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CINESIOTERAPIA EXERCÍCIOS RESISTIDOS Prof. Dr. Rubens dos Santos Rosa EXERCÍCIOS RESISTIDOS CONCEITO Aplicação de uma força externa a um braço de alavanca do corpo para opor a uma força de contração muscular. Pela ação da força oposta, aumenta a tensão no interior do músculo EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO É qualquer forma de exercício ativo no qual uma: contração muscular dinâmica (concêntrica /excêntrica) ou estática (isométrica) é resistida por uma força externa, aplicada manual ou mecanicamente. na maioria das vezes as resistências são pesos realizados contra uma resistência graduável (AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE 2009, KISNER e COLBY, 2009) EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO A força externa dos exercícios resistidos pode ser: ✓O próprio peso do segmento corporal, ✓Força da gravidade, ✓Resistência manual (do terapeuta ou de si próprio), ✓Pesos externos , ✓Elásticos, ✓Molas. EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO Os exercícios são considerados parte integrante dos atuais programas de condicionamento físico e reabilitação, principalmente para adultos e idosos. Estes exercícios favorecem a melhora da: ✓ Força e resistência muscular, ✓ Mantém e melhoram a massa corporal magra (POLLOCK et al., 1998; KISNER, 1992; SANTAREM, 1999; MONTEIRO, 1997; BARBOSA et al., 2000), ✓ Melhora a coordenação, ✓ Melhora a velocidade de reação, ✓ Melhora a velocidade, ✓ Melhora o equilíbrio, ✓ Previne e trata lesões e deficiências físicas (PEARL, 1996). EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO Para que todos esses benefícios sejam atingidos é preciso que o treinamento seja fundamentado em princípios científicos e pedagógicos. (KISNER, 1992; PEARL, 1996; FLECK et al., 1999; POLLOCK et al., 1986; SANTAREM, 1985; 1999; ANDERSON et al., 1995; LEIGTHON, 1987WIRHED, 1986; MONTEIRO, 1997; SHARKEY, 1998; CAILLIET, 1974). Uma vez compreendidos são os responsáveis pela autonomia do terapeuta-treinador em poder criar suas próprias metodologias de treinamento baseado nos conhecimentos até então existentes. EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO EXERCÍCIOS COM RESISTENCIA MECÂNICA Definição Qualquer forma de exercício em que a resistência (carga do exercício) é aplicada por algum tipo de equipamento Os termos mais usados são: ✓Treinamento resistido ✓Treinamento com pesos ✓Treinamento de força EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MECANICAMENTE Características É um componente integral da reabilitação, e dos programas de condicionamento para pessoas de todas as idades É utilizado para eliminar ou reduzir déficits de: força-potência-resistência muscular à fadiga EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MECANICAMENTE Vantagens ✓Estabelece uma média basal quantitativa do desempenho muscular ✓ São mais apropriados durante a fase intermediária e avançada da reabilitação quando o grau de força muscular é 4/5. ✓Podem ser usadas cargas de exercícios maiores ✓ Os aumentos nos níveis de resistência podem ser incrementados e quantitativamente documentados ✓A melhora efetiva é uma fonte de motivação para o paciente ✓São úteis para melhorar a força muscular estática e dinâmica ✓Acrescentam variedade a uma programa de exercício resistido ✓São práticos para melhorar a resistência muscular à fadiga ✓Alguns equipamentos fornecem resistência variável ao longo da ADM ✓O treinamento resistido de alta velocidade é possível ✓São apropriados para exercício independente em um programa domiciliar, após a supervisão do terapeuta EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MECANICAMENTE Desvantagens ✓ Não são apropriados quando o músculo está muito fraco ou quando os tecidos estão em estágio muito precoces de cicatrização ✓ Os equipamentos fornecem resistência externa constante colocam carga máxima no músculo em apenas um ponto da ADM ✓Gasto com compra e manutenção dos equipamentos EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MECANICAMENTE BRODY e HALL (2012) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS MECANICAMENTE TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS MECANICAMENTE TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS MECANICAMENTE EXERCÍCIOS COM RESISTENCIA MANUAL Definição É uma forma de exercício ativo resistido A força e a resistência é aplicada pelo fisioterapeuta contra uma contração dinâmica ou estática EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE Características ✓Quando o movimento articular é permitido, a resistência é geralmente aplicada ao longo da ADM disponível ✓Os exercícios são feitos nos planos anatômicos de movimento ✓ Um músculo específico também pode ser fortalecido resistindo-se à sua ação ✓Nos programas de reabilitação, o exercícios resistido, pode vir antes dos exercícios ativos-assistidos e ativos EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE Considerações especiais para o fisioterapeuta ✓ Escolha uma maca de tratamento adequada para posicionar o paciente ✓A maca deve ter a altura apropriada ou se for o caso ajuste a altura da maca ✓Favorecer o uso de uma mecânica corporal correta ✓ Posicione-se perto do paciente para evitar sobre carga em sua coluna lombar e maximizar o controle dos MMSS e MMII do paciente ✓Use uma base de apoio alargada para manter uma postura estável enquanto a resistência manual é aplicada. EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE Vantagens ✓ São mais efetivos durante os estágios iniciais da reabilitação quando os músculos ainda estão fracos (grau de força menor que 4/5) ✓São forma efetivas de exercícios de transição dos movimentos assistidos para mecanicamente resistidos ✓A resistência é graduada de forma mais precisa do que a resistência mecânica ✓A resistência é ajustada ao longo da ADM ✓ O músculo trabalha de forma máxima em todas as porções da ADM a ADM pode ser cuidadosamente controlada pelo fisioterapeuta para proteger os tecidos em cicatrização ✓São úteis para o fortalecimento estático e dinâmico ✓O posicionamento de resistência é facilmente ajustado ✓ Dá ao fisioterapeuta a oportunidade de interação direta com o paciente EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE Desvantagens ✓A carga do exercício é subjetiva ✓A quantidade de resistência é limitada à força do fisioterapeuta ✓Tem pouco valor para grupos musculares fortes ✓A velocidade do movimento é lenta e moderada ✓Não podem ser feitos independentemente pelo paciente ✓Não são úteis em programas domiciliares ✓ São intensivos para o fisioterapeuta em termos de tempo e de trabalho ✓ Não são práticos para a melhora da resistência muscular à fadiga, consomem tempo demais EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE FORÇA MUSCULAR: capacidade do músculo esquelético de produzir esforço (tensão) a uma determinada velocidade. Mais especificamente força muscular é: A maior força mensurável que pode ser exercida por um músculo ou grupo muscular para vencer uma resistência durante um esforço máximo único. (KISNER e COLBY, 2005) ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR FORÇA FUNCIONAL: relaciona-se com a habilidade do sistema neuromuscular de produzir, reduzir ou controlar forças pretendidas ou impostas, de modo suave e coordenado durante atividades funcionais (gesto esportivo, atividade de vida diária). (KISNER e COLBY, 2005) TREINAMENTO DE FORÇA: é o procedimento sistemático, de um músculo ou grupo muscular de levantar, abaixar ou controlar cargas pesadas (resistência) durante um número relativamente baixo de repetições ou um curto período de tempo. (KISNER e COLBY, 2005) ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR RESISTENCIA MUSCULARÀ FADIGA (resistência local): habilidade de desenvolver exercícios repetitivos de baixa intensidade por um período prolongado de tempo. Contrair-se repetidamente contra uma carga, resistindo à fadiga por um longo período de tempo. O termo potência aeróbica é às vezes usado como sinônimo de resistência muscular à fadiga. Embora a força e a resistência muscular como elementos do desempenho muscular estejam associadas, o fato de um grupo muscular ser forte não exclui a possibilidade de haver um comprometimento da resistência muscular à fadiga. (KISNER e COLBY, 2005) ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR TREINAMENTO DE RESISTÊNCIA À FADIGA: consiste em um músculo contrair-se e levantar ou abaixar uma carga repetidas vezes (concêntrico/excêntrico) com um número mais alto de repetições ou manter uma contração muscular por um longo período de tempo (isométrico). (KISNER e COLBY, 2005) ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR TORQUE: não é possível trabalhar os exercícios resistidos sem o conhecimento do torque. Este conceito trata de uma variável que vai influenciar diretamente a produção de força, já que a produção da força não depende somente das propriedades neurofisiológicas discutidas. Por definição Torque (t) ou momento de uma força (newtons), é o produto da força X a distância (metros) perpendicular (d) desde a sua linha de ação até o eixo do movimento. (HAMILL, KNUTZEN, 1999 e ZATSIORKY, 2004) = F x d ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR ✓ Quando um músculo contrai ele gera uma tendência de rotação da alavanca (ossos) em torno de um eixo (articulação) sobre a qual ele atua. ✓O músculo age a uma certa distância (local onde ele se insere no osso) do eixo (articulação) e isso causa uma rotação. ✓Em outras palavras isso representa o torque muscular ou momento interno. ✓O torque representa a efetividade de uma força para causar uma rotação. ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Torque pode ser definido como a tendência de uma força para causar rotação sobre um eixo específico, (HAMILL, KNUTZEN, 1999) Assim como as contrações musculares geram torques (momento interno); as resistências sobre as alavancas de movimento também geram torques (momento externo). Exemplo: uma tornozeleira, presa ao tornozelo ou a própria força da gravidade gerará uma tendência de força para um movimento de o membro ocorrer em torno de um eixo. ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR ALAVANCAS: o conceito de torque está diretamente relacionado às alavancas. A distância do ponto de aplicação da força em relação a um eixo cria uma alavanca. O tamanho da alavanca interfere diretamente na quantidade do torque. A alavanca de terceira classe é a mais comum no corpo humano. (HAMILL, KNUTZEN, 1999) ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Muitas pessoas acham que a única forma de se variar a intensidade de um exercício é variando-se a quantidade de cargas como pesos aplicados aos segmentos. Por isso o conceito de torque tem um valor prático fundamental. Exemplo: Um exercício de força pode ser facilitado ou dificultado variando-se o tamanho das alavancas, o que sofre a interferência direta da amplitude de movimento utilizada no exercício. APLICABILIDADE CLÍNICA!!!!!!! Ao realizar um exercício de abdução do ombro com halteres para fortalecer o músculo deltóide podem ser feitas as variações de abdução do ombro com o cotovelo fletido ou estendido. O simples fato de fletir o cotovelo durante a abdução do ombro com halteres facilitará o exercício, já que o torque gerado pela carga aplicada será menor e consequentemente o torque exigido pelo músculo deltóide para movimentar o membro em abdução também será menor, porque a com a flexão do cotovelo a carga aplicada fica mais próxima da articulação (eixo da alavanca) e diminui a distância. Se o tamanho da alavanca é menor o exercício fica mais fácil. APLICABILIDADE CLÍNICA!!!!!!! ALAVANCA MAIORALAVANCA MENOR APLICABILIDADE CLÍNICA!!!!!!! é a capacidade de realizar trabalho em umaPOTÊNCIA MUSCULAR: unidade de tempo. TREINAMENTO FÍSICO: P= F x d/t = F x v. Capacidade de acionar as unidades motoras com altas velocidades. (KISNER e COLBY, 2005, BANDY e SANDERS, 2003). Exemplo: quanto maior a intensidade do exercício e menor o período de tempo levado para gerar força, maior a potência muscular. A produção de potência máxima é exigida nos movimentos envolvidos: No esporte, No trabalho, Na vida diária. ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Como o trabalho pode ser produzido em um período de tempo muito curto ou prolongado, a potência pode ser expressa por um único disparo de atividade de alta intensidade Exemplo: Como ao erguer uma bagagem pesada para colocá-la em um bagageiro ou Realizar um salto em altura) ou Por disparos repetidos de atividade muscular menos intensa (como ao subir um lance de escadas). Os termos potência anaeróbica e aeróbica, respectivamente são usados para diferenciar esses dois aspectos de potência. (KISNER, 2005) ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Arquitetura das fibras Músculos Fusiformes: o arranjo das fibras musculares corre paralelamente à linha de ação do músculo. (HAMILL, KNUTZEN, 1999) ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Arqquitetura das fibras Músculos Peniformes: as fibras correm diagonalmente em relação a um tendão que atravessa o músculo. Formam um ângulo relativo com a linha de ação do músculo. (HAMILL, KNUTZEN, 1999) ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR A arquitetura determina se o músculo é capaz de gerar grandes quantidades de força ou se tem boa capacidade de encurtamento. (HAMILL, KNUTZEN, 1999) Fusiforme: grande encurtamento e movimento de alta velocidade. As fibras correm paralelamente à linha de tração do músculo. (HAMILL, KNUTZEN, 1999) Peniforme: as fibras correm diagonalmente em relação a um tendão que atravessa o músculo. Criam movimentos mais lentos não são capazes de produzir movimentos de grande amplitude de movimento. (HAMILL, KNUTZEN, 1999) ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Na prática dos exercícios de fortalecimento alguns músculos terão mais capacidade de desenvolver movimentos mais amplos e rápidos, enquanto outros movimentos mais curtos e lentos, fatores estes determinados pela própria morfologia muscular APLICABILIDADE CLÍNICA!!!!!!! VELOCIDADE DE CONTRAÇÃO: a velocidade com que um músculo se contrai afeta significativamente a tensão que o músculo produz e consequentemente afeta a força e a potência muscular. (KISNER e COLBY, 2005) As atividades funcionais variam entre lentas a rápidas, depende da função. A relação força e velocidade é diferente durante as contrações musculares concêntricas e excêntricas. (KISNER e COLBY, 2005) ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR VELOCIDADE DE CONTRAÇÃO Contrações concêntricas: quanto menor a velocidade, maior a força produzida e maior a carga. (KISNER, 2005 HAMILL, KNUTZEN, 1999) Contrações excêntricas: a tensão muscular aumenta com a velocidade de alongamento (KISNER, 2005 HAMILL, KNUTZEN, 1999) ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR O treinamento velocidade-específico é fundamental para um programa de reabilitação bem sucedido. O treinamento com pesos livres só é seguro e efetivo com velocidades de movimentos do membro lentas e médias, de modo que o paciente possa manter o controle do peso em movimento. APLICABILIDADE CLÍNICA!!!!!!! Todas as adaptações ao treinamento e os resultados são específicos ao estímulo aplicado . comoOs efeitos adaptativos do treinamento, melhora da: força - potência - resistência à fadiga São altamente específicos do método de treinamento empregado. (KISNER e COLBY, 2005) PRINCÍPIO DA ESPECIFICIDADE As adaptações fisiológicas específicas são determinadas por vários fatores , incluindo: ✓Ações musculares envolvidas, ✓A velocidade do movimento,✓ADM dos grupos musculares treinados, ✓Sistemas de energia envolvido, ✓Intensidade ✓Volume de treinamento. (AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE 2009) Já que os efeitos do treinamento são específicos, os exercícios devem simular as demandas funcionais. PRINCÍPIO DA ESPECIFICIDADE encontro àsA especificidade dos exercícios deve ir de necessidades do praticante; Onde os músculos trabalhados e fortalecidos devem ser os mesmos requeridos numa atividade específica (KISNER, 1992 & POLLOCK et al., 1986), Onde o exercício para a manutenção da saúde é diferente dos de um atleta que visa o alto rendimento, que por sua vez também é diferente de um trabalhador (PEARL, 1996). PRINCÍPIO DA ESPECIFICIDADE A especificidade do treinamento favorece, de acordo com a necessidade ou capacidade do praticante: ✓Adaptações musculares, ✓Neurais ✓Excitabilidade para o movimento voluntário (BARBOSA et al., 2000). Para isso deve-se considerar: ✓O tipo de contração, ✓Velocidade de execução, ✓Amplitude de movimento, ✓Intensidade (KISNER, 1992 & POLLOCK et al., 1986). PRINCÍPIO DA ESPECIFICIDADE Pode-se classificar os exercícios como: ✓ Primários: são os que trabalham músculos motores primários ou agonistas, ✓Exercícios de assistência: que trabalham músculos menores que auxiliam os músculos agonistas. ✓ Exercícios estruturais: que se caracterizam por serem multiarticulares ✓ Específicos: são os que envolvem uma só articulação, são caracterizados por serem monoarticulares (FLECK et al., 1999). CLASSIFICAÇÃO DOS EXERCÍCIOS Também chamada de: ✓Extravasamento ou ✓Treinamento cruzado A transferência de treinamento tem sido relatada de forma muito limitada ao que se refere a velocidade do treinamento(143, 200, 178) e do tipo ou modo de exercício(80) Em um programa de treinamento resistido, pode ocorrer um efeito cruzado do membro exercitado para o membro contralateral não exercitado(67, 291, 192) TRANSFERÊNCIA DE TREINAMENTO Exemplo: Em um programa de exercícios para força muscular proporciona a melhora a resistência muscular à fadiga de forma moderada. Por outro lado, o treinamento de resistência muscular à fadiga tem pouco ou nenhum efeito cruzado sobre a força (16, 81, 103). TRANSFERÊNCIA DE TREINAMENTO EFEITOS DO TREINAMENTO O aumento de força dependerá da capacidade de recrutamento unidades motoras (aprendizado motor) e da quantidade de proteína contrátil nas fibras musculares (trofismo). (Mc. ARDLE, KATCH, KATCH, 1998 ) COMO OCORRE O GANHO DE FORÇA FISIOLOGICAMENTE? ADAPTAÇÕES NEURAIS A capacidade de maior recrutamento das unidades motoras faz parte das adaptações neurais. (Mc. ARDLE, KATCH, KATCH, 1998 e KISNER e COLBY, 2005) Com o treinamento aumenta-se o recrutamento, a frequência, a velocidade e a sincronização das unidades motoras. Estes efeitos são imediatos, isto é, o indivíduo aprende a recrutar mais fibras e as fibras corretas, ocorre um maior nível de facilitação neural, o que gera um aumento de força rápido e significativo já no início do treinamento. (Mc. ARDLE, KATCH, KATCH, 1998 e KISNER e COLBY, 2005) COMO OCORRE O GANHO DE FORÇA FISIOLOGICAMENTE? ADAPTAÇÕES ESTRUTURAIS O desenvolvimento de massa muscular faz parte das adaptações estruturais. (Mc. ARDLE, KATCH, KATCH, 1998 ) A hipertrofia é o aumento da fibra muscular, ganho de massa muscular, ocorrendo um aumento da secção transversa do músculo. (Mc. ARDLE, KATCH, KATCH, 1998 ) O aumento do tamanho do músculo se dá através da maior síntese proteica que leva ao aumento do volume das fibras musculares, já que novos sarcômeros são formados. (Mc. ARDLE, KATCH, KATCH, 1998 ) COMO OCORRE O GANHO DE FORÇA FISIOLOGICAMENTE? ADAPTAÇÕES ESTRUTURAIS Os maiores aumentos na síntese de proteínas e portanto, na hipertrofia estão associados a exercícios de resistência moderada e de alto volume realizados excentricamente. Além disso, são as fibras musculares do tipo II-B que parecem aumentar em tamanho mais prontamente com o treinamento resistido. (KISNER e COLBY, 2005) Os ganhos de força observados no início de um programa de treinamento resistido (após 2 a 3 semanas) são resultado de adaptações neurais. Para que ocorram alterações significativas no vascularização são necessárias pelo músculo como hipertrofia e menos 6 a 12 semanas de aumento da treinamento resistido. (Mc. ARDLE, KATCH, KATCH, 1998) Kisner e Colby (2005), cita um estudo que relata aumento na atividade eletromiográfica (EMG) durante as primeiras 4 a 8 semanas de treinamento, com pouca ou nenhuma evidência de hipertrofia das fibras musculares. COMO OCORRE O GANHO DE FORÇA FISIOLOGICAMENTE? Os programas de treinamento incluem as seguintes variáveis: ✓Repetições, ✓Séries, ✓Volume, ✓Intensidade(%), ✓Frequência, ✓Duração e intervalo de repouso, ✓Seleção do tipo de exercício, ✓Sequência dos exercícios. (AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE 2009, KISNER e COLBY, 2005) Para elaborar um programa de exercícios todas essas variáveis devem ser levadas em consideração e as características de cada uma delas irão variar conforme o objetivo: força, resistência ou potência. VARIÁVEIS REPETIÇÕES: Cada exercício é composto por repetições, que são movimentos completos de um exercício retornando a sua posição inicial realizados continuamente sem repouso. SÉRIES: são um determinado número de repetições seguidas de um intervalo de repouso-descanso. (SANTAREM,1995;1999; ANDRESON et al., 1995 & LEIGHTON, 1987). Os números de repetições e séries são umas das variáveis no programa de exercícios que oferece sobrecarga progressiva aos músculos. (KISNER, 1992). É recomendado que uma a três séries para cada tipo de exercício sejam utilizadas para indivíduos iniciantes. (AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE 2009) REPTIÇÕES/SÉRIES ✓ Em um treinamento resistido o volume do exercício é a soma do número total de séries e repetições de cada exercício durante uma única sessão. ✓ Há uma relação inversa entre o volume e a intensidade do exercício resistido. ✓ Quanto mais alta a intensidade (carga) mais baixo o volume precisa ser e o inverso também ocorre. ✓Quanto mais baixa a intensidade (carga) mais alto o volume precisa ser e o inverso também ocorre. ✓ Portanto a carga do exercício determina diretamente quantas repetições e séries serão possíveis. ✓ (AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE 2009, KISNER e COLBY, 2005) VOLUME (de exercícios) É a sua quantidade total deve ser adequada ao número de séries e a frequência semanal dos grupos musculares. Para exercitar os grupos musculares numa frequência semanal de: ✓3x por semana: 5 séries, ✓2x por semana: 10 séries ✓1x por semana: 15 séries (SANTARÉM, 1999). O volume total de exercícios por um período longo de treino está relacionado a aumentos da força e volume muscular (FLECK et al., 1999), para que ocorram esses aumentos são recomendados no mínimo de seis semanas de treinamento (KISNER, 1992). VOLUME (de exercícios) Os estímulos para aumento da massa muscular e aprimoramento das funções ocorrem mesmo com esforço SUBMÁXIMO. (KISNER e COLBY, 2005) COMO CALCULAR, PROGRAMAR A CARGA APROPRIADA PARA UM EXERCÍCIO? Uma forma é determinar uma RM: uma repetição máxima que representa a maior quantidade de peso que um indivíduo pode erguer por meio da ADM completa apenas uma vez. A Intensidade inicial do exercício seria = % de uma 1 RM (repetição máxima de DeLorme). No entanto a execução de uma RM requer um esforço máximo, não sendo recomendado para algumas populações de pacientes. (KISNER e COLBY, 2005) INTENSIDADE (%) Para que servem os valores máximos? Os valores máximos representam os valores básicos sobre os quais se pode elaborara qualquer treinamento com pesos. De fato, após ter calculado os valores máximos do paciente, é possível usar este dado e seus percentuais correspondentes para programar o treino do paciente com base em objetivos pré-fixados: ✓Desenvolvimentode força explosiva, ✓Aumento da força veloz, ✓Aumento da velocidade, ✓Aumento da tônus, ✓Aumento da massa muscular etc. INTENSIDADE (%) COMO CALCULAR 1RM A predição da carga segundo a estimativa de Brischae é feita de seguinte forma: Realiza-se o exercício com no máximo 10 repetições. Multiplica-se a carga total utilizada pelo fator de predição da carga, encontrado na tabela abaixo e encontra o valor de 1 RM INTENSIDADE (%) NÚMERO DE REPETIÇÕES FATOR DE PREDIÇÃO 1 1.00 2 1.07 3 1.10 4 1.13 5 1.16 6 1.20 7 1.23 8 1.27 9 1.32 10 1.36 TABELA EXEMPLO PARA MEMEBROS SUPERIORES: Um indivíduo realiza o Supino Reto com 30kg de cada lado (60Kg total), e realiza 6 repetições completas. Sendo assim, seu fator de predição é 1.20, e este valor será multiplicado pela carga total levantada - 60kg. Então: ✓Carga 1 RM = Número de repetições X Fator de predição ✓Carga 1RM = 60 x 1.20 ✓Carga 1RM = 72kg Ou seja, supostamente, o indivíduo consegue fazer uma repetição completa com 72kg no total. INTENSIDADE (%) EXEMPLO PARA MEMBROS INFERIORES: Um indivíduo realiza o Leg-Press com 60kg de cada lado (120Kg total), e realiza 8 repetições completas. Sendo assim, seu fator de predição é 1.27, e este valor será multiplicado pela carga total levantada - 120kg. Então: ✓Carga 1 RM = Número de repetições X Fator de predição ✓Carga 1RM = 120 x 1.27 ✓Carga 1RM = 152kg Ou seja, supostamente, o indivíduo consegue fazer uma repetição completa com 152kg no total. INTENSIDADE (%) Não há um número ideal de repetições, mas se obtém bons resultados treinando de 2 - 10 RM, onde a carga utilizada cumpra somente o número de repetições estipuladas (SHARKEY, 1998 & KISNER, 1992). O que determina se o exercício é de força ou de resistência é o nível de tensão que o músculo é submetido, a carga trabalhada e as séries executadas. Quando se trabalha entre: ✓15 - 25 RM, a 66% da força máxima, os ganhos de força são de 1% por semana, ✓ 6 - 10 RM, a 66% os ganhos de força da força máxima são entre 2 - 3% por semana (SHARKEY, 1998). INTENSIDADE (%) A velocidade não é frequentemente utilizada como parâmetro de controle pois, prioriza-se uma boa eficiência mecânica. A intensidade do exercício nunca deve ser tão grande ao ponto de causar dor. (KISNER, 2005) INTENSIDADE Nos exercícios resistidos a intensidade de trabalho é dosada principalmente pela carga e pelos intervalos entre as séries, Quando se objetiva treinar todo o corpo: 3 a 6 séries de exercícios demonstram bons resultados em ganhos de força quando comparados a sistemas de série única. O sistema de série única pode ser utilizado e bem assimilado por iniciantes durante o período de 6 - 12 treinos e na fase de manutenção. Esse tipo de treino pode aumentar a força em indivíduos não treinados, mas não implica em alterações fisiológicas mais complexas (FLECK et al., 1999). INTERVALOS DE TREINOS Obs. Um princípio importante a ser considerado no treinamento resistido é que NÃO se deve treinar o mesmo grupo muscular 2 dias seguidos (ANDRESON et al., 1995). O intervalo de 24 a intensidade do treino, 72 horas, dependendo da é necessário para que os músculos se adaptem a sobrecarga imposta (WIRHED, 1986). INTERVALOS DE TREINOS SUPERCOMPENSAÇÃO: As células musculares sofrem um processo de super compensação ou seja, após o desgaste das estruturas musculares ocorridas durante o treino, ocorre o aumento do número de fibrilas. Logo, é importante incluir um intervalo de descanso entre os treinos, caso não ocorra, a regeneração miofibrilar não atingirá níveis compensatórios e corre-se o risco de SUPERTREINAMENTO (WIRHED, 1986). INTERVALOS DE TREINOS O período de descanso entre as séries e exercícios está diretamente relacionado à: duração e intensidade do esforço pois, tem influência direta na recuperação da ATP-CP e nas concentrações de lactato sanguíneo (MONTEIRO, 1997; KISNER, 1992 & FLECK et al., 1999). INTERVALOS DE TREINOS ✓ Períodos curtos de descanso: até 1‘ estão associados ao aumento da concentração de lactato sanguíneo e a fadiga, ✓ Períodos mais longos de descanso: de 1'- 3', reduzem a demanda metabólica. Os exercícios com: curtos períodos de descanso e altas intensidades devem ser introduzidos lentamente visando a adaptação fisiológica de tamponamento àcido-básico (FLECK et al., 1999). INTERVALOS DE TREINOS Tem-se estabelecido que: 3 treinos por semana com 1 dia de descanso entre as sessões favorecem a recuperação. (SHARKEY, 1998 & FLECK et al., 1999) E que o aumento da frequência de treino é consequência da resposta adaptativa de cada paciente - praticante (LEIGHTON, 1987 & FLECK et al., 1999) E outro fator importante para que se evite lesões e tire-se maior proveito dos treinos é a utilização da técnica correta para execução dos movimentos (ANDRESON et al., 1995 & SANTARÉM, 1999) INTERVALOS DE TREINOS FREQUÊNCIA A frequência ideal de treinos está na: ✓Dependência do nível de aptidão do praticante, ✓Tipo de treinamento, ✓Disponibilidade de tempo, ✓Recursos disponíveis ✓Forma como foi elaborado o treino. A frequência mínima: ✓2x por semana - para iniciantes ✓ 3x a 5x por semana - quando se está em um bom nível de treinamento. (MONTEIRO, 1997). INTERVALOS DE TREINOS Os exercícios resistidos são graduados de acordo com o desenvolvimento da força, respeitando o ritmo constante e a máxima amplitude articular possível durante a execução. (CAILLIET, 1974). A sobrecarga de trabalho muscular é que determina as melhoras nos níveis de força e resistência muscular. TREINOS PARA AUMENTO DE FORÇA Treinar com pesos elevados e com baixas repetições; Exemplos: exercícios de força muscular tem intensidade alta e duração curta PRINCÍPIO DA SOBRECARGA Considerando os conceitos discutidos em relação à produção de força, segue abaixo as formas de aumentar a dificuldade do exercício resistido: ✓Aumentar o tamanho da alavanca ✓ Variar a amplitude de movimento de forma a aumentar o tamanho da alavanca carga posicionada mais distalmente no✓ Colocar a membro ✓Estender a articulação intermediária do membro (cotovelo, joelho) para aumentar o tamanho da alavanca. ✓Aumentar a quantidade de carga PRINCÍPIO DA SOBRECARGA MUSCULR Treinar com pesos mais leves e maior número de repetições, “este treino também incrementa a força” (MONTEIRO, 1997; POLLOCK et al., 1998; SANTAREM, 1999; BARBOSA et al., 2000; CAILLIET,1974; WIRHED, 1986; KISNER, 1992). Exemplos: exercícios de resistência muscular (RML) à fadiga tem intensidade baixa e duração longa Desejo funcional na habilidade de subir e descer escadas, os exercícios devem ser feitos de modo concêntrico e excêntrico em um padrão de apoio de peso e progredidos com velocidade desejada (KISNER e COLBY 2009) PRINCÍPIO DA SOBRECARGA TREINOS PARA AUMENTO DA RESISTÊNCIA LOCALIZADA (RML) No treinamento de resistência muscular localizada, dá-se maior ênfase ao aumento do tempo que uma contração muscular é mantida ou ao número de repetições (volume) realizadas do que ao aumento da carga. (Mc. ARDLE, KATCH, KATCH, 1998 e KISNER e COLBY, 2005) PRINCÍPIO DA SOBRECARGA A carga é considerada a principal variável para que ocorra alterações de força e endurance muscular (FLECK et al., 1999 & KISNER, 1992). A quantidade de carga a ser utilizada é a necessária para cumprir o número de repetições por série com boa eficiência mecânica (LEIGHTON, 1987; SHARKEY, 1998; SANTAREM, 1999 & ANDRESON et al., 1995). Quando se seleciona a carga, a última repetição deve ser executada com um pouco mais de dificuldade; caso ela seja fácil de se executar, deve-se aumentar a sobrecarga, pois só assim consegue-se o fortalecimento muscular (ANDRESON et al., 1995; POLLOCK et al., 1986 & LEIGHTON, 1987). PRINCÍPIO DA SOBRECARGA A sobrecarga está relacionada à intensidade do exercício. (KISNER e COLBY, 2005) A quantidadede sobrecarga é determinada por uma % da quantidade máxima de tensão que um músculo pode desenvolver. (KISNER e COLBY, 2005) Em um programa de treinamento de força a quantidade de resistência (intensidade), isto é a quantidade de peso aplicada ao músculo deve ser aumentada progressivamente. (KISNER e COLBY, 2005) A intensidade do exercício representa a sobrecarga imposta ao músculo durante cada repetição. (KISNER e COLBY, 2005) PRINCÍPIO DA SOBRECARGA CARGAS DE EXERCÍCIOS SUBMÁXIMAS X MÁXIMAS A carga SUBMÁXIMA representa um exercício com intensidade moderada a baixa, sendo indicada: ✓No início de um programa de reabilitação ✓Nos estágios iniciais de regeneração dos tecidos ✓Após períodos longos de imobilização ✓A maioria das crianças e idosos ✓Quando o objetivo do exercício é melhorar a resistência muscular à fadiga ✓ Para aquecimento ou desaquecimento em uma sessão de exercícios de fortalecimento ✓Durante treinamento isocinético PRINCÍPIO DA SOBRECARGA CARGAS DE EXERCÍCIOS SUBMÁXIMAS X MÁXIMAS A carga QUASE MÁXIMA ou MÁXIMA que é um exercício de alta intensidade é indicada: ✓ Quando o objetivo é aumentar força e potência muscular e hipertrofia ✓ Adultos saudáveis na última fase de um programa de reabilitação após uma lesão músculo- esquelética em preparo para retorno às atividades físicas ✓Em um programa de condicionamento para indivíduos sem patologia ✓Levantamento de peso competitivo ou fisioculturismo PRINCÍPIO DA SOBRECARGA VARIAÇÃO: implica em uma sistemática alteração de um ou mais variáveis de um programa de treinamento resistido ao longo do tempo para permitir a geração de estímulos que tornem os exercícios mais desafiadores e eficazes, porque o corpo humano se adapta rapidamente ao programa. Tem sido demonstrado que a variação sistemática de volume e intensidade é mais eficaz para a progressão de longo prazo. (AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE 2009) Variar os tipos de exercício para um determinado grupo muscular também interessante. PRINCÍPIO DA VARIAÇÃO O padrão de velocidade adotado é aproximadamente: ✓ 1,5 na concêntrica ✓2,5 segundos na fase excêntrica (SANTARÉM, 1999). A forma de condução do movimento está na dependência da carga suportada, Quanto maior é a carga menor deve ser a velocidade de execução e vice-versa (MONTEIRO, 1997); e também se relaciona com a especificidade do gesto esportivo (POLLOCK et al., 1986). VELOCIDADE A velocidade da contração muscular é inversamente proporcional a força por ela gerada, isso devido o músculo não ter tempo suficiente de atingir seu pico de tensão (KISNER, 1992 & POLLOCK et al., 1986). Geralmente os exercícios resistidos são executados com velocidades lentas para que se garanta maior segurança (KISNER, 1992 & SANTAREM, 1999). VELOCIDADE Os princípios do treinamento são normas baseadas em critérios científicos e pedagógicos, que visam facilitar o uso correto de métodos de trabalho. Todo profissional deve ter conhecimento e entendimento desses princípios para que obtenha os resultados pretendidos na aplicação de seus treinamentos. Os princípios científicos, uma vez compreendidos, são os responsáveis pela autonomia do terapeuta em poder criar suas próprias metodologias de treinamento baseado nos conhecimentos até então existentes. PRINCÍPIOS DE APLICABILIDADE DE TREINOS está fundamentada nosToda melhora de performance princípios científicos que regem: ✓ A metodologia, ✓A planificação, ✓A organização ✓O controle do treinamento Baseado nos princípios científicos o êxito nos resultados serão maiores, caso os princípios sejam desprezados a eficácia do treinamento possivelmente não seja alcançada e com isso aumenta os riscos de prejuízos à saúde do praticante. PRINCÍPIOS DE APLICABILIDADE DE TREINOS METAS DO EXERCÍCIO RESISTIDO ✓Melhora do desempenho muscular ✓Otimização das habilidades funcionais ✓Aumento de força dos tecidos conjuntivos ✓Redução e prevenção dos riscos de lesões e patologias ✓Promoção à saúde e bem estar físico ✓Possível melhora no equilíbrio ✓Impedem a perda de mobilidade ou de atrofia muscular ✓ Promove maior densidade mineral óssea e menor desmineralização óssea ✓Potencializa o desempenho de habilidades motoras KISNER e COLBY (2009) METAS DO EXERCÍCIO RESISTIDO 1 - Posição fundamental: depende do músculo 2 - Tipo de movimento: is ométrico ou isotônica 3 – Estabilização: evitar movimento compensatório 4 - Tração: alívio do atrito 5 - Força de resistência: proporcional ao tipo de contração 6 - Característica do movimento: depende da ação 7 - Repetição do exercício: determina a resistência, evitar fadiga 8 - Cooperação do paciente: paciente terá que realizar o movimento de maneira correta 9- 1° sinal da fadiga: fasciculação TÉCNICA DOEXERCÍCIO RESISTIDO ✓Fisioterapeuta ✓Paciente ✓Halteres ✓Circuito de polia ✓Molas ✓Materiais maleáveis ✓Água FORMAS DE RESISTÊNCIA funções musculares✓ Pessoas com comprometidas ✓Idosos ✓Pós cirurgia ✓Pós lesão KISNER e COLBY (2009) INDICAÇÕES DO EXERCÍCIO RESISTIDO ✓Precauções cardiovasculares: manobra de Valsava ✓ A medida que a intensidade aumenta e o paciente exerce um esforço máximo ou quase máximo, os riscos cardiovasculares aumentam substancialmente ✓ Fadiga muscular local, fadiga muscular geral (corporal total) ✓Recuperação do exercício ✓Exaustão ✓Movimentos substitutivos ✓ Prevenir movimentos errados, compensatórios e incoordenados ✓Osteoporose PRECAUÇÕES ✓Dor muscular associada com exercício: nunca causar dor ✓Dor muscular imediata, dor muscular tardia ✓ Nunca iniciar os exercícios com o nível máximo de resistência ✓Exercícios de intensidade baixa ✓Evitar usar resistências altas ✓Respiração rítmica ✓Temperatura ambiente agradável ✓ Se o paciente for usuário de medicamentos, o terapeuta deverá saber quais são KISNER e COLBY (2009) PRECAUÇÕES Relativas ✓Período inflamatório agudo ✓Qualquer patologia ou distúrbio agudo ✓Na presença de dor articular ou muscular ✓Patologias cardiovasculares e respiratória aguda ✓Gravidez ✓Hipertensão ✓Anemia Diabetes mélitus descompensado ✓Doenças tireoideanas ✓Sedentarismo extremo CONTRA INDICAÇÕES DO EXERCÍCIO RESISTIDO Absolutas ✓Insuficiência Cardíaca Congestiva ✓Tromboflebite ✓Embolia pulmonar ✓Risco de parto prematuro ✓Fraturas KISNER e COLBY (2009) CONTRA INDICAÇÕES DO EXERCÍCIO RESISTIDO Os tipos de exercícios escolhidos para um programa de treinamento resistido dependem de muito fatores, incluindo: a causa e a extensão dos comprometimentos primários e secundários É preciso considerar: ✓Os déficits no desempenho muscular ✓O estágio de cicatrização dos tecidos ✓A condição das articulações ✓A tolerância a compressão e movimento ✓As habilidades gerais (físicas e cognitivas) do paciente ✓Resultados funcionais desejados com o programa KISNER e COLBY (2009) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Portanto Não há uma forma ou tipo de exercício (treinamento) resistido que seja a melhor Antes de escolher tipos específicos de exercícios resistidos para o programa de reabilitação do paciente o fisioterapeuta deve considerar: ✓ Quais as metas e resultados funcionais previstos para o programa? ✓ Quais os tipos de exercícios resistidos são mais compatíveis com as metas propostas? ✓Há alguma limitação com o paciente? ✓O apoio de peso é contra indicado? ✓Há hipomobilidade na articulação afetada? ✓Há comprometimentos cardiorrespiratórios? ✓Quais os equipamentos disponíveis ou quais serão necessários? KISNER e COLBY (2009) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS EXERCÍCIO ISOTÔNICO O termo ISOTÔNICO significa tensão igual. Este termo é usado para descrever um contração muscular dinâmica resistida, mas sua aplicação é incorreta. Na verdade, quando um segmento do corpo se move através de uma amplitude disponível, a tensão que o músculo é capaz de gerar varia ao longo da amplitude à medida queo músculo se encurta ou se alonga. Isso se deve à mudança na relação comprimento-tensão do músculo e a mudança de torque na carga(184,250). TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Uma contração muscular dinâmica causa movimento articular O músculo se contrai e encurta (contração concêntrica) ou Se alonga sob tensão (contração excêntrica) KISNER e COLBY (2009) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Termo concêntrico Refere-se à forma dinâmica de posicionamento de carga sobre um músculo onde a tensão se desenvolve Ocorre encurtamento físico do músculo à medida que uma força externa (resistência) é vencida Exemplo: levantar um peso KISNER e COLBY (2009) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Termo excêntrico Envolve uma carga dinâmica além da capacidade do músculo de produzir força Causa alongamento físico enquanto tenta-se controlar a carga Exemplo: abaixar um peso KISNER e COLBY (2009) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Durante o exercício EXCENTRICO e CONCÊNTRICO a resistência pode ser aplicada de várias maneiras: Resistência constante (peso do corpo-peso livre-sistemas de polias) Resistência variável (fornecida por um equipamento) Dispositivo isocinético (controla a velocidade do membro) KISNER e COLBY (2009) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Características e efeitos do exercício concêntrico versus excêntrico Carga do exercício Uma contração concêntrica máxima produz menos força do que uma contração excêntrica máxima nas mesmas condições Em outras palavras: podem ser abaixadas cargas maiores do que podem ser levantadas Precauções Ocorre maior sobre carga no sistema cardiovascular (FC e PA) durante o exercício excêntrico do que durante o exercício concêntrico62. KISNER e COLBY (2009) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Velocidade do exercício Velocidade lentas com cargas máximas: a contração excêntrica gera maior tensão tensão da contração concêntrica diminui Velocidade rápida com cargas máximas: a de modo rápido e contínuo, enquanto as forças de contração excêntrica aumentam levemente TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Gasto de energia O exercício excêntrico consome menos oxigênio e reservas de energia do que exercícios concêntricos em cargas similares38. Exemplos: o uso de atividades excêntricas, como corridas em descidas, pode melhorar a resistência muscular à fadiga de modo mais eficiente do que atividades concêntricas similares. KISNER e COLBY (2009) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Efeito cruzado de treinamento Tem sido demonstrado que o treinamento concêntrico e o excêntrico causam um efeito cruzado de treinamento. Ou seja, um leve aumento na força do mesmo grupo muscular do membro oposto que não se exercitou. Ocorre também com exercícios de alta intensidade de contraçõesque envolve uma combinação concêntricas e excêntricas Exemplo: levantar e abaixar um peso KISNER e COLBY (2009) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Dor muscular induzida por exercícios Contrações musculares excêntricas repetidas e progredidas rapidamente contra a resistência estão associadas com uma incidência muito maior e com mais gravidade da dor muscular tardia do que o exercício concêntrico resistido13, 40,108,212. TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS EXERCÍCIO ISOCINÉTICO ✓Forma de exercício dinâmico ✓ A velocidade de encurtamento ou alongamento do músculo é constante pré-determinadas por um dispositivo limitador de velocidade ✓ Velocidade angular do membro são predeterminadas e mantidas constantes também por um dispositivo limitador de velocidade Este dispositivo é chamado de dinamômetro isocinético 55, 84, 138, 199 TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS O termo isocinético refere-se ao movimento que ocorre com uma velocidade igual (constante) O exercício isocinético é chamado também de exercício com acomodação de resistência138. TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Características do exercício isocinético Velocidade constante A velocidade é pré-determinada tanto na fase de encurtamento ou na fase alongamento e permanece constante ao longo da ADM Efeitos do treinamento ou transferência para a função É efetivo para melhorar um ou mais parâmetros do desempenho muscular Poucos estudos foram pesquisados até o momento sobre a melhora no desempenho de habilidades funcionais KISNER e COLBY (2009) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Treinamento muscular recíproco versus isolado É possível o treinamento de músculos agonistas e antagonistas, enfatizando a inversão rápida dos movimento Exemplo: contração concêntrica do quadríceps seguida de uma contração concêntrica dos isquiotibiais KISNER e COLBY (2009) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Considerações especiais sobre o treinamento isocinético Disponibilidade do equipamento Regulagem apropriada Início e progressão do treinamento ✓ Estágios avançados ✓Quando o paciente tem movimento ativo ✓ ADM completa (ou parcial) ✓ Livre de dor KISNER e COLBY (2009) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS EXERCÍCIOS ISOMÉTRICO Forma de exercícios que um músculo se contrai Produz força sem mudança apreciável no seu comprimento Sem movimento articular visível (139, 184, 250, 254) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Embora não seja feito trabalho mecânico (força X distância) Uma quantidade mensurável de tensão e força é produzida pelo músculo As fontes de resistência são: ✓Sustentar-se contra uma força aplicada manualmente ✓Segurar um peso em uma posição específica ✓ Manter uma posição contra uma resistência do peso corporal ou empurrar ou puxar objeto imóvel KISNER e COLBY (2009) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS BASE TEÓRICA PARA O USO DE EXERCÍCIOS ISOMÉTRICOS ✓Necessidade de força estática ✓Resistência à fadiga ✓Perda de força muscular estática ✓ Necessidade de manter uma posição contra um alto nível de resistência durante um curto período de tempo ✓ Necessidade de manter uma posição contra um baixo nível de resistência durante um período de tempo prolongado TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Exercício isométrico leve ✓ Consiste em contrações isométricas de baixa intensidade ✓Feitos com pouca ou nenhuma resistência ✓ Não melhoram a força muscular, exceto em músculos muito fracos ✓Retardam a atrofia muscular ✓Mantem a mobilidade entre a fibras musculares KISNER e COLBY (2009) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS TIPOS DE EXERCÍCIOS ISOMÉTRICOS Indicação ✓Diminuir dor muscular e espasmo muscular ✓Promover o relaxamento e a circulação depois de lesões de tecidos moles durante o estágio agudo de cicatrização KISNER e COLBY (2009) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Exercício de estabilização Forma de exercício isométrico usada pata desenvolver nível submáximo, porém sustentado, de co-contração visando melhorar a estabilidade postural do membro. O conceito de co-contração ✓ O movimento realizado pelo agonista geralmente envolve a contração simultânea de grupos musculares antagonistas, mesmo havendo uma nítida diferença nas forças exercidas pelos membros do par. ✓ Quando a resistência externa aos agonistas é grande, a co-contração dos antagonistas é mínima, um efeito inibitório central atua sobre os antagonistas para reduzir a resistência ao movimento. ✓ Essa inibição ocorre em reflexos involuntários, embora talvez aprendidos. É controlada na medula espinhal e níveis inferiores do cérebro e é aproximadamente proporcional à quantidade de força necessária para que os agonistas realizem o movimento. Exemplo: agachamento, ao realizar a flexão de quadril e joelho, os abdutores e adutores se contraem simultaneamente para estabilizar o fêmur e para que ele não se desvie de sua posição KISNER e COLBY (2009) TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Melhora também a estabilidade dinâmica de uma articulação por meio de contrações isométricas resistidas no meio da amplitude, em posições anti-gravitárias e em posturas com apoiode peso, se estas forem permitidas196. O peso do corpo ou a resistência manual são as fontes de resistência Indicações ✓Melhorar a estabilidade postural ✓Melhorar a estabilidade dinâmica TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Exercícios isométricos em múltiplos ângulos A resistência é aplicada manualmente ou mecanicamente, em múltiplas posições articulares dentro da ADM disponível 55. Indicações ✓Melhorar a força ao longo da ADM TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Bibliografia • American College of Sports Medicine. American College of Sports Medicine position stand. Progressi on models in resistance training for healthy adults.Med Sci Sports Exerc.2009;41(3):687-708. • Bandy WD, Sanders B. Exercício terapêutico: técnicas para intervenção. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2003. • HALL, C; BRODY, L, T. Exercício Terapêutico na busca da função. Guanabara Koogan, 2012. • Hamill J, Knutzen K M. Bases biomecânicas do movimento humano. São Paulo: Manole; 1999. • KISNER, C.; COLBY L. A. Exercícios Terapêuticos. Editora Manole; Quinta edição; SP 2009. • Kisner C. Colby LA; Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 4a ed. São Paulo: Manole, 2005. • 1.Mc Ardle WD, Katch FI, Katch VL. Fisiologia do Exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan;1998. • Zatsiorsky VM. Biomecânica no esporte. Performance do desempenho e prevenção de lesão. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan;2004. Slide 1: CINESIOTERAPIA Slide 2: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO Slide 3: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO Slide 4: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO Slide 5: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO Slide 6: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO Slide 7: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MECANICAMENTE Slide 8: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MECANICAMENTE Slide 9: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MECANICAMENTE Slide 10: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MECANICAMENTE Slide 11: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS MECANICAMENTE Slide 12: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS MECANICAMENTE Slide 13: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS MECANICAMENTE Slide 14: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE Slide 15: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE Slide 16: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE Slide 17: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE Slide 18: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE Slide 19: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE Slide 20: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE Slide 21: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE Slide 22: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE Slide 23: EXERCÍCIOS RESISTIDOS OU TREINAMENTO RESISTIDO MANUALMENTE Slide 24: ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Slide 25: ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Slide 26: ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Slide 27: ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Slide 28: ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Slide 29: ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Slide 30: ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Slide 31: ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Slide 32: APLICABILIDADE CLÍNICA!!!!!!! Slide 33: APLICABILIDADE CLÍNICA!!!!!!! Slide 34: APLICABILIDADE CLÍNICA!!!!!!! Slide 35: ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Slide 36: ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Slide 37: ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Slide 38: ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Slide 39: ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Slide 40: APLICABILIDADE CLÍNICA!!!!!!! Slide 41: ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Slide 42: ELEMENTOS DO DESEMPENHO MUSCULAR Slide 43: APLICABILIDADE CLÍNICA!!!!!!! Slide 44: PRINCÍPIO DA ESPECIFICIDADE Slide 45: PRINCÍPIO DA ESPECIFICIDADE Slide 46: PRINCÍPIO DA ESPECIFICIDADE Slide 47: PRINCÍPIO DA ESPECIFICIDADE Slide 48: CLASSIFICAÇÃO DOS EXERCÍCIOS Slide 49: TRANSFERÊNCIA DE TREINAMENTO Slide 50: TRANSFERÊNCIA DE TREINAMENTO Slide 51: COMO OCORRE O GANHO DE FORÇA FISIOLOGICAMENTE? Slide 52: COMO OCORRE O GANHO DE FORÇA FISIOLOGICAMENTE? Slide 53: COMO OCORRE O GANHO DE FORÇA FISIOLOGICAMENTE? Slide 54: COMO OCORRE O GANHO DE FORÇA FISIOLOGICAMENTE? Slide 55: VARIÁVEIS Slide 56: REPTIÇÕES/SÉRIES Slide 57: VOLUME (de exercícios) Slide 58: VOLUME (de exercícios) Slide 59: INTENSIDADE (%) Slide 60: INTENSIDADE (%) Slide 61: INTENSIDADE (%) Slide 62: TABELA Slide 63: INTENSIDADE (%) Slide 64: INTENSIDADE (%) Slide 65: INTENSIDADE (%) Slide 66: INTENSIDADE Nos exercícios resistidos a intensidade de trabalho é dosada principalmente pela carga e pelos intervalos entre as séries, Slide 67: INTERVALOS DE TREINOS Slide 68: INTERVALOS DE TREINOS Slide 69: INTERVALOS DE TREINOS Slide 70: INTERVALOS DE TREINOS Slide 71: INTERVALOS DE TREINOS Slide 72: INTERVALOS DE TREINOS Slide 73: INTERVALOS DE TREINOS Slide 74: PRINCÍPIO DA SOBRECARGA Slide 75: PRINCÍPIO DA SOBRECARGA Slide 76: PRINCÍPIO DA SOBRECARGA TREINOS PARA AUMENTO DA RESISTÊNCIA LOCALIZADA (RML) Slide 77: PRINCÍPIO DA SOBRECARGA Slide 78: PRINCÍPIO DA SOBRECARGA Slide 79: PRINCÍPIO DA SOBRECARGA Slide 80: PRINCÍPIO DA SOBRECARGA Slide 81: PRINCÍPIO DA SOBRECARGA Slide 82: PRINCÍPIO DA VARIAÇÃO Slide 83: VELOCIDADE Slide 84: VELOCIDADE Slide 85: PRINCÍPIOS DE APLICABILIDADE DE TREINOS Slide 86: PRINCÍPIOS DE APLICABILIDADE DE TREINOS Slide 87: METAS DO EXERCÍCIO RESISTIDO Slide 88: TÉCNICA DOEXERCÍCIO RESISTIDO Slide 89: FORMAS DE RESISTÊNCIA Slide 90: INDICAÇÕES DO EXERCÍCIO RESISTIDO Slide 91: PRECAUÇÕES Slide 92: PRECAUÇÕES Slide 93: CONTRA INDICAÇÕES DO EXERCÍCIO RESISTIDO Slide 94: CONTRA INDICAÇÕES DO EXERCÍCIO RESISTIDO Slide 95: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 96: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 97: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 98: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 99: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 100 Slide 101 Slide 102: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 103 Slide 104 Slide 105: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 106: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 107: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 108: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 109: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 110: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 111: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 112: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 113: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 114: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 115: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 116: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 117: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 118 Slide 119: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 120: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 121: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS TIPOS DE EXERCÍCIOS ISOMÉTRICOS Slide 122: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 123: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 124: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 125: TIPOS DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Slide 126: Bibliografia