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Universidade Federal de Alfenas
Química Bacharelado com Atribuições Tecnológicas
Jussara Ferreira Mesquita
QUÍMICA FORENSE
 
1º Período
Disciplina: Filosofia e Metodologia
ALFENAS/MG
2011
Jussara Ferreira Mesquita
QUÍMICA FORENSE
Uma disciplina ministrada pela 
Prof.ª Célia Weigert, cujo ajudou,
a elaborar esse trabalho sobre o
tema Química forense.
ALFENAS/MG
2011
Sumário
Introdução
Química Forense no Brasil
Laboratórios de Criminalísticas no Brasil
Como a química forense é utilizada na investigação criminal
Analisando a cena de um crime
Exames Laboratoriais
Análise de disparo de arma de fogo
Identificação de adulteração em veículos
Manchas de sangue na cena de crime
Curso de Química Forense
Objetivo do projeto de pesquisa
Referências
Introdução
 O estudo da química forense ou ciência forense teve início quando o
Professor Henry Holmes Croft testemunhou quando ao homicídio cometido
pelo Dr. William Henry King. O professor Croft testemunhou que tinha
encontrado onze grãos de arsênico no estômago da Sr.ª Sarah King. Como
consequência o Dr. King foi condenado pelo assassinato de sua esposa.
(http:alquimia.tripod.com/curisiodade/forense.htm)
 Denomina-se Química Forense o ramo da Química que se ocupa da
investigação forense no campo da química especializada, a fim de atender
aspectos de interesse judiciário. Atende as áreas de estudos da Criminalística e
da Medicina Forense.
(http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc24/ccd2.pdf)
 A meta principal da ciência é prover apoio cientifico para investigação de
danos, mortes e crimes inesplicados, um princípio básico da química forense é
o fato irrefutável de que todo qualquer tipo de contato deixa um vestígio como
sangue, cabelo, sémem, e outros tecidos que estão entres os tipos de
evidencias mais frequentes em cenas de um crime; o disparo de uma arma
deixaria resíduos de pólvora nas mãos do usuário.
 O trabalho de um químico é encontrar as pistas. Essas pistas são então
analisadas e seu resultado é determinado. Em caso de um acidente
envolvendo atropelamento e fuga, traços de pinturas automobilísticas nas
calças da vítima foram detectados como sendo de uma pintura metálica
prateada. Foi determinado que a janela traseira do carro tinha sido estilhaçada
no impacto. Foi observado que havia uma impressão parcial de um logotipo
nas calças da vítima. Com estas evidencias o veiculo foi localizado
rapidamente.
 (http:alquimia.tripod.com/curisiodade/forense.htm)
 A mais recente contribuição da química para o trabalho forense veio com as
técnicas de perfilhamentos de DNA. Este método tem a capacidade de
identificar uma pessoa através do código genético com qualquer pedaço de
tecido. Uma única investigação criminal em um laboratório forense pode
envolver muitos tipos de profissionais como químicos, toxicólogos, biólogos,
biólogos moleculares, botânico, geólogos, antropologia, criminologia,
entomologia, odontologia, patologia e psicologia.
(http:alquimia.tripod.com/curisiodade/forense.htm)
Química Forense no Brasil
 A química forense no mundo continua crescendo e se expandido.
 Valter Stefani procura ajudar no desenvolvimento desta área no Brasil . Em
uma das reuniões da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), realizada em
maio de 2006 em Águas de Lindóia (SP), chamou a atenção à frequência ao
curso de química forense. Havia quase 200 pessoas acompanhando as aulas
ministradas por Valter Stefani, professor e pesquisador da Universidade
Federal do Rio grande do Sul.
 As ciências forenses surgem como uma área atrativa, ainda mais no Brasil,
onde pode ajudar a polícia no combate ao crime. Alguns exemplos forenses
são as analises das autenticidades de obras de arte e de documentos ou
exames de combustíveis adulterados, e na identificação de adulterações em
veículos.
No Brasil a química forense está sendo muito procurada nos últimos tempos,
principalmente por profissionais de nível superior, como os químicos. Um dos
motivos desta procura são os vários seriados de televisão (C.S.I, Cold Case,
NCIS entre outros) que estimulam os jovens pesquisadores e estudantes a se
interessar pelo o assunto uma vez que englobam varias áreas. 
 Os laboratórios de criminalísticas no Brasil não são evoluídos como os de
outros países como os Estados Unidos da América (EUA).
(http://quimicaforense.com.br/)
Laboratórios de Criminalística no Brasil
 Os laboratórios criminais da policia brasileira, são muito pobres. Há
instalações de primeiro mundo, como em Porto Alegre, São Paulo e Brasília.
Mas a maioria está na idade da pedra. São locais aonde existem peritos que
fizeram cursos e são bem preparados, mais que não contam com suportes
financeiros adequados.
 Além dos avanços tecnológicos utilizados a muito da química clássica a ser
usada em certos casos como uma certa substancia que se pinga em uma
fitinha para ver se ela muda de cor ou não. Isso para saber, por exemplo, se
em um lugar há um determinado tipo de explosivo. Outro exemplo é para
identificar a cocaína, quando ela é apreendida o policial usa na amostra um
reagente chamado Tiocianato que faz mudar ou não de cor. Usa se Luminol
uma substância que, por quimilunescência identifica vestígios de sangue velho
ou muito diluído.
 A polícia brasileira está longe de fazer o que vemos hoje nos filmes e seriados
norte-americanos. Os laboratórios forenses estão muito fracos. Mas dá para
fazer com auxílios das universidades. A polícia não consta com microscópios
eletrônicos de varredura, mas esses equipamentos estão presentes nas
universidades, muito raramente são utilizados por policias.
(http://quimicaforense.com.br/)
Como a química forense é utilizada na investigação criminal
 As importâncias da química na elucidação de crime são descritos como três
procedimentos experimentais realizados nos laboratórios de Química Forense,
as reações químicas empregadas nas análises de disparos de armas de fogo,
na identificação de adulterações em veículos, manchas de sangue encontradas
no local do crime. 
 A atuação das forças policial no combate ao crime no Brasil dá-se em três
vias:
1) O policiamento ostensivo, realizado pelas forças policiais militares de cada
Estado, o qual compreende o confronto físico direto com os criminosos;
2) A investigação policial, realizada pela polícia civil;
3) A pesquisa de vestígios em cenas de crimes, realizada pela polícia
científica.
Neste terceiro setor, a coleta e análise de vestígios encontrados em cenas
de crime são de responsabilidade do perito criminal. Em locais de crimes
contra a pessoa, onde existe a presença de cadáveres (homicídio, suicídio,
etc.), cabe também ao perito criminal a análise superficial dos corpos,
visando à coleta de possíveis elementos, bem como a descrição detalhada
dos ferimentos internos presentes no cadáver, é de responsabilidade do
médico legista, o qual é subordinado ao Instituto Médico Legal.
(http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc24/ccd2.pdf)
Analisando a cena de um crime
 Os locais de um crime, bem como os elementos de interesse pericial nele
contidos devem ser fotografados do modo como foram encontrados pelo
perito.
 Os vestígios encontrados na cena do crime (peças, instrumentos de
crime, substâncias químicas etc.) devem ser analisados e interpretados de
modo descritivo em um relatório denominado laudo técnico-pericial.
Exames laboratoriais
 Após a etapa de coleta de vestígios cabe ao perito criminal proceder à
análise laboratorial dos mesmos. Tais análises podem ser realizadas
utilizando-se métodos físicos e químicos. 
Procedimentos experimentais realizadosnos laboratórios de Química
Forense compreendendo as reações químicas empregadas nas análises:
1) Análise de disparo de armas de fogo
 Na utilização de armas de fogo em episódios de crime, são produzidos
vestígios de disparo, os quais são expelidos pela expansão gasosa oriunda da
combustão da carga que compõem a munição dessas armas. Tal fluxo gasoso
carrega em sua composição (CO2 E SO2), bem como uma ampla gama de
compostos inorgânicos, tais como nitrito, nitrato, cátions de metais como
chumbo e antimônio e particulados metálicos oriundos do atrito e da
subsequente fragmentação dos projéteis metálicos disparados. Quando o fluxo
gasoso emitido pela região traseira da arma atinge a superfície da mão do
atirador, tais partículas sólidas aderem à superfície da pele. Um teste consiste
para a detecção de vestígios de disparo nas mãos de um possível suspeito
consiste na pesquisa de íons ou fragmentos metálicos de chumbo. O chumbo
presente nos vestígios de disparos pode ser proveniente do agente detonador
da espoleta, encontra-se presente na forma de trinitroresorcinato de chumbo. 
 A análise química do chumbo consiste na coleta prévia de amostra das mãos
do suspeito, mediante aplicação de tiras de fitas adesiva do tipo esparadrapo
nas mesmas e subsequentes imobilizações dessas tiras em superfície de papel
de filtro. As referidas tiras, ao serem borrifadas com solução acidificada de
radizonato de sódio, se apresentarem um espalhamento de pontos de
coloração avermelhada, indicam resultado positivo para o disparo. Tal exame é
conhecido como residuográfico.
(http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc24/ccd2.pdf)
 2)Identificação de adulteração em veículos
 Os veículos envolvidos em episódios de roubo apresentam duas opções de
destino:
1- Desmanche ilegal
 
2- Remarcação de seus sinais de identificação (placas, numeração de chassi,
motor, etc.) para utilização dos mesmos como clones. As numerações de
chassi e motor apresentam-se em baixo relevo nas superfícies metálicas
dos automóveis, um tipo comum de adulteração a remoção da numeração
original da peça, mediante desgaste mecânico e polimento, e subsequente
aplicação por punção, obviamente diferente da original, tais imperfeições
produzidas na estrutura cristalina da peça metálica, permanecem na
mesma, porem são invisíveis à vista desarmada. A identificação de sinais
de adulterações pode ser feita realizando-se um ataque químico na
referida superfície metálica, utilizando agentes reveladores apropriados.
Um reagente empregado no estudo de revelações de numerações é uma
solução aquosa alcalina de hexacianoferrato de potássio, denominado
reagente de Murikami. A aplicação da solução à superfície metálica
adulterada possibilita a revelação da numeração original previamente
removida, devendo ser prontamente fotografadas.
(http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc24/ccd2.pdf)
3)Manchas de sangue na cena do crime
Um dos objetivos dos peritos na cena de um crime é achar evidência de
sangue. Existem situações em que a mancha de sangue é evidente.
Localizada, por exemplo, próximo ao corpo. Há casos em que a mancha
não é explicita. Como detectar rastro de sangue que não são visíveis a olho
nu?
 Na cena de um crime nem sempre há evidências visíveis de sangue.
Alguém poderia, por exemplo, limpar o local, a fim de encobrir o
acontecido. Porém, os peritos tem um reagente chamado Luminol que
reage com quantidades muita pequena de sangue. A eficácia do produto é
tão grande que é possível à detecção de sangue que já tenham se passado
anos da ocorrência do crime.
A reação química produzida não afeta a cadeia de DNA, permitindo o
reconhecimento dos criminosos ou das vítimas. Por isto, ele é
recomendado para locais onde há suspeita de homicídio e superfície que,
aparentemente não exibem traços de sangue. 
 Esse reagente Luminol é clássico nos seriados de investigação científica.
É um composto que, sob determinada condição, pode fazer parte de uma
reação quimiluminensente. (http://portal.ffclrp.usp.br)
Curso de Química Forense
 O objetivo do curso de Química Forense é formar um profissional em
Química que terá a capacidade de interagir com outros profissionais nas áreas
de medicina forense e jurídica, reduzindo o tempo na investigação na solução
de processos. O profissional em Química Forense deve ser capaz de
solucionar as dúvidas de um crime ou de um acidente, por da Química
utilizando métodos analíticos e instrumentos adequados.
 A formação técnica especializada, ainda dentro da universidade, irá
possibilitar que este profissional seja altamente competente, terá uma formação
multi e interdisciplinar para compreender e atuar sobre um problema químico
inserido no âmbito da área jurídica e investigação forense.
 O curso de Química Forense no Brasil é inédito no país, somente existem
cursos de especialização ou dentro de academias de policia, portanto as
oportunidades de empregos na área de Química Forense no Brasil são
crescentes. (http://quimicaforense.com.br/programa-do-curso/)
Objetivo do projeto de pesquisa
 O objetivo desta pesquisa é aprender o importante papel do químico como
contribuinte no ramo da investigação de crimes, mostrando algumas técnicas
instrumentais de análise química introduzidas na criminalística brasileira e que
este profissional pode dispor para desenvolver suas análises, a fim de fornecer
subsídios que poderão ser úteis na perícia criminal.
Metodologia
Através das bases adquiridas no decorrer deste trabalho, nas pesquisas nos
sites, não neste mais no futuro pretendo me aperfeiçoar na aréa da Química
Forense e esse trabalho me ajudará a ter uma noção do ramo, necessitará de
um laboratório e trabalhar juntos com profissionais de outra área, como
médicos, policias, advogados, biólogos entre outros. 
Referências
http://ciencias_forense3.blogs.sapo.pt/271.html
http://portal.ffclrp.usp.br
http://www.abq.org.br/cbq/2007/trabalhos/13/13-741-211.htm
http://www.quimica.net/emiliano/artigos/2007jan_forense2.pdf
Http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc24/ccd2.pdf
http://www.abq.org.br/cbq/2007/trabalhos/13/13-741-211.htm
http://quimicaforense.com.br/programa-do-curso/

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