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CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM
Óbidos/PA
2022
1
Unidade de Terapia Intensiva
Os Serviços de Tratamento Intensivo têm por objetivo prestar atendimento a pacientes graves e de
risco que exijam assistência médica e de enfermagem ininterruptas, além de equipamento e recursos
humanos especializados. Toda Unidade de Tratamento Intensivo deve funcionar atendendo a um
parâmetro de qualidade que assegure a cada paciente: direito à sobrevida, assim como a garantia, dentro
dos recursos tecnológicos existentes, da manutenção da estabilidade de seus parâmetros vitais; direito a
uma assistência humanizada; uma exposição mínima aos riscos decorrentes dos métodos propedêuticos e
do próprio tratamento em relação aos benefícios obtidos; monitoramento permanente da evolução do
tratamento assim como de seus efeitos adversos. Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), que constitui-se
de um conjunto de elementos funcionalmente agrupados, destinado ao atendimento de pacientes graves
ou de risco que exijam assistência médica e de enfermagem ininterruptas, além de equipamento e
recursos humanos especializados. Os Serviços de Tratamento Intensivo dividem-se de acordo com a faixa
etária dos pacientes atendidos, nas seguintes modalidades: Neonatal - destinado ao atendimento de
pacientes com idade de 0 a 28 dias. Pediátrico - destinado ao atendimento de pacientes com idade de 29
dias a 18 anos incompletos. Adulto - destinado ao atendimento de pacientes com idade acima de 14 anos.
- Pacientes na faixa etária de 14 a 18 anos incompletos podem ser atendidos nos Serviços de Tratamento
Intensivo Adulto ou Pediátrico, de acordo com o manual de rotinas do Serviço. Denomina-se UTI
Especializada aquela destinada ao atendimento de pacientes em uma especialidade médica ou
selecionados por grupos de patologias, podendo compreender: cardiológica, coronariana, neurológica,
respiratória, trauma, queimados, dentre outras. Denomina-se Centro de Tratamento Intensivo (CTI) o
agrupamento, numa mesma área física, de duas ou mais UTI's, incluindo-se, quando existentes, as
Unidades de Tratamento Semi-Intensivo.
Normatização: projetar uma UTI ou modificar uma unidade já existente exige conhecimento das normas
dos agentes reguladores e a experiência profissional da terapia intensiva que estão familiarizadas com as
necessidades especificas de cada paciente. O projeto deve ser avaliado por um grupo multidisciplinar que
deve analisar a demanda baseada nos pontos de origem de seu paciente, nos critérios de admissão e alta
e na taxa de ocupação.
Legislação: a portaria nº 3.432/MS/GM, de 12 de agosto de 1998, informa a importância na assistência das
unidades que realizam tratamento intensivo nos hospitais do país, e a necessidade de se estabelecerem
critérios de classificação, de acordo com a incorporação de tecnologia, especialização de recursos e a área
física disponível
✔ Conceito e estrutura
A UTI nasceu da necessidade de oferecer suporte avançado de vida a pacientes agudamente doentes
que porventura possuam chances de sobreviver, destina-se a internação de pacientes com instabilidade
clínica e com potencial de gravidade. É um ambiente de alta complexidade, reservado e único no ambiente
hospitalar, já que se propõe estabelecer monitorização completa e vigilância 24 horas. As doenças são
inúmeras o que torna muito difícil a compreensão de todas elas. Porém, os mecanismos de morte são
poucos e comuns a todas as doenças. É atuando diretamente nos ditos mecanismos de morte que o
médico intensivista tira o paciente de um estado crítico de saúde com perigo iminente de morte, pondo-o
numa condição que possibilite a continuidade do tratamento da doença que o levou a tal estado (doença
de base). Os exemplos mais comuns de doenças que levam a internação em UTI são:
● Infarto
● Desconforto respiratório
● Acidente vascular cerebral
● Hipotensão arterial refratária.
● Trauma
● Pós-operatório
2
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hospital
https://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a
https://pt.wikipedia.org/wiki/Morte
https://pt.wikipedia.org/wiki/Infarto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Respira%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Acidente_vascular_cerebral
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hipotens%C3%A3o_arterial_refrat%C3%A1ria
Ainda é função da UTI amenizar sofrimento tais como dor e falta de ar, independente do prognóstico.
Os profissionais que atuam nestas unidades complexas são designados intensivistas. A equipe de
atendimento é multiprofissional e interdisciplinar, constituída por diversas profissões: médicos, enfermeiros,
técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. As UTI a partir da
década de 1930 transformaram o prognóstico, reduzindo os óbitos em até 70%. Hoje todas especialidades
utilizam-se das unidades intensivas, principalmente para controle de pós-operatório de risco. É muito
importante tanto para o paciente como para família compreender a UTI como etapa fundamental para
superação da doença, porém tão importante é aliviar e proporcionar conforto independente do prognóstico.
A equipe está orientada no respeito à dignidade e autodeterminação de cada pessoa internada,
estabelecendo e divulgando a humanização nos seus trabalhos, buscando amenizar os momentos
vivenciados através do paciente e família. A UTI é sem dúvida muito importante para o avanço terapêutico,
porém impõe nova rotina ao paciente onde há separação do convívio familiar e dos amigos, que pode ser
amenizada através das visitas diárias. Outro aspecto importante é a interação família-paciente com a
equipe, apoiando e participando das decisões médicas.
✔ História
O conceito de Terapia Intensiva foi estabelecido na Guerra da Crimeia no ano de 1854 através de
Florence Nightingale, que separou homens de mulheres, adultos de crianças, graves de não graves.
Estabeleceu a vigilância contínua, 24 horas, dia e noite, conhecida como a "Dama da Lâmpada" já que
circulava à noite com uma lamparina para avaliar clinicamente os enfermos. A lamparina tornou-se a
simbologia da assistência internacional da enfermagem. A criação da primeira UTI ocorreu nos EUA em
Boston através do médico neurocirurgião Walter Dandy no ano de 1927. Foram criados 3 leitos
neuropediátricos pós-cirúrgicos. Neste mesmo ano surgia Philip Drinker que criou o primeiro ventilador
mecânico, o "Pulmão de Aço". Hoje, estima-se que os EUA tenham 8000 Unidades e o Brasil, 3500. No
Brasil, Ana Neri foi o símbolo da Assistência a feridos graves, heroína, chamada "Mãe do Brasileiros",
adotou órfãos paraguaios, quebrou normas para Salvar Vidas. "Em nome do Bem, já fez tanto Mal",
referia-se às guerras entre seres humanos.
● Era Florence
A Unidade de Terapia Intensiva é idealizada como unidade de monitoração de paciente grave através
da enfermeira Florence Nightingale. Em 1854 inicia-se a Guerra da Crimeia na qual Reino Unido, França e
Turquia declaram guerra à Rússia. Em condições precárias a taxa de mortalidade atinge 40% entre os
soldados hospitalizados. Florence e mais 38 voluntárias por ela treinadas partem para os Campos de
Scutari. Incorporando-se ao atendimento a mortalidade cai para 2%. Respeitada e adorada, torna-se
referência entre os combatentes e importante figura de decisão. Estabelece as diretrizes e caminho para
enfermagem moderna.
● Era Dandy
Walter Edward Dandy nasceu em Sedalia, Missouri. Recebeu sua A.B. em 1907 através da
Universidade de Missouri e seu M.D. em 1910 através da Universidade e Escola de Medicina Johns
Hopkins. Dandy trabalhou um ano com o Dr. Harvey Cushing no Hunterian Laboratório do Johns Hopkins
antes de iniciar seu internato e residência no Johns Hopkins Hospital. Ele trabalhou na Faculdade de Johns
Hopkins em 1914 e permaneceu até sua morte em 1946. Uma das mais importantes contribuições para
neurocirurgia foi o método de ar na ventriculografia, no qual o fluido cerebroespinal é substituído por ar
para dar forma a imagem ao raio X do espaço ventricular no cérebro. Esta técnica era extremamente bem
sucedida para identificar as lesões e alterações cerebrais.caracterizar
esse elo como o acionamento da equipe multiprofissional da unidade (médico, equipe de enfermagem e
fisioterapeuta), posicionamento do carro de emergência e desfibrilador à beira do leito do paciente, depois
de confirmado a emergência e realizado o acionamento da equipe, o atendimento deve ser iniciado,
seguindo ordens de prioridade como:
A) Liberação das vias aéreas
B) Verificação da ventilação (caso haja ausência de movimentos respiratórios)
C) Manobras de RCP
D) Ventilação utilizando bolsa valva-máscara
E) Compressão torácica
F) Desfibrilação
G) Intubação orotraqueal
● Posicionamento do tubo endotraqueal (TE)
H) Medicações
● Adrenalina
● Atropina
● Vasopressina
● Amiodarona
Cuidados pós-reanimação:
Os principais objetivos nos cuidados pós-reanimação são:
● Otimizar as funções cardiopulmonares e perfusão cerebral
● Manter a perfusão dos órgãos e tecidos
● Tentar identificar e se precipitar às possíveis causas do PCR
● Instituir mensurações para prevenção de novo evento
● Controle da temperatura e hipotermia
● Glicose
O maior índice de morte pós-reanimação ocorre nas primeiras 24 horas, o caminho para o melhor
cuidado é proporcionar um suporte adequado: ventilação e oxigenação, monitorização dos sinais vitais
intenso, estabelecer um bom acesso vascular para administração de drogas e verificação de
posicionamento de todos os cateteres e sondas. O tratamento de todas as anormalidades dos sinais vitais
ou as arritmias cardíacas são fundamentais para a evolução do paciente, importante identificar e tratar
qualquer problema cardíaco, eletrolítico, toxicológico, pulmonar e neurológico que possa proporciona outra
PCR.
26
● Principais drogas utilizadas em terapia intensiva
Adrenalina (epinefrina)
Indicação:
● Ressuscitação cardiorrespiratória
● Choque cardiogênico e distributivo
● Estado de mal asmático, crise de asma intensa
● Casos graves de reação anafiláticas com edema de glote e de vias aéreas superiores
● Broncoespasmo
Efeitos colaterais:
● Hipertensão
● Arritmia
● Excitação, ansiedade, cefaleia, tremores, náuseas e taquipneia
● Aumento do consumo de oxigênio sistêmico
Contraindicação:
● Hipertensão
● Choque
● Trabalho de parto
● Dilatação cardíaca
Amiodarona
Indicação:
● Arritmias supraventriculares
● Arritmias ventriculares
● Prevenção de morte súbita
● Fibrilação atrial
Efeitos colaterais:
● Taquicardia
● Hipotensão arterial
● Alterações laboratoriais de T3 T4 TSH
● Doses-dependentes
Contraindicação:
● Hipotensão
● Insuficiência respiratória grave
● Insuficiência cardíaca
● Doença da tireoide
Cloridrato de dopamina
Indicação:
● Choque séptico, cardiogênico e baixo fluxo renal
● Disfunção miocárdica e baixo fluxo
● Após PCR para ocasionar hipertensão transitória melhorando a perfusão cerebral
27
Efeitos colaterais:
● Arritmia cardíaca
● Elevação da PA em níveis indesejáveis
● Náuseas e vômitos quando em dose
elevadas
● Acentuação na hipoxemia
Contraindicação:
● Durante a PCR
● Taquicardia
●
Dobutamina
Indicação:
● Insuficiência cardíaca congestiva
● Choque de origem cardiogênica
● Baixo debito cardíaco
● Tratamento em curto de insuficiência
cardíaca
Efeitos colaterais:
● Arritmia cardíaca
● Tremores
● Cefaleia
● Náusea
Contraindicações:
● Hipersensibilidade a droga
● Estado de hipovolemia
Nitroglicerina
Indicação:
● Controle de ICC
● Isquemia miocárdica
● Tratamento de
hipertensão
Efeitos colaterais:
● Hipotensão
● Incontinência urinaria
● Sudorese
● Palpitação
Contraindicação:
● Hipersensibilidade a
droga
● Hemorragia cerebral
Nitroprussiato de sódio
Indicação:
● Crises hipertensivas
● Insuficiência cardíaca
● Situações em que hipotensão seja
desejável
● Insuficiência cardíaca descompensada
Efeitos colaterais:
● Hipotensão abrupta
● Cuidado com insuficiência renal e
hepática
● Intoxicação: vomito, náuseas e sudorese
● Hipertensão após o termino da infusão
Contraindicação:
● Hipertensão
● ICC aguda
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Noradrenalina
Indicação:
● Sepse
● Choque cardiogênico por IAM
Efeitos colaterais:
● Elevação da PA
● Ansiedade
● Agitação
● Taquicardia
Contraindicação:
● Hipotensão causada por hipovolemia
Vasopressina
Indicação:
● Parada cardíaca
● Choque séptico
● Diabetes insipidus
● Hemorragia gastrintestinal
Efeitos colaterais:
● Parada cardíaca
● Arritmia
● Palidez perioral
● Anafilaxia
Contraindicação:
● Hipersensibilidade a droga
● Insuficiência renal aguda
● Polidpsia
Cuidados de Enfermagem na administração da droga:
● Observar o aspecto da solução antes e durante a administração
● Estabelecer critérios para diluição das drogas por meio de protocolos
● Administrar as drogas na bomba de infusão
● Conhecer a ação e a interação medicamentosa
● Conhecer quais drogas são fotossensíveis
● Controlar velocidade da infusão
● Realizar preparo prévio da droga antes do termino da infusão atual
● Conhecer a incompatibilidade medicamentosa
● Ter o peso do paciente atualizado se possível
Avaliar:
● Sinais vitais
● Debito urinário
29
● Perfusão
● Dispositivo venoso
● Sinais de desidratação antes de iniciar a infusão
As drogas são usadas nas UTIs para tratar:
-Dor ou promover a sedação
-Infecções
-Choque circulatório
-Síndrome da Angústia Respiratória do
Adulto
( SARA)
-Asma aguda grave ( DPOC)
-Hemorragias
-Insuficiência renal aguda (IRA)
Diante de tudo isso que vimos, recomenda-se revisar diariamente as medicações prescritas, conhecer
profundamente os efeitos terapêuticos e tóxicos das drogas, lembrar que doenças sistêmicas podem
alterar o esquema posológico, procurar as possíveis interações medicamentosas, reduzir ao mínimo o
número de drogas, substituir por medicamentos igualmente eficazes e menos caros e por último, planejar
uma conduta de monitorização dos efeitos terapêuticos e tóxicos através de exames.
● Transfusão sanguínea em terapia intensiva
Cuidados Peri-trasnfusional: O indivíduo a ser submetido à terapia trasnfusional requer um olhar da
equipe de enfermagem de forma que lhe seja assegurada uma terapia livre de complicações
indesejáveis.
a) Cuidados prévios à transfusão:
● Avaliar o nível de consciência
● O histórico teve conter informações precisas para consulta por toda equipe, em situações que o
paciente encontra-se inconsciente
● Garantir que os testes de compatibilidade (prova cruzada/tipagem) tenham sido realizados para o
evento transfusional
● Toda transfusão deverá ser feita com equipos específicos, contendo filtros capazes de reter
coágulos e agregados
● Checar sinais do paciente, registra-los e avalia-los
● No momento de instalação da bolsa, averiguar o rótulo, confirmando dados de identificação do
paciente
● Nenhum medicamento pode ser adicionado à bolsa do hemocomponente nem ser infundido em
paralelo (na mesma linha venosa), à exceção da solução de cloreto de sódio a 0,9% em casos
excepcionais
● Sistematizar essa assistência em prescrição de enfermagem
b) Cuidados durante a transfusão:
● Uma vigilância continua nos primeiros 10 minutos de infusão é necessária
● Durante o período de transfusão restante também importante manter periodicamente uma
vigilância
● Não instalar bolsas de hemácias em pressurizadores, evitando assim que ocorra hemólise
● Todo componente sanguíneo, quando pronto para instalação, deve ser transfundido em até quatro
horas
30
c) Cuidados posteriores à transfusão
● Após a hemotransfusão, deve haver uma avaliação integral do paciente
● Registrar a avaliação em prontuário é o mais importante respaldo que se tem do profissional
Reações transfusionais
Todo procedimento transfusional implica riscos para o receptor, podendo-lhe causar reações que se
classificam em agudas (durante a transfusão ou nas primeiras 24 horas após) ou tardias, imunológicas e
não imunológicas. Sendo assim, a responsabilidade é grande no que tange ao risco/benefício ao indivíduo
a ser transfundido. Sempre que identificada alguma reação transfusional, a infusão deve ser interrompida
imediatamente, mantendo o acesso vascular com solução fisiológica, além de comunicar imediatamente aomédico e certificar-se dos dados do rotulo, mantendo a bolsa protegida para análise, até que se determine
o tratamento. Deve-se notificar imediatamente o serviço de banco de sangue que realizou a dispensação
da bolsa. Toda reação transfusional deve ser comunicada à Anvisa através de impresso oficial pelo serviço
de banco de sangue.
O paciente gravemente enfermo
Várias são as causas que levam o paciente internado em Unidade de Terapia Intensiva a ser submetido
à hemoterapia, no entanto, as necessidades mais comuns estão relacionadas a hemostasia e correção de
anemias agudas, consequentemente, melhora do transporte de oxigênio. O paciente pode sofrer em déficit
em seu transporte de oxigênio quando sofre uma queda dos valores de hemoglobina (responsável pelo
transporte de oxigênio para as células), necessitando ser transfundido com unidades de concentrado de
hemácias, aumentando os níveis séricos de hemoglobina e consequentemente melhorando o transporte de
oxigênio. Transfusão de hemácias poderá ser feita sem a prova de compatibilidade, desde que o quadro
clinico do paciente justifique o ato, devendo o médico responsável assinar o Termo de responsabilidade
autorizando expressamente o procedimento. Com relação à hemostasia, um paciente pode sofrer quadros
de hemorragias agudas podendo estar relacionados a traumas e a procedimentos cirúrgicos, quando não
existir nenhuma outra patologia hematológica de base, justificando o evento. Porém, o sangramento pode
ser mais grave nos pacientes que fazem anticoagulante ou integrante plaquetário. Numa transfusão para
hemostasia, todas essas informações associadas aos valores de coagulograma e plaquetas do paciente
são ferramentas importantes na decisão do hemocomponente a ser transfundido. Nesses casos, o
paciente deve manter monitorização contínua, controle urinário débito urinário, debito de drenos, perfusão
tissular e nível de consciência, fundamentando e estabelecendo sua condição clínica, para definição da
terapêutica e suporte volêmico se necessário.
Aspectos éticos
O principal problema enfrentado pelos profissionais tem sido a insegurança jurídica, pois condutas
terapêuticas poderão ser julgadas diante de uma situação em que não é claro o que é certo ou errado.
Exemplo: o profissional que respeita a autonomia de um paciente Testemunha de Jeová, ao recusar ser
transfundido, poderá tipificar condutas criminosas, tais como descritas no Código Penal:
Art. 133 CP: omissão de socorro
Art. 121 CP: homicídio culposo ou doloso
Art. 129 CP: lesão corporal culposa ou dolosa
Art. 132 CP: perigo a vida ou saúde de outrem
31
No sentido inverso, se o profissional obrigar o paciente à realização da transfusão, com risco iminente
de morte, mas com restrição religiosa, é majoritário o entendimento dos juristas brasileiros de que se há
risco iminente, deverá ser realizada a transfusão como dever do oficio, não sofrendo o profissional
constrangimento ilegal, conforme § 3º inciso I do art. 146 do Código Penal. No entanto, outras discussões
sobrepõem, abrindo questionamentos sobre a liberdade religiosa, afirmando não bastar a permissão a
existência de determinadas religiões ou seitas, sendo preciso assegurar a possibilidade de exercício dos
seus cultos e suas liturgias. Algumas dúvidas prevalecem:
1) Se o paciente for menor de idade, com risco de vida, e seus familiares proibirem a transfusão, a qual
o médico acredita ser necessária; como resolver o impasse?
2) Documento que autoriza a não realização da transfusão (consentimentos esclarecido) seria uma
prova suficiente para eximir o médico no judiciário?
Infelizmente, a respeito desse tema, a verdade é que existem mais dúvidas do que respostas. Os
profissionais da saúde têm o dever de abrir campos de discussões a respeito do as aspecto ético em
hemoterapia, a fim de melhorar os meios e recursos disponíveis, aumentando, assim, o respaldo para suas
práticas profissionais.
Reconhecemos que o Intensivismo é mesmo antes de tudo a presença, a dedicação e a vontade de
superar a morte.
32O Dr. Dandy também foi pioneiro nos avanços
3
https://pt.wikipedia.org/wiki/Intensivistas
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9dico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Enfermeiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fisioterapeuta
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nutricionista
https://pt.wikipedia.org/wiki/Psic%C3%B3logo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Assistente_social
https://pt.wikipedia.org/wiki/1930
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_da_Crimeia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Florence_Nightingale
https://pt.wikipedia.org/wiki/Florence_Nightingale
https://pt.wikipedia.org/wiki/1854
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_da_Crimeia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_Unido
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a
https://pt.wikipedia.org/wiki/Turquia
https://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%BAssia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mortalidade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Soldado
https://pt.wikipedia.org/wiki/Scutari
https://pt.wikipedia.org/wiki/Enfermagem
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Walter_Edward_Dandy&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sedalia_%28Missouri%29
https://pt.wikipedia.org/wiki/Missouri
https://pt.wikipedia.org/wiki/1907
https://pt.wikipedia.org/wiki/1910
https://pt.wikipedia.org/wiki/1914
https://pt.wikipedia.org/wiki/1946
https://pt.wikipedia.org/wiki/Neurocirurgia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Raio_X
das operações para a doença da neuralgia do glossofaríngeo e de Ménière, e publicou os estudos que
mostram a participação de discos projetando-se na dor ciática.
● Era Peter Safar
Peter Safar, o primeiro médico intensivista, nasceu na Áustria, filho de médicos, e migrou para os
Estados Unidos após permanecer no campo de concentração nazista. Formou-se médico anestesista e na
década de 1950 estimulou e preconizou o atendimento de urgência-emergência. Ainda nesta época
formulou o ABC primário em que criou a técnica de ventilação artificial boca a boca e massagem cardíaca
externa. Para estes experimentos contava com voluntários da sua equipe o qual eram submetidos a
sedação mínima. Ainda, através de experimentos, concretizou para o paciente crítico as técnicas de
manutenção de métodos extraordinários de vida. Na cidade de Baltimore estabeleceu a primeira UTI
cirúrgica e em 1962, na Universidade de Pittsburgh, criou a primeira disciplina de "medicina de apoio
crítico" nos Estados Unidos. Iniciou os primeiros estudos com indução da hipotermia em pacientes críticos.
Como últimas contribuições elaborou os projetos das ambulâncias-UTI de transporte, fundou a Associação
Mundial de Medicina de Emergência e foi co-fundador da SCCM (Society of Critical Care Medicine), o qual
foi presidente em 1972.
✔ Recursos Físicos
Projetar uma Uti exige conhecimento das normas dos agentes reguladores e experiência dos
profissionais de terapia intensiva.
● Localização: a Uti deve ser uma área geográfica distinta dentro do hospital quando possível, com
acesso controlado sem transito para os outros departamentos, próxima de elevador, serviço de
emergência, centro cirúrgico, sala de recuperação pós-anestésica, unidades intermediarias de
terapia, serviço de laboratório e radiologia.
● Número de leitos: um hospital geral deveria destinar 10% da capacidade de leitos para Uti, o ideal
seriam de oito a doze leitos por unidade.
● Forma da unidade: A disposição dos leitos de Uti podem ser em área comum (tipo vigilância),
quartos fechados ou mista é indicada a separação dos leitos pôr divisórias laváveis que
proporcionam uma relativa privacidade dos pacientes. As unidades com leitos dispostos em quartos
fechados, devem ser dotados de painéis de vidro para facilitar a observação dos pacientes. Os
pacientes devem ficar localizados de modo que a visualização direta ou indireta, seja possível
durante o tempo todo, permitindo a monitorização do estado dos pacientes, sob as circunstâncias
de rotina e de emergência. O projeto preferencial é aquele que permite uma linha direta de visão,
entre o paciente e o posto de enfermagem.
● Posto de Enfermagem: O posto de enfermagem deve ser centralizado, no mínimo um para cada
doze leitos.
● Área de internação: A área de cada leito deve ser suficiente para conter todos os equipamentos e
permitir livre movimentação da equipe par atender às necessidades de terapia do paciente.
● Régua de gases: O suprimento de oxigênio, ar comprimido e vácuo devem ser mantidos nas 24
horas;
✔ 2 saídas de oxigênio
✔ 2 saídas de ar comprimido
✔ 1 saída de vácuo
4
https://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Safar
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81ustria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_de_concentra%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nazismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_1950
https://pt.wikipedia.org/wiki/Baltimore
https://pt.wikipedia.org/wiki/1962
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hipotermia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ambul%C3%A2ncia
https://pt.wikipedia.org/wiki/1972
✔ 11 tomadas (ideal 16)110 v e 220v
● Sistema de ar condicionado: devem ser previstos visando assepsia e conforto para os pacientes e
equipe de trabalho com variação de 24 e 26ºC e umidade relativa do ar de 40 a 60%.
● Sala de utensílios limpos e sujos
● Área de descanso dos funcionários
● Conforto médico
● Sala de espera dos visitantes
● Recepção da UTI
● Armazenamento de equipamentos
● Sala de reuniões
● Biossegurança
● Iluminação
● Conforto e privacidade dos pacientes
● Tecnologia
✔ Equipamentos – Recursos Tecnológicos
Cada leito contém, respirador mecânico, monitores cardíacos, cama elétrica projetada, oximetria de
pulso e rede de gases. A escolha dos materiais e equipamentos para a unidade está ligada às
características da mesma. Há uma necessidade real em se estabelecer adequação entre equipamento a
ser utilizado e as práticas desenvolvidas na unidade. Os profissionais que ali atuam devem estar cientes de
que o equipamento sempre assessora o pessoal que atua junto ao paciente, jamais o substituindo. Daí a
necessidade de que tal equipamento seja adequado àqueles que utilizam. Alguns pontos devem ser
ressaltados, orientando a escolha do equipamento que seja de fácil operacionalidade, eficiente e de
utilidade comprovada:
● - que tenha assistência técnica contínua e eficaz
● - que atinja as finalidades da unidade, oferecendo segurança na assistência ao paciente
❖ Normas e Rotinas 
✔ Boletins
São fornecidos boletins diários a fim de tornar a família ciente de todas as evoluções ocorridas, no
quadro geral do paciente. Cada instituição normatiza os horários dos boletins.
✔ Visitas ao paciente na UTI
Os pacientes internados na UTI adulto ficarão sem acompanhantes e pediátricas e neonatais tem direito
a 1 acompanhante que fica a critério da família. ocupando um box exclusivo. Cada instituição possui
normas quanto a quantidade e horários de visitas
✔ Missão do Intensivista
- Compromisso em exercer a profissão baseada nos preceitos do código de ética;
- Buscar a Cura e atenuar a dor
- Ser profissional qualificado para atender pacientes graves em qualquer circunstância e idade
5
- Desenvolver, com amparo da tecnologia, a melhor terapêutica
- Ter a presença, a dedicação e a vontade de superar a morte
- Não esquecer os preceitos que norteiam a dignidade humana, ou seja, o amor ao próximo, o respeito a
pessoa e suas vontades
- Acolher em seus braços o paciente e sua família
- Buscar a esperança
✔ Cuidados e Procedimentos de Enfermagem
A aplicabilidade de uma metodologia da assistência de enfermagem é um processo essencial para o
cuidado Intensivista de qualidade, na medida em que favorece o atendimento das necessidades do cliente
e família a partir da definição das ações de enfermagem. Os profissionais devem ter preparo para lhe dar
com pacientes graves e instáveis, com pacientes confusos ou incapazes de se comunicarem, com a alta
rotatividade dos pacientes; além do contato com a morte que frequentemente causa as sensações de
aproximação e separação que não são facilmente suportadas pela equipe.
OBS: Os registros devem ser feitos por estes profissionais:Enfermeiros e Técnicos
✔ Monitorização dos parâmetros vitais em UtI
A monitorização de funções vitais é uma das mais importantes e essenciais ferramentas no manuseio de
pacientes críticos na UTI. Atualmente é possível detectar e analisar uma grande variedade de sinais fisiológicos por
meio de diferentes técnicas invasivas e não invasivas. Os objetivos da monitorização hemodinâmica nos estados de
choque são o reconhecimento da má perfusão tecidual, a avaliação do quadro nos seus vários tipos, a quantificação
da gravidade do processo e o acompanhamento terapêutico, constituindo-se uma boa diretriz para guiar o tratamento
dos pacientes em choque. As variáveis e métodos recomendados como componentes da monitorização
Hemodinâmica Básica são: frequência cardíaca, diurese, ECG continuo, Spo2, PAM não invasiva, frequência
respiratória, temperatura e outros.
Dentre os principais equipamentos e dispositivos utilizados em UTI estão:
● Monitor Cardíaco: Efetua leitura do traçado eletrocardiográfico, como freqüência cardíaca e
medida intermitente de pressão arterial. Situa-se na cabeceira do leito e é conectado ao paciente
através de eletrodos descartáveis no tórax. Objetiva a análise das eventuais arritmias cardíacas
que podem ocorrer em virtude dos distúrbios dos eletrólitos sanguíneos ou "exigências do coração"
e analisa a pressão arterial 24 horas, permitindo a equipe avaliar a manutenção da circulação e
fluxo sanguíneo de forma indireta.
● Oxímetro de pulso: Equipamento que possui sensor óptico luminoso o qual é colocado no dedo.
Através da determinação da coloração sanguínea capilar, verifica a taxa de saturação do oxigênio
designada Saturação de O2, ou seja, mede indiretamente a oxigenação dos tecidos de maneira
contínua. É útil para avaliar descompensações respiratórias.
● Sonda Nasoenteral: Quando ocorre dificuldade da ingestão dos alimentos, é introduzida sonda
maleável de baixo calibre na narina até o duodeno, porção após o estomago. Dietas especiais
designadas Dietas Enterais, são mantidas em infusão contínua dando aporte necessário de
calorias, proteínas e eletrólitos. As Dietas especiais dispensam as dietas convencionais, podendo o
paciente utilizá-las por longo período. Estado de inconsciência ou impossibilidade de deglutição
são indicações importantes da sua indicação.
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● Sonda vesical: Em pacientes inconscientes ou que necessitam controle rígido da diurese (volume
urinário), é necessário introduzir sonda na uretra (canal urinário) até a bexiga. A sonda é
conectada em bolsa coletora que fica ao lado do leito em locais baixos. É muito importante o
controle da diurese em virtude de indicar o estabelecimento e manutenção do sistema
renal-excretor, ainda colaborando para a medida de infusão correta de líquidos nos pacientes. A
retirada da SV estará na dependência do nível de consciência e necessidade do controle urinário
rígido para hidratação.
● Máscara e cateter de Oxigênio: São dispositivos utilizados para fornecer oxigênio suplementar
em quadros de falta de ar. O cateter é colocado no nariz e a máscara próxima a boca com
finalidade de nebulizar umidificando e ofertando O2. Em geral são dispositivos passageiros e
retirados após melhora dos quadros dispnéicos (falta da ar).
● Cateter Central: O cateter é chamado de central em decorrência de estar próximo ao coração.
Fino, da espessura da uma carga de caneta, é introduzido através do pescoço ou no tórax
(infraclavicular – abaixo da clavícula). Permite acesso venoso rápido e eficaz. Sua permanência
pode variar de semana a meses. É indolor.
● Tubo orotraqueal: Trata-se de tubo plástico, maleável, de diâmetro aproximado de 0.5 a 1.0 cm e
é introduzido na traquéia sob anestesia e sedação. Permite a conexão do ventilador mecânico com
os pulmões. A permanência pode ser de curta duração, até horas, ou semanas. Caso não possa
ser retirado e com previsão maior de duas semanas, poderá ocorrer possibilidade de traqueotomia
e inserção da cânula baixa permitindo ao paciente maior conforto e até alimentar-se. A
traqueotomia é efetuada em geral após a permanência de duas semanas de tubo orotraqueal e
pode ser efetuada na UTI ou centro cirúrgico, isto a critério de cada serviço. É relativamente
simples, sendo efetuada com anestesia geral endovenosa, podendo surgir complicações como
sangramento ou espasmos traqueo-brônquicos.
● Ventilador Mecânico: Aparelho microprocessado valvular que permite a entrada e saída do ar dos
pulmões, oxigenando-os e mantendo estabilidade e segurança do sistema respiratório. Os
equipamento modernos permitem maior interação entre paciente-ventilador com seu comando ou
não. Apesar das inúmeras vantagens e em vários casos obrigatórios, estabelece interrupção da
fisiologia normal respiratória, favorecendo infecções pulmonares designadas “pneumonias do
ventilador”. O processo de retirada do ventilador mecânico é chamado de desmame ventilatório,
que é gradual e dependente de cada caso específico.
● Bomba de Infusão: Equipamento que possui sistema de rotação para infusão volumétrica como
soro através de equipo (circuito plástico) próprio. É muito importante como função da aplicação
contínua dos volumes medidos e precisos, incluindo medicações, tendo como segurança sistema
de alarme para qualquer interrupção ou desconexão.
● Cateter de Swan Ganz: É um cateter flexível e fabricado em poliuretano que, introduzido através de uma
veia central de adequado calibre, chega as estruturas cardíacas e pulmonares. É inserido para obter dados
muito precisos e indicado na terapêutica para o controle do estado hemodinâmico do paciente crítico e,
sobretudo, se está em estado de choque, situação em que o catéter encontra sua máxima indicação. Para
obtenção de amostras de sangue venoso-misto para gasometria que, ao ser analisado juntamente com a
gasometria arterial e mediante fórmulas específicas, determina a fração de extração de oxigênio do paciente.
É utilizado para detectar falhas cardíacas, monitorar a terapia aplicada e avaliar os efeitos das drogas
administradas.
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Cora%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Droga
● Hemodiálise: É um tratamento que consiste na remoção do líquido e substâncias tóxicas do
sangue, como se fosse um rim artificial. É o processo de filtragem e depuração de substâncias
indesejáveis do sangue como a creatinina e a ureia. A hemodiálise é uma terapia de substituição
renal realizada em pacientes portadores de insuficiência renal crônica ou aguda, já que nesses
casos o organismo não consegue eliminar tais substâncias devido à falência dos mecanismos
excretores renais.
✔ Técnicas
● Coma induzido - Na UTI há grande preocupação em fornecer conforto e ausência de dor a todos
pacientes internados. Em casos mais graves, principalmente quando há necessidade da Intubação
Orotraqueal, é iniciada sedação (tranquilizante e indutor de sono) e analgesia (abolição da dor)
contínua que pode levar a ausência total de consciência e sonolência profunda. Neste estágio,
designado “coma induzido”,não há dor, não há frio e a percepção do paciente é interrompida. O
tempo e espaço nesta situação é abolido, onde pacientes que permanecem “meses” na Unidade,
recordam como “horas”.
● As Infecções - São as causas mais importantes de internações em Unidades Intensivas. Em geral
respiratórias ou urinárias, recebem tratamento com antibióticos de última geração e de amplo
espectro de ação contra bactérias. Os riscos das infecções ocorrem quando há disseminação
hematogênica (através do sangue) e ocorre generalização do processo infeccioso designada
tecnicamente como sepse. Outro motivo de preocupação crescente é a infecção desenvolvida no
ambiente hospitalar, sendo na grande maioria prevista e inevitável principalmente em decorrência
de técnicas invasivas como a pneumonia do Ventilador Pulmonar.
● Desmame e extubação: preparo gradativo para retirada do ventilador mecânico.Procedimentos
Cirúrgicos Eventuais: Procedimentos cirúrgicos de pequeno porte podem ser necessários. Nas
situações emergenciais são realizadosatravés do próprio intensivista e na rotina através da equipe
cirúrgica especializada de apoio do Hospital.
● Traqueostomia: Não é recomendada a manutenção por longos períodos da cânula de intubação
em virtude de lesões que podem ocorrer na traqueia e laringe. Não há tempo específico
recomendado, cabendo ao intensivista a indicação e recomendação da traqueostomia.
Procedimento relativamente simples, consiste na abertura da traqueia na região inferior frontal do
pescoço e introdução de cânula plástica em substituição a alimentação é mantida através da boca.
Pode ou não ser procedimento permanente, podendo ser retirada quando do desmame efetivo do
ventilador mecânico.
● Drenagem Torácica: Em coleções líquidas importantes no pulmão ou no pneumotórax
(colabamento do pulmão), pode ocorrer necessidade da colocação de dreno torácico com sistema
coletor. Trata-se de procedimento provisório
● Cateter de PIC: Cateter em geral provisório introduzido na porção superior da cabeça para
drenagem liquórica de alívio.
● Cateter de Diálise Peritoneal: introduzido no abdome, permite a infusão de líquido intra-abdominal
e troca dialítica. Procedimento simples, podendo ser permanente ou não.
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Subst%C3%A2ncia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sangue
https://pt.wikipedia.org/wiki/Creatinina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ureia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Terapia_de_substitui%C3%A7%C3%A3o_renal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Terapia_de_substitui%C3%A7%C3%A3o_renal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Insufici%C3%AAncia_renal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Insufici%C3%AAncia_renal_cr%C3%B4nica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Insufici%C3%AAncia_renal_aguda
https://pt.wikipedia.org/wiki/Organismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Coma_induzido
https://pt.wikipedia.org/wiki/Septicemia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Traqueostomia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1lise
● Aspiração do tubo orotraqueal e traqueostomia: A aspiração traqueal é realizada com o objetivo de
manter as vias aéreas do paciente, entubado ou traqueostomizado permeáveis e livres de
secreções. Indicações:
✔ Presença de sons adventícios (roncos) à ausculta
✔ Aumento de pico de pressão no ventilador
✔ Movimento audível e visível de secreções (observa formação de rolhas)
✔ Declínio da saturação de oxigênio
OBS: Capacitação profissional: a capacitação da equipe de enfermagem são indispensável para o bom desempenho
das atividades e assistência prestada ao paciente na Unidade de terapia intensiva. Os profissionais devem ter
preparo para lidar com pacientes graves e instáveis, com pacientes confusos ou incapazes de se comunicarem, com
a alta rotatividade de pacientes, além do contato com a morte que frequentemente causa a sensação de aproximação
e separação que não são facilmente suportados pela equipe.
Exames complementares de rotina
Todos os órgãos e sistemas são avaliados diariamente nos pacientes internados nas UTIs. Após
avaliação clínica, são solicitados exames de rotina como:
● Hematológicos: através da punção venoso, coleta-se pequena amostra de sangue para avaliação
no laboratório central dos principais eletrólitos, enzimas e metabólitos do organismo. A função renal
é medida indiretamente através da dosagem da ureia e creatinina, dando ao médico informação
valiosa em relação a integridade renal.
● Gasométricos: designada de gasometria arterial, é efetuada punção na artéria radial situada no
punho (local do pulso). Após coleta, a amostra é analisada através do equipamento designado
hemogasômetro que permite a análise dos principais gases do sistema respiratório tais como
oxigênio e gás carbônico. Portanto é método para avaliação da boa função pulmonar.
● Radiológicos: Diariamente efetua-se nos pacientes submetidos a ventilação mecânica a radiologia
torácica pulmonar para controle e diagnósticos de derrames (líquidos) e infecções como a
broncopneumonia.
● Eletrocardiograma: ECG) é um exame de saúde na área de cardiologia no qual é feito o registro da
variação dos potenciais elétricos gerados pela atividade elétrica do coração.
✔ Desconfortos psicológicos de uma UTI
● Estresse causado pelo isolamento da família e dos amigos (daí a importância das visitas);
● Estresse causado pelo medo de passar por certos exames (como endoscopia, por exemplo);
● Estresse causado pelo barulho incessante dos equipamentos;
● Estresse causado pelo constrangimento de estar sem roupas normais, sem acessórios e com
vestimentas incomuns (geralmente, paciente de UTI usa apenas fralda, camisola hospitalar e
cobertor);
● Estresse que ocorre em pacientes com dieta zero ao verem outros pacientes comerem e/ou
beberem.
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Cardiologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Electricidade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cora%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Endoscopia
✔ Equipe multiprofissional e interdisciplinar – Recursos humanos
● Médico intensivista: designação técnica do médico especializado e dedicado exclusivamente ao
atendimento do paciente internado nas Unidades Intensivas e Emergenciais. Possui conhecimento
clínico e cirúrgico amplo, capaz de diagnosticar, medicar e realizar procedimentos complexos
emergenciais. A especialidade é definida como Medicina Intensiva, reconhecida mundialmente
com certificações específicas. Cabe a este profissional evoluir e medicar diariamente os pacientes
internados nos aspectos nutricionais, cardiológicos, pulmonares, neurológicos entre outros.
Responde integralmente na condução e responsabilidade da Unidade como todo.
● Enfermeiro intensivista: Enfermeiro com formação para o atendimento de pacientes de alta
complexidade com grande dependência no leito. Supervisiona a ação do grupo de técnicos de
enfermagem, como a higienização, controle das medicações e prescrições, tendo papel assistencial
fundamental.Sendo dimensionado 1 enfermeiro para cada 10 leitos
● Enfermeiro Coordenador ; Profissional responsável por toda equipe de enfermagem, elabora
escalas, elabora protocolos e auxilia equipe nas normas e rotinas.
● Fonoaudiólogo intensivista: O fonoaudiólogo no âmbito hospitalar integra a equipe de saúde
atuando em forma multi ou interdisciplinar. Esta atuação é caracterizada com objetivos de
prevenção, diagnóstico funcional e reabilitação propriamente dita. Objetiva assim, a redução e
prevenção de complicações como a pneumonia aspirativa, e o restabelecimento da alimentação via
oral e da comunicação.
● Fisioterapeuta intensivista: a fisioterapia no paciente crítico é fundamental para manutenção e
prevenção de vários aspectos da fisiologia em virtude da dependência total ou parcial dos
pacientes. A assistência ventilatória é outra necessidade fundamental realizada através do
fisioterapeuta, que efetua higienização brônquica diária através de técnicas específicas e controle
do ventilador mecânico.
● Nutrólogo e nutricionista: o nutrólogo é médico especializado no diagnóstico e prescrição
nutricional. Diariamente efetua avaliações e mantém o aporte calórico, proteico, glicêmico e
vitamínico equilibrado e essencial para manutenção do funcionamento e atividades vitais do
organismo. O nutricionista, incorporado na equipe multiprofissional, efetua diagnósticos e evoluções
dietéticas específicas, coordenando, organizando e acompanhando as prescrições nutricionais.
● Psicólogo intensivista: todos aspectos emocionais, seja do paciente, da família ou da equipe, são
constantemente avaliados e observados através da psicologia intensiva. Com presença
fundamental nos períodos das visitas familiares, objetiva estabelecer além da humanização a
aproximação e apoio terapêutico necessário.
● Assistente social: atua no apoio a família e paciente em situações externas ou internas que possam
impor dificuldades não relacionadas ao andamento terapêutico direto, seja no âmbito familiar, do
trabalho ou pessoais
● Atribuições do técnico de enfermagem na Uti: A COLABORAÇÃO DO TÉCNICO DE
ENFERMAGEM TEM MUITA INFLUÊNCIA NO TRABALHO DIÁRIO POIS SÃO LINHA DE
FRENTE A ASSISTÊNCIA DO PACIENTE CRÍTICO.
❖ Estarno setor no horário marcado para receber o plantão (10 minutos antes)
❖ Observar condições gerais do paciente quando estiver recebendo o plantão:
❖ Medicações e infusões prescritas
❖ Soros que estão instalados
❖ Sondas, drenos e cateteres
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https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9dico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Enfermeiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fonoaudi%C3%B3logo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fisioterapeuta
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nutricionista
https://pt.wikipedia.org/wiki/Psic%C3%B3logo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Assistente_social
❖ Tomar conhecimento da evolução do paciente através da passagem de plantão
❖ Preencher o cabeçalho da folha de controle, completamente
❖ Administrar medicação e tratamento prescrito, observando seus efeitos
❖ Anotar na prescrição do paciente os cuidados prestados, medicações e tratamentos aplicados,
sinais e sintomas de maneira objetiva clara logo após a execução.
❖ Prestar aos pacientes cuidados de higiene, criando-lhe condições de conforto e tranquilidade
❖ Trocar cadarços/fixações e curativos diariamente, ou quantas vezes se fizer necessário
❖ Mudança de decúbito de 2/2 horas mantendo o leito limpo e seco
❖ Proteger calcâneos e proeminência ósseas com coxim
❖ Controle dos sinais vitais de 2/2 horas, líquidos infundidos e drenados
❖ Aspiração orotraqueal frequente quantas vezes se fizer necessário, com técnica correta
❖ Restrição de pacientes agitados ou confusos afim de protegê-los, evitando que retirem
dispositivo invasivo
❖ Manter grades elevadas, evitando restringir pacientes nas mesmas
❖ Higiene oral com antiséptico ou água, mantendo lábios umedecidos evitando ressecamento
❖ Trocar curativos, bolsas de colostomias, soluções de drenagens torácicas, diariamente ou
quantas vezes se fizer necessário
❖ Manter monitores com alarmes ativados
❖ Arrumação e limpeza concorrente da unidade do paciente diariamente
❖ Desprezar frascos de aspiração, coletores de diurese a cada final de plantão ou quantas vezes
se fizer necessário
❖ Auxiliar os demais membros da equipe, sempre que solicitado
❖ Comunicar ao enfermeiro as alterações observadas no estado geral dos pacientes
❖ Acompanhar os familiares nos horários de visita
❖ Permanecer junto ao paciente durante seu horário de trabalho, ausentando-se apenas quando
necessário e após avisar o colega
❖ Comunicar ao enfermeiro quando tiver que se ausentar
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❖ Colaborar na manutenção da ordem e limpeza da unidade
❖ Admitir o paciente
❖ Acompanhar o paciente nas altas, transferências, exames
❖ Fazer preparo do corpo pós óbito
❖ Preparar material e auxiliar em procedimentos invasivos e de alta complexidade
❖ Fazer desinfecção terminal da unidade, incluindo equipamentos utilizados
❖ Manter-se em prontidão em caso de PCR, internações e outras eventualidades
❖ Participar de reuniões quando convocado
❖ Controlar materiais esterilizados, como datas, estocagem e quantidade
❖ Realização de balanço hidrico
❖ Participar de atividade como treinamento
❖ Trocar sacos de hamper
❖ Zelar pelo material do setor
❖ Atender à solicitação do Enfermeiro
❖ Conferir e completar carro de emergência
❖ Cumprir regulamentos do hospital e rotinas do setor
❖ Levar o material usado para ser esterilizado, conforme rotina e horários estabelecidos
❖ Limpar carro de emergência, ECG, carro de curativo/banho, maca, cadeiras de roda e de
banho, suporte de soro, escadinha e outros equipamentos
❖ Guardar roupas e manter em ordem o armário
❖ Encaminhar o material colhido como: sangue, fezes, urina, secreções, em caráter de urgência
❖ Administrar hemoderivados
❖ Utilizar os EPIs
❖ Acatar e respeitar a hierarquia funcional
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❖ Manter o posto de enfermagem em ordem
❖ Evitar comentários emitindo juízo depressivo e inoportunos frente ao paciente
❖ Agilidade, iniciativa e trabalho em equipe
❖ Manter leigos quando vagos adequados para receber os paciente
❖ Cuidado no manuseio de pacientes com caracteres, para que não ocorra acidentes
❖ Executar tarefas afins
HUMANIZAÇÃO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
É muito importante tanto para o paciente como para família compreender a UTI como etapa
fundamental para superação da doença, porém tão importante é aliviar e proporcionar conforto
independente do prognóstico. A equipe está orientada no respeito à dignidade e auto determinação de
cada pessoa internada, estabelecendo e divulgando a humanização nos seus trabalhos, buscando
amenizar os momentos vivenciados através do paciente e família. A UTI é sem dúvida muito importante
para o avanço terapêutico, porém impõe nova rotina ao paciente onde há separação do convívio familiar e
dos amigos, que pode ser amenizada através das visitas diárias. Outro aspecto importante é a interação
família-paciente com a equipe, apoiando e participando nas decisões médicas.
Ações diárias que fortalecem a humanização:
● Todo profissional deve identificar-se pelo nome ao receber o paciente, demonstrando
disponibilidade para atende-lo
● Todo paciente deve ser tratado pelo nome e não pelo número do leito ou pela doença
● Oferecer segurança emocional, física, permanecendo à beira do leito e mantendo-o com as grades
elevadas
● Saber ouvir o paciente e valorizar suas queixas
● Aliviar a dor e os sofrimento com todos os recursos tecnológicos, farmacológicos e psicológicos
● Proporciona privacidade
● Respeitar e apoiar os momentos difíceis dos familiares
● Informar ao paciente todos os procedimentos a serem realizados
● Individualizar a assistência de acordo com cada paciente
● Respeitar e colaborar com os colegas do ambiente de trabalho
● Preserva a autonomia do paciente e familiar
● Manter os cuidados assistenciais em fase terminal
● Acolher está mais no ouvir e menos no falar, mais no receber e menos no fazer, é uma ação de
aproximação e respeito ao outro
● Ética
● Bom relacionamento com a equipe multiprofissional
Como trabalhar limitações interpessoais? Para trabalhar as suas limitações é necessário antes de
tudo reconhecer suas capacidades, a partir do momento em que o indivíduo tem plena consciência das
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suas limitações e potencialidades ele passa a ser capaz de traçar um caminho que o leve a superação dos
seus medos. Desenvolver atitudes que combatam o comportamento prejudicial às relações interpessoais é
o primeiro passo para o pleno desenvolvimento das suas capacidades.
Fatores que favorecem ou prejudicam nas relações interpessoais. Diversos fatores podem influenciar
positivamente ou negativamente nos processos de relações interpessoais, a seguir apresentamos os
comportamentos mais comuns que influenciam positivamente ou negativamente, identificados pela área da
psicologia comportamental.
- Comportamentos favoráveis
Ser simpático
Saber trabalhar em grupo
Ser proativo
Saber ouvir
Autoestima eleva
Autoconfiança em seus atos
- Comportamentos prejudiciais
Soberba
Passividade
Falta de autonomia
Timidez excessiva
Agressividade com os demais
Autoritarismo
Reconhecendo quais comportamentos ele possui, o indivíduo passa a ter autonomia sobre a melhor
forma de trabalhar seus pontos positivos e negativos, conseguindo inclusive resultados em curto prazo.
Aspecto emocional: A doença é um estado físico e emocional, que gera angustia não só na pessoa que
sofre, mas também naqueles que estão ao seu redor: profissionais, familiares e amigos.
UTI x Morte
✔ Para muitas pessoas Uti é sinônimo de morte
✔ As unidades de cuidados intensivos apresentam a sociedade as duas faces da moeda, onde alguns
ficam com o verso, porque desfrutam da UTI em esperança de vida e retornam aos lares e outros
com o reverso da moeda onde de fronte e com desgosto emocional de todos.
Influência da doença no comportamento do paciente:
Crise de agitação e rebeldia emocional: é a reposta mais esperada – as crises de agitação podem ser
acompanhadas de condutas que levam a sentimento de culpa ou frustração, podendo desenvolver
depressão, angústia, ou apatia por parte do paciente.
Transtornos mentais: algumas patologias/medicações podem levar a transtornosmentais, pacientes idosos
desenvolvem demências mais acentuadas devido ao seu estado natural de velhice e a privação de sono
uso de medidas terapêuticas ou preparo de exames podem desenvolver alterações mentais transitórias.
Angustia e medo: o paciente transmite seu sofrimento, medo, angústia, incerteza, tensão emocional,
através de condutas dominantes como agressividade e dependência total alternando entre si, logo
convertidos em impotência e sensação de fragilidade.
O paciente inconsciente: com o paciente em coma, deve-se existir um cuidado especial, já que não se
sabe até que ponto o paciente ouve ou não. Deve se agir como se o paciente ouvisse, falando-lhe,
explicando-lhe o que se vai fazer, minimizando os impactos ao despertar.
Fatores ambientais: o paciente espera que a UTI seja silenciosa e discreta, a realidade é bem diferente. O
ambiente de UTI afeta diretamente na estabilidade emocional do paciente.
Os profissionais de saúde que trabalham diretamente com enfermos, principalmente os que trabalham
nas UTIs, precisam ser estimulados a se auto avaliarem diante da conduta profissional nas mais variadas
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situações pela qual passam no cotidiano. Através dessas avaliações o profissional faz reflexões essenciais
sobre o exercício de sua prática, em qual suporte está baseada, nas diferentes possibilidades terapêuticas
para o desempenho humanista e na responsabilidade sobre sua conduta profissional ao se tratar do ser
humano que está sobre seus cuidados, o profissional de saúde deve promover um ambiente de equilíbrio
favorável que o paciente e seus familiares se sintam tranquilos e confiantes para enfrentarem e
compreenderem o tratamento. A comunicação é um importante instrumento dentro da UTI e deve envolver
toda a equipe, os paciente e seu familiares e responsáveis, médicos, assistentes e fontes pedagógicas e a
mídia, e muitas vezes essa comunicação é negligenciada, para a construção de uma UTI mais humana,
harmoniosa, eficiente e descontraída é preciso que essa comunicação ocorra, e uma relação de equipe
que assiste bem cuidada o indivíduo envolvido estará bem cuidado também, beneficiando todo o conjunto,
que visa principalmente o bem estar e saúde do paciente.
Indicadores de qualidade em Terapia Intensiva:
A qualidade na Unidade Intensivista pode ser avaliada através de indicadores que são medidas de
qualidade, utilizadas para avaliar e determinar o desempenho de funções ou processo ao longo do tempo
de ordem técnica, educacional, ambiental - estrutural e os éticos. Um exemplo de indicadores
ambientais/estruturais pode ser observado a seguir: a UTI deve contar com uma UTI móvel ou conveniada;
contar com serviços de diálise própria ou conveniada, com cirurgia própria e receber assessoria da CCIH,
conforme o disposto pela Lei 943, de 01/99; oferecer no mínimo cinco leitos; contar com Banco de Sangue
próprio ou conveniado. Um exemplo de indicadores educacionais na Unidade de Terapia Intensiva é o
número de treinamentos existentes para a equipe multiprofissional, os critérios de contratação, se há ou
não residentes e alunos de nível médio e/ou superior.
✔ Indicadores técnicos:
- Taxa de bronco-aspiração
- Taxa de intercorrências ventilatórias durante o banho no leito
- Taxa de intercorrências hemodinâmicas durante o banho no leito
-Taxas de flebite
- Taxas de procedimentos repetidos antes de 48 horas
- Preparo pré-operatório
- Controle da oferta de suporte nutricional
- Taxa de curativos cirúrgicos realizados
- Taxa de curativos não cirúrgicos realizados
- Utilização de escalas preditivas de lesão de pele
- Utilização de escalas de controle da dor
- Utilização da escala de glasgow para nortear cuidados de enfermagem
- Utilização da escala de Ramsey para nortear cuidados de enfermagem
- Utilização da prescrição de enfermagem
- Evolução de enfermagem
- Estudos da satisfação do cliente e /ou família
- Sistemas de vigilância: farmaco e hemovigilância
- Emprego de protocolos de procedimentos de enfermagem
- Emprego de protocolos para os cuidados de enfermagem
- Taxas de acidentes de trabalho durante o cuidado de enfermagem
-Taxas de saídas espontâneas de sonda gástrica
- Taxas de atelectasia e atelectasia de repetição
- Taxas de lesão de pele
- Taxas de infecção associada ao procedimento de enfermagem
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- Taxa de extubação acidental
-Taxa de perda de punção venosa central e periférica
- Taxa de saída espontânea de sonda vesical
- Taxa de arritmias graves e/ou letais não detectadas
✔ Outra relação de eventos adversos e que comprometem a qualidade do cuidado de enfermagem
são:
- Paradas cardíacas não detectadas
- Paradas cardíacas durante o banho no leito
- Erros na medicação, principalmente associados à via e dose
- Contenção contínua do paciente
- Extravasamento de quimioterápicos e antibióticos.
- Reação hemolítica
- Quedas do leito
- Lesões de pele em mais de 15% dos pacientes com mais de quatro dias de internação.
Cabe neste momento lembrar que a qualidade do atendimento de enfermagem tem estreita relação com o
bom funcionamento de outros serviços como: farmácia, almoxarifado, hotelaria, manutenção, compras,
lavanderia. Quando estes serviços não funcionam bem, eles interferem nos indicadores de enfermagem.
Objetivo dos indicadores:
● Fornecer informações aos gerentes
● Fornecer informações aos profissionais prestadores de serviços
● Fornecer informação para melhoria continua da qualidade
● Fornecer informação aos pacientes
● Fornecer informações às instituições regulamentadoras
● Internalizar na organização as necessidades e expectativas dos clientes
● Possibilitar o estabelecimento de metas
● Desenvolver a análise crítica dos resultados e intervir na realização do processo
● Contribuir para a melhoria continua dos processos
● Facilitar o planejamento e o controle de desempenho, pelo estabelecimento de padrões e pela
análise dos desvios ocorridos com os indicadores
● Viabilizar a análise comparativa do desempenho na organização
● Permitir comparações com o mercado, ou outros processos, ou outras organizações concorrentes
ou não.
Infecções em UTI
A infecção hospitalar tem como principal agente etiológico as bactérias, vírus e fungos que são os
precursores dos altos índices de contaminação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), gerando uma
grande problemática ilegal e ética, causando grandes prejuízos aos pacientes, as instituições e a
sociedade, é um agravo importante da nossa realidade que pode causar risco a saúde do paciente, maior
tempo de internação hospitalar gerando mais custos e mantendo hospitais lotados. Para os profissionais
que tratam pacientes críticos, as infecções preocupam muito, pois depois do trauma, são responsáveis por
altos índices de mortalidade. Os estudos revelam que 70% dos pacientes internados nas unidades de
terapia intensiva recebem tratamento para algum tipo de infecção. Nesse ambiente, o risco de infecção é
de 5 a 10 vezes maior do em outros ambientes hospitalares e podem chega a representar 20% do total de
casos registrados de infecção em um hospital. Muitos são os fatores que contribuem para o
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desenvolvimento de infecções, temos que pensar que, hoje, o perfil do paciente que chega à UTI é muito
diferente de 20 anos atrás. Devido à evolução da medicina que promoveu a sobrevida de pacientes com
doenças graves, esses, quando são tratados nas UTIs, são mais velhos e, por terem passado por
tratamentos radicais, são mais suscetíveis a um processo infeccioso, por isso é muito importante a atenção
e a prevenção nesses pacientes. As infecções hospitalares mais importantes em todo o mundo: infecção
de cateteres venosos; pneumonia associada à ventilação mecânica (respiração artificial); infecções de
feridas cirúrgicas; infecção urinária ee infecção por Clostridium difficile (comumente associada ao uso de
antibióticos).
Infecção de cateteres venosos: cateteres venosos centrais são cateteres cuja ponta se localiza numa veia
de grosso calibre. A inserção do cateter pode ser por punção de veia jugular, subclávia, axilar ou femural.
Também podem ser puncionadapor uma veia braquial, e instalado um "cateter central de inserção
periférica".
Pneumonia associada à ventilação mecânica (respiração artificial): a pneumonia é a principal causa de
morte dentre as infecções hospitalares. Sua prevalência em Unidades de Cuidados Intensivos é 10 a 65%
e sua letalidade, 13 a 55%. Quando associada à ventilação mecânica, habitualmente desenvolve-se após
48 horas da sua instalação. Suspeita-se de pneumonia associada à ventilação mecânica (VAP) quando um
paciente sob este procedimento desenvolve febre (>38º), leucocitose e secreção purulenta na aspiração.
✔ Infecções de feridas cirúrgicas: as feridas operatórias quando infectadas têm aspecto avermelhado,
bordas endurecidas e doloridas, febre local, edema e drenagem de secreções. A temperatura
corporal elevada também indica algum tipo de infcção, por isso deve ser considerada na evolução
do quadro clínico. Esses sintomas podem instaurar-se aos poucos, agrupados ou com maior
relevância de um ou outro.
✔ Infecção urinária: consideram-se infecções urinárias as infecções nosocomiais, ou seja, adquiridas
no ambiente hospitalar, é uma das doenças mais frequentes na UTI acometem 2% dos pacientes
internados, sendo responsáveis por 35% a 45% das infecções hospitalares. Aproximadamente 80%
dos pacientes que contraem infecção urinária fazem uso de cateteres urinários, mesmo com
emprego de técnica adequada de inserção do cateter vesical e uso de sistema de drenagem
fechado, a colonização da urina na bexiga irá ocorrer em torno de 50% dos pacientes após 10 a 14
dias de cateterização.
✔ Principais Fatores que influenciam a aquisição de uma infecção são:
●Status imunológico
●Idade (recém-nascido e idosos são mais vulneráveis)
●Uso abusivo de antibiótico
●Procedimentos médicos, em particular os invasivos
●Imunossupressão
●Falha nos procedimentos de controle de infecção
✔ Cuidados para evitar infecções:
●Higienização das mãos é a principal medida de prevenção de infecções. O uso do álcool gel potencializa
esses resultados.
●Uso adequado de luvas, ou seja EPI completo com cada paciente.
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●Realizar os procedimentos dentro das técnicas e manuseio adequado nos equipamentos.
●Uso racional de antimicrobianos - o consumo de antibióticos aumentou 40% na última década. O uso
racional de antimicrobianos na UTI é a melhor maneira de combater a emergência de resistência no
ambiente de trabalho.
●Uso adequado das precauções de contato - medidas como o uso de luvas e aventais no contato com o
paciente podem minimizar o risco de transmissão cruzada no ambiente de cuidados intensivos.
●Rastreio e medidas de isolamento dos casos - a identificação dos pacientes colonizados ou infectados é
fundamental para o manejo adequado e emprego das medidas preventivas específicas.
●Vigilância epidemiológica - ações para conhecer a flora microbiológica associada com infecções são
importantes para o controle efetivo da higienização na UTI.
●Limpeza do ambiente - a desinfecção de áreas potencialmente contaminadas é crucial no controle de
infecções.
●Educação continuada dos profissionais de saúde - é fundamental que os profissionais de terapia intensiva
se mantenham atualizados, participando constantemente de atividades de educação continuada na área
de infecção no paciente crítico.
Comissão de Controle de Infecção hospitalar- CCIH
A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) tem como objetivo manter os índices de
infecção nos valores considerados aceitos pelo Ministério da Saúde, seguindo rigorosamente normas e
portarias específicas da Vigilância Sanitária, promovendo ações de prevenção às infecções. Mantendo
assim a qualidade dos serviços oferecidos à população e segurança de seus pacientes. Inspecionando
também as condições de trabalho de todos ambientes do hospital como o centro cirúrgico, emergência,
farmácia e atendimento ambulatorial, bem como também nas áreas de apoio como o serviço de higiene
hospitalar e realizando auditorias nos prestadores de serviço como lavanderia e laboratório. O trabalho de
controle não envolve apenas a comissão, mas toda equipe do hospital
Desequilíbrio Hidroeletrolítico
Desequilíbrio hidroeletrolítico é caracterizado pela anormalidade nas taxas fixas de eletrólitos no corpo
humano (sódio, potássio, cálcio, magnésio, cloro, fosfato, sulfato, bicarbonato, entre outros) impedindo de
exercer normalmente suas funções.
✔ Quais são as causas dos distúrbios hidroeletrolíticos: Os distúrbios hidroeletrolíticos ocorrem
quando a pessoa perde grandes quantidades de líquidos e eletrólitos, como acontece, por exemplo, no
suor excessivo, na poliúria (excesso de urina), nos vômitos e na diarreia. Os eletrólitos geralmente são
perdidos juntamente com a perda de líquidos, como no suor excessivo, vômitos ou diarreias. Distúrbios
renais que alterem a filtração ou reabsorção da urina também podem levar a desequilíbrios
hidroeletrolíticos, esse desequilíbrio pode ser perigoso e mesmo representar risco de vida.
✔ Balanço Hídrico: A fundamental forma de monitorizar o paciente. O balanço hídrico representa toda
a função de monitorizar todos os tipos de líquidos administrados e eliminados pelo doente durante um
determinado período. O mesmo em condições normais poderá receber líquidos por via oral, alimentos,
água endógena e exógena, e ter perdas pela diurese, evacuações e pela parte sensível (pulmões e pele).
 Todo medicamento administrado tanto por via oral como endovenoso, são incluídos como ganhos
(balanço positivo), e o débito de sondagem vesical, drenos, vômitos e evacuações líquida como perdas
(balanço negativo), há também casos quando ocorre balanço igualado. É de extrema importância o
técnico de enfermagem realizar as anotações rígidas do balanço. É através dela que indicará a boa ou
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http://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/757737/voce+esta+urinando+muito+pode+ser+poliuria.htm
http://www.abc.med.br/p/vida-saudavel/325850/nauseas+e+vomitos+eles+te+incomodam.htm
http://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/295965/diarreia+cuidados+uteis+em+casos+de+diarreia.htm
http://www.abc.med.br/p/vida-saudavel/325850/nauseas+e+vomitos+eles+te+incomodam.htm
http://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/295965/diarreia+cuidados+uteis+em+casos+de+diarreia.htm
péssima evolução clínica do paciente. Poderá indicar através do balanço juntamente com os exames
laboratoriais o início de outras patologias.
✔ O que pode se considerar como ganho (Balanço positivo/entrada): Dietas por SNG, SNE, ostomias,
ingestão de água, sucos, chás, sopas, terapia medicamentosa de soros, medicações com diluição,
drogas vasoativas, drogas sedativas em soro, sangue, plasma, NPP.
✔ O que pode se considerar como perda (Balanço negativo/saída): Eliminações vesicais e intestinais
presentes em forma líquida e semi-líquida, vômitos, drenagens, secreções, sudorese, linfa.
✔ Como calcular o total em controle de Balanço Hídrico: Em ganhos: Se for de terapias
medicamentosas, anotar todas vazões totais infundidas no paciente naquele período em uma tabela de
ganhos por soros. Anotar a ingesta líquida, se houve uma boa aceitação ou não, em uma tabela onde
indica as dietas por via oral. A vazão de infusão da dieta enteral por bomba infusora também é contado e
extremamente importante. Em perdas: Se for por sondagem vesical, anotar a cada duas horas o total da
diurese presente em bolsa, por drenos (se a sonda gástrica ou enteral estiver aberta para drenagem,
realizar anotação do débito total, se houver perdas de fluidos gástricos por via oral, anotar como “perdas”)
no final do plantão. Para fazer a contagem do balanço hídrico, devemos no final de 24 horas, somar o
total de ganhos e de perdas e subtrair um do outro. Como neste exemplo: O doente recebeu 1.500 ml
entre dieta e medicações e eliminou 900 ml entre diurese e outras drenagens. Ex: 1500 – 900 = 600 ml
Portanto o balanço das 24 horas neste caso é positivo, pois o doente teve mais ganhos do que
perdas. Anote o resultado final no balanço, e havendo qualquer alteração, comunicar o enfermeiroplantonista e ao médico plantonista.
Distúrbio ácido básico
Acidose é a condição em que os fluidos corporais contêm muito ácido. A acidez do sangue é
medida pela determinação do seu pH. O pH normal do sangue deve ficar em torno de 7,4. Um pH abaixo
disso significa que o sangue é ácido, enquanto que um pH mais elevado significa que o sangue é básico.
Há dois tipos de acidose: metabólica e respiratória.
Os principais sintomas ou sinais clínicos são alterações no nível da consciência, distúrbio do
comportamento, hiperventilação, arritmias cardíacas, astenia, alterações de reflexos profundos, câimbras,
convulsões etc.
✔ Quais são as causas da acidose: A acidose respiratória ocorre quando o gás carbônico (CO2)
acumula-se no corpo em virtude de alguma patologia pulmonar. Isso pode acontecer por causa de
condições crônicas das vias aéreas, como a asma, por exemplo, lesão no peito, obesidade, uso indevido
de sedativos, uso excessivo de álcool, fraqueza muscular no tórax, problemas com o sistema nervoso e
estrutura deformada do tórax.
✔ Acidose metabólica: A acidose metabólica é decorrente da diminuição primária do bicarbonato
(HCO3-), começa nos rins em vez dos pulmões. Ela ocorre quando eles não podem eliminar o ácido de
maneira eficiente ou quando eles eliminam um excesso de base. Podem resultar de dois mecanismos
básicos: perda renal ou digestiva de bicarbonato e ganho de ácidos por aumento de produção endógena,
administração exógena ou diminuição da excreção renal. As principais causas de acidose metabólica são:
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http://www.abc.med.br/p/244635/asma+bronquica+saiba+mais.htm
http://www.abc.med.br/p/obesidade/22390/obesidade.htm
Insuficiência renal, cetoacidose diabética, ingestão excessiva de ácidos, perdas excessivas de bases
(diarreias) doenças infecciosas, hipertemia e outros.
Avaliação neurológica
Escalas utilizadas em uti
A consciência é uma entidade complexa que requer muitas funções cerebrais trabalhando
ordenadamente. O nível de consciência depende da integridade do cortex cerebral.
A Escala de Coma de Glasgow é uma escala neurológica que mostra uma forma confiável e
objetiva de avaliar o estado de consciência de uma pessoa, de modo inicial ou na avaliação contínua.
Seu valor também é utilizado no prognóstico do paciente.
As alterações da consciência podem ser quantitativas ou qualitativas. As qualitativas modificam o
conteúdo da consciência e não afetam o estado de alerta e as quantitativas, também conhecidas como
nível de consciência, determinam o grau de lucidez quanto à percepção da realidade, Na avaliação do
nível de consciência do paciente, o diagnóstico oscila dentro de um intervalo cujos extremos são a
consciência e o coma.
A Escala de Sedação é a indução de um estado de calma e tranquilidade com alivio da ansiedade e
agitação.
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Uma das principais morbidades e mortalidade associada a sedação é a inadequada técnica de
monitorização. Acompanhar objetivamente o nível de consciência, de pacientes sedados constitui uma
forma eficaz de prevenir acidentes,
Escala de Ramsay: é uma tipo de escala subjetiva utilizada para avaliar o grau de sedação em pacientes,
visando evitar a sedação insuficiente (o paciente pode sentir dores) ou demasiadamente excessiva
(colocando-o em risco de morte).
Objetivos da sedação: proporcionar tranquilidade e conforto, regularidade de sono, redução do
metabolismo, incluem reduzir a resistência à ventilação mecânica, tratamento de distúrbios psiquiátricos ou
problemas relacionados à abstinência de substâncias de abuso, restauração da temperatura corpórea.
Princípios da sedação adequada: Utilizar a menor dosagem possível a fim de diminuir a tolerância e
dependência aos sedativos, individualizar a sedação para obter o menor ramsay que permita o
cumprimento dos objetivos, estabelecer e redefinir a dose diariamente para minimizar os efeitos da
sedação prolongada e monitorizar o nível de sedação para permitir o melhor ajuste de doses.
✔ Analgesia: melhoram o conforto ausência ou supressão da dor aliviando o sofrimento, reduzindo a resposta
ao estresse relacionado a inflamação ou trauma, e facilitando o cuidado adequado pela equipe
multidisciplinar, pode ser mínimo, moderado (sedação consciente) ou profunda.
✔ Analgesia: Promove conforto, ausência ou supressão da dor aliviando o sofrimento, reduzindo a
resposta ao estresse relacionado a inflamação ou trauma, e facilitando o cuidado adequado pela
equipe multidisciplinar, pode ser mínimo, moderado (sedação consciente) ou profunda. Além de
questões do conforto e humanização a analgesia visa capacitar o paciente para realização de
fisioterapia, deambulação fora do leito, higiene pessoal diária, cuidados de curativos e alimentação.
Indicação da sedação em pacientes em UTI:
● Redução da ansiedade
● Redução do consumo de oxigênio
● Prevenção de lembranças de memórias
desagradáveis
● Melhorar o sincronismo no ventilador
● Restringir pacientes reativos
● Tratamento de abstinência por álcool
● Durante a fase final da retirada de
ventilação mecânica
Nutrição em terapia intensiva
Terapia Nutricional é um conjunto de procedimentos terapêuticos que visam à manutenção ou
recuperação do estado nutricional do paciente por meio da nutrição enteral ou parenteral.
A finalidade primordial de uma terapia nutricional é estabilizar ou aumentar o peso do paciente e
melhorar o seu estado nutricional. Isso significa garantir que a ingestão total de nutrientes do paciente
forneça energia, proteínas, micronutrientes e fluido suficientes para atender às necessidades individuais do
paciente. Outros objetivos da terapia nutricional incluem manter as funções imunológicas e prevenir
complicações metabólicas. TN um conjunto de procedimentos terapêuticos que visam à manutenção ou
recuperação do estado nutricional do paciente por meio da nutrição enteral ou parenteral.
Ao desenvolver um plano de terapia nutricional, são recomendadas as seguintes etapas:
● Definir as metas nutricionais do paciente
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Seda%C3%A7%C3%A3o
● Definir as necessidades nutricionais do
paciente
● Definir o suporte nutricional e implementar
um plano de terapia nutricional
● Definir a(s) via(s) de nutrição
✔ Definir as metas nutricionais do paciente
A primeira etapa ao desenvolver-se um plano de terapia nutricional é definir a meta nutricional para o
paciente. Para alguns pacientes, isso pode significar a estabilização do peso corporal. Para outros, pode
significar aumento do peso corporal. A meta de peso e índice de massa corporal (IMC) deve ser
determinada.
✔ Definição das necessidades nutricionais individuais do paciente
A segunda etapa ao desenvolver-se um plano de terapia nutricional é definir a meta nutricional
específica do paciente. Necessidades energéticas, ingestão de proteína e fluido devem ser todos
calculados.
✔ Definir o suporte nutricional e implementar um plano de terapia nutricional
A terceira etapa é avaliar a ingestão nutricional do paciente e compará-la com as exigências
clinicamente estabelecidas. Isso revelará quaisquer lacunas energéticas do paciente e informará as
necessidades de suplemento necessárias para preenche-las.
Se houver desnutrição relacionada a doença, pode-se usar uma série de estratégias, como fortificação
alimentar ou o uso de nutrição enteral ou parenteral. De acordo com as Diretrizes de Alimentação Enteral
da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN, na sigla em inglês), o termo “nutrição
enteral” é utilizado para descrever todas as formas de suporte nutricional que envolvem o uso de
“alimentos dietéticos para fins medicinais específicos” independentemente da via de administração. A
Nutrição Enteral, portanto, inclui suplementos nutricionais orais (SNO) e alimentação enteral por sonda
nasoenteral, jejunal ou percutânea. O termo “nutrição parenteral” (também conhecido como nutrição
intravenosa) é utilizada para descrever a infusão intravenosa de nutrientes diretamente na circulação
sistêmica, contornando trato gastrointestinal (GI).
✔ Definir a(s)via(s) de nutrição
A quarta etapa no desenvolvimento de um plano de terapia nutricional é determinar a melhor via ou
vias de nutrição. A regra de ouro é: “se o intestino funciona, use-o”. No entanto, a nutrição parenteral
suplementar ou total por meio de um acesso central ou periférico é indicada quando as exigências
nutricionais não podem ser atendidas por meio de alimentação oral ou enteral. Quando os pacientes em
risco nutricional não conseguem receber ingestão de nutrientes suficiente por meio da alimentação
hospitalar, alimentos ou dieta hospitalar fortificada, a nutrição enteral (NE) incluindo suplementos
nutricionais orais ou alimentação via sonda nasogástrica, nasoenteral ou percutânea pode ser necessária
para atender às necessidades de nutrição clínica. Se a ingestão de NE também for considerada
insuficiente, a nutrição parenteral (NP) deve ser iniciada como suplemento ou substituição para a
alimentação por sonda enteral a fim de evitar a desnutrição relacionada a doença. A NP é a administração
intravenosa de nutrientes, que contorna o trato gastrointestinal (GI).
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Quando a NE é Indicada?
A regra de outro é: “se o intestino funciona, a NE é indicada”. Em pacientes com um trato
gastrointestinal (GI) em funcionamento, a NE é idealmente iniciada dentro de 24 a 48 horas de internação
na unidade de terapia intensiva (UTI).
Quando a NP é Indicada?
Se a NE for contraindicada ou uma tolerância limitada para NE por um período prolongado não permitir
a ingestão suficiente para atender a todas as necessidades nutricionais do paciente, a NP deve ser iniciada
para complementar ou substituir a alimentação por sonda enteral. Além disso, quando os pacientes têm um
trato gastrointestinal (GI) não funcional, inacessível ou perfurado, a NP é recomendada. As indicações
específicas incluem:
● Íleo paralítico e mecânico (pós-operatório)
● Trauma
● Doença inflamatória intestinal
● Enterocolite (AIDS,
quimioterapia/radioterapia)
● Ressecção intestinal (síndrome do
intestino curto)
● Pancreatite
● Fístula de alto débito
● Queimadura
● Câncer gastrointestinal (GI)
● Imaturidade (bebês prematuros)
✔ Definição de Nutrição Enteral e Parenteral
A nutrição enteral (NE) inclui suplementos nutricionais orais (SNO) e alimentação enteral por meio de
sonda nasogástrica, nasoenteral ou percutânea. A NE fornece nutrientes e energia para as células
mucosas, estimulando o metabolismo da célula epitelial, fluxo de bile e secreções pancreáticas, bem como
liberando hormônios gastrointestinais (GI) enterotróficos e elevando o fluxo sanguíneo da mucosa.
Enquanto a nutrição parenteral (NP) fornece nutrientes, por meio de infusão intravenosa, diretamente na
circulação sistêmica, contornando o trato gastrointestinal (GI).
✔ Indicações:
● Quando o paciente não pode comer
● Estado de coma
● Lesões do sistema nervoso central
● Debilidade acentuada
● Traumatismo bucomaxilofacial
● Intervenções cirúrgicas da boca, faringe,
esôfago e do estômago
● Obstruções mecânicas e
fisiológicas do tubo digestivo
● Anorexia
● Câncer
● Pós-operatório
● Queimaduras
✔ Contraindicação dieta enteral:
● Obstrução intestinal total
● Diarreia grave
● Peritonite hemorragia digestiva
● Íleo paralitico
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✔ Contraindicação dieta parenteral:
● Instabilidade hemodinâmica (algum tipo de choque)
● Edema agudo dos pulmões
● Anúria sem dialise
✔ Cuidados de Enfermagem na dieta enteral:
● Verificar rótulo observado: nome do paciente, composição da solução e gotejamento
● Orientar o paciente
● Lavar as mãos antes e depois da administração da dieta
● Testar a sonda pra verificar a localização correta
● Eleve o decúbito ao administrar dieta por sonda e 30 a 60 cm após o termino da alimentação
● Fixar a sonda corretamente
● Teste o refluxo
● Administrar a dieta em uma temperatura morna ou temperatura ambiente
✔ Cuidados de Enfermagem na dieta parenteral:
● Verificar rotulo observado: nome do paciente, composição da solução e gotejamento
● Lavar as mãos antes e depois da administração da dieta
● O doente que recebe nutrição parenteral deve merecer rigorosos cuidados higiênico
● A localização central do cateter deve ser confirmado com Raio X antes de iniciar a dieta
● Manter a via venosa central exclusiva para a infusão da dieta, mantendo a permeabilidade
● Realizar curativo com técnica asséptica a cada 24 horas ou de acordo com a necessidade
utilizando a solução estabelecida pelo protocolo
● O máximo rigor deve ser observado para com as técnicas de assepsia e antissepsia
● Observar o local da inserção quanto à fixação do cateter, edema, rubor, hiperemia, e presença de
secreção
Principais choques e distúrbios hemodinâmicos em terapia
intensiva
O choque é definido como uma situação de hipoperfusão tecidual, secundaria ao desequilíbrio entre a
oferta e demanda de oxigênio ou a incapacidade da célula utilizar oxigênio.
Choque cardiogênico: define-se o choque cardiogênico pela incapacidade do miocárdio em realizar o
debito cardíaco eficaz para proporcionar a demanda metabólica do organismo, caracterizando uma
situação de hipoperfusão tecidual.
Intervenções de enfermagem:
● Suprimento de oxigênio
● Administração de medicamentos
● Controle hemodinâmico
● Detecção precoce dos sinais e sintomas decorrentes do debito cardíaco diminuído
● Hipoperfusão tecidual
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● Avaliar a coloração da pele
● Monitorar sinais vitais
Choque hipovolêmico: o estado de choque hipovolêmico é definido como distúrbio agudo da circulação,
caracterizado pela queda do volume circulante efetivo, ocasionando o desequilíbrio entre a oferta de
oxigênio para os tecidos. A redução de volume efetivo de líquidos, clinicamente classifica o choque
hipovolêmico:
● Leve: redução do volume se sangue menos em 20%
● Moderado: redução de 20 a 40% do volume de sangue
● Grave: déficit maior de 40% do volume de sangue
Intervenções de Enfermagem:
● Manutenção da oxigenação e circulação
● Estabelecer acesso venoso de grosso calibre
● Monitorar sinais vitais
● Administração de hemoderivados/hemocomponente
● Monitorar, medir/estimar perdas volêmicas de todas as origens (gastrintestinais, secreções de
ferimentos, sangramentos)
Choque séptico: o choque séptico resulta da incapacidade do organismo em realizar as necessidades
metabólicas e hemodinâmicas decorrente da presença de bactérias, vírus e fungos na corrente sanguínea.
Síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS): caracteriza pela presença de dois ou mais critérios,
entre eles febre >38ºC ou hipotermia FC 90 bpm, taquipneia FR >20 bpm e
leucocitose ou leucopenia > leucócitos 12.000 ou 4.000

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