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Planejamento 
em Reabilitação
Execução do projeto
Felipe Miguel Saliba | Mateus Voigt | Victor Clavijo | Fernando A. Feitosa | Hilton Riquieri
07
Lógica | Uma abordagem clínica da oclusão
264
Integração da 
Estética e Função
Felipe Miguel Saliba | Mateus Voigt | Victor Clavijo
PARTE 01
Planejamento em Reabilitação
Com a busca crescente por tratamentos altamen-
te estéticos e personalizados, o cirurgião-dentista 
deve estar cada vez mais capacitado para fazer 
uso de conceitos e técnicas que ampliem sua vi-
são estética para o diagnóstico, de maneira que 
possa orientá-lo no processo de planejamento e 
na execução do tratamento odontológico.
Para iniciarmos qualquer tratamento odontológi-
co estético, devemos sempre começar uma aná-
lise de fora para dentro, analisando em primeiro 
lugar a face, em seguida os movimentos labiais, 
para só então avaliar a estética dental. Isso vai 
permitir que, ao final dos tratamentos, haja uma 
harmonia entre o sorriso e a face do paciente. 
Para começar um planejamento, o ideal é que 
consigamos enxergar o tratamento finalizado 
na face antes de iniciar qualquer procedimento 
relacionado ao tratamento. Isso vai permitir um 
melhor diagnóstico e, consequentemente, um 
melhor planejamento de maneira individualizada. 
Para iniciar esse planejamento estético inicial, 
devemos sempre fotografar os pacientes e es-
tas fotografias iniciais devem ser realizadas de 
maneira que envolva a face do paciente. Como 
mostrado no exemplo ao lado.
Entendemos que o planejamento inicialmente 
deve ser orientado por critérios estéticos e, en-
tão, estes critérios guiarão a manutenção ou re-
construção das estruturas, da função e da biolo-
gia do sistema mastigatório. 
Figuras 7.1A-E - Fotografia frontal 
com paciente em repouso (A). Fo-
tografia frontal com o paciente sor-
rindo e com as arcadas um pouco 
afastadas (B). Fotografia de perfil em 
repouso (C). Fotografia de perfil sor-
rindo (D). Fotografia 12 horas (E).
A
C
E
B
D
Lógica | Uma abordagem clínica da oclusão
266
Fotografia da Face
Para se obter uma foto da face correta (Figura 7.2), 
devemos ficar atentos a três referências faciais: 
– Canto do olho - Linha do cabelo (1): Deve es-
tar com a largura igual em ambos os lados (di-
reito e esquerdo). 
– Linha Interpupilar (2): Deve estar mais próxima 
possível do paralelismo com o horizonte, evi-
tando assim inclinação da cabeça e da foto. 
– Curva do Sorriso (3): Deve replicar a curvatu-
ra natural do sorriso (em casos de sorriso in-
vertido, este deverá ser replicado na foto). 
Atualmente, a tecnologia ajuda o cirurgião-
-dentista na análise facial e na construção de 
um planejamento estético-funcional. Diversas 
formas de se fazer esse planejamento estão 
descritas na literatura como, por exemplo, a 
utilização do software Photoshop, do Power-
point e do Keynote, e mais recentemente o 
uso de tablets (iPad da Apple) com um aplica-
tivo do conceito Digital Smile Design, chama-
do de DSDApp. 
O conceito Digital Smile Design (DSD) foi de-
senvolvido pelo Dr. Christian Coachman e seu 
objetivo inicial era para melhorar a comunica-
ção entre o técnico de prótese dentária e o 
cirurgião-dentista. Entre os softwares citados, 
o aplicativo DSDApp é a ferramenta mais mo-
derna para auxiliar o dentista no planejamen-
to digital (Figuras 7.3A-D). Ele é utilizado nos 
casos em que há um planejamento estético a 
ser realizado. Por ser simples e muito rápido, é 
Figura 7.2 - Fotografia da face, orientada por referências 
que ajudam durante o enquadramento da foto.
possível utilizá-lo ao lado do paciente para que 
ele também opine nas tomadas de decisões 
que dizem respeito ao seu tratamento. Com o 
objetivo de facilitar a compreensão da análise 
estética, será utilizado o passo a passo do DS-
DApp como ferramenta de análise, deixando a 
critério de cada profissional a opção por outros 
métodos e outros softwares.
1 12
3
Planejamento em Reabilitação
267
Figuras 7.3A-D - Simulação do novo sorriso da paciente, criado a partir da foto frontal do escaneamento da arcada superior criado 
através do DSDApp.
A
C
B
D
Lógica | Uma abordagem clínica da oclusão
268
Análise Estética
A partir da construção do plano de tratamen-
to, os procedimentos clínicos devem ser orga-
nizados na melhor sequência e tempo possí-
vel, geralmente a partir das questões básicas 
biológicas e funcionais para definir os estágios 
do resultado final estético desejado. O plano 
de tratamento guiado pela face pode ser ini-
ciado a partir de um projeto realizado sobre 
a fotografia do paciente, objetivando orien-
tar inicialmente o paciente sobre as mudan-
ças estéticas que poderão ser realizadas em 
seu tratamento; dessa forma o planejamento 
será realizado visando à correção estética e 
funcional. Essa ideia foi introduzida primeira-
mente em conferências e artigos clássicos 
por grandes mentores como John Kois, Frank 
Spear e Vincent Kokich. 
O processo de análise das tomadas de decisões 
quanto ao planejamento de um tratamento que 
será realizado se inicia no nível macro através de 
vídeos e fotografias, que permitam em um pri-
meiro momento uma análise facial do paciente. 
Após a realização desta etapa, uma análise do 
sorriso passa a ser realizada de forma compara-
tiva com os padrões estéticos difundidos pela 
literatura odontológica. 
A utilização do aplicativo com o auxílio das fo-
tografias do paciente, e o uso da inteligência 
artificial contida no DSDApp, permite que o ob-
jetivo da simulação do sorriso a partir da análise 
facial possa ser alcançado. Uma forma simples 
de se obter essa análise é inserindo a foto frontal 
sorrindo do paciente nesta plataforma e iniciar 
o processo do estudo do caso guiado pelas eta-
pas do aplicativo. 
Figura 7.4 - Análise facial sendo iniciada através do plano 
horizontal. (1) Linha inter-pupilar. (2) Linha inter-comissual. 
(3) Para modificar e ajustar a inclinação da foto, utilize es-
tes comandos.
Existem duas referências básicas que analisamos 
na face dos pacientes: a primeira é o plano ho-
rizontal (inclinação da cabeça) e a segunda é a 
linha média facial. 
Análise Facial
1
2
3
Planejamento em Reabilitação
269
Na opção “Referências”, posicionar as linhas 
verticais nas distais dos centrais e a linha ho-
rizontal na borda incisal dos centrais. Isso au-
xiliará na sobreposição da foto intraoral ou do 
escaneamento intraoral.
Figuras 7.5A,B - Nesta etapa devemos mapear o posiciona-
mento da distal dos centrais e da borda incisal dos centrais.
Figuras 7.6A,B - Devemos posicionar os alvos exatamente nos 
pontos que foram utilizados para medição em boca.
A
A
B
B
Na opção “Medição”, posicionar os alvos nas distais 
dos centrais. Na parte superior insira a medida real, 
aferida em boca (com o auxílio de um paquímetro) 
de distal a distal dos incisivos centrais. Isso irá per-
mitir que o usuário faça a medição em milímetros 
das alterações que realizar não planejamento. 
Lógica | Uma abordagem clínica da oclusão
270
Calibre a posição, angulação, inclinação e ta-
manho do arquivo do escaneamento (STL) para 
que ele se sobreponha à foto de face; isso irá 
permitir uma visualização intraoral com a mes-
ma posição do STL (arcada digitalizada) e plano 
horizontal da foto extraoral.
Para definirmos a posição das bordas inci-
sais dos incisivos centrais, devemos primei-
ro analisar o paciente sob 3 aspectos: expo-
sição dental em repouso, exposição dental 
sorrindo e relação oclusal entre incisivos 
superiores e inferiores. 
Análise da Exposição Dental
De uma maneira individual, o incisivo central su-
perior passa a ser o “dente-chave” para o plane-
jamento de um novo sorriso. Este dente possui 
o papel de guiar nos demais elementos dentais 
as devidas proporções (altura/largura), estabele-
cendo um resultado harmônico com o primeiro 
item que foi estudado, a face. 
Figura 7.7 - Nesta tela devemos sobrepor o STL dentro da 
fotografia do sorriso.
Figura 7.8 - Neste passo devemos definir a moldurado sorriso, 
para que as novas formas dentais se encaixem nessa moldura.
Planejamento em Reabilitação
271
Figuras 7.9A-C - Paciente realizando um sorriso máximo (A). Paciente em repouso (B). Relação de transpasse vertical entre 
incisivos (C).
A B
C
Lógica | Uma abordagem clínica da oclusão
272
A análise da exposição dental em 
repouso deve ser feita com muito 
cuidado, pois as suas referências 
mudam de acordo com a idade 
e o gênero do paciente, devendo 
ser usado o bom senso na hora 
da decisão. Em 1978, Vig et al. de-
senvolveram estudos que viriam a 
se tornar referência até os dias de 
hoje. Esses estudos analisaram a 
exposição média entre indivíduos 
de diferentes idades e gêneros. 
Os resultados apontaram que 
pessoas jovens apresentam em 
média 3,3mm de exposição, dife-
rindo de pessoas idosas. 
A pesquisa também indicava que 
mulheres apresentaram em média 
3,4mm de exposição, enquanto 
homens apenas 1,9mm. 
Figuras 7.10A-C - Diferentes ex-
posições de incisivos, variando de 
acordo com a idade e o gênero.
A
B
C
Planejamento em Reabilitação
273
A análise da exposição dental 
durante o sorriso indica se este 
sorriso é alto (com exposição do 
incisivo central mais uma faixa de 
gengiva), médio (com exposição 
de 75% a 100% da altura do inci-
sivo central) e baixo (com expo-
sição menor de 75% da altura do 
incisivo central).
Figuras 7.11A-C - Sorriso baixo 
(exposição menor que 75% do 
incisivo central) (A). Sorriso mé-
dio (exposição de todo o incisivo 
central) (B). Sorriso alto (exposi-
ção do incisivo central e mais uma 
faixa de gengiva) (C).
A
B
C
Lógica | Uma abordagem clínica da oclusão
274
A relação oclusal entre os 
incisivos superiores e in-
feriores será utilizada para 
avaliar a possibilidade de 
um aumento na borda in-
cisal dos incisivos centrais; 
neste caso, a presença de 
sobremordida pode ser 
um fator limitante para o 
aumento da borda incisal 
em incisivos centrais. Os 
níveis de sobremordida es-
tão classificados em normal 
(até 2mm), moderado (de 
2,5 a 6,5mm) e excessivo 
(>7mm). A análise da sobre-
mordida também deverá 
ser cuidadosa, pois o seu 
diagnóstico pode ser equi-
vocado caso o paciente 
apresente erupção passiva 
alterada ou extrusão dos in-
cisivos inferiores, causando 
uma falsa aparência de so-
bremordida.
Figuras 7.12A-C - Relação de so-
bremordida moderada (A). Relação 
de sobremordida normal (B). Rela-
ção de mordida em topo (C).
A
B
C
Planejamento em Reabilitação
275
Moldura do Sorriso
A moldura do sorriso é criada a partir de linhas 
que servem de referência para a construção di-
gital do sorriso. A linha que serve como referên-
cia para as bordas incisais e oclusais é chamada 
de curva do sorriso. Esta linha deve ser ajustada 
com o objetivo de criar uma inclinação agradável 
para o plano oclusal. Os ajustes devem ser feitos 
subindo ou descendo a palavra “incisal” (em ver-
melho) localizada na lateral direita da moldura do 
sorriso. E ainda podemos acentuar ou suavizar a 
curva subindo ou descendo os “alvos” presen-
tes sobre esta linha. Já a linha que representa o 
comprimento em direção cervical dos dentes é 
chamada de curva da margem gengival. Esta li-
nha deve ser ajustada com o objetivo de delimitar 
o comprimento dos centrais, dos caninos e dos 
demais dentes posteriores. Os ajustes devem ser 
feitos subindo ou descendo a palavra “gengival” 
(em vermelho) localizada na lateral esquerda da 
moldura do sorriso. E ainda podemos acentuar 
ou suavizar a curva subindo ou descendo os “al-
vos” presentes sobre esta linha. 
– É esteticamente interessante quando defini-
mos a curva do sorriso seguindo a curvatura 
do lábio inferior, criando harmonia entre a bor-
da incisal dos dentes superiores e a curva do 
lábio inferior durante o sorriso. 
– Quando estamos definindo a curva da mar-
gem gengival, dependendo da necessidade 
de se alterar essa margem (sorriso gengival), 
deve se escolher entre manter a margem 
ou modificá-la. Isso será alterado através 
do slider “comprimento do incisivo central”. 
Depois, deve-se alterar a curva gengival de 
forma que ela fique em harmonia com a cur-
vatura da borda incisal.
Figura 7.13 - Moldura do sorriso 
sendo formada pelas linhas inci-
sal (curva do sorriso) e gengival 
(curva da margem gengival).
Lógica | Uma abordagem clínica da oclusão
276
Proporção da Largura Interdental
A proporção RED (Recuring Esthetic Dental 
Proportion ou Proporção Estética Dentária 
Recorrente) propõe que se realize o 
planejamento levando em consideração os 
aspectos faciais e de proporção dental. A ideia 
é semelhante à da proporção dourada, porém, 
a proporção dos dentes anteriores poderá 
ser alterada, dependendo da proporção 
dental dos incisivos centrais. Para incisivos 
centrais com 78% de relação altura/largura, 
a proporção RED recomendada é de 70%, 
ou seja, em uma vista frontal, a largura dos 
incisivos laterais deverá ser 70% da largura 
dos centrais e a largura do canino 70% da 
largura dos incisivos laterais. Para pacientes 
com dentes curtos, a proporção RED 
recomendada é de 80%, enquanto que para 
dentes mais alongados é de 62%, valor que 
se aproximaria da proporção dourada. Essas 
relações de proporção do sorriso auxiliam o 
profissional a determinar a distribuição de 
espaços dos dentes anteriores superiores, 
principalmente em casos de diastemas, 
onde os espaços permitem a distribuição e 
alteração da largura dos dentes. No aplicativo 
identificamos essa proporção RED, pela 
presença das linhas verticais, pontilhadas e 
na cor vermelha (Figura 7.14). 
Proporção Largura X Altura do Incisivo 
Central
A proporção ideal da largura em relação à altura 
dos incisivos centrais deve ser de aproximada-
mente 80%. Normalmente, trabalhamos com os 
limites de 70 a 90%. Como já avaliamos a posi-
ção da borda incisal através da curva do sorriso, 
e a largura já foi determinada pela RED, a margem 
gengival dos incisivos centrais pode ser definida a 
partir destes parâmetros (Figura 7.14). 
Curva das Papilas
Entre as linhas incisal e gengival, observamos a 
presença de duas linhas pontilhadas na cor bran-
ca. A curva das papilas vai estar posicionada se-
guindo a regra do comprimento da papila entre 
centrais, onde em um sorriso saudável e estético 
a papila encontra-se normalmente em uma altura 
entre 30% (linha branca pontilhada posicionada 
mais cervical) e 50% (linha branca pontilhada po-
sicionada mais incisal) da futura coroa clínica. 
Formas Dentais
Durante décadas, os elementos dentais foram 
reconstruídos a partir da habilidade do profissio-
nal, responsável pela confecção das próteses, 
copiando as formas dentais existentes na natu-
reza. Atualmente, o Digital Smile Design (DSD) 
utiliza o conceito do sorriso doador, permitindo 
que o processo de construção dos elementos 
dentais se torne um processo mais simples den-
tro dos laboratórios de prótese e das clínicas 
odontológicas que possuem os sistemas CAD/
CAM. Este conceito nos permite digitalizar os 
dentes de alguns pacientes (que possuem uma 
bela anatomia dental) e utilizar estas formas (re-
produzidas da natureza) para reabilitar outros 
pacientes, que necessitem de reconstruções 
de seus elementos dentais. Desta forma, esta-
remos utilizando formas naturais dos elementos 
dentais, que foram introduzidas na “biblioteca de 
doadores de sorriso” do DSDApp. 
Na aba “biblioteca de doadores de sorriso” deve-
mos escolher qual modelo de dentes se ajusta 
melhor para o paciente que está sendo estudado. 
Podemos selecionar formas na biblioteca chama-
da “Modelos” gerada a partir de modelos dentais 
obtidos pelo Dr. Jan Hatjó. Ou ainda selecionar for-
mas que estão armazenadas na biblioteca “DSD”. 
Planejamento em Reabilitação
277
Figura 7.14 - Podemos identificar neste momento a proporção 
da largura em relação à altura do incisivo central. A presença da 
proporção RED e a curva das papilas.
Figura 7.15 - Ao acessar a biblioteca de doadores de sorriso, o pla-
nejador deve escolherum modelo de dentes contido nesta bibliote-
ca de dentes naturais.
Lógica | Uma abordagem clínica da oclusão
278
Caso o profissional que esteja planejando 
deseje misturar as formas dentais de diferen-
tes doadores, isso é possível de ser realizado 
entrando na aba “misturar formas”. Assim o 
usuário poderá escolher centrais de uma bi-
blioteca, laterais de outra e etc (Figura 7.16). 
Após a inserção das formas dentais, o profis-
sional poderá personalizá-las da maneira que 
for mais adequada para cada caso. Podemos 
alterar a posição, o tamanho (tanto em altura 
quanto em largura) e ainda alterar a angulação 
dos desenhos para se iniciar o planejamento 
estético do que deverá ser alterado neste tra-
tamento reabilitador (Figura 7.17).
Figura 7.16 - Na aba “misturar formas” é 
possível selecionar dentes de diferentes 
bibliotecas individualizando ainda mais o 
resultado estético do tratamento.
Figura 7.17 - Na aba “ajustar formas” 
podemos alterar o formato do dente, 
adequando ainda mais o resultado ao 
sorriso do paciente.
Planejamento em Reabilitação
279
Ao final dos ajustes das formas dentais, 
o aplicativo nos permite escolher entre 
dez tipos de cor e texturas de dentes 
naturais diferentes, e experimentar uma 
por uma na foto do paciente, selecio-
nando aquela que melhor integre com a 
fotografia e possa resultar em um sorriso 
bem natural. 
Figuras 7.18A,B - Situação da paciente antes 
da criação do projeto (A). Resultado da simu-
lação criada com o auxílio do aplicativo (B).
A
B
Lógica | Uma abordagem clínica da oclusão
280
Considerações Finais
Desta forma, podemos evidenciar que os prin-
cípios do Smile Design exigem uma integração 
dos conceitos estéticos, que conciliem a estéti-
ca facial com a composição dentofacial e a com-
posição dental. A composição dentofacial inclui 
os lábios e o sorriso e os relaciona com a face. 
A composição dental se relaciona mais especifi-
camente com o tamanho, a forma e posição dos 
dentes e sua relação com o osso alveolar e os 
tecidos gengivais. Sendo assim, o Smile Design 
inclui uma avaliação e análise dos tecidos duros 
e moles da face e do sorriso. 
Para se obter resultados consistentes e previ-
síveis, o profissional deve definir o ‘’design’’ do 
tratamento restaurador no estágio inicial, sendo 
importante que a reabilitação integre as necessi-
dades e desejos do paciente com as condições 
biológicas, estruturais e funcionais do mesmo. A 
inclusão destas ferramentas no diagnóstico e no 
plano de tratamento traz as seguintes vantagens:
– Procedimentos mais consistentes e uma se-
quência mais lógica de tratamento. 
– Redução do tempo clínico e dos materiais 
odontológicos.
– Produção de um resultado final mais efetivo e 
consistente.
O planejamento digital permite uma avaliação 
precisa dos resultados obtidos durante cada fase 
do tratamento. A sequência do tratamento pode 
ser organizada em slides e cada membro da equi-
pe pode acessar e checar o que foi feito até o 
momento (Odontologia na Nuvem). 
A odontologia moderna foi e está sendo muito be-
neficiada com a inclusão dos processos digitais 
para a realização de planejamentos e tratamentos 
reabilitadores, e podemos afirmar que este é um 
caminho sem volta. Os profissionais que estão en-
volvidos com esse tipo de tecnologia e já se preo-
cuparam em conhecer a odontologia digital, sem 
dúvida estão um passo à frente daqueles profis-
sionais que não desejam ou, por mais incrível que 
pareça, não acreditam nesta tecnologia a favor 
da Odontologia. Nós acreditamos que a tecnolo-
gia veio para ajudar a todos os envolvidos com o 
tratamento e o nosso objetivo principal é poder 
oferecer ao nosso paciente um tratamento mo-
derno, previsível não só no quesito estética, mas 
também no quesito função. Desta forma podere-
mos produzir para nossos pacientes tratamentos 
estéticos, confortáveis e duradouros. 
Agradecimentos
Os autores agradecem ao Dr. Christian Coa-
chman por toda sua contribuição à Odontologia, 
na análise do sorriso baseada em informações 
faciais e ao Ralph George, por ter desenvolvido 
o DSDApp.
Planejamento em Reabilitação
281
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