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Introdução do Planejamento de ação educativa Profa. Vanessa Moreira Educação Alimentar e Nutricional • É importante ressaltar que a EAN pode ser utilizada em diversos setores e deverá observar os princípios organizativos e doutrinários do campo no qual está inserida. • No caso do setor Saúde, deverão ser observados os princípios do SUS, além daqueles preconizados no Marco. Princípios do Marco de EAN A) Sustentabilidade social, ambiental e econômica A EAN, quando promove a alimentação adequada e saudável, refere-se à satisfação das necessidades alimentares dos indivíduos e das populações, desde que não implique o sacrifício de recursos naturais e que envolva relações econômicas e sociais estabelecidas a partir da ética, da justiça, da equidade e da soberania. Princípios do Marco de EAN B) Abordagem do sistema alimentar, na sua integralidade Compreende-se sistema alimentar como o processo que abrange desde o acesso à terra, à água e aos meios de produção; as formas de processamento, abastecimento, comercialização e distribuição; a escolha e o consumo dos alimentos, incluindo as práticas alimentares individuais e coletivas, até a geração e a destinação de resíduos. As ações de EAN devem abranger temas e estratégias relacionadas a estas dimensões, contribuindo para escolhas conscientes. Princípios do Marco de EAN C) Valorização da cultura alimentar local e respeito à diversidade de opiniões e perspectivas, considerando a legitimidade dos saberes de diferentes naturezas Respeitar e valorizar as diferentes expressões da identidade e da cultura alimentar da população, reconhecendo e difundindo alimentos, preparações, combinações e práticas alimentares locais e regionais. Princípios do Marco de EAN D) A comida e o alimento como referências: valorização da culinária como prática Emancipatória A alimentação envolve diferentes aspectos que manifestam valores culturais, sociais, afetivos e sensoriais. Assim, as pessoas não se alimentam de nutrientes, mas de alimentos e preparações culinárias. Princípios do Marco de EAN E) Promoção do autocuidado e da autonomia O exercício deste princípio pode favorecer a adesão às mudanças nos modos de viver, uma vez que o autocuidado e a mudança de comportamento centrado na pessoa, na sua disponibilidade e necessidades são um dos principais caminhos para garantir o envolvimento do indivíduo nas ações de EAN Princípios do Marco de EAN F) Educação como processo permanente e gerador de autonomia e participação ativa e informada dos sujeitos As abordagens educativas e pedagógicas devem privilegiar os processos ativos, que incorporem os conhecimentos e as práticas populares, contextualizados nas realidades dos indivíduos, de suas famílias e comunidade, possibilitando a integração permanente entre teoria e prática. O caráter permanente indica que a EAN precisa estar presente ao longo do curso da vida, respondendo às diferentes necessidades do indivíduo, desde a formação dos hábitos alimentares na primeira infância à organização de sua alimentação fora de casa na adolescência e idade adulta. Princípios do Marco de EAN G) A diversidade nos cenários de prática As estratégias de EAN devem estar disponíveis nos mais diversos espaços sociais e para os diferentes grupos populacionais. Princípios do Marco de EAN H) Intersetorialidade Implica a troca e a construção coletiva de saberes, linguagens e práticas entre os setores envolvidos, de modo a produzir soluções inovadoras. Neste processo, cada setor transforma seu modo de operar, a partir do convívio com outros setores, apresentando ações mais efetivas. Princípios do Marco de EAN I) Planejamento, avaliação e monitoramento das ações O planejamento é imprescindível para a efetividade das iniciativas e a sustentabilidade das ações de EAN. Objetivo • Compreender as etapas do planejamento de uma ação educativa. O que é planejar? A noção mais simples de planejamento é a de não-improvisação. (GIOVANELLA, 1991) Conhecendo o Território • Na perspectiva do alcance da Segurança Alimentar e Nutricional, o território é considerado um campo estratégico. É nele que se estabelecem: • os hábitos e as escolhas alimentares; • bem como a acessibilidade e disponibilidade para estas práticas - que são socialmente construídas e permanentemente transformadas pelos sujeitos que lá habitam e transitam. Conhecendo o Território • É importante conhecer como os sujeitos deste território estão estabelecidos. condições econômicas, sociais e culturais SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL Realização do direito de todas as pessoas ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis Conhecendo o Território • O território é o espaço em que se desenvolve uma infinidade de práticas estratégicas de atores sociais em torno da melhoria das condições de vida das pessoas, abrindo um vasto campo de articulação para a agenda de promoção de segurança alimentar e nutricional. Ações intersetoriais de EAN podem ser estimuladas nos: • setores públicos da saúde • Assistência social • segurança alimentar e nutricional • educação, agricultura • Desenvolvimento agrário • Abastecimento • Meio ambiente • Esporte e lazer • Trabalho e cultura Nas esferas Federal, Estadual, Municipal, Local e Regional Quanto a parceria com a sociedade civil, como pode ser feita? • Associações comunitárias • Instituições religiosas • Instituições socioassistenciais • Associações e cooperativas de produtores rurais • Instituições de ensino • Empresas de refeições coletivas • Restaurante • Bares e hotéis • Setor varejista de alimentos, entre outros. O que investigar no território? As condições de vida da população, como: • abastecimento de água e esgoto, perfil de trabalho e renda, áreas de lazer, presença de equipamentos públicos, a história e a cultura locais • os saberes locais (percepções sobre saúde, alimentação, sistema alimentar, etc) • o circuito de produção, comercialização, aquisição de alimentos e consumo • tradições culinárias locais e sua relação com o fortalecimento do patrimônio cultural das comunidades • A existência de locais potenciais para realização das ações Objetivos Por que realizar? • Identificação das problemáticas/questões observadas no território. • Definição de necessidades e prioridades. • Delineamento dos objetivos das ações de EAN. Objetivos Por que realizar? • OBJETIVO GERAL: • Aumentar o consumo de frutas e hortaliças das famílias do PBF. • OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • Melhorar o acesso das famílias a informações sobre esses alimentos. • Desenvolver atividades que incentivem o consumo desses alimentos. Público-alvo Com quem? • - Identificação das características do público: • informações objetivas: idade, gênero, origem, escolaridade, renda, tipo de moradia, trabalho, estado de saúde • informações subjetivas: relato de vivências, opiniões, percepção de atitudes e valores subjacentes necessidades, demandas, expectativas, dúvidas e temas de interesses do público Público-alvo Com quem? Identificação e sensibilização dos Parceiros: • Participação direta na realização das ações • Sugere-se identificar previamente quais seriam os perfis interessantes dos participantes para contemplar a transdisciplinariedade, que podem colaborar com a viabilidade das ações Local Onde? • Identificação e reconhecimento do local de realização da prática educativa: • Espaço físico • Recursos audiovisuais • Outros recursos (equipamentos de cozinha, material de papelaria, alimentos, etc) Conteúdo Programático Sobre o quê? Os mediadores das ações de EAN devem ter consciência das reais intenções com a prática educativa para: • considerar as alternativas edefinir os conteúdos e as abordagens com base nas informações do diagnóstico, a fim de atender aos objetivos coletivos. • considerar e respeitar a realidade e o interesse do público para favorecer a participação e fortalecer o vínculo com os profissionais e demais participantes da ação, pautar-se nos princípios para as ações do Marco de EAN e buscar fontes confiáveis para abordagens dos temas. Estratégia Como? • Utilização de metodologias participativas, problematizadoras, lúdicas e colaborativas, pois potencializam a reflexão, o diálogo e a integração entre os participantes. • Identificação de estratégias e dinâmicas educativas • Utilização de recursos educativos atrativos e de qualidade Estratégia Como? • Utilização das seguintes estratégias de comunicação: • manter contato visual • empregar linguagem clara e acessível • promover interação constante com os participantes • emitir tom de voz audível e não linear • evitar falas e textos longos • fomentar o diálogo horizontal e a participação de todos • estimular a comunicação empática e não violenta Periodicidade das ações Quando? Pontuais, periódicas ou permanentes? • Definição de cronograma para organização das atividades para um período determinado • Conectar as atividades de médio e longo prazo entre si Exemplo de quadro para planejamento de atividade educativa Cuidados no planejamento de EAN • Construir ações contextualizadas e articuladas com as necessidades das pessoas e do território, com o consentimento e envolvimento da comunidade. • Escolher temas, técnicas e recursos que sejam adequadas aos públicos de interesse (crianças, gestantes, trabalhadores, idosos, etc). • Experimentar ou planejar cuidadosamente as estratégias e dinâmicas, evitando o improviso e situações indesejáveis. Se necessário, realizar testes pilotos. • Procurar vivenciar as orientações partilhadas, demonstrando coerência entre o que se fala e o que se faz. • Partilhar informações sobre os direitos e as possibilidades de ação, contribuindo para a conscientização e mobilização em prol da garantia da alimentação adequada e saudável. Cuidados no planejamento de EAN • Promover ações que contribuam para a ampliação do repertório de informações, o desenvolvimento de habilidades e a autonomia para escolhas conscientes. • Considerar os aspectos afetivos, sociais, econômicos, culturais e ambientais relacionados à alimentação, no sentido de criar novos significados do ato de comer. • Considerar as individualidades, as necessidades e os valores relacionados à comida, alimentação, à nutrição, à saúde e à vida, visando ao prazer e ao autocuidado. • Exercitar a escuta interpretativa e compreensiva dos relatos dos indivíduos. • Evitar abordagens normativas e autoritárias, que desconsideram as vivências, os saberes e os desejos dos indivíduos ou comunidades. Ou mesmo, falas que culpabilizam as pessoas sobre situações de saúde ou de vida, pelas quais não têm total responsabilidade ou condições de mudança. Cuidados no planejamento de EAN • Cuidado com falas preconceituosas, que reforcem a exclusão social e estigmatização de grupos populacionais, pois precisamos respeitar a diversidade e as diferenças. • Procurar garantir a sustentabilidade das ações, por meio do envolvimento permanente e fortalecimento da comunidade e do desenvolvimento de ações articuladas entre os parceiros em todas as etapas do processo. O que é avaliar ações de EAN? • Pensar criticamente sobre o processo educativo para qualificar uma ação Orientar caminhos para novas ações em prol do DHAA Como avaliar? Avaliar as sutilezas, possibilidades e limitações das pessoas no contexto onde se dá a ação - Compreender a própria concepção de qualidade na cultura local para observar o que seria uma boa alimentação - Observar se os objetivos foram alcançados. a implementação do processo satisfez às expectativas dos organizadores e das diversas pessoas envolvidas? Quando avaliar? Avaliação somativa • “É aquela realizada quando as ações já terminaram. Desta forma, os resultados apresentados avaliarão a atividade em si. • Não se considera então o decorrer do processo! • O resultado das ações se restringirá ao ponto de chegada, somando tudo que foi realizado.” o que foi feito? qual era o objetivo? quais eram as expectativas de aprendizagem? Avaliação formativa • “É capaz de aprofundar a reflexão sobre o processo de desenvolvimento de ações de EAN: desde o diagnóstico até a execução da atividade. É uma avaliação processual, onde se executa as ações percebendo a evolução dos alunos.“ (CARVALHO, 2014) Essa avaliação possibilita rever estratégias metodológicas, materiais pedagógicos empregados, aspectos subjetivos (sociais, econômicos, culturais, psicológicos...) demandados para atingir os objetivos da aprendizagem. Qual escolher? • Tanto a avaliação formativa quanto a somativa podem ser utilizadas para avaliar as práticas de EAN. FORMATIVA reorientar a ação do educador para adequá-las a necessidade do público- alvo. SOMATIVA pode-se ter uma avaliação global de todo o processo e do fechamento da atividade, possibilitando melhorias em atividades futuras. Selecione sempre os métodos de avaliação para sua prática de EAN de acordo com o tempo disponível para análises intermediárias durante todo o processo. Os critérios de avaliação • A partir do planejamento, podemos definir metas e os parâmetros de avaliação. • Questionamentos • Os critérios são simples, porém devem ser CLAROS E OBJETIVOS. • Devem ser consensuados pela equipe e reconhecidos pela população-alvo para que a avaliação não se torne imperativa. Exemplo • Objetivo: promover a aprendizagem dos alunos sobre a construção de uma compostagem para a horta escolar • Critérios: o empenho na aprendizagem; o participação nas tarefas; o cumprimento das tarefas; o participação nos espaços pedagógicos de forma construtiva e organizada; o respeito aos outros; o capacidade de autoavaliação; o uso adequado do material e utensílios; o assiduidade e pontualidade. Redigindo uma avaliação • Fuja de verdades absolutas - 8 ou 80 - isso diminui a potência da ação. • Seja boa ou ruim, uma prática é sempre útil para a próxima que virá • Não parar o processo diante de um resultado positivo ou negativo AVALIAÇÃO QUANTITATIVA OU AVALIAÇÃO QUALITATIVA + AVALIAÇÃO QUANTITATIVA Perguntas objetivas Questionários Aspectos classificatórios AVALIAÇÃO QUALITATIVA Perguntas subjetivas Falas e impressões Aspecto reflexivo Dica de leitura Referências • BOOG, M.C.F. Educação em nutrição: integrando experiências. Campinas, SP: Komedi, 2013. • Brasil. Ministério da Saúde. Universidade Federal de Minas Gerais. Instrutivo: Metodologia de trabalho em grupos para ações de alimentação e nutrição na atenção básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. • Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Marco de referência de educação alimentar e nutricional para as políticas públicas. Brasília, DF: MDS; Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, 2012. • Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Educação Alimentar e Nutricional: o direito humano a alimentação adequada e o fortalecimento de vínculos familiares nos serviços socioassistenciais – Caderno de Atividades. Brasília, DF: MDS; Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, 2014. • CERVATO-MANCUSO, A.M. Elaboração de Programas Educativos em Alimentação e Nutrição. In: DIEZ-GARCIA, Rosa Wanda; CERVATO-MANCUSO, Ana Maria. Mudanças Alimentares e Educação Alimentar e Nutricional. Capítulo 19, 2ª ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. Dinâmicas Educativas para Educação Alimentar e Nutricional Profa. Vanessa Moreira Dinâmicas educativas para EAN • Como colocar as ideias em prática? Importante sempre ter em mente que uma ação educativa não deve apenas servir como um passatempo ou um enfeite: ela deve teruma finalidade educacional, embasada em teorias da educação. Oficinas e Vivências Culinárias • Através das oficinas e vivências culinárias é possível debater hábitos alimentares, comportamento alimentar, história da alimentação, desenvolver habilidades culinárias, refletir sobre questões de sustentabilidade, estimular a criatividade, mostrar que é possível ter uma alimentação saudável acessível e prática, falar sobre segurança sanitária, dentre tantas outras possibilidades Oficinas e Vivências Culinárias – Planejamento Etapas 1. Definição do grupo de interesse • Para quem? Quantos participantes? 2. Definição dos objetivos • Para quê? Oficinas e Vivências Culinárias Planejamento 3. Levantamento dos recursos humanos, financeiros, físicos (local e mobiliário) e materiais (equipamentos, utensílios e de consumo) 4. Elaboração de lista de gêneros alimentícios, equipamentos, utensílios, materiais de limpeza e outros Oficinas e Vivências Culinárias Planejamento 5. Definição das estratégias pedagógicas, das dinâmicas de grupo, da ambientação e do tempo previsto para cada atividade Adultos: grupo de até 20 pessoas Crianças: grupo de até 10 pessoas 6. Seleção de receitas, textos, livros, vídeos, músicas, sites e outros materiais de apoio Oficinas e Vivências Culinárias Planejamento 7. Elaboração de instrumentos de avaliação Antes, durante e depois 8. Aquisição dos gêneros alimentícios e pré-preparo (higienização, arrumação dos gêneros). 5 momentos das Oficinas 1. Acolhimento, incluindo: ambientação, apresentação dos participantes e a proposta da oficina ou vivência culinária; 2. Aquecimento para introdução do tema, normalmente realizado através de dinâmicas; 3. A produção coletiva; 4. Reflexão e debate; 5. Avaliação da atividade. ATENÇÃO • Adaptar a oficina à sua realidade é essencial! A realização de oficinas culinárias deve ser flexível e adaptada a cada realidade, pois nem sempre se pode contar com todos os recursos necessários ao desenvolvimento de uma oficina como a referida anteriormente. Assim, podem ser desenvolvidas vivências culinárias com preparações simples ou somente com degustação E nas oficinas se fala apenas de nutrientes? • É importante ressaltar que as oficinas e vivências culinárias não devem servir de espaço apenas para discussão de nutrientes e nutrição. • Troca de ideias, • Novos aprendizados, • Compreender a mudança no padrão alimentar ao longo dos tempos, • Compreender que é possível superar barreiras e melhorar a alimentação, sem desrespeitar a história e a cultura dos participantes. Dinâmicas de Grupo • é mais que um aglomerado de pessoas: é uma entidade com leis e mecanismos próprios, um conjunto de pessoas com interesses mútuos que cumprem tarefas específicas. • Os participantes têm direito a fala, opinião, ponto de vista ou ao silêncio. Dinâmicas de Grupo Planejamento • Para quê? Ela teve ter uma finalidade muito clara. Não precisa constituir a Prática Educativa inteira, pode apenas ter um objetivo pontual. • Quem? É importante definir tanto o grupo que irá participar, quanto quem irá coordenar. • Onde? O espaço físico é fundamental para pensar o tipo de dinâmica que será realizada: eu preciso de suporte com mesas e cadeiras? Preciso de materiais de papelaria? Pode ser realizada em um parque ou outro espaço aberto? • Quando? Em que momento ela deverá ser aplicada: início, meio ou fim da PE? PERSONAGEM FUNDAMENTAL: COORDENADOR/MODERADOR Quais características são necessárias para conduzir uma dinâmica de grupo em EAN? Para moderar uma dinâmica em Educação em Saúde é preciso: • Gostar de trabalhar com grupos; • Saber lidar com as verdades, pois nem sempre ouvimos as opiniões que já possuímos; • Ter coerência com o que se fala e o que se faz, sem contradições; • Ter senso de ética; • Estabelecer um contrato de trabalho - combinar todo o processo e as regras da dinâmica do início ao fim, dando a oportunidade aos participantes aceitarem ou não as atividades; • Ter respeito e paciência; • Atenção com a comunicação; • Ter empatia; • Capacidade de síntese e integração; • Ressaltar que a dinâmica não se trata de uma competição, apesar das regras estabelecidas. PINHEIRO, 2014; RH PORTAL, 2015; DIAS; SILVEIRA; WITT, 2009. Dinâmicas de Grupo Avaliação • A avaliação da dinâmica pode ser feita de modo: • formal (ex: com um questionário de satisfação) • informal (ex: com uma dinâmica de encerramento) • Além das questões colocadas pelo grupo, o coordenador também deve fazer a sua avaliação sobre o desempenho do grupo de forma coletiva. EAN aplicada aos Trabalhadores Clientes e usuários/Manipuladores de alimentos Estratégias • Diálogo Diário de Segurança: • reuniões rápidas de 5 a 15 minutos, no máximo, realizadas diariamente no local de trabalho. Pode ser feita no início de cada turno, ou no retorno do horário de almoço. • Assuntos a serem abordados - construídos coletivamente, e a distribuição dos mesmos para que todos os trabalhadores a desenvolvam é desejada – não necessitando ficar centrado no nutricionista ou supervisor Estratégias • Concursos Culinários • Especificamente para trabalhadores de UANs, pode-se também fazer concursos culinários com criação de receitas que passam a compor o cardápio oferecido nas Unidades. EAN aplicada ao público infanto-juvenil Contação de Histórias Uso do lúdico na educação - metodologias agradáveis e adequadas às crianças que façam com que o aprendizado aconteça dentro do “seu mundo”, assim lúdico se faz presente na formação do sujeito, pois envolve os mais variados campos de ensino, tanto moral quanto educacional. A criança, como sujeito em uma sociedade, se relaciona constantemente de diversas formas. No desenvolvimento de uma atividade lúdica ela está sempre aprendendo novas formas de lidar com os colegas, o que facilita sua vida em sociedade Contação de Histórias • A contação de história estimula a capacidade de imaginar, criando habilidade de entendimento e compreensão de histórias. • Além de divertir, também atingem outros objetivos como educar, instruir, socializar e desenvolver a inteligência e sensibilidade. Contação de Histórias • São textos que mantêm uma estrutura fixa, partindo de um problema, que desequilibra a tranquilidade inicial. • O desenvolvimento é uma busca de soluções, no plano da fantasia, com introdução de elementos mágicos: fadas, bruxas, duendes, gigantes entre outros. • A restauração da ordem acontece no final da narrativa, quando se volta a uma situação de tranquilidade. Contação de Histórias – Planejamento • As histórias podem ser lidas ou contadas; o contador deve levar vida às histórias, preocupando- se com a entonação de voz e a postura do corpo. • Sensibilidade ao multiculturalismo para escrever e contar as histórias. • Considerar as diversas possibilidades de frases para começar e terminar um conto. • Utilizar acessórios e utensílios como, por exemplo, fantoches, que é um excelente recurso para o ouvinte e para o contador lembrar a sequência da história, mas é preciso que seja simples, porém atrativo, principalmente para aguçar a curiosidade de crianças menores. • Preparar o ambiente, considerar as idades, falar com clareza, começar e finalizar as histórias são critérios fundamentais para uma boa contação. • É essencial que, ao final, seja feita uma avaliação de todo o processo. Jogos educativos • Os jogos têm características como o prazer, a separação da rotina (entrando em um mundo imaginário), as regras (que ordenam e conduzem a brincadeira) e sua limitação no tempo e no espaço. • A aprendizagem baseada em jogos já acontece em diversas escolas, mas também em ambientes corporativos. O fator diversão, no jogo, promove o engajamento de pessoas em atividades produtivas, unindo o conceito de trabalho à brincadeira Jogos educativos • Desvantagens no uso de jogos educativos,mesmo que bem planejados: • Se não for bem aplicado perde o objetivo; • Nem todos os conceitos podem ser explicados por meio dos jogos; • Se o coordenador interferir com frequência, perde a ludicidade; se o aluno for obrigado a jogar por exigência do professor, o aluno fica contrariado; se as regras não forem bem entendidas pelos alunos, eles ficam desorientados. Jogos Educativos O que considerar • design, • objetivo, • conceitos, • cenários, • personagens, • objetos, • Regras, • fluxo do jogo Para pensar... Você é nutricionista em uma universidade, e recebe uma solicitação do campus para que seja desenvolvido um programa de alimentação e nutrição para os funcionários que trabalham nos cargos administrativos da unidade. O campus oferta diversos cursos de várias áreas, além de ser equipado com laboratórios e biblioteca. Que estratégias você pensaria em utilizar? Referências • ARANTES, A.R.V.; BARBOSA, J.T.S. O lúdico na educação infantil. Revista online De Magistro de Filosofia, Ano X, no. 21, 1º. Semestre de 2017. • ARAÚJO, M.P. Performance de DDS como reflexo nos resultados de Segurança. Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 9ª Edição nº 010 Vol.01, julho/2015. • Brasil. Ministério da Saúde. Caderno de atividades: Promoção da Alimentação Adequada e Saudável: Ensino Fundamental. Brasília: Ministério da Saúde, 2018b. • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira.2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. • Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Marco de referência de educação alimentar e nutricional para as políticas públicas. Brasília, DF: MDS; Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, 2012. • Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Princípios e Práticas para Educação Alimentar e Nutricional. Brasília, DF: MDS, 2018a. • CASTRO, Inês Rugani Ribeiro de et al. A culinária na promoção da alimentação saudável: delineamento e experimentação de método educativo dirigido a adolescentes e a profissionais das redes de saúde e de educação. Rev. Nutr. Campinas, v. 20, n. 6, p. 571-588, Dez. 2007. • CERVATO-MANCUSO, A.M.; VINCHA, K.R.R.; SANTIAGO, D.A. Educação Alimentar e Nutricional como prática de intervenção: reflexão e possibilidades de fortalecimento. Physis [online]. 2016, vol.26, n.1, pp.225-249. • DIAS, V.P.; SILVEIRA, D.T.; WITT, R.R. Educação em Saúde: Protocolo para o trabalho de grupos em Atenção Primária à Saúde. Revista de APS, v. 12, n. 2, 2009.