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Metodologia e Prática do 
Ensino da Matemática e 
Ciências
1
BACICH, L.; MORAN, J. (Orgs.).
Metodologias ativas para uma
educação inovadora: uma abordagem
teórico-prática. Porto Alegre: Penso,
2018.
Livro disponível no Blackboard (Minha
Biblioteca).
2
3
A APRENDIZAGEM É ATIVA 
Aprendemos ativamente desde
que nascemos e ao longo da
vida, (...), em todos os campos
(pessoal, profissional, social).
4
Aprendemos desde que nascemos a
partir de situações concretas, que
pouco a pouco conseguimos ampliar
e generalizar (processo indutivo), e
aprendemos também a partir de
ideias ou teorias para testá-las depois
no concreto (processo dedutivo).
5
As metodologias predominantes
no ensino são as dedutivas: o
professor transmite primeiro a
teoria e depois o aluno deve
aplicá-la a situações mais
específicas.
6
O que constatamos, cada vez mais, é
que a aprendizagem por meio da
transmissão é importante, mas a
aprendizagem por questionamento e
experimentação é mais relevante para
uma compreensão mais ampla e
profunda.
7
Os modelos híbridos procuram
equilibrar a experimentação com a
dedução, invertendo a ordem
tradicional: experimentamos,
entendemos a teoria e voltamos para
a realidade (indução-dedução, com
apoio docente).
8
A aprendizagem é ativa e
significativa quando
avançamos em espiral, de
níveis mais simples para mais
complexos de conhecimento e
competência em todas as
dimensões da vida.
9
As pesquisas atuais da neurociência
comprovam que o processo de
aprendizagem é único e diferente para
cada ser humano, e que cada pessoa
aprende o que é mais relevante e o que
faz sentido para si, o que gera conexões
cognitivas e emocionais.
10
Em um sentido amplo, toda
aprendizagem é ativa em algum
grau, porque exige do aprendiz e do
docente formas diferentes de
movimentação interna e externa, de
motivação, seleção, interpretação,
comparação, avaliação, aplicação.
11
A aprendizagem mais profunda
requer espaços de prática frequentes
(aprender fazendo) e de ambientes
ricos em oportunidades. (...) é
importante o estímulo multissensorial e
a valorização dos conhecimentos
prévios dos estudantes para “ancorar”
os novos conhecimentos.
12
A
A ênfase na palavra ativa precisa
sempre estar associada à
aprendizagem reflexiva, para tornar
visíveis os processos, os
conhecimentos e as competências
do que estamos aprendendo com
cada atividade.
13
O importante é estimular a
criatividade de cada um, a
percepção de que todos podem
evoluir como pesquisadores,
descobridores, realizadores; que
conseguem assumir riscos, aprender
com os colegas, descobrir seus
potenciais.
14
O professor como orientador ou
mentor ganha relevância. O seu
papel é ajudar os alunos a irem
além de onde conseguiriam ir
sozinhos, motivando, questionando,
orientando.
15
METODOLOGIAS ATIVAS E 
MODELOS HÍBRIDOS
16
A aprendizagem híbrida destaca a
flexibilidade, a mistura e
compartilhamento de espaços,
tempos, atividades, materiais,
técnicas e tecnologias que
compõem esse processo ativo.
17
Metodologias ativas são estratégias
de ensino centradas na participação
efetiva dos estudantes na construção
do processo de aprendizagem, de
forma flexível, interligada e híbrida.
18
A aprendizagem mais intencional
(formal, escolar) se constrói num
processo complexo e equilibrado
entre três movimentos ativos
híbridos principais: Individual,
grupal e tutorial.
19
20
A aprendizagem por tutoria
21
O terceiro movimento na
aprendizagem acontece no
contato com profissionais mais
experientes (professores, tutores,
mentores). Eles podem ajudar-nos
a ir além de onde conseguiríamos
chegar sozinhos ou em grupos de
pares.
22
Os bons professores e orientadores
sempre foram e serão fundamentais
para avançarmos na aprendizagem.
Eles ajudam a desenhar roteiros
interessantes, problematizam,
orientam, ampliam os cenários, as
questões, os caminhos a serem
percorridos.
23
O que a educação formal hoje precisa
levar em conta é que a aprendizagem
individual, grupal e tutorial avança no
cotidiano fora das escolas, pelas
muitas ofertas informais na rede. Temos
inúmeras oportunidades de aprender
sozinhos, em grupo e por meio
de coaching ou orientação de diversos
tutores.
24
Assim, se a educação formal quiser
continuar sendo relevante, precisa
incorporar todas essas possibilidades
do cotidiano aos seus projetos
pedagógicos. Incorporar os
caminhos individuais de aprender, os
colaborativos e os de orientação.
25
O professor torna-se, cada vez mais,
um gestor e orientador de caminhos
coletivos e individuais, previsíveis e
imprevisíveis, em uma construção
mais aberta, criativa e
empreendedora.
26
As instituições educacionais inovadoras
combinam o melhor da personalização, do
compartilhamento e da tutoria. Cada
estudante, em cada fase da vida, avança na
autonomia (personalização) na
aprendizagem grupal, colaborativa,
compartilhada com tutoria (mediação,
mentoria) de pessoas mais experientes em
diversas áreas do conhecimento.
27
Os alunos precisam demonstrar na
prática o que aprenderam, com
produções criativas e socialmente
relevantes que mostrem a
evolução e o percurso realizado.
28
CONTRIBUIÇÃO CENTRAL DAS 
TECNOLOGIAS DIGITAIS PARA A 
APRENDIZAGEM ATIVA
29
As tecnologias digitais (...) Hoje não são
só apoio ao ensino, são eixos
estruturantes de uma aprendizagem
criativa, crítica, empreendedora,
personalizada e compartilhada, sempre
que haja profissionais da educação
abertos e competentes (na educação
formal), currículos abertos e
metodologias ativas (PÉREZ GÓMEZ,
2015).
30
As tecnologias digitais trazem inúmeros
problemas, desafios, distorções e
dependências que devem ser parte do
projeto pedagógico de aprendizagem
ativa e libertadora. No entanto, esses
problemas que as tecnologias trazem não
podem ocultar a outra face da moeda: é
absurdo educar de costas para um mundo
conectado.
31
O mundo é híbrido e ativo, o
ensino e a aprendizagem,
também, com muitos caminhos e
itinerários que precisamos
conhecer, acompanhar, avaliar e
compartilhar de forma aberta,
coerente e empreendedora.
32
As tecnologias
33
A tecnologia em rede e móvel e as
competências digitais são componentes
fundamentais de uma educação plena.
Um aluno não conectado e sem domínio
digital perde importantes chances de se
informar, de acessar materiais muito ricos
disponíveis, de se comunicar, de se tornar
visível para os demais, de publicar suas
ideias e de aumentar sua empregabilidade
futura.
34
A combinação de
metodologias ativas com
tecnologias digitais móveis é
hoje estratégica para a
inovação pedagógica.
35
Os bons materiais (interessantes e estimulantes,
impressos e digitais) são fundamentais para o
sucesso da aprendizagem. Precisam ser
acompanhados de desafios, atividades, histórias,
jogos que realmente mobilizem os alunos em cada
etapa, que lhes permitam caminhar em grupo
(colaborativamente) e sozinhos (aprendizagem
personalizada) utilizando as tecnologias mais
adequadas (e possíveis) em cada momento.
36
ALGUMAS TÉCNICAS PARA A 
APRENDIZAGEM ATIVA
37
Na educação formal, há muitas
combinações possíveis, com variações
imensas na aplicação e resultados, que
vamos experimentando de forma
dinâmica e constante, reavaliando-as
e reinventando-as de acordo com a
conveniência para obter os resultados
desejados.
38
-Inverter a forma de ensinar
-Aprendizagem baseada em investigação
e em problemas
-Aprendizagem baseada em projetos
39
Inverter a forma de ensinar
A aula invertida tem sido vista de uma forma
reducionista como assistir vídeos antes e
realizar atividades presenciais depois. Essa é
uma das formas de inversão. O aluno pode
partir de pesquisas, projetos e produções
para iniciar-se em um assunto e, a seguir,
aprofundar seu conhecimento e
competências com atividades
supervisionadas.
40
Pode-se começar por projetos,
pesquisa, leituras préviase
produções dos alunos e depois
promover aprofundamentos em
classe com a orientação do
professor.
41
Aprendizagem baseada em 
investigação e em problemas
Nessa modalidade, os estudantes, sob
orientação dos professores, desenvolvem
a habilidade de levantar questões e
problemas e buscam – individualmente e
em grupo e utilizando métodos indutivos
e dedutivos – interpretações coerentes e
soluções possíveis
42
Aprendizagem baseada em projetos
É uma metodologia de aprendizagem
em que os alunos se envolvem com
tarefas e desafios para resolver um
problema ou desenvolver um projeto
que tenha ligação com a sua vida
fora da sala de aula.
43
Por meio dos projetos, são trabalhadas também
suas habilidades de pensamento crítico e
criativo e a percepção de que existem várias
maneiras de se realizar uma tarefa,
competências tidas como necessárias para o
século XXI. Os alunos são avaliados de acordo
com o desempenho durante as atividades e na
entrega dos projetos.
44

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