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Pincel Atômico - 02/07/2024 10:58:31 1/4 BIANCA PERINA MASSARO Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 22 (17532) Atividade finalizada em 28/04/2024 20:30:46 (1822234 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL E IMPERIAL [1036752] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 1,67 pontos [capítulos - 5] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em História - Grupo: FPD-JANEIRO/2024 - SGegu0A020224 [114140] Aluno(a): 91568168 - BIANCA PERINA MASSARO - Respondeu 7 questões corretas, obtendo um total de 1,46 pontos como nota [356942_773 02] Questão 001 (FUVEST) O Bill Aberdeen, aprovado pelo Parlamento inglês em 1845, foi uma proibição de importação de produtos brasileiros para que não concorres-sem com os das colônias antilhanas. um tratado pelo qual o governo brasileiro privilegiava a importação de mercadorias britânicas. uma lei que abolia a escravidão nas colônias inglesas do Caribe e da África. uma imposição legal de libertação dos recém-nascidos, filhos de mãe escrava. X uma lei que autorizava a marinha inglesa a apresar navios negreiros em qualquer parte do oceano. [356942_772 93] Questão 002 (FUVEST) "Naquela época não tinha maquinaria, meu pai trabalhava na enxada. Meu pai era de Módena, minha mãe era de Capri e ficaram muito tempo na roça. Depois a família veio morar nessa travessa da avenida Paulista; agora es-tá tudo mudado, já não entendo nada dessas ruas". Esse trecho de um depoi-mento de um descendente de imigrante, transcrito na obra MEMÓRIA E SOCIE-DADE, de Ecléa Bosi, constitui um documento importante para a análise do processo de crescimento urbano paulista no início do século atual, que de- sencadeou crises constantes entre fazendeiros de café e industriais. X da imigração italiana, caracterizada pela contratação de mão de obra es-trangeira para a lavoura cafeeira, e do posterior processo de migração e de crescimento urbano de São Paulo. da imigração europeia para o Brasil, organizada pelos fazendeiros de café nas primeiras décadas do século XX, baseada em contratos de trabalho conheci-dos como "sistema de parceria". da crise na produção cafeeira da primeira década do século XX, que forçou os fazendeiros paulistas a desempregar milhares de imigrantes italianos, aceleran-do o processo de industrialização. do percurso migratório italiano promovido pelos governos italiano e paulista, que organizavam a transferência de trabalhadores rurais para o setor manufa-tureiro. [356942_773 04] Questão 003 (UNESP) A adoção do sistema de parceria, como alternativa para o suprimento de mão de obra livre na lavoura cafeeira, representou experiência X que se revelou prejudicial aos imigrantes, conforme relato elaborado por um colono europeu. única para o acesso legal à propriedade da terra. ensaiada pelo governo federal, apesar da forte oposição oferecida pelo governador Nicolau Vergueiro. Pincel Atômico - 02/07/2024 10:58:31 2/4 que dispensava acordo contratual. que não implicava no reembolso de despesas e endividamento prolongado. [356943_778 60] Questão 004 Sobre o fim do tráfico negreiro, a historiadora Miriam Dolhnikoff escreve que: “Após o fim do tráfico, os cafeicultores, tanto de São Paulo como do vale do Paraíba, recorreram à compra de escravos em território brasileiro. Fazendeiros das províncias do Norte em dificuldades econômicas, pela perda de competitividade do açúcar no mercado externo, pela perda do mercado africano para o tabaco que produziam, destinado a adquirir escravos na África, passaram a vender escravos para o Sul. Tinha início outro tipo de tráfico negreiro, um tráfico interno, que ficou conhecido como tráfico interprovincial. Com ele, houve deslocamento de grande população escrava do Norte para o Centro-Sul e a concentração nessa região de boa parte dos escravos do país”. (DOLHNIKOFF, Miriam. História do Brasil Império. São Paulo: Contexto, 2017. p. 115). De acordo com a historiadora, como os cafeicultores do Centro-Sul continuaram abastecendo suas lavouras com mão de obra escrava? Mesmo com a proibição do tráfico no ano de 1850, os cafeicultores do Centro-Sul organizaram maneiras de continuar através do contrabando. X A historiadora explica que os cafeicultores do Centro-Sul passaram a comprar escravizados da região norte, que passava por uma crise econômica. A maneira encontrada pelos cafeicultores do Centro-Sul foi a escravização de indígenas daquela região, ainda que a medida fosse proibida por lei. Miriam Dolhnikoff afirma que se desenvolveu um “tráfico interprovincial” entre os cafeicultores do Centro-Sul e países vizinhos como Argentina e Uruguai. De acordo com Dolhnikoff, os cafeicultores do Centro-Sul melhoraram o tratamento dos escravizados para que pudessem contar com seu trabalho por mais tempo. [356944_778 85] Questão 005 Emilia Viotti da Costa explica como se organizava a vinda dos imigrantes para as fazendas do oeste paulista: “Os colonos eram contratados na Europa e trazidos para as fazendas de café. Tinham sua viagem paga, assim como o transporte até as fazendas. Essas despesas, entretanto, entravam como adiantamento feito ao colono pelo proprietário, assim como, igualmente, lhe era adiantado o necessário à sua manutenção, até que pudesse se sustentar pelo próprio trabalho”. (COSTA, Emilia Viotti da. Da monarquia à República: momentos decisivos. 6ª edição. São Paulo: Fundação da Editora da UNESP, 1999, p. 206). Sobre esse primeiro sistema de parcerias, escolha a alternativa que melhor descreve como se estabeleceu a relação entre cafeicultores e imigrantes. Os imigrantes e os cafeicultores não se entenderam e muitas fazendas abandonaram o sistema de parcerias.. Poucos imigrantes aderiram ao sistema, o que fez ele ser abandonado antes de começar. Em pouco tempo, os imigrantes conseguiram pagar suas dívidas e puderam se estabelecer em terras próprias. X Ao chegarem ás fazendas, os imigrantes percebiam que a parceria era uma farsa para que fossem escravizados. Houve extrema violência por parte dos imigrantes, que não aceitavam o tratamento recebido. Pincel Atômico - 02/07/2024 10:58:31 3/4 [356942_772 91] Questão 006 O crescimento industrial na cidade de São Paulo foi especialmente favorecido por duas medidas de grande repercussão econômica: a tarifa Alves Branco (1844) e a lei Eusébio de Queirós (1850). Elas estabeleceram, respectivamente a fixação do preço mínimo da saca de café e a autorização para o funciona-mento de manufaturas em São Paulo. o subsídio governamental à produção de café no Vale do Paraíba e a instituição do sistema de parceria. a isenção de tributos sobre artigos manufaturados e a concessão de terras para imigrantes europeus. a redução das taxas alfandegárias para os produtos importados da Inglaterra e a abertura dos portos. X o aumento dos impostos sobre os produtos estrangeiros importados e a extinção do tráfico negreiro. [356942_772 99] Questão 007 (FUVEST) No século XIX, a imigração europeia para o Brasil foi um processo ligado a uma política organizada pelos abolicionistas para substituir paulatinamente a mão de obra escrava das regiões cafeeiras e evitar a escravização em novas áreas de povoamento no sul do país. à política oficial de povoamento baseada nos contratos de parceria como forma de estabelecer mão de obra assalariada nas áreas de agricultura de subsistência e de exportação. às políticas militares, estabelecidas desde D. João VI, para a ocupação das fronteiras do sul e para a constituição de propriedades de criação de gado destinadas à exportação de charque. X a uma política oficial e deliberada de povoamento, desejosa de fixar contin-gentes brancos em áreas estratégicas e atender grupos de proprietários na obtenção de mão de obra. à política do partido liberal para atrair novos grupos europeus para as áreas agrícolas e implantar um meio alternativo de produção, baseado em minifúndios.Pincel Atômico - 02/07/2024 10:58:31 4/4 [356943_778 64] Questão 008 Nas últimas décadas da escravidão no Brasil, a historiadora Miriam Dolhnikoff escreve que começava a se construir uma mudança de percepção sobre o tema nas grandes cidades: “Nas cidades, a experiência concreta de atividades próprias de centros urbanos e maior acesso à informação do que na zona rural propiciavam o surgimento de ideários distintos, nos quais predominava o anseio pela modernização do país. Os escravos estavam presentes nas cidades, onde eram explorados de diversas formas. No entanto, a partir do final da década de 1860, as transformações no cenário urbano propiciaram mudanças na percepção sobre a escravidão. Como resultado de investimentos do capital inglês e nacional houve crescente modernização na infraestrutura, como no transporte e no abastecimento de água, e com eles novos grupos de profissionais surgiram: engenheiros, condutores de bondes, operários, etc. Outras atividades ganharam maior dimensão. Um número crescente de jornalistas, tipógrafos, advogados e médicos povoava as cidades. Os meios de comunicação com outros países tornaram-se mais rápidos e eficientes, com os navios a vapor e, depois, o telégrafo, acelerando a troca de ideias. Nesse contexto, a escravidão foi se tornando sinônimo de um arcaísmo desumano e um obstáculo à construção de um país moderno”. (DOLHNIKOFF, Miriam. História do Brasil Império. São Paulo: Contexto, 2017. p. 116). A partir das informações do trecho acima e dos seus conhecimentos, em que essa modernização se relaciona com os movimentos pela abolição da escravidão? A modernização fez com que os políticos brasileiros organizassem o movimento abolicionista, indo de encontro ao que esperava a sociedade civil. A interferência da Inglaterra na economia das grandes cidades fez com que os ingleses moradores do Brasil organizassem o movimento abolicionista. A modernização citada pela autora fez com que as informações sobre a situação brasileira chegassem aos países vizinhos, que se organizaram e exigiram do governo brasileiro a abolição da escravidão. Apesar da modernização citada pela autora, isto não teve relação com a abolição, tendo em vista que foi uma escolha exclusiva da princesa Isabel e contrariou grande parte da sociedade. X Todos os dados apontados pela historiadora demonstram a incompatibilidade da modernização com a escravidão, o que levou à organização civil do movimento abolicionista.