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(FUVEST) O Bill Aberdeen, aprovado pelo Parlamento inglês em 1845, foi uma proibição de importação de produtos brasileiros para que não concorres-sem com os das colônias antilhanas.

a) uma proibição de importação de produtos brasileiros para que não concorres-sem com os das colônias antilhanas.
b) um tratado pelo qual o governo brasileiro privilegiava a importação de mercadorias britânicas.
c) uma lei que abolia a escravidão nas colônias inglesas do Caribe e da África.
d) uma imposição legal de libertação dos recém-nascidos, filhos de mãe escrava.
e) uma lei que autorizava a marinha inglesa a apresar navios negreiros em qualquer parte do oceano.

Sobre o fim do tráfico negreiro, a historiadora Miriam Dolhnikoff escreve que: "Após o fim do tráfico, os cafeicultores, tanto de São Paulo como do vale do Paraíba, recorreram à compra de escravos em território brasileiro. Fazendeiros das províncias do Norte em dificuldades econômicas, pela perda de competitividade do açúcar no mercado externo, pela perda do mercado africano para o tabaco que produziam, destinado a adquirir escravos na África, passaram a vender escravos para o Sul. Tinha início outro tipo de tráfico negreiro, um tráfico interno, que ficou conhecido como tráfico interprovincial. Com ele, houve deslocamento de grande população escrava do Norte para o Centro-Sul e a concentração nessa região de boa parte dos escravos do país". De acordo com a historiadora, como os cafeicultores do Centro-Sul continuaram abastecendo suas lavouras com mão de obra escrava?

a) Mesmo com a proibição do tráfico no ano de 1850, os cafeicultores do Centro-Sul organizaram maneiras de continuar através do contrabando.
b) A historiadora explica que os cafeicultores do Centro-Sul passaram a comprar escravizados da região norte, que passava por uma crise econômica.
c) A maneira encontrada pelos cafeicultores do Centro-Sul foi a escravização de indígenas daquela região, ainda que a medida fosse proibida por lei.
d) Miriam Dolhnikoff afirma que se desenvolveu um "tráfico interprovincial" entre os cafeicultores do Centro-Sul e países vizinhos como Argentina e Uruguai.
e) De acordo com Dolhnikoff, os cafeicultores do Centro-Sul melhoraram o tratamento dos escravizados para que pudessem contar com seu trabalho por mais tempo.

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Questões resolvidas

(FUVEST) O Bill Aberdeen, aprovado pelo Parlamento inglês em 1845, foi uma proibição de importação de produtos brasileiros para que não concorres-sem com os das colônias antilhanas.

a) uma proibição de importação de produtos brasileiros para que não concorres-sem com os das colônias antilhanas.
b) um tratado pelo qual o governo brasileiro privilegiava a importação de mercadorias britânicas.
c) uma lei que abolia a escravidão nas colônias inglesas do Caribe e da África.
d) uma imposição legal de libertação dos recém-nascidos, filhos de mãe escrava.
e) uma lei que autorizava a marinha inglesa a apresar navios negreiros em qualquer parte do oceano.

Sobre o fim do tráfico negreiro, a historiadora Miriam Dolhnikoff escreve que: "Após o fim do tráfico, os cafeicultores, tanto de São Paulo como do vale do Paraíba, recorreram à compra de escravos em território brasileiro. Fazendeiros das províncias do Norte em dificuldades econômicas, pela perda de competitividade do açúcar no mercado externo, pela perda do mercado africano para o tabaco que produziam, destinado a adquirir escravos na África, passaram a vender escravos para o Sul. Tinha início outro tipo de tráfico negreiro, um tráfico interno, que ficou conhecido como tráfico interprovincial. Com ele, houve deslocamento de grande população escrava do Norte para o Centro-Sul e a concentração nessa região de boa parte dos escravos do país". De acordo com a historiadora, como os cafeicultores do Centro-Sul continuaram abastecendo suas lavouras com mão de obra escrava?

a) Mesmo com a proibição do tráfico no ano de 1850, os cafeicultores do Centro-Sul organizaram maneiras de continuar através do contrabando.
b) A historiadora explica que os cafeicultores do Centro-Sul passaram a comprar escravizados da região norte, que passava por uma crise econômica.
c) A maneira encontrada pelos cafeicultores do Centro-Sul foi a escravização de indígenas daquela região, ainda que a medida fosse proibida por lei.
d) Miriam Dolhnikoff afirma que se desenvolveu um "tráfico interprovincial" entre os cafeicultores do Centro-Sul e países vizinhos como Argentina e Uruguai.
e) De acordo com Dolhnikoff, os cafeicultores do Centro-Sul melhoraram o tratamento dos escravizados para que pudessem contar com seu trabalho por mais tempo.

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Pincel Atômico - 02/07/2024 10:58:31 1/4
BIANCA PERINA
MASSARO
Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 22 (17532)
Atividade finalizada em 28/04/2024 20:30:46 (1822234 / 1)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL E IMPERIAL [1036752] - Avaliação com 8 questões, com o peso
total de 1,67 pontos [capítulos - 5]
Turma:
Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em História - Grupo: FPD-JANEIRO/2024 - SGegu0A020224 [114140]
Aluno(a):
91568168 - BIANCA PERINA MASSARO - Respondeu 7 questões corretas, obtendo um total de 1,46 pontos como nota
[356942_773
02]
Questão
001
(FUVEST) O Bill Aberdeen, aprovado pelo Parlamento inglês em 1845, foi
uma proibição de importação de produtos brasileiros para que não concorres-sem
com os das colônias antilhanas.
um tratado pelo qual o governo brasileiro privilegiava a importação de mercadorias
britânicas.
uma lei que abolia a escravidão nas colônias inglesas do Caribe e da África.
uma imposição legal de libertação dos recém-nascidos, filhos de mãe escrava.
X
uma lei que autorizava a marinha inglesa a apresar navios negreiros em qualquer
parte do oceano.
[356942_772
93]
Questão
002
(FUVEST) "Naquela época não tinha maquinaria, meu pai trabalhava na enxada. Meu
pai era de Módena, minha mãe era de Capri e ficaram muito tempo na roça. Depois a
família veio morar nessa travessa da avenida Paulista; agora es-tá tudo mudado, já
não entendo nada dessas ruas". Esse trecho de um depoi-mento de um descendente
de imigrante, transcrito na obra MEMÓRIA E SOCIE-DADE, de Ecléa Bosi, constitui
um documento importante para a análise
do processo de crescimento urbano paulista no início do século atual, que de-
sencadeou crises constantes entre fazendeiros de café e industriais.
X
da imigração italiana, caracterizada pela contratação de mão de obra es-trangeira
para a lavoura cafeeira, e do posterior processo de migração e de crescimento urbano
de São Paulo.
da imigração europeia para o Brasil, organizada pelos fazendeiros de café nas
primeiras décadas do século XX, baseada em contratos de trabalho conheci-dos como
"sistema de parceria".
da crise na produção cafeeira da primeira década do século XX, que forçou os
fazendeiros paulistas a desempregar milhares de imigrantes italianos, aceleran-do o
processo de industrialização.
do percurso migratório italiano promovido pelos governos italiano e paulista, que
organizavam a transferência de trabalhadores rurais para o setor manufa-tureiro.
[356942_773
04]
Questão
003
(UNESP) A adoção do sistema de parceria, como alternativa para o suprimento de
mão de obra livre na lavoura cafeeira, representou experiência
X
que se revelou prejudicial aos imigrantes, conforme relato elaborado por um colono
europeu.
única para o acesso legal à propriedade da terra.
ensaiada pelo governo federal, apesar da forte oposição oferecida pelo governador
Nicolau Vergueiro.
Pincel Atômico - 02/07/2024 10:58:31 2/4
que dispensava acordo contratual.
que não implicava no reembolso de despesas e endividamento prolongado.
[356943_778
60]
Questão
004
Sobre o fim do tráfico negreiro, a historiadora Miriam Dolhnikoff escreve que:
“Após o fim do tráfico, os cafeicultores, tanto de São Paulo como do vale do Paraíba,
recorreram à compra de escravos em território brasileiro. Fazendeiros das províncias
do Norte em dificuldades econômicas, pela perda de competitividade do açúcar no
mercado externo, pela perda do mercado africano para o tabaco que produziam,
destinado a adquirir escravos na África, passaram a vender escravos para o Sul.
Tinha início outro tipo de tráfico negreiro, um tráfico interno, que ficou conhecido como
tráfico interprovincial. Com ele, houve deslocamento de grande população escrava do
Norte para o Centro-Sul e a concentração nessa região de boa parte dos escravos do
país”.
(DOLHNIKOFF, Miriam. História do Brasil Império. São Paulo: Contexto, 2017. p.
115).
De acordo com a historiadora, como os cafeicultores do Centro-Sul continuaram
abastecendo suas lavouras com mão de obra escrava?
 
Mesmo com a proibição do tráfico no ano de 1850, os cafeicultores do Centro-Sul
organizaram maneiras de continuar através do contrabando.
X
A historiadora explica que os cafeicultores do Centro-Sul passaram a comprar
escravizados da região norte, que passava por uma crise econômica.
A maneira encontrada pelos cafeicultores do Centro-Sul foi a escravização de
indígenas daquela região, ainda que a medida fosse proibida por lei.
Miriam Dolhnikoff afirma que se desenvolveu um “tráfico interprovincial” entre os
cafeicultores do Centro-Sul e países vizinhos como Argentina e Uruguai.
De acordo com Dolhnikoff, os cafeicultores do Centro-Sul melhoraram o tratamento
dos escravizados para que pudessem contar com seu trabalho por mais tempo.
[356944_778
85]
Questão
005
Emilia Viotti da Costa explica como se organizava a vinda dos imigrantes para as
fazendas do oeste paulista:
“Os colonos eram contratados na Europa e trazidos para as fazendas de café. Tinham
sua viagem paga, assim como o transporte até as fazendas. Essas despesas,
entretanto, entravam como adiantamento feito ao colono pelo proprietário, assim
como, igualmente, lhe era adiantado o necessário à sua manutenção, até que
pudesse se sustentar pelo próprio trabalho”.
(COSTA, Emilia Viotti da. Da monarquia à República: momentos decisivos. 6ª edição.
São Paulo: Fundação da Editora da UNESP, 1999, p. 206).
Sobre esse primeiro sistema de parcerias, escolha a alternativa que melhor descreve
como se estabeleceu a relação entre cafeicultores e imigrantes.
Os imigrantes e os cafeicultores não se entenderam e muitas fazendas abandonaram
o sistema de parcerias..
Poucos imigrantes aderiram ao sistema, o que fez ele ser abandonado antes de
começar.
Em pouco tempo, os imigrantes conseguiram pagar suas dívidas e puderam se
estabelecer em terras próprias.
X
Ao chegarem ás fazendas, os imigrantes percebiam que a parceria era uma farsa para
que fossem escravizados.
Houve extrema violência por parte dos imigrantes, que não aceitavam o tratamento
recebido.
Pincel Atômico - 02/07/2024 10:58:31 3/4
[356942_772
91]
Questão
006
O crescimento industrial na cidade de São Paulo foi especialmente favorecido por
duas medidas de grande repercussão econômica: a tarifa Alves Branco (1844) e a lei
Eusébio de Queirós (1850). Elas estabeleceram, respectivamente
a fixação do preço mínimo da saca de café e a autorização para o funciona-mento de
manufaturas em São Paulo.
o subsídio governamental à produção de café no Vale do Paraíba e a instituição do
sistema de parceria.
a isenção de tributos sobre artigos manufaturados e a concessão de terras para
imigrantes europeus.
a redução das taxas alfandegárias para os produtos importados da Inglaterra e a
abertura dos portos.
X
o aumento dos impostos sobre os produtos estrangeiros importados e a extinção do
tráfico negreiro.
[356942_772
99]
Questão
007
(FUVEST) No século XIX, a imigração europeia para o Brasil foi um processo ligado
a uma política organizada pelos abolicionistas para substituir paulatinamente a mão
de obra escrava das regiões cafeeiras e evitar a escravização em novas áreas de
povoamento no sul do país.
à política oficial de povoamento baseada nos contratos de parceria como forma de
estabelecer mão de obra assalariada nas áreas de agricultura de subsistência e de
exportação.
às políticas militares, estabelecidas desde D. João VI, para a ocupação das fronteiras
do sul e para a constituição de propriedades de criação de gado destinadas à
exportação de charque.
X
a uma política oficial e deliberada de povoamento, desejosa de fixar contin-gentes
brancos em áreas estratégicas e atender grupos de proprietários na obtenção de mão
de obra.
à política do partido liberal para atrair novos grupos europeus para as áreas agrícolas
e implantar um meio alternativo de produção, baseado em minifúndios.Pincel Atômico - 02/07/2024 10:58:31 4/4
[356943_778
64]
Questão
008
Nas últimas décadas da escravidão no Brasil, a historiadora Miriam Dolhnikoff escreve
que começava a se construir uma mudança de percepção sobre o tema nas grandes
cidades:
“Nas cidades, a experiência concreta de atividades próprias de centros urbanos e
maior acesso à informação do que na zona rural propiciavam o surgimento de ideários
distintos, nos quais predominava o anseio pela modernização do país. Os escravos
estavam presentes nas cidades, onde eram explorados de diversas formas. No
entanto, a partir do final da década de 1860, as transformações no cenário urbano
propiciaram mudanças na percepção sobre a escravidão. Como resultado de
investimentos do capital inglês e nacional houve crescente modernização na
infraestrutura, como no transporte e no abastecimento de água, e com eles novos
grupos de profissionais surgiram: engenheiros, condutores de bondes, operários, etc.
Outras atividades ganharam maior dimensão. Um número crescente de jornalistas,
tipógrafos, advogados e médicos povoava as cidades. Os meios de comunicação com
outros países tornaram-se mais rápidos e eficientes, com os navios a vapor e, depois,
o telégrafo, acelerando a troca de ideias. Nesse contexto, a escravidão foi se tornando
sinônimo de um arcaísmo desumano e um obstáculo à construção de um país
moderno”.
(DOLHNIKOFF, Miriam. História do Brasil Império. São Paulo: Contexto, 2017. p.
116).
A partir das informações do trecho acima e dos seus conhecimentos, em que essa
modernização se relaciona com os movimentos pela abolição da escravidão?
 
A modernização fez com que os políticos brasileiros organizassem o movimento
abolicionista, indo de encontro ao que esperava a sociedade civil.
A interferência da Inglaterra na economia das grandes cidades fez com que os
ingleses moradores do Brasil organizassem o movimento abolicionista.
A modernização citada pela autora fez com que as informações sobre a situação
brasileira chegassem aos países vizinhos, que se organizaram e exigiram do governo
brasileiro a abolição da escravidão.
Apesar da modernização citada pela autora, isto não teve relação com a abolição,
tendo em vista que foi uma escolha exclusiva da princesa Isabel e contrariou grande
parte da sociedade.
X
Todos os dados apontados pela historiadora demonstram a incompatibilidade da
modernização com a escravidão, o que levou à organização civil do movimento
abolicionista.

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