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Magda Soares define letramento como “a participação em eventos variados de leitura e de escrita, e o consequente desenvolvimento de habilidades de uso da leitura nas práticas sociais que envolvem a língua escrita. ” (SOARES, 2003, p. 16). Nesse contexto, são considerados conhecimentos específicos do processo de letramento:
X convivência do aluno com muitos materiais escritos.
orientação sistemática da leitura e da escrita.
relação entre gramática e leitura de palavras escritas.
relação entre oralidade e leitura de palavras escritas.
leitura e escrita de letras, sílabas e palavras.

A produção textual da contemporaneidade é usualmente multissemiótica, isto é, se utiliza de diferentes linguagens para a construção de sentido nos gêneros discursivos. Logo, marque a opção de título abaixo que indica explicitamente quais as linguagens são objeto de análise do texto multissemiótico:
X A expressão de sentimentos no curta-metragem bravura e em sua audiodescrição: um estudo comparativo entre a função interpessoal da narrativa visual e a valoração na linguagem verbal (ABUD, 2021).
“Favela não se cala”: mercantilização, materialidade e ideologia da linguagem na cooperação transperiférica (SILVA, 2021).
Metáfrase e paráfrase: modalidades da apropriação do discurso de outrem na escrita acadêmica (DAUNAY, 2020).
Cinema, ideologia e inconsciente: Colin Maccabe, Stephen Heath e a Screen Theory (SOUZA, 2021).
Sobre a noção de três espaços no cinema (BORGES, 2019).

(ENEM 2019) Leia o trecho da canção abaixo: Blues da piedade Vamos pedir piedade Senhor, piedade Pra essa gente careta e covarde Vamos pedir piedade Senhor, piedade Lhes dê grandeza e um pouco de coragem CAZUZA. Cazuza: o poeta não morreu. Rio de Janeiro: Universal Music, 2000 (fragmento).
A letra de canção identifica-se com o gênero ladainha, essencialmente, pela utilização da sequência textual:
descritiva, por enumerar características de um personagem.
injuntiva, por chamar o interlocutor à participação.
expositiva, por discorrer sobre um dado tema.
argumentativa, por incitar o leitor a uma tomada de atitude.
narrativa, por apresentar uma cadeia de ações.

(ENADE- adapatada) Analise a tirinha abaixo: Considerando a transposição do cartum acima, analise os excertos e marque V para verdadeiro e F para falso:
( ) A concepção de linguagem que a professora revela em sua prática disvincula a llingua de seu funcionamento social e histórico.
( ) No segundo quadrinho, é possível perceber exemplos de variação linguística diatópica, ou seja, regionalismos.
( ) A abordagem da professora, ao se referir a questões de linguagem, demonstra respeito com as variedades llinguísticas da língua portuguesa.
( ) Nessa situação do cartum, a professora poderia ter utilizado os conhecimentos linguísticos de que os alunos dispõem para abordar as diferenças que ocorrem na língua de acordo com as regiões, ou seja, explicar variação linguística geográfica.
X V,V,F,F
F,F,F,F
V,V,V,V
V,F, F,V
F,V,V,F

Gosto dos algarismos, porque não são de meias medidas nem de metáforas. Eles dizem as coisas pelo seu nome, às vezes, um nome feio, mas não havendo outro, não o escolhem. São sinceros, francos ingênuos. As letras fizeram- se para frases; o algarismo não tem frases, nem retórica. Assim, por exemplo, um homem, o leitor e eu, querendo falar do nosso país, dirá: - Quando uma Constituição livre pôs nas mãos de um povo o seu destino, força que este caminhe para o futuro com as bandeiras do progresso desfraldadas. A soberania nacional reside nas Câmaras, as Câmaras são a representação nacional. A opinião pública deste país é o magistrado último, o supremo tribunal dos homens e das coisas. Peço à nação que decida entre mim e Fideles Teles de Meireles Queles; ela possui nas mãos o direito superior a todos os direitos. A isto responderá o algarismo com a maior simplicidade: - A nação não sabe ler. Há só 30% dos indivíduos residentes neste país que podem ler; desses uns 9% não lêem letra de mão. 70% jazem em profunda ignorância. Não saber ler é ignorar o Sr. Meireles Queles; é não saber o que ele vale, o que ele pensa, o que ele quer; nem se realmente quer e pode pensar. 70% dos cidadãos votam do mesmo modo que respiram: sem saber por que nem o quê. Votam como vão à festa da Penha - por divertimento. A Constituição é para eles uma coisa inteiramente desconhecida. Estão prontos para tudo: uma revolução ou um golpe de Estado. Replico eu: - Mas, Sr. Algarismo, creio que as instituições...
Esse trecho é de um texto de Machado de Assis, de 15/08/1876. Como gênero jornalístico, constitui-se em:
relato.
artigo.
conto.
crônica.
crítica.

(Prefeituras e Câmaras Municipais do Trairi/Agreste Potiguar - 2018/adaptada) Leia o trecho da música a seguir para, com base nele, responder a próxima questão:
Considerando a linguagem empregada no trecho da música apresentado, é correto afirmar que ela é
crítica, porém não-coloquial, haja vista que é descuidada e cheia de repetições.
pouco compreensiva e formal, já que segue as normas gramaticais.
pouco compreensiva e informal, já que contém vários desvios de gramática.
crítica, coloquial, compreensiva, portanto comunicável.
imprópria para a representação de um gênero literário.

(Pref. Itajaí/SC – UNISOCIESC/2017) Considere o texto a seguir: Acontece que eu, acostumado a conversar com a gente das Minas Gerais, falei em “varreção” – do verbo “varrer”. De fato, tratava-se de um equívoco que, num vestibular, poderia me valer uma reprovação. Pois o meu amigo, paladino da língua portuguesa, se deu ao trabalho de fazer um xerox da página 827 do dicionário (...). O certo é “varrição”, e não “varreção”. Mas estou com medo de que os mineiros da roça façam troça de mim, porque nunca os ouvi falar de “varrição”. E se eles rirem de mim não vai me adiantar mostrar-lhes o xerox da página do dicionário (...). Porque para eles não é o dicionário que faz a língua. É o povo. E o povo, lá nas montanhas de Minas Gerais, fala “varreção”, quando não “barreção”.
O emprego das palavras em destaque “varreção” e “barreção” no texto refere-se à
Psicolinguística.
Variações linguísticas.
Saber linguístico.
Sociolinguística.
Empréstimo linguístico.

A descrição e o registro das unidades e categorias linguísticas de uma determinada variedade da língua em uma abordagem sincrônica, bem como a descrição e o registro dos tipos de construções possíveis com esses elementos e as suas condições de uso é uma definição para um tipo de gramática que se denomina gramática
X descritiva.
histórica.
normativa.
injuntiva.
universal.

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Questões resolvidas

Magda Soares define letramento como “a participação em eventos variados de leitura e de escrita, e o consequente desenvolvimento de habilidades de uso da leitura nas práticas sociais que envolvem a língua escrita. ” (SOARES, 2003, p. 16). Nesse contexto, são considerados conhecimentos específicos do processo de letramento:
X convivência do aluno com muitos materiais escritos.
orientação sistemática da leitura e da escrita.
relação entre gramática e leitura de palavras escritas.
relação entre oralidade e leitura de palavras escritas.
leitura e escrita de letras, sílabas e palavras.

A produção textual da contemporaneidade é usualmente multissemiótica, isto é, se utiliza de diferentes linguagens para a construção de sentido nos gêneros discursivos. Logo, marque a opção de título abaixo que indica explicitamente quais as linguagens são objeto de análise do texto multissemiótico:
X A expressão de sentimentos no curta-metragem bravura e em sua audiodescrição: um estudo comparativo entre a função interpessoal da narrativa visual e a valoração na linguagem verbal (ABUD, 2021).
“Favela não se cala”: mercantilização, materialidade e ideologia da linguagem na cooperação transperiférica (SILVA, 2021).
Metáfrase e paráfrase: modalidades da apropriação do discurso de outrem na escrita acadêmica (DAUNAY, 2020).
Cinema, ideologia e inconsciente: Colin Maccabe, Stephen Heath e a Screen Theory (SOUZA, 2021).
Sobre a noção de três espaços no cinema (BORGES, 2019).

(ENEM 2019) Leia o trecho da canção abaixo: Blues da piedade Vamos pedir piedade Senhor, piedade Pra essa gente careta e covarde Vamos pedir piedade Senhor, piedade Lhes dê grandeza e um pouco de coragem CAZUZA. Cazuza: o poeta não morreu. Rio de Janeiro: Universal Music, 2000 (fragmento).
A letra de canção identifica-se com o gênero ladainha, essencialmente, pela utilização da sequência textual:
descritiva, por enumerar características de um personagem.
injuntiva, por chamar o interlocutor à participação.
expositiva, por discorrer sobre um dado tema.
argumentativa, por incitar o leitor a uma tomada de atitude.
narrativa, por apresentar uma cadeia de ações.

(ENADE- adapatada) Analise a tirinha abaixo: Considerando a transposição do cartum acima, analise os excertos e marque V para verdadeiro e F para falso:
( ) A concepção de linguagem que a professora revela em sua prática disvincula a llingua de seu funcionamento social e histórico.
( ) No segundo quadrinho, é possível perceber exemplos de variação linguística diatópica, ou seja, regionalismos.
( ) A abordagem da professora, ao se referir a questões de linguagem, demonstra respeito com as variedades llinguísticas da língua portuguesa.
( ) Nessa situação do cartum, a professora poderia ter utilizado os conhecimentos linguísticos de que os alunos dispõem para abordar as diferenças que ocorrem na língua de acordo com as regiões, ou seja, explicar variação linguística geográfica.
X V,V,F,F
F,F,F,F
V,V,V,V
V,F, F,V
F,V,V,F

Gosto dos algarismos, porque não são de meias medidas nem de metáforas. Eles dizem as coisas pelo seu nome, às vezes, um nome feio, mas não havendo outro, não o escolhem. São sinceros, francos ingênuos. As letras fizeram- se para frases; o algarismo não tem frases, nem retórica. Assim, por exemplo, um homem, o leitor e eu, querendo falar do nosso país, dirá: - Quando uma Constituição livre pôs nas mãos de um povo o seu destino, força que este caminhe para o futuro com as bandeiras do progresso desfraldadas. A soberania nacional reside nas Câmaras, as Câmaras são a representação nacional. A opinião pública deste país é o magistrado último, o supremo tribunal dos homens e das coisas. Peço à nação que decida entre mim e Fideles Teles de Meireles Queles; ela possui nas mãos o direito superior a todos os direitos. A isto responderá o algarismo com a maior simplicidade: - A nação não sabe ler. Há só 30% dos indivíduos residentes neste país que podem ler; desses uns 9% não lêem letra de mão. 70% jazem em profunda ignorância. Não saber ler é ignorar o Sr. Meireles Queles; é não saber o que ele vale, o que ele pensa, o que ele quer; nem se realmente quer e pode pensar. 70% dos cidadãos votam do mesmo modo que respiram: sem saber por que nem o quê. Votam como vão à festa da Penha - por divertimento. A Constituição é para eles uma coisa inteiramente desconhecida. Estão prontos para tudo: uma revolução ou um golpe de Estado. Replico eu: - Mas, Sr. Algarismo, creio que as instituições...
Esse trecho é de um texto de Machado de Assis, de 15/08/1876. Como gênero jornalístico, constitui-se em:
relato.
artigo.
conto.
crônica.
crítica.

(Prefeituras e Câmaras Municipais do Trairi/Agreste Potiguar - 2018/adaptada) Leia o trecho da música a seguir para, com base nele, responder a próxima questão:
Considerando a linguagem empregada no trecho da música apresentado, é correto afirmar que ela é
crítica, porém não-coloquial, haja vista que é descuidada e cheia de repetições.
pouco compreensiva e formal, já que segue as normas gramaticais.
pouco compreensiva e informal, já que contém vários desvios de gramática.
crítica, coloquial, compreensiva, portanto comunicável.
imprópria para a representação de um gênero literário.

(Pref. Itajaí/SC – UNISOCIESC/2017) Considere o texto a seguir: Acontece que eu, acostumado a conversar com a gente das Minas Gerais, falei em “varreção” – do verbo “varrer”. De fato, tratava-se de um equívoco que, num vestibular, poderia me valer uma reprovação. Pois o meu amigo, paladino da língua portuguesa, se deu ao trabalho de fazer um xerox da página 827 do dicionário (...). O certo é “varrição”, e não “varreção”. Mas estou com medo de que os mineiros da roça façam troça de mim, porque nunca os ouvi falar de “varrição”. E se eles rirem de mim não vai me adiantar mostrar-lhes o xerox da página do dicionário (...). Porque para eles não é o dicionário que faz a língua. É o povo. E o povo, lá nas montanhas de Minas Gerais, fala “varreção”, quando não “barreção”.
O emprego das palavras em destaque “varreção” e “barreção” no texto refere-se à
Psicolinguística.
Variações linguísticas.
Saber linguístico.
Sociolinguística.
Empréstimo linguístico.

A descrição e o registro das unidades e categorias linguísticas de uma determinada variedade da língua em uma abordagem sincrônica, bem como a descrição e o registro dos tipos de construções possíveis com esses elementos e as suas condições de uso é uma definição para um tipo de gramática que se denomina gramática
X descritiva.
histórica.
normativa.
injuntiva.
universal.

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Pincel Atômico - 05/01/2024 22:34:48 1/5
GESMAELLY NAARA
OLIVEIRA SILVA
Avaliação Online (Curso Online - Automático)
Atividade finalizada em 21/10/2023 09:39:55 (991364 / 1)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: ANÁLISE E PRODUÇÃO DE TEXTOS [871716] - Avaliação com 10 questões, com o peso total de
30,00 pontos [capítulos - Todos]
Turma:
Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Letras-Português - Grupo: FPD-MAIO2023 - SGegu0A280523 [92799]
Aluno(a):
91474615 - GESMAELLY NAARA OLIVEIRA SILVA - Respondeu 10 questões corretas, obtendo um total de 30,00 pontos como nota
[361130_15211
7]
Questão
001
Magda Soares define letramento como “a participação em eventos variados de leitura e de
escrita, e o consequente desenvolvimento de habilidades de uso da leitura nas práticas sociais
que envolvem a língua escrita. ” (SOARES, 2003, p. 16). Nesse contexto, são considerados
conhecimentos específicos do processo de letramento:
orientação sistemática da leitura e da escrita.
relação entre gramática e leitura de palavras escritas.
X convivência do aluno com muitos materiais escritos.
relação entre oralidade e leitura de palavras escritas.
leitura e escrita de letras, sílabas e palavras.
[361130_15288
8]
Questão
002
A produção textual da contemporaneidade é usualmente multissemiótica, isto é, se utiliza de
diferentes linguagens para a construção de sentido nos gêneros discursivos. Logo, marque a
opção de título abaixo que indica explicitamente quais as linguagens são objeto de análise do
texto multissemiótico:
“Favela não se cala”: mercantilização, materialidade e ideologia da linguagem na cooperação
transperiférica (SILVA, 2021).
Metáfrase e paráfrase: modalidades da apropriação do discurso de outrem na escrita acadêmica
(DAUNAY, 2020).
Cinema, ideologia e inconsciente: Colin Maccabe, Stephen Heath e a Screen Theory (SOUZA,
2021).
X
A expressão de sentimentos no curta-metragem bravura e em sua audiodescrição: um estudo
comparativo entre a função interpessoal da narrativa visual e a valoração na linguagem verbal
(ABUD, 2021).
Sobre a noção de três espaços no cinema (BORGES, 2019).
[361130_11272
3]
Questão
003
(ENEM 2019) Leia o trecho da canção abaixo:
Blues da piedade
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
CAZUZA. Cazuza: o poeta não morreu. Rio de Janeiro: Universal Music, 2000 (fragmento).
Todo gênero apresenta elementos constitutivos que condicionam seu uso em sociedade. A letra
de canção identifica-se com o gênero ladainha, essencialmente, pela utilização da sequência
textual:
descritiva, por enumerar características de um personagem.
X injuntiva, por chamar o interlocutor à participação.
expositiva, por discorrer sobre um dado tema.
argumentativa, por incitar o leitor a uma tomada de atitude.
narrativa, por apresentar uma cadeia de ações.
Pincel Atômico - 05/01/2024 22:34:48 2/5
[361130_11269
8]
Questão
004
Leia o fragmento de texto abaixo.
Só há uma saída para a escola se ela quiser ser mais bem-sucedida: aceitar a mudança da
língua como um fato. Isso deve significar que a escola deve aceitar qualquer forma de língua em
suas atividades escritas? Não deve mais corrigir? Não!
Há outra dimensão a ser considerada: de fato, no mundo real da escrita, não existe apenas um
português correto, que valeria para todas as ocasiões: o estilo dos contratos não é o mesmo dos
manuais de instrução; o dos juízes do Supremo não é o mesmo dos cordelistas; o dos editoriais
dos jornais não é o mesmo dos cadernos de cultura dos mesmos jornais. Ou do de seus
colunistas.
POSSENTI, S. Gramática na cabeça. Língua Portuguesa, ano 5, n. 67.
 
Sírio Possenti defende a tese de que não existe um único “português correto”. Assim sendo, o
domínio da língua portuguesa implica, entre outras coisas, saber:
reservar o emprego da norma padrão aos textos de circulação ampla.
moldar a norma padrão do português pela linguagem do discurso jornalístico.
desprezar as formas da língua previstas pelas gramáticas e manuais divulgados pela escola.
X adequar as formas da língua a diferentes tipos de texto e contexto.
descartar as marcas de informalidade do texto.
[361130_11269
5]
Questão
005
(ENADE- adapatada) Analise a tirinha abaixo:
Considerando a transposição do cartum acima, analise os excertos e marque V para verdadeiro
e F para falso:
( ) A concepção de linguagem que a professora revela em sua prática disvincula a llingua de seu
funcionamento social e histórico.
( ) No segundo quadrinho, é possível perceber exemplos de variação linguística diatópica, ou
seja, regionalismos.
( ) A abordagem da professora, ao se referir a questões de linguagem, demonstra respeito com
as variedades llinguísticas da língua portuguesa.
( ) Nessa situação do cartum, a professora poderia ter utilizado os conhecimentos linguísticos de
que os alunos dispõem para abordar as diferenças que ocorrem na língua de acordo com as
regiões, ou seja, explicar variação linguística geográfica.
V,F, F,V
X V,V,F,F
V,V,V,V
F,V,V,F
F,F,F,F
Pincel Atômico - 05/01/2024 22:34:48 3/5
[361131_15214
9]
Questão
006
Gosto dos algarismos, porque não são de meias medidas nem de metáforas. Eles dizem as
coisas pelo seu nome, às vezes, um nome feio, mas não havendo outro, não o escolhem. São
sinceros, francos ingênuos. As letras fizeram- se para frases; o algarismo não tem frases, nem
retórica. Assim, por exemplo, um homem, o leitor e eu, querendo falar do nosso país, dirá:
- Quando uma Constituição livre pôs nas mãos de um povo o seu destino, força que este
caminhe para o futuro com as bandeiras do progresso desfraldadas. A soberania nacional reside
nas Câmaras, as Câmaras são a representação nacional. A opinião pública deste país é o
magistrado último, o supremo tribunal dos homens e das coisas. Peço à nação que decida entre
mim e Fideles Teles de Meireles Queles; ela possui nas mãos o direito superior a todos os
direitos.
A isto responderá o algarismo com a maior simplicidade:
- A nação não sabe ler. Há só 30% dos indivíduos residentes neste país que podem ler; desses
uns 9% não lêem letra de mão. 70% jazem em profunda ignorância. Não saber ler é ignorar o
Sr. Meireles Queles; é não saber o que ele vale, o que ele pensa, o que ele quer; nem se
realmente quer e pode pensar. 70% dos cidadãos votam do mesmo modo que respiram: sem
saber por que nem o quê. Votam como vão à festa da Penha - por divertimento. A Constituição
é para eles uma coisa inteiramente desconhecida. Estão prontos para tudo: uma revolução ou
um golpe de Estado. Replico eu:
- Mas, Sr. Algarismo, creio que as instituições..."
Fonte: http://www.amatra3.com.br/uploaded_files/Cr%C3%B4 nicas.pdf. Acesso em 06/12/2009.
Esse trecho é de um texto de Machado de Assis, de 15/08/1876. Como gênero jornalístico,
constitui-se em:
relato.
artigo.
conto.
X crônica.
crítica.
[361131_11018
1]
Questão
007
(Prefeituras e Câmaras Municipais do Trairi/Agreste Potiguar - 2018/adaptada)
Leia o trecho da música a seguir para, com base nele, responder a próxima questão:
Esmola
Uma esmola pelo amor de Deus
Uma esmola, meu, por caridade
Uma esmola pro ceguinho, pro menino
Em toda esquina tem gente só pedindo.
Uma escola pro desempregado
Uma esmola pro preto, pobre, doente
Uma esmola pro que resta do Brasil
Pro mendigo, pro indigente (...)
(Samuel Rosa/Chico Amaral)
Considerando a linguagem empregada no trecho da música apresentado, é correto afirmar que
ela é
crítica, porém não-coloquial, haja vista que é descuidada e cheia de repetições.
pouco compreensiva e formal, já que segue as normas gramaticais.
pouco compreensiva e informal, já que contém vários desvios de gramática.
X crítica, coloquial, compreensiva, portanto comunicável.
imprópria para a representação de um gênero literário.
Pincel Atômico - 05/01/2024 22:34:48 4/5
[361131_11018
2]
Questão008
Pref. Itajaí/SC – UNISOCIESC/2017)
Considere o texto a seguir:
Acontece que eu, acostumado a conversar com a gente das Minas Gerais, falei em “varreção” –
do verbo “varrer”. De fato, tratava-se de um equívoco que, num vestibular, poderia me valer uma
reprovação. Pois o meu amigo, paladino da língua portuguesa, se deu ao trabalho de fazer um
xerox da página 827 do dicionário (...). O certo é “varrição”, e não “varreção”. Mas estou com
medo de que os mineiros da roça façam troça de mim, porque nunca os ouvi falar de “varrição”.
E se eles rirem de mim não vai me adiantar mostrar-lhes o xerox da página do dicionário (...).
Porque para eles não é o dicionário que faz a língua. É o povo. E o povo, lá nas montanhas de
Minas Gerais, fala “varreção”, quando não “barreção”.
(Rubem Alves)
O emprego das palavras em destaque “varreção” e “barreção” no texto refere-se à
Psicolinguística.
X Variações linguísticas.
Saber linguístico.
Sociolinguística.
Empréstimo linguístico.
[361132_15210
2]
Questão
009
A descrição e o registro das unidades e categorias linguísticas de uma determinada variedade
da língua em uma abordagem sincrônica, bem como a descrição e o registro dos tipos de
construções possíveis com esses elementos e as suas condições de uso é uma definição para
um tipo de gramática que se denomina gramática
histórica.
normativa.
X descritiva.
injuntiva.
universal.
Pincel Atômico - 05/01/2024 22:34:48 5/5
[361132_15215
0]
Questão
010
Bay Bay Brasil
Oi, coração
Não dá pra falar muito não
Espera passar o avião
Assim que o inverno passar
Eu acho que vou te buscar
Aqui tá fazendo calor
Deu pane no ventilador
Já tem fliperama em Macau
Tomei a costeira em Belém do Pará
Puseram uma usina no mar
Talvez fique ruim pra pescar
Meu amor
[...]
No Tabaris
o som é que nem os Bee Gees
Dancei com uma dona infeliz
que tem um tufão nos quadris
Tem um japonês atrás de mim
Eu vou dar um pulo em Manaus
Aqui tá quarenta e dois graus
O sol nunca mais vai se pôr
Eu tenho saudades da nossa canção
Saudades de roça e sertão
Bom mesmo é ter um caminhão
Meu amor
Baby bye, bye
Abraços na mãe e no pai
Eu acho que vou desligar
As fichas já vão terminar
Eu vou me mandar de trenó
pra Rua do Sol, Maceió
Peguei uma doença em Ilhéus
Mas já estou quase bom
Em março vou pro Ceará
Com a bênção do meu Orixá
Eu acho bauxita por lá
Meu amor
[...]
BUARQUE, Chico. Bay Bay Brasil. Disponível em:
<http://www.vagalume.com.br/chico-buarque/bye-bye-brasil.html#ixzz 3nJz7BBE O>. Acesso
em: 15 set. 2015.
Considerando as caracterizações de gênero textual, depreende-se que o texto apresenta
X
marcas de oralidade comuns à situação comunicativa do gênero telefonema, ainda que isso seja
uma construção ficcional permitida pelo gênero canção.
um monólogo, tendo em vista a ausência da fala da pessoa a quem o interlocutor se dirige, o
que permite classificá-lo como pertencente ao gênero carta informal.
marcas que o caracterizam como pertencente ao gênero piada, tendo em vista o uso do humor
em frases como “Tem um japonês atrás de mim”.
marcas de oralidade, como as que se observam nos três primeiros versos, o que permite
classificá-lo como pertencente exclusivamente ao gênero telefonema.
recursos expressivos comuns ao universo da poesia, como hipérboles e metáforas, o que
permite caracterizá-lo como pertencente ao gênero bilhete.

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