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95 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS ENFERMEIRO A perspiração insensível é calculada segundo alguns autores considerando-se a seguinte fórmula: O,5/Kg/h ou seja 12/ Kg/ dia. Vários fatores, porém, levam ao aumento das necessidades básicas de água e consequentemente também de eletrólitos, tais como: intenso calor ambiente, sudorese excessiva, hiper- termia, deficit da concentração renal, perdas gastrointestinais e outros. 3. Medidas utilizadas Para o solvente utiliza-se o litro (1) e o mililitro (ml), sendo este último o que mais se emprega para os líquidos corporais. Para os solutos as medidas são: mol e milimol, grama e miligra- ma. Como Os sais minerais são dotados de carga elétrica não se pode utilizar estas medidas para expressar os seus valores, pois os mesmos diferem em termos de combinação química. Para tal, a medida utilizada toma por base uma grama do H+I sendo denominada de equivalente (Eq) e a sua milésima parte de mi- lequivalente (mEq). III SITUAÇÕES QUE ENVOLVEM ALTERAÇÕES Consideradas as situações anátomo-fisiológicas dos líquidos corporais notase que há uma constante troca de eletrólitos e água nos compartimentos para que o metabolismo orgânico se verifique satisfatoriamente. Destaca-se também que as modifi- cações são sensivelmente atingidas por qualquer condição que altere a fisiologia orgânica, o que equivale dizer que as al- terações hidroeletro-líticas podem ser registradas em todos os quadros patológicos. Para facilitar a análise podem-se grupar as alterações em: Alterações referentes a água: − Excesso ou deficit de volume. − Passagem de água do plasma para o interstício e vice-ver- sa. Alterações referentes aos eletrólitos: Excesso ou deficit de um ou mais eletrólitos no plasma. Al- terações referentes ao pH do plasma: − Acidose e alcalose metabólicas. − Acidose e alcalose respiratórias. O excesso de água ou hiperidratação verifica-se na adminis- tração de doses exageradas de solução salina, na insuficiência cardíaca congestiva, na insuficiência renal e no uso prolongado de corticóides. O deficit se registra pela falta de ingestão ou pela perda ex- cessiva através de vômitos, diarréias, hipertermia, drenagens e outras. No tocante aos eletrólitos o excesso ou o deficit provoca modificações da sua concentração nos líquidos corporais, levan- do ao surgimento de síndromes de hiper ou hipouremia, hiper ou hipopotassemia, hiper ou hipocalcemia e hipoproteinemia, para citar apenas as principais. É indispensável lembrar que ge- ralmente as alterações surgem em cadeia, dificilmente se veri- ficará alteração isolada de água ou de um eletrólito. O que se convencionou chamar de desidratação e de hiperidratação na realidade não são apenas perdas e excessos isolados de água, senão acompanhados de perda ou retenção de eletrólitos, prin- cipalmente do sódio. Para o estudo das síndromes caracterizadas como alcalose e acidose é indispensável considerar o aumento ou diminuição do bicabornato e do ácido carbônico no plasma, o que leva a uma modificação do pH sanguíneo, o qual, fisiologicamente deve-se manter em torno de 7.35 a 7.45. Abaixo e acima das referidas taxas limites considera-se o paciente em acidose ou em alcalose. Estas síndromes estão portanto relacionadas com a concenta- ção de hidrogênio ionte no plasma, por isto a conceituação mais aceita atualmente para ácidos e bases é a de que o primeiro é doador de H+ e o segundo é receptor de H+. HCO3 + H+ H2 CO3H2O + CO2 Os fatores que concorrem para o equilíbrio do pH são cha- mados de “sistemas tampões”. Segundo Goldberger (9) “o termo “tampão” designa uma substância química que, pela sua presença numa solução, reduz a modificação do pH causada pela adição de ácido ou de base. Um tampão é ou a mistura de um ácido fraco e seu sal alcalino ou de uma base fraca e seu sal ácido”. Deste modo, os sistemas tampões agem diretamente no plasma, fazendo com que o pH se eleve no caso da acidose e diminua no caso da alcalose. Em ambos os casos estes sistemas tentam colocar novamente o pH dentro dos limites de normalidade. A alcalose ocorre devido ao aumento do bicarbonato (HCO3) ou ao deficit de ácido carbôni- co (H2 CO2) no plasma. Há, portanto, aumento de pH plasmá- tico. A acidose se dá quando a situação é inversa: aumento do ácido carbônico ou baixa de concentração de bicarbonato com consequente baixa do pH plasmático. IV ASPECTOS DA ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM Uma observação sistemática deve ser feita pela enfermeira, conhecendo os aspectos anteriormente analisados para que o mais precocemente possível se detecte qualquer alteração no paciente. Comumente utiliza-se a anotação das perdas e ingestão ou administação de líquidos em folhas especiais de controle, as quais variam quanto à forma em cada serviço mas de um modo geral contém os ítens essenciais para se estabelecer o balanço hídrico diário do doente. É importante lembrar que este contro- le deve fazer parte do plano de assistência de enfermagem do paciente, o que resulta dizer que a enfermeira avaliará a neces- sidade apresentada pelo quadro do mesmo, para que se solicite da equipe a realização do controle de líquidos. O conhecimento do tipo de líquido perdido é condição indispensável para numa eficiente reposição de eletrólitos. Embora através de exames laboratoriais sejam registradas, com precisão, as taxas repre- sentativas do deficit ou elevação de concentração de alguns elementos plasmáticos, este recurso não dispensa uma efetiva observação clínica da enfermeira. 96 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS ENFERMEIRO Esta observação clínica se dá através da: − Verificação da condição da pele do paciente, que fornece- rá dados quanto ao estado de hidratação. − Circulação superficial dos membros superiores, cujos vasos normalmente se esvaziam quando o braço está elevado e enchem-se quando o braço está pendente. Na desidratação grave há lentidão no enchimento e na hiperidratação há engur- gitamento. − Controle de sinais vitais. A temperatura eleva o gasto lí- quido e energético. Cada grau de temperatura acima de 37ºC corresponde a uma perda líquida de 150 ml em 24 horas. A hi- perpnéia leva à maior perda de água, bem como, pode ser re- presentativa de uma compensação da acidose metabólica. O pulso pode traduzir alterações referentes ao deficit de volume líquido extracelular ou do bombeamento cardíaco através de modificações na frequência, regularidade e volume. A pressão arterial é um índice indicativo de quase todas as alterações dos líquidos e eletrólitos, principal- mente de deficiência de sódio plasmático, queda do volume sanguíneo total, maior ou menor concentração de potássio, quando se registra hipotensão. A hiper- tensão” é um dado referido para excesso de volume plasmático e deficit de magnésio. Tipo de dieta ingerida pelo paciente ou abstenção da inges- tão. − Administração de líquidos e eletrólitos por via parenteral. Neste caso toma-se em consideração, idade, estado nutricional, condições clínicas apresentadas pelo paciente e as perdas regis- tradas. Atenção especial se faz necessária para a velocidade de gotejamento, tipo de solução presente, distribuição do volume para o tempo previsto de administração e reações verificadas. − Presença de edema, ascite e ileo intestinal, que denotam sequestro do líquido, o qual não entrará no metabolismo. − Presença de drenos, o que exige do volume e tipo de lí- quido perdido. − Referência do paciente a sensação de sêde ou de fome. − Presença de vômitos, diarréia, aspiração gastrointestinal, traqueostomia, fístulas ou qualquer outra via de perda de água e de eletrólitos. − Conduta do paciente, que pode sofrer transformação face às alterações metabólicas, principalmente quando se trata de ancião. − Controle de função renal. Volume de excreção urinária, densidade, pH, cor, aspecto e queixa do paciente referente à al- teração na eliminação. Estas verificações fornecerão os dados necessários para o diagnóstico e planejamento da assistência deenfermagem. V CONCLUSÃO Observa-se que a mecânica dos líquidos corporais dá-se continuamente, num sábio processo natural de demanda das necessidades fisiológicas do indivíduo. É imprescindível, porém, que o organismo esteja isento de agressões exógenas e endóge- nas. Face a qualquer agressão, seja traumatológica, cirúrgica ou levada por afecções pré-instaladas, a resposta se faz sentir com a quebra da homeostasia e o surgimento das alterações meta- bólicas. Face a estas alterações o desempenho da enfermagem jun- to ao paciente, diagnosticando precocemente as alterações, as- segura um eficiente controle, o que leva a um esquema de segu- rança quanto ao tratamento e retorno do equilíbrio dos sistemas que levarão ao restabelecimento da homeostase. Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttex- t&pid=S0034-71671975000400052 22. AVALIAÇÃO DE CONSCIÊNCIA NO PACIENTE EM COMA. 23. DOAÇÃO, CAPTAÇÃO E TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS. Escala de Coma de Glasgow A qualidade da consciência de um paciente é o parâmetro mais básico e mais crítico que exige avaliação. O nível de cons- ciência de um paciente e de resposta ao ambiente é o indicador mais sensível de disfunção do sistema nervoso. A escala de coma de Glasgow foi publicada oficialmente por Teasdale e Jennet em 1974, na revista Lancet, como uma forma de se avaliar a profundidade e duração clínica de inconsciência e coma. Essa escala permite ao examinador classificar objeti- vamente as três principais respostas do paciente ao ambiente: abertura dos olhos, verbalização e movimento. Em cada catego- ria, a melhor resposta recebe uma nota. O escore total máximo para uma pessoa totalmente desperta é de 15. Um escore mí- nimo de 3 indica um paciente completamente não responsivo. Um escore geral de 8 ou menor está associado ao coma. Essa escala não é útil como um guia de avaliação de pacientes em co- mas prolongados, ou durante recuperação prolongada de lesão encefálica grave. 1) Identificação do potencial doador Um doador em potencial é um paciente com morte encefá- lica, internado em hospital sob cuidados intensivos. Nesse perí- odo, é informada à família a possibilidade de doação dos órgãos. Caso a família concorde com a doação, viabiliza-se a remoção dos órgãos depois que o diagnóstico de morte encefálica se con- firmar. A notificação deste diagnóstico é OBRIGATÓRIA POR LEI. O diagnóstico de morte encefálica passa por algumas etapas, que serão descritas em detalhe no próximo módulo. Cabe res- saltar que nenhum dos médicos responsáveis pelo diagnóstico de morte encefálica pode fazer parte de equipe transplantadora. 97 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS ENFERMEIRO 2) Notificação O hospital notifica a Central de Transplantes sobre um pa- ciente com suspeita de morte encefálica (potencial doador). No Estado de São Paulo, a captação se faz de forma regionalizada – a Central de Transplantes repassa a notificação para uma OPO (Organização de Procura de Órgão) que cobre a região do hos- pital notificador. Nos demais Estados, tal função cabe à CNCDO correspondente. 3) Avaliação A OPO ou a Central de Transplantes se dirige ao Hospital e avalia o doador com base na sua história clínica, antecedentes médicos e exames laboratoriais. Avalia-se a viabilidade dos ór- gãos, bem como a sorologia para afastar doenças infecciosas e teste de compatibilidade com prováveis receptores. A família é abordada sobre a doação e também pode autorizar a remoção do paciente para o hospital da OPO, que muitas vezes tem mais condições para uma melhor manutenção. 4) Informação do doador efetivo A OPO informa a Central de Transplantes quando o doador já tem toda a sua avaliação completa e o mesmo é viável. São passadas todas as informações colhidas, resultados de exames, peso, altura, medicações em uso, condições hemodinâmicas atuais, bem como local e hora marcada para a extração dos ór- gãos. 5) Seleção dos receptores Todo paciente que precisa de transplante é inscrito na Lis- ta Única de Receptores do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde (cuja ordem é seguida com rigor, sob super- visão do Ministério Público), por uma equipe responsável pelo procedimento do transplante. A partir desse cadastro, a Central de Transplantes emite uma lista de receptores inscritos, compa- tíveis para o doador; no caso dos rins deve-se fazer ainda uma nova seleção por compatibilidade imunológica ou histológica. 6) Identificação das equipes transplantadoras A Central de Transplantes informa a equipe de transplante sobre a existência do doador e qual paciente receptor foi no- meado. Cabe à equipe decidir sobre a utilização ou não deste órgão, uma vez que é o médico o conhecedor do estado atual e condições clínicas de seu paciente. 7) Os órgãos As equipes fazem a extração no hospital onde se encontra o doador, em centro cirúrgico, respeitando todas as técnicas de assepsia e preservação dos órgãos. Terminado o procedimento, as equipes se dirigem para seus hospitais de origem para proce- derem ao transplante. 8) Liberação do corpo O corpo é entregue à família condignamente recomposto, sendo fornecida toda orientação necessária. Descrição das etapas 1 - Hospital notifica a Central de Transplantes sobre um pa- ciente com morte encefálica (doador); 2 - Central de Transplantes repassa a notificação para a OPO (Organização de Procura de Órgão); 3 - OPO contata o Hospital e viabiliza o doador; 4 - OPO informa a Central de Transplantes se o doador é viável; 5 - Central de Transplantes emite a lista de receptores e en- caminha para o Laboratório de Imunogenética (apenas para o Rim); 6 - Laboratório de Imunogenética realiza “crossmatch” e in- forma para a Central de Transplantes; 7 - Central de Transplantes com a lista definitiva dos recep- tores para cada órgão, informa as Equipes de Transplante; 8 - Equipes de Transplante realizam os transplantes. Fonte: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/arti- gos/enfermagem/como-funciona-o-sistema-de-captacao-de-or- gaos/34083 24. ENFERMAGEM EM URGÊNCIAS. 25. VIOLÊNCIA, ABUSO DE DROGAS, INTOXICAÇÕES, EMERGÊNCIAS AMBIENTAIS. Prezado Candidato, o tema acima supracitado, já foi abor- dado em tópicos anteriores. 26. GERENCIAMENTO DE ENFERMAGEM EM SERVI- ÇOS DE SAÚDE. 27. GERENCIAMENTO DE RECURSOS HUMANOS: DIMENSIONAMENTO, RECRUTAMENTO E SELEÇÃO, EDUCAÇÃO CONTINUADA, AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO, LIDERANÇA, SUPERVISÃO, COMUNICA- ÇÃO, RELAÇÕES DE TRABALHO E PROCESSO GRUPAL. 28. AVALIAÇÃO DA QUALIDADE NOS PROCESSOS DE TRABALHO. 29. CUSTOS, AUDITORIA, ACREDITAÇÃO. 30. PROCESSO DE TRABALHO DE GERENCIAMENTO EM ENFERMAGEM. A administração é uma ciência multidisciplinar visto que- os conhecimentos da mesma se advêm e se aplica em diversas áreas, no qual a importância desta ciência nos serviços de enfer- magem também são preciosismos. Com este estudo tentou-se explorar a aplicação da ciência da administração no cotidiano dos profissionais de enfermagem, especificamente a aplicação do conceito chave da administração no processo gerencial do enfermeiro. Para isso foi realizada uma revisão de literatura na qual abordou temas como: teorias da administração, adminis- tração em enfermagem e processo gerencial do enfermeiro. No final entendeu-se que os conceitos de administração estão for- temente entrelaçados com ao processo gerencial do enfermeiro. Observou-se que os conceitos analisados, ao serem aplicados por esses profissionais eles se dão de uma forma simultânea, não ordenada e variando relativamente com as circunstâncias específicas de cada hospital.