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MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE P R O F . C A M I L O F E R R E I R A Estratégia MED Prof. Camilo Ramos | Medicina de família e comunidade 2MEDICINA PREVENTIVA PROF. CAMILO RAMOS @ camilo.f.ramos @estrategiamed /estrategiamed Estratégia MED t.me/estrategiamed APRESENTAÇÃO: Estrategista, bem-vindo(a)! Sou o professor Camilo Ramos, especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem e Mestre em Clínica das Doenças Tropicais. Seu sonho de ser um especialista e ter seu RQE (Registro de Qualificação de Especialista) ficará mais “palpável” após este nosso resumo! Chegamos à Medicina de Família e Comunidade (MFC), a especialidade médica que mais cresce no Brasil. Segundo dados do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina, as vagas de Residência para MFC aumentaram quase 500% na última década! As provas de Residência refletiram esse boom da MFC. Antes, com questões mais direcionadas à epidemiologia e ao Sistema Único de Saúde, hoje as bancas cobram até mesmo conceitos mais aprofundados de Medicina de Família e Comunidade. Sem mais me prolongar, vamos agora rumo à incrível Medicina de Família e Comunidade! Agora, vou chamá-lo de Estrategista! Afinal, vamos construir a estratégia para sua aprovação – com um estudo focado em questões, “gastando os neurônios” com o que realmente aparece nas provas, sem ocupar seu valioso tempo com detalhes teóricos que nunca são cobrados. Com os melhores votos de sucesso, Prof. Camilo Ramos. @estrategiamed https://www.instagram.com/camilo.f.ramos https://www.instagram.com/estrategiamed/ https://www.facebook.com/estrategiamed1 https://www.youtube.com/channel/UCyNuIBnEwzsgA05XK1P6Dmw?sub_confirmation=1 https://t.me/estrategiamed Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 3 MEDICINA PREVENTIVA SUMÁRIO ENGENHARIA REVERSA 4 1.0 A MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE 5 1.1 PRINCÍPIOS DA MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE 5 1.2 ATUAÇÃO DA MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE 6 2.0 MÉTODO CLÍNICO CENTRADO NA PESSOA 8 2.1 PRIMEIRO COMPONENTE: EXPLORANDO A SAÚDE, A DOENÇA E A EXPERIÊNCIA COM A DOENÇA 9 2.2 SEGUNDO COMPONENTE: ENTENDENDO A PESSOA COMO UM TODO 9 2.3 TERCEIRO COMPONENTE: ELABORANDO UM PLANO CONJUNTO DE MANEJO 9 2.4 QUARTO COMPONENTE: INTENSIFICANDO A RELAÇÃO ENTRE A PESSOA E O MÉDICO 9 3.0 PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR 10 4.0 ABORDAGEM FAMILIAR 11 4.1 CICLO DE VIDA FAMILIAR 11 4.1.1 CICLO DE VIDA DA CLASSE MÉDIA 11 4.1.2 CICLO DE VIDA DA CLASSE POPULAR 12 4.2 FERRAMENTAS DE ABORDAGEM FAMILIAR 13 4.2.1 GENOGRAMA 13 4.2.2 ECOMAPA 15 5.0 ABORDAGEM COMUNITÁRIA 17 5.1 DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO COMUNITÁRIA 17 5.2 ESTIMATIVA RÁPIDA 17 5.3 EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE 17 5.4 ATENÇÃO DOMICILIAR 18 5.4.1 SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR (SAD) 19 6.0 GRUPO BALINT E O EFEITO DROGA 21 7.0 CUIDADOS PALIATIVOS 22 8.0 LISTA DE QUESTÕES 23 9.0 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 24 10.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 25 Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 4 MEDICINA PREVENTIVA Medicina de Família e Comunidade Outros tópicos da Medicina Preven�va 5% 95% ENGENHARIA REVERSA DA MEDICINA PREVENTIVA ENGENHARIA REVERSA Estrategista, a Engenharia Reversa é a técnica vitoriosa do Grupo Estratégia para ser o maior aprovador em concursos do Brasil. Partimos das provas, realizando estatísticas do que mais cai (e como cai), para trazer para você um ensino direcionado para a prova, para acertar e ser aprovado no concurso de Residência Médica. Veja o histórico da frequência de questões sobre Medicina Preventiva nas provas recentes de Residência Médica: Questões puramente relacionadas à Medicina de Família e Comunidade representam cerca de 5% das provas de Medicina Preventiva em seleções de Residência Médica nos últimos anos em todo o Brasil. Contudo, essa especialidade guarda íntima relação com outras áreas (como Atenção Primária e Sistemas de Informação em Saúde), de modo que é pouco comum uma prova que não traga conceitos relacionados à Medicina de Família e Comunidade! Estamos diante de um tema importante, que tem suas particularidades, e que pode fazer a diferença para sua aprovação. A boa notícia é que agora você terá segurança para ganhar os pontos quando surgirem essas frequentes questões! Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 5 MEDICINA PREVENTIVA CAPÍTULO 1.0 A MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE A Medicina de Família e Comunidade (MFC) preocupa-se em cuidar de modo integral (em todas as necessidades) das pessoas, das famílias e das comunidades. Seu trabalho é abrangente, ocorre ao longo do tempo e atua fundamentalmente na atenção primária à saúde. Como ator principal no palco da MFC, temos o médico de família e comunidade, que ocupa papel central nos princípios da Medicina de Família e Comunidade. Figura 1: O Médico de Família e Comunidade e os princípios da MFC. 1.1 PRINCÍPIOS DA MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE Vamos explorar os quatro princípios da MFC. Venha comigo! • O médico de família e comunidade é um clínico qualificado O médico de MFC não é um profissional que apenas reúne conhecimentos sobre outras áreas médicas e aplica-os na atenção primária, mas, sim, um clínico com saberes que são construídos de modo direcionado às necessidades de sua atuação. Seu trabalho não deve apenas se relacionar aos cuidados na comunidade, mas coordenar os cuidados, ainda que o usuário necessite ir a outro ponto da rede de atenção à saúde. Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 6 MEDICINA PREVENTIVA • A atuação do médico de família e comunidade é influenciada pela comunidade O profissional deve ser capaz de resolver os problemas das pessoas, e ir além, tendo capacidade de adaptar-se às mudanças das necessidades da comunidade. Gusso e Ceratti (2019) pontuam que a variedade de problemas que podem se apresentar para o médico de família e comunidade pode ser até mesmo motivo de ansiedade para o profissional, o que vai sendo controlado quando o médico utiliza as ferramentas da MFC para abordar as situações. A atuação médica ocorre em equipe, sendo que a medicina é uma parte na rede do cuidado e o médico pode ser tanto membro quanto líder da equipe, não necessariamente tendo de exercer a liderança. • O médico de família e comunidade é um recurso de uma população definida O médico de família e comunidade deve desenvolver com seus usuários uma relação de empatia e confiança, assumindo a responsabilidade sobre as pessoas. Para que isso seja alcançado, é fundamental que o profissional seja responsável por uma limitada quantidade de usuários (população definida), caso contrário, a sobrecarga de trabalho pode limitar sua atuação. Dentro de sua população definida, o médico deve cuidar de cada pessoa de modo personalizado, humanizando os padrões “protocolares e tecnológicos” comuns atualmente, inclusive estando disponível para atuar em casos agudos e urgentes. • A relação médico-pessoa é fundamental para o desempenho do médico de família e comunidade O médico deve acolher todas as demandas de seus usuários, transmitindo a eles aspectos como otimismo e coragem, também demonstrando capacidade de discernimento e autodisciplina. Deve-se ter compromisso com o bem-estar da pessoa sempre, mesmo que ela não perceba isso em todos os momentos. A relação ao longo do tempo (longitudinalidade), pautada nesses aspectos, constrói uma forte relação de vínculo e lealdade. Para facilitar essa construção, a Medicina de Família e Comunidade possui ferramentas pouco presentes em outras especialidades, como, por exemplo as visitas domiciliares e as ferramentas de abordagem familiar. 1.2 ATUAÇÃO DA MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE O médico de família e comunidade costuma receber os pacientes quando surgem os sintomas iniciais, na maioriadas vezes, antes de maior gravidade já estar estabelecida. Enquanto isso, outros especialistas costumam receber casos mais avançados e com características diagnósticas mais evidentes. A história natural da doença está apenas no começo quando o paciente procura o primeiro atendimento com um profissional de família, então os sintomas tendem a ser pouco definidos, o que faz com que o médico de família e comunidade trabalhe com muitas possibilidades diagnósticas e elenque muitos diferenciais. Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 7 MEDICINA PREVENTIVA Vamos agora comparar o modo de atuação da Medicina de Família e Comunidade com a dos especialistas: Médico de família Sintomas pouco específicos Constrói hipóteses diagnósticas Diagnóstico menos específico Foco na pessoa e continuidade do cuidado Especialista Sintomas mais específicos Baixa construção de hipóteses Diagnóstico definitivo e específico Foco na doença, mínima continuidade Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 8 MEDICINA PREVENTIVA CAPÍTULO 2.0 MÉTODO CLÍNICO CENTRADO NA PESSOA Para facilitar o entendimento do Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP), precisamos inicialmente entender o que ocorre em um método que não tem o foco de ser centrado na pessoa. No modelo biomédico, os médicos tentam explicar todas as características do adoecimento por meio de explicações técnicas biológicas e não deixam espaço para a discussão sobre a influência para os aspectos psicossociais e comportamentais. Em 1995, Moira Stewart, Ian McWhinney e colaboradores estabeleceram, no Canadá, a expressão “Método Clínico Centrado na Pessoa” (MCCP), que se configura em um modelo de abordagem relativo ao modo de atuação do médico de família. O MCCP propõe a integração entre os aspectos relacionados à doença e a perspectiva da pessoa doente, com o objetivo de garantir “que as características particulares e as preferências de cada pessoa sejam levadas em consideração e de que se chegue a um plano de tratamento elaborado de acordo com esses fatores” (Stewart, 2017). Os componentes do MCCP são quatro. Eles têm uma característica que os une: promover a autonomia da pessoa no seu cuidado, situação em que o médico renuncia ao poder de decisão sobre todos os aspectos do cuidado e compartilha esse poder decisório com a pessoa. Preciso de toda sua atenção agora, pois o MCCP é um dos temas mais comuns de MFC em provas. As bancas costumam descrever uma situação e pedir que você identifique o componente (ou mesmo, esperam que o candidato reconheça o componente pela ordem - primeiro, segundo e em diante). 1) Explorando a saúde, a doença e a experiência da doença 2) Entendendo a pessoa como um todo 3) Elaborando um plano conjunto de manejo dos problemas 4) Intensificando a relação entre a pessoa e o médico MCCP Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 9 MEDICINA PREVENTIVA Vamos entender o que significa cada componente, pois as questões costumam pedir que se identifique o componente em uma situação. Após conhecermos os quatro, então praticaremos com questões. 2.1 PRIMEIRO COMPONENTE: EXPLORANDO A SAÚDE, A DOENÇA E A EXPERIÊNCIA COM A DOENÇA O Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) entende que a doença, a saúde e a experiência com a doença são fatores que interagem. Por exemplo, se ignorarmos isso e buscarmos respostas para o adoecimento no modelo biomédico, teremos dificuldades para explicar o motivo de uma pessoa com exames físico e complementares normais apresentar uma queixa persistente. 2.2 SEGUNDO COMPONENTE: ENTENDENDO A PESSOA COMO UM TODO Este componente do Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) integra os conceitos do primeiro componente com o entendimento da pessoa como um todo, incluindo o momento do ciclo de vida (falaremos mais sobre eles adiante) e aspectos religiosos. 2.3 TERCEIRO COMPONENTE: ELABORANDO UM PLANO CONJUNTO DE MANEJO O terceiro componente é bastante interessante por representar não apenas o ponto de vista médico de ouvir, entender e contextualizar o adoecimento, mas propor uma postura ativa da própria pessoa doente. Tuckett e colaboradores (1985) fornecem uma inusitada metáfora para explicar o terceiro componente do Método Clínico Centrado na Pessoa: é um encontro de especialistas - o médico é especialista nos aspectos biomédicos do problema e a pessoa é especialista em sua experiência de saúde e de doença. 2.4 QUARTO COMPONENTE: INTENSIFICANDO A RELAÇÃO ENTRE A PESSOA E O MÉDICO Chegamos ao quarto e último componente, que fala da aproximação da relação entre a pessoa e o médico, que é fundamental no processo do cuidado. O médico deve evitar que se forme um distanciamento com a pessoa que necessita de seus cuidados, como se ela fosse apenas uma tarefa a ser cumprida. O quarto componente enfatiza a necessidade de o médico aproximar-se da realidade da pessoa, criando empatia e vínculo. Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 10 MEDICINA PREVENTIVA CAPÍTULO 3.0 PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR O Ministério da Saúde define o Projeto Terapêutico Singular (PTS) como uma ferramenta da atenção básica caracterizada por ser uma discussão coletiva entre os diversos membros da equipe interdisciplinar (e apoio matricial se necessário, ou seja, interação com outra equipe), resultando em condutas terapêuticas articuladas para um caso específico (singular) de um indivíduo, família ou comunidade, com respeito às vulnerabilidades. É fundamental que a equipe de saúde crie vínculo também com a família do(s) usuário(s) a quem se dirige o PTS. Figura 2: A “chave” para compreender o Projeto Terapêutico Singular é entender que sua elaboração é no contexto da interação da equipe, em que cada profissional expõe um ponto de vista e a equipe cria uma proposta de condutas terapêuticas. Fonte: Shutterstock. Inicialmente, o PTS foi desenvolvido nas equipes de atenção mental, porém, agora, seu uso é preconizado em toda a atenção primária em saúde. É necessário que os membros da equipe da atenção básica se comprometam com o PTS, reservando momentos fixos semanal ou quinzenalmente. O Projeto Terapêutico Singular é direcionado para casos que possuam aspectos complexos, havendo. então, a reunião de todos os profissionais de uma equipe em busca do compartilhamento dos diversos saberes e construção de uma proposta coletiva de intervenção. A liderança do PTS não é direcionada a um profissional específico, mas é sugerido que fique com aquele(s) mais vinculado(s) ao(s) sujeito(s) do Projeto – o chamado profissional de referência do PTS. Já a escolha dos casos pode ser realizada por qualquer profissional da atenção primária que se deparar com a complexidade de um caso. Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 11 MEDICINA PREVENTIVA CAPÍTULO 4.0 ABORDAGEM FAMILIAR A família é o núcleo da Medicina de Família e Comunidade, de modo que o médico deve estar apto a compreender os aspectos de funcionamento de cada família, a fim de melhor entender a causa dos problemas da pessoa de quem está cuidando e ter como planejar uma intervenção mais efetiva. O médico idealmente deve contatar a família todas as vezes que um problema de uma pessoa possa influenciar ou fazer parte do contexto familiar (exemplo: uso de drogas). A única contraindicação é quando existir risco de violência a alguém, seja ao usuário do serviço de saúde, ao próprio familiar, ou mesmo, ao médico. Neste capítulo, vamos abordar dois tópicos: os ciclos de vida das famílias e as ferramentas de abordagem familiar. 4.1 CICLO DE VIDA FAMILIAR As famílias passam por diversas transformações ao longo do tempo e algumas delas são “previsíveis e habituais”. Mudanças de componentes, saídas de casa, questões sociais e falecimentos podem afetar a estrutura familiar.Todas as famílias passam por diferentes fases ao longo de sua existência e os momentos de transição costumam representar os tempos de maior vulnerabilidade. É importante que o médico reconheça esses aspectos, a fim de orientar e ajudar as famílias a enfrentarem e prepararem-se para momentos assim em sua história. As provas de Residência ocasionalmente cobram esse interessante tema da Medicina de Família e Comunidade, então vamos conhecer seus principais aspectos, conforme classicamente descritos na literatura. 4.1.1 CICLO DE VIDA DA CLASSE MÉDIA Os modelos de descrição dos ciclos de vida baseados em classes sociais surgiram nos Estados Unidos da América, havendo inegáveis particularidades e realidades distintas em relação a outros povos, inclusive o brasileiro. Vamos conhecer o ciclo da classe média: Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 12 MEDICINA PREVENTIVA Filhos saindo de casaFilhos adolescentes Filhos pequenos Novo casal Jovens solteiros • Jovens solteiros: é o momento inicial da vida adulta, em que jovens solteiros saem de casa e passam a assumir responsabilidades. • Novo casal: os jovens unem-se e formam novos casais, novas famílias, devendo adaptar-se e assumir compromissos maritais. • Família com filhos pequenos: agora, o jovem casal passa a lidar com filhos pequenos, representando um novo desafio: ajustar a realidade do casal, unir-se em torno da educação das crianças (e suas consequências financeiras) e estabelecer o papel de pais e avós. • Família com adolescentes: momento que tem como desafios reconhecer o início da independência dos filhos e lidar com a fragilidade dos avós. • Filhos saindo de casa: momento do ciclo também chamado de “encaminhando os filhos” ou “ninho vazio”, refere-se à saída dos filhos de casa, quando eles vão começar o próprio ciclo fora de casa. O casal tem como desafio reinventar-se como apenas dois. • Estágio tardio da vida: nesse último momento, as famílias passam a viver uma mudança de papéis, em que os idosos passam a ter menor controle e a geração do meio (filhos) assume um papel central. São frequentes as perdas nesse período, outro desafio para as famílias. 4.1.2 CICLO DE VIDA DA CLASSE POPULAR Nas classes que convivem em um ambiente de limitações financeiras e educacionais, algumas etapas do ciclo de vida “clássico” que vimos não se efetivam. As etapas aqui são menos numerosas e marcadas pela necessidade de adaptação – já que, por vezes, os elementos da família têm de assumir funções que não são típicas de seu momento de vida com o objetivo de manter a família o mais estável possível (como avós mantendo filhos e netos, responsabilizando-se pela tarefa dos filhos já adultos). Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 13 MEDICINA PREVENTIVA Famílias no estágio tardio Família com filhos Adolescente e adulto jovem solteiro • Adolescente e jovem adulto solteiro: a transição entre a adolescência e a idade adulta são mal delimitadas e, às vezes, o adolescente necessita buscar sua autonomia e manter-se com seu trabalho. • A família com filhos: a geração de filhos, não o casamento, é o primeiro momento da formação da nova família, em que o planejamento é precário ou não ocorre. O sistema conjugal é formado já no contexto dos filhos presentes. • Famílias no estágio tardio: são comuns as famílias em que convivem três ou quatro gerações, o que ocorre devido à concepção precoce e o baixo nível educacional, que não permite a independência dos membros. 4.2 FERRAMENTAS DE ABORDAGEM FAMILIAR Estrategista, já vimos como a compreensão da família é importante para o trabalho do médico de família e comunidade, agora estudaremos as ferramentas de abordagem familiar, que são instrumentos que o médico pode utilizar para compreender as dinâmicas familiares, identificar debilidades e propor intervenções que venham a reduzir a influência do contexto familiar no adoecimento das pessoas. Estudaremos as ferramentas mais famosas em mais detalhes (Genograma e Ecomapa), mas também citarei aquelas que não são cobradas comumente, mas que podem aparecer em alguma alternativa para que você possa a excluir, sabendo a fundamentação mínima. Ou seja, faremos um estudo baseado no que você tem de saber para acertar questões. 4.2.1 GENOGRAMA O genograma é uma ferramenta importantíssima de abordagem familiar, ele utiliza símbolos para fornecer uma visão ampla do contexto da família, incluindo aspectos hereditários, de doenças, relacionamentos e hábitos de vida. Não é obrigatório que o genograma seja construído no primeiro contato com a família, porém é indispensável que sejam incluídas no mínimo 3 gerações. Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 14 MEDICINA PREVENTIVA Vamos conhecer os principais símbolos de um genograma: Figura 3: Principais símbolos utilizados no genograma. Fonte: (adaptada de Gusso e Ceratti [2019]). Agora, que conhecemos os principais símbolos do genograma, vamos treinar! Exemplo: Forneça as conclusões presentes no genograma abaixo: Figura 4: Exemplo de genograma. Conclusões: 1. Alfredo é o chamado caso-índice (pois há duplo contorno em seu símbolo), a partir de quem se inicia o genograma. Ele é homossexual masculino e sua idade não foi citada; ele é filho adotivo de pais divorciados e tem uma relação distante com o pai. 2. Os pais adotivos de Alfredo tiveram uma gestação que resultou em aborto. 3. A mãe adotiva de Alfredo era a filha mais nova de seus pais e tem um relacionamento conflituoso com o avô de Alfredo (pai dela), que faz uso de álcool e drogas. 4. Moram juntos: Alfredo, sua mãe, sua tia e avós, pois há uma linha que os une. Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 15 MEDICINA PREVENTIVA Ao lado do símbolo de cada pessoa, podem ainda ser acrescentados o nome de doenças, profissão, hábitos etc. 4.2.2 ECOMAPA O ecomapa é outra ferramenta de abordagem familiar bastante usada no contexto da Medicina de Família e Comunidade. Também de representação gráfica, destaca-se por expressar a relação entre a pessoa e o meio em que ela vive, por exemplo, mostrando como a pessoa vincula-se ao serviço de saúde, à igreja e às atividades comunitárias. Pode ser aplicado também à família. O ecomapa é a rede social da pessoa (ou da família). PESSOA OU FAMÍLIA TRABALHO ANIMAL DE ESTIMAÇÃO ESCOLAAMIGOS UNIDADE DE SAÚDE FAMÍLIA EXTENSA GRUPOS RECREATIVOS IGREJA Para representar o vínculo que a pessoa possui com cada elemento, são utilizados símbolos. Vamos conhecê-los, pois são cobrados nas provas. Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 16 MEDICINA PREVENTIVA Figura 5: Simbologia do ecomapa a respeito das relações entre a pessoa (ou família) e o meio social. Fonte: (adaptada de Gusso e Ceratti [2019]). Note que as linhas espessas se relacionam a ligações mais fortes que as linhas finas; sobre as setas, quanto mais longas, indicam que há uma maior dedicação rumo a quem está sendo apontado. Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 17 MEDICINA PREVENTIVA CAPÍTULO 5.0 ABORDAGEM COMUNITÁRIA Assim como vimos que a abordagem familiar é uma forma de a atenção básica conhecer a realidade das pessoas e famílias, de modo que possa propor intervenções nos aspectos que não vão bem, a abordagem comunitária relaciona-se à integração do serviço de saúde e a comunidade, de modo que o médico de família e comunidade e equipe se apropriem do conhecimento da realidade e criem um canal de diálogo com a população, a fim de enfrentar os problemas da comunidade. Para Gusso e Ceratti (2019), a principal característica operacional que define a abordagem comunitária é a longitudinalidade. 5.1 DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO COMUNITÁRIA Antes de se propor qualquer tipo de medida frente a um problemacomunitário, é inevitável que o primeiro passo seja realizar um levantamento (diagnóstico) da situação daquela comunidade. Inicialmente, deve ocorrer a etapa preparatória, em que- a equipe vai se planejar para realizar o levantamento, por exemplo, delimitando a área por meio de mapas e estudando os indicadores socioeconômicos daquela área. Em seguida, segue-se o processo de territorialização, quando a equipe vai trabalhar com ferramentas como aplicação de questionários na comunidade, interação com as lideranças da população e grupos de discussão para conhecer as particularidades da comunidade (a territorialização também é abordada em seus livros digitais de Atenção Primária à Saúde e Processo de descentralização do Sistema Único de Saúde). Por fim, conhecendo o território (muito além do que apenas o espaço, mas as dinâmicas “vivas” que nele ocorrem, como socioeconômicas, políticas, epidemiológicas etc.), a equipe pode, então, realizar o planejamento das ações. Afinal, não seria possível planejar sem se preparar e conhecer a área de atuação. 5.2 ESTIMATIVA RÁPIDA A estimativa rápida é uma abordagem para realizar um diagnóstico comunitário em que as condições de preparação, diagnóstico e planejamento não são possíveis de serem realizadas da forma adequada. Figura 6: A estimativa rápida não tem tempo a perder! Fonte: Shutterstock. 5.3 EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE Em 2013, o Ministério da Saúde instituiu a Política Nacional de Educação Popular em Saúde. A educação popular em saúde (EPS) prevê uma troca de conhecimentos entre a população e a equipe da atenção básica, de modo que a voz da comunidade promova alterações nas ações e serviços de saúde – cada vez mais direcionadas às necessidades específicas da população, transformando a realidade por meio do cuidado. Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 18 MEDICINA PREVENTIVA 5.4 ATENÇÃO DOMICILIAR O domicílio é considerado como um possível ponto de atenção à saúde pela Portaria 4.279/2010 do Ministério da Saúde, o que é adequado, uma vez que, nele, podem ser desenvolvidas ações em todos os níveis de prevenção, como promoção da saúde, diagnóstico, reabilitação etc. Nesse contexto, a atenção domiciliar é um importante elemento para garantir a integralidade do cuidado na atenção primária. No Brasil, ela foi definida pela Portaria 963/2013 do Ministério da Saúde e reformulada pela Portaria 825/2016. Vamos analisar os pontos fundamentais para as provas de Residência Médica. Conceitos em atenção domiciliar Atenção Domiciliar Modalidade de atenção à saúde integrada à Rede de Atenção à Saúde (RAS), caracterizada por um conjunto de ações de prevenção e tratamento de doenças, reabilitação, paliação e promoção à saúde, prestadas em domicílio, garantindo continuidade de cuidados. Serviço de Atenção Domiciliar Serviço complementar aos cuidados realizados na atenção básica e em serviços de urgência, substitutivo ou complementar à internação hospitalar, responsável pelo gerenciamento e operacionalização das Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) e Equipes Multiprofissionais de Apoio (EMAP). Cuidador Pessoa(s) com ou sem vínculo familiar com o usuário apta(s) para auxiliá-lo em suas necessidades e atividades da vida cotidiana e que, dependendo da condição funcional e clínica do usuário, deverá(ão) estar presente(s) no atendimento domiciliar. Tabela 1: Conceitos em atenção domiciliar. Fonte: Adaptado da Portaria n. 825/2016 do Ministério da Saúde. A atenção domiciliar deve prezar por diretrizes como a prática do acolhimento e da humanização, ser incorporada ao sistema de regulação (com a atenção básica coordenando o cuidado) e estimular a participação ativa do usuário, da família, do cuidador e dos profissionais da saúde. O Serviço de Atenção Domiciliar deverá articular-se com os outros serviços da Rede de Atenção à Saúde, principalmente hospitais, serviços de urgência e atenção básica, buscando evitar demanda direta dos usuários. Vamos conhecer as modalidades da atenção domiciliar: • AD 1: usuários que necessitem de cuidados com menor frequência e com menor necessidade de intervenções multiprofissionais; supõe-se estabilidade clínica e bons cuidados dos cuidadores. Os atendimentos são prestados pela atenção básica, com apoio do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF), ambulatórios especializados e centros de reabilitação. Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 19 MEDICINA PREVENTIVA • AD 2: usuário com indicação de atenção domiciliar e que apresente condições para as quais se tentará evitar ou abreviar uma internação. Essas condições são: օ Afecções agudas ou crônicas agudizadas, como tratamentos parenterais ou reabilitação; օ Afecções crônico-degenerativas, considerando o grau de comprometimento causado pela doença, que demande atendimento no mínimo semanal; օ Necessidade de cuidados paliativos com acompanhamento clínico no mínimo semanal, com o fim de controlar a dor e o sofrimento do usuário; օ Prematuridade e baixo peso em bebês com necessidade de ganho ponderal. • AD 3: AD 2 + necessidade de cuidados mais frequentes ou procedimentos complexos, como ventilação mecânica, paracentese de repetição, nutrição parenteral e transfusão sanguínea. A AD 2 e AD 3 têm suas ações executadas pelo Serviço de Atenção Domiciliar. É importante destacar também os critérios que contraindicam atenção domiciliar: necessidade de monitorização ou assistência contínua, necessidade de procedimentos ou cirurgias de urgência e ventilação mecânica quando a equipe não estiver apta. 5.4.1 SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR (SAD) As equipes que compõem o SAD podem ser Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) ou Equipe Multiprofissional de Apoio (EMAP). As EMAD são fundamentais para o SAD e não pode haver EMAP se não houver EMAD. Há três importantes requisitos para a habilitação de um Serviço de Atenção Domiciliar: ¾ População municipal igual ou superior a 20.000 (vinte mil) habitantes. ¾ Hospital de referência no município ou região a qual ele se integra. ¾ Cobertura de Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) habilitado e em funcionamento. Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 20 MEDICINA PREVENTIVA As EMADs podem ser dos tipos 1 e 2. Veja na figura abaixo como são formadas as equipes: Figura 7: Composição das Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) tipos 1 e 2, e da Equipe Multiprofissional de Apoio (EMAP). Fonte: adaptado da Portaria n. 825/2016 do Ministério da Saúde. Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 21 MEDICINA PREVENTIVA CAPÍTULO 6.0 GRUPO BALINT E O EFEITO DROGA A relação médico-pessoa ganhou destaque a partir dos anos de 1950 pela obra do professor Michael Balint. Destacam-se em seu trabalho: • O “efeito droga” do médico; • Os grupos Balint. Balint ressalta muito a ação terapêutica que o médico pode exercer a partir do estabelecimento de uma boa relação médico-pessoa, inclusive comparando-a ao efeito de uma droga (medicamento). O médico passa a ser parte do tratamento, como um elemento a ser consumido pelos usuários, a fim de melhor prover suas condições de recuperação. Figura 8: Representação do médico como droga, prevista por Balint. Reconhecendo isso, Michael Balint propôs a formação de grupos de discussão entre profissionais da saúde com experiência em atendimento a pessoas, com foco nos relacionamentos médico-pessoa e não em casos clínicos, que são chamados de grupos Balint. O grupo Balint deve ter entre 6-12 membros, ser fixo (grupo fechado), possuindo um líder e um colíder, durando entre 1h30min-2h. Reunidos em uma roda, o líder pergunta quem tem algum caso para compartilhar (exposição oral, pelas lembranças, sem anotações) e, em seguida, abre a discussão. O foco dogrupo Balint não é representar uma terapia em grupo, mas um crescimento conjunto da abordagem entre o profissional de saúde e a pessoa.Figura 9: Grupo Balint em funcionamento - reunião em roda, pelo menos 6 membros, presença de líder e colíder, com duração entre 1h30min-2h. Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 22 MEDICINA PREVENTIVA 7.0 CUIDADOS PALIATIVOS CAPÍTULO A Organização Mundial da Saúde definiu cuidados paliativos como uma abordagem que visa promover a qualidade de vida para os pacientes em contexto de doenças ameaçadoras à vida e para seus familiares, por meio de avaliação precoce e controle de sintomas desagradáveis (físicos, sociais, espirituais e emocionais). Os cuidados paliativos destinam-se a oferecer cuidados dignos a pessoas adoecidas por enfermidades ameaçadoras da vida – de caráter crônico ou agudo, com ou sem possibilidade de cura. Independentemente da idade (desde crianças a idosos), qualquer pessoa que possui doença crônica e/ou ameaçadora da vida pode se beneficiar dos cuidados paliativos. É importante ressaltar que os cuidados paliativos não se destinam apenas a determinado nível de atenção à saúde, eles devem estar presentes em todos os níveis de atendimento. O tratamento e o cuidado paliativo relacionam-se: ocorrem paralelamente. Ou seja, não existe um dado momento do adoecimento em que se passa a indicar o cuidado paliativo. Se a doença é ameaçadora da vida, inicia-se, ao mesmo tempo, o tratamento e o cuidado paliativo. Veja, na tabela abaixo, os benefícios dos cuidados paliativos. Benefícios dos Cuidados Paliativos ¾ Melhor planejamento dos cuidados. ¾ Melhora da qualidade de vida. ¾ Redução dos sintomas desagradáveis. ¾ Maior satisfação dos pacientes e cuidadores. ¾ Menor utilização do sistema de saúde. ¾ Redução dos danos associados ao luto nos familiares. Tabela 2: Benefícios dos Cuidados Paliativos. Fonte: adaptado de D’Alessandro, Pires e Forte (2020). Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 23 MEDICINA PREVENTIVA Baixe na Google Play Baixe na App Store Aponte a câmera do seu celular para o QR Code ou busque na sua loja de apps. Baixe o app Estratégia MED Preparei uma lista exclusiva de questões com os temas dessa aula! Acesse nosso banco de questões e resolva uma lista elaborada por mim, pensada para a sua aprovação. Lembrando que você pode estudar online ou imprimir as listas sempre que quiser. Resolva questões pelo computador Copie o link abaixo e cole no seu navegador para acessar o site Resolva questões pelo app Aponte a câmera do seu celular para o QR Code abaixo e acesse o app https://estr.at/JNvT https://estr.at/JNvT Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 24 MEDICINA PREVENTIVA CAPÍTULO 9.0 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Barbosa MS, Ribeiro MMF. O método clínico centrado na pessoa na formação médica como ferramenta de promoção de saúde. Rev Med Minas Gerais 2016; 26 (Supl 8): S216-S222. 2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Clínica ampliada, equipe de referência e projeto terapêutico singular / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 3. ATUALIZAÇÃO da Diretriz de Prevenção Cardiovascular. Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2019. Disponível em: . 4. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria 4.279 de 30 de dezembro de 2010. Estabelece diretrizes para a organização da Rede de Atenção à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: . 5. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria 825 de 25 de abril de 2016. Redefine a Atenção Domiciliar no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e atualiza as equipes habilitadas. Disponível em: . 6. D’ALESSANDRO, M. P. S; PIRES, C. T, FORTE, D. N. (Coord.). Manual de Cuidados Paliativos. São Paulo: Ministério da Saúde; Hospital Sírio-Libanês, 2020. 7. GUSSO, G. L, CERATTI J. M. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e Prática. 2. ed. São Paulo: Artmed. 2019. 8. KNOWLEDGE into Action Palliative Care. Cancer Control. World Health Organization (Organização Mundial da Saúde), 2007. 9. PEREIRA, C. R. Comunicando Más Notícias: Protocolo PACIENTE. Tese (Doutorado em Anestesiologia) – Universidade Estadual Paulista, 2010. 10. SCHEFFER, M. et al. Demografia Médica no Brasil 2020. Departamento de Medicina Preventiva da Universidade de São Paulo; Conselho Federal de Medicina. 2020. 312 p. 11. TUCKETT, D. et al. Meetings Between Experts: An Approach to Sharing Ideas in Medical Consultations. London: Tavistock Publications, 1985. Medicina de família e comunidade Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 25 MEDICINA PREVENTIVA CAPÍTULO 10.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS Estrategista, esse foi nosso resumo de Medicina de Família e Comunidade. Reuni para você o top do que tem surgido nas provas de Residência Médica dos últimos anos, de forma didática e especialmente planejada para auxiliá-lo a fixar o conteúdo. Estamos diante de uma especialidade de grande extensão de temas, mas tenha certeza de que, com o que está em suas mãos, você está em condições de alcançar a vaga na Residência de seus sonhos. Nossos livros de Medicina Preventiva trarão ainda mais conhecimentos da prática do médico de família e comunidade e da atenção primária, já que nossos temas são intimamente conectados aos de outros livros, como o de Atenção Primária à Saúde. Um grande abraço, vejo você no Sistema de Questões do ESTRATÉGIA MED – treine sempre! Prof. Camilo Ramos https://med.estrategia.com ENGENHARIA REVERSA 1.0 A MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE 1.1 Princípios da Medicina de Família e Comunidade 1.2 Atuação da Medicina de Família e Comunidade 2.0 MÉTODO CLÍNICO CENTRADO NA PESSOA 2.1 Primeiro componente: Explorando a saúde, a doença e a experiência com a doença 2.2 Segundo Componente: Entendendo a pessoa como um todo 2.3 Terceiro Componente: Elaborando um plano conjunto de manejo 2.4 Quarto Componente: Intensificando a relação entre a pessoa e o médico 3.0 PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR 4.0 ABORDAGEM FAMILIAR 4.1 Ciclo de vida familiar 4.1.1 Ciclo de vida da classe média 4.1.2 Ciclo de vida da classe popular 4.2 Ferramentas de abordagem familiar 4.2.1 Genograma 4.2.2 Ecomapa 5.0 ABORDAGEM COMUNITÁRIA 5.1 Diagnóstico da situação comunitária 5.2 Estimativa rápida 5.3 Educação Popular em Saúde 5.4 Atenção domiciliar 5.4.1 Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) 6.0 GRUPO BALINT E O EFEITO DROGA 7.0 CUIDADOS PALIATIVOS 8.0 LISTA DE QUESTÕES 9.0 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 10.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS