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Pincel Atômico - 13/05/2024 06:49:08 1/5 FLÁVIO KENEDY BARBOSA Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 2 (19411) Atividade finalizada em 10/05/2024 06:35:37 (1798423 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: ANÁLISE E PRODUÇÃO DE TEXTOS [1037933] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 1,67 pontos [capítulos - 1] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Letras-Português - Grupo: FPD-JANEIRO/2024 - SGegu0A050224 [114324] Aluno(a): 91569352 - FLÁVIO KENEDY BARBOSA - Respondeu 8 questões corretas, obtendo um total de 1,67 pontos como nota [358460_11270 2] Questão 001 (UEFS) Leia o texto abaixo para responder a questão. A língua sem erros Nossa tradição escolar sempre desprezou a língua viva, falada no dia a dia, como se fosse toda errada, uma forma corrompida de falar “a língua de Camões”. Havia (e há) a crença forte de que é missão da escola “consertar” a língua dos alunos, principalmente dos que frequentam a escola pública. Com isso, abriu-se um abismo profundo entre a língua (e a cultura) própria dos alunos e a língua (e a cultura) própria da escola, uma instituição comprometida com os valores e as ideologias dominantes. Felizmente, nos últimos 20 e poucos anos, essa postura sofreu muitas críticas e cada vez mais se aceita que é preciso levar em conta o saber prévio dos estudantes, sua língua familiar e sua cultura característica, para, a partir daí, ampliar seu repertório linguístico e cultural. Disponível em: https://bit.ly/3wpei1L. Acesso em: 5 nov. 2020. De acordo com a leitura do texto, a língua ensinada na escola: Deve ser banida do ensino contemporâneo, que procura basear-se na cultura e nas experiências de vida do aluno. Tem como principal finalidade cercear as variações linguísticas que comprometem o bom uso da língua portuguesa. Ajuda a diminuir o abismo existente entre a cultura das classes consideradas hegemônicas e das populares. Torna-se, na contemporaneidade, o grande referencial de aprendizagem do aluno, que deve valorizá-la em detrimento de sua variação linguística de origem. X Precisa enriquecer o repertório do aluno, valorizando o seu conhecimento prévio e respeitando a sua cultura de origem. Pincel Atômico - 13/05/2024 06:49:08 2/5 [358460_11269 5] Questão 002 (ENADE- adapatada) Analise a tirinha abaixo: Considerando a transposição do cartum acima, analise os excertos e marque V para verdadeiro e F para falso: ( ) A concepção de linguagem que a professora revela em sua prática disvincula a llingua de seu funcionamento social e histórico. ( ) No segundo quadrinho, é possível perceber exemplos de variação linguística diatópica, ou seja, regionalismos. ( ) A abordagem da professora, ao se referir a questões de linguagem, demonstra respeito com as variedades llinguísticas da língua portuguesa. ( ) Nessa situação do cartum, a professora poderia ter utilizado os conhecimentos linguísticos de que os alunos dispõem para abordar as diferenças que ocorrem na língua de acordo com as regiões, ou seja, explicar variação linguística geográfica. F,V,V,F V,F, F,V X V,V,F,F V,V,V,V F,F,F,F [358461_11018 2] Questão 003 Pref. Itajaí/SC – UNISOCIESC/2017) Considere o texto a seguir: Acontece que eu, acostumado a conversar com a gente das Minas Gerais, falei em “varreção” – do verbo “varrer”. De fato, tratava-se de um equívoco que, num vestibular, poderia me valer uma reprovação. Pois o meu amigo, paladino da língua portuguesa, se deu ao trabalho de fazer um xerox da página 827 do dicionário (...). O certo é “varrição”, e não “varreção”. Mas estou com medo de que os mineiros da roça façam troça de mim, porque nunca os ouvi falar de “varrição”. E se eles rirem de mim não vai me adiantar mostrar-lhes o xerox da página do dicionário (...). Porque para eles não é o dicionário que faz a língua. É o povo. E o povo, lá nas montanhas de Minas Gerais, fala “varreção”, quando não “barreção”. (Rubem Alves) O emprego das palavras em destaque “varreção” e “barreção” no texto refere-se à Saber linguístico. Empréstimo linguístico. X Variações linguísticas. Psicolinguística. Sociolinguística. Pincel Atômico - 13/05/2024 06:49:08 3/5 [358460_11268 1] Questão 004 (ENEM) Leia o texto abaixo Cabeludi Quando a Vó me recebeu nas férias, ela me apresentou aos amigos: Este é meu neto. Ele foi estudar no Rio e voltou de ateu. Ela disse que eu voltei de ateu. Aquela preposição deslocada me fantasiava de ateu. Como quem dissesse no Carnaval: aquele menino está fantasiado de palhaço. Minha avó entendia dregências verbais. Ela falava de sério. Mas todo-mundo riu. Porque aquela preposição deslocada podia fazer de uma informação um chiste. E fez. E mais: eu acho que buscar a beleza nas palavras é uma solenidade de amor. E pode ser instrumento de rir. De outra feita, no meio da pelada um menino gritou: Disilimina esse, Cabeludinho.Eu não disiliminei ninguém. Mas aquele verbo novo trouxe um perfume de poesia à nossa quadra. Aprendi nessas férias a brincar de palavras mais do que trabalhar com elas. Comecei a não gostar de palavra engavetada. Aquela que não pode mudar de lugar. Aprendi a gostar mais das palavras pelo que elas entoam do que pelo que elas informam. Por depois ouvi um vaqueiro a cantar com saudade: Ai morena, não me escreve / que eu não sei a ler. Aquele a preposto ao verbo ler, ao meu ouvir, ampliava a solidão do vaqueiro. BARROS, M. Memórias inventadas: a infância. São Paulo: Planeta, 2003. No texto, o autor desenvolve uma reflexão sobre diferentes possibilidades de uso da língua e sobre os sentidos que esses usos podem produzir, a exemplo das expressões “voltou de ateu”, “disilimina esse” e “eu não sei a ler”. Com essa reflexão, o autor destaca: a distinção clara entre a norma culta e as outras variedades linguísticas. X a valorização da dimensão lúdica e poética presente nos usos coloquiais da linguagem. os desvios linguísticos cometidos pelos personagens do texto. a importância de certos fenômenos gramaticais para o conhecimento da língua portuguesa. o relato fiel de episódios vividos por Cabeludinho durante as suas férias. [358460_11269 1] Questão 005 Na representação escrita da conversa telefônica entre a gerente do banco e o cliente, observa- se que a maneira de falar da gerente foi alterada de repente devido: Gerente: Boa tarde. Em que eu posso ajudá-lo? Cliente: Estou interessado em financiamento para compra de veículo. Gerente: Nós dispomos de várias modalidades de crédito. O senhor é nosso cliente? Cliente: Sou Júlio César Fontoura, também sou funcionário do banco. Gerente: Julinho, é você, cara? Aqui é a Helena! Cê tá em Brasília? Pensei que você inda tivesse na agência de Uberlândia! Passa aqui pra gente conversar com calma. BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna. São Paulo: Parábola, 2004. ao seu interesse profissional em financiar o veículo de Júlio. à iniciativa do cliente em se apresentar como funcionário do banco. à intimidade forçada pelo cliente ao fornecer seu nome completo. ao fato de ambos terem nascido em Uberlândia (Minas Gerais). X à adequação de sua fala à conversa com um amigo, caracterizada pela informalidade. Pincel Atômico - 13/05/2024 06:49:08 4/5 [358461_11018 1] Questão 006 (Prefeituras e Câmaras Municipais do Trairi/Agreste Potiguar - 2018/adaptada) Leia o trecho da música a seguir para, com base nele, responder a próxima questão: Esmola Uma esmola pelo amor de Deus Uma esmola, meu, por caridade Uma esmola pro ceguinho, pro menino Em toda esquina tem gente só pedindo. Uma escola pro desempregado Uma esmola pro preto, pobre, doente Uma esmola pro que resta do Brasil Pro mendigo, pro indigente (...) (Samuel Rosa/Chico Amaral) Considerando a linguagem empregada no trecho da música apresentado, é correto afirmar que ela é pouco compreensiva e informal, já que contém vários desvios de gramática. crítica, porém não-coloquial, haja vista que é descuidadae cheia de repetições. imprópria para a representação de um gênero literário. pouco compreensiva e formal, já que segue as normas gramaticais. X crítica, coloquial, compreensiva, portanto comunicável. [358460_11017 8] Questão 007 (Picuí/PB- 2019- CPCON- adaptada) A variação linguística ainda é um conteúdo controverso nas aulas de linguagem. A BNCC inclui o Eixo oralidade, considerando que “a língua oral não é uniforme, pois varia em função de diferenças de registros – formais ou informais –, de diferenças regionais (relativamente numerosas na vastidão do território nacional), de diferenças sociais (determinadas pelo pertencimento a esta ou àquela camada social [...] (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2016, p. 64). Nesta perspectiva, considerando-se as informações contidas no texto acima, a alternativa que responde CORRETAMENTE é: X O fenômeno da variação linguística em sala de aula implica, necessariamente, na inclusão dos muitos fatores pragmáticos envolvidos na interação, pois os textos estão sempre em correlação com elementos contextuais da situação comunicativa. O exercício único de construir, copiar e analisar frases permite perceber o fenômeno da variação linguística. A predominância de uma cultura de oralidade, permeada pelo afeto e informalidade, não repercute no trabalho da escola, que privilegia o esquema da língua padrão. As diferenças de uso da linguagem, consideradas como “erros de português”, não devem ser trabalhadas em sala de aula, pois são níveis de linguagem usados no domínio do lar. A pluralidade cultural e a rejeição aos preconceitos linguísticos são questões dispensáveis no processo de ensino e aprendizagem. [358460_11269 8] Questão 008 Leia o fragmento de texto abaixo. Só há uma saída para a escola se ela quiser ser mais bem-sucedida: aceitar a mudança da língua como um fato. Isso deve significar que a escola deve aceitar qualquer forma de língua em suas atividades escritas? Não deve mais corrigir? Não! Há outra dimensão a ser considerada: de fato, no mundo real da escrita, não existe apenas um português correto, que valeria para todas as ocasiões: o estilo dos contratos não é o mesmo dos manuais de instrução; o dos juízes do Supremo não é o mesmo dos cordelistas; o dos editoriais dos jornais não é o mesmo dos cadernos de cultura dos mesmos jornais. Ou do de seus colunistas. POSSENTI, S. Gramática na cabeça. Língua Portuguesa, ano 5, n. 67. Sírio Possenti defende a tese de que não existe um único “português correto”. Assim sendo, o domínio da língua portuguesa implica, entre outras coisas, saber: descartar as marcas de informalidade do texto. Pincel Atômico - 13/05/2024 06:49:08 5/5 reservar o emprego da norma padrão aos textos de circulação ampla. X adequar as formas da língua a diferentes tipos de texto e contexto. moldar a norma padrão do português pela linguagem do discurso jornalístico. desprezar as formas da língua previstas pelas gramáticas e manuais divulgados pela escola.