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Direito Imobiliário
Aula 9: Direito imobiliário, Família e Sucessões
Apresentação
Nesta aula, vamos entender as conexões do Direito Imobiliário com o Direito de Família e o Direito das Sucessões.
Inicialmente vamos conhecer os regimes de bens do casamento; a união estável e as consequências jurídicas da partilha
na hipótese de dissolução.
Posteriormente, vamos avaliar situações decorrentes da partilha dos bens imóveis no Direito das Sucessões.
Objetivos
Identi�car os regimes de bens do casamento e da união estável e os desdobramentos diante da dissolução da união.
Analisar o instituto da partilha no âmbito do direito imobiliário.
Distinguir contrato de compra e venda e alienação �duciária.
 Fonte: Shutterstock | Por: New Africa.
Primeiras palavras
Para iniciarmos nosso estudo, vamos rever o conceito de entidade familiar inserido no artigo 226 da Constituição Federal: “A
família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado”.
São muitos os conceitos sobre o ramo do direito que estuda a família, assim como é diversa a indicação de família na
legislação infraconstitucional, razão pela qual a norma constitucional deve nortear as denominações.
O direito de família, regulado pelo Código Civil e demais leis, abrange a regulamentação do casamento, regime de bens, �liação,
divórcio, alimentos, estatuto da criança e adolescente etc.
O regime de bens que rege o casamento e a união estável, bem como suas consequências sob a ótica do direito imobiliário, é o
objeto de nosso estudo.
Por sua vez, o Direito das Sucessões traz em seu bojo interesse patrimonial quando o falecido houver deixado bens a partilhar,
constituindo assim o acervo hereditário chamado de herança e garantido pelo inciso XXX do artigo 5° da Constituição Federal:
"Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos
termos seguintes: XXX - é garantido o direito de herança"
- CF/88
Na de�nição de Chaves de Farias, Felipe Braga Netto, Nelson Rosenvald:
"A herança, com a transmissão do conjunto de relações
patrimoniais pertencentes ao falecido, atribui-se a esse bem
uma natureza imóvel, universal e indivisível, mesmo que
formada somente por bens móveis, singulares e divisíveis.
Com isso a herança estabelece um condomínio e uma
composse dos bens integrantes do patrimônio transmitido,
que somente serão dissolvidos com a partilha do patrimônio."
- 2019, p. 1969
Em sendo assim, podemos compreender que as normas norteadoras da disposição dos bens decorrentes do Direito de Família
e da partilha oriunda do Direito das Sucessões ensejarão consequências no Direito Imobiliário.
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Direito de Família
Desde a constituição do casamento ou da união estável, o regime de bens será o meio pelo qual serão estabelecidas as
normas referentes aos interesses patrimoniais decorrentes das relações entre os cônjuges e terceiros.
A escolha do regime de bens atende aos interesses dos cônjuges e traz inúmeras consequências no curso da união e também
ao término.
Os regimes de bens do casamento são:
1
Comunhão parcial
2
Comunhão universal
3
Participação �nal nos aquestos
4
Separação de bens
5
Regime da separação obrigatória
Em relação à união estável, o regime que vigora entre os companheiros é a comunhão parcial de bens.
Se os cônjuges escolherem regime de bens diverso da comunhão parcial de bens, será necessária a realização do chamado
pacto antenupcial <> pacto antenupcial
.
1
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 Cônjuges
 Clique no botão acima.
Em relação aos atos praticados pelos cônjuges na constância do casamento, relativos aos atos relacionados aos bens
imóveis, temos:
administrar os bens próprios;
desobrigar ou reivindicar os imóveis que tenham sido gravados ou alienados sem o seu consentimento ou sem
suprimento judicial;
demandar a rescisão dos contratos de �ança e doação, ou a invalidação do aval, realizados pelo outro cônjuge;
reivindicar os bens comuns, móveis ou imóveis, doados ou transferidos pelo outro cônjuge ao concubino, desde
que provado que os bens não foram adquiridos pelo esforço comum destes, se o casal estiver separado de fato
por mais de cinco anos.
São impedimentos aos cônjuges os negócios jurídicos sem a outorga do outro, exceto no regime da separação
absoluta:
alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis;
pleitear, como autor ou réu, acerca desses bens ou direitos;
prestar �ança ou aval;
fazer doação, não sendo remuneratória, de bens comuns, ou dos que possam integrar futura meação.
Convém destacar que a questão patrimonial, não obstante as demais nuances da união, traz à tona con�itos passíveis
de soluções diversas por nossos Tribunais, vejamos:
1. O primeiro destaque diz respeito à �ança prestada por apenas um dos cônjuges no contrato de locação, chamada
de outorga uxória, é válida?
A lei civil proíbe o cônjuge de prestar �ança sem o consentimento do outro, exceto no regime da separação absoluta;
nesta hipótese, a garantia dada possui vício que a torna absolutamente nula.
O Superior Tribunal de Justiça editou a Súmula 332: “A �ança prestada sem autorização de um dos cônjuges implica a
ine�cácia total da garantia”.
Por sua vez, o chamado bem de família pode ser penhorado em decorrência de �ança no contrato de locação,
conforme entendimento esposado no julgamento do Recurso Especial 1.363.368-MS:
DIREITO CIVIL. PENHORABILIDADE DO BEM DE FAMÍLIA PERTENCENTE A FIADOR. RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C
DO CPC E RES. 8/2008-STJ).
É legítima a penhora de apontado bem de família pertencente a �ador de contrato de locação, ante o que dispõe o art. 3º,
VII, da Lei 8.009/1990. A Lei 8.009/1990 institui a proteção legal do bem de família como instrumento de tutela do direito
fundamental à moradia da entidade familiar e, portanto, indispensável à composição de um mínimo existencial para uma
vida digna. Nos termos do art. 1º da Lei 8.009/1990, o bem imóvel destinado à moradia da entidade familiar é
impenhorável e não responderá pela dívida contraída pelos cônjuges, pais ou �lhos que sejam seus proprietários e nele
residam, salvo nas hipóteses previstas no art. 3º da aludida norma. Nessa linha, o art. 3º excetua, em seu inciso VII, a
obrigação decorrente de �ança concedida em contrato de locação, isto é, autoriza a constrição de imóvel - considerado
bem de família - de propriedade do �ador de contrato locatício. Convém ressaltar que o STF assentou a
constitucionalidade do art. 3º, VII, da Lei 8.009/1990 em face do art. 6º da CF, que, a partir da edição da Emenda
Constitucional 26/2000, incluiu o direito à moradia no rol dos direitos sociais (RE 407.688-AC, Tribunal Pleno, DJ
6/10/2006 e RE 612.360-RG, Tribunal Pleno, DJe 3/9/2010). Precedentes citados: AgRg no REsp 1.347.068-SP, Terceira
Turma, DJe 15/9/2014; AgRg no AREsp 151.216-SP, Terceira Turma, DJe 2/8/2012; AgRg no AREsp 31.070-SP, Quarta
Turma, DJe 25/10/2011; e AgRg no Ag 1.181.586-PR, Quarta Turma, DJe 12/4/2011. REsp 1.363.368-MS, Rel. Min. Luis
Felipe Salomão, julgado em 12/11/2014.
2. Como �ca a partilha de imóvel �nanciado na dissolução da união?
Se o bem foi �nanciado conjuntamente após o casamento ou união estável podem as partes providenciarem o distrato
ou a exclusão de uma das partes junto à instituição �nanceira.
Sendo o imóvel �nanciado por um dos cônjuges antes da vigência da união, mas com parcelas pagas no curso da
união, haverá a partilha somente do montante relativo às parcelas quitadas, conforme teor do acórdão sobre o tema:
RECURSO ESPECIAL Nº 1.796.457 - PR (2019/0034960-5)
Trata-se de recurso especial interposto em face de acórdão com a seguinte ementa:APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL C/C PARTILHA DE BENS. IMÓVEL FINANCIADO.
MEAÇÃO APENAS DO MONTANTE PAGO DURANTE A CONSTÂNCIA DO RELACIONAMENTO. RECURSO CONHECIDO E
PROVIDO.
1. Uma vez reconhecida a união estável, os bens adquiridos pelos conviventes durante a constância desse
relacionamento, são partilháveis, excetuado aqueles com valores exclusivamente pertencente a um dos conviventes em
sub-rogação de bens particulares.
2. Tratando-se de imóvel �nanciado, apenas é passível a partilha dos valores que foram pagos durante a constância da
união estável.
3. Recurso conhecido e provido. Alega-se violação do artigo 1.658 do Código Civil além de dissídio jurisprudencial sob o
argumento de que a partilha do imóvel �nanciado não deve levar em conta as prestações pagas, mas o percentual que
elas representam do contrato de �nanciamento, chegando-se ao valor percentual do valor atual do imóvel. Assim
delimitada a controvérsia, passo a decidir. A invocada divergência jurisprudencial é inexistente, porquanto o recorrente
trouxe decisão monocrática proferida no AREsp 935.029/SE, de lavra do Ministro Luis Felipe Salomão, sendo certo que
somente acórdãos servem de julgado paradigma para �ns do artigo 1.029 do Código de Processo Civil”.
Direito das Sucessões
O Direito das Sucessões implica em inúmeros desdobramentos entre os sucessores e interessados no patrimônio deixado em
razão do óbito. Tal como o Direito de Família, são diversas as possibilidades de disputas e divergência de interesses.
Vamos destacar duas possibilidades decorrentes do falecimento relacionadas a bens imóveis deixados pelo autor da herança,
a saber:
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 Direito Real de Habitação
O direito real de habitação possui previsão artigo 1.831 do Código Civil:
"Ao cônjuge sobrevivente, qualquer que seja o regime de
bens, será assegurado, sem prejuízo da participação que lhe
caiba na herança, o direito real de habitação relativamente ao
imóvel destinado à residência da família, desde que seja o
único daquela natureza a inventariar."
- CC/02
A �nalidade do instituto do direito real de habitação é
oferecer condições de moradia ao cônjuge/companheiro
sobrevivente, estendendo-o aos �lhos do ex-casal.
Essa proteção chamada solidariedade familiar, se origina na
Constituição Federal, que consagra a obrigatoriedade do
cuidado dos pais aos �lhos e vice-versa, assim como entre
os cônjuges e companheiros.
Maria Berenice Dias classi�ca o princípio da solidariedade
como:
 Fonte: Unsplash | Por: @romankraft
"Uma das técnicas originárias de proteção social que até hoje
se mantém é a família. Aproveita-se a lei da solidariedade no
âmbito das relações familiares. Ao gerar deveres recíprocos
entre os integrantes do grupo familiar, safa-se o Estado do
encargo de prover toda a gama de direitos que são
assegurados constitucionalmente ao cidadão."
- DIAS, 2010, p. 67.
Frise-se que o direito de habitação visa à concessão de moradia ao cônjuge sobrevivente sob a premissa de que este não
possui outro local para morar. Em razão dos princípios que regem a Constituição Federal no que concerne às relações
familiares, não poderia encontrar-se desamparado no momento do óbito do cônjuge que deixou bens particulares.
O ponto principal da disputa entre aquele que utiliza a prerrogativa do direito real de habitação e os demais herdeiros é a
indisponibilidade do imóvel.
Os tribunais deparam-se com inúmeras demandas sobre o tema, entre elas o comodato e a locação do imóvel utilizado pelo
cônjuge sobrevivente em detrimento dos demais herdeiros.
O que podemos identi�car nos julgados sobre o tema é que o instituto visa ao amparo do cônjuge sobrevivente no imóvel que
residia com o cônjuge falecido, sem condições de transferir-se para outro local. Se houve a modi�cação das possibilidades, não
é permitido que trans�ra a prerrogativa para outrem. Portanto, não pode alugar, emprestar, mas simplesmente ocupá-la com
sua família.
Este é o teor do recente julgado do Superior Tribunal de Justiça, no processo abaixo relacionado:
CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INVENTÁRIO. OMISSÃO E OBSCURIDADE. INOCORRÊNCIA. DIREITO REAL DE
HABITAÇÃO. COMPANHEIRO SOBREVIVENTE. APLICAÇÃO DOS MESMOS DIREITOS E DOS MESMOS DEVERES
ATRIBUÍDOS AO CÔNJUGE SOBREVIVENTE. CELEBRAÇÃO DE CONTRATO DE LOCAÇÃO OU COMODATO DO IMÓVEL
OBJETO DO DIREITO DE USO. IMPOSSIBILIDADE. CONSTATAÇÃO, ADEMAIS, DE QUE A TITULAR DO DIREITO NÃO
RESIDE NO LOCAL. ANALOGIA ENTRE O DIREITO REAL DE HABITAÇÃO E O BEM DE FAMÍLIA. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL.
O propósito recursal consiste em de�nir, para além da alegada negativa de prestação jurisdicional, se é admissível
que o companheiro sobrevivente e titular do direito real de habitação celebre contrato de comodato com terceiro.
A interpretação sistemática do art. 7º, parágrafo único, da Lei nº 9.278/96, em sintonia com as regras do CC/1916
que regem a concessão do direito real de habitação, conduzem à conclusão de que ao companheiro sobrevivente é
igualmente vedada a celebração de contrato de locação ou de comodato, não havendo justi�cativa teórica para,
nesse particular, estabelecer-se distinção em relação à disciplina do direito real de habitação a que faz jus o cônjuge
sobrevivente, especialmente quando o acórdão recorrido, soberano no exame dos fatos, concluiu inexistir prova de
que a titular do direito ainda reside no imóvel que serviu de moradia com o companheiro falecido
(...)
Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, desprovido. (REsp 1654060/RJ, Rel. Ministra NANCY
ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 02/10/2018, DJe 04/10/2018).
É cediço que o instituto que preserva o cônjuge sobrevivente impede o acesso dos demais herdeiros à herança, e a restrição
imposta pelo legislador tem a �nalidade de equilibrar os direitos ponderados.
 Da cláusula de inalienabilidade de bem
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Da cláusula de inalienabilidade de bem
Ao dispor de testamento visando à outorga de bem imóvel a outrem, pode o testador gravá-lo com a cláusula de
inalienabilidade, qual seja, a impossibilidade de dispor daquele bem através de testamento, em razão da inclusão da
cláusula restritiva.
Entende a doutrina e jurisprudência majoritária que a cláusula imposta ao gravame não pode perdurar além daquele
que recebeu o bem, salvo se �zer novo testamento incluindo a condição ao seu sucessor ou bene�ciário.
Conquanto a �nalidade do instituto seja resguardar a vontade do testador e proteger o bene�ciário, destacamos
algumas exceções à manutenção do gravame: quando o testador deixa dívidas e tem um único bem imóvel; a restrição
ao direito de propriedade.
Em julgamento no Superior Tribunal de Justiça, o relator do recurso especial nº 1631278/PR admitiu o cancelamento
da cláusula de inalienabilidade nas hipóteses em que a restrição, em vez de garantir o patrimônio dos descendentes,
signi�cava lesão aos seus interesses:
“A cláusula de inalienabilidade representa uma severa restrição ao direito de propriedade, pois impede que o proprietário
exerça um dos poderes inerentes ao domínio: o de dispor livremente do bem. É natural que, por integrar o seu patrimônio,
possa dele se desfazer, recebendo, quiçá, contraprestação que mais seja bené�ca aos seus interesses e, talvez, mais
bem alcançando ao bem a sua devida função social”,.
Em seu voto, o ministro destacou que o artigo 1.848 do Código Civil exige que o instituidor da inalienabilidade, nos
casos de testamento, indique expressamente uma justa causa para a restrição imposta:
“Salvo se houver justa causa, declarada no testamento, não pode o testador estabelecer cláusula de inalienabilidade,
impenhorabilidade, e de incomunicabilidade, sobre os bens da legítima” (REsp nº 1631278/PR).
Podemos entender que a vontade do instituidor da cláusula de inalienabilidadedeve ser avaliada em consonância com
os direitos do proprietário.
Atividade
1. (FCC - 2018 - Câmara Legislativa do Distrito Federal - Técnico Legislativo - Agente de Polícia Legislativa). Wallace reside com
sua família, desde novembro de 1999, ininterruptamente e sem oposição, em imóvel público de 270m2, situado em área com
características e �nalidade urbanas. Nesse diapasão, Wallace, em relação ao aludido imóvel:
a) possui direito subjetivo à aquisição compulsória do imóvel ocupado, desde que não seja proprietário ou concessionário, a qualquer
título, de outro imóvel urbano ou rural, bem como que não tenha tido referido direito reconhecido anteriormente.
b) completou o prazo de prescrição aquisitiva do imóvel, passível de ser usucapido por se tratar de bem dominical.
c) não tem direito à aquisição compulsória do imóvel pelo fato de ser bem público e, ainda que fosse da categoria dos bens públicos
dominicais, estaria protegido pela imprescritibilidade.
d) pode adquirir o imóvel por usucapião especial urbana, desde que não seja proprietário ou concessionário, a qualquer título, de outro
imóvel urbano ou rural.
e) não possui direito à usucapião ou outra modalidade de aquisição originária de propriedade, porque o bem público por ele ocupado foi
destinado a finalidade urbana.
2. (CESPE - 2015 - TJ-DFT - Juiz de Direito Substituto). De acordo com a jurisprudência do STJ, assinale a opção correta
relativamente ao Direito das Coisas e ao Direito das Sucessões.
a) O ato inter vivos de disposição patrimonial representado pela cessão gratuita da meação aos herdeiros constitui cessão de direitos
hereditários, para a qual é dispensada a escritura pública.
b) A acessão artificial configura modo de aquisição originária da propriedade imóvel, razão pela qual não é devida indenização ao
possuidor que tenha semeado e plantado, ainda que de boa-fé, em terreno alheio.
c) A jurisprudência considera que o instrumento de compra e venda configura justo título, apto a ensejar a declaração de usucapião
ordinária, pois o promitente comprador tem o direito à adjudicação compulsória do imóvel independentemente do registro e, quando
registrado, o compromisso de compra e venda passa a integrar a categoria de direito real pela legislação civil.
d) A legislação civil não conferiu ao cônjuge sobrevivente, casado sob o regime de separação convencional, a condição de herdeiro
necessário que concorre com os descendentes do cônjuge falecido.
e) Caso sobrevenha descendente sucessível ao testador, o qual não era conhecido quando da elaboração do ato, não será possível o
rompimento do testamento em todas as suas disposições, ainda que o referido descendente sobreviva ao testador.
3. (CESPE - 2018 - DPE-PE - Defensor Público). Francisco comprou, em janeiro de 2014, um lote de 240 m2 de Antônio, que se
apresentou como proprietário do imóvel. Francisco construiu uma casa de alvenaria, instalando-se no local com sua família.
Depois de três anos de posse mansa e pací�ca, Danilo, o verdadeiro proprietário, ajuizou ação para reaver a posse do imóvel. Só
então, Francisco descobriu que fora vítima de uma fraude, pois Antônio havia falsi�cado os documentos para induzi-lo a erro.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta.
a) Francisco não poderá adquirir o terreno mediante pagamento de indenização a Danilo, ainda que a construção exceda
consideravelmente o valor do terreno.
b) Não tendo observado a fraude no momento da contratação, Francisco não poderá pleitear indenização em face de Antônio.
c) Danilo perderá o terreno em favor de Francisco, cabendo-lhe apenas o direito à indenização.
d) Francisco adquiriu, em 2017, a propriedade do imóvel pela usucapião especial urbana, ficando, nesse caso, dispensado de pagar
indenização a Danilo.
e) Francisco, que agira de boa-fé, perderá em favor de Danilo os direitos sobre as construções realizadas no terreno, devendo, no entanto,
ser indenizado.
4. (FCC - 2014 - Prefeitura de Recife - PE - Procurador). Para levar água potável a seu imóvel, Silvio necessariamente tem que
passar tubulação subterrânea pelo imóvel de seu vizinho, Mateus, o qual:
a) é obrigado a permitir a passagem da tubulação e não poderá postular indenização, pois a obra visa à instalação de serviço de utilidade
pública.
b) é obrigado a permitir a passagem da tubulação apenas se as obras não causarem danos a seu imóvel.
c) poderá se opor à passagem da tubulação, com base no direito de propriedade.
d) é obrigado a permitir a passagem da tubulação, mediante recebimento de indenização que abranja os danos diretos ao imóvel e a
desvalorização da área remanescente.
e) é obrigado a permitir a passagem da tubulação que levará água potável ao imóvel de Sílvio, mediante o recebimento de indenização
que abranja os danos diretos do imóvel.
5. (FCC - 2017 - DPE-SC - Defensor Público Substituto). Luiz comparece à Defensoria Pública dizendo e comprovando com
documentos que assinou contrato de promessa de compra de imóvel, por meio de instrumento público devidamente registrado no
Cartório de Registro de Imóveis e sem previsão de cláusula de arrependimento, com empresa de habitação social. Ele reside no
imóvel há três anos; o imóvel tem 150 m2 e Luiz não é titular de qualquer outro bem imóvel. Diante desta situação, Luiz:
a) ainda não pode ser considerado proprietário, mas somente conseguirá obter a propriedade se continuar morando no imóvel por mais
dois anos, ininterruptamente, quando adimplirá todos os requisitos para a usucapião especial urbana.
b) Stem direito meramente contratual, mas poderá opor perante terceiros, uma vez que o registro do contrato por meio instrumento
público em cartório faz com que o direito obrigacional tenha eficácia erga omnes.
c) é o verdadeiro proprietário do imóvel, uma vez que o contrato foi feito por instrumento público e devidamente registrado em cartório,
circunstância suficiente para a transferência da titularidade do imóvel.
d) ainda não pode ser considerado proprietário, mas terá direito real à aquisição do imóvel, inclusive mediante adjudicação compulsória.
e) tem direito meramente contratual e inoponível perante terceiros, pois ainda não houve a outorga da escritura definitiva da compra e
venda.
6. (AOCP - 2010 - FESF-SUS - Advogado - azul). Os prazos da usucapião, quando o indivíduo possui o imóvel como sendo seu, sem
interrupção, nem oposição, independentemente de título e boa-fé, e ainda quando o possuidor houver estabelecido no imóvel a
sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo são, respectivamente de:
a) 20 e 15 anos
b) 15 e 10 anos
c) 15 e 5 anos
d) 10 e 5 anos
e) 20 e 10 anos
Notas
Pacto antenupcial1
A �nalidade do pacto antenupcial é indicar a escolha do regime de bens do casal e tratar das questões patrimoniais, e deverá
ser realizado através de escritura pública e registrado perante o Cartório de Imóveis onde os cônjuges possuem bens imóveis.
Título modal 1
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Referências
BRASIL. Constituição Federal 1988. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art14%C2%A73v Acesso em 3 set 2019.
BRASIL. Código Civil. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406.htm Acesso em 3 set 2019.
DIAS, Maria Berenice. Manual de direito das famílias. 6. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2010.
DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro. Vol. 1: Teoria geral do direito civil. 26. ed. Reformulada. São Paulo: Saraiva,
2012.
FARIAS, Cristiano Chaves e outros. Manual de Direito Civil. 4. ed. Salvador: JusPodivm, 2019.
GOMES, Orlando. Contratos. 26. ed. São Paulo: Forense, 2008.
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