. Informe Psicopedagógico PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU INFORME PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL I DADOS DA INSTITUIÇÃO · NOME: Colégio Adventista de Petrópolis · ENDEREÇO: Br 040, km 68 – Araras – Petrópolis /RJ. CEP: 25725-650 · Direção: Cedrick Sprotte · Vice direção: Marcelino Pedroso · Número de alunos: 504. · Número de salas: 19. · Turno de funcionamento: manhã e tarde. · Níveis de ensino: Educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. · Tipo de instituição: particular. · Proposta pedagógica: atender às necessidades gerais de aprendizagens, formando alunos pensantes e criativos. Além disso, oferece um desenvolvimento equilibrado da vida espiritual, intelectual, física, social, emocional e vocacional dos educandos. · Espaços físicos: a instituição conta com 1 laboratórios de química, biblioteca, um ginásio esportivo, quadras de esportes, área kids, secretaria, sala dos professores, cantina, salas administrativas, sala pastoral, cozinha experimental. Realizamos 10 sessões, no período de novembro a dezembro do corrente ano. II INSTRUMENTOS UTILIZADOS · Entrevista Operativa Centrada no Modelo Ensino-Aprendizagem (EOCMEA); · Observação e intervenção; · Realização da dinâmica de grupo. III QUEIXA INICIAL Excesso de conversas indisciplina entre os alunos do terceiro ano A dos anos iniciais em sala de aula. IV ANÁLISE A partir do relato da queixa feita pela instituição sobre o excesso de conversa dos alunos em sala de aula, foi desenvolvido um Diagnóstico Psicopedagógico Institucional com intenção de identificar as possíveis causas do sintoma. Foi realizado observação em sala de aula do comportamento dos alunos, a fim de descobrir o motivo da queixa. Depois de 10 sessões em sala de aula e algumas intervenções autorizadas pela professora regente, foi constatado que a turma do 3º ano A é composta de alunos bastante ativos, comunicativos e com muito potencial, porém essa energia deveria ser bem trabalhada pelos professores. Observou-se que os alunos tinham muita necessidade de falar, porém não respeitavam a vez do colega ou do professor quando este precisava falar também. Foi sugerido o exercício constante de levantar as mãos para falar e ouvir, mas isso não se resolveu imediatamente. Todo instante a professora precisava lembrá-los de esperar o seu momento para falar e que deveria ouvir o coleguinha e a professora. Também se notou que essa turma precisava ter algumas pausas entre as aulas teóricas para que pudessem correr e gastar energia, então a sugestão foi intercalaraula teórica com aula prática e lúdica vivenciada no ambiente externo da escola. Em alguns momentos de agitação incontrolável, uma sugestão seria levá-los ao parquinho por alguns minutos e depois retornarem a aula. Verificamos que a característica dessa turma era o espírito de competitividade, então a professora começou a usar isso para obter a atenção. As revisões das provas foram feitas como competição entre meninos e meninas e deu super certo. Enfim, para os professores, cujo objetivo é ensinar alunos e prepararem para o futuro, verifica-se que os trabalhos deles estava sendo comprometido pelas indisciplinas dos alunos em sala de aula. Com o objetivo de minimizar ou superar os fatores que desencadearam essa situação, faz-se necessária uma intervenção psicopedagógica em dois níveis: · Primeiro: que resgate com os alunos as regras de boa convivência em sala de aula, do respeito mútuo e comportamento adequado. · Segundo: que ofereça aos alunos aulas dinâmicas e desafiadoras, onde possam se expressar com a fala e o corpo, possam gastar energia, e se desafiarem. V PARECER DIAGNÓSTICO O quadro de professores apresenta esgotamento em relação a turma investigada. Por causa da indisciplina, apresentam dificuldades em realizar atividades externas, lúdicas e que desenvolvam a interação entre os alunos; as atividades são realizadas sempre da mesma forma, através de trabalhos individuais realizados após a leitura de texto. Observa-se, também, a falta de interesse dos alunos nessas atividades e o aumento da conversa devido a insatisfação deles. Confirma-se a hipótese: A repetição de aulas com metodologias tradicionais, exclusivamente em sala de aula, contribui para a diminuição do interesse dos alunos e para o aumento de comportamentos como agitação, conversas paralelas e indisciplina. Petrópolis, 13 de dezembro de 2024. 3. Proposta de Intervenção PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PROPOSTA DE INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL Caracterização do problema, queixa ou sintoma: Excesso de conversas indisciplina entre os alunos do terceiro ano A dos anos iniciais em sala de aula. Justificativa para execução do projeto da escola: Conforme o resultado obtido no info9rme pedagógico, é necessário intervenções e medidas tomadas, a fim de sanar as dificuldades enfrentadas pelos professores no 3º ano A. Propõe-se aulas interativas, com dinâmicas de grupos, em que poderão refletir sobre suas ações e relacionamentos em sala de aula, aulas ao ar livre, onde poderão explorar a natureza e gastar energia, momentos de lazer e descontração. Objetivo geral Propor aos professores momentos diários de reflexão com os alunos sobre a prática de convivência e respeito em sala de aula, mostrando a eles que a sala deve ser um ambiente de construção de conhecimento, respeito e harmonia, para oferecer aos alunos um desenvolvimento integral. Objetivos específicos · Promover a reflexão docente sobre a importância de práticas pedagógicas que incentivem a convivência harmoniosa e o respeito mútuo em sala de aula. · Desenvolver atividades interativas práticas pedagógicas que envolvem a participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem, essas atividades estimulam os estudantes a se envolverem de forma prática e dinâmica, ao invés de serem apenas ouvintes passivos. · Criar espaços de diálogo onde os professores possam compartilhar experiências e discutir soluções para desafios relacionados à convivência e indisciplina em sala de aula. · Incentivar a aplicação de metodologias que priorizem a colaboração e a inclusão, promovendo uma cultura de respeito e harmonia no ambiente escolar. Metodologia A metodologia proposta para alcançar o objetivo será baseada em estratégias preventivas, corretivas e de reforço positivo, envolvendo alunos, professores, famílias e a gestão escolar. Elaboração de atividades · Criação de normas coletivas: Envolver os alunos na construção de regras de convivência, garantindo que elas sejam claras, justas e compreendidas por todos. · Definição de consequências: Estabelecer consequências proporcionais e educativas para comportamentos inadequados, evitando punições punitivas que não promovam aprendizado. · Sistema de recompensas: Introduzir recompensas não materiais (elogios, certificados, privilégios) para alunos que demonstram comportamentos positivos. · Celebração de progressos: Reconhecer publicamente as melhorias de conduta, promovendo um ambiente de incentivo ao bom comportamento. · Aulas dinâmicas e interativas: Incorporar metodologias ativas para engajar os alunos e reduzir o desinteresse. · Rotina estruturada: Estabelecer uma rotina diária previsível, o que ajuda a minimizar a ansiedade e comportamentos desorganizados. · Valorização do protagonismo estudantil: Envolver os alunos na tomada de decisões, atribuindo papéis de liderança ou participação em projetos escolares. Cronograma Este projeto poderá ser desenvolvido no primeiro bimestre do próximo ano letivo, sendo realizada uma análise de resultados ao final do bimestre. 4. Parecer do Supervisor do Estágio 5. 1 Atividades da EOCMEA A atividade aplicada na turma foi através do piquenique da divisão. Para revisar o que os alunos haviam aprendido sobre divisão e tornar isso prático, foi elaborada uma aula lúdica na classe. Foi pedido cada aluno trouxesse um prato de alimento (doce ou salgado) para compartilhar com os colegas, o desafio era trazer algo fácil de repartir. Sugestões: bisnaguinhas, pão de queijo, docinhos, bolinhos já cortados, bebidas (com copos para dividir os ml), frutinhas em porções, salgadinhos, mini pizzas. Ah, e as trocas também seriam liberadas ao final, caso o aluno não gostasse de algum alimento ganhado. Para esse momento, a turma foi organizada em meia lua, e cada aluno ia a frente e apresentada seu prato e como ele dividiria igualmente entre os amigos. Cada aluno teve a oportunidade de apresentar e explicar como dividiria seu prato, promovendo o protagonismo na aula. Apresentar o prato para os colegas trabalhava habilidade de se expressar oralmente, organizar ideias e explicar raciocínios. O piquenique da divisão, trouxe diversos benefícios para o processo de aprendizagem e para o desenvolvimento integral dos alunos. A divisão foi trabalhada de forma concreta e visual, permitindo que os alunos compreendam o conceito de maneira mais tangível, relacionando a matemática com situações do dia a dia, como dividir alimentos. Também foi possível notar a interação entre os colegas, incentivando a colaboração e a troca de experiências. Foi reforçada habilidades de convivência, como respeitar os outros, compartilhar e negociar (especialmente com as trocas ao final). O ambiente lúdico e descontraído diminuiu a pressão sobre o aprendizado, tornando a experiência mais prazerosa. Abaixo algumas fotos. 6. 1 Questionário aplicado ao professor Nome: Emily Função: Professora regente 3º ano Data: 10/12/2024 1. Há quantos anos exerce sua profissão? Quantos anos tem? 6 e 44 2. Gosta do que faz? SIM. 3. O que mudaria na sua prática hoje? Gostaria de dar mais atenção de forma individual. 4. Relate uma situação muito desafiadora que você teve de resolver na escola: quando peguei uma turma de primeiro ano no ano de 2023 sem nenhuma experiência na alfabetização. 5. Conte uma história de sucesso na sua atuação: terminar o ano com as crianças de alfabetização lendo, um ano pós pandemia, cheio de desafios. 6. Você considera justa sua remuneração? Não. 7. Qual o seu trabalho especificamente (descritivo da função)? Cumpre com todas essas obrigações? Professora, sim. 8. O não aprender de um aluno te incomoda? O que você faz sobre isso? Sim, muito, busco alternativas, junto com escola e os pais para dar a este aluno os meios necessários para que ele alcance os objetivos. 9. O que seus familiares dizem sobre você ser professor? Que sou boa no que faço. 10. O que as pessoas pensam sobre essa instituição de ensino que você trabalha? E você, o que pensa? É uma instituição que faz a diferença na vida dos alunos,eu me sinto cumprindo uma missão. 11. Discute pontos de vista diferentes dos seus? Sim. 12. Se tem algo não muito certo com a educação, quem ou o que poderíamos responsabilizar? Sociedade como um todo. 13. Compartilha suas descobertas e práticas pedagógicas com colegas da escola? Sempre. 14. A coordenação é disponível e apoia o trabalho do professor? Em grande parte, sim. 15. Se você tivesse que mudar de cargo aqui dentro, qual você queria exercer? Por quê? Estou disposta a trabalhar onde for preciso, gosto de desafios e aprender coisas novas. 16. Percebe-se moderno e atualizado para falar a linguagem do seu aluno? Considera isso importante? Sim, muito, tentando sempre acompanhar o pessoal. 17. O que dificulta o seu trabalho nessa escola? Alguns membros da gestão. 18. No que é bom trabalhar aqui? Escola preocupada com o desenvolvimento do aluno como um todo, cristã e busca melhorar sempre. 19. O que você mudaria? Precisamos ter um olhar e um acolhimento mais especializado em relação aos alunos atípicos. 20. Onde gostaria de estar daqui a cinco anos? Trabalhando de forma mais intensa com alunos atípicos e inclusão. 21. Três defeitos seus e três qualidades: critica, impulsiva, adaptável, trabalho em equipe. 22. Três defeitos dessa escola e três qualidades: manter gestão ineficiente, atraso em relação a acompanhar as necessidades atuais – comprometida com alunos e familiares, cristã. 23. Você sabe qual o intuito desta entrevista e do trabalho psicopedagógico nessa instituição? Entender e tentar resolver a indisciplina na turma do 3º ano. 24. Se ganhasse o poder de falar e ser ouvido e atendido, o que falaria agora para quem dirige essa escola? Precisamos tomar atitudes para sair na frente quanto a reformular e atender melhor a demanda de alunos atípicos, tanto na parte estrutural quanto na capacitação de profissionais. - 10 - - 10 - - 10 - image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image1.emf image2.jpeg image6.png image8.png image7.jpg image1.jpg