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Questões DPOC BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 1 Questões DPOC - BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 1. Sobre a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é correto afirmar: a. O único fator de risco reconhecido baseado em evidências é o tabagismo. b. A nova definição do DPOC é uma doença comum, prevenível e tratável caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação ao fluxo aéreo, que é devido a alterações nas vias aéreas e nos alvéolos causadas por exposições significativas a partículas e gases nocivos. c. A espirometria pós broncodilatador não é necessária para o diagnóstico e classificação da DPOC, vale somente como definidor de prognóstico. d. O DPOC é classificada como ABCD. São parâmetros para classificá-lo: sintomas referidos, no mínimo 3 resultados de proteína C reativa no último ano e Hb> 15 no último ano. e. O DPOC coexiste com outras doenças que podem ter um impacto significativo na qualidade de vida e prognóstico do paciente. Dentre essas comorbidades estão a doença cardiovascular, síndrome metabólica, hipotireoidismo e retocolite. 2. Em um paciente com quadro de dispneia e achados de obstrução persistente ao fluxo, na espirometria, devemos solicitar a dosagem de alfa-1 antitripsina para todos abaixo, exceto: a. Paciente, 30 anos, com achados tomográficos sugestivos de enfisema. b. Paciente, 40 anos, com história familiar de enfisema. c. Paciente, 60 anos, que nunca fumou. d. Paciente, 30 anos, com crises de sibilância desde a infância. 3. As seguintes condições são consideradas fatores de risco para doença pulmonar obstrutiva crônica, EXCETO uma. Qual? a. Exposição à poeira de carvão b. Exposição passiva à fumaça de cigarro c. Pneumonias recorrentes d. Hiperreatividade das vias respiratórias e. Exposição a combustíveis fósseis 4. São características da tosse na bronquite crônica: a. Improdutiva, associada ou não a sibilância, desencadeada por fatores alérgenos. b. Improdutiva, sinal de aspiração faríngea presente e obstrução nasal. c. Tosse recorrente, constante, com escarro hemático, com mudança de padrão habitual. d. Produtiva, secreção mucoide, mais comum no inverno. 5. Um paciente de 55 anos de idade foi internado por mal-estar, piora da tosse, piora da dispneia nos últimos três dias e SatO2 = 92%, com canula nasal fornecendo fluxo de 4 litros por minuto. Verificaram-se PA = 90 mmHg x 60 mmHg e FC =110 bpm, sendo o scope sinusal. O paciente tem um histórico de tabagismo ativo há 35 anos (1 carteira por dia). Nos últimos meses, tem tosse crônica (oito meses nos últimos dois anos), além de dispneia aos moderados esforços. Ele apresentou carteira de vacinação com duas doses da vacina contra a Covid-19, da AstraZeneca, e realizou espirometria com VEF1 de 45% do previsto. Não houve resposta ao broncodilatador. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir. Provavelmente, a enfermidade apresentada está associada à destruição do parênquima. a. Certo. b. Errado. 6. Dentre as doenças abaixo, uma delas tem muito baixa probabilidade se apresentar com a produção volumosa de escarro purulento. Qual é a alternativa CORRETA para esta afirmação? a. Fibrose Cística. b. Pneumonia aspirativa. c. Bronquiectasias não fibrocísticas. d. Enfisema pulmonar. 7. Qual é o exame complementar definidor do diagnóstico de DPOC? a. Radiografia de tórax. Sabendo que nosso paciente é provavelmente portador de DPOC é possível inferir que esse paciente irá apresentar enfisema no parênquima pulmonar. O enfisema é caracterizado pela destruição da citoarquitetura pulmonar com destruição dos septos interalveolares e coalescência dos espaços aéreos, portanto a alternativa está certa. Questões DPOC BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 2 b. Tomografia computadorizada de tórax. c. Espirometria. d. Gasometria arterial. e. Nenhuma das anteriores. 8. Paciente 70 anos de idade ex-tabagista 50 maços/ano com queixa de dispneia a pequenos esforços. EF com diminuição do murmúrio vesicular globalmente, sem ruídos adventícios, tórax em barril, FR: 24 ipm. À Radiografia de tórax apresenta Hipertransparência pulmonar, coração em gota, aumento dos hilos pulmonares, aumento do diâmetro anteroposterior. A espirometria apresenta CVF: 2,4 L, 90% do predito, VEF1: 1,33, 50% do predito, VEF1/CVF: 0,55. O diagnóstico deste paciente é: a. Fibrose Pulmonar. b. DPOC. c. Tromboembolismo Pulmonar. d. Silicose Pulmonar. 9. Qual medida de função pulmonar está tipicamente reduzida em pacientes portadores de DPOC com predomínio de fenótipo "PP" (Pink Puffer) a. Capacidade pulmonar total b. Volume residual c. Capacidade residual funcional d. Capacidade vital e. Complacência pulmonar 10. Homem, 74 anos, refere tosse com expectoração clara matutina há 8 anos. Há 5 anos com dispneia aos esforços em progressão; atualmente tem dispneia para andar 100 metros em terreno plano. Por vezes o sintoma é acompanhado de chiado no peito. Tabagista de 1 maço de cigarros por dia há 60 anos. Exame físico sem alterações. Qual achado é suficiente para o diagnóstico da doença mais provável? a. Hipoxemia na gasometria arterial em ar ambiente. b. Redução de capacidade de difusão de monóxido de carbono. c. Enfisema centrolobular na tomografia de tórax. d. Padrão obstrutivo na espirometria pós-broncodilatador. 11. Na doença pulmonar obstrutiva crônica com predomínio de enfisema pulmonar é característico observar-se a presença de a. Cardiomegalia. b. Pco2 arterial elevada. c. Pulmões hiperinsuflados. d. Volume residual diminuído. e. Escarro mucopiosanguinolento. 12. Em um paciente tabagista, do sexo masculino, sem deficiência de alfa 1 antitripsina ou história familiar de enfisema, o tipo mais comum de enfisema a ser encontrado é: a. Panlobular b. Parasseptal c. Centroacinar d. Intersticial 13. Em relação à doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), analise as afirmações a seguir: I - Asma brônquica é a doença com maior confusão diagnóstica. Ela difere da DPOC em muitos aspectos, desde a epidemiologia até o processo inflamatório e, principalmente, pela resposta ao tratamento com corticoide inalatório. A boa resposta clínica ao uso de corticoide inalatório nestes pacientes confirma o diagnóstico de asma. II - A radiografia torácica é raramente para o diagnóstico, mas para afastar outras doenças pulmonares, principalmente a neoplasia pulmonar. III - A tomografia computadorizada de tórax está indicada na DPOC em casos especiais, como suspeita da presença de bronquiectasias ou bolhas, indicação de correção cirúrgica destas ou programação de cirurgia redutora de volume. IV - A limitação do fluxo aéreo é melhor medida pela espirometria, e este é o teste mais disponível e reprodutível para avaliar a função pulmonar. A existência de limitação do fluxo aéreo é definida pela presença da relação VEF1/CVF abaixo de 0,70 pós-broncodilatador. Assinale a alternativa CORRETA: a. Todas as afirmações estão corretas. b. Apenas uma afirmação está incorreta. c. Apenas duas afirmações estão incorretas. Em fases iniciais, pacientes evoluem com manutenção dos valores da Capacidade Vital (CV). Com o avançar da doença e o aumento da CPT e da VR, podemos observar uma diminuição da CV I: No que tange ao tratamento de manutenção, o CORTICOIDE INALATÓRIO está para a ASMA assim como o BRONCODILATADOR está para a DPOC, ou seja, ao passo que o corticoide inalatório é a primeira medicação de manutenção a ser introduzida no tratamento da ASMA, o broncodilatador deve ser a primeira introduzida na DPOC II: Exames complementares não têm finalidade diagnóstica, devendo ser reservados para diagnóstico diferencial com Questões DPOC BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 3 d. Apenas três afirmações estão incorretas. e. Todas as afirmações estão incorretas.14. Um paciente de 55 anos de idade foi internado por mal-estar, piora da tosse, piora da dispneia nos últimos três dias e SatO2 = 92%, com cânula nasal fornecendo fluxo de 4 litros por minuto. Verificaram-se PA = 90 mmHg x 60 mmHg e FC =110 bpm, sendo o scope sinusal. O paciente tem um histórico de tabagismo ativo há 35 anos (1 carteira por dia). Nos últimos meses, tem tosse crônica (oito meses nos últimos dois anos), além de dispneia aos moderados esforços. Ele apresentou carteira de vacinação com duas doses da vacina contra a Covid-19, da AstraZeneca, e realizou espirometria com VEF1 de 45% do previsto. Não houve resposta ao broncodilatador. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir. VEF1 desse paciente denota bom prognóstico. a. Certo. b. Errado. 15. A.P.C, homem de 78 anos, tabagista inveterado, em acompanhamento no ambulatório de pneumologia, em uso regular de formoterol e budesonida, por via inalatória. Vem em consulta de retorno para reavaliação e traz espirometria que apresenta VEF1 = 40% do predito, sem melhora com uso de broncodilatador e relação VEF1/CVF = 50%. Qual é a classificação da doença deste paciente de acordo com o GOLD 2018? a. GOLD 1 (Leve) b. GOLD 2 (Moderado) c. GOLD 3 (Grave) d. GOLD 4 (Muito grave) 16. Paciente de 68 anos, sexo feminino, comparece a consulta preocupada com o diagnóstico recente de ""enfisema pulmonar"". Refere dispneia progressiva aos esforços, atualmente com sintomas ao apressar o passo, subir escadas ou ladeiras, além de tosse intermitente não produtiva. É tabagista ativa, com carga tabágica de 53 anos/maço. Os exames complementares revelam, por meio de radiografia de tórax, ""hiperinsuflação pulmonar"", espirometria com VEF1/CVF<0,70 e VEF1 pós- broncodilatador = 60%. Sobre o estadiamento da doença, a paciente apresenta: a. sintomas mMRC = 1, classificação funcional GOLD = 2 e avaliação combinada da DPOC estágio B. b. sintomas mMRC = 1, classificação funcional GOLD = 1 e avaliação combinada da DPOC estágio A. c. sintomas mMRC = 2, classificação funcional GOLD = 2 e avaliação combinada da DPOC estágio B. d. sintomas mMRC = 1, classificação funcional GOLD = 2 e avaliação combinada da DPOC estágio A. 17. Paciente C. W. Q, masculino, 62 anos, ex-tabagista 90 anos-maço, cessou o uso há 6 anos. Vem para consulta rotineira de acompanhamento do DPOC, refere que mantém dispneia ao andar 100 metros, com necessidade de parar para descansar durante o percurso. Atinge 14 pontos ao questionário CAT e relembra que no último ano houve necessidade de uso domiciliar de um ciclo de antibiótico e corticoide oral pelo quadro pulmonar. Traz consigo nova espirometria com VEF1 de 30% pré-broncodilatador e 35% pósbroncodilatador. Tendo em vista o GOLD, qual a classificação desse paciente? a. 3B b. 4D c. 3A d. 4C 18. Homem de 60 anos, com quadro de tosse produtiva há 5 anos, que nos últimos 2 anos evoluiu com dispneia quando sobe ladeira (MRC = 1). Ex-tabagista de 30 maços/ano. No último ano, foi internado 1 vez devido a pneumonia. Ao exame, apresentava BEG, corado, acianótico, ausência de edema de MMII, murmúrio vesicular diminuído difuso e roncos. Ausculta cardíaca normal. Rx de tórax com rebaixamento de cúpulas diafragmáticas e aumento do diâmetro anteroposterior no perfil. Espirometria: VEF₁/CVF = 0,5 e após uso do broncodilatador = 0,6 CVF = 3,77L (94%) e após uso do broncodilatador = 3,82L (96%) VEF₁ = 1,90L (70%) e após uso do broncodilatador =1,97L (72%) O quadro clínico descrito corresponde a a. DPOC GOLD 1 subtipo A. b. DPOC GOLD 2 subtipo A. c. DPOC GOLD 1 subtipo C. d. DPOC GOLD 2 subtipo C. e. DPOC GOLD 3 subtipo B. 19. São tratamentos modificadores de doença, ou seja, que aumentam a sobrevida do paciente com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica são: outras doenças, entre elas, neoplasia, o que configura a afirmação como correta. III: A afirmação descreve perfeitamente a finalidade da tomografia computadorizada de tórax na DPOC que, entre outras, também tem finalidade de planejamento cirúrgico e quantificação do enfisema. IV : O distúrbio espirométrico que configura a DPOC é a presença de OBSTRUÇÃO FIXA AO FLUXO AÉREO, caracterizada pela redução da relação do Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1)/Capacidade Vital Forçada (CVF), sendo o valor de corte <0,7 • Classificação ESPIROMÉTRICA – Nosso paciente – VEF1 Pós- broncodilatador: 60% (GOLD 2) • Classificação SINTOMÁTICA (mMRC) – Nosso paciente – Dispneia AO SUBIR LADEIRA – mMRC 1. De forma resumida temos a seguinte classificação: A - pouco sintomático/pouco risco de exacerbação. B - muito sintomático/pouco risco de exacerbação. C - pouco sintomático/alto risco de exacerbação. D - muito sintomático/alto risco de exacerbação. Questões DPOC BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 4 a. Corticoide sistêmico e Oxigenoterapia. b. Broncodilatadores inalatórios de longa duração e corticoide sistêmico. c. Interrupção do tabagismo e Oxigenoterapia. d. Oxigenoterapia e Broncodilatadores inalatórios de curta duração. e. Interrupção do tabagismo e teofilina. 20. Em relação à DPOC, é INCORRETO afirmar que: a. O fator de risco mais importante para o DPOC é o tabagismo. b. Os sinais e sintomas cardinais do DPOC são dispneia, tosse crônica e expectoração. c. A espirometria é o exame mais importante para o diagnóstico e estadiamento de gravidade no paciente com DPOC. d. A bronquiectasia e a insuficiência cardíaca fazem parte do diagnóstico diferencial do DPOC. e. Para os pacientes DPOC da categoria A que são minimamente sintomáticos e com baixo risco de exacerbação (ou seja, 0 a 1 exacerbação por ano), deve ser usado o corticoide inalatório para diminuir a progressão da doença. 21. Homem de 60 anos, acompanhado por doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), no ambulatório de pneumologia. Em seu retorno refere piora dos sintomas, relatando dispnéia aos esforços, tais como subir escadas ou ladeiras. Apresentou um episódio de exacerbação da doença no último mês, sem necessidade de internação. Traz consigo exame de espirometria com: VEF1 (pósbroncodilatador) 63%. A classificação da doença e o medicamento a ser prescrito são: a. DPOC GOLD I A; beta2-agonista de ação longa. b. DPOC GOLD II A; broncodilatador de ação curta. c. DPOC GOLD III B; beta2-agonista de ação longa. d. DPOC GOLD III C; anticolinérgico de ação longa 22. Sobre DPOC, julgue os itens a seguir. I. O roflumilaste é um inibidor seletivo da fosfodiesterase-4 (PDE4) e age bloqueando a atividade dessa enzima, aumentando os níveis intracelulares de AMPc, com consequente redução na atividade inflamatória celular. Está indicado a partir do estágio moderado de DPOC. II. Ensaios clínicos sugerem que o aumento do eosinófilo sérico pode ser um biomarcador para o risco futuro de exacerbação de DPOC (E-DPOC) em pacientes exacerbadores e preveem os benefícios da terapia com corticoesteroides inalatórios na prevenção de E-DPOC. III. Em pacientes com DPOC grave ou muito grave, a tripla terapia (antimuscarínico de longa ação, β-agonista de longa ação, corticoide inalatório) não evidenciou redução no número de hospitalizações e exacerbações. Pode-se afirmar que apenas: a. o item I está certo. b. o item II está certo. c. o item III está certo. d. os itens I e II estão certos. e. os itens II e III estão certos. 23. Considerando as definições atuais do GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease), qual seria a droga de escolha para iniciar terapia inalatória específica em um paciente portador de DPOC e classificado como GOLD C? a. Terapia dupla (LABA + LAMA) b. Beta2-agonista de Longa Duração (LABA) c. Corticoide inalatório (ICS) d. Anticolinérgico de Longa Duração (LAMA) 24. Um paciente de 70 anos, tabagista há 50 anos, tem queixas de dispneiaprogressiva que já exigiu algumas internações. Já está em uso de vários broncodilatadores, mas permanece sintomático. Sobre a indicação de oxigenioterapia domiciliar nesse caso, assinale a alternativa INCORRETA. a. Deve ser prescrita para pacientes com DPOC grave, que apresentam PaO₂ < 55 mmHg ou saturação < 88%. b. Pacientes com PaO₂ entre 55 e 60 mmHg que apresentam sinais de insuficiência cardíaca direita ou eritrocitose também se beneficiam da oxigenioterapia. c. O uso de oxigênio apenas durante o sono fornece os mesmos resultados em relação à melhora de sobrevida que a oxigenioterapia contínua, sendo associado à melhor qualidade de vida. d. A cessação do tabagismo traz impacto prognóstico, mesmo nas fases avançadas da doença, sendo obrigatória no paciente em avaliação para oxigenioterapia domiciliar. Questões DPOC BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 5 e. A meta da terapia é atingir e manter a saturação de O₂ acima de 90%, devendo-se fazer a titulação do aporte de oxigênio para atingir esse valor. 25. É indicação para oxigenioterapia domiciliar prolongada em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica: a. Exacerbações recorrentes com limitação das atividades diárias. b. SpO2 < 88% em paciente com terapia farmacológica otimizada. c. Sinais de cor pulmonale ou hipertensão arterial pulmonar. d. PaO2 < 60 mmHg se tabagismo. 26. A principal causa de descompensação na DPOC é: a. Infecção. b. Não adesão ao tratamento. c. Mudanças climáticas. d. Uso excessivo de aminofilina. 27. A alternativa que contém os principais agentes causadores da descompensação infecciosa de causa bacteriana em portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é a. Haemophilus influenzae, Stafilococcus aureus e Mycoplasma pneumoniae. b. Haemophilus influenzae, Streptococcus pneumoniae e Moraxella Catarrhalis. c. Streptococcus pneumoniae, bacilos Gram-negativos e Haemophilus influenzae. d. Haemophilus influenzae, Streptococcus pneumoniae e Mycoplasma pneumoniae. e. Streptococcus pneumoniae, Mycoplasma pneumoniae e Chlamydophila pneumoniae. 28. Considere: paciente, 58 anos, admitido com exacerbação de DPOC no Pronto- Atendimento, sem outras doenças prévias, e relato de hospitalização no último ano pela enfermidade. Baseado no caso, é(são) critério(s) de internação em Unidade de Tratamento Intensivo: a. hipoxemia com resposta inicial à ventilação não invasiva. b. acidose respiratória leve a moderada. c. dispneia grave em melhora após terapia inicial. d. alteração do estado mental. e. idade do paciente e comorbidades. 29. Mulher, 72 anos, tabagista (80 anos-maço), refere dispneia progressiva e tosse com expectoração amarelada pela manhã há 10 anos. Há 4 dias com aumento do volume de expectoração (que se tornou mais escura) e piora da dispneia. Exame físico: REG, consciente, Glasgow 15. Ausculta respiratória: murmúrio vesicular reduzido bilateralmente, com sibilos difusos. FR: 30 ipm. FC: 110 bpm; PA: 112 x 72 mmHg. Gasometria arterial em ar ambiente pH: 7,28; pO₂: 50 mmHg: pCO₂: 54 mmHg; HCO₃: 28 mEq/L; saturação O₂: 84%. Qual intervenção mais adequada neste momento? a. Intubação e ventilação mecânica. b. Ventilação não-invasiva. c. Cateter nasal de alto fluxo. d. Máscara de Venturi. 30. Homem de 62 anos, com diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) em tratamento com tiotrópio inalatório, procura Unidade de Pronto Atendimento (UPA) referindo dispneia e aumento da expectoração com cor clara há 3 dias. Ao exame, encontra-se com pulso de 95 ppm, frequência respiratória de 24 irpm, oximetria digital com SpO2 de 90% e com sibilos expiratórios difusos à ausculta pulmonar. Qual a recomendação para a prescrição de broncodilatadores para esse paciente? a. Substituir tiotrópio por nebulização com ipratrópio. b. Substituir tiotrópio por salmeterol spray com espaçador. c. Manter tiotrópio e associar nebulização com formoterol. d. Manter tiotrópio e associar salbutamol spray com espaçador. 31. A exacerbação da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica a. define a gravidade e seu manejo terapêutico. b. frequentemente é causada por pneumonia, embolia pulmonar e insuficiência cardíaca congestiva. c. deve ser tratada com corticosteroides por via sistêmica por um período mínimo de 10 dias, seguido de esquema de desmame. d. não ocorre em paciente com obstrução leve (GOLD I). 32. Homem, 60a, comparece ao atendimento de urgência referindo piora da dispneia há três dias (de mMRC 2 passou para mMRC 4), acompanhada de tosse produtiva com escarro amarelado e raias de sangue. Nega febre. Antecedente pessoal: ex- fumante há quatro anos (carga tabágica de 40 anos/maço), doença pulmonar obstrutiva crônica Questões DPOC BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 6 há quatro anos, em uso regular de medicações por via inalatória (formoterol e glicopirrônio) e salbutamol spray eventualmente; não teve exacerbações nos últimos 12 meses. Exame físico: orientado, FR= 32 irpm, oximetria de pulso= 86% (ar ambiente), uso de musculatura acessória para respirar. Pulmões: murmúrio vesicular reduzido globalmente, estertores subcrepitantes esparsos. NO MANEJO TERAPÊUTICO DESTE PACIENTE É CORRETO a. Indicar intubação orotraqueal para ventilação mecânica invasiva, se houve retenção progressiva de CO₂. b. Iniciar oxigênio por cateter nasal, para manter oximetria de pulso entre 88 a 92%. c. Iniciar corticoesteroide sistêmico e mantê-lo por um período mínimo de 14 dias. d. Iniciar teofilina e sulfato de magnésio, para manter oximetria de pulso acima de 92%. 33. Um homem portador de DPOC, 78 anos apresenta-se com aumento do volume da expectoração, escarro purulento e piora da dispneia há 24 horas. Nega febre. Diante desse caso, assinale a alternativa CORRETA. a. A ausência de febre afasta a possibilidade de exacerbação infecciosa do DPOC. b. A idade não deve ser considerada como um fator de risco para uma má evolução da exacerbação. c. A manutenção da saturação de oxigênio (O2) acima de 98% é um dos objetivos do tratamento através do O2 suplementar. d. É recomendada a otimização do tratamento para DPOC e recomendado o início de antibiótico e corticoide sistêmico. e. A realização de uma espirometria é essencial para a decisão de se iniciar o brometo de ipratrópio. 34. A doença pulmonar obstrutiva crônica se caracteriza por limitação crônica ao fluxo aéreo que não é totalmente reversível, sendo frequentemente progressiva e associada à resposta inflamatória pulmonar exacerbada. Podem ocorrer efeitos sistêmicos e os portadores da doença têm risco significativamente aumentado de a. infarto agudo do miocárdio. b. hipotireoidismo. c. insuficiência renal. d. cirrose. e. colelitíase.