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Nutrição Aplicada ao Esporte
INTRODUÇÃO
AULA 1 
O desempenho dos atletas vem aumentando 
gradativamente, junto à crescente busca de uma 
melhor qualidade de vida e do “corpo perfeito” 
por grande parte das pessoas que praticam 
atividades físicas. 
Objetivo: Apresentar os princípios que norteiam 
a Nutrição aplicada ao Esporte e as estratégias 
nutricionais que favorecem o bom desempenho 
nas diversas modalidades, sejam elas de 
competição ou não.
→ Histórico
1990 - início da atuação do nutricionista na área 
de esporte, com a inclusão deste profissional 
nas academias com orientação dietética para 
perda de peso ou melhora no desempenho. 
Aspecto Financeiro: situação razoável, aumento 
do crescimento da área, porém é difícil ingressar 
com pouca ou nenhuma experiência. Por outro 
lado, há cada vez mais procura nesta área. 
Os esportes vêm ganhando espaço e, com ele, 
todos os profissionais envolvidos no sucesso do 
atleta. 
Carga horária de trabalho: um pouco longa; o 
calendário fica por conta dos atletas.
A atuação dirigida à estética resulta em boas 
oportunidades, isso porque o controle de peso é 
a exigência da sociedade para formas corporais 
mais musculosas e isso requer atividade física e 
alimentação planejada individualmente. 
Serviços que podem ser oferecidos:
- Acompanhamento de praticantes de 
musculação, corrida, ciclismo, natação, 
atletas paralímpicos e outras 
modalidades esportivas. 
- Planejamento de refeições e criação de 
cardápios familiares
Nutricionista & Educador Físico 
É uma parceria promissora, isso porque o 
nutricionista precisa saber que tipo de 
treinamento seus clientes estão realizando, pois 
este é um dos aspectos em que a dieta deve se 
basear; alterações na intensidade, duração ou 
freqüência da atividade física acarretam em 
necessidade de mudança na dieta do indivíduo. 
Conceitos
Dessa forma, a ingestão de alimentos deve ser 
ajustada de acordo com estas necessidades. 
Determinadas estratégias nutricionais podem 
melhorar o desempenho, a recuperação após o 
exercício e resultar em adaptações mais 
significativas ao treinamento.
→ Considerações
- A prática de atividades esportivas pode 
proporcionar inúmeros benefícios à 
composição corporal, saúde e à 
qualidade de vida.
- O esporte competitivo nem sempre é 
sinônimo de equilíbrio no organismo, 
podendo influenciar de maneira direta e 
significativa o estado nutricional dos 
atletas. 
Necessidades de energia, macronutrientes 
(carboidratos, proteínas e lipídeos) e 
micronutrientes (vitaminas, minerais e 
elementos-traço) = modificadas com a prática 
de exercícios físicos → Isso porque, além de 
maior demanda calórica, os exercícios podem 
ocasionar adaptações fisiológicas e bioquímicas 
que determinam maiores necessidades de 
nutrientes.
→ DRI’s 
É um estudo realizado com base em populações 
sadias, para atletas é necessário uma 
diferenciação, isso porque há alto nível de 
estresse oxidativo e necessidades energéticas 
muito aumentadas. 
- Para esse público, pode-se recomendar 
ingestão acima da RDA e abaixo da UL, 
isso porque devido às necessidades 
aumentadas é provável que ele necessite 
de algo acima da RDA. 
Geralmente, a ingestão dos micronutrientes já 
está naturalmente aumentada devido à grande 
densidade calórica das refeições 
O planejamento alimentar adequado deve 
considerar adequação energética e de macro e 
micronutrientes da dieta, levando em 
consideração as necessidades individuais dos 
atletas, como a frequência, a intensidade e a 
duração do treinamento. 
Exercícios intensos - explosão - uso de 100% da 
capacidade de vo2 - microatividades. 
ex. tiro de 100m, saque no vôlei, soco, etc. 
Exercícios intermitentes - não há a mesma 
intensidade ao longo de todo exercício.
ex. partida de futebol. 
→ aminoácidos não são utilizados como 
substrato energético, tendo em vista sua 
importância para construção muscular. 
Atletas: preocupados em melhorar seu 
desempenho e a sua qualidade de vida → 
importância do nutricionista. 
Importância da avaliação nutricional sobretudo 
para adequação alimentar ao gasto e a 
necessidade energética da atividade física, além 
de fornecer dados antropométricos e de 
composição corporal, fundamentais para o 
desempenho nas diferentes modalidades. 
Objetivos nos atendimentos
- Equilibrar as necessidades energéticas;
- Oferecer os nutrientes básicos; 
- Permitir uma recuperação adequada e 
rápida;
- Atuar como recurso ergogênico; 
- Diminuir a velocidade de perda de 
rendimento; 
- Reduzir a ação dos radicais livres.
Público
* deve ser considerado antes de iniciar a 
conduta nutricional. 
1) Praticantes de atividade física que buscam 
saúde e estética; 
2) Esportistas amadores, que competem e 
treinam como atletas; 
3) Atletas que têm o esporte como sua profissão.
Esportista Amador X Atleta 
Esportista: precisa conciliar a vida com a prática 
de atividade física. 
* Não tem a mesma determinação ou motivação 
que um atleta para estratégias nutricionais 
rígidas. 
Atleta: apenas vive para comer, treinar e dormir. 
Principais demanda da clientela 
Como a alimentação pode influenciar na 
atividade física?
Como trabalhar? 
- Metas corporais nem muito fáceis nem muito 
difíceis; 
- Manter ou ganhar massa muscular; 
- Metas mensuráveis 
- % gordura ou roupa; 
- Manter-se ativo durante o dia (12 kcal/kg/dia 
em AF).
AULA 2
Componentes do Gasto Energético
- Taxa Metabólica Basal (60%);
- Efeito térmico da alimentação (10%); 
- Efeito térmico da atividade física (30%).
Taxa metabólica basal → o que seu corpo 
precisa para sobreviver. Definida como a taxa 
mínima de gasto energético compatível com a 
vida e medida sob condições padrões de 
repouso. 
Fatores que afetam a taxa metabólica basal: 
- superfície corporal;
- composição corporal: O principal 
determinante de GER é a massa corporal 
magra (MCM), já que é o tecido 
metabolicamente ativo no corpo. *massa 
magra gasta energia: síntese de 
proteínas, etc. (aumenta o metabolismo)
- idade: A perda de MCM com o 
envelhecimento está associada ao 
declínio na TMB. Essas alterações na 
composição corporal podem ser 
atenuadas pelo exercício. 
- Gestação e lactação: Aumento do 
Metabolismo Basal;
- Estado Hormonal: O estado hormonal 
pode ter impacto sobre a taxa 
metabólica, particularmente em 
distúrbios endócrinos tais como 
hipertireoidismo (come muito e não 
engorda , acelerada) e hipotireoidismo 
(ex: se o medicamento está adequado, 
não tem essa de “tenho hipotireoidismo 
não consigo emagrecer”), quando o 
gasto de energia é aumentado ou 
diminuído, respectivamente. (ex: 
menopausa )
- Sexo: As mulheres, que geralmente 
possuem mais gordura em proporção ao 
músculo do que os homens, têm taxas 
metabólicas ao redor de 5 a 10% menores 
do que as dos homens de mesmo peso e 
altura. 
- Clima: A TMB também é afetada pelos 
extremos na temperatura ambiente. As 
pessoas que vivem em climas tropicais 
usualmente possuem TMB que são 5 a 
20% maiores do que aquelas que vivem 
em uma área temperada. (muito frio ou 
muito calor → maior TMB, maior o gasto)
- Utilização de Drogas: relaxante muscular, 
sedativos entre outras
- Fatores Patológicos: As febres aumentam 
a taxa metabólica em torno de 13% para 
cada grau acima de 37°C.
 ↳ nota sobre o artigo acima: as mulheres obesas 
tinham uma taxa metabólica basal maior do que as 
não obesas devido à maior superfície corporal.
Efeito térmico dos alimentos (ETA)
Comer é gastar energia, desse modo há 
elevação do gasto energético após a ingestão 
de uma refeição. Geralmente é maior cerca de 1 
hora após a refeição e dura aproximadamente 4 
horas. 
Por que ocorre essa elevação? Ocorre pois é 
necessário energia para absorção, transporte, 
armazenamento e metabolismo do alimento 
consumido. 
** O tipo de alimento ingerido pode influenciar a 
extensão do ETA → proteínas e carboidratos 
causam aumento no efeito, enquanto a gordura 
e álcool causam pequenas elevações no gasto 
energético. 
- O aumento normal do gasto energético 
provocadopelo ETA a partir de uma refeição 
mista de carboidratos, lipídios e proteínas é de 
cerca de 8 a 10%.
** O pós absortivo da gordura é mais simples do 
que do carboidrato, pq a gordura vai ser 
degradada e virar ácidos graxos, triglicerídeos, 
enquanto os carboidratos exercem várias 
funções, a glicose é importante em vários 
processos, por isso gasta mais
 ↳ nota sobre o artigo acima: a perda de peso é 
muito insignificante e se a pessoa já toma cafeína, 
quase não vai ter impacto, mas se for outro 
composto excitante pode até trazer resultados em 
um contexto propício para isso, com prática de 
atividade física e dieta.
Efeito térmico da atividade física: 
O fator que mais afeta a taxa metabólica é a 
intensidade ou velocidade do exercício. Para se 
mover mais rápido, o músculo deve se contrair 
mais rápido, gastando proporcionalmente mais 
energia.
Fatores que influenciam no Gasto Energético:
- Gênero; 
- Idade; 
- Atividade física; 
- Doença; 
- Peso corporal: MCM (massa magra, músculo). 
- Período de crescimento.
Cálculo das necessidade energéticas no 
esporte:
Calorimetria Direta (método direto)
Envolve a medição da produção de calor pelo 
corpo, por meio de um dispositivo chamado 
calorímetro. Esse equipamento consiste em uma 
pequena câmara isolada termicamente onde a 
pessoa permanece em repouso enquanto sua 
taxa metabólica basal é medida.
Calorimetria Indireta
- Estima o gasto de energia pela 
determinação do consumo de oxigênio e 
produção de dióxido de carbono;
- Quociente respiratório (QR); - QR = CO2 
produzido/02 consumido;
- Cada litro de O2 consumido libera 5 kcal; 
importante!!
- Valores de QR são convertidos em kcal.
Água duplamente marcada
(bebe uma quantidade de água com 
concentração conhecida pelo pesquisador, se 
espalha pelo corpo, e o hidrogênio marcado 
deixa o corpo como água no suor, na urina e no 
vapor de água pulmonar, enquanto o oxigênio 
sai como água e dióxido de carbono produzidos 
durante a oxidação dos macronutrientes no 
metabolismo energético.)
 A diferença entre tais taxas de eliminação, 
corrigidas pelo conjunto (pool) de água corporal, 
corresponderia à produção de gás carbônico, 
que, por equações de calorimetria indireta, é 
convertida ao gasto energético total.
Monitoração da Frequência Cardíaca
 - Medem o registro dos batimentos cardíacos;
 - registro diário em minutos; 
- relação linear da frequência cardíaca com o 
consumo de oxigênio; 
- medida fisiológica fácil de se aplicar em 
campo; - monitoramento contínuo de diversas 
atividades; - medida diária de GEAF; - aparelhos 
de fácil manuseio. 
Vantagens:
 - Pode-se calcular a intensidade da atividade 
física;
 - bom para uso individual em clínicas e 
academias;
 - não interfere nas atividades habituais do 
indivíduo;
 - pode haver monitoramento por períodos 
longos;
 - apresenta custo acessível por aparelho (de R$ 
300,00 a R$1500,00);
 - serve para diversas faixas etárias. 
Desvantagens:
 - a FC é influenciada por massa muscular, 
estado emocional, postura corporal e condições 
ambientais; 
- inviável para estudos epidemiológicos. 
*tendem a superestimar um pouco
Medidores de Movimento
- Movimentos dos membros e do tronco refletem 
o gasto energético total (trabalho mecânico);
- medem acelerações, passadas e movimentos 
de tronco e membros; 
- instrumentos são usados na cintura;
- mede-se contagem diária de movimentos 
(GEAF semanal); 
- material sensível a vibrações. *tendem a 
superestimar um pouco
** DEXA: Não requer nenhum preparo especial e 
é realizado com baixa intensidade de exposição 
aos raios X. Fornece as massas óssea, magra e 
de gordura do corpo inteiro ou de segmentos, a 
exemplo do abdome, expressas em 
porcentagem da massa total.
→ Bioimpedância: método que requer muitas 
orientações que quando não seguidas pode 
superestimar os resultados. 
→ Dobras Cutâneas: Excelente medida para 
avaliar a eficácia do acompanhamento 
nutricional, por permitir avaliação de cada 
dobra individualmente. Além disso, é possível 
avaliar alguns sinais clínicos, como pele seca ou 
hidratada, presença de edemas, etc.
Protocolo de Pollock et al. (1984)
Sete dobras cutâneas (DC): Subescapular, axilar 
média, tríceps; coxa; supra-ilíaca; abdômen e 
peitoral. 
 
 ↳ os parênteses são sempre resolvidos primeiro!!
Protocolo de Faulkner (1968)
O que é peso ideal?

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