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Introdução do 
Planejamento de ação 
educativa
Profa. Vanessa Moreira
Educação 
Alimentar e 
Nutricional
• É importante ressaltar que a EAN 
pode ser utilizada em diversos 
setores e deverá observar os 
princípios organizativos e 
doutrinários do campo no qual 
está inserida. 
• No caso do setor Saúde, deverão 
ser observados os princípios do 
SUS, além daqueles preconizados 
no Marco.
Princípios do Marco de EAN
A) Sustentabilidade social, ambiental e econômica
A EAN, quando promove a alimentação adequada e saudável, refere-se à satisfação das 
necessidades alimentares dos indivíduos e das populações, desde que não implique o sacrifício de 
recursos naturais e que envolva relações econômicas e sociais estabelecidas a partir da ética, da 
justiça, da equidade e da soberania.
Princípios do Marco de EAN
B) Abordagem do sistema alimentar, na sua integralidade
Compreende-se sistema alimentar como o processo que abrange desde o acesso à terra, à água e 
aos meios de produção; as formas de processamento, abastecimento, comercialização e 
distribuição; a escolha e o consumo dos alimentos, incluindo as práticas alimentares individuais e 
coletivas, até a geração e a destinação de resíduos. As ações de EAN devem abranger temas e 
estratégias relacionadas a estas dimensões, contribuindo para escolhas conscientes.
Princípios do Marco de EAN
C) Valorização da cultura alimentar local e respeito à diversidade de opiniões e
perspectivas, considerando a legitimidade dos saberes de diferentes naturezas 
Respeitar e valorizar as diferentes expressões da identidade e da cultura alimentar
da população, reconhecendo e difundindo alimentos, preparações, combinações e práticas 
alimentares locais e regionais.
Princípios do Marco de EAN
D) A comida e o alimento como referências: valorização da culinária como prática
Emancipatória
A alimentação envolve diferentes aspectos que manifestam valores culturais, sociais, afetivos e 
sensoriais. Assim, as pessoas não se alimentam de nutrientes, mas de alimentos e preparações 
culinárias.
Princípios do Marco de EAN
E) Promoção do autocuidado e da autonomia
O exercício deste princípio pode favorecer a adesão às mudanças nos modos de viver, uma vez que 
o autocuidado e a mudança de comportamento centrado na pessoa, na sua disponibilidade e 
necessidades são um dos principais caminhos para garantir o envolvimento do indivíduo nas ações 
de EAN
Princípios do Marco de EAN
F) Educação como processo permanente e gerador de autonomia e participação
ativa e informada dos sujeitos
As abordagens educativas e pedagógicas devem privilegiar os processos ativos, que incorporem os 
conhecimentos e as práticas populares, contextualizados nas realidades dos indivíduos, de suas 
famílias e comunidade, possibilitando a integração permanente entre teoria e prática. O caráter 
permanente indica que a EAN precisa estar presente ao longo do curso da vida, respondendo às 
diferentes necessidades do indivíduo, desde a formação dos hábitos alimentares na primeira 
infância à organização de sua alimentação fora de casa na adolescência e idade adulta.
Princípios do Marco de EAN
G) A diversidade nos cenários de prática 
As estratégias de EAN devem estar disponíveis nos mais diversos espaços sociais e para os 
diferentes grupos populacionais.
Princípios do Marco de EAN
H) Intersetorialidade 
Implica a troca e a construção coletiva de saberes, linguagens e práticas entre os setores envolvidos, 
de modo a produzir soluções inovadoras. Neste processo, cada setor transforma seu modo de 
operar, a partir do convívio com outros setores, apresentando ações mais efetivas.
Princípios do Marco de EAN
I) Planejamento, avaliação e monitoramento das ações
O planejamento é imprescindível para a efetividade das iniciativas e a sustentabilidade das ações de 
EAN.
Objetivo
• Compreender as etapas do planejamento de uma ação educativa.
O que é planejar?
A noção mais simples de planejamento é a de 
não-improvisação.
(GIOVANELLA, 1991)
Conhecendo o Território
• Na perspectiva do alcance da Segurança Alimentar e Nutricional, o território é 
considerado um campo estratégico. É nele que se estabelecem: 
• os hábitos e as escolhas alimentares; 
• bem como a acessibilidade e disponibilidade para estas práticas - que são 
socialmente construídas e permanentemente transformadas pelos sujeitos que 
lá habitam e transitam.
Conhecendo o Território
• É importante conhecer como os sujeitos deste território estão estabelecidos.
condições econômicas, sociais e culturais
SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL
Realização do direito de todas as pessoas ao acesso regular e permanente a 
alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a 
outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de 
saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, 
econômica e socialmente sustentáveis
Conhecendo o Território
• O território é o espaço em que se desenvolve uma infinidade de práticas 
estratégicas de atores sociais em torno da melhoria das condições de vida das 
pessoas, abrindo um vasto campo de articulação para a agenda de promoção de 
segurança alimentar e nutricional. 
Ações intersetoriais de EAN podem ser estimuladas nos: 
• setores públicos da saúde 
• Assistência social
• segurança alimentar e nutricional
• educação, agricultura
• Desenvolvimento agrário 
• Abastecimento
• Meio ambiente 
• Esporte e lazer 
• Trabalho e cultura
Nas esferas Federal, Estadual, Municipal, Local e Regional
Quanto a parceria com a sociedade civil, 
como pode ser feita?
• Associações comunitárias
• Instituições religiosas
• Instituições socioassistenciais
• Associações e cooperativas de produtores rurais 
• Instituições de ensino 
• Empresas de refeições coletivas 
• Restaurante
• Bares e hotéis 
• Setor varejista de alimentos, entre outros.
O que investigar no território?
As condições de vida da população, como:
• abastecimento de água e esgoto, perfil de trabalho e renda, áreas de lazer, 
presença de equipamentos públicos, a história e a cultura locais 
• os saberes locais (percepções sobre saúde, alimentação, sistema alimentar, etc)
• o circuito de produção, comercialização, aquisição de alimentos e consumo
• tradições culinárias locais e sua relação com o fortalecimento do patrimônio 
cultural das comunidades
• A existência de locais potenciais para realização das ações
Objetivos
Por que realizar?
• Identificação das problemáticas/questões observadas no território.
• Definição de necessidades e prioridades.
• Delineamento dos objetivos das ações de EAN.
Objetivos
Por que realizar?
• OBJETIVO GERAL: 
• Aumentar o consumo de frutas e hortaliças das famílias do PBF.
• OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 
• Melhorar o acesso das famílias a informações sobre esses alimentos.
• Desenvolver atividades que incentivem o consumo desses alimentos.
Público-alvo
Com quem?
• - Identificação das características do público:
• informações objetivas: idade, gênero, origem, escolaridade, renda, 
tipo de moradia, trabalho, estado de saúde
• informações subjetivas: relato de vivências, opiniões, percepção de 
atitudes e valores subjacentes necessidades, demandas, expectativas, 
dúvidas e temas de interesses do público
Público-alvo
Com quem?
Identificação e sensibilização dos Parceiros:
• Participação direta na realização das ações
• Sugere-se identificar previamente quais seriam os perfis interessantes dos 
participantes para contemplar a transdisciplinariedade, que podem colaborar com 
a viabilidade das ações
Local
Onde?
• Identificação e reconhecimento do local de realização da prática educativa:
• Espaço físico
• Recursos audiovisuais 
• Outros recursos (equipamentos de cozinha, material de papelaria, alimentos, etc)
Conteúdo Programático
Sobre o quê?
Os mediadores das ações de EAN devem ter consciência das reais intenções com a 
prática educativa para:
• considerar as alternativas edefinir os conteúdos e as abordagens com base nas 
informações do diagnóstico, a fim de atender aos objetivos coletivos.
• considerar e respeitar a realidade e o interesse do público para favorecer a 
participação e fortalecer o vínculo com os profissionais e demais participantes da 
ação, pautar-se nos princípios para as ações do Marco de EAN e buscar fontes 
confiáveis para abordagens dos temas.
Estratégia
Como?
• Utilização de metodologias participativas, problematizadoras, lúdicas e 
colaborativas, pois potencializam a reflexão, o diálogo e a integração entre os 
participantes.
• Identificação de estratégias e dinâmicas educativas
• Utilização de recursos educativos atrativos e de qualidade
Estratégia
Como?
• Utilização das seguintes estratégias de comunicação:
• manter contato visual
• empregar linguagem clara e acessível
• promover interação constante com os participantes
• emitir tom de voz audível e não linear
• evitar falas e textos longos
• fomentar o diálogo horizontal e a participação de todos
• estimular a comunicação empática e não violenta
Periodicidade das ações
Quando?
Pontuais, periódicas ou permanentes?
• Definição de cronograma para organização das atividades para um período 
determinado 
• Conectar as atividades de médio e longo prazo entre si
Exemplo de quadro para planejamento de atividade educativa
Cuidados no planejamento de EAN
• Construir ações contextualizadas e articuladas com as necessidades das pessoas e 
do território, com o consentimento e envolvimento da comunidade.
• Escolher temas, técnicas e recursos que sejam adequadas aos públicos de 
interesse (crianças, gestantes, trabalhadores, idosos, etc).
• Experimentar ou planejar cuidadosamente as estratégias e dinâmicas, evitando o 
improviso e situações indesejáveis. Se necessário, realizar testes pilotos.
• Procurar vivenciar as orientações partilhadas, demonstrando coerência entre o 
que se fala e o que se faz.
• Partilhar informações sobre os direitos e as possibilidades de ação, contribuindo 
para a conscientização e mobilização em prol da garantia da alimentação 
adequada e saudável.
Cuidados no planejamento de EAN
• Promover ações que contribuam para a ampliação do repertório de informações, o 
desenvolvimento de habilidades e a autonomia para escolhas conscientes.
• Considerar os aspectos afetivos, sociais, econômicos, culturais e ambientais relacionados à 
alimentação, no sentido de criar novos significados do ato de comer.
• Considerar as individualidades, as necessidades e os valores relacionados à comida, 
alimentação, à nutrição, à saúde e à vida, visando ao prazer e ao autocuidado.
• Exercitar a escuta interpretativa e compreensiva dos relatos dos indivíduos.
• Evitar abordagens normativas e autoritárias, que desconsideram as vivências, os saberes e 
os desejos dos indivíduos ou comunidades. Ou mesmo, falas que culpabilizam as pessoas 
sobre situações de saúde ou de vida, pelas quais não têm total responsabilidade ou 
condições de mudança.
Cuidados no planejamento de EAN
• Cuidado com falas preconceituosas, que reforcem a exclusão social e 
estigmatização de grupos populacionais, pois precisamos respeitar a diversidade e 
as diferenças.
• Procurar garantir a sustentabilidade das ações, por meio do envolvimento 
permanente e fortalecimento da comunidade e do desenvolvimento de ações 
articuladas entre os parceiros em todas as etapas do processo.
O que é avaliar ações de EAN?
• Pensar criticamente sobre o processo educativo para qualificar uma ação
Orientar caminhos para novas ações em prol do DHAA
Como avaliar?
Avaliar as sutilezas, possibilidades e limitações das pessoas no contexto 
onde se dá a ação 
- Compreender a própria concepção de qualidade na cultura local para observar o que 
seria uma boa alimentação
- Observar se os objetivos foram alcançados. 
a implementação do processo satisfez às 
expectativas dos organizadores e das diversas 
pessoas envolvidas? 
Quando avaliar?
Avaliação somativa
• “É aquela realizada quando as ações já terminaram. Desta forma, os resultados apresentados 
avaliarão a atividade em si. 
• Não se considera então o decorrer do processo! 
• O resultado das ações se restringirá ao ponto de chegada, somando tudo que foi realizado.”
o que foi 
feito? 
qual era o 
objetivo?
quais eram as 
expectativas de 
aprendizagem?
Avaliação formativa
• “É capaz de aprofundar a reflexão sobre o processo de desenvolvimento de ações de EAN: desde o 
diagnóstico até a execução da atividade. É uma avaliação processual, onde se executa as ações 
percebendo a evolução dos alunos.“
(CARVALHO, 2014)
Essa avaliação possibilita rever estratégias metodológicas, materiais pedagógicos empregados, aspectos 
subjetivos (sociais, econômicos, culturais, psicológicos...) demandados para atingir os objetivos da 
aprendizagem.
Qual escolher?
• Tanto a avaliação formativa quanto a somativa podem ser utilizadas para avaliar as práticas 
de EAN. 
FORMATIVA reorientar a 
ação do educador para 
adequá-las a 
necessidade do público-
alvo. 
SOMATIVA
pode-se ter uma avaliação global de 
todo o processo e do fechamento 
da atividade, possibilitando 
melhorias em atividades futuras.
Selecione sempre os métodos de avaliação para sua prática de EAN de acordo com o tempo disponível para 
análises intermediárias durante todo o processo. 
Os critérios de avaliação 
• A partir do planejamento, podemos definir metas e os parâmetros de avaliação.
• Questionamentos
• Os critérios são simples, porém devem ser CLAROS E OBJETIVOS.
• Devem ser consensuados pela equipe e reconhecidos pela população-alvo para que a avaliação 
não se torne imperativa.
Exemplo
• Objetivo: promover a aprendizagem dos alunos sobre a construção de uma compostagem 
para a horta escolar
• Critérios:
o empenho na aprendizagem;
o participação nas tarefas;
o cumprimento das tarefas;
o participação nos espaços pedagógicos de forma construtiva e organizada;
o respeito aos outros;
o capacidade de autoavaliação;
o uso adequado do material e utensílios;
o assiduidade e pontualidade.
Redigindo uma avaliação
• Fuja de verdades absolutas - 8 ou 80 - isso diminui a potência da ação.
• Seja boa ou ruim, uma prática é sempre útil para a próxima que virá
• Não parar o processo diante de um resultado positivo ou negativo
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA
OU
AVALIAÇÃO QUALITATIVA
+
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA
Perguntas objetivas
Questionários
Aspectos classificatórios
AVALIAÇÃO QUALITATIVA
Perguntas subjetivas
Falas e impressões
Aspecto reflexivo
Dica de leitura
Referências
• BOOG, M.C.F. Educação em nutrição: integrando experiências. Campinas, SP: Komedi, 2013.
• Brasil. Ministério da Saúde. Universidade Federal de Minas Gerais. Instrutivo: Metodologia de trabalho em 
grupos para ações de alimentação e nutrição na atenção básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2016.
• Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Marco de referência de educação alimentar e 
nutricional para as políticas públicas. Brasília, DF: MDS; Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e 
Nutricional, 2012.
• Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Educação Alimentar e Nutricional: o direito 
humano a alimentação adequada e o fortalecimento de vínculos familiares nos serviços socioassistenciais –
Caderno de Atividades. Brasília, DF: MDS; Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, 2014.
• CERVATO-MANCUSO, A.M. Elaboração de Programas Educativos em Alimentação e Nutrição. In: DIEZ-GARCIA, 
Rosa Wanda; CERVATO-MANCUSO, Ana Maria. Mudanças Alimentares e Educação Alimentar e Nutricional. 
Capítulo 19, 2ª ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.
Dinâmicas 
Educativas para 
Educação 
Alimentar e 
Nutricional 
Profa. Vanessa Moreira
Dinâmicas educativas para EAN
• Como colocar as ideias em prática?
Importante sempre ter em mente que uma ação educativa não deve 
apenas servir como um passatempo ou um enfeite: ela deve teruma 
finalidade educacional, embasada em teorias da educação.
Oficinas e 
Vivências 
Culinárias
• Através das oficinas e vivências culinárias é possível debater 
hábitos alimentares, comportamento alimentar, história da 
alimentação, desenvolver habilidades culinárias, refletir 
sobre questões de sustentabilidade, estimular a criatividade, 
mostrar que é possível ter uma alimentação saudável 
acessível e prática, falar sobre segurança sanitária, dentre 
tantas outras possibilidades
Oficinas e Vivências Culinárias 
– Planejamento
Etapas
1. Definição do grupo de interesse
• Para quem? Quantos participantes?
2. Definição dos objetivos
• Para quê?
Oficinas e Vivências Culinárias
Planejamento
3. Levantamento dos recursos humanos, financeiros, 
físicos (local e mobiliário) e materiais (equipamentos, 
utensílios e de consumo)
4. Elaboração de lista de gêneros alimentícios, 
equipamentos, utensílios, materiais de limpeza e outros
Oficinas e Vivências 
Culinárias
Planejamento
5. Definição das estratégias pedagógicas, das dinâmicas de 
grupo, da ambientação e do tempo previsto para cada 
atividade
Adultos: grupo de até 20 pessoas
Crianças: grupo de até 10 pessoas
6. Seleção de receitas, textos, livros, vídeos, músicas, sites e 
outros materiais de apoio
Oficinas e Vivências Culinárias
Planejamento
7. Elaboração de instrumentos de avaliação
Antes, durante e depois
8. Aquisição dos gêneros alimentícios e pré-preparo 
(higienização, arrumação dos gêneros).
5 momentos das Oficinas
1. Acolhimento, incluindo: ambientação, apresentação dos participantes e a proposta da oficina ou 
vivência culinária;
2. Aquecimento para introdução do tema, normalmente realizado através de dinâmicas;
3. A produção coletiva;
4. Reflexão e debate;
5. Avaliação da atividade.
ATENÇÃO
• Adaptar a oficina à sua realidade é essencial!
A realização de oficinas culinárias deve ser flexível e adaptada a cada 
realidade, pois nem sempre se pode contar com todos os recursos 
necessários ao desenvolvimento de uma oficina como a referida 
anteriormente.
Assim, podem ser desenvolvidas vivências culinárias com preparações 
simples ou somente com degustação
E nas oficinas 
se fala apenas 
de nutrientes?
• É importante ressaltar que as oficinas e vivências culinárias não devem 
servir de espaço apenas para discussão de nutrientes e nutrição. 
• Troca de ideias, 
• Novos aprendizados, 
• Compreender a mudança no padrão alimentar ao longo dos tempos, 
• Compreender que é possível superar barreiras e melhorar a 
alimentação, sem desrespeitar a história e a cultura dos participantes.
Dinâmicas de 
Grupo
• é mais que um aglomerado de pessoas: é uma 
entidade com leis e mecanismos próprios, um 
conjunto de pessoas com interesses mútuos que 
cumprem tarefas específicas.
• Os participantes têm direito a fala, opinião, 
ponto de vista ou ao silêncio.
Dinâmicas de Grupo 
Planejamento
• Para quê? 
Ela teve ter uma finalidade muito clara. Não precisa constituir a Prática Educativa 
inteira, pode apenas ter um objetivo pontual.
• Quem? 
É importante definir tanto o grupo que irá participar, quanto quem irá coordenar.
• Onde? 
O espaço físico é fundamental para pensar o tipo de dinâmica que será realizada: eu 
preciso de suporte com mesas e cadeiras? Preciso de materiais de papelaria? Pode ser 
realizada em um parque ou outro espaço aberto?
• Quando? 
Em que momento ela deverá ser aplicada: início, meio ou fim da PE?
PERSONAGEM FUNDAMENTAL: 
COORDENADOR/MODERADOR
Quais características são necessárias para conduzir uma dinâmica de grupo em EAN?
Para moderar uma dinâmica em 
Educação em Saúde é preciso:
• Gostar de trabalhar com grupos;
• Saber lidar com as verdades, pois nem sempre ouvimos as opiniões que já possuímos;
• Ter coerência com o que se fala e o que se faz, sem contradições;
• Ter senso de ética;
• Estabelecer um contrato de trabalho - combinar todo o processo e as regras da dinâmica do 
início ao fim, dando a oportunidade aos participantes aceitarem ou não as atividades;
• Ter respeito e paciência;
• Atenção com a comunicação;
• Ter empatia;
• Capacidade de síntese e integração;
• Ressaltar que a dinâmica não se trata de uma competição, apesar das regras estabelecidas.
PINHEIRO, 2014; RH PORTAL, 2015; DIAS; SILVEIRA; WITT, 2009.
Dinâmicas de Grupo
Avaliação
• A avaliação da dinâmica pode ser feita de modo:
• formal (ex: com um questionário de satisfação) 
• informal (ex: com uma dinâmica de encerramento)
• Além das questões colocadas pelo grupo, o coordenador também 
deve fazer a sua avaliação sobre o desempenho do grupo de 
forma coletiva.
EAN aplicada aos Trabalhadores
Clientes e usuários/Manipuladores de alimentos
Estratégias
• Diálogo Diário de Segurança:
• reuniões rápidas de 5 a 15 minutos, no máximo, realizadas diariamente no local de trabalho. Pode 
ser feita no início de cada turno, ou no retorno do horário de almoço. 
• Assuntos a serem abordados - construídos coletivamente, e a distribuição dos mesmos para que 
todos os trabalhadores a desenvolvam é desejada – não necessitando ficar centrado no 
nutricionista ou supervisor
Estratégias
• Concursos Culinários
• Especificamente para trabalhadores de UANs, pode-se também fazer concursos culinários com 
criação de receitas que passam a compor o cardápio oferecido nas Unidades.
EAN aplicada ao público
infanto-juvenil
Contação de 
Histórias
Uso do lúdico na educação - metodologias agradáveis e adequadas às 
crianças que façam com que o aprendizado aconteça dentro do “seu 
mundo”, assim lúdico se faz presente na formação do sujeito, pois envolve os 
mais variados campos de ensino, tanto moral quanto educacional. 
A criança, como sujeito em uma sociedade, se relaciona constantemente de 
diversas formas. 
No desenvolvimento de uma atividade lúdica ela está sempre aprendendo 
novas formas de lidar com os colegas, o que facilita sua vida em sociedade
Contação de Histórias
• A contação de história estimula a 
capacidade de imaginar, criando 
habilidade de entendimento e 
compreensão de histórias. 
• Além de divertir, também atingem outros 
objetivos como educar, instruir, socializar 
e desenvolver a inteligência e 
sensibilidade. 
Contação de Histórias
• São textos que mantêm uma estrutura fixa, partindo de um problema, 
que desequilibra a tranquilidade inicial.
• O desenvolvimento é uma busca de soluções, no plano da fantasia, 
com introdução de elementos mágicos: fadas, bruxas, duendes, 
gigantes entre outros. 
• A restauração da ordem acontece no final da narrativa, quando se 
volta a uma situação de tranquilidade.
Contação de Histórias –
Planejamento
• As histórias podem ser lidas ou contadas; o contador deve levar vida às histórias, 
preocupando- se com a entonação de voz e a postura do corpo.
• Sensibilidade ao multiculturalismo para escrever e contar as histórias.
• Considerar as diversas possibilidades de frases para começar e terminar um conto.
• Utilizar acessórios e utensílios como, por exemplo, fantoches, que é um excelente 
recurso para o ouvinte e para o contador lembrar a sequência da história, mas é 
preciso que seja simples, porém atrativo, principalmente para aguçar a curiosidade 
de crianças menores.
• Preparar o ambiente, considerar as idades, falar com clareza, começar e finalizar as 
histórias são critérios fundamentais para uma boa contação.
• É essencial que, ao final, seja feita uma avaliação de todo o processo.
Jogos educativos
• Os jogos têm características como o prazer, a 
separação da rotina (entrando em um mundo 
imaginário), as regras (que ordenam e 
conduzem a brincadeira) e sua limitação no 
tempo e no espaço.
• A aprendizagem baseada em jogos já acontece 
em diversas escolas, mas também em 
ambientes corporativos. 
O fator diversão, no jogo, promove o engajamento de pessoas 
em atividades produtivas, unindo o conceito de trabalho à 
brincadeira
Jogos educativos
• Desvantagens no uso de jogos educativos,mesmo que bem planejados:
• Se não for bem aplicado perde o objetivo;
• Nem todos os conceitos podem ser explicados 
por meio dos jogos;
• Se o coordenador interferir com frequência, 
perde a ludicidade; se o aluno for obrigado a 
jogar por exigência do professor, o aluno fica 
contrariado; se as regras não forem bem 
entendidas pelos alunos, eles ficam 
desorientados.
Jogos Educativos
O que considerar
• design,
• objetivo, 
• conceitos, 
• cenários, 
• personagens, 
• objetos, 
• Regras, 
• fluxo do jogo
Para pensar...
Você é nutricionista em uma universidade, e recebe uma solicitação do 
campus para que seja desenvolvido um programa de alimentação e 
nutrição para os funcionários que trabalham nos cargos administrativos 
da unidade. 
O campus oferta diversos cursos de várias áreas, além de ser equipado 
com laboratórios e biblioteca. Que estratégias você pensaria em 
utilizar?
Referências
• ARANTES, A.R.V.; BARBOSA, J.T.S. O lúdico na educação infantil. Revista online De Magistro de Filosofia, Ano X, no. 21, 1º. Semestre 
de 2017.
• ARAÚJO, M.P. Performance de DDS como reflexo nos resultados de Segurança. Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 9ª Edição 
nº 010 Vol.01, julho/2015.
• Brasil. Ministério da Saúde. Caderno de atividades: Promoção da Alimentação Adequada e Saudável: Ensino Fundamental. Brasília: 
Ministério da Saúde, 2018b.
• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população 
brasileira.2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
• Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Marco de referência de educação alimentar e nutricional para as 
políticas públicas. Brasília, DF: MDS; Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, 2012.
• Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Princípios e Práticas para Educação Alimentar e Nutricional. Brasília, 
DF: MDS, 2018a.
• CASTRO, Inês Rugani Ribeiro de et al. A culinária na promoção da alimentação saudável: delineamento e experimentação de método 
educativo dirigido a adolescentes e a profissionais das redes de saúde e de educação. Rev. Nutr. Campinas, v. 20, n. 6, p. 571-588, 
Dez. 2007.
• CERVATO-MANCUSO, A.M.; VINCHA, K.R.R.; SANTIAGO, D.A. Educação Alimentar e Nutricional como prática de intervenção: reflexão 
e possibilidades de fortalecimento. Physis [online]. 2016, vol.26, n.1, pp.225-249. 
• DIAS, V.P.; SILVEIRA, D.T.; WITT, R.R. Educação em Saúde: Protocolo para o trabalho de grupos em Atenção Primária à Saúde. Revista 
de APS, v. 12, n. 2, 2009.

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