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Matarazzo capítulo 4 – Análise através de índices 
 
Relações entre contas de demonstrações financeiras muito empregadas em análises. Deve-se ser parcimonioso no em-
prego de índices – nem escasso nem excessivo. Uma boa análise deve ter entre 4 e 11 índices. Índices permitem análi-
se da situação financeira (medindo estrutura e liquidez) e econômica (medindo rentabilidade) da empresa. 
 
VISÃO GERAL DOS ÍNDICES 
 
 
DETALHAMENTO DOS INDICES 
Estrutura de capitais 
1. Participação de capitais de terceiros indica a relação entre capital próprio da empresa e capital aplicado por 
investidores (ou seja, o grau de endividamento). Um valor muito alto indica forte participação de terceiros, o 
ÍNDICE FÓRMULA INDICA INTERPRETAÇÃO
Estrutura de capital
 - Endividamento (participação de 
capital de terceiros)
 Capitais de Terceiros / 
PL 
 % de Capital de Terceiros sobre o 
Capital Próprio 
 Quanto menor, melhor 
 - Composição do endividamento
 Passivo Circulante / 
Capitais de Terceiros 
 % de obrigações de curto prazo em 
relação às obrigações totais 
 Quanto menor, melhor 
 - Imobilização do PL
 Ativo não circulante / 
PL 
 Quanto $ a empresa aplicou em AnC 
para cada $1 de PL 
 Quanto menor, melhor 
 - Imobilização de recursos não 
correntes
 Ativo não circulante / 
(Exigível a LP + PL) 
 % de Exigível a LP e PL direcionada ao 
AnC 
 Quanto menor, melhor 
Liquidez
 - Liquidez geral Ativo / Passivo 
 Quanto $ a empresa possui de Ativo 
para cada $1 de Passivo 
Quanto maior, melhor
 - Liquidez corrente
 Ativo circulante / 
Passivo circulante 
 Quanto $ a empresa tem de AC para 
cada $1 de PC 
Quanto maior, melhor
 - Liquidez seca
 (AC -Estoques) / 
Passivo circulante 
 Quanto a empresa possui de Ativo 
líquido para cada $1 de PC 
Quanto maior, melhor
Rentabilidade
 - Giro do ativo Vendas líquidas / Ativo 
 Quanto a empresa vendeu para cada $1 
de investimento total 
Quanto maior, melhor
 - Margem líquida
 Lucro líquido / 
Vendas líquidas 
 Quanto a empresa obtém de lucro para 
cada $1 vendido 
Quanto maior, melhor
 - Rentabilidade do ativo Lucro líquido / Ativo 
 Quanto a empresa obtém de lucro para 
cada $1 de investimento total 
Quanto maior, melhor
 - Rentabilidade do PL
 Lucro líquido / 
PL médio 
 Quanto a empresa obtém de lucro para 
cada $1 de capital próprio investido 
Quanto maior, melhor
que limita o poder de decisão dos donos da companhia. Por outro lado, através de investimentos de terceiros, 
empresas conseguem ampliar suas operações e lucros, então alguma participação é saudável. Três variáveis 
são necessárias para se avaliar o endividamento da empresa: capacidade de geração de recursos, liquidez e ca-
pacidade de renovação de dívidas vencidas. 
2. Composição do endividamento mostra como o endividamento é estruturado em relação ao prazo, isto é, o 
quão iminente são as dívidas da empresa (perfil da dívida). Um valor muito alto indica que grande parte das 
obrigações da empresa devem ser cumpridas no curto prazo – o que é desfavorável, pois a geração de recursos 
num período pequeno é difícil. 
3. Imobilização do patrimônio líquido é o quanto do capital próprio da empresa foi aplicado no ativo permanen-
te. Analogamente também podemos saber o quanto foi investido em ativo circulante (capital circulante pró-
prio). Se uma empresa tem um índice de imobilização de 70% então possui um capital circulante próprio 
(CCP) de 30%. Investimento em imobilizado e circulante são mutuamente excludentes. O ideal é que uma 
empresa disponha de uma parcela de PL suficiente para cobrir o ativo permanente e outra parcela suficiente 
para cobrir seu ativo circulante, para que não seja sempre necessário recorrer a bancos e investidores. 
4. Imobilização de recursos não correntes é parecida com o 
índice imobilização do patrimônio líquido, mas inclui os 
passivos exigíveis a longo prazo ao PL. Como ativos per-
manentes podem durar de 2 até 50 anos, é vantajoso a em-
presa conseguir financiar alguma parte deles com capital de 
terceiros (em prazos compatíveis com a vida útil do ativo). 
Analogamente, aquilo dos recursos não correntes (ELP + 
PL) que não for aplicado em imobilizado será aplicado em 
ativo circulante, gerando o capital circulante liquido. 
Liquidez 
1. Liquidez geral indica se a empresa possui capacidade de pagar suas dividas. É uma análise mais aprofundada 
sobre os 30% do capital circulante próprio. Sabendo que: 
a. Capital de Terceiros  CT = PC + ELP 
b. Ativo Circulante  AC = PC + ELP + CCP 
c. Liquidez Geral  LG = AC/CT 
 
 
2. Liquidez corrente pode ser explicada assim. A margem de folga para manobras de prazos visa equilibrar as 
entradas e saídas de caixa. Quanto maiores os recursos, maior essa margem, maior a segurança da empresa e 
melhor sua situação financeira. Sabendo que: 
a. Capital circulante líquido  CCL = AC – PC 
b. Liquidez corrente  LC = AC/PC 
CT + CCP CT CCP CCP
CT CT CT CT
+
Substituindo em C as expressões A e B, temos
=LG = + = 1
O CCL representa a folga financeira no curto 
prazo, isto é, financiamentos que a empresa 
dispõe para seu giro que não serão cobrados no 
curto prazo, e pode ser encontrado por:
CCL = CCP + ELP
A curto prazo, a composição do CCL não faz 
diferença, mas a longo prazo sim, pois o ELP 
precisa ser pago pela empresa. Portanto, quanto 
maior a proporção de CCP, melhor.
 
3. Liquidez seca é um índice que mede o grau de excelência da situação financeira da empresa. 
 
 Podemos avaliar os componentes do ativo circulante em ordem crescente de risco: 
a. Disponível depende apenas da empresa, existe pouco ou nenhum risco; 
b. Duplicatas a receber dependem de clientes, existe um risco considerável; 
c. Estoques estão sujeitos a roubos, obsoletismo, deterioração e nunca serem vendidos, então tem um 
maior risco agregado. 
A ideia por traz da Liquidez Seca é retirar o que há de mais arriscado no AC, ou seja, os Estoques. 
 
Rentabilidade 
1. Giro do ativo indica o tamanho das vendas liquidas em relação ao ativo da empresa. Quanto maior, melhor. 
Variações nesse índice ao longo dos anos podem ser justificadas por três hipóteses. 
a. Expansão ou retração do mercado; 
b. Expansão ou retração do market share da empresa; 
c. Estratégia da empresa de aumentar ou reduzir preços, aumentando ou reduzindo sua margem. Maiores 
volumes presumem maior risco, e vice versa. 
2. Margem líquida é o lucro líquido em relação às vendas líquidas da empresa. Esse indicador comprova a vera-
cidade da hipótese C sobre variações no giro do ativo. 
3. Rentabilidade do ativo mostra o potencial de geração de lucro da empresa. Não demonstra rentabilidade do 
capital, apenas a capacidade da empresa de gerar lucro. 
4. Rentabilidade do patrimônio liquido indica o lucro obtido em relação ao patrimônio liquido médio (PL1 + 
PL2)/2 . É a taxa de rendimento do capital próprio, a ser comparada com rendimentos alternativos do mercado, 
como Caderneta de Poupança, CDB’s e ações, entre outros. Esse índice é real pois já parte do lucro liquido, is-
to é, desconta a inflação. 
PC + CCL PC CCL CCL
PC PC PC PC
+
Remanejando A e substituindo-a em B temos
=LC = + = 1
ALTA BAIXA
AL
TA :)
Situação financeira a princípio insatisfatória, mas 
atenuada pela boa liquidez seca. Em certos casos 
pode até ser considerada razoável
BA
IXA
Situação financeira a princípio satisfatória. A baixa 
liquidez seca não indica comprometimento da 
situação financeira. Em certos casos, pode ser 
sintoma de excessivos estoques encalhados
:(
LIQ
UID
EZ
 SE
CA
LIQUIDEZ CORRENTE
AVALIAÇÃO DOS ÍNDICES 
Avaliação intrínseca de um índice é a análise exclusiva do número, sem qualquer embasamento ou comparação. É o 
modo grotesco de se avaliar. 
Comparação dos índices no tempo ajuda a mostrar evolução e tendências da empresa. 
Comparação com padrões é um modo mais sofisticado de avaliar as informações da empresa. Não existe analise 
financeirasem uso de padrões. 
O processo de avaliação dos índices financeiros pode ser formulado da seguinte forma: 
A. Descoberta dos indicadores, isto é, todos os 11 que este resumo compreende (Capital de terceiros, liquidez ge-
ral, rentabilidade do patrimônio líquido, etc.); 
B. Definição do comportamento do índice: quanto maior melhor, quanto maior, pior ou ponto ótimo em torno de 
um parâmetro; 
C. Tabulação de padrões, como empresas de um mesmo setor, a fim de se estabelecer um universo para o desem-
penho da empresa. 
D. Definição da importância relativa de cada índice, isto é, atribuição de pesos a cada um dos 11 índices.

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