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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI 
 
 
 Rodovia BR 470 - Km 71 - no 1.040 – Bairro Benedito – Caixa Postal 191 – 89130-000 – 
Indaial/SC 
 Fone (47) 3281-9000 – Fax (47) 3281-9090 – Site: www.uniasselvi.com.br 
 
 
 
 
PRIMEIRA PARTE DO TG: introdução e fundamentação teórica 
 
Autor (Victor Oliveira de Aguiar Matos) 
Prof. Iraci Alves 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI 
Educação Física (FLD6666058SAU) – Trabalho de Graduação 
14/11/2025 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Nas últimas décadas, observa-se um crescimento significativo dos níveis de estresse 
e ansiedade na população, decorrente de mudanças sociais, econômicas e culturais que 
impactam diretamente o estilo de vida das pessoas. A intensificação das jornadas de 
trabalho, a pressão por produtividade, a instabilidade financeira, além do uso excessivo de 
tecnologias digitais, tem contribuído para o aumento de distúrbios relacionados à saúde 
mental. Esses fatores afetam indivíduos de diferentes faixas etárias, comprometendo o bem-
estar físico, psicológico e social. 
O estresse pode ser compreendido como uma resposta natural do organismo diante 
de situações desafiadoras ou ameaçadoras. Entretanto, quando essa resposta ocorre de 
forma contínua e desproporcional, pode desencadear alterações fisiológicas e emocionais, 
favorecendo o surgimento de transtornos de ansiedade. A ansiedade, por sua vez, 
caracteriza-se por sentimentos persistentes de medo, preocupação excessiva e apreensão, 
frequentemente acompanhados de sintomas físicos como taquicardia, tensão muscular, 
sudorese, alterações do sono e dificuldade de concentração. 
Nesse contexto, a Educação Física assume papel relevante na promoção da saúde 
integral, atuando não apenas na prevenção de doenças físicas, mas também no cuidado 
com a saúde mental. O exercício físico tem sido amplamente reconhecido como uma 
estratégia não farmacológica eficaz no controle do estresse e da ansiedade, proporcionando 
benefícios psicológicos, emocionais e fisiológicos. Estudos indicam que a prática regular de 
atividades físicas contribui para a redução dos níveis de ansiedade, melhora do humor, 
aumento da autoestima e maior controle emocional. 
A escolha do tema justifica-se pela sua relevância social e científica, considerando 
que os transtornos de ansiedade figuram entre os problemas de saúde mental mais 
prevalentes no mundo, representando um desafio para os sistemas de saúde pública. 
 
 
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 Além disso, o exercício físico destaca-se como uma intervenção acessível, de baixo 
custo e com poucos efeitos colaterais, quando comparado a tratamentos exclusivamente 
medicamentosos. 
Diante desse cenário, formula-se o seguinte problema de pesquisa: quais são os 
efeitos do exercício físico na redução dos níveis de estresse e ansiedade? 
Como objetivo geral, este trabalho busca analisar os efeitos do exercício físico na 
redução do estresse e da ansiedade, por meio de uma revisão da literatura científica, 
destacando os principais mecanismos envolvidos e a importância da prática regular de 
atividades físicas para a promoção da saúde mental e da qualidade de vida. 
 
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
O estresse é compreendido como uma resposta adaptativa do organismo frente a 
estímulos considerados ameaçadores ou desafiadores. Segundo Selye (1956), o estresse 
corresponde a um conjunto de reações fisiológicas inespecíficas do corpo diante de 
qualquer demanda, podendo gerar consequências negativas quando se mantém de forma 
crônica. Nesse sentido, o estresse prolongado está associado a alterações hormonais, 
especialmente ao aumento dos níveis de cortisol, que podem comprometer a saúde física e 
mental do indivíduo (MCARTHUR; SAPOLSKY, 2001). 
De acordo com Lipp (2000), o estresse pode ser classificado em fases — alerta, 
resistência e exaustão sendo a última caracterizada pelo esgotamento físico e emocional, 
favorecendo o desenvolvimento de transtornos psicológicos. A autora destaca que “o 
estresse excessivo compromete o equilíbrio do organismo, afetando diretamente o 
desempenho cognitivo e emocional” (LIPP, 2000, p. 45). 
A ansiedade, por sua vez, está intimamente relacionada ao estresse e pode ser 
definida como um estado emocional caracterizado por sentimentos de apreensão, medo e 
preocupação excessiva. Castillo et al. (2000) afirmam que a ansiedade, quando exacerbada, 
passa a interferir negativamente na vida social, acadêmica e profissional do indivíduo. Para 
Dalgalarrondo (2019), trata-se de uma resposta emocional que envolve componentes 
cognitivos, comportamentais e fisiológicos. 
Segundo a American Psychiatric Association (2014), os transtornos de ansiedade 
englobam diferentes quadros clínicos, como o transtorno de ansiedade generalizada, 
transtorno do pânico, fobias específicas e ansiedade social. Esses transtornos são 
considerados um dos principais problemas de saúde mental na atualidade, apresentando 
alta prevalência na população mundial. 
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No contexto da saúde mental, o exercício físico surge como uma importante 
estratégia não farmacológica para o controle do estresse e da ansiedade. De acordo com 
Mello et al. (2005), a prática regular de exercícios físicos promove benefícios psicológicos 
significativos, incluindo melhora do humor, redução da tensão emocional e aumento da 
sensação de bem-estar. Esses efeitos estão relacionados, principalmente, à liberação de 
neurotransmissores como endorfina, serotonina e dopamina. 
Araújo et al. (2007) destacam que os exercícios físicos, especialmente os aeróbios, 
produzem efeitos ansiolíticos e antidepressivos, atuando como complemento às terapias 
tradicionais no tratamento dos transtornos de ansiedade. Segundo os autores, a prática 
regular de exercícios contribui para o equilíbrio do sistema nervoso central e para a 
regulação das respostas ao estresse. 
Em consonância com essa perspectiva, Salmon (2001) afirma que o exercício físico 
protege o organismo contra os efeitos nocivos do estresse, promovendo adaptações 
fisiológicas que aumentam a resistência do indivíduo frente a situações estressoras. O autor 
ressalta que indivíduos fisicamente ativos apresentam menor reatividade ao estresse 
quando comparados a indivíduos sedentários. 
O exercício físico regular atua como um moderador das respostas ao estresse, 
reduzindo a ativação excessiva do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e promovendo maior 
estabilidade emocional” (SALMON, 2001, p. 33). 
Além dos efeitos fisiológicos, o exercício físico proporciona benefícios psicológicos 
relacionados à autoestima e à autoconfiança. Segundo Weinberg e Gould (2017), a prática 
regular de atividades físicas contribui para a melhora da percepção corporal e da 
autoimagem, fatores diretamente associados à redução dos níveis de ansiedade. 
De acordo com Guedes (2019), o exercício físico é caracterizado como uma 
atividade planejada, estruturada e repetitiva, como objetivo de manter ou melhorar a aptidão 
física e a saúde geral. Quando bem orientado, o exercício pode ser utilizado como 
ferramenta terapêutica no cuidado com a saúde mental. 
Estudos indicam que atividades aeróbias de intensidade moderada, como 
caminhada, corrida e ciclismo, apresentam maior eficácia na redução dos sintomas de 
ansiedade e estresse (LANDERS; PETRUZZELLO, 1994). Entretanto, exercícios resistidos 
também demonstram efeitos positivos, especialmente quando associados a programas 
regulares e supervisionados (FLECK; KRAEMER, 2006). 
 
 
 
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A prática de exercícios físicos promove não apenas adaptações fisiológicas, 
mas também mudanças psicológicas positivas, como a diminuição da 
ansiedade, do estresse e dos sintomas depressivos, além da melhora da 
qualidade de vida” (MELLO et al., 2005, p. 132). 
 
 
No âmbito da Educação Física, o profissional desempenha papel fundamental na 
prescrição adequada do exercício físico, respeitando as individualidades biológicas, 
emocionais e sociais dos praticantes. Segundo Nahas (2017), a adequação da intensidade, 
duração e frequência do exercício é essencial para potencializar os benefícios e evitar 
efeitos adversos. 
A Organização Mundial da Saúde (2017) reforça que a prática regular de atividade 
física está associada à redução do risco de transtornos mentais comuns, como ansiedade e 
depressão, além de contribuir para a promoção da saúde e da qualidade de vida em 
diferentes faixas etárias. 
 
A atividade física regular é uma das intervenções mais eficazes para a 
promoção da saúde mental, sendo recomendada como estratégia de 
prevenção e tratamento complementar para transtornos como ansiedade e 
depressão” (OMS, 2017, p. 18). 
 
 
 
Dessa forma, o exercício físico consolida-se como uma ferramenta essencial no 
enfrentamento do estresse e da ansiedade, evidenciando a importância da atuação do 
profissional de Educação Física na promoção da saúde mental e no desenvolvimento de 
estratégias que favoreçam o bem-estar físico e psicológico da população. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de 
transtornos mentais. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. 
ARAÚJO, S. R. C. et al. Transtornos de ansiedade e exercício físico. Revista Brasileira 
de Psiquiatria, v. 29, n. 2, p. 164-171, 2007. 
CASTILLO, A. R. G. L. et al. Transtornos de ansiedade. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 
22, supl. 2, p. 20-23, 2000. 
DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 2. ed. 
Porto Alegre: Artmed, 2019. 
FLECK, S. J.; KRAEMER, W. J. Fundamentos do treinamento de força muscular. Porto 
Alegre: Artmed, 2006. 
GUEDES, D. P. Atividade física, aptidão física e saúde. Londrina: Midiograf, 2019. 
LANDERS, D. M.; PETRUZZELLO, S. J. Physical activity, fitness, and anxiety. Journal of 
Sport and Exercise Psychology, v. 16, p. 1-16, 1994. 
LIPP, M. E. N. Stress: conceitos básicos. São Paulo: Contexto, 2000. 
MCARTHUR, J.; SAPOLSKY, R. Stress and the brain. Current Opinion in Neurobiology, v. 
11, n. 2, p. 205-210, 2001. 
MELLO, M. T. et al. Exercício físico e saúde mental. Revista Brasileira de Medicina do 
Esporte, v. 11, n. 2, p. 131-140, 2005. 
NAHAS, M. V. Atividade física, saúde e qualidade de vida. 7. ed. Londrina: Midiograf, 
2017. 
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Depression and other common mental 
disorders: global health estimates. Genebra: OMS, 2017. 
SALMON, P. Effects of physical exercise on anxiety, depression, and sensitivity to 
stress. Clinical Psychology Review, v. 21, n. 1, p. 33-61, 2001. 
WEINBERG, R. S.; GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. 6. 
ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. 
 
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