Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

MEDICINA DE FAMÍLIA E
COMUNIDADE
P R O F . C A M I L O F E R R E I R A
Estratégia
MED
Prof. Camilo Ramos | Medicina de família e comunidade 2MEDICINA PREVENTIVA
PROF. CAMILO 
RAMOS
@ camilo.f.ramos
@estrategiamed
/estrategiamed Estratégia MED
t.me/estrategiamed
APRESENTAÇÃO:
Estrategista, bem-vindo(a)! 
Sou o professor Camilo Ramos, especialista em Radiologia 
e Diagnóstico por Imagem e Mestre em Clínica das Doenças 
Tropicais. Seu sonho de ser um especialista e ter seu RQE (Registro 
de Qualificação de Especialista) ficará mais “palpável” após este 
nosso resumo!
Chegamos à Medicina de Família e Comunidade (MFC), a 
especialidade médica que mais cresce no Brasil. Segundo dados 
do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade de São 
Paulo (USP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina, 
as vagas de Residência para MFC aumentaram quase 500% na 
última década!
As provas de Residência refletiram esse boom da MFC. 
Antes, com questões mais direcionadas à epidemiologia 
e ao Sistema Único de Saúde, hoje as bancas cobram até 
mesmo conceitos mais aprofundados de Medicina de Família 
e Comunidade. Sem mais me prolongar, vamos agora rumo à 
incrível Medicina de Família e Comunidade!
 Agora, vou chamá-lo de Estrategista! Afinal, vamos 
construir a estratégia para sua aprovação – com um estudo 
focado em questões, “gastando os neurônios” com o que 
realmente aparece nas provas, sem ocupar seu valioso 
tempo com detalhes teóricos que nunca são cobrados.
Com os melhores votos de sucesso, Prof. Camilo Ramos.
@estrategiamed
https://www.instagram.com/camilo.f.ramos
https://www.instagram.com/estrategiamed/
 https://www.facebook.com/estrategiamed1
https://www.youtube.com/channel/UCyNuIBnEwzsgA05XK1P6Dmw?sub_confirmation=1
https://t.me/estrategiamed
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 3
MEDICINA PREVENTIVA
SUMÁRIO
ENGENHARIA REVERSA 4
1.0 A MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE 5
1.1 PRINCÍPIOS DA MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE 5
1.2 ATUAÇÃO DA MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE 6
2.0 MÉTODO CLÍNICO CENTRADO NA PESSOA 8
2.1 PRIMEIRO COMPONENTE: EXPLORANDO A SAÚDE, A DOENÇA E A EXPERIÊNCIA COM A DOENÇA 9
2.2 SEGUNDO COMPONENTE: ENTENDENDO A PESSOA COMO UM TODO 9
2.3 TERCEIRO COMPONENTE: ELABORANDO UM PLANO CONJUNTO DE MANEJO 9
2.4 QUARTO COMPONENTE: INTENSIFICANDO A RELAÇÃO ENTRE A PESSOA E O MÉDICO 9
3.0 PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR 10
4.0 ABORDAGEM FAMILIAR 11
4.1 CICLO DE VIDA FAMILIAR 11
4.1.1 CICLO DE VIDA DA CLASSE MÉDIA 11
4.1.2 CICLO DE VIDA DA CLASSE POPULAR 12
4.2 FERRAMENTAS DE ABORDAGEM FAMILIAR 13
4.2.1 GENOGRAMA 13
4.2.2 ECOMAPA 15
5.0 ABORDAGEM COMUNITÁRIA 17
5.1 DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO COMUNITÁRIA 17
5.2 ESTIMATIVA RÁPIDA 17
5.3 EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE 17
5.4 ATENÇÃO DOMICILIAR 18
5.4.1 SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR (SAD) 19
6.0 GRUPO BALINT E O EFEITO DROGA 21
7.0 CUIDADOS PALIATIVOS 22
8.0 LISTA DE QUESTÕES 23
9.0 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 24
10.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 25
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 4
MEDICINA PREVENTIVA
Medicina de Família e Comunidade
Outros tópicos da Medicina Preven�va
5%
95%
ENGENHARIA REVERSA DA MEDICINA PREVENTIVA
ENGENHARIA REVERSA
Estrategista, a Engenharia Reversa é a técnica vitoriosa do 
Grupo Estratégia para ser o maior aprovador em concursos do 
Brasil. Partimos das provas, realizando estatísticas do que mais cai 
(e como cai), para trazer para você um ensino direcionado para 
a prova, para acertar e ser aprovado no concurso de Residência 
Médica. Veja o histórico da frequência de questões sobre Medicina 
Preventiva nas provas recentes de Residência Médica:
Questões puramente relacionadas à Medicina de Família 
e Comunidade representam cerca de 5% das provas de Medicina 
Preventiva em seleções de Residência Médica nos últimos anos em 
todo o Brasil. Contudo, essa especialidade guarda íntima relação 
com outras áreas (como Atenção Primária e Sistemas de Informação 
em Saúde), de modo que é pouco comum uma prova que não traga 
conceitos relacionados à Medicina de Família e Comunidade!
Estamos diante de um tema importante, que tem suas particularidades, e que pode fazer a diferença para sua aprovação. A boa notícia 
é que agora você terá segurança para ganhar os pontos quando surgirem essas frequentes questões!
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 5
MEDICINA PREVENTIVA
CAPÍTULO
1.0 A MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE 
A Medicina de Família e Comunidade (MFC) preocupa-se em cuidar de modo integral (em todas as necessidades) das pessoas, das 
famílias e das comunidades. Seu trabalho é abrangente, ocorre ao longo do tempo e atua fundamentalmente na atenção primária à saúde. 
Como ator principal no palco da MFC, temos o médico de família e comunidade, que ocupa papel central nos princípios da Medicina de 
Família e Comunidade. 
Figura 1: O Médico de Família e Comunidade e os princípios da MFC.
1.1 PRINCÍPIOS DA MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE 
Vamos explorar os quatro princípios da MFC. Venha comigo!
• O médico de família e comunidade é um clínico qualificado
O médico de MFC não é um profissional que apenas reúne conhecimentos sobre outras áreas médicas e aplica-os na atenção primária, 
mas, sim, um clínico com saberes que são construídos de modo direcionado às necessidades de sua atuação. Seu trabalho não deve apenas 
se relacionar aos cuidados na comunidade, mas coordenar os cuidados, ainda que o usuário necessite ir a outro ponto da rede de atenção à 
saúde.
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 6
MEDICINA PREVENTIVA
• A atuação do médico de família e comunidade é influenciada pela comunidade
O profissional deve ser capaz de resolver os problemas das pessoas, e ir além, tendo capacidade de adaptar-se às mudanças das 
necessidades da comunidade. Gusso e Ceratti (2019) pontuam que a variedade de problemas que podem se apresentar para o médico de 
família e comunidade pode ser até mesmo motivo de ansiedade para o profissional, o que vai sendo controlado quando o médico utiliza as 
ferramentas da MFC para abordar as situações. 
A atuação médica ocorre em equipe, sendo que a medicina é uma parte na rede do cuidado e o médico pode ser tanto membro quanto 
líder da equipe, não necessariamente tendo de exercer a liderança.
• O médico de família e comunidade é um recurso de uma população definida
O médico de família e comunidade deve desenvolver com seus usuários uma relação de empatia e confiança, assumindo a 
responsabilidade sobre as pessoas. Para que isso seja alcançado, é fundamental que o profissional seja responsável por uma limitada 
quantidade de usuários (população definida), caso contrário, a sobrecarga de trabalho pode limitar sua atuação. 
Dentro de sua população definida, o médico deve cuidar de cada pessoa de modo personalizado, humanizando os padrões “protocolares 
e tecnológicos” comuns atualmente, inclusive estando disponível para atuar em casos agudos e urgentes.
• A relação médico-pessoa é fundamental para o desempenho do médico de família e comunidade 
O médico deve acolher todas as demandas de seus usuários, transmitindo a eles aspectos como otimismo e coragem, também 
demonstrando capacidade de discernimento e autodisciplina. Deve-se ter compromisso com o bem-estar da pessoa sempre, mesmo que ela 
não perceba isso em todos os momentos.
A relação ao longo do tempo (longitudinalidade), pautada nesses aspectos, constrói uma forte relação de vínculo e lealdade. Para 
facilitar essa construção, a Medicina de Família e Comunidade possui ferramentas pouco presentes em outras especialidades, como, por 
exemplo as visitas domiciliares e as ferramentas de abordagem familiar.
1.2 ATUAÇÃO DA MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE 
O médico de família e comunidade costuma receber os pacientes quando surgem os sintomas iniciais, na maioriadas vezes, antes 
de maior gravidade já estar estabelecida. Enquanto isso, outros especialistas costumam receber casos mais avançados e com características 
diagnósticas mais evidentes.
A história natural da doença está apenas no começo quando o paciente procura o primeiro atendimento com 
um profissional de família, então os sintomas tendem a ser pouco definidos, o que faz com que o médico de 
família e comunidade trabalhe com muitas possibilidades diagnósticas e elenque muitos diferenciais.
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 7
MEDICINA PREVENTIVA
Vamos agora comparar o modo de atuação da Medicina de Família e Comunidade com a dos especialistas:
Médico de família
Sintomas pouco específicos
Constrói hipóteses 
diagnósticas
Diagnóstico menos 
específico
Foco na pessoa e 
continuidade do cuidado
Especialista
Sintomas mais específicos
Baixa construção de 
hipóteses
Diagnóstico definitivo e 
específico
Foco na doença, mínima 
continuidade
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 8
MEDICINA PREVENTIVA
CAPÍTULO
2.0 MÉTODO CLÍNICO CENTRADO NA PESSOA 
Para facilitar o entendimento do Método Clínico Centrado 
na Pessoa (MCCP), precisamos inicialmente entender o que ocorre 
em um método que não tem o foco de ser centrado na pessoa. 
No modelo biomédico, os médicos tentam explicar todas as 
características do adoecimento por meio de explicações técnicas 
biológicas e não deixam espaço para a discussão sobre a influência 
para os aspectos psicossociais e comportamentais.
Em 1995, Moira Stewart, Ian McWhinney e colaboradores 
estabeleceram, no Canadá, a expressão “Método Clínico Centrado 
na Pessoa” (MCCP), que se configura em um modelo de abordagem 
relativo ao modo de atuação do médico de família. 
 O MCCP propõe a integração entre os aspectos relacionados à doença e a perspectiva da pessoa doente, 
com o objetivo de garantir “que as características particulares e as preferências de cada pessoa sejam levadas 
em consideração e de que se chegue a um plano de tratamento elaborado de acordo com esses fatores” 
(Stewart, 2017).
Os componentes do MCCP são quatro. Eles têm uma característica que os une: promover a autonomia da pessoa no seu cuidado, 
situação em que o médico renuncia ao poder de decisão sobre todos os aspectos do cuidado e compartilha esse poder decisório com a 
pessoa.
Preciso de toda sua atenção agora, pois o MCCP é um dos temas mais comuns de MFC em provas. As 
bancas costumam descrever uma situação e pedir que você identifique o componente (ou mesmo, esperam 
que o candidato reconheça o componente pela ordem - primeiro, segundo e em diante). 
1) Explorando a saúde, a doença e a 
experiência da doença
2) Entendendo a pessoa como um 
todo
3) Elaborando um plano conjunto de 
manejo dos problemas
4) Intensificando a relação entre a 
pessoa e o médico
MCCP
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 9
MEDICINA PREVENTIVA
Vamos entender o que significa cada componente, pois as questões costumam pedir que se identifique o componente em uma situação. 
Após conhecermos os quatro, então praticaremos com questões.
2.1 PRIMEIRO COMPONENTE: EXPLORANDO A SAÚDE, A DOENÇA E A EXPERIÊNCIA COM 
A DOENÇA
O Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) entende que a doença, a saúde e a experiência com a doença são fatores que interagem. 
Por exemplo, se ignorarmos isso e buscarmos respostas para o adoecimento no modelo biomédico, teremos dificuldades para explicar o 
motivo de uma pessoa com exames físico e complementares normais apresentar uma queixa persistente.
2.2 SEGUNDO COMPONENTE: ENTENDENDO A PESSOA COMO UM TODO
Este componente do Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) integra os conceitos do primeiro componente com o entendimento 
da pessoa como um todo, incluindo o momento do ciclo de vida (falaremos mais sobre eles adiante) e aspectos religiosos. 
2.3 TERCEIRO COMPONENTE: ELABORANDO UM PLANO CONJUNTO DE MANEJO
O terceiro componente é bastante interessante por representar não apenas o ponto de vista médico de ouvir, entender e contextualizar 
o adoecimento, mas propor uma postura ativa da própria pessoa doente.
Tuckett e colaboradores (1985) fornecem uma inusitada metáfora para explicar o terceiro componente 
do Método Clínico Centrado na Pessoa: é um encontro de especialistas - o médico é especialista nos aspectos 
biomédicos do problema e a pessoa é especialista em sua experiência de saúde e de doença.
2.4 QUARTO COMPONENTE: INTENSIFICANDO A RELAÇÃO ENTRE A PESSOA E O MÉDICO
Chegamos ao quarto e último componente, que fala da aproximação da relação entre a pessoa e o médico, que é fundamental no 
processo do cuidado. O médico deve evitar que se forme um distanciamento com a pessoa que necessita de seus cuidados, como se ela 
fosse apenas uma tarefa a ser cumprida. O quarto componente enfatiza a necessidade de o médico aproximar-se da realidade da pessoa, 
criando empatia e vínculo. 
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 10
MEDICINA PREVENTIVA
CAPÍTULO
3.0 PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR
O Ministério da Saúde define o Projeto Terapêutico Singular 
(PTS) como uma ferramenta da atenção básica caracterizada 
por ser uma discussão coletiva entre os diversos membros da 
equipe interdisciplinar (e apoio matricial se necessário, ou seja, 
interação com outra equipe), resultando em condutas terapêuticas 
articuladas para um caso específico (singular) de um indivíduo, 
família ou comunidade, com respeito às vulnerabilidades. É 
fundamental que a equipe de saúde crie vínculo também com a 
família do(s) usuário(s) a quem se dirige o PTS. 
Figura 2: A “chave” para compreender o Projeto Terapêutico Singular é entender 
que sua elaboração é no contexto da interação da equipe, em que cada 
profissional expõe um ponto de vista e a equipe cria uma proposta de condutas 
terapêuticas. Fonte: Shutterstock. 
Inicialmente, o PTS foi desenvolvido nas equipes de atenção 
mental, porém, agora, seu uso é preconizado em toda a atenção 
primária em saúde.
É necessário que os membros da equipe da atenção básica 
se comprometam com o PTS, reservando momentos fixos semanal 
ou quinzenalmente.
O Projeto Terapêutico Singular é direcionado para casos que possuam aspectos complexos, 
havendo. então, a reunião de todos os profissionais de uma equipe em busca do compartilhamento 
dos diversos saberes e construção de uma proposta coletiva de intervenção. A liderança do PTS 
não é direcionada a um profissional específico, mas é sugerido que fique com aquele(s) mais 
vinculado(s) ao(s) sujeito(s) do Projeto – o chamado profissional de referência do PTS. Já a escolha 
dos casos pode ser realizada por qualquer profissional da atenção primária que se deparar com a 
complexidade de um caso.
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 11
MEDICINA PREVENTIVA
CAPÍTULO
4.0 ABORDAGEM FAMILIAR
A família é o núcleo da Medicina de Família e Comunidade, de modo que o médico deve estar apto a compreender os aspectos de 
funcionamento de cada família, a fim de melhor entender a causa dos problemas da pessoa de quem está cuidando e ter como planejar uma 
intervenção mais efetiva. 
O médico idealmente deve contatar a família todas as vezes que um problema de uma pessoa possa 
influenciar ou fazer parte do contexto familiar (exemplo: uso de drogas). A única contraindicação é quando 
existir risco de violência a alguém, seja ao usuário do serviço de saúde, ao próprio familiar, ou mesmo, ao 
médico.
Neste capítulo, vamos abordar dois tópicos: os ciclos de vida das famílias e as ferramentas de abordagem familiar.
4.1 CICLO DE VIDA FAMILIAR
As famílias passam por diversas transformações ao longo do tempo e algumas delas são “previsíveis e habituais”. Mudanças de 
componentes, saídas de casa, questões sociais e falecimentos podem afetar a estrutura familiar.Todas as famílias passam por diferentes fases ao longo de sua existência e os momentos de transição 
costumam representar os tempos de maior vulnerabilidade. É importante que o médico reconheça esses 
aspectos, a fim de orientar e ajudar as famílias a enfrentarem e prepararem-se para momentos assim em sua 
história.
As provas de Residência ocasionalmente cobram esse interessante tema da Medicina de Família e Comunidade, então vamos conhecer 
seus principais aspectos, conforme classicamente descritos na literatura.
4.1.1 CICLO DE VIDA DA CLASSE MÉDIA
Os modelos de descrição dos ciclos de vida baseados em classes sociais surgiram nos Estados Unidos da América, havendo inegáveis 
particularidades e realidades distintas em relação a outros povos, inclusive o brasileiro. Vamos conhecer o ciclo da classe média:
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 12
MEDICINA PREVENTIVA
Filhos saindo 
de casaFilhos 
adolescentes
Filhos 
pequenos
Novo casal
Jovens 
solteiros
• Jovens solteiros: é o momento inicial da vida adulta, em que jovens solteiros saem de casa e passam a assumir 
responsabilidades.
• Novo casal: os jovens unem-se e formam novos casais, novas famílias, devendo adaptar-se e assumir compromissos maritais.
• Família com filhos pequenos: agora, o jovem casal passa a lidar com filhos pequenos, representando um novo desafio: 
ajustar a realidade do casal, unir-se em torno da educação das crianças (e suas consequências financeiras) e estabelecer o 
papel de pais e avós. 
• Família com adolescentes: momento que tem como desafios reconhecer o início da independência dos filhos e lidar com a 
fragilidade dos avós.
• Filhos saindo de casa: momento do ciclo também chamado de “encaminhando os filhos” ou “ninho vazio”, refere-se à saída 
dos filhos de casa, quando eles vão começar o próprio ciclo fora de casa. O casal tem como desafio reinventar-se como 
apenas dois.
• Estágio tardio da vida: nesse último momento, as famílias passam a viver uma mudança de papéis, em que os idosos passam 
a ter menor controle e a geração do meio (filhos) assume um papel central. São frequentes as perdas nesse período, outro 
desafio para as famílias.
4.1.2 CICLO DE VIDA DA CLASSE POPULAR
Nas classes que convivem em um ambiente de limitações financeiras e educacionais, algumas etapas do ciclo de vida “clássico” que 
vimos não se efetivam. As etapas aqui são menos numerosas e marcadas pela necessidade de adaptação – já que, por vezes, os elementos 
da família têm de assumir funções que não são típicas de seu momento de vida com o objetivo de manter a família o mais estável possível 
(como avós mantendo filhos e netos, responsabilizando-se pela tarefa dos filhos já adultos).
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 13
MEDICINA PREVENTIVA
Famílias no 
estágio tardio
Família 
com filhos
Adolescente e 
adulto jovem 
solteiro
• Adolescente e jovem adulto solteiro: a transição entre a adolescência e a idade adulta são mal delimitadas e, às vezes, o 
adolescente necessita buscar sua autonomia e manter-se com seu trabalho.
• A família com filhos: a geração de filhos, não o casamento, é o primeiro momento da formação da nova família, em que o 
planejamento é precário ou não ocorre. O sistema conjugal é formado já no contexto dos filhos presentes.
• Famílias no estágio tardio: são comuns as famílias em que convivem três ou quatro gerações, o que ocorre devido à concepção 
precoce e o baixo nível educacional, que não permite a independência dos membros.
4.2 FERRAMENTAS DE ABORDAGEM FAMILIAR
Estrategista, já vimos como a compreensão da família é 
importante para o trabalho do médico de família e comunidade, 
agora estudaremos as ferramentas de abordagem familiar, que 
são instrumentos que o médico pode utilizar para compreender as 
dinâmicas familiares, identificar debilidades e propor intervenções 
que venham a reduzir a influência do contexto familiar no 
adoecimento das pessoas.
Estudaremos as ferramentas mais famosas em mais detalhes 
(Genograma e Ecomapa), mas também citarei aquelas que não 
são cobradas comumente, mas que podem aparecer em alguma 
alternativa para que você possa a excluir, sabendo a fundamentação 
mínima. Ou seja, faremos um estudo baseado no que você tem de 
saber para acertar questões.
4.2.1 GENOGRAMA
O genograma é uma ferramenta importantíssima de abordagem familiar, ele utiliza símbolos para fornecer uma visão ampla do contexto 
da família, incluindo aspectos hereditários, de doenças, relacionamentos e hábitos de vida.
Não é obrigatório que o genograma seja construído no primeiro contato com a família, porém 
é indispensável que sejam incluídas no mínimo 3 gerações.
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 14
MEDICINA PREVENTIVA
Vamos conhecer os principais símbolos de um genograma:
Figura 3: Principais símbolos utilizados no genograma. Fonte: (adaptada de Gusso e Ceratti [2019]).
Agora, que conhecemos os principais símbolos do genograma, vamos treinar!
Exemplo: Forneça as conclusões presentes no genograma 
abaixo:
Figura 4: Exemplo de genograma. 
Conclusões: 
1. Alfredo é o chamado caso-índice (pois há duplo 
contorno em seu símbolo), a partir de quem se inicia 
o genograma. Ele é homossexual masculino e sua idade 
não foi citada; ele é filho adotivo de pais divorciados e 
tem uma relação distante com o pai. 
2. Os pais adotivos de Alfredo tiveram uma gestação que 
resultou em aborto.
3. A mãe adotiva de Alfredo era a filha mais nova de seus 
pais e tem um relacionamento conflituoso com o avô de 
Alfredo (pai dela), que faz uso de álcool e drogas.
4. Moram juntos: Alfredo, sua mãe, sua tia e avós, pois há 
uma linha que os une.
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 15
MEDICINA PREVENTIVA
Ao lado do símbolo de cada pessoa, podem ainda ser acrescentados o nome de doenças, profissão, hábitos etc.
4.2.2 ECOMAPA
O ecomapa é outra ferramenta de abordagem familiar bastante usada no contexto da Medicina de Família e Comunidade. Também 
de representação gráfica, destaca-se por expressar a relação entre a pessoa e o meio em que ela vive, por exemplo, mostrando como a 
pessoa vincula-se ao serviço de saúde, à igreja e às atividades comunitárias. Pode ser aplicado também à família. O ecomapa é a rede social 
da pessoa (ou da família).
PESSOA
OU
FAMÍLIA
TRABALHO
ANIMAL DE
ESTIMAÇÃO
ESCOLAAMIGOS
UNIDADE DE
SAÚDE
FAMÍLIA
EXTENSA
GRUPOS
RECREATIVOS
IGREJA
Para representar o vínculo que a pessoa possui com cada elemento, são utilizados símbolos. Vamos conhecê-los, pois são cobrados 
nas provas.
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 16
MEDICINA PREVENTIVA
Figura 5: Simbologia do ecomapa a respeito das relações entre a pessoa (ou família) e o meio social. Fonte: (adaptada de Gusso e Ceratti [2019]). 
Note que as linhas espessas se relacionam a ligações mais fortes que as linhas finas; sobre as setas, 
quanto mais longas, indicam que há uma maior dedicação rumo a quem está sendo apontado.
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 17
MEDICINA PREVENTIVA
CAPÍTULO
5.0 ABORDAGEM COMUNITÁRIA
Assim como vimos que a abordagem familiar é uma forma de a atenção básica conhecer a realidade das pessoas e famílias, de modo 
que possa propor intervenções nos aspectos que não vão bem, a abordagem comunitária relaciona-se à integração do serviço de saúde e 
a comunidade, de modo que o médico de família e comunidade e equipe se apropriem do conhecimento da realidade e criem um canal de 
diálogo com a população, a fim de enfrentar os problemas da comunidade.
Para Gusso e Ceratti (2019), a principal característica operacional que define a abordagem comunitária é a longitudinalidade.
5.1 DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO COMUNITÁRIA
Antes de se propor qualquer tipo de medida frente a um 
problemacomunitário, é inevitável que o primeiro passo seja 
realizar um levantamento (diagnóstico) da situação daquela 
comunidade.
Inicialmente, deve ocorrer a etapa preparatória, em que- a 
equipe vai se planejar para realizar o levantamento, por exemplo, 
delimitando a área por meio de mapas e estudando os indicadores 
socioeconômicos daquela área.
Em seguida, segue-se o processo de territorialização, 
quando a equipe vai trabalhar com ferramentas como aplicação 
de questionários na comunidade, interação com as lideranças da 
população e grupos de discussão para conhecer as particularidades 
da comunidade (a territorialização também é abordada em 
seus livros digitais de Atenção Primária à Saúde e Processo de 
descentralização do Sistema Único de Saúde). 
Por fim, conhecendo o território (muito além do que apenas 
o espaço, mas as dinâmicas “vivas” que nele ocorrem, como 
socioeconômicas, políticas, epidemiológicas etc.), a equipe pode, 
então, realizar o planejamento das ações. Afinal, não seria possível 
planejar sem se preparar e conhecer a área de atuação.
5.2 ESTIMATIVA RÁPIDA
A estimativa rápida é uma abordagem para realizar um diagnóstico comunitário em 
que as condições de preparação, diagnóstico e planejamento não são possíveis de serem 
realizadas da forma adequada. 
Figura 6: A estimativa rápida não tem tempo a 
perder! Fonte: Shutterstock.
5.3 EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE
Em 2013, o Ministério da Saúde instituiu a Política Nacional de Educação Popular 
em Saúde. A educação popular em saúde (EPS) prevê uma troca de conhecimentos entre 
a população e a equipe da atenção básica, de modo que a voz da comunidade promova 
alterações nas ações e serviços de saúde – cada vez mais direcionadas às necessidades 
específicas da população, transformando a realidade por meio do cuidado.
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 18
MEDICINA PREVENTIVA
5.4 ATENÇÃO DOMICILIAR
O domicílio é considerado como um possível ponto de atenção à saúde pela Portaria 4.279/2010 do Ministério da Saúde, o que é 
adequado, uma vez que, nele, podem ser desenvolvidas ações em todos os níveis de prevenção, como promoção da saúde, diagnóstico, 
reabilitação etc. Nesse contexto, a atenção domiciliar é um importante elemento para garantir a integralidade do cuidado na atenção primária. 
No Brasil, ela foi definida pela Portaria 963/2013 do Ministério da Saúde e reformulada pela Portaria 825/2016. Vamos analisar os pontos 
fundamentais para as provas de Residência Médica.
Conceitos em atenção domiciliar
Atenção Domiciliar
Modalidade de atenção à saúde integrada à Rede de Atenção à Saúde (RAS), caracterizada 
por um conjunto de ações de prevenção e tratamento de doenças, reabilitação, paliação e 
promoção à saúde, prestadas em domicílio, garantindo continuidade de cuidados.
Serviço de Atenção 
Domiciliar
Serviço complementar aos cuidados realizados na atenção básica e em serviços de urgência, 
substitutivo ou complementar à internação hospitalar, responsável pelo gerenciamento e 
operacionalização das Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) e Equipes 
Multiprofissionais de Apoio (EMAP).
Cuidador
Pessoa(s) com ou sem vínculo familiar com o usuário apta(s) para auxiliá-lo em suas 
necessidades e atividades da vida cotidiana e que, dependendo da condição funcional e 
clínica do usuário, deverá(ão) estar presente(s) no atendimento domiciliar.
Tabela 1: Conceitos em atenção domiciliar. 
Fonte: Adaptado da Portaria n. 825/2016 do Ministério da Saúde.
A atenção domiciliar deve prezar por diretrizes como a prática do acolhimento e da humanização, ser incorporada ao sistema de 
regulação (com a atenção básica coordenando o cuidado) e estimular a participação ativa do usuário, da família, do cuidador e dos 
profissionais da saúde. 
O Serviço de Atenção Domiciliar deverá articular-se com os outros serviços da Rede de Atenção à Saúde, 
principalmente hospitais, serviços de urgência e atenção básica, buscando evitar demanda direta dos usuários.
Vamos conhecer as modalidades da atenção domiciliar:
• AD 1: usuários que necessitem de cuidados com menor frequência e com menor necessidade de intervenções 
multiprofissionais; supõe-se estabilidade clínica e bons cuidados dos cuidadores. Os atendimentos são prestados pela atenção 
básica, com apoio do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF), ambulatórios especializados e centros de reabilitação.
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 19
MEDICINA PREVENTIVA
• AD 2: usuário com indicação de atenção domiciliar e que apresente condições para as quais se tentará evitar ou abreviar 
uma internação. Essas condições são:
 օ Afecções agudas ou crônicas agudizadas, como tratamentos parenterais ou reabilitação; 
 օ Afecções crônico-degenerativas, considerando o grau de comprometimento causado pela doença, que demande 
atendimento no mínimo semanal;
 օ Necessidade de cuidados paliativos com acompanhamento clínico no mínimo semanal, com o fim de controlar a dor 
e o sofrimento do usuário; 
 օ Prematuridade e baixo peso em bebês com necessidade de ganho ponderal.
• AD 3: AD 2 + necessidade de cuidados mais frequentes ou procedimentos complexos, como ventilação mecânica, paracentese 
de repetição, nutrição parenteral e transfusão sanguínea. A AD 2 e AD 3 têm suas ações executadas pelo Serviço de Atenção 
Domiciliar.
É importante destacar também os critérios que contraindicam atenção domiciliar: necessidade 
de monitorização ou assistência contínua, necessidade de procedimentos ou cirurgias de urgência e 
ventilação mecânica quando a equipe não estiver apta.
5.4.1 SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR (SAD) 
As equipes que compõem o SAD podem ser Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) ou Equipe Multiprofissional de 
Apoio (EMAP). As EMAD são fundamentais para o SAD e não pode haver EMAP se não houver EMAD.
Há três importantes requisitos para a habilitação de um Serviço de Atenção Domiciliar:
 ¾ População municipal igual ou superior a 20.000 (vinte mil) habitantes. 
 ¾ Hospital de referência no município ou região a qual ele se integra.
 ¾ Cobertura de Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) habilitado e em funcionamento.
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 20
MEDICINA PREVENTIVA
As EMADs podem ser dos tipos 1 e 2. Veja na figura abaixo como são formadas as equipes:
Figura 7: Composição das Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) tipos 1 e 2, e da Equipe Multiprofissional de Apoio (EMAP). Fonte: adaptado da 
Portaria n. 825/2016 do Ministério da Saúde.
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 21
MEDICINA PREVENTIVA
CAPÍTULO
6.0 GRUPO BALINT E O EFEITO DROGA
A relação médico-pessoa ganhou destaque a partir dos anos 
de 1950 pela obra do professor Michael Balint. Destacam-se em 
seu trabalho:
• O “efeito droga” do médico;
• Os grupos Balint.
Balint ressalta muito a ação terapêutica que o médico 
pode exercer a partir do estabelecimento de uma boa relação 
médico-pessoa, inclusive comparando-a ao efeito de uma droga 
(medicamento). O médico passa a ser parte do tratamento, como 
um elemento a ser consumido pelos usuários, a fim de melhor 
prover suas condições de recuperação.
Figura 8: Representação do médico como droga, prevista por Balint. 
Reconhecendo isso, Michael Balint propôs a formação de 
grupos de discussão entre profissionais da saúde com experiência 
em atendimento a pessoas, com foco nos relacionamentos 
médico-pessoa e não em casos clínicos, que são chamados de 
grupos Balint.
O grupo Balint deve ter entre 6-12 membros, ser fixo 
(grupo fechado), possuindo um líder e um colíder, durando entre 
1h30min-2h. Reunidos em uma roda, o líder pergunta quem tem 
algum caso para compartilhar (exposição oral, pelas lembranças, 
sem anotações) e, em seguida, abre a discussão. O foco dogrupo 
Balint não é representar uma terapia em grupo, mas um crescimento 
conjunto da abordagem entre o profissional de saúde e a pessoa.Figura 9: Grupo Balint em funcionamento - reunião em roda, pelo menos 6 
membros, presença de líder e colíder, com duração entre 1h30min-2h. 
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 22
MEDICINA PREVENTIVA
7.0 CUIDADOS PALIATIVOS
CAPÍTULO
A Organização Mundial da Saúde definiu cuidados paliativos como uma abordagem que visa promover a qualidade de vida para 
os pacientes em contexto de doenças ameaçadoras à vida e para seus familiares, por meio de avaliação precoce e controle de sintomas 
desagradáveis (físicos, sociais, espirituais e emocionais).
Os cuidados paliativos destinam-se a oferecer cuidados dignos a pessoas adoecidas por enfermidades 
ameaçadoras da vida – de caráter crônico ou agudo, com ou sem possibilidade de cura. 
Independentemente da idade (desde crianças a idosos), qualquer pessoa que possui doença crônica e/ou ameaçadora da vida pode 
se beneficiar dos cuidados paliativos. É importante ressaltar que os cuidados paliativos não se destinam apenas a determinado nível de 
atenção à saúde, eles devem estar presentes em todos os níveis de atendimento.
 O tratamento e o cuidado paliativo relacionam-se: ocorrem paralelamente. Ou seja, não existe um dado 
momento do adoecimento em que se passa a indicar o cuidado paliativo. Se a doença é ameaçadora da vida, 
inicia-se, ao mesmo tempo, o tratamento e o cuidado paliativo.
Veja, na tabela abaixo, os benefícios dos cuidados paliativos.
Benefícios dos Cuidados Paliativos
 ¾ Melhor planejamento dos cuidados.
 ¾ Melhora da qualidade de vida.
 ¾ Redução dos sintomas desagradáveis.
 ¾ Maior satisfação dos pacientes e cuidadores.
 ¾ Menor utilização do sistema de saúde.
 ¾ Redução dos danos associados ao luto nos familiares. 
Tabela 2: Benefícios dos Cuidados Paliativos. Fonte: adaptado de D’Alessandro, Pires e Forte (2020).
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 23
MEDICINA PREVENTIVA
Baixe na Google Play Baixe na App Store
Aponte a câmera do seu celular para o 
QR Code ou busque na sua loja de apps.
Baixe o app Estratégia MED
Preparei uma lista exclusiva de questões com os temas dessa aula!
Acesse nosso banco de questões e resolva uma lista elaborada por mim, pensada para a sua aprovação.
Lembrando que você pode estudar online ou imprimir as listas sempre que quiser.
Resolva questões pelo computador
Copie o link abaixo e cole no seu navegador 
para acessar o site
Resolva questões pelo app
Aponte a câmera do seu celular para 
o QR Code abaixo e acesse o app
https://estr.at/JNvT
https://estr.at/JNvT
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 24
MEDICINA PREVENTIVA
CAPÍTULO
9.0 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Barbosa MS, Ribeiro MMF. O método clínico centrado na pessoa na formação médica como ferramenta de promoção de saúde. Rev 
Med Minas Gerais 2016; 26 (Supl 8): S216-S222.
2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Clínica ampliada, 
equipe de referência e projeto terapêutico singular / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Núcleo Técnico da Política 
Nacional de Humanização – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 
3. ATUALIZAÇÃO da Diretriz de Prevenção Cardiovascular. Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2019. Disponível em: .
4. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria 4.279 de 30 de dezembro de 2010. Estabelece diretrizes para a organização da Rede de 
Atenção à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: .
5. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria 825 de 25 de abril de 2016. Redefine a Atenção Domiciliar no âmbito do Sistema Único de Saúde 
(SUS) e atualiza as equipes habilitadas. Disponível em: .
6. D’ALESSANDRO, M. P. S; PIRES, C. T, FORTE, D. N. (Coord.). Manual de Cuidados Paliativos. São Paulo: Ministério da Saúde; Hospital 
Sírio-Libanês, 2020. 
7. GUSSO, G. L, CERATTI J. M. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e Prática. 2. ed. São Paulo: Artmed. 
2019.
8. KNOWLEDGE into Action Palliative Care. Cancer Control. World Health Organization (Organização Mundial da Saúde), 2007.
9. PEREIRA, C. R. Comunicando Más Notícias: Protocolo PACIENTE. Tese (Doutorado em Anestesiologia) – Universidade Estadual Paulista, 
2010.
10. SCHEFFER, M. et al. Demografia Médica no Brasil 2020. Departamento de Medicina Preventiva da Universidade de São Paulo; Conselho 
Federal de Medicina. 2020. 312 p.
11. TUCKETT, D. et al. Meetings Between Experts: An Approach to Sharing Ideas in Medical Consultations. London: Tavistock Publications, 
1985.
Medicina de família e comunidade
Prof. Camilo Ramos | Resumo Estratégico | 2025 25
MEDICINA PREVENTIVA
CAPÍTULO
10.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Estrategista, esse foi nosso resumo de Medicina de Família e Comunidade. Reuni para você o top do que tem surgido nas provas de 
Residência Médica dos últimos anos, de forma didática e especialmente planejada para auxiliá-lo a fixar o conteúdo. Estamos diante de uma 
especialidade de grande extensão de temas, mas tenha certeza de que, com o que está em suas mãos, você está em condições de alcançar a 
vaga na Residência de seus sonhos.
Nossos livros de Medicina Preventiva trarão ainda mais conhecimentos da prática do médico de família e comunidade e da atenção 
primária, já que nossos temas são intimamente conectados aos de outros livros, como o de Atenção Primária à Saúde.
Um grande abraço, vejo você no Sistema de Questões do ESTRATÉGIA MED – treine sempre!
Prof. Camilo Ramos
https://med.estrategia.com
	ENGENHARIA REVERSA
	1.0 A MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE 
	1.1 Princípios da Medicina de Família e Comunidade 
	1.2 Atuação da Medicina de Família e Comunidade 
	2.0 MÉTODO CLÍNICO CENTRADO NA PESSOA 
	2.1 Primeiro componente: Explorando a saúde, a doença e a experiência com a doença
	2.2 Segundo Componente: Entendendo a pessoa como um todo
	2.3 Terceiro Componente: Elaborando um plano conjunto de manejo
	2.4 Quarto Componente: Intensificando a relação entre a pessoa e o médico
	3.0 PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR
	4.0 ABORDAGEM FAMILIAR
	4.1 Ciclo de vida familiar
	4.1.1 Ciclo de vida da classe média
	4.1.2 Ciclo de vida da classe popular
	4.2 Ferramentas de abordagem familiar
	4.2.1 Genograma
	4.2.2 Ecomapa
	5.0 ABORDAGEM COMUNITÁRIA
	5.1 Diagnóstico da situação comunitária
	5.2 Estimativa rápida
	5.3 Educação Popular em Saúde
	5.4 Atenção domiciliar
	5.4.1 Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) 
	6.0 GRUPO BALINT E O EFEITO DROGA
	7.0 CUIDADOS PALIATIVOS
	8.0 LISTA DE QUESTÕES
	9.0 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
	10.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Mais conteúdos dessa disciplina