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<p>CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI</p><p>NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - NEAD</p><p>RELATÓRIO DE PRÁTICA VIRTUAL</p><p>IDENTIFICAÇÃO</p><p>1. Acadêmico: Stephanie Guimarães da Costa</p><p>2. Matrícula: 6845813</p><p>3. Curso: Nutrição</p><p>4. Turma: FLC147001BBI</p><p>5. Disciplina: Bioquímica básica e metabolismo</p><p>6. Tutor(a) Externo(a): Gisele Oliveira</p><p>DADOS DA PRÁTICA</p><p>1. Título: Solubilidade e Insaturação de lipídeos.</p><p>2. Semestre: 2°Semestre</p><p>3. Data: 03 de Setembro de 2024</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Os lipídeos são substâncias oleosas ou gordurosas, conhecidas como apolares, que</p><p>são moléculas insolúveis em água, parcialmente solúveis em solventes fracamente polares e solúveis em solventes apolares. São classificados em dois grandes grupos quanto ao seu ponto de fusão: óleos e gorduras, de origem vegetal e animal respectivamente e que apresentam caráter líquido e sólido também nessa ordem. Também podem ser divididos em grupos de acordo a sua função, podendo ser classificados como lipídeos de armazenamento, que servem como reserva celular e fonte de energia, lipídeos de membranas, que são os fosfolipídios e glicolipídios, lipídeos sinalizadores, que desempenham função hormonal, entre muitas outras subdivisões.</p><p>Neste estudo, vamos analisar e comparar a solubilidade e insaturação de lipídeos em diferentes meios, para identificar o comportamento dessas substâncias em meio a outras soluções e temperaturas.</p><p>OBJETIVOS</p><p>· Compreender a definição e a diferença dos lipídeos;</p><p>· Identificar e verificar o comportamento dos lipídeos em diferentes meios, sendo eles, neutro, ácidos, básicos e em solventes orgânicos;</p><p>· Compreender a diferença dos ácidos graxos saturados e insaturados;</p><p>· Compreender os conceitos de ácidos graxos.</p><p>MATERIAIS</p><p>· Tubos de ensaio;</p><p>· Bico de Bunsen ou chapa aquecedora;</p><p>· Óleo vegetal (girassol, soja ou milho);</p><p>· Gordura animal (banha de porco);</p><p>· Manteiga;</p><p>· Água destilada;</p><p>· Solução de hidróxido de sódio (0,5 M);</p><p>· Solução de ácido clorídrico (0,5 M);</p><p>· Éter etílico;</p><p>· Lugol;</p><p>· EPIs (jaleco, luvas e máscara).</p><p>METODOLOGIA</p><p>Na presente aula prática da matéria de Bioquímica, utilizamos o recurso de laboratório virtual para a realização dos experimentos. Primeiramente cabe ressaltar que, antes do início das análises fomos instruídos a utilizar os EPIs que estavam guardados no armário, sendo eles: jaleco, luvas e máscara.</p><p>TESTE DE SOLUBILIDADE</p><p>O experimento de teste de solubilidade começa com a preparação da capela, a luz da capela foi ligada e o exaustor acionado, pegamos os materiais necessários, que estavam no armário abaixo da capela.</p><p>Com os materiais na capela, fomos instruídos a adicionar óleo vegetal em um béquer de vidro e com o auxílio da pipeta fomos adicionando 1ml da solução nos quatro primeiros tubos de ensaio, a cada utilização da pipeta foi necessário fazer a limpeza dela, para dar continuidade ao experimento. Depois, adicionamos manteiga em outro béquer de vidro e colocamos também 1ml de manteiga em cada tubo de ensaio, dessa vez fomos instruídos a adicionar manteiga nos tubos de ensaio numerados de 5 a 8, com o auxílio da pipeta, que era também limpa a cada utilização.</p><p>Depois foi a vez da gordura animal, que foi despejada em um vidro de relógio e com o auxílio da pipeta também foi introduzida nos tubos de ensaio de 9 a 12. Nessas etapas a pipeta também era limpa a cada utilização.</p><p>Com o béquer limpo, adicionamos água destilada nele, e com a ajuda da pipeta, também limpa, colocamos 5ml de água destilada no tubo de ensaio 1, que estava com óleo vegetal, 5ml no tubo de ensaio 5 que estava com manteiga e no tubo de ensaio 9 que estava com gordura animal. Em outro béquer foi adicionado éter etílico e com a ajuda da pipeta foi adicionado 5ml dessa solução em mais três tubos de ensaio, sendo o tubo número 2 que estava com óleo vegetal, o tubo número 6 que estava com manteiga e o tubo número 10 que estava com gordura animal.</p><p>Após esses processos e sempre mantendo todos os utensílios limpos, como pipeta e béquer, foi adicionado no béquer limpo a solução de hidróxido de sódio também com o auxílio da pipeta colocamos 5ml de hidróxido de sódio em alguns tubos, colocamos no tubo 3, 7 e 11 que tinham óleo vegetal, manteiga e gordura animal, respectivamente. Depois o béquer foi lavado, assim como a pipeta e colocamos a última solução que foi o ácido clorídrico, que despejamos 5ml em cada tubo que “sobrou” que foram os tubos 4, 8 e 12 que tinham óleo vegetal, manteiga e gordura animal respectivamente.</p><p>Após a adição de todas as soluções em todos os tubos, chegou a hora de agitar os tubos de ensaio e misturar os componentes, agitamos os tubos e deixamos em repouso por alguns minutos para analisar os resultados.</p><p>TESTE DE INSATURAÇÃO</p><p>Começamos o teste de insaturação adicionando 1ml de óleo vegetal no primeiro tubo de ensaio com a ajuda da pipeta, lavamos a pipeta e depois colocamos 1ml de manteiga no tubo de ensaio número dois, lavamos a pipeta, e depois adicionamos 1ml de gordura animal no tubo de ensaio número 3. Em seguida, colocamos em cada tubo de ensaio 3 gotas de lugol, agitamos os tubos de ensaio e aquecemos em água fervente por três minutos aproximadamente em banho-maria. Neste teste os utensílios também foram limpos corretamente entre as utilizações.</p><p>RESULTADOS E DISCUSSÕES</p><p>1. Qual a semelhança e a diferença entre óleos e gorduras?</p><p>Quanto as semelhanças entre óleos e gorduras podemos classificar de acordo com suas interações em meio aquoso, tanto os óleos quanto as gorduras são substâncias insolúveis em água, ou seja, são substâncias hidrofóbicas. Essas substâncias são formadas por ésteres de triacilgliceróis, produtos resultantes da esterificação entre o glicerol e ácidos graxos, e podem ter origem animal ou vegetal.</p><p>Em relação a diferença entre óleos e gorduras, podemos destacar o estado em que a substância se apresenta em temperatura ambiente. Os óleos apresentam pontos de fusão relativamente baixos que fazem com que eles permaneçam em estado líquido em temperatura ambiente, isso se dá devido a sua composição, pois os compostos de triacilgliceróis com ácidos graxos insaturados não podem se “empacotar” firmemente e por isso apresentam forma líquida, os óleos normalmente têm origem vegetal, como óleo de soja, girassol etc.</p><p>Já as gorduras são provenientes de origem animal, e apresentam uma estrutura sólida ou semi-sólida devido a organização dos seus ácidos graxos em cadeias saturadas, que apresentam uma ligação mais “firme” tornando os pontos de fusão dos triacilgliceróis relativamente altos (em comparação ao óleo) e por isso conseguem se manter em estado sólido quando expostos a temperatura ambiente.</p><p>2. O que foi observado nos testes de solubilidade? Explique.</p><p>Observamos que nos tubos numerados de 1 a 4 o óleo vegetal não se misturou com as soluções que foram inseridas, e apresentou menor densidade do que elas, e foi possível observar a formação de um anel branco no topo dos tubos.</p><p>Já nos tubos numerados de 5 a 8, onde adicionamos manteiga, observamos algumas alterações. Nos tubos cinco, sete e oito podemos identificar que também não houve solubilidade, no entanto, houve menor densidade em relação as soluções, e identificamos um anel de cor amarelada na parte superior. O único tubo de ensaio contendo manteiga e que apresentou solubilidade foi o tubo número 6, onde adicionamos éter, nesse tubo podemos observar que a manteiga e o éter se misturaram, formando uma única solução homogênea de cor amarronzada.</p><p>Nos últimos tubos, numerados de 9 a 12, onde colocamos gordura animal, não observamos alterações significativas quanto a mistura dos elementos, o que ocorreu e pudemos observar foi que nos tubos nove, onze e doze a gordura apresentou menor densidade em relação as soluções, ficando por cima, e apenas no tubo 10, a gordura apresentou maior densidade que o éter, ficando por baixo, no fundo do tubo</p><p>3. O que foi observado no teste de insaturação? Explique.</p><p>No primeiro tubo com óleo vegetal, após a adição do lugol e o aquecimento em banho-maria observamos que houve uma</p><p>mistura das substâncias, tornando-se uma substância homogênea. Esse fenômeno também pôde ser observado no tubo número 2, onde colocamos manteiga, nesse tubo de ensaio também houve a formação de uma substância homogênea após o aquecimento. Já no último tubo, de número 3, onde adicionamos gordura animal e o lugol, observamos que não houve mistura das substâncias, a gordura e o lugol não se misturaram, e a gordura por apresentar maior densidade ficou por baixo do lugol, no fundo do tubo.</p><p>REGISTRO FOTOGRÁFICO</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed.</p><p>UNIASSELVI. Solubilidade e insaturação de lipídeos. Disponível em: https://uniasselvi.grupoa.education/sagah/object/default/86227114. Acesso em: 03 set. 2024.</p><p>image1.jpg</p><p>image2.png</p>