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<p>Indaial – 2020</p><p>Práticas de</p><p>instalações</p><p>Hidrossanitárias</p><p>Prof. João Marcos Bosi Mendonça de Moura</p><p>1a Edição</p><p>Copyright © UNIASSELVI 2020</p><p>Elaboração:</p><p>Prof. João Marcos Bosi Mendonça de Moura</p><p>Revisão, Diagramação e Produção:</p><p>Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI</p><p>Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri</p><p>UNIASSELVI – Indaial.</p><p>Impresso por:</p><p>M929p</p><p>Moura, João Marcos Bosi Mendonça de</p><p>Práticas de instalações hidrossanitárias. / João Marcos Bosi Mendonça</p><p>de Moura. – Indaial: UNIASSELVI, 2020.</p><p>191 p.; il.</p><p>ISBN 978-65-5663-156-1</p><p>ISBN Digital 978-65-5663-152-3</p><p>1. Instalações hidrossanitárias. - Brasil. II. Centro Universitário Leonardo</p><p>da Vinci.</p><p>CDD 620</p><p>aPresentação</p><p>Caro acadêmico! Seja muito bem-vindo ao livro da disciplina Práticas</p><p>de Instalações Hidrossanitárias. Buscaremos aqui construir conhecimentos</p><p>teóricos e práticos sobre instalações prediais de água fria, esgoto e preventivo</p><p>de incêndio, com ênfase em construções residenciais. É com muita alegria</p><p>que apresento a você atividades que possam contribuir para uma formação</p><p>profissional comprometida com a qualidade e a sustentabilidade dos projetos</p><p>de engenharia. Trilharemos este percurso por meio de três Unidades, levando</p><p>sempre em conta a importância que as instalações hidrossanitárias possuem</p><p>para a segurança e o conforto dos usuários da edificação.</p><p>Na Unidade 1, apresentaremos os fundamentos para concepção e</p><p>projeto de instalações hidráulicas de água fria. Trabalharemos as práticas</p><p>voltadas ao conhecimento de seus elementos (Tópico 1), lembrando e</p><p>relembrando algumas informações básicas para a elaboração de projetos.</p><p>Estudaremos também os sistemas de reservação e bombeamento (Tópico 2),</p><p>tendo em vista a importância que possuem para o fornecimento de água</p><p>com adequada vazão e pressão. Veremos também como dimensionar as</p><p>mais diversas tubulações de uma instalação de água fria (Tópico 3) e, ao</p><p>final, esperamos que você tenha condição de avaliar e conceber um projeto</p><p>(Tópico 4).</p><p>As mais importantes práticas voltadas às instalações prediais</p><p>de esgoto sanitário serão estudadas na Unidade 2. No primeiro tópico,</p><p>refletiremos alguns aspectos teóricos e práticos gerais e, no segundo tópico,</p><p>aprenderemos como funciona o dimensionamento de cada um dos elementos</p><p>da instalação. No Tópico 3, você terá a oportunidade de dimensionar sistemas</p><p>de tratamento individual de esgoto, algo fundamental para lotes sem acessos</p><p>a um sistema público de coleta e tratamento. Por fim, refletiremos no Tópico</p><p>4 alguns aspectos normativos importantes e também um projeto predial de</p><p>esgoto sanitário.</p><p>Na última e terceira Unidade, você será apresentado às principais</p><p>diretrizes para concepção e projeto de sistemas de combate e prevenção ao</p><p>incêndio. O panorama legal e normativo brasileiro sobre esse tema é amplo,</p><p>uma vez que o Corpo de Bombeiros de cada unidade/estado da federação</p><p>exerce o poder de regulação local. No Tópico 1, serão apresentados algumas</p><p>diretrizes fundamentais e adaptadas ao seu contexto de atuação profissional.</p><p>Afinal de contas, quais são os fatores responsáveis pelos incêndios? Eles podem</p><p>ser evitados? Refletiremos algumas dessas perguntas para além do senso</p><p>comum. Na sequência, abordaremos práticas voltadas aos sistemas hidráulicos</p><p>(Tópico 2) e de bombas (Tópico 3) de combate ao incêndio, questões muito</p><p>importantes para a segurança de uma edificação. Alguns conteúdos vistos na</p><p>Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto para</p><p>você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há novi-</p><p>dades em nosso material.</p><p>Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é</p><p>o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um</p><p>formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura.</p><p>O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova diagra-</p><p>mação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também contribui</p><p>para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.</p><p>Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente,</p><p>apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilida-</p><p>de de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador.</p><p>Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para</p><p>apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assun-</p><p>to em questão.</p><p>Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas</p><p>institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa</p><p>continuar seus estudos com um material de qualidade.</p><p>Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de</p><p>Desempenho de Estudantes – ENADE.</p><p>Bons estudos!</p><p>NOTA</p><p>Unidade 1 serão úteis nesta etapa. Por fim, encerraremos a Unidade 3 com a</p><p>análise de práticas voltadas ao desenvolvimento de projetos e à inspeção de</p><p>sistema de prevenção e combate ao incêndio (Tópico 4).</p><p>Em resumo, caro acadêmico, esperamos que este livro lhe proporcione</p><p>uma ótima oportunidade de crescimento profissional. Aproveite as práticas</p><p>elaboradas com especial cuidado para alunos e alunas que optaram por essa</p><p>fascinante e gratificante atividade: a Engenharia!</p><p>Uma ótima leitura e bons estudos!</p><p>Prof. Dr. João Marcos Bosi Mendonça de Moura.</p><p>Olá, acadêmico! Iniciamos agora mais uma disciplina e com ela</p><p>um novo conhecimento.</p><p>Com o objetivo de enriquecer seu conhecimento, construímos, além do livro</p><p>que está em suas mãos, uma rica trilha de aprendizagem, por meio dela você</p><p>terá contato com o vídeo da disciplina, o objeto de aprendizagem, materiais complemen-</p><p>tares, entre outros, todos pensados e construídos na intenção de auxiliar seu crescimento.</p><p>Acesse o QR Code, que levará ao AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.</p><p>Conte conosco, estaremos juntos nesta caminhada!</p><p>LEMBRETE</p><p>sumário</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA .............................................. 1</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: ASPECTOS GERAIS ...................................... 3</p><p>1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 3</p><p>2 SISTEMA DE ABASTECIMENTO E DISTRIBUIÇÃO ............................................................... 6</p><p>3 CONSUMO DE ÁGUA E NÚMERO DE APARELHOS: DIRETRIZES PRÁTICAS .............. 7</p><p>4 DIMENSIONAMENTO DE ALIMENTADOR ........................................................................... 10</p><p>5 PRÁTICA – PARÂMETROS BÁSICOS DE EMPREENDIMENTOS ...................................... 12</p><p>6 PRÁTICA – CONSUMO DE ÁGUA .............................................................................................. 14</p><p>RESUMO DO TÓPICO 1..................................................................................................................... 16</p><p>AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 17</p><p>TÓPICO 2 — RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO:</p><p>DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES ................................................................................... 19</p><p>1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................. 19</p><p>2 DIMENSIONAMENTO DE RESERVATÓRIO ........................................................................... 21</p><p>2.1 RESERVATÓRIO INFERIOR ....................................................................................................... 22</p><p>2.2 RESERVATÓRIO SUPERIOR ...................................................................................................... 23</p><p>(		)	Durante	 a	 limpeza	 dos	 reservatórios	 moldados	 in	 loco,	 há	 o	 risco</p><p>de	 danificação	 do	 sistema	 de	 impermeabilização,	 por	 isso,	 somente</p><p>profissionais	habilitados	devem	realizar	este	serviço.</p><p>(		)	A	torneira	de	boia	é	dispensável	em	um	reservatório	pequeno.</p><p>(		)	A	reserva	técnica	de	incêndio	deverá	ser	concebida	a	critério	somente	do/a</p><p>projetista.</p><p>Assinale	a	alternativa	que	apresenta	a	sequência	CORRETA:</p><p>a)		(			)	V	–	V	–	F	–	F.</p><p>b)	(			)	F	–	V	–	F	–	F.</p><p>c)	(			)	F	–	F	–	V	–	F.</p><p>d)	(			)	V	–	F	–	F	–	V.</p><p>2		Determine	os	diâmetros	da	 tubulação	de	recalque	e	sucção,	bem	como	a</p><p>potência	da	bomba	(CV)	para	uma	edificação	com	11	andares.	Os	dados	do</p><p>problema	e	a	instalação	encontram-se	a	seguir</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>Total	de	dormitórios	na	edificação	 150</p><p>Consumo	unitário	diário	(per	capita) 200	litros</p><p>Altura	estática	da	sucção 200	cm</p><p>Comprimento	da	tubulação	de	sucção 300	cm</p><p>Altura	estática	de	recalque 40,0	m</p><p>Comprimento	da	tubulação	de	recalque 61,0	m</p><p>Toda	 a	 tubulação	 é	 de	 aço	 galvanizado,	 inclusive	 conexões.	 Sendo	 assim</p><p>determine:</p><p>a)	os	diâmetros	de	sucção	e	recalque;</p><p>b)	a	altura	manométrica	total	(Hman).	Sugestão	de	roteiro	de	cálculo:</p><p>-	Calcule	a	altura	de	sucção	e	recalque	(Hs	e	Hr).</p><p>-	Calcule	∑hs por	meio	do	 comprimento	 real	 e	 do	 comprimento	 virtual	 da</p><p>tubulação	de	sucção.	Determine	nesta	condição	a	perda	de	carga	unitária</p><p>(J).</p><p>37</p><p>-	Calcule	∑hr por	meio	 do	 comprimento	 real	 e	 do	 comprimento	 virtual	 da</p><p>tubulação	de	recalque.	Determine	nesta	condição	a	perda	de	carga	unitária</p><p>(J).</p><p>c)	a	potência	do	motor	para	acionar	a	bomba	em	CV	(equação	IX).</p><p>FONTE: Adaptada de Creder (2006, p. 53)</p><p>Peças do sistema de bombeamento (figura anterior)</p><p>38</p><p>39</p><p>TÓPICO 3 —</p><p>UNIDADE 1</p><p>DIMENSIONAMENTO E ESPECIFICAÇÕES DE RAMAIS,</p><p>COLUNAS E BARRILETES</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>Caro	 acadêmico,	 até	 aqui	 abordamos	 aspectos	 práticos	 de	 projeto	 e</p><p>dimensionamento	de	alimentadores,	reservatórios	e	sistemas	de	bombeamento.</p><p>No	início	do	Tópico	1,	vimos	também	os	principais	elementos	de	uma	instalação</p><p>de	água	fria	de	uso	doméstico.	Agora,	focaremos	nossa	atenção	nas	tubulações,</p><p>que	farão	o	papel	de	distribuir	a	água	do	reservatório	para	os	aparelhos	sanitários</p><p>da	construção,	assim,	classificados	em	três	tipos:</p><p>•	 barriletes;</p><p>•	 colunas	(ou	prumadas);</p><p>•	 ramais	e	sub-ramais.</p><p>Na	 Figura	 9,	 é	 possível	 observar	 cada	 um	 destes	 elementos	 em	 uma</p><p>instalação	de	água	fria.	Você	já	conferiu	nesta	unidade	que	o	barrilete	no	sistema</p><p>de	distribuição	indireto	é	uma	tubulação	de	saída	do	reservatório	que	se	conecta</p><p>às	 colunas	de	distribuição	 (tubulações	verticais).	Por	 sua	vez,	observe	que	das</p><p>colunas	de	distribuição	se	derivam	os	ramais	e	sub-ramais	(ABNT,	1998).</p><p>40</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>FIGURA 9 – BARRILETE, COLUNAS, RAMAS E SUB-RAMAIS EM UMA INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA</p><p>RESIDENCIAL</p><p>FONTE: Adaptada de Carvalho Júnior (2014, p. 70)</p><p>No	desenvolvimento	de	um	projeto,	você	terá	a	importante	tarefa	de	traçar</p><p>essas	tubulações	na	construção.	Busque	sempre	manter	certa	proporcionalidade</p><p>na	distribuição.	Leve	em	conta	um	desenho	econômico,	simples,	que	separe	as</p><p>colunas	de	distribuição	conforme	a	natureza	da	sua	utilização.</p><p>Lembre-se	 que	 um	 número	 de	 pontos	 de	 consumo	muito	 concentrado</p><p>em	uma	coluna,	exigirá	um	maior	diâmetro	da	tubulação.	Separe,	por	exemplo,</p><p>uma	coluna	ou	mais	colunas	para	alimentação	do	banheiro	e	outra	coluna	para</p><p>a	 cozinha	 e	 área	 de	 serviço	 (CARVALHO	 JÚNIOR,	 2014).	 Uma	 tubulação	 de</p><p>ventilação	(6),	com	saída	vedada	por	uma	tela,	evitará	a	retrossifonagem	da	água</p><p>e	sua	possível	contaminação.</p><p>TÓPICO 3 — DIMENSIONAMENTO E ESPECIFICAÇÕES DE RAMAIS, COLUNAS E BARRILETES</p><p>41</p><p>As	 tubulações	 de	 distribuição	 atuam	 como	 condutos	 fechados,</p><p>portanto,	 seu	 dimensionamento	 levará	 em	 conta	 princípios	 de	 hidráulica.	 Seu</p><p>dimensionamento	dependerá	de	quatro	parâmetros:	vazão,	velocidade,	perda de</p><p>carga e pressão	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	Em	seu	livro	de	Instalações</p><p>Hidráulicas	Prediais,	Botelho	e	Ribeiro	Junior	(2014)	afirmam	que:</p><p>A	vazão	(Q)	é	um	dado	estabelecido,	a priori,	em	função	dos	consumos</p><p>dos	 diversos	 pontos	 de	 utilização	 e	 a	 outra	 variável	 adotada	 é	 a</p><p>velocidade,	fixada	no	valor	máximo	de	3,0	m/s,	visando	minorar	os</p><p>ruídos	 nas	 tubulações	 e	 sobrepressões	 (golpes	 de	 aríete).	 A	 partir</p><p>destes	 dois	 dados,	 por	 intermédio	 dos	 ábacos,	 obtêm-se	 os	 outros</p><p>dois	 dados,	 a	perda de carga	 (h)	 e	 o	 respectivo	diâmetro	 (D)	mais</p><p>adequados,	 ambos	 necessários	 para	 complementação	 do	 projeto</p><p>(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014,	p.	62,	grifo	do	autor).</p><p>Já	vimos	anteriormente	que	a	NBR	5626	estabelece	a	velocidade	máxima</p><p>de	 3,0	 m/s	 para	 a	 água	 nas	 tubulações	 (ABNT,	 1998).	 Na	 prática,	 estudos</p><p>recomendam	que	a	velocidade	efetiva	esteja	na	faixa	de	0,6	a	1,0	m/s	(TACHINI,</p><p>2015;	BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).		Ela	pode	ser	verificada	por	meio</p><p>da	equação	XIII,	conhecida	também	como	a	equação	da	continuidade.</p><p>Em	que:</p><p>v	=	velocidade	da	água	na	tubulação	(m/s);</p><p>Q	=	vazão	da	tubulação	(m3/s);</p><p>A	=	 área	da	 seção	 interna	da	 tubulação,	 ou	 seja,	 valor	nominal	 (DN)	menos	o</p><p>dobro	da	espessura	da	tubulação	(m2).</p><p>A	 perda	 de	 carga	 será	 um	 fator	 igualmente	 importante	 para	 o</p><p>dimensionamento.	Lembra-se	que	ela	representa	o	quanto	de	pressão	é	“perdida”</p><p>na	instalação?		Consideraremos	aqui	as	perdas	de	carga	distribuídas	e	localizadas.</p><p>O	somatório	delas	nos	fornecerá	a	redução	de	pressão	do	sistema	de	distribuição</p><p>(barriletes		colunas		ramais).</p><p>Com	 relação	 aos	 diâmetros	 adotados/comerciais	 das	 tubulações	 de</p><p>distribuição,	 recomenda-se	 evitar	 a	 redução	 do	 tamanho	 das	 tubulações</p><p>no	 sentido	do	fluxo	de	 água	 (barrilete	 	 coluna		 ramais		 sub-ramais).	 Essa</p><p>mudança	tornará	mais	custosa	e	complicada	a	instalação	(BOTELHO;	RIBEIRO</p><p>JUNIOR,	2014).</p><p>Veremos	que	a	pressão mínima e máxima	deverá	também	ser	verificada</p><p>ao	longo	de	todo	o	sistema	de	distribuição,	trecho	a	trecho	(ABNT,	1998).	Segundo</p><p>a	NBR	5626	(ABNT,	1998)	a	rede	de	distribuição	de	água	fria	deve	possuir,	em</p><p>qualquer	um	de	seus	pontos,	pressão	dinâmica	mínima	de	5	kPa	(≈	0,5	mca)	e</p><p>pressão	estática	máxima	de	400	kPa	(≈	40	mca).</p><p>42</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>A pressão estática da água pode ser calculada pelo desnível geométrico entre</p><p>dois pontos analisados na instalação de água fria. A pressão dinâmica da água levará em</p><p>conta também a perda de carga que a água “sofre” em movimento.</p><p>NOTA</p><p>As	pressões	na	 tubulação	devem	obedecer	aos	 limites	normativos.	Este</p><p>aspecto	 é	de	 suma	 importância	para	que	o	 sistema	atue	de	 forma	apropriada,</p><p>sem	colocar	em	risco	o	desempenho	e	a	integridade	da	instalação	(ABNT,	1998).</p><p>Segundo	Botelho	e	Ribeiro	Junior	(2014),	é	possível	adotar	uma	válvula	redutora</p><p>de	pressão	(VRP)	se	as	pressões	excederem	a	máxima	prevista	pela	NBR	5626.</p><p>Este	acessório	é	muito	comum	em	edificações	altas,	com	mais	de	35	metros	de</p><p>altura	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).</p><p>Veja mais detalhes práticos de instalação, dimensionamento, especificação e</p><p>projeto das válvulas redutoras de pressão no link a seguir: https://thorusengenharia.com.br/</p><p>blog/valvula-redutora-de-pressao-o-que-e-como-funciona-aonde-usar-como-escolher-</p><p>como-dimensionar-exemplos/</p><p>DICAS</p><p>Veremos,	a	seguir,	aspectos	de	dimensionamento,	especificação	e	projeto</p><p>de	 sub-ramais,	 ramais,	 colunas	 e	 barriletes.	 Você	 perceberá	 que	 a	 ordem	 de</p><p>apresentação	está	 invertida	em	relação	ao	fluxo	de	água	na	 construção.	Este	 é</p><p>um	processo	padrão,	normal	de	cálculo,	não	estranhe.		O	dimensionamento	das</p><p>tubulações	de	distribuição	segue	uma	ordem	invertida	por	uma	questão	lógica.</p><p>Iniciam-se	pelos	pontos	de	 consumo	para	que	ao	final	 se	 conheça	a	 condições</p><p>global	no	barrilete	da	construção	(ponto	inicial,	saída	de	água	do	reservatório).</p><p>2 SUB-RAMAIS E RAMAIS</p><p>Os	sub-ramais,	tubulações	ligadas	diretamente	com	as	peças	de	utilização,</p><p>tratam-se</p><p>de	elementos	dimensionados	empiricamente,	ou	seja,	sem	cálculo	ou</p><p>equações	físicas.	A	partir	da	Tabela	7	podemos	adotar	seu	diâmetro	(BOTELHO;</p><p>RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	Na	falta	de	alguma	orientação	específica,	Tachini	(2015)</p><p>recomenda	adotar	um	diâmetro	de	25	mm	para	todos	os	sub-ramais	(3/4”).</p><p>TÓPICO 3 — DIMENSIONAMENTO E ESPECIFICAÇÕES DE RAMAIS, COLUNAS E BARRILETES</p><p>43</p><p>Peças de utilização Diâmetro</p><p>DN (mm) Ref. (pol.)</p><p>Aquecedor	de	alta	pressão 20 1/2</p><p>Aquecedor	de	baixa	pressão 25 3/4</p><p>Banheira 20 1/2</p><p>Bebedouro 20 1/2</p><p>Bidê 20 1/2</p><p>Caixa	de	descarga 20 1/2</p><p>Chuveiro 20 1/2</p><p>Filtro	de	pressão 20 1/2</p><p>Lavatório 20 1/2</p><p>Máquina	de	lavar	pratos	ou	roupas 25 3/4</p><p>Mictório	autoaspirante 32 1</p><p>Mictório	não	aspirante 20 1/2</p><p>Pia	de	cozinha 20 1/2</p><p>Tanque	de	despejo	ou	de	lavar	roupa 25 3/4</p><p>Válvula	de	descarga 40* 1	¼</p><p>* Quando a pressão estática de alimentação for inferior a 30kPa (3 m.c.a, recomenda-se instalar</p><p>a válvula de descarga em sub-ramal com diâmetro nominal de 50 mm (1 1/2").</p><p>FONTE: Botelho e Ribeiro Junior (2014, p. 70)</p><p>TABELA 7 – DIÂMETROS MÍNIMOS DOS SUB-RAMAIS EM FUNÇÃO DO TIPO DE PEÇA ABASTECIDA</p><p>Por	outro	lado,	os ramais (e também as colunas e barriletes)	podem	ser</p><p>dimensionados	conforme	duas	hipóteses	de	cálculo	(ABNT,	1998):</p><p>•	 1ª	hipótese	–	Consumo	simultâneo	máximo	possível.</p><p>•	 2ª	hipótese	–	Consumo	simultâneo	máximo	provável.</p><p>Para	a	primeira	hipótese	“admite-se	que	os	diversos	aparelhos	servidos</p><p>pelo	ramal	sejam	utilizados	simultaneamente,	de	modo	que	a	descarga	[vazão]</p><p>total	no	início	do	ramal	será	a	soma	das	descargas	em	cada	um	dos	[seus]	sub-</p><p>ramais”	(MACINTYRE,	1996,	p.	69).	Em	outras	palavras,	admite-se	que	todos	os</p><p>aparelhos	serão	utilizados	simultaneamente.	Trata-se	de	uma	opção	de	cálculo</p><p>simples,	 fácil,	 porém	 menos	 econômica.	 É	 indicada	 para	 grandes	 edificações</p><p>e	 empreendimentos	 comerciais,	 cuja	 utilização	 simultânea	 é	 mais	 provável</p><p>(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).</p><p>Considerando	 esta	 hipótese,	 podemos	 utilizar	 a	 Tabela	 8	 para	 o</p><p>dimensionamento	 do	 ramal.	Nela,	 observa-se	 o	 diâmetro	 de	 uma	 tubulação	 e</p><p>seu	“peso”	correspondente	(uma	espécie	de	“pontuação”).	Assim,	se	um	ramal</p><p>possui	três	sub-ramais	de	20	mm	e	2	sub-ramais	de	25	mm,	podemos	inferir	que</p><p>seu	“peso”	total	será	de	8,8	(3	x	1	+	2	x	2,9).	Logo,	por	meio	da	Tabela	8,	o	diâmetro</p><p>mínimo	correspondente	ao	peso	de	8,8	será	o	diâmetro	imediatamente	superior	a</p><p>esta	pontuação,	ou	seja,	igual	a	40	mm	(Tabela	8).</p><p>44</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>Diâmetro da tubulação Nº de tubos correspondentesmm pol</p><p>20 1/2 1,0</p><p>25 3/4 2,9</p><p>32 1 6,2</p><p>40 1	¼ 10,9</p><p>50 1	½ 17,4</p><p>60 2 37,8</p><p>75 2	½ 65,5</p><p>85 3 110,5</p><p>110 4 189,0</p><p>FONTE: Adaptada de Botelho e Ribeiro Junior (2014, p. 72)</p><p>TABELA 8 – DIÂMETROS E “PESOS” PARA DIMENSIONAMENTO DE RAMAIS</p><p>A	segunda	hipótese	(consumo	simultâneo	provável)	considera	um	cenário</p><p>de	uso	baseado	em	experiências	práticas	e	em	parâmetros	normativos	(BOTELHO;</p><p>RIBEIRO	JUNIOR,	2014;	ABNT,	1998).	Imagine	uma	casa	com	três	banheiros,	três</p><p>chuveiros,	seis	torneiras,	uma	saída	para	máquina	de	lavar.	Podemos	intuir	que</p><p>será	pouquíssimo	provável	o	uso	simultâneo	de	todos	os	aparelhos.	Motivo	pelo</p><p>qual	esta	hipótese	poderá	oferecer	maior	eficiência	e	menor	custo	ao	projeto.</p><p>Confira uma dica importante da NBR 5626 sobre o método do consumo pro-</p><p>vável:</p><p>Esse método é válido para instalações destinadas ao uso</p><p>normal da água e dotadas de aparelhos sanitários e peças</p><p>de utilização usuais; não se aplica quando o uso é intensivo</p><p>(como é o caso de cinemas, escolas, quartéis, estádios e</p><p>outros), onde torna-se necessário estabelecer, para cada caso</p><p>particular, o padrão de uso e os valores máximos de demanda</p><p>(ABNT, 1998, p. 28).</p><p>DICAS</p><p>Para	o	cálculo	do	diâmetro	do	ramal	faremos	inicialmente	o	uso	da	equação</p><p>XIV.	Nela	é	possível	obter	a	vazão	total	do	ramal	(veremos	que	também	das	colunas</p><p>e	barrilete),	variável	dependente	do	somatório	dos	“pesos”	(∑P)	correspondentes</p><p>às	peças	de	utilização	alimentadas.	Na	Tabela	9	você	pode	conferir	os	“pesos”	(P)</p><p>relativos	às	principais	peças	de	utilização	de	uso	doméstico	(ABNT,	1998).</p><p>TÓPICO 3 — DIMENSIONAMENTO E ESPECIFICAÇÕES DE RAMAIS, COLUNAS E BARRILETES</p><p>45</p><p>Em	que:</p><p>Q	=	vazão	total	do	ramal	(l/s);</p><p>ΣP	=	soma	dos	pesos	relativos	de	todas	as	peças	de	utilização	alimentadas	pelo</p><p>ramal	dimensionado.</p><p>Calculada	 a	 vazão	 total	 do	 ramal	 (coluna	 ou	 barriletes),	 na	 sequência,</p><p>podemos	recorrer	a	um	nomograma	de	vazões	e	“pesos”	(Figura	10)	para	encontrar</p><p>o	diâmetro	final,	adotado	em	projeto.	Observa-se	que	o	nomograma	é	composto</p><p>por	três	colunas,	cujo	lado	esquerdo	representa	o	valor	da	vazão	(equação	XIV)</p><p>e	o	lado	direito	o	somatório	dos	“pesos”.	Podemos	escolher	um	dos	parâmetros</p><p>para	encontrar	o	diâmetro	adotado	do	ramal,	da	coluna	ou	do	barrilete.</p><p>Aparelho Sanitário Peça de utilização Peso Relativo</p><p>Bacia	sanitária Caixa	acoplada 0,3</p><p>Válvula	de	descarga 32</p><p>Banheira Misturador	(água	fria) 1</p><p>Bebedouro Registro	de	pressão 0,1</p><p>Bidê Misturador	(água	fria) 0,1</p><p>Chuveiro	ou	ducha Misturador	(água	fria) 0,4</p><p>Chuveiro	elétrico Registro	de	pressão 0,1</p><p>Lavadora	de	pratos	ou</p><p>roupas Registro	de	pressão 1</p><p>Lavatório Torneira	ou	misturador	(água	fria) 0,3</p><p>Mictório</p><p>cerâmico</p><p>com	sifão</p><p>integrado Válvula	de	descarga 2,8</p><p>sem	sifão</p><p>integrado</p><p>Caixa	de	descarga,	registro	de</p><p>pressão	ou	válvula	de	descarga	para</p><p>mictório</p><p>0,3</p><p>Mictório	tipo	calha Caixa	de	descarga	ou	registro	de</p><p>pressão 0,3</p><p>Pia Torneira	ou	misturador	(água	fria) 0,7</p><p>Torneira	elétrica 0,1</p><p>Tanque Torneira 0,7</p><p>Torneira	de	jardim	ou</p><p>lavagem	em	geral Torneira 0,4</p><p>FONTE: Adaptada de ABNT (1998)</p><p>TABELA 9 – “PESOS” PARA AS PRINCIPAIS PEÇAS DE UTILIZAÇÃO E APARELHOS SANITÁRIOS</p><p>RESIDENCIAIS</p><p>Por	exemplo,	se	somatório	dos	pesos	de	determinado	ramal	for	igual	a	5,	a</p><p>sua	vazão	de	projeto	será	de	0,67	L/s	(equação	XIV).	Veja	o	ponto	correspondente</p><p>destacado	por	um	retângulo	no	nomograma.	Embora	o	ponto	se	situe	na	região</p><p>46</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>de	diâmetro	igual	a	25	mm,	também	é	contemplada	uma	parte	tracejada	da	faixa</p><p>de	32	mm.	Portanto,	neste	caso	hipotético,	define-se	o	diâmetro	do	ramal	como</p><p>igual	a	32	mm.</p><p>3 COLUNAS DE DISTRIBUIÇÃO</p><p>Como	 você	 viu	 na	 introdução	 desse	 tópico,	 as	 colunas	 são	 tubulações</p><p>verticais	que	se	conectam	e	abastecem	os	ramais.	Seu	dimensionamento	consiste</p><p>em	aplicar	os	mesmos	procedimentos	adotados	para	o	cálculo	de	ramais	(equação</p><p>XIV,	Tabela	9	e	Figura	10).	Leva-se	em	conta,	portanto,	o	somatório	de	pesos	de</p><p>cada	peça	de	utilização	abastecida	pela	coluna.</p><p>Coluna 1</p><p>Diâmetro</p><p>(mm)</p><p>Coluna 2 Coluna 3</p><p>FONTE: Adaptada de Carvalho Júnior (2014, p. 69)</p><p>FIGURA 10 – NOMOGRAMA DE VAZÕES, PESOS E DIÂMETROS</p><p>TÓPICO 3 — DIMENSIONAMENTO E ESPECIFICAÇÕES DE RAMAIS, COLUNAS E BARRILETES</p><p>47</p><p>É	recomendável	como	“boa	prática”	que	todas	as	colunas	possuam	um</p><p>registro	de	gaveta	antes	do	primeiro	ramal,	permitindo	um	melhor	controle	da</p><p>instalação	no	caso	de	manutenção	ou	reformas	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).</p><p>Registros de gaveta possuem a função de controlar e interromper o</p><p>abastecimento de água em um trecho da instalação (CARVALHO JÚNIOR, 2014). Ficou</p><p>curioso para ver seu funcionamento?</p><p>Confira em: https://www.youtube.com/watch?v=AkehAh1qTlI.</p><p>NOTA</p><p>Você	já	deve	ter	passado	pela	desconfortável	situação	em	que	a	utilização</p><p>da	válvula	de	descarga	prejudicou	a	vazão	do	chuveiro,	o	que	em	alguns	casos</p><p>leva	uma	breve	 interrupção	de	energia,	não	é?	É	por	esta	 razão	que	Botelho	e</p><p>Ribeiro	Junior	(2014,	p.	77)	recomendam	“[...]	usar	coluna	específica	para	válvulas</p><p>de	descarga,	tanto	por	segurança	contra	refluxo	como	para	evitar	interferências</p><p>com	os	demais	pontos	de	utilização”.</p><p>4 BARRILETES</p><p>Já	tivemos	a	oportunidade	de	conhecer	o	barrilete	em	outros	tópicos.	Vimos</p><p>que	“trata-se	de	um	encanamento	que	liga	entre	si	as	duas	seções	do	reservatório</p><p>superior	ou	dois	reservatórios	superiores,	e	do	qual	pertencem	ramificações	para</p><p>as	colunas	de	distribuição”	(MACINTYRE,	1996,	p.	68).</p><p>Para	 dimensioná-los,	 também	 se	 pode	 empregar	 o	 mesmo	método	 de</p><p>cálculo	aplicado	aos	ramais	e	às	colunas.	No	caso	de	residências	com	sistema	de</p><p>distribuição	indireto,	o	“barrilete”	será	o	próprio	alimentador	predial,	visto	que</p><p>não	há	reservatório	(está	lembrado	do	que	havíamos	comentado	no	Tópico	1?).</p><p>Botelho	e	Ribeiro	Junior	(2014)	recomendam	que	sejam	verificados	alguns</p><p>aspectos	para	o	projeto	e	dimensionamento	de	barriletes:</p><p>•	 O	elemento	deve	ser	desenvolvido	em	função	do	posicionamento	das	colunas.</p><p>•	 Para	cálculo	do	diâmetro	do	barrilete	devem-se	somar	os	pesos	das	colunas,</p><p>trecho	por	trecho,	com	os	diâmetros	arredondados.</p><p>•	 Quando	 o	 reservatório	 é	 dividido	 e	 espera-se	 que	 um	 dos	 compartimentos</p><p>seja	fechado	temporariamente	para	limpeza,	é	comum	adotar	hipóteses	mais</p><p>desfavoráveis	no	projeto.	Considera-se,	por	exemplo,	a	possibilidade	de	um</p><p>compartimento	ter	que	suprir	toda	a	edificação.</p><p>48</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>5 PRESSÕES MÍNIMAS E MÁXIMAS</p><p>A	pressão	é	um	parâmetro	físico	igualmente	importante	para	a	instalação</p><p>de	 água	 fria.	 Baixas	 pressões	 podem	 prejudicar	 o	 desempenho	 de	 aparelhos</p><p>sanitários	 e	 altas	 pressões	 podem	 danificar	 os	 componentes	 hidráulicos</p><p>(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	Definidos	e	especificados	os	diâmetros	das</p><p>nossas	tubulações	de	distribuição	(sub-ramais,	ramais,	colunas	e	barrilete)	será</p><p>então	possível	verificar	se	são	atendidas	as	condições	de	pressão.</p><p>Nas	 instalações	 de	 água	 fria	 são	 considerados	 dois	 tipos	 principais	 de</p><p>pressão	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014),	igualmente	ilustradas	na	Figura	11:</p><p>•	 Pressão	estática:	calculada	pela	diferença	geométrica	de	nível	entre	dois	pontos</p><p>(Figura	11).</p><p>•	 Pressão	 dinâmica:	 resultante	 da	 subtração	 entre	 a	 diferença	 geométrica	 de</p><p>nível	entre	dois	pontos	e	a	perda	de	carga	total	do	sistema	(Figura	11).</p><p>A	 pressão	 estática,	 definida	 pela	 NBR	 5626,	 não deve,	 em	 nenhum</p><p>ponto,	 ultrapassar 40 mca (400kPa).	 Isso	 quer	 dizer	 que	 a	 diferença	 máxima</p><p>de	altura	entre	o	reservatório	e	qualquer	ponto	de	utilização	deve	ser	 igual	ou</p><p>menor	 que	 40	metros	 (Figura	 11).	 Por	 esta	 razão,	 edificações	 com	mais	 de	 10</p><p>andares	frequentemente	fazem	uso	de	válvulas	redutoras	de	pressão.	Elas	serão</p><p>responsáveis	por	regular	as	pressões	e	permitem	reduzir	o	desperdício	de	água</p><p>na	edificação	(OLIVEIRA;	SILVERIO,	2018).</p><p>A	pressão	dinâmica	considera	as	perdas	de	cargas	ocorridas	ao	longo	da</p><p>distribuição	de	água	(Figura	11).	De	acordo	com	a	NBR	5626	(ABNT,	1998),	em</p><p>qualquer	ponto	da	rede	de	distribuição,	a	pressão	dinâmica	não deve ser inferior</p><p>a 0,50 mca	(50kPa).</p><p>Fique atento! Cada fabricante de aparelhos sanitários poderá definir pressões</p><p>limites para seus produtos. Nas válvulas de descarga recomenda-se a pressão dinâmica</p><p>mínima de 1,5 mca ou 15 kPa (TACHINI, 2015).</p><p>DICAS</p><p>TÓPICO 3 — DIMENSIONAMENTO E ESPECIFICAÇÕES DE RAMAIS, COLUNAS E BARRILETES</p><p>49</p><p>a)	Estática:	diferença	geométrica	de	altura	entre	dois	pontos.</p><p>b)	Dinâmica:	considera-se	a	pressão	estática	e	a	perda	de	carga.</p><p>FONTE: Adaptada de Carvalho Júnior (2014, p. 72)</p><p>FIGURA 11 – PRESSÕES</p><p>Para	 entender	melhor	 a	 relação	 entre	 pressão	 e	 os	 demais	 parâmetros,</p><p>na	Tabela	10,	apresenta-se	uma	planilha	de	cálculo	“modelo”	dividida	em	duas</p><p>partes.	 Na	 primeira,	 são	 apresentados	 os	 resultados	 de	 um	 trecho	 hipotético</p><p>de	 instalação	 hidráulica	 residencial.	 Na	 segunda	 parte,	 são	 apresentados	 os</p><p>significados	 físicos	 de	 cada	 elemento	 de	 cálculo	 por	meio	 de	 letras.	 Todas	 as</p><p>velocidades	e	pressões	estão	de	acordo	com	a	NBR	5626	(ABNT,	1998).</p><p>50</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>a) Resultados.</p><p>b) Fórmulas.</p><p>Legenda:</p><p>A	=	dados	retirados	da	Tabela	9	de	acordo	com	o	número	de	aparelhos	da</p><p>residência;	B	=	calculado	pela	equação	XIII;</p><p>C	=	nomograma	da	Figura	10;</p><p>D	=	velocidade	determinada	pela	equação	XIV;</p><p>E1, E2, E3	=	comprimento	real	da	tubulação;</p><p>F1, F2, F3	=	somatório	do	comprimento	equivalente	devido	à	perda	de	carga</p><p>localizada	(Tabela	5);</p><p>G1, G2, G3	=	calculado	por	meio	da	equação	XII	para	PVC;</p><p>H1, H2, H3	=	perda	de	carga	total	da	tubulação	(equação	XI);</p><p>I1, I2, I3	=	desnível	geométrico	entre	o	ponto	a	jusante	e	montante;</p><p>J1, J2, J3	=	pressão	disponível/dinâmica	no	ponto	a	jusante	(início	do	trecho);</p><p>L	=	pressão	disponível/dinâmica	mínima	requerida	para	o	aparelho	sanitário.</p><p>TABELA 10 – PLANILHA “MODELO DE CÁLCULO”</p><p>FONTE: O autor</p><p>51</p><p>RESUMO DO TÓPICO 3</p><p>Neste tópico, você aprendeu que:</p><p>•	 Barriletes,	colunas,	ramais	e	sub-ramais	de	distribuição	de	água	fria	devem	ser</p><p>dimensionados	e	especificados	em	projeto.</p><p>•	 Há	 lógica	 no	 posicionamento	 dos	 principais	 acessórios	 de	 controle	 em</p><p>tubulações	de	distribuição	de	água	fria.</p><p>•	 As	pressões	mínimas	e	máximas	em	uma	 instalação	de	água	 fria	devem	ser</p><p>verificadas.</p><p>52</p><p>1	 Calcular	 os	 diâmetros	 das	 tubulações	 e	 as	 pressões	 disponíveis	 de	 uma</p><p>instalação	de	água	fria	com	tubulação	em	PVC	que	abastece	as	seguintes</p><p>peças	 de	 utilização:	 1	 bacia	 sanitária	 com	 válvula	 de	 descarga,	 1	 ducha</p><p>higiênica,	 1	 lavatório	 (torneira	 ou	misturador,	 1	 chuveiro	 elétrico,	 1	 pia</p><p>(torneira	ou	misturador),	1	tanque	e	1	torneira	de	jardim.	Aplique	o	método</p><p>do	consumo	simultâneo	máximo	provável.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>FONTE: Adaptada de Carvalho Júnior (2014, p. 70)</p><p>Nível d’água no reservatório = 1,10 m</p><p>53</p><p>TÓPICO 4 —</p><p>UNIDADE 1</p><p>BOAS PRÁTICAS DE PROJETO DE INSTALAÇÃO DE</p><p>ÁGUA FRIA</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>Caro	acadêmico,	até	aqui	abordarmos	os	principais	critérios,	métodos	e</p><p>componentes	 de	 uma	 instalação	 hidráulica	 de	 água	 fria.	 Chegamos	 ao	 último</p><p>tópico	 da	 Unidade	 1	 e	 esperamos	 que	 ao	 final,	 você	 obtenha	 um	 repertório</p><p>técnico	 consistente	para	 sua	 atuação	profissional.	 Teremos	 agora	 a	 importante</p><p>missão	de	integrar	os	conhecimentos	até	aqui	adquiridos	por	meio	da	atividade</p><p>de	elaboração,	avaliação	e	supervisão	de	projetos.</p><p>Para	o	desenvolvimento	e	análise	de	projetos	de	instalação	hidráulica	de</p><p>água	fria,	poderíamos	destacar	quatro	princípios	importantes	de	trabalho:</p><p>•	 Valorização	da	técnica.</p><p>•	 Atenção	às	singularidades	de	cada	cliente/usuário.</p><p>•	 Visão	integrada.</p><p>•	 Sustentabilidade:	qualidade	e	economia.</p><p>A	 valorização da técnica	 significa	 considerar	 como	 “valorosa”	 toda	 e</p><p>qualquer	decisão	contextualizada	e	fundamentada	tecnicamente.	Você	já	parou</p><p>para	observar	quantas	vezes	as	normas	 técnicas	da	ABNT	 foram	citadas	nesta</p><p>Unidade?	Percebeu	como	cada	parâmetro,	critério	e	decisão	se	fundamentam	e</p><p>encontram	respaldo	na	literatura	técnica?	Este	método	de	trabalho	lhe	permitirá</p><p>considerar	dificuldades	e	desafios	já	superados,	revistos	e	resolvidos.	Além	disso,</p><p>você	poderá	construir	novas	soluções	a	partir	do	repertório	técnico	conhecido/</p><p>adquirido	profissionalmente.</p><p>Evidentemente,	 não	 é	 suficiente	 apenas	 um	 aprofundamento	 teórico</p><p>para	a	elaboração	de	projeto.	Deve-se	considerar	também	às	singularidades dos</p><p>usuários da	 construção.	 Invista	 tempo	 para	 conversar	 com	 o	 usuário,	 busque</p><p>entender	 suas	necessidades,	 futuras	 intenções,	preferências.	Nenhum	projeto	é</p><p>igual	ao	outro,	e	sempre	haverá	especificidades.	Aproveite	para	sempre	esclarecer</p><p>ao	cliente	as	vantagens	e	desvantagens	de	cada	escolha	técnica.	Não	tenha	receio</p><p>de	expressar	sua	opinião	com	respeito,	clareza,	simplicidade	(quando	assim	for</p><p>possível)	e	profundidade	teórica.</p><p>54</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>De	igual	modo,	preocupe-se	ouvir	outros	profissionais	que	por	ventura</p><p>estejam	envolvidos	na	construção	do	empreendimento.	A	construção	pode	ser</p><p>considerada	como	um	sistema	 interligado,	 conectado,	onde	cada	decisão	pode</p><p>afetar	o	todo	–	o	que	exigirá	uma	visão integrada	do	processo	de	planejamento</p><p>e	projeto.	A	 falta	de	 integração	 com	o	projeto	 arquitetônico	ou	 estrutural,	 por</p><p>exemplo,	 poderão	 acarretar	 prejuízos,	 desperdícios,	 retrabalhos.	 Busque	 se</p><p>integrar	e	reforçar	o	valor</p><p>deste	princípio	para	outros	profissionais.	Aproveite	os</p><p>aprendizados	práticos	que	surgem	na	interação	com	outros/as	colegas.</p><p>Desta	maneira,	tenha	em	mente	que	sua	atividade	buscará	a	produção	de</p><p>uma	instalação	de	água	fria	sustentável	em	todos	os	aspectos.	A	sustentabilidade</p><p>ambiental,	vinculada	à	racionalização	do	uso	de	recursos	naturais,	é	“somente”</p><p>um	aspecto.	Procure	um	projeto	sustentável	também	economicamente,	especifique</p><p>materiais	de	boa	qualidade	e	acompanhe	a	execução	da	instalação	para	que	se</p><p>“sustente”	o	desempenho,	o	conforto	e	a	economia	de	recursos	naturais.</p><p>2 PROJETOS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA:</p><p>CONCEPÇÃO E DIRETRIZES</p><p>Ao	 longo	desta	unidade,	vemos	que	 é	 evidente	 a	 importância	da	NBR</p><p>5626 (ABNT,	1998)	para	a concepção	de	um	projeto	de	instalação	de	água	fria,	não</p><p>é?		Ela	tem	por	objetivo	apontar	requisitos	e	recomendações	relativas	não	apenas</p><p>ao	projeto,	mas	também	à	execução	e	à	manutenção	das	instalações	residenciais</p><p>de	água.	Ressaltamos	que	é	de	suma	importância	sua	leitura	completa.	Tenha	ela</p><p>sempre	“em	mãos”	na	hora	de	conceber	o	projeto.</p><p>Lembre-se	que	 as	 instalações	de	 água	 fria	 têm	 como	objetivo	 suprir	 as</p><p>necessidades	dos	usuários	 quanto	 as	 suas	necessidades	fisiológicas,	 higiênicas</p><p>e	domésticas	diárias.	Devemos	buscar	 sistemas	que	garantam	o	abastecimento</p><p>contínuo	e	suficiente	em	todos	os	pontos	de	utilização.	As	condições	de	vazão,</p><p>velocidade,	 pressão	 e	 potabilidade	 da	 água	 são	 imprescindíveis	 e	 deverão	 se</p><p>alinhar	as	recomendações	normativas	(ABNT,	1998).</p><p>A	 seguir	 listamos	 alguns	 aspectos	 para	 serem	 observados	 durante	 a</p><p>concepção	do	projeto	(BOHN,	2006):</p><p>•	 Tipo	 de	 construção:	 identificar	 se	 é	 uma	 estrutura	 vertical	 ou	 horizontal,</p><p>bem	como	verificar	o	método	construtivo	proposto	e	os	materiais	estruturais</p><p>empregados	(madeira,	concreto,	alvenaria	estrutural,	estrutura	metálica	etc.).</p><p>•	 Uso	da	construção:	lembre-se	da	importância	deste	aspecto	para	determinar	o</p><p>número	de	usuários,	consumo	diário	de	água,	número	de	aparelhos,	tipos	de</p><p>sistemas	de	distribuição,	hipóteses	de	cálculo	etc.</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO DE INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA</p><p>55</p><p>•	 Sistema	 de	 abastecimento:	 embora	 tenhamos	 focado	 nosso	 estudo	 em</p><p>construções	 ligadas	 ao	 abastecimento	 público	 de	 água	 potável,	 verifique	 se</p><p>este	 será	o	 caso	da	construção	em	análise.	Não	deixe	de	 registrar	e	orientar</p><p>o	usuário	final	sobre	as	condições	legais	e	ambientais	que	envolvem	o	uso	de</p><p>poço	artesiano,	nascentes	e	outras	fontes	de	abastecimento	especiais.</p><p>Confira informações detalhadas sobre tipos e fontes de abastecimento especiais</p><p>em: CARVALHO JÚNIOR, R. de. Instalações hidráulicas e o projeto de arquitetura. 8. ed.</p><p>rev. São Paulo: Blucher, 2014. 342 p, il.</p><p>DICAS</p><p>•	 Sistema	de	distribuição:	 já	observamos	as	vantagens	e	desvantagens	que	um</p><p>sistema	de	distribuição	direto	e	indireto	fornece	à	construção	e	aos	usuários.</p><p>Sempre	que	possível,	opte	pelo	uso	de	reservatório.	Não	obstante,	verifique	se</p><p>há	locais	adequados	(contemplados	pelo	projeto	estrutural)	e	de	fácil	acesso.</p><p>Especifique	no	projeto	a	necessidade	de	limpeza	frequente	do	reservatório	(no</p><p>mínimo	uma	vez	por	ano).</p><p>•	 Desenho	da	tubulação	de	distribuição	e	 localização	dos	pontos	de	consumo:</p><p>utilize	 colunas	 específicas	 para	 os	 vasos	 sanitários,	 demais	 componentes</p><p>dos	 banheiros	 e	 para	 a	 cozinha/área	 de	 serviço	 (CARVALHO	 JÚNIOR,</p><p>2014).	 O	 desenho	 dos	 barriletes,	 colunas,	 ramais	 e	 sub-ramais	 devem	 ser</p><p>simples,	 empregados	 de	 preferência	 no	 sentido	 vertical	 e	 horizontal.	 Deve-</p><p>se	 evitar	 a	 necessidade	de	 “desvios”	 ou	 contornos	 sobre	 janelas,	 portas	 etc.</p><p>Isso	 representará	 um	 aumento	 da	 perda	 de	 carga,	 da	 pressão	 e	 uma	maior</p><p>dificuldade	de	execução.</p><p>Uma	 ferramenta	 importante	 de	 projeto	 é	 a	 nomenclatura	 de	 peças	 de</p><p>utilização.	Na	Figura	12	observamos	uma	instalação	de	água	fria	residencial	com</p><p>trechos,	aparelhos	e	pontos	identificados.	Os	nomes	serão	úteis	para	a	formação</p><p>de	 planilhas	 de	 cálculo	 e	 dimensionamento.	 Poderíamos,	 portanto,	 começar	 a</p><p>dimensionar	pela	soma	de	pesos	dos	ramais	(Figura	12),	na	seguinte	ordem,	F-G</p><p>(ramal),	E-F(coluna)	e	D-E	 (barrilete).	Depois,	 em	outra	coluna,	B-C	 (coluna)	e</p><p>A-B	(barrilete).</p><p>56</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>FONTE: Carvalho Júnior (2014, p. 70)</p><p>FIGURA 12 – EXEMPLO DE INSTALAÇÃO HIDRÁULICA DE ÁGUA FRIA: DESENHO ISOMÉTRICO</p><p>Os	registros	devem	ser	instalados	em	locais	estratégicos	para	manutenção,</p><p>limpeza	e	reformas.	Instala-se	geralmente	um	registro	de	gaveta	(RG)	para	cada</p><p>coluna	e	um	registro	de	pressão	a	montante	de	chuveiros.	Outro	dispositivo	de</p><p>acionamento	importante	é	a	válvula	de	descarga	(VD),	localizada	sempre	acima</p><p>do	 aparelho	de	vaso	 sanitário	 e	 alimentada	por	uma	 coluna	 específica	 (trecho</p><p>A-B,	Figura	12).	Atualmente,	é	cada	vez	menos	frequente	seu	emprego,	sendo	que</p><p>por	uma	questão	de	sustentabilidade	e	menor	consumo	de	água,	a	maioria	dos</p><p>projetistas	tem	optado	por	vasos	sanitários	com	caixa	acoplada.</p><p>Você sabe como funciona um vaso/bacio sanitário com caixa acoplada? Veja o</p><p>vídeo do link abaixo e confira como é sua instalação, regulagem e funcionamento.</p><p>Acesse em: <https://www.youtube.com/watch?v=2XvHAuEsuC4></p><p>DICAS</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO DE INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA</p><p>57</p><p>Na	Tabela	11,	descrevem-se	as	nomenclaturas/siglas	mais	frequentemente</p><p>utilizadas	para	os	pontos	de	utilização,	bem	como	recomendação	referente	a	sua</p><p>altura	em	relação	ao	piso	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).</p><p>Ponto Sigla Altura</p><p>(cm) Ponto Sigla Altura</p><p>(cm)</p><p>Bacia	sanitária	c/	caixa</p><p>acoplada BCA 20 Máquina	de	lavar</p><p>louça MLL 60</p><p>Ducha	higiênica DC 50 Pia PIA 110</p><p>Bidê BI 20 Tanque TQ 115</p><p>Banheira	de</p><p>hidromassagem BH 30 Torneira	de	limpeza TL 60</p><p>Chuveiro	ou	ducha CH 220 Torneira	de	jardim TJ 60</p><p>Lavatório LV 60 Registro	de	pressão RP 110</p><p>Mictório MIC 105 Registro	de	gaveta RG 180</p><p>Máquina	de	lavar</p><p>roupa MLR 90 Válvula	de	descarga VD 110</p><p>FONTE: Adaptada de Carvalho Júnior (2014, p. 62)</p><p>TABELA 11 – PONTOS DE UTILIZAÇÃO: SIGLAS E ALTURAS RECOMENDADAS EM RELAÇÃO AO</p><p>PISO DA CONSTRUÇÃO</p><p>Concebidos	 e	 dimensionados	 os	 elementos	 da	 instalação	 de	 água	 fria,</p><p>podemos	 citar	 os	 seguintes	 documentos	 que	 formam	 um	 projeto	 completo</p><p>(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014):</p><p>•	 Memorial	descritivo.</p><p>•	 Memorial	de	cálculo.</p><p>•	 Normas	e	literatura	técnica	adotada.</p><p>•	 Plantas,	isométricos,	esquemas	(detalhes	construtivos),	enfim,	todos	os	detalhes</p><p>necessários	ao	perfeito	entendimento	do	projeto.</p><p>•	 Documentos	complementares	para	a	elaboração	do	manual	de	uso	e	manutenção</p><p>da	edificação	(se	necessário).</p><p>O	memorial	 descritivo	 deve	 apresentar	 de	maneira	 simples	 e	 objetiva:</p><p>data	 de	 realização	 do	 projeto,	 elementos	 de	 projeto,	 normas	 e	 literaturas</p><p>técnicas	empregadas,	relação	e	especificação	de	todos	os	componentes	(bombas,</p><p>reservatórios,	 tubulações,	 dispositivos	 especiais,	 tipos	 de	 sistema	 etc.).	 O</p><p>memorial	de	cálculo,	por	 sua	vez,	demonstrará	de	 forma	sucinta	os	 cálculos	e</p><p>critérios	realizados	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).</p><p>58</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>Os	 desenhos	 devem	 ser	 técnicos	 de	 acordo	 com	 as	 normas	 vigentes	 e</p><p>constar:	“Identificação	da	obra,	nome	do	responsável	 técnico	e	seu	número	no</p><p>CREA,	lista	de	material,	tipo	de	material,	numeração	das	colunas,	caixas,	etc.	[...],</p><p>representação	da	simbologia	adotada”	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014,	p.</p><p>370).	Botelho	e	Ribeiro	Junior	(2014)	também	definem	os	elementos	básicos	em</p><p>termos	de	desenho	e	especificação:</p><p>•	 Planta	de	situação	da	construção	com	dimensões	(escala	1:200).</p><p>•	 Planta	 1:50	 do	 térreo	 com	 dimensões,	 contendo:	 localização	 do	 cavalete,</p><p>dos	 reservatórios,	 do	 alimentador	 e	 suas	 dimensões;	 diâmetros;	 conexões;</p><p>acessórios	e	outros	componentes.</p><p>•	 Planta	1:50	–	uma	para	cada	pavimento	da	edificação,	com	dimensões,	contendo:</p><p>diâmetros;</p><p>conexões;	acessórios	e	outros	componentes.</p><p>•	 Cortes	sem	escala	(cotados,	isto	é,	com	dimensões).</p><p>•	 Esquema	vertical	 de	distribuição,	 contendo:	diâmetros;	 conexões;	 acessórios</p><p>e	outros	componentes;	pontos	de	ligação	coluna/ramal;	bombas,	dispositivos;</p><p>reservatórios.</p><p>•	 Isométrico	 1:20	 –	 um	 para	 cada	 compartimento	 sanitário	 ou	 coluna	 de</p><p>distribuição,	contendo:	diâmetros;	conexões;	acessórios	e	outros	componentes;</p><p>dispositivos	(registros,	válvulas	etc.)	e	peças	de	utilização.</p><p>•	 Detalhes	 1:20	 –	 reservatório,	 sistema	 de	 bombeamento,	 pontos	 especiais	 do</p><p>sistema	 etc.,	 contendo:	 dimensões,	 diâmetros;	 conexões;	 acessórios	 e	 outros</p><p>componentes.</p><p>A	 planta	 baixa	 de	 instalação	 hidráulica	 de	 água	 fria	 deve	 apresentar,</p><p>em	escala	1:50	ou	1:100	a	 rede	de	abastecimento	com	 indicação	da	posição	do</p><p>hidrômetro,	seu	respectivo	diâmetro	e	ponto	de	destino	(recalque	para	reservatório</p><p>superior	ou	casa	de	bombas	ou	reservatório	inferior).</p><p>O	reservatório,	se	existente,	deve	apresentar	identificação	referente	ao	seu</p><p>volume	(dimensões	geométricas),	tipo	de	material	e	posição	(superior	ou	inferior).</p><p>Para	reservatório	moldado	in loco,	deve-se	também	apresentar	um	detalhamento</p><p>em	 corte,	 com	 todas	 as	 tubulações	 auxiliares	 e	 elementos	 complementares</p><p>especificados	(TACHINI,	2015).</p><p>Observamos	que	a	distribuição	da	água	pelo	reservatório	se	 inicia	pelo</p><p>barrilete,	com	um	registro	de	gaveta	(RG)	logo	na	sequência.	Toda	a	tubulação</p><p>deve	ser	especificada	fisicamente,	bem	como	o	material	e	as	conexões	adotadas</p><p>(tê,	curvas	de	90º	e	45º).	Os	pontos	de	utilização	também	devem	ser	identificados,</p><p>com	um	desenho	em	planta	dos	aparelhos	sanitários.</p><p>As	colunas	de	distribuição	devem	ser	 identificadas	como	pontos	e	suas</p><p>descidas	enumeradas,	para	que	em	outras	plantas	seja	possível	identificar	de	onde</p><p>a	mesma	se	localiza	(se	inicia	e	termina).	Mantenha	uniformidade	no	emprego</p><p>das	legendas,	siglas	e	numerações	ao	longo	de	todo	o	projeto.</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO DE INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA</p><p>59</p><p>O	desenho	isométrico	(em	três	dimensões)	é	uma	ferramenta	importante</p><p>para	o	projeto	de	 instalações	hidráulicas.	Em	geral,	utiliza-se	escala	de	1:20	ou</p><p>1:25,	o	que	proporciona	um	bom	detalhamento	ao	projeto	(CARVALHO	JÚNIOR,</p><p>2014).	De	acordo	com	a	NBR	5626,	os	detalhes	isométricos	devem:</p><p>[...]	 ser	 feitos	 em	 escala,	 com	 vistas	 a	 facilitar	 a	 determinação	 de</p><p>cotas	 e	 de	 comprimentos	 de	 tubos.	 Utilizando	 números	 ou	 letras,</p><p>identifi	car	 cada	 nó	 (derivação	 de	 tubos)	 e	 cada	 ponto	 de	 utilização</p><p>(ou	 outra	 extremidade	 qualquer)	 da	 rede,	 em	 sequência	 (sic)</p><p>crescente	de	montante	para	jusante.	Os	trechos	de	tubulação	a	serem</p><p>dimensionados	 devem	 ser	 identifi	cados,	 então,	 por	 um	 número	 ou</p><p>uma	letra	correspondente	à	entrada	do	trecho	(montante)	e	por	outro</p><p>número	 ou	 outra	 letra	 correspondente	 à	 saída	 do	 trecho	 (jusante)</p><p>(ABNT,	1998,	p.	31).</p><p>Diante	 destas	 considerações,	 lembre-se,	 caro	 acadêmico,	 que	 aqui</p><p>apresentamos	boas	práticas	para	a	concepção	e	elaboração	do	projeto,	mas	que</p><p>não	pretendem	ser	exaustivas.	Encorajamos	que	tenha	na	sua	atuação	profi	ssional</p><p>um	olhar	crítico	e	atento	as	necessidades	de	maiores	detalhes	e	especifi	cações.</p><p>Dedique	também	um	bom	tempo	na	elaboração	e	revisão	do	projeto,	afi	nal,	ele</p><p>será	uma	das	suas	principais	ferramentas	de	comunicação.</p><p>3 CASOS PRÁTICOS – ANÁLISE DE PROJETOS DE INSTALAÇÃO</p><p>DE ÁGUA FRIA</p><p>PRÁTICA 4 – ANÁLISE DE PROJETO</p><p>60</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>Observe	um	exemplo	de	projeto	de	instalação	de	água	fria	de	uma	residência	com</p><p>dois	pavimentos	e	responda	as	perguntas:</p><p>Objetivo:	analisar	um	projeto	de	instalação	hidráulica	de	água	fria	residencial.</p><p>Conceitos:	elementos	de	uma	instalação	de	água	fria.	Representação	gráfica	em</p><p>projetos	de	instalação	de	água	fria.	Taxa	de	ocupação.	Consumo	unitário	diário.</p><p>Consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção	para	fins	de	projeto.	Volume	de</p><p>reservatório	único	e	superior.</p><p>Descrição	dos	procedimentos:	definir	número	de	habitantes	na	edificação	(2	hab</p><p>x	2	dormitórios):	Tabela	1;	Definir	consumo	diário:	Tabela	2;	Calcular	volume	do</p><p>reservatório.</p><p>a)	Quais	equipamentos	são	alimentados	pela	coluna	de	água	fria	3?</p><p>b)	Qual	o	diâmetro	nominal	da	tubulação	de	entrada	e	saída	da	caixa	d’água?</p><p>c)	Qual	o	diâmetro	nominal	do	alimentar	predial?</p><p>d)Defina	o	volume	do	reservatório	da	residência	considerando	que	a	edificação</p><p>é	 de	 padrão	 médio	 e	 que	 o	 reservatório	 poderá	 suprir	 uma	 demanda</p><p>correspondente	a	um	dia.</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO DE INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA</p><p>61</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR</p><p>COMO PREVENIR VAZAMENTOS E INFILTRAÇÕES NO SISTEMA</p><p>HIDRÁULICO?</p><p>Análise	periódica	planejada	ajuda	a	evitar	esses	e	outros	problemas	como</p><p>entupimentos.	Pode,	também,	apontar	a	necessidade	de	reformas	ou	atualizações.</p><p>Entenda	e	evite	transtornos.</p><p>Problemas	no	sistema hidráulico	têm	potencial	para	desencadear	diversas</p><p>outras	complicações.	Os	vazamentos	tendem	a	se	transformar	em	infiltrações	que</p><p>danificam	 o	 revestimento	 de	 paredes	 e	 pisos	 ou	 podem	 atingir	 instalações</p><p>elétricas	expostas,	causando	curto-circuito.	Em	casos	mais	graves,	até	mesmo	a</p><p>estrutura	da	edificação	é	afetada	com	o	volume	d’água	que	se	acumula	no	subsolo</p><p>e	compromete	a	fundação.</p><p>Verificações	 periódicas	 são	 fundamentais	 para	 assegurar	 que	 canos,</p><p>tubulações,	 válvulas	 e	 demais	 elementos	 estejam	 funcionando	 conforme</p><p>o	 esperado.	 O	 engenheiro	 Germano	 Hernandes	 Filho,	 diretor	 da	 Montage</p><p>Engenharia	de	 Instalações,	 lembra	 que	 os	prazos	de	 garantia	 para	materiais	 e</p><p>serviços	 hidráulicos	 são	 regulados	 pela	ABNT	NBR	 15.575	 –	 Desempenho	 de</p><p>Edificações	Habitacionais.	Assim,	os	serviços	de	instalação	hidráulica	têm	garantia</p><p>de	 três	 anos.	 Contudo,	Hernandes	 Filho	 sugere	 que	 sejam	 realizadas	 análises</p><p>anuais.	A	mesma	frequência	vale	para	prumadas/tubos	de	queda	dos	sistemas</p><p>de	gás,	água	fria	ou	quente;	esgoto	sanitário;	volumes	pluviais;	entre	outros,	que</p><p>têm	 garantia	 de	 cinco	 anos.	 Para	 determinados	 componentes,	 como	 registros,</p><p>louças,	metais	e	flexíveis,	a	garantia	é	de	um	ano.	No	entanto,	recomenda-se	que</p><p>esses	materiais	 sejam	vistoriados	 semestralmente.	 “Em	prédios	 com	múltiplos</p><p>andares,	 quando	há	um	adequado	programa	de	manutenção,	 a	 verificação	do</p><p>sistema	hidráulico	até	pode	ocorrer	com	espaçamento	maior	de	tempo	–	que	não</p><p>deve	ser	superior	a	12	meses”,	ressalta	o	engenheiro	Jairo	Paulo	de	Brito,	sócio	da</p><p>SR	Projetos	e	Engenharia.</p><p>Segundo	a	ABNT	NBR	14.037	–	Diretrizes	para	Elaboração	de	Manuais</p><p>de	Uso,	Operação	e	Manutenção	das	Edificações		–	Requisitos	para	Elaboração	e</p><p>Apresentação	dos	Conteúdos	–,	o	proprietário	ou	a	administração	do	condomínio</p><p>é	obrigado	a	elaborar	um	programa de manutenção.	“Cumprir	o	planejamento</p><p>garante	o	funcionamento	do	empreendimento,	atendendo	às	condições	de	saúde,</p><p>segurança	e	salubridade”,	acredita	Hernandes.</p><p>PROBLEMAS COMUNS</p><p>Entre	 os	 problemas	 encontrados	 com	 maior	 frequência	 nos	 sistemas</p><p>hidráulicos,	estão	os	vazamentos	localizados	nas	redes	primárias,	na	tubulação	de</p><p>captação	das	águas	pluviais	ou	nos	pontos	de	consumo.	Há	ainda	entupimentos</p><p>nas	redes	de	esgoto	sanitário	e	nos	canos	que	conduzem	a	água	da	chuva.	Em</p><p>https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/evite-encontre-e-elimine-vazamentos_6786_10_0</p><p>https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/calhas-e-rufos-podem-evitar-infiltracoes_8756_0_1</p><p>62</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>construções	mais	antigas,	os	defeitos	geralmente	estão	nas	prumadas,	uma	vez</p><p>que	já	atingiram	sua	vida	útil	e	não	receberam	as	manutenções	necessárias,	o	que</p><p>causa	vazamentos	e	infiltrações.</p><p>“Também	são	comuns	falhas	oriundas	de	alterações	no	sistema	hidráulico</p><p>durante	 reformas.	 Geralmente,	 realizadas	 sem	 projeto,	 elas	 podem	 causar</p><p>imprevistos	como	infiltrações,	retorno	de	fluidos	e	odor,	além	de	vazamentos”,</p><p>comenta	 Brito,	 explicando</p><p>que	 essas	 situações	 motivaram	 a	 implantação</p><p>da	ABNT	NBR	16.280	–	Reforma	em	Edificações	–	Sistema	de	Gestão	de	Reformas</p><p>–	Requisitos.	A	norma	exige	que	toda	reforma	tenha	um	responsável	técnico,	que</p><p>evitará	complicações	dessa	natureza.</p><p>Ambos	os	especialistas	concordam	que	seguir	à	risca	o	plano	de	manutenção</p><p>é	a	melhor	maneira	de	evitar	o	 surgimento	de	 falhas.	 “Entretanto,	depois	que</p><p>os	problemas	 já	apareceram,	a	orientação	é	contar	com	profissional	capacitado</p><p>para	analisar	e	resolver	a	situação”,	afirma	o	diretor	da	Montage	Engenharia	de</p><p>Instalações.	É	ele	quem	apontará	a	necessidade	de	uma	intervenção	parcial	ou	se</p><p>será	preciso	trabalho	mais	completo,	que	envolva	todo	o	sistema.</p><p>REFORMA TOTAL</p><p>Quando	se	observa	que	vazamentos,	infiltrações,	entupimentos	e	liberação</p><p>de	odores	estranhos	acontecem	com	frequência,	torna-se	interessante	a	reforma</p><p>total	 do	 sistema	 hidráulico.	 “Esses	 são	 sinais	 de	 que	 a	 instalação	 apresenta</p><p>deficiências”,	alerta	Brito.	A	situação	pode	ser	agravada	se	complicações	anteriores</p><p>foram	 sanadas	 por	 profissional	 sem	 experiência,	 pois	 ele	 pode	 ter	 alterado	 o</p><p>projeto	original.	Lidar	com	sistema	diferente	daquele	que	consta	do	projeto	torna</p><p>a	reforma	ainda	mais	complicada.</p><p>Qualquer	reforma	tem	de	ser	antecedida	por	uma	minuciosa	inspeção	no</p><p>sistema,	com	o	intuito	de	diagnosticar	quais	são	os	problemas	e	se	eles	podem	ser</p><p>classificados	como	anomalia	construtiva,	falha	de	manutenção	ou	irregularidade</p><p>de	uso.	“O	estudo	possibilita	classificar	e	determinar	a	ordem	de	prioridade	dos</p><p>reparos	a	serem	executados”,	observa	o	sócio	da	SR	Projetos	e	Engenharia.</p><p>Possíveis	 ampliações	 da	 edificação,	 com	 o	 acréscimo	 de	 novas	 áreas</p><p>molhadas,	normalmente	pedem	atualização	do	sistema	hidrossanitário.	Afinal,</p><p>o	 volume	 previsto	 no	 projeto	 inicial	 será	 ultrapassado,	 tornando	 necessária	 a</p><p>reforma	da	rede	já	existente	para	suportar	o	fluxo	adicional.	“O	projeto	deve	ser</p><p>realizado	por	profissional	habilitado,	pois	envolve	cálculos	hidráulicos”,	orienta</p><p>Hernandes.</p><p>“É	 essencial	 guardar	 o	 projeto	 executivo	 do	 empreendimento.	 Caso</p><p>alterações	sejam	feitas	nas	 instalações	ao	longo	dos	anos,	deve	ser	elaborado	o</p><p>projeto	de	As	Built,	para	que	estejam	sempre	disponíveis	todas	as	informações</p><p>atualizadas	dos	diferentes	sistemas	que	compõem	a	edificação”,	destacam	Brito.</p><p>https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/dicas-para-reformar-conforme-a-nbr-16280_12115_0_1</p><p>https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/infiltracoes-nas-areas-molhadas-causam-danos-estruturais-e-gastos-excessivos_6692_0_0</p><p>https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/infiltracoes-nas-areas-molhadas-causam-danos-estruturais-e-gastos-excessivos_6692_0_0</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO DE INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA</p><p>63</p><p>TRANSTORNO AOS MORADORES</p><p>A	 reforma	 do	 sistema	 hidráulico,	 inevitavelmente,	 causará	 transtornos</p><p>para	os	ocupantes	da	edifi	cação.	“O	 ideal	é	que	os	 trabalhos	aconteçam	sem	a</p><p>presença	 dos	 moradores”,	 recomenda	 Hernandes.	 Caso	 contrário,	 o	 melhor</p><p>caminho	passa	pela	realização	do	procedimento	em	etapas,	iniciando	sempre	por</p><p>locais	onde	os	impactos	serão	menores.</p><p>A	 comunicação	 honesta	 com	 as	 pessoas	 afetadas	 também	 ajuda	 a</p><p>diminuir	 um	 pouco	 os	 traumas	 causados	 pela	 situação.	 “O	 ideal	 é	 que	 todos</p><p>sejam	devidamente	informados	sobre	os	transtornos.	Assim,	no	decorrer	da	obra,</p><p>saberão	com	o	que	estão	lidando	e	não	se	sentirão	ignorados”,	declara	Brito.	A</p><p>execução	de	instalações	provisórias	que	atendam	às	demandas	dos	ocupantes	é</p><p>outra	iniciativa	que	ajuda	a	reduzir	interferências	na	rotina	dos	moradores.</p><p>É	fundamental	que,	durante	a	reforma,	sejam	realizados	testes	ao	fi	nal	de</p><p>cada	etapa.	“Com	isso,	evita-se	que	erros	sejam	percebidos	somente	quando	todo</p><p>o	procedimento	for	concluído,	o	que	geraria	a	necessidade	de	retrabalhos	e	mais</p><p>transtornos”,	adverte	Brito	(HERNANDES	FILHO;	BRITO,	2019).</p><p>FONTE: <https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/como-prevenir-vazamentos-e-infi ltracoes-</p><p>-no-sistema-hidraulico_17619_10_19>. Acesso em: 10 ago. 2020.</p><p>64</p><p>RESUMO DO TÓPICO 4</p><p>Neste tópico, você aprendeu que:</p><p>•	 Devem	 ser	 considerados	 princípios	 técnicos	 para	 a	 formulação,	 análise	 e</p><p>supervisão	de	projetos	de	instalação	de	água	fria.</p><p>•	 Memorial	 descritivo,	 de	 cálculo,	 plantas	 e	 documento	 complementares</p><p>relacionados	 ao	 uso	 e	 manutenção	 da	 edificação	 compõe	 um	 projeto	 de</p><p>instalação	de	água	fria.</p><p>•	 Conteúdo,	forma	e	elementos	de	apresentação	são	padronizados	e	servem	para</p><p>a	boa	comunicação	entre	as	pessoas	envolvidas	com	a	execução	do	projeto.</p><p>Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem</p><p>pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao</p><p>AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.</p><p>CHAMADA</p><p>65</p><p>1	 Elabore	 perguntas	 a	 serem	 realizadas	 para	 o	 cliente/usuário	 de	 uma</p><p>hipotética	 edificação	 residencial.	 Considere	 aspectos	 de	 economia,	 uso,</p><p>acessibilidade,	projeto.</p><p>2		Na	atividade	de	engenharia,	é	fundamental	a	busca	por	soluções	integradas</p><p>entre	 projetos	 (instalação	 de	 água	 versus	 arquitetônico,	 estrutural	 e</p><p>instalações	 diversas).	Apresentação	 de	 problemas	 que	 exigem	 um	 novo</p><p>traçado	para	a	rede	de	água	devido	à	presença	de	elementos	arquitetônicos</p><p>e/ou	estruturais.</p><p>a)	Como	corrigir	este	traçado?</p><p>b)	Como	corrigir	este	traçado	(tubulação	“exposta”	na	garagem)?</p><p>c)	Como	corrigir	este	traçado	(tubulação	“exposta”	na	garagem)?</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>66</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ABNT.	NBR 12218.	Projeto	de	rede	de	distribuição	de	água	para	abastecimento</p><p>público:	procedimento.	2017.	Disponível	em:	https://www.abntcatalogo.com.br/</p><p>norma.aspx?ID=370933.	Acesso	em:	9	set.	2020.</p><p>ABNT.	NBR 9575.	Impermeabilização	-	Seleção	e	projeto.	2010.	https://www.</p><p>abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=79173.	Acesso	em:	9	set.	2020.</p><p>ABNT.	NBR 6118.	Projeto	de	estruturas	de	concreto:	procedimento.	2003.</p><p>Disponível	em:	https://docente.ifrn.edu.br/valtencirgomes/disciplinas/</p><p>construcao-de-edificios/abnt-6118-projeto-de-estruturas-de-concreto-</p><p>procedimento.	Acesso	em:	9	set.	2020.</p><p>ABNT.	NBR 5626:	Instalação	predial	de	água	fria.	1998.	Disponível	em:	https://</p><p>ecivilufes.files.wordpress.com/2013/06/nbr-05626-1998-instalac3a7c3a3o-predial-</p><p>de-c3a1gua-fria.pdf.	Acesso	em:	11	ago.	2020.</p><p>AGUIAR	J.	Determinação do coeficiente c de Hazen-Willians.	2011.	Disponível</p><p>em:	https://www.jorcyaguiar.com/2011/11/determinacao-do-coeficiente-c-de-</p><p>hazen.html.	Acesso	em:	10	ago.	2020.</p><p>BOHN,	A.	R.	Instalação predial de água fria.	2006.	Disponível	em:		http://www.</p><p>labeee.ufsc.br/~luis/ecv5644/apostilas/af.pdf.	Acesso	em:	8	ago.	2020.</p><p>BOMBAS	hidráulicas.	Roteiro para projeto.	2016.	Disponível	em:	https://</p><p>bombasemanutencao.blogspot.com/2016/08/roteiro-para-projeto.html.	Acesso</p><p>em:	10	ago.	2020.</p><p>BOTELHO,	M.	H.;	RIBEIRO	JUNIOR.	Instalações hidráulicas prediais</p><p>utilizando tubos plásticos.	4.	ed.	São	Paulo:	Blucher,	2014.</p><p>CARVALHO	JÚNIOR,	R.	de.	Instalações hidráulicas e o projeto de arquitetura.</p><p>8.	ed.	São	Paulo:	Blucher,	2014.</p><p>CREDER,	H.	Instalações hidráulicas e sanitárias. 6.	ed.	Rio	de	Janeiro:	LTC,</p><p>2006.</p><p>HERNANDES	FILHO,	G.;	BRITO,	J.	P.	Como prevenir vazamentos e</p><p>infiltrações no sistema hidráilico? 2019.	Disponível	em:	https://www.aecweb.</p><p>com.br/cont/m/rev/como-prevenir-vazamentos-e-infiltracoes-no-sistema-</p><p>hidraulico_17619_10_19.	Acesso	em:	10	ago.	2020.</p><p>MACINTYRE,	A.	J.	Instalações hidráulicas prediais e industriais.	3.	ed.	Rio	de</p><p>Janeiro:	LTC,	1996.</p><p>https://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=79173</p><p>https://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=79173</p><p>http://www.labeee.ufsc.br/~luis/ecv5644/apostilas/af.pdf</p><p>http://www.labeee.ufsc.br/~luis/ecv5644/apostilas/af.pdf</p><p>https://bombasemanutencao.blogspot.com/2016/08/roteiro-para-projeto.html</p><p>https://bombasemanutencao.blogspot.com/2016/08/roteiro-para-projeto.html</p><p>67</p><p>NARCHI,	H.	A	demanda	doméstica	de	água.	Revista DAE,	v.	49,	n.	154,	p.	1-7,</p><p>jan./mar.	1989.</p><p>OLIVEIRA	C.	C.;	SILVEIRO	A.	P.	D.	Redução de pressão</p><p>e economia de água</p><p>em apartamentos.	2018.	Disponível	em:	 	http://www.arandanet.com.br/</p><p>assets/revistas/hydro/2018/janeiro/index.php.	Acesso	em:	5	ago.	2020.</p><p>SABESP.	Caixa d’agua.	2016.	Disponível	em:		http://site.sabesp.com.br/SITE/</p><p>interna/Default.aspx?secaoId=622.	Acesso	em:	11	ago.	2020.</p><p>SCHENEIDER	motobombas.	Manual técnico.	2006.	Disponível	em:		https://wiki.</p><p>sj.ifsc.edu.br/wiki/images/a/af/Scheneider.pdf.	Acesso	em:	21	ago.	2019.</p><p>TACHINI,	M.	Apostila de Instalações prediais de água fria.	Blumenau:</p><p>Universidade	Regional	de	Blumenau,	2015.</p><p>TIGRE.	Manual técnico Tigre:	Orientações	técnicas	sobre	instalações	hidráulicas</p><p>prediais.	2013.	Disponível	em:	https://tigrecombr-prod.s3.amazonaws.com/</p><p>default/files/2019-08/Tigre_Manual+Tecnico.pdf.	Acesso	em:	18	ago.	2020.</p><p>VIANA	D.	Perda de carga:	entenda	o	que	é.	2019.	Disponível	em:	https://www.</p><p>guiadaengenharia.com/perda-carga/.	Acesso	em	2	ago.	2020.</p><p>http://www.arandanet.com.br/assets/revistas/hydro/2018/janeiro/index.php</p><p>http://www.arandanet.com.br/assets/revistas/hydro/2018/janeiro/index.php</p><p>http://site.sabesp.com.br/SITE/interna/Default.aspx?secaoId=622</p><p>http://site.sabesp.com.br/SITE/interna/Default.aspx?secaoId=622</p><p>https://wiki.sj.ifsc.edu.br/wiki/images/a/af/Scheneider.pdf</p><p>https://wiki.sj.ifsc.edu.br/wiki/images/a/af/Scheneider.pdf</p><p>https://www.guiadaengenharia.com/perda-carga/</p><p>https://www.guiadaengenharia.com/perda-carga/</p><p>68</p><p>69</p><p>UNIDADE 2 —</p><p>PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE</p><p>ESGOTO SANITÁRIO</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>PLANO DE ESTUDOS</p><p>A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:</p><p>•	 avaliar	e	definir	parâmetros	e	critérios	tecnicamente	adequados	para	ins-</p><p>talações	de	esgoto	sanitário;</p><p>•	 dimensionar	e	especificar	elementos	de	um	sistema	de	esgotamento	sani-</p><p>tário;</p><p>•	 projetar	um	sistema	de	tratamento	individual	aplicado	em	residência	e</p><p>estabelecimentos	diversos;</p><p>•	 elaborar	e	compreender	projetos	de	instalações	de	esgoto	sanitário	com</p><p>aprofundado	aporte	teórico	e	prático.</p><p>Esta	 unidade	 está	 dividida	 em	 4	 tópicos.	 No	 decorrer	 da	 unidade	 você</p><p>encontrará	autoatividades	com	o	objetivo	de	reforçar	o	conteúdo	apresentado.</p><p>TÓPICO	1	–	INSTALAÇÕES	DE	ESGOTO	SANITÁRIO:	ASPECTOS</p><p>GERAIS</p><p>TÓPICO	2	–	ELEMENTOS	DE	UM	SISTEMA	DE	ESGOTO	SANITÁRIO:</p><p>COMO	DIMENSIONAR?</p><p>TÓPICO	3	–	TRATAMENTO	INDIVIDUAL	DE	ESGOTO	SANITÁRIO</p><p>TÓPICO	4	–	BOAS	PRÁTICAS	DE	PROJETO</p><p>Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos</p><p>em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá</p><p>melhor as informações.</p><p>CHAMADA</p><p>70</p><p>71</p><p>UNIDADE 2</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>O	consumo	de	água	na	construção	gera	vários	benefícios	para	o	usuário</p><p>e	cria	novos	desafios	para	os	projetistas.	Você	pode	imaginar	quais?		Se	por	um</p><p>lado,	garantimos	o	fornecimento	e	o	consumo	de	água	com	padrões	adequados</p><p>em	 termos	 de	 vazão,	 pressão,	 velocidade	 e	 potabilidade,	 por	 outro,	 surge	 a</p><p>necessidade	de	gerenciar	todo	o	esgoto	produzido.</p><p>Caberá	à	instalação	de	esgoto	sanitário	essa	importante	função	de	coletar,</p><p>transportar	 e	 em	 alguns	 casos	 tratar	 o	 esgoto	 de	 domicílios,	 estabelecimentos</p><p>comerciais	e	indústrias.	Focaremos	nosso	estudo	na	instalação	de	esgoto	sanitário</p><p>proveniente	de	domicílios,	embora	sejam	abordados	conceitos	importantes	para</p><p>todos	os	tipos	de	projetos.</p><p>Podemos	definir	a	 instalação	de	esgoto	sanitário	como	um	conjunto	de</p><p>tubulações,	equipamentos	e	acessórios	de	conexão	com	ou	sem	acesso	a	coletores</p><p>públicos	 (ABNT,	 1999).	 Por	meio	 dela,	 buscaremos	 garantir	 higiene,	 conforto,</p><p>segurança	e	sustentabilidade	ambiental	à	construção.</p><p>A	NBR	8160:1999	–	Instalações	prediais	de	esgoto	sanitário	–	será	a	nossa</p><p>guia	para	determinarmos	critérios	e	parâmetros	de	projeto.	Ressaltamos	que	é	de</p><p>suma	importância	a	leitura	completa	para	conceber	e	desenvolver	um	projeto	de</p><p>instalação	de	esgoto	sanitário	que:</p><p>•	 proteja	a	saúde	do	usuário,	evite	a	contaminação	do	meio	ambiente	e	previna</p><p>problemas	patológicos	nas	construções;</p><p>•	 proporcione	um	adequado	fluxo	do	esgoto	produzido	(água	servida),	evitando</p><p>a	criação	de	depósito	de	sedimentos	e	dejetos	na	tubulação;</p><p>•	 impeça	que	gases,	 eventualmente	produzidos	no	 interior	do	 sistema,	gerem</p><p>desconforto	e	insegurança	aos	usuários	da	construção;</p><p>•	 permita	a	fácil	inspeção	dos	componentes	do	sistema,	sem	prejuízo	à	higiene	e</p><p>limpeza	da	construção.</p><p>TÓPICO 1 —</p><p>INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO: ASPECTOS</p><p>GERAIS</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>72</p><p>No Brasil adota-se o sistema de separação absoluta, isto é, o esgoto bruto ou</p><p>tratado é coletado por uma rede pública diferente daquela destinada à água pluvial (água</p><p>da chuva escoada superficialmente). Portanto, em nenhuma hipótese deve-se encaminhar</p><p>água pluvial para a instalação de esgoto sanitário (ABNT, 1999).</p><p>NOTA</p><p>A	forma	adequada	de	destinação	final	do	esgoto	sanitário	dependerá	da</p><p>realidade	do	município	em	que	se	encontra	a	construção.	Uma	primeira	opção	é</p><p>encaminhá-lo	para	uma	rede	coletora	pública,	conectada	a	um	sistema	coletivo	de</p><p>tratamento	(Estação	de	Tratamento	de	Esgoto	–	ETE).		Na	ausência	deste	sistema,</p><p>recomenda-se	o	tratamento	individual,	ou	seja,	um	sistema	próprio	de	tratamento</p><p>do	esgoto	sanitário.</p><p>Conheceremos,	nesta	nnidade,	os	elementos,	as	especificações	e	os	critérios</p><p>de	projeto	de	uma	 instalação	de	 esgoto	domiciliar	 (Tópico	 1	 e	 2).	Além	disso,</p><p>nos	debruçaremos	no	estudo	de	 sistemas	de	 tratamento	 individual	 (Tópico	3).</p><p>Esperamos	que	o	conteúdo	ofereça	uma	formação	ampla,	prática	e	aprofundada</p><p>na	área	de	instalações	de	esgoto	sanitário.</p><p>2 ELEMENTOS DA INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>Caro	 acadêmico,	 neste	 item,	 abordaremos	 os	 principais	 elementos	 de</p><p>instalação	de	esgoto	sanitário	em	banheiros,	cozinhas,	áreas	de	serviço	e	limpeza.</p><p>Os	componentes	que	estudaremos	estão	listados	a	seguir:</p><p>•	 aparelho	sanitário;</p><p>•	 caixa/ralo	sifonado;</p><p>•	 ramal	de	descarga;</p><p>•	 ramal	de	esgoto;</p><p>•	 tubo	de	queda;</p><p>•	 coluna	de	ventilação;</p><p>•	 caixa	de	inspeção;</p><p>•	 caixa	de	gordura;</p><p>•	 subcoletores	e	coletor	predial.</p><p>Você	 já	 ouviu	 falar	 de	 algum	 deles?	 	 Veremos	 agora	 suas	 descrições,</p><p>especificações	e	funções	na	instalação.</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO: ASPECTOS GERAIS</p><p>73</p><p>2.1 BANHEIROS</p><p>De	acordo	com	Botelho	e	Ribeiro	Junior	(2014,	p.	195,	grifo	do	autor),	a</p><p>instalação	de	esgoto	sanitário	pode	ser	descrita	a	partir	de	seus	elementos	como:</p><p>[...]	 um	 sistema	 que	 se	 inicia	 em	um	 aparelho sanitário,	 (lavatório,</p><p>banheira	etc.),	do	qual	a	água	servida	passa	para	uma	tubulação	(ramal</p><p>de descarga),	 que	 deságua	 em	 uma	 caixa sifonada.	 Esta	 também,</p><p>recebendo	outros	ramais,	concentra	as	descargas	e	deságua	por	meio</p><p>de	outra	tubulação	(ramal de esgoto),	em	uma	caixa de inspeção.	A</p><p>partir	desta	caixa	se	desenvolve	o	coletor,	último	trecho	da	tubulação,</p><p>horizontal,	 que	 carrega	 os	 esgotos	 até	 a	 sua	 ligação	final	 ao	 coletor</p><p>público	ou	em	uma	disposição	individual	[...].</p><p>Na	Figura	1,	apresenta-se	os	principais	elementos	da	instalação	de	esgoto</p><p>de	um	banheiro.	Observam-se	alguns	elementos	mencionados	anteriormente	por</p><p>Botelho	 e	Ribeiro	 Junior	 (2014,	 p.	 195),	 incluindo	 outros	 componentes	 como	 a</p><p>tubulação	de	queda	e	a	coluna	de	ventilação.</p><p>O aparelho sanitário	fornece água	para	fins	higiênicos	ou	recebe	dejetos</p><p>provenientes	de	seu	consumo	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	É	o	caso	de</p><p>vasos	sanitários,	lavatórios,	ralos	e	chuveiros.	Tratam-se	dos	mesmos	aparelhos</p><p>sanitários	que	estudamos	na	Unidade	1	–	Práticas	de	Instalações	Hidráulicas	de</p><p>Água	Fria.</p><p>Observe	que	a	saída	destes	aparelhos	sanitários	conecta-se	ao	ramal de</p><p>descarga.	 O	 elemento	 recebe	 diretamente	 o	 esgoto	 dos	 aparelhos	 e	 pode	 ser</p><p>dividido	em	dois	tipos.	Chama-se	de	tubulação primária quando	há	jusante	de</p><p>algum	desconector	e	tubulação secundária	quando	há	montante	(CREDER,	2006).</p><p>FIGURA 1 – ELEMENTOS BÁSICOS DA INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO DE UM BANHEIRO</p><p>FONTE: Adaptado de Tigre (2013, p. 111)</p><p>CAIXA</p><p>SIFONADA</p><p>RALO SECO</p><p>RAMAL DE DESCARGA</p><p>BACIA SANITÁRIA</p><p>RAMAL DO ESGOTO</p><p>RAMAL DE</p><p>VENTILAÇÃO</p><p>COLUNA DE</p><p>VENTILAÇÃO</p><p>TUBO DE</p><p>QUEDA</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>74</p><p>O desconector	 é	 “um	 dispositivo	 dotado	 de	 fecho	 hídrico,	 destinado</p><p>a	vedar	a	passagem	de	gases	e	 insetos,	no	sentido	oposto	ao	fluxo	do	esgoto”</p><p>(BOTELHO;	 RIBEIRO	 JUNIOR,	 2014,	 p.	 196).	 Sifões,	 bacias	 sanitárias,	 ralos</p><p>e	 caixas	 sifonadas	 são	 exemplos	 de	 desconectores,	 porque	 “desconectam”	 a</p><p>edificação	do	mau	cheiro	e	dos	insetos	presentes	na	instalação.</p><p>Na	 Figura	 2,	 apresenta-se	 um	 sifão,	 tipo	 desconector	 muito	 utilizado</p><p>nas	saídas	dos	lavatórios	(pias).	Observe	que	todo	desconector	funciona	a	partir</p><p>de	 um	 princípio	 básico	 da	 hidráulica,	 conhecido	 como	 princípio	 dos	 vasos</p><p>comunicantes.	Quando	o	aparelho	não	é	utilizado,	o	nível	d’água	nas	duas	seções</p><p>da	tubulação	“em	comunicação”	forma	um	fecho/bloqueio	hídrico	(Figura	2)	que</p><p>impede	a	passagem	do	mau	cheiro,	gases	e	insetos.</p><p>FIGURA 2 – SIFÃO COM REPRESENTAÇÃO DO FECHO HÍDRICO QUANDO NÃO SE UTILIZA O</p><p>APARELHO SANITÁRIO CONECTADO À ENTRADA</p><p>FONTE: Adaptado de Dalcin (2015)</p><p>Observe se há um sifão nos lavatórios da sua residência. A disposição deles</p><p>está adequada a partir da Figura 2? Olhe também a parte inferior externa das bacias</p><p>sanitárias. Perceba o formato sifonado, típico de um desconector que permite a formação</p><p>de um fecho hídrico.</p><p>NOTA</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO: ASPECTOS GERAIS</p><p>75</p><p>O	mesmo	princípio	se	aplica	também	à	caixa sifonada (Figura	1). Trata-</p><p>se	de	um	dispositivo	que	 recebe	esgoto	de	diversos	aparelhos	de	uma	mesma</p><p>unidade.	Quando	provida	de	grelha	coletora	é	denominada	como	ralo sifonado</p><p>(Figura	 3),	 sendo	 capaz	 de	 receber	 a	 água	 escoada	 superficialmente	 pelo	 piso</p><p>(CARVALHO	 JÚNIOR,	 2014).	Os	 ralos secos	 são	 aqueles	 que	 não	 possuem	 o</p><p>sistema	de	sifão	e	apenas	encaminham	a	água	servida	para	um	ramal	de	descarga</p><p>(Figura	1).</p><p>A	localização	das	caixas	e	ralos	sifonados	é	de	suma	importância	para	que</p><p>receba	os	ramais	de	descarga	e	direcione	a	água	servida	para	o	ramal	de	esgoto</p><p>(Figura	1).	Ralos	sifonados	em	geral	são	instalados	dentro	do	box do	chuveiro.</p><p>Assim	evita-se	a	execução	de	mais	uma	caixa	sifonada	para	que	o	fecho	hídrico</p><p>seja	realizado.	O	local	de	instalação	do	ralo	deve	ser	distante	da	passagem	dos</p><p>usuários	para	evitar	danos	ou	a	derrubada	de	materiais	(CARVALHO	JÚNIOR,</p><p>2014).</p><p>FIGURA 3 – RALO SIFONADO: A) EXEMPLO DE PEÇA COMERCIAL; B) FUNCIONAMENTO E</p><p>BLOQUEIO DO RETORNO DE GASES E INSETOS</p><p>FONTE: Adaptada de Fortlev (c2020)</p><p>O ramal de esgoto recebe	esgoto	dos	ramais	de	descarga	(dois	ou	mais)</p><p>(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).		Nos	banheiros	e	lavabos	sua	origem	se	dá</p><p>em	ralos	ou	caixas	sifonadas	(Figura	1).	Em	pavimentos	superiores,	encaminham</p><p>o	esgoto	até	o	tubo	de	queda.	Nas	edificações,	“[...]	o	ramal	de	esgoto	do	térreo</p><p>deverá	ser	ligado	diretamente	à	caixa	de	inspeção,	por	tubulação	independente”</p><p>sem	receber	esgoto	de	outros	pavimentos	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014,	p.	145).</p><p>O tubo de queda é	 uma	 tubulação	 vertical	 que	 recebe	 a	 água	 servida</p><p>de	 ramais	 de	 descarga	 ou	 de	 esgoto	 de	 pavimento	 superiores	 (Figura	 1).	 Sua</p><p>execução	deve	possuir	um	único	alinhamento	vertical,	de	forma	que	evite	curvas</p><p>e	desvios	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>76</p><p>Os	 tubos	 de	 queda	 são	 necessários	 em	 edificações	 com	 dois	 ou	 mais</p><p>pavimentos	e	não	deve	possuir	diâmetro	 inferior	ao	da	 tubulação	conectada	a</p><p>montante	 (tubulação	 anterior).	 Normalmente,	 possuem	 diâmetro	 de	 100	 mm</p><p>quando	recebem	esgoto	de	banheiros	e	75	mm	quando	recebem	esgoto	da	cozinha</p><p>e	áreas	de	serviço	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).</p><p>Em	alguns	casos,	o	tubo	de	queda	pode	se	prolongar	acima	da	cobertura</p><p>(≥	30	cm),	de	forma	que	funcione	também	como	coluna	de	ventilação	(BOTELHO;</p><p>RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	A	coluna de ventilação tem	como	função	primordial</p><p>permitir	a	passagem	de	ar	da	atmosfera	para	o	interior	das	tubulações	(CARVALHO</p><p>JÚNIOR,	2014).	A	NBR	8160:1999	exige	que	colunas	de	ventilação	sejam	ligadas</p><p>a	todas	as	tubulações	primárias	de	esgoto,	quer	seja	pelo	prolongamento	do	tubo</p><p>de	queda,	quer	seja	por	uma	tubulação	em	específico.</p><p>Botelho	e	Ribeiro	Junior	(2014)	afirmam	que	toda	edificação	deve	possuir</p><p>no	mínimo	um	 tubo	ventilador	de	diâmetro	nominal	 (DN)	 100	mm	 (pode	 ser</p><p>reduzido	 para	 DN	 75	 no	 caso	 de	 edificações	 residenciais	 com	 até	 três	 vasos</p><p>sanitários).	No	topo	das	colunas	de	ventilação	deve-se	prever	uma	proteção	para</p><p>que	não	haja	entrada	da	água	de	chuva	(Figura	4).	É	recomendável	a	colocação	de</p><p>uma	tela	de	nylon	na	saída	da	tubulação.</p><p>FIGURA 4 – TOPO DA COLUNA DE VENTILAÇÃO NA COBERTURA DE UMA RESIDÊNCIA</p><p>FONTE: Adaptado de Getty Images apud Nakamura (2015)</p><p>3 COZINHA, ÁREAS DE SERVIÇO E LIMPEZA GERAL</p><p>Na	 Figura	 5,	 podemos	 observar	 os	 elementos	 típicos	 da	 instalação	 de</p><p>esgoto	 sanitário	de	uma	cozinha	e	área	de	 serviço.	Observe	a	presença	de	um</p><p>ramal	de	descarga	para	cada	um	dos	aparelhos	sanitários.	O	ramal	da	máquina</p><p>de	lavar	roupa	conecta-se	a	um	ralo	sifonado	e	na	cozinha	observa-se	a	ligação</p><p>direta	da	pia	com	uma	caixa	de	gordura.</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO: ASPECTOS GERAIS</p><p>77</p><p>FIGURA 5 – ELEMENTOS BÁSICOS DA INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO DE UMA COZI-</p><p>NHA, ÁREAS DE SERVIÇO E LIMPEZA</p><p>FONTE: Adaptado de Tigre (2013)</p><p>A	caixa de inspeção	tem	a	função	de	unir	diversos	ramais	da	instalação</p><p>de	esgoto,	possibilitar	mudanças	de	direção	do	fluxo	e	a	limpeza	das	tubulações.</p><p>Quando	há	 trechos	 extensos	de	 tubulação	usualmente	 coloca-se	uma	 caixa	de</p><p>inspeção	a	cada	12	metros,	o	qual	facilita	a	limpeza	da	rede	(BOTELHO;	RIBEIRO</p><p>JUNIOR,	2014).</p><p>As	 caixas	 de	 inspeção	 devem	 ser	 instaladas	 no	máximo	 a	 2	metros	 de</p><p>distância	 da	 saída	 dos	 tubos	 de	 queda.	O	 dispositivo	 pode	 ser	 construído	 de</p><p>alvenaria	ou	plástico,	com	altura	útil	máxima	de	1	metro	e	laterais	(ou	diâmetro)</p><p>mínimo	de	60	cm	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).</p><p>A	produção	de	esgoto	na	 cozinha	das	edificações	exige	a	 separação	da</p><p>gordura	 e	 óleos.	 Para	 isso	 utiliza-se	 um	dispositivo	 conhecido	 como	 caixa de</p><p>gordura,	responsável	por:</p><p>[...]	separar	e	reter	gorduras,	graxos	e	óleos	indesejáveis	contidos	no</p><p>esgoto,	provenientes	de	dejetos	de	pias	de	copas	e	cozinhas,	(limpeza</p><p>dos	 pratos	 e	 utensílios	 e	 preparação	 de	 alimentos,	 ou	 tanques	 de</p><p>despejo),	 impedindo-os	 de	 escoarem	 pelas	 tubulações,	 nas	 quais</p><p>obstruirão	 as	 mesmas,	 além	 de	 possibilitar	 a	 limpeza	 periódica	 do</p><p>sistema	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014,	p.	200).</p><p>As	caixas	de	gordura	realizam	a	decantação	da	gordura	e	óleos	para	o	fundo</p><p>do	dispositivo	aproveitando	a	ação	da	gravidade	(Figura	6a).	Ela	pode	ser	fabricada</p><p>com	alvenaria,	concreto	armado,	plástico	ABS	(Figura	6b),	fibra	de	vidro	ou	outro</p><p>material	que	suporte	os	componentes	químicos	agressivos	presentes	no	esgoto.</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>78</p><p>FIGURA 6 – CAIXA DE GORDURA: A) PERFIL ESQUEMÁTICO; B) PEÇA COMERCIAL EM PLÁSTI-</p><p>CO ABS</p><p>FONTE: Adaptado de Tigre (2018)</p><p>Na execução de elementos cimentícios, para a instalação de esgoto sanitário,</p><p>procure utilizar cimento Portland resistente a sulfatos (RS). A presença de sulfatos no esgoto</p><p>doméstico pode lixiviar o concreto e acelerar o processo de corrosão das armaduras</p><p>(NEVILLE; BROOKS, 2013).</p><p>NOTA</p><p>A	NBR	8160	permite	utilizar	uma	caixa	de	gordura	pequena	ou	simples,</p><p>para	a	 coleta	de	apenas	uma	cozinha,	 sendo	que	esta	 também	determina	 seus</p><p>diâmetros	mínimos	(ABNT,	1999).	Veremos	mais	detalhes	de	seu	dimensionamento</p><p>nos	próximos	tópicos.</p><p>No	final	da	instalação,	observamos	dois	elementos	da	rede,	após	os	ramais</p><p>de	esgoto,	tubos	de	queda	ou	a	caixa	de	gordura:	são	os	subcoletores	e	o	coletor</p><p>predial	 (Figura	7).	Ambos	possuem	a	 função	de	 transportar	o	esgoto	 sanitário</p><p>para	um	coletor</p><p>público	ou	um	sistema	de	tratamento	individual.</p><p>Na	 Figura	 7,	 apresenta-se	 uma	 planta	 baixa	 que	 aponta	 elementos	 da</p><p>instalação	 de	 esgoto	 sanitário	 em	 uma	 residência.	 Observe	 a	 identificação	 e</p><p>o	 posicionamento	 dos	 subcoletores	 e	 do	 coletor	 predial.	Aproveite	 a	 Figura	 7</p><p>para	identificar	outros	elementos	 já	apresentados	neste	 livro.	Você	 já	consegue</p><p>reconhecer	alguns?</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO: ASPECTOS GERAIS</p><p>79</p><p>FIGURA 7 – PLANTA BAIXA DE UMA CONSTRUÇÃO: LOCALIZAÇÃO DE SUBCOLETORES E DO</p><p>COLETOR PREDIAL DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>FONTE: O Autor</p><p>Em geral, quando no município há o tratamento coletivo do esgoto sanitário, o</p><p>coletor predial se conectará a um TIL – Tubo de Inspeção e Limpeza. O TIL frequentemente</p><p>é encontrado nos passeios públicos. Caso se instale uma válvula de retenção de esgoto (o</p><p>que evita o retorno do esgoto da rede para a instalação da construção), deve-se instalá-la</p><p>sempre a montante do TIL.</p><p>NOTA</p><p>Observados	 os	 principais	 e	 mais	 utilizados	 elementos	 da	 instalação	 de</p><p>esgoto	 sanitário,	 você	 pode	 ter	 se	 perguntado	 como	 o	 transporte	 dos	 dejetos	 é</p><p>viabilizado.	Serão	utilizadas	bombas	como	foi	no	caso	das	instalações	de	água	fria?</p><p>Na	maioria	dos	casos,	projetamos	instalações	que	garantam	o	transporte</p><p>do	 esgoto	 por	meio	 da	 ação	 da	 força	 da	 gravidade.	 É	 a	 forma	mais	 prática	 e</p><p>barata.	Portanto,	fique	atento,	é importante garantir o fluxo hidráulico por meio</p><p>da declividade da tubulação.	Veremos	no	próximo	tópico	alguns	critérios	para</p><p>definir	este	parâmetro	físico.</p><p>80</p><p>Neste tópico, você aprendeu que:</p><p>•	 A	instalação	de	esgoto	sanitário	deve	garantir	higiene,	conforto,	segurança	e</p><p>sustentabilidade	ambiental	à	construção	por	meio	do	uso	de	seus	mais	diversos</p><p>elementos.</p><p>•	 Cada	elemento	da	instalação	de	esgoto	sanitário	deve	ser	projetado	a	partir	dos</p><p>princípios	da	física	e	da	hidráulica.</p><p>RESUMO DO TÓPICO 1</p><p>81</p><p>1		As	 figuras	 a	 seguir	 apresentam	 alguns	 desconectores	 empregados	 nas</p><p>instalações	de	esgoto	sanitário.	Avalie	a	condições	técnicas	deles	(se	correta</p><p>ou	incorreta)	e	justifique	sua	resposta,	caso	haja	alguma	inadequação.</p><p>Objetivo:	 analisar	 desconectores	 empregados	 nas	 instalações	 de	 esgoto</p><p>sanitário.</p><p>Descrição	dos	procedimentos:	observar	as	figuras;	apontar	se	os	desconectores</p><p>estão	corretos	ou	incorretos	tecnicamente;	justificar	resposta	nos	casos	em	que</p><p>há	problema	técnico.</p><p>a)	Sifão	de	lavatório</p><p>Correta	(			)</p><p>Incorreta	(			)</p><p>Por	quê?__________________________________________</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>FONTE: Adaptado de Blukit (2019)</p><p>FONTE: Autor (2019)</p><p>b)	Sifão	de	lavatório</p><p>Correta	(			)</p><p>Incorreta	(			)</p><p>Por	quê? ___________________________________________</p><p>82</p><p>c)	Caixa	sifonada</p><p>Correta	(			)</p><p>Incorreta	(			)</p><p>Por	quê?________________________________________</p><p>FONTE: Adaptado de Tigre (2013)</p><p>83</p><p>UNIDADE 2</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>No	Tópico	1,	conhecemos	os	principais	elementos	da	instalação	predial	de</p><p>esgoto,	agora	teremos	a	oportunidade	de	estudar	o	seu	dimensionamento.	Para</p><p>esta	etapa	destacamos	dois	parâmetros	importantes:	a	declividade	das	tubulações</p><p>e	a	Unidade	Hunter	de	Contribuição.</p><p>Em	 relação	 à	 declividade,	 usualmente	 adota-se	 declividade	mínima	de</p><p>2%	para	tubulações	de	diâmetro	nominal	igual	ou	menor	que	75	mm	e	1%	para</p><p>diâmetros	 superiores	 (CARVALHO	 JÚNIOR,	 2014).	 No	 caso	 de	 subcoletores</p><p>e	 coletores	 prediais	 a	 declividade	mínima	 pode	 ser,	 além	 dos	 valores	 citados</p><p>anteriormente,	de	0,5%	e	4%	e	a	máxima	a	ser	adotada	deve	ser	de	5%	(ABNT,</p><p>1999).	Na	Tabela	1,	apresentamos	uma	síntese	destas	recomendações.</p><p>TÓPICO 2 —</p><p>INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO: COMO</p><p>DIMENSIONAR?</p><p>Tubulação Declividade (%)</p><p>Mínima Máxima</p><p>Ramal	≤	DN	75	mm 2,0 -</p><p>Ramal	>	DN	75	mm 1,0 -</p><p>Subcoletor 0,5 5,0</p><p>Coletor	predial	 0,5 5,0</p><p>TABELA 1 – DECLIVIDADES MÍNIMAS E MÁXIMAS PARA CADA TUBULAÇÃO DA INSTALAÇÃO DE</p><p>ESGOTO SANITÁRIO: DIRETRIZES DA NBR 8160</p><p>FONTE: Adaptado de ABNT (1999, p. 4-5)</p><p>Os	valores	mínimos	são	estabelecidos	para	que	se	evite	a	sedimentação	e</p><p>acumulação	de	dejetos	nas	 tubulações,	garantindo	o	 funcionamento	hidráulico</p><p>do	sistema.	A	definição	da	declividade	de	toda	a	instalação	deve	ser	definida	de</p><p>jusante	para	montante.	Portanto,	inicialmente,	a	declividade	será	dependente	da</p><p>cota	do	coletor	público	(TIL)	ou	do	sistema	de	tratamento	individual	de	esgoto</p><p>(trecho	final	da	instalação).	Perceba	que	para	isso	será	importante	considerar	a</p><p>topografia	do	terreno	da	construção.</p><p>84</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>O que significa dizer que uma tubulação possui inclinação/declividade/</p><p>caimento de 1%? Observe a figura a seguir: a porcentagem é o resultado da relação entre o</p><p>desnível máximo e o comprimento do trecho tubulado. A unidade de medida pode ser em</p><p>metros, centímetros ou milímetros.</p><p>NOTA</p><p>No	 dimensionamento	 das	 tubulações	 de	 esgoto	 sanitário	 leva-se	 em</p><p>conta	também	uma	“pontuação”	que	quantifica	a	contribuição	de	cada	aparelho</p><p>sanitário.	É	a	Unidade Hunter de Contribuição	(UHC),	uma	espécie	de	“peso”,</p><p>semelhante	ao	que	estudamos	no	dimensionamento	de	tubulações	da	instalação</p><p>de	água	fria	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).</p><p>A	 UHC	 vai	 se	 acumulando	 na	 medida	 em	 que	 aumenta	 o	 número</p><p>de	 aparelhos	 sanitários	 contribuintes	 no	 trecho.	 Portanto,	 a	 ordem	 de</p><p>dimensionamento	corresponderá	ao	sentido	do	fluxo	do	esgoto	sanitário.	Veremos</p><p>que	a	NBR	8160	(ABNT,	1999)	fornece	diferentes	tabelas	para	o	dimensionamento</p><p>de	 cada	 tipo	 de	 tubulação	 (ramais	 de	 esgoto,	 tubos	 de	 queda,	 subcoletores	 e</p><p>coletor	predial,	ramais	e	colunas	de	ventilação).</p><p>Vale	 destacar	 que	 o	 processo	 de	 dimensionamento	 pode	 estar	 sujeito</p><p>à	 regulação	 de	 cada	 município	 (MACINTYRE,	 1996). Em	 alguns	 casos,	 estas</p><p>divergências	podem	ser	quanto	à	UHC,	como	para	a	declividade.		Em	todo	caso,</p><p>é	 sempre	 importante	 conferir	 a	 legislação	 local	 e	 adotar	 a	 recomendação	mais</p><p>restritiva.</p><p>2 ELEMENTOS: TUBULAÇÕES E CAIXAS DE INSTALAÇÃO</p><p>Os	elementos	que	compõem	uma	instalação	de	esgoto	e	que	aprenderemos</p><p>a	dimensionar	neste	tópico	serão:</p><p>•	 ramal	de	descarga;</p><p>•	 ramal	de	esgoto;</p><p>•	 tubo	de	queda;</p><p>•	 subcoletores	e	coletor	predial;</p><p>•	 ramal	e	coluna	de	ventilação;</p><p>TÓPICO 2 — INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO: COMO DIMENSIONAR?</p><p>85</p><p>•	 caixa/ralo	sifonado;</p><p>•	 caixa	de	gordura;</p><p>•	 caixa	de	inspeção.</p><p>2.1 RAMAL DE DESCARGA E ESGOTO</p><p>O	ramal	de	descarga	e	o	ramal	de	esgoto	são	dimensionados	a	partir	de	um</p><p>mesmo	procedimento,	embora	sejam	utilizadas	diferentes	fontes	de	informação</p><p>(Tabela	2,	3	e	4).	Em	ambos,	considera-se	a	UHC	do	aparelho	sanitário	em	que</p><p>está	conectada	a	tubulação.</p><p>Na	Tabela	2,	apresenta-se	a	UHC	correspondente	a	cada	aparelho	sanitário</p><p>para	 o	 dimensionamento	 do	 ramal de descarga.	 Observe	 que	 há	 uma	 relação</p><p>proporcional	entre	o	número	UHC	e	o	diâmetro	nominal	mínimo.	Portanto,	se	um</p><p>ramal	de	descarga	receber	água	servida	de	uma	banheira	residencial,	sua	UHC	será</p><p>de	2,	com	diâmetro	nominal	(DN)	mínimo	recomendado	de	40	mm	(ABNT,	1999).</p><p>Aparelho Sanitário Número de</p><p>UHC</p><p>Diâmetro</p><p>nominal</p><p>mínimo</p><p>Bacia	sanitária 6 100</p><p>Banheira	de	residência 2 40</p><p>Bebedouro 0,5 40</p><p>Bidê 1 40</p><p>Chuveiro Residencial 2 40</p><p>Coletivo 4 40</p><p>Lavatório Residencial 1 40</p><p>Uso	geral 2 40</p><p>Mictório</p><p>Válvula	de	descarga 6 75</p><p>Caixa	de	descarga 5 50</p><p>Descarga	Automática 2 40</p><p>De	calha 2* 50</p><p>Pia	de	cozinha	residencial 3 50</p><p>Pia	de	cozinha	industrial Preparação 3 50</p><p>Lavagem	(panelas) 4 50</p><p>Tanque	de	lavar	roupas 3 40</p><p>Máquina	de	lavar	louças 2 50**</p><p>Máquina	de	lavar	roupas 3 50**</p><p>*	Mictório	(por	metro	de	calha)	–	considerar	como	ramal	de	esgoto</p><p>**	Devem	ser	consideradas	as	recomendações	dos	fabricantes</p><p>TABELA 2 – UHC DOS APARELHOS SANITÁRIOS E DIÂMETRO NOMINAL MÍNIMO DOS RAMAIS</p><p>DE DESCARGA</p><p>FONTE: Adaptado de ABNT (1999, p. 16)</p><p>86</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>Caso	se	depare	com	aparelhos	não	descritos	na	Tabela</p><p>2	 (por	exemplo,</p><p>lavabo	 cirúrgico,	 banheira	 hidroterápica	 etc.)	 verifique	 a	 UHC	 por	 meio	 das</p><p>especificações	do	próprio	fabricante	do	aparelho.	Deste	modo,	com	a	UHC	“em</p><p>mãos”,	dimensione	o	ramal	de	descarga,	a	partir	dos	dados	da	Tabela	3.</p><p>Número de</p><p>UHC</p><p>Diâmetro nominal</p><p>do ramal</p><p>2 40</p><p>3 50</p><p>5 75</p><p>6 100</p><p>TABELA 3 – DIMENSIONAMENTO PARA APARELHOS NÃO RELACIONADOS NA NBR 8160</p><p>FONTE: Adaptado de ABNT (1999, p. 17)</p><p>A	tubulação	de	saída	de	uma	caixa	ou	ralo	sifonada	é	conhecida	como</p><p>ramal	 de	 esgoto,	 ou	 seja,	 ela	 recebe	 a	 contribuição	 de	 um	 ou	mais	 ramais	 de</p><p>descarga.	O	ramal	de	esgoto	pode	se	estender	até	um	tubo	de	queda	ou	caixa	de</p><p>inspeção.	Na	Tabela	4	se	apresenta	a	relação	entre	a	somatória	da	UHC	(soma	das</p><p>UHC	dos	ramais	de	descarga	ligados	ao	ramal	de	esgoto)	e	o	diâmetro	mínimo	a</p><p>ser	adotado.</p><p>Somatório</p><p>dos UHC</p><p>Diâmetro nominal mínimo</p><p>do ramal de esgoto</p><p>3 40</p><p>6 50</p><p>20 75</p><p>160 100</p><p>620 160</p><p>TABELA 4 – UHC DOS APARELHOS SANITÁRIOS E DIÂMETRO NOMINAL MÍNIMO DO RAMAL</p><p>DE ESGOTO</p><p>FONTE: Adaptado de ABNT (1999, p. 17)</p><p>Podemos	 inferir	que	se	um	ramal	de	esgoto	 recebe	as	 contribuições	de</p><p>três	 ramais	 de	 descarga	 residenciais	 provenientes	 de	 1	 chuveiro,	 1	 lavatório	 e</p><p>1	bidê,	o	somatório	da	UHC	será	 igual	a	4	 (Tabela	1).	Portanto,	o	diâmetro	do</p><p>ramal	de	esgoto	deverá	ser	de	50	mm	(Tabela	3).	Atenção	ao	diâmetro	mínimo</p><p>das	 tubulações:	 segundo	Botelho	 e	Ribeiro	 Junior	 (2014),	 50	mm	é	o	diâmetro</p><p>nominal	mínimo	do	ramal	de	esgoto	que	receba	esgoto	de	lavatórios,	banheiras,</p><p>ralos,	bidês	e	tanques.</p><p>TÓPICO 2 — INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO: COMO DIMENSIONAR?</p><p>87</p><p>2.2 TUBO DE QUEDA</p><p>O	tubo	de	queda	é	uma	tubulação	vertical,	presente	em	construção	com</p><p>dois	ou	mais	pavimentos,	responsável	por	encaminhar	o	esgoto	do	ramal	a	uma</p><p>caixa	 de	 inspeção.	 Seu	 dimensionamento	 também	 é	 realizado	 em	 função	 do</p><p>somatório	de	UHC	dos	ramais	de	esgoto	conectados	ao	elemento	(a	montante).</p><p>Na	Tabela	5,	apresenta-se	o	diâmetro	mínimo	a	ser	adotado	a	partir	do</p><p>número	de	pavimentos	da	construção	e	do	somatório	das	UHC	das	tubulações</p><p>contribuintes.	A	 tubulação	deve	 ter	diâmetro	constante.	Portanto,	 considera-se</p><p>a	somatória	das	UHC	máxima,	obtida	com	a	contribuição	de	todos	os	ramais	de</p><p>esgoto	conectados	da	edificação.</p><p>Número máximo de UHC Diâmetro</p><p>nominal do</p><p>tubo de queda</p><p>Edificação de até</p><p>3 pavimentos</p><p>Edificação com mais de 3</p><p>pavimentos</p><p>4 8 40</p><p>50</p><p>75</p><p>100</p><p>150</p><p>200</p><p>250</p><p>300</p><p>10 24</p><p>30 70</p><p>240 500</p><p>960 1900</p><p>2200 3600</p><p>3800 5600</p><p>6000 8400</p><p>TABELA 5 – DIMENSIONAMENTO DE TUBOS DE QUEDA</p><p>FONTE: Adaptado de ABNT (1999, p. 18)</p><p>Lembre-se	de	que	o	diâmetro	da	tubulação	de	queda	não	deve	ser	menor</p><p>que	 o	 diâmetro	 dos	 seus	 ramais	 contribuintes	 (ABNT,	 1999).	 Tubos	 de	 queda</p><p>devem	possuir	no	mínimo	75	mm	quando	recebem	esgotos	de	pia	de	cozinha.	Em</p><p>edificação	de	até	dois	pavimentos,	o	diâmetro	nominal	mínimo	para	o	tubo	de</p><p>queda	deve	ser	de	50	mm	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).</p><p>2.3 SUBCOLETOR E COLETOR PREDIAL</p><p>O	 dimensionamento	 dos	 subcoletores	 e	 coletores	 prediais	 depende</p><p>da	 declividade	 estabelecida,	 bem	 como	 da	 UHC	 acumulada	 das	 tubulações</p><p>contribuintes.	A	declividade	deverá	ser	estabelecida	pelo	projetista	a	partir	das</p><p>limitações	normativas	(Tabela	1).	Ela	será	adotada	em	função	das	condições	físicas</p><p>do	local:	nível	do	terreno	da	construção,	cota	do	coletor	público	ou	profundidade</p><p>de	entrada	do	sistema	de	tratamento	individual.</p><p>88</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>Na	 Tabela	 6,	 apresentam-se	 os	 critérios	 para	 o	 dimensionamento	 de</p><p>subcoletores	e	coletores	da	 instalação	de	esgoto	sanitário.	O	diâmetro	adotado</p><p>dependerá	do	somatório	das	UHC	das	tubulações	contribuintes	e	da	declividade</p><p>da	tubulação	dimensionada	(subcoletor	ou	coletor).</p><p>Número máximo de UHC em função das declividades</p><p>mínimas (%)</p><p>Diâmetro</p><p>nominal de</p><p>subcoletores e</p><p>coletores0,5 1 2 4</p><p>- 180 216 250 100</p><p>- 700 840 1000 150</p><p>1400 1600 1920 2300 200</p><p>2500 2900 3500 4200 250</p><p>3900 4600 5600 6700 300</p><p>7000 8300 10000 12000 400</p><p>TABELA 6 – DIMENSIONAMENTO DE SUBCOLETORES E COLETOR PREDIAL</p><p>FONTE: Adaptado de ABNT (1999, p.18)</p><p>Vejamos	 um	 exemplo	 de	 dimensionamento	 a	 partir	 da	 instalação</p><p>representada	 na	 Figura	 8.	 	 A	 planta	 corresponde	 a	 uma	 edificação	 com	 5</p><p>pavimentos.	Os	trechos	nomeados	de	“A”	a	“I”	correspondem	aos	subcoletores.</p><p>FIGURA 8 – PLANTA BAIXA DA INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO DE EDIFICAÇÃO COM 5</p><p>PAVIMENTOS: ANDAR TÉRREO</p><p>FONTE: Adaptado de Botelho e Ribeiro Junior (2014, p. 230)</p><p>TÓPICO 2 — INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO: COMO DIMENSIONAR?</p><p>89</p><p>Na	 Figura	 8,	 observamos	 os	 tubos	 de	 queda	 (TQ)	 conectados	 a	 suas</p><p>respectivas	 caixas	 de	 inspeção	 (CI)	 por	meio	dos	 subcoletores.	 Lembre-se	 que</p><p>a	distância	entre	a	saída	do	TQ	e	a	CI	não	deve	ser	maior	que	2	metros.	Agora,</p><p>suponha	 que	 a	 somatória	 das	UHC	de	 cada	 tubo	 de	 queda	 seja	 a	 descrita	 na</p><p>Tabela	7.</p><p>Tubo de</p><p>queda</p><p>Número</p><p>de UHC</p><p>TQ	1 77</p><p>TQ	2	 144</p><p>TQ	3 56</p><p>TQ	4 72</p><p>TQ	5 70</p><p>TABELA 7 – SOMATÓRIO DE UHC CORRESPONDENTE PARA CADA TUBO DE QUEDA</p><p>FONTE: Botelho e Ribeiro Junior (2014, p. 229)</p><p>Considerando	as	conexões	representadas	na	Figura	8,	o	dimensionamento</p><p>dos	 subcoletores	 e	 do	 coletor	 predial	 seria	 dado	 pelas	 relações	 matemáticas</p><p>expressas	na	Tabela	8.	Perceba	que	o	diâmetro	nominal	é	definido	a	partir	dos</p><p>critérios	da	Tabela	 6,	 considerando	uma	declividade	 igual	 a	 1%	para	 todas	 as</p><p>tubulações.</p><p>Subcoletor</p><p>Contribuições:</p><p>tubos de queda e</p><p>subcoletores</p><p>Número total</p><p>de UHC</p><p>Diâmetro</p><p>nominal</p><p>DN</p><p>A TQ	1 77 100</p><p>B TQ	2 144	 150</p><p>C SB	1	+	SB	2	 77	+	144	=	221 150</p><p>D SB	3 221 150</p><p>E TQ	4 72 100</p><p>F TQ	5 70 100</p><p>G SB	5	+	SB	6 72	+	70	=	142 100</p><p>H TQ	3 56 100</p><p>I SB	7	+	SB	8 142	+	56	=	198 150</p><p>COLE SB	9	+	SB	4 198	+	221	=	419 150</p><p>TABELA 8 – DIMENSIONAMENTO DOS SUBCOLETORES E COLETOR</p><p>FONTE: Botelho e Ribeiro Junior (2014, p. 229)</p><p>90</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>2.4 VENTILAÇÃO</p><p>Na	Figura	9,	observa-se	um	exemplo	de	instalação	de	ramais	e	colunas	de</p><p>ventilação.	Toda	instalação	conectada	ao	vaso	sanitário	deve	possuir	ligação	com</p><p>pelo	menos	uma	coluna	de	ventilação	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).</p><p>FIGURA 9 – RAMAL DE VENTILAÇÃO E COLUNA DE VENTILAÇÃO</p><p>FONTE: Viana (2019, p. 9)</p><p>Perceba	 que	 os	 ramais	 de	 ventilação	 fazem	 o	 “papel”	 de	 conectar	 a</p><p>instalação	com	a	coluna	de	ventilação,	responsável	por	permitir	a	troca	de	gases</p><p>com	a	atmosfera.	No	caso	de	uma	construção	residencial,	unifamiliar,	executa-se</p><p>apenas	um	ramal	de	ventilação	para	que	haja	troca	de	ar	no	sistema.</p><p>Na	Tabela	9,	se	apresentam	os	critérios	para	a	definição	do	diâmetro	dos</p><p>ramais	de	ventilação.	O	valor	dependerá	do	somatório	das	UHC	das	tubulações</p><p>ligadas	ao	ramal	e	se	há	ou	não	bacias	sanitárias	conectadas	à	instalação.</p><p>Grupo de aparelhos sem bacias</p><p>sanitárias</p><p>Grupo de aparelhos com bacias</p><p>sanitárias</p><p>Número de UHC</p><p>Diâmetro nominal</p><p>do ramal de</p><p>ventilação</p><p>Número de</p><p>UHC</p><p>Diâmetro nominal</p><p>do ramal de</p><p>ventilação</p><p>Até	12 40 Até	17 50</p><p>13	a	18 50 18	a	60 75</p><p>19	a	36 75 - -</p><p>FONTE: Adaptado de ABNT (1999, p. 21)</p><p>TABELA 9 – DIMENSIONAMENTO DOS RAMAIS DE VENTILAÇÃO</p><p>TÓPICO 2 — INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO: COMO DIMENSIONAR?</p><p>91</p><p>Estudamos,	no	Tópico	 1,	 que	 as	bacias	 sanitárias	devem	possuir	 ramal</p><p>exclusivo	de	ventilação.	Nos	demais	casos,	os	ramais	de	ventilação	partem	dos</p><p>ramais	 de	 esgoto	 com	origem	 em	 caixas	 ou	 ralos	 sifonadas.	A	distância	 desta</p><p>conexão	ao	desconector	não	deve	ser	maior	que	a	estipulada	pela	NBR	8160:1999</p><p>(Tabela	10).</p><p>DN do ramal</p><p>de descarga</p><p>Distância máxima</p><p>(m)</p><p>40 1,0</p><p>50 1,2</p><p>75 1,8</p><p>100 2,4</p><p>TABELA 10 – DISTÂNCIA MÁXIMA DA CAIXA OU RALO SIFONADO (DESCONECTOR) AO INÍCIO</p><p>DO RAMAL DE VENTILAÇÃO</p><p>FONTE: ABNT (1999, p. 11)</p><p>Na	 Tabela	 11,	 apresentam-se	 os	 critérios	 para	 dimensionamento	 das</p><p>colunas	de	ventilação.	Observe	que	o	diâmetro	das	colunas	depende	do	somatório</p><p>das	UHC	do	tubo	de	queda	e	do	comprimento	da	tubulação	(estimado</p><p>2.3 ELEMENTOS COMPLEMENTARES ......................................................................................... 24</p><p>3 DIÂMETRO DAS TUBULAÇÕES DE RECALQUE E DE SUCÇÃO ...................................... 25</p><p>4 CONJUNTO MOTOBOMBA .......................................................................................................... 28</p><p>5 PRÁTICA – DIMENSIONAMENTO DE RESERVATÓRIO ..................................................... 34</p><p>RESUMO DO TÓPICO 2..................................................................................................................... 35</p><p>AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 36</p><p>TÓPICO 3 — DIMENSIONAMENTO E ESPECIFICAÇÕES DE RAMAIS, COLUNAS E</p><p>BARRILETES ......................................................................................................................................... 39</p><p>1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 39</p><p>2 SUB-RAMAIS E RAMAIS ............................................................................................................... 42</p><p>3 COLUNAS DE DISTRIBUIÇÃO .................................................................................................... 46</p><p>4 BARRILETES ...................................................................................................................................... 47</p><p>5 PRESSÕES MÍNIMAS E MÁXIMAS ............................................................................................ 48</p><p>RESUMO DO TÓPICO 3..................................................................................................................... 51</p><p>AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 52</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO DE INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA ........... 53</p><p>1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 53</p><p>2 PROJETOS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: CONCEPÇÃO E DIRETRIZES ............ 54</p><p>3 CASOS PRÁTICOS – ANÁLISE DE PROJETOS DE INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA ..... 59</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................................ 61</p><p>RESUMO DO TÓPICO 4..................................................................................................................... 64</p><p>AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 65</p><p>REFERÊNCIAS ...................................................................................................................................... 66</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO ......................... 69</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO: ASPECTOS GERAIS ................. 71</p><p>1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 71</p><p>2 ELEMENTOS DA INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO ................................................ 72</p><p>2.1 BANHEIROS.................................................................................................................................. 73</p><p>3 COZINHA, ÁREAS DE SERVIÇO E LIMPEZA GERAL ........................................................... 76</p><p>RESUMO DO TÓPICO 1..................................................................................................................... 80</p><p>AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 81</p><p>TÓPICO 2 — INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO: COMO DIMENSIONAR? .......... 83</p><p>1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................. 83</p><p>2 ELEMENTOS: TUBULAÇÕES E CAIXAS DE INSTALAÇÃO ................................................ 84</p><p>2.1 RAMAL DE DESCARGA E ESGOTO ........................................................................................ 85</p><p>2.2 TUBO DE QUEDA ........................................................................................................................ 87</p><p>2.3 SUBCOLETOR E COLETOR PREDIAL..................................................................................... 87</p><p>2.4 VENTILAÇÃO .............................................................................................................................. 90</p><p>3 CAIXAS DE INSPEÇÃO, GORDURA E SIFONADAS ............................................................. 92</p><p>RESUMO DO TÓPICO 2..................................................................................................................... 95</p><p>AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 96</p><p>TÓPICO 3 — TRATAMENTO INDIVIDUAL DE ESGOTO SANITÁRIO .............................. 99</p><p>1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 99</p><p>2 SISTEMA DE TANQUE SÉPTICO E FILTRO ANAERÓBIO ................................................. 100</p><p>2.1 DIMENSIONAMENTO DO SISTEMA DE TRATAMENTO INDIVIDUAL ...................... 102</p><p>2.1.1 Tanque séptico .................................................................................................................... 102</p><p>2.1.2 Filtro anaeróbio .................................................................................................................. 106</p><p>3 RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS ................................................................................................. 107</p><p>RESUMO DO TÓPICO 3................................................................................................................... 110</p><p>AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 111</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO ........................................................................... 113</p><p>1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 113</p><p>2 PROJETOS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO: CONCEPÇÃO E</p><p>DIRETRIZES ....................................................................................................................................... 113</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR .......................................................................................................... 118</p><p>RESUMO DO TÓPICO 4................................................................................................................... 122</p><p>AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 123</p><p>REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 124</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO</p><p>INCÊNDIO ........................................................................................................................................... 127</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO: ASPECTOS</p><p>GERAIS ................................................................................................................................................. 129</p><p>1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 129</p><p>2 FATORES DE RISCO DE INCÊNDIOS E SUAS IMPLICAÇÕES ......................................... 130</p><p>2.1 CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS E CARGA DE FOGO ........................................................... 132</p><p>3 CLASSES DE INCÊNDIO E SEUS MATERIAIS</p><p>a	partir	da</p><p>altura	da	construção).</p><p>Para	 facilitar	a	compreensão,	 imagine	o	exemplo	de	um	prédio	com	50</p><p>metros	de	altura	e	uma	tubulação	de	queda	100	mm	(somatório	das	UHC	igual</p><p>a	 120).	Na	Tabela	 11,	 identifica-se	o	 trecho	 correspondente	 ao	DN	100	 e	UHC</p><p>imediatamente	superior	a	120	 (nº	140,	em	negrito).	Como	a	altura	do	prédio	é</p><p>50	metros,	verifica-se	o	comprimento	imediatamente	superior	(61,	em	negrito).</p><p>Portanto,	conclui-se	que	o	DN	da	coluna	de	ventilação	será	de	75	mm.</p><p>92</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>TABELA 11 – DIMENSÃO DE COLUNAS DE VENTILAÇÃO NA INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>*Considera-se o ramal de esgoto no caso de construção com somente um pavimento.</p><p>FONTE: Adaptado de ABNT (1999, p. 12)</p><p>Diâmetro</p><p>nominal de</p><p>tubo de queda</p><p>(ou ramal de</p><p>esgoto*)</p><p>Número</p><p>de UHC</p><p>Diâmetro nominal mínimo da coluna de ventilação (mm)</p><p>40 50 75 100 150 200 250 300</p><p>Comprimento permitido (m)</p><p>40 8 46 - - - - - - -</p><p>40 10 30 - - - - - - -</p><p>50 12 23 61 - - - - - -</p><p>50 20 15 46 - - - - - -</p><p>75 10 13 46 317 - - - - -</p><p>75 21 10 33 247 - - - - -</p><p>75 53 8 29 207 - - - - -</p><p>75 102 8 26 189 - - - - -</p><p>100 43 - 11 76 299 - - - -</p><p>100 140 - 8 61 229 - - - -</p><p>100 320 - 7 52 195 - - - -</p><p>100 530 - 6 46 177 - - - -</p><p>150 500 - - 10 40 305 - - -</p><p>150 1.100 - - 8 31 238 - - -</p><p>150 2.000 - - 7 26 201 - - -</p><p>150 2.900 - - 6 23 183 - - -</p><p>200 1.800 - - - 10 73 286 - -</p><p>200 3.400 - - - 7 57 219 - -</p><p>200 5.600 - - - 6 49 186 - -</p><p>200 7.600 - - - 5 43 171 - -</p><p>250 4.000 - - - - 24 94 293 -</p><p>250 7.200 - - - - 18 73 225 -</p><p>250 11.000 - - - - 16 60 192 -</p><p>250 15.000 - - - - 14 55 174 -</p><p>300 7.300 - - - - 9 37 116 287</p><p>300 13.000 - - - - 7 29 90 219</p><p>300 20.000 - - - - 6 24 76 186</p><p>300 26.000 - - - - 5 22 70 152</p><p>3 CAIXAS DE INSPEÇÃO, GORDURA E SIFONADAS</p><p>Os	elementos	presentes	nas	instalações	sanitárias	são	as	caixas	de	inspeção,</p><p>gordura,	passagem	e	sifonadas.	A	finalidade	de	cada	uma	foi	explanada	no	Tópico</p><p>1,	desta	unidade.	Estes	elementos	são	imprescindíveis	para	o	bom	funcionamento</p><p>do	sistema.</p><p>TÓPICO 2 — INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO: COMO DIMENSIONAR?</p><p>93</p><p>As	caixas de inspeção facilitam	a	limpeza	e	desobstrução	da	instalação,</p><p>bem	como	mudanças	na	direção	do	fluxo	de	esgoto	sanitário.	Seu	diâmetro	deve</p><p>ser	igual	ou	maior	que	o	diâmetro	do	subcoletor	a	montante,	respeitando	o	valor</p><p>mínimo	de	60	cm.	Recomenda-se	que	a	profundidade	seja	de	no	máximo	1,0	m</p><p>(ABNT,	1999).</p><p>As	especificações	para	a	caixa de gordura devem	ser	suficientes	para	que</p><p>o	material	 oleoso	 seja	 retido	 e	 se	 solidifique	no	 fundo	da	mesma	 (BOTELHO;</p><p>RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	Podem	possuir	uma	(uso	mais	comum	em	residências)</p><p>ou	duas	câmaras	(caixa	de	gordura	dupla),	dependendo	da	necessidade,	pois	está</p><p>diretamente	relacionada	com	a	sua	capacidade	de	retenção.</p><p>A	 caixa	 dupla	 é	 utilizada	 quando	 existem	 duas	 ou	 mais	 cozinhas</p><p>contribuindo	para	uma	mesma	unidade	de	 retenção.	 Segundo	Teruel	 e	Castro</p><p>(c2019,	s.	p.),	“para	a	coleta	de	três	até	12	cozinhas,	deve	ser	usada	caixa	dupla.</p><p>Quando	são	mais	de	12	cozinhas,	ou	ainda,	em	restaurantes,	escolas,	hospitais,</p><p>entre	 outros	 empreendimentos,	 são	 exigidas	 caixas	 de	 gordura	 especiais”.</p><p>As	dimensões	da	caixa	de	gordura	variam	conforme	a	origem	da	contribuição</p><p>(ABNT,	1999):</p><p>a)	Despejos	provenientes	de	apenas	uma	cozinha	pode	ser	instalada	caixa	pequena</p><p>ou	simples,	com	as	seguintes	dimensões	mínimas:</p><p>Pequena	(cilíndrica):	Diâmetro	interno	de	0,30	m.	Parte	submersa	do	septo	com</p><p>0,20	m.	Capacidade	de	retenção	(volume	total)	de	18	L	e	diâmetro	nominal	de</p><p>saída	de	75	mm.</p><p>Simples	(cilíndrica):	Diâmetro	interno	de	0,40	m.	Parte	submersa	do	septo	com</p><p>0,20	m.	Capacidade	de	retenção	(volume	total)	de	31	L	e	diâmetro	nominal	de</p><p>saída	de	75	mm.</p><p>b)	Para	esgotos	provenientes	de	uma	ou	duas	cozinhas	pode	ser	instalada	caixa</p><p>simples	ou	dupla,	que	possui	as	seguintes	dimensões	mínimas:</p><p>Simples	(cilíndrica):	Diâmetro	interno	de	0,40	m;	Parte	submersa	do	septo	com</p><p>0,20	m.	Capacidade	de	retenção	(volume	total)	de	31	L	e	diâmetro	nominal	de</p><p>saída	de	75	mm.</p><p>Dupla	(cilíndrica):	Diâmetro	interno	de	0,60	m.	Parte	submersa	do	septo	com</p><p>0,35	m.	Capacidade	de	retenção	(volume	total)	de	120	L	e	diâmetro	nominal	de</p><p>saída	de	100	mm.</p><p>c)	Entre	três	e	doze	cozinhas	deve-se	utilizar	a	caixa	de	gordura	dupla.</p><p>d)	Para	coleta	acima	de	doze	cozinhas	ou	cozinhas	industriais,	de	restaurantes,</p><p>escolas,	 hospitais,	 quartéis	 etc.,	 deve-se	 utilizar	 caixas	 do	 tipo	 especial,</p><p>conforme	características	a	seguir:</p><p>Especial	 (prismática	 e	 de	 base	 retangular):	 Distância	 entre	 septo	 e	 a	 saída</p><p>de	0,20	m,	altura	molhada	de	0,60	m,	parte	 submersa	do	septo	com	0,40	m,</p><p>diâmetro	nominal	mínimo	da	tubulação	de	saída	de	100	mm	e	o	volume	da</p><p>câmara	de	retenção	de	gordura	pode	ser	calculado	pela	equação	(I):</p><p>94</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>V	=	(2xN)	+	20	(I)</p><p>Em	que:</p><p>V	=	Volume	da	caixa	de	gordura	(L).</p><p>N	=	número	de	pessoas	servidas	pelas	cozinhas	contribuintes.</p><p>A	caixa e	o ralo sifonado são	dimensionados	com	base	no	somatório	de</p><p>UHC	das	tubulações	contribuintes,	sendo	que	devem	ser	de:	DN	100	para	esgotos</p><p>sanitários	com	até	6	UHC;	DN	125	para	esgotos	sanitários	com	até	10	UHC	e	DN</p><p>150	para	esgotos	sanitários	com	até	15	UHC	(ABNT,	1999).</p><p>95</p><p>RESUMO DO TÓPICO 2</p><p>Neste tópico, você aprendeu que:</p><p>•	 As	 principais	 tubulações	 de	 uma	 instalação	 de	 esgoto	 sanitário	 são</p><p>dimensionadas	a	partir	da	Unidade	Hunter	de	Contribuição.</p><p>•	 Existem	faixas	mínimas	e	máximas	de	declividade	das	tubulações,	para	que	se</p><p>garanta	o	funcionamento	hidráulico	do	sistema.</p><p>•	 Caixas	e	elementos	acessórios	de	uma	instalação	de	esgoto	sanitário	devem	ser</p><p>dimensionadas	por	meio	de	estimativas	 relacionadas	ao	número	de	pessoas</p><p>atendidas.</p><p>96</p><p>1		A	 seguir	 apresentamos	 áreas	 de	 uma	 construção	 com	 dois	 pavimentos.</p><p>Dimensione	 seus	 elementos	 a	 partir	 dos	 conhecimentos	 adquiridos	 na</p><p>leitura	do	Tópico	1	e	2	deste	livro	didático.</p><p>Objetivo:	 dimensionar	 elementos	 de	 instalação	 de	 esgoto	 sanitário	 em</p><p>diferentes	ambientais	residenciais.</p><p>a)	Instalação	 de	 um	 banheiro	 residencial	 localizado	 no	 2º	 pavimento:</p><p>dimensione	os	trechos:	RD1,	RD2,	RD3,	RE1,	RE2,	RE3,	CV1,	TQE1.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>FONTE: Autor (2019)</p><p>SIGLA ESPECIFICAÇÃO</p><p>RD Ramal	de	descarga</p><p>RE Ramal	de	esgoto</p><p>CV Coluna	de	Ventilação</p><p>TQ Tubo	de	queda	de	esgoto</p><p>VS Vaso	sanitário</p><p>LV Lavatório	banheiro</p><p>RS Ralo	sifonado</p><p>CS Caixa	sifonada</p><p>CH Chuveiro</p><p>97</p><p>Descrição	dos	procedimentos:</p><p>•	 Determine	 o	UHC	dos	 aparelhos	 sanitários	 e	 diâmetro	 nominal	mínimo</p><p>dos	ramais	de	descarga	pela	Tabela	2.</p><p>•	 Determine	o	diâmetro	do	ramal	de	esgoto	através	da	soma	dos	pesos	dos</p><p>aparelhos	contribuintes	(obtidos	na	Tabela	2)	e	determine	o	ramal	por	meio</p><p>da	Tabela	4.</p><p>•	 Determine	o	diâmetro	do	 tubo	de	queda	através	da	soma	dos	pesos	dos</p><p>aparelhos	 contribuintes	 (Tabela	 2)	 e	 determine	 o	 diâmetro	 por	meio	 da</p><p>Tabela	5.</p><p>b)	Instalação	 de	 uma	 cozinha	 residencial	 localizado	 no	 pavimento	 térreo:</p><p>dimensione	os	trechos:	RD1,	RD2,	SB.</p><p>FONTE: Autor (2019)</p><p>SIGLA ESPECIFICAÇÃO</p><p>RD Ramal	de	descarga</p><p>PIA Pia	de	cozinha</p><p>MLL Máquina	de	lavar	louça</p><p>CG Caixa	de	gordura</p><p>SC Subcoletor</p><p>Descrição	dos	procedimentos:</p><p>•	 Determine	 o	UHC	dos	 aparelhos	 sanitários	 e	 diâmetro	 nominal	mínimo</p><p>dos	ramais	de	descarga	por	meio	da	Tabela	2.</p><p>•	 Determine	 o	 diâmetro	 do	 subcoletor	 através	 da	 soma	 dos	 pesos	 dos</p><p>aparelhos	 contribuintes	 (Tabela	 2)	 e	 determine	 o	 diâmetro	 por	meio	 da</p><p>Tabela	6.</p><p>98</p><p>c)	 Instalação	 de	 uma	 lavação	 residencial	 localizado	 no	 pavimento	 térreo:</p><p>dimensione	os	trechos:	RD1,	RD2,	RE1,	RE2.</p><p>FONTE: Autor (2019)</p><p>SIGLA ESPECIFICAÇÃO</p><p>RD Ramal	de	descarga</p><p>RE Ramal	de	esgoto</p><p>TT Torneira	de	Tanque</p><p>MLR Máquina	de	lavar	roupa</p><p>CS Caixa	sifonada</p><p>Descrição	dos	procedimentos:</p><p>•	 Determine	 o	UHC	dos	 aparelhos	 sanitários	 e	 diâmetro	 nominal	mínimo</p><p>dos	ramais	de	descarga	por	meio	da	Tabela	2.</p><p>•	 Determine	o	diâmetro	do	ramal	de	esgoto</p><p>através	da	soma	dos	pesos	dos</p><p>aparelhos	contribuintes	(Tabela	2)	e	determine	o	ramal	pela	Tabela	4.</p><p>99</p><p>UNIDADE 2</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>De	 acordo	 com	 o	 Sistema	Nacional	 de	 Informações	 sobre	 Saneamento</p><p>(SNIS),	49,7%	dos	brasileiros	não	têm	acesso	ao	sistema	de	tratamento	de	esgoto</p><p>sanitário.	 São	 aproximadamente	 100	 milhões	 de	 brasileiros	 sujeitos	 a	 graves</p><p>problemas	de	saúde	e	bem-estar	(BRASIL,	2017).	Também	são	preocupantes	os</p><p>danos	ao	meio	ambiente,	devido	ao	despejo	de	esgoto	não	tratado,	especialmente</p><p>para	os	ecossistemas	aquáticos	(TSUTIYA;	ALEM	SOBRINHO,	1999).</p><p>Afinal,	o	que	fazer	quando	o	município	não	possui	uma	rede	coletiva	de</p><p>coleta	e	tratamento	do	esgoto	sanitário?	A	solução	adotada	para	estes	casos	é	o</p><p>tratamento	individual.	Os	sistemas	de	tratamento	individual	de	esgoto	sanitário</p><p>podem	contemplar	o	uso	de	 tanque	 séptico,	filtro	 anaeróbio,	 vala	de	filtração,</p><p>filtro	aerado	e	wetlands (lagoas	com	plantas	aquáticas	que	“biofiltram”	e	tratam	o</p><p>esgoto	sanitário).</p><p>TÓPICO 3 —</p><p>TRATAMENTO INDIVIDUAL DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>Fique atento à legislação local! Alguns estados e municípios impõem</p><p>condições específicas para a instalação de valas e sumidouros para que sejam preservados</p><p>os mananciais e o lençol freático.</p><p>NOTA</p><p>Neste	 tópico,	 veremos	 um	 sistema	 individual	 simples,	 eficiente	 e</p><p>frequentemente	aplicado.	Ele	é	composto	por	duas	unidades:	um	tanque séptico</p><p>(popularmente	conhecido	como	“fossa”)	e	um	filtro anaeróbio.	O	tanque	séptico</p><p>é	uma	unidade	responsável	por	tratar	o	esgoto	sanitário	por	meio	dos	processos</p><p>de	 sedimentação,	 flotação	 e	 digestão	 (ABNT,	 1993).	 O	 filtro	 anaeróbio	 fará	 o</p><p>tratamento	 complementar	 por	 meio	 de	 microrganismos	 localizados	 no	 meio</p><p>filtrante,	responsáveis	pela	estabilização	da	matéria	orgânica	(ABNT,	1997).</p><p>As	nossas	principais	referências	técnicas	para	a	elaboração	de	projeto	de</p><p>tanques	sépticos	e	filtros	anaeróbios	serão	as	normas	técnicas:</p><p>100</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>• NBR 7229	 –	Projeto,	 construção	e	operação	de	 sistemas	de	 tanques	 sépticos</p><p>(ABNT,	1993)</p><p>• NBR 13969	 –	 Tanques	 sépticos:	 unidades	 de	 tratamento	 complementar	 e</p><p>disposição	final	dos	efluentes	líquidos	–	Projeto,	construção	e	operação	(ABNT,</p><p>1997).</p><p>Recomendamos a leitura completa das normas NBR 7229 e NBR 13969 para a</p><p>elaboração de projetos (ABNT, 1993; 1997), embora, neste livro didático, sejam apresentadas</p><p>as principais diretrizes para o dimensionamento e o detalhamento das unidades de</p><p>tratamento.</p><p>DICAS</p><p>A	seguir,	veremos	como	funciona	o	sistema	tanque	séptico/filtro	anaeróbio,</p><p>bem	como	diretrizes	práticas	de	dimensionamento	e	detalhamento	de	projeto.</p><p>2 SISTEMA DE TANQUE SÉPTICO E FILTRO ANAERÓBIO</p><p>O	 tanque	 séptico	 e	 filtro	 anaeróbio	 podem	 ser	 empregados	 para	 tratar</p><p>esgoto	 sanitário	 proveniente	 de	 residências,	 comércios	 e	 específicos	 ramos</p><p>industriais.	 	No	 caso	 de	 indústrias,	 a	 admissibilidade	 do	 tratamento	 deve	 ser</p><p>feita	por	um	profissional	legalmente	habilitado,	a	partir	das	características	físico-</p><p>químicas	do	despejo	(MACINTYRE,	1996).</p><p>Na	Figura	10,	observa-se	uma	representação	do	conjunto	tanque	séptico</p><p>e	 filtro	 anaeróbio.	 No	 tanque	 séptico	 ocorrem	 os	 processos	 de	 sedimentação,</p><p>flotação	e	digestão.	O	 lodo	do	esgoto	é	sedimentado	para	o	 fundo	da	unidade</p><p>onde	 ocorrerá	 um	 processo	 de	 degradação	 da	 matéria	 orgânica	 por	 digestão</p><p>(Figura	10).	Uma	espuma	é	formada	na	parte	superior	do	tanque,	suspendendo</p><p>(flotando)	partículas	sólidas	contaminantes.</p><p>TÓPICO 3 — TRATAMENTO INDIVIDUAL DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>101</p><p>FIGURA 10 – SISTEMA DE TRATAMENTO INDIVIDUAL DE ESGOTO SANITÁRIO: TANQUE SÉPTI-</p><p>CO E FILTRO ANAERÓBIO</p><p>FONTE: O autor</p><p>O	 esgoto	 tratado	 no	 tanque	 é	 encaminhado	 para	 o	 fi	ltro	 anaeróbio</p><p>com	baixa	 concentração	de	 sólidos.	Observe	 que	 no	 fi	ltro	 anaeróbio	 o	 fl	uxo	 é</p><p>ascendente,	isto	é,	o	esgoto	fl	ui	da	parte	inferior	para	a	superior.	Esse	processo</p><p>conta	com	a	ajuda	de	microrganismos	presentes	no	leito	fi	ltrante	(na	camada	de</p><p>brita).	Eles	advêm	do	próprio	esgoto	sanitário	e	serão	os	principais	“funcionários</p><p>ambientais”	 do	 sistema,	 responsáveis	 pela	 degradação	 da	 matéria	 orgânica</p><p>(	MACINTYRE,	1996).</p><p>Estes	 microrganismos	 bacterianos	 não	 necessitam	 de	 oxigênio	 para</p><p>decompor	 a	 matéria	 orgânica	 e	 por	 esta	 razão	 o	 processo	 de	 degradação	 é</p><p>conhecido	 como	 decomposição	 anaeróbia	 (daí	 do	 nome	 fi	ltro	 anaeróbio).	 Do</p><p>ponto	de	vista	químico	e	biológico	podemos	defi	nir	o	tratamento	com	tanque	e</p><p>fi	ltro	em	duas	etapas:	1)	digestão	(tratamento	primário)	e	2)	oxidação	biológica</p><p>do	esgoto	(complementar	ao	tratamento	primário).</p><p>A	 limpeza	 periódica	 do	 sistema	 de	 tratamento	 deve	 considerar	 a</p><p>importância	dos	microrganismos	presentes	no	tanque	séptico	e	no	fi	ltro	anaeróbio.</p><p>Veremos	que	a	periodicidade	da	limpeza	será	um	parâmetro	defi	nido	em	projeto.</p><p>A	 remoção	 do	 material	 (“espuma”)	 fl	otado	 deve	 ser	 total.	 Contudo,	 não se</p><p>recomenda remover completamente o lodo do tanque séptico, trocar a camada</p><p>de brita do fi ltro anaeróbio e muito menos aplicar produtos desinfetantes</p><p>(clorados) nas unidades.</p><p>A	remoção	total	e	a	desinfecção	reduzirão	a	quantidade	de	microrganismos</p><p>e	prejudicará	a	efi	ciência	do	tratamento.		As	aberturas	de	inspeção	dos	tanques</p><p>sépticos	e	fi	ltro	anaeróbios	devem	ter	número	e	disposição	tais	que	permitam	a</p><p>remoção	do	lodo	e	da	espuma	acumulada	(ABNT,	1993;	1997).</p><p>102</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>2.1 DIMENSIONAMENTO DO SISTEMA DE TRATAMENTO</p><p>INDIVIDUAL</p><p>Abordaremos	nos	Subtópicos		2.1.1	e	2.1.2	o	dimensionamento	do	tanque</p><p>séptico	e	do	filtro	anaeróbio.</p><p>2.1.1 Tanque séptico</p><p>A	NBR	7229	(ABNT,	1993)	recomenda	que	o	volume	útil	do	tanque	séptico</p><p>seja	calculado	conforme	a	equação	(II),	admitindo-se	valor	mínimo	de	1.250	litros.</p><p>Vútil	=	1000	+	N.(C.T	+	K.Lf)	(II)</p><p>Sendo:</p><p>Vútil	=	volume	útil	(L);</p><p>N	=	número	de	usuários	da	construção	–	casa	ou	edifício	(pessoas);</p><p>C	=	contribuição	de	despejos	(L/pessoa.dia)	(Tabela	12);</p><p>T	=	período	de	detenção	(dias)	(Tabela	13);</p><p>K	=	taxa	de	acumulação	de	lodo	digerido	(dias)	(Tabela	14);</p><p>Lf	=	contribuição	de	lodos	frescos	(L/pessoa.dia)	(Tabela	12).</p><p>O	número	de	usuários	da	construção	deverá	ser	o	mesmo	adotado	para	o</p><p>projeto	de	instalação	água	fria.	Na	Tabela	12,	apresentam-se	dados	de	referência</p><p>sobre	a	contribuição	unitária	(produção	de	esgoto	per	capita)	e	produção	de	lodo</p><p>fresco	(Lf).	Os	valores	são	estimados	pela	NBR	7229	(ABNT,	1993)	e	dependem	do</p><p>uso	da	construção	e	do	seu	padrão	construtivo.</p><p>Uso e padrão da construção</p><p>Contribuição de</p><p>esgotos (C)</p><p>(L/pessoa.dia)</p><p>Lodo fresco</p><p>(Lf)</p><p>(L/pessoa.dia)</p><p>1. Ocupantes	permanentes</p><p>- Residência</p><p>Padrão	alto 160 1,0</p><p>Padrão	médio 130 1,0</p><p>Padrão	baixo 100 1,0</p><p>- Hotel 100 1,0</p><p>- Alojamento	provisório 80 1,0</p><p>2. Ocupantes	temporários</p><p>- Fábrica	em	geral 70 0,3</p><p>- Escritório 50 0,2</p><p>- Edifícios	públicos	ou	comerciais 50 0,2</p><p>TABELA 12 – VALORES DE PROJETO PARA CONTRIBUIÇÕES UNITÁRIAS DE ESGOTOS (C) E</p><p>LODO FRESCO (LF)</p><p>TÓPICO 3 — TRATAMENTO INDIVIDUAL DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>103</p><p>- Escolas	(externatos	e	locais	similares) 50 0,2</p><p>- Bares 6 0,1</p><p>- Restaurantes	e	similares 25 0,1</p><p>- Cinemas,	teatros	e	locais	de	curta</p><p>permanência 2 0,0</p><p>- Sanitários	públicos	(aberto	ao	público) 480 4,0</p><p>FONTE: Adaptado de ABNT (1993, p. 4)</p><p>O	período	de	detenção	(T)	representa	o	“tempo	médio	de	permanência</p><p>da	parcela	líquida	do	esgoto	dentro	da	zona	de	decantação	do	tanque	séptico”</p><p>(ABNT,	1993,	p.	2).	Na	Tabela	13,	pode-se	observar	que	o	tempo	é	definido	em</p><p>função	da	contribuição	diária	total	de	projeto,	ou	seja,	da	multiplicação	entre	o</p><p>parâmetro	N	(número	de	usuários	da	construção)	e	C	(contribuição	de	despejos).</p><p>Contribuição</p><p>diária = N. C</p><p>Tempo de</p><p>detenção</p><p>(L/dia) (dias) (horas)</p><p><	1500 1,00 24</p><p>De	1501	a	3000 0,92 22</p><p>De	3001	a	4500 0,83 20</p><p>De	4501	a	6000 0,75 18</p><p>De	6001	a	7500 0,67 16</p><p>De	7501	a	9000</p><p>0,58 14</p><p>>	9000 0,50 12</p><p>FONTE: Adaptado de ABNT (1997, p. 5)</p><p>TABELA 13 – PERÍODOS DE DETENÇÃO</p><p>A	 taxa	 de	 acumulação	 total	 do	 lodo	 (K)	 dependerá	 do	 intervalo	 entre</p><p>limpezas	 estabelecido	 em	 projeto	 e	 da	 temperatura	 média	 do	 mês	 mais	 frio</p><p>(“temperatura	 ambiente	 de	 projeto”).	 Na	 Tabela	 14,	 apresentam-se	 os	 valores</p><p>normativos	recomendados	para	a	definição	da	taxa	de	acumulação.</p><p>104</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>Intervalo entre</p><p>limpezas (anos)</p><p>Taxa de acumulação total de lodo K (dias)</p><p>Temperatura ambiente (ºC)</p><p>t ≤ 10 10 ≤ t ≤ 20 t >20</p><p>1 94 65 57</p><p>2 134 105 97</p><p>3 174 145 137</p><p>4 214 185 177</p><p>5 254 225 217</p><p>FONTE: ABNT (1997, p. 5)</p><p>TABELA 14 – TAXA DE ACUMULAÇÃO TOTAL DE LODO (K), EM DIAS, POR INTERVALO ENTRE</p><p>LIMPEZAS E TEMPERATURA AMBIENTE (MÉDIA DO MÊS MAIS FRIO)</p><p>A	NBR	7229	(ABNT,	1993,	p.	5)	determina	também	as	dimensões	mínimas</p><p>e	máximas	para	o	tanque	séptico:</p><p>a)	profundidade	útil:	varia	entre	os	valores	mínimos	e	máximos	recomendados</p><p>na	Tabela	4,	de	acordo	com	o	volume	útil	obtido	mediante	a	 fórmula	de	5.7</p><p>[equação	1,	deste	tópico,	do	livro	didático];</p><p>b)	diâmetro	interno	mínimo:	1,10	m;</p><p>c)	largura	interna	mínima:	0,80	m;</p><p>d)	relação	comprimento/largura	(para	tanques	prismáticos	retangulares):	mínimo</p><p>2:1;	máximo	4:1.</p><p>Na	 Tabela	 15,	 apresenta-se	 a	 faixa	 de	 valores	 mínima	 e	 máxima	 de</p><p>profundidade	a	partir	da	NBR		7229	(ABNT,	1993).</p><p>Volume útil Profundidade</p><p>útil mínima</p><p>Profundidade</p><p>útil máxima</p><p>(m³) (m) (m)</p><p><	6,0 1,2 2,2</p><p>De	6,0	a	10,0 1,5 2,5</p><p>>	10,0 1,8 2,8</p><p>FONTE: ABNT (1997, p. 5)</p><p>TABELA 15 – PROFUNDIDADE ÚTIL MÍNIMA E MÁXIMA EM RELAÇÃO AO VOLUME ÚTIL DETER-</p><p>MINADO</p><p>TÓPICO 3 — TRATAMENTO INDIVIDUAL DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>105</p><p>A	região	interna	em	que	o	esgoto	sanitário	fica	detido	é	chamada	de	câmara</p><p>de	decantação.	Segundo	a	NBR	7229	(ABNT,	1993)	os	tanques	sépticos	podem	ser</p><p>dos	seguintes	tipos:	a)	câmara	única;	b)	câmaras	em	série	(Figura	11).	O	uso	de</p><p>câmaras	múltiplas	em	série	“é	recomendado	especialmente	para	os	tanques	de</p><p>volumes	pequeno	a	médio,	 servindo	até	 30	pessoas”	 (ABNT,	 1993,	p.	 5).	Mais</p><p>detalhes	construtivos	podem	ser	encontrados	na	NBR	7229	(ABNT,	1993).</p><p>FONTE: Adaptado de ABNT (1993, p. 12)</p><p>FIGURA 11 – TIPOS DE TANQUES SÉPTICOS: A) CÂMARA ÚNICA; B) CÂMARA MÚLTIPLA CIRCU-</p><p>LAR; C) CÂMARA MÚLTIPLA PRISMÁTICA</p><p>Lembre-se de que, para o bom funcionamento do sistema de tratamento</p><p>individual, as instalações devem ser dotadas da caixa de gordura, sifões, caixa de inspeção,</p><p>colunas ventilação e demais elementos exigidos em projeto.</p><p>IMPORTANTE</p><p>106</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>2.1.2 Filtro anaeróbio</p><p>O filtro anaeróbio	realiza	tratamento	complementar	ao	tanque	séptico.	A</p><p>unidade	pode	ser	construída	em	forma	cilíndrica	ou	prismática	com	fundo	falso</p><p>perfurado	(CREDER,	2006).	Na	Figura	10,	observou-se	o	filtro	por	uma	câmara	de</p><p>entrada,	um	fundo	falso	perfurado	e	um	leito	filtrante	(camada	de	brita).</p><p>A	NBR	13969	(ABNT,	1997)	recomenda	a	equação	(III)	para	a	definição</p><p>do	volume	útil	do	filtro	anaeróbio,	sendo	o	valor	mínimo	de	projeto	igual	a	1000</p><p>litros.</p><p>Vútil	=	1,6	.	N	.	C	.	T	(III)</p><p>Em	que:</p><p>Vútil	=	volume	útil	(L);</p><p>N	=	número	de	usuários	da	construção	–	casa	ou	edifício	(pessoas);</p><p>C	=	contribuição	de	despejos	(litros/pessoa.dia)	(Tabela	12);</p><p>T	=	tempo	de	detenção	(Tabela	16).</p><p>O	número	de	usuários	da	 construção	 (N)	 e	 a	 contribuição	de	despejos</p><p>(C)	 são	 obtidos	 por	 meio	 dos	 mesmos	 procedimentos	 descritos	 para	 o</p><p>dimensionamento	do	tanque	séptico.	Já	o	tempo	de	detenção	pode	ser	definido	a</p><p>partir	dos	dados	descritos	na	Tabela	16.	O	valor	depende	da	contribuição	diária</p><p>(N.C)	e	da	temperatura	ambiente	(média	do	mês	mais	frio).</p><p>Contribuição</p><p>diária = N . C</p><p>(L/dia)</p><p>Tempo de detenção – T</p><p>Temperatura ambiente (ºC)</p><p>t < 15 15 ≤ t ≤ 25 t >25</p><p><	1500 1.17 1.0 0.92</p><p>De	1501	a	3000 1.08 0.92 0.83</p><p>De	3001	a	4500 1.00 0.83 0.75</p><p>De	4501	a	6000 0.92 0.75 0.67</p><p>De	6001	a	7500 0.83 0.67 0.58</p><p>De	7501	a	9000 0.75 0.58 0.50</p><p>>	9000 0.75 0.50 0.50</p><p>FONTE: Adaptado de ABNT (1997, p. 7)</p><p>TABELA 16 – TEMPO DE DETENÇÃO DO ESGOTO LÍQUIDO NO FILTRO ANAERÓBIO</p><p>TÓPICO 3 — TRATAMENTO INDIVIDUAL DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>107</p><p>A	 NBR	 13969	 (ABNT,	 1997)	 recomenda,	 ainda,	 que	 a	 altura	 do	 leito</p><p>filtrante	não	ultrapasse	1,20	m	e	que	a	altura	máxima	do	fundo	falso	seja	de	0,60</p><p>m.	O	 fundo	 falso	 poderá	 ser	 construído	 com	 concreto	 simples	 ou	 armado.	 O</p><p>diâmetro	dos	furos	pode	variar	de	2,5	a	3,0	cm,	sendo	espaçados	de	5	em	15	cm.</p><p>A	calha	coletora	pode	ser	composta	por	um	tubo	de	PVC	cortado	ao	meio,	com</p><p>diâmetro	nominal	de	150	mm.	Deste	modo,	podemos	calcular	a	altura	total	do</p><p>filtro	anaeróbio	por	meio	da	equação	(IV):</p><p>H	=	h	+	h1	+	h2	(IV)</p><p>Em	que:</p><p>H	=	altura	total	interna	do	filtro	anaeróbio	(m);</p><p>h	=	altura	total	do	leito	filtrante	(m);</p><p>h1	=	altura	da	calha	coletora	(m);</p><p>h2	=	altura	sobressalente	(variável)	(m);</p><p>3 RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS</p><p>O	projeto	 de	 um	 sistema	 de	 tratamento	 individual	 de	 esgoto	 sanitário</p><p>deve	atender	preferencialmente	 todas	as	 recomendações	da	NBR	7229	 (ABNT,</p><p>1993),	NBR	13969	(ABNT,	1997)	e	suas	correlatas.		Botelho	e	Ribeiro	Junior	(2014)</p><p>e	Creder	(2006)	destacam	que	é	necessário	que	os	projetos	de	tanques	sépticos	e</p><p>filtros	anaeróbios	considerem	os	seguintes	aspectos:</p><p>•	 Deve-se	prever	a	futura	instalação	de	uma	rede	coletora	pública	de	esgoto	por</p><p>meio	de	uma	derivação	a	montante	do	sistema	de	tratamento	individual.</p><p>•	 O	tanque	séptico	deve-se	localizar	na	frente	do	terreno,	próxima	ao	logradouro</p><p>público,	de	forma	que	permita	o	acesso	de	empresas	especializadas	na	limpeza</p><p>das	unidades	de	tratamento.</p><p>•	 O	sistema	não	deve	comprometer	manancial,	lençol	freático	e	a	estabilidade	de</p><p>construções	próximas	devido	à	falta	de	estanqueidade.</p><p>Antes de entrar em funcionamento, o tanque séptico deverá ser submetido ao</p><p>ensaio de estanqueidade. Segundo a NBR 7229 (ABNT, 1993, p. 6) “a estanqueidade é medida</p><p>pela variação do nível de água, após preenchimento, até a altura da geratriz inferior do tubo</p><p>de saída, decorridas 12h. Se a variação for superior a 3% da altura útil, a estanqueidade é</p><p>insuficiente [...]”, as condições construtivas da unidade devem ser revistas (trincas, fissuras,</p><p>impermeabilização) e um novo ensaio deve ser realizado.</p><p>NOTA</p><p>108</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>A	 NBR	 7229	 (ABNT,	 1993,	 p.	 3)	 adiciona	 algumas	 recomendações</p><p>importantes	para	os	tanques	sépticos,	válidas	também	para	os	filtros	anaeróbios.</p><p>Distâncias	horizontais	mínimas	de	elementos	naturais	e	construídos	devem	ser</p><p>medidos	a	partir	da	face	externa	mais	próxima	de	construções,	árvores	e	corpos</p><p>d’água:</p><p>a)	1,50	m	de	construções,	 limites	de	terreno,	sumidouros,	valas	de	 infiltração	e</p><p>ramal	predial	de	água;</p><p>b)	3,0	m	de	árvores	 e	de	qualquer	ponto	de	 rede	pública	de	abastecimento	de</p><p>água;</p><p>c)	15,0	m	de	poços	freáticos	e	de	corpos	de	água	de	qualquer	natureza.</p><p>Os	 tanques	 e	 seus	 componentes	 internos	 e	 externos	 devem	 possuir	 as</p><p>especificações	necessárias	para	suportar	esforços	mecânicos,	bem	como	ataques</p><p>químicos.	Recomenda-se	o	uso	de	cimento	resistente	a	sulfatos	para	a	execução</p><p>de	unidades	de	concreto	moldado	in	loco.</p><p>Tanques	 domésticos	 com	volume	 aproximado	de	 6	m3	 são	 construídos</p><p>com	paredes	de	alvenaria	de	blocos	cerâmicos	ou	tijolos	maciços	de	espessura	de</p><p>19	cm	(sem	revestimento)	ou	concreto	armado	moldado	in	loco	com	espessura	de</p><p>8	a	10	cm.	Também	é	possível	fazer	o	uso	de	outros	materiais	adequados	e	pré-</p><p>fabricados:		concreto	armado,	poliéster	com	fibra	de	vidro	(Figura	12),	PEAD	e</p><p>outros.</p><p>FONTE: <http://www.snatural.com.br/fossa-filtro-tratamento-efluentes/>. Acesso em: 6 fev.</p><p>2020.</p><p>FIGURA 12 – TANQUE SÉPTICO DE POLIÉSTER COM FIBRA DE VIDRO</p><p>A	laje	de	fundo	do	tanque	deve	ser	o	primeiro	elemento	a	ser	construído.</p><p>O	 elemento	deve	possuir	deve	 ser	maior	 que	 a	 base	do	 tanque,	de	modo	que</p><p>forme	um	“dente”	e	proteja	a	estrutura	de	movimentações</p><p>significativas	(ABNT,</p><p>1993).	As	paredes	devem	ser	revestidas	internamente	com	argamassa	de	cimento</p><p>e	areia	–	traço	1:3	em	massa	e	espessura	de	1,5	cm	(ABNT,	1999).</p><p>TÓPICO 3 — TRATAMENTO INDIVIDUAL DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>109</p><p>Todas	as	unidades	de	tratamento	devem	possuir	placas	de	identificação	e</p><p>informação.	No	caso	dos	tanques	sépticos	um	aviso	em	lugar	visível	deve	constar</p><p>(ABNT,	1993,	p.	6):</p><p>a)	identificação:	nome	do	fabricante	ou	construtor	e	data	de	fabricação;</p><p>b)	tanque	dimensionado,	conforme	a	NBR	7229;</p><p>c)	temperatura	de	referência:	conforme	o	critério	de	dimensionamento</p><p>adotado;	 indicação	da	 faixa	de	 temperatura	 ambiente.	 Para	 tanques</p><p>dimensionados	 para	 condições	 mais	 rigorosas	 (T	 ≤10C),	 indicar</p><p>"todas”;</p><p>d)	condições	de	utilização:	tabela	associando	números	de	usuários	e</p><p>intervalos	de	limpeza	permissíveis	(exemplos	podem	ser	encontrados</p><p>na	NBR	7229).</p><p>As	recomendações	construtivas	para	os	filtros	anaeróbios	estão	presentes</p><p>na	NBR	13969	(ABNT,	1997).	A	unidade	pode	ser	construída	em	concreto	armado</p><p>ou	elementos	pré-fabricados	de	plástico	e	fibra	de	vidro.	Segundo	a	NBR	13969</p><p>(ABNT,	1997,	p.5):</p><p>O	filtro	anaeróbio	deve	possuir	uma	cobertura	em	laje	de	concreto,	com</p><p>a	tampa	de	inspeção	localizada	em	cima	do	tubo-guia	para	drenagem.</p><p>Esta	pode	 ser	 substituída	pela	 camada	de	brita,	 nos	 casos	de	 se	 ter</p><p>tubos	perfurados	para	coleta	de	efluentes	[esgoto]	e	onde	não	houver</p><p>acesso	 de	 pessoas,	 animais,	 carros	 ou	 problemas	 com	 odor,	 com	 a</p><p>parede	sobressalente	acima	do	solo,	de	modo	a	impedir	o	ingresso	de</p><p>águas	superficiais	[...].</p><p>Quando	 identificada	 obstrução	 do	 leito	 filtrante,	 a	 limpeza	 do	 filtro</p><p>anaeróbio	 deve	 recorrer	 ao	 auxílio	 de	 uma	 bomba	 recalque,	 lembrando	 que:</p><p>“os	despejos	 resultantes	da	 limpeza	do	filtro	 anaeróbio	 em	nenhuma	hipótese</p><p>devem	ser	lançados	em	cursos	de	água	ou	nas	galerias	de	águas	pluviais”	(ABNT,</p><p>1997,	p.	8).	O	material	deve	ser	coletado	e	tratado	por	empresas	especializadas	e</p><p>autorizadas	pelo	órgão	ambiental	competente.</p><p>No	filtro	anaeróbio	 também	se	deve	 informar	 (ABNT,	1997):	a)	data	de</p><p>fabricação	e	nome	de	fabricante;	b)	a	conformidade	com	a	NBR	13969;	c)	o	volume</p><p>útil	total	e	o	número	de	contribuintes	admissíveis.</p><p>110</p><p>RESUMO DO TÓPICO 3</p><p>Neste tópico, você aprendeu que:</p><p>•	 Os	 principais	 sistemas	 de	 tratamento	 individual	 de	 esgoto	 sanitário	 são	 o</p><p>tanque	séptico	e	o	filtro	anaeróbio.</p><p>•	 O	dimensionamento	 de	 um	 tanque	 séptico	 e	 filtro	 anaeróbio	 são	 dados	 em</p><p>função	 de	 parâmetros	 relacionados	 ao	 tempo	 de	 manutenção,	 número	 de</p><p>pessoas	atendidas	e	temperatura	média	local.</p><p>•	 Existem	recomendações	construtivas	e	 técnicas	para	a	 implementação,	uso	e</p><p>manutenção	 de	 um	 sistema	de	 tratamento	 constituído	 por	 tanque	 séptico	 e</p><p>filtro	anaeróbio.</p><p>111</p><p>1		Imagine	 que	 determinado	 condomínio	 residencial	 deseja	 consultar	 você</p><p>sobre	o	atual	sistema	de	tratamento	individual	da	edificação	composto	por</p><p>tanque	séptico	e	filtro	anaeróbio.	Leia	as	afirmações	a	seguir	 feitas	pelos</p><p>moradores	 e	 analise-as	 tecnicamente,	 atribuindo	 C	 para	 as	 corretas	 e	 I</p><p>para	as	incorretas.	Aponte	e	justifique	a	resposta	caso	haja	alguma	questão</p><p>incorreta	do	ponto	de	vista	técnico.</p><p>Objetivo:	analisar	problemas	técnicos	e	frequentes	do	cotidiano	profissional</p><p>na	área	de	instalação	de	esgoto	sanitário.</p><p>Descrição	 dos	 procedimentos:	 ler	 os	 enunciados;	 compreender	 as	 soluções</p><p>propostas	e	os	argumentos	oferecidos;	justificar	a	partir	do	conteúdo	expresso</p><p>no	livro	didático	se	a	afirmação	está	correta	ou	incorreta.</p><p>a)		(			)	Orientamos	nosso	zelador	a	limpar	o	tanque	séptico	e	o	filtro	anaeróbio</p><p>com	água	sanitária.</p><p>Justificativa:	 a	 água	 sanitária	 jamais	 deve	 ser	 empregada	 na	 limpeza	 das</p><p>unidades	de	tratamento.	Ela	eliminará	os	microrganismos	responsáveis	pela</p><p>digestão	do	lodo.</p><p>b)	(	 	 )	 Gostaríamos	 de	 desobstruir	 a	 tubulação	 que	 liga	 o	 tanque	 ao	 filtro</p><p>anaeróbio.</p><p>Justificativa:	as	tubulações	devem	ser	desobstruídas	sempre	que	necessário.</p><p>c)	(			)	Chamaremos	uma	empresa	para	limpar	e	remover	todo	o	lodo	presente</p><p>no	tanque	e	no	filtro.</p><p>Justificativa:	parte	do	lodo	deve	ser	mantida	no	sistema	para	os	microrganismos</p><p>responsáveis	pela	digestão	e	oxidação	biológica	da	matéria	orgânica.</p><p>d)	(	 	 )	Toda	essa	espuma	suspensa	no	tanque	séptico	deve	ser	removida	na</p><p>limpeza	periódica.</p><p>Justificativa:	 sim,	a	 sua	 remoção	não	prejudicará	a	eficiência	do	sistema	de</p><p>tratamento	e	removerá	sólidos	contaminantes	ambientais.</p><p>e)	(	 	 )	A	construtora	do	nosso	prédio	 falhou	em	não	encaminhar	a	água	de</p><p>drenagem	para	tratamento.	Gostaríamos	de	encaminhá-la	também	para	o</p><p>tanque	séptico	e	o	filtro	anaeróbio.</p><p>Justificativa:	como	visto	no	Tópico	1	e	2,	a	água	pluvial	(da	chuva,	de	drenagem)</p><p>não	deve	ser	encaminhada	para	o	sistema	de	tratamento	individual	de	esgoto.</p><p>As	unidades	não	são	dimensionadas	para	 tal	 função.	Além	disso,	a	 ligação</p><p>reduzirá	drasticamente	a	eficiência	do	tratamento,	diminuindo	a	concentração</p><p>de	microrganismos	que	estabilizam	a	matéria	orgânica.</p><p>2		Dimensione	 um	 sistema	 de	 tratamento	 individual	 para	 as	 condições	 de</p><p>projeto	descritas	 a	 seguir.	Detalhe,	 em	um	 croqui,	 a	 altura	de	 entrada	 e</p><p>saída	 das	 unidades,	 as	 dimensões	 e	 os	 comprimentos	 das	 tubulações,	 o</p><p>tamanho	e	a	posição	das	aberturas	de	inspeção.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>112</p><p>Objetivo:	 dimensionar	 tanques	 sépticos	 e	 filtros	 anaeróbios	 sob	 diversas</p><p>condições	construtivas.</p><p>Descrição	 dos	 procedimentos:	 ler	 os	 enunciados;	 descrever	 os	 dados	 de</p><p>“entrada”;	 determinar	 volume	 e	 altura	 útil	 do	 tanque	 séptico;	 determinar</p><p>volume	e	altura	útil	do	filtro	anaeróbico.</p><p>a)	Tanque	 séptico	 e	filtro	 anaeróbio	 circulares,	 de	 câmara	única,	 para	uma</p><p>residência	de	alto	padrão	com	3	suítes.	A	temperatura	média	do	mês	mais</p><p>frio	é	de	T	=	13,2	ºC	e	a	limpeza	do	tanque	será	realizada	a	cada	2	anos.</p><p>b)	Tanque	séptico	e	filtro	anaeróbio	prismáticos	de	base	retangular,	de	câmara</p><p>única,	 para	 uma	 residência	 de	 baixo	 padrão	 com	 1	 suítes	 e	 1	 quarto.	A</p><p>temperatura	média	do	mês	mais	frio	é	de	T	=	20	ºC	e	a	limpeza	do	tanque</p><p>será	realizada	a	cada	3	anos.</p><p>c)	Tanque	séptico	e	o	filtro	biológico	anaeróbio	circular,	de	câmara	única,	para</p><p>um	 escritório	 com	número	médio	 de	 usuários	 igual	 a	 32.	A	 limpeza	 do</p><p>tanque	será	realizada	anualmente	e	a	temperatura	média	do	mês	mais	frio</p><p>é	de	T	=	22	ºC.</p><p>113</p><p>UNIDADE 2</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>Caro	 acadêmico,	 nos	 primeiros	 três	 tópicos	da	Unidade	 2,	 abordarmos</p><p>os	principais	requisitos,	critérios,	métodos	e	componentes	de	uma	instalação	de</p><p>esgoto	sanitário.	Aspectos	de	projeto	referente	ao	tratamento	individual	de	esgoto</p><p>sanitário	também	foram	estudados.</p><p>Esperamos	que	ao	final	deste	último	tópico,	você	obtenha	um	repertório</p><p>técnico	amplo	e	aprofundado	para	sua	atuação	profissional.	Nosso	objetivo	agora</p><p>será	 reunir,	 de	maneira	 a	 integrar	 os	 conhecimentos	 adquiridos,	 por	meio	 da</p><p>discussão	de	princípios,	concepções	e	diretrizes	de	projeto.</p><p>Os	princípios	de	 trabalho	descritos	 na	Unidade	 1,	 também	 são	válidos</p><p>para	a	atividade	de	projeto	de	instalação	de	esgoto.	Vamos	relembra-los?	São	eles:</p><p>•	 Valorização	da	técnica:	busca	por	apoio	e	fundamentação	técnica	nas	decisões</p><p>e	nos	critérios	de	projeto.</p><p>•	 Atenção	às	singularidades	de	cada	cliente/usuário:	desenvolvimento	do	projeto</p><p>pautado	no	diálogo	e	na	necessidade	de	cada	cliente.</p><p>•	 Visão	integrada:	integração	com	os	diversos	projetos	envolvidos	na	construção.</p><p>•	 Sustentabilidade:	procura	por	projeto	de	adequado	desempenho,	durabilidade,</p><p>economia	e	que	privilegie	a	preservação	ambiental.</p><p>Reforçamos	 também	 a	 importância	 da	 leitura	 das	 NBR	 8160	 (ABNT,</p><p>1999),	NBR	7229	(ABNT,	1993),	NBR	13969	(ABNT,	1997)	e	suas	correlatas.	Nelas</p><p>encontram-se	requisitos	e	recomendações	relativas	não	somente	ao	projeto,	mas</p><p>também	a	execução	e	manutenção	das	instalações	e	dos	sistemas	de	tratamento</p><p>individual</p><p>de	esgoto	sanitário.	Ressaltamos	que	é	de	suma	importância	sua	leitura</p><p>completa.	Tenha	ela	sempre	“em	mãos”	na	hora	de	conceber	o	projeto.</p><p>2 PROJETOS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO:</p><p>CONCEPÇÃO E DIRETRIZES</p><p>As	instalações	de	esgoto	sanitário	têm	como	objetivo	coletar	e	transportar</p><p>de	maneira	segura	e	eficiente	todo	o	esgoto	produzido	nas	construções	para	uma</p><p>rede	pública	coletora	ou	um	sistema	de	tratamento	individual.		Deve-se	garantir</p><p>o	fluxo	contínuo	do	esgoto	proveniente	dos	aparelhos	sanitários.	Para	isso,	vimos</p><p>a	importância	de	um	adequado	dimensionamento	e	de	uma	correta	declividade</p><p>para	as	tubulações.</p><p>TÓPICO 4 —</p><p>BOAS PRÁTICAS DE PROJETO</p><p>114</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>Confira informações detalhadas sobre instalação de esgoto especiais em:</p><p>Instalações Hidráulicas Prediais e Industriais.</p><p>FONTE: MACINTYRE, A. J. Instalações Hidráulicas Prediais e Industriais. 3. ed. Rio de</p><p>Janeiro: LTC, 1996.</p><p>DICAS</p><p>Afinal,	 quais	 aspectos	 devem	 ser	 observados	 para	 a	 concepção	 de	 um</p><p>projeto	de	instalação	de	esgoto	sanitário?	A	seguir,	listamos	os	principais:</p><p>•	 tipo	de	construção	e	uso	da	construção;</p><p>•	 projeto	 arquitetônico,	de	 instalação	de	 água	 fria,	 água	quente	 (se	houver)	 e</p><p>outros:	lembre-se	de	que	será	necessário	conhecer	a	construção,	especialmente</p><p>a	disposição	dos	cômodos,	localização	dos	aparelhos	sanitários,	topografia	do</p><p>terreno,	posição	do	tubo	de	inspeção	e	limpeza	(se	houver);</p><p>•	 sistema	 de	 tratamento	 de	 esgoto	 sanitário:	 verifique	 se	 há	 um	 sistema	 de</p><p>tratamento	 coletivo	 de	 esgoto	 sanitário.	 caso	 não	 haja,	 recomenda-se	 a</p><p>concepção	 e	 construção	 de	 um	 sistema	 de	 tratamento	 individual	 de	 esgoto</p><p>sanitário	de	acordo	com	a	legislação	vigente	e	as	boas	práticas	apresentadas</p><p>no	 Tópico	 3.	 Lembre-se	 sempre	 de	 prever	 uma	 futura	 derivação	 da	 rede	 e</p><p>desativação	do	sistema	de	tratamento	individual.</p><p>•	 instalação:	confira	os	parâmetros	técnicos	exigidos	nas	normas	vigentes,	bem</p><p>como	na	legislação	do	município	da	construção	(MACINTYRE,	1996).</p><p>•	 desenho	da	instalação:	assim	como	na	instalação	de	água	fria,	deve-se	evitar</p><p>a	necessidade	de	“desvios”	ou	contornos.	Atenção	especial	para	a	declividade</p><p>das	tubulações	e	o	uso	de	desconectores.	ambos	garantem	o	fluxo	hidráulico	e</p><p>o	bom	funcionamento	da	instalação.		Estes	elementos	devem	ser	bem	definidos</p><p>pelo	projetista.</p><p>Uma	ferramenta	importante	de	projeto	é	a	nomenclatura	de	seus	elementos.</p><p>Na	 Tabela	 17,	 descrevem-se	 as	 nomenclaturas/siglas	 mais	 frequentemente</p><p>utilizadas	para	cada	elemento	da	instalação	de	esgoto	sanitário.</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO</p><p>115</p><p>SIGLA ESPECIFICAÇÃO</p><p>DN Diâmetro	nominal</p><p>UHC Unidade	Hunter	de	contribuição</p><p>RD Ramal	de	descarga</p><p>RE Ramal	de	esgoto</p><p>RV Ramal	de	ventilação</p><p>CV Coluna	de	Ventilação</p><p>SB Subcoletor</p><p>LCP Ligação	ao	coletor	público</p><p>TQ Tubo	de	queda	de	esgoto</p><p>S Sifão</p><p>VS Vaso	sanitário</p><p>LV Lavatório	banheiro</p><p>PD Pia	de	despejo</p><p>TT Torneira	de	tanque</p><p>CH Chuveiro</p><p>MLL Máquina	de	lavar	louça</p><p>MLR Máquina	de	lavar	roupa</p><p>R Ralo</p><p>RS Ralo	sifonado</p><p>CP Caixa	de	passagem</p><p>CS Caixa	sifonada</p><p>CI Caixa	de	inspeção</p><p>CG Caixa	de	gordura</p><p>TS Tanque	séptico</p><p>FONTE: Adaptado de Creder (2006, p. 224-229)</p><p>TABELA 17 – LISTA DE NOMENCLATURAS</p><p>Via	 de	 regra,	 projetos	 de	 instalação	 de	 esgoto	 sanitário	 possuem</p><p>(BOTELHO;	 RIBEIRO	 JUNIOR,	 2014):	 memorial	 descritivo,	 justificativo	 e	 de</p><p>cálculo,	 plantas,	 isométricos,	 detalhes	 construtivos	 (entre	 outros	 que	 se	 julgue</p><p>necessário	 para	 o	 bom	 entendimento	 do	 projeto);	 relação	 e	 especificações	 de</p><p>materiais	e	equipamentos;	e,	relação	das	normas	consideradas.</p><p>De	acordo	com	Macintyre	(1996)	e	Creder	(2006),	as	exigências	básicas	de</p><p>um	projeto	de	instalações	sanitárias	são:</p><p>•	 desenho	em	planta	baixa	na	escala	1:50	de	todos	os	pavimentos	que	possuírem</p><p>sistema	de	esgoto	sanitário,	e	no	caso	de	plantas	com	área	muito	grande	pode</p><p>ser	 desenhado	 na	 escala	 1:100,	 contanto	 que	 contenha:	 esquema	 vertical;	 e,</p><p>planta	de	situação	(1:500	no	mínimo);</p><p>•	 devem	 ser	 representados	no	projeto:	 tubos	de	 queda	 (tq)	 com	numeração	 e</p><p>quantidades	de	vasos	e	pias	conectados	a	cada	um	(devendo	ser	apresentado	por</p><p>diagrama);	todas	as	tubulações	com	suas	respectivas	numerações	(secundárias,</p><p>primárias,	ventilação);</p><p>116</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>•	 detalhes	das	caixas	de	inspeção	e	gordura,	quando	necessário,	na	escala	1:20;</p><p>•	 apresentação	dos	projetos	estruturais	e	fundação,	bem	como	os	demais	projetos</p><p>de	instalação	do	edifício	(para	que	as	interferências	sejam	evitadas);</p><p>•	 definição	da	ligação	com	coletor	público	e	na	sua	impossibilidade	de	ligação</p><p>apresentar	elementos	necessários	para	a	destinação	final	adequada.</p><p>O	 projeto	 ainda	 deve	 possuir	 as	 seguintes	 especificações	 e	 elementos</p><p>(CREDER,	2006):</p><p>•	 pontos	de	recepção	de	esgoto	(aparelhos	sanitários);</p><p>•	 pontos	de	destino	(coletor	predial);</p><p>•	 localização	das	tubulações	e	seus	pontos	de	inspeção;</p><p>•	 localização	das	tubulações	de	ventilação</p><p>•	 número	de	unidades	hunter	de	contribuição	(UHC)	e	diâmetro	respectivo	de</p><p>cada	tubulação;</p><p>•	 especificação	dos	materiais,	dispositivos	e	equipamentos	instalados;</p><p>•	 disposições	construtivas;</p><p>•	 testes	de	recebimento;</p><p>•	 tabelas	e	desenhos;</p><p>•	 apresentação,	supervisão	e	responsabilidade.</p><p>Atenção	 para	 o	 tipo de edificação projetada. Dependendo	 do	 seu	 uso,</p><p>algumas	restrições	são	recomendadas	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014):</p><p>•	 escolas	e	hospitais:	as	caixas	de	inspeção	e	gordura	devem	estar	localizadas	fora</p><p>da	área	de	circulação	de	pessoas	não	autorizadas,	sem	que	seja	prejudicada	a</p><p>inspeção	e	manutenção	por	profissionais	habilitados;</p><p>•	 hospitais	ou	salas	com	rígidos	critérios	de	assepsia:	os	ralos	sifonados	devem</p><p>possuir	tampas	cegas	e	não	podem	estar	localizados	em	áreas	de	assepsia;</p><p>•	 estádios	e	 sanitários	públicos:	 as	 tubulações	devem	ser	embutidas	de	 forma</p><p>que	se	evite	a	ação	de	vandalismo	na	instalação.</p><p>Quanto	aos	materiais,	a	aplicabilidade	dos	mesmos	pode	variar	conforme</p><p>o	tipo	de	tubulação	(Tabela	18):</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO</p><p>117</p><p>Tubulações PVC Latão Ferro</p><p>fundido</p><p>Fibro-</p><p>cimento Concreto Cerâmica</p><p>vidrada Alvenaria</p><p>Ramal	de</p><p>descarga sim não sim sim não sim -</p><p>Ramal	de</p><p>esgoto sim não sim não não sim -</p><p>Tubo	de	queda sim não sim sim sim sim -</p><p>Subcoletor sim não sim sim sim sim -</p><p>Coletor</p><p>predial sim não sim sim não não -</p><p>Ventilação sim não sim sim não não -</p><p>Dispositivos</p><p>Caixas	de</p><p>ralos sim sim sim sim não não não</p><p>Caixas	de</p><p>gordura sim não não sim sim sim sim</p><p>Caixas	de</p><p>inspeção sim não não não sim não sim</p><p>Sifão sim sim sim não não não não</p><p>FONTE: Adaptado de Botelho e Ribeiro Junior (2014, p. 208)</p><p>TABELA 18 – MATERIAIS UTILIZADOS EM TUBULAÇÕES E DISPOSITIVOS DE ESGOTO</p><p>O	PVC	 é	um	dos	materiais	mais	 utilizados	 nos	 sistemas	de	 esgoto	 em</p><p>virtude	do	seu	baixo	custo	e	fácil	aplicabilidade.	Porém,	em	ambiente	com	alta</p><p>agressividade	física	e	química	recomenda-se	o	uso	de	tubulação	de	ferro	fundido</p><p>(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).</p><p>A	partir	destas	 recomendações,	 lembre-se	de	que	as	boas	práticas	para</p><p>a	 concepção	 e	 elaboração	 do	 projeto	 não	 são	 exaustivas.	 Encorajamos	 que	 o</p><p>acadêmico	 tenha	durante	 sua	atuação	profissional	um	olhar	crítico	e	atento	às</p><p>necessidades	de	maiores	detalhes	 e	 especificações.	Reserve	um	 tempo	para	 se</p><p>dedicar	 na	 elaboração	 e	 revisão	 do	 projeto,	 o	 documento	 será	 uma	 das	 suas</p><p>principais	ferramentas	de	comunicação.</p><p>118</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR</p><p>SOLUÇÕES PARA OS PRINCIPAIS PROBLEMAS HIDRÁULICOS</p><p>As	 instalações	 hidráulicas	 e	 sanitárias	 são	 responsáveis	 por	 grande</p><p>parte	 dos	 problemas	 patológicos	 nas	 edificações	 (GNIPPER,	 2010).	 A	 seguir,</p><p>apresentamos	 os	 principais	 problemas,	 causas	 e	 soluções	 –	 texto	 extraído	 e</p><p>adaptado	de	Tigre	(2013):</p><p>A	 ruptura	 em	 tubos	 pode	 ser	 causada	 por	 impactos	 no	 transporte,</p><p>no</p><p>manuseio	ou	durante	a	sua	utilização,	devendo-se	levantar	informações	no	local</p><p>para	verificar	se	o	 tubo	sofreu	 impacto	durante	o	seu	transporte	ou	manuseio,</p><p>e	caso	este	tenha	ocorrido	deve-se	substituir	trecho	de	tubo	danificado	por	um</p><p>novo	e	no	caso	de	 impacto	durante	 sua	utilização,	providenciar	uma	proteção</p><p>mecânica	adicional	ou	desviar	o	seu	traçado	para	evitar	novos	impactos.</p><p>O	recalque	diferencial	do	 terreno	 também	pode	ser	uma	das	causas	de</p><p>ruptura,	em	que	se	deve	verificar	se	há	trincas	nas	paredes	e/ou	em	pisos,	que	são</p><p>os	indicativos	de	recalque	diferencial	do	terreno	e	em	caso	de	ruptura	substituir</p><p>o	trecho	de	tubo	danificado	e	providenciar:	reforço	das	fundações	e/ou	substituir</p><p>o	material	do	solo	ou,	ainda,	melhorar	a	sua	compactação.</p><p>O	esforço	excessivo	provocado	por	raízes	de	árvores	também	é	responsável</p><p>por	esse	tipo	de	problema,	devendo-se	verificar	se	há	raízes	de	árvores	próximas</p><p>forçando	o	tubo	de	PVC	e	em	caso	positivo	substituir	o	trecho	de	tubo	danificado</p><p>e	providenciar	um	desvio	da	tubulação.</p><p>As	 deformações	 em	 tubos	 podem	 ser	 causadas	 pela	 tentativa	 de</p><p>desentupimento	da	 tubulação	de	esgoto	com	soda	cáustica,	neste	caso	deve-se</p><p>verificar	dois	itens:</p><p>1.	Se	a	deformação	ocorreu	em	tubo	de	esgoto.</p><p>2.	Verificar	 se	 foi	 aplicada	 soda	 cáustica	 na	 tentativa	 de	 desentupimento	 da</p><p>tubulação	de	esgoto.</p><p>Caso	tenha	sido	deformado,	deve-se	substituir	o	trecho	de	tubo	de	PVC</p><p>danificado.	Informar	ao	usuário	para	não	utilizar	mais	este	procedimento	para</p><p>desentupir	a	tubulação	de	esgoto,	explicando	que	a	soda	cáustica	em	contato	com</p><p>a	água	libera	calor	excessivo	(reação	exotérmica)	e	que	isso	provoca	deformação</p><p>em	tubos	de	PVC.</p><p>Deformações	 também	podem	ocorrer	por	conta	da	condução	de	esgoto</p><p>sem	 pressão	 em	 temperatura	 excessiva,	 três	 itens	 devem	 ser	 essencialmente</p><p>verificados:</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO</p><p>119</p><p>1.	Se	a	deformação	ocorreu	em	ramal	de	descarga	de	pia	de	cozinha	com	tubos	de</p><p>PVC	de	esgoto	da	Linha	Série	Normal.</p><p>2.	Verificar	o	caimento	e	as	condições	de	apoio	da	tubulação	de	esgoto.</p><p>3.	Verificar	como	está	sendo	utilizada	esta	pia	de	cozinha,	quais	são	os	despejos,</p><p>em	que	temperatura	e	em	que	frequência.</p><p>As	 soluções	 para	 este	 tipo	 de	 problema	 se	 encontram	 em:	 substituir	 o</p><p>trecho	 de	 tubulação	 danificada	 pela	 Linha	 Série	 Reforçada;	 corrigir	 eventuais</p><p>erros	 de	 caimento;	melhorar	 as	 condições	 de	 apoio	 reduzindo	 o	 espaçamento</p><p>entre	eles	para	evitar	deflexões	excessivas	na	tubulação,	que	podem	reter	líquidos</p><p>quentes	por	longos	períodos;	se	a	aplicação	for	em	cozinhas	industriais	onde	a</p><p>frequência	de	despejos	é	considerada	contínua,	recomenda-se	instalar	caixas	de</p><p>resfriamento	para	poder	utilizar	tubos	de	PVC	com	total	segurança.</p><p>A	profundidade	de	assentamento,	material	de	envoltória	e	compactação</p><p>inadequados	 para	 o	 tipo	 de	 carga	 existente	 sobre	 a	 tubulação	 também	 pode</p><p>provocar	 deformações	 na	 tubulação,	 devendo-se	 verificar	 as	 condições	 de</p><p>assentamento	da	tubulação	(material	de	envoltória	e	compactação),		a	carga	de</p><p>terra	e	as	cargas	móveis	sobre	a	tubulação	e	se	a	profundidade	de	assentamento</p><p>está	de	acordo	com	recomendações:</p><p>•	 30	cm	para	interior	dos	lotes;</p><p>•	 60	cm	em	passeios	(calçadas);</p><p>•	 80	cm	na	rua	sob	tráfego	de	veículos	leves;</p><p>•	 1,20	m	em	rua	sob	tráfego	intenso	de	veículos	pesados;</p><p>•	 1,5	m	sob	tráfego	de	ferrovias.</p><p>Rupturas	 em	 ralos	 e	 caixas	 sifonadas	 podem	 ocorrer	 graças	 ao</p><p>tensionamento	por	desalinhamento	da	 tubulação	de	entrada	e/ou	 saída.	Neste</p><p>caso,	deve-se	verificar	o	alinhamento	da	tubulação	e	as	condições	dos	apoios	e</p><p>refazer	a	instalação.</p><p>Também	pode	ocorrer	ruptura	do	corpo	por	impacto	durante	tentativa	de</p><p>limpeza	inadequada,	em	que	se	deve	verificar	se	foi	adotado	processo	de	limpeza</p><p>inadequado	 (por	 impacto)	 e	 os	 motivos	 desta	 tentativa.	A	 solução	 adotada	 é</p><p>refazer	o	sistema	de	esgoto	instalando	a	caixa	sifonada	nos	ramais	de	descarga</p><p>e	de	esgoto.	Deve-se	orientar	o	usuário	sobre	o	uso	correto	do	sistema	de	esgoto</p><p>para	 evitar	 novos	 entupimentos.	Algumas	 caixas	 sifonadas	 vêm	 com	 cesta	 de</p><p>limpeza	que	auxilia	neste	processo.</p><p>O	 retorno	 de	 esgoto	 pela	 caixa	 sifonada	 pode	 ser	 provocado	 pelo</p><p>desalinhamento	ou	caimento	inadequado	do	subcoletor.</p><p>Em	 instalações	 aparentes,	 deve-se	 verificar	 se	 o	 sistema	de	 apoios	 está</p><p>causando	desalinhamento	ou	caimento	inadequado	do	subcoletor.	Em	instalações</p><p>enterradas,	verificar	se	o	caimento	está	inadequado.	A	solução	para	este	tipo	de</p><p>problema	é	corrigir	o	alinhamento	e	o	caimento,	e	instalar	a	Válvula	de	Retenção</p><p>de	Esgoto.</p><p>120</p><p>UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO</p><p>O	entupimento	no	tubo	subcoletor	também	pode	ser	uma	das	causas	de</p><p>retorno	de	esgoto,	busca-se	averiguar	se	o	subcoletor	está	entupido	e	quais	as	suas</p><p>causas.	Assim	que	realizada	a	vistoria,	deve-se	providenciar	o	desentupimento</p><p>do	subcoletor	com	procedimentos	recomendados	pela	norma	NBR	8160	Anexo</p><p>F	 (manutenções)	 e	 instalar	 válvula	 de	 retenção	 de	 esgoto,	 bem	 como	 orientar</p><p>o	 usuário	 sobre	 a	 utilização	 correta	 do	 sistema	 de	 esgoto,	 para	 evitar	 futuros</p><p>entupimentos.</p><p>Outra	causa	possível	deste	tipo	de	problema	é	a	existência	de	rede	pública</p><p>de	coletor	de	esgoto	subdimensionada	ou	parcialmente	entupida	trabalhando	com</p><p>seção	plena.	Neste	caso,	deve-se	verificar	se	está	ocorrendo	o	mesmo	problema</p><p>em	outras	casas	vizinhas	e	solicitar	à	companhia	de	saneamento	local	a	limpeza</p><p>e/ou	obra	de	ampliação	da	rede	de	esgoto,	bem	como	instalar	válvula	de	retenção</p><p>de	esgoto	no	coletor	predial.</p><p>Ligação	 da	 rede	 de	 águas	 pluviais	 na	 rede	 de	 esgoto	 também	 podem</p><p>causar	problemas	a	instalação.	Caso	isto	ocorra,	deve-se	observar	a	existência	de</p><p>ligação	das	tubulações	de	águas	pluviais	na	rede	de	esgoto	e	desfazer	as	mesmas,</p><p>ligando-as	na	rede	de	águas	pluviais	e	instalando	a	válvula	de	retenção	de	esgoto</p><p>no	coletor	predial.</p><p>Um	problema	bastante	comum	e	incômodo,	o	mau	cheiro	pode	ser	causado</p><p>pela	ausência	ou	sistema	de	ventilação	inadequado.	Deve-se	retirar	a	grelha	da</p><p>Caixa	Sifonada	do	banheiro	e	observá-la	enquanto	se	aciona	a	descarga	de	um</p><p>vaso	sanitário	próximo,	verificando	se	há	redução	do	nível	do	fecho	hídrico	ou	se</p><p>há	turbulência	na	superfície	do	mesmo.	Caso	confirmada	a	causa	do	problema,</p><p>deve-se	corrigir	o	sistema	de	esgoto	instalando	sistema	de	ventilação.</p><p>O	mau	 cheiro	 também	pode	 ser	 causado	pela	 ausência	de	desconector</p><p>ou	 inadequação	do	mesmo.	Deve-se	verificar	a	ausência	de	desconector	 (caixa</p><p>sifonada)	ou	caixa	sifonada	com	fecho	hídrico	menor	que	50	mm	e	instalar	caixa</p><p>sifonada	que	possua	fecho	hídrico	de	pelo	menos	50	mm.</p><p>Ausência	ou	vedação	inadequada	da	saída	do	vaso	sanitário,	 também	é</p><p>uma	das	prováveis	causas	do	mau	cheiro,	devendo	observar	se	a	 junta	entre	a</p><p>saída	do	vaso	sanitário	com	a	tubulação	de	esgoto	está	incorreta	e	instalar	vedação</p><p>para	saída	de	bacia	sanitária	ou	anel	de	vedação.</p><p>Outra	causa	são	as	vedações	ineficientes,	onde	deve-se	analisar	as	juntas</p><p>(soldáveis	ou	elásticas)	das	tubulações	e	se	as	mesmas	estão	corretas,	caso	não</p><p>estejam	os	erros	devem	ser	corrigidos.</p><p>Caixas	de	passagem	e	de	gordura	com	sistema	ineficiente	de	vedação	da</p><p>tampa	 também	podem	provocar	mau	 cheiro.	Deve-se	 verificar	 se	 as	 caixas	de</p><p>passagens/inspeção	e	de	gordura	são	tradicionais	(de	alvenaria	ou	concreto)	e	se</p><p>existem	trincas	ou	quebras	nas	tampas	de	concreto,	então,	substituir	as	caixas	de</p><p>passagem/inspeção	e	de	gordura.</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO</p><p>121</p><p>Ainda,	a	ausência	de	plug	no	sifão	da	caixa	sifonada	pode	ser	uma	das</p><p>causas	deste	problema.	Deve-se	observar	se	a	caixa	sifonada	está	sem	o	plug	do</p><p>sifão,	e	caso	não	possua,	instalar	o	plug	no	sifão	da	caixa	sifonada.</p><p>Um	problema	bastante	comum	é	o	entupimento	de	pia	de	cozinha,	lavatório</p><p>e	tanque,	o	que	pode	ser	causado	pelo	entupimento	no	ramal	de	descarga.	Verificar</p><p>se	após	a	limpeza	do	sifão</p><p>ainda	ocorre	retenção	ou	escoamento	insatisfatório	do</p><p>esgoto	na	pia,	lavatório	ou	tanque	e	providenciar	o	desentupimento	dos	ramais</p><p>de	descarga	utilizando	os	procedimentos	recomendados	pela	norma	NBR	8160</p><p>da	ABNT	anexo	F	(manutenções).</p><p>Outra	causa	comum	de	entupimentos	é	o	acúmulo	de	detritos	no	sifão,</p><p>devendo-se	verificar	 se	há	 retenção	ou	 escoamento	 insatisfatório	do	 esgoto	na</p><p>pia,	lavatório	ou	tanque	e	fazer	a	limpeza	do	sifão.</p><p>O	Retorno	de	espuma	pela	Caixa	Sifonada	pode	ocorrer	pelo	lançamento</p><p>de	 água	 servida	 da	 máquina	 de	 lavar	 roupas	 diretamente	 na	 caixa	 sifonada.</p><p>Imediatamente	 após	 o	 despejo	 da	 máquina	 de	 lavar	 roupa	 deve-se	 observar</p><p>se	 ocorre	 retorno	 de	 espuma,	 em	 caso	 afirmativo	 deve-se	 instalar	 dispositivo</p><p>antiespuma.</p><p>O	retorno	de	espuma	pelo	ponto	de	despejo	d’água	pode	ser	decorrente	de</p><p>ligações	de	tubulações	de	esgoto	em	regiões	de	ocorrência	de	sobrepressão.	Deve-</p><p>se	observar	se	a	ligação	dos	ramais	de	esgoto	de	máquina	de	lavar	roupa	com	as</p><p>colunas	estão	nas	áreas	de	sobrepressão	definidos	no	item	4.2.4.3	da	norma	NBR</p><p>8160	e	instalar	o	adaptador	para	máquina	de	lavar	roupas	no	ponto	da	parede	do</p><p>ramal	de	esgoto.</p><p>FONTE: Adaptado de TIGRE S. A. M294 Manual técnico tigre: orientações técnicas sobre</p><p>instalações hidráulicas prediais. Joinville: Tigre, 2013. Disponível em: https://tigrecombr-prod.</p><p>s3.amazonaws.com/default/files/2019-08/Tigre_Manual+Tecnico.pdf. Acesso em: 18 jun. 2020.</p><p>122</p><p>RESUMO DO TÓPICO 4</p><p>Neste tópico, você aprendeu que:</p><p>•	 As	instalações	de	esgoto	sanitário	têm	como	objetivo	coletar	e	transportar	de</p><p>maneira	segura	e	eficiente	todo	o	esgoto	produzido	nas	construções	para	uma</p><p>rede	pública	coletora	ou	um	sistema	de	tratamento	individual.</p><p>•	 Para	 a	 formulação,	 análise	 e	 supervisão	de	projetos	de	 instalação	de	 esgoto</p><p>sanitário	e	de	sistemas	de	tratamento	individual	devem-se	considerar	princípios</p><p>técnicos	presentes	nas	normas	vigentes	da	ABNT.</p><p>•	 A	 concepção	 de	 projeto	 de	 instalação	 de	 esgoto	 sanitário	 deve	 seguir	 os</p><p>princípios	de	valorização	da	técnica,	atenção	às	singularidades,	visão	integrada</p><p>e	sustentabilidade.</p><p>Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem</p><p>pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao</p><p>AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.</p><p>CHAMADA</p><p>123</p><p>1		Acadêmico,	 esta	 autoatividade	 se	 integra	 à	Unidade	 1,	mas	 se	 relaciona</p><p>diretamente	ao	conteúdo	da	Unidade	2.	É	uma	oportunidade	para	que	você</p><p>observe	a	integração	entre	o	projeto	hidráulico	e	o	sanitário.	Sendo	assim,</p><p>quais	são	as	implicações	que	as	perguntas	levantadas	no	Exercício	1	(Tópico</p><p>4,	Unidade	1)	possuem	para	a	instalação	de	esgoto	sanitário?</p><p>Objetivo:	pensar	e	conceber	de	maneira	integrada	os	projetos	de	instalações</p><p>de	esgoto	sanitário.</p><p>Descrição	 dos	 procedimentos:	 descrever	 perguntas	 do	 Exercício	 1	 (Tópico</p><p>4,	Unidade	1);	determinar	implicações	que	estas	perguntas	possuem	para	o</p><p>projeto	de	esgoto	sanitário.</p><p>2		Considere	os	seus	aprendizados	sobre	as	instalações	de	esgoto	sanitário	e</p><p>faça	o	levantamento	de	ao	menos	três	possíveis	causas	de	“mau	cheiro”	em</p><p>uma	residência	de	seu	cliente.</p><p>Objetivo:	levantar	possíveis	causas	de	mau	odor	proveniente	das	instalações</p><p>sanitárias.</p><p>Descrição	 dos	 procedimentos:	 levantar	 possíveis	 causas	 de	 mau	 cheiro;</p><p>respostas	devem	ser	resgatadas	da	Leitura	Complementar.</p><p>3		Observe	um	exemplo	de	projeto	de	instalação	de	esgoto	sanitário	de	uma</p><p>residência	com	dois	pavimentos	e	responda	às	perguntas:</p><p>Objetivo:	 avaliar	 a	 capacidade	 de	 compreensão	 do	 discente	 em	 relação	 ao</p><p>projeto	de	instalação	de	esgoto	sanitário.</p><p>a)	Qual	o	nome	do	equipamento	localizado	dentro	dos	boxes	dos	banheiros	e</p><p>representado	por	um	quadrado?</p><p>b)	Qual	o	nome	que	se	dá	para	a	área	fechada	destinada	aos	tubos	de	queda</p><p>dos	banheiros?</p><p>c)	Quantas	colunas	de	ventilação	há	na	edificação?</p><p>d)	Qual	o	diâmetro	nominal	do	coletor	de	esgoto	da	edificação?</p><p>e)	Qual	o	nome	do	equipamento		que	recebe	o	esgoto	produzido	na	cozinha?</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>124</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ASSOCIAÇÃO	BRASILEIRA	DE	NORMAS	TÉCNICAS. NBR 8160:	instalações</p><p>prediais	de	esgoto	sanitário.	Rio	de	Janeiro,	1999.</p><p>ASSOCIAÇÃO	BRASILEIRA	DE	NORMAS	TÉCNICAS. NBR 13969:	tanques</p><p>sépticos:	unidades	de	tratamento	complementar	e	disposição	final	dos	efluentes</p><p>líquidos	-	Projeto,	construção	e	operação.	Rio	de	Janeiro,	1997.</p><p>ASSOCIAÇÃO	BRASILEIRA	DE	NORMAS	TÉCNICAS.	NBR 7229:	projeto,</p><p>construção	e	operação	de	sistemas	de	tanques	sépticos.	Rio	de	Janeiro,	1993.</p><p>BLUKIT.	Conheça os sifões da Blukit.	2016.	Disponível	em:	https://www.blukit.</p><p>com.br/noticias/detalhe/conheca-os-sifoes-da-blukit.	Acesso	em:	26	set.	2019.</p><p>BOTELHO,	M.	H.	C.;	RIBEIRO	JUNIOR,	G.	de	A.	Instalações hidráulicas</p><p>prediais utilizando tubos plásticos.	4.	ed.	São	Paulo:	Blucher,	2014.</p><p>BRASIL.	Sistema	Nacional	de	Informações	sobre	Saneamento.	Ministério do</p><p>Desenvolvimento Regional publica diagnósticos da situação do saneamento</p><p>no Brasil.	2017.	Disponível	em:		http://www.snis.gov.br/component/content/</p><p>article?id=175.	Acesso	em:	2	out.	2019.</p><p>CARVALHO	JÚNIOR,	R.	de.	Instalações hidráulicas e o projeto de arquitetura.</p><p>8.	ed.	rev.	São	Paulo:	Blucher,	2014.</p><p>CREDER,	H.	Instalações Hidráulicas e Sanitárias. 6.	ed.	Rio	de	Janeiro:	LTC,</p><p>2006.</p><p>DALCIN,	B.	O que fazer em uma reforma de banheiro.	2015.	Disponível	em:</p><p>https://comprandomeuape.com.br/2015/08/o-que-fazer-em-uma-reforma-de-</p><p>banheiro.html.	Acesso	em:	12	set.	2019.</p><p>FORTLEV.	Caixa sifonada.	c2020.	Disponível	em:	https://www.fortlev.com.br/</p><p>produto/caixa-sifonada-com-7-entradas/.	Acesso	em:	12	set.	2019.</p><p>MACINTYRE,	A.	J.	Instalações Hidráulicas Prediais e Industriais.	3.	ed.	Rio	de</p><p>Janeiro:	LTC,	1996.</p><p>NAKAMURA,	J.	Elimine o cheiro de esgoto da casa com manutenções e</p><p>cuidados simples.	2015.	Disponível	em:	https://www.uol.com.br/universa/</p><p>noticias/redacao/2015/02/24/elimine-o-cheiro-de-esgoto-da-casa-com-</p><p>manutencoes-e-cuidados-simples.htm.	Acesso	em:	23	set.	2019.</p><p>125</p><p>NEVILLE,	A.	M.;	BROOKS,	J.	J.	Tecnologia do concreto.	2.	ed.	Porto	Alegre:</p><p>Bookman,	2013.</p><p>TERUEL	C.;	CASTRO	F.	Saiba qual é a função da caixa de gordura, como</p><p>instalar e limpar.	c2019.	Disponível	em:	https://www.aecweb.com.br/</p><p>cont/m/rev/saiba-qual-e-a-funcao-da-caixa-de-gordura-como-instalar-e-</p><p>limpar_11713_10_19.	Acesso	em:	26	set.	2019.</p><p>TIGRE	S.A.	Caixa de gordura:	ficha	técnica.	2018.	Disponível	em:	https://</p><p>tigrecombr-prod.s3.amazonaws.com/default/files/produtos/ficha-tecnica/FT_</p><p>Caixa%20de%20Gordura-compactado%20%281%29.pdf.	Acesso	em:	23	set.	2019.</p><p>TIGRE	S.A.	M294 Manual técnico tigre:	orientações	técnicas	sobre	instalações</p><p>hidráulicas	prediais.	Joinville:	Tigre,	2013.</p><p>TSUTIYA,	M.	T.;	ALEM	SOBRINHO,	P.	Coleta e transporte de esgoto sanitário.</p><p>São	Paulo:	Escola	Politécnica	da	USP,	1999.</p><p>VIANA	D.	Instalações sanitárias:	ventilação	de	esgoto	predial.	2019.	Disponível</p><p>em:	https://www.guiadaengenharia.com/instalacoes-sanitarias-ventilacao/.</p><p>Acesso	em:	26	set.	2019.</p><p>126</p><p>127</p><p>UNIDADE 3 —</p><p>PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES</p><p>DE PREVENÇÃO E COMBATE</p><p>AO INCÊNDIO</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>PLANO DE ESTUDOS</p><p>A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:</p><p>• perceber elementos práticos de prevenção e combate ao incêndio a partir</p><p>dos conceitos de risco;</p><p>• analisar e estimar parâmetros e critérios tecnicamente adequados para</p><p>sistemas de prevenção e combate ao incêndio;</p><p>•	 dimensionar	e	especificar	elementos	de	um	sistema	de	prevenção	e	com-</p><p>bate ao incêndio;</p><p>• elaborar e compreender projetos de instalações de prevenção e combate</p><p>ao incêndio;</p><p>• aprofundar os conhecimentos teóricos a partir atividades práticas.</p><p>Esta unidade está dividida em quatro tópicos. No decorrer da unidade,</p><p>você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo</p><p>apresentado.</p><p>TÓPICO 1 – INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO</p><p>INCÊNDIO: ASPECTOS GERAIS</p><p>TÓPICO 2 – SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>TÓPICO 3 – BOMBAS EM SISTEMAS DE COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>TÓPICO 4 – BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO</p><p>Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos</p><p>em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá</p><p>melhor as informações.</p><p>CHAMADA</p><p>128</p><p>129</p><p>UNIDADE 3</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>Caro acadêmico, graves e tristes acontecimentos como o incêndio da</p><p>Boate Kiss em Santa Maria (Rio Grande do Sul, ano de 2013) nos relembram da</p><p>importância da engenharia. A existência de adequados sistemas e instalações</p><p>de prevenção e combate ao incêndio são fundamentais para que se garanta a</p><p>segurança dos usuários e a estabilidade das construções.</p><p>Diante desta relevância, buscaremos abordar a questão dos incêndios nas</p><p>edificações	a	partir	de	uma	abordagem	global,	reunindo	aspectos	de	prevenção	e</p><p>combate.	Na	prevenção	busca-se	proteger	os	usuários	da	edificação	e	evitar	que	o</p><p>próprio	incêndio	ocorra.	No	combate,	procura-se	alertar	e	criar	condições	eficazes</p><p>para que o incêndio seja controlado e extinto (CREDER, 2006).</p><p>As	medidas	mais	usuais	contra	incêndio	nas	edificações	são	os	extintores,</p><p>hidrantes,	 sinalizações,	 rotas	 de	 fuga	 e	 alarmes.	 Recomendações	 sobre	 as</p><p>especificações	de	cada	medida	são	regulamentadas	pelo	Corpo	de	Bombeiros	de</p><p>cada uma das unidades da federação.</p><p>Você perceberá que nesta Unidade 3 as normas da ABNT dividirão sua</p><p>importância com as Instruções Normativas (INs) emitidas e publicadas pelo</p><p>Corpo de Bombeiros da sua cidade ou estado. Veremos que as INs têm um papel</p><p>central na regulação do tema, o que atribui aos projetos peculiaridades próprias</p><p>para cada região do país.</p><p>TÓPICO 1 —</p><p>INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO</p><p>INCÊNDIO: ASPECTOS GERAIS</p><p>Uma Instrução Normativa ou Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros tem</p><p>por finalidade padronizar e regular critérios, requisitos e projetos de instalações contra</p><p>incêndio conforme os termos da lei.</p><p>NOTA</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>130</p><p>Diante das diversas regulamentações, buscaremos, neste livro didático,</p><p>apresentar	 os	 principais	 conceitos	 e	 diretrizes	 para	 a	 concepção	 e	 elaboração</p><p>de um projeto de instalação contra incêndio. Reiteramos que nada substituirá a</p><p>análise	e	verificação	completa	das	 instruções	 locais,	 formuladas	pelo	Corpo	de</p><p>Bombeiros da sua região. Isso será fundamental para que seus projetos sejam</p><p>aprovados.</p><p>A	NBR	 15575-1/2013	 Edificações	Habitacionais	 –	 Desempenho	 Parte	 1:</p><p>Requisitos gerais (ABNT, 2013) aponta princípios importantes de projeto que</p><p>aprofundaremos ao longo deste livro. Em síntese, poderíamos destacar que a</p><p>instalação de prevenção e combate de incêndio buscará:</p><p>-	Proteger	a	vida	dos	ocupantes	das	edificações	e	áreas	de	risco,	em</p><p>caso de incêndio;</p><p>-	 Dificultar	 a	 propagação	 do	 incêndio,	 reduzindo	 danos	 ao	 meio</p><p>ambiente e ao patrimônio;</p><p>- Proporcionar meios de controle e extinção do incêndio;</p><p>- Dar condições de acesso para as operações do Corpo de Bombeiros</p><p>[...] (ABNT, 2013, p. 15).</p><p>A mesma NBR 15575 (ABNT, 2013) aponta o caráter integrado das</p><p>instalações de prevenção e combate aos incêndios. Na concepção de um projeto</p><p>estrutural, por exemplo, a resistência ao fogo dos elementos vincula-se a:</p><p>-	 Possibilitar	 a	 saída	 dos	 ocupantes	 da	 edificação	 em	 condições	 de</p><p>segurança;</p><p>-	 Garantir	 condições	 razoáveis	 para	 o	 emprego	 de	 socorro	 público,</p><p>onde se permita o acesso operacional de viaturas, equipamentos e</p><p>seus recursos humanos, com tempo hábil para exercer as atividades</p><p>de salvamento (pessoas retidas) e combate a incêndio (extinção);</p><p>-	Evitar	ou	minimizar	danos	à	própria	edificação,	às	outras	adjacentes,</p><p>à	infraestrutura	pública	e	ao	meio	ambiente	(ABNT,	2013,	p.	16).</p><p>Assim, esperamos que você, acadêmico, possa atingir os objetivos</p><p>de	aprendizagem	por	meio	dos	quatro	 tópicos	desta	Unidade	3.	No	Tópico	1,</p><p>abordaremos uma discussão, que embora conceitual, possui muitas implicações</p><p>práticas. Nos Tópicos 2 e 3 estudaremos os principais elementos de uma instalação</p><p>de prevenção e combate ao incêndio, como: extintores, tubulações, reservatórios</p><p>e	 bombas	 de	 incêndio.	 Por	 fim,	 integraremos	 os	 conteúdos	 apresentados	 na</p><p>discussão de critérios práticos de projeto e inspeção (Tópico 4).</p><p>2 FATORES DE RISCO DE INCÊNDIOS E SUAS IMPLICAÇÕES</p><p>Afinal,	 quais	 são	 os	 elementos	 que	 desencadeiam	 um	 incêndio?	 Ao</p><p>pensarmos em estratégias de limitação e controle do risco de incêndio precisamos</p><p>identificar	 os	 fatores	 que	 o	 constituem.	A	 luz	 da	 teoria	 dos	 riscos	 ambientais</p><p>(GRACIOSA; MENDIONDO, 2007), podemos apontar três tipos de fatores que</p><p>reunidos	produzem	o	risco	de	incêndio	(equação	I):	(1)	agente	físico-químico	(2)</p><p>ambiente vulnerável e (3) exposição de pessoas, bens e estruturas:</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO: ASPECTOS GERAIS</p><p>131</p><p>RISCO DE INCÊNDIO = AGENTE x VULNERABILIDADE x EXPOSIÇÃO (I)</p><p>O agente físico-químico será o oxigênio e o calor, elementos que em contato</p><p>com o material combustível proporcionam a formação do fogo. A intervenção</p><p>sobre o “agente” ocorrerá sempre em um contexto de combate, tendo em vista</p><p>as	diferentes	causas	e	estágios	do	incêndio.	Para	isso	utilizaremos	equipamentos</p><p>e	materiais	de	combate	específicos	para	cada	tipo	de	 incêndio	que	reduzirão	a</p><p>temperatura e a concentração de oxigênio.</p><p>A vulnerabilidade pode ser entendida como o nível de predisposição</p><p>que determinado ambiente construído possui para criar e propagar o fogo. O</p><p>incêndio	 não	 seria	motivo	de	 preocupação	 se	 não	 houvesse	materiais	 capazes</p><p>de	entrar	 em	combustão	nas	edificações.	Portanto,	quanto	maior	o	número	de</p><p>materiais combustíveis (“carga de fogo”) e quanto maior seu grau de propagação,</p><p>maior	será	a	vulnerabilidade	da	edificação.</p><p>Veremos mais à frente e com maior profundidade o conceito de carga de</p><p>fogo ou também conhecido como carga de incêndio. Esse fator possibilita quantificar a</p><p>vulnerabilidade do local e pode servir de parâmetro para o dimensionamento de diversas</p><p>instalações contra incêndio.</p><p>NOTA</p><p>Um	agente	e	um	ambiente	vulnerável	ainda	não	são	capazes	de	formar</p><p>um risco se não houver a exposição de pessoas, estruturas ou quaisquer outros</p><p>seres vivos, obras de arte, documentos e sistemas dos quais se deseja preservar. A</p><p>redução da exposição consiste em prever rotas de fugas, sistemas de isolamento</p><p>(ex.: portas “corta fogo”), saídas de emergência bem dimensionadas e outros.</p><p>Você consegue perceber a relação de todos estes três fatores no evento da</p><p>Boate	Kiss?	Segundo	a	imprensa	(G1,	2013),	um	elemento pirotécnico (agente)</p><p>provocou o início do incêndio no forro da edificação (ambiente vulnerável).</p><p>Poderia ser apenas um “susto” se o fogo fosse contido e se as pessoas não</p><p>estivessem expostas em um ambiente superlotado e com rotas de fuga sem a</p><p>devida	sinalização	(exposição).</p><p>Vejam, portanto, que a equação (I) possui implicações práticas. Permite</p><p>não somente perceber que a exclusão de um ou mais fatores leva a eliminação do</p><p>risco. O conceito também permite observar que o incêndio não é mera fatalidade.</p><p>Trata-se	 de	 um	 evento	 “construído”,	 resultante	 de	 fatores	 relacionados	 à</p><p>negligência ou imprudência humana.</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>132</p><p>Ainda que a origem do fogo possa ser natural (proveniente de raios,</p><p>incêndios	 florestais	 etc.),	 há	 outros	 fatores	 que	 podem	 ser	 gerenciados	 pela</p><p>engenharia (vulnerabilidade e exposição) para que danos e perdas sejam</p><p>minimizados	 ou	 evitados.	 Portanto, todo incêndio é pré-anunciado pelas</p><p>condições em que se encontram os fatores de risco das edificações. Nossa tarefa</p><p>ao	longo	de	toda	a	Unidade	3	consistirá	em	gerenciar	estes	fatores,	reduzi-los	ou</p><p>até	mesmo	eliminá-los	para	que	se	garanta	a	segurança	dos	usuários	da	edificação.</p><p>2.1 CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS E CARGA DE FOGO</p><p>Como	seria	possível	quantificar	os	riscos?	Existem	ferramentas	qualitativas</p><p>e quantitativas para isso. De maneira geral, o Corpo de Bombeiros de cada</p><p>unidade	da	federação	costuma	apresentar	uma	classificação	de	acordo	com	o	uso</p><p>e	a	ocupação	da	construção	(classificação	qualitativa,	não	numérica).</p><p>Perceba	que	a	questão	do	uso	da	edificação	reúne	direta	e	indiretamente</p><p>aspectos relacionados aos graus de vulnerabilidade e exposição. Observe o</p><p>exemplo da Instrução Normativa 003 do estado de Santa Catarina (CBM-SC,</p><p>2014, p. 4, grifo do autor):</p><p>Art.	 5º	Dentro	 da	 classificação	 do	 risco	 de	 incêndio,	 a	 princípio,	 as</p><p>ocupações dos imóveis serão distribuídas da seguinte forma:</p><p>I – RISCO LEVE – para ocupação tipo: a) Residencial privativa</p><p>multifamiliar; b) Residencial coletiva; c) Comercial (exceto</p><p>supermercados ou galerias comerciais); d) Pública; e) Escolar geral;</p><p>f) Escolar diferenciada; g) Reunião de Público com concentração; h)</p><p>Reunião de Público sem concentração; i) Hospitalar sem internação</p><p>e sem restrição de mobilidade; j) Parques aquáticos; k) Atividades</p><p>agropastoris (exceto silos); l) Riscos diferenciados; m) Mista (para</p><p>duas ou mais ocupações previstas neste inciso, desde que exista</p><p>compartimentação entre as diferentes ocupações e com saídas de</p><p>emergência independentes).</p><p>II – RISCO MÉDIO – para ocupação tipo: a) Residencial transitória;</p><p>b) Garagens; c) Mista (quando não houver compartimentação entre</p><p>as	diferentes	ocupações	ou	com	sobreposição	de	fluxo	nas	saídas	de</p><p>emergência); d) Industrial; e) Comercial (apenas supermercados ou</p><p>galerias comerciais); f) Shopping Center; g) Hospitalar com internação</p><p>ou com restrição de mobilidade; h) Postos de revenda de GLP; i) Locais</p><p>com restrição de liberdade; j) Depósitos; k) Atividades agropastoris</p><p>(apenas	 silos);	 l)	 Túneis,	 galerias	 e	 minas;	 m)	 Edificações	 especiais</p><p>(apenas	para	oficinas	de	consertos	de	veículos	automotores,	caldeiras</p><p>ou vasos sob pressão);</p><p>III – RISCO ELEVADO – para ocupação tipo: a) Postos para</p><p>reabastecimentos	 de	 combustíveis;	 b)	 Edificações	 especiais	 (apenas</p><p>para	depósito	de	combustíveis,	inflamáveis,	explosivos	ou	munições).</p><p>Nas	edificações	de	uso	comercial	e	industrial	é	comum	que	a	classificação</p><p>de riscos seja complementada por uma avaliação quantitativa (numérica) do grau</p><p>de	vulnerabilidade.	É	o	 caso	da	quantificação	da	carga de incêndio específica</p><p>da	 edificação.	O	parâmetro	pode	 ser	 definido	 como	 a	 razão	 entre	 a	 soma	das</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO: ASPECTOS GERAIS</p><p>133</p><p>energias	caloríficas	que	poderiam	ser	liberadas	pela	queima	completa	de	todos	os</p><p>materiais	e	a	área	total	construída	da	edificação	(equação	II).</p><p>Consideram-se construções de risco leve aquelas que possuem carga de</p><p>incêndio	específica	menor	que	1140	MJ/m²,	risco	médio	entre	1140	e	2280	MJ/m²	e</p><p>risco	elevado	maior	que	2280	MJ/m²	(CBM-SC,	2014).	Por	meio	da	equação	(II)	é</p><p>possível	calcular	carga	de	incêndio	específica	da	edificação.	Ela	expressa	a	relação</p><p>entre	a	soma	da	carga	de	“i”	materiais	e	a	área	construída	da	edificação	ou	de	um</p><p>compartimento	específico.</p><p>Em que:</p><p>Qe	=	carga	de	incêndio	específica	(MJ/m²);</p><p>pi = massa do material “i” combustível (kg);</p><p>ki	=	poder	calorífico	do	material	“i”	(MJ/kg);</p><p>A	=	área	construída	da	edificação	(m²).</p><p>O seguinte roteiro de cálculo poderá ser seguido para o cálculo da carga</p><p>de	incêndio	específica:</p><p>1)	Levantar	 os	 materiais	 combustíveis	 encontrados	 na	 edificação,	 incluindo	 a</p><p>mobília.</p><p>2)	Levantamento	da	massa	estimada	dos	materiais	combustíveis	e	identificação</p><p>dos	seus	respectivos	poderes	caloríficos	(ver	próxima	nota).</p><p>3) Cálculo da somatória da carga de incêndio de todos os materiais combustíveis.</p><p>4)	Determinação	da	carga	de	incêndio	específica.</p><p>Confira valores de referência dos poderes caloríficos dos materiais (k</p><p>i</p><p>) no</p><p>Anexo A deste Tópico 1.</p><p>DICAS</p><p>Sendo	assim,	uma	edificação	de	504	m²	com	500	kg	de	madeira	(k	=	19	MJ/</p><p>kg)	e	100	kg	de	plástico	(31	MJ/kg)	terá	uma	carga	de	incêndio	específica	de	25</p><p>MJ/m².</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>134</p><p>3 CLASSES DE INCÊNDIO E SEUS MATERIAIS DE COMBATE</p><p>A	identificação	de	como	o	 incêndio	se	origina	não	é	uma	 tarefa	 trivial.</p><p>Incêndios com diferentes origens exigirão diferentes maneiras de combate, motivo</p><p>pelo qual nem sempre a água será o material mais adequado para a extinção do</p><p>fogo.</p><p>Confira os perigos que a escolha inadequada do método de combate pode</p><p>gerar, acessando o link a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=7OYh9_MTx8s.</p><p>NOTA</p><p>A medida mais adequada contra incêndios sempre será a prevenção,</p><p>porém, quando não for possível, deve-se combatê-lo nos seus primeiros estágios.</p><p>A	natureza	do	material	inflamado	determina	qual	tipo	de	substância	e	instalação</p><p>será	mais	adequada	para	combater	o	incêndio	(MACINTYRE,	1996).	Bucka	(2015)</p><p>destaca algumas das principais causas e origens de incêndios, são elas:</p><p>1) Eletricidade:	 tanto	pelo	excesso	de	carga	(utilização	de	“tês”	que	alimentam</p><p>vários aparelhos elétricos sobrecarregando a tomada) como curtos-circuitos,</p><p>mau contato, ausência de fusíveis ou disjuntores e superaquecimento de</p><p>aparelhos elétricos.</p><p>2) Chama exposta: contato de chama com qualquer material que tem potencial</p><p>para iniciar uma combustão (velas, cigarros, fósforo aceso, fogos de artifício</p><p>etc.)</p><p>3) Centelha ou faísca: de forma semelhante a chama exposta, se esse fenômeno</p><p>luminoso que possui descarga elétrica entrar em contato com algum material</p><p>inflamável	poderá	ser	dado	início	a	um	incêndio.</p><p>4) Atrito: ocorre pela transformação de energia mecânica em calor, podendo, da</p><p>mesma forma que chama exposta e faísca iniciar uma combustão.</p><p>5) Combustão espontânea:	existem	materiais	que	são	susceptíveis	à	inflamação</p><p>mesmo	 sem	 estar	 em	 contato	 com	 alguma	 fonte	 de	 calor	 (feno,	 fibras	 de</p><p>juta, carvão, pólvora etc.), devendo ser tomadas as medidas cautelares para</p><p>armazenamento	e	controle.</p><p>6) Vasilhames de líquidos inflamáveis abertos: se deixados abertos o vapor destes</p><p>líquidos pode se espalhar e em contato com uma fonte de ignição (faísca, atrito,</p><p>eletricidade, entre outros) podem ocasionar uma explosão e/ou incêndio.</p><p>7) Gás de cozinha:	vazamentos	em	instalações	irregulares,	reparos	mal	feitos	ou</p><p>até o próprio uso incorreto ou irresponsável pode provocar um acidente de</p><p>forma	semelhante	ao	de	vasilhames	de	líquidos	inflamáveis	abertos.</p><p>8) Convergência luminosa:	 luz	concentrada,	através	de	 lente	convergente,	que</p><p>pode	iniciar	fogo,	caso	esteja	em	contato	com	superfície	inflamável.</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO: ASPECTOS GERAIS</p><p>135</p><p>Nos Código de Segurança, Instruções Normativas dos Bombeiros e</p><p>na	 Norma	 Regulamentadora	 NR	 23	 definem-se	 algumas	 classes	 de	 incêndio</p><p>(BRASIL,	2011;	RIO	DE	JANEIRO,	1976).	Elas	são	separadas	a	partir	da	origem</p><p>do fogo:</p><p>• Classe A: causados por materiais de fácil combustão, podendo ser queimados</p><p>completamente	(superficial	e	interno)	e	que	deixam	brasa	e	resíduos.	Ex.:	papel,</p><p>madeira, tecidos etc.</p><p>• Classe B:	incêndios	em	materiais	que	queimam	apenas	superficialmente	e	não</p><p>deixam resíduos. Ex.: gasolina, solventes, tintas etc.</p><p>• Classe C:	 incêndio	 em	 equipamentos	 elétricos	 eletrificados	 (caso	 estejam</p><p>desligados	 os	 mesmos	 pertencem	 à	 classe	 A).	 Ex.:	 motores,	 geradores,</p><p>transformadores, televisores etc.</p><p>• Classe D:	 incêndios	 em	 elementos	 altamente	 inflamáveis	 e	 suas	 ligas,	 que</p><p>quando	em	contato	com	fogo	produzem	centelhas	e	até	mesmo	explosões.	Ex.:</p><p>alumínio, magnésio, potássio, titânio etc.</p><p>Na Tabela 1, apresenta-se uma relação entre a classe de incêndio e o tipo</p><p>de materiais de combate compatíveis para a extinção do fogo. Os materiais de</p><p>combate	reduzem	a	temperatura	e	a	concentração	de	oxigênio.	Em	alguns	casos,</p><p>deseja-se	 que	 o	 material	 também	 não	 conduza	 energia	 elétrica	 ou	 provoque</p><p>bruscas mudanças no estado físico dos materiais.</p><p>Materiais de</p><p>Combate</p><p>Classe de incêndio</p><p>Água</p><p>em jato</p><p>denso</p><p>Carga</p><p>Soda-</p><p>ácido</p><p>Espuma Neblina</p><p>de água</p><p>Gás</p><p>carbônico</p><p>Pó</p><p>carboquímico</p><p>Materiais sólidos,</p><p>fibras,	madeiras,</p><p>papel etc.</p><p>A Sim Sim Sim Sim Sim1 Sim1</p><p>Líquidos</p><p>inflamáveis</p><p>derivados de</p><p>petróleo</p><p>B Não Não Sim Sim2 Sim Sim</p><p>Maquinaria</p><p>elétrica, motores,</p><p>geradores,</p><p>transformadores</p><p>C Não Não Não Sim2 Sim Sim</p><p>Gases	inflamáveis,</p><p>sob pressão D Não Não Não Não3 Não3 Sim</p><p>1 Indicado somente para princípios de incêndio e incêndios de pequena extensão.</p><p>2 Indicado somente após análise prévia das condições de incêndio.</p><p>3 Embora não indicado, existem possibilidade de emprego após estudo prévio e consulta ao</p><p>Corpo de Bombeiros.</p><p>FONTE: Adaptada de Bucka (apud MACINTYRE, 1996, p. 326)</p><p>TABELA 1 – MATERIAIS DE COMBATE A INCÊNDIO EM FUNÇÃO DOS PRODUTOS COMBATENTES</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>136</p><p>Por	 esta	 razão,	 observe	 que	 a	 água	 em	 formato	 de	 jato	 ou	 neblina</p><p>(“dispersa”) não é indicada para todos os casos. Motivo pelo qual a água não será</p><p>o único material de combate presente em nossas instalações. É o que veremos nos</p><p>próximos tópicos deste livro didático.</p><p>4 CASOS PRÁTICOS – RISCO E CARGA DE INCÊNDIO</p><p>PRÁTICA 1 – RISCO DE INCÊNDIO</p><p>Aprendemos, neste tópico, que um incêndio é resultante da combinação</p><p>de três fatores: agente, vulnerabilidade e exposição. Sendo assim, escolha um</p><p>incêndio ocorrido dentro ou fora do Brasil (incluindo algum que até mesmo você</p><p>tenha	presenciado)	e	identifique	os	fatores	de	risco	no	respectivo	evento.	Reflita</p><p>com seus colegas como seria possível prevenir o ocorrido.</p><p>Objetivo: aplicar os conceitos de risco de incêndio em casos práticos e</p><p>reais.</p><p>Descrição dos procedimentos: levantar um caso real de incêndio em uma</p><p>construção;	 identificar	 fatores	 de	 risco	 do	 evento;	 debater	 com	 os	 colegas	 de</p><p>turma como o incidente poderia ser evitado.</p><p>Conceitos: agente físico-química, vulnerabilidade e exposição.</p><p>Resposta: para o caso escolhido considerar o agente físico-químico como o</p><p>oxigênio atmosférico, calor, faíscas, fonte de queima; vulnerabilidade considerar</p><p>os materiais combustíveis e a existência de sistemas de combate; exposição</p><p>considerar	os	sistemas	de	fuga,	sinalizações,	proteção	contra	colapso	instantâneo</p><p>da estrutura etc. A discussão da prevenção do ocorrido deve ser focada nas</p><p>estruturas	contra	incêndio	da	edificação	escolhida	(aspectos	de	vulnerabilidade	e</p><p>exposição). Ver exemplo discutido no próprio tópico, o caso da Boate Kiss.</p><p>5 CASOS PRÁTICOS – RISCO E CARGA DE INCÊNDIO</p><p>PRÁTICA 2 – CARGA DE INCÊNDIO E PRÁTICA DE DETERMINAÇÃO</p><p>Um	 armazém	 com	 1200	 m²	 de	 área	 construída	 possui	 os	 seguintes</p><p>materiais: 15 ton. de celulose, 1,5 ton. kg de madeira e 20 ton. de plástico. Calcule</p><p>a	carga	de	incêndio	específica	da	construção	e	classifique	a	edificação	conforme</p><p>os	dados	da	Tabela	 2.	 Faça	uso	do	Anexo	A	para	obter	 o	poder	 calorífico	dos</p><p>materiais.</p><p>Objetivo:	determinar	a	carga	de	incêndio	e	verificar	a	classificação	de	risco</p><p>da	edificação	do	problema.</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO: ASPECTOS GERAIS</p><p>137</p><p>Conceitos:	 potencial	 calorífico	 específico.	 Carga	 de	 incêndio.	 Carga	 de</p><p>incêndio	específica.	Classe	de	risco	de	incêndio.</p><p>Classe de risco de incêndio Carga de incêndio específica (MJ/m²)</p><p>Leve < 500</p><p>Médio de 500 a 1000</p><p>Elevado > 1000</p><p>FONTE: O autor</p><p>TABELA 2 – CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DA EDIFICAÇÃO DE ACORDO COM A CARGA DE IN-</p><p>CÊNDIO</p><p>Dados meramente ilustrativos.</p><p>Descrição dos procedimentos.</p><p>Resposta:	Carga	de	incêndio	=	15000	kg.	16	MJ/kg	+	1500	kg.	19	MJ/kg	+	20000	kg.</p><p>31	MJ/kg	=	888	500	MJ</p><p>Carga	de	incêndio	específica	=	888	500	MJ	/	1200	m²	=	740	MJ/m²			Risco	médio.</p><p>6 CASOS PRÁTICOS – RISCO E CARGA DE INCÊNDIO</p><p>PRÁTICA 3 – LEGISLAÇÃO LOCAL</p><p>Verifique	 na	 legislação	 do	 seu	município	 (ANEXO	B	 –	 a	 seguir)	 como</p><p>se	dá	a	 classificação	de	 incêndio	e	 cálculo	da	carga	de	 fogo.	Compartilhe	 com</p><p>seus	colegas	os	critérios	encontrados	para	a	definição	destes	dois	parâmetros	e</p><p>responda:</p><p>Objetivo: determinar o método de cálculo para a carga de fogo na sua</p><p>região,	bem	como	definir	a	carga	específica	de	incêndio	em	um	caso	prático.</p><p>Conceitos:	 potencial	 calorífico	 específico.	 Carga	 de	 incêndio.	 Carga	 de</p><p>incêndio	específica.	Classe	de	risco	de	incêndio.	Legislação	local.</p><p>Descrição dos procedimentos: acessar site do corpo de bombeiros do seu</p><p>estado (ANEXO B); comparar método do cálculo de carga de fogo com o método</p><p>aplicado no exercício anterior (levantar diferenças e semelhanças); determinar</p><p>carga	específica	de	 incêndio	 conforme	 regulação	 local	 e	a	partir	dos	dados	do</p><p>exercício anterior.</p><p>a)	Existem	diferenças	no	método	do	cálculo	para	o	cálculo	da	carga	de	fogo?	Se</p><p>sim,	quais?</p><p>b)	Qual	 seria	 a	 carga	 específica	 de	 incêndio	 para	 o	 caso	 descrito	 no	 exercício</p><p>anterior?</p><p>Resposta: Prática 2 contém a resposta para o Estado de Goiás.</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>138</p><p>ANEXO A</p><p>Tipo de</p><p>Material</p><p>ki (MJ/</p><p>kg)</p><p>Tipo de</p><p>Material</p><p>ki (MJ/</p><p>kg) Tipo de Material ki (MJ/</p><p>kg)</p><p>Acetileno 50 Dietilcetona 34 Metano 50</p><p>Acetileno</p><p>dissolvido 17 Dietileter 37 Metanol 19</p><p>Acetona 30 Epóxi 34 Monóxido de</p><p>carbono 10</p><p>Acrílico 28 Etano 47 Nafta 42</p><p>Açúcar 17 Etanol 26 N-Butano 45</p><p>Amido 17 Eteno 50 Nitrocelulose 8,4</p><p>Algodão 18 Éter amílico 42 N-Octano 44</p><p>Álcool</p><p>Alílico 34 Éter etílico 34 N-Pentano 45</p><p>Álcool</p><p>Amílico 42 Etileno 50 Óleo de linhaça 37</p><p>Álcool</p><p>Etílico 25 Etino 48 Óleo vegetal 42</p><p>Álcool</p><p>Metílico 21 Enxofre 8,4 Palha 16</p><p>Benzeno 49 Farinha de</p><p>trigo 17 Papel 17</p><p>Benzina 42 Hexaptano 46 Parafina 46</p><p>Celulose 16 Fenol 34 Petróleo 41</p><p>Biodisel 39 Fibra sintética</p><p>6,6 29 Plástico 31</p><p>Borracha</p><p>espuma 37 Fósforo 25 Poliacritonitrico 30</p><p>Borracha</p><p>em tiras 32 Gás Natural 26 Policarbonato 29</p><p>Butano 46 Gasolina 47 Poliéster 31</p><p>Cacau em</p><p>pó 17 Glicerina 17 Poliestireno 39</p><p>Café 17 Gordura e óleo</p><p>vegetal 42 Polietileno 44</p><p>Cafeína 21 Grãos 17 Polimetilmetacrilico 24</p><p>Cálcio 4 Graxa,</p><p>lubrificante 41 Polioximetileno 15</p><p>TABELA 3 – VALORES DE REFERÊNCIA – POTENCIAL CALORÍFICO ESPECÍFICO (HI)</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO: ASPECTOS GERAIS</p><p>139</p><p>Carbono 34 Heptano 46 Poliuretano 23</p><p>Carvão 36 Hexametileno 46 Polivinilclorido 16</p><p>Celulose 16 Hexano 46 Propano 46</p><p>Cereais 17 Hidreto de</p><p>sódio 9 PVC 17</p><p>C-Heptano 46 Hidrogênio 143 Resina de fenol 25</p><p>C-Pentano 46 Hidreto de</p><p>magnésio 17 Resina de uréia 21</p><p>C-Propano 50 Látex 44 Resina melamínica 18</p><p>C-Hexano 46 Lã 23 Seda 19</p><p>Chocolate 25 Leite em pó 17 Sisal 17</p><p>Chá 17 Linho 17 Tabaco 17</p><p>Cloreto de</p><p>polivinil 21 Linóleo 2 Tolueno 42</p><p>Couro 19 Lixo de</p><p>cozinha 18 Turfa 34</p><p>Creosoto/</p><p>fenol 37 Madeira 19 Ureia (ver resina de</p><p>ureia) 9</p><p>D-glucose 15 Magnésio 25 Viscose 17</p><p>Diesel 43 Manteiga 37</p><p>Dietilamina 42 Polipropileno 43</p><p>FONTE: Adaptada de CBM-GO (2014, p. 53)</p><p>Unidades</p><p>Federativas Acesso às Instruções Normativas / Instruções Técnicas1</p><p>Acre</p><p>https://sogi8.sogi.com.br/Arquivo/Modulo113.MRID109/</p><p>Registro1239186/portaria%20cbm-ac%20n%C2%B0%2049,%20</p><p>de%2023-03-2016%20.pdf</p><p>Alagoas https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=350207</p><p>Amapá https://sistemas.cbm.ap.gov.br/site_v2/index.php/atividades-</p><p>tecnicas</p><p>Amazonas https://dstcbmam.wordpress.com/2017/05/23/legislacao-</p><p>tecnica/</p><p>Bahia http://www.cbm.ba.gov.br/legislacao</p><p>Ceará https://www.cepi.cb.ce.gov.br/download/normas-tecnicas-</p><p>vigentes/</p><p>Distrito Federal https://www.cbm.df.gov.br/regulamentacao</p><p>Espírito Santo https://cb.es.gov.br/normas-tecnicas</p><p>Goiás https://www.bombeiros.go.gov.br/normastecnicas-revisao/</p><p>normas-tecnicas.html</p><p>Maranhão https://cbm.ssp.ma.gov.br/index.php/2013/06/05/normas-de-</p><p>seguranca/</p><p>ANEXO B</p><p>QUADRO 1 – INSTRUÇÕES NORMATIVAS DAS UNIDADES DA FEDERAÇÃO – BRASIL</p><p>https://sogi8.sogi.com.br/Arquivo/Modulo113.MRID109/Registro1239186/portaria cbm-ac n%C2%B0 49, de 23-03-2016 .pdf</p><p>https://sogi8.sogi.com.br/Arquivo/Modulo113.MRID109/Registro1239186/portaria cbm-ac n%C2%B0 49, de 23-03-2016 .pdf</p><p>https://sogi8.sogi.com.br/Arquivo/Modulo113.MRID109/Registro1239186/portaria cbm-ac n%C2%B0 49,</p><p>DE COMBATE .......................................... 134</p><p>4 CASOS PRÁTICOS – RISCO E CARGA DE INCÊNDIO ....................................................... 136</p><p>5 CASOS PRÁTICOS – RISCO E CARGA DE INCÊNDIO ....................................................... 136</p><p>6 CASOS PRÁTICOS – RISCO E CARGA DE INCÊNDIO ....................................................... 137</p><p>RESUMO DO TÓPICO 1................................................................................................................... 141</p><p>AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 142</p><p>TÓPICO 2 — SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO ......................... 143</p><p>1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 143</p><p>2 EXTINTORES .................................................................................................................................. 144</p><p>3 SISTEMA HIDRAÚLICO PREVENTIVO (SPH): TUBULAÇÕES E RESERVATÓRIO .... 146</p><p>3.1 TUBULAÇÕES DO SISTEMA HIDRAÚLICO ...................................................................... 150</p><p>3.2 CAIXA DE INCÊNDIO .............................................................................................................. 153</p><p>3.3 RESERVATÓRIOS ....................................................................................................................... 155</p><p>4 CASOS PRÁTICOS – CONCEPÇÃO DE SISTEMAS DE EXTINTORES ........................... 156</p><p>RESUMO DO TÓPICO 2................................................................................................................... 158</p><p>AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 159</p><p>TÓPICO 3 — BOMBAS EM SISTEMAS DE COMBATE AO INCÊNDIO ............................. 161</p><p>1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 161</p><p>2 BOMBAS DE INCÊNDIO: PARÂMETROS E POTÊNCIA ..................................................... 161</p><p>3 ESPECIFICAÇÕES E PROCEDIMENTOS PRÁTICOS DE INSPEÇÃO ............................. 163</p><p>4 CASOS PRÁTICOS – INSPEÇÃO DE SISTEMAS DE BOMBAS DE INCÊNDIO ........... 167</p><p>RESUMO DO TÓPICO 3................................................................................................................... 169</p><p>AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 170</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO ................................................. 173</p><p>1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 173</p><p>2 PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO .................................................................................... 174</p><p>2.1 PROJETO: CONCEPÇÃO E ELABORAÇÃO ......................................................................... 174</p><p>2.1.1 Elementos de projeto ......................................................................................................... 176</p><p>2.2 INSTALAÇÃO, INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO ................................................................... 178</p><p>3 CASOS PRÁTICOS – AVALIAÇÃO E PROJETO DE SISTEMAS DE PREVENÇÃO E</p><p>COMBATE ............................................................................................................................................ 180</p><p>4 CASOS PRÁTICOS – AVALIAÇÃO E PROJETO DE SISTEMAS DE PREVENÇÃO E</p><p>COMBATE ............................................................................................................................................ 181</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR .......................................................................................................... 184</p><p>RESUMO DO TÓPICO 4................................................................................................................... 187</p><p>AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 188</p><p>REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 189</p><p>1</p><p>UNIDADE 1 —</p><p>PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE</p><p>ÁGUA FRIA</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>PLANO DE ESTUDOS</p><p>A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:</p><p>•	 analisar	e	definir	a	escolha	de	parâmetros	e	critérios	técnicos	que	viabili-</p><p>zem	o	funcionamento	de	um	sistema	de	abastecimento;</p><p>•	 aplicar	técnicas	de	dimensionamento	e	projeto	de	reservação	e	distribui-</p><p>ção	de	água	fria	em	residências	e	diversos	estabelecimentos;</p><p>•	 especificar	e	dimensionar	tubulações	em	um	sistema	de	água	fria;</p><p>•	 elaborar	e	compreender	projetos	de	instalações	de	água	fria	com	aprofun-</p><p>dado	aporte	teórico	e	prático.</p><p>Esta	 unidade	 está	 dividida	 em	 quatro	 tópicos.	 No	 decorrer	 da	 unidade,</p><p>você	 encontrará	 autoatividades	 com	 o	 objetivo	 de	 reforçar	 o	 conteúdo</p><p>apresentado.</p><p>TÓPICO	1	–	INSTALAÇÕES	DE	ÁGUA	FRIA:	ASPECTOS	GERAIS</p><p>TÓPICO	2	–	RESERVATÓRIOS	E	SISTEMAS	DE	BOMBEAMENTO:</p><p>DIMENSIONAMENTO	E	VERIFICAÇÕES</p><p>TÓPICO	3	–	DIMENSIONAMENTO	E	ESPECIFICAÇÕES	DE	RAMAIS,</p><p>COLUNAS	E	BARRILETES</p><p>TÓPICO	4	–	BOAS	PRÁTICAS	DE	PROJETO	DE	INSTALAÇÃO	DE</p><p>ÁGUA	FRIA</p><p>Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos</p><p>em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá</p><p>melhor as informações.</p><p>CHAMADA</p><p>2</p><p>3</p><p>TÓPICO 1 —</p><p>UNIDADE 1</p><p>INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: ASPECTOS GERAIS</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>Caro	acadêmico,	você	já	deve	ter	sentido	os	efeitos	indesejados	da	falta	de</p><p>água,	não	é?	Se	já	sentiu,	então	pode	imaginar	a	importância	de	uma	instalação</p><p>hidráulica	adequada	e	bem	suprida	para	uso	da	edificação.	A	água	é	um	elemento</p><p>fundamental	para	vida	e	estudaremos	aqui	como	fornecê-la	adequadamente	nas</p><p>construções.</p><p>Inicialmente,	 é	 válido	 destacar	 que	 as	 instalações	 hidráulicas	 podem</p><p>ser	 preparadas	 para	 receber	 água	 quente,	 fria,	 de	 combate	 ao	 incêndio	 ou	 de</p><p>drenagem	(água	da	chuva,	pluvial).	Cada	qual	possui	sua	especificidade	técnica.</p><p>Nesta	unidade,	nos	 limitaremos	a	 abordar	 a	 instalação	de	água	 fria,	 isto	 é,	de</p><p>água	em	temperatura	ambiente.</p><p>Aguarde mais um pouco e, na Unidade 3, veremos práticas importantes nas</p><p>instalações hidráulicas de combate ao incêndio.</p><p>ESTUDOS FU</p><p>TUROS</p><p>Podemos	definir	a	instalação	de	água	fria	como	um	sistema	de	engenharia</p><p>formado	 por	 tubulações,	 equipamentos,	 reservatórios	 e	 acessórios	 de	 conexão</p><p>(ABNT,	1998).	Seu	objetivo	é	promover	o	abastecimento	dos	aparelhos	de	água</p><p>das	construções	com	um	desempenho	que	atenda	às	necessidades	dos	usuários</p><p>(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).</p><p>Na	Figura	1,	podemos	observar	os	principais	elementos	de	uma	instalação</p><p>de	água	fria	residencial.	Tais	elementos	e	suas	respectivas	funções	são	descritas</p><p>a	seguir:</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>4</p><p>FIGURA 1 – ELEMENTOS BÁSICOS DE INSTALAÇÃO HIDRÁULICA DE ÁGUA FRIA</p><p>FONTE: Adaptada de Carvalho Júnior (2014, p. 23)</p><p>1)	O	reservatório	(“caixa	d’água”)	armazena	água	com	o	intuito	de	amenizar	os</p><p>efeitos	de	uma	possível	paralisação	do	fornecimento	de	água	da	rede	pública.</p><p>2)	O	 “ladrão”	 é	 uma	 saída	 localizada	 na	 lateral	 superior	 do	 reservatório	 que</p><p>evitará	o	extravasamento	não	controlado	do	reservatório.	Quando	o	“ladrão”</p><p>é	acionado,	a	água	deve	ser	encaminhada	para	um	lugar	visível,	que	alerte	o</p><p>problema	ao	usuário	e	não	danifi	que	a	construção.</p><p>3)	Uma	 tubulação	de	 limpeza	é	contemplada	para	que	seja	possível	esvaziar	o</p><p>reservatório	de	maneira	segura	e	rápida.	Observe	que	ela	se	une	ao	“ladrão”	na</p><p>parte	inferior	esquerda	do	reservatório.</p><p>4)	Registros	 são	 acessórios	 importantes	 para	 que	 se	 possa	 interromper	 o</p><p>fornecimento	de	água	e	realizar	a	manutenção	e	o	controle	das	instalações.</p><p>5)	As</p><p>de 23-03-2016 .pdf</p><p>https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=350207</p><p>https://sistemas.cbm.ap.gov.br/site_v2/index.php/atividades-tecnicas</p><p>https://sistemas.cbm.ap.gov.br/site_v2/index.php/atividades-tecnicas</p><p>https://dstcbmam.wordpress.com/2017/05/23/legislacao-tecnica/</p><p>https://dstcbmam.wordpress.com/2017/05/23/legislacao-tecnica/</p><p>http://www.cbm.ba.gov.br/legislacao</p><p>https://www.cepi.cb.ce.gov.br/download/normas-tecnicas-vigentes/</p><p>https://www.cepi.cb.ce.gov.br/download/normas-tecnicas-vigentes/</p><p>https://www.cbm.df.gov.br/regulamentacao</p><p>https://cb.es.gov.br/normas-tecnicas</p><p>https://www.bombeiros.go.gov.br/normastecnicas-revisao/normas-tecnicas.html</p><p>https://www.bombeiros.go.gov.br/normastecnicas-revisao/normas-tecnicas.html</p><p>https://cbm.ssp.ma.gov.br/index.php/2013/06/05/normas-de-seguranca/</p><p>https://cbm.ssp.ma.gov.br/index.php/2013/06/05/normas-de-seguranca/</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>140</p><p>Mato Grosso http://www.bombeiros.mt.gov.br/</p><p>legislacaoSegurancaIncendioPanico.php?id=405</p><p>Mato Grosso</p><p>do Sul https://www.bombeiros.ms.gov.br/normas-tecnicas-cbmms/</p><p>Minas Gerais http://www.bombeiros.mg.gov.br/component/content/</p><p>article/471-instrucoes-tecnicas.html</p><p>Pará https://www.bombeiros.pa.gov.br/instrucoes-tecnicas/</p><p>Paraíba https://bombeiros.pb.gov.br/normas-tecnicas/</p><p>Paraná http://www.bombeiros.pr.gov.br/Pagina/Legislacao-de-</p><p>Seguranca-Contra-Incendio</p><p>Pernambuco http://www.bombeiros.pe.gov.br/web/cbmpe/coscip</p><p>Piauí http://www.cbm.pi.gov.br/it.php</p><p>Rio de Janeiro http://www.cbmerj.rj.gov.br/notas-tecnicas</p><p>Rio Grande do</p><p>Norte</p><p>http://www.cbm.rn.gov.br/Conteudo.</p><p>asp?TRAN=ITEM&TARG=184961&ACT=&PAGE=0&</p><p>PARM=&LBL=SAT</p><p>Rio Grande do</p><p>Sul https://www.bombeiros.rs.gov.br/resolucoes-tecnicas</p><p>Rondônia http://www.rondonia.ro.gov.br/cbm/institucional/1-servicos-</p><p>tecnicos/leis-decreto-e-instrucoes-tecnicas/</p><p>Roraima http://www.bombeiros.rr.gov.br/portal/downloads.php</p><p>Santa Catarina https://dat.cbm.sc.gov.br/index.php/pt/cidadao/instrucoes-</p><p>normativas-in</p><p>São Paulo2 http://www.corpodebombeiros.sp.gov.br/</p><p>Sergipe https://dat.cbm.se.gov.br/portal/downloads</p><p>Tocantins https://distec.bombeiros.to.gov.br/pags/menu/legi/</p><p>1	Verificar	possíveis	atualizações	de	acesso.</p><p>2	Ir	em	“Segurança	Contra	Incêndio”	–	“Instruções	para	Regularização”.</p><p>FONTE: O autor</p><p>http://www.bombeiros.mt.gov.br/legislacaoSegurancaIncendioPanico.php?id=405</p><p>http://www.bombeiros.mt.gov.br/legislacaoSegurancaIncendioPanico.php?id=405</p><p>https://www.bombeiros.ms.gov.br/normas-tecnicas-cbmms/</p><p>http://www.bombeiros.mg.gov.br/component/content/article/471-instrucoes-tecnicas.html</p><p>http://www.bombeiros.mg.gov.br/component/content/article/471-instrucoes-tecnicas.html</p><p>https://www.bombeiros.pa.gov.br/instrucoes-tecnicas/</p><p>https://bombeiros.pb.gov.br/normas-tecnicas/</p><p>http://www.bombeiros.pe.gov.br/web/cbmpe/coscip</p><p>http://www.cbm.pi.gov.br/it.php</p><p>http://www.cbmerj.rj.gov.br/notas-tecnicas</p><p>http://www.cbm.rn.gov.br/Conteudo.asp?TRAN=ITEM&TARG=184961&ACT=&PAGE=0&PARM=&LBL=SAT</p><p>http://www.cbm.rn.gov.br/Conteudo.asp?TRAN=ITEM&TARG=184961&ACT=&PAGE=0&PARM=&LBL=SAT</p><p>http://www.cbm.rn.gov.br/Conteudo.asp?TRAN=ITEM&TARG=184961&ACT=&PAGE=0&PARM=&LBL=SAT</p><p>https://www.bombeiros.rs.gov.br/resolucoes-tecnicas</p><p>http://www.rondonia.ro.gov.br/cbm/institucional/1-servicos-tecnicos/leis-decreto-e-instrucoes-tecnicas/</p><p>http://www.rondonia.ro.gov.br/cbm/institucional/1-servicos-tecnicos/leis-decreto-e-instrucoes-tecnicas/</p><p>http://www.bombeiros.rr.gov.br/portal/downloads.php</p><p>https://dat.cbm.sc.gov.br/index.php/pt/cidadao/instrucoes-normativas-in</p><p>https://dat.cbm.sc.gov.br/index.php/pt/cidadao/instrucoes-normativas-in</p><p>http://www.corpodebombeiros.sp.gov.br/</p><p>https://dat.cbm.se.gov.br/portal/downloads</p><p>https://distec.bombeiros.to.gov.br/pags/menu/legi/</p><p>141</p><p>Neste tópico, você aprendeu que:</p><p>•	 Há	fatores	que	formam	o	risco	de	incêndio	em	uma	edificação	e	eles	podem	ser</p><p>evitados por meio de sistemas contra incêndio.</p><p>•	 As	edificações	possuem	graus	de	risco	de	incêndio	e	uma	carga	de	incêndio</p><p>específica,	definida	a	partir	de	metodologias	locais.</p><p>•	 Existem	tipos	de	origem	e	classificações	de	incêndio	(A,	B,	C	e	D),	bem	como</p><p>materiais compatíveis de combate ao fogo.</p><p>RESUMO DO TÓPICO 1</p><p>142</p><p>1	 Um	 galpão	 industrial	 com	 2720	 m²	 será	 destinado	 a	 estocar	 tubos	 de</p><p>PVC. Calcule o limite de massa de PVC para que a classe de incêndio da</p><p>construção	não	ultrapasse	o	risco	 leve	e	médio.	Considere	a	classificação</p><p>da	 tabela	 a	 seguir	 e	utilize	 o	Anexo	A	para	obter	 o	poder	 calorífico	dos</p><p>materiais.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>Classe de risco</p><p>de incêndio</p><p>Carga de incêndio</p><p>(MJ/m²)</p><p>Leve < 500</p><p>Médio de 500 a 1000</p><p>Elevado > 1000</p><p>TABELA – CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DA EDIFICAÇÃO DE ACORDO COM A CARGA DE</p><p>INCÊNDIO (DADOS MERAMENTE ILUSTRATIVOS)</p><p>FONTE: O autor</p><p>2 Considere a combustão dos materiais descritos a seguir e indique a sua</p><p>classe de incêndio correspondente. Atribua as letras A, B, C, D, E para as</p><p>suas respectivas classes.</p><p>( ) Tintas e solventes da construção civil.</p><p>( ) Computadores em uma escola.</p><p>( ) Material de escritório (papéis, plásticos e móveis).</p><p>( ) Estoque de tecidos.</p><p>(				)	Armazém	de	fogos	de	artifício.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:</p><p>a) ( ) B – C – A – A – D.</p><p>b) ( ) C – C – A – B – D.</p><p>c) ( ) A – C – B – A – B.</p><p>d) ( ) D – B – B – A – C.</p><p>143</p><p>UNIDADE 3</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>No Brasil, as instalações de prevenção e combate ao incêndio são exigidas</p><p>para	 todos	 os	 tipos	 de	 edificações	 residenciais	 multifamiliares,	 empresariais,</p><p>comerciais	e	 industriais.	Poderão	existir	exceções	vinculadas	à	área	construída</p><p>e aos usos com baixo risco. Neste tópico, veremos os dois principais sistemas de</p><p>prevenção	e	combate	ao	incêndio	para	edificações	de	uso	residencial	e	comercial</p><p>simples, são eles:</p><p>• Sistema de combate por extintores.</p><p>• Sistema hidráulico preventivo (conhecido também como SHP).</p><p>TÓPICO 2 —</p><p>SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>Dependendo do tipo da construção, poderá ser exigido um sistema de</p><p>prevenção contra descargas atmosféricas (sistema de para-raios), instalações de gás</p><p>combustível, sistema de abandono de local, sinalizações, escadas pressurizadas, dutos de</p><p>ventilação, entre outros.</p><p>IMPORTANTE</p><p>Serão	apresentados	alguns	critérios	para	a	especificação	e	dimensionamento</p><p>de	extintores	na	edificação.	É	importante	considerar	as	classes	de	incêndio,	neste</p><p>caso.	 As	 tubulações	 e	 diretrizes	 de	 dimensionamento	 da	 reserva	 técnica	 de</p><p>incêndio também serão estudadas. Lembre-se: objetiva-se, neste livro, demonstrar</p><p>os principais conceitos e técnicas sobre o tema. Sempre será preciso observar a</p><p>compatibilidade destes requisitos com o que é exigido pelo Corpo de Bombeiros</p><p>do seu estado.</p><p>144</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>2 EXTINTORES</p><p>A	utilização	de	extintores	no	combate	aos	incêndios	é	muito	conhecida,</p><p>sendo	 presente	 em	 edificações	 com	 risco	 de	 incêndio	 leve,	 médio	 e	 elevado.</p><p>Extintores	 são	 vasos	 de	 pressão	 que	 podem	 armazenar	 diversos	 tipos	 de</p><p>substâncias em função do tipo de incêndio que se deseja combater. A seguir,</p><p>listam-se	seus	principais	tipos	(CBPMESP,	2011,	p.	19,	grifo	do	autor):</p><p>Extintor de pó para classes ABC: é o extintor mais moderno no</p><p>mercado, que atende a todas as classes de incêndio. O pó especial</p><p>é	 capaz	 de	 combater	 princípios	 de	 incêndios	 em	materiais	 sólidos,</p><p>líquidos	inflamáveis	e	equipamentos	energizados.	É	o	extintor	usado</p><p>atualmente nos veículos automotivos.</p><p>Extintor com água pressurizada: é indicado para incêndios de classe</p><p>A (madeira, papel, tecido, materiais sólidos em geral). A água age por</p><p>resfriamento e abafamento, dependendo da maneira como é aplicada.</p><p>Extintor com gás carbônico: indicado para incêndios de classe</p><p>C	 (equipamento	 elétrico	 energizado),	 por	 não	 ser	 condutor	 de</p><p>eletricidade. Pode ser usado também em incêndios de classes A e B.</p><p>Extintor com pó químico seco [a]: indicado para incêndio de classe B</p><p>(líquido	 inflamáveis).</p><p>Age	por	abafamento.	Pode	ser	usado	 também</p><p>em incêndios de classes A e C.</p><p>Extintor com pó químico especial: indicado para incêndios de classe</p><p>D	(metais	inflamáveis).	Age	por	abafamento.</p><p>A	NBR	12693	(ABNT,	1993)	regula	os	sistemas	de	combate	por	extintores</p><p>e determina seus requisitos. Nela, apresentam-se dois tipos de extintores (Figura</p><p>1): o Tipo 1 são portáteis sem rodas; e o Tipo 2 engloba extintores portáteis sobre</p><p>rodas, em geral mais pesados, com 25 kg ou mais (Figura 1).</p><p>No Brasil, os extintores devem obrigatoriamente atender aos requisitos</p><p>de	desempenho	e	segurança	do	Instituto	Nacional	de	Metrologia,	Normalização</p><p>e Qualidade Industrial (INMETRO). O produto deve conter selos do INMETRO</p><p>bem como a data da última e próxima manutenção (CARVALHO JÚNIOR, 2014).</p><p>Na parte superior dos extintores, costuma-se constar um leitor analógico</p><p>que	indica	se	o	elemento	está	regulado	(pressurizado,	indicador	na	parte	verde).</p><p>Jamais	deverão	ser	permitidos	nas	edificações	extintores	despressurizados,	com</p><p>lacre	rompido,	corroídos,	deformados,	danificados,	sem	etiqueta	de	instrução	de</p><p>uso e/ou com teste hidrostático vencido.</p><p>TÓPICO 2 — SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>145</p><p>FIGURA 1 – TIPOS DE EXTINTORES CONFORME NBR 12693 (ABNT, 1993): TIPO 1 SEM RODAS E</p><p>TIPO 2 COM RODAS</p><p>FONTE: Hodan (2019, p. 1) e Agência Brasileira (2015, p.1)</p><p>Caberá	 ao	 Corpo	 de	 Bombeiros	 do	 seu	 estado	 definir	 o	 número	 de</p><p>extintores	portáteis	nas	edificações	com	base	nas	classes	de	risco	de	incêndio	ou</p><p>parâmetro	similar.	Observe	na	Tabela	4	o	que	é	exigido	para	algumas	edificações</p><p>no estado de Santa Catarina.</p><p>Veja que, neste caso, o número de extintores dependerá do risco de</p><p>incêndio,	da	natureza	do	fogo	(A,	B,	C)	e	da	distância	máxima	a	ser	percorrida	para</p><p>que se alcance um extintor. Na Tabela 4 são descritos também diversos agentes</p><p>extintores (material de combate) e a capacidade extintora do equipamento.</p><p>Segundo Bucka (2012, p.1):</p><p>A Capacidade extintora é uma das formas de medir o poder de</p><p>extinção de fogo de um extintor, e é obtida por meio de um ensaio</p><p>normalizado,	de	acordo	as	normas	ABNT	NBR	15808	 (extintores	de</p><p>incêndio	portáteis)	e	ABNT	NBR	15809	(extintores	de	incêndio	sobre</p><p>rodas).</p><p>Portanto, um extintor com capacidade extintora de classe 2-A:20-</p><p>B:C	(Tabela	3)	é	capaz	de	combater	incêndios	de	classes	A,	B	e	C.	No	caso	dos</p><p>fogos de classe C, não há um número indicativo de capacidade (BUCKA, 2012),</p><p>contudo,	presume-se	que	o	extintor	deste	tipo	será	capaz	de	extinguir	incêndios</p><p>provenientes	de	equipamentos	elétricos	energizados.</p><p>146</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>Risco de</p><p>Incêndio</p><p>Agente Extintor e respectiva capacidade extintora</p><p>mínima para que constitua uma unidade extintora</p><p>Distância</p><p>máxima</p><p>a ser</p><p>percorridaÁgua Espuma CO2 Pó BC Pó ABC</p><p>Leve 2-A 2-A:10-B 5-B:C 20-B:C 2-A:20-B:C 30 m</p><p>Médio 2-A</p><p>2-A</p><p>2-A:10-B</p><p>2-A:10-B</p><p>5-B:C</p><p>5-B:C</p><p>20-B:C</p><p>20-B:C</p><p>2-A:20-B:C</p><p>2-A:20-B:C</p><p>15 m</p><p>15 mElevado</p><p>TABELA 4 – EXIGÊNCIA DO EXTINTOR DE INCÊNDIO PORTÁTIL EM FUNÇÃO DO RISCO DE</p><p>INCÊNDIO</p><p>FONTE: CBM-SC (2014, p. 7)</p><p>O acesso a esses extintores deve ser seguro e não obstruído por materiais</p><p>(poderá	estar	associado	a	uma	sinalização	específica).	A	distância	máxima	a	ser</p><p>percorrida pode ser determinada em relação ao ponto mais desfavorável do</p><p>ambiente (mais distante). Fique atento, porque em alguns casos se exigem dois</p><p>extintores em um pavimento, independente da sua capacidade extintora.</p><p>3 SISTEMA HIDRAÚLICO PREVENTIVO (SPH):</p><p>TUBULAÇÕES E RESERVATÓRIO</p><p>Na Figura 2, apresentam-se os principais componentes de um sistema</p><p>hidráulico predial de combate ao incêndio com destaque para elementos de</p><p>transporte (tubulações), reservação e bombeamento. O reservatório e os barriletes</p><p>alimentam a principal tubulação do sistema: a coluna de incêndio. A coluna, por</p><p>sua	vez,	alimenta	os	ramais	e	as	caixas	de	incêndio.</p><p>TÓPICO 2 — SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>147</p><p>FIGURA 2 – SISTEMA HIDRÁULICO DE INCÊNDIO E SEUS PRINCIPAIS ELEMENTOS</p><p>FONTE: O autor</p><p>Usualmente, no Brasil, trabalha-se uma pressão dinâmica mínima nos pontos</p><p>de utilização da instalação contra incêndio igual a 4 m.c.a. Caso alguma pressão requerida</p><p>não seja atingida, poderemos utilizar bombas de incêndio. No Tópico 3, estudaremos como</p><p>dimensionar e especificar estes sistemas.</p><p>ESTUDOS FU</p><p>TUROS</p><p>O hidrante de passeio (de recalque) é alimentado pela rede pública</p><p>e permite que o Corpo de Bombeiros recalque a água da rede pública para a</p><p>edificação.		Portanto,	quando	for	possível	o	combate	ao	incêndio	por	“dentro”	da</p><p>edificação,	esse	sistema	permitirá	a	alimentação	contínua	das	caixas	de	incêndio</p><p>(MACINTYRE,	1996).</p><p>Você pode conferir na NBR 13714 (ABNT, 2000) as condições mínimas</p><p>exigíveis para dimensionamento, instalação, manutenção, aceitação, manuseio de</p><p>tubulações, abrigos, reserva técnica de incêndio (RTI), mangueiras e bombas de</p><p>148</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>instalação contra incêndio. A norma (ABNT, 2000) também prevê três tipos de</p><p>sistemas contra incêndios. Os sistemas variam conforme o grau de complexidade,</p><p>tipo	e	número	de	elementos	hidráulicos	utilizáveis.</p><p>“Os sistemas de combate a incêndio estão divididos em sistemas de</p><p>mangotinhos (tipo 1) e sistemas de hidrantes (tipos 2 e 3)” (ABNT, 2000, p. 4). Os</p><p>mangotinhos são mangueiras semirrígidas de mais fácil manuseio, porém com</p><p>capacidade extintora menor. Veremos suas propriedades ao longo deste tópico.</p><p>As características destes sistemas estão apresentadas nas Tabelas 5 e 6.</p><p>TABELA 5 – COMPONENTES DA CAIXA DE INCÊNDIO PARA CADA TIPO DE SISTEMA: DIRETRI-</p><p>ZES DA NBR 13714</p><p>FONTE: Adaptada de ABNT (2000, p. 6)</p><p>TABELA 6 – TIPOS DE SISTEMA, DIÂMETRO DO ESGUICHO, NÚMERO DE SAÍDAS E VAZÃO</p><p>FONTE: Adaptada de ABNT (2000, p. 6)</p><p>Materiais Tipos de sistema</p><p>1 2 3</p><p>Abrigo(s) Sim Sim Sim</p><p>Mangueira(s) de incêndio Não Sim Sim</p><p>Chaves para hidrantes, engate rápido Não Sim Sim</p><p>Esguicho(s) Sim Sim Sim</p><p>Mangueira semirrígida</p><p>(“mangotinho”) Sim Sim* Não</p><p>* Consultar dispostos no anexo D da NBR 13714/2000</p><p>Tipo de</p><p>sistema Esguicho</p><p>Mangueira</p><p>Saída Vazão</p><p>(l/min)Diâmetro</p><p>(mm)</p><p>Comprimento</p><p>máximo (m)</p><p>1 Regulável 25 ou 32 30 1 80	ou</p><p>100*</p><p>2 Jato compacto Ø 16</p><p>mm ou regulável 40 30 2 300</p><p>3 Jato compacto Ø 25</p><p>mm ou regulável 63 30 2 900</p><p>* Consultar dispostos no anexo D da NBR 13714/2000</p><p>TÓPICO 2 — SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>149</p><p>Algumas Instruções Normativas atribuem conceitos e características diferentes</p><p>para os sistemas. Veja por exemplo o caso do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina na IN</p><p>007, art. 42. Aproveite para observar a diferença entre sistemas com mangueira de incêndio</p><p>e mangotinho (Figura 3).</p><p>FONTE: <https://dat .cbm.sc.gov.br/ images/arquivo_pdf/IN/Em_vigor/IN_007_</p><p>SHP_01ago2017.pdf>. Acesso em: 13 ago. 2020.</p><p>IMPORTANTE</p><p>a) b)</p><p>c) d)</p><p>a) hidrante para sistema do tipo 1;</p><p>b) mangotinho para sistema do tipo 2;</p><p>c) hidrante para sistema do tipo 3 com lance único;</p><p>d) hidrante para sistema do tipo 3 com dois ou mais lances.</p><p>FONTE: CBM-SC (2017b, p. 17-18)</p><p>FIGURA 3 – SISTEMAS CONTRA INCÊNDIO EM FUNÇÃO DO TIPO DE MANGUEIRA</p><p>150</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>Note que a aplicabilidade dos sistemas pode variar conforme a sua</p><p>natureza,	 visto	 que	 apresentam	 capacidades	 de	 extinção	 do	 fogo	 diferentes</p><p>(ABNT, 2000, p. 23-24):</p><p>Sistema tipo 1: residencial; serviços de hospedagem; Serviços</p><p>profissionais,	pessoais	e	técnicos;	Educacional	e	cultura	física;	Locais</p><p>de reunião de público (Locais onde há objetos de valor inestimável,</p><p>templos, auditórios, centros esportivos, locais para refeições); Serviços</p><p>de saúde e institucionais.</p><p>Sistema tipo 2: comercial varejista; Locais de reunião de público</p><p>(estações e terminais de passageiros, locais para produção e</p><p>apresentação de artes cênicas, locais para pesquisa e consulta);</p><p>Serviços automotivos; Industrial, atacadista e depósitos</p><p>(Locais onde</p><p>as	 atividades	 exercidas	 e	 os	 materiais	 utilizados	 e/ou	 depositados</p><p>apresentam baixo potencial de incêndio, locais onde as atividades</p><p>exercidas	 e	 os	 materiais	 utilizados	 e/ou	 depositados	 apresentam</p><p>médio	potencial	de	incêndio,	depósitos	sem	conteúdo	específico).</p><p>Sistema tipo 3: industrial, atacadista e depósitos (locais onde há alto</p><p>risco	de	incêndio	pela	existência	de	quantidade	suficiente	de	materiais</p><p>perigosos).</p><p>3.1 TUBULAÇÕES DO SISTEMA HIDRAÚLICO</p><p>As tubulações do sistema hidráulico deverão ter as dimensões previstas</p><p>pela	Tabela	 6	 (ABNT,	 2000).	 Portanto,	 aqui	 nosso	desafio	 como	projetista	 será</p><p>garantir uma pressão dinâmica adequada ao sistema (entre 4 m.c.a para o ponto</p><p>mais desfavorável e 100 m.c.a para o ponto mais favorável). Os valores são</p><p>estipulados por meio de Instrução Normativa e costumam variar em função da</p><p>classe	de	risco	da	edificação.</p><p>Para	 a	determinação	da	 altura	da	 saída	de	 água	da	RTI	utilizaremos	 a</p><p>equação	(III),	deduzida	a	partir	dos	conceitos	de	perda	carga	e	pressão	dinâmica</p><p>vistos na Unidade 1.</p><p>Em que:</p><p>HRTI = altura da saída da reserva técnica de incêndio.</p><p>Jrede = perda de carga unitária da rede (m/m).</p><p>lreal =	distância	horizontal	entre	a	saída	da	RTI	e	a	válvula	angular	da	caixa	de</p><p>incêndio analisada.</p><p>leq.rede	=	comprimentos	equivalentes	da	rede	devido	as	perdas	de	carga	localizadas</p><p>(peças, desvios etc.).</p><p>Jmang. = perda de carga unitária da mangueira (m/m).</p><p>lmang. = comprimento real da mangueira ou mangotinho (geralmente = 30m).</p><p>Pmín = pressão dinâmica mínima necessária no esguicho (ver IN que regula o</p><p>tema).</p><p>TÓPICO 2 — SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>151</p><p>Para	o	cálculo	da	perda	de	carga	unitária	(J)	utilizaremos	a	equação	de</p><p>Hazen-Willians	(equação	IV).	Teremos	um	J	para	a	rede	e	a	mangueira	porque	os</p><p>dois elementos costumam possuir diâmetros (D) e materiais distintos (C).</p><p>Sendo:</p><p>J = perda de carga unitária (m/m);</p><p>Q	=	vazão	do	esguicho,	calculada	pela	equação	(V)	(m3/s);</p><p>D = diâmetro nominal da tubulação (Tabela 6) (m);</p><p>C	=	coeficiente	de	rugosidade	da	tubulação	(adimensional),	dependente	do	tipo</p><p>de	material	da	tubulação	(Tabela	9).</p><p>Na	 Tabela	 7,	 apresenta-se	 coeficiente	 de	 rugosidade	 da	 tubulação</p><p>(ABNT,	 2000).	A	 vazão	 do	 esguicho	 é	 determinada	 por	meio	 da	 equação	 (V),</p><p>considerando-o	como	um	pequeno	orifício	(AZEVEDO	NETTO,	1998).</p><p>Material Coeficiente de</p><p>rugosidade (C)</p><p>Ferro fundido ou dúctil sem revestimento interno 100</p><p>Aço preto (sistema de tubo molhado) 120</p><p>Ferro fundido ou dúctil com revestimento interno 150</p><p>Cobre ou plástico 140</p><p>FONTE: Adaptada de ABNT (2000)</p><p>TABELA 7 – VALORES ADOTADOS PARA O COEFICIENTE DE RUGOSIDADE – C</p><p>Em que:</p><p>Q	=	vazão	teórica	do	esguicho	(l/min);</p><p>d = diâmetro do requinte do esguicho (mm);</p><p>Pmín = pressão dinâmica (mca);</p><p>Ao	fim,	verifica-se	a	velocidade	da	água	na	rede	em	todos	os	pontos.	Ela</p><p>não	deve	ser	superior	a	4	m/s.	O	cálculo	pode	ser	realizado	por	meio	da	equação</p><p>(VI):</p><p>152</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>Em que:</p><p>V = velocidade da água (m/s);</p><p>Q	=	vazão	teórica	(m3/s);</p><p>A = área interna da tubulação (m2).</p><p>Vejamos	uma	edificação	com	barriletes,	 colunas	e	 ramais	de	63	mm	de</p><p>diâmetro (ferro dúctil com revestimento interno). A mangueira possui 30 metros</p><p>de	 comprimento,	 38	mm	de	diâmetro	 e	 coeficiente	de	 rugosidade	 igual	 a	 140.</p><p>O esguicho possui diâmetro de 13 mm. O comprimento da tubulação da rede a</p><p>partir da saída da RTI e o hidrante mais desfavorável (no último pavimento) é de</p><p>25 metros.</p><p>Considerando	o	uso	simultâneo	de	apenas	um	hidrante	(ou	seja,	a	vazão</p><p>de um hidrante = esguicho), a pressão dinâmica requerida no esguicho de 4 m.c.a</p><p>e	o	comprimento	equivalente	da	rede	igual	a	45	metros,	teremos	que	a	vazão	do</p><p>hidrante mais desfavorável será de:</p><p>As perdas de carga unitárias da rede e da mangueira podem ser</p><p>determinadas por meio da equação (IV):</p><p>Sendo	 assim,	 a	 altura	 mínima	 necessária	 à	 RTI	 desta	 edificação	 será</p><p>5,22 metros. Usualmente, os/as projetistas costumam adotar alturas múltiplas</p><p>de cinco, portanto, pode-se adotar a altura de 5,25 metros para a saída de água</p><p>de incêndio da RTI. Assim, poderemos garantir um correto funcionamento do</p><p>sistema do ponto de vista hidráulico.</p><p>TÓPICO 2 — SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>153</p><p>3.2 CAIXA DE INCÊNDIO</p><p>Na Figura 4, observamos uma caixa de incêndio e seus componentes</p><p>abrigados. Dentre os elementos apresentados, destaca-se a válvula de globo (ou</p><p>válvula angular), mangueira e esguicho. Os abrigos devem ser de cor vermelha</p><p>(Figura	4),	possuir	fixação	própria	(ABNT,	2000)	e	a	inscrição	incêndio.</p><p>FONTE: CBM-SC (2017b, p. 17)</p><p>FIGURA 4 – CAIXA DE INCÊNDIO E SEUS COMPONENTES</p><p>A válvula de globo angular (Figura 4) pode ser instalada no interior do</p><p>abrigo desde que não atrapalhe o manuseio e manutenção do sistema. Devem</p><p>possuir diâmetro igual a mangueira ou mangotinho acoplado (Tabela 6).</p><p>Dimensões diferentes podem ser aplicadas desde que seu desempenho hidráulico</p><p>seja comprovado.</p><p>Conectada	 à	 válvula	 de	 globo	 angular	 e	 ao	 adaptador	 (hidrante)</p><p>observamos a mangueira de incêndio. As mangueiras (Figura 5a) devem estar</p><p>localizadas	dentro	de	abrigos,	em	ziguezague	ou	“aduchadas”.</p><p>154</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>a) b)</p><p>a) Mangueira de incêndio predial.</p><p>b) Mangotinho enrolado em carretel.</p><p>FONTE: Zeus do Brasil (2019b) e Segurimax (2019)</p><p>FIGURA 5 – MANGUEIRAS</p><p>O mangotinho (Figura 5b) possui uma saída simples de água, contendo</p><p>válvulas de abertura rápida, mangueira semirrígida, esguicho regulável e demais</p><p>acessórios. Podem ser acondicionados de forma enrolada ou em “oito” (dois</p><p>carreteis).	O	material	pode	ser	utilizado	por	uma	pessoa	de	maneira	rápida	(já</p><p>vem	conectado	à	válvula),	o	que	 representa	uma	grande	vantagem	prática	em</p><p>relação	às	mangueiras	de	incêndio.</p><p>O esguicho é um dispositivo que se conecta na extremidade das</p><p>mangueiras que tem como objetivo dar forma, direção e controle ao jato de água.</p><p>São possíveis duas formas de esguicho da água: de forma regulável (Figura 6a)</p><p>ou com jato compacto (Figura 6b) (ABNT, 2000).</p><p>FONTE: Zeus do Brasil (2019a)</p><p>FIGURA 6 – ESGUICHO REGULÁVEL E DE JATO COMPACTO</p><p>a) b)</p><p>a) Esguicho regulável.</p><p>b) Esguicho de jato compacto.</p><p>TÓPICO 2 — SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>155</p><p>3.3 RESERVATÓRIOS</p><p>A	água	destinada	a	combater	incêndios	é	armazenada	na	Reserva	Técnica</p><p>de Incêndio (RTI) (Figura 7). Você lembra que comentamos sobre ele na Unidade</p><p>1?	A	 reserva técnica de incêndio	 é	 definida	 pela	NBR	 13714	 (ABNT,	 2000,	 p.</p><p>3) como sendo o “[...] volume de água destinado exclusivamente ao combate a</p><p>incêndio”,	em	nenhuma	hipótese	projetaremos	o	sistema	para	outro	fim.</p><p>FONTE: Carvalho Júnior (2014, p. 46)</p><p>FIGURA 7 – RESERVA TÉCNICA DE INCÊNDIO E BARRILETE DE INCÊNDIO</p><p>A RTI é dimensionada para que permita o primeiro combate, ou seja, nos</p><p>instantes que antecedem a chegada do Corpo de Bombeiros local (ABNT, 2000).</p><p>A equação (VII) apresenta o volume mínimo para a RTI de acordo com a NBR</p><p>13714 (ABNT, 2000).</p><p>Em que:</p><p>V	=	volume	mínimo	necessário	à	RTI	(l);</p><p>Q	=	vazão	de	duas	saídas	do	sistema	aplicado,	conforme	a	Tabela	6	(l/min);</p><p>t = tempo de 60 min para sistemas dos tipos 1 e 2, e de 30 min para sistema do</p><p>tipo 3;</p><p>156</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>É preciso verificar se o volume calculado por meio da equação VII atende ao</p><p>armazenamento mínimo recomendado pelo Corpo de Bombeiros da sua região. O órgão</p><p>poderá exigir critérios mais restritivos para o dimensionamento, incluindo um valor mínimo.</p><p>IMPORTANTE</p><p>Portanto,	resgatando	o	valor	de	vazão	na	Tabela	6	e	adotando	a	equação</p><p>(VII)	para	o	dimensionamento,	concluiremos	que	a	RTI	de	uma	edificação	com</p><p>sistema de hidrante do tipo 1 terá o volume mínimo de 6000 litros (V = 100 (l/</p><p>min). 60 min).</p><p>Lembre-se de que o objetivo da RTI é alimentar as caixas de incêndio. A</p><p>alimentação</p><p>de outros sistemas de combate deve ser avaliada a partir da NBR</p><p>13714 (ABNT, 2000) e das INs da sua localidade. Teremos que sempre garantir o</p><p>funcionamento do sistema por meio de uma análise das pressões dinâmicas da</p><p>instalação.</p><p>4 CASOS PRÁTICOS – CONCEPÇÃO DE SISTEMAS DE</p><p>EXTINTORES</p><p>PRÁTICA 4 – SISTEMAS DE EXTINTORES</p><p>Elabore	 um	 fluxograma	 que	 resuma	 os	 processos	 e	 os	 critérios	 de</p><p>dimensionamento	do	sistema	de	extintores	do	tipo	1	(sem	rodas)	em	edificações</p><p>residenciais multifamiliares do seu estado (ou seja, que considere as instruções</p><p>do Corpo de Bombeiros da sua região).</p><p>Objetivo:	 estabelecer	 um	 fluxograma	 para	 a	 concepção	 de	 projetos	 de</p><p>sistemas	de	combate	com	extintores	em	edificações	residenciais	multifamiliares.</p><p>Conceitos: instrução normativa local. Risco de incêndio. Capacidade</p><p>extintora.</p><p>Resposta: Com base na CBM-SC (2017a)</p><p>TÓPICO 2 — SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>157</p><p>Observação:	para	classifi	cação	de	riscos	de	incêndio	 IN 003 (CBM-SC, 2014).</p><p>158</p><p>RESUMO DO TÓPICO 2</p><p>Neste tópico, você aprendeu que:</p><p>• Existem vários tipos de extintores portáteis e critérios para determinar o</p><p>número e a capacidade de extinção dos sistemas prediais.</p><p>• A altura do reservatório e a perda de carga são fatores essenciais para o</p><p>dimensionamento das tubulações de uma instalação preventiva.</p><p>• O correto dimensionamento dos sistemas de reservação técnica de água de</p><p>incêndio (RTI) é fundamental para um sistema de combate ao incêndio.</p><p>159</p><p>1		Determine	a	altura	da	saída	de	água	da	RTI	para	uma	edificação	residencial</p><p>multifamiliar de 3 pavimentos. O sistema hidráulico de combate ao</p><p>incêndio possui barriletes, colunas e ramais de 63 mm de diâmetro (aço</p><p>preto).	A	mangueira	possui	30	metros	de	comprimento,	38	mm	de	diâmetro</p><p>e	coeficiente	de	rugosidade	igual	a	140.	O	esguicho	possui	diâmetro	de	13</p><p>mm. A distância da saída da RTI ao hidrante mais desfavorável (no último</p><p>pavimento)	 é	 de	 22	 metros.	A	 edificação	 possui	 risco	 leve	 de	 incêndio,</p><p>portanto, considere para os cálculos o uso simultâneo de apenas um hidrante</p><p>(ou	seja,	a	vazão	de	um	hidrante	=	esguicho)	e	a	pressão	dinâmica	requerida</p><p>no esguicho de 4 m.c.a. O comprimento equivalente das tubulações da rede</p><p>é igual a 34,41 metros.</p><p>2 O Corpo de Bombeiros da sua região solicita que o volume de reserva</p><p>técnica de incêndio (RTI) seja de no mínimo 5 m3 e determinado conforme a</p><p>NBR 13714 (ABNT, 2000). Sendo assim, dimensione a RTI para as seguintes</p><p>edificações:</p><p>a) Residencial multifamiliar com sistema hidráulico do tipo 1.</p><p>b) Para serviços de hospedagem e com sistema hidráulico do tipo 1.</p><p>c) Industrial com sistema hidráulico do tipo 3.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>160</p><p>161</p><p>UNIDADE 3</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>Destacamos na Figura 2 a presença de um reservatório inferior e de uma</p><p>bomba	 de	 recalque.	Afinal,	 por	 que	 haveriam	 estes	 equipamentos	 no	 sistema</p><p>hidráulico	de	combate	ao	incêndio?	Eles	são	independentes?	Ou	utilizados	nas</p><p>instalações	de	água	fria?</p><p>As bombas em sistemas de combate ao incêndio podem ser empregadas</p><p>em duas situações. No primeiro caso, quando as pressões mínimas exigidas não</p><p>são alcançadas, exigindo uma RTI muito alta. A determinação da potência destas</p><p>bombas	(tipo	Jockey)	possui	especificidades	e	vantagens.	É	o	que	abordaremos</p><p>neste Tópico 3.</p><p>Há	 também	 uma	 segunda	 possibilidade	 de	 utilização,	 quando	 a	 RTI</p><p>necessita ser dividida em um reservatório superior e inferior (caso da Figura</p><p>2).	Os	motivos	para	esta	última	situação	devem-se,	muitas	vezes,	à	dificuldade</p><p>de	 execução	 de	 grandes	 reservatórios	 superiores	 ou	 necessidade	 de	 reduzir</p><p>o	 carregamento	 sobre	 a	 edificação	 (CREDER,	 1996;	 CARVALHO	 JÚNIOR,</p><p>2014). Neste cenário, os cálculos de determinação de potência são idênticos aos</p><p>apresentados no Tópico 3 da Unidade 1 (Instalação de Água Fria).</p><p>Em todas as situações teremos um sistema de recalque/bombeamento</p><p>independente do sistema do consumo, exclusivo para o combate ao incêndio</p><p>(CARVALHO JÚNIOR, 2014). Portanto, neste tópico, você aprenderá a</p><p>dimensionar	uma	bomba	de	incêndio	de	pressurização,	conhecida	também	como</p><p>de reforço ou Jockey. Ela se destina ao aumento da pressão da rede para que o</p><p>incêndio	possa	ser	combatido	com	maior	eficiência.</p><p>2 BOMBAS DE INCÊNDIO: PARÂMETROS E POTÊNCIA</p><p>Para a determinação da potência de bombas de incêndio será preciso</p><p>definir	 a	 vazão de descarga de projeto, determinar a altura manométrica da</p><p>instalação	 e	 verificar	 as	 velocidades	 do	 sistema.	Na	 Tabela	 8,	 apresenta-se	 as</p><p>vazões	de	descarga	dos	das	mangueiras	ou	mangotinho	em	função	da	classe	de</p><p>risco	da	edificação.</p><p>TÓPICO 3 —</p><p>BOMBAS EM SISTEMAS DE COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>162</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>Risco de incêndio Descarga (l/min)</p><p>Leve 250</p><p>Médio 500</p><p>Elevado 900</p><p>FONTE: Creder (1996, p. 146)</p><p>TABELA 8 – DESCARGA EM FUNÇÃO DA CLASSE DE RISCO DE INCÊNDIO</p><p>A altura manométrica total pode ser determinada por meio da equação</p><p>(VIII), considerando sempre o hidrante mais desfavorável e a pressão máxima de</p><p>100 m.c.a (ABNT, 2000).</p><p>Em que:</p><p>Hman = altura manométrica (mca);</p><p>Hr = altura de recalque (m);</p><p>Hs = altura de sucção (m)</p><p>Hm = perda de carga na mangueira (mca);</p><p>∑Δ	hs = somatória da perda de carga no trecho de sucção (mca);</p><p>∑Δhr = somatória da perda de carga no trecho de recalque (mca).</p><p>P	=	pressão	requerida	na	saída	do	esguicho	(Tabela	9)	(mca).</p><p>Com exceção da pressão requerida (P), todos os parâmetros já foram</p><p>apresentados ao acadêmico. Os conteúdos foram abordados na Unidade 1 e no</p><p>tópico anterior. Na ausência de legislação que prescreva a pressão requerida no</p><p>esguicho,	 o	 acadêmico	poderá	 recorrer	 às	diretrizes	da	National Fire Protection</p><p>Association	(Tabela	9).</p><p>Requinte (Esguicho) (mm) Descarga (l/min) Pressão requerida (m.c.a)</p><p>12 250 57</p><p>16 250 24</p><p>19 500 42</p><p>FONTE: NFPA apud Macintyre (1996, p. 249)</p><p>TABELA 9 – PRESSÃO REQUERIDA EM FUNÇÃO DO DIÂMETRO DE REQUINTE</p><p>A velocidade máxima da água na tubulação de sucção e recalque deve ser</p><p>respectivamente de 4,0 e 5,0 m/s. Deste modo, a potência da bomba é determinada</p><p>pela equação (IX):</p><p>TÓPICO 3 — BOMBAS EM SISTEMAS DE COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>163</p><p>Em que:</p><p>P = potência do motor da bomba (CV);</p><p>γ	=	peso	específico	da	água	(1000	kgf/m3 a 20ºC);</p><p>Q	=	vazão	do	hidrante	(m3/s);</p><p>Hman = altura manométrica (m);</p><p>η	=	rendimento	do	conjunto	motobomba.</p><p>Em resumo, teremos o seguinte roteiro de cálculo para o dimensionamento</p><p>de bombas de incêndio:</p><p>1.	Cálculo	da	vazão	do	hidrante	(Tabela	8).</p><p>2. Determinação do comprimento real de sucção e recalque (Hs e Hr).</p><p>3. Determinação da perda de carga unitária da rede (Jrede) e da mangueira (Jmang).</p><p>4. Cálculo da altura manométrica (equação VIII).</p><p>5. Dimensionamento da potência da bomba (equação IX).</p><p>Para	uma	edificação	com	altura	de	recalque	igual	a	60	m,	altura	de	sucção</p><p>igual a 5 m, perda de carga na sucção e no recalque igual a 2 m, perda de carga</p><p>na mangueira do hidrante mais desfavorável igual a 3 m e pressão requerida</p><p>mínima	de	57	mca	(Tabela	9),	teremos	a	altura	manométrica:</p><p>Considerando	 a	 edificação	 como	 de	 risco	 leve,	 teremos	 uma	 vazão	 de</p><p>projeto	igual	a	250	l/min	(Tabela	8),	de	modo	que	a	potência	mínima	da	bomba</p><p>para	um	rendimento	de	40%	será	de	aproximadamente	18	CV:</p><p>3 ESPECIFICAÇÕES E PROCEDIMENTOS PRÁTICOS DE</p><p>INSPEÇÃO</p><p>A	NBR	13714	(ABNT,	2000)	em	seu	anexo	B	descreve	especificações	sobre</p><p>as bombas de incêndios relacionados a detalhes de casa de bombas, disposição</p><p>do	sistema,	tipo	de	equipamentos	e	sinalizações	informativas.	As	bombas	podem</p><p>ser	classificadas	quanto	ao	seu	uso:	principal	ou	reserva.	De	acordo	com	Creder</p><p>(1996,	p.	134),	o	sistema	de	bombas	deve	possuir	as	seguintes	características:</p><p>164</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>- Capacidade de recalcar a água do reservatório inferior do edifício</p><p>para 20 pontos, no mínimo.</p><p>- Circuito elétrico independentemente do restante do edifício, com</p><p>ligação antes</p><p>da chave geral.</p><p>- Acionamento automático, mediante simples uso de qualquer</p><p>aparelho das caixas de incêndio.</p><p>- Sistema de alarme, acionado simultaneamente com a bomba.</p><p>A bomba de combate ao incêndio deve ser exclusiva para as instalações</p><p>de	combate	ao	incêndio	e	armazenadas	em	uma	casa de bombas (casa de abrigo).</p><p>A casa deverá proteger o sistema contra danos mecânicos, intempéries naturais,</p><p>agentes químicos, fogo ou umidade.</p><p>O	isolamento	também	deve	impedir	o	acesso	de	pessoas	não	autorizadas.</p><p>Ao	mesmo	 tempo,	 a	 casa	de	bombas	deve	possuir	dimensões	 suficientes	para</p><p>permitir o acesso, a vistoria e a manutenção completa do conjunto motobomba.</p><p>As bombas de funcionamento automático devem possuir desligamento</p><p>manual	no	painel	de	comando	localizado	na	casa	de	bombas,	também	devendo</p><p>ser previsto no mínimo um acionamento manual da bomba em algum ponto</p><p>seguro	e	de	fácil	acesso	a	pessoas	autorizadas.	Elas	também	devem	ser	iniciadas</p><p>assim	que	qualquer	ponto	de	hidrante	da	edificação	for	aberto,	devendo	atingir</p><p>seu pleno funcionamento 30 segundos após sua ligação (ABNT, 2000).</p><p>É preferível que as bombas sejam instaladas em condição de sucção</p><p>positiva (quando a linha do eixo da bomba se encontra abaixo do nível da água).</p><p>Entretanto, no caso de sucção negativa é permitido que a linha da bomba se situe</p><p>a 2 m acima do nível da água ou a um terço da altura útil do reservatório (Figura</p><p>8).	Deve-se	adotar	o	menor	valor	entre	as	duas	situações	(ABNT,	2000).</p><p>Para que a condição de sucção positiva aconteça também pode ser</p><p>instalado um reservatório de escorva (abastecido diretamente da rede pública),</p><p>que busca evitar que a bomba opere com ar nas suas tubulações (você vai observar</p><p>a presença deste na autoatividade deste tópico).</p><p>FONTE: Adaptada de ABNT (2000, p. 16)</p><p>FIGURA 8 – CONDIÇÃO NEGATIVA DE SUCÇÃO DA BOMBA DE COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>TÓPICO 3 — BOMBAS EM SISTEMAS DE COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>165</p><p>No	que	diz	respeito	à	pressão	e	vazão,	a	NBR	13714	(ABNT,	2000)	relata	que</p><p>estas	devem	ser	suficientes	para	suprir	à	demanda	dos	hidrantes	e	mangotinhos,</p><p>não sendo recomendada a instalação de bombas que proporcionem a rede pressão</p><p>superior a 100 mca (1000 kPa).</p><p>A NBR 13714 (ABNT, 2000) determina também que as bombas de incêndio</p><p>devem possuir manômetro (que determinam pressão na descarga) e no caso</p><p>de bombas instaladas em condição de sucção negativa devem possuir também</p><p>manovacuômetro para determinar a pressão na sucção.</p><p>Quanto	ao	painel	de	sinalização	das	bombas,	deve	ser	instalado	onde	haja</p><p>possibilidade de constante monitoramento (normalmente, é instalado na cabine</p><p>da	zeladoria	ou	vigilância).	O	painel	deve	ser	dotado	de	uma	botoeira	manual</p><p>com	sinalização	visual	e	acústica	(ABNT,	2000).</p><p>As bombas acopladas a motores elétricos e de combustão interna devem</p><p>obedecer	 a	 algumas	especificações	 estabelecidas	NBR	13714	 (ABNT,	 2000).	No</p><p>que	diz	respeito	ao	modo	de	alimentação	e	identificação,	as	bombas de incêndio</p><p>acopladas a motores elétricos devem possuir alimentação independente do</p><p>consumo	geral	(permitindo	desligamento	independente).	Os	fios	da	alimentação</p><p>carecem de proteção contra danos mecânicos e químicos, fogo e umidade quando</p><p>dentro da área protegida por hidrantes ou mangotinhos.</p><p>Esse sistema pode possuir um gerador a diesel (o qual deve atender</p><p>aos	 requisitos	 da	 NBR	 13714),	 capaz	 de	 suprir	 o	 sistema	 na	 falta	 de	 energia</p><p>proveniente da concessionária. Nas chaves elétricas de alimentação das bombas</p><p>devem	possuir	sinalizações	com	a	seguinte	inscrição:	“alimentação	da	bomba	de</p><p>incêndio – não desligue” (ABNT, 2000, p. 16).</p><p>As bombas de reforço, caso necessário, devem possuir acionamento</p><p>automático,	 por	 chave	 de	 alarme	 de	 fluxo,	 com	 retardo.	 Elas	 são	 utilizadas</p><p>exclusivamente para mangueiras e mangotinho mais desfavoráveis (ABNT,</p><p>2000).		As	bombas	principais	ou	de	reforço	deverão	possuir	placa	de	identificação</p><p>com os seguintes itens (ABNT, 2000, p. 15):</p><p>a) nome do fabricante;</p><p>b) número de série;</p><p>c) modelo da bomba;</p><p>d)	vazão	nominal;</p><p>e) pressão nominal;</p><p>f) rotações por minuto de regime;</p><p>g) diâmetro do rotor.</p><p>Isso também vale para motores elétricos, que devem possuir placa de</p><p>identificação	com	as	seguintes	especificações	(ABNT,	2000,	p.	15):</p><p>166</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>a) nome do fabricante;</p><p>b) tipo;</p><p>c) modelo;</p><p>d) número de série;</p><p>e) potência, em CV;</p><p>f) rotações por minuto sob a tensão nominal;</p><p>g) tensão de entrada, em volts;</p><p>h) corrente de funcionamento, em ampères;</p><p>i)	frequência,	em	hertz.</p><p>O painel de comando que serve como proteção e partida automática do</p><p>motor	elétrico	da	bomba	deve	ser	protegido	e	localizado	próximo	do	motor.	Deve</p><p>ser selecionado conforme a potência do motor da bomba e possuir desenhos</p><p>dimensionais, layout, diagrama elétrico, régua de bornes, diagrama elétrico</p><p>interno e uma lista com os materiais aplicados. Se desligado, o alarme acústico do</p><p>painel deve funcionar normalmente para um novo evento (ABNT, 2000).</p><p>A NBR 13714 contempla a possibilidade de uso de bombas acopladas</p><p>a motores de combustão interna. O ar aspirado para combustão pode ser</p><p>proveniente	 de	 fonte	 natural	 ou	 forçada,	 devendo	 possuir	 filtro	 adequado	 e</p><p>controlador	de	rotação	–	que	deve	ser	constante,	podendo	variar	em	10%,	para</p><p>mais ou para menos (ABNT, 2000).</p><p>O	 painel	 de	 comando	 (≠	 sinalização),	 assim	 como	 no	 caso	 de	motores</p><p>elétricos, deve ser instalado no interior da casa de bombas. A temperatura</p><p>ambiente não deve em qualquer hipótese ser menor que a temperatura mínima</p><p>recomendada pelo fabricante (ou deve possuir sistema próprio de aquecimento</p><p>ininterrupto) (ABNT, 2000).</p><p>O motor deverá possuir a opção de operação manual com o uso de 6 horas</p><p>contínuas. Os	gases	produzidos	pelo	motor	devem	ser	encaminhados	para	fora</p><p>da casa de bombas por meio de um sistema de exaustão ou “chaminé” (ABNT,</p><p>2000). Quanto aos sistemas de refrigeração que são aceitos pela norma, a NBR</p><p>13714	define	como	admissíveis	(ABNT,	2000,	p.	19):</p><p>• Injeção direta de água, da bomba para o bloco do motor, de acordo</p><p>com	as	especificações	do	fabricante.	A	saída	de	água	de	resfriamento</p><p>deve passar no mínimo 15 cm acima do bloco do motor e terminar</p><p>em um ponto onde possa ser observada sua descarga.</p><p>• Por trocador de calor, vindo a água fria diretamente da bomba</p><p>específica	para	este	fim,	com	pressões	limitadas	pelo	fabricante	do</p><p>motor. A saída de água do trocador também deve ser posicionada</p><p>conforme [o primeiro item].</p><p>• Por meio de radiador no próprio motor, sendo o ventilador acionado</p><p>diretamente pelo motor ou por intermédio de correias, as quais</p><p>devem ser múltiplas.</p><p>• Por meio de ventoinhas ou ventilador, acionado diretamente pelo</p><p>motor ou por correias, as quais devem ser múltiplas.</p><p>TÓPICO 3 — BOMBAS EM SISTEMAS DE COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>167</p><p>Por se tratar de um motor de combustão, deve possuir um tanque</p><p>combustível	 montado	 conforme	 as	 especificações	 do	 fabricante,	 devendo</p><p>principalmente:</p><p>•	 Possuir	volume	suficiente	de	combustível	que	supra	a	demanda	de	duas	vezes</p><p>o consumo (no tempo de funcionamento pleno de abastecimento de água).</p><p>• É necessária a instalação de bacia de contenção sob o tanque de combustível,</p><p>de	volume	mínimo	de	1,5	vezes	a	capacidade	do	mesmo.</p><p>• Quando houver mais de um motor cada um deve possuir tanque de combustível</p><p>e ligações próprias.</p><p>Lembre-se	 que	 a	 placa	 de	 identificação	 da	 bomba	 de	 incêndio	 por</p><p>combustão	deve	possuir	as	seguintes	informações	(ABNT,	2000,	p.	19):</p><p>a) nome do fabricante;</p><p>b) tipo;</p><p>c) modelo;</p><p>d) número de série;</p><p>e) potência em CV, considerado o regime contínuo de funcionamento;</p><p>f) rotações por minuto nominal.</p><p>Assim, portanto, apresentamos os principais aspectos a serem considerados</p><p>na instalação e inspeção de bombas de incêndio. As questões aqui colocadas, neste</p><p>livro	didático,	não	esgotam	as	especificações	necessárias,	mas	visam	apontar	as</p><p>principais	diretrizes	de	projeto.	Reforçamos	a	importância	da	leitura	completa</p><p>da</p><p>NBR 13714 (ABNT, 2000).</p><p>4 CASOS PRÁTICOS – INSPEÇÃO DE SISTEMAS DE</p><p>BOMBAS DE INCÊNDIO</p><p>PRÁTICA 5 – BOMBAS DE INCÊNDIO</p><p>Você	 foi	 chamado	 para	 realizar	 uma	 inspeção	 e	 consultoria	 em	 duas</p><p>edificações,	uma	com	bomba	de	 incêndio	de	acionamento	elétrico	e	outra	com</p><p>acionamento	à	combustão.	Avalie	as	afirmações	e	as	solicitações	dos	moradores.</p><p>Determine	se	elas	estão	corretas	(C)	ou	incorretas	(I)	e	justifique	sua	resposta	a</p><p>partir dos requisitos expressos na NBR 13714 (ABNT, 2000).</p><p>Objetivo:	 responder	 questões	 práticas	 voltadas	 à	 inspeção	 predial	 de</p><p>instalações de prevenção e combate ao incêndio.</p><p>Descrição	 dos	 procedimentos:	 avaliar	 afirmação	 de	 um	 hipotético</p><p>morador;	justificar	resposta	a	partir	dos	conceitos	abordados	neste	livro	didático.</p><p>Conceitos:	Diretrizes	da	NBR	13714.</p><p>168</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>Morador 1: Queremos que as bombas da instalação de água fria e de incêndio</p><p>sejam as mesmas. Elas ocupam muito espaço no condomínio.</p><p>R.: (I) – De acordo com a NBR 13714 (ABNT, 2000, p. 15), “Quando o abastecimento</p><p>é feito por bomba de incêndio, deverá possuir pelo menos uma bomba elétrica</p><p>ou de combustão interna e ela deverá abastecer exclusivamente o sistema” de</p><p>combate ao incêndio.</p><p>Morador 2:	Estamos	preocupados	porque	o	projeto	da	edificação	prevê	ligação</p><p>direta da bomba de acionamento elétrico na instalação elétrica de consumo geral.</p><p>R.: (C) – Segundo a NBR 13714 (ABNT, 2000, p. 16), “A alimentação elétrica</p><p>das bombas de incêndio deve ser independente do consumo geral, de forma a</p><p>permitir	o	desligamento	geral	da	energia	elétrica,	sem	prejuízo	do	funcionamento</p><p>do motor da bomba de incêndio”.</p><p>Morador 3: Em uma reforma do condomínio quebraram o escapamento do</p><p>sistema	 de	 bomba	 de	 incêndio	 à	 combustão.	A	 bomba	 continua	 funcionando,</p><p>então, não vemos problema nisso.</p><p>R.:	(I)	–	Perigo!	A	NBR	13714	(ABNT,	2000,	p.	15)	afirma	que	“O	escapamento	dos</p><p>gases	do	motor	deve	ser	provido	de	silencioso,	de	acordo	com	as	especificações</p><p>do fabricante, sendo direcionados para serem expelidos fora da casa de bombas,</p><p>sem chances de retornar ao seu interior”.</p><p>169</p><p>RESUMO DO TÓPICO 3</p><p>Neste tópico, você aprendeu que:</p><p>• Em alguns casos, será necessário o uso de bombas de incêndio nas instalações</p><p>prediais.</p><p>• É possível determinar a potência de bombas de combate ao incêndio nas suas</p><p>mais variadas disposições construídas e condições hidráulicas.</p><p>•	 Há	 diretrizes	 e	 requisitos	 de	 especificação,	 projeto	 e	 inspeção	 de	 bombas</p><p>elétricas	e	à	combustão	para	as	instalações	de	combate	ao	incêndio.</p><p>170</p><p>1		Na	Figura	a	 seguir,	 observam-se	duas	bombas	de	 reforço	 (pressurização</p><p>/Jockey), sendo que uma delas é a principal e a outra reserva (sem uso</p><p>simultâneo). Ambas são alimentadas por um reservatório inferior e caixa</p><p>piezométrica	 de	 escorva.	 Trata-se	 de	 um	 edifício	 comercial	 com	 risco</p><p>de incêndio baixo. Em cada hidrante serão usadas duas mangueiras</p><p>comprimento de 30 m. O diâmetro de cada mangueira de lona (C = 140) é</p><p>de	38	mm	e	o	esguicho	é	de	16	mm.	A	bomba	possui	30	m	de	desnível	em</p><p>relação ao hidrante mais desfavorável (H6) e 4 m em relação ao reservatório</p><p>inferior. O comprimento virtual de recalque e sucção é igual a 122,5 e</p><p>23,4 metros respectivamente. Toda a tubulação é composta por aço preto</p><p>(diâmetro de 75 mm), inclusive conexões.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>171</p><p>FONTE: Adaptada de Creder (2006, p. 147)</p><p>FIGURA – SISTEMA HIDRÁULICO DE COMBATE AO INCÊNDIO COM BOMBA DE RECALQUE</p><p>172</p><p>Observação	importante:	para	fins	didáticos,	despreze	a	pressão	do	reservatório</p><p>de escorva e a necessidade de diferentes diâmetros de sucção e recalque.</p><p>Sendo assim, determine:</p><p>a) A altura manométrica total (Hman).</p><p>Procedimentos.</p><p>b) A potência do motor para acionar a bomba em CV, admitindo-se um</p><p>rendimento	de	40%.</p><p>Procedimentos.</p><p>173</p><p>UNIDADE 3</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>Ao longo da Unidade 3 deste livro, abordamos os principais requisitos,</p><p>critérios e elementos de uma instalação de prevenção e combate ao incêndio.</p><p>No	final	deste	Tópico	 4,	 esperamos	que	você,	 acadêmico,	possa	 aprender	 e	 se</p><p>apropriar das técnicas de concepção e elaboração de projetos contra incêndio.</p><p>No Quadro 2, descrevem-se os princípios de trabalho sugeridos para sua</p><p>prática	profissional.	Eles	são	os	mesmos	descritos	na	Unidade	1	e	2	e	possuem</p><p>implicações práticas para o cotidiano de um projetista de instalações contra</p><p>incêndio.</p><p>TÓPICO 4 —</p><p>BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO</p><p>Princípio Objetivo Implicações práticas</p><p>Valorização	da</p><p>técnica</p><p>Buscar fundamentação</p><p>técnica nas decisões e</p><p>nos critérios de projeto,</p><p>execução e inspeção.</p><p>Apoiar-se	 nas	 diretrizes</p><p>apresentadas pelas NBRs e</p><p>Instruções Normativas do</p><p>Corpo de Bombeiros.</p><p>Atenção	às</p><p>singularidades</p><p>Conceber projetos a partir</p><p>do contexto local e das</p><p>demandas de cada cliente.</p><p>Considerar a possibilidade</p><p>de instalações especiais para</p><p>PcD. Se necessário, ir além do</p><p>que se exige normativamente.</p><p>Esclarecer ao cliente a</p><p>importância dos elementos de</p><p>projeto.</p><p>Visão integrada</p><p>Integrar projetos da</p><p>edificação	 em	 busca	 da</p><p>eficiência	dos	seus	sistemas.</p><p>Adaptações no projeto</p><p>arquitetônico podem ser</p><p>necessárias para que o projeto</p><p>de instalações contra incêndio</p><p>seja	otimizado.</p><p>Sustentabilidade</p><p>Considerar a importância</p><p>do desempenho, da</p><p>durabilidade, da economia</p><p>e da preservação ambiental</p><p>dos processos.</p><p>Avalie instrumentos e</p><p>ferramentas que garantam</p><p>um desempenho adequado e</p><p>econômico das instalações.</p><p>QUADRO 2 – PRINCÍPIOS DE TRABALHO PARA A CONCEPÇÃO E ELABORAÇÃO DE PROJETOS</p><p>DE INSTALAÇÕES CONTRA INCÊNDIO</p><p>FONTE: O autor</p><p>174</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>Relembramos o acadêmico que foram apresentados até aqui os principais</p><p>conceitos e técnicas do tema, dando condições para que se compreenda, interprete</p><p>e atenda as instruções e regulações locais.</p><p>2 PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO</p><p>Em geral, os projetos de instalações contra incêndios são submetidos a</p><p>duas fases: (1) análise do projeto e (2) vistoria do empreendimento. Na análise</p><p>de projeto, a equipe técnica do órgão público responsável irá analisar as</p><p>conformidades e inconformidades do documento. Assim que aprovado, você</p><p>ganhará	o	aval	do	Corpo	de	Bombeiros	para	dar	início	à	execução	da	obra.</p><p>Após	o	término	da	construção	da	edificação	é	necessário	que	seja	feita	uma</p><p>vistoria do empreendimento.	A	vistoria	objetiva	verificar	se	o	que	foi	proposto	e</p><p>aprovado em projeto está devidamente executado. Portanto, será importante não</p><p>apenas um bom projeto, mas também a sua correta execução.</p><p>Confira nas Instruções Normativas locais se há processos e etapas diferenciadas</p><p>para edificações já construídas, ou seja, para aquelas que necessitam se ajustar a legislação</p><p>vigente.</p><p>NOTA</p><p>2.1 PROJETO: CONCEPÇÃO E ELABORAÇÃO</p><p>Na	Figura	9,	apresentaremos	um	organograma	genérico	que	correlaciona</p><p>as	diretrizes	para	a	concepção	de	um	projeto	de	 instalação	contra	 incêndio	e	a</p><p>estrutura da Unidade 3 deste livro didático.</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO</p><p>175</p><p>FIGURA 9 – ORGANOGRAMA GENÉRICO PARA A CONCEPÇÃO DE PROJETO DE INSTALAÇÃO</p><p>CONTRA INCÊNDIO E ESTRUTURA DO LIVRO DIDÁTICO</p><p>FONTE: O autor</p><p>No	 Tópico	 1,	 conhecemos	 os	 processos	 de	 classifi	cação	 de	 risco	 da</p><p>edifi	cação,	 fundamentais	para	que	se	 identifi	que	os	sistemas	necessário	para	a</p><p>prevenção	e	combate	ao	incêndio	(Figura	9).	Os	sistemas	de	prevenção	e	combate</p><p>ao	incêndio	que	poderão	ser	exigidos	para	uma	edifi	cação	residencial	ou	comercial</p><p>são:</p><p>• Extintores.</p><p>• Hidráulico preventivo.</p><p>•	 Instalações	de	gás	(GLP	&	GN).</p><p>• Saída de emergência.</p><p>• Iluminação de emergência.</p><p>• Alarme e detecção de incêndio.</p><p>•	 Sinalização	para	abandono	de	local.</p><p>• Sistema de chuveiros automáticos (sprinklers).</p><p>• Rede pública de hidrantes.</p><p>Nesta	 etapa	 de	 identifi	cação,	 também	 estará	 incluída	 a	 discussão	 da</p><p>necessidade do uso de bombas de incêndio, já que o projeto poderá ser concebido</p><p>com	 a	 divisão	 do	RTI	 (parte	 superior	 ou	 inferior)	 ou	 com	 a	 pressurização	 da</p><p>rede (Tópico 3). Todos estes critérios devem ser amparados pelas Instruções</p><p>Normativas locais e as NBRs correlatas.</p><p>176</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>Você pode encontrar várias normas correlatas à temática na NBR 15575-</p><p>1/2013 Edificações Habitacionais – Desempenho Parte 1: Requisitos gerais.</p><p>DICAS</p><p>2.1.1 Elementos de projeto</p><p>Os elementos necessários em um sistema de prevenção contra incêndio</p><p>dependerão	 da	 natureza	 da	 construção.	 De	modo	 geral,	 os	 projetos	 possuem</p><p>plantas	 de	 localização,	 situação,	 plantas	 baixas,	 fachadas	 e	 cortes.	 Na	 Tabela</p><p>10, são apresentadas as escaladas mínimas recomendadas para cada elemento</p><p>(MACINTYRE,	 1996).	 Elas	 permitem	 um	 bom	 nível	 de	 detalhamento	 dos</p><p>desenhos.</p><p>Elemento de projeto Escala mínima</p><p>Plantas	de	localização 1:2000</p><p>Plantas de situação 1:500</p><p>Plantas baixas, fachadas e cortes 1:50 ou 1:100</p><p>Detalhes 1:25</p><p>TABELA 10 – ESCALAS MÍNIMAS PARA OS ELEMENTOS DE PROJETO</p><p>FONTE: Adaptada de Macintyre (1996, p. 383)</p><p>Na	Figura	10,	descrevem-se	os	símbolos	mais	frequentemente	utilizados</p><p>para cada elemento da instalação de prevenção e combate ao incêndio. Você pode</p><p>conferir também se o Corpo de Bombeiros do seu estado prevê algum tipo de</p><p>nomenclatura e terminologia para projetos contra incêndio.</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO</p><p>177</p><p>FIGURA 10 – LISTA DE SÍMBOLOS EM PROJETO CONTRA INCÊNDIO</p><p>FONTE: Adaptada de Creder (1996, p. 137)</p><p>Ademais, de acordo com a NBR 13714, o projeto de sistema hidráulico</p><p>deve considerar os seguintes aspectos (ABNT, 2000, p. 4):</p><p>O instalador é obrigado a destacar todas as eventuais alterações</p><p>introduzidas,	 com	 relação	 a	 materiais	 e	 equipamentos	 utilizados,</p><p>caminhamentos e traçados da tubulação, bem como as demais</p><p>prescrições	do	projeto,	apresentando	ao	projetista	para	verificação	da</p><p>adequação dos parâmetros de funcionamento e segurança do sistema.</p><p>Os	documentos	assim	produzidos	passam	a	fazer	parte	do	memorial.</p><p>Todos os documentos do memorial, bem como as alterações propostas</p><p>e aprovadas, devem ser atestados pelo instalador dos sistemas, que</p><p>passam então a ser denominados documentos “Como construído”,</p><p>assumindo assim toda a responsabilidade da correspondência do</p><p>memorial com a realidade da instalação executada.</p><p>O	 instalador	 fica	 obrigado	 a	 afixar,	 preferencialmente	 na	 casa	 de</p><p>bombas do sistema, uma placa construída em material adequado,</p><p>contendo	identificação	do	construtor,	do	instalador	e	do	projetista	final,</p><p>bem como os números de registro do projeto nos órgãos competentes.</p><p>A conservação da placa é de responsabilidade do usuário do sistema.</p><p>O	 fluxograma	 de	 instalação	 do	 sistema	 e	 seus	 esquemas	 de</p><p>funcionamento	 e	 operação,	 elaborados	 pelo	 projetista	 e	 verificados</p><p>pelo	instalador,	devem	fazer	parte	do	memorial.</p><p>Para sistemas com extintores deve-se respeitar o que está disposto na NBR</p><p>12693	(ABNT,	1993,	p.	8),	a	qual	recomenda:</p><p>[...] a) memoriais contendo:</p><p>-	classificação	dos	riscos	a	serem	protegidos	e	do	sistema	adotado;</p><p>-	identificação	das	capacidades	extintoras;</p><p>-	especificações	dos	aparelhos;</p><p>b) planta baixa em escala de até 1:300, devidamente convencionada,</p><p>conforme	previsto	em	5.2,	identificando:</p><p>- os diversos riscos isolados protegidos, conforme critérios de</p><p>isolamento de riscos previstos pela Tarifa de Seguro Incêndio do Brasil</p><p>178</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>- T.S.I.B., através de numeração por algarismos arábicos;</p><p>- paredes, grades ou quaisquer obstáculos que impeçam a passagem</p><p>dos extintores e seus operadores;</p><p>c)	identificação	do	estabelecimento	e	do	projetista,	tanto	nos	memoriais</p><p>como nas plantas.</p><p>2.2 INSTALAÇÃO, INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO</p><p>A instalação do sistema hidráulico preventivo contra incêndio deve ser</p><p>feita	por	profissional	 legalmente	habilitado	e	basear-se	nos	princípios	da	NBR</p><p>13714 (ABNT, 2000), são eles:</p><p>•	 Hidrantes	e	mangotinhos	devem	estar	desobstruídos	e	sinalizados	e	as	válvulas</p><p>instaladas devem funcionar corretamente.</p><p>• Os engates devem se apresentar adequado desempenho.</p><p>• Válvulas de controle seccional devem ser mantidas abertas e as válvulas</p><p>angulares dos hidrantes e de abertura rápida dos mangotinhos devem ser</p><p>mantidas fechadas.</p><p>•	 As	 mangueiras	 devem	 estar	 armazenadas	 em	 abrigo,	 bem	 como	 seus</p><p>pertences,	de	maneira	adequadamente	protegida	e	disponível	para	utilização</p><p>se necessário.</p><p>• Os esguichos reguláveis devem estar acoplados nas mangueiras.</p><p>• Os abrigos devem estar secos e desobstruídos e livres de qualquer contato com</p><p>água.</p><p>•	 O	 cavalete	 de	 automatização	 das	 bombas	 deve	 estar	 em	 boas	 condições	 de</p><p>operação	e	a	automatização	dos	sistemas	deve	estar	conforme	o	especificado</p><p>em projeto.</p><p>Importante ressaltar que as bombas de incêndios, seus acessórios e</p><p>dispositivos de alarme devem ser testados a cada 15 dias, por um período de 15</p><p>minutos (ABNT, 2000). Esta exigência poderá ser explicita em uma placa na casa</p><p>de bombas e no memorial descrito do projeto.</p><p>Prevista	pela	NBR	13714	(ABNT,	2000),	a	inspeção	do	sistema	é	realizada</p><p>de	maneira	visual	(cruzamento	de	informações	com	o	projeto)	e	física	(por	meio	de</p><p>ensaios de estanqueidade das tubulações, reservatórios e outros equipamentos).</p><p>Em	seguida,	são	verificados	os	mangotinhos	e	pontos	de	hidrante.	A	 inspeção</p><p>visual contemplará, portanto (ABNT, 2000):</p><p>• O posicionamento dos pontos de hidrantes/magotinhos, se eles correspondem</p><p>ao posicionamento indicado no projeto, se possuem todos os itens e materiais</p><p>necessários para seu bom funcionamento e acesso fácil.</p><p>•	 Verifica	a	reserva	técnica	de	incêndio	(seu	armazenamento	e	volume).</p><p>• Observa se os pontos mais desfavoráveis (com menor pressão) são realmente</p><p>os que estão indicados no projeto.</p><p>•	 Examina	 se	 os	 sistemas	 estão	 corretamente	 identificados	 (características	 de</p><p>funcionamento	e	finalidades).</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO</p><p>179</p><p>O ensaio de estanqueidade	que	deve	ser	realizado	no	sistema	hidráulico</p><p>requer	 um	 teste	 sob	 pressão	 hidrostática	 de	 1,5	 vezes	 maior	 que	 a	 pressão</p><p>máxima de trabalho do sistema. A duração do teste deve ser de pelo menos 2</p><p>horas.	Durante	o	ensaio	não	deve	ocorrer	nenhum	tipo	de	vazamento	no	sistema.</p><p>Caso ocorra, a NBR 13714 recomenda que sejam tomadas as seguintes medidas</p><p>(ANBT, 2000, p. 20):</p><p>a) juntas: desmontagem da junta, com substituição das peças</p><p>comprovadamente	 danificadas,	 e	 remontagem,	 com	 aplicação	 do</p><p>vedante adequado;</p><p>b)	 tubos:	 substituição	do	 trecho	 retilíneo	do	 tubo	danificado,	 sendo</p><p>que	 na	 remontagem	 é	 obrigatória	 a	 utilização	 de	 uniões	 roscadas,</p><p>flanges	ou	soldas	adequadas	ao	tipo	da	tubulação;</p><p>c) válvulas: substituição completa;</p><p>d) acessórios (esguichos, mangueiras, uniões, etc.): substituição</p><p>completa;</p><p>e) bombas, motores e outros equipamentos: qualquer anormalidade</p><p>no seu funcionamento deve ser corrigida em consulta aos fabricantes</p><p>envolvidos.</p><p>Corrigido o problema na instalação, o ensaio de estanqueidade deverá ser</p><p>repetido. Recomenda-se que os moradores solicitem uma vistoria periódica a um</p><p>profissional	legalmente	habilitado.	Aliado	a	isso,	um	plano de manutenção pode</p><p>ser elaborado para que seja preservado os componentes de sistema de maneira</p><p>periódica. Segundo a NBR 13714 (ABNT, 2000, p. 21-22), o plano de manutenção</p><p>objetiva	verificar	se:</p><p>a) todas as válvulas angulares e de abertura rápida tenham sido abertas</p><p>totalmente, de forma normal e manualmente, e, ao serem fechadas,</p><p>tenha	sido	verificada	a	vedação	completa,	garantindo	o	bom	estado	do</p><p>corpo	da	válvula	com	relação	à	corrosão;</p><p>b) todas as válvulas de controle seccional tenham sido manobradas</p><p>sem	nenhuma	anormalidade,	inclusive	com	relação	a	vazamentos	no</p><p>corpo, castelo ou juntas;</p><p>c) todas as mangueiras de incêndio tenham sido inspecionadas,</p><p>mantidas	e	acondicionadas	conforme	a	NBR	12779;</p><p>d) todos</p><p>os esguichos tenham sido usados e sua capacidade de</p><p>manobra	verificada;</p><p>e) a integridade física dos abrigos tenha sido garantida;</p><p>f) todas as tubulações estejam pintadas sem qualquer dano, inclusive</p><p>com relação aos suportes empregados;</p><p>g)	a	sinalização	utilizada	nos	pontos	de	hidrantes	e/ou	mangotinhos</p><p>esteja	conforme	o	especificado;</p><p>h) os dispositivos de controle da pressão usados no interior das</p><p>tubulações	 tenham	 sido	 verificados	 quanto	 a	 sua	 eficácia	 e	 ao	 seu</p><p>funcionamento;</p><p>i) o funcionamento de todos os instrumentos e medidores instalados</p><p>tenham	sido	verificados;</p><p>j) todas as interligações elétricas tenham sido inspecionadas e limpas,</p><p>removendo oxidações;</p><p>l)	as	gaxetas	dos	motores/bombas	tenham	sido	verificadas,	reguladas</p><p>ou	substituídas,	recebendo	lubrificação	adequada	e	demais	cuidados,</p><p>conforme instruções dos fabricantes;</p><p>m) o quadro de comando e de alarme tenha sido totalmente</p><p>inspecionado, atestando seu pleno funcionamento.</p><p>180</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>Para os extintores, basta que os mesmos sejam submetidos a inspeções e</p><p>manutenções	periódicas	de	acordo	com	a	legislação	vigente	(ABNT,	1993).	Lembre-</p><p>se	do	que	comentamos	no	Tópico	2:	não	deverão	ser	permitidos	nas	edificações</p><p>extintores	 despressurizados,	 com	 lacre	 rompido,	 corroídos,	 deformados,</p><p>danificados,	sem	etiqueta	de	instrução	de	uso,	sem	selo	do	INMETRO	e/ou	com</p><p>teste hidrostático vencido.</p><p>Confira como funciona a inspeção de extintores portáteis. Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=UTfqOEQIvCk.</p><p>NOTA</p><p>3 CASOS PRÁTICOS – AVALIAÇÃO E PROJETO DE</p><p>SISTEMAS DE PREVENÇÃO E COMBATE</p><p>PRÁTICA 6 – EXTINTORES DE INCÊNDIO</p><p>Busque,	fotografe	e	registre	pelo	menos	três	extintores	portáteis	localizados</p><p>em	uma	edificação	que	você	está	autorizado	a	acessar	com	segurança.	Identifique</p><p>as seguintes características: classe de incêndio de combate, capacidade extintora,</p><p>tipo de material combatente (agente extintor), selo do INMETRO, etiqueta</p><p>com instrução de uso, indicação “verde” do leitor analógico (manômetro),</p><p>data da próxima vistoria e data de validade. Avalie suas condições e, caso haja</p><p>irregularidades, aponte correções para um hipotético cliente.</p><p>Objetivo: avaliar as condições técnicas de três extintores portáteis</p><p>localizados	na	residência	do	próprio	aluno	ou	em	algum	lugar	público.</p><p>Conceitos: classe de incêndio de combate. Capacidade extintora. Tipo de</p><p>material combatente (agente extintor).</p><p>Descrição dos procedimentos.</p><p>Resposta:	 Identificar	 a	 classe	 de	 incêndio	 de	 combate,	 capacidade	 extintora,</p><p>tipo de material combatente (agente extintor), selo do INMETRO, etiqueta com</p><p>instrução de uso, indicação “verde” do leitor analógico (manômetro), data da</p><p>próxima vistoria e data de validade do extintor. Apontar correções a partir dos</p><p>conceitos vistos neste livro didático. Não é possível formular uma resposta geral</p><p>para os diversos casos. Os discentes deverão conferir as condições dos extintores</p><p>com aquelas descritas como tecnicamente adequados no livro didático.</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO</p><p>181</p><p>4 CASOS PRÁTICOS – AVALIAÇÃO E PROJETO DE</p><p>SISTEMAS DE PREVENÇÃO E COMBATE</p><p>PRÁTICA 7 – ELEMENTOS DE PROJETO</p><p>Considere	a	edificação	comercial	(escritórios)	com	um	pavimento	térreo	e</p><p>área	construída	de	500	m²	(Figura	a	seguir).	Não	é	previsto	na	construção	nenhum</p><p>aparelho de queima no empreendimento. Considere a legislação vigente em seu</p><p>estado e responda:</p><p>Objetivo: estabelecer os principais parâmetros relacionados ao projeto de</p><p>prevenção e combate ao incêndio.</p><p>Questões, procedimentos e resposta para o estado de Santa Catarina.</p><p>a)	Qual	é	a	classe	de	risco	de	incêndio	da	edificação?</p><p>R.: risco leve (IN 003, art. 5º).</p><p>b)	É	 possível	 calcular	 a	 carga	 de	 fogo	 específica	 a	 partir	 da	 legislação	 do	 seu</p><p>estado?	Se	sim,	qual	seria	a	carga	de	fogo	específica	da	edificação	considerando</p><p>que há na construção 200 kg de móveis de madeira, 500 kg de piso de borracha,</p><p>100	kg	de	algodão,	200	kg	de	papel	e	70	kg	de	plástico?</p><p>R.: Sim, é possível.</p><p>200 kg de madeira. 21 MJ/kg + 500 kg de piso de borracha. 32 MJ/kg + 100 kg de</p><p>algodão.	18	MJ/kg	+	200	kg	de	papel.	17	MJ/kg	+	70	kg	de	plástico.	32	MJ/kg	=</p><p>carga de incêndio/fogo = 27640 MJ</p><p>Carga	de	incêndio/fogo	específica	=	55,3	MJ/m²	 risco leve (IN 003, art 4º).</p><p>c) Projete o sistema preventivo de extintores (se for possível, faça uso do</p><p>fluxograma	elaborado	nos	“CASOS	PRÁTICOS”	do	Tópico	2),	apontando	em</p><p>planta	os	locais	dos	extintores	portáteis,	bem	como	sua	especificação.</p><p>182</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>FIGURA – PLANTA BAIXA DE UMA EDIFICAÇÃO COMERCIAL (PAVIMENTO ÚNICO)</p><p>FONTE: O autor</p><p>Resposta:	 A	 IN	 006	 (CBM-SC,	 2017a,	 p.	 4)	 prescreve	 que:	 “Art.	 8°	 Em	 cada</p><p>pavimento,	 inclusive	 para	 edificações	 térreas,	 são	 exigidos	 no	 mínimo	 dois</p><p>extintores com pelo menos uma unidade extintora cada, mesmo que apenas um</p><p>extintor atenda a distância máxima a ser percorrida.” Os locais sugeridos são</p><p>apontados na Figura a seguir:</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO</p><p>183</p><p>FONTE: O autor</p><p>FIGURA – PLANTA BAIXA DE UMA EDIFICAÇÃO COMERCIAL (PAVIMENTO ÚNICO) – COM RESPOSTA</p><p>Legenda:</p><p>Extintor Pó ABC do tipo “2-A:20-B:C” (Tabela 1, IN006).</p><p>184</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR</p><p>AS NORMAS DA ABNT PARA PLACAS DE SINALIZAÇÃO</p><p>Luara Prado</p><p>As	 placas	 de	 sinalização,	 especialmente	 aquelas	 voltadas	 para	 o</p><p>atendimento de normas de segurança, estão presentes em todo e qualquer tipo</p><p>de	estabelecimento,	da	área	comercial	à	área	industrial.</p><p>No Brasil, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é a</p><p>responsável	pela	definição	de	uma	série	de	normatizações,	garantindo	assim	a</p><p>segurança e a correta aplicação dos sinais.</p><p>Quer	 saber	quais	 são	as	normas	da	ABNT	para	placas	de	 sinalização	e</p><p>como	elas	devem	ser	seguidas	para	evitar	multas	e	sanções	para	sua	empresa?</p><p>Continue lendo este artigo!</p><p>Normas da ABNT para placas de sinalização</p><p>A ABNT é a associação que determina, em suas normas, os padrões</p><p>técnicos que servem a inúmeros campos tecnológicos e produtivos no Brasil. A</p><p>partir	de	suas	regras,	garante-se	o	atendimento	às	determinações	internacionais</p><p>que	prezam	pela	normalização	e	certificação	de	produtos,	sistemas	e	rotulagens.</p><p>Devido	à	grande	importância	das	placas	de	sinalização	como	instrumentos</p><p>de	segurança,	capazes	de	salvar	vidas,	é	natural	que	tais	objetos	também	estejam</p><p>sujeitos	 às	 especificações	 da	 ABNT.	 Assim,	 existem	 determinações	 sobre	 o</p><p>assunto na NBR 13434-2, que versa sobre símbolos, formas, dimensões e cores;</p><p>e	na	NBR	7195,	que	apresenta	regulamentações	sobre	as	cores	a	serem	utilizadas</p><p>para segurança.</p><p>Existem,	ainda,	outras	normas	de	variados	órgãos	(ex.:	a	NR-26),	trazendo</p><p>em	 seu	 texto	 detalhes	 sobre	 a	 utilização	 de	 cores	 na	 segurança	 do	 trabalho.</p><p>Entretanto, trataremos neste artigo apenas sobre as determinações das duas</p><p>normas da ABNT listadas anteriormente.</p><p>NBR 13434-2 e NBR 7195</p><p>Segundo	a	própria	NBR	13434-2,	 seu	objetivo	é	“padronizar	as	 formas,</p><p>as	dimensões	 e	 as	 cores	da	 sinalização	de	 segurança	 contra	 incêndio	 e	pânico</p><p>utilizada	em	edificações,	assim	como	apresentar	os	símbolos	adotados”.</p><p>Por	sua	vez,	a	NBR	7195,	datada	do	ano	de	1993,	tem	como	objetivo	fixar</p><p>as	cores	a	serem	utilizadas	para	a	prevenção	de	acidentes,	sendo	empregadas	na</p><p>identificação	e	advertência	contra	os	mais	variados	riscos.</p><p>http://blog.artplacassp.com.br/o-que-e-nbr-e-qual-sua-relacao-com-a-sinalizacao-adequada/</p><p>http://blog.artplacassp.com.br/regulamentacao-de-sinalizacao-e-placas-saiba-o-que-diz-a-norma/</p><p>http://blog.artplacassp.com.br/it-20-entenda-o-que-e-e-qual-a-sua-importancia-na-sinalizacao/</p><p>TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO</p><p>185</p><p>Diferentemente	 da	 NBR	 13434-2,	 a	 NBR	 7195	 apresenta	 em	 seu	 texto</p><p>apenas	 as	 especificações	 relativas	 ao	 uso</p><p>das	 cores	 nas	 placas	 de	 sinalização,</p><p>identificando	condições	específicas,	tolerâncias	e	o	conceito	de	cores	de	contraste.</p><p>Dessa forma, serviu como base para a elaboração das normas subsequentes.</p><p>Especificações técnicas de sinalização</p><p>Seguindo	 as	 determinações	 especificadas	 em	 cada	 norma	 da	ABNT,	 é</p><p>necessário	que	as	placas	de	sinalização	apresentem	características	 importantes,</p><p>relativas tanto ao uso de cores quanto de símbolos, além de outros pontos como</p><p>tamanho e informações contidas.</p><p>Cores</p><p>As	indicações	de	risco	por	meio	do	uso	de	cores	específicas	não	excluem</p><p>a necessidade de outras formas de prevenção de acidentes, mas devem ser</p><p>utilizadas	de	acordo.</p><p>A	NBR	7195	lista	as	seguintes	cores	a	serem	utilizadas:	vermelho,	laranja,</p><p>amarelo,	verde,	azul,	púrpura,	branco	e	preto.	Dessa	forma,	tais	cores	significam:</p><p>• vermelho: usado para indicação de equipamentos de combate a incêndio;</p><p>• laranja: indicações de perigo;</p><p>• amarelo: indicações de cuidado;</p><p>• verde: indicações de segurança;</p><p>•	 azul:	ações	obrigatórias;</p><p>• púrpura: indicações de perigo por radiação eletromagnética e partículas</p><p>nucleares;</p><p>•	 branco:	faixas,	sinalizações	de	tráfego,	coletores	de	resíduos	e	outros;</p><p>•	 preto:	identificação	de	coletores	de	resíduos.</p><p>A	NBR	 13434-2	 define	 ainda	 que	 a	 cor	 da	 segurança	 deve	 cobrir	 pelo</p><p>menos	50%	da	área	do	símbolo,	com	exceção	ao	símbolo	de	proibição,	no	qual	a</p><p>área	ocupada	deve	ser	de,	no	mínimo,	35%	da	área	da	placa.</p><p>As cores de contraste devem apresentar fotoluminescência para a</p><p>sinalização	de	orientação	e	de	equipamentos	de	combate	a	incêndio.	Neste	caso,</p><p>cores de contraste são a branca ou a amarela.</p><p>Dimensões</p><p>A	Norma	NBR	13434-2	regula	o	emprego	de	placas	de	sinalização.	Nesse</p><p>caso, observa-se a relação:</p><p>A	>	L²	/	2000</p><p>http://blog.artplacassp.com.br/como-as-placas-de-sinalizacao-fotoluminescente-funcionam/</p><p>186</p><p>UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO</p><p>Em que:</p><p>A,	corresponde	à	área	total	da	placa,	dada	em	metros	quadrados;</p><p>L, é a distância do observador, também em metros.</p><p>Tal fórmula leva em consideração que L seja igual ou menor a 50 metros,</p><p>de	modo	que	a	distância	mínima	é	de	4	metros.	Caso	as	placas	de	sinalização</p><p>contenham letras, essas devem seguir a fórmula:</p><p>h > L / 125.</p><p>Em que:</p><p>h, é a altura de cada letra, dada em metros;</p><p>L, é a distância do observador, em metros.</p><p>As letras ainda devem ser grafadas em caixa alta, com fonte Univers 65</p><p>ou, então, Helvetica Bold.</p><p>Formas</p><p>A	Norma	NBR	13434-2	também	define	as	formas	a	serem	utilizadas	nas</p><p>placas	de	sinalização,	seguindo	os	critérios:</p><p>• circular: para símbolos de proibição e ação de comando;</p><p>• triangular: para símbolos de alerta;</p><p>• quadrada e retangular: para símbolos de orientação, socorro, emergência e</p><p>identificação	dos	equipamentos	de	combate	de	incêndio.</p><p>Outras determinações para as placas de sinalização</p><p>As placas que apresentam características de fotoluminescência, por</p><p>exemplo,	devem	trazer	impressos	os	seguintes	dados:</p><p>• intensidade luminosa em milicandelas por metro quadrado, a 10 min e 60 min</p><p>após	remoção	da	excitação	de	luz	a	22°C	e	+/-	3	°C;</p><p>•	 tempo	de	atenuação,	em	minutos,	a	22	°C	e	+/-3	°C;</p><p>• cor durante excitação;</p><p>• cor da fotoluminescência.</p><p>Como é possível perceber, são vários os critérios a serem observados, o que</p><p>faz	com	que	as	normas	da	ABNT	para	placas	de	sinalização	sejam	extremamente</p><p>necessárias. Busca-se sempre um padrão de qualidade alto para elementos que</p><p>podem, em diversas situações, salvar vidas.</p><p>FONTE: PRADO, L. Conheças as normas da ABNT para placas de sinalização. 2019. Disponível</p><p>em: http://blog.artplacassp.com.br/conhecas-as-normas-da-abnt-para-placas-de-sinalizacao/.</p><p>Acesso em: 2 ago. 2020.</p><p>http://blog.artplacassp.com.br/conhecas-as-normas-da-abnt-para-placas-de-sinalizacao/</p><p>187</p><p>RESUMO DO TÓPICO 4</p><p>Neste tópico, você aprendeu que:</p><p>•	 Valorização	técnica,	atenção	às	singularidades,	visão	integrada	e	sustentabilidade</p><p>são alguns princípios de trabalho para a concepção e elaboração de projetos de</p><p>instalações de prevenção e combate ao incêndio.</p><p>•	 Conceitos	técnicos	estudados	nos	tópicos	anteriores	ajudam	a	identificar	etapas</p><p>e elementos de projeto, inspeção e manutenção importantes para a prevenção</p><p>e	combate	ao	incêndio	de	edificações.</p><p>• O conteúdo, forma e elementos de apresentação de projeto devem considerar</p><p>regulamentos técnicos.</p><p>Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem</p><p>pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao</p><p>AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.</p><p>CHAMADA</p><p>188</p><p>1 Os símbolos de projeto permitem que seja possível uma adequada</p><p>comunicação entre os envolvidos com a concepção, construção e</p><p>manutenção dos sistemas de prevenção e combate ao incêndio. Sabendo-se</p><p>da importância, considere os símbolos listados a seguir e os relacione com</p><p>seu respectivo nome. Todos são elementos importantes de um sistema de</p><p>combate ao incêndio.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>( )</p><p>( )</p><p>( )</p><p>( )</p><p>( )</p><p>( )</p><p>( )</p><p>(1) Hidrante urbano.</p><p>(2) Válvula de retenção.</p><p>(3) Caixa de incêndio.</p><p>(4) Extintor sobre rodas.</p><p>(5) Extintor de espuma.</p><p>(6) Extintor de pó químico.</p><p>(7) Abrigo de mangueiras.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:</p><p>a) ( ) 1 – 3 – 2 – 7– 6 – 5 – 4.</p><p>b) ( ) 3 – 7 – 1 – 6 – 5 – 2 – 4.</p><p>c) ( ) 1 – 5 – 4 – 6 – 7 – 2 – 3.</p><p>d) ( ) 7 – 1 – 3 – 2 – 4 – 5 – 6.</p><p>2		escreva	 as	 instruções	 normativas	 do	 seu	 estado	 que	 correspondem	 à</p><p>regulação	específica	dos	sistemas	de	prevenção	e	combate	ao	incêndio.</p><p>189</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ABNT. NBR 15575-1:	Edificações	Habitacionais	–	Desempenho	Parte	1:</p><p>Requisitos	gerais.	2013.	Disponível	em:	https://360arquitetura.arq.br/wp-</p><p>content/uploads/2016/01/NBR_15575-1_2013_Final-Requisitos-Gerais.pdf.</p><p>Acesso em: 13 ago. 2020.</p><p>ABNT. NBR 17240: Sistemas de detecção e alarme de incêndio – Projeto,</p><p>instalação, comissionamento e manutenção de sistemas de detecção e alarme de</p><p>incêndio	–	Requisitos.	2010.	Disponível	em:	http://www.segmafire.com.br/wp-</p><p>content/uploads/sites/179520/2017/06/NBR-17240-2010-Substituindo-NBR-9441-</p><p>Alarme.pdf. Acesso em:13 ago.</p><p>ABNT. NBR 11742: Porta	corta-fogo	para	saída	de	emergência	–	Especificação.</p><p>2003.	Disponível	em:	http://www.segmafire.com.br/wp-content/uploads/</p><p>sites/179520/2017/06/NBR-11742-2003-Porta-Corta-Fogo-Para-Sa%C3%ADda-</p><p>De-Emerg%C3%AAncia.pdf.	Acesso	em:	13	ago.	2020.</p><p>ABNT. NBR 13714: Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate</p><p>a	incêndio.	2000.	Disponível	em:	http://www.gmfmontagens.com.br/assets/</p><p>content/downloads/031ac17ce13bc628f426873fd98b386b.pdf.	Acesso	em:	13	ago.</p><p>2020.</p><p>ABNT. NBR 12693: Sistemas	de	proteção	por	extintores	de	incêndio.	1993.</p><p>Disponível	em:	http://pcpreventivo.com.br/img/normas/nbr12693-sistemasdepro</p><p>teoporextintoresdenopw-120613141221-phpapp01.pdf.	Acesso	em:	13	ago.	2020.</p><p>AGÊNCIA brasileira. Novas regras para instalação de extintores de incêndio</p><p>em locais de risco.		2015.	Disponível	em:	 	https://www.flickr.com/photos/</p><p>agenciabrasilia/16960744329.	Acesso	em:10	nov.	2019.</p><p>AZEVEDO NETTO, J. M.; ALVAREZ, G. A. Manual de Hidráulica.	8.	ed.	São</p><p>Paulo:	Edgar	Blucher,	1998.</p><p>BRASIL. NR 23 – Proteção contra incêndios.	2011.	Disponível	em:	https://enit.</p><p>trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-23.pdf.	Acesso	em:	13</p><p>ago. 2020.</p><p>BUCKA. Quais são principais causas de incêndios. 2015. Disponível em:</p><p>https://www.bucka.com.br/quais-sao-as-principais-causas-de-incendios/.	Acesso</p><p>em:	23	out.	2019.</p><p>BUCKA. O que é um sprinkler e como e atua no combate a incêndios. c2020.</p><p>Disponível	em:	https://www.bucka.com.br/o-que-e-um-sprinkler-e-como-ele-</p><p>atua-no-combate-a-incendios/.	Acesso	em:	24	out.	2019.</p><p>https://www.bucka.com.br/quais-sao-as-principais-causas-de-incendios/</p><p>190</p><p>BUCKA. Você sabe o que é capacidade extintora?	2012.	Disponível	em:	https://</p><p>www.bucka.com.br/voce-sabe-o-que-e-capacidade-extintora/.	Acesso	em:24	out.</p><p>2019.</p><p>CARVALHO JÚNIOR, R. de. Instalações hidráulicas e o projeto de arquitetura.</p><p>8.	ed.	São	Paulo:	Blucher,	2014.</p><p>CBM-GO. Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás. 2014. Instrução Normativa</p><p>–	IN	14:	Incêndio	em	edificações	e	áreas	de	risco.	Disponível	em:	<https://</p><p>www.bombeiros.go.gov.br/wp-content/uploads/2014/03/nt-14_2014-carga-de-</p><p>incendio-nas-edificacoes-e-areas-de-risco.pdf>.	Acesso	em:	3	out	2019.</p><p>CMB-SC. Instrução normativa – IN 006: Sistema preventivo por extintores.</p><p>Santa Catarina, 2017a. 7 p.</p><p>CMB-SC. Instrução normativa – IN 007: Sistema hidráulico preventivo. Santa</p><p>Catarina,	2017b.	19	p.</p><p>CMB-SC. Instrução normativa – IN 007: Sistema hidráulico preventivo. Santa</p><p>Catarina, 2014.</p><p>CMB-SC. Instrução normativa – IN 003: Carga de Incêndio. Santa Catarina,</p><p>2014.</p><p>CBPMESP. Cartilha de orientações básicas.	2011.	Disponível	em:	https://web.</p><p>archive.org/web/20151011004355/http://www.corpodebombeiros.sp.gov.br/</p><p>internetcb/Downloads/Cartilha_de_Orientacao.pdf.	Acesso	em:	21	out.	2019.</p><p>CREDER, H. Instalações hidráulicas e sanitárias. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC,</p><p>2006.</p><p>G1. Em novo cálculo, polícia conclui que boate Kiss estava superlotada. 2013.</p><p>Disponível	em:	http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/03/em-</p><p>novo-calculo-policia-conclui-que-boate-kiss-estava-superlotada.html. Acesso</p><p>em:	14	nov.	2019.</p><p>GRACIOSA, M. C. P.; MENDIONDO, E. M. Gestão do risco de</p><p>inundações no contexto de bacias urbanas brasileiras. 2007.</p><p>Disponível	em:	https://abrh.s3.sa-east-1.amazonaws.com/Sumarios/19/</p><p>b6ccab07b824c76ba766d5bc7fdfbc32_364510935f7f9c38b4be132e01152db9.pdf.</p><p>Acesso em: 13 ago. 2020.</p><p>GRIFFIN, P. Fire sprinkler head.	2019.	Disponível	em:	https://www.</p><p>publicdomainpictures.net/en/view-image.php?image=31715&picture=fire-</p><p>sprinkler-head.	Acesso	em:	10	nov.	2019.</p><p>http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/03/em-novo-calculo-policia-conclui-que-boate-kiss-estava-superlotada.html</p><p>http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/03/em-novo-calculo-policia-conclui-que-boate-kiss-estava-superlotada.html</p><p>191</p><p>HODAN, G. Extintor de incêndio vermelho.	2019.	Disponível	em:	https://www.</p><p>publicdomainpictures.net/pt/view-image.php?image=67832&picture=extintor-</p><p>de-incendio-vermelho.	Acesso	em:10	nov.	2019.</p><p>MACINTYRE, A. J. Instalações hidráulicas prediais e industriais. 3. ed. Rio de</p><p>Janeiro:	LTC,	1996.</p><p>PALSER, T. Detector de fumaça.	2019.	Disponível	em:	https://www.</p><p>publicdomainpictures.net/pt/view-image.php?image=252424&picture=detector-</p><p>de-fumaca. Acesso em: 10 ago. 2020.</p><p>PRADO, L. Conheças as normas da ABNT para placas de sinalização.	2019.</p><p>Disponível	em:	http://blog.artplacassp.com.br/conhecas-as-normas-da-abnt-</p><p>para-placas-de-sinalizacao/.	Acesso	em:	2	out	2019.</p><p>RAMFEJ. Sistema de bombas de incêndio: Características, tipos e funções.</p><p>2019.	Disponível	em:	https://ramfej.com.br/servicos/sistema-de-bombas-de-</p><p>incendio-caracteristicas-tipos-e-funcoes/. Acesso em: 5 ago. 2020.</p><p>RIO DE JANEIRO. Código de segurança contra incêndio e pânico. Rio de</p><p>Janeiro,	1976.</p><p>SEGURIMAX. Carretel móvel com mangotinho.	2019.	Disponível	em:	https://</p><p>segurimax.com.br/produtos/detalhes/carretel-movel-com-mangotinho-1-1/.</p><p>Acesso em: 11 ago. 2020.</p><p>ZEUS DO BRASIL. Adaptadores e esguichos.	2019a.	Disponível	em:	https://</p><p>zeusdobrasil.com.br/produtos/adaptadores-e-esguichos/.	Acesso	em:	28	out.</p><p>2019.</p><p>ZEUS DO BRASIL. Mangueira de incêndio predial.	2019b.	Disponível	em:</p><p>https://zeusdobrasil.com.br/produtos/detalhes/mangueira-de-incendio-predial-</p><p>tipo-1/.	Acesso	em:	28	out.	2019.</p><p>http://blog.artplacassp.com.br/conhecas-as-normas-da-abnt-para-placas-de-sinalizacao/</p><p>http://blog.artplacassp.com.br/conhecas-as-normas-da-abnt-para-placas-de-sinalizacao/</p><p>https://zeusdobrasil.com.br/produtos/detalhes/mangueira-de-incendio-predial-tipo-1/</p><p>https://zeusdobrasil.com.br/produtos/detalhes/mangueira-de-incendio-predial-tipo-1/</p><p>tubulações	de	distribuição	permitem	que	a	água	 contida	no	 reservatório</p><p>abasteça	os	aparelhos	sanitários	(pias,	vasos	sanitários,	chuveiros	etc.).	Veremos</p><p>mais	à	frente	que	elas	podem	ser	dividas	em	barriletes,	colunas,	ramais	e	sub-</p><p>ramais.</p><p>6)	O	hidrômetro	visa	quantifi	car	o	consumo	de	água	da	residência	para	fi	ns	de</p><p>controle	 e	 cobrança,	 portanto,	 deve	 estar	 em	 um	 local	 protegido	 e	 de	 fácil</p><p>acesso.</p><p>7)	O	ramal	predial	é	a	tubulação	que	conectará	a	rede	pública	de	abastecimento</p><p>ao	hidrômetro.</p><p>8)	O	alimentador	será	a	tubulação	responsável	por	levar	a	água	do	hidrômetro	até</p><p>a	construção.</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: ASPECTOS GERAIS</p><p>5</p><p>9)	Aparelho	sanitário	é	todo	e	qualquer	equipamento	que	permite	acesso	direto</p><p>à	 água	 em	 condições	 adequadas	 de	 vazão,	 velocidade	 e	 pressão	 (exemplo:</p><p>torneiras,	vasos	sanitários	etc.).</p><p>Na	 instalação	 predial	 de	 água	 fria	 é	 comum	 o	 uso	 de	 sistemas	 de</p><p>bombeamento.	Nem	sempre	a	pressão	fornecida	pela	rede	pública	de	abastecimento</p><p>será	 suficiente	 para	 conduzir	 a	 água	 ao	 reservatório.	Nesta	 unidade,	 veremos</p><p>como	dimensionar	e	especificar	bombas	e	instalações	acessórias.</p><p>Você sabia que as concessionárias da rede pública de abastecimento devem</p><p>fornecer água a uma pressão dinâmica mínima de 100 kPa e uma pressão estática máxima</p><p>de 500 kPa? A exigência pode ser conferida na NBR 12218 (ABNT, 1994). A pressão mínima</p><p>fornece energia suficiente para que muitas residências com um ou dois pavimentos não</p><p>necessitem de bombas para distribuir a água (BOTELHO; RIBEIRO JUNIOR, 2014) – é o que</p><p>chamaremos de sistema direto de distribuição. Já a pressão máxima é estabelecida para</p><p>que não haja sobrecarga mecânica e danos nas instalações de água das construções.</p><p>FONTE: ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 12218 – Projeto de redes</p><p>de distribuição para abastecimento público. Rio de Janeiro: ABNT, 1994.</p><p>NOTA</p><p>O	 correto	 funcionamento	 das	 instalações	 de	 água	 fria	 começa	 pelo</p><p>desenvolvimento	de	um	projeto	que	considere	o	uso	da	edificação.	A	integração</p><p>com	 o	 projeto	 arquitetônico,	 estrutural	 e	 de	 outros	 elementos	 construtivos	 é</p><p>sempre	bem-vinda.	É	preciso	que	as	instalações	de	água	fria	tenham	fácil	acesso	e</p><p>bom	desempenho.	Buscaremos	alcançar	um	correto	funcionamento	de	tubulações,</p><p>reservatórios	e	outros	componentes	dimensionando-os	a	partir	dos	princípios	da</p><p>física	e	da	hidráulica.</p><p>Na	tarefa	de	projetar	e	executar,	um	bom	aliado	também	será	a	literatura</p><p>técnica.	 Por	 exemplo,	 a	NBR 5626/1998 – Instalações Prediais de Água Fria</p><p>(ABNT,	1998)	será	nossa	guia	para	determinar	critérios	e	parâmetros	de	projeto.</p><p>Lá,	 você	 também	 encontrará	 orientações	 sobre	 execução	 e	 manutenção	 das</p><p>instalações	 hidráulicas.	 Sempre	 que	 possível,	 não	 deixe	 de	 lê-la	 e	 consultá-la.</p><p>Assim	teremos	em	mente	a	missão	de	sempre	garantir	(ABNT,	1998):</p><p>•	 A	manutenção	da	qualidade	da	água	da	instalação.</p><p>•	 O	fornecimento	de	água	de	forma	contínua,	em	quantidade	adequada	e	com</p><p>pressões	 e	 velocidades	 compatíveis	 com	 o	 funcionamento	 dos	 aparelhos</p><p>sanitários,	peças	de	utilização	(válvulas,	registros	etc.)	e	demais	componentes.</p><p>•	 O	uso	racional	dos	recursos	naturais.</p><p>•	 Uma	instalação	com	manutenção	simples	e	de	baixo	custo.</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>6</p><p>•	 A	eliminação	de	ruídos	incômodos	aos	usuários.</p><p>•	 O	conforto	por	meio	da	colocação	de	peças	de	fácil	operação	e	acesso.</p><p>2 SISTEMA DE ABASTECIMENTO E DISTRIBUIÇÃO</p><p>Uma	 instalação	de	 água	 fria	pode	 ser	 alimentada	pela	 rede	pública	de</p><p>abastecimento	ou	por	um	sistema	privado	na	 forma	da	 lei	 –	por	 exemplo,	via</p><p>poços	artesianos	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).	De	maneira	geral,	o	abastecimento</p><p>de	água	potável	é	realizado	por	meio	de	sistemas	públicos	de	distribuição,	forma</p><p>pela	qual	iremos	focar	nossa	atenção	neste	estudo.</p><p>Podemos	destacar	três	tipos	de	sistema	de	abastecimento	e	distribuição:	o</p><p>sistema	indireto,	direto	e	misto.	A	diferença	entre	os	dois	primeiros	está	no	uso	ou</p><p>não	de	reservatório	na	construção.	O	sistema misto	será	aquele	em	que	parte	da</p><p>água	fria	da	residência	é	distribuída	de	maneira	direta	(sem	uso	do	reservatório)	e</p><p>outra	parte	indireta	(com	uso	de	reservatório).	Veremos	que	cada	um	dos	sistemas</p><p>possui	vantagens	e	desvantagens.	Estes	aspectos	devem	ser	sempre	esclarecidos</p><p>ao	nosso	usuário/cliente	final.</p><p>O sistema indireto de distribuição	faz	uso	de	reservatório(s)	(Figura	1).</p><p>Ele	pode	ser	adotado	tanto	em	casas	como	em	edifícios,	com	ou	sem	o	uso	de</p><p>bombas.	A	reserva	de	água	reduz	a	chance	de	problemas	de	desabastecimento	e</p><p>de	variação	de	pressão	ao	longo	do	dia.</p><p>Contudo,	o	sistema	exigirá	do	usuário	um	contínuo	cuidado	com	a	sua</p><p>conservação	 e	 limpeza.	 	 De	 igual	 maneira,	 é	 necessário	 verificar	 se	 o	 projeto</p><p>estrutural	 da	 residência	 ou	 edifício	 contempla	 um	 lugar	 específico	 para	 a</p><p>colocação	do	reservatório.</p><p>Na	Figura	2,	observa-se	uma	residência	com	sistema direto de distribuição.</p><p>Ele	é	utilizado	quando	a	pressão	da	rede	pública	é	suficiente	para	a	alimentação</p><p>da	 rede	 interna	de	distribuição.	Seria	o	caso	para	 residências	com	um	ou	dois</p><p>pavimentos	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: ASPECTOS GERAIS</p><p>7</p><p>FIGURA 2 – SISTEMA DIRETO DE DISTRIBUIÇÃO – SEM USO DE RESERVATÓRIO</p><p>FONTE: Carvalho Júnior (2014, p. 32)</p><p>Em	 geral,	 quando	 não	 se	 utiliza	 reservatório,	 reduz-se	 despesa	 de</p><p>manutenção	e	o	risco	de	contaminação	da	água	(TACHINI,	2015).	Por	outro	lado,</p><p>a	 construção	 ficará	 suscetível	 a	 qualquer	 descontinuidade	 no	 abastecimento</p><p>público,	tanto	em	termos	de	vazão	quanto	de	pressão.	Lembra	da	pressão	mínima</p><p>exigida	 por	 norma?	 Infelizmente,	 não	 há	 como	 garantir	 que	 ela	 sempre	 seja</p><p>alcançada.</p><p>3 CONSUMO DE ÁGUA E NÚMERO DE APARELHOS:</p><p>DIRETRIZES PRÁTICAS</p><p>Você	 já	 parou	para	 pensar	 quanta	 água	 consome	por	 dia?	Na	 hora	 de</p><p>elaborar	um	projeto	de	instalação	de	água	fria	essa	informação	é	fundamental.	O</p><p>consumo	de	água	pode	variar	de	acordo	com	o	nível	de	renda	dos	usuários	e	seus</p><p>hábitos	culturais	(NARCHI,	1989).</p><p>Para	estimar	o	consumo	de	água	fria	de	uma	construção,	recorreremos	a</p><p>fontes	de	informações	seguras	e	consolidadas	pelo	seu	frequente	uso	nos	projetos.</p><p>Deste	modo,	por	meio	da	equação	I	podemos	calcular	o	consumo	diário	de	água</p><p>fria	em	uma	construção:</p><p>Cd	=	P	.	q	(I)</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>8</p><p>Em	que:</p><p>Cd	=	consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção	para	fins	de	projeto	(litros/</p><p>dia);</p><p>P	=	taxa	de	ocupação	estimada	da	construção (nº	de	usuários);</p><p>q	=	consumo	unitário	diário	de	água	fria	(litros/usuário.dia).</p><p>Vamos relembrar a relação entre unidades físicas importantes para nosso</p><p>estudo?</p><p>1 m3 = 1000 litros; e 1 dia = 24 horas = 1440 minutos = 86400 segundos.</p><p>NOTA</p><p>Perceba	 que	 a	 taxa de ocupação estimada da construção (P)	 pode	 ser</p><p>determinada	 pelos	 critérios	 apresentados	 na	 Tabela	 1.	 O	 número	 de	 usuários</p><p>depende	 do	 uso	 da	 construção	 e	 do	 seu	 tamanho.	 No	 caso	 de	 residências,	 o</p><p>valor	 é	 diretamente	 proporcional	 ao	 número	 de	 dormitórios	 (Tabela	 1).	 Em</p><p>estabelecimentos	comerciais	(escritórios	e	lojas),	a	taxa	depende	da	área	privativa</p><p>dos	 estabelecimentos,	 excluindo-se,	 portanto,	 a	 área	 não	 construída	 e	 de	 uso</p><p>comum	(corredores,	escadas,	elevadores).</p><p>Tipologia/Uso da construção Taxa de ocupação (P)</p><p>Casas	e	apartamentos	–	residências Duas	pessoas	por	dormitório.</p><p>Escritórios Uma	pessoa	por	5,00	m²	de	área	privativa.</p><p>Lojas Uma	pessoa	por	2,50	m²	de	área	privativa.</p><p>Estabelecimentos	culturais Uma	pessoa	por	5,50	m²	de	área	construída.</p><p>Restaurantes Uma	pessoa	por	1,40	m²	de	área	construída.</p><p>TABELA 1 – TAXA DE OCUPAÇÃO ESTIMADA DA CONSTRUÇÃO (P)</p><p>FONTE: Adaptada de Creder (2006, p. 9)</p><p>Os	dados	apresentados	 servem	de	 referência,	mas	nada	 lhe	 impede	de</p><p>realizar	 ajustes	 nas	 taxas	 a	 partir	 de	 um	 conhecimento	mais	 apurado	 sobre	 a</p><p>realidade	do	empreendimento.</p><p>O</p><p>segundo	 parâmetro	 na	 equação	 I	 é	 o	 consumo unitário diário de</p><p>água fria (q).	Na	Tabela	2,	apresentamos	uma	referência	para	a	estimativa	deste</p><p>parâmetro.	Observe	que	ele	 também	depende	do	uso	em	que	será	destinada	a</p><p>construção.</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: ASPECTOS GERAIS</p><p>9</p><p>Uso da construção Consumo unitário diário (q) (litro/</p><p>usuário.dia)</p><p>Residência	padrão	econômico	e	simples 150</p><p>Residência	de	padrão	médio 200</p><p>Residência	de	padrão	luxo	 250</p><p>Edifícios	públicos,	comerciais	e	escritórios 50</p><p>Estabelecimentos	culturais	 1</p><p>Restaurantes	e	similares 25</p><p>TABELA 2 – CONSUMO UNITÁRIO DIÁRIO DE ÁGUA FRIA (Q)</p><p>FONTE: Adaptada de Creder (1996, p. 9)</p><p>Taxa de ocupação e consumo unitário diário para outros usos podem ser con-</p><p>sultados no livro de Carvalho Júnior (2014).</p><p>Dúvidas também com relação ao padrão das residências? Consulte o Manual de valores</p><p>de edificações de imóveis urbanos do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Enge-</p><p>nharia de São Paulo (IBAPE-SP). Acesse e confira atualizações do documento: https://www.</p><p>ibape-sp.org.br/adm/upload/uploads/1543595741-VEIU%202017.pdf.</p><p>FONTE: CARVALHO JÚNIOR, R. de. Instalações hidráulicas e o projeto de arquitetura. 8.</p><p>ed. São Paulo: Blucher, 2014.</p><p>DICAS</p><p>Determinado	o	número	de	ocupantes	 (P)	e	o	consumo	de	água	fria	 (q),</p><p>é	possível	calcular	o	consumo total diário de água fria na construção para fins</p><p>de projeto	(Cd)	–	equação	I.	Veremos	que	esta	medida	será	fundamental	para	o</p><p>dimensionamento	e	projeto	dos	principais	 componentes	da	 instalação	de	água</p><p>fria.</p><p>Outro	fator	importante	de	projeto	é	a	estimativa	mínima	do	número	de</p><p>aparelhos	que	fornecerão	água	aos	usuários	da	construção.	No	Brasil,	tem	sido</p><p>utilizada	uma	publicação	do	Uniform Plumbing Code	 (Tabela	3),	 a	qual	permite</p><p>determinar	um	número	mínimo	de	aparelhos	para	diversas	serventias	de	acordo</p><p>com	o	uso	da	construção	(MACINTYRE,	1996).</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>10</p><p>TABELA 3 – NÚMERO MÍNIMO DE APARELHO PARA DIVERSAS SERVENTIAS</p><p>FONTE: Adaptada de Macintyre (1996, p. 19-20)</p><p>4 DIMENSIONAMENTO DE ALIMENTADOR</p><p>Como	já	observamos	na	introdução	deste	tópico,	o	alimentador	(residencial</p><p>ou	predial)	é	a	tubulação	responsável	por	distribuir	a	água	da	saída	do	hidrômetro</p><p>até	a	construção.	Quando	há	na	residência	o	sistema direto de distribuição de</p><p>água,	seu	dimensionamento	pode	ser	realizado	como	se	fosse	um	“barrilete”.	Por</p><p>esta	razão,	nos	aprofundaremos	em	seu	dimensionamento	no	Tópico	3.</p><p>No	sistema indireto de distribuição,	o	alimentador	seguirá	do	hidrômetro</p><p>até	o	reservatório.	No	reservatório,	uma	válvula	fl	utuadora	(“torneira	de	boia”)</p><p>fechará	a	entrada	de	água	quando	o	nível	máximo	permitido	for	alcançado.</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: ASPECTOS GERAIS</p><p>11</p><p>Caro acadêmico, veja como funciona uma torneira de boia no reservatório.</p><p>Acesse e confira: https://www.youtube.com/watch?v=7sAWEJ7QNLU.</p><p>DICAS</p><p>No	caso	de	distribuição	indireta,	considerar-se	que	a	vazão	de	projeto	do</p><p>alimentador	(Qalimentador)	é	igual	à	razão	entre	consumo	total	diário	de	água	fria	na</p><p>construção	para	fins	de	projeto	(Cd)	e	o	tempo	de	um	dia	(equação	II).</p><p>Sendo:</p><p>Qalimentador	=	vazão	de	projeto	do	alimentador	(litros/s);</p><p>Cd	=	consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção	(litros/dia);</p><p>Δt	=	número	de	segundos	em	1	dia	=	86	400	s.</p><p>A	 vazão	 do	 alimentador,	 desta	 forma,	 representa	 a	 vazão	 mínima</p><p>(suficiente)	que	a	rede	deve	possuir	para	que	seja	possível	abastecer	a	construção</p><p>por	24h	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	A	partir	da	equação	II	e	da	equação</p><p>da	continuidade,	podemos	deduzir	a	equação	III	para	determinar	o	diâmetro	do</p><p>alimentador	de	uma	construção	com	sistema	indireto	de	distribuição	(BOTELHO;</p><p>RIBEIRO	JUNIOR,	2014).</p><p>Em	que:</p><p>Dmín	=	diâmetro	do	alimentador	residencial	ou	predial	(m);</p><p>Qalimentador	=	vazão	de	projeto	do	alimentador	(m3/s);</p><p>π	=	3,1415;</p><p>v	=	velocidade	da	água	no	alimentador	(entre	0,6	e	1,0	m/s).</p><p>Recomenda-se	 adotar	 velocidade	 entre	 0,6	 e	 1,0	m/s	 nas	 instalações	de</p><p>água,	embora	a	NBR	5626	estabeleça	uma	velocidade	máxima	de	3,0	m/s	(ABNT,</p><p>1998).	 Experiências	 práticas	 têm	 indicado	 que	 nesta	 faixa	 de	 valores	 o	 efeito</p><p>abrasivo	da	água	é	reduzido	e	a	vida	útil	das	tubulações	é	mais	bem	preservada</p><p>(TACHINI,	2015).</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>12</p><p>Note	que	é	importante	verificar	se	o	diâmetro	comercial	adotado	(sempre</p><p>maior	que	o	Dmín,	ou	seja,	o	diâmetro	 interno)	continuará	proporcionando	uma</p><p>velocidade	da	água	no	alimentador	entre	0,6	e	1,0	m/s.	Essa	verificação	pode	ser</p><p>feita	por	meio	da	equação	IV.</p><p>Sendo:</p><p>v	=	velocidade	da	água	no	alimentador	(entre	0,6	e	1,0	m/s);</p><p>Dadotado	=	diâmetro	adotado	do	alimentador	residencial	ou	predial	(m);</p><p>Qalimentador	=	vazão	de	projeto	do	alimentador	(m3/s);</p><p>π	=	3,1415.</p><p>Ainda,	com	relação	ao	diâmetro	obtido,	Botelho	e	Ribeiro	Junior	(2014,	p.</p><p>57)	destacam	que:</p><p>-	 O	 diâmetro	 calculado	 é	 o	 diâmetro	 útil	 o	 que	 pode	 ter	 como</p><p>consequência	 uma	 pequena	 variação	 devido	 à	 velocidade	 adotada,</p><p>devendo-se	 sempre	 arredondar	 o	 diâmetro	 obtido	 para	 o	 diâmetro</p><p>comercial	imediatamente	superior.</p><p>-	A	maioria	das	distribuidoras	ou	 concessionárias	 adota	o	diâmetro</p><p>de	 20mm	 (3/4”)	 para	 o	 diâmetro	 da	 tubulação	 de	 alimentação	 das</p><p>residências.</p><p>[...]</p><p>-	O	diâmetro	calculado	é	o	diâmetro	mínimo	e	é	de	suma	importância</p><p>que	seja	calculado	corretamente,	pois	este	 influencia	diretamente	no</p><p>tempo	de	 enchimento	 do	 reservatório,	 sendo	 que,	 se	mal	 calculado</p><p>pode	 provocar	 colapso	 no	 sistema,	 principalmente	 nos	 horários	 de</p><p>pico	(pelo	fato	de	que	a	vazão	de	saída	seria	muito	superior	à	vazão	de</p><p>entrada	no	reservatório).</p><p>CASOS PRÁTICOS – PRINCÍPIOS DA INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUA</p><p>FRIA</p><p>5 PRÁTICA – PARÂMETROS BÁSICOS DE EMPREENDIMENTOS</p><p>Realize	uma	pesquisa	na	 internet	 e	 busque,	 em	 sua	 cidade	ou	 região,	 alguma</p><p>edificação	 em	 lançamento	 cujo	 número	 total	 de	 dormitórios	 seja	 possível	 de</p><p>quantificar.	 Você	 mora	 em	 um	 condomínio?	 Tente	 utilizá-lo	 também	 nessa</p><p>atividade.	Com	o	número	total	de	dormitórios	“em	mãos”,	determine:</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: ASPECTOS GERAIS</p><p>13</p><p>a)	O	consumo	total	diário	de	água	fria	desta	construção	para	fins	de	projeto	(Cd).</p><p>b)	Dimensione	e	especifique	o	diâmetro	do	alimentador	predial,	considerando	a</p><p>existência	de	um	sistema	indireto	de	distribuição	de	água	(obs.:	a	especificação</p><p>consiste	em	definir	o	tipo	de	material	e	o	diâmetro	comercial,	ou	seja,	diâmetro</p><p>disponível	no	mercado).	Não	se	esqueça	de	verificar	a	velocidade	da	água	na</p><p>tubulação.</p><p>Objetivos:	aqui	você	será	capaz	estimar	um	consumo	total	diário	de	água	fria	para</p><p>fins	de	projeto,	bem	como	dimensionar	e	especificar	um	alimentador	residencial/</p><p>predial	de	uma	construção.</p><p>Conceitos:	 taxa	 de	 ocupação	 (Tabela	 1).	 Consumo	 unitário	 diário	 e	 uso	 da</p><p>construção	 (Tabela	 2).	 Consumo	 total	 diário	 de	 água	 fria	 na	 construção	 para</p><p>fins	de	projeto	 (equação	 I).	Vazão	de	projeto	do	 alimentador	predial	 (equação</p><p>II).	 Diâmetro	 do	 alimentador	 residencial	 ou	 predial	 (equação	 III).	 Diâmetros</p><p>nominal	e	interno	de	tubulações	de	PVC.	Velocidade	recomendada	da	água	no</p><p>alimentador	(<	3m/s).</p><p>Descrição	dos	procedimentos:	escolher	empreendimento	por	meio	de	uma	busca</p><p>na	 internet;	 quantificar	 número	 de	 cômodos	 e	 estimar	 número	 de	 habitantes;</p><p>estimar	o	consumo	total	diário	de	água	fria	(Tabelas	1	e	2	e	equação	I);	dimensionar</p><p>alimentar	predial	conforme	item	4,	equações	II	e	III.</p><p>R.:	Considerando	um	edifício	padrão	simples	de	16	pavimentos,	40	apartamentos</p><p>e	160	dormitórios.</p><p>a)	A	 taxa	 de	 ocupação	 será	 de:	 160	 dormitórios.	 2	 ocupantes/dormitório	 =	 36</p><p>ocupantes.	 Consumo	 unitário	 =	 150	 L/ocupante.	 Cd	 =	 36	 ocupantes.	 150L/</p><p>ocupante,	portanto,	Cd	=	54000	L/dia	=	54m³/dia.</p><p>b)	Qalimentador	 =	 54m³/dia/86400s	 =	 0,00064	 m³/s	 (equação	 I).	 Adotando	 uma</p><p>velocidade	de	1m/s,	teremos:</p><p>Logo,	o	diâmetro	nominal	adotado</p><p>para	o	alimentador	predial	será	de	32	mm.</p><p>Como	o	diâmetro	interno	da	tubulação	de	32	mm	é	igual	à	28mm,	a	velocidade</p><p>efetiva	será	igual	a	velocidade	adotada	no	cálculo	anterior:</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>14</p><p>6 PRÁTICA – CONSUMO DE ÁGUA</p><p>Busque	dados	nas	faturas	dos	últimos	12	meses	da	conta	de	água	da	concessionária</p><p>sobre	o	consumo	de	água	de	sua	casa.	Se	morar	em	condomínio,	e	for	possível</p><p>o	acesso	às	 faturas,	analise	o	consumo	de	água	do	seu	prédio	ou	condomínio.</p><p>Planilhe	as	informações	de	consumo	e	número	de	habitantes.	Faça	uma	relação</p><p>entre	 o	 consumo	 diário	 e	 o	 número	 de	 habitantes.	 Acompanhe	 também	 os</p><p>efeitos	 da	 sazonalidade.	 Compare	 os	 valores	 encontrados	 com	 os	 valores	 de</p><p>referência	de	 consumo	por	habitante	disponíveis	no	 texto	deste	 livro	didático.</p><p>Se	os	valores	estiverem	elevados,	proponha	ações	para	a	 redução	no	consumo</p><p>da	água.	Apresente	os	dados	no	próximo	encontro	presencial	e	compare	com	as</p><p>informações	obtidas	pelos	seus	colegas.</p><p>Objetivos:	 aqui	você	 será	 capaz	 estimar	um	consumo	 total	diário	de	 água	 fria</p><p>“real”	e	confrontar	os	dados	obtidos	com	aqueles	recomendados	aos	projetos.</p><p>Conceitos:	dados	de	 fatura	de	consumo	de	água	residência.	Consumo	unitário</p><p>diário	(Tabela	2).	Consumo	per	capita.	Medidas	de	redução	do	consumo	de	água</p><p>em	residências.</p><p>Descrição	dos	procedimentos:	recolher	as	últimas	12	faturas	de	água	de	sua	casa</p><p>ou	condomínio;	planilhar	dados	no	“Excel”	considerando	informações	como:	mês</p><p>da	fatura;	consumo	total;	número	de	habitantes;	consumo	per	capita;	verificar	os</p><p>efeitos	da	sazonalidade	no	consumo;	propor	medidas	de	redução	do	consumo	de</p><p>água.</p><p>R.:	O	seguinte	histórico	de	consumo	foi	levantado	em	uma	residência	unifamiliar</p><p>de	padrão	médio	habitada	por	três	pessoas.	O	consumo	per	capita	foi	calculado</p><p>considerando	que	cada	mês	possui	30	dias.</p><p>Mês Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez.</p><p>Consumo</p><p>total (m³)¹ 13,5 12,6 9,9 8,1 9,0 9,0 9,9 9,9 10,8 8,1 13,5 16,2</p><p>Consumo per</p><p>capita diário</p><p>(L/dia)</p><p>150 140 110 90 100 100 110 110 120 90 150 180</p><p>Informação	retirada	da	fatura	de	água.</p><p>Observa-se	que	o	consumo	de	água	aumentou	nos	meses	de	verão,	provavelmente</p><p>devido	às	 férias	e	o	recebimento	de	visitas.	O	uso	de	uma	pequena	piscina	de</p><p>1000	 litros	durante	os	meses	de	dezembro	e	 janeiro	 é	 também	um	dos	 fatores</p><p>explicativos	do	aumento	significativo	do	consumo.	Do	mesmo	modo,	observa-se</p><p>que	em	nenhum	dos	meses	foi	ultrapassado	o	consumo	unitário	diário	de	200	L/</p><p>dia	(Tabela	2),	o	que	indica	que	os	valores	possuem	certa	“margem	de	segurança”.</p><p>TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: ASPECTOS GERAIS</p><p>15</p><p>Exemplo	de	ações	para	a	redução	do	consumo	de	água:	uso	de	descarga	com	caixa</p><p>acoplada,	inspeção	das	instalações	(verificação	de	infiltrações),	reuso	da	água	da</p><p>máquina	de	lavar	roupas	para	lavagem	de	áreas	comuns	e	conscientização	dos</p><p>usuários	no	que	se	refere	ao	tempo	no	banho	e	outras	atividades	de	consumo.</p><p>16</p><p>Neste tópico, você aprendeu que:</p><p>•	 Existem	diferentes	sistemas	de	abastecimento	e	distribuição:	indireto,	direto	e</p><p>misto.</p><p>•	 É	necessário	definir	o	consumo	total	diário	de	uma	construção	para	o	projeto</p><p>de	 instalação	de	 água	 fria,	 proporcionando	 conforto	 e	 economia	 ao	usuário</p><p>final.</p><p>•	 Um	alimentador	residencial/predial	de	uma	construção	deve	ser	dimensionado</p><p>e	especificado	em	projeto.</p><p>RESUMO DO TÓPICO 1</p><p>17</p><p>1		Sobre	os	elementos	básicos	de	uma	 instalação	de	água	 fria,	classifique	V</p><p>para	as	sentenças	verdadeiras	e	F	para	as	falsas:</p><p>(			)	O	reservatório	residencial	armazena	água	com	o	intuito	de	regularizar	o</p><p>fornecimento	de	água	diante	de	uma	possível	paralisação	do	fornecimento</p><p>público.</p><p>(	 	 	)	O	sistema	conhecido	como	“ladrão”	é	composto	por	uma	tubulação	de</p><p>saída	na	parte	inferior	do	reservatório.</p><p>(			)	Registros	são	acessórios	importantes	para	que	se	possa	realizar	o	controle</p><p>das	instalações	prediais	de	água	fria.</p><p>(			)	O	hidrômetro	deve	estar	em	um	local	inacessível	a	terceiros.</p><p>Assinale	a	alternativa	que	apresenta	a	sequência	CORRETA:</p><p>a)	(			)	V	–	F	–	V	–	F.</p><p>b)	(			)	F	–	F	–	V	–	V.</p><p>c)	(			)	V	–	V	–	V	–	F.</p><p>d)	(			)	F	–	F	–	F	–	V.</p><p>2		Considere	um	edifício	comercial	com	3000	m²	de	área	privativa.	Determine</p><p>o	consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção	para	fins	de	projeto,	o</p><p>número	mínimo	de	vasos	sanitários	e	o	diâmetro	mínimo	do	alimentador</p><p>predial.	Além	disso,	determine:</p><p>a)	Consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção	para	fins	de	projeto.</p><p>b)	O	número	mínimo	de	vasos	sanitários	necessários.</p><p>c)	O	diâmetro	do	alimentador	predial.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>18</p><p>19</p><p>TÓPICO 2 —</p><p>UNIDADE 1</p><p>RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO:</p><p>DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>No	 tópico	 anterior,	 observamos	 que	 sistemas	 de	 distribuição	 indireta</p><p>fazem	uso	de	reservatórios	com	ou	sem	bombeamento.	Estudamos	também	que</p><p>a	função	dos	reservatórios	é	garantir	regularidade	no	fornecimento	de	água	sem</p><p>prejuízo	a	sua	potabilidade	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).</p><p>Agora	estamos	preparados	para	estudar	aspectos	práticos	dos	reservatórios</p><p>e de sistemas de bombeamento.	Estará	incluso	no	nosso	estudo,	o	dimensionamento</p><p>de	 tubulações	 intermediárias,	 conhecidas	 como	 tubulações de recalque e sucção.</p><p>Elas	farão	o	papel	de	conectar	o	sistema	de	bombeamento	ao	reservatório.</p><p>Os	reservatórios	de	água	fria	podem	ser	classificados	em	duas	categorias:</p><p>superior	 e	 inferior.	 Em	 geral,	 pequenas	 residências	 possuem	 apenas	 um</p><p>reservatório	na	parte	superior	da	construção.	Já	em	edificações	multifamiliares	de</p><p>médio	e	grande	porte	é	comum	o	emprego	de	reservatório	nas	duas	localizações.</p><p>Independentemente	de	 sua	posição	na	 construção,	 a	NBR	5626	 ressalta</p><p>que	 o	 volume	 de	 reservação	 no	 sistema	 de	 instalação	 de	 água	 fria	 deve	 ser</p><p>estabelecido:	 “[...]	 levando-se	 em	 consideração	o	padrão de consumo de água</p><p>no	 edifício	 e,	 onde	 for	 possível	 obter	 informações,	 a	 frequência	 e	 duração	 de</p><p>interrupções	do	abastecimento”	(ABNT,	1998,	p.	10,	grifo	do	autor).</p><p>A	 locação	 do	 reservatório	 também	 é	 muito	 importante.	 O	 local	 deve</p><p>permitir	sua	inspeção	e	limpeza.	Evita-se	apoiá-lo	em	superfícies	potencialmente</p><p>contaminadoras	 como	o	 solo	ou	perto	de	 tubulações	de	esgotamento	 sanitário</p><p>(ABNT,	1998).		Por	isso,	a	sua	instalação	deve	ser	concebida	sempre	de	maneira</p><p>integrada	com	o	projeto	arquitetônico,	estrutural	etc.	Deve-se	prever	o	local	exato</p><p>do	reservatório,	bem	como	suas	dimensões	geométricas,	seu	material	constituinte</p><p>e	seu	volume	máximo	de	armazenamento.	Carvalho	Júnior	(2014,	p.	39)	sugere</p><p>também	que:</p><p>Reservatórios	de	maior	capacidade	devem	ser	divididos	em	dois	ou</p><p>mais	 compartimentos	 (interligados	 por	meio	 de	 um	 barrilete),	 para</p><p>permitir	operações	de	manutenção	sem	interrupção	na	distri	buição	de</p><p>água.	O	arquiteto	[e	o	engenheiro]	deve	também	verificar	a	necessidade</p><p>ou	não	da	reserva	de	incêndio,	que	deverá	ser	acrescida	à	capacidade</p><p>destinada	ao	consumo	quando	colocada	no	reservatório	superior	ou</p><p>em	um	reservatório	independente.</p><p>20</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>Além	do	dimensionamento	e	da	localização	dos	reservatórios,	o	projetista</p><p>deve	prever	uma	altura	adequada	para	o	barrilete,	com	facilidade	de	acesso	para</p><p>a	realização	da	manutenção	do	sistema	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).</p><p>Você sabe o que é barrilete? Segundo a NBR 5626 (ABNT, 1998), o barrilete no</p><p>sistema de distribuição indireto é uma tubulação de saída do reservatório em que derivam</p><p>as demais tubulações de distribuição de água na residência. Já no sistema direto, sem</p><p>reservatório, ele faz também o papel de alimentador.</p><p>NOTA</p><p>No	seu	livro	Instalações Hidráulicas,	Carvalho	Júnior	(2014,	p.	47)	aponta</p><p>também	questões	práticas	importantes	sobre	os	reservatórios:</p><p>Os	 reservatórios	domiciliares	devem:	 ser	providos	obrigato	riamente</p><p>de	 tampa	 que	 impeça	 a	 entrada	 de	 animais	 e	 corpos	 estranhos;</p><p>preservar	 os	 padrões	 de	 higiene	 e	 segurança</p><p>ditados	 pelas	 normas;</p><p>ter	 especificação	 para	 recebimento	 relativa	 a	 cada	 tipo	 de	material,</p><p>inclusive	 métodos	 de	 ensaio.	 Na	 instalação,	 de	vem	 ser	 tomados</p><p>alguns	cuidados	especiais.	A	caixa	d’água	deve	ser	instalada	em	local</p><p>ventilado	e	de	fácil	acesso	para	inspeção	e	limpeza.	Recomenda-se	um</p><p>espaço	mínimo	em	torno	da	caixa	de	60	cm,	podendo	chegar	a	45	cm</p><p>para	caixas	de	até	1000	litros.	O	reservatório	deve	ser	instalado	sobre</p><p>uma	 base	 estável,	 capaz	 de	 resistir	 aos	 esforços	 sobre	 ela	 atuantes.</p><p>A	 base,	 preferencialmente	 de	 concreto,	 deve	 ter	 a	 superfície	 plana,</p><p>rígida	e	nivelada	sem	a	presença	de	pedriscos	pontiagudos	capazes	de</p><p>danificar	a	caixa;	a	furação	também	é	importante:	além	de	ferramentas</p><p>apropriadas,	 o	 instalador	 deve	 verificar	 os	 locais	 indicados	 pelo</p><p>fabricante	antes	de	começar	o	procedimento.</p><p>Na	Figura	3,	observamos	o	perfil	de	um	típico	reservatório	de	concreto</p><p>divido	em	dois	compartimentos.	Tubos	de	ventilação	e	tampas	são	observados</p><p>na	 parte	 superior.	 Perceba	 a	 presença	 de	 registros	 de	 gaveta	 (RG)	 nos	 vários</p><p>barriletes.	Eles	garantirão	o	controle	do	fornecimento	de	água	fria	na	edificação.</p><p>Observe	também	a	tomada	de	água	mais	alta	para	o	consumo.	Essa	configuração</p><p>garante	 que	 a	 reserva	 (técnica)	 de	 incêndio	 seja	 preservada	 para	 casos	 de</p><p>emergência	(Figura	3).</p><p>TÓPICO 2 — RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO: DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES</p><p>21</p><p>FIGURA 3 – PERFIL TÍPICO DE RESERVATÓRIO DE CONCRETO MOLDADO IN LOCO COM</p><p>DOIS COMPARTIMENTOS E RESERVA TÉCNICA DE INCÊNDIO</p><p>FONTE: Carvalho Júnior (2014, p. 45)</p><p>2 DIMENSIONAMENTO DE RESERVATÓRIO</p><p>Qual	 será	 o	 tamanho	 adequado	 para	 o	 reservatório	 da	 construção?</p><p>Segundo	Tachini	 (2015),	é	recomendável	que	o	volume	total	de	reservação	não</p><p>seja	inferior	ao	consumo	diário	estimado	e	previsto	em	projeto,	desconsiderando</p><p>a	reserva	técnica	de	incêndio.	Assim,	espera-se	que	qualquer	reservatório	esteja</p><p>preparado	para	suprir	um	desabastecimento	com	pelo	menos	24	horas	de	duração</p><p>(ABNT,	1998).</p><p>Em	geral,	podemos	admitir	uma	reservação	equivalente	entre	uma	ou	três</p><p>vezes	o	consumo	diário	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).	Por	meio	da	equação	(V),</p><p>portanto,	a	capacidade	total	de	reservação	pode	ser	definida	como:</p><p>Em	que:</p><p>CR	=	capacidade	mínima	total	do	reservatório	da	construção,	sempre	≥	500	litros</p><p>(litros);</p><p>N	=	número	de	dias	em	um	hipotético	cenário	de	desabastecimento	(entre	1	e	3</p><p>dias);</p><p>Cd	=	consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção	para	fins	de	projeto	(litros/</p><p>dia);</p><p>RTI	=	reserva	técnica	de	incêndio,	quando	aplicável	(litros).</p><p>22</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>Para	 residência	 de	 pequeno	 porte,	 a	NBR	 5626	 recomenda	 uma	 reserva</p><p>mínima	de	500	litros	de	água	fria	(ABNT,	1998).	Quanto	à	tipologia,	você	poderá</p><p>encontrar	no	mercado	reservatórios	de	poliéster	reforçado	com	fibra	de	vidro	ou	de</p><p>fibrocimento.	Existe	também	a	possibilidade	de	fabricá-lo	na	própria	obra,	in	loco.</p><p>Os	reservatórios	moldados	in	loco	podem	ser	construídos	de	alvenaria	ou</p><p>concreto	armado.	São	empregados	geralmente	quando	se	necessita	armazenar	um</p><p>grande	volume	de	água	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014)	ou	quando	há	dificuldades</p><p>de	 transporte	 de	 um	 reservatório	 pré-fabricado	 para	 o	 topo	 da	 edificação.	A</p><p>execução	do	concreto	moldado	in	loco	deve	atender	aos	procedimentos	e	requisitos</p><p>da	NBR	6118	–	Projeto	de	Estruturas	de	Concreto,	considerando,	evidentemente,</p><p>um	adequado	e	detalhado	projeto	de	impermeabilização	(NBR	9575).</p><p>Anteriormente,	comentamos	da	possiblidade	de	um	reservatório	na	parte</p><p>inferior	 e	 superior	 da	 edificação,	 não	 é	 verdade?	A	 seguir,	 veremos	 algumas</p><p>considerações	práticas	sobre	as	suas	características	e	formas	de	dimensionamento.</p><p>2.1 RESERVATÓRIO INFERIOR</p><p>O	uso	do	reservatório	inferior	é	muito	útil	quando	se	trabalha	com</p><p>edificação	de	médio	e	grande	porte.	Por	meio	da	divisão	do	volume	armazenado,</p><p>reduzimos	 a	 sobrecarga	 sobre	 a	 estrutura	 da	 edificação.	 Por	 outro	 lado,	 será</p><p>necessário	bombear	a	água	fria	para	o	reservatório	superior.</p><p>Algumas	recomendações	de	projeto	e	instalação	são	essenciais	na	hora	de</p><p>construir	um	reservatório	inferior	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014;	TACHINI,	2015;</p><p>ABNT,	1998):</p><p>•	 O	 reservatório	 deve	 ser	 instalado	 em	 local	 de	 fácil	 acesso,	 bem	 ventilado	 e</p><p>limpo	(livre	de	possíveis	contaminações).</p><p>•	 Sua	 instalação	 deve	 ser	 afastada	 de	 tubulações	 de	 esgoto	 para	 prevenir</p><p>contaminação	por	vazamentos.</p><p>•	 As	tampas	devem	ser	elevadas	pelo	menos	10	cm	em	relação	ao	piso	acabado</p><p>para	evitar	a	drenagem	de	contaminantes.</p><p>•	 Material	deve	haver	proteção	anticorrosão.</p><p>•	 No	 projeto	 deve	 haver	 um	 espaço	 físico	 para	 localização	 do	 sistema	 de</p><p>bombeamento	 (elevatório),	 proporcionando	 espaço	 para	 instalação	 de	 dois</p><p>conjuntos	motobomba	 –	 caso	um	deles	 esteja	passando	por	manutenção	 ou</p><p>venha	a	falhar.</p><p>Recomenda-se	que	o	volume	de	um	reservatório	inferior	seja	igual	a	60%</p><p>da	reserva	total	–	sem	considerar	a	reserva	técnica	de	incêndio,	pois	esta	estará</p><p>localizada	no	reservatório	superior.	Portanto,	a	fórmula	adotada	para	cálculo	do</p><p>reservatório	inferior	é	igual	a:</p><p>TÓPICO 2 — RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO: DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES</p><p>23</p><p>Em	que:</p><p>RI =	volume	do	reservatório	inferior	(litros);</p><p>CR	=	capacidade	mínima	total	do	reservatório	da	construção	(litros);</p><p>RTI	=	reserva	técnica	de	incêndio,	quando	aplicável	(litros).</p><p>2.2 RESERVATÓRIO SUPERIOR</p><p>O	dimensionamento	do	 reservatório	 superior	 também	 leva	 em	 conta	 o</p><p>consumo	 diário.	 Adota-se	 o	 valor	 complementar	 ao	 volume	 do	 reservatório</p><p>inferior,	ou	seja,	40%	da	capacidade	mínima	total	acrescida	do	volume	de	RTI</p><p>(TACHINI,	2015).	O	volume	total	é	expressado	pela	equação	VII:</p><p>Em	que:</p><p>RS	=	volume	do	reservatório	superior	(litros);</p><p>CR	=	capacidade	mínima	total	do	reservatório	da	construção	(litros);</p><p>RS	=	volume	do	reservatório	inferior	(litros).</p><p>Especialistas apontam que a reserva técnica de incêndio costuma variar entre</p><p>5000 e 8000 litros (TACHINI, 2015), contudo, nada dispensa a necessidade e obrigatoriedade</p><p>de considerar os procedimentos e critérios da NBR 13714/2000 – Instalação Hidráulica</p><p>contra Incêndio.</p><p>NOTA</p><p>Ainda	seria	possível	destacar	alguns	pontos	importantes	e	práticos	que	lhe</p><p>ajudarão	a	elaborar	um	projeto	econômico,	 integrado	e,	 tecnicamente,	eficiente</p><p>para	o	reservatório	superior	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014):</p><p>•	 Poderá	 ser	 alimentado	 diretamente	 pelo	 alimentador	 residencial/predial	 ou</p><p>pela	tubulação	de	recalque.</p><p>•	 Em	 geral,	 o	 projeto	 deve	 localizá-lo	 mais	 próximo	 possível	 dos	 pontos	 de</p><p>consumo.	Desta	maneira,	a	instalação	de	água	fria	tende	a	ser	mais	econômica</p><p>e	mais	eficiente	do	ponto	de	vista	energético	(veremos	mais	à	frente	a	questão</p><p>da	“perda	de	carga”).</p><p>•	 Projetistas	 costumam	 posicionar	 o	 reservatório	 superior	 sobre	 escadas	 de</p><p>emergência	devido	à	presença	de	vãos	relativamente	menores,	isto	é,	onde	há</p><p>maior	proximidade	entre	pilares.</p><p>24</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>•	 É	importante	prever	a	facilidade	de	acesso	ao	reservatório	superior,	com	escadas</p><p>e	portas	independentes.	Recomenda-se	a	colocação	de	avisos	que	indiquem	a</p><p>proibição	da	obstrução	do	acesso.</p><p>•	 O	 acesso	 ao	 interior	 de	 reservatórios	 superiores	 moldados	 in loco	 deve	 ser</p><p>garantido	 por	meio	 de	 uma	 abertura	mínima	 de	 60x60	 cm	para	 inspeção	 e</p><p>limpeza.</p><p>Cuidados devem ser tomados durante a limpeza para que o sistema de</p><p>impermeabilização não seja danificado.</p><p>ATENCAO</p><p>2.3 ELEMENTOS COMPLEMENTARES</p><p>Tão	 importante	 quanto	 o	 conhecimento	 do	 reservatório,	 é	 também	 o</p><p>conhecimento	dos	seus	elementos	complementares.	Para	que	a	reservação	cumpra</p><p>seu	propósito	na	 instalação	hidráulica,	 é	necessário	que	estes	elementos	 sejam</p><p>conhecidos	 e	 instalados	 de	maneira	 correta.	 Na	 Figura	 4,	 observamos	 alguns</p><p>deles	 conectados	 ao	 sistema	de	 reservação	de	 água	 fria.	Por	meio</p><p>do	 seu	uso,</p><p>evita-se	a	interrupção,	o	vazamento,	a	sobrepressão	e	a	contaminação	da	água.</p><p>FIGURA 4 – ELEMENTOS COMPLEMENTARES EM UM RESERVATÓRIO DE ÁGUA FRIA PADRÃO –</p><p>POLIMÉRICO</p><p>FONTE: SABESP (2016, p. 1)</p><p>A	seguir,	listam-se	os	elementos	complementares	enumerados	na	Figura</p><p>4	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014;	CREDER,	2006):</p><p>TÓPICO 2 — RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO: DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES</p><p>25</p><p>1)	Tubo	de	entrada:	local	de	alimentação	do	reservatório,	onde	ocorrerá	a	entrada</p><p>de	água	proveniente	do	sistema	público/privado	de	abastecimento.</p><p>2)	Registro	 de	 entrada:	 por	 meio	 deste	 equipamento	 a	 entrada	 de	 água	 no</p><p>reservatório	pode	ser	controlada	para	fins	de	inspeção,	limpeza	e	manutenção.</p><p>3)	Adaptador	(ou	flange)	de	entrada:	conecta	o	tubo	de	entrada	com	o	reservatório.</p><p>4)	Torneira	 de	 boia:	 como	 já	 vimos	 nesse	 tópico,	 esse	 elemento	 serve	 para</p><p>interromper	a	entrada	de	água	quando	o	nível	operacional	máximo	é	alcançado,</p><p>evitando	o	transbordamento	do	reservatório.</p><p>5)	Adaptador	(flange)	de	extravasor:	conecta	o	reservatório	com	o	tubo	extravasor.</p><p>6)	Extravasor:	 também	conhecido	como	“ladrão”.	É	uma	tubulação	que	evita	o</p><p>transbordamento	do	reservatório	e	em	geral	é	duas	vezes	maior	que	o	diâmetro</p><p>da	 tubulação	 de	 entrada.	 Perceba	 que	 em	 algumas	 pias	 de	 cozinha	 ou	 de</p><p>banheiro	há	um	pequeno	“furo”	no	canto	superior	que	possui	a	mesma	função,</p><p>evitar	que	o	nível	máximo	de	água	seja	superado.</p><p>7)	Joelho	90o:	direciona	o	tubo	extravasor	à	saída	(aparelho	de	ligação).</p><p>8)	Tê	90o:	direciona	o	tubo	extravaso	e	o	conecta	a	saída	do	sistema	(aparelho	de</p><p>ligação).</p><p>9)	Tubulação	de	limpeza:	destinada	ao	esvaziamento	do	reservatório	para	permitir</p><p>a	 sua	manutenção	e	 limpeza.	Dúvida	em	relação	ao	diâmetro	a	ser	adotado</p><p>aqui?	Escolha	o	diâmetro	imediatamente	superior	ao	diâmetro	da	tubulação	de</p><p>entrada.</p><p>10)	Registro	de	limpeza:	controla	a	saída	pela	tubulação	de	limpeza,	portanto,	em</p><p>situações	normais	de	uso	ele	sempre	se	encontrará	fechado.</p><p>11)	Adaptador	 (flange)	de	 limpeza:	 conecta	o	 reservatório	 com	a	 tubulação	de</p><p>limpeza.</p><p>12)	Adaptador	(flange)	de	saída:	conecta	o	reservatório	com	a	tubulação	de	saída.</p><p>Recomenda-se	que	esteja	pelo	menos	a	10	cm	de	altura	da	base	do	reservatório.</p><p>13)	Registro	de	saída:	controla	a	saída	para	o	ramal	de	distribuição.</p><p>14)	Tubulação	de	saída:	também	conhecida	como	barrilete.	Fará	a	distribuição	da</p><p>água	às	colunas	e	aos	ramais	de	consumo.</p><p>3 DIÂMETRO DAS TUBULAÇÕES DE RECALQUE E DE</p><p>SUCÇÃO</p><p>Na	Figura	5,	observa-se	uma	típica	disposição	das	tubulações	de	recalque</p><p>e	sucção.	Observe	que	a	tubulação	de	recalque	se	localiza	imediatamente	após	ao</p><p>conjunto	motobomba	e	é	responsável	pelo	transporte	da	água	fria	até	o	reservatório</p><p>superior	(TACHINI,	2015).	Já	a	tubulação	de	sucção	liga	o	reservatório	inferior	ao</p><p>conjunto	motobomba,	fazendo	a	“aspiração”	da	água	(Figura	5).</p><p>26</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>FIGURA 5 – ESQUEMA DE INSTALAÇÃO DA BOMBA E TUBULAÇÕES DE RECALQUE E SUCÇÃO</p><p>FONTE: O autor</p><p>De	 acordo	 com	Macintyre	 (1996),	 para	 evitar	 o	 golpe de aríete,	 deve-</p><p>se	prever	velocidades	menores	que	3,0	m/s	nas	 tubulações	e	adotar	dimensões</p><p>diferentes	de	tubulação	de	sução	e	recalque	(MACINTYRE,	1996).	Na	Figura	6,	é</p><p>possível	observar	o	trecho	de	redução	concêntrica	que	ameniza	os	efeitos	nocivos</p><p>do	golpe	de	aríete.</p><p>FIGURA 6 – REDUÇÃO CONCÊNTRICA DA TUBULAÇÃO DE RECALQUE ACOPLADA À BOMBA</p><p>HIDRÁULICA</p><p>FONTE: Adaptada de Bombas Hidráulicas (2016)</p><p>TÓPICO 2 — RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO: DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES</p><p>27</p><p>Já ouviu falar em golpe de aríete? Este fenômeno hidráulico acontece</p><p>quando há um fechamento brusco do fluxo de água na instalação. Devido ao impacto</p><p>do fechamento, a onda de energia transmitida pela água pode danificar seriamente a</p><p>tubulação e o sistema de bombeamento da edificação.</p><p>NOTA</p><p>O	diâmetro	da	tubulação	de	recalque	pode	ser	calculado	pela	fórmula	de</p><p>Forchheimer,	método	de	cálculo	sugerido	por	Macintyre	(1996)	(equação	VIII).</p><p>Em	que:</p><p>Drecalque	=	diâmetro	da	tubulação	de	recalque	(m);</p><p>Cd	=	consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção	para	fins	de	projeto	(litros/</p><p>dia);</p><p>k	=	fator	de	conversão	de	unidades,	igual	a	3.600.000;</p><p>P	=	número	de	períodos	diários	de	funcionamento	da	bomba;</p><p>h	 =	 tempo	 previsto	 de	 funcionamento	 da	 bomba	 para	 cada	 período	 (horas/</p><p>período).</p><p>Na	Tabela	4,	podemos	observar	recomendações	em	relação	ao	número	de</p><p>períodos	e	ao	tempo	diário	de	funcionamento	previsto	para	a	bomba	(TACHINI,</p><p>2015).	 Os	 dados	 contemplam	 construções	 de	 uso	 residencial,	 comercial	 e</p><p>industrial.	A	quantidade	de	vezes	em	que	a	bomba	funciona	por	dia	é	definido</p><p>como	período	–	P.	O	 tempo	 total	diário	de	 funcionamento	pode	 ser	deduzido</p><p>pela	multiplicação	entre	o	número	de	períodos	e	o	tempo	parcial	(Tabela	4).	Não</p><p>é recomendável usar um tempo total diário maior que 6,66 horas	(ABNT,	1998).</p><p>28</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>Tipo de uso da</p><p>construção</p><p>P – nº de períodos</p><p>de funcionamento</p><p>(diário)</p><p>x</p><p>h – Tempo</p><p>parcial</p><p>(horas/período)</p><p>=</p><p>Tempo</p><p>total</p><p>(horas)</p><p>Residências	e</p><p>hotéis 3 1,5 4,5</p><p>Comercial 2 2,0 4,0</p><p>Indústria 2 2,0 4,0</p><p>TABELA 4 – PERÍODO E TEMPO DE FUNCIONAMENTO RECOMENDADO PARA BOMBAS CEN-</p><p>TRÍFUGAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>FONTE: Adaptada de Macintyre (1996, p. 46)</p><p>Definido	e	especificado	o	diâmetro	da	tubulação	de	recalque,	considere-</p><p>se	o	diâmetro	da	tubulação	de	sucção	(Dsucção)	como	igual	ao	diâmetro	comercial</p><p>disponível	 imediatamente	 superior	 ao	 de	 recalque	 –	 portanto,	 Dsucção	> Drecalque.</p><p>Logo,	se	aplicarmos	a	equação	(VII)	e	hipoteticamente	encontrarmos	um	diâmetro</p><p>da	 tubulação	de	recalque	 (Drecalque)	 igual	a	25	mm,	o	diâmetro	da	 tubulação	de</p><p>sucção	(Dsucção)	será	de	32	mm.</p><p>4 CONJUNTO MOTOBOMBA</p><p>Creder	 (2006)	descreve	a	bomba	hidráulica	utilizada	nas	 instalações	de</p><p>água	fria	como	uma	máquina	movida	a	energia	elétrica	(ou	a	combustão)	destinada</p><p>a	elevar	a	água	para	o	reservatório	superior	da	edificação.	Recomenda-se	que	o</p><p>projeto	de	edificações	contemple	o	uso	de	pelo	menos	dois	conjuntos	motobomba</p><p>(duas	bombas),	de	modo	que	um	sistema	permaneça	na	“reserva”,	suprindo	a</p><p>edificação	em	eventuais	falhas	da	bomba	“principal”	(TACHINI,	2015).</p><p>Carvalho	Júnior	 (2014)	aponta	dois	 tipos	de	disposição	para	as	bombas</p><p>nas	edificações	(Figura	7):</p><p>1)	Posição	inferior	ou	“afogada”,	abaixo	do	nível	d’água	(N.A.)	do	reservatório</p><p>inferior.	Recomendado	nos	casos	em	que	é	reduzido	o	espaço	disponível	para	o</p><p>conjunto	motobomba.	É	a	disposição	menos	propícia	ao	fenômeno	da	cavitação.</p><p>Uma	maior	proteção	do	sistema	também	é	alcançada.</p><p>TÓPICO 2 — RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO: DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES</p><p>29</p><p>A cavitação é um fenômeno físico originado por uma forte redução da pressão</p><p>da água durante o bombeamento. O fenômeno provoca a implosão de bolhas, que danifica</p><p>os componentes da bomba e provoca um elevado ruído (CARVALHO JÚNIOR, 2014).</p><p>Cuidado: é necessário considerar este fenômeno para especificar o conjunto motobomba,</p><p>contudo, neste livro, focaremos nossa atenção à determinação da potência (equação VIII).</p><p>NOTA</p><p>2)	Posição	superior,	acima	do	N.A.	do	reservatório	inferior.	É	o	tipo	de	disposição</p><p>mais	comum.	Proporciona	melhores	condições	de	acesso	e	manutenção.	Contudo,</p><p>por	estar	acima	do	N.A.,	mais	energia	é	gasta	para	a	sucção	e	elevação	da	água</p><p>ao	reservatório.</p><p>FIGURA 7 – RESERVATÓRIO INFERIOR COM: (1) BOMBA “AFOGADA” E (2) BOMBA NÃO “AFOGADA”</p><p>FONTE: Adaptada de Carvalho Júnior (2014, p. 41)</p><p>As	 classificações	 de	 bombas	 hidráulicas	 variam	 conforme	 modelo	 e</p><p>funcionamento,	existindo	basicamente	três	tipos	(CREDER,	2006):</p><p>•	 Volumétricas:	podem	ser	de	êmbolo	(ou	pistão)	ou	rotativas	(de	engrenagem</p><p>ou	palhetas).</p><p>•	 De	escoamento:	centrífugas	ou	axiais.</p><p>•	 Diversas:	subdivididas	em	injetora,	a	ar	comprimido	ou	carneiro	hidráulico.</p><p>Normalmente	 os	 edifícios	 são	 equipados	 com	 bombas	 centrífugas</p><p>acionadas</p><p>por	 motores	 elétricos	 (CREDER,	 2006).	 O	 seu	 dimensionamento</p><p>consiste	 em	definir	 sua	potência	 (CV)	 que	 será	 função	da	 altura	manométrica</p><p>(Hman),	da	vazão	(Q)	e	do	rendimento	do	conjunto	motobomba	(η)	–	equação	IX.</p><p>30</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>Em	que:</p><p>P	=	potência	do	motor	da	bomba	(CV);</p><p>γ	=	peso	específico	da	água	(1000	kgf/m3	a	20	ºC);</p><p>Cd	=	consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção	para	fins	de	projeto	(litros/</p><p>dia);</p><p>k	=	fator	de	conversão	de	unidades,	igual	a	3.600.000;</p><p>P	=	número	de	períodos	diários	de	funcionamento	da	bomba;</p><p>h	 =	 tempo	 previsto	 de	 funcionamento	 da	 bomba	 para	 cada	 período	 (horas/</p><p>período);</p><p>η	=	rendimento	do	conjunto	motobomba;</p><p>Hman	=	altura	manométrica	(m).</p><p>O	 rendimento	 do	 motor	 (η)	 varia	 conforme	 o	 tipo	 e	 o	 fabricante	 do</p><p>equipamento	(MACINTYRE,	1996).	Em	geral,	encontra-se	valores	na	faixa	de	40%</p><p>a	60%	para	bombas	com	até	2	CV,	70%	a	75%	para	bombas	de	2	a	5	CV,	e	80%	para</p><p>bombas	com	mais	de	5	CV	de	potência	(BOHN,	2006).</p><p>A	altura	manométrica	(Hman)	é	expressa	pela	equação	X.	Observe	que	ela</p><p>pode	 ser	 definida	 como	 a	 diferença	 entre	 o	 desnível	 geométrico	 (Hr	 ±	Hs)	 e	 a</p><p>somatória	dos	comprimentos	equivalentes	de	perda	de	carga	(“perda	de	energia”)</p><p>ocorrida	nos	trechos	de	sucção	e	recalque	da	instalação.</p><p>Sendo:</p><p>Hr	=	altura	de	recalque	(m);</p><p>Hs	=	altura	de	sucção	(m)	(negativa	se	a	bomba	está	abaixo	do	N.A.,	positiva	se</p><p>está	acima	da	N.A.);</p><p>∑Δ	hs	=	somatória	da	perda	de	carga	no	trecho	de	sucção	(m);</p><p>∑Δhr	=	somatória	da	perda	de	carga	no	trecho	de	recalque	(m).</p><p>Perda de carga: fique atento porque este é um conceito muito importante!</p><p>Trataremos aqui como sinônimo de perda de pressão devido ao atrito, às turbulências e</p><p>desvios que a água atravessa no interior da instalação (VIANA, 2019).</p><p>NOTA</p><p>TÓPICO 2 — RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO: DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES</p><p>31</p><p>Na	Figura	8,	podemos	compreender	melhor	o	significado	da	equação	X.</p><p>Nela,	apresenta-se	um	sistema	de	conjunto	motobomba	básico	–	bomba,	acessórios</p><p>e	toda	a	instalação	de	recalque	e	sucção.		As	alturas	de	sucção	e	recalque	estão</p><p>destacadas	a	direita	da	imagem.</p><p>FIGURA 8 – ESQUEMA DE CONJUNTO MOTOBOMBA DISPOSTO ACIMA DO NÍVEL D’ÁGUA</p><p>(N.A.) – NÃO AFOGADO</p><p>FONTE: Adaptada de Bombas Hidráulicas (2016)</p><p>Observe	que	no	trecho	de	sucção	há:	válvula	de	pé	com	crivo		curva	de</p><p>90º  e	a	própria	 tubulação	com	comprimento	 linear	variável;	e	na	 instalação	de</p><p>recalque:	redução	concêntrica  válvula	de	retenção		registro	de	gaveta  joelho	de</p><p>90º  tubulação	com	comprimento	linear	variável	 e	a	saída	da	canalização.	Todos</p><p>esses	itens	devem	ser	levantados	para	que	se	quantifique	a	perda	de	carga	total.</p><p>Em	seguida,	a	equação	XI	nos	permite	determinar	a	perda	de	carga	total</p><p>para	o	trecho	de	recalque	ou	sucção:</p><p>32</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>Em	que:</p><p>∑Δh	=	perda	de	carga	na	tubulação	de	recalque	ou	sucção	(m);</p><p>Lr =	comprimento	real	da	tubulação	de	recalque	ou	sucção	(m);</p><p>Lperdas		=	comprimento	equivalente	de	perdas	(ver	Tabela	5)(m);</p><p>J	=	perda	de	carga	unitária	(m/m).</p><p>O	comprimente	equivalente	das	perdas	de	carga	na	tubulação	de	recalque</p><p>ou	 de	 sucção	 (Lperdas)	 é	 determinado	 por	 meio	 do	 levantamento	 de	 todos	 os</p><p>componentes	do	trecho	(Tabela	5).	Observe	na	tabela	a	seguir	que	seu	valor	(em</p><p>metros)	também	depende	do	diâmetro	da	tubulação.</p><p>TABELA 5 – EQUIVALÊNCIA EM METROS DE PERDA DE CARGA PARA CADA CONEXÃO DE</p><p>TUBULAÇÕES EM PVC E METAL</p><p>TÓPICO 2 — RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO: DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES</p><p>33</p><p>Observações:</p><p>a – Os	valores	acima	estão	de	acordo	a	NBR	5626/98	e	Tabela	de	Perda	de	Targa</p><p>da	Tigre	para	PVC	rígido	e	cobre,	e	NBR	92/80	e	Tabela	de	Perda	de	Carga	Tupy</p><p>para	ferro	fundido	galvanizado,	bronze	ou	latão.</p><p>b – (*) Os	 diâmetros	 indicados	 referem-se	 à	 menor	 bitola	 de	 reduções</p><p>concêntricas,	com	fluxo	da	maior	para	a	menor	bitola,	sendo	a	bitola	maior	uma</p><p>medida	acima	da	menor.	Ex.:	1	¼”	x	1"	–	1	½”	x	1	¼”</p><p>c –	Diâmetro	nominal	em	pol	e	sua	aproximada	equivalência	em	mm:	3/4”	=	25</p><p>mm;	1”	=	32	mm;	1	¼”	=	40	mm;	1	½”	=	50	mm;	2”	=	60	mm;	2	½”	=	75	mm;	3”	=</p><p>85	mm;	4”	=	110	mm;	5”	=	125	mm.</p><p>FONTE: Adaptada de Schneider Motobombas (2006, p. 35)</p><p>Para	o	cálculo	da	perda	de	carga	unitária	 (J)	utilizaremos	a	 fórmula	de</p><p>Hazen-Willians	(TACHINI,	2015),	dada	pela	equação	XII:</p><p>Em	que:</p><p>J	=	perda	de	carga	unitária	(m/m);</p><p>Q	=	vazão	resultante	da	razão	entre	consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção</p><p>para	fins	de	projeto	 (Cd)	 e	 o	 tempo	 total	 (horas)	 de	 funcionamento	da	 bomba</p><p>(m3/s);</p><p>D	=	diâmetro	nominal	da	tubulação	de	recalque	ou	sucção	(m);</p><p>C	=	coeficiente	de	rugosidade	da	tubulação	(adimensional),	dependente	do	tipo</p><p>de	material	da	tubulação	(Tabela	6).</p><p>Material Coeficiente de Rugosidade (C)</p><p>Aço	galvanizado 125</p><p>Aço	soldado 130</p><p>Cimento-amianto 130</p><p>Ferro	fundido</p><p>revestido 125</p><p>Polietileno 120</p><p>PVC	ou	cobre 140</p><p>TABELA 6 – VALORES ADOTADOS PARA O COEFICIENTE DE RUGOSIDADE – C</p><p>FONTE: Adaptada de Aguiar (2011)</p><p>34</p><p>UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA</p><p>A perda de carga também será gerada devido à velocidade da água na</p><p>tubulação (v²/2g), porém ela está sendo desprezada em nossos cálculos. Lembre-se</p><p>também que: a perda de carga deve ser calculada tanto para tubulação de sucção quanto</p><p>para a de recalque. Portando, deverão ser calculados L</p><p>v</p><p>e J para os trechos de sucção e</p><p>recalque (∑hs e ∑hc).</p><p>NOTA</p><p>CASOS PRÁTICOS – RESERVATÓRIOS DE ÁGUA FRIA</p><p>5 PRÁTICA – DIMENSIONAMENTO DE RESERVATÓRIO</p><p>A	partir	da	mesma	edificação	utilizada	nos	“CASOS	PRÁTICOS”	do	Tópico	1,	dimensione</p><p>o	sistema	de	reservação	de	água	fria	da	edificação	nas	seguintes	condições:</p><p>a)	reservação	 de	 água	 fria	 em	 um	 único	 compartimento	 superior,	 sem</p><p>reserva	 técnica	 de	 incêndio	 e	 considerando	 a	 possibilidade	 de	 um	 dia	 de</p><p>desabastecimento;</p><p>b)	reservação	de	água	fria	em	dois	reservatórios,	superior	e	inferior,	sem	reserva</p><p>técnica	de	incêndio.</p><p>Objetivos:	com	esta	atividade	você	será	capaz	de	dimensionar	reservatórios	de</p><p>água	fria	com	as	mais	diversas	configurações.</p><p>Conceitos:	capacidade	mínima	total	do	reservatório	da	construção.	Número	de</p><p>dias	em	um	hipotético	cenário	de	desabastecimento.	Consumo	total	diário	de	água</p><p>fria	na	construção	para	fins	de	projeto.	Volume	de	reservatório	único	(equação	V).</p><p>Volume	de	reservatório	inferior	e	superior	(equações	VI	e	VII).</p><p>Descrição	dos	procedimentos:	 aplicar	 equações	V,	VI	 e	VII	 respectivamente	às</p><p>condições	da	edificação	escolhida.</p><p>R.:	Considerando	o	mesmo	exemplo	do	Tópico	1:</p><p>a)	 CR	 =	 1	 dia.	 54	m³/dia	 =	 54	m³.	 	 Poderá	 ser	 especificada	 a	 necessidade	 de	 3</p><p>reservatórios	 de	 20	m³,	 totalizando	 um	volume	de	 água	 reservada	 de	 60	m³.</p><p>Importante	considerar	a	viabilidade	arquitetônica	e	estrutural	dessa	medida.</p><p>b)	RI	=	0,6.	54m³	=	32,4m³.	RS	=	54m³	-	32,4m³	=	21,6m³.	A	solução	adotada	poderá</p><p>ser:	reservatório	inferior	=	35000	litros.	Reservatório	superior	=	25000	litros.</p><p>35</p><p>RESUMO DO TÓPICO 2</p><p>Neste tópico, você aprendeu que:</p><p>•	 Reservatórios	 superiores	e	 inferiores	de	água	 fria	devem	ser	dimensionados</p><p>e	 especificados,	 bem	 como	 conhecidos	 seus	 elementos	 complementares	 de</p><p>instalação.</p><p>•	 Tubulações	 de	 recalque	 e	 sucção	devem	 ser	 concebidas	 analiticamente	 e	 de</p><p>modo	a	evitar	o	fenômeno	conhecido	como	golpe	de	aríete.</p><p>•	 Um	conjunto	motobomba	pode	ter	as	mais	variadas	disposições	construtivas,	e</p><p>cabe	também	ao	projetista	dimensioná-lo.</p><p>36</p><p>1		O	reservatório	de	distribuição	de	água	potável	é	um	elemento	importante</p><p>da	instalação	predial	de	água	fria.	A	estrutura	permite	a	regularização	da</p><p>vazão	e	o	fornecimento	de	pressões	adequadas	para	a	rede.	Contudo,	o	seu</p><p>uso	requer	cuidados	referentes	à	instalação,	manutenção	e	limpeza.	Com</p><p>base	no	exposto,	 classifique	V	para	as	 sentenças	verdadeiras	e	F	para	as</p><p>falsas:</p><p>(		)	É	recomendável	que	o	reservatório	superior	esteja	o	mais	próximo	possível</p><p>dos	pontos	de	consumo.</p>

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