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Roberta Freitas – T14 1 Caracteríicas ® Conjunto de órgãos que transmitem a todo o organismo os impulsos necessários e recebem do próprio organismo as sensações; sistema de integração que coordena as funções de vários órgãos especializados; controla nosso organismo junto com sistema endócrino. Neurônio ® Célula ou unidade estrutural e funcional; responsável pela recepção, transmissão e processamento de estímulos; especializado; composto por dendritos, corpo celular e axônio. Dendritos: ® Prolongamentos numerosos e ramificados; aumentam a superfície de contato; recebem os estímulos. Corpo celular: ® Centro da célula; receptor; núcleo esférico, central. e pouco corado, possui nucléolo evidente; possui corpúsculos de Nissl (RER + ribossomos), portanto, alta atividade sintética. Axônio: ® Prolongamento que conduz impulsos nervosos do corpo celular para células efetoras. ® Mielina acelera o transporte do estímulo. ® Categorias dos neurônios: o Sensitivo: transmitem impulsos receptivos para o SNC. Relacionados com dor, temperatura, tato e pressão a partir da superfície corporal. Também fornecem informações ao encéfalo em relação aos órgãos internos e membros. o Motor: transmitem impulsos do SNC ou gânglios para as células. o Interneurônios: formam uma rede de integração entre neurônios motores e sensitivos. São a maioria dos neurônios do corpo. Claificaçõ morfológicas ® Bipolar: 1 dendrito e 1 axônio; presentes nas regiões de sentidos (retina, mucosa, olfatória) Tecido Nervoso Roberta Freitas – T14 2 ® Multipolar: Vários dendritos e 1 axônio. ® Pseudounipolar: Corpo + prolongamento único que não se diferencia em dendrito e axônio. Impulso nervo ® É uma corrente elétrica (íons) que passa pelo neurônio através de canais de voltagem independentes localizados na membrana plasmática do neurônio. Células da Glia ® Não conduzem impulsos nervosos; função de sustentação, proteção, isolamento e nutrição dos neurônios. Oligodendrócit ® SNC (Sistema Nervoso Central); tem prolongamentos que se enrolam em volta dos axônios; produz bainha de mielina (cada um é capaz de mielinizar vários axônios). Células de Schwann ® SNP (Sistema Nervoso Periférico); não possui prolongamentos; produz bainha de mielina (cada uma forma mielina em torno de um segmento de um único axônio). BAINHA DE MIELINA: aumenta a velocidade, impulso saltatório e membrana lipídica Arócit ® Forma estrelada com vários processos irradiando do corpo celular; ligam os neurônios aos capilares sanguíneos e à pia- máter; nutrição; pode ser: protoplasmático (mais prolongamentos curtos e ramificados, presentes principalmente na substância cinzenta) e fibrosos (prolongamentos longos e menos numerosos, presentes principalmente na substância branca). Micróglia ® Pequenas e alongadas com prolongamentos curtos e irregulares; são fagocitárias e participam da inflamação e reparação do SNC; quando ativadas, retraem seus prolongamentos e assumem a forma dos macrófagos. Células ependimárias ® Colunares, revestem os ventrículos do cérebro e o canal central da medula espinhal; algumas são ciliadas, o que facilita o movimento. Siema Nervo Central (SNC) ® Onde partem os estímulos e chegam as sensações; ® Composto pelo encéfalo e pela medula. Roberta Freitas – T14 3 Subância cinzenta ® Corpos celulares dos neurônios, dendritos, porção inicial não mielinizada dos axônios e células da glia; onde ocorrem as sinapses do SNC; no córtex cerebral. Cerebelo: Subância branca ® Prolongamentos dos corpos celulares dos neurônios, axônios mielinizados, oligodendrócitos e outras células da glia; vias de condução; central cerebral e cerebelar e externa medular. Área de transição medula espinhal Mening Dura-máter ® Mais externa; revestida por epitélio simples pavimentoso; aderida aos periósteos dos ossos da caixa craniana; espaço peridural (entre periósteos dos ossos da caixa craniana; espaço peridural (entre periósteo e dura-máter; veias muito finas e tecido adiposo). Aracnóide ® Mediana; espaço subaracnóideo (constituído por traves que ligam o aracnóide com a pia- máter; cheio de LCR e constitui um colchão hidráulico que protege o SNC contra traumatismo); espaço subdural (não existe em condições normais, devido a traumas pode acumular-se sangue). Pia-Máter ® A pia-máter é a camada mais interna do sistema nervoso central, altamente vascularizada e aderente ao tecido nervoso. Responsável pela nutrição das células, não tem contato direto com elas devido aos prolongamentos dos astrócitos. Os vasos sanguíneos penetram o tecido nervoso por túneis revestidos pela pia-máter. Substância Branca Substância Cinzenta ® 3 camadas sendo que a molecular é a mais externa, a central possui células de purkinje e a granulosa é a mais interna. ® Protegem o encéfalo e a medula espinhal, apoiam os elementos vasculares e cercam o espaço subaracnóideo. Roberta Freitas – T14 4 A – Dura-máter B – Espaço Subdural C – Espaço Subaracnoideo D – Pia-máter Baeira Hemato Encefálica ® Estrutural e funcional que dificulta a passagem de substâncias do sangue para o tecido, evitando a entrada de patógenos junções oclusivas. Plexo Coróide ® Secreta o Líquido Cefalorraquidiano (LCR); são dobras da pia-máter que provocam saliências para o interior dos ventrículos. Líquido cefalorraquidiano: ® Ocupa as cavidades dos ventrículos, o canal central da medula, o espaço subaracnóideo e os espaços perivasculares; protege contra traumatismos e nutre os neurônios. Siema Nervo Periférico ® Conduzem a corrente nervosa ® Composta por nervos e gânglios Componente sensorial aferente: ® Recebe e transmite impulsos ao SNC para o processamento. Componente motor eferente: ® Transmite os impulsos nervosos aos órgãos efetores. Nerv ® Grupos de feixes de fibras nervosas; estabelecem comunicação entre os centros nervosos e os órgãos sensoriais e os efetores; ® São esbranquiçados na maioria das vezes Epineuro: ® O tecido de sustentação dos nervos é constituído por uma camada fibrosa e densa chamada de EPINEURO (reveste tudo). Perineuro: ® Cada um dos feixes é revestido por uma bainha de várias camadas chamada de PERINEURO, circunda cada fascículo (conjunto de fibras). Endoneuro: ® As células de bainha perineural possuem axônios que são envolvidos pelo ENDONEURO, circunda cada uma das fibras. Fibras amielínicas Roberta Freitas – T14 5 ® Axônios de pequeno diâmetro e uma única dobra da célula envoltória. Fibras mielínicas ® Axônios calibrosos e várias voltas em torno do axônio. Gângli ® Acúmulos de corpos celulares de neurônios localizados fora do SNC, apresentam muitos corpúsculos de Nissl e é circundado por uma camada de pequenas células cuboides chamadas células satélites; podem ser sensoriais (aferentes) ou autônomos (eferentes). Roberta Freitas – T14 6 Caracteríicas ® Os olhos são vitais para a percepção visual, atuando como o principal órgão na detecção e interpretação dos estímulos luminosos. Sua estrutura complexa permite a formação de imagens nítidas, permitindo que os seres humanos percebam e entendam o mundo ao seu redor. ® Estruturalmente é formado por três túnicas, três câmaras e estruturas ópticas responsáveis pela refração da luz. Eruturas do globo ocular ® Córnea: Camada transparente e externa na parte frontal, atua como a primeira lente do olho, focando a luz e protegendo o globo ocular ® Esclera: A "parte branca"do olho, é uma camada fibrosa, espessa e resistente que reveste o globo, dando suporte estrutural e proteção. ® Coróide: Camada vascularizada e pigmentada, situada entre a esclera e a retina, responsável por nutrir as camadas externas da retina e absorver o excesso de luz. ® Retina: Membrana sensível à luz no fundo do olho, contém fotorreceptores (cones e bastonetes) que convertem estímulos luminosos em impulsos nervosos. ® Corpo ciliar: Estrutura entre a íris e a coróide, produz humor aquoso e contém músculos que ajustam a forma do cristalino (acomodação). ® Íris: Parte colorida do olho, um tecido muscular que contrai ou dilata a pupila para controlar a quantidade de luz que entra. ® Cristalino: Lente natural, transparente e flexível, localizada atrás da íris, ajusta o foco para visão de perto e de longe ® Humor vítreo: Substância gelatinosa transparente que preenche o espaço entre o cristalino e a retina, ajudando a manter a forma do globo ocular Histologia do olho Roberta Freitas – T14 7 Túnicas ® Túnica externa (túnica fibrosa): É a camada mais externa, composta por tecido conjuntivo denso, responsável por manter a forma do globo ocular e proteger suas estruturas internas. Divide-se em duas regiões: • Esclera: Posterior, opaca e branca. Composta por colágeno tipo I e fibras elásticas, é avascular. • Córnea: Anterior, transparente e avascular. Histologicamente composta por cinco camadas: epitélio escamoso estratificado não queratinizado, membrana de Bowman, estroma (o mais espesso), membrana de Descemet e endotélio. ® Túnica vascular (camada média): Localizada entre a esclera e a retina, é rica em vasos sanguíneos e melanócitos, sendo responsável pela nutrição e modulação da luz. É composta por três partes: • Coróide: Situada posteriormente, altamente vascularizada, fornece nutrientes para as camadas externas da retina. • Corpo Ciliar: Estrutura intermediária que contém o músculo ciliar (responsável pela acomodação do cristalino) e processos ciliares (que produzem o humor aquoso). • Íris: A parte mais anterior, que atua como diafragma, regulando a entrada de luz através da pupila. Contém músculos lisos (esfíncter e dilatador da pupila). ® Túnica nervosa (camada interna): É a camada sensível à luz (fotorreceptora), originada do ectoderma neural. A retina possui uma estrutura complexa, dividida em camadas, sendo a mais externa o epitélio pigmentar e as mais internas contendo os neurônios. As células principais são: • Fotorreceptores: Cones (visão de cores, alta luminosidade) e bastonetes (visão noturna, baixa luminosidade). • Neurônios da Retina: Células bipolares, células ganglionares (cujos axônios formam o nervo óptico), células horizontais e amácrinas. Câmaras ® Câmara anterior: A câmara anterior é o espaço situado na parte da frente do olho. • Localização: Entre a face posterior da córnea (anteriormente) e a face anterior da íris e pupila (posteriormente). • Conteúdo: Preenchida por humor aquoso, um líquido claro e fluido. • Ângulo Iridocorneano: Na periferia, a câmara anterior forma um ângulo onde a íris encontra a córnea. Esta região contém a malha trabecular, responsável pela drenagem do humor aquoso para o canal de Schlemm, essencial para manter a pressão intraocular. ® Câmara posterior: A câmara posterior é um espaço estreito localizado logo atrás da íris. • Localização: Entre a face posterior da íris (anteriormente) e a face anterior do cristalino e ligamentos suspensores (posteriormente). • Conteúdo: Preenchida por humor aquoso, produzido pelos processos ciliares do corpo ciliar. • Função: O humor aquoso circula da câmara posterior para a câmara anterior através da pupila Roberta Freitas – T14 8 ® Espaço vítreo: O espaço vítreo é a maior cavidade do olho, situada na parte posterior do globo ocular. • Localização: Entre a face posterior do cristalino e o corpo ciliar (anteriormente) e a retina (posteriormente). • Conteúdo: Preenchido pelo humor vítreo (ou corpo vítreo), uma substância gelatinosa, transparente e rica em colágeno e ácido hialurônico. • Função: Mantém a forma do globo ocular, sustenta o cristalino e pressiona a retina contra a coroide (a camada vascular subjacente) Camadas da retina As 10 camadas da retina, da mais externa para a mais interna, são: 1. Epitélio Pigmentar da Retina (EPR): Camada única que absorve luz e nutre os fotorreceptores. 2. Camada de Fotorreceptores (Bastonetes e Cones): Segmentos externos e internos que detectam luz. 3. Membrana Limitante Externa: Barreira formada por células de Müller. 4. Camada Nuclear Externa: Contém os corpos celulares (núcleos) de cones e bastonetes. 5. Camada Plexiforme Externa: Onde ocorrem sinapses entre fotorreceptores e células bipolares. 6. Camada Nuclear Interna: Contém núcleos de células bipolares, horizontais, amácrinas e de Müller. 7. Camada Plexiforme Interna: Sinapses entre células bipolares, amácrinas e ganglionares. 8. Camada de Células Ganglionares: Contém os corpos celulares das células ganglionares. 9. Camada de Fibras Nervosas: Axônios das células ganglionares que formam o nervo óptico. 10. Membrana Limitante Interna: Estrutura final que limita com o humor vítreo. Roberta Freitas – T14 9 Caracteríicas ® As orelhas são essenciais na percepção auditiva, detectando ondas sonoras e convertendo-as em sinais que são interpretados pelo encéfalo. Além disso, as orelhas participam da orientação espacial e do equilíbrio através do sistema vestibular, fundamental para a coordenação no ambiente. ® Dividida em: • Orelha externa • Orelha média • Orelha interna Orelha externa ® Epitélio de revestimento: Epitélio pavimentoso estratificado queratinizado. Função: Proteção do canal auditivo. ® Tecido conjuntivo vascularizado: Camada rica em vasos sanguíneos. Função: Nutrição dos tecidos da orelha. ® Cartilagem elástica: Composta por fibras elásticas e condrócitos. Função: Manter a forma e flexibilidade da orelha externa. Orelha média ® Meato acústico: Canal que conduz as ondas sonoras até a membrana timpânica. Função: Condução do som. ® Membrana timpânica: Membrana fina composta por tecido conjuntivo e epitélio. Função: Vibrar quando atingida pelas ondas sonoras e transmitir vibrações para os ossículos da orelha média. Orelha interna ® Cóclea: Estrutura óssea em formato de espiral. Função: responsável pela audição. Histologia da orelha Roberta Freitas – T14 10 ® Canal coclear: Possui três compartimentos. o Rampa vestibular: contém perilinfa; transmite vibrações sonoras para o interior da cóclea. o Rampa média: contém endolinfa e abriga o órgão de Corti; participa da transdução dos estímulos sonoros. o Rampa timpânica: também contém perilinfa; conduz vibrações até a janela redonda. o Membrana vestibular: separa a rampa vestibular da rampa média; delimita os compartimentos da cóclea. ® Membrana basilar: localização do órgão de Corti; vibra de acordo com a frequência sonora. ® Órgão de Corti: estrutura sensorial da audição; converte vibrações mecânicas em impulsos nervosos. o Membrana tectórica: estrutura gelatinosa que cobre as células ciliadas; movimenta os estereocílios das células ciliadas durante a vibração sonora.