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💜 Revisão de Conteúdo - Psicologia Hospitalar - NB1 Conceito de saúde: Estado completo de bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade. ➦ Modelo Biopsicossocial - Modelo biomédico: Surge como uma crítica ao modelo biomédico - o qual entende o ser humano reduzido apenas ao modelo biológico, focado apenas no corpo e sintomas físicos, o qual fragmenta o sujeito (separa corpo e mente), ignora aspectos emocionais, sociais e reduz o cuidado à doença, e não à pessoa. ➦ Modelo Biopsicossocial – Engel (1977): ➼ Engel propõe o modelo biopsicossocial, que amplia a compreensão de saúde e doença, a saúde e o adoecimento são resultado da interação dinâmica entre três dimensões: Biológica → funcionamento do corpo, genética, doenças Psicológica → emoções, estresse, comportamento, pensamentos Social → relações, cultura, condições de vida 🔱 Princípio Fundamental: ❗ Nenhuma doença é apenas biológica ❗ Nenhum sofrimento é apenas psicológico ❗ Nenhum adoecimento acontece fora de um contexto social Revisão de Conteúdo - Psicologia Hospitalar - NB1 1 ➦ In�uências Psicológicas: Os fatores psicológicos exercem impacto direto sobre a saúde, especialmente o estresse, as emoções (como ansiedade, tristeza e medo) e a forma como o indivíduo lida com as situações da vida, podendo agravar quadros clínicos, di�cultar ou favorecer a recuperação e in�uenciar diretamente a adesão ao tratamento. Ou seja, a maneira como a pessoa sente, pensa e enfrenta suas di�culdades interfere no processo de adoecimento e cuidado. ➦ In�uências Sociais O apoio familiar, as condições socioeconômicas e o ambiente em que o indivíduo está inserido, são elementos podem atuar tanto como fatores de proteção, quando há uma rede de apoio e condições de vida favoráveis, quanto como fatores de risco, em situações de vulnerabilidade, como falta de recursos ou isolamento social. ➨ Reforma Sanitária Brasileira (décadas de 70-80): Crítica ao modelo hospitalocêntrico: Nesse período, surgem críticas ao modelo centrado apenas no hospital, que focava na doença e no tratamento curativo, deixando de lado a prevenção e os aspectos sociais do adoecimento. Ampliação da visão de saúde: Passa-se a entender que a saúde não depende só do hospital, mas também das condições de vida, prevenção e promoção da saúde. ➦ Criação do SUS (1988): Marco histórico: Com a Constituição de 1988, é criado o Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo a saúde como um direito de todos e dever do Estado. Campo para a Psicologia da Saúde: A necessidade de uma visão mais ampla do adoecimento abre espaço para a atuação da Psicologia, considerando fatores emocionais e sociais ( in�uencia da 2 Guerra Mundial) In�uência do modelo biopsicossocial: O SUS incorpora essa visão ampliada, entendendo o indivíduo de forma integral. ➦ Princípios do SUS: Revisão de Conteúdo - Psicologia Hospitalar - NB1 2 Universalidade: Todos os cidadãos têm direito ao acesso à saúde, em todos os níveis de atendimento, sem exclusão. Integralidade: A saúde deve ser cuidada de forma completa, incluindo ações preventivas e curativas, individuais e coletivas em todos os aspectos. Equidade: Tratar de forma justa, oferecendo mais atenção a quem mais precisa, sem preconceitos ou privilégios. ➦ Diretrizes do SUS Descentralização: A gestão da saúde é dividida entre os níveis federal, estadual e municipal, com responsabilidade em cada esfera. Regionalização e Hierarquização: Os serviços são organizados em rede, indo do mais simples ao mais complexo, garantindo encaminhamentos adequados. Participação da comunidade: A população participa da gestão da saúde por meio do controle social (conselhos e conferências). Resolutividade: Os serviços devem ser capazes de resolver os problemas de saúde em cada nível de atenção. ➦ SUS e Saúde Pública: Pacto pela Saúde: Conjunto de acordos entre os gestores (federal, estadual e municipal) para fortalecer e organizar o SUS. Três dimensões do pacto: Pacto pela Vida: voltado para as prioridades de saúde da população. De�ne metas concretas para melhorar a qualidade de vida, como redução da mortalidade, controle de doenças e promoção da saúde. 👉 foca diretamente nos problemas de saúde mais importantes. Pacto em Defesa do SUS: Busca valorizar e fortalecer o SUS como política pública. Envolve a mobilização da sociedade e dos gestores para defender o sistema, garantindo seus princípios (como universalidade, integralidade e equidade). 👉 foca na importância e valorização do SUS. Pacto de Gestão do SUS: Está relacionado à organização e responsabilidade dos gestores (federal, estadual e municipal). De�ne Revisão de Conteúdo - Psicologia Hospitalar - NB1 3 quem faz o quê dentro do sistema e busca melhorar a e�ciência da gestão. 👉 foca em como o SUS é administrado. Aperfeiçoamento da gestão: Busca melhorar a organização e e�ciência dos serviços de saúde. Termo de Compromisso de Gestão (TCG): Documento que formaliza as responsabilidades de cada gestor dentro do SUS. ➨ Psicologia da Saúde: Origem e desenvolvimento: A Psicologia da Saúde se desenvolveu inicialmente nos Estados Unidos, sendo fortemente in�uenciada pelo modelo biopsicossocial, que amplia a compreensão de saúde e doença para além do aspecto biológico. Campo de atuação: Atua em diversos contextos relacionados à saúde, não se limitando ao hospital, incluindo unidades básicas, clínicas, comunidades e políticas públicas. Foco principal: Surge da necessidade de compreender os comportamentos relacionados à saúde, como adesão ao tratamento, prevenção de doenças e formas de enfrentamento do adoecimento. ➦ Objeto de Estudo: Fatores envolvidos na saúde e doença: A Psicologia da Saúde estuda os fatores psicológicos, comportamentais e sociais que in�uenciam os processos de saúde, adoecimento e cuidado. Contribuição de Angerami-Camon: Segundo o autor, o principal objeto de estudo é o sofrimento psíquico presente nas situações de adoecimento, cuidado e hospitalização, além das formas como o indivíduo enfrenta e dá sentido a esse sofrimento. ➦ Psicologia da Saúde × Psicologia Hospitalar: Psicologia da Saúde (mais ampla): É um campo de estudo e atuação amplo, que envolve todos os contextos relacionados à saúde, Psicologia Hospitalar (mais especí�ca): É uma especialidade, com atuação focada dentro do hospital, lidando diretamente com Revisão de Conteúdo - Psicologia Hospitalar - NB1 4 incluindo prevenção, promoção e tratamento. pacientes internados, familiares e equipe de saúde. OBS: Nem todo psicólogo da saúde atua no contexto hospitalar, pois sua atuação é ampla e inclui diversos espaços de cuidado; entretanto, todo psicólogo hospitalar é um psicólogo da saúde, uma vez que a psicologia hospitalar constitui uma área especí�ca inserida nesse campo mais abrangente. ➨ Níveis de Atuação: ➦ Atenção Primária: É a porta de entrada do sistema de saúde e tem como foco a promoção da saúde, prevenção de agravos e cuidado contínuo. Objetivo: fortalecer recursos individuais e comunitários, prevenindo o sofrimento psíquico por meio de intervenções breves, educativas e de suporte emocional, como psicoeducação, acolhimento, visitas domiciliares e ações coletivas. ➦ Atenção Secundária: Corresponde à média complexidade, envolvendo atendimentos especializados e encaminhamentos da atenção primária. Objetivo: auxiliar o paciente a lidar com a doença já instalada ou com sofrimento psíquico mais estruturado, utilizando acompanhamento psicológico focal, projeto terapêutico singular e articulação com equipe, família e rede de cuidado. ➦ Atenção Terciária: Refere-se à alta complexidade, como internações, uso de tecnologias avançadas e situações de risco de vida. Objetivo: é manejar o sofrimento psíquico diante do adoecimento grave, com intervenções voltadas à escuta, manejo da angústia e mediação entre paciente, família e equipe. ➨ Reabilitação em Saúde: Revisão de Conteúdo- Psicologia Hospitalar - NB1 5 Nível especi�co de ação em saúde, considerada uma das quatro estratégias fundamentais: Preventiva → evitar doença Curativa → tratar doença Reabilitativa → adaptar à condição Paliativa → aliviar sofrimento Foco em potencializar capacidades preservadas e promover a autonomia. Atuação do psicólogo: facilitador do ajustamento e da adesão ao tratamento com manejo do sofrimento, aceitação da condição e adaptação às limitações, reconstrução de identidade, reabilitação neuropsicológica ➨ Modelos de Trabalho em Equipe: ➦ Modelo Multidisciplinar: Cada pro�ssional faz a sua parte separado, como se cada um cuidasse de um “pedaço” do paciente. Eles até podem conversar, mas isso acontece pouco. Por isso, o cuidado pode �car meio fragmentado, já que nem sempre tudo é pensado em conjunto. ➦ Modelo Interdisciplinar: Nesse modelo, os pro�ssionais conversam entre si e pensam juntos sobre o paciente. Cada um traz seu conhecimento, mas há troca e planejamento em equipe. Isso ajuda a entender melhor a pessoa como um todo e melhora a qualidade do cuidado. ➦ Modelo Transdisciplinar: Aqui, a integração é ainda maior. Os pro�ssionais praticamente “misturam” seus conhecimentos, trabalhando de forma muito próxima e colaborativa. O foco deixa de ser cada área separada e passa a ser o cuidado completo do paciente, de forma mais uni�cada e humanizada. ➨ Psicologia Hospitalar Revisão de Conteúdo - Psicologia Hospitalar - NB1 6 A Psicologia Hospitalar surge após a Segunda Guerra Mundial, com foco na compreensão do sujeito em sofrimento, sendo introduzida no Brasil em 1954 e reconhecida como especialidade em 2000. Objetivo principal: minimizar o sofrimento causado pela hospitalização e promover a humanização do cuidado. ➦ Atuação do Psicólogo Hospitalar: A atuação ocorre principalmente à beira do leito, em um ambiente dinâmico e com interrupções, exigindo �exibilidade e adaptação. Intervenções são breves e focadas no “aqui e agora”, com o objetivo de oferecer suporte emocional, auxiliar no enfrentamento do adoecimento e mediar a relação entre paciente, família e equipe. Atuação com o Paciente: O psicólogo oferece apoio emocional ao paciente, ajudando no enfrentamento do diagnóstico, que muitas vezes vem acompanhado de medo e insegurança. Também auxilia no preparo para procedimentos, reduzindo ansiedade, e trabalha na ressigni�cação do adoecimento, ajudando o paciente a compreender e dar um novo sentido à sua experiência. Atuação com a Família: O psicólogo oferece suporte no luto (inclusive o antecipatório), ajuda na mediação de con�itos e no manejo da sobrecarga emocional, além de facilitar a comunicação entre os membros da família e com a equipe de saúde. Trabalho com a Equipe: O psicólogo atua junto à equipe de saúde, participando de reuniões e contribuindo com sua visão sobre o paciente. Também auxilia na comunicação de notícias difíceis. ➦ Intervenções Psicológicas: Individuais: Foco na escuta quali�cada, suporte emocional em crises agudas e elaboração do processo de adoecimento. Familiares: A família como unidade de cuidado; mediação de con�itos, acolhimento do luto antecipatório suporte ao cuidado Grupais: Grupos de sala de espera (informativos ou de psicoeducação) e grupos operativos/terapéuticos focados em patologias especi�cas ou suporte mútuo. Revisão de Conteúdo - Psicologia Hospitalar - NB1 7 ➦ Protocolo SPIKES: ➼ O protocolo SPIKES é uma estratégia utilizada para comunicar más notícias de forma sensível, organizada e humanizada, ajudando o pro�ssional a lidar melhor com esse momento delicado com o paciente e a família. 1. Setting → preparar ambiente 2. Perception → entender o que o paciente sabe 3. Invitation → saber quanto quer saber 4. Knowledge → dar a notícia 5. Emotions → acolher os sentimentos 6. Strategy → planejar próximos passos ➦ Setting terapêutico: O setting terapêutico no contexto hospitalar é um ambiente complexo, dinâmico e multifacetado, diferente do consultório tradicional. Sofre constantes adaptações devido à rotina do hospital, como interrupções, circulação de pessoas e limitações de espaço, exigindo que o psicólogo seja �exível e capaz de ajustar sua atuação conforme o contexto. O atendimento não é �xo, mas se adapta às condições do momento, mantendo o cuidado e a escuta mesmo em um ambiente desa�ador. ➦ Impactos da Hospitalização: Mudanças na subjetividade: A hospitalização provoca alterações importantes na forma como o paciente se percebe e vive sua realidade, afetando sua identidade, emoções e modo de lidar com a situação. Despersonalização: O paciente pode deixar de ser visto como sujeito e passar a ser tratado como um diagnóstico ou número, gerando perda de identidade e singularidade, podendo gerar baixa autoestima e adaptação exagerada ao contexto hospitalar. Perda de autonomia: A rotina hospitalar impõe regras, horários e dependência de outros, o que reduz o controle do paciente sobre sua própria vida. Vulnerabilidade emocional: Diante da doença e da internação, o paciente pode se sentir fragilizado, inseguro e mais sensível emocionalmente. Revisão de Conteúdo - Psicologia Hospitalar - NB1 8 Tempo institucional × tempo subjetivo: A diferença entre o tempo do hospital (mais técnico e padronizado) e o tempo do paciente (carregado de emoção e expectativa) pode gerar ansiedade, angústia e até sensação de abandono. ➦ Reações Emocionais: Ansiedade: preocupação excessiva e tensão em relação ao tratamento e resultados. Raiva: frustração e indignação pela vulnerabilidade enfrentada. Medo: incerteza do diagnóstico, procedimentos e possíveis consequências da internação hospitalar. Tristeza: perda pelas mudanças na vida Sentimento de injustiça: desejo por entendimento - porque comigo? Transição: A transição do medo à aceitação sobre a nova realidade e condições. ➦ Mecanismos de Defesa Negação: Impede que o paciente reconheça a gravidade da sua situação, funcionando como uma forma de evitar o contato direto com o sofrimento. Projeção: Atribui a outras pessoas sentimentos ou pensamentos que são seus, como forma de evitar lidar com eles internamente. Isso reduz a responsabilidade emocional e protege o sujeito do sofrimento psíquico. Racionalização: Ocorre quando o paciente tenta explicar o adoecimento de forma lógica e racional, evitando entrar em contato com as emoções envolvidas. É uma maneira de “intelectualizar” a situação para diminuir o impacto emocional. Negação adaptativa × negação impeditiva: A negação pode ser adaptativa quando ajuda o paciente a lidar gradualmente com a realidade, mas se torna impeditiva quando impede o reconhecimento da doença e prejudica o tratamento e o enfrentamento da situação. ➦ Diagnóstico em Psicologia Hospitalar: Segundo Simonetti (2011), o diagnóstico é entendido como o “instante de ver”, enquanto a terapêutica é o “tempo de intervir”, devendo ocorrer de forma Revisão de Conteúdo - Psicologia Hospitalar - NB1 9 conjunta devido à rapidez do contexto hospitalar. O foco não é apenas a doença, mas como o paciente reage a ela. Eixos do Diagnóstico: Reacional: Refere-se às reações emocionais do paciente diante da doença. Médico: Relaciona-se ao que o paciente sabe e sente sobre sua condição física. Situacional: Diz respeito ao impacto da doença no cotidiano e no contexto social. Transferencial: Refere-se à forma como o paciente se relaciona com a equipe e o cuidado. ➨ Ciclo Vital e Hospitalização: ➼ A hospitalização gera uma crise familiar, alterando papéis, rotina e organização. O acompanhante também vivencia sofrimento e precisa de suporte. CRIANÇAS: A hospitalização em crianças pode gerar angústia de separação, com medo do abandono e ruptura do vínculo com os cuidadores. Também podem surgir fantasias e medos, interpretando procedimentos como punição ou mutilação, além de regressão, voltando a comportamentos de fases anteriores do desenvolvimento. ADULTOS: Nos adultos, a hospitalizaçãoimpacta a identidade social, com perda do papel de provedor e da produtividade. Há con�ito entre a necessidade de cuidado e o desejo de independência, além de preocupações com trabalho, �nanças e família. IDOSOS: Nos idosos, a hospitalização está associada à perda de autonomia, gerando sentimentos de dependência e inutilidade. Pode haver isolamento, desorientação e maior contato com a ideia de �nitude, ou seja, a proximidade da morte. ➨ Avaliação Psicológica: ➼ Não é um psicodiagnóstico clássico de consultório, pois é contextual, breve e muitas vezes já interventiva. Ocorre em um ambiente de crise, com tempo reduzido e sofrimento físico associado, sendo registrada em prontuário e guiada por um roteiro �exível, focado na relação do paciente com a doença e o tratamento. Revisão de Conteúdo - Psicologia Hospitalar - NB1 10 Funções da Avaliação: A avaliação tem função diagnóstica, identi�cando possíveis transtornos, e função de orientação do tratamento, direcionando a intervenção, considerando que o atendimento é breve e ocorre em situação de crise. Aspectos Avaliados: psicólogo avalia diferentes dimensões do paciente: emocional (como ele se sente), cognitiva (atenção, compreensão), comportamental (se adere ou resiste ao tratamento), relacional (como se relaciona com equipe e família) e sociocultural (crenças, valores e contexto de vida). Ferramentas de Avaliação: A avaliação utiliza entrevista semiestruturada, breve e focada no adoecimento, observação do comportamento e linguagem não verbal, além de instrumentos como testes ou escalas, sempre veri�cando sua validade e adequação ao contexto hospitalar. Roteiro de Avaliação Psicológica: Inclui identi�cação do paciente, motivo da avaliação, história da doença atual, história de vida, vivência da hospitalização, estado emocional, relação com equipe e tratamento, rede de apoio, hipóteses psicológicas e planejamento de intervenções e encaminhamentos. Exame do Estado Mental: É uma avaliação do funcionamento psicológico atual do paciente, feita por meio da observação e da conversa. São observados aspectos como aparência e comportamento (higiene, postura), nível de consciência, orientação (se sabe onde está, que dia é), atenção, memória e linguagem. ➦ Intervenção no hospital: Breve e focal: foco no impacto do adoecimento, hospitalização e adesão ao tratamento Flexível: ocorre em diversos cenários e adaptado à rotina; Integrada: atua e colabora diretamente com a equipe Intervenção diretiva e centrada no aqui-agora, priorizando a estabilização imediata do paciente. ➦ Competências Essenciais do Psicólogo Capacidade de intervir em situações de alto impacto emocional e lidar com a �nitude. Revisão de Conteúdo - Psicologia Hospitalar - NB1 11 Postura ética pautada na dignidade e autonomia do paciente. Habilidade de trabalho em equipe e adaptação das técnicas a cada contexto especí�co. Comunicação clara e empática com pacientes, familiares e demais pro�ssionais de saúde. ➨ Contextos de Atuação: ➨ Ambulatórios: O atendimento ambulatorial é voltado para pacientes não internados e permite um acompanhamento mais longo e aprofundado. Foco: Promoção de saúde e fortalecimento da relação terapêutica com o paciente e sua família. Demandas: Manejo de doenças crônicas (como diabetes), motivação para adesão ao tratamento e preparo psicológico para cirurgias. Intervenções: Psicoterapia breve, psicoeducação e grupos terapêuticos de suporte. ➨ Enfermarias: Atendimento a pacientes internados em fase aguda ou recuperação, exigindo grande �exibilidade devido à diversidade de diagnósticos. Demandas: Impacto da hospitalização, incertezas sobre o futuro e adaptação ao adoecimento. Intervenções: Escuta clínica, validação de emoções, manejo de ansiedade/medo e preparação para a alta hospitalar. ➨ Unidade de Terapia Intensiva (UTI): Ambiente de alta complexidade tecnológica, marcado pelo risco de morte e desumanização. Demandas: Sofrimento familiar, terminalidade, ansiedade e casos de delirium. Revisão de Conteúdo - Psicologia Hospitalar - NB1 12 Intervenções: Acolhimento da família, auxílio na tomada de decisões, mediação com a equipe e suporte no luto e despedidas. ➨ Emergência: Caracterizada pela alta rotatividade, imprevisibilidade e tempo reduzido de intervenção. Demandas: Traumas, tentativas de suicídio, acidentes e situações de violência. Intervenções: Intervenção em crise, redução do sofrimento agudo, avaliação de risco e encaminhamentos. ➨ Atendimento Domiciliar: Visa a recuperação no ambiente do paciente, favorecendo sua autonomia e identidade. Características: Ambiente mais humanizado e individualizado, com a família participando ativamente do cuidado. Intervenções: Suporte em cuidados paliativos, reabilitação, manejo de dependência e preparação para o luto. Revisão de Conteúdo - Psicologia Hospitalar - NB1 13