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UNIDADE CURRICULAR: METODOLOGIA DAS CIÊNCIAS SOCIAIS- MÉTODOS 
QUANTITATIVOS | 41039 
CÓDIGO: 41039 
DOCENTE: Ana Isabel Silva 
TUTOR: António Pedro Cipriano 
A preencher pelo estudante 
NOME: Nathaly dos Santos Oliveira 
N.º DE ESTUDANTE: 2002059 
CURSO: Ciências Sociais 
DATA DE ENTREGA: 11 de maio de 2022 
 
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TRABALHO / RESOLUÇÃO: 
Como tema da minha investigação decidi optar pela violência em contexto 
escolar no concelho do Funchal. Após alguma pesquisa deparei-me com várias notícias 
e artigos que me forneciam a mais variada informação que me permitia obter 
informações prévias sobre o tema em questão. Por isso, decidi que a minha proposta 
de investigação deveria incidir sobre uma das gerações mais novas de Portugal, mais 
especificamente, jovens entre os 10 e os 16 anos, ou seja, jovens que frequentam o 
ensino básico. 
Numa primeira fase da minha investigação, optei por fazer uma recolha de 
informação através de pesquisa documental. Deste modo, analisei artigos que fizessem 
referência ao tema abordado, de forma a obter a melhor informação disponível e a 
melhor maneira de abordar a questão. 
Para que a minha pergunta de partida seja clara, pertinente e exequível e 
constitua um fio condutor do trabalho de pesquisa, como também uma amostra 
representativa de uma população, optei por tentar entender: Quais as repercussões 
do Bullying em contexto escolar nos adolescentes do concelho do Funchal? 
Sendo uma aluna do curso de Ciências Sociais da Universidade Aberta senti que 
deveria aprofundar este tema pela necessidade de obter mais conhecimento do âmbito 
científico. Além de que importa compreender quais as consequências desta 
problemática e quais as repercussões no quotidiano escolar a partir das perspetivas 
obtidas através do meu trabalho exploratório. Segundo Lopes Neto (2005): 
“As vítimas podem sofrer danos psíquicos difíceis de reparar e, eventualmente, 
desenvolvem quadros depressivos, apresentam dificuldades em relacionar-se com 
outras pessoas, passam a ter dificuldades no aprendizado, podendo inclusive assumir 
a posição de agressores em novas situações de bullying” (in Trevisol, Pereira, & Mattan, 
2017). 
Através da leitura e análise dos estudos: “Bullying na escola: causas e 
posicionamentos de alunos portugueses e brasileiros” (2017) de Maria Teresa Ceron 
Trevisol, Maria Beatriz de Oliveira Pereira e Patrícia Mattana e “Prevenção do Bullying 
em contexto escolar. - A Sala de Aula sem bullying” (2016) da Adriana Filipa Paulico 
Custódio foram retiradas notas e apontamentos deveras importantes para a 
compreensão deste fenómeno na adolescência. Foram ainda lidos e analisados artigos 
de revistas e de imprensa local e nacional para registo de situações semelhantes quer 
nestas idades como noutras que se encontram em contexto escolar. Este investimento 
nesta fase veio facilitar e consolidar o conhecimento da história e da sociologia deste 
tema do ponto de vista social. 
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Ao construirmos o conceito da nossa investigação devemos optar por um 
conceito operatório isolado, isto é, construído empiricamente a partir de observações 
diretas (inquérito). Por isso, nesta investigação, os nossos inqueridos devem ser 
escolhidos aleatoriamente alunos dentre algumas escolas situadas no concelho do 
Funchal. Garantindo assim a uniformidade, aleatoriedade e representatividade de 
resposta ao inquérito e a generalização dos resultados, pois devem ser evitados o 
enviesamento dos dados, assegurando que obtemos a maior diversidade possível. 
Para a construção do nosso conceito temos que ter em mente que para definir 
situações de Bullying não podemos assumir situações pontuais de discussões entre 
colegas. Por isso, para que o nosso conceito seja preciso temos de definir como atitudes 
de agressão em contexto escolar, situações que obedeçam a três critérios: a 
premeditação, a intenção e a constante repetição, por isso importa-nos preparar a 
pesquisa de modo que seja o mais estruturada e coerente possível. Para tal, traçamos 
dois objetivos que nos interessa perceber após a execução da presente investigação. 
a) Entender se o bullying influencia relações pessoais das vítimas de 
violência. 
b) Entender se a violência em contexto escolar pode ter influência no 
sucesso escolar do aluno. 
Seguindo para construção do modelo de análise tracei as hipóteses que achei 
mais corretas, tendo em conta a sensibilidade e fragilidade do assunto em questão e os 
objetivos traçados. Numa primeira fase, a hipótese é uma preposição que pode ou não 
relacionar fenómenos através da verificação. As hipóteses, por si, devem estabelecer 
uma relação entre variáveis que explique relações causais, podendo ser simétricas 
(quando não se verifica qualquer influência entre variáveis), assimétricas (quando uma 
variável influencia a outra) e recíproca (quando as variáveis se influenciam 
reciprocamente) (Gil A. C., 1995). Tentando obter uma resposta ao problema 
investigado, levantei as seguintes hipóteses: 
Hipótese 1 – As vítimas de agressões em contexto escolar revelam maior taxa 
insucesso escolar. 
Hipótese 2 – As agressões perpetradas no contexto escolar afetam as suas 
relações pessoais, levando as vítimas a isolarem-se. 
Portanto, torna-se pertinente para a investigação, obter informações por meio da 
nossa investigação que expliquem de forma as agressões em contexto escolar 
provocam o insucesso escolar e que tipo de consequências este acarreta nas relações 
pessoais dos alunos. Atendendo a que uma hipótese deve ser refutável empiricamente 
para atingir o estatuto científico, devemos começar por verificar se as suas variáveis são 
ou não mensuráveis. Deste modo, na hipótese 1 podemos identificar como variável 
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independente, agressões em contexto escolar e variável dependente, maior taxa de 
insucesso escolar. E na hipótese 2, agressões perpetradas, variável independente e 
isolamento das vítimas, variável dependente. No caso da variável agressões em 
contexto escolar é necessário definir as suas dimensões que permitam a construção de 
indicadores e a sua mensuração, como por exemplo: agressão física, psicológica, 
sexual, patrimonial e/ou moral. 
Para podermos quantificar o indicador da variável em questão utilizaremos a 
escala de frequência de Likert (nunca, raramente, ocasionalmente, frequentemente, 
muito frequente) determinando a frequência de ocorrência da variável. Para 
operacionalizarmos a variável dependente da hipótese 1, insucesso escolar, 
utilizaremos as classificações obtidas (não satisfaz, satisfaz, satisfaz bem, satisfaz 
plenamente) pelos alunos em estudo. No que toca a variável dependente isolamento 
pessoal, utilizaremos uma escala que quantifique as vezes em que o aluno sente 
vontade de estar isolado (nunca; raramente; ocasionalmente; frequentemente; muito 
frequentemente) estabelecendo uma relação entre ambas. 
Portanto, o método a utilizar seria um inquérito misto, com perguntas 
maioritariamente fechadas, contudo, com questões abertas que permitissem aos 
inquiridos responder sem restrições, ainda com a possibilidade de criar algumas 
respostas com escolha múltipla de modo que mais do que uma escolha de resposta seja 
válida. 
Importa saber que as questões fechadas têm de permitir analisar a problemática 
de forma mais direta, além de facilitarem o tratamento de dados. Pois, embora sejam 
baseadas em respostas abertas têm de nos permitir obter todas as possibilidades a 
apresentar como respostas possíveis, de maneira que os inquiridos encontrem, entre 
as possibilidades de resposta, uma alternativa que se enquadre com a sua realidade 
(Gil A. C., 1995). Relativamente as questões abertas, apesar de apresentarem alguma 
variedade de resposta, têm de corresponder apenas a universo reduzido que facilite o 
tratamento de dados, tal como nas questões fechadas. 
Por este motivo, podemos afirmar que aformulação de um inquérito se torna 
vantajoso na medida em que pode ser aplicado a um número elevado de alunos com 
um tratamento de dados a baixo custo. Concluindo, os inquéritos mantêm a privacidade 
do jovem, garantindo que a o mesmo responde com sinceridade sem medo de 
represálias. Podemos considerar que os objetivos traçados no início deste estudo 
científico foram cumpridos, como também se verificou que foram respondidas as 
questões que se criaram para a investigação. Foi possível entender o estudo se tornou 
uma mais-valia para obtenção de mais dados sobre a gravidade que acarreta na vida 
dos jovens que sofrem em silêncio. 
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Bibliografia 
 
Campenhoudt, L., Quivy, R., & Marquet, J. (2019). Manual de Investigação em 
Ciências Sociais. Lisboa: Gravida. 
Custódio, A. F. (2016). PREVENÇÃO DO BULLYING EM CONTEXTO ESCOLAR - A 
Sala de Aula sem bullying. Obtido de 
https://comum.rcaap.pt/handle/10400.26/20628 
Gil, A. (1995). A construção de hipóteses. In Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 
Gil, A. C. (1995). A operacionalização de variáveis. In Métodos e Técnicas de 
Pesquisa Social. 
Trevisol, M. T., Pereira, M. B., & Mattana, P. (2017). Bullying na escola: causas e 
posicionamentos de alunos portugueses e brasileiros. Revista de Estudios e 
investigación en psicología y educación, 063-068. 
TVI24. (20 de Outubro de 2021). "A violência online é real": APAV lança nova 
campanha contra contra o Bullying. Obtido de TVI 24: 
https://tvi24.iol.pt/sociedade/associacao-portuguesa-de-apoio-a-vitima/a-
violencia-online-e-real-apav-lanca-nova-campanha-contra-o-bullying

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