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Indaial – 2020
Práticas de 
instalações 
Hidrossanitárias
Prof. João Marcos Bosi Mendonça de Moura
1a Edição
Copyright © UNIASSELVI 2020
Elaboração:
Prof. João Marcos Bosi Mendonça de Moura
Revisão, Diagramação e Produção:
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri 
UNIASSELVI – Indaial.
Impresso por:
M929p
 Moura, João Marcos Bosi Mendonça de
 Práticas de instalações hidrossanitárias. / João Marcos Bosi Mendonça 
de Moura. – Indaial: UNIASSELVI, 2020.
 191 p.; il.
 ISBN 978-65-5663-156-1
 ISBN Digital 978-65-5663-152-3
1. Instalações hidrossanitárias. - Brasil. II. Centro Universitário Leonardo 
da Vinci.
CDD 620
aPresentação
Caro acadêmico! Seja muito bem-vindo ao livro da disciplina Práticas 
de Instalações Hidrossanitárias. Buscaremos aqui construir conhecimentos 
teóricos e práticos sobre instalações prediais de água fria, esgoto e preventivo 
de incêndio, com ênfase em construções residenciais. É com muita alegria 
que apresento a você atividades que possam contribuir para uma formação 
profissional comprometida com a qualidade e a sustentabilidade dos projetos 
de engenharia. Trilharemos este percurso por meio de três Unidades, levando 
sempre em conta a importância que as instalações hidrossanitárias possuem 
para a segurança e o conforto dos usuários da edificação.
Na Unidade 1, apresentaremos os fundamentos para concepção e 
projeto de instalações hidráulicas de água fria. Trabalharemos as práticas 
voltadas ao conhecimento de seus elementos (Tópico 1), lembrando e 
relembrando algumas informações básicas para a elaboração de projetos. 
Estudaremos também os sistemas de reservação e bombeamento (Tópico 2), 
tendo em vista a importância que possuem para o fornecimento de água 
com adequada vazão e pressão. Veremos também como dimensionar as 
mais diversas tubulações de uma instalação de água fria (Tópico 3) e, ao 
final, esperamos que você tenha condição de avaliar e conceber um projeto 
(Tópico 4). 
As mais importantes práticas voltadas às instalações prediais 
de esgoto sanitário serão estudadas na Unidade 2. No primeiro tópico, 
refletiremos alguns aspectos teóricos e práticos gerais e, no segundo tópico, 
aprenderemos como funciona o dimensionamento de cada um dos elementos 
da instalação. No Tópico 3, você terá a oportunidade de dimensionar sistemas 
de tratamento individual de esgoto, algo fundamental para lotes sem acessos 
a um sistema público de coleta e tratamento. Por fim, refletiremos no Tópico 
4 alguns aspectos normativos importantes e também um projeto predial de 
esgoto sanitário. 
Na última e terceira Unidade, você será apresentado às principais 
diretrizes para concepção e projeto de sistemas de combate e prevenção ao 
incêndio. O panorama legal e normativo brasileiro sobre esse tema é amplo, 
uma vez que o Corpo de Bombeiros de cada unidade/estado da federação 
exerce o poder de regulação local. No Tópico 1, serão apresentados algumas 
diretrizes fundamentais e adaptadas ao seu contexto de atuação profissional. 
Afinal de contas, quais são os fatores responsáveis pelos incêndios? Eles podem 
ser evitados? Refletiremos algumas dessas perguntas para além do senso 
comum. Na sequência, abordaremos práticas voltadas aos sistemas hidráulicos 
(Tópico 2) e de bombas (Tópico 3) de combate ao incêndio, questões muito 
importantes para a segurança de uma edificação. Alguns conteúdos vistos na 
Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto para 
você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há novi-
dades em nosso material.
Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é 
o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um 
formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura. 
O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova diagra-
mação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também contribui 
para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.
Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente, 
apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilida-
de de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador. 
 
Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para 
apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assun-
to em questão. 
Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas 
institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa 
continuar seus estudos com um material de qualidade.
Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de 
Desempenho de Estudantes – ENADE. 
 
Bons estudos!
NOTA
Unidade 1 serão úteis nesta etapa. Por fim, encerraremos a Unidade 3 com a 
análise de práticas voltadas ao desenvolvimento de projetos e à inspeção de 
sistema de prevenção e combate ao incêndio (Tópico 4). 
Em resumo, caro acadêmico, esperamos que este livro lhe proporcione 
uma ótima oportunidade de crescimento profissional. Aproveite as práticas 
elaboradas com especial cuidado para alunos e alunas que optaram por essa 
fascinante e gratificante atividade: a Engenharia!
Uma ótima leitura e bons estudos! 
Prof. Dr. João Marcos Bosi Mendonça de Moura.
Olá, acadêmico! Iniciamos agora mais uma disciplina e com ela 
um novo conhecimento. 
Com o objetivo de enriquecer seu conhecimento, construímos, além do livro 
que está em suas mãos, uma rica trilha de aprendizagem, por meio dela você 
terá contato com o vídeo da disciplina, o objeto de aprendizagem, materiais complemen-
tares, entre outros, todos pensados e construídos na intenção de auxiliar seu crescimento.
Acesse o QR Code, que levará ao AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
Conte conosco, estaremos juntos nesta caminhada!
LEMBRETE
sumário
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA .............................................. 1
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: ASPECTOS GERAIS ...................................... 3
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 3
2 SISTEMA DE ABASTECIMENTO E DISTRIBUIÇÃO ............................................................... 6
3 CONSUMO DE ÁGUA E NÚMERO DE APARELHOS: DIRETRIZES PRÁTICAS .............. 7
4 DIMENSIONAMENTO DE ALIMENTADOR ........................................................................... 10
5 PRÁTICA – PARÂMETROS BÁSICOS DE EMPREENDIMENTOS ...................................... 12
6 PRÁTICA – CONSUMO DE ÁGUA .............................................................................................. 14
RESUMO DO TÓPICO 1..................................................................................................................... 16
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 17
TÓPICO 2 — RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO: 
DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES ................................................................................... 19
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................. 19
2 DIMENSIONAMENTO DE RESERVATÓRIO ........................................................................... 21
2.1 RESERVATÓRIO INFERIOR ....................................................................................................... 22
2.2 RESERVATÓRIO SUPERIOR ...................................................................................................... 23
2.3ELEMENTOS COMPLEMENTARES ......................................................................................... 24
3 DIÂMETRO DAS TUBULAÇÕES DE RECALQUE E DE SUCÇÃO ...................................... 25
4 CONJUNTO MOTOBOMBA .......................................................................................................... 28
5 PRÁTICA – DIMENSIONAMENTO DE RESERVATÓRIO ..................................................... 34
RESUMO DO TÓPICO 2..................................................................................................................... 35
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 36
TÓPICO 3 — DIMENSIONAMENTO E ESPECIFICAÇÕES DE RAMAIS, COLUNAS E 
BARRILETES ......................................................................................................................................... 39
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 39
2 SUB-RAMAIS E RAMAIS ............................................................................................................... 42
3 COLUNAS DE DISTRIBUIÇÃO .................................................................................................... 46
4 BARRILETES ...................................................................................................................................... 47
5 PRESSÕES MÍNIMAS E MÁXIMAS ............................................................................................ 48
RESUMO DO TÓPICO 3..................................................................................................................... 51
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 52
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO DE INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA ........... 53
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 53
2 PROJETOS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: CONCEPÇÃO E DIRETRIZES ............ 54
3 CASOS PRÁTICOS – ANÁLISE DE PROJETOS DE INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA ..... 59
LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................................ 61
RESUMO DO TÓPICO 4..................................................................................................................... 64
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 65
REFERÊNCIAS ...................................................................................................................................... 66
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO ......................... 69
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO: ASPECTOS GERAIS ................. 71
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 71
2 ELEMENTOS DA INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO ................................................ 72
2.1 BANHEIROS.................................................................................................................................. 73
3 COZINHA, ÁREAS DE SERVIÇO E LIMPEZA GERAL ........................................................... 76
RESUMO DO TÓPICO 1..................................................................................................................... 80
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 81
TÓPICO 2 — INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO: COMO DIMENSIONAR? .......... 83
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................. 83
2 ELEMENTOS: TUBULAÇÕES E CAIXAS DE INSTALAÇÃO ................................................ 84
2.1 RAMAL DE DESCARGA E ESGOTO ........................................................................................ 85
2.2 TUBO DE QUEDA ........................................................................................................................ 87
2.3 SUBCOLETOR E COLETOR PREDIAL..................................................................................... 87
2.4 VENTILAÇÃO .............................................................................................................................. 90
3 CAIXAS DE INSPEÇÃO, GORDURA E SIFONADAS ............................................................. 92
RESUMO DO TÓPICO 2..................................................................................................................... 95
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 96
TÓPICO 3 — TRATAMENTO INDIVIDUAL DE ESGOTO SANITÁRIO .............................. 99
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 99
2 SISTEMA DE TANQUE SÉPTICO E FILTRO ANAERÓBIO ................................................. 100
2.1 DIMENSIONAMENTO DO SISTEMA DE TRATAMENTO INDIVIDUAL ...................... 102
2.1.1 Tanque séptico .................................................................................................................... 102
2.1.2 Filtro anaeróbio .................................................................................................................. 106
3 RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS ................................................................................................. 107
RESUMO DO TÓPICO 3................................................................................................................... 110
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 111
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO ........................................................................... 113
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 113
2 PROJETOS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO: CONCEPÇÃO E 
DIRETRIZES ....................................................................................................................................... 113
LEITURA COMPLEMENTAR .......................................................................................................... 118
RESUMO DO TÓPICO 4................................................................................................................... 122
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 123
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 124
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO 
INCÊNDIO ........................................................................................................................................... 127
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO: ASPECTOS 
GERAIS ................................................................................................................................................. 129
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 129
2 FATORES DE RISCO DE INCÊNDIOS E SUAS IMPLICAÇÕES ......................................... 130
2.1 CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS E CARGA DE FOGO ........................................................... 132
3 CLASSES DE INCÊNDIO E SEUS MATERIAISDE COMBATE .......................................... 134
4 CASOS PRÁTICOS – RISCO E CARGA DE INCÊNDIO ....................................................... 136
5 CASOS PRÁTICOS – RISCO E CARGA DE INCÊNDIO ....................................................... 136
6 CASOS PRÁTICOS – RISCO E CARGA DE INCÊNDIO ....................................................... 137
RESUMO DO TÓPICO 1................................................................................................................... 141
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 142
TÓPICO 2 — SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO ......................... 143
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 143
2 EXTINTORES .................................................................................................................................. 144
3 SISTEMA HIDRAÚLICO PREVENTIVO (SPH): TUBULAÇÕES E RESERVATÓRIO .... 146
3.1 TUBULAÇÕES DO SISTEMA HIDRAÚLICO ...................................................................... 150
3.2 CAIXA DE INCÊNDIO .............................................................................................................. 153
3.3 RESERVATÓRIOS ....................................................................................................................... 155
4 CASOS PRÁTICOS – CONCEPÇÃO DE SISTEMAS DE EXTINTORES ........................... 156
RESUMO DO TÓPICO 2................................................................................................................... 158
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 159
TÓPICO 3 — BOMBAS EM SISTEMAS DE COMBATE AO INCÊNDIO ............................. 161
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 161
2 BOMBAS DE INCÊNDIO: PARÂMETROS E POTÊNCIA ..................................................... 161
3 ESPECIFICAÇÕES E PROCEDIMENTOS PRÁTICOS DE INSPEÇÃO ............................. 163
4 CASOS PRÁTICOS – INSPEÇÃO DE SISTEMAS DE BOMBAS DE INCÊNDIO ........... 167
RESUMO DO TÓPICO 3................................................................................................................... 169
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 170
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO ................................................. 173
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 173
2 PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO .................................................................................... 174
2.1 PROJETO: CONCEPÇÃO E ELABORAÇÃO ......................................................................... 174
2.1.1 Elementos de projeto ......................................................................................................... 176
2.2 INSTALAÇÃO, INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO ................................................................... 178
3 CASOS PRÁTICOS – AVALIAÇÃO E PROJETO DE SISTEMAS DE PREVENÇÃO E 
COMBATE ............................................................................................................................................ 180
4 CASOS PRÁTICOS – AVALIAÇÃO E PROJETO DE SISTEMAS DE PREVENÇÃO E 
COMBATE ............................................................................................................................................ 181
LEITURA COMPLEMENTAR .......................................................................................................... 184
RESUMO DO TÓPICO 4................................................................................................................... 187
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 188
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 189
1
UNIDADE 1 — 
PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE 
ÁGUA FRIA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
•	 analisar	e	definir	a	escolha	de	parâmetros	e	critérios	técnicos	que	viabili-
zem	o	funcionamento	de	um	sistema	de	abastecimento;
•	 aplicar	técnicas	de	dimensionamento	e	projeto	de	reservação	e	distribui-
ção	de	água	fria	em	residências	e	diversos	estabelecimentos;
•	 especificar	e	dimensionar	tubulações	em	um	sistema	de	água	fria;
•	 elaborar	e	compreender	projetos	de	instalações	de	água	fria	com	aprofun-
dado	aporte	teórico	e	prático.
Esta	 unidade	 está	 dividida	 em	 quatro	 tópicos.	 No	 decorrer	 da	 unidade,	
você	 encontrará	 autoatividades	 com	 o	 objetivo	 de	 reforçar	 o	 conteúdo	
apresentado.
TÓPICO	1	–	INSTALAÇÕES	DE	ÁGUA	FRIA:	ASPECTOS	GERAIS
TÓPICO	2	–	RESERVATÓRIOS	E	SISTEMAS	DE	BOMBEAMENTO:	
DIMENSIONAMENTO	E	VERIFICAÇÕES
TÓPICO	3	–	DIMENSIONAMENTO	E	ESPECIFICAÇÕES	DE	RAMAIS,	
COLUNAS	E	BARRILETES
TÓPICO	4	–	BOAS	PRÁTICAS	DE	PROJETO	DE	INSTALAÇÃO	DE	
ÁGUA	FRIA
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
2
3
TÓPICO 1 — 
UNIDADE 1
INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: ASPECTOS GERAIS
1 INTRODUÇÃO
Caro	acadêmico,	você	já	deve	ter	sentido	os	efeitos	indesejados	da	falta	de	
água,	não	é?	Se	já	sentiu,	então	pode	imaginar	a	importância	de	uma	instalação	
hidráulica	adequada	e	bem	suprida	para	uso	da	edificação.	A	água	é	um	elemento	
fundamental	para	vida	e	estudaremos	aqui	como	fornecê-la	adequadamente	nas	
construções.
Inicialmente,	 é	 válido	 destacar	 que	 as	 instalações	 hidráulicas	 podem	
ser	 preparadas	 para	 receber	 água	 quente,	 fria,	 de	 combate	 ao	 incêndio	 ou	 de	
drenagem	(água	da	chuva,	pluvial).	Cada	qual	possui	sua	especificidade	técnica.	
Nesta	unidade,	nos	 limitaremos	a	 abordar	 a	 instalação	de	água	 fria,	 isto	 é,	de	
água	em	temperatura	ambiente.	
Aguarde mais um pouco e, na Unidade 3, veremos práticas importantes nas 
instalações hidráulicas de combate ao incêndio.
ESTUDOS FU
TUROS
Podemos	definir	a	instalação	de	água	fria	como	um	sistema	de	engenharia	
formado	 por	 tubulações,	 equipamentos,	 reservatórios	 e	 acessórios	 de	 conexão	
(ABNT,	1998).	Seu	objetivo	é	promover	o	abastecimento	dos	aparelhos	de	água	
das	construções	com	um	desempenho	que	atenda	às	necessidades	dos	usuários	
(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).
Na	Figura	1,	podemos	observar	os	principais	elementos	de	uma	instalação	
de	água	fria	residencial.	Tais	elementos	e	suas	respectivas	funções	são	descritas	
a	seguir:	
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
4
FIGURA 1 – ELEMENTOS BÁSICOS DE INSTALAÇÃO HIDRÁULICA DE ÁGUA FRIA
FONTE: Adaptada de Carvalho Júnior (2014, p. 23)
1)	O	reservatório	(“caixa	d’água”)	armazena	água	com	o	intuito	de	amenizar	os	
efeitos	de	uma	possível	paralisação	do	fornecimento	de	água	da	rede	pública.
2)	O	 “ladrão”	 é	 uma	 saída	 localizada	 na	 lateral	 superior	 do	 reservatório	 que	
evitará	o	extravasamento	não	controlado	do	reservatório.	Quando	o	“ladrão”	
é	acionado,	a	água	deve	ser	encaminhada	para	um	lugar	visível,	que	alerte	o	
problema	ao	usuário	e	não	danifi	que	a	construção.
3)	Uma	 tubulação	de	 limpeza	é	contemplada	para	que	seja	possível	esvaziar	o	
reservatório	de	maneira	segura	e	rápida.	Observe	que	ela	se	une	ao	“ladrão”	na	
parte	inferior	esquerda	do	reservatório.
4)	Registros	 são	 acessórios	 importantes	 para	 que	 se	 possa	 interromper	 o	
fornecimento	de	água	e	realizar	a	manutenção	e	o	controle	das	instalações.
5)	Astubulações	de	distribuição	permitem	que	a	água	 contida	no	 reservatório	
abasteça	os	aparelhos	sanitários	(pias,	vasos	sanitários,	chuveiros	etc.).	Veremos	
mais	à	frente	que	elas	podem	ser	dividas	em	barriletes,	colunas,	ramais	e	sub-
ramais.
6)	O	hidrômetro	visa	quantifi	car	o	consumo	de	água	da	residência	para	fi	ns	de	
controle	 e	 cobrança,	 portanto,	 deve	 estar	 em	 um	 local	 protegido	 e	 de	 fácil	
acesso.
7)	O	ramal	predial	é	a	tubulação	que	conectará	a	rede	pública	de	abastecimento	
ao	hidrômetro.
8)	O	alimentador	será	a	tubulação	responsável	por	levar	a	água	do	hidrômetro	até	
a	construção.
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: ASPECTOS GERAIS
5
9)	Aparelho	sanitário	é	todo	e	qualquer	equipamento	que	permite	acesso	direto	
à	 água	 em	 condições	 adequadas	 de	 vazão,	 velocidade	 e	 pressão	 (exemplo:	
torneiras,	vasos	sanitários	etc.).
Na	 instalação	 predial	 de	 água	 fria	 é	 comum	 o	 uso	 de	 sistemas	 de	
bombeamento.	Nem	sempre	a	pressão	fornecida	pela	rede	pública	de	abastecimento	
será	 suficiente	 para	 conduzir	 a	 água	 ao	 reservatório.	Nesta	 unidade,	 veremos	
como	dimensionar	e	especificar	bombas	e	instalações	acessórias.
Você sabia que as concessionárias da rede pública de abastecimento devem 
fornecer água a uma pressão dinâmica mínima de 100 kPa e uma pressão estática máxima 
de 500 kPa? A exigência pode ser conferida na NBR 12218 (ABNT, 1994). A pressão mínima 
fornece energia suficiente para que muitas residências com um ou dois pavimentos não 
necessitem de bombas para distribuir a água (BOTELHO; RIBEIRO JUNIOR, 2014) – é o que 
chamaremos de sistema direto de distribuição. Já a pressão máxima é estabelecida para 
que não haja sobrecarga mecânica e danos nas instalações de água das construções.
FONTE: ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 12218 – Projeto de redes 
de distribuição para abastecimento público. Rio de Janeiro: ABNT, 1994.
NOTA
O	 correto	 funcionamento	 das	 instalações	 de	 água	 fria	 começa	 pelo	
desenvolvimento	de	um	projeto	que	considere	o	uso	da	edificação.	A	integração	
com	 o	 projeto	 arquitetônico,	 estrutural	 e	 de	 outros	 elementos	 construtivos	 é	
sempre	bem-vinda.	É	preciso	que	as	instalações	de	água	fria	tenham	fácil	acesso	e	
bom	desempenho.	Buscaremos	alcançar	um	correto	funcionamento	de	tubulações,	
reservatórios	e	outros	componentes	dimensionando-os	a	partir	dos	princípios	da	
física	e	da	hidráulica.	
Na	tarefa	de	projetar	e	executar,	um	bom	aliado	também	será	a	literatura	
técnica.	 Por	 exemplo,	 a	NBR 5626/1998 – Instalações Prediais de Água Fria 
(ABNT,	1998)	será	nossa	guia	para	determinar	critérios	e	parâmetros	de	projeto.	
Lá,	 você	 também	 encontrará	 orientações	 sobre	 execução	 e	 manutenção	 das	
instalações	 hidráulicas.	 Sempre	 que	 possível,	 não	 deixe	 de	 lê-la	 e	 consultá-la.	
Assim	teremos	em	mente	a	missão	de	sempre	garantir	(ABNT,	1998):
•	 A	manutenção	da	qualidade	da	água	da	instalação.
•	 O	fornecimento	de	água	de	forma	contínua,	em	quantidade	adequada	e	com	
pressões	 e	 velocidades	 compatíveis	 com	 o	 funcionamento	 dos	 aparelhos	
sanitários,	peças	de	utilização	(válvulas,	registros	etc.)	e	demais	componentes.
•	 O	uso	racional	dos	recursos	naturais.
•	 Uma	instalação	com	manutenção	simples	e	de	baixo	custo.
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
6
•	 A	eliminação	de	ruídos	incômodos	aos	usuários.	
•	 O	conforto	por	meio	da	colocação	de	peças	de	fácil	operação	e	acesso.
2 SISTEMA DE ABASTECIMENTO E DISTRIBUIÇÃO
Uma	 instalação	de	 água	 fria	pode	 ser	 alimentada	pela	 rede	pública	de	
abastecimento	ou	por	um	sistema	privado	na	 forma	da	 lei	 –	por	 exemplo,	via	
poços	artesianos	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).	De	maneira	geral,	o	abastecimento	
de	água	potável	é	realizado	por	meio	de	sistemas	públicos	de	distribuição,	forma	
pela	qual	iremos	focar	nossa	atenção	neste	estudo.
Podemos	destacar	três	tipos	de	sistema	de	abastecimento	e	distribuição:	o	
sistema	indireto,	direto	e	misto.	A	diferença	entre	os	dois	primeiros	está	no	uso	ou	
não	de	reservatório	na	construção.	O	sistema misto	será	aquele	em	que	parte	da	
água	fria	da	residência	é	distribuída	de	maneira	direta	(sem	uso	do	reservatório)	e	
outra	parte	indireta	(com	uso	de	reservatório).	Veremos	que	cada	um	dos	sistemas	
possui	vantagens	e	desvantagens.	Estes	aspectos	devem	ser	sempre	esclarecidos	
ao	nosso	usuário/cliente	final.
O sistema indireto de distribuição	faz	uso	de	reservatório(s)	(Figura	1).	
Ele	pode	ser	adotado	tanto	em	casas	como	em	edifícios,	com	ou	sem	o	uso	de	
bombas.	A	reserva	de	água	reduz	a	chance	de	problemas	de	desabastecimento	e	
de	variação	de	pressão	ao	longo	do	dia.	
Contudo,	o	sistema	exigirá	do	usuário	um	contínuo	cuidado	com	a	sua	
conservação	 e	 limpeza.	 	 De	 igual	 maneira,	 é	 necessário	 verificar	 se	 o	 projeto	
estrutural	 da	 residência	 ou	 edifício	 contempla	 um	 lugar	 específico	 para	 a	
colocação	do	reservatório.
Na	Figura	2,	observa-se	uma	residência	com	sistema direto de distribuição.	
Ele	é	utilizado	quando	a	pressão	da	rede	pública	é	suficiente	para	a	alimentação	
da	 rede	 interna	de	distribuição.	Seria	o	caso	para	 residências	com	um	ou	dois	
pavimentos	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: ASPECTOS GERAIS
7
FIGURA 2 – SISTEMA DIRETO DE DISTRIBUIÇÃO – SEM USO DE RESERVATÓRIO
FONTE: Carvalho Júnior (2014, p. 32)
Em	 geral,	 quando	 não	 se	 utiliza	 reservatório,	 reduz-se	 despesa	 de	
manutenção	e	o	risco	de	contaminação	da	água	(TACHINI,	2015).	Por	outro	lado,	
a	 construção	 ficará	 suscetível	 a	 qualquer	 descontinuidade	 no	 abastecimento	
público,	tanto	em	termos	de	vazão	quanto	de	pressão.	Lembra	da	pressão	mínima	
exigida	 por	 norma?	 Infelizmente,	 não	 há	 como	 garantir	 que	 ela	 sempre	 seja	
alcançada.
3 CONSUMO DE ÁGUA E NÚMERO DE APARELHOS: 
DIRETRIZES PRÁTICAS
Você	 já	 parou	para	 pensar	 quanta	 água	 consome	por	 dia?	Na	 hora	 de	
elaborar	um	projeto	de	instalação	de	água	fria	essa	informação	é	fundamental.	O	
consumo	de	água	pode	variar	de	acordo	com	o	nível	de	renda	dos	usuários	e	seus	
hábitos	culturais	(NARCHI,	1989).
Para	estimar	o	consumo	de	água	fria	de	uma	construção,	recorreremos	a	
fontes	de	informações	seguras	e	consolidadas	pelo	seu	frequente	uso	nos	projetos.	
Deste	modo,	por	meio	da	equação	I	podemos	calcular	o	consumo	diário	de	água	
fria	em	uma	construção:
Cd	=	P	.	q	(I)
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
8
Em	que:	
Cd	=	consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção	para	fins	de	projeto	(litros/
dia);
P	=	taxa	de	ocupação	estimada	da	construção (nº	de	usuários);
q	=	consumo	unitário	diário	de	água	fria	(litros/usuário.dia).
Vamos relembrar a relação entre unidades físicas importantes para nosso 
estudo?
1 m3 = 1000 litros; e 1 dia = 24 horas = 1440 minutos = 86400 segundos.
NOTA
Perceba	 que	 a	 taxa de ocupação estimada da construção (P)	 pode	 ser	
determinada	 pelos	 critérios	 apresentados	 na	 Tabela	 1.	 O	 número	 de	 usuários	
depende	 do	 uso	 da	 construção	 e	 do	 seu	 tamanho.	 No	 caso	 de	 residências,	 o	
valor	 é	 diretamente	 proporcional	 ao	 número	 de	 dormitórios	 (Tabela	 1).	 Em	
estabelecimentos	comerciais	(escritórios	e	lojas),	a	taxa	depende	da	área	privativa	
dos	 estabelecimentos,	 excluindo-se,	 portanto,	 a	 área	 não	 construída	 e	 de	 uso	
comum	(corredores,	escadas,	elevadores).
Tipologia/Uso da construção Taxa de ocupação (P)
Casas	e	apartamentos	–	residências Duas	pessoas	por	dormitório.
Escritórios Uma	pessoa	por	5,00	m²	de	área	privativa.
Lojas Uma	pessoa	por	2,50	m²	de	área	privativa.
Estabelecimentos	culturais Uma	pessoa	por	5,50	m²	de	área	construída.
Restaurantes Uma	pessoa	por	1,40	m²	de	área	construída.
TABELA 1 – TAXA DE OCUPAÇÃO ESTIMADA DA CONSTRUÇÃO (P)
FONTE: Adaptada de Creder (2006, p. 9)
Os	dados	apresentados	 servem	de	 referência,	mas	nada	 lhe	 impede	de	
realizar	 ajustes	 nas	 taxas	 a	 partir	 de	 um	 conhecimento	mais	 apurado	 sobre	 a	
realidade	do	empreendimento.
Osegundo	 parâmetro	 na	 equação	 I	 é	 o	 consumo unitário diário de 
água fria (q).	Na	Tabela	2,	apresentamos	uma	referência	para	a	estimativa	deste	
parâmetro.	Observe	que	ele	 também	depende	do	uso	em	que	será	destinada	a	
construção.	
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: ASPECTOS GERAIS
9
Uso da construção Consumo unitário diário (q) (litro/usuário.dia)
Residência	padrão	econômico	e	simples 150
Residência	de	padrão	médio 200
Residência	de	padrão	luxo	 250
Edifícios	públicos,	comerciais	e	escritórios 50
Estabelecimentos	culturais	 1
Restaurantes	e	similares 25
TABELA 2 – CONSUMO UNITÁRIO DIÁRIO DE ÁGUA FRIA (Q)
FONTE: Adaptada de Creder (1996, p. 9)
Taxa de ocupação e consumo unitário diário para outros usos podem ser con-
sultados no livro de Carvalho Júnior (2014). 
Dúvidas também com relação ao padrão das residências? Consulte o Manual de valores 
de edificações de imóveis urbanos do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Enge-
nharia de São Paulo (IBAPE-SP). Acesse e confira atualizações do documento: https://www.
ibape-sp.org.br/adm/upload/uploads/1543595741-VEIU%202017.pdf. 
FONTE: CARVALHO JÚNIOR, R. de. Instalações hidráulicas e o projeto de arquitetura. 8. 
ed. São Paulo: Blucher, 2014. 
DICAS
Determinado	o	número	de	ocupantes	 (P)	e	o	consumo	de	água	fria	 (q),	
é	possível	calcular	o	consumo total diário de água fria na construção para fins 
de projeto	(Cd)	–	equação	I.	Veremos	que	esta	medida	será	fundamental	para	o	
dimensionamento	e	projeto	dos	principais	 componentes	da	 instalação	de	água	
fria.
Outro	fator	importante	de	projeto	é	a	estimativa	mínima	do	número	de	
aparelhos	que	fornecerão	água	aos	usuários	da	construção.	No	Brasil,	tem	sido	
utilizada	uma	publicação	do	Uniform Plumbing Code	 (Tabela	3),	 a	qual	permite	
determinar	um	número	mínimo	de	aparelhos	para	diversas	serventias	de	acordo	
com	o	uso	da	construção	(MACINTYRE,	1996).
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
10
TABELA 3 – NÚMERO MÍNIMO DE APARELHO PARA DIVERSAS SERVENTIAS
FONTE: Adaptada de Macintyre (1996, p. 19-20)
4 DIMENSIONAMENTO DE ALIMENTADOR 
Como	já	observamos	na	introdução	deste	tópico,	o	alimentador	(residencial	
ou	predial)	é	a	tubulação	responsável	por	distribuir	a	água	da	saída	do	hidrômetro	
até	a	construção.	Quando	há	na	residência	o	sistema direto de distribuição de 
água,	seu	dimensionamento	pode	ser	realizado	como	se	fosse	um	“barrilete”.	Por	
esta	razão,	nos	aprofundaremos	em	seu	dimensionamento	no	Tópico	3.	
No	sistema indireto de distribuição,	o	alimentador	seguirá	do	hidrômetro	
até	o	reservatório.	No	reservatório,	uma	válvula	fl	utuadora	(“torneira	de	boia”)	
fechará	a	entrada	de	água	quando	o	nível	máximo	permitido	for	alcançado.	
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: ASPECTOS GERAIS
11
Caro acadêmico, veja como funciona uma torneira de boia no reservatório. 
Acesse e confira: https://www.youtube.com/watch?v=7sAWEJ7QNLU.
DICAS
No	caso	de	distribuição	indireta,	considerar-se	que	a	vazão	de	projeto	do	
alimentador	(Qalimentador)	é	igual	à	razão	entre	consumo	total	diário	de	água	fria	na	
construção	para	fins	de	projeto	(Cd)	e	o	tempo	de	um	dia	(equação	II).		
Sendo:
Qalimentador	=	vazão	de	projeto	do	alimentador	(litros/s);
Cd	=	consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção	(litros/dia);
Δt	=	número	de	segundos	em	1	dia	=	86	400	s.
 
A	 vazão	 do	 alimentador,	 desta	 forma,	 representa	 a	 vazão	 mínima	
(suficiente)	que	a	rede	deve	possuir	para	que	seja	possível	abastecer	a	construção	
por	24h	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	A	partir	da	equação	II	e	da	equação	
da	continuidade,	podemos	deduzir	a	equação	III	para	determinar	o	diâmetro	do	
alimentador	de	uma	construção	com	sistema	indireto	de	distribuição	(BOTELHO;	
RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	
Em	que:
Dmín	=	diâmetro	do	alimentador	residencial	ou	predial	(m);
Qalimentador	=	vazão	de	projeto	do	alimentador	(m3/s);	
π	=	3,1415;
v	=	velocidade	da	água	no	alimentador	(entre	0,6	e	1,0	m/s).	
Recomenda-se	 adotar	 velocidade	 entre	 0,6	 e	 1,0	m/s	 nas	 instalações	de	
água,	embora	a	NBR	5626	estabeleça	uma	velocidade	máxima	de	3,0	m/s	(ABNT,	
1998).	 Experiências	 práticas	 têm	 indicado	 que	 nesta	 faixa	 de	 valores	 o	 efeito	
abrasivo	da	água	é	reduzido	e	a	vida	útil	das	tubulações	é	mais	bem	preservada	
(TACHINI,	2015).
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
12
Note	que	é	importante	verificar	se	o	diâmetro	comercial	adotado	(sempre	
maior	que	o	Dmín,	ou	seja,	o	diâmetro	 interno)	continuará	proporcionando	uma	
velocidade	da	água	no	alimentador	entre	0,6	e	1,0	m/s.	Essa	verificação	pode	ser	
feita	por	meio	da	equação	IV.
Sendo:
v	=	velocidade	da	água	no	alimentador	(entre	0,6	e	1,0	m/s);
Dadotado	=	diâmetro	adotado	do	alimentador	residencial	ou	predial	(m);
Qalimentador	=	vazão	de	projeto	do	alimentador	(m3/s);
π	=	3,1415.
Ainda,	com	relação	ao	diâmetro	obtido,	Botelho	e	Ribeiro	Junior	(2014,	p.	
57)	destacam	que:	
-	 O	 diâmetro	 calculado	 é	 o	 diâmetro	 útil	 o	 que	 pode	 ter	 como	
consequência	 uma	 pequena	 variação	 devido	 à	 velocidade	 adotada,	
devendo-se	 sempre	 arredondar	 o	 diâmetro	 obtido	 para	 o	 diâmetro	
comercial	imediatamente	superior.
-	A	maioria	das	distribuidoras	ou	 concessionárias	 adota	o	diâmetro	
de	 20mm	 (3/4”)	 para	 o	 diâmetro	 da	 tubulação	 de	 alimentação	 das	
residências.
[...]
-	O	diâmetro	calculado	é	o	diâmetro	mínimo	e	é	de	suma	importância	
que	seja	calculado	corretamente,	pois	este	 influencia	diretamente	no	
tempo	de	 enchimento	 do	 reservatório,	 sendo	 que,	 se	mal	 calculado	
pode	 provocar	 colapso	 no	 sistema,	 principalmente	 nos	 horários	 de	
pico	(pelo	fato	de	que	a	vazão	de	saída	seria	muito	superior	à	vazão	de	
entrada	no	reservatório).	
CASOS PRÁTICOS – PRINCÍPIOS DA INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUA 
FRIA
5 PRÁTICA – PARÂMETROS BÁSICOS DE EMPREENDIMENTOS
Realize	uma	pesquisa	na	 internet	 e	 busque,	 em	 sua	 cidade	ou	 região,	 alguma	
edificação	 em	 lançamento	 cujo	 número	 total	 de	 dormitórios	 seja	 possível	 de	
quantificar.	 Você	 mora	 em	 um	 condomínio?	 Tente	 utilizá-lo	 também	 nessa	
atividade.	Com	o	número	total	de	dormitórios	“em	mãos”,	determine:
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: ASPECTOS GERAIS
13
a)	O	consumo	total	diário	de	água	fria	desta	construção	para	fins	de	projeto	(Cd).	
b)	Dimensione	e	especifique	o	diâmetro	do	alimentador	predial,	considerando	a	
existência	de	um	sistema	indireto	de	distribuição	de	água	(obs.:	a	especificação	
consiste	em	definir	o	tipo	de	material	e	o	diâmetro	comercial,	ou	seja,	diâmetro	
disponível	no	mercado).	Não	se	esqueça	de	verificar	a	velocidade	da	água	na	
tubulação.	
Objetivos:	aqui	você	será	capaz	estimar	um	consumo	total	diário	de	água	fria	para	
fins	de	projeto,	bem	como	dimensionar	e	especificar	um	alimentador	residencial/
predial	de	uma	construção.
Conceitos:	 taxa	 de	 ocupação	 (Tabela	 1).	 Consumo	 unitário	 diário	 e	 uso	 da	
construção	 (Tabela	 2).	 Consumo	 total	 diário	 de	 água	 fria	 na	 construção	 para	
fins	de	projeto	 (equação	 I).	Vazão	de	projeto	do	 alimentador	predial	 (equação	
II).	 Diâmetro	 do	 alimentador	 residencial	 ou	 predial	 (equação	 III).	 Diâmetros	
nominal	e	interno	de	tubulações	de	PVC.	Velocidade	recomendada	da	água	no	
alimentador	(<	3m/s).	
Descrição	dos	procedimentos:	escolher	empreendimento	por	meio	de	uma	busca	
na	 internet;	 quantificar	 número	 de	 cômodos	 e	 estimar	 número	 de	 habitantes;	
estimar	o	consumo	total	diário	de	água	fria	(Tabelas	1	e	2	e	equação	I);	dimensionar	
alimentar	predial	conforme	item	4,	equações	II	e	III.
R.:	Considerando	um	edifício	padrão	simples	de	16	pavimentos,	40	apartamentos	
e	160	dormitórios.
a)	A	 taxa	 de	 ocupação	 será	 de:	 160	 dormitórios.	 2	 ocupantes/dormitório	 =	 36	
ocupantes.	 Consumo	 unitário	 =	 150	 L/ocupante.	 Cd	 =	 36	 ocupantes.	 150L/
ocupante,	portanto,	Cd	=	54000	L/dia	=	54m³/dia.	
b)	Qalimentador	 =	 54m³/dia/86400s	 =	 0,00064	 m³/s	 (equação	 I).	 Adotando	 uma	
velocidade	de	1m/s,	teremos:
Logo,	o	diâmetro	nominal	adotadopara	o	alimentador	predial	será	de	32	mm.	
Como	o	diâmetro	interno	da	tubulação	de	32	mm	é	igual	à	28mm,	a	velocidade	
efetiva	será	igual	a	velocidade	adotada	no	cálculo	anterior:
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
14
6 PRÁTICA – CONSUMO DE ÁGUA
Busque	dados	nas	faturas	dos	últimos	12	meses	da	conta	de	água	da	concessionária	
sobre	o	consumo	de	água	de	sua	casa.	Se	morar	em	condomínio,	e	for	possível	
o	acesso	às	 faturas,	analise	o	consumo	de	água	do	seu	prédio	ou	condomínio.	
Planilhe	as	informações	de	consumo	e	número	de	habitantes.	Faça	uma	relação	
entre	 o	 consumo	 diário	 e	 o	 número	 de	 habitantes.	 Acompanhe	 também	 os	
efeitos	 da	 sazonalidade.	 Compare	 os	 valores	 encontrados	 com	 os	 valores	 de	
referência	de	 consumo	por	habitante	disponíveis	no	 texto	deste	 livro	didático.	
Se	os	valores	estiverem	elevados,	proponha	ações	para	a	 redução	no	consumo	
da	água.	Apresente	os	dados	no	próximo	encontro	presencial	e	compare	com	as	
informações	obtidas	pelos	seus	colegas.
Objetivos:	 aqui	você	 será	 capaz	 estimar	um	consumo	 total	diário	de	 água	 fria	
“real”	e	confrontar	os	dados	obtidos	com	aqueles	recomendados	aos	projetos.
Conceitos:	dados	de	 fatura	de	consumo	de	água	residência.	Consumo	unitário	
diário	(Tabela	2).	Consumo	per	capita.	Medidas	de	redução	do	consumo	de	água	
em	residências.	
Descrição	dos	procedimentos:	recolher	as	últimas	12	faturas	de	água	de	sua	casa	
ou	condomínio;	planilhar	dados	no	“Excel”	considerando	informações	como:	mês	
da	fatura;	consumo	total;	número	de	habitantes;	consumo	per	capita;	verificar	os	
efeitos	da	sazonalidade	no	consumo;	propor	medidas	de	redução	do	consumo	de	
água.
R.:	O	seguinte	histórico	de	consumo	foi	levantado	em	uma	residência	unifamiliar	
de	padrão	médio	habitada	por	três	pessoas.	O	consumo	per	capita	foi	calculado	
considerando	que	cada	mês	possui	30	dias.
Mês Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez.
Consumo 
total (m³)¹ 13,5 12,6 9,9 8,1 9,0 9,0 9,9 9,9 10,8 8,1 13,5 16,2
Consumo per 
capita diário 
(L/dia)
150 140 110 90 100 100 110 110 120 90 150 180
Informação	retirada	da	fatura	de	água.
Observa-se	que	o	consumo	de	água	aumentou	nos	meses	de	verão,	provavelmente	
devido	às	 férias	e	o	recebimento	de	visitas.	O	uso	de	uma	pequena	piscina	de	
1000	 litros	durante	os	meses	de	dezembro	e	 janeiro	 é	 também	um	dos	 fatores	
explicativos	do	aumento	significativo	do	consumo.	Do	mesmo	modo,	observa-se	
que	em	nenhum	dos	meses	foi	ultrapassado	o	consumo	unitário	diário	de	200	L/
dia	(Tabela	2),	o	que	indica	que	os	valores	possuem	certa	“margem	de	segurança”.	
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: ASPECTOS GERAIS
15
Exemplo	de	ações	para	a	redução	do	consumo	de	água:	uso	de	descarga	com	caixa	
acoplada,	inspeção	das	instalações	(verificação	de	infiltrações),	reuso	da	água	da	
máquina	de	lavar	roupas	para	lavagem	de	áreas	comuns	e	conscientização	dos	
usuários	no	que	se	refere	ao	tempo	no	banho	e	outras	atividades	de	consumo.	
16
Neste tópico, você aprendeu que:
•	 Existem	diferentes	sistemas	de	abastecimento	e	distribuição:	indireto,	direto	e	
misto.
•	 É	necessário	definir	o	consumo	total	diário	de	uma	construção	para	o	projeto	
de	 instalação	de	 água	 fria,	 proporcionando	 conforto	 e	 economia	 ao	usuário	
final.
•	 Um	alimentador	residencial/predial	de	uma	construção	deve	ser	dimensionado	
e	especificado	em	projeto.
RESUMO DO TÓPICO 1
17
1		Sobre	os	elementos	básicos	de	uma	 instalação	de	água	 fria,	classifique	V	
para	as	sentenças	verdadeiras	e	F	para	as	falsas:
(			)	O	reservatório	residencial	armazena	água	com	o	intuito	de	regularizar	o	
fornecimento	de	água	diante	de	uma	possível	paralisação	do	fornecimento	
público.
(	 	 	)	O	sistema	conhecido	como	“ladrão”	é	composto	por	uma	tubulação	de	
saída	na	parte	inferior	do	reservatório.
(			)	Registros	são	acessórios	importantes	para	que	se	possa	realizar	o	controle	
das	instalações	prediais	de	água	fria.
(			)	O	hidrômetro	deve	estar	em	um	local	inacessível	a	terceiros.
Assinale	a	alternativa	que	apresenta	a	sequência	CORRETA:
a)	(			)	V	–	F	–	V	–	F.
b)	(			)	F	–	F	–	V	–	V.
c)	(			)	V	–	V	–	V	–	F.
d)	(			)	F	–	F	–	F	–	V.
2		Considere	um	edifício	comercial	com	3000	m²	de	área	privativa.	Determine	
o	consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção	para	fins	de	projeto,	o	
número	mínimo	de	vasos	sanitários	e	o	diâmetro	mínimo	do	alimentador	
predial.	Além	disso,	determine:
a)	Consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção	para	fins	de	projeto.
b)	O	número	mínimo	de	vasos	sanitários	necessários.
c)	O	diâmetro	do	alimentador	predial.
AUTOATIVIDADE
18
19
TÓPICO 2 — 
UNIDADE 1
RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO: 
DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES
1 INTRODUÇÃO 
No	 tópico	 anterior,	 observamos	 que	 sistemas	 de	 distribuição	 indireta	
fazem	uso	de	reservatórios	com	ou	sem	bombeamento.	Estudamos	também	que	
a	função	dos	reservatórios	é	garantir	regularidade	no	fornecimento	de	água	sem	
prejuízo	a	sua	potabilidade	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).
 
Agora	estamos	preparados	para	estudar	aspectos	práticos	dos	reservatórios 
e de sistemas de bombeamento.	Estará	incluso	no	nosso	estudo,	o	dimensionamento	
de	 tubulações	 intermediárias,	 conhecidas	 como	 tubulações de recalque e sucção.	
Elas	farão	o	papel	de	conectar	o	sistema	de	bombeamento	ao	reservatório.
 
Os	reservatórios	de	água	fria	podem	ser	classificados	em	duas	categorias:	
superior	 e	 inferior.	 Em	 geral,	 pequenas	 residências	 possuem	 apenas	 um	
reservatório	na	parte	superior	da	construção.	Já	em	edificações	multifamiliares	de	
médio	e	grande	porte	é	comum	o	emprego	de	reservatório	nas	duas	localizações.
Independentemente	de	 sua	posição	na	 construção,	 a	NBR	5626	 ressalta	
que	 o	 volume	 de	 reservação	 no	 sistema	 de	 instalação	 de	 água	 fria	 deve	 ser	
estabelecido:	 “[...]	 levando-se	 em	 consideração	o	padrão de consumo de água 
no	 edifício	 e,	 onde	 for	 possível	 obter	 informações,	 a	 frequência	 e	 duração	 de	
interrupções	do	abastecimento”	(ABNT,	1998,	p.	10,	grifo	do	autor).
A	 locação	 do	 reservatório	 também	 é	 muito	 importante.	 O	 local	 deve	
permitir	sua	inspeção	e	limpeza.	Evita-se	apoiá-lo	em	superfícies	potencialmente	
contaminadoras	 como	o	 solo	ou	perto	de	 tubulações	de	esgotamento	 sanitário	
(ABNT,	1998).		Por	isso,	a	sua	instalação	deve	ser	concebida	sempre	de	maneira	
integrada	com	o	projeto	arquitetônico,	estrutural	etc.	Deve-se	prever	o	local	exato	
do	reservatório,	bem	como	suas	dimensões	geométricas,	seu	material	constituinte	
e	seu	volume	máximo	de	armazenamento.	Carvalho	Júnior	(2014,	p.	39)	sugere	
também	que:	
Reservatórios	de	maior	capacidade	devem	ser	divididos	em	dois	ou	
mais	 compartimentos	 (interligados	 por	meio	 de	 um	 barrilete),	 para	
permitir	operações	de	manutenção	sem	interrupção	na	distri	buição	de	
água.	O	arquiteto	[e	o	engenheiro]	deve	também	verificar	a	necessidade	
ou	não	da	reserva	de	incêndio,	que	deverá	ser	acrescida	à	capacidade	
destinada	ao	consumo	quando	colocada	no	reservatório	superior	ou	
em	um	reservatório	independente.	
20
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
Além	do	dimensionamento	e	da	localização	dos	reservatórios,	o	projetista	
deve	prever	uma	altura	adequada	para	o	barrilete,	com	facilidade	de	acesso	para	
a	realização	da	manutenção	do	sistema	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	
Você sabe o que é barrilete? Segundo a NBR 5626 (ABNT, 1998), o barrilete no 
sistema de distribuição indireto é uma tubulação de saída do reservatório em que derivam 
as demais tubulações de distribuição de água na residência. Já no sistema direto, sem 
reservatório, ele faz também o papel de alimentador.
NOTA
No	seu	livro	Instalações Hidráulicas,	Carvalho	Júnior	(2014,	p.	47)	aponta	
também	questões	práticas	importantes	sobre	os	reservatórios:
Os	 reservatórios	domiciliares	devem:	 ser	providos	obrigato	riamente	
de	 tampa	 que	 impeça	 a	 entrada	 de	 animais	 e	 corpos	 estranhos;	
preservar	 os	 padrões	 de	 higiene	 e	 segurançaditados	 pelas	 normas;	
ter	 especificação	 para	 recebimento	 relativa	 a	 cada	 tipo	 de	material,	
inclusive	 métodos	 de	 ensaio.	 Na	 instalação,	 de	vem	 ser	 tomados	
alguns	cuidados	especiais.	A	caixa	d’água	deve	ser	instalada	em	local	
ventilado	e	de	fácil	acesso	para	inspeção	e	limpeza.	Recomenda-se	um	
espaço	mínimo	em	torno	da	caixa	de	60	cm,	podendo	chegar	a	45	cm	
para	caixas	de	até	1000	litros.	O	reservatório	deve	ser	instalado	sobre	
uma	 base	 estável,	 capaz	 de	 resistir	 aos	 esforços	 sobre	 ela	 atuantes.	
A	 base,	 preferencialmente	 de	 concreto,	 deve	 ter	 a	 superfície	 plana,	
rígida	e	nivelada	sem	a	presença	de	pedriscos	pontiagudos	capazes	de	
danificar	a	caixa;	a	furação	também	é	importante:	além	de	ferramentas	
apropriadas,	 o	 instalador	 deve	 verificar	 os	 locais	 indicados	 pelo	
fabricante	antes	de	começar	o	procedimento.
Na	Figura	3,	observamos	o	perfil	de	um	típico	reservatório	de	concreto	
divido	em	dois	compartimentos.	Tubos	de	ventilação	e	tampas	são	observados	
na	 parte	 superior.	 Perceba	 a	 presença	 de	 registros	 de	 gaveta	 (RG)	 nos	 vários	
barriletes.	Eles	garantirão	o	controle	do	fornecimento	de	água	fria	na	edificação.	
Observe	também	a	tomada	de	água	mais	alta	para	o	consumo.	Essa	configuração	
garante	 que	 a	 reserva	 (técnica)	 de	 incêndio	 seja	 preservada	 para	 casos	 de	
emergência	(Figura	3).
TÓPICO 2 — RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO: DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES
21
FIGURA 3 – PERFIL TÍPICO DE RESERVATÓRIO DE CONCRETO MOLDADO IN LOCO COM 
DOIS COMPARTIMENTOS E RESERVA TÉCNICA DE INCÊNDIO
FONTE: Carvalho Júnior (2014, p. 45)
2 DIMENSIONAMENTO DE RESERVATÓRIO
Qual	 será	 o	 tamanho	 adequado	 para	 o	 reservatório	 da	 construção?	
Segundo	Tachini	 (2015),	é	recomendável	que	o	volume	total	de	reservação	não	
seja	inferior	ao	consumo	diário	estimado	e	previsto	em	projeto,	desconsiderando	
a	reserva	técnica	de	incêndio.	Assim,	espera-se	que	qualquer	reservatório	esteja	
preparado	para	suprir	um	desabastecimento	com	pelo	menos	24	horas	de	duração	
(ABNT,	1998).	
Em	geral,	podemos	admitir	uma	reservação	equivalente	entre	uma	ou	três	
vezes	o	consumo	diário	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).	Por	meio	da	equação	(V),	
portanto,	a	capacidade	total	de	reservação	pode	ser	definida	como:
Em	que:
CR	=	capacidade	mínima	total	do	reservatório	da	construção,	sempre	≥	500	litros	
(litros);
N	=	número	de	dias	em	um	hipotético	cenário	de	desabastecimento	(entre	1	e	3	
dias);
Cd	=	consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção	para	fins	de	projeto	(litros/
dia);
RTI	=	reserva	técnica	de	incêndio,	quando	aplicável	(litros).
 
22
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
Para	 residência	 de	 pequeno	 porte,	 a	NBR	 5626	 recomenda	 uma	 reserva	
mínima	de	500	litros	de	água	fria	(ABNT,	1998).	Quanto	à	tipologia,	você	poderá	
encontrar	no	mercado	reservatórios	de	poliéster	reforçado	com	fibra	de	vidro	ou	de	
fibrocimento.	Existe	também	a	possibilidade	de	fabricá-lo	na	própria	obra,	in	loco.
Os	reservatórios	moldados	in	loco	podem	ser	construídos	de	alvenaria	ou	
concreto	armado.	São	empregados	geralmente	quando	se	necessita	armazenar	um	
grande	volume	de	água	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014)	ou	quando	há	dificuldades	
de	 transporte	 de	 um	 reservatório	 pré-fabricado	 para	 o	 topo	 da	 edificação.	A	
execução	do	concreto	moldado	in	loco	deve	atender	aos	procedimentos	e	requisitos	
da	NBR	6118	–	Projeto	de	Estruturas	de	Concreto,	considerando,	evidentemente,	
um	adequado	e	detalhado	projeto	de	impermeabilização	(NBR	9575).
Anteriormente,	comentamos	da	possiblidade	de	um	reservatório	na	parte	
inferior	 e	 superior	 da	 edificação,	 não	 é	 verdade?	A	 seguir,	 veremos	 algumas	
considerações	práticas	sobre	as	suas	características	e	formas	de	dimensionamento.
2.1 RESERVATÓRIO INFERIOR
	 O	uso	do	reservatório	inferior	é	muito	útil	quando	se	trabalha	com	
edificação	de	médio	e	grande	porte.	Por	meio	da	divisão	do	volume	armazenado,	
reduzimos	 a	 sobrecarga	 sobre	 a	 estrutura	 da	 edificação.	 Por	 outro	 lado,	 será	
necessário	bombear	a	água	fria	para	o	reservatório	superior.	
 
Algumas	recomendações	de	projeto	e	instalação	são	essenciais	na	hora	de	
construir	um	reservatório	inferior	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014;	TACHINI,	2015;	
ABNT,	1998):	
•	 O	 reservatório	 deve	 ser	 instalado	 em	 local	 de	 fácil	 acesso,	 bem	 ventilado	 e	
limpo	(livre	de	possíveis	contaminações).
•	 Sua	 instalação	 deve	 ser	 afastada	 de	 tubulações	 de	 esgoto	 para	 prevenir	
contaminação	por	vazamentos.
•	 As	tampas	devem	ser	elevadas	pelo	menos	10	cm	em	relação	ao	piso	acabado	
para	evitar	a	drenagem	de	contaminantes.
•	 Material	deve	haver	proteção	anticorrosão.
•	 No	 projeto	 deve	 haver	 um	 espaço	 físico	 para	 localização	 do	 sistema	 de	
bombeamento	 (elevatório),	 proporcionando	 espaço	 para	 instalação	 de	 dois	
conjuntos	motobomba	 –	 caso	um	deles	 esteja	passando	por	manutenção	 ou	
venha	a	falhar.
Recomenda-se	que	o	volume	de	um	reservatório	inferior	seja	igual	a	60%	
da	reserva	total	–	sem	considerar	a	reserva	técnica	de	incêndio,	pois	esta	estará	
localizada	no	reservatório	superior.	Portanto,	a	fórmula	adotada	para	cálculo	do	
reservatório	inferior	é	igual	a:
TÓPICO 2 — RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO: DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES
23
Em	que:
RI =	volume	do	reservatório	inferior	(litros);
CR	=	capacidade	mínima	total	do	reservatório	da	construção	(litros);
RTI	=	reserva	técnica	de	incêndio,	quando	aplicável	(litros).
2.2 RESERVATÓRIO SUPERIOR
O	dimensionamento	do	 reservatório	 superior	 também	 leva	 em	 conta	 o	
consumo	 diário.	 Adota-se	 o	 valor	 complementar	 ao	 volume	 do	 reservatório	
inferior,	ou	seja,	40%	da	capacidade	mínima	total	acrescida	do	volume	de	RTI	
(TACHINI,	2015).	O	volume	total	é	expressado	pela	equação	VII:	
Em	que:
RS	=	volume	do	reservatório	superior	(litros);
CR	=	capacidade	mínima	total	do	reservatório	da	construção	(litros);
RS	=	volume	do	reservatório	inferior	(litros).
Especialistas apontam que a reserva técnica de incêndio costuma variar entre 
5000 e 8000 litros (TACHINI, 2015), contudo, nada dispensa a necessidade e obrigatoriedade 
de considerar os procedimentos e critérios da NBR 13714/2000 – Instalação Hidráulica 
contra Incêndio.
NOTA
Ainda	seria	possível	destacar	alguns	pontos	importantes	e	práticos	que	lhe	
ajudarão	a	elaborar	um	projeto	econômico,	 integrado	e,	 tecnicamente,	eficiente	
para	o	reservatório	superior	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014):
•	 Poderá	 ser	 alimentado	 diretamente	 pelo	 alimentador	 residencial/predial	 ou	
pela	tubulação	de	recalque.
•	 Em	 geral,	 o	 projeto	 deve	 localizá-lo	 mais	 próximo	 possível	 dos	 pontos	 de	
consumo.	Desta	maneira,	a	instalação	de	água	fria	tende	a	ser	mais	econômica	
e	mais	eficiente	do	ponto	de	vista	energético	(veremos	mais	à	frente	a	questão	
da	“perda	de	carga”).
•	 Projetistas	 costumam	 posicionar	 o	 reservatório	 superior	 sobre	 escadas	 de	
emergência	devido	à	presença	de	vãos	relativamente	menores,	isto	é,	onde	há	
maior	proximidade	entre	pilares.
24
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
•	 É	importante	prever	a	facilidade	de	acesso	ao	reservatório	superior,	com	escadas	
e	portas	independentes.	Recomenda-se	a	colocação	de	avisos	que	indiquem	a	
proibição	da	obstrução	do	acesso.
•	 O	 acesso	 ao	 interior	 de	 reservatórios	 superiores	 moldados	 in loco	 deve	 ser	
garantido	 por	meio	 de	 uma	 abertura	mínima	 de	 60x60	 cm	para	 inspeção	 e	
limpeza.	
Cuidados devem ser tomados durante a limpeza para que o sistema de 
impermeabilização não seja danificado.
ATENCAO
2.3 ELEMENTOS COMPLEMENTARES
Tão	 importante	 quanto	 o	 conhecimento	 do	 reservatório,	 é	 também	 o	
conhecimento	dos	seus	elementos	complementares.	Para	que	a	reservação	cumpra	
seu	propósito	na	 instalação	hidráulica,	 é	necessário	que	estes	elementos	 sejam	
conhecidos	 e	 instalados	 de	maneira	 correta.	 Na	 Figura	 4,	 observamos	 alguns	
deles	 conectados	 ao	 sistema	de	 reservação	de	 água	 fria.	Por	meiodo	 seu	uso,	
evita-se	a	interrupção,	o	vazamento,	a	sobrepressão	e	a	contaminação	da	água.
FIGURA 4 – ELEMENTOS COMPLEMENTARES EM UM RESERVATÓRIO DE ÁGUA FRIA PADRÃO – 
POLIMÉRICO
FONTE: SABESP (2016, p. 1)
A	seguir,	listam-se	os	elementos	complementares	enumerados	na	Figura	
4	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014;	CREDER,	2006):
TÓPICO 2 — RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO: DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES
25
1)	Tubo	de	entrada:	local	de	alimentação	do	reservatório,	onde	ocorrerá	a	entrada	
de	água	proveniente	do	sistema	público/privado	de	abastecimento.
2)	Registro	 de	 entrada:	 por	 meio	 deste	 equipamento	 a	 entrada	 de	 água	 no	
reservatório	pode	ser	controlada	para	fins	de	inspeção,	limpeza	e	manutenção.
3)	Adaptador	(ou	flange)	de	entrada:	conecta	o	tubo	de	entrada	com	o	reservatório.
4)	Torneira	 de	 boia:	 como	 já	 vimos	 nesse	 tópico,	 esse	 elemento	 serve	 para	
interromper	a	entrada	de	água	quando	o	nível	operacional	máximo	é	alcançado,	
evitando	o	transbordamento	do	reservatório.
5)	Adaptador	(flange)	de	extravasor:	conecta	o	reservatório	com	o	tubo	extravasor.
6)	Extravasor:	 também	conhecido	como	“ladrão”.	É	uma	tubulação	que	evita	o	
transbordamento	do	reservatório	e	em	geral	é	duas	vezes	maior	que	o	diâmetro	
da	 tubulação	 de	 entrada.	 Perceba	 que	 em	 algumas	 pias	 de	 cozinha	 ou	 de	
banheiro	há	um	pequeno	“furo”	no	canto	superior	que	possui	a	mesma	função,	
evitar	que	o	nível	máximo	de	água	seja	superado.
7)	Joelho	90o:	direciona	o	tubo	extravasor	à	saída	(aparelho	de	ligação).
8)	Tê	90o:	direciona	o	tubo	extravaso	e	o	conecta	a	saída	do	sistema	(aparelho	de	
ligação).
9)	Tubulação	de	limpeza:	destinada	ao	esvaziamento	do	reservatório	para	permitir	
a	 sua	manutenção	e	 limpeza.	Dúvida	em	relação	ao	diâmetro	a	ser	adotado	
aqui?	Escolha	o	diâmetro	imediatamente	superior	ao	diâmetro	da	tubulação	de	
entrada.
10)	Registro	de	limpeza:	controla	a	saída	pela	tubulação	de	limpeza,	portanto,	em	
situações	normais	de	uso	ele	sempre	se	encontrará	fechado.
11)	Adaptador	 (flange)	de	 limpeza:	 conecta	o	 reservatório	 com	a	 tubulação	de	
limpeza.
12)	Adaptador	(flange)	de	saída:	conecta	o	reservatório	com	a	tubulação	de	saída.	
Recomenda-se	que	esteja	pelo	menos	a	10	cm	de	altura	da	base	do	reservatório.
13)	Registro	de	saída:	controla	a	saída	para	o	ramal	de	distribuição.
14)	Tubulação	de	saída:	também	conhecida	como	barrilete.	Fará	a	distribuição	da	
água	às	colunas	e	aos	ramais	de	consumo.	
3 DIÂMETRO DAS TUBULAÇÕES DE RECALQUE E DE 
SUCÇÃO
Na	Figura	5,	observa-se	uma	típica	disposição	das	tubulações	de	recalque	
e	sucção.	Observe	que	a	tubulação	de	recalque	se	localiza	imediatamente	após	ao	
conjunto	motobomba	e	é	responsável	pelo	transporte	da	água	fria	até	o	reservatório	
superior	(TACHINI,	2015).	Já	a	tubulação	de	sucção	liga	o	reservatório	inferior	ao	
conjunto	motobomba,	fazendo	a	“aspiração”	da	água	(Figura	5).
26
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
FIGURA 5 – ESQUEMA DE INSTALAÇÃO DA BOMBA E TUBULAÇÕES DE RECALQUE E SUCÇÃO
FONTE: O autor
De	 acordo	 com	Macintyre	 (1996),	 para	 evitar	 o	 golpe de aríete,	 deve-
se	prever	velocidades	menores	que	3,0	m/s	nas	 tubulações	e	adotar	dimensões	
diferentes	de	tubulação	de	sução	e	recalque	(MACINTYRE,	1996).	Na	Figura	6,	é	
possível	observar	o	trecho	de	redução	concêntrica	que	ameniza	os	efeitos	nocivos	
do	golpe	de	aríete.	
FIGURA 6 – REDUÇÃO CONCÊNTRICA DA TUBULAÇÃO DE RECALQUE ACOPLADA À BOMBA 
HIDRÁULICA
FONTE: Adaptada de Bombas Hidráulicas (2016)
TÓPICO 2 — RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO: DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES
27
Já ouviu falar em golpe de aríete? Este fenômeno hidráulico acontece 
quando há um fechamento brusco do fluxo de água na instalação. Devido ao impacto 
do fechamento, a onda de energia transmitida pela água pode danificar seriamente a 
tubulação e o sistema de bombeamento da edificação.
NOTA
O	diâmetro	da	tubulação	de	recalque	pode	ser	calculado	pela	fórmula	de	
Forchheimer,	método	de	cálculo	sugerido	por	Macintyre	(1996)	(equação	VIII).
Em	que:
Drecalque	=	diâmetro	da	tubulação	de	recalque	(m);	
Cd	=	consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção	para	fins	de	projeto	(litros/
dia);
k	=	fator	de	conversão	de	unidades,	igual	a	3.600.000;
P	=	número	de	períodos	diários	de	funcionamento	da	bomba;	
h	 =	 tempo	 previsto	 de	 funcionamento	 da	 bomba	 para	 cada	 período	 (horas/
período).
 
Na	Tabela	4,	podemos	observar	recomendações	em	relação	ao	número	de	
períodos	e	ao	tempo	diário	de	funcionamento	previsto	para	a	bomba	(TACHINI,	
2015).	 Os	 dados	 contemplam	 construções	 de	 uso	 residencial,	 comercial	 e	
industrial.	A	quantidade	de	vezes	em	que	a	bomba	funciona	por	dia	é	definido	
como	período	–	P.	O	 tempo	 total	diário	de	 funcionamento	pode	 ser	deduzido	
pela	multiplicação	entre	o	número	de	períodos	e	o	tempo	parcial	(Tabela	4).	Não 
é recomendável usar um tempo total diário maior que 6,66 horas	(ABNT,	1998).
28
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
Tipo de uso da 
construção
P – nº de períodos 
de funcionamento 
(diário)
x
h – Tempo 
parcial
(horas/período)
=
Tempo 
total
(horas)
Residências	e	
hotéis 3 1,5 4,5
Comercial 2 2,0 4,0
Indústria 2 2,0 4,0
TABELA 4 – PERÍODO E TEMPO DE FUNCIONAMENTO RECOMENDADO PARA BOMBAS CEN-
TRÍFUGAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
FONTE: Adaptada de Macintyre (1996, p. 46)
Definido	e	especificado	o	diâmetro	da	tubulação	de	recalque,	considere-
se	o	diâmetro	da	tubulação	de	sucção	(Dsucção)	como	igual	ao	diâmetro	comercial	
disponível	 imediatamente	 superior	 ao	 de	 recalque	 –	 portanto,	 Dsucção	> Drecalque.	
Logo,	se	aplicarmos	a	equação	(VII)	e	hipoteticamente	encontrarmos	um	diâmetro	
da	 tubulação	de	recalque	 (Drecalque)	 igual	a	25	mm,	o	diâmetro	da	 tubulação	de	
sucção	(Dsucção)	será	de	32	mm.
4 CONJUNTO MOTOBOMBA
Creder	 (2006)	descreve	a	bomba	hidráulica	utilizada	nas	 instalações	de	
água	fria	como	uma	máquina	movida	a	energia	elétrica	(ou	a	combustão)	destinada	
a	elevar	a	água	para	o	reservatório	superior	da	edificação.	Recomenda-se	que	o	
projeto	de	edificações	contemple	o	uso	de	pelo	menos	dois	conjuntos	motobomba	
(duas	bombas),	de	modo	que	um	sistema	permaneça	na	“reserva”,	suprindo	a	
edificação	em	eventuais	falhas	da	bomba	“principal”	(TACHINI,	2015).		
Carvalho	Júnior	 (2014)	aponta	dois	 tipos	de	disposição	para	as	bombas	
nas	edificações	(Figura	7):	
1)	Posição	inferior	ou	“afogada”,	abaixo	do	nível	d’água	(N.A.)	do	reservatório	
inferior.	Recomendado	nos	casos	em	que	é	reduzido	o	espaço	disponível	para	o	
conjunto	motobomba.	É	a	disposição	menos	propícia	ao	fenômeno	da	cavitação.	
Uma	maior	proteção	do	sistema	também	é	alcançada.
TÓPICO 2 — RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO: DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES
29
A cavitação é um fenômeno físico originado por uma forte redução da pressão 
da água durante o bombeamento. O fenômeno provoca a implosão de bolhas, que danifica 
os componentes da bomba e provoca um elevado ruído (CARVALHO JÚNIOR, 2014). 
Cuidado: é necessário considerar este fenômeno para especificar o conjunto motobomba, 
contudo, neste livro, focaremos nossa atenção à determinação da potência (equação VIII).
NOTA
2)	Posição	superior,	acima	do	N.A.	do	reservatório	inferior.	É	o	tipo	de	disposição	
mais	comum.	Proporciona	melhores	condições	de	acesso	e	manutenção.	Contudo,	
por	estar	acima	do	N.A.,	mais	energia	é	gasta	para	a	sucção	e	elevação	da	água	
ao	reservatório.	
FIGURA 7 – RESERVATÓRIO INFERIOR COM: (1) BOMBA “AFOGADA” E (2) BOMBA NÃO “AFOGADA”
FONTE: Adaptada de Carvalho Júnior (2014, p. 41)
As	 classificações	 de	 bombas	 hidráulicas	 variam	 conforme	 modelo	 e	
funcionamento,	existindo	basicamente	três	tipos	(CREDER,	2006):
•	 Volumétricas:	podem	ser	de	êmbolo	(ou	pistão)	ou	rotativas	(de	engrenagem	
ou	palhetas).
•	 De	escoamento:	centrífugas	ou	axiais.
•	 Diversas:	subdivididas	em	injetora,	a	ar	comprimido	ou	carneiro	hidráulico.
Normalmente	 os	 edifícios	 são	 equipados	 com	 bombas	 centrífugas	
acionadaspor	 motores	 elétricos	 (CREDER,	 2006).	 O	 seu	 dimensionamento	
consiste	 em	definir	 sua	potência	 (CV)	 que	 será	 função	da	 altura	manométrica	
(Hman),	da	vazão	(Q)	e	do	rendimento	do	conjunto	motobomba	(η)	–	equação	IX.
30
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
Em	que:
P	=	potência	do	motor	da	bomba	(CV);
γ	=	peso	específico	da	água	(1000	kgf/m3	a	20	ºC);
Cd	=	consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção	para	fins	de	projeto	(litros/
dia);
k	=	fator	de	conversão	de	unidades,	igual	a	3.600.000;
P	=	número	de	períodos	diários	de	funcionamento	da	bomba;	
h	 =	 tempo	 previsto	 de	 funcionamento	 da	 bomba	 para	 cada	 período	 (horas/
período);
η	=	rendimento	do	conjunto	motobomba;	
Hman	=	altura	manométrica	(m).
O	 rendimento	 do	 motor	 (η)	 varia	 conforme	 o	 tipo	 e	 o	 fabricante	 do	
equipamento	(MACINTYRE,	1996).	Em	geral,	encontra-se	valores	na	faixa	de	40%	
a	60%	para	bombas	com	até	2	CV,	70%	a	75%	para	bombas	de	2	a	5	CV,	e	80%	para	
bombas	com	mais	de	5	CV	de	potência	(BOHN,	2006).
A	altura	manométrica	(Hman)	é	expressa	pela	equação	X.	Observe	que	ela	
pode	 ser	 definida	 como	 a	 diferença	 entre	 o	 desnível	 geométrico	 (Hr	 ±	Hs)	 e	 a	
somatória	dos	comprimentos	equivalentes	de	perda	de	carga	(“perda	de	energia”)	
ocorrida	nos	trechos	de	sucção	e	recalque	da	instalação.	
Sendo:
Hr	=	altura	de	recalque	(m);	
Hs	=	altura	de	sucção	(m)	(negativa	se	a	bomba	está	abaixo	do	N.A.,	positiva	se	
está	acima	da	N.A.);
∑Δ	hs	=	somatória	da	perda	de	carga	no	trecho	de	sucção	(m);
∑Δhr	=	somatória	da	perda	de	carga	no	trecho	de	recalque	(m).
Perda de carga: fique atento porque este é um conceito muito importante! 
Trataremos aqui como sinônimo de perda de pressão devido ao atrito, às turbulências e 
desvios que a água atravessa no interior da instalação (VIANA, 2019).
NOTA
TÓPICO 2 — RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO: DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES
31
Na	Figura	8,	podemos	compreender	melhor	o	significado	da	equação	X.	
Nela,	apresenta-se	um	sistema	de	conjunto	motobomba	básico	–	bomba,	acessórios	
e	toda	a	instalação	de	recalque	e	sucção.		As	alturas	de	sucção	e	recalque	estão	
destacadas	a	direita	da	imagem.
FIGURA 8 – ESQUEMA DE CONJUNTO MOTOBOMBA DISPOSTO ACIMA DO NÍVEL D’ÁGUA 
(N.A.) – NÃO AFOGADO
FONTE: Adaptada de Bombas Hidráulicas (2016)
Observe	que	no	trecho	de	sucção	há:	válvula	de	pé	com	crivo		curva	de	
90º  e	a	própria	 tubulação	com	comprimento	 linear	variável;	e	na	 instalação	de	
recalque:	redução	concêntrica  válvula	de	retenção		registro	de	gaveta  joelho	de	
90º  tubulação	com	comprimento	linear	variável	 e	a	saída	da	canalização.	Todos	
esses	itens	devem	ser	levantados	para	que	se	quantifique	a	perda	de	carga	total.
Em	seguida,	a	equação	XI	nos	permite	determinar	a	perda	de	carga	total	
para	o	trecho	de	recalque	ou	sucção:
32
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
Em	que:
∑Δh	=	perda	de	carga	na	tubulação	de	recalque	ou	sucção	(m);	
Lr =	comprimento	real	da	tubulação	de	recalque	ou	sucção	(m);
Lperdas		=	comprimento	equivalente	de	perdas	(ver	Tabela	5)(m);
J	=	perda	de	carga	unitária	(m/m).
O	comprimente	equivalente	das	perdas	de	carga	na	tubulação	de	recalque	
ou	 de	 sucção	 (Lperdas)	 é	 determinado	 por	 meio	 do	 levantamento	 de	 todos	 os	
componentes	do	trecho	(Tabela	5).	Observe	na	tabela	a	seguir	que	seu	valor	(em	
metros)	também	depende	do	diâmetro	da	tubulação.
TABELA 5 – EQUIVALÊNCIA EM METROS DE PERDA DE CARGA PARA CADA CONEXÃO DE 
TUBULAÇÕES EM PVC E METAL
TÓPICO 2 — RESERVATÓRIOS E SISTEMAS DE BOMBEAMENTO: DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÕES
33
Observações:
a – Os	valores	acima	estão	de	acordo	a	NBR	5626/98	e	Tabela	de	Perda	de	Targa	
da	Tigre	para	PVC	rígido	e	cobre,	e	NBR	92/80	e	Tabela	de	Perda	de	Carga	Tupy	
para	ferro	fundido	galvanizado,	bronze	ou	latão.
b – (*) Os	 diâmetros	 indicados	 referem-se	 à	 menor	 bitola	 de	 reduções	
concêntricas,	com	fluxo	da	maior	para	a	menor	bitola,	sendo	a	bitola	maior	uma	
medida	acima	da	menor.	Ex.:	1	¼”	x	1"	–	1	½”	x	1	¼”
c –	Diâmetro	nominal	em	pol	e	sua	aproximada	equivalência	em	mm:	3/4”	=	25	
mm;	1”	=	32	mm;	1	¼”	=	40	mm;	1	½”	=	50	mm;	2”	=	60	mm;	2	½”	=	75	mm;	3”	=	
85	mm;	4”	=	110	mm;	5”	=	125	mm.			
FONTE: Adaptada de Schneider Motobombas (2006, p. 35)
Para	o	cálculo	da	perda	de	carga	unitária	 (J)	utilizaremos	a	 fórmula	de	
Hazen-Willians	(TACHINI,	2015),	dada	pela	equação	XII:
Em	que:
J	=	perda	de	carga	unitária	(m/m);
Q	=	vazão	resultante	da	razão	entre	consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção	
para	fins	de	projeto	 (Cd)	 e	 o	 tempo	 total	 (horas)	 de	 funcionamento	da	 bomba	
(m3/s);
D	=	diâmetro	nominal	da	tubulação	de	recalque	ou	sucção	(m);
C	=	coeficiente	de	rugosidade	da	tubulação	(adimensional),	dependente	do	tipo	
de	material	da	tubulação	(Tabela	6).
Material Coeficiente de Rugosidade (C)
Aço	galvanizado 125
Aço	soldado 130
Cimento-amianto 130
Ferro	fundido	
revestido 125
Polietileno 120
PVC	ou	cobre 140
TABELA 6 – VALORES ADOTADOS PARA O COEFICIENTE DE RUGOSIDADE – C
FONTE: Adaptada de Aguiar (2011)
34
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
A perda de carga também será gerada devido à velocidade da água na 
tubulação (v²/2g), porém ela está sendo desprezada em nossos cálculos. Lembre-se 
também que: a perda de carga deve ser calculada tanto para tubulação de sucção quanto 
para a de recalque. Portando, deverão ser calculados L
v
 e J para os trechos de sucção e 
recalque (∑hs e ∑hc).
NOTA
CASOS PRÁTICOS – RESERVATÓRIOS DE ÁGUA FRIA
5 PRÁTICA – DIMENSIONAMENTO DE RESERVATÓRIO
A	partir	da	mesma	edificação	utilizada	nos	“CASOS	PRÁTICOS”	do	Tópico	1,	dimensione	
o	sistema	de	reservação	de	água	fria	da	edificação	nas	seguintes	condições:	
a)	reservação	 de	 água	 fria	 em	 um	 único	 compartimento	 superior,	 sem	
reserva	 técnica	 de	 incêndio	 e	 considerando	 a	 possibilidade	 de	 um	 dia	 de	
desabastecimento;	
b)	reservação	de	água	fria	em	dois	reservatórios,	superior	e	inferior,	sem	reserva	
técnica	de	incêndio.	
Objetivos:	com	esta	atividade	você	será	capaz	de	dimensionar	reservatórios	de	
água	fria	com	as	mais	diversas	configurações.
Conceitos:	capacidade	mínima	total	do	reservatório	da	construção.	Número	de	
dias	em	um	hipotético	cenário	de	desabastecimento.	Consumo	total	diário	de	água	
fria	na	construção	para	fins	de	projeto.	Volume	de	reservatório	único	(equação	V).	
Volume	de	reservatório	inferior	e	superior	(equações	VI	e	VII).
Descrição	dos	procedimentos:	 aplicar	 equações	V,	VI	 e	VII	 respectivamente	às	
condições	da	edificação	escolhida.
R.:	Considerando	o	mesmo	exemplo	do	Tópico	1:
a)	 CR	 =	 1	 dia.	 54	m³/dia	 =	 54	m³.	 	 Poderá	 ser	 especificada	 a	 necessidade	 de	 3	
reservatórios	 de	 20	m³,	 totalizando	 um	volume	de	 água	 reservada	 de	 60	m³.	
Importante	considerar	a	viabilidade	arquitetônica	e	estrutural	dessa	medida.
b)	RI	=	0,6.	54m³	=	32,4m³.	RS	=	54m³	-	32,4m³	=	21,6m³.	A	solução	adotada	poderá	
ser:	reservatório	inferior	=	35000	litros.	Reservatório	superior	=	25000	litros.
35
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
•	 Reservatórios	 superiores	e	 inferiores	de	água	 fria	devem	ser	dimensionados	
e	 especificados,	 bem	 como	 conhecidos	 seus	 elementos	 complementares	 de	
instalação.
•	 Tubulações	 de	 recalque	 e	 sucção	devem	 ser	 concebidas	 analiticamente	 e	 de	
modo	a	evitar	o	fenômeno	conhecido	como	golpe	de	aríete.
•	 Um	conjunto	motobomba	pode	ter	as	mais	variadas	disposições	construtivas,	e	
cabe	também	ao	projetista	dimensioná-lo.
36
1		O	reservatório	de	distribuição	de	água	potável	é	um	elemento	importante	
da	instalação	predial	de	água	fria.	A	estrutura	permite	a	regularização	da	
vazão	e	o	fornecimento	de	pressões	adequadas	para	a	rede.	Contudo,	o	seu	
uso	requer	cuidados	referentes	à	instalação,	manutenção	e	limpeza.	Com	
base	no	exposto,	 classifique	V	para	as	 sentenças	verdadeiras	e	F	para	as	
falsas:
(		)	É	recomendável	que	o	reservatório	superior	esteja	o	mais	próximo	possível	
dos	pontos	de	consumo.(		)	Durante	 a	 limpeza	 dos	 reservatórios	 moldados	 in	 loco,	 há	 o	 risco	
de	 danificação	 do	 sistema	 de	 impermeabilização,	 por	 isso,	 somente	
profissionais	habilitados	devem	realizar	este	serviço.	
(		)	A	torneira	de	boia	é	dispensável	em	um	reservatório	pequeno.
(		)	A	reserva	técnica	de	incêndio	deverá	ser	concebida	a	critério	somente	do/a	
projetista.
Assinale	a	alternativa	que	apresenta	a	sequência	CORRETA:
a)		(			)	V	–	V	–	F	–	F.
b)	(			)	F	–	V	–	F	–	F.
c)	(			)	F	–	F	–	V	–	F.
d)	(			)	V	–	F	–	F	–	V.
2		Determine	os	diâmetros	da	 tubulação	de	recalque	e	sucção,	bem	como	a	
potência	da	bomba	(CV)	para	uma	edificação	com	11	andares.	Os	dados	do	
problema	e	a	instalação	encontram-se	a	seguir
AUTOATIVIDADE
Total	de	dormitórios	na	edificação	 150
Consumo	unitário	diário	(per	capita) 200	litros
Altura	estática	da	sucção 200	cm
Comprimento	da	tubulação	de	sucção 300	cm
Altura	estática	de	recalque 40,0	m
Comprimento	da	tubulação	de	recalque 61,0	m
Toda	 a	 tubulação	 é	 de	 aço	 galvanizado,	 inclusive	 conexões.	 Sendo	 assim	
determine:
a)	os	diâmetros	de	sucção	e	recalque;	
b)	a	altura	manométrica	total	(Hman).	Sugestão	de	roteiro	de	cálculo:
-	Calcule	a	altura	de	sucção	e	recalque	(Hs	e	Hr).
-	Calcule	∑hs por	meio	do	 comprimento	 real	 e	 do	 comprimento	 virtual	 da	
tubulação	de	sucção.	Determine	nesta	condição	a	perda	de	carga	unitária	
(J).
37
-	Calcule	∑hr por	meio	 do	 comprimento	 real	 e	 do	 comprimento	 virtual	 da	
tubulação	de	recalque.	Determine	nesta	condição	a	perda	de	carga	unitária	
(J).
c)	a	potência	do	motor	para	acionar	a	bomba	em	CV	(equação	IX).
FONTE: Adaptada de Creder (2006, p. 53)
Peças do sistema de bombeamento (figura anterior)
38
39
TÓPICO 3 — 
UNIDADE 1
DIMENSIONAMENTO E ESPECIFICAÇÕES DE RAMAIS, 
COLUNAS E BARRILETES
1 INTRODUÇÃO
Caro	 acadêmico,	 até	 aqui	 abordamos	 aspectos	 práticos	 de	 projeto	 e	
dimensionamento	de	alimentadores,	reservatórios	e	sistemas	de	bombeamento.	
No	início	do	Tópico	1,	vimos	também	os	principais	elementos	de	uma	instalação	
de	água	fria	de	uso	doméstico.	Agora,	focaremos	nossa	atenção	nas	tubulações,	
que	farão	o	papel	de	distribuir	a	água	do	reservatório	para	os	aparelhos	sanitários	
da	construção,	assim,	classificados	em	três	tipos:
•	 barriletes;	
•	 colunas	(ou	prumadas);	
•	 ramais	e	sub-ramais.	
Na	 Figura	 9,	 é	 possível	 observar	 cada	 um	 destes	 elementos	 em	 uma	
instalação	de	água	fria.	Você	já	conferiu	nesta	unidade	que	o	barrilete	no	sistema	
de	distribuição	indireto	é	uma	tubulação	de	saída	do	reservatório	que	se	conecta	
às	 colunas	de	distribuição	 (tubulações	verticais).	Por	 sua	vez,	observe	que	das	
colunas	de	distribuição	se	derivam	os	ramais	e	sub-ramais	(ABNT,	1998).
40
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
FIGURA 9 – BARRILETE, COLUNAS, RAMAS E SUB-RAMAIS EM UMA INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA 
RESIDENCIAL
FONTE: Adaptada de Carvalho Júnior (2014, p. 70)
No	desenvolvimento	de	um	projeto,	você	terá	a	importante	tarefa	de	traçar	
essas	tubulações	na	construção.	Busque	sempre	manter	certa	proporcionalidade	
na	distribuição.	Leve	em	conta	um	desenho	econômico,	simples,	que	separe	as	
colunas	de	distribuição	conforme	a	natureza	da	sua	utilização.	
Lembre-se	 que	 um	 número	 de	 pontos	 de	 consumo	muito	 concentrado	
em	uma	coluna,	exigirá	um	maior	diâmetro	da	tubulação.	Separe,	por	exemplo,	
uma	coluna	ou	mais	colunas	para	alimentação	do	banheiro	e	outra	coluna	para	
a	 cozinha	 e	 área	 de	 serviço	 (CARVALHO	 JÚNIOR,	 2014).	 Uma	 tubulação	 de	
ventilação	(6),	com	saída	vedada	por	uma	tela,	evitará	a	retrossifonagem	da	água	
e	sua	possível	contaminação.
TÓPICO 3 — DIMENSIONAMENTO E ESPECIFICAÇÕES DE RAMAIS, COLUNAS E BARRILETES
41
As	 tubulações	 de	 distribuição	 atuam	 como	 condutos	 fechados,	
portanto,	 seu	 dimensionamento	 levará	 em	 conta	 princípios	 de	 hidráulica.	 Seu	
dimensionamento	dependerá	de	quatro	parâmetros:	vazão,	velocidade,	perda de 
carga e pressão	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	Em	seu	livro	de	Instalações	
Hidráulicas	Prediais,	Botelho	e	Ribeiro	Junior	(2014)	afirmam	que:
A	vazão	(Q)	é	um	dado	estabelecido,	a priori,	em	função	dos	consumos	
dos	 diversos	 pontos	 de	 utilização	 e	 a	 outra	 variável	 adotada	 é	 a	
velocidade,	fixada	no	valor	máximo	de	3,0	m/s,	visando	minorar	os	
ruídos	 nas	 tubulações	 e	 sobrepressões	 (golpes	 de	 aríete).	 A	 partir	
destes	 dois	 dados,	 por	 intermédio	 dos	 ábacos,	 obtêm-se	 os	 outros	
dois	 dados,	 a	perda de carga	 (h)	 e	 o	 respectivo	diâmetro	 (D)	mais	
adequados,	 ambos	 necessários	 para	 complementação	 do	 projeto	
(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014,	p.	62,	grifo	do	autor).
Já	vimos	anteriormente	que	a	NBR	5626	estabelece	a	velocidade	máxima	
de	 3,0	 m/s	 para	 a	 água	 nas	 tubulações	 (ABNT,	 1998).	 Na	 prática,	 estudos	
recomendam	que	a	velocidade	efetiva	esteja	na	faixa	de	0,6	a	1,0	m/s	(TACHINI,	
2015;	BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).		Ela	pode	ser	verificada	por	meio	
da	equação	XIII,	conhecida	também	como	a	equação	da	continuidade.
Em	que:
v	=	velocidade	da	água	na	tubulação	(m/s);
Q	=	vazão	da	tubulação	(m3/s);
A	=	 área	da	 seção	 interna	da	 tubulação,	 ou	 seja,	 valor	nominal	 (DN)	menos	o	
dobro	da	espessura	da	tubulação	(m2).
A	 perda	 de	 carga	 será	 um	 fator	 igualmente	 importante	 para	 o	
dimensionamento.	Lembra-se	que	ela	representa	o	quanto	de	pressão	é	“perdida”	
na	instalação?		Consideraremos	aqui	as	perdas	de	carga	distribuídas	e	localizadas.	
O	somatório	delas	nos	fornecerá	a	redução	de	pressão	do	sistema	de	distribuição	
(barriletes		colunas		ramais).	
Com	 relação	 aos	 diâmetros	 adotados/comerciais	 das	 tubulações	 de	
distribuição,	 recomenda-se	 evitar	 a	 redução	 do	 tamanho	 das	 tubulações	
no	 sentido	do	fluxo	de	 água	 (barrilete	 	 coluna		 ramais		 sub-ramais).	 Essa	
mudança	tornará	mais	custosa	e	complicada	a	instalação	(BOTELHO;	RIBEIRO	
JUNIOR,	2014).	
Veremos	que	a	pressão mínima e máxima	deverá	também	ser	verificada	
ao	longo	de	todo	o	sistema	de	distribuição,	trecho	a	trecho	(ABNT,	1998).	Segundo	
a	NBR	5626	(ABNT,	1998)	a	rede	de	distribuição	de	água	fria	deve	possuir,	em	
qualquer	um	de	seus	pontos,	pressão	dinâmica	mínima	de	5	kPa	(≈	0,5	mca)	e	
pressão	estática	máxima	de	400	kPa	(≈	40	mca).	
42
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
A pressão estática da água pode ser calculada pelo desnível geométrico entre 
dois pontos analisados na instalação de água fria. A pressão dinâmica da água levará em 
conta também a perda de carga que a água “sofre” em movimento.
NOTA
As	pressões	na	 tubulação	devem	obedecer	aos	 limites	normativos.	Este	
aspecto	 é	de	 suma	 importância	para	que	o	 sistema	atue	de	 forma	apropriada,	
sem	colocar	em	risco	o	desempenho	e	a	integridade	da	instalação	(ABNT,	1998).	
Segundo	Botelho	e	Ribeiro	Junior	(2014),	é	possível	adotar	uma	válvula	redutora	
de	pressão	(VRP)	se	as	pressões	excederem	a	máxima	prevista	pela	NBR	5626.	
Este	acessório	é	muito	comum	em	edificações	altas,	com	mais	de	35	metros	de	
altura	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).	
Veja mais detalhes práticos de instalação, dimensionamento, especificação e 
projeto das válvulas redutoras de pressão no link a seguir: https://thorusengenharia.com.br/
blog/valvula-redutora-de-pressao-o-que-e-como-funciona-aonde-usar-como-escolher-
como-dimensionar-exemplos/
DICAS
Veremos,	a	seguir,	aspectos	de	dimensionamento,	especificação	e	projeto	
de	 sub-ramais,	 ramais,	 colunas	 e	 barriletes.	 Você	 perceberá	 que	 a	 ordem	 de	
apresentação	está	 invertida	em	relação	ao	fluxo	de	água	na	 construção.	Este	 é	
um	processo	padrão,	normal	de	cálculo,	não	estranhe.		O	dimensionamento	das	
tubulações	de	distribuição	segue	uma	ordem	invertida	por	uma	questão	lógica.	
Iniciam-se	pelos	pontos	de	 consumo	para	que	ao	final	 se	 conheça	a	 condições	
global	no	barrilete	da	construção	(ponto	inicial,	saída	de	água	do	reservatório).	
2 SUB-RAMAIS E RAMAIS
Os	sub-ramais,	tubulações	ligadas	diretamente	com	as	peças	de	utilização,	
tratam-sede	elementos	dimensionados	empiricamente,	ou	seja,	sem	cálculo	ou	
equações	físicas.	A	partir	da	Tabela	7	podemos	adotar	seu	diâmetro	(BOTELHO;	
RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	Na	falta	de	alguma	orientação	específica,	Tachini	(2015)	
recomenda	adotar	um	diâmetro	de	25	mm	para	todos	os	sub-ramais	(3/4”).	
TÓPICO 3 — DIMENSIONAMENTO E ESPECIFICAÇÕES DE RAMAIS, COLUNAS E BARRILETES
43
Peças de utilização DiâmetroDN (mm) Ref. (pol.)
Aquecedor	de	alta	pressão 20 1/2
Aquecedor	de	baixa	pressão 25 3/4
Banheira 20 1/2
Bebedouro 20 1/2
Bidê 20 1/2
Caixa	de	descarga 20 1/2
Chuveiro 20 1/2
Filtro	de	pressão 20 1/2
Lavatório 20 1/2
Máquina	de	lavar	pratos	ou	roupas 25 3/4
Mictório	autoaspirante 32 1
Mictório	não	aspirante 20 1/2
Pia	de	cozinha 20 1/2
Tanque	de	despejo	ou	de	lavar	roupa 25 3/4
Válvula	de	descarga 40* 1	¼
* Quando a pressão estática de alimentação for inferior a 30kPa (3 m.c.a, recomenda-se instalar 
a válvula de descarga em sub-ramal com diâmetro nominal de 50 mm (1 1/2").
FONTE: Botelho e Ribeiro Junior (2014, p. 70)
TABELA 7 – DIÂMETROS MÍNIMOS DOS SUB-RAMAIS EM FUNÇÃO DO TIPO DE PEÇA ABASTECIDA
Por	outro	lado,	os ramais (e também as colunas e barriletes)	podem	ser	
dimensionados	conforme	duas	hipóteses	de	cálculo	(ABNT,	1998):	
•	 1ª	hipótese	–	Consumo	simultâneo	máximo	possível.	
•	 2ª	hipótese	–	Consumo	simultâneo	máximo	provável.
Para	a	primeira	hipótese	“admite-se	que	os	diversos	aparelhos	servidos	
pelo	ramal	sejam	utilizados	simultaneamente,	de	modo	que	a	descarga	[vazão]	
total	no	início	do	ramal	será	a	soma	das	descargas	em	cada	um	dos	[seus]	sub-
ramais”	(MACINTYRE,	1996,	p.	69).	Em	outras	palavras,	admite-se	que	todos	os	
aparelhos	serão	utilizados	simultaneamente.	Trata-se	de	uma	opção	de	cálculo	
simples,	 fácil,	 porém	 menos	 econômica.	 É	 indicada	 para	 grandes	 edificações	
e	 empreendimentos	 comerciais,	 cuja	 utilização	 simultânea	 é	 mais	 provável	
(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).
Considerando	 esta	 hipótese,	 podemos	 utilizar	 a	 Tabela	 8	 para	 o	
dimensionamento	 do	 ramal.	Nela,	 observa-se	 o	 diâmetro	 de	 uma	 tubulação	 e	
seu	“peso”	correspondente	(uma	espécie	de	“pontuação”).	Assim,	se	um	ramal	
possui	três	sub-ramais	de	20	mm	e	2	sub-ramais	de	25	mm,	podemos	inferir	que	
seu	“peso”	total	será	de	8,8	(3	x	1	+	2	x	2,9).	Logo,	por	meio	da	Tabela	8,	o	diâmetro	
mínimo	correspondente	ao	peso	de	8,8	será	o	diâmetro	imediatamente	superior	a	
esta	pontuação,	ou	seja,	igual	a	40	mm	(Tabela	8).
44
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
Diâmetro da tubulação Nº de tubos correspondentesmm pol
20 1/2 1,0
25 3/4 2,9
32 1 6,2
40 1	¼ 10,9
50 1	½ 17,4
60 2 37,8
75 2	½ 65,5
85 3 110,5
110 4 189,0
FONTE: Adaptada de Botelho e Ribeiro Junior (2014, p. 72)
TABELA 8 – DIÂMETROS E “PESOS” PARA DIMENSIONAMENTO DE RAMAIS
A	segunda	hipótese	(consumo	simultâneo	provável)	considera	um	cenário	
de	uso	baseado	em	experiências	práticas	e	em	parâmetros	normativos	(BOTELHO;	
RIBEIRO	JUNIOR,	2014;	ABNT,	1998).	Imagine	uma	casa	com	três	banheiros,	três	
chuveiros,	seis	torneiras,	uma	saída	para	máquina	de	lavar.	Podemos	intuir	que	
será	pouquíssimo	provável	o	uso	simultâneo	de	todos	os	aparelhos.	Motivo	pelo	
qual	esta	hipótese	poderá	oferecer	maior	eficiência	e	menor	custo	ao	projeto.
Confira uma dica importante da NBR 5626 sobre o método do consumo pro-
vável: 
Esse método é válido para instalações destinadas ao uso 
normal da água e dotadas de aparelhos sanitários e peças 
de utilização usuais; não se aplica quando o uso é intensivo 
(como é o caso de cinemas, escolas, quartéis, estádios e 
outros), onde torna-se necessário estabelecer, para cada caso 
particular, o padrão de uso e os valores máximos de demanda 
(ABNT, 1998, p. 28).
DICAS
Para	o	cálculo	do	diâmetro	do	ramal	faremos	inicialmente	o	uso	da	equação	
XIV.	Nela	é	possível	obter	a	vazão	total	do	ramal	(veremos	que	também	das	colunas	
e	barrilete),	variável	dependente	do	somatório	dos	“pesos”	(∑P)	correspondentes	
às	peças	de	utilização	alimentadas.	Na	Tabela	9	você	pode	conferir	os	“pesos”	(P)	
relativos	às	principais	peças	de	utilização	de	uso	doméstico	(ABNT,	1998).	
TÓPICO 3 — DIMENSIONAMENTO E ESPECIFICAÇÕES DE RAMAIS, COLUNAS E BARRILETES
45
Em	que:
Q	=	vazão	total	do	ramal	(l/s);	
ΣP	=	soma	dos	pesos	relativos	de	todas	as	peças	de	utilização	alimentadas	pelo	
ramal	dimensionado.
Calculada	 a	 vazão	 total	 do	 ramal	 (coluna	 ou	 barriletes),	 na	 sequência,	
podemos	recorrer	a	um	nomograma	de	vazões	e	“pesos”	(Figura	10)	para	encontrar	
o	diâmetro	final,	adotado	em	projeto.	Observa-se	que	o	nomograma	é	composto	
por	três	colunas,	cujo	lado	esquerdo	representa	o	valor	da	vazão	(equação	XIV)	
e	o	lado	direito	o	somatório	dos	“pesos”.	Podemos	escolher	um	dos	parâmetros	
para	encontrar	o	diâmetro	adotado	do	ramal,	da	coluna	ou	do	barrilete.
Aparelho Sanitário Peça de utilização Peso Relativo
Bacia	sanitária Caixa	acoplada 0,3Válvula	de	descarga 32
Banheira Misturador	(água	fria) 1
Bebedouro Registro	de	pressão 0,1
Bidê Misturador	(água	fria) 0,1
Chuveiro	ou	ducha Misturador	(água	fria) 0,4
Chuveiro	elétrico Registro	de	pressão 0,1
Lavadora	de	pratos	ou	
roupas Registro	de	pressão 1
Lavatório Torneira	ou	misturador	(água	fria) 0,3
Mictório	
cerâmico
com	sifão	
integrado Válvula	de	descarga 2,8
sem	sifão	
integrado
Caixa	de	descarga,	registro	de	
pressão	ou	válvula	de	descarga	para	
mictório
0,3
Mictório	tipo	calha Caixa	de	descarga	ou	registro	de	pressão 0,3
Pia Torneira	ou	misturador	(água	fria) 0,7Torneira	elétrica 0,1
Tanque Torneira 0,7
Torneira	de	jardim	ou	
lavagem	em	geral Torneira 0,4
FONTE: Adaptada de ABNT (1998)
TABELA 9 – “PESOS” PARA AS PRINCIPAIS PEÇAS DE UTILIZAÇÃO E APARELHOS SANITÁRIOS 
RESIDENCIAIS
Por	exemplo,	se	somatório	dos	pesos	de	determinado	ramal	for	igual	a	5,	a	
sua	vazão	de	projeto	será	de	0,67	L/s	(equação	XIV).	Veja	o	ponto	correspondente	
destacado	por	um	retângulo	no	nomograma.	Embora	o	ponto	se	situe	na	região	
46
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
de	diâmetro	igual	a	25	mm,	também	é	contemplada	uma	parte	tracejada	da	faixa	
de	32	mm.	Portanto,	neste	caso	hipotético,	define-se	o	diâmetro	do	ramal	como	
igual	a	32	mm.
3 COLUNAS DE DISTRIBUIÇÃO
Como	 você	 viu	 na	 introdução	 desse	 tópico,	 as	 colunas	 são	 tubulações	
verticais	que	se	conectam	e	abastecem	os	ramais.	Seu	dimensionamento	consiste	
em	aplicar	os	mesmos	procedimentos	adotados	para	o	cálculo	de	ramais	(equação	
XIV,	Tabela	9	e	Figura	10).	Leva-se	em	conta,	portanto,	o	somatório	de	pesos	de	
cada	peça	de	utilização	abastecida	pela	coluna.	
Coluna 1
Diâmetro 
(mm)
Coluna 2 Coluna 3
FONTE: Adaptada de Carvalho Júnior (2014, p. 69)
FIGURA 10 – NOMOGRAMA DE VAZÕES, PESOS E DIÂMETROS
TÓPICO 3 — DIMENSIONAMENTO E ESPECIFICAÇÕES DE RAMAIS, COLUNAS E BARRILETES
47
É	recomendável	como	“boa	prática”	que	todas	as	colunas	possuam	um	
registro	de	gaveta	antes	do	primeiro	ramal,	permitindo	um	melhor	controle	da	
instalação	no	caso	de	manutenção	ou	reformas	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).
Registros de gaveta possuem a função de controlar e interromper o 
abastecimento de água em um trecho da instalação (CARVALHO JÚNIOR, 2014). Ficou 
curioso para ver seu funcionamento? 
Confira em: https://www.youtube.com/watch?v=AkehAh1qTlI.
NOTA
Você	já	deve	ter	passado	pela	desconfortável	situação	em	que	a	utilização	
da	válvula	de	descarga	prejudicou	a	vazão	do	chuveiro,	o	que	em	alguns	casos	
leva	uma	breve	 interrupção	de	energia,	não	é?	É	por	esta	 razão	que	Botelho	e	
Ribeiro	Junior	(2014,	p.	77)	recomendam	“[...]	usar	coluna	específica	para	válvulas	
de	descarga,	tanto	por	segurança	contra	refluxo	como	para	evitar	interferências	
com	os	demais	pontos	de	utilização”.	
4 BARRILETES
Já	tivemos	a	oportunidade	de	conhecer	o	barrilete	em	outros	tópicos.	Vimos	
que	“trata-se	de	um	encanamento	que	liga	entre	si	as	duas	seções	do	reservatório	
superior	ou	dois	reservatórios	superiores,	e	do	qual	pertencem	ramificações	para	
as	colunas	de	distribuição”	(MACINTYRE,	1996,	p.	68).Para	 dimensioná-los,	 também	 se	 pode	 empregar	 o	 mesmo	método	 de	
cálculo	aplicado	aos	ramais	e	às	colunas.	No	caso	de	residências	com	sistema	de	
distribuição	indireto,	o	“barrilete”	será	o	próprio	alimentador	predial,	visto	que	
não	há	reservatório	(está	lembrado	do	que	havíamos	comentado	no	Tópico	1?).
Botelho	e	Ribeiro	Junior	(2014)	recomendam	que	sejam	verificados	alguns	
aspectos	para	o	projeto	e	dimensionamento	de	barriletes:
•	 O	elemento	deve	ser	desenvolvido	em	função	do	posicionamento	das	colunas.
•	 Para	cálculo	do	diâmetro	do	barrilete	devem-se	somar	os	pesos	das	colunas,	
trecho	por	trecho,	com	os	diâmetros	arredondados.
•	 Quando	 o	 reservatório	 é	 dividido	 e	 espera-se	 que	 um	 dos	 compartimentos	
seja	fechado	temporariamente	para	limpeza,	é	comum	adotar	hipóteses	mais	
desfavoráveis	no	projeto.	Considera-se,	por	exemplo,	a	possibilidade	de	um	
compartimento	ter	que	suprir	toda	a	edificação.
48
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
5 PRESSÕES MÍNIMAS E MÁXIMAS
A	pressão	é	um	parâmetro	físico	igualmente	importante	para	a	instalação	
de	 água	 fria.	 Baixas	 pressões	 podem	 prejudicar	 o	 desempenho	 de	 aparelhos	
sanitários	 e	 altas	 pressões	 podem	 danificar	 os	 componentes	 hidráulicos	
(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	Definidos	e	especificados	os	diâmetros	das	
nossas	tubulações	de	distribuição	(sub-ramais,	ramais,	colunas	e	barrilete)	será	
então	possível	verificar	se	são	atendidas	as	condições	de	pressão.	
Nas	 instalações	 de	 água	 fria	 são	 considerados	 dois	 tipos	 principais	 de	
pressão	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014),	igualmente	ilustradas	na	Figura	11:	
•	 Pressão	estática:	calculada	pela	diferença	geométrica	de	nível	entre	dois	pontos	
(Figura	11).	
•	 Pressão	 dinâmica:	 resultante	 da	 subtração	 entre	 a	 diferença	 geométrica	 de	
nível	entre	dois	pontos	e	a	perda	de	carga	total	do	sistema	(Figura	11).
A	 pressão	 estática,	 definida	 pela	 NBR	 5626,	 não deve,	 em	 nenhum	
ponto,	 ultrapassar 40 mca (400kPa).	 Isso	 quer	 dizer	 que	 a	 diferença	 máxima	
de	altura	entre	o	reservatório	e	qualquer	ponto	de	utilização	deve	ser	 igual	ou	
menor	 que	 40	metros	 (Figura	 11).	 Por	 esta	 razão,	 edificações	 com	mais	 de	 10	
andares	frequentemente	fazem	uso	de	válvulas	redutoras	de	pressão.	Elas	serão	
responsáveis	por	regular	as	pressões	e	permitem	reduzir	o	desperdício	de	água	
na	edificação	(OLIVEIRA;	SILVERIO,	2018).
A	pressão	dinâmica	considera	as	perdas	de	cargas	ocorridas	ao	longo	da	
distribuição	de	água	(Figura	11).	De	acordo	com	a	NBR	5626	(ABNT,	1998),	em	
qualquer	ponto	da	rede	de	distribuição,	a	pressão	dinâmica	não deve ser inferior 
a 0,50 mca	(50kPa).	
Fique atento! Cada fabricante de aparelhos sanitários poderá definir pressões 
limites para seus produtos. Nas válvulas de descarga recomenda-se a pressão dinâmica 
mínima de 1,5 mca ou 15 kPa (TACHINI, 2015).
DICAS
TÓPICO 3 — DIMENSIONAMENTO E ESPECIFICAÇÕES DE RAMAIS, COLUNAS E BARRILETES
49
a)	Estática:	diferença	geométrica	de	altura	entre	dois	pontos.
b)	Dinâmica:	considera-se	a	pressão	estática	e	a	perda	de	carga.
FONTE: Adaptada de Carvalho Júnior (2014, p. 72)
FIGURA 11 – PRESSÕES
Para	 entender	melhor	 a	 relação	 entre	 pressão	 e	 os	 demais	 parâmetros,	
na	Tabela	10,	apresenta-se	uma	planilha	de	cálculo	“modelo”	dividida	em	duas	
partes.	 Na	 primeira,	 são	 apresentados	 os	 resultados	 de	 um	 trecho	 hipotético	
de	 instalação	 hidráulica	 residencial.	 Na	 segunda	 parte,	 são	 apresentados	 os	
significados	 físicos	 de	 cada	 elemento	 de	 cálculo	 por	meio	 de	 letras.	 Todas	 as	
velocidades	e	pressões	estão	de	acordo	com	a	NBR	5626	(ABNT,	1998).
50
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
a) Resultados.
b) Fórmulas.
Legenda:
A	=	dados	retirados	da	Tabela	9	de	acordo	com	o	número	de	aparelhos	da	
residência;	B	=	calculado	pela	equação	XIII;
C	=	nomograma	da	Figura	10;
D	=	velocidade	determinada	pela	equação	XIV;
E1, E2, E3	=	comprimento	real	da	tubulação;
F1, F2, F3	=	somatório	do	comprimento	equivalente	devido	à	perda	de	carga	
localizada	(Tabela	5);
G1, G2, G3	=	calculado	por	meio	da	equação	XII	para	PVC;
H1, H2, H3	=	perda	de	carga	total	da	tubulação	(equação	XI);
I1, I2, I3	=	desnível	geométrico	entre	o	ponto	a	jusante	e	montante;
J1, J2, J3	=	pressão	disponível/dinâmica	no	ponto	a	jusante	(início	do	trecho);
L	=	pressão	disponível/dinâmica	mínima	requerida	para	o	aparelho	sanitário.
TABELA 10 – PLANILHA “MODELO DE CÁLCULO”
FONTE: O autor
51
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
•	 Barriletes,	colunas,	ramais	e	sub-ramais	de	distribuição	de	água	fria	devem	ser	
dimensionados	e	especificados	em	projeto.
•	 Há	 lógica	 no	 posicionamento	 dos	 principais	 acessórios	 de	 controle	 em	
tubulações	de	distribuição	de	água	fria.
•	 As	pressões	mínimas	e	máximas	em	uma	 instalação	de	água	 fria	devem	ser	
verificadas.
52
1	 Calcular	 os	 diâmetros	 das	 tubulações	 e	 as	 pressões	 disponíveis	 de	 uma	
instalação	de	água	fria	com	tubulação	em	PVC	que	abastece	as	seguintes	
peças	 de	 utilização:	 1	 bacia	 sanitária	 com	 válvula	 de	 descarga,	 1	 ducha	
higiênica,	 1	 lavatório	 (torneira	 ou	misturador,	 1	 chuveiro	 elétrico,	 1	 pia	
(torneira	ou	misturador),	1	tanque	e	1	torneira	de	jardim.	Aplique	o	método	
do	consumo	simultâneo	máximo	provável.
AUTOATIVIDADE
FONTE: Adaptada de Carvalho Júnior (2014, p. 70)
Nível d’água no reservatório = 1,10 m
53
TÓPICO 4 — 
UNIDADE 1
BOAS PRÁTICAS DE PROJETO DE INSTALAÇÃO DE 
ÁGUA FRIA
1 INTRODUÇÃO
 
Caro	acadêmico,	até	aqui	abordarmos	os	principais	critérios,	métodos	e	
componentes	 de	 uma	 instalação	 hidráulica	 de	 água	 fria.	 Chegamos	 ao	 último	
tópico	 da	 Unidade	 1	 e	 esperamos	 que	 ao	 final,	 você	 obtenha	 um	 repertório	
técnico	 consistente	para	 sua	 atuação	profissional.	 Teremos	 agora	 a	 importante	
missão	de	integrar	os	conhecimentos	até	aqui	adquiridos	por	meio	da	atividade	
de	elaboração,	avaliação	e	supervisão	de	projetos.
Para	o	desenvolvimento	e	análise	de	projetos	de	instalação	hidráulica	de	
água	fria,	poderíamos	destacar	quatro	princípios	importantes	de	trabalho:
•	 Valorização	da	técnica.
•	 Atenção	às	singularidades	de	cada	cliente/usuário.
•	 Visão	integrada.
•	 Sustentabilidade:	qualidade	e	economia.
A	 valorização da técnica	 significa	 considerar	 como	 “valorosa”	 toda	 e	
qualquer	decisão	contextualizada	e	fundamentada	tecnicamente.	Você	já	parou	
para	observar	quantas	vezes	as	normas	 técnicas	da	ABNT	 foram	citadas	nesta	
Unidade?	Percebeu	como	cada	parâmetro,	critério	e	decisão	se	fundamentam	e	
encontram	respaldo	na	literatura	técnica?	Este	método	de	trabalho	lhe	permitirá	
considerar	dificuldades	e	desafios	já	superados,	revistos	e	resolvidos.	Além	disso,	
você	poderá	construir	novas	soluções	a	partir	do	repertório	técnico	conhecido/
adquirido	profissionalmente.
Evidentemente,	 não	 é	 suficiente	 apenas	 um	 aprofundamento	 teórico	
para	a	elaboração	de	projeto.	Deve-se	considerar	também	às	singularidades dos 
usuários da	 construção.	 Invista	 tempo	 para	 conversar	 com	 o	 usuário,	 busque	
entender	 suas	necessidades,	 futuras	 intenções,	preferências.	Nenhum	projeto	é	
igual	ao	outro,	e	sempre	haverá	especificidades.	Aproveite	para	sempre	esclarecer	
ao	cliente	as	vantagens	e	desvantagens	de	cada	escolha	técnica.	Não	tenha	receio	
de	expressar	sua	opinião	com	respeito,	clareza,	simplicidade	(quando	assim	for	
possível)	e	profundidade	teórica.
54
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
De	igual	modo,	preocupe-se	ouvir	outros	profissionais	que	por	ventura	
estejam	envolvidos	na	construção	do	empreendimento.	A	construção	pode	ser	
considerada	como	um	sistema	 interligado,	 conectado,	onde	cada	decisão	pode	
afetar	o	todo	–	o	que	exigirá	uma	visão integrada	do	processo	de	planejamento	
e	projeto.	A	 falta	de	 integração	 com	o	projeto	 arquitetônico	ou	 estrutural,	 por	
exemplo,	 poderão	 acarretar	 prejuízos,	 desperdícios,	 retrabalhos.	 Busque	 se	
integrar	e	reforçar	o	valordeste	princípio	para	outros	profissionais.	Aproveite	os	
aprendizados	práticos	que	surgem	na	interação	com	outros/as	colegas.
Desta	maneira,	tenha	em	mente	que	sua	atividade	buscará	a	produção	de	
uma	instalação	de	água	fria	sustentável	em	todos	os	aspectos.	A	sustentabilidade 
ambiental,	vinculada	à	racionalização	do	uso	de	recursos	naturais,	é	“somente”	
um	aspecto.	Procure	um	projeto	sustentável	também	economicamente,	especifique	
materiais	de	boa	qualidade	e	acompanhe	a	execução	da	instalação	para	que	se	
“sustente”	o	desempenho,	o	conforto	e	a	economia	de	recursos	naturais.
 
2 PROJETOS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA: 
CONCEPÇÃO E DIRETRIZES
 
Ao	 longo	desta	unidade,	vemos	que	 é	 evidente	 a	 importância	da	NBR 
5626 (ABNT,	1998)	para	a concepção	de	um	projeto	de	instalação	de	água	fria,	não	
é?		Ela	tem	por	objetivo	apontar	requisitos	e	recomendações	relativas	não	apenas	
ao	projeto,	mas	também	à	execução	e	à	manutenção	das	instalações	residenciais	
de	água.	Ressaltamos	que	é	de	suma	importância	sua	leitura	completa.	Tenha	ela	
sempre	“em	mãos”	na	hora	de	conceber	o	projeto.	
Lembre-se	que	 as	 instalações	de	 água	 fria	 têm	 como	objetivo	 suprir	 as	
necessidades	dos	usuários	 quanto	 as	 suas	necessidades	fisiológicas,	 higiênicas	
e	domésticas	diárias.	Devemos	buscar	 sistemas	que	garantam	o	abastecimento	
contínuo	e	suficiente	em	todos	os	pontos	de	utilização.	As	condições	de	vazão,	
velocidade,	 pressão	 e	 potabilidade	 da	 água	 são	 imprescindíveis	 e	 deverão	 se	
alinhar	as	recomendações	normativas	(ABNT,	1998).	
A	 seguir	 listamos	 alguns	 aspectos	 para	 serem	 observados	 durante	 a	
concepção	do	projeto	(BOHN,	2006):
•	 Tipo	 de	 construção:	 identificar	 se	 é	 uma	 estrutura	 vertical	 ou	 horizontal,	
bem	como	verificar	o	método	construtivo	proposto	e	os	materiais	estruturais	
empregados	(madeira,	concreto,	alvenaria	estrutural,	estrutura	metálica	etc.).	
•	 Uso	da	construção:	lembre-se	da	importância	deste	aspecto	para	determinar	o	
número	de	usuários,	consumo	diário	de	água,	número	de	aparelhos,	tipos	de	
sistemas	de	distribuição,	hipóteses	de	cálculo	etc.
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO DE INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA
55
•	 Sistema	 de	 abastecimento:	 embora	 tenhamos	 focado	 nosso	 estudo	 em	
construções	 ligadas	 ao	 abastecimento	 público	 de	 água	 potável,	 verifique	 se	
este	 será	o	 caso	da	construção	em	análise.	Não	deixe	de	 registrar	e	orientar	
o	usuário	final	sobre	as	condições	legais	e	ambientais	que	envolvem	o	uso	de	
poço	artesiano,	nascentes	e	outras	fontes	de	abastecimento	especiais.
Confira informações detalhadas sobre tipos e fontes de abastecimento especiais 
em: CARVALHO JÚNIOR, R. de. Instalações hidráulicas e o projeto de arquitetura. 8. ed. 
rev. São Paulo: Blucher, 2014. 342 p, il.
DICAS
•	 Sistema	de	distribuição:	 já	observamos	as	vantagens	e	desvantagens	que	um	
sistema	de	distribuição	direto	e	indireto	fornece	à	construção	e	aos	usuários.	
Sempre	que	possível,	opte	pelo	uso	de	reservatório.	Não	obstante,	verifique	se	
há	locais	adequados	(contemplados	pelo	projeto	estrutural)	e	de	fácil	acesso.	
Especifique	no	projeto	a	necessidade	de	limpeza	frequente	do	reservatório	(no	
mínimo	uma	vez	por	ano).
•	 Desenho	da	tubulação	de	distribuição	e	 localização	dos	pontos	de	consumo:	
utilize	 colunas	 específicas	 para	 os	 vasos	 sanitários,	 demais	 componentes	
dos	 banheiros	 e	 para	 a	 cozinha/área	 de	 serviço	 (CARVALHO	 JÚNIOR,	
2014).	 O	 desenho	 dos	 barriletes,	 colunas,	 ramais	 e	 sub-ramais	 devem	 ser	
simples,	 empregados	 de	 preferência	 no	 sentido	 vertical	 e	 horizontal.	 Deve-
se	 evitar	 a	 necessidade	de	 “desvios”	 ou	 contornos	 sobre	 janelas,	 portas	 etc.	
Isso	 representará	 um	 aumento	 da	 perda	 de	 carga,	 da	 pressão	 e	 uma	maior	
dificuldade	de	execução.
Uma	 ferramenta	 importante	 de	 projeto	 é	 a	 nomenclatura	 de	 peças	 de	
utilização.	Na	Figura	12	observamos	uma	instalação	de	água	fria	residencial	com	
trechos,	aparelhos	e	pontos	identificados.	Os	nomes	serão	úteis	para	a	formação	
de	 planilhas	 de	 cálculo	 e	 dimensionamento.	 Poderíamos,	 portanto,	 começar	 a	
dimensionar	pela	soma	de	pesos	dos	ramais	(Figura	12),	na	seguinte	ordem,	F-G	
(ramal),	E-F(coluna)	e	D-E	 (barrilete).	Depois,	 em	outra	coluna,	B-C	 (coluna)	e	
A-B	(barrilete).	
56
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
FONTE: Carvalho Júnior (2014, p. 70)
FIGURA 12 – EXEMPLO DE INSTALAÇÃO HIDRÁULICA DE ÁGUA FRIA: DESENHO ISOMÉTRICO
Os	registros	devem	ser	instalados	em	locais	estratégicos	para	manutenção,	
limpeza	e	reformas.	Instala-se	geralmente	um	registro	de	gaveta	(RG)	para	cada	
coluna	e	um	registro	de	pressão	a	montante	de	chuveiros.	Outro	dispositivo	de	
acionamento	importante	é	a	válvula	de	descarga	(VD),	localizada	sempre	acima	
do	 aparelho	de	vaso	 sanitário	 e	 alimentada	por	uma	 coluna	 específica	 (trecho	
A-B,	Figura	12).	Atualmente,	é	cada	vez	menos	frequente	seu	emprego,	sendo	que	
por	uma	questão	de	sustentabilidade	e	menor	consumo	de	água,	a	maioria	dos	
projetistas	tem	optado	por	vasos	sanitários	com	caixa	acoplada.	
Você sabe como funciona um vaso/bacio sanitário com caixa acoplada? Veja o 
vídeo do link abaixo e confira como é sua instalação, regulagem e funcionamento.
Acesse em: <https://www.youtube.com/watch?v=2XvHAuEsuC4>
DICAS
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO DE INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA
57
Na	Tabela	11,	descrevem-se	as	nomenclaturas/siglas	mais	frequentemente	
utilizadas	para	os	pontos	de	utilização,	bem	como	recomendação	referente	a	sua	
altura	em	relação	ao	piso	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).	
Ponto Sigla Altura(cm) Ponto Sigla
Altura 
(cm)
Bacia	sanitária	c/	caixa	
acoplada BCA 20
Máquina	de	lavar	
louça MLL 60
Ducha	higiênica DC 50 Pia PIA 110
Bidê BI 20 Tanque TQ 115
Banheira	de	
hidromassagem BH 30 Torneira	de	limpeza TL 60
Chuveiro	ou	ducha CH 220 Torneira	de	jardim TJ 60
Lavatório LV 60 Registro	de	pressão RP 110
Mictório MIC 105 Registro	de	gaveta RG 180
Máquina	de	lavar	
roupa MLR 90 Válvula	de	descarga VD 110
FONTE: Adaptada de Carvalho Júnior (2014, p. 62)
TABELA 11 – PONTOS DE UTILIZAÇÃO: SIGLAS E ALTURAS RECOMENDADAS EM RELAÇÃO AO 
PISO DA CONSTRUÇÃO
Concebidos	 e	 dimensionados	 os	 elementos	 da	 instalação	 de	 água	 fria,	
podemos	 citar	 os	 seguintes	 documentos	 que	 formam	 um	 projeto	 completo	
(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014):	
•	 Memorial	descritivo.
•	 Memorial	de	cálculo.
•	 Normas	e	literatura	técnica	adotada.
•	 Plantas,	isométricos,	esquemas	(detalhes	construtivos),	enfim,	todos	os	detalhes	
necessários	ao	perfeito	entendimento	do	projeto.
•	 Documentos	complementares	para	a	elaboração	do	manual	de	uso	e	manutenção	
da	edificação	(se	necessário).
O	memorial	 descritivo	 deve	 apresentar	 de	maneira	 simples	 e	 objetiva:	
data	 de	 realização	 do	 projeto,	 elementos	 de	 projeto,	 normas	 e	 literaturas	
técnicas	empregadas,	relação	e	especificação	de	todos	os	componentes	(bombas,	
reservatórios,	 tubulações,	 dispositivos	 especiais,	 tipos	 de	 sistema	 etc.).	 O	
memorial	de	cálculo,	por	 sua	vez,	demonstrará	de	 forma	sucinta	os	 cálculos	e	
critérios	realizados	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	
58
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
Os	 desenhos	 devem	 ser	 técnicos	 de	 acordo	 com	 as	 normas	 vigentes	 e	
constar:	“Identificação	da	obra,	nome	do	responsável	 técnico	e	seu	número	no	
CREA,	lista	de	material,	tipo	de	material,	numeração	das	colunas,	caixas,	etc.	[...],	
representação	da	simbologia	adotada”	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014,	p.	
370).	Botelho	e	Ribeiro	Junior	(2014)	também	definem	os	elementos	básicos	em	
termos	de	desenho	e	especificação:
•	 Planta	de	situação	da	construção	com	dimensões	(escala	1:200).
•	 Planta	 1:50	 do	 térreo	 com	 dimensões,	 contendo:	 localização	 do	 cavalete,	
dos	 reservatórios,	 do	 alimentador	 e	 suas	 dimensões;	 diâmetros;	 conexões;	
acessórios	e	outros	componentes.
•	 Planta	1:50	–	uma	para	cada	pavimento	da	edificação,	com	dimensões,	contendo:	
diâmetros;conexões;	acessórios	e	outros	componentes.
•	 Cortes	sem	escala	(cotados,	isto	é,	com	dimensões).
•	 Esquema	vertical	 de	distribuição,	 contendo:	diâmetros;	 conexões;	 acessórios	
e	outros	componentes;	pontos	de	ligação	coluna/ramal;	bombas,	dispositivos;	
reservatórios.
•	 Isométrico	 1:20	 –	 um	 para	 cada	 compartimento	 sanitário	 ou	 coluna	 de	
distribuição,	contendo:	diâmetros;	conexões;	acessórios	e	outros	componentes;	
dispositivos	(registros,	válvulas	etc.)	e	peças	de	utilização.
•	 Detalhes	 1:20	 –	 reservatório,	 sistema	 de	 bombeamento,	 pontos	 especiais	 do	
sistema	 etc.,	 contendo:	 dimensões,	 diâmetros;	 conexões;	 acessórios	 e	 outros	
componentes.
A	 planta	 baixa	 de	 instalação	 hidráulica	 de	 água	 fria	 deve	 apresentar,	
em	escala	1:50	ou	1:100	a	 rede	de	abastecimento	com	 indicação	da	posição	do	
hidrômetro,	seu	respectivo	diâmetro	e	ponto	de	destino	(recalque	para	reservatório	
superior	ou	casa	de	bombas	ou	reservatório	inferior).	
O	reservatório,	se	existente,	deve	apresentar	identificação	referente	ao	seu	
volume	(dimensões	geométricas),	tipo	de	material	e	posição	(superior	ou	inferior).	
Para	reservatório	moldado	in loco,	deve-se	também	apresentar	um	detalhamento	
em	 corte,	 com	 todas	 as	 tubulações	 auxiliares	 e	 elementos	 complementares	
especificados	(TACHINI,	2015).	
Observamos	que	a	distribuição	da	água	pelo	reservatório	se	 inicia	pelo	
barrilete,	com	um	registro	de	gaveta	(RG)	logo	na	sequência.	Toda	a	tubulação	
deve	ser	especificada	fisicamente,	bem	como	o	material	e	as	conexões	adotadas	
(tê,	curvas	de	90º	e	45º).	Os	pontos	de	utilização	também	devem	ser	identificados,	
com	um	desenho	em	planta	dos	aparelhos	sanitários.
As	colunas	de	distribuição	devem	ser	 identificadas	como	pontos	e	suas	
descidas	enumeradas,	para	que	em	outras	plantas	seja	possível	identificar	de	onde	
a	mesma	se	localiza	(se	inicia	e	termina).	Mantenha	uniformidade	no	emprego	
das	legendas,	siglas	e	numerações	ao	longo	de	todo	o	projeto.
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO DE INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA
59
O	desenho	isométrico	(em	três	dimensões)	é	uma	ferramenta	importante	
para	o	projeto	de	 instalações	hidráulicas.	Em	geral,	utiliza-se	escala	de	1:20	ou	
1:25,	o	que	proporciona	um	bom	detalhamento	ao	projeto	(CARVALHO	JÚNIOR,	
2014).	De	acordo	com	a	NBR	5626,	os	detalhes	isométricos	devem:	
	 [...]	 ser	 feitos	 em	 escala,	 com	 vistas	 a	 facilitar	 a	 determinação	 de	
cotas	 e	 de	 comprimentos	 de	 tubos.	 Utilizando	 números	 ou	 letras,	
identifi	car	 cada	 nó	 (derivação	 de	 tubos)	 e	 cada	 ponto	 de	 utilização	
(ou	 outra	 extremidade	 qualquer)	 da	 rede,	 em	 sequência	 (sic)	
crescente	de	montante	para	jusante.	Os	trechos	de	tubulação	a	serem	
dimensionados	 devem	 ser	 identifi	cados,	 então,	 por	 um	 número	 ou	
uma	letra	correspondente	à	entrada	do	trecho	(montante)	e	por	outro	
número	 ou	 outra	 letra	 correspondente	 à	 saída	 do	 trecho	 (jusante)	
(ABNT,	1998,	p.	31).
Diante	 destas	 considerações,	 lembre-se,	 caro	 acadêmico,	 que	 aqui	
apresentamos	boas	práticas	para	a	concepção	e	elaboração	do	projeto,	mas	que	
não	pretendem	ser	exaustivas.	Encorajamos	que	tenha	na	sua	atuação	profi	ssional	
um	olhar	crítico	e	atento	as	necessidades	de	maiores	detalhes	e	especifi	cações.	
Dedique	também	um	bom	tempo	na	elaboração	e	revisão	do	projeto,	afi	nal,	ele	
será	uma	das	suas	principais	ferramentas	de	comunicação.
3 CASOS PRÁTICOS – ANÁLISE DE PROJETOS DE INSTALAÇÃO 
DE ÁGUA FRIA
PRÁTICA 4 – ANÁLISE DE PROJETO
60
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
Observe	um	exemplo	de	projeto	de	instalação	de	água	fria	de	uma	residência	com	
dois	pavimentos	e	responda	as	perguntas:
Objetivo:	analisar	um	projeto	de	instalação	hidráulica	de	água	fria	residencial.	
Conceitos:	elementos	de	uma	instalação	de	água	fria.	Representação	gráfica	em	
projetos	de	instalação	de	água	fria.	Taxa	de	ocupação.	Consumo	unitário	diário.	
Consumo	total	diário	de	água	fria	na	construção	para	fins	de	projeto.	Volume	de	
reservatório	único	e	superior.
Descrição	dos	procedimentos:	definir	número	de	habitantes	na	edificação	(2	hab	
x	2	dormitórios):	Tabela	1;	Definir	consumo	diário:	Tabela	2;	Calcular	volume	do	
reservatório.	
a)	Quais	equipamentos	são	alimentados	pela	coluna	de	água	fria	3?
b)	Qual	o	diâmetro	nominal	da	tubulação	de	entrada	e	saída	da	caixa	d’água?
c)	Qual	o	diâmetro	nominal	do	alimentar	predial?
d)Defina	o	volume	do	reservatório	da	residência	considerando	que	a	edificação	
é	 de	 padrão	 médio	 e	 que	 o	 reservatório	 poderá	 suprir	 uma	 demanda	
correspondente	a	um	dia.
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO DE INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA
61
LEITURA COMPLEMENTAR
COMO PREVENIR VAZAMENTOS E INFILTRAÇÕES NO SISTEMA 
HIDRÁULICO?
Análise	periódica	planejada	ajuda	a	evitar	esses	e	outros	problemas	como	
entupimentos.	Pode,	também,	apontar	a	necessidade	de	reformas	ou	atualizações.	
Entenda	e	evite	transtornos.
Problemas	no	sistema hidráulico	têm	potencial	para	desencadear	diversas	
outras	complicações.	Os	vazamentos	tendem	a	se	transformar	em	infiltrações	que	
danificam	 o	 revestimento	 de	 paredes	 e	 pisos	 ou	 podem	 atingir	 instalações	
elétricas	expostas,	causando	curto-circuito.	Em	casos	mais	graves,	até	mesmo	a	
estrutura	da	edificação	é	afetada	com	o	volume	d’água	que	se	acumula	no	subsolo	
e	compromete	a	fundação.
Verificações	 periódicas	 são	 fundamentais	 para	 assegurar	 que	 canos,	
tubulações,	 válvulas	 e	 demais	 elementos	 estejam	 funcionando	 conforme	
o	 esperado.	 O	 engenheiro	 Germano	 Hernandes	 Filho,	 diretor	 da	 Montage	
Engenharia	de	 Instalações,	 lembra	 que	 os	prazos	de	 garantia	 para	materiais	 e	
serviços	 hidráulicos	 são	 regulados	 pela	ABNT	NBR	 15.575	 –	 Desempenho	 de	
Edificações	Habitacionais.	Assim,	os	serviços	de	instalação	hidráulica	têm	garantia	
de	 três	 anos.	 Contudo,	Hernandes	 Filho	 sugere	 que	 sejam	 realizadas	 análises	
anuais.	A	mesma	frequência	vale	para	prumadas/tubos	de	queda	dos	sistemas	
de	gás,	água	fria	ou	quente;	esgoto	sanitário;	volumes	pluviais;	entre	outros,	que	
têm	 garantia	 de	 cinco	 anos.	 Para	 determinados	 componentes,	 como	 registros,	
louças,	metais	e	flexíveis,	a	garantia	é	de	um	ano.	No	entanto,	recomenda-se	que	
esses	materiais	 sejam	vistoriados	 semestralmente.	 “Em	prédios	 com	múltiplos	
andares,	 quando	há	um	adequado	programa	de	manutenção,	 a	 verificação	do	
sistema	hidráulico	até	pode	ocorrer	com	espaçamento	maior	de	tempo	–	que	não	
deve	ser	superior	a	12	meses”,	ressalta	o	engenheiro	Jairo	Paulo	de	Brito,	sócio	da	
SR	Projetos	e	Engenharia.
Segundo	a	ABNT	NBR	14.037	–	Diretrizes	para	Elaboração	de	Manuais	
de	Uso,	Operação	e	Manutenção	das	Edificações		–	Requisitos	para	Elaboração	e	
Apresentação	dos	Conteúdos	–,	o	proprietário	ou	a	administração	do	condomínio	
é	obrigado	a	elaborar	um	programa de manutenção.	“Cumprir	o	planejamento	
garante	o	funcionamento	do	empreendimento,	atendendo	às	condições	de	saúde,	
segurança	e	salubridade”,	acredita	Hernandes.
PROBLEMAS COMUNS
Entre	 os	 problemas	 encontrados	 com	 maior	 frequência	 nos	 sistemas	
hidráulicos,	estão	os	vazamentos	localizados	nas	redes	primárias,	na	tubulação	de	
captação	das	águas	pluviais	ou	nos	pontos	de	consumo.	Há	ainda	entupimentos	
nas	redes	de	esgoto	sanitário	e	nos	canos	que	conduzem	a	água	da	chuva.	Em	
62
UNIDADE 1 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
construções	mais	antigas,	os	defeitos	geralmente	estão	nas	prumadas,	uma	vez	
que	já	atingiram	sua	vida	útil	e	não	receberam	as	manutenções	necessárias,	o	que	
causa	vazamentos	e	infiltrações.
“Também	são	comuns	falhas	oriundas	de	alterações	no	sistema	hidráulico	
durante	 reformas.	 Geralmente,	 realizadas	 sem	 projeto,	 elas	 podem	 causar	
imprevistos	como	infiltrações,	retorno	de	fluidos	e	odor,	além	de	vazamentos”,	
comenta	 Brito,	 explicando	 que	 essas	 situações	 motivaram	 a	 implantação	
da	ABNT	NBR	16.280	–	Reforma	em	Edificações	–	Sistema	de	Gestão	de	Reformas	
–	Requisitos.	A	norma	exige	quetoda	reforma	tenha	um	responsável	técnico,	que	
evitará	complicações	dessa	natureza.
Ambos	os	especialistas	concordam	que	seguir	à	risca	o	plano	de	manutenção	
é	a	melhor	maneira	de	evitar	o	 surgimento	de	 falhas.	 “Entretanto,	depois	que	
os	problemas	 já	apareceram,	a	orientação	é	contar	com	profissional	capacitado	
para	analisar	e	resolver	a	situação”,	afirma	o	diretor	da	Montage	Engenharia	de	
Instalações.	É	ele	quem	apontará	a	necessidade	de	uma	intervenção	parcial	ou	se	
será	preciso	trabalho	mais	completo,	que	envolva	todo	o	sistema.
REFORMA TOTAL
Quando	se	observa	que	vazamentos,	infiltrações,	entupimentos	e	liberação	
de	odores	estranhos	acontecem	com	frequência,	torna-se	interessante	a	reforma	
total	 do	 sistema	 hidráulico.	 “Esses	 são	 sinais	 de	 que	 a	 instalação	 apresenta	
deficiências”,	alerta	Brito.	A	situação	pode	ser	agravada	se	complicações	anteriores	
foram	 sanadas	 por	 profissional	 sem	 experiência,	 pois	 ele	 pode	 ter	 alterado	 o	
projeto	original.	Lidar	com	sistema	diferente	daquele	que	consta	do	projeto	torna	
a	reforma	ainda	mais	complicada.
Qualquer	reforma	tem	de	ser	antecedida	por	uma	minuciosa	inspeção	no	
sistema,	com	o	intuito	de	diagnosticar	quais	são	os	problemas	e	se	eles	podem	ser	
classificados	como	anomalia	construtiva,	falha	de	manutenção	ou	irregularidade	
de	uso.	“O	estudo	possibilita	classificar	e	determinar	a	ordem	de	prioridade	dos	
reparos	a	serem	executados”,	observa	o	sócio	da	SR	Projetos	e	Engenharia.
Possíveis	 ampliações	 da	 edificação,	 com	 o	 acréscimo	 de	 novas	 áreas	
molhadas,	normalmente	pedem	atualização	do	sistema	hidrossanitário.	Afinal,	
o	 volume	 previsto	 no	 projeto	 inicial	 será	 ultrapassado,	 tornando	 necessária	 a	
reforma	da	rede	já	existente	para	suportar	o	fluxo	adicional.	“O	projeto	deve	ser	
realizado	por	profissional	habilitado,	pois	envolve	cálculos	hidráulicos”,	orienta	
Hernandes.
“É	 essencial	 guardar	 o	 projeto	 executivo	 do	 empreendimento.	 Caso	
alterações	sejam	feitas	nas	 instalações	ao	longo	dos	anos,	deve	ser	elaborado	o	
projeto	de	As	Built,	para	que	estejam	sempre	disponíveis	todas	as	informações	
atualizadas	dos	diferentes	sistemas	que	compõem	a	edificação”,	destacam	Brito.
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO DE INSTALAÇÃO DE ÁGUA FRIA
63
TRANSTORNO AOS MORADORES
A	 reforma	 do	 sistema	 hidráulico,	 inevitavelmente,	 causará	 transtornos	
para	os	ocupantes	da	edifi	cação.	“O	 ideal	é	que	os	 trabalhos	aconteçam	sem	a	
presença	 dos	 moradores”,	 recomenda	 Hernandes.	 Caso	 contrário,	 o	 melhor	
caminho	passa	pela	realização	do	procedimento	em	etapas,	iniciando	sempre	por	
locais	onde	os	impactos	serão	menores.
A	 comunicação	 honesta	 com	 as	 pessoas	 afetadas	 também	 ajuda	 a	
diminuir	 um	 pouco	 os	 traumas	 causados	 pela	 situação.	 “O	 ideal	 é	 que	 todos	
sejam	devidamente	informados	sobre	os	transtornos.	Assim,	no	decorrer	da	obra,	
saberão	com	o	que	estão	lidando	e	não	se	sentirão	ignorados”,	declara	Brito.	A	
execução	de	instalações	provisórias	que	atendam	às	demandas	dos	ocupantes	é	
outra	iniciativa	que	ajuda	a	reduzir	interferências	na	rotina	dos	moradores.
É	fundamental	que,	durante	a	reforma,	sejam	realizados	testes	ao	fi	nal	de	
cada	etapa.	“Com	isso,	evita-se	que	erros	sejam	percebidos	somente	quando	todo	
o	procedimento	for	concluído,	o	que	geraria	a	necessidade	de	retrabalhos	e	mais	
transtornos”,	adverte	Brito	(HERNANDES	FILHO;	BRITO,	2019).
FONTE: <https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/como-prevenir-vazamentos-e-infi ltracoes-
-no-sistema-hidraulico_17619_10_19>. Acesso em: 10 ago. 2020.
64
RESUMO DO TÓPICO 4
Neste tópico, você aprendeu que:
•	 Devem	 ser	 considerados	 princípios	 técnicos	 para	 a	 formulação,	 análise	 e	
supervisão	de	projetos	de	instalação	de	água	fria.
•	 Memorial	 descritivo,	 de	 cálculo,	 plantas	 e	 documento	 complementares	
relacionados	 ao	 uso	 e	 manutenção	 da	 edificação	 compõe	 um	 projeto	 de	
instalação	de	água	fria.
•	 Conteúdo,	forma	e	elementos	de	apresentação	são	padronizados	e	servem	para	
a	boa	comunicação	entre	as	pessoas	envolvidas	com	a	execução	do	projeto.
Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem 
pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao 
AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
CHAMADA
65
1	 Elabore	 perguntas	 a	 serem	 realizadas	 para	 o	 cliente/usuário	 de	 uma	
hipotética	 edificação	 residencial.	 Considere	 aspectos	 de	 economia,	 uso,	
acessibilidade,	projeto.	
2		Na	atividade	de	engenharia,	é	fundamental	a	busca	por	soluções	integradas	
entre	 projetos	 (instalação	 de	 água	 versus	 arquitetônico,	 estrutural	 e	
instalações	 diversas).	Apresentação	 de	 problemas	 que	 exigem	 um	 novo	
traçado	para	a	rede	de	água	devido	à	presença	de	elementos	arquitetônicos	
e/ou	estruturais.	
a)	Como	corrigir	este	traçado?
b)	Como	corrigir	este	traçado	(tubulação	“exposta”	na	garagem)?
c)	Como	corrigir	este	traçado	(tubulação	“exposta”	na	garagem)?
AUTOATIVIDADE
66
REFERÊNCIAS
ABNT.	NBR 12218.	Projeto	de	rede	de	distribuição	de	água	para	abastecimento	
público:	procedimento.	2017.	Disponível	em:	https://www.abntcatalogo.com.br/
norma.aspx?ID=370933.	Acesso	em:	9	set.	2020.
ABNT.	NBR 9575.	Impermeabilização	-	Seleção	e	projeto.	2010.	https://www.
abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=79173.	Acesso	em:	9	set.	2020.
ABNT.	NBR 6118.	Projeto	de	estruturas	de	concreto:	procedimento.	2003.	
Disponível	em:	https://docente.ifrn.edu.br/valtencirgomes/disciplinas/
construcao-de-edificios/abnt-6118-projeto-de-estruturas-de-concreto-
procedimento.	Acesso	em:	9	set.	2020.
ABNT.	NBR 5626:	Instalação	predial	de	água	fria.	1998.	Disponível	em:	https://
ecivilufes.files.wordpress.com/2013/06/nbr-05626-1998-instalac3a7c3a3o-predial-
de-c3a1gua-fria.pdf.	Acesso	em:	11	ago.	2020.
AGUIAR	J.	Determinação do coeficiente c de Hazen-Willians.	2011.	Disponível	
em:	https://www.jorcyaguiar.com/2011/11/determinacao-do-coeficiente-c-de-
hazen.html.	Acesso	em:	10	ago.	2020.
BOHN,	A.	R.	Instalação predial de água fria.	2006.	Disponível	em:		http://www.
labeee.ufsc.br/~luis/ecv5644/apostilas/af.pdf.	Acesso	em:	8	ago.	2020.
BOMBAS	hidráulicas.	Roteiro para projeto.	2016.	Disponível	em:	https://
bombasemanutencao.blogspot.com/2016/08/roteiro-para-projeto.html.	Acesso	
em:	10	ago.	2020.
BOTELHO,	M.	H.;	RIBEIRO	JUNIOR.	Instalações hidráulicas prediais 
utilizando tubos plásticos.	4.	ed.	São	Paulo:	Blucher,	2014.	
CARVALHO	JÚNIOR,	R.	de.	Instalações hidráulicas e o projeto de arquitetura.	
8.	ed.	São	Paulo:	Blucher,	2014.	
CREDER,	H.	Instalações hidráulicas e sanitárias. 6.	ed.	Rio	de	Janeiro:	LTC,	
2006.	
HERNANDES	FILHO,	G.;	BRITO,	J.	P.	Como prevenir vazamentos e 
infiltrações no sistema hidráilico? 2019.	Disponível	em:	https://www.aecweb.
com.br/cont/m/rev/como-prevenir-vazamentos-e-infiltracoes-no-sistema-
hidraulico_17619_10_19.	Acesso	em:	10	ago.	2020.
MACINTYRE,	A.	J.	Instalações hidráulicas prediais e industriais.	3.	ed.	Rio	de	
Janeiro:	LTC,	1996.
67
NARCHI,	H.	A	demanda	doméstica	de	água.	Revista DAE,	v.	49,	n.	154,	p.	1-7,	
jan./mar.	1989.	
OLIVEIRA	C.	C.;	SILVEIRO	A.	P.	D.	Redução de pressão e economia de água 
em apartamentos.	2018.	Disponível	em:	 	http://www.arandanet.com.br/
assets/revistas/hydro/2018/janeiro/index.php.	Acesso	em:	5	ago.	2020.
SABESP.	Caixa d’agua.	2016.	Disponível	em:		http://site.sabesp.com.br/SITE/
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SCHENEIDER	motobombas.	Manual técnico.	2006.	Disponível	em:		https://wiki.
sj.ifsc.edu.br/wiki/images/a/af/Scheneider.pdf.	Acesso	em:	21	ago.	2019.
TACHINI,	M.	Apostila de Instalações prediais de água fria.	Blumenau:	
Universidade	Regional	de	Blumenau,	2015.
TIGRE.	Manual técnico Tigre:	Orientações	técnicas	sobre	instalações	hidráulicas	
prediais.	2013.	Disponível	em:	https://tigrecombr-prod.s3.amazonaws.com/
default/files/2019-08/Tigre_Manual+Tecnico.pdf.	Acesso	em:	18	ago.	2020.
VIANA	D.	Perda de carga:	entenda	o	que	é.	2019.	Disponível	em:	https://www.guiadaengenharia.com/perda-carga/.	Acesso	em	2	ago.	2020.
68
69
UNIDADE 2 — 
PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE 
ESGOTO SANITÁRIO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
•	 avaliar	e	definir	parâmetros	e	critérios	tecnicamente	adequados	para	ins-
talações	de	esgoto	sanitário;
•	 dimensionar	e	especificar	elementos	de	um	sistema	de	esgotamento	sani-
tário;	
•	 projetar	um	sistema	de	tratamento	individual	aplicado	em	residência	e	
estabelecimentos	diversos;
•	 elaborar	e	compreender	projetos	de	instalações	de	esgoto	sanitário	com	
aprofundado	aporte	teórico	e	prático.
Esta	 unidade	 está	 dividida	 em	 4	 tópicos.	 No	 decorrer	 da	 unidade	 você	
encontrará	autoatividades	com	o	objetivo	de	reforçar	o	conteúdo	apresentado.
TÓPICO	1	–	INSTALAÇÕES	DE	ESGOTO	SANITÁRIO:	ASPECTOS	
GERAIS
TÓPICO	2	–	ELEMENTOS	DE	UM	SISTEMA	DE	ESGOTO	SANITÁRIO:	
COMO	DIMENSIONAR?
TÓPICO	3	–	TRATAMENTO	INDIVIDUAL	DE	ESGOTO	SANITÁRIO
TÓPICO	4	–	BOAS	PRÁTICAS	DE	PROJETO
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
70
71
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
O	consumo	de	água	na	construção	gera	vários	benefícios	para	o	usuário	
e	cria	novos	desafios	para	os	projetistas.	Você	pode	imaginar	quais?		Se	por	um	
lado,	garantimos	o	fornecimento	e	o	consumo	de	água	com	padrões	adequados	
em	 termos	 de	 vazão,	 pressão,	 velocidade	 e	 potabilidade,	 por	 outro,	 surge	 a	
necessidade	de	gerenciar	todo	o	esgoto	produzido.
Caberá	à	instalação	de	esgoto	sanitário	essa	importante	função	de	coletar,	
transportar	 e	 em	 alguns	 casos	 tratar	 o	 esgoto	 de	 domicílios,	 estabelecimentos	
comerciais	e	indústrias.	Focaremos	nosso	estudo	na	instalação	de	esgoto	sanitário	
proveniente	de	domicílios,	embora	sejam	abordados	conceitos	importantes	para	
todos	os	tipos	de	projetos.
Podemos	definir	a	 instalação	de	esgoto	sanitário	como	um	conjunto	de	
tubulações,	equipamentos	e	acessórios	de	conexão	com	ou	sem	acesso	a	coletores	
públicos	 (ABNT,	 1999).	 Por	meio	 dela,	 buscaremos	 garantir	 higiene,	 conforto,	
segurança	e	sustentabilidade	ambiental	à	construção.
A	NBR	8160:1999	–	Instalações	prediais	de	esgoto	sanitário	–	será	a	nossa	
guia	para	determinarmos	critérios	e	parâmetros	de	projeto.	Ressaltamos	que	é	de	
suma	importância	a	leitura	completa	para	conceber	e	desenvolver	um	projeto	de	
instalação	de	esgoto	sanitário	que:
•	 proteja	a	saúde	do	usuário,	evite	a	contaminação	do	meio	ambiente	e	previna	
problemas	patológicos	nas	construções;
•	 proporcione	um	adequado	fluxo	do	esgoto	produzido	(água	servida),	evitando	
a	criação	de	depósito	de	sedimentos	e	dejetos	na	tubulação;	
•	 impeça	que	gases,	 eventualmente	produzidos	no	 interior	do	 sistema,	gerem	
desconforto	e	insegurança	aos	usuários	da	construção;	
•	 permita	a	fácil	inspeção	dos	componentes	do	sistema,	sem	prejuízo	à	higiene	e	
limpeza	da	construção.
TÓPICO 1 — 
INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO: ASPECTOS 
GERAIS
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
72
No Brasil adota-se o sistema de separação absoluta, isto é, o esgoto bruto ou 
tratado é coletado por uma rede pública diferente daquela destinada à água pluvial (água 
da chuva escoada superficialmente). Portanto, em nenhuma hipótese deve-se encaminhar 
água pluvial para a instalação de esgoto sanitário (ABNT, 1999).
NOTA
A	forma	adequada	de	destinação	final	do	esgoto	sanitário	dependerá	da	
realidade	do	município	em	que	se	encontra	a	construção.	Uma	primeira	opção	é	
encaminhá-lo	para	uma	rede	coletora	pública,	conectada	a	um	sistema	coletivo	de	
tratamento	(Estação	de	Tratamento	de	Esgoto	–	ETE).		Na	ausência	deste	sistema,	
recomenda-se	o	tratamento	individual,	ou	seja,	um	sistema	próprio	de	tratamento	
do	esgoto	sanitário.	
Conheceremos,	nesta	nnidade,	os	elementos,	as	especificações	e	os	critérios	
de	projeto	de	uma	 instalação	de	 esgoto	domiciliar	 (Tópico	 1	 e	 2).	Além	disso,	
nos	debruçaremos	no	estudo	de	 sistemas	de	 tratamento	 individual	 (Tópico	3).	
Esperamos	que	o	conteúdo	ofereça	uma	formação	ampla,	prática	e	aprofundada	
na	área	de	instalações	de	esgoto	sanitário.	
2 ELEMENTOS DA INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO
Caro	 acadêmico,	 neste	 item,	 abordaremos	 os	 principais	 elementos	 de	
instalação	de	esgoto	sanitário	em	banheiros,	cozinhas,	áreas	de	serviço	e	limpeza.	
Os	componentes	que	estudaremos	estão	listados	a	seguir:
•	 aparelho	sanitário;
•	 caixa/ralo	sifonado;
•	 ramal	de	descarga;
•	 ramal	de	esgoto;
•	 tubo	de	queda;
•	 coluna	de	ventilação;
•	 caixa	de	inspeção;
•	 caixa	de	gordura;
•	 subcoletores	e	coletor	predial.
Você	 já	 ouviu	 falar	 de	 algum	 deles?	 	 Veremos	 agora	 suas	 descrições,	
especificações	e	funções	na	instalação.
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO: ASPECTOS GERAIS
73
2.1 BANHEIROS
 
De	acordo	com	Botelho	e	Ribeiro	Junior	(2014,	p.	195,	grifo	do	autor),	a	
instalação	de	esgoto	sanitário	pode	ser	descrita	a	partir	de	seus	elementos	como:
[...]	 um	 sistema	 que	 se	 inicia	 em	um	 aparelho sanitário,	 (lavatório,	
banheira	etc.),	do	qual	a	água	servida	passa	para	uma	tubulação	(ramal 
de descarga),	 que	 deságua	 em	 uma	 caixa sifonada.	 Esta	 também,	
recebendo	outros	ramais,	concentra	as	descargas	e	deságua	por	meio	
de	outra	tubulação	(ramal de esgoto),	em	uma	caixa de inspeção.	A	
partir	desta	caixa	se	desenvolve	o	coletor,	último	trecho	da	tubulação,	
horizontal,	 que	 carrega	 os	 esgotos	 até	 a	 sua	 ligação	final	 ao	 coletor	
público	ou	em	uma	disposição	individual	[...].
 
Na	Figura	1,	apresenta-se	os	principais	elementos	da	instalação	de	esgoto	
de	um	banheiro.	Observam-se	alguns	elementos	mencionados	anteriormente	por	
Botelho	 e	Ribeiro	 Junior	 (2014,	 p.	 195),	 incluindo	 outros	 componentes	 como	 a	
tubulação	de	queda	e	a	coluna	de	ventilação.
 O aparelho sanitário	fornece água	para	fins	higiênicos	ou	recebe	dejetos	
provenientes	de	seu	consumo	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	É	o	caso	de	
vasos	sanitários,	lavatórios,	ralos	e	chuveiros.	Tratam-se	dos	mesmos	aparelhos	
sanitários	que	estudamos	na	Unidade	1	–	Práticas	de	Instalações	Hidráulicas	de	
Água	Fria.	
Observe	que	a	saída	destes	aparelhos	sanitários	conecta-se	ao	ramal de 
descarga.	 O	 elemento	 recebe	 diretamente	 o	 esgoto	 dos	 aparelhos	 e	 pode	 ser	
dividido	em	dois	tipos.	Chama-se	de	tubulação primária quando	há	jusante	de	
algum	desconector	e	tubulação secundária	quando	há	montante	(CREDER,	2006).
FIGURA 1 – ELEMENTOS BÁSICOS DA INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO DE UM BANHEIRO
FONTE: Adaptado de Tigre (2013, p. 111)
CAIXA SIFONADA
RALO SECO
RAMAL DE DESCARGA
BACIA SANITÁRIA
RAMAL DO ESGOTO
RAMAL DE 
VENTILAÇÃO
COLUNA DE 
VENTILAÇÃO
TUBO DE 
QUEDA
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
74
O desconector	 é	 “um	 dispositivo	 dotado	 de	 fecho	 hídrico,	 destinado	
a	vedar	a	passagem	de	gases	e	 insetos,	no	sentido	oposto	ao	fluxo	do	esgoto”	
(BOTELHO;	 RIBEIRO	 JUNIOR,	 2014,	 p.	 196).	 Sifões,	 bacias	 sanitárias,	 ralos	
e	 caixas	 sifonadas	 são	 exemplos	 de	 desconectores,	 porque	 “desconectam”	 a	
edificação	do	mau	cheiro	e	dos	insetos	presentes	na	instalação.
Na	 Figura	 2,	 apresenta-se	 um	 sifão,	 tipo	 desconector	 muito	 utilizado	
nas	saídas	dos	lavatórios	(pias).	Observe	que	todo	desconector	funciona	a	partir	
de	 um	 princípio	 básico	 da	 hidráulica,	 conhecido	 como	 princípio	 dos	 vasos	
comunicantes.	Quando	o	aparelho	não	é	utilizado,	o	nível	d’água	nas	duas	seções	
da	tubulação	“em	comunicação”	forma	um	fecho/bloqueio	hídrico	(Figura	2)	que	
impede	a	passagem	do	mau	cheiro,	gases	e	insetos.
FIGURA 2 – SIFÃO COM REPRESENTAÇÃO DO FECHO HÍDRICO QUANDO NÃO SE UTILIZA O 
APARELHO SANITÁRIO CONECTADO À ENTRADA
FONTE: Adaptado de Dalcin (2015)
Observe se há um sifão nos lavatórios da sua residência. A disposição deles 
está adequada a partir da Figura 2? Olhe também a parte inferior externa dasbacias 
sanitárias. Perceba o formato sifonado, típico de um desconector que permite a formação 
de um fecho hídrico.
NOTA
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO: ASPECTOS GERAIS
75
O	mesmo	princípio	se	aplica	também	à	caixa sifonada (Figura	1). Trata-
se	de	um	dispositivo	que	 recebe	esgoto	de	diversos	aparelhos	de	uma	mesma	
unidade.	Quando	provida	de	grelha	coletora	é	denominada	como	ralo sifonado 
(Figura	 3),	 sendo	 capaz	 de	 receber	 a	 água	 escoada	 superficialmente	 pelo	 piso	
(CARVALHO	 JÚNIOR,	 2014).	Os	 ralos secos	 são	 aqueles	 que	 não	 possuem	 o	
sistema	de	sifão	e	apenas	encaminham	a	água	servida	para	um	ramal	de	descarga	
(Figura	1).	
A	localização	das	caixas	e	ralos	sifonados	é	de	suma	importância	para	que	
receba	os	ramais	de	descarga	e	direcione	a	água	servida	para	o	ramal	de	esgoto	
(Figura	1).	Ralos	sifonados	em	geral	são	instalados	dentro	do	box do	chuveiro.	
Assim	evita-se	a	execução	de	mais	uma	caixa	sifonada	para	que	o	fecho	hídrico	
seja	realizado.	O	local	de	instalação	do	ralo	deve	ser	distante	da	passagem	dos	
usuários	para	evitar	danos	ou	a	derrubada	de	materiais	(CARVALHO	JÚNIOR,	
2014).
FIGURA 3 – RALO SIFONADO: A) EXEMPLO DE PEÇA COMERCIAL; B) FUNCIONAMENTO E 
BLOQUEIO DO RETORNO DE GASES E INSETOS
FONTE: Adaptada de Fortlev (c2020)
O ramal de esgoto recebe	esgoto	dos	ramais	de	descarga	(dois	ou	mais)	
(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).		Nos	banheiros	e	lavabos	sua	origem	se	dá	
em	ralos	ou	caixas	sifonadas	(Figura	1).	Em	pavimentos	superiores,	encaminham	
o	esgoto	até	o	tubo	de	queda.	Nas	edificações,	“[...]	o	ramal	de	esgoto	do	térreo	
deverá	ser	ligado	diretamente	à	caixa	de	inspeção,	por	tubulação	independente”	
sem	receber	esgoto	de	outros	pavimentos	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014,	p.	145).	
O tubo de queda é	 uma	 tubulação	 vertical	 que	 recebe	 a	 água	 servida	
de	 ramais	 de	 descarga	 ou	 de	 esgoto	 de	 pavimento	 superiores	 (Figura	 1).	 Sua	
execução	deve	possuir	um	único	alinhamento	vertical,	de	forma	que	evite	curvas	
e	desvios	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
76
Os	 tubos	 de	 queda	 são	 necessários	 em	 edificações	 com	 dois	 ou	 mais	
pavimentos	e	não	deve	possuir	diâmetro	 inferior	ao	da	 tubulação	conectada	a	
montante	 (tubulação	 anterior).	 Normalmente,	 possuem	 diâmetro	 de	 100	 mm	
quando	recebem	esgoto	de	banheiros	e	75	mm	quando	recebem	esgoto	da	cozinha	
e	áreas	de	serviço	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).	
Em	alguns	casos,	o	tubo	de	queda	pode	se	prolongar	acima	da	cobertura	
(≥	30	cm),	de	forma	que	funcione	também	como	coluna	de	ventilação	(BOTELHO;	
RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	A	coluna de ventilação tem	como	função	primordial	
permitir	a	passagem	de	ar	da	atmosfera	para	o	interior	das	tubulações	(CARVALHO	
JÚNIOR,	2014).	A	NBR	8160:1999	exige	que	colunas	de	ventilação	sejam	ligadas	
a	todas	as	tubulações	primárias	de	esgoto,	quer	seja	pelo	prolongamento	do	tubo	
de	queda,	quer	seja	por	uma	tubulação	em	específico.
Botelho	e	Ribeiro	Junior	(2014)	afirmam	que	toda	edificação	deve	possuir	
no	mínimo	um	 tubo	ventilador	de	diâmetro	nominal	 (DN)	 100	mm	 (pode	 ser	
reduzido	 para	 DN	 75	 no	 caso	 de	 edificações	 residenciais	 com	 até	 três	 vasos	
sanitários).	No	topo	das	colunas	de	ventilação	deve-se	prever	uma	proteção	para	
que	não	haja	entrada	da	água	de	chuva	(Figura	4).	É	recomendável	a	colocação	de	
uma	tela	de	nylon	na	saída	da	tubulação.
FIGURA 4 – TOPO DA COLUNA DE VENTILAÇÃO NA COBERTURA DE UMA RESIDÊNCIA
FONTE: Adaptado de Getty Images apud Nakamura (2015)
3 COZINHA, ÁREAS DE SERVIÇO E LIMPEZA GERAL
 
Na	 Figura	 5,	 podemos	 observar	 os	 elementos	 típicos	 da	 instalação	 de	
esgoto	 sanitário	de	uma	cozinha	e	área	de	 serviço.	Observe	a	presença	de	um	
ramal	de	descarga	para	cada	um	dos	aparelhos	sanitários.	O	ramal	da	máquina	
de	lavar	roupa	conecta-se	a	um	ralo	sifonado	e	na	cozinha	observa-se	a	ligação	
direta	da	pia	com	uma	caixa	de	gordura.
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO: ASPECTOS GERAIS
77
FIGURA 5 – ELEMENTOS BÁSICOS DA INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO DE UMA COZI-
NHA, ÁREAS DE SERVIÇO E LIMPEZA
FONTE: Adaptado de Tigre (2013)
A	caixa de inspeção	tem	a	função	de	unir	diversos	ramais	da	instalação	
de	esgoto,	possibilitar	mudanças	de	direção	do	fluxo	e	a	limpeza	das	tubulações.	
Quando	há	 trechos	 extensos	de	 tubulação	usualmente	 coloca-se	uma	 caixa	de	
inspeção	a	cada	12	metros,	o	qual	facilita	a	limpeza	da	rede	(BOTELHO;	RIBEIRO	
JUNIOR,	2014).
As	 caixas	 de	 inspeção	 devem	 ser	 instaladas	 no	máximo	 a	 2	metros	 de	
distância	 da	 saída	 dos	 tubos	 de	 queda.	O	 dispositivo	 pode	 ser	 construído	 de	
alvenaria	ou	plástico,	com	altura	útil	máxima	de	1	metro	e	laterais	(ou	diâmetro)	
mínimo	de	60	cm	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).
A	produção	de	esgoto	na	 cozinha	das	edificações	exige	a	 separação	da	
gordura	 e	 óleos.	 Para	 isso	 utiliza-se	 um	dispositivo	 conhecido	 como	 caixa de 
gordura,	responsável	por:	
[...]	separar	e	reter	gorduras,	graxos	e	óleos	indesejáveis	contidos	no	
esgoto,	provenientes	de	dejetos	de	pias	de	copas	e	cozinhas,	(limpeza	
dos	 pratos	 e	 utensílios	 e	 preparação	 de	 alimentos,	 ou	 tanques	 de	
despejo),	 impedindo-os	 de	 escoarem	 pelas	 tubulações,	 nas	 quais	
obstruirão	 as	 mesmas,	 além	 de	 possibilitar	 a	 limpeza	 periódica	 do	
sistema	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014,	p.	200).	
As	caixas	de	gordura	realizam	a	decantação	da	gordura	e	óleos	para	o	fundo	
do	dispositivo	aproveitando	a	ação	da	gravidade	(Figura	6a).	Ela	pode	ser	fabricada	
com	alvenaria,	concreto	armado,	plástico	ABS	(Figura	6b),	fibra	de	vidro	ou	outro	
material	que	suporte	os	componentes	químicos	agressivos	presentes	no	esgoto.	
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
78
FIGURA 6 – CAIXA DE GORDURA: A) PERFIL ESQUEMÁTICO; B) PEÇA COMERCIAL EM PLÁSTI-
CO ABS
FONTE: Adaptado de Tigre (2018)
Na execução de elementos cimentícios, para a instalação de esgoto sanitário, 
procure utilizar cimento Portland resistente a sulfatos (RS). A presença de sulfatos no esgoto 
doméstico pode lixiviar o concreto e acelerar o processo de corrosão das armaduras 
(NEVILLE; BROOKS, 2013).
NOTA
A	NBR	8160	permite	utilizar	uma	caixa	de	gordura	pequena	ou	simples,	
para	a	 coleta	de	apenas	uma	cozinha,	 sendo	que	esta	 também	determina	 seus	
diâmetros	mínimos	(ABNT,	1999).	Veremos	mais	detalhes	de	seu	dimensionamento	
nos	próximos	tópicos.
No	final	da	instalação,	observamos	dois	elementos	da	rede,	após	os	ramais	
de	esgoto,	tubos	de	queda	ou	a	caixa	de	gordura:	são	os	subcoletores	e	o	coletor	
predial	 (Figura	7).	Ambos	possuem	a	 função	de	 transportar	o	esgoto	 sanitário	
para	um	coletor	público	ou	um	sistema	de	tratamento	individual.
Na	 Figura	 7,	 apresenta-se	 uma	 planta	 baixa	 que	 aponta	 elementos	 da	
instalação	 de	 esgoto	 sanitário	 em	 uma	 residência.	 Observe	 a	 identificação	 e	
o	 posicionamento	 dos	 subcoletores	 e	 do	 coletor	 predial.	Aproveite	 a	 Figura	 7	
para	identificar	outros	elementos	 já	apresentados	neste	 livro.	Você	 já	consegue	
reconhecer	alguns?	
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO: ASPECTOS GERAIS
79
FIGURA 7 – PLANTA BAIXA DE UMA CONSTRUÇÃO: LOCALIZAÇÃO DE SUBCOLETORES E DO 
COLETOR PREDIAL DE ESGOTO SANITÁRIO
FONTE: O Autor
Em geral, quando no município há o tratamento coletivo do esgoto sanitário, o 
coletor predial se conectará a um TIL – Tubo de Inspeção e Limpeza. O TIL frequentemente 
é encontrado nos passeios públicos. Caso se instale uma válvula de retenção de esgoto (o 
que evita o retorno do esgoto da rede para a instalação da construção), deve-se instalá-la 
sempre a montante do TIL.
NOTA
Observados	 os	 principais	 e	 mais	 utilizados	 elementos	 da	 instalação	 de	
esgoto	 sanitário,	 você	 pode	 ter	 se	 perguntado	 como	 o	 transporte	 dos	 dejetos	 é	
viabilizado.	Serão	utilizadas	bombas	como	foi	no	caso	das	instalações	de	água	fria?
Na	maioria	dos	casos,	projetamos	instalações	que	garantam	o	transporte	
do	 esgoto	 por	meio	 daação	 da	 força	 da	 gravidade.	 É	 a	 forma	mais	 prática	 e	
barata.	Portanto,	fique	atento,	é importante garantir o fluxo hidráulico por meio 
da declividade da tubulação.	Veremos	no	próximo	tópico	alguns	critérios	para	
definir	este	parâmetro	físico.	
80
Neste tópico, você aprendeu que:
•	 A	instalação	de	esgoto	sanitário	deve	garantir	higiene,	conforto,	segurança	e	
sustentabilidade	ambiental	à	construção	por	meio	do	uso	de	seus	mais	diversos	
elementos.	
•	 Cada	elemento	da	instalação	de	esgoto	sanitário	deve	ser	projetado	a	partir	dos	
princípios	da	física	e	da	hidráulica.	
RESUMO DO TÓPICO 1
81
1		As	 figuras	 a	 seguir	 apresentam	 alguns	 desconectores	 empregados	 nas	
instalações	de	esgoto	sanitário.	Avalie	a	condições	técnicas	deles	(se	correta	
ou	incorreta)	e	justifique	sua	resposta,	caso	haja	alguma	inadequação.	
Objetivo:	 analisar	 desconectores	 empregados	 nas	 instalações	 de	 esgoto	
sanitário.
Descrição	dos	procedimentos:	observar	as	figuras;	apontar	se	os	desconectores	
estão	corretos	ou	incorretos	tecnicamente;	justificar	resposta	nos	casos	em	que	
há	problema	técnico.
a)	Sifão	de	lavatório
Correta	(			)																	
Incorreta	(			)	
Por	quê?__________________________________________
AUTOATIVIDADE
FONTE: Adaptado de Blukit (2019)
FONTE: Autor (2019)
b)	Sifão	de	lavatório
Correta	(			)																
Incorreta	(			)	
Por	quê? ___________________________________________
82
c)	Caixa	sifonada	
Correta	(			)																	
Incorreta	(			)	
Por	quê?________________________________________
FONTE: Adaptado de Tigre (2013)
83
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO 
 
No	Tópico	1,	conhecemos	os	principais	elementos	da	instalação	predial	de	
esgoto,	agora	teremos	a	oportunidade	de	estudar	o	seu	dimensionamento.	Para	
esta	etapa	destacamos	dois	parâmetros	importantes:	a	declividade	das	tubulações	
e	a	Unidade	Hunter	de	Contribuição.
Em	 relação	 à	 declividade,	 usualmente	 adota-se	 declividade	mínima	de	
2%	para	tubulações	de	diâmetro	nominal	igual	ou	menor	que	75	mm	e	1%	para	
diâmetros	 superiores	 (CARVALHO	 JÚNIOR,	 2014).	 No	 caso	 de	 subcoletores	
e	 coletores	 prediais	 a	 declividade	mínima	 pode	 ser,	 além	 dos	 valores	 citados	
anteriormente,	de	0,5%	e	4%	e	a	máxima	a	ser	adotada	deve	ser	de	5%	(ABNT,	
1999).	Na	Tabela	1,	apresentamos	uma	síntese	destas	recomendações.	
TÓPICO 2 — 
INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO: COMO 
DIMENSIONAR?
Tubulação Declividade (%)Mínima Máxima
	Ramal	≤	DN	75	mm 2,0 -
Ramal	>	DN	75	mm 1,0 -
Subcoletor 0,5 5,0
Coletor	predial	 0,5 5,0
TABELA 1 – DECLIVIDADES MÍNIMAS E MÁXIMAS PARA CADA TUBULAÇÃO DA INSTALAÇÃO DE 
ESGOTO SANITÁRIO: DIRETRIZES DA NBR 8160
FONTE: Adaptado de ABNT (1999, p. 4-5)
Os	valores	mínimos	são	estabelecidos	para	que	se	evite	a	sedimentação	e	
acumulação	de	dejetos	nas	 tubulações,	garantindo	o	 funcionamento	hidráulico	
do	sistema.	A	definição	da	declividade	de	toda	a	instalação	deve	ser	definida	de	
jusante	para	montante.	Portanto,	inicialmente,	a	declividade	será	dependente	da	
cota	do	coletor	público	(TIL)	ou	do	sistema	de	tratamento	individual	de	esgoto	
(trecho	final	da	instalação).	Perceba	que	para	isso	será	importante	considerar	a	
topografia	do	terreno	da	construção.	
84
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
O que significa dizer que uma tubulação possui inclinação/declividade/
caimento de 1%? Observe a figura a seguir: a porcentagem é o resultado da relação entre o 
desnível máximo e o comprimento do trecho tubulado. A unidade de medida pode ser em 
metros, centímetros ou milímetros. 
NOTA
No	 dimensionamento	 das	 tubulações	 de	 esgoto	 sanitário	 leva-se	 em	
conta	também	uma	“pontuação”	que	quantifica	a	contribuição	de	cada	aparelho	
sanitário.	É	a	Unidade Hunter de Contribuição	(UHC),	uma	espécie	de	“peso”,	
semelhante	ao	que	estudamos	no	dimensionamento	de	tubulações	da	instalação	
de	água	fria	(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).
A	 UHC	 vai	 se	 acumulando	 na	 medida	 em	 que	 aumenta	 o	 número	
de	 aparelhos	 sanitários	 contribuintes	 no	 trecho.	 Portanto,	 a	 ordem	 de	
dimensionamento	corresponderá	ao	sentido	do	fluxo	do	esgoto	sanitário.	Veremos	
que	a	NBR	8160	(ABNT,	1999)	fornece	diferentes	tabelas	para	o	dimensionamento	
de	 cada	 tipo	 de	 tubulação	 (ramais	 de	 esgoto,	 tubos	 de	 queda,	 subcoletores	 e	
coletor	predial,	ramais	e	colunas	de	ventilação).
Vale	 destacar	 que	 o	 processo	 de	 dimensionamento	 pode	 estar	 sujeito	
à	 regulação	 de	 cada	 município	 (MACINTYRE,	 1996). Em	 alguns	 casos,	 estas	
divergências	podem	ser	quanto	à	UHC,	como	para	a	declividade.		Em	todo	caso,	
é	 sempre	 importante	 conferir	 a	 legislação	 local	 e	 adotar	 a	 recomendação	mais	
restritiva.	
2 ELEMENTOS: TUBULAÇÕES E CAIXAS DE INSTALAÇÃO
Os	elementos	que	compõem	uma	instalação	de	esgoto	e	que	aprenderemos	
a	dimensionar	neste	tópico	serão:
•	 ramal	de	descarga;
•	 ramal	de	esgoto;
•	 tubo	de	queda;
•	 subcoletores	e	coletor	predial;
•	 ramal	e	coluna	de	ventilação;
TÓPICO 2 — INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO: COMO DIMENSIONAR?
85
•	 caixa/ralo	sifonado;
•	 caixa	de	gordura;	
•	 caixa	de	inspeção.
2.1 RAMAL DE DESCARGA E ESGOTO
O	ramal	de	descarga	e	o	ramal	de	esgoto	são	dimensionados	a	partir	de	um	
mesmo	procedimento,	embora	sejam	utilizadas	diferentes	fontes	de	informação	
(Tabela	2,	3	e	4).	Em	ambos,	considera-se	a	UHC	do	aparelho	sanitário	em	que	
está	conectada	a	tubulação.	
Na	Tabela	2,	apresenta-se	a	UHC	correspondente	a	cada	aparelho	sanitário	
para	 o	 dimensionamento	 do	 ramal de descarga.	 Observe	 que	 há	 uma	 relação	
proporcional	entre	o	número	UHC	e	o	diâmetro	nominal	mínimo.	Portanto,	se	um	
ramal	de	descarga	receber	água	servida	de	uma	banheira	residencial,	sua	UHC	será	
de	2,	com	diâmetro	nominal	(DN)	mínimo	recomendado	de	40	mm	(ABNT,	1999).
Aparelho Sanitário Número de UHC
Diâmetro 
nominal 
mínimo 
Bacia	sanitária 6 100
Banheira	de	residência 2 40
Bebedouro 0,5 40
Bidê 1 40
Chuveiro Residencial 2 40Coletivo 4 40
Lavatório Residencial 1 40Uso	geral 2 40
Mictório
Válvula	de	descarga 6 75
Caixa	de	descarga 5 50
Descarga	Automática 2 40
De	calha 2* 50
Pia	de	cozinha	residencial 3 50
Pia	de	cozinha	industrial Preparação 3 50Lavagem	(panelas) 4 50
Tanque	de	lavar	roupas 3 40
Máquina	de	lavar	louças 2 50**
Máquina	de	lavar	roupas 3 50**
*	Mictório	(por	metro	de	calha)	–	considerar	como	ramal	de	esgoto	
**	Devem	ser	consideradas	as	recomendações	dos	fabricantes
TABELA 2 – UHC DOS APARELHOS SANITÁRIOS E DIÂMETRO NOMINAL MÍNIMO DOS RAMAIS 
DE DESCARGA
FONTE: Adaptado de ABNT (1999, p. 16)
86
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
Caso	se	depare	com	aparelhos	não	descritos	na	Tabela	2	 (por	exemplo,	
lavabo	 cirúrgico,	 banheira	 hidroterápica	 etc.)	 verifique	 a	 UHC	 por	 meio	 das	
especificações	do	próprio	fabricante	do	aparelho.	Deste	modo,	com	a	UHC	“em	
mãos”,	dimensione	o	ramal	de	descarga,	a	partir	dos	dados	da	Tabela	3.	
Número de 
UHC
Diâmetro nominal 
do ramal 
2 40
3 50
5 75
6 100
TABELA 3 – DIMENSIONAMENTO PARA APARELHOS NÃO RELACIONADOS NA NBR 8160
FONTE: Adaptado de ABNT (1999, p. 17)
A	tubulação	de	saída	de	uma	caixa	ou	ralo	sifonada	é	conhecida	como	
ramal	 de	 esgoto,	 ou	 seja,	 ela	 recebe	 a	 contribuição	 de	 um	 ou	mais	 ramais	 de	
descarga.	O	ramal	de	esgoto	pode	se	estender	até	um	tubo	de	queda	ou	caixa	de	
inspeção.	Na	Tabela	4	se	apresenta	a	relação	entre	a	somatória	da	UHC	(soma	das	
UHC	dos	ramais	de	descarga	ligados	ao	ramal	de	esgoto)	e	o	diâmetro	mínimo	a	
ser	adotado.	
Somatório 
dos UHC
Diâmetro nominal mínimo 
do ramal de esgoto
3 40
6 50
20 75
160 100
620 160
TABELA 4 – UHC DOS APARELHOS SANITÁRIOS E DIÂMETRO NOMINAL MÍNIMO DO RAMAL 
DE ESGOTO
FONTE: Adaptado de ABNT (1999, p. 17)
Podemos	 inferir	que	se	um	ramal	de	esgoto	 recebe	as	 contribuições	de	
três	 ramais	 de	 descarga	 residenciais	 provenientes	 de	 1	 chuveiro,	 1	 lavatório	 e	
1	bidê,	o	somatório	da	UHC	será	 igual	a	4	 (Tabela	1).	Portanto,	o	diâmetro	do	
ramal	de	esgoto	deverá	ser	de	50mm	(Tabela	3).	Atenção	ao	diâmetro	mínimo	
das	 tubulações:	 segundo	Botelho	 e	Ribeiro	 Junior	 (2014),	 50	mm	é	o	diâmetro	
nominal	mínimo	do	ramal	de	esgoto	que	receba	esgoto	de	lavatórios,	banheiras,	
ralos,	bidês	e	tanques.
TÓPICO 2 — INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO: COMO DIMENSIONAR?
87
2.2 TUBO DE QUEDA
 
O	tubo	de	queda	é	uma	tubulação	vertical,	presente	em	construção	com	
dois	ou	mais	pavimentos,	responsável	por	encaminhar	o	esgoto	do	ramal	a	uma	
caixa	 de	 inspeção.	 Seu	 dimensionamento	 também	 é	 realizado	 em	 função	 do	
somatório	de	UHC	dos	ramais	de	esgoto	conectados	ao	elemento	(a	montante).
Na	Tabela	5,	apresenta-se	o	diâmetro	mínimo	a	ser	adotado	a	partir	do	
número	de	pavimentos	da	construção	e	do	somatório	das	UHC	das	tubulações	
contribuintes.	A	 tubulação	deve	 ter	diâmetro	constante.	Portanto,	 considera-se	
a	somatória	das	UHC	máxima,	obtida	com	a	contribuição	de	todos	os	ramais	de	
esgoto	conectados	da	edificação.	
Número máximo de UHC Diâmetro 
nominal do 
tubo de queda
Edificação de até 
3 pavimentos
Edificação com mais de 3 
pavimentos
4 8 40
50
75
100
150
200
250
300
10 24
30 70
240 500
960 1900
2200 3600
3800 5600
6000 8400
TABELA 5 – DIMENSIONAMENTO DE TUBOS DE QUEDA
FONTE: Adaptado de ABNT (1999, p. 18)
Lembre-se	de	que	o	diâmetro	da	tubulação	de	queda	não	deve	ser	menor	
que	 o	 diâmetro	 dos	 seus	 ramais	 contribuintes	 (ABNT,	 1999).	 Tubos	 de	 queda	
devem	possuir	no	mínimo	75	mm	quando	recebem	esgotos	de	pia	de	cozinha.	Em	
edificação	de	até	dois	pavimentos,	o	diâmetro	nominal	mínimo	para	o	tubo	de	
queda	deve	ser	de	50	mm	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).
2.3 SUBCOLETOR E COLETOR PREDIAL
O	 dimensionamento	 dos	 subcoletores	 e	 coletores	 prediais	 depende	
da	 declividade	 estabelecida,	 bem	 como	 da	 UHC	 acumulada	 das	 tubulações	
contribuintes.	A	declividade	deverá	ser	estabelecida	pelo	projetista	a	partir	das	
limitações	normativas	(Tabela	1).	Ela	será	adotada	em	função	das	condições	físicas	
do	local:	nível	do	terreno	da	construção,	cota	do	coletor	público	ou	profundidade	
de	entrada	do	sistema	de	tratamento	individual.	
88
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
Na	 Tabela	 6,	 apresentam-se	 os	 critérios	 para	 o	 dimensionamento	 de	
subcoletores	e	coletores	da	 instalação	de	esgoto	sanitário.	O	diâmetro	adotado	
dependerá	do	somatório	das	UHC	das	tubulações	contribuintes	e	da	declividade	
da	tubulação	dimensionada	(subcoletor	ou	coletor).
Número máximo de UHC em função das declividades 
mínimas (%)
Diâmetro 
nominal de 
subcoletores e 
coletores0,5 1 2 4
- 180 216 250 100
- 700 840 1000 150
1400 1600 1920 2300 200
2500 2900 3500 4200 250
3900 4600 5600 6700 300
7000 8300 10000 12000 400
TABELA 6 – DIMENSIONAMENTO DE SUBCOLETORES E COLETOR PREDIAL
FONTE: Adaptado de ABNT (1999, p.18)
Vejamos	 um	 exemplo	 de	 dimensionamento	 a	 partir	 da	 instalação	
representada	 na	 Figura	 8.	 	 A	 planta	 corresponde	 a	 uma	 edificação	 com	 5	
pavimentos.	Os	trechos	nomeados	de	“A”	a	“I”	correspondem	aos	subcoletores.
FIGURA 8 – PLANTA BAIXA DA INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO DE EDIFICAÇÃO COM 5 
PAVIMENTOS: ANDAR TÉRREO
FONTE: Adaptado de Botelho e Ribeiro Junior (2014, p. 230)
TÓPICO 2 — INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO: COMO DIMENSIONAR?
89
Na	 Figura	 8,	 observamos	 os	 tubos	 de	 queda	 (TQ)	 conectados	 a	 suas	
respectivas	 caixas	 de	 inspeção	 (CI)	 por	meio	dos	 subcoletores.	 Lembre-se	 que	
a	distância	entre	a	saída	do	TQ	e	a	CI	não	deve	ser	maior	que	2	metros.	Agora,	
suponha	 que	 a	 somatória	 das	UHC	de	 cada	 tubo	 de	 queda	 seja	 a	 descrita	 na	
Tabela	7.
Tubo de 
queda
Número 
de UHC
TQ	1 77
TQ	2	 144
TQ	3 56
TQ	4 72
TQ	5 70
TABELA 7 – SOMATÓRIO DE UHC CORRESPONDENTE PARA CADA TUBO DE QUEDA
FONTE: Botelho e Ribeiro Junior (2014, p. 229)
Considerando	as	conexões	representadas	na	Figura	8,	o	dimensionamento	
dos	 subcoletores	 e	 do	 coletor	 predial	 seria	 dado	 pelas	 relações	 matemáticas	
expressas	na	Tabela	8.	Perceba	que	o	diâmetro	nominal	é	definido	a	partir	dos	
critérios	da	Tabela	 6,	 considerando	uma	declividade	 igual	 a	 1%	para	 todas	 as	
tubulações.		
Subcoletor
Contribuições: 
tubos de queda e 
subcoletores
Número total 
de UHC
Diâmetro 
nominal 
DN 
A TQ	1 77 100
B TQ	2 144	 150
C SB	1	+	SB	2	 77	+	144	=	221 150
D SB	3 221 150
E TQ	4 72 100
F TQ	5 70 100
G SB	5	+	SB	6 72	+	70	=	142 100
H TQ	3 56 100
I SB	7	+	SB	8 142	+	56	=	198 150
COLE SB	9	+	SB	4 198	+	221	=	419 150
TABELA 8 – DIMENSIONAMENTO DOS SUBCOLETORES E COLETOR
FONTE: Botelho e Ribeiro Junior (2014, p. 229)
90
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
2.4 VENTILAÇÃO
Na	Figura	9,	observa-se	um	exemplo	de	instalação	de	ramais	e	colunas	de	
ventilação.	Toda	instalação	conectada	ao	vaso	sanitário	deve	possuir	ligação	com	
pelo	menos	uma	coluna	de	ventilação	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	
FIGURA 9 – RAMAL DE VENTILAÇÃO E COLUNA DE VENTILAÇÃO
FONTE: Viana (2019, p. 9)
Perceba	 que	 os	 ramais	 de	 ventilação	 fazem	 o	 “papel”	 de	 conectar	 a	
instalação	com	a	coluna	de	ventilação,	responsável	por	permitir	a	troca	de	gases	
com	a	atmosfera.	No	caso	de	uma	construção	residencial,	unifamiliar,	executa-se	
apenas	um	ramal	de	ventilação	para	que	haja	troca	de	ar	no	sistema.
Na	Tabela	9,	se	apresentam	os	critérios	para	a	definição	do	diâmetro	dos	
ramais	de	ventilação.	O	valor	dependerá	do	somatório	das	UHC	das	tubulações	
ligadas	ao	ramal	e	se	há	ou	não	bacias	sanitárias	conectadas	à	instalação.
Grupo de aparelhos sem bacias 
sanitárias
Grupo de aparelhos com bacias 
sanitárias
Número de UHC
Diâmetro nominal 
do ramal de 
ventilação
Número de 
UHC
Diâmetro nominal 
do ramal de 
ventilação
Até	12 40 Até	17 50
13	a	18 50 18	a	60 75
19	a	36 75 - -
FONTE: Adaptado de ABNT (1999, p. 21)
TABELA 9 – DIMENSIONAMENTO DOS RAMAIS DE VENTILAÇÃO
TÓPICO 2 — INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO: COMO DIMENSIONAR?
91
Estudamos,	no	Tópico	 1,	 que	 as	bacias	 sanitárias	devem	possuir	 ramal	
exclusivo	de	ventilação.	Nos	demais	casos,	os	ramais	de	ventilação	partem	dos	
ramais	 de	 esgoto	 com	origem	 em	 caixas	 ou	 ralos	 sifonadas.	A	distância	 desta	
conexão	ao	desconector	não	deve	ser	maior	que	a	estipulada	pela	NBR	8160:1999	
(Tabela	10).	
DN do ramal 
de descarga
Distância máxima 
(m)
40 1,0
50 1,2
75 1,8
100 2,4
TABELA 10 – DISTÂNCIA MÁXIMA DA CAIXA OU RALO SIFONADO (DESCONECTOR) AO INÍCIO 
DO RAMAL DE VENTILAÇÃO
FONTE: ABNT (1999, p. 11)
Na	 Tabela	 11,	 apresentam-se	 os	 critérios	 para	 dimensionamento	 das	
colunas	de	ventilação.	Observe	que	o	diâmetro	das	colunas	depende	do	somatório	
das	UHC	do	tubo	de	queda	e	do	comprimento	da	tubulação	(estimado	a	partir	da	
altura	da	construção).
Para	 facilitar	a	compreensão,	 imagine	o	exemplo	de	um	prédio	com	50	
metros	de	altura	e	uma	tubulação	de	queda	100	mm	(somatório	das	UHC	igual	
a	 120).	Na	Tabela	 11,	 identifica-se	o	 trecho	 correspondente	 ao	DN	100	 e	UHC	
imediatamente	superior	a	120	 (nº	140,	em	negrito).	Como	a	altura	do	prédio	é	
50	metros,	verifica-se	o	comprimento	imediatamente	superior	(61,	em	negrito).	
Portanto,	conclui-se	que	o	DN	da	coluna	de	ventilação	será	de	75	mm.
92
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
TABELA 11 – DIMENSÃO DE COLUNAS DE VENTILAÇÃO NA INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO
*Considera-se o ramal de esgoto no caso de construção com somente um pavimento.
FONTE: Adaptado de ABNT (1999, p. 12)
Diâmetro 
nominal de 
tubo de queda 
(ou ramal de 
esgoto*)
Número 
de UHC
Diâmetro nominal mínimo da coluna de ventilação (mm)
40 50 75 100 150 200 250 300
 Comprimento permitido (m)
40 8 46 - - - - - - -
40 10 30 - - - - - - -
50 12 23 61 - - - - - -
50 20 15 46 - - - - - -
75 10 13 46 317 - - - - -
75 21 10 33 247 - - - - -
75 53 8 29 207 - - - - -
75 102 8 26 189 - - - - -
100 43 - 11 76 299 - - - -
100 140 - 8 61 229 - - - -
100 320 - 7 52 195 - - - -
100 530 - 6 46 177 - - - -
150 500 - - 10 40 305 - - -
150 1.100 - - 8 31 238 - - -
150 2.000 - - 7 26 201- - -
150 2.900 - - 6 23 183 - - -
200 1.800 - - - 10 73 286 - -
200 3.400 - - - 7 57 219 - -
200 5.600 - - - 6 49 186 - -
200 7.600 - - - 5 43 171 - -
250 4.000 - - - - 24 94 293 -
250 7.200 - - - - 18 73 225 -
250 11.000 - - - - 16 60 192 -
250 15.000 - - - - 14 55 174 -
300 7.300 - - - - 9 37 116 287
300 13.000 - - - - 7 29 90 219
300 20.000 - - - - 6 24 76 186
300 26.000 - - - - 5 22 70 152
3 CAIXAS DE INSPEÇÃO, GORDURA E SIFONADAS
Os	elementos	presentes	nas	instalações	sanitárias	são	as	caixas	de	inspeção,	
gordura,	passagem	e	sifonadas.	A	finalidade	de	cada	uma	foi	explanada	no	Tópico	
1,	desta	unidade.	Estes	elementos	são	imprescindíveis	para	o	bom	funcionamento	
do	sistema.
TÓPICO 2 — INSTALAÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO: COMO DIMENSIONAR?
93
As	caixas de inspeção facilitam	a	limpeza	e	desobstrução	da	instalação,	
bem	como	mudanças	na	direção	do	fluxo	de	esgoto	sanitário.	Seu	diâmetro	deve	
ser	igual	ou	maior	que	o	diâmetro	do	subcoletor	a	montante,	respeitando	o	valor	
mínimo	de	60	cm.	Recomenda-se	que	a	profundidade	seja	de	no	máximo	1,0	m	
(ABNT,	1999).	
As	especificações	para	a	caixa de gordura devem	ser	suficientes	para	que	
o	material	 oleoso	 seja	 retido	 e	 se	 solidifique	no	 fundo	da	mesma	 (BOTELHO;	
RIBEIRO	JUNIOR,	2014).	Podem	possuir	uma	(uso	mais	comum	em	residências)	
ou	duas	câmaras	(caixa	de	gordura	dupla),	dependendo	da	necessidade,	pois	está	
diretamente	relacionada	com	a	sua	capacidade	de	retenção.	
A	 caixa	 dupla	 é	 utilizada	 quando	 existem	 duas	 ou	 mais	 cozinhas	
contribuindo	para	uma	mesma	unidade	de	 retenção.	 Segundo	Teruel	 e	Castro	
(c2019,	s.	p.),	“para	a	coleta	de	três	até	12	cozinhas,	deve	ser	usada	caixa	dupla.	
Quando	são	mais	de	12	cozinhas,	ou	ainda,	em	restaurantes,	escolas,	hospitais,	
entre	 outros	 empreendimentos,	 são	 exigidas	 caixas	 de	 gordura	 especiais”.	
As	dimensões	da	caixa	de	gordura	variam	conforme	a	origem	da	contribuição	
(ABNT,	1999):
a)	Despejos	provenientes	de	apenas	uma	cozinha	pode	ser	instalada	caixa	pequena	
ou	simples,	com	as	seguintes	dimensões	mínimas:
 Pequena	(cilíndrica):	Diâmetro	interno	de	0,30	m.	Parte	submersa	do	septo	com	
0,20	m.	Capacidade	de	retenção	(volume	total)	de	18	L	e	diâmetro	nominal	de	
saída	de	75	mm.
 Simples	(cilíndrica):	Diâmetro	interno	de	0,40	m.	Parte	submersa	do	septo	com	
0,20	m.	Capacidade	de	retenção	(volume	total)	de	31	L	e	diâmetro	nominal	de	
saída	de	75	mm.
b)	Para	esgotos	provenientes	de	uma	ou	duas	cozinhas	pode	ser	instalada	caixa	
simples	ou	dupla,	que	possui	as	seguintes	dimensões	mínimas:
 Simples	(cilíndrica):	Diâmetro	interno	de	0,40	m;	Parte	submersa	do	septo	com	
0,20	m.	Capacidade	de	retenção	(volume	total)	de	31	L	e	diâmetro	nominal	de	
saída	de	75	mm.
 Dupla	(cilíndrica):	Diâmetro	interno	de	0,60	m.	Parte	submersa	do	septo	com	
0,35	m.	Capacidade	de	retenção	(volume	total)	de	120	L	e	diâmetro	nominal	de	
saída	de	100	mm.
c)	Entre	três	e	doze	cozinhas	deve-se	utilizar	a	caixa	de	gordura	dupla.
d)	Para	coleta	acima	de	doze	cozinhas	ou	cozinhas	industriais,	de	restaurantes,	
escolas,	 hospitais,	 quartéis	 etc.,	 deve-se	 utilizar	 caixas	 do	 tipo	 especial,	
conforme	características	a	seguir:
 Especial	 (prismática	 e	 de	 base	 retangular):	 Distância	 entre	 septo	 e	 a	 saída	
de	0,20	m,	altura	molhada	de	0,60	m,	parte	 submersa	do	septo	com	0,40	m,	
diâmetro	nominal	mínimo	da	tubulação	de	saída	de	100	mm	e	o	volume	da	
câmara	de	retenção	de	gordura	pode	ser	calculado	pela	equação	(I):
94
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
V	=	(2xN)	+	20	(I)
Em	que:	
V	=	Volume	da	caixa	de	gordura	(L).
N	=	número	de	pessoas	servidas	pelas	cozinhas	contribuintes.
A	caixa e	o ralo sifonado são	dimensionados	com	base	no	somatório	de	
UHC	das	tubulações	contribuintes,	sendo	que	devem	ser	de:	DN	100	para	esgotos	
sanitários	com	até	6	UHC;	DN	125	para	esgotos	sanitários	com	até	10	UHC	e	DN	
150	para	esgotos	sanitários	com	até	15	UHC	(ABNT,	1999).
95
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
•	 As	 principais	 tubulações	 de	 uma	 instalação	 de	 esgoto	 sanitário	 são	
dimensionadas	a	partir	da	Unidade	Hunter	de	Contribuição.
•	 Existem	faixas	mínimas	e	máximas	de	declividade	das	tubulações,	para	que	se	
garanta	o	funcionamento	hidráulico	do	sistema.
•	 Caixas	e	elementos	acessórios	de	uma	instalação	de	esgoto	sanitário	devem	ser	
dimensionadas	por	meio	de	estimativas	 relacionadas	ao	número	de	pessoas	
atendidas.
96
1		A	 seguir	 apresentamos	 áreas	 de	 uma	 construção	 com	 dois	 pavimentos.	
Dimensione	 seus	 elementos	 a	 partir	 dos	 conhecimentos	 adquiridos	 na	
leitura	do	Tópico	1	e	2	deste	livro	didático.
Objetivo:	 dimensionar	 elementos	 de	 instalação	 de	 esgoto	 sanitário	 em	
diferentes	ambientais	residenciais.
a)	Instalação	 de	 um	 banheiro	 residencial	 localizado	 no	 2º	 pavimento:	
dimensione	os	trechos:	RD1,	RD2,	RD3,	RE1,	RE2,	RE3,	CV1,	TQE1.
AUTOATIVIDADE
FONTE: Autor (2019)
SIGLA ESPECIFICAÇÃO
RD Ramal	de	descarga
RE Ramal	de	esgoto
CV Coluna	de	Ventilação
TQ Tubo	de	queda	de	esgoto
VS Vaso	sanitário
LV Lavatório	banheiro
RS Ralo	sifonado
CS Caixa	sifonada
CH Chuveiro
97
Descrição	dos	procedimentos:	
•	 Determine	 o	UHC	dos	 aparelhos	 sanitários	 e	 diâmetro	 nominal	mínimo	
dos	ramais	de	descarga	pela	Tabela	2.
•	 Determine	o	diâmetro	do	ramal	de	esgoto	através	da	soma	dos	pesos	dos	
aparelhos	contribuintes	(obtidos	na	Tabela	2)	e	determine	o	ramal	por	meio	
da	Tabela	4.
•	 Determine	o	diâmetro	do	 tubo	de	queda	através	da	soma	dos	pesos	dos	
aparelhos	 contribuintes	 (Tabela	 2)	 e	 determine	 o	 diâmetro	 por	meio	 da	
Tabela	5.
b)	Instalação	 de	 uma	 cozinha	 residencial	 localizado	 no	 pavimento	 térreo:	
dimensione	os	trechos:	RD1,	RD2,	SB.
FONTE: Autor (2019)
SIGLA ESPECIFICAÇÃO
RD Ramal	de	descarga
PIA Pia	de	cozinha
MLL Máquina	de	lavar	louça
CG Caixa	de	gordura
SC Subcoletor
Descrição	dos	procedimentos:
•	 Determine	 o	UHC	dos	 aparelhos	 sanitários	 e	 diâmetro	 nominal	mínimo	
dos	ramais	de	descarga	por	meio	da	Tabela	2.
•	 Determine	 o	 diâmetro	 do	 subcoletor	 através	 da	 soma	 dos	 pesos	 dos	
aparelhos	 contribuintes	 (Tabela	 2)	 e	 determine	 o	 diâmetro	 por	meio	 da	
Tabela	6.
98
c)	 Instalação	 de	 uma	 lavação	 residencial	 localizado	 no	 pavimento	 térreo:	
dimensione	os	trechos:	RD1,	RD2,	RE1,	RE2.	
FONTE: Autor (2019)
SIGLA ESPECIFICAÇÃO
RD Ramal	de	descarga
RE Ramal	de	esgoto
TT Torneira	de	Tanque
MLR Máquina	de	lavar	roupa
CS Caixa	sifonada
Descrição	dos	procedimentos:
•	 Determine	 o	UHC	dos	 aparelhos	 sanitários	 e	 diâmetro	 nominal	mínimo	
dos	ramais	de	descarga	por	meio	da	Tabela	2.
•	 Determine	o	diâmetro	do	ramal	de	esgoto	através	da	soma	dos	pesos	dos	
aparelhos	contribuintes	(Tabela	2)	e	determine	o	ramal	pela	Tabela	4.
99
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
 
De	 acordo	 com	 o	 Sistema	Nacional	 de	 Informações	 sobre	 Saneamento	
(SNIS),	49,7%	dos	brasileiros	não	têm	acesso	ao	sistema	de	tratamento	de	esgoto	
sanitário.	 São	 aproximadamente	 100	 milhões	 de	 brasileiros	 sujeitos	 a	 graves	
problemas	de	saúde	e	bem-estar	(BRASIL,	2017).	Também	são	preocupantes	os	
danos	ao	meio	ambiente,	devido	ao	despejo	de	esgoto	não	tratado,	especialmente	
para	os	ecossistemas	aquáticos	(TSUTIYA;	ALEM	SOBRINHO,	1999).			
 
Afinal,	o	que	fazer	quando	o	município	não	possui	uma	rede	coletiva	de	
coleta	e	tratamento	do	esgoto	sanitário?	A	solução	adotada	para	estes	casos	é	o	
tratamento	individual.	Os	sistemas	de	tratamento	individual	de	esgoto	sanitário	
podem	contemplar	o	uso	de	 tanque	 séptico,	filtro	 anaeróbio,	 vala	de	filtração,	
filtro	aerado	e	wetlands (lagoas	com	plantas	aquáticas	que	“biofiltram”	e	tratam	o	
esgoto	sanitário).	
TÓPICO 3 — 
TRATAMENTO INDIVIDUAL DE ESGOTO SANITÁRIO
Fique atento à legislação local! Alguns estados e municípios impõem 
condições específicas para a instalação de valas e sumidouros para que sejam preservados 
os mananciais e o lençol freático.
NOTA
Neste	 tópico,	 veremos	 um	 sistema	 individual	 simples,eficiente	 e	
frequentemente	aplicado.	Ele	é	composto	por	duas	unidades:	um	tanque séptico 
(popularmente	conhecido	como	“fossa”)	e	um	filtro anaeróbio.	O	tanque	séptico	
é	uma	unidade	responsável	por	tratar	o	esgoto	sanitário	por	meio	dos	processos	
de	 sedimentação,	 flotação	 e	 digestão	 (ABNT,	 1993).	 O	 filtro	 anaeróbio	 fará	 o	
tratamento	 complementar	 por	 meio	 de	 microrganismos	 localizados	 no	 meio	
filtrante,	responsáveis	pela	estabilização	da	matéria	orgânica	(ABNT,	1997).	
As	nossas	principais	referências	técnicas	para	a	elaboração	de	projeto	de	
tanques	sépticos	e	filtros	anaeróbios	serão	as	normas	técnicas:
100
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
• NBR 7229	 –	Projeto,	 construção	e	operação	de	 sistemas	de	 tanques	 sépticos	
(ABNT,	1993)
• NBR 13969	 –	 Tanques	 sépticos:	 unidades	 de	 tratamento	 complementar	 e	
disposição	final	dos	efluentes	líquidos	–	Projeto,	construção	e	operação	(ABNT,	
1997).	
Recomendamos a leitura completa das normas NBR 7229 e NBR 13969 para a 
elaboração de projetos (ABNT, 1993; 1997), embora, neste livro didático, sejam apresentadas 
as principais diretrizes para o dimensionamento e o detalhamento das unidades de 
tratamento. 
DICAS
A	seguir,	veremos	como	funciona	o	sistema	tanque	séptico/filtro	anaeróbio,	
bem	como	diretrizes	práticas	de	dimensionamento	e	detalhamento	de	projeto.	
2 SISTEMA DE TANQUE SÉPTICO E FILTRO ANAERÓBIO
 
O	 tanque	 séptico	 e	 filtro	 anaeróbio	 podem	 ser	 empregados	 para	 tratar	
esgoto	 sanitário	 proveniente	 de	 residências,	 comércios	 e	 específicos	 ramos	
industriais.	 	No	 caso	 de	 indústrias,	 a	 admissibilidade	 do	 tratamento	 deve	 ser	
feita	por	um	profissional	legalmente	habilitado,	a	partir	das	características	físico-
químicas	do	despejo	(MACINTYRE,	1996).
Na	Figura	10,	observa-se	uma	representação	do	conjunto	tanque	séptico	
e	 filtro	 anaeróbio.	 No	 tanque	 séptico	 ocorrem	 os	 processos	 de	 sedimentação,	
flotação	e	digestão.	O	 lodo	do	esgoto	é	sedimentado	para	o	 fundo	da	unidade	
onde	 ocorrerá	 um	 processo	 de	 degradação	 da	 matéria	 orgânica	 por	 digestão	
(Figura	10).	Uma	espuma	é	formada	na	parte	superior	do	tanque,	suspendendo	
(flotando)	partículas	sólidas	contaminantes.			
 
TÓPICO 3 — TRATAMENTO INDIVIDUAL DE ESGOTO SANITÁRIO
101
FIGURA 10 – SISTEMA DE TRATAMENTO INDIVIDUAL DE ESGOTO SANITÁRIO: TANQUE SÉPTI-
CO E FILTRO ANAERÓBIO
FONTE: O autor
O	 esgoto	 tratado	 no	 tanque	 é	 encaminhado	 para	 o	 fi	ltro	 anaeróbio	
com	baixa	 concentração	de	 sólidos.	Observe	 que	 no	 fi	ltro	 anaeróbio	 o	 fl	uxo	 é	
ascendente,	isto	é,	o	esgoto	fl	ui	da	parte	inferior	para	a	superior.	Esse	processo	
conta	com	a	ajuda	de	microrganismos	presentes	no	leito	fi	ltrante	(na	camada	de	
brita).	Eles	advêm	do	próprio	esgoto	sanitário	e	serão	os	principais	“funcionários	
ambientais”	 do	 sistema,	 responsáveis	 pela	 degradação	 da	 matéria	 orgânica	
(	MACINTYRE,	1996).	
	Estes	 microrganismos	 bacterianos	 não	 necessitam	 de	 oxigênio	 para	
decompor	 a	 matéria	 orgânica	 e	 por	 esta	 razão	 o	 processo	 de	 degradação	 é	
conhecido	 como	 decomposição	 anaeróbia	 (daí	 do	 nome	 fi	ltro	 anaeróbio).	 Do	
ponto	de	vista	químico	e	biológico	podemos	defi	nir	o	tratamento	com	tanque	e	
fi	ltro	em	duas	etapas:	1)	digestão	(tratamento	primário)	e	2)	oxidação	biológica	
do	esgoto	(complementar	ao	tratamento	primário).
A	 limpeza	 periódica	 do	 sistema	 de	 tratamento	 deve	 considerar	 a	
importância	dos	microrganismos	presentes	no	tanque	séptico	e	no	fi	ltro	anaeróbio.	
Veremos	que	a	periodicidade	da	limpeza	será	um	parâmetro	defi	nido	em	projeto.	
A	 remoção	 do	 material	 (“espuma”)	 fl	otado	 deve	 ser	 total.	 Contudo,	 não se 
recomenda remover completamente o lodo do tanque séptico, trocar a camada 
de brita do fi ltro anaeróbio e muito menos aplicar produtos desinfetantes 
(clorados) nas unidades.
A	remoção	total	e	a	desinfecção	reduzirão	a	quantidade	de	microrganismos	
e	prejudicará	a	efi	ciência	do	tratamento.		As	aberturas	de	inspeção	dos	tanques	
sépticos	e	fi	ltro	anaeróbios	devem	ter	número	e	disposição	tais	que	permitam	a	
remoção	do	lodo	e	da	espuma	acumulada	(ABNT,	1993;	1997).
102
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
2.1 DIMENSIONAMENTO DO SISTEMA DE TRATAMENTO 
INDIVIDUAL
Abordaremos	nos	Subtópicos		2.1.1	e	2.1.2	o	dimensionamento	do	tanque	
séptico	e	do	filtro	anaeróbio.	
2.1.1 Tanque séptico
A	NBR	7229	(ABNT,	1993)	recomenda	que	o	volume	útil	do	tanque	séptico	
seja	calculado	conforme	a	equação	(II),	admitindo-se	valor	mínimo	de	1.250	litros.
Vútil	=	1000	+	N.(C.T	+	K.Lf)	(II)
Sendo:	
Vútil	=	volume	útil	(L);
N	=	número	de	usuários	da	construção	–	casa	ou	edifício	(pessoas);
C	=	contribuição	de	despejos	(L/pessoa.dia)	(Tabela	12);
T	=	período	de	detenção	(dias)	(Tabela	13);
K	=	taxa	de	acumulação	de	lodo	digerido	(dias)	(Tabela	14);
Lf	=	contribuição	de	lodos	frescos	(L/pessoa.dia)	(Tabela	12).
O	número	de	usuários	da	construção	deverá	ser	o	mesmo	adotado	para	o	
projeto	de	instalação	água	fria.	Na	Tabela	12,	apresentam-se	dados	de	referência	
sobre	a	contribuição	unitária	(produção	de	esgoto	per	capita)	e	produção	de	lodo	
fresco	(Lf).	Os	valores	são	estimados	pela	NBR	7229	(ABNT,	1993)	e	dependem	do	
uso	da	construção	e	do	seu	padrão	construtivo.
Uso e padrão da construção
Contribuição de 
esgotos (C)
(L/pessoa.dia)
Lodo fresco 
(Lf)
(L/pessoa.dia)
1. Ocupantes	permanentes 
- Residência 
 Padrão	alto 160 1,0
 Padrão	médio 130 1,0
 Padrão	baixo 100 1,0
- Hotel 100 1,0
- Alojamento	provisório 80 1,0
2. Ocupantes	temporários 
- Fábrica	em	geral 70 0,3
- Escritório 50 0,2
- Edifícios	públicos	ou	comerciais 50 0,2
TABELA 12 – VALORES DE PROJETO PARA CONTRIBUIÇÕES UNITÁRIAS DE ESGOTOS (C) E 
LODO FRESCO (LF)
TÓPICO 3 — TRATAMENTO INDIVIDUAL DE ESGOTO SANITÁRIO
103
- Escolas	(externatos	e	locais	similares) 50 0,2
- Bares 6 0,1
- Restaurantes	e	similares 25 0,1
- Cinemas,	teatros	e	locais	de	curta	
permanência 2 0,0
- Sanitários	públicos	(aberto	ao	público) 480 4,0
FONTE: Adaptado de ABNT (1993, p. 4)
O	período	de	detenção	(T)	representa	o	“tempo	médio	de	permanência	
da	parcela	líquida	do	esgoto	dentro	da	zona	de	decantação	do	tanque	séptico”	
(ABNT,	1993,	p.	2).	Na	Tabela	13,	pode-se	observar	que	o	tempo	é	definido	em	
função	da	contribuição	diária	total	de	projeto,	ou	seja,	da	multiplicação	entre	o	
parâmetro	N	(número	de	usuários	da	construção)	e	C	(contribuição	de	despejos).
Contribuição 
diária = N. C
Tempo de 
detenção
(L/dia) (dias) (horas)
<	1500 1,00 24
De	1501	a	3000 0,92 22
De	3001	a	4500 0,83 20
De	4501	a	6000 0,75 18
De	6001	a	7500 0,67 16
De	7501	a	9000 0,58 14
>	9000 0,50 12
FONTE: Adaptado de ABNT (1997, p. 5)
TABELA 13 – PERÍODOS DE DETENÇÃO
A	 taxa	 de	 acumulação	 total	 do	 lodo	 (K)	 dependerá	 do	 intervalo	 entre	
limpezas	 estabelecido	 em	 projeto	 e	 da	 temperatura	 média	 do	 mês	 mais	 frio	
(“temperatura	 ambiente	 de	 projeto”).	 Na	 Tabela	 14,	 apresentam-se	 os	 valores	
normativos	recomendados	para	a	definição	da	taxa	de	acumulação.
104
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
Intervalo entre 
limpezas (anos)
Taxa de acumulação total de lodo K (dias) 
Temperatura ambiente (ºC)
t ≤ 10 10 ≤ t ≤ 20 t >20
1 94 65 57
2 134 105 97
3 174 145 137
4 214 185 177
5 254 225 217
FONTE: ABNT (1997, p. 5)
TABELA 14 – TAXA DE ACUMULAÇÃO TOTAL DE LODO (K), EM DIAS, POR INTERVALO ENTRE 
LIMPEZAS E TEMPERATURA AMBIENTE (MÉDIA DO MÊS MAIS FRIO)
A	NBR	7229	(ABNT,	1993,	p.	5)	determina	também	as	dimensões	mínimas	
e	máximas	para	o	tanque	séptico:
a)	profundidade	útil:	varia	entre	os	valores	mínimos	e	máximos	recomendados	
na	Tabela	4,	de	acordo	com	o	volume	útil	obtido	mediante	a	 fórmula	de	5.7	
[equação	1,	deste	tópico,	do	livro	didático];
b)	diâmetro	interno	mínimo:	1,10	m;
c)	largura	interna	mínima:	0,80	m;
d)	relação	comprimento/largura	(para	tanques	prismáticos	retangulares):	mínimo	
2:1;	máximo	4:1.	
Na	 Tabela	 15,	 apresenta-sea	 faixa	 de	 valores	 mínima	 e	 máxima	 de	
profundidade	a	partir	da	NBR		7229	(ABNT,	1993).
Volume útil Profundidade útil mínima
Profundidade 
útil máxima
(m³) (m) (m)
<	6,0 1,2 2,2
De	6,0	a	10,0 1,5 2,5
>	10,0 1,8 2,8
FONTE: ABNT (1997, p. 5)
TABELA 15 – PROFUNDIDADE ÚTIL MÍNIMA E MÁXIMA EM RELAÇÃO AO VOLUME ÚTIL DETER-
MINADO
TÓPICO 3 — TRATAMENTO INDIVIDUAL DE ESGOTO SANITÁRIO
105
A	região	interna	em	que	o	esgoto	sanitário	fica	detido	é	chamada	de	câmara	
de	decantação.	Segundo	a	NBR	7229	(ABNT,	1993)	os	tanques	sépticos	podem	ser	
dos	seguintes	tipos:	a)	câmara	única;	b)	câmaras	em	série	(Figura	11).	O	uso	de	
câmaras	múltiplas	em	série	“é	recomendado	especialmente	para	os	tanques	de	
volumes	pequeno	a	médio,	 servindo	até	 30	pessoas”	 (ABNT,	 1993,	p.	 5).	Mais	
detalhes	construtivos	podem	ser	encontrados	na	NBR	7229	(ABNT,	1993).
FONTE: Adaptado de ABNT (1993, p. 12)
FIGURA 11 – TIPOS DE TANQUES SÉPTICOS: A) CÂMARA ÚNICA; B) CÂMARA MÚLTIPLA CIRCU-
LAR; C) CÂMARA MÚLTIPLA PRISMÁTICA
Lembre-se de que, para o bom funcionamento do sistema de tratamento 
individual, as instalações devem ser dotadas da caixa de gordura, sifões, caixa de inspeção, 
colunas ventilação e demais elementos exigidos em projeto.
IMPORTANT
E
106
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
2.1.2 Filtro anaeróbio
O filtro anaeróbio	realiza	tratamento	complementar	ao	tanque	séptico.	A	
unidade	pode	ser	construída	em	forma	cilíndrica	ou	prismática	com	fundo	falso	
perfurado	(CREDER,	2006).	Na	Figura	10,	observou-se	o	filtro	por	uma	câmara	de	
entrada,	um	fundo	falso	perfurado	e	um	leito	filtrante	(camada	de	brita).
A	NBR	13969	(ABNT,	1997)	recomenda	a	equação	(III)	para	a	definição	
do	volume	útil	do	filtro	anaeróbio,	sendo	o	valor	mínimo	de	projeto	igual	a	1000	
litros.
Vútil	=	1,6	.	N	.	C	.	T	(III)
Em	que:
Vútil	=	volume	útil	(L);
N	=	número	de	usuários	da	construção	–	casa	ou	edifício	(pessoas);
C	=	contribuição	de	despejos	(litros/pessoa.dia)	(Tabela	12);
T	=	tempo	de	detenção	(Tabela	16).
O	número	de	usuários	da	 construção	 (N)	 e	 a	 contribuição	de	despejos	
(C)	 são	 obtidos	 por	 meio	 dos	 mesmos	 procedimentos	 descritos	 para	 o	
dimensionamento	do	tanque	séptico.	Já	o	tempo	de	detenção	pode	ser	definido	a	
partir	dos	dados	descritos	na	Tabela	16.	O	valor	depende	da	contribuição	diária	
(N.C)	e	da	temperatura	ambiente	(média	do	mês	mais	frio).
Contribuição 
diária = N . C
(L/dia)
Tempo de detenção – T 
Temperatura ambiente (ºC)
t < 15 15 ≤ t ≤ 25 t >25
<	1500 1.17 1.0 0.92
De	1501	a	3000 1.08 0.92 0.83
De	3001	a	4500 1.00 0.83 0.75
De	4501	a	6000 0.92 0.75 0.67
De	6001	a	7500 0.83 0.67 0.58
De	7501	a	9000 0.75 0.58 0.50
>	9000 0.75 0.50 0.50
FONTE: Adaptado de ABNT (1997, p. 7)
TABELA 16 – TEMPO DE DETENÇÃO DO ESGOTO LÍQUIDO NO FILTRO ANAERÓBIO
TÓPICO 3 — TRATAMENTO INDIVIDUAL DE ESGOTO SANITÁRIO
107
A	 NBR	 13969	 (ABNT,	 1997)	 recomenda,	 ainda,	 que	 a	 altura	 do	 leito	
filtrante	não	ultrapasse	1,20	m	e	que	a	altura	máxima	do	fundo	falso	seja	de	0,60	
m.	O	 fundo	 falso	 poderá	 ser	 construído	 com	 concreto	 simples	 ou	 armado.	 O	
diâmetro	dos	furos	pode	variar	de	2,5	a	3,0	cm,	sendo	espaçados	de	5	em	15	cm.	
A	calha	coletora	pode	ser	composta	por	um	tubo	de	PVC	cortado	ao	meio,	com	
diâmetro	nominal	de	150	mm.	Deste	modo,	podemos	calcular	a	altura	total	do	
filtro	anaeróbio	por	meio	da	equação	(IV):
H	=	h	+	h1	+	h2	(IV)
Em	que:
	H	=	altura	total	interna	do	filtro	anaeróbio	(m);
h	=	altura	total	do	leito	filtrante	(m);
h1	=	altura	da	calha	coletora	(m);
h2	=	altura	sobressalente	(variável)	(m);
3 RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS
 
O	projeto	 de	 um	 sistema	 de	 tratamento	 individual	 de	 esgoto	 sanitário	
deve	atender	preferencialmente	 todas	as	 recomendações	da	NBR	7229	 (ABNT,	
1993),	NBR	13969	(ABNT,	1997)	e	suas	correlatas.		Botelho	e	Ribeiro	Junior	(2014)	
e	Creder	(2006)	destacam	que	é	necessário	que	os	projetos	de	tanques	sépticos	e	
filtros	anaeróbios	considerem	os	seguintes	aspectos:
•	 Deve-se	prever	a	futura	instalação	de	uma	rede	coletora	pública	de	esgoto	por	
meio	de	uma	derivação	a	montante	do	sistema	de	tratamento	individual.
•	 O	tanque	séptico	deve-se	localizar	na	frente	do	terreno,	próxima	ao	logradouro	
público,	de	forma	que	permita	o	acesso	de	empresas	especializadas	na	limpeza	
das	unidades	de	tratamento.
•	 O	sistema	não	deve	comprometer	manancial,	lençol	freático	e	a	estabilidade	de	
construções	próximas	devido	à	falta	de	estanqueidade.
Antes de entrar em funcionamento, o tanque séptico deverá ser submetido ao 
ensaio de estanqueidade. Segundo a NBR 7229 (ABNT, 1993, p. 6) “a estanqueidade é medida 
pela variação do nível de água, após preenchimento, até a altura da geratriz inferior do tubo 
de saída, decorridas 12h. Se a variação for superior a 3% da altura útil, a estanqueidade é 
insuficiente [...]”, as condições construtivas da unidade devem ser revistas (trincas, fissuras, 
impermeabilização) e um novo ensaio deve ser realizado.
NOTA
108
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
A	 NBR	 7229	 (ABNT,	 1993,	 p.	 3)	 adiciona	 algumas	 recomendações	
importantes	para	os	tanques	sépticos,	válidas	também	para	os	filtros	anaeróbios.	
Distâncias	horizontais	mínimas	de	elementos	naturais	e	construídos	devem	ser	
medidos	a	partir	da	face	externa	mais	próxima	de	construções,	árvores	e	corpos	
d’água:	
a)	1,50	m	de	construções,	 limites	de	terreno,	sumidouros,	valas	de	 infiltração	e	
ramal	predial	de	água;	
b)	3,0	m	de	árvores	 e	de	qualquer	ponto	de	 rede	pública	de	abastecimento	de	
água;
c)	15,0	m	de	poços	freáticos	e	de	corpos	de	água	de	qualquer	natureza.	
Os	 tanques	 e	 seus	 componentes	 internos	 e	 externos	 devem	 possuir	 as	
especificações	necessárias	para	suportar	esforços	mecânicos,	bem	como	ataques	
químicos.	Recomenda-se	o	uso	de	cimento	resistente	a	sulfatos	para	a	execução	
de	unidades	de	concreto	moldado	in	loco.
Tanques	 domésticos	 com	volume	 aproximado	de	 6	m3	 são	 construídos	
com	paredes	de	alvenaria	de	blocos	cerâmicos	ou	tijolos	maciços	de	espessura	de	
19	cm	(sem	revestimento)	ou	concreto	armado	moldado	in	loco	com	espessura	de	
8	a	10	cm.	Também	é	possível	fazer	o	uso	de	outros	materiais	adequados	e	pré-
fabricados:		concreto	armado,	poliéster	com	fibra	de	vidro	(Figura	12),	PEAD	e	
outros.	
FONTE: <http://www.snatural.com.br/fossa-filtro-tratamento-efluentes/>. Acesso em: 6 fev. 
2020.
FIGURA 12 – TANQUE SÉPTICO DE POLIÉSTER COM FIBRA DE VIDRO
A	laje	de	fundo	do	tanque	deve	ser	o	primeiro	elemento	a	ser	construído.	
O	 elemento	deve	possuir	deve	 ser	maior	 que	 a	 base	do	 tanque,	de	modo	que	
forme	um	“dente”	e	proteja	a	estrutura	de	movimentações	significativas	(ABNT,	
1993).	As	paredes	devem	ser	revestidas	internamente	com	argamassa	de	cimento	
e	areia	–	traço	1:3	em	massa	e	espessura	de	1,5	cm	(ABNT,	1999).
TÓPICO 3 — TRATAMENTO INDIVIDUAL DE ESGOTO SANITÁRIO
109
Todas	as	unidades	de	tratamento	devem	possuir	placas	de	identificação	e	
informação.	No	caso	dos	tanques	sépticos	um	aviso	em	lugar	visível	deve	constar	
(ABNT,	1993,	p.	6):
a)	identificação:	nome	do	fabricante	ou	construtor	e	data	de	fabricação;
b)	tanque	dimensionado,	conforme	a	NBR	7229;
c)	temperatura	de	referência:	conforme	o	critério	de	dimensionamento	
adotado;	 indicação	da	 faixa	de	 temperatura	 ambiente.	 Para	 tanques	
dimensionados	 para	 condições	 mais	 rigorosas	 (T	 ≤10C),	 indicar	
"todas”;
d)	condições	de	utilização:	tabela	associando	números	de	usuários	e	
intervalos	de	limpeza	permissíveis	(exemplos	podem	ser	encontrados	
na	NBR	7229).
 
As	recomendações	construtivas	para	os	filtros	anaeróbios	estão	presentes	
na	NBR	13969	(ABNT,	1997).	A	unidade	pode	ser	construída	em	concreto	armado	
ou	elementos	pré-fabricados	de	plástico	e	fibra	de	vidro.	Segundo	a	NBR	13969	
(ABNT,	1997,	p.5):
O	filtro	anaeróbio	deve	possuir	uma	cobertura	em	laje	de	concreto,	com	
a	tampa	de	inspeção	localizada	em	cima	do	tubo-guia	para	drenagem.	
Esta	pode	 ser	 substituída	pela	 camada	de	brita,	 noscasos	de	 se	 ter	
tubos	perfurados	para	coleta	de	efluentes	[esgoto]	e	onde	não	houver	
acesso	 de	 pessoas,	 animais,	 carros	 ou	 problemas	 com	 odor,	 com	 a	
parede	sobressalente	acima	do	solo,	de	modo	a	impedir	o	ingresso	de	
águas	superficiais	[...].
Quando	 identificada	 obstrução	 do	 leito	 filtrante,	 a	 limpeza	 do	 filtro	
anaeróbio	 deve	 recorrer	 ao	 auxílio	 de	 uma	 bomba	 recalque,	 lembrando	 que:	
“os	despejos	 resultantes	da	 limpeza	do	filtro	 anaeróbio	 em	nenhuma	hipótese	
devem	ser	lançados	em	cursos	de	água	ou	nas	galerias	de	águas	pluviais”	(ABNT,	
1997,	p.	8).	O	material	deve	ser	coletado	e	tratado	por	empresas	especializadas	e	
autorizadas	pelo	órgão	ambiental	competente.		
No	filtro	anaeróbio	 também	se	deve	 informar	 (ABNT,	1997):	a)	data	de	
fabricação	e	nome	de	fabricante;	b)	a	conformidade	com	a	NBR	13969;	c)	o	volume	
útil	total	e	o	número	de	contribuintes	admissíveis.
110
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
•	 Os	 principais	 sistemas	 de	 tratamento	 individual	 de	 esgoto	 sanitário	 são	 o	
tanque	séptico	e	o	filtro	anaeróbio.
•	 O	dimensionamento	 de	 um	 tanque	 séptico	 e	 filtro	 anaeróbio	 são	 dados	 em	
função	 de	 parâmetros	 relacionados	 ao	 tempo	 de	 manutenção,	 número	 de	
pessoas	atendidas	e	temperatura	média	local.
•	 Existem	recomendações	construtivas	e	 técnicas	para	a	 implementação,	uso	e	
manutenção	 de	 um	 sistema	de	 tratamento	 constituído	 por	 tanque	 séptico	 e	
filtro	anaeróbio.
111
1		Imagine	 que	 determinado	 condomínio	 residencial	 deseja	 consultar	 você	
sobre	o	atual	sistema	de	tratamento	individual	da	edificação	composto	por	
tanque	séptico	e	filtro	anaeróbio.	Leia	as	afirmações	a	seguir	 feitas	pelos	
moradores	 e	 analise-as	 tecnicamente,	 atribuindo	 C	 para	 as	 corretas	 e	 I	
para	as	incorretas.	Aponte	e	justifique	a	resposta	caso	haja	alguma	questão	
incorreta	do	ponto	de	vista	técnico.
Objetivo:	analisar	problemas	técnicos	e	frequentes	do	cotidiano	profissional	
na	área	de	instalação	de	esgoto	sanitário.
Descrição	 dos	 procedimentos:	 ler	 os	 enunciados;	 compreender	 as	 soluções	
propostas	e	os	argumentos	oferecidos;	justificar	a	partir	do	conteúdo	expresso	
no	livro	didático	se	a	afirmação	está	correta	ou	incorreta.	
a)		(			)	Orientamos	nosso	zelador	a	limpar	o	tanque	séptico	e	o	filtro	anaeróbio	
com	água	sanitária.	
Justificativa:	 a	 água	 sanitária	 jamais	 deve	 ser	 empregada	 na	 limpeza	 das	
unidades	de	tratamento.	Ela	eliminará	os	microrganismos	responsáveis	pela	
digestão	do	lodo.
b)	(	 	 )	 Gostaríamos	 de	 desobstruir	 a	 tubulação	 que	 liga	 o	 tanque	 ao	 filtro	
anaeróbio.
Justificativa:	as	tubulações	devem	ser	desobstruídas	sempre	que	necessário.
c)	(			)	Chamaremos	uma	empresa	para	limpar	e	remover	todo	o	lodo	presente	
no	tanque	e	no	filtro.
Justificativa:	parte	do	lodo	deve	ser	mantida	no	sistema	para	os	microrganismos	
responsáveis	pela	digestão	e	oxidação	biológica	da	matéria	orgânica.	
d)	(	 	 )	Toda	essa	espuma	suspensa	no	tanque	séptico	deve	ser	removida	na	
limpeza	periódica.
Justificativa:	 sim,	a	 sua	 remoção	não	prejudicará	a	eficiência	do	sistema	de	
tratamento	e	removerá	sólidos	contaminantes	ambientais.
e)	(	 	 )	A	construtora	do	nosso	prédio	 falhou	em	não	encaminhar	a	água	de	
drenagem	para	tratamento.	Gostaríamos	de	encaminhá-la	também	para	o	
tanque	séptico	e	o	filtro	anaeróbio.
Justificativa:	como	visto	no	Tópico	1	e	2,	a	água	pluvial	(da	chuva,	de	drenagem)	
não	deve	ser	encaminhada	para	o	sistema	de	tratamento	individual	de	esgoto.	
As	unidades	não	são	dimensionadas	para	 tal	 função.	Além	disso,	a	 ligação	
reduzirá	drasticamente	a	eficiência	do	tratamento,	diminuindo	a	concentração	
de	microrganismos	que	estabilizam	a	matéria	orgânica.
2		Dimensione	 um	 sistema	 de	 tratamento	 individual	 para	 as	 condições	 de	
projeto	descritas	 a	 seguir.	Detalhe,	 em	um	 croqui,	 a	 altura	de	 entrada	 e	
saída	 das	 unidades,	 as	 dimensões	 e	 os	 comprimentos	 das	 tubulações,	 o	
tamanho	e	a	posição	das	aberturas	de	inspeção.
AUTOATIVIDADE
112
Objetivo:	 dimensionar	 tanques	 sépticos	 e	 filtros	 anaeróbios	 sob	 diversas	
condições	construtivas.
Descrição	 dos	 procedimentos:	 ler	 os	 enunciados;	 descrever	 os	 dados	 de	
“entrada”;	 determinar	 volume	 e	 altura	 útil	 do	 tanque	 séptico;	 determinar	
volume	e	altura	útil	do	filtro	anaeróbico.
 
a)	Tanque	 séptico	 e	filtro	 anaeróbio	 circulares,	 de	 câmara	única,	 para	uma	
residência	de	alto	padrão	com	3	suítes.	A	temperatura	média	do	mês	mais	
frio	é	de	T	=	13,2	ºC	e	a	limpeza	do	tanque	será	realizada	a	cada	2	anos.
 
b)	Tanque	séptico	e	filtro	anaeróbio	prismáticos	de	base	retangular,	de	câmara	
única,	 para	 uma	 residência	 de	 baixo	 padrão	 com	 1	 suítes	 e	 1	 quarto.	A	
temperatura	média	do	mês	mais	frio	é	de	T	=	20	ºC	e	a	limpeza	do	tanque	
será	realizada	a	cada	3	anos.
c)	Tanque	séptico	e	o	filtro	biológico	anaeróbio	circular,	de	câmara	única,	para	
um	 escritório	 com	número	médio	 de	 usuários	 igual	 a	 32.	A	 limpeza	 do	
tanque	será	realizada	anualmente	e	a	temperatura	média	do	mês	mais	frio	
é	de	T	=	22	ºC.
113
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
 
Caro	 acadêmico,	 nos	 primeiros	 três	 tópicos	da	Unidade	 2,	 abordarmos	
os	principais	requisitos,	critérios,	métodos	e	componentes	de	uma	instalação	de	
esgoto	sanitário.	Aspectos	de	projeto	referente	ao	tratamento	individual	de	esgoto	
sanitário	também	foram	estudados.	
Esperamos	que	ao	final	deste	último	tópico,	você	obtenha	um	repertório	
técnico	amplo	e	aprofundado	para	sua	atuação	profissional.	Nosso	objetivo	agora	
será	 reunir,	 de	maneira	 a	 integrar	 os	 conhecimentos	 adquiridos,	 por	meio	 da	
discussão	de	princípios,	concepções	e	diretrizes	de	projeto.
Os	princípios	de	 trabalho	descritos	 na	Unidade	 1,	 também	 são	válidos	
para	a	atividade	de	projeto	de	instalação	de	esgoto.	Vamos	relembra-los?	São	eles:
•	 Valorização	da	técnica:	busca	por	apoio	e	fundamentação	técnica	nas	decisões	
e	nos	critérios	de	projeto.
•	 Atenção	às	singularidades	de	cada	cliente/usuário:	desenvolvimento	do	projeto	
pautado	no	diálogo	e	na	necessidade	de	cada	cliente.
•	 Visão	integrada:	integração	com	os	diversos	projetos	envolvidos	na	construção.
•	 Sustentabilidade:	procura	por	projeto	de	adequado	desempenho,	durabilidade,	
economia	e	que	privilegie	a	preservação	ambiental.
 
Reforçamos	 também	 a	 importância	 da	 leitura	 das	 NBR	 8160	 (ABNT,	
1999),	NBR	7229	(ABNT,	1993),	NBR	13969	(ABNT,	1997)	e	suas	correlatas.	Nelas	
encontram-se	requisitos	e	recomendações	relativas	não	somente	ao	projeto,	mas	
também	a	execução	e	manutenção	das	instalações	e	dos	sistemas	de	tratamento	
individual	de	esgoto	sanitário.	Ressaltamos	que	é	de	suma	importância	sua	leitura	
completa.	Tenha	ela	sempre	“em	mãos”	na	hora	de	conceber	o	projeto.
2 PROJETOS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO: 
CONCEPÇÃO E DIRETRIZES 
As	instalações	de	esgoto	sanitário	têm	como	objetivo	coletar	e	transportar	
de	maneira	segura	e	eficiente	todo	o	esgoto	produzido	nas	construções	para	uma	
rede	pública	coletora	ou	um	sistema	de	tratamento	individual.		Deve-se	garantir	
o	fluxo	contínuo	do	esgoto	proveniente	dos	aparelhos	sanitários.	Para	isso,	vimos	
a	importância	de	um	adequado	dimensionamento	e	de	uma	correta	declividade	
para	as	tubulações.
TÓPICO 4 — 
BOAS PRÁTICAS DE PROJETO
114
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
Confira informações detalhadas sobre instalação de esgoto especiais em: 
Instalações Hidráulicas Prediais e Industriais. 
FONTE: MACINTYRE, A. J. Instalações Hidráulicas Prediais e Industriais. 3. ed. Rio de 
Janeiro: LTC, 1996. 
DICAS
Afinal,	 quais	 aspectos	 devem	 ser	 observados	 para	 a	 concepção	 de	 um	
projeto	de	instalação	de	esgoto	sanitário?	A	seguir,	listamos	os	principais:	
•	 tipo	de	construção	e	uso	da	construção;
•	 projeto	 arquitetônico,	de	 instalação	de	 água	 fria,	 água	quente	 (se	houver)	 e	
outros:	lembre-se	de	que	será	necessário	conhecer	a	construção,	especialmentea	disposição	dos	cômodos,	localização	dos	aparelhos	sanitários,	topografia	do	
terreno,	posição	do	tubo	de	inspeção	e	limpeza	(se	houver);
•	 sistema	 de	 tratamento	 de	 esgoto	 sanitário:	 verifique	 se	 há	 um	 sistema	 de	
tratamento	 coletivo	 de	 esgoto	 sanitário.	 caso	 não	 haja,	 recomenda-se	 a	
concepção	 e	 construção	 de	 um	 sistema	 de	 tratamento	 individual	 de	 esgoto	
sanitário	de	acordo	com	a	legislação	vigente	e	as	boas	práticas	apresentadas	
no	 Tópico	 3.	 Lembre-se	 sempre	 de	 prever	 uma	 futura	 derivação	 da	 rede	 e	
desativação	do	sistema	de	tratamento	individual.
•	 instalação:	confira	os	parâmetros	técnicos	exigidos	nas	normas	vigentes,	bem	
como	na	legislação	do	município	da	construção	(MACINTYRE,	1996).
•	 desenho	da	instalação:	assim	como	na	instalação	de	água	fria,	deve-se	evitar	
a	necessidade	de	“desvios”	ou	contornos.	Atenção	especial	para	a	declividade	
das	tubulações	e	o	uso	de	desconectores.	ambos	garantem	o	fluxo	hidráulico	e	
o	bom	funcionamento	da	instalação.		Estes	elementos	devem	ser	bem	definidos	
pelo	projetista.
Uma	ferramenta	importante	de	projeto	é	a	nomenclatura	de	seus	elementos.	
Na	 Tabela	 17,	 descrevem-se	 as	 nomenclaturas/siglas	 mais	 frequentemente	
utilizadas	para	cada	elemento	da	instalação	de	esgoto	sanitário.	
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO
115
SIGLA ESPECIFICAÇÃO
DN Diâmetro	nominal
UHC Unidade	Hunter	de	contribuição
RD Ramal	de	descarga
RE Ramal	de	esgoto
RV Ramal	de	ventilação
CV Coluna	de	Ventilação
SB Subcoletor
LCP Ligação	ao	coletor	público
TQ Tubo	de	queda	de	esgoto
S Sifão
VS Vaso	sanitário
LV Lavatório	banheiro
PD Pia	de	despejo
TT Torneira	de	tanque
CH Chuveiro
MLL Máquina	de	lavar	louça
MLR Máquina	de	lavar	roupa
R Ralo
RS Ralo	sifonado
CP Caixa	de	passagem
CS Caixa	sifonada
CI Caixa	de	inspeção
CG Caixa	de	gordura
TS Tanque	séptico
FONTE: Adaptado de Creder (2006, p. 224-229)
TABELA 17 – LISTA DE NOMENCLATURAS
Via	 de	 regra,	 projetos	 de	 instalação	 de	 esgoto	 sanitário	 possuem	
(BOTELHO;	 RIBEIRO	 JUNIOR,	 2014):	 memorial	 descritivo,	 justificativo	 e	 de	
cálculo,	 plantas,	 isométricos,	 detalhes	 construtivos	 (entre	 outros	 que	 se	 julgue	
necessário	 para	 o	 bom	 entendimento	 do	 projeto);	 relação	 e	 especificações	 de	
materiais	e	equipamentos;	e,	relação	das	normas	consideradas.	
De	acordo	com	Macintyre	(1996)	e	Creder	(2006),	as	exigências	básicas	de	
um	projeto	de	instalações	sanitárias	são:
•	 desenho	em	planta	baixa	na	escala	1:50	de	todos	os	pavimentos	que	possuírem	
sistema	de	esgoto	sanitário,	e	no	caso	de	plantas	com	área	muito	grande	pode	
ser	 desenhado	 na	 escala	 1:100,	 contanto	 que	 contenha:	 esquema	 vertical;	 e,	
planta	de	situação	(1:500	no	mínimo);
•	 devem	 ser	 representados	no	projeto:	 tubos	de	 queda	 (tq)	 com	numeração	 e	
quantidades	de	vasos	e	pias	conectados	a	cada	um	(devendo	ser	apresentado	por	
diagrama);	todas	as	tubulações	com	suas	respectivas	numerações	(secundárias,	
primárias,	ventilação);
116
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
•	 detalhes	das	caixas	de	inspeção	e	gordura,	quando	necessário,	na	escala	1:20;
•	 apresentação	dos	projetos	estruturais	e	fundação,	bem	como	os	demais	projetos	
de	instalação	do	edifício	(para	que	as	interferências	sejam	evitadas);
•	 definição	da	ligação	com	coletor	público	e	na	sua	impossibilidade	de	ligação	
apresentar	elementos	necessários	para	a	destinação	final	adequada.
O	 projeto	 ainda	 deve	 possuir	 as	 seguintes	 especificações	 e	 elementos	
(CREDER,	2006):
•	 pontos	de	recepção	de	esgoto	(aparelhos	sanitários);
•	 pontos	de	destino	(coletor	predial);
•	 localização	das	tubulações	e	seus	pontos	de	inspeção;
•	 localização	das	tubulações	de	ventilação
•	 número	de	unidades	hunter	de	contribuição	(UHC)	e	diâmetro	respectivo	de	
cada	tubulação;
•	 especificação	dos	materiais,	dispositivos	e	equipamentos	instalados;
•	 disposições	construtivas;
•	 testes	de	recebimento;
•	 tabelas	e	desenhos;
•	 apresentação,	supervisão	e	responsabilidade.
Atenção	 para	 o	 tipo de edificação projetada. Dependendo	 do	 seu	 uso,	
algumas	restrições	são	recomendadas	(BOTELHO;	RIBEIRO	JUNIOR,	2014):
•	 escolas	e	hospitais:	as	caixas	de	inspeção	e	gordura	devem	estar	localizadas	fora	
da	área	de	circulação	de	pessoas	não	autorizadas,	sem	que	seja	prejudicada	a	
inspeção	e	manutenção	por	profissionais	habilitados;
•	 hospitais	ou	salas	com	rígidos	critérios	de	assepsia:	os	ralos	sifonados	devem	
possuir	tampas	cegas	e	não	podem	estar	localizados	em	áreas	de	assepsia;
•	 estádios	e	 sanitários	públicos:	 as	 tubulações	devem	ser	embutidas	de	 forma	
que	se	evite	a	ação	de	vandalismo	na	instalação.
Quanto	aos	materiais,	a	aplicabilidade	dos	mesmos	pode	variar	conforme	
o	tipo	de	tubulação	(Tabela	18):
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO
117
Tubulações PVC Latão Ferro fundido
Fibro-
cimento Concreto
Cerâmica 
vidrada Alvenaria
Ramal	de	
descarga sim não sim sim não sim -
Ramal	de	
esgoto sim não sim não não sim -
Tubo	de	queda sim não sim sim sim sim -
Subcoletor sim não sim sim sim sim -
Coletor	
predial sim não sim sim não não -
Ventilação sim não sim sim não não -
Dispositivos 
Caixas	de	
ralos sim sim sim sim não não não
Caixas	de	
gordura sim não não sim sim sim sim
Caixas	de	
inspeção sim não não não sim não sim
Sifão sim sim sim não não não não
FONTE: Adaptado de Botelho e Ribeiro Junior (2014, p. 208)
TABELA 18 – MATERIAIS UTILIZADOS EM TUBULAÇÕES E DISPOSITIVOS DE ESGOTO
O	PVC	 é	um	dos	materiais	mais	 utilizados	 nos	 sistemas	de	 esgoto	 em	
virtude	do	seu	baixo	custo	e	fácil	aplicabilidade.	Porém,	em	ambiente	com	alta	
agressividade	física	e	química	recomenda-se	o	uso	de	tubulação	de	ferro	fundido	
(CARVALHO	JÚNIOR,	2014).
A	partir	destas	 recomendações,	 lembre-se	de	que	as	boas	práticas	para	
a	 concepção	 e	 elaboração	 do	 projeto	 não	 são	 exaustivas.	 Encorajamos	 que	 o	
acadêmico	 tenha	durante	 sua	atuação	profissional	um	olhar	crítico	e	atento	às	
necessidades	de	maiores	detalhes	 e	 especificações.	Reserve	um	 tempo	para	 se	
dedicar	 na	 elaboração	 e	 revisão	 do	 projeto,	 o	 documento	 será	 uma	 das	 suas	
principais	ferramentas	de	comunicação.
118
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
LEITURA COMPLEMENTAR
SOLUÇÕES PARA OS PRINCIPAIS PROBLEMAS HIDRÁULICOS
As	 instalações	 hidráulicas	 e	 sanitárias	 são	 responsáveis	 por	 grande	
parte	 dos	 problemas	 patológicos	 nas	 edificações	 (GNIPPER,	 2010).	 A	 seguir,	
apresentamos	 os	 principais	 problemas,	 causas	 e	 soluções	 –	 texto	 extraído	 e	
adaptado	de	Tigre	(2013):
A	 ruptura	 em	 tubos	 pode	 ser	 causada	 por	 impactos	 no	 transporte,	 no	
manuseio	ou	durante	a	sua	utilização,	devendo-se	levantar	informações	no	local	
para	verificar	se	o	 tubo	sofreu	 impacto	durante	o	seu	transporte	ou	manuseio,	
e	caso	este	tenha	ocorrido	deve-se	substituir	trecho	de	tubo	danificado	por	um	
novo	e	no	caso	de	 impacto	durante	 sua	utilização,	providenciar	uma	proteção	
mecânica	adicional	ou	desviar	o	seu	traçado	para	evitar	novos	impactos.	
O	recalque	diferencial	do	 terreno	 também	pode	ser	uma	das	causas	de	
ruptura,	em	que	se	deve	verificar	se	há	trincas	nas	paredes	e/ou	em	pisos,	que	são	
os	indicativos	de	recalque	diferencial	do	terreno	e	em	caso	de	ruptura	substituir	
o	trecho	de	tubo	danificado	e	providenciar:	reforço	das	fundações	e/ou	substituir	
o	material	do	solo	ou,	ainda,	melhorar	a	sua	compactação.
O	esforço	excessivo	provocado	por	raízes	de	árvores	também	é	responsável	
por	esse	tipo	de	problema,	devendo-se	verificar	se	há	raízes	de	árvores	próximas	
forçando	o	tubo	de	PVC	e	em	caso	positivo	substituir	o	trecho	de	tubo	danificado	
e	providenciar	um	desvio	da	tubulação.
As	 deformações	 em	 tubos	 podem	 ser	 causadas	 pela	 tentativa	 de	
desentupimento	da	 tubulação	de	esgoto	com	soda	cáustica,	neste	caso	deve-se	
verificar	dois	itens:
1.	Se	a	deformação	ocorreu	em	tubo	de	esgoto.	
2.	Verificar	 se	 foi	 aplicada	 soda	 cáustica	 na	 tentativade	 desentupimento	 da	
tubulação	de	esgoto.
Caso	tenha	sido	deformado,	deve-se	substituir	o	trecho	de	tubo	de	PVC	
danificado.	Informar	ao	usuário	para	não	utilizar	mais	este	procedimento	para	
desentupir	a	tubulação	de	esgoto,	explicando	que	a	soda	cáustica	em	contato	com	
a	água	libera	calor	excessivo	(reação	exotérmica)	e	que	isso	provoca	deformação	
em	tubos	de	PVC.
Deformações	 também	podem	ocorrer	por	conta	da	condução	de	esgoto	
sem	 pressão	 em	 temperatura	 excessiva,	 três	 itens	 devem	 ser	 essencialmente	
verificados:
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO
119
1.	Se	a	deformação	ocorreu	em	ramal	de	descarga	de	pia	de	cozinha	com	tubos	de	
PVC	de	esgoto	da	Linha	Série	Normal.	
2.	Verificar	o	caimento	e	as	condições	de	apoio	da	tubulação	de	esgoto.	
3.	Verificar	como	está	sendo	utilizada	esta	pia	de	cozinha,	quais	são	os	despejos,	
em	que	temperatura	e	em	que	frequência.
As	 soluções	 para	 este	 tipo	 de	 problema	 se	 encontram	 em:	 substituir	 o	
trecho	 de	 tubulação	 danificada	 pela	 Linha	 Série	 Reforçada;	 corrigir	 eventuais	
erros	 de	 caimento;	melhorar	 as	 condições	 de	 apoio	 reduzindo	 o	 espaçamento	
entre	eles	para	evitar	deflexões	excessivas	na	tubulação,	que	podem	reter	líquidos	
quentes	por	longos	períodos;	se	a	aplicação	for	em	cozinhas	industriais	onde	a	
frequência	de	despejos	é	considerada	contínua,	recomenda-se	instalar	caixas	de	
resfriamento	para	poder	utilizar	tubos	de	PVC	com	total	segurança.
A	profundidade	de	assentamento,	material	de	envoltória	e	compactação	
inadequados	 para	 o	 tipo	 de	 carga	 existente	 sobre	 a	 tubulação	 também	 pode	
provocar	 deformações	 na	 tubulação,	 devendo-se	 verificar	 as	 condições	 de	
assentamento	da	tubulação	(material	de	envoltória	e	compactação),		a	carga	de	
terra	e	as	cargas	móveis	sobre	a	tubulação	e	se	a	profundidade	de	assentamento	
está	de	acordo	com	recomendações:	
•	 30	cm	para	interior	dos	lotes;	
•	 60	cm	em	passeios	(calçadas);	
•	 80	cm	na	rua	sob	tráfego	de	veículos	leves;	
•	 1,20	m	em	rua	sob	tráfego	intenso	de	veículos	pesados;	
•	 1,5	m	sob	tráfego	de	ferrovias.
Rupturas	 em	 ralos	 e	 caixas	 sifonadas	 podem	 ocorrer	 graças	 ao	
tensionamento	por	desalinhamento	da	 tubulação	de	entrada	e/ou	 saída.	Neste	
caso,	deve-se	verificar	o	alinhamento	da	tubulação	e	as	condições	dos	apoios	e	
refazer	a	instalação.
Também	pode	ocorrer	ruptura	do	corpo	por	impacto	durante	tentativa	de	
limpeza	inadequada,	em	que	se	deve	verificar	se	foi	adotado	processo	de	limpeza	
inadequado	 (por	 impacto)	 e	 os	 motivos	 desta	 tentativa.	A	 solução	 adotada	 é	
refazer	o	sistema	de	esgoto	instalando	a	caixa	sifonada	nos	ramais	de	descarga	
e	de	esgoto.	Deve-se	orientar	o	usuário	sobre	o	uso	correto	do	sistema	de	esgoto	
para	 evitar	 novos	 entupimentos.	Algumas	 caixas	 sifonadas	 vêm	 com	 cesta	 de	
limpeza	que	auxilia	neste	processo.
O	 retorno	 de	 esgoto	 pela	 caixa	 sifonada	 pode	 ser	 provocado	 pelo	
desalinhamento	ou	caimento	inadequado	do	subcoletor.	
Em	 instalações	 aparentes,	 deve-se	 verificar	 se	 o	 sistema	de	 apoios	 está	
causando	desalinhamento	ou	caimento	inadequado	do	subcoletor.	Em	instalações	
enterradas,	verificar	se	o	caimento	está	inadequado.	A	solução	para	este	tipo	de	
problema	é	corrigir	o	alinhamento	e	o	caimento,	e	instalar	a	Válvula	de	Retenção	
de	Esgoto.
120
UNIDADE 2 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO
O	entupimento	no	tubo	subcoletor	também	pode	ser	uma	das	causas	de	
retorno	de	esgoto,	busca-se	averiguar	se	o	subcoletor	está	entupido	e	quais	as	suas	
causas.	Assim	que	realizada	a	vistoria,	deve-se	providenciar	o	desentupimento	
do	subcoletor	com	procedimentos	recomendados	pela	norma	NBR	8160	Anexo	
F	 (manutenções)	 e	 instalar	 válvula	 de	 retenção	 de	 esgoto,	 bem	 como	 orientar	
o	 usuário	 sobre	 a	 utilização	 correta	 do	 sistema	 de	 esgoto,	 para	 evitar	 futuros	
entupimentos.
Outra	causa	possível	deste	tipo	de	problema	é	a	existência	de	rede	pública	
de	coletor	de	esgoto	subdimensionada	ou	parcialmente	entupida	trabalhando	com	
seção	plena.	Neste	caso,	deve-se	verificar	se	está	ocorrendo	o	mesmo	problema	
em	outras	casas	vizinhas	e	solicitar	à	companhia	de	saneamento	local	a	limpeza	
e/ou	obra	de	ampliação	da	rede	de	esgoto,	bem	como	instalar	válvula	de	retenção	
de	esgoto	no	coletor	predial.
Ligação	 da	 rede	 de	 águas	 pluviais	 na	 rede	 de	 esgoto	 também	 podem	
causar	problemas	a	instalação.	Caso	isto	ocorra,	deve-se	observar	a	existência	de	
ligação	das	tubulações	de	águas	pluviais	na	rede	de	esgoto	e	desfazer	as	mesmas,	
ligando-as	na	rede	de	águas	pluviais	e	instalando	a	válvula	de	retenção	de	esgoto	
no	coletor	predial.
Um	problema	bastante	comum	e	incômodo,	o	mau	cheiro	pode	ser	causado	
pela	ausência	ou	sistema	de	ventilação	inadequado.	Deve-se	retirar	a	grelha	da	
Caixa	Sifonada	do	banheiro	e	observá-la	enquanto	se	aciona	a	descarga	de	um	
vaso	sanitário	próximo,	verificando	se	há	redução	do	nível	do	fecho	hídrico	ou	se	
há	turbulência	na	superfície	do	mesmo.	Caso	confirmada	a	causa	do	problema,	
deve-se	corrigir	o	sistema	de	esgoto	instalando	sistema	de	ventilação.
O	mau	 cheiro	 também	pode	 ser	 causado	pela	 ausência	de	desconector	
ou	 inadequação	do	mesmo.	Deve-se	verificar	a	ausência	de	desconector	 (caixa	
sifonada)	ou	caixa	sifonada	com	fecho	hídrico	menor	que	50	mm	e	instalar	caixa	
sifonada	que	possua	fecho	hídrico	de	pelo	menos	50	mm.
Ausência	ou	vedação	inadequada	da	saída	do	vaso	sanitário,	 também	é	
uma	das	prováveis	causas	do	mau	cheiro,	devendo	observar	se	a	 junta	entre	a	
saída	do	vaso	sanitário	com	a	tubulação	de	esgoto	está	incorreta	e	instalar	vedação	
para	saída	de	bacia	sanitária	ou	anel	de	vedação.
Outra	causa	são	as	vedações	ineficientes,	onde	deve-se	analisar	as	juntas	
(soldáveis	ou	elásticas)	das	tubulações	e	se	as	mesmas	estão	corretas,	caso	não	
estejam	os	erros	devem	ser	corrigidos.
Caixas	de	passagem	e	de	gordura	com	sistema	ineficiente	de	vedação	da	
tampa	 também	podem	provocar	mau	 cheiro.	Deve-se	 verificar	 se	 as	 caixas	de	
passagens/inspeção	e	de	gordura	são	tradicionais	(de	alvenaria	ou	concreto)	e	se	
existem	trincas	ou	quebras	nas	tampas	de	concreto,	então,	substituir	as	caixas	de	
passagem/inspeção	e	de	gordura.
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO
121
Ainda,	a	ausência	de	plug	no	sifão	da	caixa	sifonada	pode	ser	uma	das	
causas	deste	problema.	Deve-se	observar	se	a	caixa	sifonada	está	sem	o	plug	do	
sifão,	e	caso	não	possua,	instalar	o	plug	no	sifão	da	caixa	sifonada.
Um	problema	bastante	comum	é	o	entupimento	de	pia	de	cozinha,	lavatório	
e	tanque,	o	que	pode	ser	causado	pelo	entupimento	no	ramal	de	descarga.	Verificar	
se	após	a	limpeza	do	sifão	ainda	ocorre	retenção	ou	escoamento	insatisfatório	do	
esgoto	na	pia,	lavatório	ou	tanque	e	providenciar	o	desentupimento	dos	ramais	
de	descarga	utilizando	os	procedimentos	recomendados	pela	norma	NBR	8160	
da	ABNT	anexo	F	(manutenções).
Outra	causa	comum	de	entupimentos	é	o	acúmulo	de	detritos	no	sifão,	
devendo-se	verificar	 se	há	 retenção	ou	 escoamento	 insatisfatório	do	 esgoto	na	
pia,	lavatório	ou	tanque	e	fazer	a	limpeza	do	sifão.
O	Retorno	de	espuma	pela	Caixa	Sifonada	pode	ocorrer	pelo	lançamento	
de	 água	 servida	 da	 máquina	 de	 lavar	 roupas	 diretamente	 na	 caixa	 sifonada.	
Imediatamente	 após	 o	 despejo	 da	 máquina	 de	 lavar	 roupa	 deve-se	 observar	
se	 ocorre	 retorno	 de	 espuma,	 em	 caso	 afirmativo	 deve-se	 instalar	 dispositivo	
antiespuma.
O	retorno	de	espuma	pelo	ponto	de	despejo	d’água	pode	ser	decorrente	de	
ligações	de	tubulações	de	esgoto	em	regiões	de	ocorrência	de	sobrepressão.	Deve-
se	observar	se	a	ligação	dos	ramais	de	esgoto	de	máquina	de	lavar	roupa	com	as	
colunas	estão	nas	áreas	de	sobrepressão	definidos	no	item	4.2.4.3	da	norma	NBR	
8160	e	instalar	o	adaptador	para	máquina	de	lavar	roupas	no	ponto	da	parede	do	
ramal	de	esgoto.
FONTE: Adaptado de TIGRE S. A. M294 Manual técnico tigre: orientações técnicas sobre 
instalações hidráulicas prediais. Joinville: Tigre, 2013.Disponível em: https://tigrecombr-prod.
s3.amazonaws.com/default/files/2019-08/Tigre_Manual+Tecnico.pdf. Acesso em: 18 jun. 2020.
122
RESUMO DO TÓPICO 4
Neste tópico, você aprendeu que:
•	 As	instalações	de	esgoto	sanitário	têm	como	objetivo	coletar	e	transportar	de	
maneira	segura	e	eficiente	todo	o	esgoto	produzido	nas	construções	para	uma	
rede	pública	coletora	ou	um	sistema	de	tratamento	individual.
•	 Para	 a	 formulação,	 análise	 e	 supervisão	de	projetos	de	 instalação	de	 esgoto	
sanitário	e	de	sistemas	de	tratamento	individual	devem-se	considerar	princípios	
técnicos	presentes	nas	normas	vigentes	da	ABNT.
•	 A	 concepção	 de	 projeto	 de	 instalação	 de	 esgoto	 sanitário	 deve	 seguir	 os	
princípios	de	valorização	da	técnica,	atenção	às	singularidades,	visão	integrada	
e	sustentabilidade.
Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem 
pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao 
AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
CHAMADA
123
1		Acadêmico,	 esta	 autoatividade	 se	 integra	 à	Unidade	 1,	mas	 se	 relaciona	
diretamente	ao	conteúdo	da	Unidade	2.	É	uma	oportunidade	para	que	você	
observe	a	integração	entre	o	projeto	hidráulico	e	o	sanitário.	Sendo	assim,	
quais	são	as	implicações	que	as	perguntas	levantadas	no	Exercício	1	(Tópico	
4,	Unidade	1)	possuem	para	a	instalação	de	esgoto	sanitário?
Objetivo:	pensar	e	conceber	de	maneira	integrada	os	projetos	de	instalações	
de	esgoto	sanitário.
Descrição	 dos	 procedimentos:	 descrever	 perguntas	 do	 Exercício	 1	 (Tópico	
4,	Unidade	1);	determinar	implicações	que	estas	perguntas	possuem	para	o	
projeto	de	esgoto	sanitário.
2		Considere	os	seus	aprendizados	sobre	as	instalações	de	esgoto	sanitário	e	
faça	o	levantamento	de	ao	menos	três	possíveis	causas	de	“mau	cheiro”	em	
uma	residência	de	seu	cliente.	
Objetivo:	levantar	possíveis	causas	de	mau	odor	proveniente	das	instalações	
sanitárias.
Descrição	 dos	 procedimentos:	 levantar	 possíveis	 causas	 de	 mau	 cheiro;	
respostas	devem	ser	resgatadas	da	Leitura	Complementar.
3		Observe	um	exemplo	de	projeto	de	instalação	de	esgoto	sanitário	de	uma	
residência	com	dois	pavimentos	e	responda	às	perguntas:
Objetivo:	 avaliar	 a	 capacidade	 de	 compreensão	 do	 discente	 em	 relação	 ao	
projeto	de	instalação	de	esgoto	sanitário.
a)	Qual	o	nome	do	equipamento	localizado	dentro	dos	boxes	dos	banheiros	e	
representado	por	um	quadrado?
b)	Qual	o	nome	que	se	dá	para	a	área	fechada	destinada	aos	tubos	de	queda	
dos	banheiros?
c)	Quantas	colunas	de	ventilação	há	na	edificação?
d)	Qual	o	diâmetro	nominal	do	coletor	de	esgoto	da	edificação?
e)	Qual	o	nome	do	equipamento		que	recebe	o	esgoto	produzido	na	cozinha?
AUTOATIVIDADE
124
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO	BRASILEIRA	DE	NORMAS	TÉCNICAS. NBR 8160:	instalações	
prediais	de	esgoto	sanitário.	Rio	de	Janeiro,	1999.	
ASSOCIAÇÃO	BRASILEIRA	DE	NORMAS	TÉCNICAS. NBR 13969:	tanques	
sépticos:	unidades	de	tratamento	complementar	e	disposição	final	dos	efluentes	
líquidos	-	Projeto,	construção	e	operação.	Rio	de	Janeiro,	1997.	
ASSOCIAÇÃO	BRASILEIRA	DE	NORMAS	TÉCNICAS.	NBR 7229:	projeto,	
construção	e	operação	de	sistemas	de	tanques	sépticos.	Rio	de	Janeiro,	1993.	
BLUKIT.	Conheça os sifões da Blukit.	2016.	Disponível	em:	https://www.blukit.
com.br/noticias/detalhe/conheca-os-sifoes-da-blukit.	Acesso	em:	26	set.	2019.
BOTELHO,	M.	H.	C.;	RIBEIRO	JUNIOR,	G.	de	A.	Instalações hidráulicas 
prediais utilizando tubos plásticos.	4.	ed.	São	Paulo:	Blucher,	2014.	
BRASIL.	Sistema	Nacional	de	Informações	sobre	Saneamento.	Ministério do 
Desenvolvimento Regional publica diagnósticos da situação do saneamento 
no Brasil.	2017.	Disponível	em:		http://www.snis.gov.br/component/content/
article?id=175.	Acesso	em:	2	out.	2019.
CARVALHO	JÚNIOR,	R.	de.	Instalações hidráulicas e o projeto de arquitetura.	
8.	ed.	rev.	São	Paulo:	Blucher,	2014.
CREDER,	H.	Instalações Hidráulicas e Sanitárias. 6.	ed.	Rio	de	Janeiro:	LTC,	
2006.	
DALCIN,	B.	O que fazer em uma reforma de banheiro.	2015.	Disponível	em:	
https://comprandomeuape.com.br/2015/08/o-que-fazer-em-uma-reforma-de-
banheiro.html.	Acesso	em:	12	set.	2019.
FORTLEV.	Caixa sifonada.	c2020.	Disponível	em:	https://www.fortlev.com.br/
produto/caixa-sifonada-com-7-entradas/.	Acesso	em:	12	set.	2019.
MACINTYRE,	A.	J.	Instalações Hidráulicas Prediais e Industriais.	3.	ed.	Rio	de	
Janeiro:	LTC,	1996.	
NAKAMURA,	J.	Elimine o cheiro de esgoto da casa com manutenções e 
cuidados simples.	2015.	Disponível	em:	https://www.uol.com.br/universa/
noticias/redacao/2015/02/24/elimine-o-cheiro-de-esgoto-da-casa-com-
manutencoes-e-cuidados-simples.htm.	Acesso	em:	23	set.	2019.
125
NEVILLE,	A.	M.;	BROOKS,	J.	J.	Tecnologia do concreto.	2.	ed.	Porto	Alegre:	
Bookman,	2013.	
TERUEL	C.;	CASTRO	F.	Saiba qual é a função da caixa de gordura, como 
instalar e limpar.	c2019.	Disponível	em:	https://www.aecweb.com.br/
cont/m/rev/saiba-qual-e-a-funcao-da-caixa-de-gordura-como-instalar-e-
limpar_11713_10_19.	Acesso	em:	26	set.	2019.
TIGRE	S.A.	Caixa de gordura:	ficha	técnica.	2018.	Disponível	em:	https://
tigrecombr-prod.s3.amazonaws.com/default/files/produtos/ficha-tecnica/FT_
Caixa%20de%20Gordura-compactado%20%281%29.pdf.	Acesso	em:	23	set.	2019.
TIGRE	S.A.	M294 Manual técnico tigre:	orientações	técnicas	sobre	instalações	
hidráulicas	prediais.	Joinville:	Tigre,	2013.	
TSUTIYA,	M.	T.;	ALEM	SOBRINHO,	P.	Coleta e transporte de esgoto sanitário.	
São	Paulo:	Escola	Politécnica	da	USP,	1999.	
VIANA	D.	Instalações sanitárias:	ventilação	de	esgoto	predial.	2019.	Disponível	
em:	https://www.guiadaengenharia.com/instalacoes-sanitarias-ventilacao/.	
Acesso	em:	26	set.	2019.
126
127
UNIDADE 3 — 
PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES 
DE PREVENÇÃO E COMBATE 
AO INCÊNDIO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• perceber elementos práticos de prevenção e combate ao incêndio a partir 
dos conceitos de risco;
• analisar e estimar parâmetros e critérios tecnicamente adequados para 
sistemas de prevenção e combate ao incêndio;
•	 dimensionar	e	especificar	elementos	de	um	sistema	de	prevenção	e	com-
bate ao incêndio;
• elaborar e compreender projetos de instalações de prevenção e combate 
ao incêndio;
• aprofundar os conhecimentos teóricos a partir atividades práticas.
Esta unidade está dividida em quatro tópicos. No decorrer da unidade, 
você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo 
apresentado.
TÓPICO 1 – INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO 
INCÊNDIO: ASPECTOS GERAIS
TÓPICO 2 – SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO
TÓPICO 3 – BOMBAS EM SISTEMAS DE COMBATE AO INCÊNDIO
TÓPICO 4 – BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
128
129
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Caro acadêmico, graves e tristes acontecimentos como o incêndio da 
Boate Kiss em Santa Maria (Rio Grande do Sul, ano de 2013) nos relembram da 
importância da engenharia. A existência de adequados sistemas e instalações 
de prevenção e combate ao incêndio são fundamentais para que se garanta a 
segurança dos usuários e a estabilidade das construções. 
Diante desta relevância, buscaremos abordar a questão dos incêndios nas 
edificações	a	partir	de	uma	abordagem	global,	reunindo	aspectos	de	prevenção	e	
combate.	Na	prevenção	busca-se	proteger	os	usuários	da	edificação	e	evitar	que	o	
próprio	incêndio	ocorra.	No	combate,	procura-se	alertar	e	criar	condições	eficazes	
para que o incêndio seja controlado e extinto (CREDER, 2006).
As	medidas	mais	usuais	contra	incêndio	nas	edificações	são	os	extintores,	
hidrantes,	 sinalizações,	 rotas	 de	 fuga	 e	 alarmes.	 Recomendações	 sobre	 as	
especificações	de	cada	medida	são	regulamentadas	pelo	Corpo	de	Bombeiros	de	
cada uma das unidades da federação.
Você perceberá que nesta Unidade 3 as normas da ABNT dividirão sua 
importânciacom as Instruções Normativas (INs) emitidas e publicadas pelo 
Corpo de Bombeiros da sua cidade ou estado. Veremos que as INs têm um papel 
central na regulação do tema, o que atribui aos projetos peculiaridades próprias 
para cada região do país. 
TÓPICO 1 — 
INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO 
INCÊNDIO: ASPECTOS GERAIS
Uma Instrução Normativa ou Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros tem 
por finalidade padronizar e regular critérios, requisitos e projetos de instalações contra 
incêndio conforme os termos da lei.
NOTA
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
130
Diante das diversas regulamentações, buscaremos, neste livro didático, 
apresentar	 os	 principais	 conceitos	 e	 diretrizes	 para	 a	 concepção	 e	 elaboração	
de um projeto de instalação contra incêndio. Reiteramos que nada substituirá a 
análise	e	verificação	completa	das	 instruções	 locais,	 formuladas	pelo	Corpo	de	
Bombeiros da sua região. Isso será fundamental para que seus projetos sejam 
aprovados. 
A	NBR	 15575-1/2013	 Edificações	Habitacionais	 –	 Desempenho	 Parte	 1:	
Requisitos gerais (ABNT, 2013) aponta princípios importantes de projeto que 
aprofundaremos ao longo deste livro. Em síntese, poderíamos destacar que a 
instalação de prevenção e combate de incêndio buscará:
-	Proteger	a	vida	dos	ocupantes	das	edificações	e	áreas	de	risco,	em	
caso de incêndio;
-	 Dificultar	 a	 propagação	 do	 incêndio,	 reduzindo	 danos	 ao	 meio	
ambiente e ao patrimônio;
- Proporcionar meios de controle e extinção do incêndio;
- Dar condições de acesso para as operações do Corpo de Bombeiros 
[...] (ABNT, 2013, p. 15).
 
A mesma NBR 15575 (ABNT, 2013) aponta o caráter integrado das 
instalações de prevenção e combate aos incêndios. Na concepção de um projeto 
estrutural, por exemplo, a resistência ao fogo dos elementos vincula-se a:
-	 Possibilitar	 a	 saída	 dos	 ocupantes	 da	 edificação	 em	 condições	 de	
segurança;
-	 Garantir	 condições	 razoáveis	 para	 o	 emprego	 de	 socorro	 público,	
onde se permita o acesso operacional de viaturas, equipamentos e 
seus recursos humanos, com tempo hábil para exercer as atividades 
de salvamento (pessoas retidas) e combate a incêndio (extinção);
-	Evitar	ou	minimizar	danos	à	própria	edificação,	às	outras	adjacentes,	
à	infraestrutura	pública	e	ao	meio	ambiente	(ABNT,	2013,	p.	16).
Assim, esperamos que você, acadêmico, possa atingir os objetivos 
de	aprendizagem	por	meio	dos	quatro	 tópicos	desta	Unidade	3.	No	Tópico	1,	
abordaremos uma discussão, que embora conceitual, possui muitas implicações 
práticas. Nos Tópicos 2 e 3 estudaremos os principais elementos de uma instalação 
de prevenção e combate ao incêndio, como: extintores, tubulações, reservatórios 
e	 bombas	 de	 incêndio.	 Por	 fim,	 integraremos	 os	 conteúdos	 apresentados	 na	
discussão de critérios práticos de projeto e inspeção (Tópico 4).
2 FATORES DE RISCO DE INCÊNDIOS E SUAS IMPLICAÇÕES
 
Afinal,	 quais	 são	 os	 elementos	 que	 desencadeiam	 um	 incêndio?	 Ao	
pensarmos em estratégias de limitação e controle do risco de incêndio precisamos 
identificar	 os	 fatores	 que	 o	 constituem.	A	 luz	 da	 teoria	 dos	 riscos	 ambientais	
(GRACIOSA; MENDIONDO, 2007), podemos apontar três tipos de fatores que 
reunidos	produzem	o	risco	de	incêndio	(equação	I):	(1)	agente	físico-químico	(2)	
ambiente vulnerável e (3) exposição de pessoas, bens e estruturas:
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO: ASPECTOS GERAIS
131
RISCO DE INCÊNDIO = AGENTE x VULNERABILIDADE x EXPOSIÇÃO (I)
O agente físico-químico será o oxigênio e o calor, elementos que em contato 
com o material combustível proporcionam a formação do fogo. A intervenção 
sobre o “agente” ocorrerá sempre em um contexto de combate, tendo em vista 
as	diferentes	causas	e	estágios	do	incêndio.	Para	isso	utilizaremos	equipamentos	
e	materiais	de	combate	específicos	para	cada	tipo	de	 incêndio	que	reduzirão	a	
temperatura e a concentração de oxigênio. 
A vulnerabilidade pode ser entendida como o nível de predisposição 
que determinado ambiente construído possui para criar e propagar o fogo. O 
incêndio	 não	 seria	motivo	de	 preocupação	 se	 não	 houvesse	materiais	 capazes	
de	entrar	 em	combustão	nas	edificações.	Portanto,	quanto	maior	o	número	de	
materiais combustíveis (“carga de fogo”) e quanto maior seu grau de propagação, 
maior	será	a	vulnerabilidade	da	edificação.
Veremos mais à frente e com maior profundidade o conceito de carga de 
fogo ou também conhecido como carga de incêndio. Esse fator possibilita quantificar a 
vulnerabilidade do local e pode servir de parâmetro para o dimensionamento de diversas 
instalações contra incêndio.
NOTA
Um	agente	e	um	ambiente	vulnerável	ainda	não	são	capazes	de	formar	
um risco se não houver a exposição de pessoas, estruturas ou quaisquer outros 
seres vivos, obras de arte, documentos e sistemas dos quais se deseja preservar. A 
redução da exposição consiste em prever rotas de fugas, sistemas de isolamento 
(ex.: portas “corta fogo”), saídas de emergência bem dimensionadas e outros.
Você consegue perceber a relação de todos estes três fatores no evento da 
Boate	Kiss?	Segundo	a	imprensa	(G1,	2013),	um	elemento pirotécnico (agente) 
provocou o início do incêndio no forro da edificação (ambiente vulnerável). 
Poderia ser apenas um “susto” se o fogo fosse contido e se as pessoas não 
estivessem expostas em um ambiente superlotado e com rotas de fuga sem a 
devida	sinalização	(exposição).
Vejam, portanto, que a equação (I) possui implicações práticas. Permite 
não somente perceber que a exclusão de um ou mais fatores leva a eliminação do 
risco. O conceito também permite observar que o incêndio não é mera fatalidade. 
Trata-se	 de	 um	 evento	 “construído”,	 resultante	 de	 fatores	 relacionados	 à	
negligência ou imprudência humana. 
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
132
Ainda que a origem do fogo possa ser natural (proveniente de raios, 
incêndios	 florestais	 etc.),	 há	 outros	 fatores	 que	 podem	 ser	 gerenciados	 pela	
engenharia (vulnerabilidade e exposição) para que danos e perdas sejam 
minimizados	 ou	 evitados.	 Portanto, todo incêndio é pré-anunciado pelas 
condições em que se encontram os fatores de risco das edificações. Nossa tarefa 
ao	longo	de	toda	a	Unidade	3	consistirá	em	gerenciar	estes	fatores,	reduzi-los	ou	
até	mesmo	eliminá-los	para	que	se	garanta	a	segurança	dos	usuários	da	edificação.
2.1 CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS E CARGA DE FOGO
Como	seria	possível	quantificar	os	riscos?	Existem	ferramentas	qualitativas	
e quantitativas para isso. De maneira geral, o Corpo de Bombeiros de cada 
unidade	da	federação	costuma	apresentar	uma	classificação	de	acordo	com	o	uso	
e	a	ocupação	da	construção	(classificação	qualitativa,	não	numérica).	
Perceba	que	a	questão	do	uso	da	edificação	reúne	direta	e	indiretamente	
aspectos relacionados aos graus de vulnerabilidade e exposição. Observe o 
exemplo da Instrução Normativa 003 do estado de Santa Catarina (CBM-SC, 
2014, p. 4, grifo do autor):
Art.	 5º	Dentro	 da	 classificação	 do	 risco	 de	 incêndio,	 a	 princípio,	 as	
ocupações dos imóveis serão distribuídas da seguinte forma: 
I – RISCO LEVE – para ocupação tipo: a) Residencial privativa 
multifamiliar; b) Residencial coletiva; c) Comercial (exceto 
supermercados ou galerias comerciais); d) Pública; e) Escolar geral; 
f) Escolar diferenciada; g) Reunião de Público com concentração; h) 
Reunião de Público sem concentração; i) Hospitalar sem internação 
e sem restrição de mobilidade; j) Parques aquáticos; k) Atividades 
agropastoris (exceto silos); l) Riscos diferenciados; m) Mista (para 
duas ou mais ocupações previstas neste inciso, desde que exista 
compartimentação entre as diferentes ocupações e com saídas de 
emergência independentes). 
II – RISCO MÉDIO – para ocupação tipo: a) Residencial transitória; 
b) Garagens; c) Mista (quando não houver compartimentação entre 
as	diferentes	ocupações	ou	com	sobreposiçãode	fluxo	nas	saídas	de	
emergência); d) Industrial; e) Comercial (apenas supermercados ou 
galerias comerciais); f) Shopping Center; g) Hospitalar com internação 
ou com restrição de mobilidade; h) Postos de revenda de GLP; i) Locais 
com restrição de liberdade; j) Depósitos; k) Atividades agropastoris 
(apenas	 silos);	 l)	 Túneis,	 galerias	 e	 minas;	 m)	 Edificações	 especiais	
(apenas	para	oficinas	de	consertos	de	veículos	automotores,	caldeiras	
ou vasos sob pressão); 
III – RISCO ELEVADO – para ocupação tipo: a) Postos para 
reabastecimentos	 de	 combustíveis;	 b)	 Edificações	 especiais	 (apenas	
para	depósito	de	combustíveis,	inflamáveis,	explosivos	ou	munições).
Nas	edificações	de	uso	comercial	e	industrial	é	comum	que	a	classificação	
de riscos seja complementada por uma avaliação quantitativa (numérica) do grau 
de	vulnerabilidade.	É	o	 caso	da	quantificação	da	carga de incêndio específica 
da	 edificação.	O	parâmetro	pode	 ser	 definido	 como	 a	 razão	 entre	 a	 soma	das	
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO: ASPECTOS GERAIS
133
energias	caloríficas	que	poderiam	ser	liberadas	pela	queima	completa	de	todos	os	
materiais	e	a	área	total	construída	da	edificação	(equação	II).	
Consideram-se construções de risco leve aquelas que possuem carga de 
incêndio	específica	menor	que	1140	MJ/m²,	risco	médio	entre	1140	e	2280	MJ/m²	e	
risco	elevado	maior	que	2280	MJ/m²	(CBM-SC,	2014).	Por	meio	da	equação	(II)	é	
possível	calcular	carga	de	incêndio	específica	da	edificação.	Ela	expressa	a	relação	
entre	a	soma	da	carga	de	“i”	materiais	e	a	área	construída	da	edificação	ou	de	um	
compartimento	específico.
Em que:
Qe	=	carga	de	incêndio	específica	(MJ/m²);
pi = massa do material “i” combustível (kg);
ki	=	poder	calorífico	do	material	“i”	(MJ/kg);	
A	=	área	construída	da	edificação	(m²).
O seguinte roteiro de cálculo poderá ser seguido para o cálculo da carga 
de	incêndio	específica:
1)	Levantar	 os	 materiais	 combustíveis	 encontrados	 na	 edificação,	 incluindo	 a	
mobília.
2)	Levantamento	da	massa	estimada	dos	materiais	combustíveis	e	identificação	
dos	seus	respectivos	poderes	caloríficos	(ver	próxima	nota).
3) Cálculo da somatória da carga de incêndio de todos os materiais combustíveis. 
4)	Determinação	da	carga	de	incêndio	específica.
Confira valores de referência dos poderes caloríficos dos materiais (k
i
) no 
Anexo A deste Tópico 1.
DICAS
Sendo	assim,	uma	edificação	de	504	m²	com	500	kg	de	madeira	(k	=	19	MJ/
kg)	e	100	kg	de	plástico	(31	MJ/kg)	terá	uma	carga	de	incêndio	específica	de	25	
MJ/m².	
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
134
3 CLASSES DE INCÊNDIO E SEUS MATERIAIS DE COMBATE
A	identificação	de	como	o	 incêndio	se	origina	não	é	uma	 tarefa	 trivial.	
Incêndios com diferentes origens exigirão diferentes maneiras de combate, motivo 
pelo qual nem sempre a água será o material mais adequado para a extinção do 
fogo.
Confira os perigos que a escolha inadequada do método de combate pode 
gerar, acessando o link a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=7OYh9_MTx8s.
NOTA
A medida mais adequada contra incêndios sempre será a prevenção, 
porém, quando não for possível, deve-se combatê-lo nos seus primeiros estágios. 
A	natureza	do	material	inflamado	determina	qual	tipo	de	substância	e	instalação	
será	mais	adequada	para	combater	o	incêndio	(MACINTYRE,	1996).	Bucka	(2015)	
destaca algumas das principais causas e origens de incêndios, são elas:
1) Eletricidade:	 tanto	pelo	excesso	de	carga	(utilização	de	“tês”	que	alimentam	
vários aparelhos elétricos sobrecarregando a tomada) como curtos-circuitos, 
mau contato, ausência de fusíveis ou disjuntores e superaquecimento de 
aparelhos elétricos.
2) Chama exposta: contato de chama com qualquer material que tem potencial 
para iniciar uma combustão (velas, cigarros, fósforo aceso, fogos de artifício 
etc.)
3) Centelha ou faísca: de forma semelhante a chama exposta, se esse fenômeno 
luminoso que possui descarga elétrica entrar em contato com algum material 
inflamável	poderá	ser	dado	início	a	um	incêndio.
4) Atrito: ocorre pela transformação de energia mecânica em calor, podendo, da 
mesma forma que chama exposta e faísca iniciar uma combustão. 
5) Combustão espontânea:	existem	materiais	que	são	susceptíveis	à	inflamação	
mesmo	 sem	 estar	 em	 contato	 com	 alguma	 fonte	 de	 calor	 (feno,	 fibras	 de	
juta, carvão, pólvora etc.), devendo ser tomadas as medidas cautelares para 
armazenamento	e	controle.
6) Vasilhames de líquidos inflamáveis abertos: se deixados abertos o vapor destes 
líquidos pode se espalhar e em contato com uma fonte de ignição (faísca, atrito, 
eletricidade, entre outros) podem ocasionar uma explosão e/ou incêndio.
7) Gás de cozinha:	vazamentos	em	instalações	irregulares,	reparos	mal	feitos	ou	
até o próprio uso incorreto ou irresponsável pode provocar um acidente de 
forma	semelhante	ao	de	vasilhames	de	líquidos	inflamáveis	abertos.
8) Convergência luminosa:	 luz	concentrada,	através	de	 lente	convergente,	que	
pode	iniciar	fogo,	caso	esteja	em	contato	com	superfície	inflamável.
 
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO: ASPECTOS GERAIS
135
Nos Código de Segurança, Instruções Normativas dos Bombeiros e 
na	 Norma	 Regulamentadora	 NR	 23	 definem-se	 algumas	 classes	 de	 incêndio	
(BRASIL,	2011;	RIO	DE	JANEIRO,	1976).	Elas	são	separadas	a	partir	da	origem	
do fogo:
• Classe A: causados por materiais de fácil combustão, podendo ser queimados 
completamente	(superficial	e	interno)	e	que	deixam	brasa	e	resíduos.	Ex.:	papel,	
madeira, tecidos etc.
• Classe B:	incêndios	em	materiais	que	queimam	apenas	superficialmente	e	não	
deixam resíduos. Ex.: gasolina, solventes, tintas etc.
• Classe C:	 incêndio	 em	 equipamentos	 elétricos	 eletrificados	 (caso	 estejam	
desligados	 os	 mesmos	 pertencem	 à	 classe	 A).	 Ex.:	 motores,	 geradores,	
transformadores, televisores etc.
• Classe D:	 incêndios	 em	 elementos	 altamente	 inflamáveis	 e	 suas	 ligas,	 que	
quando	em	contato	com	fogo	produzem	centelhas	e	até	mesmo	explosões.	Ex.:	
alumínio, magnésio, potássio, titânio etc.
Na Tabela 1, apresenta-se uma relação entre a classe de incêndio e o tipo 
de materiais de combate compatíveis para a extinção do fogo. Os materiais de 
combate	reduzem	a	temperatura	e	a	concentração	de	oxigênio.	Em	alguns	casos,	
deseja-se	 que	 o	 material	 também	 não	 conduza	 energia	 elétrica	 ou	 provoque	
bruscas mudanças no estado físico dos materiais. 
 Materiais de
 Combate
Classe de incêndio
Água 
em jato 
denso
Carga
Soda-
ácido
Espuma Neblina de água
Gás 
carbônico
Pó
carboquímico
Materiais sólidos, 
fibras,	madeiras,	
papel etc.
A Sim Sim Sim Sim Sim1 Sim1
Líquidos 
inflamáveis	
derivados de 
petróleo
B Não Não Sim Sim2 Sim Sim
Maquinaria 
elétrica, motores, 
geradores, 
transformadores
C Não Não Não Sim2 Sim Sim
Gases	inflamáveis,	
sob pressão D Não Não Não Não
3 Não3 Sim
1 Indicado somente para princípios de incêndio e incêndios de pequena extensão.
2 Indicado somente após análise prévia das condições de incêndio.
3 Embora não indicado, existem possibilidade de emprego após estudo prévio e consulta ao 
Corpo de Bombeiros.
FONTE: Adaptada de Bucka (apud MACINTYRE, 1996, p. 326)
TABELA 1 – MATERIAIS DE COMBATE A INCÊNDIO EM FUNÇÃO DOS PRODUTOS COMBATENTES
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
136
Por	 esta	 razão,	 observe	 que	 a	 água	 em	 formato	 de	 jato	 ou	 neblina	
(“dispersa”) não é indicada para todos os casos. Motivo pelo qual a água não será 
o único material de combate presente em nossas instalações. É o que veremos nos 
próximos tópicos deste livro didático.
4 CASOS PRÁTICOS – RISCO E CARGA DE INCÊNDIO
PRÁTICA 1 – RISCO DE INCÊNDIO
Aprendemos, neste tópico, que um incêndio é resultante da combinação 
de três fatores: agente, vulnerabilidade e exposição. Sendo assim, escolha um 
incêndio ocorrido dentro ou fora do Brasil (incluindoalgum que até mesmo você 
tenha	presenciado)	e	identifique	os	fatores	de	risco	no	respectivo	evento.	Reflita	
com seus colegas como seria possível prevenir o ocorrido.
Objetivo: aplicar os conceitos de risco de incêndio em casos práticos e 
reais.
Descrição dos procedimentos: levantar um caso real de incêndio em uma 
construção;	 identificar	 fatores	 de	 risco	 do	 evento;	 debater	 com	 os	 colegas	 de	
turma como o incidente poderia ser evitado.
Conceitos: agente físico-química, vulnerabilidade e exposição. 
Resposta: para o caso escolhido considerar o agente físico-químico como o 
oxigênio atmosférico, calor, faíscas, fonte de queima; vulnerabilidade considerar 
os materiais combustíveis e a existência de sistemas de combate; exposição 
considerar	os	sistemas	de	fuga,	sinalizações,	proteção	contra	colapso	instantâneo	
da estrutura etc. A discussão da prevenção do ocorrido deve ser focada nas 
estruturas	contra	incêndio	da	edificação	escolhida	(aspectos	de	vulnerabilidade	e	
exposição). Ver exemplo discutido no próprio tópico, o caso da Boate Kiss.
5 CASOS PRÁTICOS – RISCO E CARGA DE INCÊNDIO
PRÁTICA 2 – CARGA DE INCÊNDIO E PRÁTICA DE DETERMINAÇÃO
Um	 armazém	 com	 1200	 m²	 de	 área	 construída	 possui	 os	 seguintes	
materiais: 15 ton. de celulose, 1,5 ton. kg de madeira e 20 ton. de plástico. Calcule 
a	carga	de	incêndio	específica	da	construção	e	classifique	a	edificação	conforme	
os	dados	da	Tabela	 2.	 Faça	uso	do	Anexo	A	para	obter	 o	poder	 calorífico	dos	
materiais.
Objetivo:	determinar	a	carga	de	incêndio	e	verificar	a	classificação	de	risco	
da	edificação	do	problema.
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO: ASPECTOS GERAIS
137
Conceitos:	 potencial	 calorífico	 específico.	 Carga	 de	 incêndio.	 Carga	 de	
incêndio	específica.	Classe	de	risco	de	incêndio.
Classe de risco de incêndio Carga de incêndio específica (MJ/m²)
Leve < 500
Médio de 500 a 1000
Elevado > 1000
FONTE: O autor
TABELA 2 – CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DA EDIFICAÇÃO DE ACORDO COM A CARGA DE IN-
CÊNDIO
Dados meramente ilustrativos.
Descrição dos procedimentos.
Resposta:	Carga	de	incêndio	=	15000	kg.	16	MJ/kg	+	1500	kg.	19	MJ/kg	+	20000	kg.	
31	MJ/kg	=	888	500	MJ	
Carga	de	incêndio	específica	=	888	500	MJ	/	1200	m²	=	740	MJ/m²			Risco	médio.
 
6 CASOS PRÁTICOS – RISCO E CARGA DE INCÊNDIO
PRÁTICA 3 – LEGISLAÇÃO LOCAL
Verifique	 na	 legislação	 do	 seu	município	 (ANEXO	B	 –	 a	 seguir)	 como	
se	dá	a	 classificação	de	 incêndio	e	 cálculo	da	carga	de	 fogo.	Compartilhe	 com	
seus	colegas	os	critérios	encontrados	para	a	definição	destes	dois	parâmetros	e	
responda: 
Objetivo: determinar o método de cálculo para a carga de fogo na sua 
região,	bem	como	definir	a	carga	específica	de	incêndio	em	um	caso	prático.
Conceitos:	 potencial	 calorífico	 específico.	 Carga	 de	 incêndio.	 Carga	 de	
incêndio	específica.	Classe	de	risco	de	incêndio.	Legislação	local.
Descrição dos procedimentos: acessar site do corpo de bombeiros do seu 
estado (ANEXO B); comparar método do cálculo de carga de fogo com o método 
aplicado no exercício anterior (levantar diferenças e semelhanças); determinar 
carga	específica	de	 incêndio	 conforme	 regulação	 local	 e	a	partir	dos	dados	do	
exercício anterior.
a)	Existem	diferenças	no	método	do	cálculo	para	o	cálculo	da	carga	de	fogo?	Se	
sim,	quais?
b)	Qual	 seria	 a	 carga	 específica	 de	 incêndio	 para	 o	 caso	 descrito	 no	 exercício	
anterior?
Resposta: Prática 2 contém a resposta para o Estado de Goiás.
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
138
ANEXO A
Tipo de 
Material
ki (MJ/
kg)
Tipo de 
Material
ki (MJ/
kg) Tipo de Material
ki (MJ/
kg)
Acetileno 50 Dietilcetona 34 Metano 50
Acetileno 
dissolvido 17 Dietileter 37 Metanol 19
Acetona 30 Epóxi 34 Monóxido de carbono 10
Acrílico 28 Etano 47 Nafta 42
Açúcar 17 Etanol 26 N-Butano 45
Amido 17 Eteno 50 Nitrocelulose 8,4
Algodão 18 Éter amílico 42 N-Octano 44
Álcool 
Alílico 34 Éter etílico 34 N-Pentano 45
Álcool 
Amílico 42 Etileno 50 Óleo de linhaça 37
Álcool 
Etílico 25 Etino 48 Óleo vegetal 42
Álcool 
Metílico 21 Enxofre 8,4 Palha 16
Benzeno 49 Farinha de trigo 17 Papel 17
Benzina 42 Hexaptano 46 Parafina 46
Celulose 16 Fenol 34 Petróleo 41
Biodisel 39 Fibra sintética 6,6 29 Plástico 31
Borracha 
espuma 37 Fósforo 25 Poliacritonitrico 30
Borracha 
em tiras 32 Gás Natural 26 Policarbonato 29
Butano 46 Gasolina 47 Poliéster 31
Cacau em 
pó 17 Glicerina 17 Poliestireno 39
Café 17 Gordura e óleo vegetal 42 Polietileno 44
Cafeína 21 Grãos 17 Polimetilmetacrilico 24
Cálcio 4 Graxa, lubrificante 41 Polioximetileno 15
TABELA 3 – VALORES DE REFERÊNCIA – POTENCIAL CALORÍFICO ESPECÍFICO (HI)
TÓPICO 1 — INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO: ASPECTOS GERAIS
139
Carbono 34 Heptano 46 Poliuretano 23
Carvão 36 Hexametileno 46 Polivinilclorido 16
Celulose 16 Hexano 46 Propano 46
Cereais 17 Hidreto de sódio 9 PVC 17
C-Heptano 46 Hidrogênio 143 Resina de fenol 25
C-Pentano 46 Hidreto de magnésio 17 Resina de uréia 21
C-Propano 50 Látex 44 Resina melamínica 18
C-Hexano 46 Lã 23 Seda 19
Chocolate 25 Leite em pó 17 Sisal 17
Chá 17 Linho 17 Tabaco 17
Cloreto de 
polivinil 21 Linóleo 2 Tolueno 42
Couro 19 Lixo de cozinha 18 Turfa 34
Creosoto/
fenol 37 Madeira 19
Ureia (ver resina de 
ureia) 9
D-glucose 15 Magnésio 25 Viscose 17
Diesel 43 Manteiga 37
Dietilamina 42 Polipropileno 43
FONTE: Adaptada de CBM-GO (2014, p. 53)
Unidades 
Federativas Acesso às Instruções Normativas / Instruções Técnicas
1
Acre
https://sogi8.sogi.com.br/Arquivo/Modulo113.MRID109/
Registro1239186/portaria%20cbm-ac%20n%C2%B0%2049,%20
de%2023-03-2016%20.pdf
Alagoas https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=350207
Amapá https://sistemas.cbm.ap.gov.br/site_v2/index.php/atividades-tecnicas
Amazonas https://dstcbmam.wordpress.com/2017/05/23/legislacao-tecnica/
Bahia http://www.cbm.ba.gov.br/legislacao
Ceará https://www.cepi.cb.ce.gov.br/download/normas-tecnicas-vigentes/
Distrito Federal https://www.cbm.df.gov.br/regulamentacao
Espírito Santo https://cb.es.gov.br/normas-tecnicas
Goiás https://www.bombeiros.go.gov.br/normastecnicas-revisao/normas-tecnicas.html
Maranhão https://cbm.ssp.ma.gov.br/index.php/2013/06/05/normas-de-seguranca/
ANEXO B
QUADRO 1 – INSTRUÇÕES NORMATIVAS DAS UNIDADES DA FEDERAÇÃO – BRASIL
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
140
Mato Grosso http://www.bombeiros.mt.gov.br/legislacaoSegurancaIncendioPanico.php?id=405
Mato Grosso 
do Sul https://www.bombeiros.ms.gov.br/normas-tecnicas-cbmms/
Minas Gerais http://www.bombeiros.mg.gov.br/component/content/article/471-instrucoes-tecnicas.html
Pará https://www.bombeiros.pa.gov.br/instrucoes-tecnicas/
Paraíba https://bombeiros.pb.gov.br/normas-tecnicas/
Paraná http://www.bombeiros.pr.gov.br/Pagina/Legislacao-de-Seguranca-Contra-Incendio
Pernambuco http://www.bombeiros.pe.gov.br/web/cbmpe/coscip
Piauí http://www.cbm.pi.gov.br/it.php
Rio de Janeiro http://www.cbmerj.rj.gov.br/notas-tecnicas
Rio Grande do 
Norte
http://www.cbm.rn.gov.br/Conteudo.
asp?TRAN=ITEM&TARG=184961&ACT=&PAGE=0&
PARM=&LBL=SAT
Rio Grande do 
Sul https://www.bombeiros.rs.gov.br/resolucoes-tecnicas
Rondônia http://www.rondonia.ro.gov.br/cbm/institucional/1-servicos-tecnicos/leis-decreto-e-instrucoes-tecnicas/
Roraima http://www.bombeiros.rr.gov.br/portal/downloads.php
Santa Catarina https://dat.cbm.sc.gov.br/index.php/pt/cidadao/instrucoes-normativas-in
São Paulo2 http://www.corpodebombeiros.sp.gov.br/
Sergipe https://dat.cbm.se.gov.br/portal/downloads
Tocantins https://distec.bombeiros.to.gov.br/pags/menu/legi/
1	Verificar	possíveis	atualizações	de	acesso.
2	Ir	em	“Segurança	Contra	Incêndio”	–	“Instruções	para	Regularização”.
FONTE: O autor
141
Neste tópico, você aprendeu que:
•	 Há	fatores	que	formam	o	risco	de	incêndio	em	uma	edificação	e	eles	podem	ser	
evitados por meio de sistemas contra incêndio.
•	 As	edificações	possuem	graus	de	risco	de	incêndio	e	uma	carga	de	incêndioespecífica,	definida	a	partir	de	metodologias	locais.
•	 Existem	tipos	de	origem	e	classificações	de	incêndio	(A,	B,	C	e	D),	bem	como	
materiais compatíveis de combate ao fogo.
RESUMO DO TÓPICO 1
142
1	 Um	 galpão	 industrial	 com	 2720	 m²	 será	 destinado	 a	 estocar	 tubos	 de	
PVC. Calcule o limite de massa de PVC para que a classe de incêndio da 
construção	não	ultrapasse	o	risco	 leve	e	médio.	Considere	a	classificação	
da	 tabela	 a	 seguir	 e	utilize	 o	Anexo	A	para	obter	 o	poder	 calorífico	dos	
materiais.
AUTOATIVIDADE
Classe de risco
de incêndio
Carga de incêndio 
(MJ/m²)
Leve < 500
Médio de 500 a 1000
Elevado > 1000
TABELA – CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DA EDIFICAÇÃO DE ACORDO COM A CARGA DE 
INCÊNDIO (DADOS MERAMENTE ILUSTRATIVOS)
FONTE: O autor
2 Considere a combustão dos materiais descritos a seguir e indique a sua 
classe de incêndio correspondente. Atribua as letras A, B, C, D, E para as 
suas respectivas classes. 
( ) Tintas e solventes da construção civil. 
( ) Computadores em uma escola.
( ) Material de escritório (papéis, plásticos e móveis).
( ) Estoque de tecidos.
(				)	Armazém	de	fogos	de	artifício.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) B – C – A – A – D.
b) ( ) C – C – A – B – D.
c) ( ) A – C – B – A – B.
d) ( ) D – B – B – A – C.
143
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
No Brasil, as instalações de prevenção e combate ao incêndio são exigidas 
para	 todos	 os	 tipos	 de	 edificações	 residenciais	 multifamiliares,	 empresariais,	
comerciais	e	 industriais.	Poderão	existir	exceções	vinculadas	à	área	construída	
e aos usos com baixo risco. Neste tópico, veremos os dois principais sistemas de 
prevenção	e	combate	ao	incêndio	para	edificações	de	uso	residencial	e	comercial	
simples, são eles: 
• Sistema de combate por extintores.
• Sistema hidráulico preventivo (conhecido também como SHP).
TÓPICO 2 — 
SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO
Dependendo do tipo da construção, poderá ser exigido um sistema de 
prevenção contra descargas atmosféricas (sistema de para-raios), instalações de gás 
combustível, sistema de abandono de local, sinalizações, escadas pressurizadas, dutos de 
ventilação, entre outros.
IMPORTANT
E
Serão	apresentados	alguns	critérios	para	a	especificação	e	dimensionamento	
de	extintores	na	edificação.	É	importante	considerar	as	classes	de	incêndio,	neste	
caso.	 As	 tubulações	 e	 diretrizes	 de	 dimensionamento	 da	 reserva	 técnica	 de	
incêndio também serão estudadas. Lembre-se: objetiva-se, neste livro, demonstrar 
os principais conceitos e técnicas sobre o tema. Sempre será preciso observar a 
compatibilidade destes requisitos com o que é exigido pelo Corpo de Bombeiros 
do seu estado.
144
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
2 EXTINTORES 
A	utilização	de	extintores	no	combate	aos	incêndios	é	muito	conhecida,	
sendo	 presente	 em	 edificações	 com	 risco	 de	 incêndio	 leve,	 médio	 e	 elevado.	
Extintores	 são	 vasos	 de	 pressão	 que	 podem	 armazenar	 diversos	 tipos	 de	
substâncias em função do tipo de incêndio que se deseja combater. A seguir, 
listam-se	seus	principais	tipos	(CBPMESP,	2011,	p.	19,	grifo	do	autor):	
Extintor de pó para classes ABC: é o extintor mais moderno no 
mercado, que atende a todas as classes de incêndio. O pó especial 
é	 capaz	 de	 combater	 princípios	 de	 incêndios	 em	materiais	 sólidos,	
líquidos	inflamáveis	e	equipamentos	energizados.	É	o	extintor	usado	
atualmente nos veículos automotivos. 
Extintor com água pressurizada: é indicado para incêndios de classe 
A (madeira, papel, tecido, materiais sólidos em geral). A água age por 
resfriamento e abafamento, dependendo da maneira como é aplicada. 
Extintor com gás carbônico: indicado para incêndios de classe 
C	 (equipamento	 elétrico	 energizado),	 por	 não	 ser	 condutor	 de	
eletricidade. Pode ser usado também em incêndios de classes A e B. 
Extintor com pó químico seco [a]: indicado para incêndio de classe B 
(líquido	 inflamáveis).	Age	por	abafamento.	Pode	ser	usado	 também	
em incêndios de classes A e C. 
Extintor com pó químico especial: indicado para incêndios de classe 
D	(metais	inflamáveis).	Age	por	abafamento.
A	NBR	12693	(ABNT,	1993)	regula	os	sistemas	de	combate	por	extintores	
e determina seus requisitos. Nela, apresentam-se dois tipos de extintores (Figura 
1): o Tipo 1 são portáteis sem rodas; e o Tipo 2 engloba extintores portáteis sobre 
rodas, em geral mais pesados, com 25 kg ou mais (Figura 1).
No Brasil, os extintores devem obrigatoriamente atender aos requisitos 
de	desempenho	e	segurança	do	Instituto	Nacional	de	Metrologia,	Normalização	
e Qualidade Industrial (INMETRO). O produto deve conter selos do INMETRO 
bem como a data da última e próxima manutenção (CARVALHO JÚNIOR, 2014). 
Na parte superior dos extintores, costuma-se constar um leitor analógico 
que	indica	se	o	elemento	está	regulado	(pressurizado,	indicador	na	parte	verde).	
Jamais	deverão	ser	permitidos	nas	edificações	extintores	despressurizados,	com	
lacre	rompido,	corroídos,	deformados,	danificados,	sem	etiqueta	de	instrução	de	
uso e/ou com teste hidrostático vencido.
TÓPICO 2 — SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO
145
FIGURA 1 – TIPOS DE EXTINTORES CONFORME NBR 12693 (ABNT, 1993): TIPO 1 SEM RODAS E 
TIPO 2 COM RODAS
FONTE: Hodan (2019, p. 1) e Agência Brasileira (2015, p.1)
Caberá	 ao	 Corpo	 de	 Bombeiros	 do	 seu	 estado	 definir	 o	 número	 de	
extintores	portáteis	nas	edificações	com	base	nas	classes	de	risco	de	incêndio	ou	
parâmetro	similar.	Observe	na	Tabela	4	o	que	é	exigido	para	algumas	edificações	
no estado de Santa Catarina.
Veja que, neste caso, o número de extintores dependerá do risco de 
incêndio,	da	natureza	do	fogo	(A,	B,	C)	e	da	distância	máxima	a	ser	percorrida	para	
que se alcance um extintor. Na Tabela 4 são descritos também diversos agentes 
extintores (material de combate) e a capacidade extintora do equipamento. 
Segundo Bucka (2012, p.1): 
A Capacidade extintora é uma das formas de medir o poder de 
extinção de fogo de um extintor, e é obtida por meio de um ensaio 
normalizado,	de	acordo	as	normas	ABNT	NBR	15808	 (extintores	de	
incêndio	portáteis)	e	ABNT	NBR	15809	(extintores	de	incêndio	sobre	
rodas). 
Portanto, um extintor com capacidade extintora de classe 2-A:20-
B:C	(Tabela	3)	é	capaz	de	combater	incêndios	de	classes	A,	B	e	C.	No	caso	dos	
fogos de classe C, não há um número indicativo de capacidade (BUCKA, 2012), 
contudo,	presume-se	que	o	extintor	deste	tipo	será	capaz	de	extinguir	incêndios	
provenientes	de	equipamentos	elétricos	energizados.
146
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
Risco de 
Incêndio
Agente Extintor e respectiva capacidade extintora 
mínima para que constitua uma unidade extintora
Distância 
máxima 
a ser 
percorridaÁgua Espuma CO2 Pó BC Pó ABC
Leve 2-A 2-A:10-B 5-B:C 20-B:C 2-A:20-B:C 30 m
Médio 2-A
2-A
2-A:10-B
2-A:10-B
5-B:C
5-B:C
20-B:C
20-B:C
2-A:20-B:C
2-A:20-B:C
15 m
15 mElevado
TABELA 4 – EXIGÊNCIA DO EXTINTOR DE INCÊNDIO PORTÁTIL EM FUNÇÃO DO RISCO DE 
INCÊNDIO
FONTE: CBM-SC (2014, p. 7)
O acesso a esses extintores deve ser seguro e não obstruído por materiais 
(poderá	estar	associado	a	uma	sinalização	específica).	A	distância	máxima	a	ser	
percorrida pode ser determinada em relação ao ponto mais desfavorável do 
ambiente (mais distante). Fique atento, porque em alguns casos se exigem dois 
extintores em um pavimento, independente da sua capacidade extintora.
3 SISTEMA HIDRAÚLICO PREVENTIVO (SPH): 
TUBULAÇÕES E RESERVATÓRIO
Na Figura 2, apresentam-se os principais componentes de um sistema 
hidráulico predial de combate ao incêndio com destaque para elementos de 
transporte (tubulações), reservação e bombeamento. O reservatório e os barriletes 
alimentam a principal tubulação do sistema: a coluna de incêndio. A coluna, por 
sua	vez,	alimenta	os	ramais	e	as	caixas	de	incêndio.
TÓPICO 2 — SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO
147FIGURA 2 – SISTEMA HIDRÁULICO DE INCÊNDIO E SEUS PRINCIPAIS ELEMENTOS
FONTE: O autor
Usualmente, no Brasil, trabalha-se uma pressão dinâmica mínima nos pontos 
de utilização da instalação contra incêndio igual a 4 m.c.a. Caso alguma pressão requerida 
não seja atingida, poderemos utilizar bombas de incêndio. No Tópico 3, estudaremos como 
dimensionar e especificar estes sistemas.
ESTUDOS FU
TUROS
O hidrante de passeio (de recalque) é alimentado pela rede pública 
e permite que o Corpo de Bombeiros recalque a água da rede pública para a 
edificação.		Portanto,	quando	for	possível	o	combate	ao	incêndio	por	“dentro”	da	
edificação,	esse	sistema	permitirá	a	alimentação	contínua	das	caixas	de	incêndio	
(MACINTYRE,	1996).	
Você pode conferir na NBR 13714 (ABNT, 2000) as condições mínimas 
exigíveis para dimensionamento, instalação, manutenção, aceitação, manuseio de 
tubulações, abrigos, reserva técnica de incêndio (RTI), mangueiras e bombas de 
148
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
instalação contra incêndio. A norma (ABNT, 2000) também prevê três tipos de 
sistemas contra incêndios. Os sistemas variam conforme o grau de complexidade, 
tipo	e	número	de	elementos	hidráulicos	utilizáveis.
“Os sistemas de combate a incêndio estão divididos em sistemas de 
mangotinhos (tipo 1) e sistemas de hidrantes (tipos 2 e 3)” (ABNT, 2000, p. 4). Os 
mangotinhos são mangueiras semirrígidas de mais fácil manuseio, porém com 
capacidade extintora menor. Veremos suas propriedades ao longo deste tópico. 
As características destes sistemas estão apresentadas nas Tabelas 5 e 6. 
TABELA 5 – COMPONENTES DA CAIXA DE INCÊNDIO PARA CADA TIPO DE SISTEMA: DIRETRI-
ZES DA NBR 13714
FONTE: Adaptada de ABNT (2000, p. 6)
TABELA 6 – TIPOS DE SISTEMA, DIÂMETRO DO ESGUICHO, NÚMERO DE SAÍDAS E VAZÃO
FONTE: Adaptada de ABNT (2000, p. 6)
Materiais Tipos de sistema1 2 3
Abrigo(s) Sim Sim Sim
Mangueira(s) de incêndio Não Sim Sim
Chaves para hidrantes, engate rápido Não Sim Sim
Esguicho(s) Sim Sim Sim
Mangueira semirrígida 
(“mangotinho”) Sim Sim* Não
* Consultar dispostos no anexo D da NBR 13714/2000
Tipo de 
sistema Esguicho
Mangueira
Saída Vazão (l/min)Diâmetro 
(mm)
Comprimento 
máximo (m)
1 Regulável 25 ou 32 30 1 80	ou	100*
2 Jato compacto Ø 16 mm ou regulável 40 30 2 300
3 Jato compacto Ø 25 mm ou regulável 63 30 2 900
* Consultar dispostos no anexo D da NBR 13714/2000
TÓPICO 2 — SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO
149
Algumas Instruções Normativas atribuem conceitos e características diferentes 
para os sistemas. Veja por exemplo o caso do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina na IN 
007, art. 42. Aproveite para observar a diferença entre sistemas com mangueira de incêndio 
e mangotinho (Figura 3). 
FONTE: <https://dat .cbm.sc.gov.br/ images/arquivo_pdf/IN/Em_vigor/IN_007_
SHP_01ago2017.pdf>. Acesso em: 13 ago. 2020.
IMPORTANT
E
a) b)
c) d)
a) hidrante para sistema do tipo 1;
b) mangotinho para sistema do tipo 2;
c) hidrante para sistema do tipo 3 com lance único;
d) hidrante para sistema do tipo 3 com dois ou mais lances.
FONTE: CBM-SC (2017b, p. 17-18)
FIGURA 3 – SISTEMAS CONTRA INCÊNDIO EM FUNÇÃO DO TIPO DE MANGUEIRA
150
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
Note que a aplicabilidade dos sistemas pode variar conforme a sua 
natureza,	 visto	 que	 apresentam	 capacidades	 de	 extinção	 do	 fogo	 diferentes	
(ABNT, 2000, p. 23-24):
Sistema tipo 1: residencial; serviços de hospedagem; Serviços 
profissionais,	pessoais	e	técnicos;	Educacional	e	cultura	física;	Locais	
de reunião de público (Locais onde há objetos de valor inestimável, 
templos, auditórios, centros esportivos, locais para refeições); Serviços 
de saúde e institucionais.
Sistema tipo 2: comercial varejista; Locais de reunião de público 
(estações e terminais de passageiros, locais para produção e 
apresentação de artes cênicas, locais para pesquisa e consulta); 
Serviços automotivos; Industrial, atacadista e depósitos (Locais onde 
as	 atividades	 exercidas	 e	 os	 materiais	 utilizados	 e/ou	 depositados	
apresentam baixo potencial de incêndio, locais onde as atividades 
exercidas	 e	 os	 materiais	 utilizados	 e/ou	 depositados	 apresentam	
médio	potencial	de	incêndio,	depósitos	sem	conteúdo	específico).
Sistema tipo 3: industrial, atacadista e depósitos (locais onde há alto 
risco	de	incêndio	pela	existência	de	quantidade	suficiente	de	materiais	
perigosos).
3.1 TUBULAÇÕES DO SISTEMA HIDRAÚLICO 
As tubulações do sistema hidráulico deverão ter as dimensões previstas 
pela	Tabela	 6	 (ABNT,	 2000).	 Portanto,	 aqui	 nosso	desafio	 como	projetista	 será	
garantir uma pressão dinâmica adequada ao sistema (entre 4 m.c.a para o ponto 
mais desfavorável e 100 m.c.a para o ponto mais favorável). Os valores são 
estipulados por meio de Instrução Normativa e costumam variar em função da 
classe	de	risco	da	edificação.
Para	 a	determinação	da	 altura	da	 saída	de	 água	da	RTI	utilizaremos	 a	
equação	(III),	deduzida	a	partir	dos	conceitos	de	perda	carga	e	pressão	dinâmica	
vistos na Unidade 1. 
Em que:
HRTI = altura da saída da reserva técnica de incêndio.
Jrede = perda de carga unitária da rede (m/m).
lreal =	distância	horizontal	entre	a	saída	da	RTI	e	a	válvula	angular	da	caixa	de	
incêndio analisada.
leq.rede	=	comprimentos	equivalentes	da	rede	devido	as	perdas	de	carga	localizadas	
(peças, desvios etc.).
Jmang. = perda de carga unitária da mangueira (m/m).
lmang. = comprimento real da mangueira ou mangotinho (geralmente = 30m).
Pmín = pressão dinâmica mínima necessária no esguicho (ver IN que regula o 
tema).
TÓPICO 2 — SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO
151
Para	o	cálculo	da	perda	de	carga	unitária	(J)	utilizaremos	a	equação	de	
Hazen-Willians	(equação	IV).	Teremos	um	J	para	a	rede	e	a	mangueira	porque	os	
dois elementos costumam possuir diâmetros (D) e materiais distintos (C).
Sendo:
J = perda de carga unitária (m/m);
Q	=	vazão	do	esguicho,	calculada	pela	equação	(V)	(m3/s);
D = diâmetro nominal da tubulação (Tabela 6) (m);
C	=	coeficiente	de	rugosidade	da	tubulação	(adimensional),	dependente	do	tipo	
de	material	da	tubulação	(Tabela	9).
Na	 Tabela	 7,	 apresenta-se	 coeficiente	 de	 rugosidade	 da	 tubulação	
(ABNT,	 2000).	A	 vazão	 do	 esguicho	 é	 determinada	 por	meio	 da	 equação	 (V),	
considerando-o	como	um	pequeno	orifício	(AZEVEDO	NETTO,	1998).	
Material Coeficiente derugosidade (C)
Ferro fundido ou dúctil sem revestimento interno 100
Aço preto (sistema de tubo molhado) 120
Ferro fundido ou dúctil com revestimento interno 150
Cobre ou plástico 140
FONTE: Adaptada de ABNT (2000)
TABELA 7 – VALORES ADOTADOS PARA O COEFICIENTE DE RUGOSIDADE – C
Em que: 
Q	=	vazão	teórica	do	esguicho	(l/min);
d = diâmetro do requinte do esguicho (mm);
Pmín = pressão dinâmica (mca);
Ao	fim,	verifica-se	a	velocidade	da	água	na	rede	em	todos	os	pontos.	Ela	
não	deve	ser	superior	a	4	m/s.	O	cálculo	pode	ser	realizado	por	meio	da	equação	
(VI):
152
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
Em que:
V = velocidade da água (m/s);
Q	=	vazão	teórica	(m3/s);
A = área interna da tubulação (m2).
Vejamos	uma	edificação	com	barriletes,	 colunas	e	 ramais	de	63	mm	de	
diâmetro (ferro dúctil com revestimento interno). A mangueira possui 30 metros 
de	 comprimento,	 38	mm	de	diâmetro	 e	 coeficiente	de	 rugosidade	 igual	 a	 140.	
O esguicho possui diâmetro de 13 mm. O comprimento da tubulação da rede a 
partir da saída da RTI e o hidrante mais desfavorável (no último pavimento) é de 
25 metros. 
Considerando	o	uso	simultâneo	de	apenas	um	hidrante	(ou	seja,	a	vazão	
de um hidrante = esguicho), a pressão dinâmica requerida no esguicho de 4 m.c.a 
e	o	comprimento	equivalente	da	rede	igual	a	45	metros,	teremos	que	a	vazão	do	
hidrante mais desfavorável será de:
As perdas de carga unitárias da rede e da mangueira podem ser 
determinadas por meio da equação (IV):
Sendo	 assim,	 a	 altura	 mínima	 necessária	 à	 RTIdesta	 edificação	 será	
5,22 metros. Usualmente, os/as projetistas costumam adotar alturas múltiplas 
de cinco, portanto, pode-se adotar a altura de 5,25 metros para a saída de água 
de incêndio da RTI. Assim, poderemos garantir um correto funcionamento do 
sistema do ponto de vista hidráulico.
TÓPICO 2 — SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO
153
3.2 CAIXA DE INCÊNDIO
Na Figura 4, observamos uma caixa de incêndio e seus componentes 
abrigados. Dentre os elementos apresentados, destaca-se a válvula de globo (ou 
válvula angular), mangueira e esguicho. Os abrigos devem ser de cor vermelha 
(Figura	4),	possuir	fixação	própria	(ABNT,	2000)	e	a	inscrição	incêndio.
FONTE: CBM-SC (2017b, p. 17)
FIGURA 4 – CAIXA DE INCÊNDIO E SEUS COMPONENTES
A válvula de globo angular (Figura 4) pode ser instalada no interior do 
abrigo desde que não atrapalhe o manuseio e manutenção do sistema. Devem 
possuir diâmetro igual a mangueira ou mangotinho acoplado (Tabela 6). 
Dimensões diferentes podem ser aplicadas desde que seu desempenho hidráulico 
seja comprovado. 
Conectada	 à	 válvula	 de	 globo	 angular	 e	 ao	 adaptador	 (hidrante)	
observamos a mangueira de incêndio. As mangueiras (Figura 5a) devem estar 
localizadas	dentro	de	abrigos,	em	ziguezague	ou	“aduchadas”.
154
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
a) b)
a) Mangueira de incêndio predial.
b) Mangotinho enrolado em carretel.
FONTE: Zeus do Brasil (2019b) e Segurimax (2019)
FIGURA 5 – MANGUEIRAS
O mangotinho (Figura 5b) possui uma saída simples de água, contendo 
válvulas de abertura rápida, mangueira semirrígida, esguicho regulável e demais 
acessórios. Podem ser acondicionados de forma enrolada ou em “oito” (dois 
carreteis).	O	material	pode	ser	utilizado	por	uma	pessoa	de	maneira	rápida	(já	
vem	conectado	à	válvula),	o	que	 representa	uma	grande	vantagem	prática	em	
relação	às	mangueiras	de	incêndio.
O esguicho é um dispositivo que se conecta na extremidade das 
mangueiras que tem como objetivo dar forma, direção e controle ao jato de água. 
São possíveis duas formas de esguicho da água: de forma regulável (Figura 6a) 
ou com jato compacto (Figura 6b) (ABNT, 2000).
FONTE: Zeus do Brasil (2019a)
FIGURA 6 – ESGUICHO REGULÁVEL E DE JATO COMPACTO
a) b)
a) Esguicho regulável.
b) Esguicho de jato compacto.
TÓPICO 2 — SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO
155
3.3 RESERVATÓRIOS
	A	água	destinada	a	combater	incêndios	é	armazenada	na	Reserva	Técnica	
de Incêndio (RTI) (Figura 7). Você lembra que comentamos sobre ele na Unidade 
1?	A	 reserva técnica de incêndio	 é	 definida	 pela	NBR	 13714	 (ABNT,	 2000,	 p.	
3) como sendo o “[...] volume de água destinado exclusivamente ao combate a 
incêndio”,	em	nenhuma	hipótese	projetaremos	o	sistema	para	outro	fim.
FONTE: Carvalho Júnior (2014, p. 46)
FIGURA 7 – RESERVA TÉCNICA DE INCÊNDIO E BARRILETE DE INCÊNDIO
A RTI é dimensionada para que permita o primeiro combate, ou seja, nos 
instantes que antecedem a chegada do Corpo de Bombeiros local (ABNT, 2000). 
A equação (VII) apresenta o volume mínimo para a RTI de acordo com a NBR 
13714 (ABNT, 2000). 
 
Em que:
V	=	volume	mínimo	necessário	à	RTI	(l);
Q	=	vazão	de	duas	saídas	do	sistema	aplicado,	conforme	a	Tabela	6	(l/min);
t = tempo de 60 min para sistemas dos tipos 1 e 2, e de 30 min para sistema do 
tipo 3;
156
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
É preciso verificar se o volume calculado por meio da equação VII atende ao 
armazenamento mínimo recomendado pelo Corpo de Bombeiros da sua região. O órgão 
poderá exigir critérios mais restritivos para o dimensionamento, incluindo um valor mínimo.
IMPORTANT
E
Portanto,	resgatando	o	valor	de	vazão	na	Tabela	6	e	adotando	a	equação	
(VII)	para	o	dimensionamento,	concluiremos	que	a	RTI	de	uma	edificação	com	
sistema de hidrante do tipo 1 terá o volume mínimo de 6000 litros (V = 100 (l/
min). 60 min).
Lembre-se de que o objetivo da RTI é alimentar as caixas de incêndio. A 
alimentação de outros sistemas de combate deve ser avaliada a partir da NBR 
13714 (ABNT, 2000) e das INs da sua localidade. Teremos que sempre garantir o 
funcionamento do sistema por meio de uma análise das pressões dinâmicas da 
instalação.
4 CASOS PRÁTICOS – CONCEPÇÃO DE SISTEMAS DE 
EXTINTORES
PRÁTICA 4 – SISTEMAS DE EXTINTORES
Elabore	 um	 fluxograma	 que	 resuma	 os	 processos	 e	 os	 critérios	 de	
dimensionamento	do	sistema	de	extintores	do	tipo	1	(sem	rodas)	em	edificações	
residenciais multifamiliares do seu estado (ou seja, que considere as instruções 
do Corpo de Bombeiros da sua região).
Objetivo:	 estabelecer	 um	 fluxograma	 para	 a	 concepção	 de	 projetos	 de	
sistemas	de	combate	com	extintores	em	edificações	residenciais	multifamiliares.	
Conceitos: instrução normativa local. Risco de incêndio. Capacidade 
extintora. 
Resposta: Com base na CBM-SC (2017a)
TÓPICO 2 — SISTEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE AO INCÊNDIO
157
Observação:	para	classifi	cação	de	riscos	de	incêndio	 IN 003 (CBM-SC, 2014).
158
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• Existem vários tipos de extintores portáteis e critérios para determinar o 
número e a capacidade de extinção dos sistemas prediais.
• A altura do reservatório e a perda de carga são fatores essenciais para o 
dimensionamento das tubulações de uma instalação preventiva.
• O correto dimensionamento dos sistemas de reservação técnica de água de 
incêndio (RTI) é fundamental para um sistema de combate ao incêndio.
159
1		Determine	a	altura	da	saída	de	água	da	RTI	para	uma	edificação	residencial	
multifamiliar de 3 pavimentos. O sistema hidráulico de combate ao 
incêndio possui barriletes, colunas e ramais de 63 mm de diâmetro (aço 
preto).	A	mangueira	possui	30	metros	de	comprimento,	38	mm	de	diâmetro	
e	coeficiente	de	rugosidade	igual	a	140.	O	esguicho	possui	diâmetro	de	13	
mm. A distância da saída da RTI ao hidrante mais desfavorável (no último 
pavimento)	 é	 de	 22	 metros.	A	 edificação	 possui	 risco	 leve	 de	 incêndio,	
portanto, considere para os cálculos o uso simultâneo de apenas um hidrante 
(ou	seja,	a	vazão	de	um	hidrante	=	esguicho)	e	a	pressão	dinâmica	requerida	
no esguicho de 4 m.c.a. O comprimento equivalente das tubulações da rede 
é igual a 34,41 metros. 
2 O Corpo de Bombeiros da sua região solicita que o volume de reserva 
técnica de incêndio (RTI) seja de no mínimo 5 m3 e determinado conforme a 
NBR 13714 (ABNT, 2000). Sendo assim, dimensione a RTI para as seguintes 
edificações:
a) Residencial multifamiliar com sistema hidráulico do tipo 1. 
b) Para serviços de hospedagem e com sistema hidráulico do tipo 1. 
c) Industrial com sistema hidráulico do tipo 3.
AUTOATIVIDADE
160
161
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Destacamos na Figura 2 a presença de um reservatório inferior e de uma 
bomba	 de	 recalque.	Afinal,	 por	 que	 haveriam	 estes	 equipamentos	 no	 sistema	
hidráulico	de	combate	ao	incêndio?	Eles	são	independentes?	Ou	utilizados	nas	
instalações	de	água	fria?	
 As bombas em sistemas de combate ao incêndio podem ser empregadas 
em duas situações. No primeiro caso, quando as pressões mínimas exigidas não 
são alcançadas, exigindo uma RTI muito alta. A determinação da potência destas 
bombas	(tipo	Jockey)	possui	especificidades	e	vantagens.	É	o	que	abordaremos	
neste Tópico 3. 
Há	 também	 uma	 segunda	 possibilidade	 de	 utilização,	 quando	 a	 RTI	
necessita ser dividida em um reservatório superior e inferior (caso da Figura 
2).	Os	motivos	para	esta	última	situação	devem-se,	muitas	vezes,	à	dificuldade	
de	 execução	 de	 grandes	 reservatórios	 superiores	 ou	 necessidade	 de	 reduzir	
o	 carregamento	 sobre	 a	 edificação	 (CREDER,	 1996;	 CARVALHO	 JÚNIOR,	
2014). Neste cenário, os cálculos de determinação de potência são idênticos aos 
apresentados no Tópico 3 da Unidade 1 (Instalação de Água Fria).
Em todas as situações teremos um sistema de recalque/bombeamento 
independente do sistema do consumo, exclusivo para o combateao incêndio 
(CARVALHO JÚNIOR, 2014). Portanto, neste tópico, você aprenderá a 
dimensionar	uma	bomba	de	incêndio	de	pressurização,	conhecida	também	como	
de reforço ou Jockey. Ela se destina ao aumento da pressão da rede para que o 
incêndio	possa	ser	combatido	com	maior	eficiência.	
2 BOMBAS DE INCÊNDIO: PARÂMETROS E POTÊNCIA
Para a determinação da potência de bombas de incêndio será preciso 
definir	 a	 vazão de descarga de projeto, determinar a altura manométrica da 
instalação	 e	 verificar	 as	 velocidades	 do	 sistema.	Na	 Tabela	 8,	 apresenta-se	 as	
vazões	de	descarga	dos	das	mangueiras	ou	mangotinho	em	função	da	classe	de	
risco	da	edificação.
TÓPICO 3 — 
BOMBAS EM SISTEMAS DE COMBATE AO INCÊNDIO
162
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
Risco de incêndio Descarga (l/min)
Leve 250
Médio 500
Elevado 900
FONTE: Creder (1996, p. 146)
TABELA 8 – DESCARGA EM FUNÇÃO DA CLASSE DE RISCO DE INCÊNDIO
A altura manométrica total pode ser determinada por meio da equação 
(VIII), considerando sempre o hidrante mais desfavorável e a pressão máxima de 
100 m.c.a (ABNT, 2000).
Em que:
Hman = altura manométrica (mca); 
Hr = altura de recalque (m);
Hs = altura de sucção (m)
 Hm = perda de carga na mangueira (mca);
∑Δ	hs = somatória da perda de carga no trecho de sucção (mca);
∑Δhr = somatória da perda de carga no trecho de recalque (mca).
P	=	pressão	requerida	na	saída	do	esguicho	(Tabela	9)	(mca).	
Com exceção da pressão requerida (P), todos os parâmetros já foram 
apresentados ao acadêmico. Os conteúdos foram abordados na Unidade 1 e no 
tópico anterior. Na ausência de legislação que prescreva a pressão requerida no 
esguicho,	 o	 acadêmico	poderá	 recorrer	 às	diretrizes	da	National Fire Protection 
Association	(Tabela	9).
Requinte (Esguicho) (mm) Descarga (l/min) Pressão requerida (m.c.a)
12 250 57
16 250 24
19 500 42
FONTE: NFPA apud Macintyre (1996, p. 249)
TABELA 9 – PRESSÃO REQUERIDA EM FUNÇÃO DO DIÂMETRO DE REQUINTE
A velocidade máxima da água na tubulação de sucção e recalque deve ser 
respectivamente de 4,0 e 5,0 m/s. Deste modo, a potência da bomba é determinada 
pela equação (IX):
TÓPICO 3 — BOMBAS EM SISTEMAS DE COMBATE AO INCÊNDIO
163
Em que:
P = potência do motor da bomba (CV);
γ	=	peso	específico	da	água	(1000	kgf/m3 a 20ºC);
Q	=	vazão	do	hidrante	(m3/s);
Hman = altura manométrica (m);
η	=	rendimento	do	conjunto	motobomba.
Em resumo, teremos o seguinte roteiro de cálculo para o dimensionamento 
de bombas de incêndio: 
1.	Cálculo	da	vazão	do	hidrante	(Tabela	8).
2. Determinação do comprimento real de sucção e recalque (Hs e Hr).
3. Determinação da perda de carga unitária da rede (Jrede) e da mangueira (Jmang).
4. Cálculo da altura manométrica (equação VIII).
5. Dimensionamento da potência da bomba (equação IX).
Para	uma	edificação	com	altura	de	recalque	igual	a	60	m,	altura	de	sucção	
igual a 5 m, perda de carga na sucção e no recalque igual a 2 m, perda de carga 
na mangueira do hidrante mais desfavorável igual a 3 m e pressão requerida 
mínima	de	57	mca	(Tabela	9),	teremos	a	altura	manométrica:
Considerando	 a	 edificação	 como	 de	 risco	 leve,	 teremos	 uma	 vazão	 de	
projeto	igual	a	250	l/min	(Tabela	8),	de	modo	que	a	potência	mínima	da	bomba	
para	um	rendimento	de	40%	será	de	aproximadamente	18	CV:
3 ESPECIFICAÇÕES E PROCEDIMENTOS PRÁTICOS DE 
INSPEÇÃO
A	NBR	13714	(ABNT,	2000)	em	seu	anexo	B	descreve	especificações	sobre	
as bombas de incêndios relacionados a detalhes de casa de bombas, disposição 
do	sistema,	tipo	de	equipamentos	e	sinalizações	informativas.	As	bombas	podem	
ser	classificadas	quanto	ao	seu	uso:	principal	ou	reserva.	De	acordo	com	Creder	
(1996,	p.	134),	o	sistema	de	bombas	deve	possuir	as	seguintes	características:
164
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
- Capacidade de recalcar a água do reservatório inferior do edifício 
para 20 pontos, no mínimo.
- Circuito elétrico independentemente do restante do edifício, com 
ligação antes da chave geral.
- Acionamento automático, mediante simples uso de qualquer 
aparelho das caixas de incêndio.
- Sistema de alarme, acionado simultaneamente com a bomba.
A bomba de combate ao incêndio deve ser exclusiva para as instalações 
de	combate	ao	incêndio	e	armazenadas	em	uma	casa de bombas (casa de abrigo). 
A casa deverá proteger o sistema contra danos mecânicos, intempéries naturais, 
agentes químicos, fogo ou umidade. 
O	isolamento	também	deve	impedir	o	acesso	de	pessoas	não	autorizadas.	
Ao	mesmo	 tempo,	 a	 casa	de	bombas	deve	possuir	dimensões	 suficientes	para	
permitir o acesso, a vistoria e a manutenção completa do conjunto motobomba.
As bombas de funcionamento automático devem possuir desligamento 
manual	no	painel	de	comando	localizado	na	casa	de	bombas,	também	devendo	
ser previsto no mínimo um acionamento manual da bomba em algum ponto 
seguro	e	de	fácil	acesso	a	pessoas	autorizadas.	Elas	também	devem	ser	iniciadas	
assim	que	qualquer	ponto	de	hidrante	da	edificação	for	aberto,	devendo	atingir	
seu pleno funcionamento 30 segundos após sua ligação (ABNT, 2000).
É preferível que as bombas sejam instaladas em condição de sucção 
positiva (quando a linha do eixo da bomba se encontra abaixo do nível da água). 
Entretanto, no caso de sucção negativa é permitido que a linha da bomba se situe 
a 2 m acima do nível da água ou a um terço da altura útil do reservatório (Figura 
8).	Deve-se	adotar	o	menor	valor	entre	as	duas	situações	(ABNT,	2000).	
Para que a condição de sucção positiva aconteça também pode ser 
instalado um reservatório de escorva (abastecido diretamente da rede pública), 
que busca evitar que a bomba opere com ar nas suas tubulações (você vai observar 
a presença deste na autoatividade deste tópico).
FONTE: Adaptada de ABNT (2000, p. 16)
FIGURA 8 – CONDIÇÃO NEGATIVA DE SUCÇÃO DA BOMBA DE COMBATE AO INCÊNDIO
TÓPICO 3 — BOMBAS EM SISTEMAS DE COMBATE AO INCÊNDIO
165
No	que	diz	respeito	à	pressão	e	vazão,	a	NBR	13714	(ABNT,	2000)	relata	que	
estas	devem	ser	suficientes	para	suprir	à	demanda	dos	hidrantes	e	mangotinhos,	
não sendo recomendada a instalação de bombas que proporcionem a rede pressão 
superior a 100 mca (1000 kPa).
A NBR 13714 (ABNT, 2000) determina também que as bombas de incêndio 
devem possuir manômetro (que determinam pressão na descarga) e no caso 
de bombas instaladas em condição de sucção negativa devem possuir também 
manovacuômetro para determinar a pressão na sucção.
Quanto	ao	painel	de	sinalização	das	bombas,	deve	ser	instalado	onde	haja	
possibilidade de constante monitoramento (normalmente, é instalado na cabine 
da	zeladoria	ou	vigilância).	O	painel	deve	ser	dotado	de	uma	botoeira	manual	
com	sinalização	visual	e	acústica	(ABNT,	2000).
As bombas acopladas a motores elétricos e de combustão interna devem 
obedecer	 a	 algumas	especificações	 estabelecidas	NBR	13714	 (ABNT,	 2000).	No	
que	diz	respeito	ao	modo	de	alimentação	e	identificação,	as	bombas de incêndio 
acopladas a motores elétricos devem possuir alimentação independente do 
consumo	geral	(permitindo	desligamento	independente).	Os	fios	da	alimentação	
carecem de proteção contra danos mecânicos e químicos, fogo e umidade quando 
dentro da área protegida por hidrantes ou mangotinhos. 
Esse sistema pode possuir um gerador a diesel (o qual deve atender 
aos	 requisitos	 da	 NBR	 13714),	 capaz	 de	 suprir	 o	 sistema	 na	 falta	 de	 energia	
proveniente da concessionária. Nas chaves elétricas de alimentação das bombas 
devem	possuir	sinalizações	com	a	seguinte	inscrição:	“alimentação	da	bomba	de	
incêndio – não desligue” (ABNT, 2000, p. 16).
As bombas de reforço, caso necessário, devem possuir acionamento 
automático,	 por	 chave	 de	 alarme	 de	 fluxo,	 com	 retardo.	 Elas	 são	 utilizadas	
exclusivamente para mangueiras e mangotinho mais desfavoráveis (ABNT, 
2000).		As	bombas	principais	ou	de	reforço	deverão	possuir	placa	de	identificação	
com os seguintes itens (ABNT, 2000, p. 15):
a) nome do fabricante;
b)número de série;
c) modelo da bomba;
d)	vazão	nominal;
e) pressão nominal;
f) rotações por minuto de regime;
g) diâmetro do rotor.
Isso também vale para motores elétricos, que devem possuir placa de 
identificação	com	as	seguintes	especificações	(ABNT,	2000,	p.	15):
166
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
a) nome do fabricante;
b) tipo;
c) modelo;
d) número de série;
e) potência, em CV;
f) rotações por minuto sob a tensão nominal;
g) tensão de entrada, em volts;
h) corrente de funcionamento, em ampères;
i)	frequência,	em	hertz.
 
O painel de comando que serve como proteção e partida automática do 
motor	elétrico	da	bomba	deve	ser	protegido	e	localizado	próximo	do	motor.	Deve	
ser selecionado conforme a potência do motor da bomba e possuir desenhos 
dimensionais, layout, diagrama elétrico, régua de bornes, diagrama elétrico 
interno e uma lista com os materiais aplicados. Se desligado, o alarme acústico do 
painel deve funcionar normalmente para um novo evento (ABNT, 2000). 
A NBR 13714 contempla a possibilidade de uso de bombas acopladas 
a motores de combustão interna. O ar aspirado para combustão pode ser 
proveniente	 de	 fonte	 natural	 ou	 forçada,	 devendo	 possuir	 filtro	 adequado	 e	
controlador	de	rotação	–	que	deve	ser	constante,	podendo	variar	em	10%,	para	
mais ou para menos (ABNT, 2000). 
O	 painel	 de	 comando	 (≠	 sinalização),	 assim	 como	 no	 caso	 de	motores	
elétricos, deve ser instalado no interior da casa de bombas. A temperatura 
ambiente não deve em qualquer hipótese ser menor que a temperatura mínima 
recomendada pelo fabricante (ou deve possuir sistema próprio de aquecimento 
ininterrupto) (ABNT, 2000). 
O motor deverá possuir a opção de operação manual com o uso de 6 horas 
contínuas. Os	gases	produzidos	pelo	motor	devem	ser	encaminhados	para	fora	
da casa de bombas por meio de um sistema de exaustão ou “chaminé” (ABNT, 
2000). Quanto aos sistemas de refrigeração que são aceitos pela norma, a NBR 
13714	define	como	admissíveis	(ABNT,	2000,	p.	19):
• Injeção direta de água, da bomba para o bloco do motor, de acordo 
com	as	especificações	do	fabricante.	A	saída	de	água	de	resfriamento	
deve passar no mínimo 15 cm acima do bloco do motor e terminar 
em um ponto onde possa ser observada sua descarga.
• Por trocador de calor, vindo a água fria diretamente da bomba 
específica	para	este	fim,	com	pressões	limitadas	pelo	fabricante	do	
motor. A saída de água do trocador também deve ser posicionada 
conforme [o primeiro item].
• Por meio de radiador no próprio motor, sendo o ventilador acionado 
diretamente pelo motor ou por intermédio de correias, as quais 
devem ser múltiplas.
• Por meio de ventoinhas ou ventilador, acionado diretamente pelo 
motor ou por correias, as quais devem ser múltiplas.
TÓPICO 3 — BOMBAS EM SISTEMAS DE COMBATE AO INCÊNDIO
167
Por se tratar de um motor de combustão, deve possuir um tanque 
combustível	 montado	 conforme	 as	 especificações	 do	 fabricante,	 devendo	
principalmente:
•	 Possuir	volume	suficiente	de	combustível	que	supra	a	demanda	de	duas	vezes	
o consumo (no tempo de funcionamento pleno de abastecimento de água).
• É necessária a instalação de bacia de contenção sob o tanque de combustível, 
de	volume	mínimo	de	1,5	vezes	a	capacidade	do	mesmo.
• Quando houver mais de um motor cada um deve possuir tanque de combustível 
e ligações próprias. 
Lembre-se	 que	 a	 placa	 de	 identificação	 da	 bomba	 de	 incêndio	 por	
combustão	deve	possuir	as	seguintes	informações	(ABNT,	2000,	p.	19):	
a) nome do fabricante;
b) tipo;
c) modelo;
d) número de série;
e) potência em CV, considerado o regime contínuo de funcionamento;
f) rotações por minuto nominal.
Assim, portanto, apresentamos os principais aspectos a serem considerados 
na instalação e inspeção de bombas de incêndio. As questões aqui colocadas, neste 
livro	didático,	não	esgotam	as	especificações	necessárias,	mas	visam	apontar	as	
principais	diretrizes	de	projeto.	Reforçamos	a	importância	da	leitura	completa	da	
NBR 13714 (ABNT, 2000).
4 CASOS PRÁTICOS – INSPEÇÃO DE SISTEMAS DE 
BOMBAS DE INCÊNDIO
PRÁTICA 5 – BOMBAS DE INCÊNDIO
Você	 foi	 chamado	 para	 realizar	 uma	 inspeção	 e	 consultoria	 em	 duas	
edificações,	uma	com	bomba	de	 incêndio	de	acionamento	elétrico	e	outra	com	
acionamento	à	combustão.	Avalie	as	afirmações	e	as	solicitações	dos	moradores.	
Determine	se	elas	estão	corretas	(C)	ou	incorretas	(I)	e	justifique	sua	resposta	a	
partir dos requisitos expressos na NBR 13714 (ABNT, 2000).
Objetivo:	 responder	 questões	 práticas	 voltadas	 à	 inspeção	 predial	 de	
instalações de prevenção e combate ao incêndio.
Descrição	 dos	 procedimentos:	 avaliar	 afirmação	 de	 um	 hipotético	
morador;	justificar	resposta	a	partir	dos	conceitos	abordados	neste	livro	didático.
Conceitos:	Diretrizes	da	NBR	13714.
168
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
Morador 1: Queremos que as bombas da instalação de água fria e de incêndio 
sejam as mesmas. Elas ocupam muito espaço no condomínio. 
R.: (I) – De acordo com a NBR 13714 (ABNT, 2000, p. 15), “Quando o abastecimento 
é feito por bomba de incêndio, deverá possuir pelo menos uma bomba elétrica 
ou de combustão interna e ela deverá abastecer exclusivamente o sistema” de 
combate ao incêndio.
Morador 2:	Estamos	preocupados	porque	o	projeto	da	edificação	prevê	ligação	
direta da bomba de acionamento elétrico na instalação elétrica de consumo geral. 
R.: (C) – Segundo a NBR 13714 (ABNT, 2000, p. 16), “A alimentação elétrica 
das bombas de incêndio deve ser independente do consumo geral, de forma a 
permitir	o	desligamento	geral	da	energia	elétrica,	sem	prejuízo	do	funcionamento	
do motor da bomba de incêndio”.
Morador 3: Em uma reforma do condomínio quebraram o escapamento do 
sistema	 de	 bomba	 de	 incêndio	 à	 combustão.	A	 bomba	 continua	 funcionando,	
então, não vemos problema nisso.
R.:	(I)	–	Perigo!	A	NBR	13714	(ABNT,	2000,	p.	15)	afirma	que	“O	escapamento	dos	
gases	do	motor	deve	ser	provido	de	silencioso,	de	acordo	com	as	especificações	
do fabricante, sendo direcionados para serem expelidos fora da casa de bombas, 
sem chances de retornar ao seu interior”.
169
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• Em alguns casos, será necessário o uso de bombas de incêndio nas instalações 
prediais.
• É possível determinar a potência de bombas de combate ao incêndio nas suas 
mais variadas disposições construídas e condições hidráulicas.
•	 Há	 diretrizes	 e	 requisitos	 de	 especificação,	 projeto	 e	 inspeção	 de	 bombas	
elétricas	e	à	combustão	para	as	instalações	de	combate	ao	incêndio.
170
1		Na	Figura	a	 seguir,	 observam-se	duas	bombas	de	 reforço	 (pressurização	
/Jockey), sendo que uma delas é a principal e a outra reserva (sem uso 
simultâneo). Ambas são alimentadas por um reservatório inferior e caixa 
piezométrica	 de	 escorva.	 Trata-se	 de	 um	 edifício	 comercial	 com	 risco	
de incêndio baixo. Em cada hidrante serão usadas duas mangueiras 
comprimento de 30 m. O diâmetro de cada mangueira de lona (C = 140) é 
de	38	mm	e	o	esguicho	é	de	16	mm.	A	bomba	possui	30	m	de	desnível	em	
relação ao hidrante mais desfavorável (H6) e 4 m em relação ao reservatório 
inferior. O comprimento virtual de recalque e sucção é igual a 122,5 e 
23,4 metros respectivamente. Toda a tubulação é composta por aço preto 
(diâmetro de 75 mm), inclusive conexões.
AUTOATIVIDADE
171
FONTE: Adaptada de Creder (2006, p. 147)
FIGURA – SISTEMA HIDRÁULICO DE COMBATE AO INCÊNDIO COM BOMBA DE RECALQUE
172
Observação	importante:	para	fins	didáticos,	despreze	a	pressão	do	reservatório	
de escorva e a necessidade de diferentes diâmetros de sucção e recalque. 
Sendo assim, determine:
a) A altura manométrica total (Hman).
Procedimentos.
b) A potência do motor para acionar a bomba em CV, admitindo-se um 
rendimento	de	40%.
Procedimentos.
173
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Ao longo da Unidade 3 deste livro, abordamos os principais requisitos,critérios e elementos de uma instalação de prevenção e combate ao incêndio. 
No	final	deste	Tópico	 4,	 esperamos	que	você,	 acadêmico,	possa	 aprender	 e	 se	
apropriar das técnicas de concepção e elaboração de projetos contra incêndio. 
No Quadro 2, descrevem-se os princípios de trabalho sugeridos para sua 
prática	profissional.	Eles	são	os	mesmos	descritos	na	Unidade	1	e	2	e	possuem	
implicações práticas para o cotidiano de um projetista de instalações contra 
incêndio.
TÓPICO 4 — 
BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO
Princípio Objetivo Implicações práticas
Valorização	da	
técnica
Buscar fundamentação 
técnica nas decisões e 
nos critérios de projeto, 
execução e inspeção.
Apoiar-se	 nas	 diretrizes	
apresentadas pelas NBRs e 
Instruções Normativas do 
Corpo de Bombeiros.
Atenção	às	
singularidades
Conceber projetos a partir 
do contexto local e das 
demandas de cada cliente.
Considerar a possibilidade 
de instalações especiais para 
PcD. Se necessário, ir além do 
que se exige normativamente. 
Esclarecer ao cliente a 
importância dos elementos de 
projeto.
Visão integrada
Integrar projetos da 
edificação	 em	 busca	 da	
eficiência	dos	seus	sistemas.
Adaptações no projeto 
arquitetônico podem ser 
necessárias para que o projeto 
de instalações contra incêndio 
seja	otimizado.
Sustentabilidade
Considerar a importância 
do desempenho, da 
durabilidade, da economia 
e da preservação ambiental 
dos processos.
Avalie instrumentos e 
ferramentas que garantam 
um desempenho adequado e 
econômico das instalações. 
QUADRO 2 – PRINCÍPIOS DE TRABALHO PARA A CONCEPÇÃO E ELABORAÇÃO DE PROJETOS 
DE INSTALAÇÕES CONTRA INCÊNDIO
FONTE: O autor
174
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
Relembramos o acadêmico que foram apresentados até aqui os principais 
conceitos e técnicas do tema, dando condições para que se compreenda, interprete 
e atenda as instruções e regulações locais. 
2 PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO
Em geral, os projetos de instalações contra incêndios são submetidos a 
duas fases: (1) análise do projeto e (2) vistoria do empreendimento. Na análise 
de projeto, a equipe técnica do órgão público responsável irá analisar as 
conformidades e inconformidades do documento. Assim que aprovado, você 
ganhará	o	aval	do	Corpo	de	Bombeiros	para	dar	início	à	execução	da	obra.	
Após	o	término	da	construção	da	edificação	é	necessário	que	seja	feita	uma	
vistoria do empreendimento.	A	vistoria	objetiva	verificar	se	o	que	foi	proposto	e	
aprovado em projeto está devidamente executado. Portanto, será importante não 
apenas um bom projeto, mas também a sua correta execução. 
Confira nas Instruções Normativas locais se há processos e etapas diferenciadas 
para edificações já construídas, ou seja, para aquelas que necessitam se ajustar a legislação 
vigente.
NOTA
2.1 PROJETO: CONCEPÇÃO E ELABORAÇÃO
Na	Figura	9,	apresentaremos	um	organograma	genérico	que	correlaciona	
as	diretrizes	para	a	concepção	de	um	projeto	de	 instalação	contra	 incêndio	e	a	
estrutura da Unidade 3 deste livro didático. 
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO
175
FIGURA 9 – ORGANOGRAMA GENÉRICO PARA A CONCEPÇÃO DE PROJETO DE INSTALAÇÃO 
CONTRA INCÊNDIO E ESTRUTURA DO LIVRO DIDÁTICO
FONTE: O autor
No	 Tópico	 1,	 conhecemos	 os	 processos	 de	 classifi	cação	 de	 risco	 da	
edifi	cação,	 fundamentais	para	que	se	 identifi	que	os	sistemas	necessário	para	a	
prevenção	e	combate	ao	incêndio	(Figura	9).	Os	sistemas	de	prevenção	e	combate	
ao	incêndio	que	poderão	ser	exigidos	para	uma	edifi	cação	residencial	ou	comercial	
são:
• Extintores.
• Hidráulico preventivo.
•	 Instalações	de	gás	(GLP	&	GN).
• Saída de emergência.
• Iluminação de emergência.
• Alarme e detecção de incêndio.
•	 Sinalização	para	abandono	de	local.
• Sistema de chuveiros automáticos (sprinklers).
• Rede pública de hidrantes.
Nesta	 etapa	 de	 identifi	cação,	 também	 estará	 incluída	 a	 discussão	 da	
necessidade do uso de bombas de incêndio, já que o projeto poderá ser concebido 
com	 a	 divisão	 do	RTI	 (parte	 superior	 ou	 inferior)	 ou	 com	 a	 pressurização	 da	
rede (Tópico 3). Todos estes critérios devem ser amparados pelas Instruções 
Normativas locais e as NBRs correlatas.
176
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
Você pode encontrar várias normas correlatas à temática na NBR 15575-
1/2013 Edificações Habitacionais – Desempenho Parte 1: Requisitos gerais.
DICAS
2.1.1 Elementos de projeto
Os elementos necessários em um sistema de prevenção contra incêndio 
dependerão	 da	 natureza	 da	 construção.	 De	modo	 geral,	 os	 projetos	 possuem	
plantas	 de	 localização,	 situação,	 plantas	 baixas,	 fachadas	 e	 cortes.	 Na	 Tabela	
10, são apresentadas as escaladas mínimas recomendadas para cada elemento 
(MACINTYRE,	 1996).	 Elas	 permitem	 um	 bom	 nível	 de	 detalhamento	 dos	
desenhos.
Elemento de projeto Escala mínima
Plantas	de	localização 1:2000
Plantas de situação 1:500
Plantas baixas, fachadas e cortes 1:50 ou 1:100
Detalhes 1:25
TABELA 10 – ESCALAS MÍNIMAS PARA OS ELEMENTOS DE PROJETO
FONTE: Adaptada de Macintyre (1996, p. 383)
Na	Figura	10,	descrevem-se	os	símbolos	mais	frequentemente	utilizados	
para cada elemento da instalação de prevenção e combate ao incêndio. Você pode 
conferir também se o Corpo de Bombeiros do seu estado prevê algum tipo de 
nomenclatura e terminologia para projetos contra incêndio. 
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO
177
FIGURA 10 – LISTA DE SÍMBOLOS EM PROJETO CONTRA INCÊNDIO
FONTE: Adaptada de Creder (1996, p. 137)
Ademais, de acordo com a NBR 13714, o projeto de sistema hidráulico 
deve considerar os seguintes aspectos (ABNT, 2000, p. 4):
O instalador é obrigado a destacar todas as eventuais alterações 
introduzidas,	 com	 relação	 a	 materiais	 e	 equipamentos	 utilizados,	
caminhamentos e traçados da tubulação, bem como as demais 
prescrições	do	projeto,	apresentando	ao	projetista	para	verificação	da	
adequação dos parâmetros de funcionamento e segurança do sistema.
Os	documentos	assim	produzidos	passam	a	fazer	parte	do	memorial.
Todos os documentos do memorial, bem como as alterações propostas 
e aprovadas, devem ser atestados pelo instalador dos sistemas, que 
passam então a ser denominados documentos “Como construído”, 
assumindo assim toda a responsabilidade da correspondência do 
memorial com a realidade da instalação executada.
O	 instalador	 fica	 obrigado	 a	 afixar,	 preferencialmente	 na	 casa	 de	
bombas do sistema, uma placa construída em material adequado, 
contendo	identificação	do	construtor,	do	instalador	e	do	projetista	final,	
bem como os números de registro do projeto nos órgãos competentes. 
A conservação da placa é de responsabilidade do usuário do sistema.
O	 fluxograma	 de	 instalação	 do	 sistema	 e	 seus	 esquemas	 de	
funcionamento	 e	 operação,	 elaborados	 pelo	 projetista	 e	 verificados	
pelo	instalador,	devem	fazer	parte	do	memorial.
Para sistemas com extintores deve-se respeitar o que está disposto na NBR 
12693	(ABNT,	1993,	p.	8),	a	qual	recomenda:
[...] a) memoriais contendo:
-	classificação	dos	riscos	a	serem	protegidos	e	do	sistema	adotado;
-	identificação	das	capacidades	extintoras;
-	especificações	dos	aparelhos;
b) planta baixa em escala de até 1:300, devidamente convencionada, 
conforme	previsto	em	5.2,	identificando:
- os diversos riscos isolados protegidos, conforme critérios de 
isolamento de riscos previstos pela Tarifa de Seguro Incêndio do Brasil 
178
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
- T.S.I.B., através de numeração por algarismos arábicos;
- paredes, grades ou quaisquer obstáculos que impeçam a passagem 
dos extintores e seus operadores;
c)	identificação	do	estabelecimento	e	do	projetista,	tanto	nos	memoriais	
como nas plantas.
2.2 INSTALAÇÃO, INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO
A instalação do sistema hidráulico preventivo contra incêndio deve ser 
feita	por	profissional	 legalmente	habilitado	e	basear-se	nos	princípiosda	NBR	
13714 (ABNT, 2000), são eles:
•	 Hidrantes	e	mangotinhos	devem	estar	desobstruídos	e	sinalizados	e	as	válvulas	
instaladas devem funcionar corretamente.
• Os engates devem se apresentar adequado desempenho.
• Válvulas de controle seccional devem ser mantidas abertas e as válvulas 
angulares dos hidrantes e de abertura rápida dos mangotinhos devem ser 
mantidas fechadas.
•	 As	 mangueiras	 devem	 estar	 armazenadas	 em	 abrigo,	 bem	 como	 seus	
pertences,	de	maneira	adequadamente	protegida	e	disponível	para	utilização	
se necessário.
• Os esguichos reguláveis devem estar acoplados nas mangueiras.
• Os abrigos devem estar secos e desobstruídos e livres de qualquer contato com 
água.
•	 O	 cavalete	 de	 automatização	 das	 bombas	 deve	 estar	 em	 boas	 condições	 de	
operação	e	a	automatização	dos	sistemas	deve	estar	conforme	o	especificado	
em projeto.
Importante ressaltar que as bombas de incêndios, seus acessórios e 
dispositivos de alarme devem ser testados a cada 15 dias, por um período de 15 
minutos (ABNT, 2000). Esta exigência poderá ser explicita em uma placa na casa 
de bombas e no memorial descrito do projeto.
Prevista	pela	NBR	13714	(ABNT,	2000),	a	inspeção	do	sistema	é	realizada	
de	maneira	visual	(cruzamento	de	informações	com	o	projeto)	e	física	(por	meio	de	
ensaios de estanqueidade das tubulações, reservatórios e outros equipamentos). 
Em	seguida,	são	verificados	os	mangotinhos	e	pontos	de	hidrante.	A	 inspeção 
visual contemplará, portanto (ABNT, 2000): 
• O posicionamento dos pontos de hidrantes/magotinhos, se eles correspondem 
ao posicionamento indicado no projeto, se possuem todos os itens e materiais 
necessários para seu bom funcionamento e acesso fácil.
•	 Verifica	a	reserva	técnica	de	incêndio	(seu	armazenamento	e	volume).
• Observa se os pontos mais desfavoráveis (com menor pressão) são realmente 
os que estão indicados no projeto.
•	 Examina	 se	 os	 sistemas	 estão	 corretamente	 identificados	 (características	 de	
funcionamento	e	finalidades).
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO
179
O ensaio de estanqueidade	que	deve	ser	realizado	no	sistema	hidráulico	
requer	 um	 teste	 sob	 pressão	 hidrostática	 de	 1,5	 vezes	 maior	 que	 a	 pressão	
máxima de trabalho do sistema. A duração do teste deve ser de pelo menos 2 
horas.	Durante	o	ensaio	não	deve	ocorrer	nenhum	tipo	de	vazamento	no	sistema.	
Caso ocorra, a NBR 13714 recomenda que sejam tomadas as seguintes medidas 
(ANBT, 2000, p. 20):
a) juntas: desmontagem da junta, com substituição das peças 
comprovadamente	 danificadas,	 e	 remontagem,	 com	 aplicação	 do	
vedante adequado;
b)	 tubos:	 substituição	do	 trecho	 retilíneo	do	 tubo	danificado,	 sendo	
que	 na	 remontagem	 é	 obrigatória	 a	 utilização	 de	 uniões	 roscadas,	
flanges	ou	soldas	adequadas	ao	tipo	da	tubulação;
c) válvulas: substituição completa;
d) acessórios (esguichos, mangueiras, uniões, etc.): substituição 
completa;
e) bombas, motores e outros equipamentos: qualquer anormalidade 
no seu funcionamento deve ser corrigida em consulta aos fabricantes 
envolvidos.
Corrigido o problema na instalação, o ensaio de estanqueidade deverá ser 
repetido. Recomenda-se que os moradores solicitem uma vistoria periódica a um 
profissional	legalmente	habilitado.	Aliado	a	isso,	um	plano de manutenção pode 
ser elaborado para que seja preservado os componentes de sistema de maneira 
periódica. Segundo a NBR 13714 (ABNT, 2000, p. 21-22), o plano de manutenção 
objetiva	verificar	se:
a) todas as válvulas angulares e de abertura rápida tenham sido abertas 
totalmente, de forma normal e manualmente, e, ao serem fechadas, 
tenha	sido	verificada	a	vedação	completa,	garantindo	o	bom	estado	do	
corpo	da	válvula	com	relação	à	corrosão;
b) todas as válvulas de controle seccional tenham sido manobradas 
sem	nenhuma	anormalidade,	inclusive	com	relação	a	vazamentos	no	
corpo, castelo ou juntas;
c) todas as mangueiras de incêndio tenham sido inspecionadas, 
mantidas	e	acondicionadas	conforme	a	NBR	12779;
d) todos os esguichos tenham sido usados e sua capacidade de 
manobra	verificada;
e) a integridade física dos abrigos tenha sido garantida;
f) todas as tubulações estejam pintadas sem qualquer dano, inclusive 
com relação aos suportes empregados;
g)	a	sinalização	utilizada	nos	pontos	de	hidrantes	e/ou	mangotinhos	
esteja	conforme	o	especificado;
h) os dispositivos de controle da pressão usados no interior das 
tubulações	 tenham	 sido	 verificados	 quanto	 a	 sua	 eficácia	 e	 ao	 seu	
funcionamento;
i) o funcionamento de todos os instrumentos e medidores instalados 
tenham	sido	verificados;
j) todas as interligações elétricas tenham sido inspecionadas e limpas, 
removendo oxidações;
l)	as	gaxetas	dos	motores/bombas	tenham	sido	verificadas,	reguladas	
ou	substituídas,	recebendo	lubrificação	adequada	e	demais	cuidados,	
conforme instruções dos fabricantes;
m) o quadro de comando e de alarme tenha sido totalmente 
inspecionado, atestando seu pleno funcionamento.
 
180
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
Para os extintores, basta que os mesmos sejam submetidos a inspeções e 
manutenções	periódicas	de	acordo	com	a	legislação	vigente	(ABNT,	1993).	Lembre-
se	do	que	comentamos	no	Tópico	2:	não	deverão	ser	permitidos	nas	edificações	
extintores	 despressurizados,	 com	 lacre	 rompido,	 corroídos,	 deformados,	
danificados,	sem	etiqueta	de	instrução	de	uso,	sem	selo	do	INMETRO	e/ou	com	
teste hidrostático vencido.
Confira como funciona a inspeção de extintores portáteis. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=UTfqOEQIvCk.
NOTA
3 CASOS PRÁTICOS – AVALIAÇÃO E PROJETO DE 
SISTEMAS DE PREVENÇÃO E COMBATE
PRÁTICA 6 – EXTINTORES DE INCÊNDIO
Busque,	fotografe	e	registre	pelo	menos	três	extintores	portáteis	localizados	
em	uma	edificação	que	você	está	autorizado	a	acessar	com	segurança.	Identifique	
as seguintes características: classe de incêndio de combate, capacidade extintora, 
tipo de material combatente (agente extintor), selo do INMETRO, etiqueta 
com instrução de uso, indicação “verde” do leitor analógico (manômetro), 
data da próxima vistoria e data de validade. Avalie suas condições e, caso haja 
irregularidades, aponte correções para um hipotético cliente.
Objetivo: avaliar as condições técnicas de três extintores portáteis 
localizados	na	residência	do	próprio	aluno	ou	em	algum	lugar	público.
Conceitos: classe de incêndio de combate. Capacidade extintora. Tipo de 
material combatente (agente extintor).
Descrição dos procedimentos.
Resposta:	 Identificar	 a	 classe	 de	 incêndio	 de	 combate,	 capacidade	 extintora,	
tipo de material combatente (agente extintor), selo do INMETRO, etiqueta com 
instrução de uso, indicação “verde” do leitor analógico (manômetro), data da 
próxima vistoria e data de validade do extintor. Apontar correções a partir dos 
conceitos vistos neste livro didático. Não é possível formular uma resposta geral 
para os diversos casos. Os discentes deverão conferir as condições dos extintores 
com aquelas descritas como tecnicamente adequados no livro didático.
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO
181
4 CASOS PRÁTICOS – AVALIAÇÃO E PROJETO DE 
SISTEMAS DE PREVENÇÃO E COMBATE
PRÁTICA 7 – ELEMENTOS DE PROJETO
Considere	a	edificação	comercial	(escritórios)	com	um	pavimento	térreo	e	
área	construída	de	500	m²	(Figura	a	seguir).	Não	é	previsto	na	construção	nenhum	
aparelho de queima no empreendimento. Considere a legislação vigente em seu 
estado e responda: 
Objetivo: estabelecer os principais parâmetros relacionados ao projeto de 
prevenção e combate ao incêndio.
Questões, procedimentos e resposta para o estado de Santa Catarina.
a)	Qual	é	a	classe	de	risco	de	incêndio	da	edificação?
R.: risco leve (IN 003, art. 5º).
b)	É	 possível	 calcular	 a	 carga	 de	 fogo	 específica	 a	 partir	 da	 legislação	 do	 seu	
estado?	Se	sim,	qual	seria	a	carga	de	fogo	específica	da	edificação	considerando	
que há na construção 200 kg de móveis de madeira, 500 kg de pisode borracha, 
100	kg	de	algodão,	200	kg	de	papel	e	70	kg	de	plástico?		
R.: Sim, é possível. 
200 kg de madeira. 21 MJ/kg + 500 kg de piso de borracha. 32 MJ/kg + 100 kg de 
algodão.	18	MJ/kg	+	200	kg	de	papel.	17	MJ/kg	+	70	kg	de	plástico.	32	MJ/kg	=	
carga de incêndio/fogo = 27640 MJ
Carga	de	incêndio/fogo	específica	=	55,3	MJ/m²	 risco leve (IN 003, art 4º).
c) Projete o sistema preventivo de extintores (se for possível, faça uso do 
fluxograma	elaborado	nos	“CASOS	PRÁTICOS”	do	Tópico	2),	apontando	em	
planta	os	locais	dos	extintores	portáteis,	bem	como	sua	especificação.
182
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
FIGURA – PLANTA BAIXA DE UMA EDIFICAÇÃO COMERCIAL (PAVIMENTO ÚNICO)
FONTE: O autor
Resposta:	 A	 IN	 006	 (CBM-SC,	 2017a,	 p.	 4)	 prescreve	 que:	 “Art.	 8°	 Em	 cada	
pavimento,	 inclusive	 para	 edificações	 térreas,	 são	 exigidos	 no	 mínimo	 dois	
extintores com pelo menos uma unidade extintora cada, mesmo que apenas um 
extintor atenda a distância máxima a ser percorrida.” Os locais sugeridos são 
apontados na Figura a seguir:
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO
183
FONTE: O autor
FIGURA – PLANTA BAIXA DE UMA EDIFICAÇÃO COMERCIAL (PAVIMENTO ÚNICO) – COM RESPOSTA
Legenda: 
 Extintor Pó ABC do tipo “2-A:20-B:C” (Tabela 1, IN006).
184
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
LEITURA COMPLEMENTAR
AS NORMAS DA ABNT PARA PLACAS DE SINALIZAÇÃO
Luara Prado
As	 placas	 de	 sinalização,	 especialmente	 aquelas	 voltadas	 para	 o	
atendimento de normas de segurança, estão presentes em todo e qualquer tipo 
de	estabelecimento,	da	área	comercial	à	área	industrial.
No Brasil, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é a 
responsável	pela	definição	de	uma	série	de	normatizações,	garantindo	assim	a	
segurança e a correta aplicação dos sinais.
Quer	 saber	quais	 são	as	normas	da	ABNT	para	placas	de	 sinalização	e	
como	elas	devem	ser	seguidas	para	evitar	multas	e	sanções	para	sua	empresa?	
Continue lendo este artigo!
Normas da ABNT para placas de sinalização
A ABNT é a associação que determina, em suas normas, os padrões 
técnicos que servem a inúmeros campos tecnológicos e produtivos no Brasil. A 
partir	de	suas	regras,	garante-se	o	atendimento	às	determinações	internacionais	
que	prezam	pela	normalização	e	certificação	de	produtos,	sistemas	e	rotulagens.
Devido	à	grande	importância	das	placas	de	sinalização	como	instrumentos	
de	segurança,	capazes	de	salvar	vidas,	é	natural	que	tais	objetos	também	estejam	
sujeitos	 às	 especificações	 da	 ABNT.	 Assim,	 existem	 determinações	 sobre	 o	
assunto na NBR 13434-2, que versa sobre símbolos, formas, dimensões e cores; 
e	na	NBR	7195,	que	apresenta	regulamentações	sobre	as	cores	a	serem	utilizadas	
para segurança.
Existem,	ainda,	outras	normas	de	variados	órgãos	(ex.:	a	NR-26),	trazendo	
em	 seu	 texto	 detalhes	 sobre	 a	 utilização	 de	 cores	 na	 segurança	 do	 trabalho.	
Entretanto, trataremos neste artigo apenas sobre as determinações das duas 
normas da ABNT listadas anteriormente.
NBR 13434-2 e NBR 7195
Segundo	a	própria	NBR	13434-2,	 seu	objetivo	é	“padronizar	as	 formas,	
as	dimensões	 e	 as	 cores	da	 sinalização	de	 segurança	 contra	 incêndio	 e	pânico	
utilizada	em	edificações,	assim	como	apresentar	os	símbolos	adotados”.	
Por	sua	vez,	a	NBR	7195,	datada	do	ano	de	1993,	tem	como	objetivo	fixar	
as	cores	a	serem	utilizadas	para	a	prevenção	de	acidentes,	sendo	empregadas	na	
identificação	e	advertência	contra	os	mais	variados	riscos.
TÓPICO 4 — BOAS PRÁTICAS DE PROJETO E INSPEÇÃO
185
Diferentemente	 da	 NBR	 13434-2,	 a	 NBR	 7195	 apresenta	 em	 seu	 texto	
apenas	 as	 especificações	 relativas	 ao	 uso	 das	 cores	 nas	 placas	 de	 sinalização,	
identificando	condições	específicas,	tolerâncias	e	o	conceito	de	cores	de	contraste.	
Dessa forma, serviu como base para a elaboração das normas subsequentes.
Especificações técnicas de sinalização
Seguindo	 as	 determinações	 especificadas	 em	 cada	 norma	 da	ABNT,	 é	
necessário	que	as	placas	de	sinalização	apresentem	características	 importantes,	
relativas tanto ao uso de cores quanto de símbolos, além de outros pontos como 
tamanho e informações contidas.
Cores
As	indicações	de	risco	por	meio	do	uso	de	cores	específicas	não	excluem	
a necessidade de outras formas de prevenção de acidentes, mas devem ser 
utilizadas	de	acordo.
A	NBR	7195	lista	as	seguintes	cores	a	serem	utilizadas:	vermelho,	laranja,	
amarelo,	verde,	azul,	púrpura,	branco	e	preto.	Dessa	forma,	tais	cores	significam:
• vermelho: usado para indicação de equipamentos de combate a incêndio;
• laranja: indicações de perigo;
• amarelo: indicações de cuidado;
• verde: indicações de segurança;
•	 azul:	ações	obrigatórias;
• púrpura: indicações de perigo por radiação eletromagnética e partículas 
nucleares;
•	 branco:	faixas,	sinalizações	de	tráfego,	coletores	de	resíduos	e	outros;
•	 preto:	identificação	de	coletores	de	resíduos.
A	NBR	 13434-2	 define	 ainda	 que	 a	 cor	 da	 segurança	 deve	 cobrir	 pelo	
menos	50%	da	área	do	símbolo,	com	exceção	ao	símbolo	de	proibição,	no	qual	a	
área	ocupada	deve	ser	de,	no	mínimo,	35%	da	área	da	placa.
As cores de contraste devem apresentar fotoluminescência para a 
sinalização	de	orientação	e	de	equipamentos	de	combate	a	incêndio.	Neste	caso,	
cores de contraste são a branca ou a amarela.
Dimensões
A	Norma	NBR	13434-2	regula	o	emprego	de	placas	de	sinalização.	Nesse	
caso, observa-se a relação:
A	>	L²	/	2000	
186
UNIDADE 3 — PRÁTICAS DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO
Em que:
A,	corresponde	à	área	total	da	placa,	dada	em	metros	quadrados;
L, é a distância do observador, também em metros.
Tal fórmula leva em consideração que L seja igual ou menor a 50 metros, 
de	modo	que	a	distância	mínima	é	de	4	metros.	Caso	as	placas	de	sinalização	
contenham letras, essas devem seguir a fórmula:
h > L / 125. 
Em que:
h, é a altura de cada letra, dada em metros;
L, é a distância do observador, em metros.
As letras ainda devem ser grafadas em caixa alta, com fonte Univers 65 
ou, então, Helvetica Bold.
Formas
A	Norma	NBR	13434-2	também	define	as	formas	a	serem	utilizadas	nas	
placas	de	sinalização,	seguindo	os	critérios:
• circular: para símbolos de proibição e ação de comando;
• triangular: para símbolos de alerta;
• quadrada e retangular: para símbolos de orientação, socorro, emergência e 
identificação	dos	equipamentos	de	combate	de	incêndio.
Outras determinações para as placas de sinalização
As placas que apresentam características de fotoluminescência, por 
exemplo,	devem	trazer	impressos	os	seguintes	dados:
• intensidade luminosa em milicandelas por metro quadrado, a 10 min e 60 min 
após	remoção	da	excitação	de	luz	a	22°C	e	+/-	3	°C;
•	 tempo	de	atenuação,	em	minutos,	a	22	°C	e	+/-3	°C;
• cor durante excitação;
• cor da fotoluminescência.
Como é possível perceber, são vários os critérios a serem observados, o que 
faz	com	que	as	normas	da	ABNT	para	placas	de	sinalização	sejam	extremamente	
necessárias. Busca-se sempre um padrão de qualidade alto para elementos que 
podem, em diversas situações, salvar vidas.
FONTE: PRADO, L. Conheças as normas da ABNT para placas de sinalização. 2019. Disponível 
em: http://blog.artplacassp.com.br/conhecas-as-normas-da-abnt-para-placas-de-sinalizacao/. 
Acesso em: 2 ago. 2020.
187
RESUMO DO TÓPICO 4
Neste tópico, você aprendeu que:
•	 Valorização	técnica,	atenção	às	singularidades,	visão	integrada	e	sustentabilidade	
são alguns princípios de trabalho para a concepção e elaboração de projetos de 
instalações de prevenção e combate ao incêndio.
•	 Conceitos	técnicos	estudados	nos	tópicos	anteriores	ajudam	a	identificar	etapas	
e elementos de projeto, inspeção e manutenção importantes para a prevenção 
e	combate	ao	incêndio	de	edificações.
• O conteúdo, forma e elementos de apresentação de projeto devem considerar 
regulamentos técnicos.
Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagempensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao 
AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
CHAMADA
188
1 Os símbolos de projeto permitem que seja possível uma adequada 
comunicação entre os envolvidos com a concepção, construção e 
manutenção dos sistemas de prevenção e combate ao incêndio. Sabendo-se 
da importância, considere os símbolos listados a seguir e os relacione com 
seu respectivo nome. Todos são elementos importantes de um sistema de 
combate ao incêndio.
AUTOATIVIDADE
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
(1) Hidrante urbano. 
(2) Válvula de retenção.
(3) Caixa de incêndio.
(4) Extintor sobre rodas.
(5) Extintor de espuma.
(6) Extintor de pó químico.
(7) Abrigo de mangueiras.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) 1 – 3 – 2 – 7– 6 – 5 – 4.
b) ( ) 3 – 7 – 1 – 6 – 5 – 2 – 4.
c) ( ) 1 – 5 – 4 – 6 – 7 – 2 – 3. 
d) ( ) 7 – 1 – 3 – 2 – 4 – 5 – 6. 
2		escreva	 as	 instruções	 normativas	 do	 seu	 estado	 que	 correspondem	 à	
regulação	específica	dos	sistemas	de	prevenção	e	combate	ao	incêndio.
189
REFERÊNCIAS
ABNT. NBR 15575-1:	Edificações	Habitacionais	–	Desempenho	Parte	1:	
Requisitos	gerais.	2013.	Disponível	em:	https://360arquitetura.arq.br/wp-
content/uploads/2016/01/NBR_15575-1_2013_Final-Requisitos-Gerais.pdf.	
Acesso em: 13 ago. 2020.
ABNT. NBR 17240: Sistemas de detecção e alarme de incêndio – Projeto, 
instalação, comissionamento e manutenção de sistemas de detecção e alarme de 
incêndio	–	Requisitos.	2010.	Disponível	em:	http://www.segmafire.com.br/wp-
content/uploads/sites/179520/2017/06/NBR-17240-2010-Substituindo-NBR-9441-
Alarme.pdf. Acesso em:13 ago. 
ABNT. NBR 11742: Porta	corta-fogo	para	saída	de	emergência	–	Especificação.	
2003.	Disponível	em:	http://www.segmafire.com.br/wp-content/uploads/
sites/179520/2017/06/NBR-11742-2003-Porta-Corta-Fogo-Para-Sa%C3%ADda-
De-Emerg%C3%AAncia.pdf.	Acesso	em:	13	ago.	2020.
ABNT. NBR 13714: Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate 
a	incêndio.	2000.	Disponível	em:	http://www.gmfmontagens.com.br/assets/
content/downloads/031ac17ce13bc628f426873fd98b386b.pdf.	Acesso	em:	13	ago.	
2020.
ABNT. NBR 12693: Sistemas	de	proteção	por	extintores	de	incêndio.	1993.	
Disponível	em:	http://pcpreventivo.com.br/img/normas/nbr12693-sistemasdepro
teoporextintoresdenopw-120613141221-phpapp01.pdf.	Acesso	em:	13	ago.	2020.
AGÊNCIA brasileira. Novas regras para instalação de extintores de incêndio 
em locais de risco.		2015.	Disponível	em:	 	https://www.flickr.com/photos/
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AZEVEDO NETTO, J. M.; ALVAREZ, G. A. Manual de Hidráulica.	8.	ed.	São	
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BRASIL. NR 23 – Proteção contra incêndios.	2011.	Disponível	em:	https://enit.
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Disponível	em:	https://www.bucka.com.br/o-que-e-um-sprinkler-e-como-ele-
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190
BUCKA. Você sabe o que é capacidade extintora?	2012.	Disponível	em:	https://
www.bucka.com.br/voce-sabe-o-que-e-capacidade-extintora/.	Acesso	em:24	out.	
2019.
CARVALHO JÚNIOR, R. de. Instalações hidráulicas e o projeto de arquitetura. 
8.	ed.	São	Paulo:	Blucher,	2014.	
CBM-GO. Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás. 2014. Instrução Normativa 
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Santa Catarina, 2017a. 7 p.
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2014. 
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CREDER, H. Instalações hidráulicas e sanitárias. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 
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inundações no contexto de bacias urbanas brasileiras. 2007. 
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HODAN, G. Extintor de incêndio vermelho.	2019.	Disponível	em:	https://www.
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MACINTYRE, A. J. Instalações hidráulicas prediais e industriais. 3. ed. Rio de 
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PRADO, L. Conheças as normas da ABNT para placas de sinalização.	2019.	
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ZEUS DO BRASIL. Mangueira de incêndio predial.	2019b.	Disponível	em:	
https://zeusdobrasil.com.br/produtos/detalhes/mangueira-de-incendio-predial-
tipo-1/.	Acesso	em:	28	out.	2019.

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