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TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025  ANO 52  Nº 3.098  O JORNAL MAIS LIDO DA BAIXADA SANTISTA  DISTRIBUIÇÃO GRATUITA  EDIÇÃO DIGITAL
METRÓPOLE • PÁG. 4 MERCADO • PÁG. 11
Juros fazem 
vendas caírem 
e impulsionam 
locações de 
imóveis
NOMEADO • PÁG. 8
Flávio Brito 
Júnior é o novo 
secretário de 
Segurança 
de Santos
FUTEBOL • PÁG. 13
Sobre SAF, 
Marcelo 
Teixeira diz 
que Peixe “não 
tem preço”
ETERNIZADO • PÁG. 15
Boemia 
santista se 
despede de um 
ícone: Eduardo 
Caldeira
CLIMA • PÁG. 5
Após vendaval, frio chega com força à região
BS Debate: especialistas 
e autoridades defendem 
mudanças no SUS
FERNANDO YOKOTA
ARQUIVO PESSOAL
REPRODUÇÃO/PRAIA GRANDE MIL GRAU
Adoção do leito regional e maior repasse de verbas à saúde pública são 
soluções apontadas para sanar alguns dos problemas do setor na região
BAIXE GRÁTIS O APP DO 
JORNAL DA ORLA
ACESSE O CANAL DE 
NOTÍCIAS DO JORNAL DA 
ORLA NO WHATSAPP
Com auditório da Associação Comercial de Santos lotado, evento promoveu a discussão de ideias para um setor-chave da Baixada
Fortes ventos provocaram o desabamento da cobertura de um posto de combustíveis em Praia Grande; não houve feridos
OPINIAO2 ˜ JORNAL DA ORLA
TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025
EXPEDIENTE
FALE COM A GENTE
ACOMPANHE NOSSOS CANAIS DIGITAIS 
Jornal da Orla
Uma empresa do Grupo Brasil Export 
Presidente do Conselho de Administração 
Fabrício Julião 
Conselho de Administração 
Edison Carpentieri, Jacyara Lima, Márcio Delfim, 
Leopoldo Figueiredo, Julia Carpentieri e Bruno Merlin 
Diretor-presidente 
Edison Carpentieri 
Diretora Administrativo-financeira 
Jacyara Lima 
Diretor-superintendente 
Márcio Delfim 
Diretor-geral 
Leopoldo Figueiredo 
Diretora de Comercialização e Marketing 
Roberta Riccioppo 
Diretora de Mídias Digitais 
Julia Carpentieri
Editor Executivo 
Gustavo Klein
Editor de Projetos Especiais 
Eduardo Silva
Editores
Paulo Rogério (Adjunto e de Metrópole), Alceu 
Nader (Longevidade), Alexandre Gois (Economia), 
Fúlvio Feola (Esportes), Marco Santana (Política) 
e Ricardo Mucci (Longevidade)
Equipe de reportagem
Cássio Lyra, Isabela Marangoni, Josi Castro, 
Luiz Plácido, Mariana Nerome, Matheus Vieira, 
Maria Eduarda Bicho (estagiária) e Bárbara 
Camargo (assistente)
Colaboradores
Addriana Cutino, Carolina Muniz, Cássio Laranja, 
Clara Monforte, Gabriela Lousada, Hudson Carvalho, 
Ivani Cardoso, Jadir Albino, Luiz Dias Guimarães, 
Marcelo Padron, Maria Vitória, Michele Uemura 
e Vicente Cascione
Portal de notícias 
Vanessa Pimentel
Projetos audiovisuais (@orlaplay) 
Gustavo Zanaroli 
Redes sociais 
Allanis Rebelo 
Fotografia 
Fernando Yokota 
Diagramação 
André Dias, Cassio Cañete e Fernando Peel 
Redação 
Rua Brás Cubas, 37, 1º andar, Santos, São Paulo
O Jornal da Orla é filiado à 
ATENDIMENTO AO LEITOR 
Se você quer perguntar, sugerir 
pautas ou enviar informações a nossa 
equipe de jornalistas, escreva um 
e-mail para leitor@jornaldaorla.com.br
 
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 (13) 99654-6616
A 
Copa do Mundo de Clubes da Fifa co-
meçou com muita desconfiança dos 
torcedores espalhados pelo mundo in-
teiro. Isso inclui o Brasil, onde se achava que os 
times seriam atropelados pelos potentes euro-
peus. Mas, não é bem isso que está acontecendo.
Com a bola rolando e os duelos agradando, 
o Brasil tem parado para acompanhar a compe-
tição. As vitórias do Botafogo diante do PSG, do 
Flamengo contra o Chelsea e o empate do Pal-
meiras com o Porto fizeram os fãs de futebol no 
país curtirem este novo Mundial.
Muitos dizem que os times europeus che-
garam cansados no torneio, já que acabaram 
a temporada agora, além de criticarem o for-
te calor do verão estadunidense. Mas, pera lá, as 
equipes sul-americanas chegam também esgo-
tadas em dezembro, na disputa do Interconti-
nental/Mundial de Clubes e ninguém fala nada. 
As nossas equipes estão mostrando, não ape-
nas muita vontade, mas também um bom nível 
técnico. É muito precipitado achar que um time 
brasileiro tem chance de conquistar a Copa. 
Aliás, acredito, infelizmente, que isto não vai 
acontecer. Porém, essa é a primeira vez que essa 
competição acontece. Só em caso de sucesso, ela 
se repetirá daqui a quatro anos. E, quem sabe... 
O público começou a crescer com o andar da 
Copa. Os valores, em dólares, que os clubes estão 
faturando conforme os times vencem, é enor-
me. Dito isso, vale a pena entrar a fundo nesse 
novo torneio. Os europeus não devem determi-
nar o que é bom ou não para o futebol. Para os 
brasileiros, está tudo muito bem, obrigado.
Um fato interessante que tem ocorrido nesta 
Copa é ver torcedores rivais de Palmeiras, Bota-
fogo, Flamengo e Fluminense torcendo por eles. 
Isso é inusitado. "É o Brasil na Copa do Mun-
do". Jogos contra argentinos, asiáticos, africa-
nos e europeus, principalmente, estão fazendo 
o brasileiro querer ver os quatro times avançan-
do. Porém, em julho, óbvio, todo mundo se tor-
na "inimigo" novamente.
Tem Messi, Vini Jr, Haaland, Lautaro Mar-
tínez, Harry Kane e outras feras na competi-
ção. Mas os olhos estão voltados para Igor Jesus, 
Arias, Flaco López e Bruno Henrique. Agradá-
vel e surpreendente. Agora, é aguardar quem vai 
carregar o caneco. Independentemente de 
qualquer coisa, os brasileiros já estão saindo 
como vencedores. 
Ah, e o Santos, hein??? n
É o Brasil na Copa do Mundo
PARA FICAR BEM INFORMADO, DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA, LEIA AS EDIÇÕES DIGITAIS
DO JORNAL DA ORLA NO PORTAL DE NOTÍCIAS: WWW.JORNALDAORLA.COM.BR.
E NO FINAL DE SEMANA, ALÉM DA EDIÇÃO DIGITAL, CONFIRA A VERSÃO IMPRESSA, 
DISTRIBUÍDA GRATUITAMENTE NAS NOVE CIDADES DA BAIXADA SANTISTA.
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CHARGE
JORNAL DA ORLA TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025 3
JORNAL DA ORLA
TERÇ-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025METRÓPOLE JORNAL DA ORLA4
n SUS EM PAUTA n
BS Debate aponta soluções 
aos desafios da saúde na região
A ausência de um leito 
regional formalmente insti-
tuído foi apontada como um 
dos maiores entraves à orga-
nização do sistema de saú-
de na Baixada Santista. Este 
foi apenas um dos assun-
tos discutidos na tarde des-
ta segunda-feira (23), na 1ª 
edição do BS Debate, inicia-
tiva fruto de uma parceria 
entre Jornal da Orla e Record 
TV Litoral e Vale, com apoio 
da Associação Comercial de 
Santos (ACS). 
O evento foi realizado na 
sede da ACS, com transmis-
são ao vivo pelo canal Orla 
Play do Youtube e reuniu 
especialistas e autoridades 
públicas para discutir os de-
safios do setor de saúde na 
região. O objetivo foi colo-
car em debate algumas das 
grandes questões da Baixa-
da Santista. 
Na abertura, o presiden-
te da ACS, Mauro Samar-
co, destacou a relevância 
do debate para o desenvol-
vimento regional. “Temos 
polos de atendimento que 
recebem pacientes de toda 
a Baixada. Precisamos dis-
cutir saúde, mobilidade, se-
gurança, saneamento”.
O médico Luiz Colom-
bo Barbosa, coordenador da 
Câmara Setorial de Saúde 
da ACS, chamou a atenção 
para a fragilidade da estru-
tura atual. “Temos apenas 
um hospital estadual para 
toda a Baixada, enquanto 
outras regiões contam com 
infraestrutura mais robus-
ta”. Ele também defendeu 
o uso da tecnologia e a va-
lorização da prevenção nos 
atendimentos.
DESAFIOS E SOLUÇÕES
PARA O SUS NA BAIXADA
Moderado pelo jornalis-
ta Alexandre Furtado, o pai-
nel reuniu o ex-secretário 
de Saúde de Santos Adria-
no Catapreta, o secretário 
de Saúde de Cubatão Márcio 
Oliveira, a secretária-adjun-
ta de Saúde de Santos, Paula 
Covas e o presidente da As-
sociação Paulista de Medici-
na de Santos, Antônio Leal.
O jornalista apresentou 
dados que evidenciam a in-
suficiência de leitos: em 2016, 
a Baixada tinha 1,57 leito por 
1 mil habitantes, número in-outros super-he-
róis. Apesar de ser um reco-
meço para o universo da DC 
nos cinemas, o longa não será 
uma história de origem. n
DIVULGAÇÃO
Equipe fez foto em frente ao monumento do Cristo Redentor, no RJ
JORNAL DA ORLA
TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025 17CENA
n MÚSICA n
Maria Bethânia celebra 60 anos de 
carreira com quatro shows em SP
Maria Bethânia está de 
volta aos palcos paulistanos 
com a turnê que celebra seus 
60 anos de carreira. Os fãs já 
podem preparar o bolso e o 
coração: a cantora se apre-
senta no Tokio Marine Hall, 
antiga casa conhecida como 
Tom Brasil, na Rua Bragança 
Paulista, 1281, no Várzea de 
Baixo. O reencontro prome-
te noites marcantes em um 
espaço que já foi cenário de 
grandes momentos da mú-
sica brasileira.
Os ingressos começam 
a ser vendidos em etapas, 
para alegria (ou desespe-
ro) dos fãs ansiosos. Quem 
t e m c a r t ã o E l o p o d e r á 
GUSTAVO KLEIN
gustavo.klein@jornaldaorla.com.br
Artista se apresenta no Tokio Marine. Ingressos começam a ser vendidos na próxima segunda
R$ 940 (R$ 470 meia). A ex-
pectativa é de ingressos es-
gotados em poucos dias.
O único canal oficial para 
compras online é o site da 
Ticketmaster. Fugir de pla-
taformas paralelas é a me-
lhor maneira de evitar dor 
de cabeça com golpes. Quem 
prefere pode comprar na bi-
lheteria oficial, das 11h às 
17h, e escapar da famigerada 
taxa de conveniência.
A turnê celebra a tra-
jetória de uma das maio-
res intérpretes do país e o 
reencontro com o público 
paulista. O repertório deve 
misturar clássicos, surpre-
sas e aquela conexão única 
que só Bethânia cria. Emo-
ção não vai faltar — e os in-
gressos devem sumir num 
piscar de olhos. n
REPRODUÇÃO
Informação, opinião e
convidados especiais
do mundo esportivo.
Seg a sex, das 8h às 9h
13 98129-3031 
Política, economia,
cultura, debates e
entrevistas com
grandes nomes. 
Seg a sex, das 7h às 8h
Jornalismo com credibilidade agora também na rádio! 
Sintonize na 92,5 FM ou assista pelo Youtube no canal Orla Play
- Participe do Orla Notícias e do Orla Esportes
Apresentação
Addriana Cutino
Apresentação
Eduardo Silva
aproveitar a pré-venda ex-
clusiva nos dias 30 de ju-
nho e 1º de julho, a partir 
das 10h, no site da Ticket- 
master. Já os clientes da se-
guradora Tokio Marine te-
rão direito a comprar no 
dia 2, também a partir das 
10h no site e entre 11h e 17h 
na bilheteria — com a van-
tagem de não pagar taxa de 
serviço. Para o público ge-
ral, a venda começa no dia 
3, às 10h, no site e na bilhe-
teria da casa.
Os preços variam de 
R$ 440 nas cadeiras altas 
(R$ 220 meia) até R$ 980 nos 
camarotes e setor diaman-
te (R$ 490 meia). O setor vip 
sai por R$ 820 (R$ 410 meia), 
setor 1 custa R$ 720 (R$ 360 
meia), setor 2, R$ 580 (R$ 290 
meia), e as frisas saem por Nova turnê celebra a trajetória da maior intérprete do país
JORNAL DA ORLA
TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025CENA JORNAL DA ORLA18
Tirinha
Horóscopo
Ideias novas para o lar. 
Use a diplomacia e evite bri-
gas. Bom momento para mediar 
conflitos e unir a família.
Inspiração para cuidar da saúde 
e rever hábitos. Pequenas 
mudanças hoje trazem grandes 
benefícios depois.
Criatividade em alta. 
Brilho pessoal e boas ideias. 
Aposte em algo que traga 
alegria e reconhecimento.
Conversas importantes fluem 
bem. Aprofunde vínculos e 
compartilhe sentimentos. O dia 
favorece harmonia em casa.
Reflita sobre suas relações. 
Bom momento para curar 
feridas e rever suas 
prioridades afetivas.
Organize-se por dentro e 
por fora. Essa harmonia vai 
render frutos sólidos e 
momentos mais tranquilos.
Boas surpresas no lar. 
Hora certa de tirar planos 
do papel. Comece algo novo 
com leveza e alegria.
Transforme o lar e renove 
o ambiente. O dia pede um 
olhar novo tanto para o 
espaço quanto para as rotinas.
Boas energias nas parcerias. 
Equilíbrio nas relações e 
chance de boas notícias no 
amor ou no trabalho.
Paixão e emoções em alta. 
Você brilha e inspira. 
Assuma o protagonismo 
nas relações e cuide de si.
Intuição afiada. Bom para 
fechar acordos, fazer 
contatos e retomar projetos 
ou estudos importantes.
Emoções intensas fortalecem 
vínculos. Use sua profundidade 
para criar laços verdadeiros 
e duradouros.
ÁRIES (21/3 a 20/4)
SAGITÁRIO (22/11 a 21/12)
LEÃO (22/7 a 22/8)
TOURO (21/4 a 20/5)
CAPRICÓRNIO (22/12 a 20/1)
VIRGEM (23/8 a 22/9)
GÊMEOS (21/5 a 20/6)
AQUÁRIO (21/1 a 19/2)
LIBRA (23/9 a 22/10)
CÂNCER (21/6 a 21/7)
PEIXES (20/2 a 20/3)
ESCORPIÃO (23/10 a 21/11)
É muito difícil fazer um bom fil-
me sobre automobilismo depois 
de Grand Prix. clássico dos anos 60, 
e, mais recentemente, de Rush - No 
Limite da Emoção, que adorei. Mas 
desde que a Fórmula 1 foi compra-
da por um grupo empresarial ame-
ricano, era questão de tempo para 
uma nova investida no segmento. 
E ela chegou: F1: The Movie é prota-
gonizado por ninguém menos que 
Brad Pitt. A expectativa é alta: o fil-
me estreia esta semana e promete 
transformar o espectador em passa-
geiro privilegiado de um dos espor-
tes mais eletrizantes do planeta.
Poucas coisas no cinema conse-
guem despertar a mesma mistura 
de adrenalina e fascínio que a ve-
locidade de um carro de Fórmula 1. 
Na trama, Brad Pitt interpreta 
Sonny Hayes, um piloto que viu a 
carreira desmoronar após um grave 
acidente nos anos 90. Anos depois, 
ele recebe um convite para voltar 
ao circo da Fórmula 1 como men-
tor de um jovem talento vivido por 
Damson Idris. É o típico enredo de 
redenção e superação, pronto para 
emocionar plateias no mundo todo.
Visualmente, o filme impressio-
na. Dirigido por Joseph Kosinski, 
o mesmo de “Top Gun: Maverick”, 
e com câmeras de última geração, 
“F1” oferece cenas de corrida que pa-
recem tirar o fôlego. As filmagens 
ocorreram em circuitos reais, como 
Silverstone e Abu Dhabi, o que ga-
rante autenticidade e um impacto 
visual raro. As sequências de alta ve-
locidade são tão intensas que rece-
beram elogios até de quem entende 
do assunto: os próprios pilotos da 
Fórmula 1.
Mas o filme também tem suas 
curvas fechadas. O roteiro não foge 
dos clichês do gênero e, em certos 
momentos, os diálogos soam pre-
visíveis demais. A narrativa é dire-
ta, mas falta o aprofundamento que 
poderia transformar o longa em 
algo mais do que um espetáculo vi-
Brad Pitt encarna um piloto que tenta dar a volta por cima após um grave acidente
DIVULGAÇÃO
Filme de Fórmula 1 com Brad Pitt 
não é inesquecível mas diverte
1893 - Roy Disney, co-fundador da Disney, americano
1985 - Jack Dempsey, lutador de boxe campeão mundial, americano
1911 - Juan Manuel Fangio, pentacampeão mundial de F1, argentino
1930 - Claude Chabrol, diretor de cinema francês
1945 - Cris Poli, apresentadora e pedagoga argentina
1947 - Peter Weller, ator americano de Robocop e Poderosa Afrodite
1950 - Nancy Allen, atriz americana de Vestida para Matar
1955 - Betty Lago, modelo e atriz brasileira
1970 - Glenn Medeiros, cantor e compositor americano
Hoje é Dia do Observa-
dor Aéreo. Os católicos 
celebram o nascimen-
to de João Batista. Nes-
te dia, em 1916, Mary 
Pickford se torna a pri-
meira atriz a assinar um 
contrato de mais de um 
milhão de dólares.
sual. Ainda assim, as críticas iniciais 
apontam que o saldo é positivo: o 
público deve sair da sessão com a 
sensação de ter assistido a um gran-
de entretenimento.
No fim das contas, “F1” não revo-
luciona o cinema de esportes, mas 
entrega aquilo que promete: velo-
cidade, emoção e um Brad Pitt ca-
rismático, mesmo com barba por 
fazer. Para quem busca duas horas 
de pura imersão no universo das 
pistas, vale sim encarar essa corri-
da, mesmo que ela não seja nem um 
pouco inesquecível. n
 24/JUN ESTE DIA NA HISTÓRIA
GUSTAVO KLEIN 
gustavo.klein@jornaldaorla.com.br
CAROL SALVIO 
JORNAL DA ORLA
TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025 19VARIEDADES
	ORLA01 ed 3098
	ORLA02 Editorial atual
	ORLA03 Macuco Ok
	ORLA04Metropole
	ORLA05 Metropole Hyper
	ORLA06 Metropole Debate na Red
	ORLA07 Metropole ANJ ok
	ORLA08 Politica Barometro
	ORLA09 Cellula Mater Ok
	ORLA10 Politica
	ORLA11 Economia Café Serra
	ORLA12 Economia Porto Transbr Babbo
	ORLA13 Esportes SILVERA
	ORLA14 Esportes
	ORLA15 Cena
	ORLA16 Cena
	ORLA17 Cena Gonzaga
	ORLA18 Cena radio
	ORLA19 VariedadesISABELA MARANGONI
isabela.marangoni@jornaldaorla.com.br
Evento vai trazer os assuntos mais pertinentes para a Baixada Santista a cada nova edição
ferior a cidades como Cam-
pinas (1,79) e a capital do 
Estado, São Paulo (2,31).
Catapreta ressaltou que 
a tabela SUS está defasada 
e que o valor pago por leito 
não cobre os custos, o que 
inviabiliza a ampliação da 
rede. Márcio Oliveira aler-
tou para a falta de coordena-
ção e reforçou a necessidade 
de investir em prevenção. Já 
Paula Covas lembrou que a 
sazonalidade aumenta a po-
pulação temporária na re-
gião, agravando ainda mais 
o problema dos leitos. Antô-
nio Leal, por sua vez, criticou 
as condições de trabalho dos 
profissionais da saúde: 75% 
enfrentam jornadas exausti-
vas e baixa remuneração. Ele 
defendeu mais planejamen-
to, com base em diagnósti-
cos precisos, para evitar filas 
e melhorar o atendimento.
LEITOS REGIONAIS:
UM GARGALO CENTRAL
Na questão da ausência de 
um leito regional formal-
mente instituído, o tema 
foi apontado como um dos 
maiores entraves à organi-
zação do sistema de saúde 
em toda a Baixada Santista. 
Paula Covas explicou que 
a criação desse mecanis-
mo depende de uma lei fe-
deral e de uma articulação 
conjunta entre União, Esta-
do e municípios. “É preci-
so discutir e construir um 
novo pacto para a saúde re-
gional no SUS”, afirmou, 
destacando que o instru-
mento permitiria coor-
denar melhor a oferta de 
vagas e aliviar a sobrecarga 
nos hospitais municipais.
Atualmente, Santos en-
frenta um déficit de cerca 
de 1 mil leitos, além de difi-
culdades para manter UTIs 
pediátricas. A responsabi-
lidade pela gestão perma-
nece com os municípios, 
mesmo sendo, de acordo 
com os especialistas, uma 
atribuição que deveria ser 
compartilhada ou absorvi-
da pelo Estado. Para Cata-
preta, sem o leito regional, 
toda a gestão de recursos e 
atendimento à população 
acaba ficando comprome-
tida, o que afeta diretamen-
te a qualidade do serviço.
CONCLUSÃO
O consenso entre os deba-
tedores foi claro: a criação e 
regulamentação de um lei-
to regional é fundamental 
para reorganizar a oferta de 
atendimentos na Baixada 
Santista. Sem essa solução 
persistem a sobrecarga, a de-
sorganização e o desperdí-
cio de recursos.
Os participantes mostra-
ram que uma proposta de 
uma nova pactuação fede-
rativa, que leve em conta as 
especificidades locais, é ur-
gente. Investimentos estru-
turantes, valorização dos 
profissionais e planejamen-
to regional são caminhos es-
senciais para garantir um 
sistema de saúde público 
mais justo, eficiente e sus-
tentável na região. n
Especialistas comentaram os desafios e soluções na saúde regional
FOTOS FERNANDO YOKOTA
“A ACS está aberta para 
que estejamos juntos, 
engajados em melhorar 
áreas fundamentais 
como a saúde, que é 
o pontapé inicial 
do ciclo de debates”.
Mauro Sammarco,
presidente da 
Associação Comercial 
de Santos (ACS)
A tecnologia foi um tema importante abordado nos debates
“Sem boas condições 
de saúde, a população 
não consegue se 
desenvolver. O Jornal 
da Orla tem como 
missão debater 
construtivamente os 
desafios da região”.
Leopoldo Figueiredo,
diretor-geral da 
rede BE News
“Iniciamos os debates 
com o intuito de ir além 
do regional. Nossa 
proposta é justamente 
essa: fazer um trabalho 
que traga resultados, 
principalmente na 
questão do SUS”.
João Batista Rodrigues, 
diretor-executivo da 
Record Litoral e Vale
O segundo painel desta-
cou a digitalização da saúde 
pública, com o médico e ge-
rente-geral de Transformação 
Digital da Secretaria Munici-
pal de Saúde do Recife, Gus-
tavo Godoy, o diretor de 
Tecnologia da Informação na 
Empresa Brasileira de Servi-
ços Hospitalares (Ebserh) Gi-
liate Cardoso Coelho Neto, e 
Richard Papadimitriou, estra-
tegista comercial da Mosten.
Godoy destacou o ‘Conecta 
Recife’, que reúne mais de 600 
serviços, sendo 128 voltados 
à saúde, como agendamento, 
consultas e exames, com su-
porte por app e WhatsApp. “A 
transformação digital deixou 
de ser opção; é necessidade 
no SUS”, afirmou.
A cidade investiu em in-
teligência artificial e protoco-
los clínicos integrados. A IA 
também prevê faltas e permi-
te remanejamentos — 250 mil 
vagas reaproveitadas e R$ 13 
milhões economizados. Reci-
fe também lidera na integra-
ção com sistemas nacionais.
Giliate Coelho falou so-
bre o Aplicativo de Gestão 
para Hospitais Universitá-
rios (AGHU) e sua IA contra 
erros de prescrição e Papadi-
mitriou defendeu a cocria-
ção como chave da adesão 
digital. “Quando o sistema 
é feito junto com quem vai 
usar, a resistência diminui e 
a adesão aumenta”. n
Transformação 
digital já tem 
resultados
A matéria completa sobre a 
1ª edição do BS Debate você 
confere no Jornal da Orla 
impresso no fim de semana
n CLIMA n
Temperaturas 
despencam e 
frio chega com 
força à região
A frente fria chegou à 
Baixada Santista de ma-
neira pouco discreta. A re-
gião foi atingida por ventos 
muito fortes, principalmen-
te durante a manhã desta 
segunda-feira (23). O fenô-
meno, que teve picos de 50 
km/h, provocou alguns es-
tragos. Para esta terça (24), a 
previsão indica queda brus-
ca nas temperaturas, com a 
DA REDAÇÃO
Mínima pode ser de 5ºC; vendavais 
provocam grandes consequências 
mínima podendo atingir 5º. 
Os fortes ventos provo-
caram consequências em 
Bertioga e foram capazes de 
derrubar a cobertura da Are-
na de Eventos da Cidade. O 
local estava vazio e ninguém 
ficou ferido. De acordo com 
a Prefeitura, equipes da De-
fesa Civil, técnicos da admi-
nistração e representantes 
da empresa responsável pela 
obra estiveram no local rea-
lizando vistorias. A área foi 
isolada e o acesso permane-
ceu restrito por questões de 
segurança.
Ainda segundo a admi-
nistração municipal, a obra 
está dentro do período de 
garantia contratual, o que 
assegura que os reparos ne-
cessários não representarão 
prejuízos financeiros para 
os cofres públicos. As cau-
sas do incidente estão sendo 
investigadas por um grupo 
técnico da Prefeitura, que 
também solicitou a realiza-
ção de uma perícia no local.
A ventania também der-
rubou a estrutura que cobria 
um posto de gasolina, na 
Rua Dom Pedro II, no bair-
ro Ocian, em Praia Grande, 
durante a tarde. Não houve 
feridos. No momento do in-
cidente não havia veículos 
sendo abastecidos. Equipes 
da Secretaria de Trânsito de 
Praia Grande foram aciona-
das e realizaram a sinaliza-
ção da área, isolando o local.
Em Santos, parte de uma 
árvore caiu, por volta das 8h, 
na Avenida Siqueira Cam-
pos (Canal 4), em frente ao 
número 618, no bairro do 
Boqueirão, sentido praia. O 
incidente resultou na inter-
dição de uma das pistas da 
via. Ninguém ficou ferido.
De acordo com o Institu-
to Nacional de Meteorolo-
gia (Inmet), a previsão para 
esta terça-feira na Baixa-
da Santista é de mito frio. A 
mínima, segundo o institu-
to, deve ser de 5º e a máxima 
não passa dos 17º. n
A cobertura de um posto de combustíveis de Praia Grande caiu com os ventos de alta velocidade
REPRODUÇÃO/PRAIA GRANDE MIL GRAU
JORNAL DA ORLA
TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025 5METRÓPOLE
n PROVIDÊNCIAS n
Embaré é o próximo “alvo” 
do mutirão contra dengue
Apesar das temperaturas 
bem mais baixas previstas 
para esta semana, a atenção 
ao perigo representado pela 
dengue continua. É também 
por esse motivo que o Em-
baré, em Santos, será o alvo 
dos próximos mutirões de 
combate ao Aedes aerypti. 
As ações serão realizadas na 
quarta (25) e na quinta-feira 
(26), a partir das 9h.
Serão 60 agentes de com-
bate a endemias estão esca-
lados para a tarefa, além de 
25 colaboradores da Terra 
Santos, que coletarão mate-
riais inservíveis. Estes são 
imediatamente colocados 
DA REDAÇÃO
Mesmo com o frio, agentes visitam bairro para eliminar possíveis focos do Aedes aegypti
em um caminhão daempre-
sa para o destino correto dos 
resíduos.
O bairro será dividido 
em duas partes para a rea-
lização dos mutirões. De 
acordo com a Secretaria de 
Saúde de Santos, durante 
toda a semana serão reali-
zadas as demais atividades 
de rotina em todas as áreas 
do Município. 
Considerando os 26 mu-
tirões realizados neste ano 
em Santos, foram elimina-
dos 1.426 focos com larvas 
de mosquito e registradas 
1.863 recusas de entrada dos 
agentes aos imóveis. Santos 
contabiliza 3.064 casos de 
dengue e 43 de chikungunya 
em 2025.
Somente as fêmeas se 
alimentam de sangue hu-
mano, necessário inclusive 
para a maturação de seus 
ovos antes de serem de-
positados. Porém, se essa 
fêmea tiver picado uma 
pessoa infectada por den-
gue ou chikungunya, ela se 
torna transmissora dos ví-
rus ao sugar o sangue de 
outros indivíduos.
VACINA
A vacina contra a dengue se-
gue disponível nas policlí-
nicas para crianças e jovens 
de 10 a 14 anos. Para com-
pletar o esquema vacinal, 
são necessárias duas doses, 
com intervalo de três meses 
entre elas. n
Profissionais irão verificar pontos que podem atrair mosquitos
FRANCISCO ARRAIS/PMS
JORNAL DA ORLA
TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025METRÓPOLE JORNAL DA ORLA6
O MOSQUITO
As fêmeas do mosquito Ae-
des aegypti depositam ovos 
em locais onde haja água 
parada. Esses ovos neces-
sitam de água e calor para 
eclodir. Assim, surgem as 
larvas, que mais tarde, se 
transformam em pupa e, 
por fim, em mosquito.
n ACERTO n
Sabesp abre 
campanha 
para quitação 
de dívidas
A Companhia de Abas-
tecimento Básico do Estado 
de São Paulo (Sabesp) está 
com campanha aberta para 
regularização de dívidas 
de seus clientes. Chamada 
“Acertando suas contas com 
a Sabesp”, a ação, promovi-
da por aplicativo de men-
sagens, oferecerá condições 
especiais para a quitação 
DA REDAÇÃO
Empresa comunica clientes sobre 
ação; desconto pode chegar a 100%
dos débitos das contas em 
atraso há 180 dias ou mais. 
Até o dia 30 será concedi-
do desconto de até 100% so-
bre juros, multas e correção 
monetária, além da possibi-
lidade de parcelamento dos 
débitos.
A Companhia também 
passou a adotar novas for-
mas de pagamento. Será 
possível quitar o débito à 
vista via Pix, com a transa-
ção sendo feita toda pelo 
WhatsApp. As contas em 
atraso poderão também ser 
pagas em até 24 parcelas fi-
xas no cartão de crédito, que 
poderão ter acréscimo da 
taxa de transação financei-
ra da operadora. 
“A Sabesp vem adotan-
do uma série de inovações 
no relacionamento com os 
clientes para facilitar a jor-
nada. A facilidade de rea-
lizar toda a negociação de 
dívidas pelo celular, com a 
Adesão pode ser feita on-line; valor pode também ser parcelado
DIVULGAÇÃO/SABESP
JORNAL DA ORLA
TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025 7METRÓPOLE
Garanta 
sua vaga!
10 a 13
de JULHO
ESPM, 
São Paulo
congresso.abraji.org.br
possibilidade de parcelar 
em até 24 vezes, é mais uma 
ação da Companhia nesse 
sentido”, afirma Luiz Renato 
Fraga Rios, diretor de prote-
ção da receita da Sabesp.
GUARUJÁ
Quem também segue com 
a campanha de quitação 
de débitos é a Prefeitura de 
Guarujá. Quem entrou na 
Dívida Ativa poderá pagar 
os valores em atraso em até 
cinco parcelas, com isen-
ção de 100% do pagamento 
de multas e juros. Porém, há 
opções de parcelamento dos 
débitos em até 60 vezes.
O contribuinte poderá fa-
zer todo o processo de ade-
são on-line. Para tanto, o 
requerimento de adesão es-
tará disponibilizado no site 
www.guaruja.sp.gov.br, em 
‘Serviços On-line’. 
É possível requerer a 
adesão presencialmente. 
Para isso, basta se dirigir ao 
Paço Municipal Raphael Vi-
tiello (Avenida Santos Du-
mont, 640 – Santo Antônio, 
sala 15 – Térreo – Coordena-
ção de Receitas Territoriais). 
O contribuinte também po-
derá se dirigir à Unidade 
de Atendimento ao Contri-
buinte (Rua Cunhambebe, 
500 – Vila Alice, em Vicen-
te de Carvalho), telefone (13) 
3342-5872; ao Setor de Dí-
vida Ativa (Rua Azuil Lou-
reiro, 691 – Santa Rosa), 
telefones (13) 3344-4200 ou 
ao Centro de Atendimento 
ao Contribuinte de Guaru-
já (Ceacon), na Avenida Leo-
mil, 630 – Centro, telefone 
(13) 3344-4500. n
http://www.guaruja.sp.gov.br
n VIOLÊNCIA n
Questões sobre os cri-
mes de feminicídio na ci-
dade de Santos serão tema 
de audiência pública, requi-
sitada pelo vereador Mar-
cos Caseiro (PT) convocada 
para esta sexta-feira na Câ-
mara de Santos. A iniciati-
va também tem o apoio das 
vereadoras Cláudia Alon-
so (Podemos), Débora Ca-
milo (PSOL) e Renata Bravo 
(PSD).
“Os números de casos 
estão muito elevados na 
cidade. E queremos dis-
cutir com a comunidade 
mais propostas mais efeti-
vas para reduzir esta esta-
tística”, afirma o vereador. 
“Os feminicídios em nossa 
cidade vem crescendo dia 
a dia, é necessário dar um 
basta. Nossa cidade pre-
cisa se unir contra essas 
atrocidades, executivo e le-
gislativo devem estar jun-
tos nessa empreitada”.
CRIME HEDIONDO
A propositura nasceu a par-
tir da repercussão do caso 
do assassinato de Amanda 
Fernandes Carvalho, de 42 
anos, morta por 51 facadas e 
três tiros por seu ex-marido, 
o sargento da Polícia Mili-
tar Samir Carvalho. O crime 
aconteceu em 7 de maio pas-
sado, em uma clínica no 
Bairro Marapé. Os disparos 
também atingiram a filha 
do casal, de 10 anos, que tes-
temunhou os fatos e ficou 
seis dias internada. 
O caso engrossa as es-
tatísticas que foram apre-
sentadas no final de março, 
em outra iniciativa que dis-
cutiu os mecanismos de 
proteção às mulheres de 
Santos e as ações de com-
bate à violência de gênero. 
De acordo com os núme-
ros apresentados naque-
la audiência, somente em 
Santos, a Delegacia de De-
fesa da Mulher registrou 
cerca de 300 ocorrências, 
incluindo tentativa de fe-
minicídio, lesão corporal 
dolosa, violência psicoló-
Aumenta o número de casos de violência contra a mulher, 
como o assassinato cometido por um PM, há dois meses
gica, estupro, cárcere, furto, 
entre outros crimes. 
Foi apontado ainda que 
63% dos casos de femini-
cídio são cometidos por 
parceiros íntimos, 21% são 
cometidos pelos ex-par-
ceiros – como a morte de 
Amanda Carvalho – e 8% 
por pessoas da relação fa-
miliar. Segundo números 
oficiais do Anuário Nacio-
nal de Segurança Públi-
ca, no ano passado houve 
13 casos de violência con-
tra a mulher por hora e um 
total de 78.463 estupros (9 
por hora). A violência do-
méstica causou uma morte 
a cada 17 horas, com o esta-
do de São Paulo liderando 
os casos. 
FEMINICÍDIO
A lei que tipifica os crimes de 
homicídio contra mulheres 
cometidos por pessoas de 
Samir Carvalho matou Amanda com 51 facadas e três tiros
DIVULGAÇÃO/PMS
JORNAL DA ORLA
TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025POLÍTICA JORNAL DA ORLA8
NOVO SECRETÁRIO
Tenente-coronel da re-
serva da Polícia Militar de 
São Paulo, Brito Júnior é o 
novo secretário de Seguran-
ça Pública de Santos. Para 
assumir o cargo, ele deixa de 
ser diretor de Logística da 
Companhia de Engenharia 
de Tráfego (CET).
EM CASA
Brito Júnior foi coman-
dante da Guarda Civil Muni-
cipal (GCM) entre 2013 e julho 
de 2016, e secretário adjun-
to de Segurança, de agosto 
de 2016 até 2024. “É uma pes-
soa de minha confiança, que 
já trabalha comigo há alguns 
anos”, explica o prefeito Rogé-
rio Santos (Republicanos).
RETORNO
O tenente-coronel Da-
niel Onias, que atuava in-
terinamente há quase um 
mês, retorna ao seu posto 
como comandante da De-
fesa Civil. “O coronel Onias 
é uma referência em Defe-
sa Civil no Estado de São 
Paulo e cumpriu muito bem 
esse papel de transição”, diz 
o prefeito.
ARENA DO SANTOS
EM DEBATE
Está marcada para acon-
tecer no dia 24 de julho, no 
Salão de Mármore da Vila 
Belmiro, a audiência públi-
ca para discutir os impac-
tos da nova Arena do Santos 
FC, planejada para ser er-
guida no lugar do atual es-
tádio.Aberto ao público, o 
evento contará com a pre-
sença de representantes da 
Prefeitura, do Santos FC e 
responsáveis técnicos pelo 
projeto, conduzido pelo gru-
po WTorre. 
ESTUDO
O estudo de Impacto de 
Vizinhança (EIV), que tem 89 
páginas, está disponível no 
site da Prefeitura ou fisica-
mente, na Secretaria de Meio 
Ambiente, Desenvolvimento 
Urbano e Sustentabilidade.
15 MINUTOS
Os 15 minutos mais im-
portantes da sua carreira 
profissional. Foi assim que a 
engenheira Larissa Oliveira 
Cordeiro classificou sua par-
ticipação no Concrete Solu-
tions 2025, evento realizado 
em Lisboa, para troca de ex-
periências sobre as mais mo-
dernas soluções com o uso 
de concreto. Representando a 
Prefeitura de Santos, ela apre-
sentou detalhes da Estação 
Elevatória com Comportas 
construída na Zona Noroeste.
MACRODRENAGEM
“Apresentar para o mun-
do uma obra esperada há 70 
anos foi desafiador”, disse. A 
estação integra o programa 
de macrodrenagem da Pre-
feitura, o Santos Novos Tem-
pos, e começou a funcionar 
em 19 de maio de 2023. O sis-
tema contém os alagamen-
tos, com chuva forte ou fraca 
associada à maré alta ou bai-
xa. Quando acionada, benefi-
cia os bairros Castelo e Areia 
Branca, na Zona Noroeste 
de Santos, além do Jardim 
Guassu, em São Vicente.
PREMIADA
A obra recebeu o Prêmio 
Melhores e Maiores Obras 
2024, na categoria combate 
a enchentes durante a Sema-
na Nacional da Engenharia, 
promovida pelo Instituto de 
Engenharia e pela ConVisão 
CMC – Central de Notícias da 
Construção, em São Paulo.
VENTANIA
O prefeito de Bertioga, 
Marcelo Vilares (PSD), alerta 
que o município permane-
ce em estado de atenção, por 
conta dos ventos de até 70 
km/h, que ontem provoca-
ram a queda da cobertura da 
arena de eventos na entrada 
da cidade. “Felizmente nin-
guém se feriu”, disse, desta-
cando que a Defesa Civil foi 
acionada e que técnicos da 
Prefeitura e da empresa res-
ponsável pela arena apuram 
as causas do ocorrido. 
MARCO SANTANA
marco.santana@jornaldaorla.com.br
BARÔMETRO
relacionamento íntimo em 
uma condição a parte com-
pletou 10 anos em março e, 
desde que foi promulgada, 
o número de casos aumen-
tos mais de 1600%, conside-
rando os casos registrados a 
partir de 2016.
O município de San-
t o s t a m b é m p u b l i c o u 
e m 2 0 2 2 l e i q u e i n s t i -
tuiu a Política Municipal 
de Enfrentamento à Vio-
lência Contra as Mulhe-
res (4.137/2022). Entre as 
medidas, a cidade deve-
ria garantir atendimento 
especializado a mulheres 
em situação de violência, 
ensino sobre os direitos 
das mulheres, divulgação 
de serviços, ampliação da 
rede de atendimento, en-
tre outras medidas. 
“Nosso intuito é ampliar 
o debate e questionar so-
bre o por que as politicas 
públicas que foram imple-
mentadas não têm sido o 
suficiente para coibir e mi-
tigar esses tipos de crimes 
que continuam acontecen-
do na cidade e discutir for-
mas de como ampliar essa 
rede de proteção”, destaca 
Caseiro.
Entre os convidados des-
ta audiência pública, es-
tão confirmadas a presença 
da secretária municipal da 
mulher, Nina Barbosa, a vi-
ce-prefeita e secretária de 
Educação, Audrey Kleys, e 
a delegada-titular da Dele-
gacia de Defesa da Mulher 
(DDM) de Santos, Débora Pe-
rez Lázaro. n
Brito Jr assume comando da Secretaria de Segurança
REPRODUÇÃO
Audiência pública 
discute propostas 
contra feminicídios
 “Queremos discutir 
com a comunidade 
mais propostas 
mais efetivas 
para reduzir 
esta estatística”.
Marcos Caseiro, 
vereador (PT)
JOSI CASTRO
josi.castro@jornaldaorla.com.br
JORNAL DA ORLA TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025 9
n TRADIÇÃO n
Deputado quer Buraco Quente 
como patrimônio do Estado
Transformar o gostoso 
sanduíche de pão francês 
recheado com carne moída 
temperada em patrimônio 
imaterial do Estado de São 
Paulo é o objetivo do projeto 
de lei apresentado pelo de-
putado estadual Paulo Cor-
rea Jr. (PSD).
Protocolada no dia 21, 
a proposta agora trami-
ta pelas comissões da As-
sembleia Legislativa, para 
depois ser votado em plená-
rio. Caso o PL 604/2025 seja 
aprovado, o Estado de São 
Paulo passará a reconhecer 
o sanduíche como parte do 
patrimônio cultural imate-
rial, protegendo sua receita 
tradicional e incentivando 
ações de valorização.
“Reconhecer oficialmen-
te o buraco quente como 
prato típico significa forta-
lecer a identidade cultural, 
incentivar o turismo gastro-
nômico e promover a divul-
gação das tradições locais, 
contribuindo para a valori-
zação da cultura alimentar 
do Vale do Ribeira”, justifica 
o parlamentar.
“Ao longo dos anos, o bu-
raco quente consolidou-se 
como uma iguaria presen-
te em reuniões familiares, 
festas comunitárias, even-
tos escolares, quermesses e 
festividades tradicionais da 
cidade (de Pariquera-Açu), 
tornando-se parte do coti-
diano e da memória afetiva 
dos munícipes.”
Hoje um sanduíche popu-
lar em várias partes do país, 
MARCO SANTANA
marco.santana@jornaldaorla.com.br
Paulo Corrêa Jr. exalta importância cultural do sanduíche criado no Vale do Ribeira
o buraco quente foi criado 
na cidade de Pariquera-Açu, 
no Vale do Ribeira. O lanche 
consiste em preparar um pão 
francês recheado com car-
ne moída temperada. Mas o 
pão não é cortado, e sim é fei-
to um buraco no pão.
O lanche foi criado na década de 1960 em Pariquera-Açu
DIVULGAÇÃO/ALESPFOTOS DIVULGAÇÃO/PREFEITURA DE PARIQUERA-AÇU
Deputado Paulo Corrêa Jr.Prefeito Wagner Costa
adquiriu há 40 anos a lan-
chonete onde foi criado o 
sanduíche e mantém a tra-
dição até hoje.
O prefeito de Parique-
ra-Açu, Wagner Costa (PL), 
está entusiasmado com o 
projeto. “O Buraco Quen-
te é muito mais do que um 
lanche para o povo de Pari-
quera-Açu. Ele representa a 
nossa história, a nossa iden-
tidade e movimenta a eco-
nomia local, gerando renda 
para comerciantes, ambu-
lantes e pequenos empreen-
dedores que, há décadas, 
fazem desse prato um sím-
bolo da nossa cidade. Uma 
iniciativa que valoriza não 
apenas a nossa tradição, 
mas também a força dos tra-
balhadores que vivem desse 
comércio”, afirma. n
Outro pão muito familiar 
na Baixada Santista também 
é tema de projeto na Assem-
bleia Legislativa, para re-
conhecer sua importância 
cultural e gastronômica: o 
delicioso e tipicamente san-
tista pão de cará.
A deputada estadual So-
lange Freitas (União) apre-
sentou projetos de lei para 
reconhecer o pão de cará 
como patrimônio cultural 
imaterial do Estado de São 
Paul e instituir o Dia do Pão 
de Cará no Calendário Ofi-
cial do Estado. O pão de cará 
é um ícone da gastronomia 
de Santos, com profundas 
raízes na cultura alimentar 
da cidade.
O P r o j e t o d e L e i n º 
575/2025 busca valorizar a 
importância histórica e cul-
tural do pão de cará para a re-
gião, enquanto o Projeto de 
Lei nº 576/2025 visa promo-
ver sua celebração e reconhe-
cimento através da inclusão 
da data comemorativa.
Em sua justificativa, a de-
putada ressalta que o pão de 
cará transcende o simples 
alimento, sendo um símbo-
lo da memória e criatividade 
do povo santista. Sua origem 
remonta ao início do século 
XX, por volta de 1910, quan-
do padeiros de Santos, dian-
te da escassez de farinha de 
trigo causada pelas Guer-
ras Mundiais, inovaram ao 
adaptar suas receitas com 
tubérculos como cará, man-
dioca e batata. Essa adap-
tação resultou em um pão 
macio, de casca dourada e 
sabor levemente adocicado, 
que rapidamente conquis-
tou a população.
Para a parlamentar, a 
criação de uma data especí-
fica para o pão de cará pode 
impulsionar o empreen-
dedorismo local, fomentar 
feiras gastronômicas, forta-
lecer o setor de panificação 
e desenvolver o turismo re-
gional. Freitas compara a 
iniciativa ao reconhecimen-
to de outros pratos típicos, 
como a pizza e a feijoada, 
afirmando que o pão de cará 
mereceser celebrado como 
parte da história e do pala-
dar paulista. “A instituição 
desta data comemorativa é 
um ato de valorização his-
tórica, cultural e econômica 
de um produto que atraves-
sa gerações e traz afetos”, 
concluiu a deputada.
O projeto agora está sen-
do analisado pelas comissões 
da Assembleia Legislativa. n
Reconhecimento do valor do pão de cará
SANDUÍCHE É 
POPULAR ENTRE 
CAMINHONEIROS, 
ROMEIROS E TURISTAS
O lanche surgiu na dé-
cada de 1960, quando o 
proprietário de uma lan-
chonete, Benedito Gau-
glitz, inventou o sanduíche 
de preparo rápido, nutri-
tivo e saboroso. Era um 
lanche popular entre as 
pessoas que transitavam 
pelas estradas do Vale do 
Ribeira, como caminho-
neiros, romeiros da Fes-
ta de Bom Jesus de Iguape, 
pescadores e turistas.
A família Nascimento 
JORNAL DA ORLA
TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025POLÍTICA JORNAL DA ORLA10
n MERCADO IMOBILIÁRIO n
Taxa de juros freia vendas de imóveis 
e impulsiona locações na Baixada
O mercado imobiliá-
rio da Baixada Santista 
apresentou um cenário di-
vidido no mês de maio. 
Enquanto as vendas de 
imóveis recuaram 9,97%, 
acumulando uma queda de 
55,33% no ano de 2025, o 
setor de locações registrou 
um crescimento de 45,85% 
em maio. Os dados são do 
Conselho Regional de Cor-
retores de Imóveis de São 
Paulo (CRECISP). 
Segundo o órgão, a alta 
procura por locações de 
imóveis na região foi im-
pulsionada pelo turismo, 
expansão logística e investi-
mentos em infraestrutura. 
Já a queda nas vendas foi o 
reflexo de ajustes no merca-
do e das condições de finan-
ciamento. O presidente do 
CRECISP, José Augusto Via-
na Neto, apontou a taxa de 
juros como principal obstá-
culo, “ela está dificultando 
que as pessoas tenham aces-
so à casa própria”.
O mercado apresenta 
instabilidade desde janei-
ro, com oscilações mensais 
que refletem as dificul-
dades de financiamento. 
Os apartamentos mantêm 
participação de 65% nas 
vendas, concentrando-se 
na faixa de 2 dormitórios e 
área entre 50 e 100 metros 
quadrados. O valor médio 
varia entre R$ 200 mil e 
R$ 300 mil.
A distribuição geográfi-
ca das vendas mostra equi-
líbrio: 39,7% nas regiões 
nobres, 38% nas periferias e 
22,3% na área central. Paga-
mentos à vista representam 
37,5% das operações, en-
quanto financiamentos so-
mam 40,1% - sendo 26,3% por 
bancos privados e 13,8% pela 
Caixa Econômica Federal.
CRECISP divulga dados que mostram alugueis com um crescimento de 45,85% em maio
EM ALTA 
O setor de locações apre-
senta movimento contrá-
rio. Casas e apartamentos 
dividem quase igualmente 
o mercado de aluguéis, com 
51% e 49% respectivamen-
te. A faixa de aluguel entre 
R$ 1.500 e R$ 2.000 concen-
tra a maior demanda. De-
pósito caução tornou-se a 
garantia preferida de 64,5% 
dos inquilinos, superando 
seguro fiança (21,1%) e fiador 
para Praia Grande, embora 
Santos permaneça como re-
ferência para imóveis de pa-
drão superior.
MINHA CASA, 
MINHA VIDA
O programa Minha Casa, 
Minha vida, que entrou 
na quarta fase, é uma das 
apostas de propulsão para 
as vendas. Implementa-
da em maio, a nova eta-
pa financia imóveis de até 
R$ 500 mil com entrada de 
20%, juros de 10% ao ano 
e prazo de 35 anos. É uma 
nova categoria destinada às 
famílias com renda mensal 
de até R$ 12 mil. 
“Este valor engloba 85% 
do mercado e atende famí-
lias com renda de R$ 8.600 
até R$ 12 mil por mês”, ava-
lia o presidente do CRE-
CISP. A medida substitui 
mudanças restritivas de 
agosto de 2024, quando o 
teto da terceira faixa caiu de 
R$ 350 mil para R$ 270 mil 
e a entrada subiu de 20% 
para 50%. “A quarta faixa 
foi algo muito bom. Agora, 
nós temos juros muito mais 
baixos. O que a pessoa vai 
pagar de prestação é quase 
o mesmo preço de um alu-
guel”, afirma José Augusto.
EXPECTATIVA 
Apesar das dificuldades re-
centes, o mercado imobi-
liário da Baixada Santista 
possui expectativas posi-
tivas para o segundo se-
mestre de 2025. A recente 
implementação das mu-
danças no programa Mi-
n h a C a s a M i n h a Vi d a 
trouxe otimismo entre pro-
fissionais do setor, com es-
peranças de recuperação e 
aumento nas transações, 
segundo Viana. n
Apartamentos mantêm participação de 65% nas vendas, na faixa de 2 dormitórios entre 50 e 100 m²
FERNANDO YOKOTA 
tradicional (2,6%).
As regiões periféricas ab-
sorvem 58,8% das locações, 
enquanto áreas centrais e 
nobres ficam com 21,2% e 
20%, respectivamente. Da-
dos mostram que 50,6% dos 
inquilinos migraram para 
imóveis com aluguéis me-
nores ao renovar contratos.
PRAIA GRANDE 
Viana Neto ainda destacou 
a Praia Grande como cidade 
com melhor desempenho 
na região. “Pelo consumo 
de concreto constatado por 
meio das fornecedoras, 
Praia Grande tem sido a nú-
mero um no litoral”, expli-
ca. O metro quadrado em 
Praia Grande varia entre 
R$ 9 mil e R$ 10 mil, en-
quanto Santos mantém va-
lores entre R$ 14 mil e R$ 15 
mil. A diferença de preços 
tem atraído classe média alta 
JORNAL DA ORLA
TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025 11ECONOMIA
MARIANA NEROME
mariana.nerome@jornaldaorla.com.br
 “Essa quarta faixa 
foi algo muito bom. 
Agora, nós temos juros 
muito mais baixos. 
O que a pessoa vai 
pagar de prestação é 
quase o mesmo preço 
de um aluguel”. 
José Augusto 
Viana Neto, 
presidente do CRECISP
PRAIA GRANDE É A 
CIDADE COM MELHOR 
DESEMPENHO NA 
REGIÃO. A DIFERENÇA 
DE PREÇOS TEM 
ATRAÍDO A CLASSE 
MÉDIA ALTA
n TRABALHO n
Treze mulheres se tornam as 
primeiras estivadoras do Porto
O Órgão Gestor de Mão 
de Obra (Ogmo) de Santos 
(SP) realizou, na quarta-fei-
ra (18), a diplomação de tre-
zentos novos trabalhadores 
portuários avulsos da Es-
tiva. A cerimônia aconte-
ceu no Terminal Marítimo 
de Passageiros de Santos, o 
Concais. A data marcou um 
momento histórico, com 
gosto ainda mais especial 
para parte da turma forma-
da: treze mulheres fizeram 
história ao se tornarem as 
primeiras estivadoras do 
Porto de Santos. 
A diplomação foi realiza-
da partir de uma negociação 
de cinco anos entre o Sindi-
cato dos Estivadores (Sin-
destiva) e o Sindicato dos 
PAULO JOSÉ RIBEIRO
paulo.ribeiro@redebenews.com.br
A diplomação de trezentos novos trabalhadores portuários avulsos foi 
resultado do acordo firmado na convenção coletiva, em setembro de 2024
Operadores Portuários do Es-
tado de São Paulo (Sopesp). A 
convenção coletiva firmada 
em setembro de 2024 deter-
minou a entrada dos 300 tra-
balhadores avulsos. 
A inserção das mulheres 
na categoria de estivado-
res é símbolo de uma nova 
realidade, que promete es-
tar cada vez mais presen-
te nos portos brasileiros. “A 
mulher tem direito de estar 
em todo lugar. De hoje em 
diante, não vai faltar isso. 
Todas as categorias já tem a 
presença de mulheres, é de 
suma importância”, ressal-
tou Bruno José dos Santos, 
presidente do Sindicato dos 
Estivadores de Santos, São 
Vicente, Guarujá e Cubatão 
(Sindestiva). 
TRADIÇÃO
A Estiva já fazia parte da vida 
de Stella Oliveira Costa an-
tes mesmo de ela se formar. 
Na memória, o pai foi estiva-
dor desde sempre, e após o 
falecimento dele, a profissão 
virou uma forma de home-
nageá-lo. Na cerimônia, ela 
carregou o crachá que o pai 
usava na época em que tra-
balhava no cais. 
LISTA DE ESPERA
A última convenção coletiva 
acordada entre as duas par-
tes havia sido feita em 2014. 
Dez anos depois, o novo pac-
to entre os sindicatos garan-
tiu a formação dos novos 
trabalhadores, que foram co-
roados com a conclusão do 
processo. “É fruto de uma ne-
gociação bem longa. Tivemos 
alguns períodos de lacuna, 
mas hoje a gente coroa com 
muito sucesso esse momen-
to muito importante para o 
futuro do Porto de Santos”, 
destacou o presidente do So-
pesp, Régis Prunzel. 
Outros trezentos traba-
lhadores estão na lista de es-
pera do Ogmo, que devem 
ser cruciais para o trabalhono cais com o crescimento 
das atividades projetado no 
porto. “Nós temos trezentos 
em lista de espera, que vai 
depender da demanda do 
porto, que a gente espera que 
cresça ao longo do próximo 
ano. Durante esse período, 
havendo a necessidade, eles 
entram nesse sistema”, ex-
plicou o diretor-executivo do 
Ogmo, Evandro Pause. n
A inserção das mulheres na categoria de estivadores é símbolo de uma nova realidade para os portos
DIVULGAÇÃO/OGMO SANTOS
“Meu pai é estivador, meu 
tio é estivador, meu primo 
é estivador. Então pra mim 
tá sendo uma honra mui-
to grande estar seguindo os 
passos deles”, afirmou Stella. 
Ela conta que não sabia 
que era possível atuar na ca-
tegoria, e o lançamento do 
processo seletivo abriu por-
tas para a realização de um 
sonho. “Antes da abertura do 
edital, a gente não sabia que 
poderia atuar. Foi uma ale-
gria muito grande quando 
eu vi que poderia estar tra-
balhando na mesma coisa 
que meu pai”, reforçou. 
ECONOMIA12 JORNAL DA ORLA
TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025PORTO
Em 18 de junho de 1908, o 
vapor Kasato Maru atracou 
no Porto de Santos trazendo 
781 imigrantes — 165 famí-
lias — vindas de Kobe, Japão, 
após 52 dias de viagem. Es-
ses pioneiros chegaram ao 
Brasil como trabalhadores 
contratados para os cafezais 
do oeste paulista, cumprin-
do o acordo entre os gover-
nos do Japão e do Estado de 
São Paulo.
n NOVELA SANTISTA n
Clube segue otimista 
por ‘fico’ de Neymar
O presidente do Santos, 
Marcelo Teixeira, expressou 
otimismo em relação à per-
manência do meia-atacan-
te Neymar no clube. Teixeira 
afirmou que as negociações 
com o estafe do jogador estão 
avançadas e próximas de um 
acordo. Além disso, afirmou 
que não existe nenhum pro-
blema com o craque e seu pai.
“Estamos conversando 
com o estafe do Neymar. É 
um avanço, estamos avan-
çando muito na nova ne-
gociação e estamos bem 
próximos de um novo acor-
do para possibilitar a per-
manência do Neymar por 
um novo período”, disse o 
presidente em entrevista à 
Rádio Bandeirantes.
Teixeira minimizou as 
recentes polêmicas envol-
vendo Neymar e seu pai, que 
foram alvo de críticas por 
declarações sobre possíveis 
negociações com outros 
clubes. O presidente 
santista defendeu o 
jogador, afirmando 
que ele nunca me-
nosprezaria o Santos.
“Fora de campo, ele 
tem suas questões que 
são sempre muito polêmi-
cas. Todo tipo de declaração, 
de atitudes, das suas rotinas. 
É um jogador midiático, que 
tem repercussão mundial. 
Nós devemos entender esse 
tipo de situação. Não concor-
do sobre ele menosprezar (o 
Santos). Nunca. Nem pai e 
nem ele. Nunca seriam capa-
Presidente do Peixe garante conversas avançadas
zes de fazer qualquer tipo de 
menosprezo ao Santos”.
O dirigente também reve-
lou que existe uma cláusula 
no contrato de Neymar que 
permite ao jogador disputar 
a Copa do Mundo de Clubes 
da FIFA pelo Fluminense e 
retornar ao Santos. No en-
tanto, essa possibilidade foi 
descartada para que o joga-
dor pudesse se concentrar 
em sua recuperação física.
“Ele disputaria o Mundial 
e voltaria ao Santos. Não hou-
ve alternativa para ir ao Flu-
minense. Era a proposta, a 
única existente na mesa. Eu 
fiz esse posicionamento ao 
presidente do Fluminense e 
ele disse que tudo bem. Te-
nho excelente relação com o 
presidente do Fluminense. 
Falei para ele conversar com 
o Neymar e que eu conversa-
ria depois com o jogador. 
Foi uma decisão conjun-
ta. Nenhuma hipótese de 
que ele fosse ao clube ca-
rioca e permanecer. A úni-
ca alternativa era ele jogar o 
Mundial e retornar.”
Embora a operação para 
trazer Neymar de volta ao 
Santos tenha sido bem-suce-
dida fora de campo, o retorno 
esperado dentro das quatro li-
nhas ainda não se concretizou 
devido aos problemas físicos 
enfrentados pelo jogador. A 
expectativa é que, com a para-
lisação do calendário do San-
tos devido à Copa do Mundo 
de Clubes, Neymar possa se 
recuperar e render o esperado.
“Qual é o projeto de re-
torno do Neymar? Não é 
ajudar apenas o Santos, é 
ajudar o futebol brasilei-
ro. Nós todos queremos ver 
o Neymar na Copa do pró-
ximo ano. Ele quer jogar. O 
Dorival queria, convocou. 
O técnico atual fez questão 
de ligar para ele e manifes-
tou o desejo de contar com 
ele. Todos nós queremos o 
Neymar dentro de campo. 
Mas temos que com-
preender que existe 
esse processo. É um 
processo que quere-
mos rapidez. Gosta-
ria de ter ele em campo, 
como nós tivemos con-
tra o Botafogo. Nós tive-
mos um período maior. Ele 
estava jogando 30, 45 minu-
tos. Ele já atuou mais. Quase 
concluiu o jogo. Temos essa 
expectativa que, cada vez 
mais, ele consiga ter esse 
fortalecimento muscular e 
reverter isso dentro de cam-
po. É o que nós queremos.” n
Marcelo Teixeira fala sobre SAF: 
‘O Santos não tem preço hoje’
O presidente do Santos, 
Marcelo Teixeira, conce-
deu entrevista à Rádio Ban-
deirantes, onde detalhou a 
atual estratégia do clube em 
relação à sua estrutura fi-
nanceira e futura. Em suas 
declarações, Teixeira enfa-
tizou que o Peixe não está à 
venda no momento e a defi-
nição de um valor para uma 
eventual Sociedade Anôni-
ma do Futebol (SAF) conti-
nua em fase de avaliação.
O mandatário santista 
ressaltou a importância de 
um processo criterioso para 
a transformação do clube em 
SAF, reiterando que a decisão 
final caberá ao quadro asso-
ciativo. Ele criticou a aborda-
gem de outras agremiações 
que optaram por vender suas 
operações em momentos de 
fragilidade financeira, resul-
tando em valores conside-
rados baixos e prejudiciais à 
sua sustentabilidade a lon-
go prazo. “Imaginar vender 
como outros fizeram com 
valores irrisórios. O cami-
nho do Santos poderia ser 
igual ou piorar, vendido no 
momento de baixa”, decla-
rou o mandatário, utilizan-
do a analogia do mercado de 
ações para ilustrar o risco de 
transações em períodos de 
baixa valorização.
O presidente argumenta 
que a venda do Santos em um 
cenário de dificuldades, como 
a situação de ter jogado a se-
gunda divisão, sem receitas 
expressivas e com dívidas acu-
muladas, poderia levar a uma 
desvalorização acentuada da 
marca. Por isso, a prioridade 
atual é a valorização do clube. 
“É incalculável quanto vale o 
Santos. O Santos não tem pre-
ço hoje. Para virar uma SAF, 
conforme os desejos do qua-
dro associativo, precisam ser 
valores que resguardem o di-
DA REDAÇÃO
reito do clube”, afirmou Tei-
xeira, destacando a força da 
marca, dos ídolos, do nome, 
das cores e da torcida como 
elementos de grande valor.
Nesse sentido, o alvine-
gro praiano iniciou em maio 
o processo de avaliação de sua 
marca e a prospecção de in-
vestidores, contratando uma 
corretora especializada para 
realizar essa análise e mapear 
potenciais compradores. Con-
tudo, Teixeira fez questão de 
deixar claro que o clube não 
está à venda e o foco é desen-
volver um modelo de negócio 
próprio, buscando investido-
res alinhados com a grande-
za do Santos. “O Santos faz 
um trabalho para valorizar a 
marca. Buscando um modelo 
próprio de negócio. Avaliar o 
perfil de investidores no mun-
do. Essa marca é muito forte, 
não tem preço”, concluiu.
Apesar das dificuldades 
financeiras, com uma dívida 
total que alcançou R$ 977,04 
milhões em 2024, o San-
tos busca um caminho sus-
tentável que preserve sua 
identidade e seu legado, prio-
rizando a valorização antes 
de qualquer negociação, se-
gundo Marcelo Teixeira. n
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JORNAL DA ORLA
TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025 13ESPORTES
n ESPORTES REGIONAIS n
Minigrupo do Inter representará 
o Brasil no Pan de Patinação 
O Clube Internacional de 
Regatas (CIR) terá uma re-
presentação de destaque no 
cenário mundial da patina-
ção artística. O Minigrupo 
Synergie, da categoria jú-
nior, foi convocado para de-
fenderas cores do Brasil 
no Campeonato Panameri-
cano de Patinação Artísti-
ca- Nações, que ocorrerá em 
Buenos Aires, na Argentina, 
entre os dias 26 de junho e 6 
de julho de 2025. O evento é 
organizado pela World Ska-
te América.
A equipe Vermelhinha 
destaca-se por ser a úni-
ca representante do Esta-
do de São Paulo convocada 
pelo Comitê Técnico de Pa-
tinação Artística da Confe-
deração Skate Brasil para 
a categoria júnior. Fabia-
ne Marins, diretora da mo-
dalidade no CIR, celebrou 
a conquista: “Esse resulta-
do é fruto de muito esforço, 
DA REDAÇÃO
As meninas do Synergie vão disputar na categoria júnior, em Buenos Aires, na Argentina
da dedicação das atletas, do 
apoio das famílias e do su-
porte dado pelo Clube. Além 
disso, contamos com o com-
prometimento da nossa co-
missão técnica, que não 
mede esforços para o desen-
volvimento da equipe”.
O grupo Synergie apre-
sentará a coreografia “Dune- 
Arrakis”, que já lhes garantiu 
o vice-campeonato no Cam-
peonato Brasileiro. A atua-
ção, inspirada no universo 
de Duna, um planeta de-
sértico governado por fei-
ticeiras e palco de intensas 
disputas pelo poder, narra a 
história de um golpe político 
que leva ao colapso do con-
trole, transformando a guer-
ra na única alternativa.
Sob a liderança técnica 
de Karla Silva, Stella Heller 
e Katya Silva, o Minigrupo 
Synergie é composto pelas 
seguintes atletas: Amanda 
Chaves, Camila Marins, Ca-
tarina Andrade, Gabriela 
Hette, Giulia Comune, Isa-
belli Viviane, Julia Cantú, 
Luíza Rebouças, Marcella 
Pierin, Maria Clara Mahnc-
ke, Melissa Baldini, Natha-
lie Mafra e Ornella Limonge.
Além do Minigrupo, o 
CIR terá outras duas repre-
sentantes no campeonato. 
Mel Passarelli competirá na 
modalidade Figuras Obriga-
tórias, enquanto Maria Cla-
ra Tort integrará a delegação 
do Uruguai, participando 
das provas de Figuras Obri-
gatórias e Dança. A comis-
são técnica responsável por 
estas atletas inclui Daniela 
Tort, Karla Silva, Katya Silva 
e Stella Heller. n
A equipe Vermelhinha vai participar da competição de 26 de junho até o dia 6 de julho
DIVULGAÇÃO
Três atletas do SESI estão 
entre os convocados para re-
presentar o Brasil no Cam-
peonato Sul-Americano de 
Karate, em Recife (PE) no dia 
30 de junho.
Brenda Padilha Pereira, 
da unidade Cubatão, dis-
putará na categoria Kumi-
te Sênior +68kg. Também 
de Cubatão, Yasmin Vitória 
do Carmo Rocha lutará na 
categoria Sub-21 +68kg. Já 
Yasmin Antunes de Souza, 
da unidade SESI Campi-
nas, competirá no Kumite 
Júnior +66kg.
As atletas fazem parte 
da elite do caratê nacional 
e vêm se destacando em 
competições nacionais e 
internacionais. O Campeo-
nato Sul-Americano é uma 
das principais competições 
do calendário continental e 
reúne os melhores atletas da 
América do Sul. n
DA REDAÇÃO
Caratecas 
do SESI vão 
disputar o 
Sul-Americano
A praia do José Menino 
amanheceu diferente nes-
te domingo (22). A partir das 
6 horas, um colorido espe-
cial tomou conta da faixa de 
areia, com mais de duas mil 
pessoas, entre atletas e or-
ganizadores da 8° edição da 
Corrida Poseidon. O even-
to, que contou com o apoio 
da Prefeitura de Santos, atra-
vés da Secretaria de Espor-
tes, teve largada e chegada 
ao lado do Novo Quebra-
-Mar, com as provas de 7k, 
14k e kids.
O vencedor da prova de 
7k foi o educador físico Luiz 
Mesquita, de São Paulo, com 
o tempo de 24 minutos e 12 
segundos.
“Passei o feriado em San-
tos com a minha família e 
aproveitei para competir. On-
tem mesmo fiz uma prova 
em São Vicente que ganhei e 
hoje vim correr aqui. Eu cor-
ro desde 2004 e essa prova 
parece fácil, mas não é. Tem 
muito trecho que sobe e des-
ce, a areia fofa, tem que ficar 
bastante atento. E essa pai-
DA REDAÇÃO
sagem é maravilhosa. Fiquei 
impressionado com tanta 
gente participando”.
Felipe Wanderlei Ro-
drigues chegou em segun-
do lugar e, em terceiro, João 
Henrique da Silva.
FEMININO
Entre as mulheres na distân-
cia de 7km, a vencedora foi a 
dentista santista Fernanda 
Quelhas com o tempo de 31 
minutos e 52 segundos.
“Corri no ano passado 
e fiquei em segundo no ge-
ral. Estou muito feliz, ainda 
mais por ser recepcionada 
pelo meu amorzinho, meu 
filho Rafael de 5 anos. E 
essa corrida tem uma pai-
sagem linda. Eu sou apaixo-
nada por Santos. Já corri em 
vários lugares, mas não tem 
igual aqui”.
A segunda colocada foi 
Izabel Silva de Jesus, seguida 
por Daniela Sasovsky.
14KM
Nos 14 km, o mais veloz foi o 
operador de plataforma e es-
treante nessa prova, Cristia-
no Gracino de Jesus, de São 
Vicente, com o tempo de 53 
minutos e 21 segundos.
“Minha primeira vez sen-
do primeiro lugar nessa dis-
tância. É sempre bom estar no 
pódio e vencendo é melhor 
ainda. Hoje foi o meu dia”.
Para completar o pódio 
José Uilton Nascimento dos 
Santos e Welton Germano 
da Veiga.
Joyce Isabella de Assis, ca-
beleireira de Guarujá, tam-
bém estreou na competição 
com vitória nos 14 km. Ela 
completou a prova em 1 hora 
9 minutos e 50 segundos.
“Eu corro só há um ano. O 
percurso é muito difícil por 
causa da areia, exige da mus-
culatura. Mas eu amei”.
Na sequência, a argenti-
na Luiza Gorgatti Shibao e 
Erika Vieira Alves.
Para completar a manhã 
festiva, várias crianças de 
três a 12 anos, também ex-
perimentaram a emoção de 
correr em categorias divi-
didas por idade. Até os seis 
anos, a distância foi de 50 
metros e as mais velhas cor-
reram 100 metros. n
Corrida Poseidon leva duas mil pessoas às ruas
A 8ª edição da prova foi realizada no último domingo, em Santos
DIVULGAÇÃO
JORNAL DA ORLA
TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025ESPORTES JORNAL DA ORLA14
n MEMÓRIA n
O adeus a um ícone da cultura e da 
boemia santista: Eduardo Caldeira
Morreu na madruga-
da desta segunda-feira, em 
Santos, aos 80 anos, o em-
presário, agitador e produtor 
cultural Eduardo Caldei-
ra. Nome marcante da noi-
te santista, Eduardo esteve 
à frente de casas como o Bar 
da Praia, verdadeiro redu-
to da intelectualidade com 
programação eclética, com 
Bossa Nova, MPB e jazz. Por 
lá passaram nomes como 
Johnny Alf, Arismar do Es-
pírito Santo e Dori Caymmi.
Caldeira deixou marcas 
por onde passou, seja no Bar 
da Praia, no Barnabé ou no 
Reciclagem. Criou o Paste-
leco, no Parque Balneário, e 
pilotou iniciativas como o 
Conversa de Botequim. Ti-
nha amigos, muitos amigos. 
Johnny Alf chegou a compor 
uma música para ele e o Bar 
da Praia, cantando Santos e 
o próprio Caldeira na letra.
VAZIO NA CULTURA
A morte de Eduardo deixa 
um vazio na cultura da cida-
de. A jornalista Ivani Cardo-
so, amiga pessoal, lamenta: 
“Perdi um parceiro da mi-
nha história de vida. Com 
ele e Mônica realizamos fes-
tas históricas como do cine-
ma e TV. Fez dos seus bares 
um espaço de encontros, boa 
música e alegria. Vivemos 
tempos inesquecíveis nas 
Conversas de Botequim”.
Ela lembra da programa-
ção impecável: “Johnny Alf 
GUSTAVO KLEIN
gustavo.klein@jornaldaorla.com.br
Empresário e agitador cultural santista, idealizador do Bar da Praia, morreu ontem aos 80 anos
PALCO PARA FANTASIAS
Luis Dias Guimarães lem-
brou com poesia: “Por muito 
tempo o Edu propiciou pal-
co para amplas fantasias. No 
Bar da Praia criamos juntos 
a célebre Conversa de Bote-
quim, que reunia todas as 
espécies”. Para Edison Car-
pentieri, “Santos amanhe-
ceu triste. O Bar da Praia foi 
o retrato dos anos dourados 
da cidade. Eduardo deixa 
um legado de alegria, honra-
dez e felicidade”.
O escritor Flávio Viegas 
Amoreira comparou Eduar-
do a um personagem de 
cinema: “Era a elegância en-
carnada nos trópicos, um Bo-
gart à porta do Rick’s Bar de 
Casablanca. Um agregador, 
que recuperava nossa autoes-
tima nos anos de chumbo”.
A presidente da Acade-
mia Santista de Letras, Taís 
Curi, frisou: “Santos sofre 
uma de suas maiores per-
das na vida cultural noturna.Eduardo construiu ao longo 
dos anos um ambiente único 
de amizade e arte. Guardo as 
melhores lembranças, espe-
cialmente da gentileza dele”.
Julinho Bittencourt lem-
brou: “Com ele não colava 
aquela história de que quem 
gosta de beleza interior é de-
corador. Eduardo foi o ho-
mem mais bonito de Santos. 
E tudo o que ele fazia era lin-
do. Era inovador. Os bares 
dele sempre tinham algo di-
ferente e marcante”.
Julinho destacou tam-
bém o Conversa de Bote-
quim: “Foi pioneiro, um 
programa de entrevistas ao 
vivo, com personalidades. 
Ele subia o sarrafo, porque 
tudo o que fazia tinha mui-
ta qualidade”.
TALENTOS DESPERTADOS
Entre os artistas, a canto-
ra Mariana Azzi disse: “O 
Eduardo Caldeira e sua eterna namorada e companheira de vida, a designer Mônica Mathias
ARQUIVO PESSOAL/MÔNICA PETRONI MATHIAS
fez música para ele. Nana 
Caymmi adorava Edu. Até 
Joãozinho Trinta ele trouxe 
para falar no Bar da Praia. 
Eduardo não deixa um va-
zio, deixa uma multidão que 
teve o privilégio de conviver 
com ele”.
A vice-prefeita de San-
tos, Audrey Kleys, recorda: 
“O querido Eduardo faz par-
te da história de Santos e da 
minha vida. Minha mãe nos 
levava para visitar minha tia, 
que trabalhava em uma loja 
no Parque Balneário, e se 
tornou tradição ir, logo de-
pois, ao Pasteleco para co-
mer os pastéis criativos que 
ele inventava. Isso jamais 
sairá das minhas memórias 
de criança”.
Geraldo Pierotti, ex-presi-
dente da Fundação Pinaco-
teca, disse: “Era uma grande 
figura humana, gentil, elegan-
te e generosa. Deixa uma lacu-
na difícil de ser preenchida”.
“Eduardo era inovador. 
Seus bares sempre 
tinham algo de 
diferente e marcante. 
E ele subia o sarrafo, 
pois tudo o que 
fazia tinha um 
nível de qualidade 
impressionante, caso do 
Conversa de Botequim”.
Julinho Bittencourt, 
jornalista e músico
“Perdi um parceiro da 
minha história de vida. 
Fez dos seus bares um 
espaço de encontros, 
boa música e muita 
alegria. Eduardo não 
deixa um vazio, deixa 
uma multidão que 
teve o privilégio de 
conviver com ele”.
Ivani Cardoso, 
jornalista e escritora
“Eduardo faz parte 
da história da cidade e da 
minha, pessoal. Quando 
criança, íamos todo 
sábado visitar minha tia na 
loja e a tradição era passar, 
depois, no Pasteleco. 
Para sempre na memória”.
Audrey Kleys, 
vice-prefeita e 
secretária de Educação 
de Santos
“Uma grande figura 
humana. Gentil, elegante 
e generoso. Deixa uma 
lacuna muito difícil de 
ser preenchida. Hoje 
tem música boa e bom 
papo no Bar do Céu”.
Geraldo Pierotti, 
empresário e
ex-presidente da 
Fundação Pinacoteca 
Benedicto Calixto
“O Caldeira representa a 
cultura santista no sentido 
mais amplo. A cultura 
acessível a todos, a boa 
música, a gastronomia, 
o investimento no 
entretenimento.
 Fica a saudade de 
gente que frequentou 
o Bar da Praia”.
Rogério Santos, 
prefeito de Santos
melhor anfitrião que já co-
nheci. Uma honra ter co-
meçado no Barnabé”. Tite 
Franco afirmou: “O cara que 
me colocou na cena musi-
cal santista. Uma perda irre-
parável para a Cultura Zero 
Treze”.
Jamir Lopes afirmou: “A 
cidade amanheceu mais 
triste, bruta e cafona sem 
o admirável amigo Edu”. O 
psicólogo Arlindo Salgueiro 
reforçou: “Ele marcou gera-
ções com seus ideais e exem-
plo”. Zerri Torquato disse: 
“Um grande empreendedor 
e, acima de tudo, uma pes-
soa extraordinária”.
A Secretaria de Cultura 
de Santos lamentou a per-
da. O secretário Rafael Leal 
resumiu: “A história da cul-
tura em Santos tem a mar-
ca de Eduardo em muitos 
momentos”. O prefeito de 
Santos, Rogério Santos, la-
mentou a morte de Eduardo 
Caldeira e ressaltou sua im-
portância para a cultura lo-
cal: “O Caldeira representa a 
cultura santista no sentido 
mais amplo. A cultura aces-
sível a todos, a boa música, 
a boa gastronomia, o em-
preendedor que investiu no 
entretenimento, nos gran-
des bares que fizeram tan-
to sucesso. Fica a saudade de 
muita gente que frequentou 
o Bar da Praia, um símbolo 
da cidade”.
O velório de Eduardo Cal-
deira aconteceu ontem, das 
18 à meia-noite, na Benefi-
cência Portuguesa. Ele será 
cremado em Jacareí, em ce-
rimônia restrita à família. n
JORNAL DA ORLA
TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025 15CENA
n IMPERDÍVEL n
11º Santos Film Fest celebra o 
cinema com emoção e inclusão
Com o tema “Histórias 
que ecoam, lições que perma-
necem”, a abertura oficial da 
11ª edição do Santos Film 
Fest – Festival de Cinema de 
Santos acontece hoje (24), 
às 19 horas, no Cine Roxy 5, 
no Gonzaga. A cerimônia 
contará com tapete verme-
lho, homenagens, exibição 
de documentário inédito e a 
entrega de uma nova estrela 
na Calçada da Fama. Os con-
vites podem ser retirados a 
partir das 18 horas, na bilhe-
teria do cinema. A progra-
mação é gratuita e se estende 
até o dia 2 de julho, com ati-
vidades em mais de 10 espa-
ços culturais da cidade.
Serão exibidas 96 produ-
ções brasileiras e interna-
cionais, entre curtas, longas, 
documentários e anima-
ções. O festival também 
traz sessões infantis, clás-
sicos restaurados, bate-pa-
pos e atividades inclusivas, 
mantendo seu compromis-
so com a democratização do 
acesso à sétima arte.
A abertura terá como 
destaque a avant-premiè-
ISABELA MARANGONI
isabela.marangoni@jornaldaorla.com.br
A abertura oficial do festival vai contar com tapete vermelho, bate-papo e homenagens
Além de Chico Gomes e 
Rodiney Assunção, também 
serão homenageados o ci-
neasta Guilherme de Almei-
da Prado, a atriz Imara Reis, 
o técnico de som Wanderley 
Augusto Camargo (Leyzão) e 
o centenário do artista plás-
tico Maurice Legeard.
O idealizador do festi-
val e cineasta André Azenha 
ressalta a evolução constan-
te do evento.“A gente nunca 
estagnou. Todo ano é uma 
luta, mas sempre buscamos 
crescer. Eu queria um festi-
val que unisse curtas e lon-
gas, que fosse uma vitrine do 
cinema nacional contempo-
râneo e que se espalhasse 
pela cidade, como faz a Mos-
tra de São Paulo, guardadas 
as proporções.”
DESTAQUES DA
 PROGRAMAÇÃO
A programação é extensa e 
diversa. Entre os destaques, 
estão as mostras nacionais 
e de clássicos no Cine Arte 
Posto 4, com filmes como 
Cazuza – Boas Novas, Combate 
ao Bullying e Quem é essa mu-
lher?. Também haverá ses-
sões infantis em locais como 
o Arte no Dique, Tia Egle, La-
goa da Saudade, Praça do 
BNH e escolas públicas.
Outros destaques in-
cluem a retrospectiva da 
atriz Imara Reis; a virada ci-
nematográfica na Cinemate-
ca de Santos, com exibições 
noturnas e café da manhã; 
a sessão de O Encouraçado 
Potemkin com trilha sono-
ra ao vivo na Concha Acús-
tica; apresentação do coral 
TAMTAM com o espetácu-
lo Trilhas da Tela e da Terra; 
pré-estreias dos filmes Chi-
co Gomes: Triplo Domínio e A 
Palavra; feira de Mídia Física 
e exibição de documentário 
sobre o ex-goleiro Lalá, do 
Santos FC.
Segundo Azenha, a ceri-
mônia de abertura costuma 
ser um momento marcan-
te. “Tem homenagem, filme 
forte, tapete vermelho, loji-
nha com camisetas temáti-
cas e muita alegria. Sempre 
tem gente que chora, se emo-
ciona... E aí começa a mara-
tona de nove dias intensos 
de cinema pela cidade”. n
NICE GONÇALVEZ
re do documentário Chico 
Gomes: Triplo Domínio, di-
rigido por Rodiney Assun-
ção. O filme homenageia o 
músico santista Chico Go-
mes, inovador do contrabai-
xo ao criar versões de sete 
e oito cordas e desenvolver 
a técnica conhecida como 
“triplo domínio”, na qual 
executa harmonia, melodia 
e solo simultaneamente. 
Chico também será celebra-
do com uma estrela na Cal-
çada da Fama.
O festival terá uma 
programação variada 
durante os nove dias
HOJE, 24 DE JUNHO 
ABERTURA OFICIAL 
NO CINE ROXY 5
• 18h30 – Retirada gratuita de 
ingressos
• 19 horas – Tapete vermelho, 
Estrela da Calçada 
da Fama para
 Chico Gomes.
• 20h30 – Cerimônia + Home-
nagens e Avant-première do 
filme ‘Chico Gomes:Triplo Domínio’
QUARTA-FEIRA,
 25 DE JUNHO
Unisantos
• 11 horas – Panorama
 e tendências do cinema 
brasileiro em 2025
• 14h30 – Exibição
 do filme Flor do Desejo 
(1984)
Cinemateca de Santos
• 16h e 18h – Mostra Huma-
nidades
Cine Roxy 5
•21 horas– Avant-premiere 
do filme ‘A Palavra’ (2025)
QUINTA-FEIRA, 
26 DE JUNHO
 Arte no Dique
•10h e 14h – Sessão infantil + 
Longa infantil surpresa
•19 horas – Mostra Periférica 
Cinemateca de Santos
•16h e 18h– Mostra Humani-
dades 
Lagoa da Saudade
•19 horas – Sessão infantil + 
Longa infantil surpresa
Cine Arte Posto 4
• 16h, 18h30 e 21h – Mostra 
Nacional + Mostra de clássicos
SEXTA-FEIRA, 
27 DE JUNHO 
Cine Roxy 5
• 14 horas – Cinema Azul
Cinemateca de Santos 
• 16h, 18h e 21h – Mostra
 Humanidades 
• 23h30 – Virada 
Cinematográfica 
com café da manhã
Cine Arte Posto 4
• 16h e 18h30 
– Mostra Nacional 
• 21 horas - Mostra de Longas 
da Baixada Santista 
Praça Abílio Rodrigues Paz
• 19 horas – Sessão infantil + 
Longa infantil surpresa
SÁBADO, 
28 DE JUNHO
Sesc Santos
• 10h30 às 17h30 – Bazar da 
7ª Arte | Feira de Mídia Física
• 11h30 – Bate-papo Mulher 
no Mundo Geek
• 14 horas – Cinema e 
Comunicação (sala 1)
• 15h30 – Cinema
 Nas Universidades (sala 1)
Cine Arte Posto 4
• 16h, 18h30 – Mostras Histó-
rias que Ecoam
• 21 horas – Sessão especial + 
Mostra de Longas da Baixada 
Santista Cinemateca de Santos
• 16h e 18h – Mostra Huma-
nidades
 Praça Abílio Rodrigues Paz
• 17h e 19h – Sessão Infantil 
+ Longa infantil 
surpresa
DOMINGO, 
29 DE JUNHO
Cine Roxy 5
• 11 horas – Sessão especial
Concha Acústica
• 16 horas – Cantos da Tela e 
da Terra com Coral TAMTAM
• 17h15 – Exibição do filme 
O Encouraçado Potemkin 
(1925)
Cine Arte Posto 4
• 16h e 18h30 – Mostra
 Nacional 
• 21 horas – Retrospectiva 
Imara Reis - Ímpar Par (2005) 
+ sessão especial
SEGUNDA-FEIRA, 
30 DE JUNHO
Cine Roxy 5
•14 horas – Cinema Azul
•20 horas – Sessão Especial
•21h30 – Mostra Regional
Colégio Olga Curry
•14 horas – Sessão Infantil + 
Longa infantil surpresa
Cine Arte Posto 4
•16 h, 18h30 e 21h 
– Mostra Nacional 
TERÇA-FEIRA, 
1 DE JULHO
Cine Arte Posto 4
•16h, 18h30 – Retrospectiva 
Imara Reis e Mostra Histórias 
que Ecoam 
•21 horas – Clássicos: A Novi-
ça Rebelde (1965)
Associação Projeto Tia Egle
•10h e 14h – Sessão Infantil
Escola dos Andradas
•10h e 14h – Sessão Infantil + 
Longa infantil surpresa
QUARTA-FEIRA, 
2 DE JULHO
Cine Arte Posto 4
•16h e 18h30 – Retrospectiva 
Imara Reis + Clássicos 
•21 horas – Sessão especial
Open House Idiomas
•18 horas – Palestra Cele-
brando Clássicos, 60 anos do 
A Noviça Rebelde e
 os 40 anos de O Beijo 
da Mulher-Aranha
•19h30 – Encerramento 
do Festival e divulgação 
dos premiados
PROGRAMAÇÃO
JORNAL DA ORLA
TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2025CENA JORNAL DA ORLA16
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LAUDÊMIO
n NAS PRATELEIRAS n
‘A Livreira de 
Paris’ é uma 
homenagem 
a Sylvia Beach
O livro ‘A Livreira de Paris’ 
resgata a história real de Syl-
via Beach, jovem norte-ame-
ricana que, em 1919, fundou 
a livraria Shakespeare and 
Company na capital fran-
cesa. Misturando elemen-
tos de romance e biografia, a 
obra retrata o ambiente cul-
tural de Paris nas décadas de 
1920 e 1930, especialmente o 
papel central da livreira no 
acolhimento de autores mo-
dernistas e na publicação de 
uma das obras mais revolu-
cionárias da literatura do sé-
culo XX: Ulysses, de James 
Joyce.
A narrativa acompanha a 
criação da Shakespeare and 
Company em uma época 
marcada por efervescência 
GUSTAVO KLEIN
gustavo.klein@jornaldaorla.com.br
Americana que criou a Shakespeare 
and Company é a estrela da obra
responsável direta por sua 
entrada na história literária. 
O feito, no entanto, trouxe 
consequências: a notorieda-
de da publicação atrai ou-
tros editores interessados, 
abalando a parceria entre 
Beach e Joyce. Ao mesmo 
tempo, dificuldades finan-
ceiras se intensificam com a 
chegada da Grande Depres-
são, e muitos amigos e es-
critores acabam retornando 
aos Estados Unidos.
REVELAÇÕES
O livro também revela os 
bastidores da livraria como 
um espaço de convívio e re-
sistência cultural. Ao longo 
dos anos, Sylvia precisou to-
mar decisões difíceis sobre a 
continuidade da loja, os ru-
mos de sua própria vida e o 
que significava manter viva 
uma missão em defesa dos 
livros e da liberdade artís-
tica. O retrato da persona-
gem principal vai além do 
profissional: revela a sensi-
bilidade, a coragem e a soli-
dão de uma mulher inserida 
em um meio predominante-
mente masculino, que usou 
sua paixão pela literatura 
como força motriz para en-
frentar preconceitos, crises 
econômicas e o isolamento 
da guerra.
A Livreira de Paris tam-
bém oferece ao leitor um 
panorama rico sobre a efer-
vescência cultural de Paris 
no período entre guerras, 
mergulhando em cafés, sa-
lões literários e ruas onde 
circulavam ideias e revolu-
ções. Ao mesmo tempo, re-
trata os desafios vividos por 
quem tenta sustentar um es-
paço cultural independente, 
algo ainda atual no mundo 
editorial.
Fu n d a d a n o p e r í o d o 
pós-Primeira Guerra Mun-
dial, a Shakespeare and 
Company foi mais do que 
uma livraria: tornou-se sím-
bolo de vanguarda e espaço 
de encontro entre escritores 
modernistas. A loja origi-
nal fechou durante a ocupa-
ção nazista em Paris, mas o 
nome e o espírito da livra-
ria foram retomados nos 
anos 1950, com uma nova 
sede próxima à Catedral de 
Notre-Dame, ainda ativa 
até hoje e considerada um 
marco da literatura mun-
dial. Atualmente, a nova 
Shakespeare and Company 
mantém viva a tradição de 
acolher autores, promover 
encontros literários e pre-
servar a memória de sua 
fundadora.
‘A Livreira de Paris’ está 
disponível nas principais li-
vrarias do país. A edição brasi-
leira é publicada pela Editora 
Arqueiro e pode ser adquirida 
nas melhores livrarias. n
Editora teve 
a coragem 
de desafiar 
o mundo e 
editar 
Ulysses, 
então 
proibido 
nos EUA
DIVULGAÇÃO
artística e pela circulação de 
escritores estrangeiros em 
busca de liberdade criativa. 
Logo após sua fundação, o 
espaço se transformou em 
ponto de encontro da cha-
mada “Geração Perdida” 
— grupo de escritores expa-
triados como Ernest Hemin-
gway, F. Scott Fitzgerald e 
Gertrude Stein, que encon-
travam na livraria um refú-
gio para debates, leitura e 
apoio mútuo.
É nesse contexto que 
Sylvia Beach conhece o ir-
landês James Joyce e se apro-
xima de sua obra. Quando 
Ulysses é banido nos Esta-
dos Unidos por causa de seu 
conteúdo considerado obs-
ceno, a livreira decide assu-
mir o desafio de publicá-lo 
em Paris. Em 1922, ela lança 
a primeira edição da obra, 
tornando-se sua editora e 
Promessa é dívida! Após 
anunciarem em maio uma 
vinda ao Brasil, o elenco do 
filme Superman já está por 
aqui e aproveitou para visi-
tar o principal cartão postal 
do País: o Cristo Redentor, 
no Rio de Janeiro.
O diretor James Gunn e 
os atores David Corenswet 
e Rachel Brosnahan, que in-
terpretam Clark Kent e Lois 
Lane, posaram juntos em 
frente ao monumento, uma 
das sete maravilhas do mun-
do moderno.
A visita faz parte da tur-
nê global de divulgação do 
longa, que estreia no dia 10 
de julho. No vídeo, os três 
falam: “Oi, Brasil”. E Gunn 
emenda: “Olhe para cima”.
O NOVO FILME
Superman marca o pontapé 
Elenco do novo Superman está 
no Brasil para divulgar o filme
ESTADÃO CONTEÚDO
inicial do novo universo ci-
nematográfico da DC, ago-
ra sob a liderança de James 
Gunn, conhecido por seu 
trabalho em Guardiões da 
Galáxia e O Esquadrão Sui-
cida. Segundo ele, o filme 
aposta em uma abordagem 
mais sensível do persona-
gem, valorizando a compai-
xão e a esperança, sem abrir 
mão da ação e do humor.
O filme mostrará o perso-
nagem-título ainda se estabe-
lecendo num mundo que já 
conta com

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