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Técnicas cognitivas 
 
“Eu simplesmente sinto 
Com a imaginação. 
Não uso o coração.” 
Fernando Pessoa 
(1888-1935) 
 
 
QUESTIONAMENTO SOCRÁTICO 
 
Após a identificação de um ou mais pensamentos automáticos, o terapeuta vai 
auxiliar o paciente a avaliar sua veracidade, utilidade e conseqüências. Usa, para isso, o 
método do questionamento socrático, guiando o paciente para chegar às suas próprias 
conclusões, mas também o treinando para realizar esse exercício sozinho. 
 
Fundamentos do QS – Descoberta Guiada 
 Questionamento sistemático, orientado para a descoberta 
 Estimula exame, ponderação, avaliação e síntese de diversas fontes de 
informação 
 O objetivo é a avaliação independente e racional dos problemas e de suas 
soluções (raciocínio autônomo) 
 É utilizado para trazer informações à consciência do paciente (insight) 
 Não corrige respostas, pois não há “certo” ou “errado” 
 Se realizado corretamente, tem forte impacto sobre a organização cognitiva do 
paciente 
 Toma tempo e requer paciência 
 Ensina o paciente sobre “como aprender a aprender” 
 Converte o sofrimento psíquico do paciente em auto-exploração e em 
investigação da própria vida psíquica 
 Progride do questionamento orientado para o insight para um questionamento 
orientado para a mudança 
 
 Quais são as evidências? 
o Quais são as evidências que apóiam essa idéia? 
o Quais são as evidências contrárias a essa idéia? 
 Existe uma explicação alternativa? 
 Qual é o pior que poderia acontecer? Eu poderia superar isso? 
o Qual é o resultado mais realista? 
 Qual é o efeito da minha crença no pensamento automático? 
 O que de melhor poderia acontecer? 
 Qual poderia ser o efeito de mudar o meu pensamento? 
 O que eu deveria fazer em relação a isso? 
 O que eu diria (a um amigo) se ele ou ela estivesse na mesma situação? 
 O que um amigo me diria nesta situação? 
 Quais as vantagens e desvantagens de pensar desta forma? 
 
REGISTRO DE PENSAMENTOS DISFUNCIONAIS 
 
Grande parte do trabalho de identificar, examinar e modificar cognições utiliza 
o RPD, originalmente formulado por Aaron Beck em 1995 e modificado por Judith 
Beck em 1995. 
Inicialmente, o paciente aprende a identificar os pensamentos disfuncionais 
associados a um contexto ou situação, através do RPD. Posteriormente, este registro é 
ampliado visando a correção destes pensamentos disfuncionais. 
 
 
 
Equívocos Lógicos ou Distorções Cognitivas* 
 
 
 
 
No decorrer DESTA semana, eu me surpreendi pensando das seguintes 
formas: 
 
Tipo de equívoco 
lógico 0-10 
1. Acredito que posso dizer o que as outras pessoas estão pensando ou 
que elas sabem o que estou pensando. 
"Ele acha que sou bobo" 
Leitura de 
Pensamento 
 
2. Posso prever o futuro ─ que as coisas vão piorar ou que há perigo à 
frente. Assim, passo para toda sorte de conclusões catastróficas. 
"Vou ser reprovado no vestibular" ou "Não vou conseguir o emprego” ou 
"Vai ser horrível se eu não conseguir ser aprovado" 
Previsão de futuro 
ou Catastrofização 
 
3. Fico imaginando: “e se...” isto ou aquilo acontecer... e raramente fico 
satisfeito com as respostas. 
"Sim, mas... e se eu ficar ansioso?" ou “E se eu desmaiar?” 
Pensamento do 
tipo “E se...” 
 
4. As minhas realizações não contam ou contam pouco. 
"A prova foi fácil, por isto consegui tirar 10” 
Desqualificação 
do Positivo 
 
5. Foco minha atenção quase exclusivamente nos detalhes negativos e 
raramente noto o todo da situação. 
“A irmã da anfitriã da festa não gostou de mim" 
Filtro Negativo ou 
Abstração Seletiva 
 
6. Noto um padrão global de aspectos negativos com base em um único 
acontecimento. 
"Isto sempre acontece comigo. Falho em tudo que tento fazer” 
Supergeneralizaçã
o 
 
7. Dou atributos negativos a mim e a outras pessoas. 
"Sou um fracassado" ou "Ele é um menino mimado" 
Rotulação 
8. Interpreto os acontecimentos em termos de como as coisas deveriam 
ser e do que eu deveria fazer ao invés de como as coisas são e do que 
posso fazer agora ou no futuro. 
"Eu deveria fazer tudo bem" 
Deveria... 
9. Interpreto comentários, questões e comportamentos de outras 
pessoas como crítica sobre o meu valor, mesmo quando não tenho 
certeza de ser o caso. 
"Ela disse que estava cansada, mas o que realmente quis dizer foi que não 
queria ficar comigo" 
Personalização 
10. Vejo os acontecimentos e as pessoas em termos de pensamentos do 
tipo “tudo-ou-nada”, “preto-e-branco”, “oito-ou-oitenta”. 
"Se eu não for aceita por todos, isto significa que sou um fracasso" 
Pensamento 
Dicotômico 
 
11. Interpreto os acontecimentos utilizando padrões pouco realistas, 
focando minha atenção naqueles que se saem melhor do que eu e, 
então, me julgo inferior nessa comparação. 
"Ela conseguiu mais sucesso do que eu" ou "Os outros se saíram melhor do 
que eu na prova" 
Comparações 
Pouco Razoáveis 
 
12. Foco minha atenção na idéia de que poderia ter feito melhor no Tendência à 
 
* Referências: Beck J (1995) Cognitive Therapy: Basics and Beyond. Guilford, 
New York; Freeman A & DeWolf R (1992) The 10 Dumbest Mistakes Smart 
People Make. Harper Perennial, New York; Leahy R (2003) Cognitive Therapy 
Techniques: A Practitioner’s Guide. Guilford, New York. 
 
 
TÉCNICA DA SETA DESCENDENTE 
 
Este recurso auxilia o paciente a chegar e identificar os seus padrões de crenças 
disfuncionais. 
 
 Crenças nucleares de desamparo ( Helplessness) 
Crenças sobre ser impontente, frágil, vulnerável, carente, desamparado, 
necessitado. 
 
 Crenças nucleares de desamor ( Unlovability) 
Crenças sobre ser indesejável, incapaz de ser gostado, incapaz de ser amado, 
sem atrativos, imperfeito, rejeitado, abandonado, sozinho. 
 
 Crenças nucleares de desvalor (Unworthiness) 
Crenças sobre ser incapaz, incompetente, inadequado, ineficiente, falho, 
defeituoso, enganador, fracassado, sem valor. 
 
 
 
passado, e não no que posso fazer melhor agora. 
"Poderia ter conseguido um melhor trabalho se tivesse me esforçado” ou 
"Eu não devia ter dito aquilo" 
Lamentação 
 
 
 
 
13. Foco minha atenção nas outras pessoas como fontes dos meus 
sentimentos negativos e recuso-me a assumir a responsabilidade da 
minha própria mudança. 
"Ela é a culpada pelo que estou sentindo agora" ou "Meus pais causaram 
todos os meus problemas" 
Atribuição de 
Culpa 
 
14. Permito que os meus sentimentos determinem minha interpretação 
dos fatos. 
"Tenho um bom emprego e parece que os meus colegas me apreciam, mas 
eu me sinto incompetente" ou “Racionalmente eu sei que ela gosta de 
mim, mas, no fundo, sei que tudo vai dar errado” 
Raciocínio 
Emocional 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exemplo: 
 
Revisar os cadernos do meu filho! 
 O que isso significa? 
 
 
Ele pode não ter feito os temas de casa! 
 O que isso quer dizer? 
 
Certamente vai tirar uma nota ruim! 
 O que isso significa? 
 
 
Poderá rodar no final do ano! 
 O que isso quer dizer? 
 
A responsabilidade é toda minha! 
 O que isso significa? 
 
Eu jamais deveria ter tido filhos! 
 O que isso significa? 
 
Isso significa que sou uma mãe irresponsável! 
 O que isso mostra sobre você? 
 
Eu sou uma pessoa incapaz 
 
 
 
 
 
 
Cartões de Enfrentamento: 
Judith Beck (1997) aponta que um dos méritos da TCC é ensinar ao paciente recursos 
de auto-monitoramento. Para esta finalidade são construídos com o paciente, cartões 
de enfrentamento. Estes cartões têm por objetivo ajudar o paciente a se motivar na 
identificação de resposta e pensamentos automáticos disfuncionais responsáveis pela 
sua mudança de humor, a fim de corrigi-los. Principalmente indicados para aqules 
pacientes que não conseguem avaliar os pensamento aflitivos. 
No caso do manejo da ‘fissura” usamos fichas com frases de impacto que servem 
para motivar o indivíduo para que não usedrogas. Pode conter as desvantagens de 
usar, as vantagens em estar em abstinência ou sentenças automotivacionais. 
 
Distração : 
1. Pacientes dependentes quando em “fissura” enfrentam dificuldaes em se 
concentrar nas diversas reações corporais desagradáveis e no modo de pensar 
que ocorre concomitante mente 
2. Eventos aversivos levam ao aparecimento de reações cognitivas e autonômicas 
desagradáveis que podem levar a completa extinção de comportamento 
anteriormente prazerosos. 
3. Distração inserida no tratamento visando reduzir (temporariamente) quase 
todas as formas de pensamentos e sentimentos inadequados. 
4. Efetiva como estratégia imediata na redução de sintomas. 
Aplicação da técnica: 
É importante que o paciente mude o foco de atenção para outras situações que 
podem ser agradáveis e disponíveis no próprio ambiente: 
 
1. prestar atenção em detalhes do ambiente 
2. tentar encontrar um diálogo neutro 
3. sair de um evento que proporciona algum incômodo 
4. ler em voz alta para si ou para outrem, ou cantarolar em voz alta 
5. iniciar alguma atividade lúdica (jogos, videogame, cartas) que exija alguma 
forma de atenção e que faça o paciente se desviar do estímulo original 
 
Psicoeducação: 
1. Conjunto de conhecimentos e práticas que têm com objetivo o oferecimento 
de conhecimento sobre determinado assunto ao paciente, utilizando-se uma 
didática estruturada. 
2. Intervenção que se caracteriza por informar ao paciente dados sobre o seu 
diagnóstico. Estas informações abrangem a etiologia, o funcionamento, o 
tratamento mais indicado e o prognóstico, entre outras. 
3. A psicoeducação pode ser vista como o estabelecimento de um fluxo de 
informações de terapeuta para paciente e vice-versa Como qualquer 
intervenção terapêutica, ela é baseada no bom senso. 
4. Ela é parte fundamental de praticamente todos os protocolos para tratamento 
dos transtornos psiquiátricos na modalidade de Terapia Cognitivo-
Comportamental. Seu papel educativo aparece desde o início até o final o 
tratamento, sendo que a tarefa do terapeuta é educar e familiarizar o paciente 
em relação aos seus problemas e a sua patologia, esclarecendo-o acerca das 
implicações e conseqüências do diagnóstico estabelecido. 
5. A psicoeducação vai mais além. O objetivo primeiro é fazer do paciente um 
colaborador ativo, aliado dos profissionais de saúde envolvidos e, 
conseqüentemente, tornar o procedimento terapêutico mais efetivo. 
6. É fundamental que o paciente seja informado quanto ao modelo de tratamento 
ao qual será submetido. 
 
Experimento comportamental 
 
São usados para testar a habilidade do paciente em mudar suas crenças relacionadas 
ao uso de álcool e drogas. Para praticar novas habilidades aprendidas. 
São importantes para testa se a crença existente a respeito de algo é ou não 
verdadeira, pois, baseia-se na suposição de que o paciente tem crenças ou 
expectativas não verdadeiras, devido a um viés do pensamento ou através do uso de 
comportamentos de evitação. Quando identificamos uma crença disfuncional, 
encorajamos o paciente a pensar sobre a veracidade daquela crença, do que 
aconteceria se fosse verdade e se não fosse verdade. Quando uma crença disfuncional 
é identificada, cabe o experimento para modificá-la diante de uma situação real. 
O experimento comportamental, portanto, supõe controlar uma situação onde as 
crenças disfuncionais ou incorretas são modificadas. É um teste comportamental, que 
compara hipóteses geradas por crenças disfuncionais do paciente. 
Pode ser aplicado na sessão ou entre as sessões. 
 
Planejando o experimento comportamental: 
 
1 Esteja certo do propósito do experimento: a questão é testar a crença 
disfuncional e desenvolver uma crença mais realista, uma resposta mais 
adaptativa. 
2 Qual é o pensamento ou crença que será testado? (0-100% - o quanto se 
acredita nele) 
3 Qual é a crença alternativa? (0-100% - idem acima) 
4 Desenhe o experimento, seja o mais específico possível. 
5 Esteja no nível apropriado. Comece por projetos mais simples. 
 
Avaliando o experimento comportamental 
 
1. Conduza o experimento conforme planejado 
2. Peça ao paciente que anote pensamentos, sentimentos e comportamentos. 
3. Faça com que o paciente considere as evidências a favor e contra a sua 
previsão original. 
4. Pergunte: O que você poderia dizer em relação a sua predição negativa? 
5. Pergunte: O que você aprendeu? 
6. Peça a ele que escreva o quanto se sente fortalecido em relação à sua crença 
anterior, e em relação sua crença mais adaptativa (0-100% - o quanto é 
veradeira). 
 
Problemas decorrentes do uso desta técnica: 
 
1. A técnica só deve ser utilizada quando o paciente já está num estágio mais 
avançado do tratamento, embora autores afirmem que pode ser usada em 
qualquer momento do tratamento. 
2. A exposição a drogas ou álcool, só devem ser feitas no tratamento avançado, 
quando todas as habilidades estão bem treinadas e o paciente sente-se seguro. 
3. A exposição deve ser gradual, começando por desafios menores até desafios 
maiores. 
4. Cada passo deve ser consolidado antes de se passar para o próximo. 
5. Caso o paciente recaia, em função do experimento, o terapeuta deve encorajá-
lo a continuar com o tratamento, e aprender com a recaída, examinando onde 
houve uma falha no pensamento/comportamento. 
 
 
 
REFERÊNCIAS: 
 
BECK, AT. et al. Cognitive therapy of substance abuse. New York: Guilford. 1993. 
 
BECK, JS. Terapia cognitiva. Teoria e prática. Porto Alegre: Artes Médicas. 1990. 
 
KNAPP, P. Princípios Fundamentais da Terapia Cognitiva. Em: P. Knapp (Org.) Terapia 
cognitivo-comportamental na prática psiquiátrica (pp. 19-41). Porto Alegre: Artmed. 
2004. 
 
KOUIMTSIDIS, C. et al. Cognitive Behavioural Therapy in the Treatment of Addiction. 
Chichester ; Mississauga : John Wiley & Sons. 2007.

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