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Tromboembolismo Pulmonar ● Introdução: ○ Tríade de Virchow - Formação de TROMBO: estase, lesão endotelial e hipercoagulabilidade. ○ Terceira causa de morte cardiovascular (ICO e AVC) ○ TEP - 18% das autópsias (70% causam ou contribuem com o óbito) ○ Uma das principais causas de morte súbita ● Tromboembolia venosa (TVP): ○ Causas provocada: ■ fator transitório (cirurgia, anticoncepcional) ■ fator permanente (TEV prévio, trombofilia hereditária) ○ Causas não provocadas: câncer oculto e trombofilia desconhecida. ● Fatores de risco para trombos: ○ aumenta 10 vezes o risco: fratura de membro inferior, artroplastia de joelho ou quadril, trauma maior, IAM (3M), TEV prévio ○ aumenta de 2 - 9 vezes o risco: câncer/quimioterapia, contraceptivo, trombofilia, gestação/puerpério, COVID-19, imobilização > 3 dias. ○ aumenta 2 vez o risco: DM / HAS, obesidade, idade avançada e posição sentada prolongada. ● Patogênese: ○ Trombo → Embolia → Pulmonar ○ Sítio mais comum: veias iliofemorais. ● IMPORTANTE: ○ Fisiopatologia: ■ gravidade do TEP: resposta do ventrículo direito (VD) ao TEP e ao aumento agudo da resistência vascular pulmonar (RVP) ■ Com aumento da RVP, o ventrículo direito não recebe irrigação necessária, levando a morte devido a sua falência. ● Quadro clínico: ○ dispneia início súbito = dispneia é o sintoma mais frequente de TEP, presente em 84% dos casos. ○ dor torácica: 74% ○ tosse: 53% dos casos ○ hemoptise: 30% dos casos ● Exame físico: ○ Taquipneia (FR > 20 IRPM) é o sinal clínico mais frequente de embolia pulmonar - 92% dos casos ○ A estertoração pulmonar está presente em 58% dos casos. ○ Hiperfonese de 2ª bulha pode ser auscultada em 53% dos casos. ○ Sinais de TVP MMII - 20% ○ Febre - 10% ● Exames complementares: ○ Arteriografia pulmonar - PADRÃO OURO: Difícil acesso ○ Angio-TC de tórax: é o exame de eleição para o diagnóstico de TEP, sendo mais acessível. Quando o trombo pega o lado E, normalmente ocorre derrame pleural bilateral. ● Outros exames complementares: ○ Raio x de tórax: sinais clássicos, como a corcova de hampton e o sinal de westermark, são observados em menos de 15% dos casos. Geralmente normais, estarão alterados em casos mais graves. Sinal de Palla: sinais de hipertensão pulmonar. Sinal de Westmark: sinal que aparece quando o trombo obstrui a circulação para aquela localidade, que consequentemente irá ser preenchido por mais AR. ○ ECG: alterado em 70% dos casos ○ USG venosa MMII ○ Gasometria arterial: normal na maioria dos casos, alteração mais comum é hipocapnia. ○ Cintilografia Pulmonar: ○ Ecocardiograma: ■ dilatação de VD e AD ■ hipocinesia de VD ■ PSAP aumentada ■ retificação ou desvio do septo para E Observamos que as câmaras direitas estão mais aumentadas quando comparadas as esquerdas. ○ D-Dímero: D-Dímero alto NÃO FAZ DIAGNÓSTICO DE TEP. ■ O que é? ● produto de degradação da fibrina ● alto valor preditivo negativo = excluir TEP ■ D-Dímero aumentado: ● idade > 50 anos, o valor normal é igual a idade x10 e dai teremos o valor de referência ● sangramento ● câncer ● inflamação ● trauma ● cirurgia ● gestação ● Pegadinha: ○ Qual alteração mais comum encontrada no ECG do paciente com TEP? ■ Principal alteração é taquicardia sinusal. ■ Outras: S1Q3T3 D1: onda negativa em D1 D2: onda T invertida D3: onda Q e T invertida em D3 Essa alteração S1Q3T3 aparece em sobrecargas direitas, ou seja, não é somente vista em TEP. ● UPDATE: ○ Probabilidade TEP: Ou seja, se na pontuação tem TEP improvável com D-dímero negativo exclui TEP. Em casos de TEP provável não precisa de D-dímero. ● IMPORTANTE: ○ Suspeita de TEP agudo - estável: ○ Suspeita TEP agudo - instável: ○ USG com doppler MMII: recomenda-se aceitar o diagnóstico de TEP se uma USG mostrar TVP proximal em um paciente com suspeita clínica de TEP. ● Estratificação de risco após o diagnóstico: ○ Local de tratamento: domiciliar ou hospitalar ○ Agressividade do tratamento: anticoagulação ou trombólise ○ Avaliar gravidade: Ou seja, elementos que fazem a TEP ser mais grave. PESIS = 0 (mortalidade de 1% em 30 dias) PESIS > ou = 1 (mortalidade de 10,3% em 30 dias) ● CAI NA PROVA: AC: anticoagulação com xarelto (rivaroxibana) ● Objetivos do tratamento: ○ Melhorar sintomas ○ evitar recorrências ○ reduzir mortalidade ○ reduzir intercorrências como TEP crônico ● Medidas terapêuticas: ○ Medidas gerais: ■ suporte ventilatório e hemodinâmico ○ Tratamento farmacológico: ■ heparinas ■ cumarínicos / antagonistas vitamina K ■ novos anticoagulantes ■ trombolíticos ○ Tratamento não farmacológico: ■ filtro de veia cava ■ embolectomia ● TEP agudo: Tempo de Anticoagulação: ● Regimes de anticoagulação TEP agudo: Rivaroxabana = xarelto ● Filtro de veia cava: filtro que coloca na veia cava e não vai deixar o trombo ir para o pulmão. Geralmente, usamos em TEP com histórico prévio e que tem grande chance de ocorrer novamente. ○ Indicações: ■ TEP com contraindicação a ACO ■ TEP recorrente apesar de ACO ● TEP Crônico: ○ hipertensão pulmonar observado após um período mínimo de 3 meses de ACO, desde que excluídas outras causas de hipertensão pulmonar. ○ 1 a 3% dos TEPs evoluem para TEP crônico ○ ECO melhor exame de rastreamento = PSAP > 35 mmHg ○ cintilografia pulmonar é melhor que angio-TC tórax para confirmar TEP crônico ● CAI NA PROVA: ○ Situações especiais: ■ Gestação: ● D-Dímero aumenta ● angio-TC pode ser feita (dose de radiação é segura) ● cintilografia pulmonar é uma opção com menor radiação ● tratamento: HBPM = enoxaparina ● Probabilidade TEP: