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PROTEÇÃO DO COMPLEXO DENTINO-PULPAR - Proporcionar condições biológicas necessárias para manter a vitalidade pulpar e equilíbrio fisiológico do complexo dentino-pulpar - Aplicação de barreiras biológicas para se evitar injúrias à polpa, ocasionada por procedimentos operatórios e materiais restauradores Componentes do complexo dentino-pulpar: 1) Dentina (dentina tubular e pré-dentina) 2) Polpa (camada odontoblástica, zona acelular de Weil, zona rica em células e corpo pulpar) Importância da proteção dentino-pulpar Proporcionar o ambiente necessário para que os mecanismos inerentes reparadores do complexo limitem os danos causados por agentes agressores Esclerosamento dos túbulos dentinários Formação de dentina terciária* Sensibilidade dolorosa* Formas de Dentina: Primária - É a dentina original, normal e regular, a maior parte formada antes da irupção do dente. Secundária - Formada em resposta a estímulos de baixa intensidade, decorrentes da função fisiológica normal. Terciária - Formada em resposta a irritações pulpares mais intensas, p.ex.: cárie, preparo cavitário, erosão, abrasão e outras Principais Causas de Injúrias Pulpares • Lesões Cariosas • Preparo Cavitário • Trauma Oclusal • Procedimento Restaurador • Fraturas Sucesso na Terapia Pulpar : Correto diagnóstico da condição pulpar; • Procedimentos operatórios de remoção do agente agressor; • Modalidade de tratamento e forma de aplicação do biomaterial; • Restauração da cavidade para proteger a área tratada da infiltração Bacteriana Potencial de Resposta do Complexo Dentinopulpar: Depende de: • Condição clínica inicial do dente (polpa) • Quantidade e qualidade da dentina remanescente • Idade do paciente • Tipo de procedimento restaurador • Material protetor que será utilizado Como Otimizar o Procedimento Restaurador • Evitar a contaminação da cavidade durante o procedimento restaurador • Evitar a desidratação da dentina • Priorizar a qualidade da interface da restauração, assegurando o vedamento Adequado MATERIAL RESTAURADOR: Limpeza Cavitária - eliminar resíduos que possam interferir com a interação entre os materiais restauradores e os substratos dentários Agente de Limpeza Ideal • Remover a smear layer • Não ser tóxico • Facilitar a ação dos agentes protetores • Combater ou eliminar microorganismos patogênicos • Ser biocompatível Agentes de Limpeza Não Desmineralizantes: - Soluções de clorexidina 2% - Substâncias alcalinizantes à base de Ca(OH)2: Estimula a formação de dentina Esclerosada; Neutraliza a acidez cavitária Agentes de Limpeza Desmineralizantes: - Soluções ácidas: Possuem elevado potencial irritativo. Promovem desmineralização do esmalte e da dentina. Removem a smear layer Materiais de Proteção Pulpar, Objetivos: -Proteger à polpa de choques térmicos e elétricos -Ser bactericida ou bacteriostático -Aderir e liberar flúor -Remineralizar e hipermineralizar a dentina -Estimular a formação de dentina reparadora -Inibir a penetração de íons metálicos -Evitar a infiltração de elementos tóxicos -Aperfeiçoar o vedamento marginal -Ser biocompatível Diferentes Categorias de Materiais de Proteção Pulpar QUANDO NÃO HÁ EXPOSIÇÃO PULPAR: Hidróxido de Cálcio .PROTEÇÃO INDIRETA: pasta de Ca(OH), cimento de Ca(OH) Objetivos: Evitar ou reduzir a infiltração e o crescimento de bactérias sob as restaurações Interagir com as restaurações, melhorando suas propriedades de selamento cavitário Dissipar as forças de condensação durante a inserção de materiais Compactáveis 1- Cimento de Hidróxido de Cálcio, Forrador: - Indicações: Proteção indireta (cavidades profundas). Estimula a formação de dentina esclerosada, reparadora. Possui pH alcalino. Protege a polpa contra estímulos térmicos e elétricos. Apresenta ação antimicrobiana 2- Cimento de Hidróxido de Cálcio: Sem resistência mecânica. Aplicado somente na parede de fundo. pH alcalino, atividade bacteriana. Alta solubilidade (proteger). Sistema pasta-pasta - Causa necrose por coagulação, formação de carbonato de cálcio, núcleos de calcificação distrófica, diferenciação das células e formação de dentina esclerosada. PROTEÇÃO DIRETA PROTEÇÃO DIRETA - Hidróxido de Cálcio (colocar no fundo da cavidade e não encher, porque não tem resistência e é solúvel) Forradores e Bases Cavitárias PROTEÇÃO INDIRETA! Forrador: Espessura mínima de 0,5 mm PROTEÇÃO (Ex.: Ca(OH)) Base protetora: espessura de 0,5 a 2 mm. SUBSTITUIR DENTINA (Ex.: ZOE, CIV) - Bases Cavitárias - Proteger e/ou substituir a dentina, permitindo um menor volume do material restaurador. Os compostos à base de Ionómero de vidro e a base de óxido de zinco e eugenol são os mais utilizados. A diferença entre base e forrador é a espessura. Cavidade muito profunda é pra substituir a dentina e a espessura é maior pra base. FATORES A SEREM OBSERVADOS: Grau de comprometimento pulpar. Profundidade da lesão SEQUENCIA OPERATÓRIA - Cavidades Superficiais e Rasas: Utilizando Resina Composta: Proteção através da zona de interdifusão determinada pelo Sistema adesivo empregado Utilizando Amálgama: Verniz Cavitário + Flúor + Sistema adesivo Cavidades Médias: Utilizando Resina Composta: Cimento de Ionômero de vidro + Sistema adesivo Utilizando Amálgama: Cimento de Ionômero de vidro + Verniz Cavitário ou Sistema adesivo (eugenol) Cavidades Profundas Utilizando Resina Composta: Cimento de Ca(OH)2 + Cimento de Ionômero de vidro + Sistema adesivo Utilizando Amálgama: Cimento de Ca(OH)2 + Cimento de Ionômero de vidro+ Verniz Cavitário ou Sistema adesivo Fatores a serem observados: Grau de comprometimento pulpar. Extensão da lesão. Tempo de exposição Objetivos: - Visa ao restabelecimento pulpar - Promove a formação de uma barreira mineralizada Lavagem de cavidade Pasta ou Pó de Ca(OH)2 Cimento de Ca(OH)2 Cimento de Ionômero de vidro Verniz Cavitário ou Sistema adesivo Tratamento Expectante - Ocorre tipicamente em pacientes jovens, com lesões de cárie aguda, de rápida evolução. Indicado em lesões profundas com risco de exposição pulpar. Faz a proteção e uma restauração provisória pra ver se o dente vai doer ou não. Aguarda a resposta do organismo OBJETIVOS - Remineralizar parte da dentina amolecida remanescente no assoalho da cavidade. Hipermineralizar a dentina sadia subjacente. Estimular a formação de dentina terciária (reacional ou reparadora). Bloquear a penetração de agentes irritantes que podem atingir a polpa através da lesão cariosa. Interromper o circuito metabólico proporcionado pelos fluidos bucais às bactérias remanescentes no assoalho da cavidade. Inativar tais bactérias pela ação bactericida ou bacteriostática dos materiais odontológicos Aguardar a resposta do paciente, saber se o hidroxido de calcio vai ser resolutivo, estimular a formação de dentina terciária SEQUENCIA OPERATÓRIA -Remoção de dentina cariada com curetas - Lavagem com soluções de Hidróxido de cálcio - Pasta de Hidróxido de cálcio - Material provisório: Cimento de Ionômero de vidro ou Óxido de Zinco e Eugenol - Aguardar de 45 a 60 días