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Comunicação escrita no ambiente
acadêmico e profissional
Você vai entender como funciona a escrita e quais são seus principais aspectos no ambiente acadêmico e
no ambiente profissional.
Prof.º Fábio Simas
1. Itens iniciais
Propósito
O domínio do texto escrito é importante para produzir uma boa comunicação e se qualificar para o mercado
de trabalho.
Preparação
Antes de iniciar seu estudo, é importante que se tenha um dicionário e uma gramática para consulta.
Objetivos
Identificar as características da escrita acadêmica.
Reconhecer as qualidades da escrita profissional.
Introdução
Apesar de vivermos na era da imagem e do som, o texto escrito ainda é bastante relevante em nossa
sociedade. Falamos mais do que escrevemos, é fato. Todavia, muitos eventos sociais ainda se utilizam da
escrita e são refletidos em gêneros das esferas acadêmica e profissional.
A universidade e a ciência, por exemplo, precisam publicar seus feitos, suas descobertas, sua produção
acadêmica e científica. O mundo corporativo, por seu turno, necessita girar e, para isso, produz diversos
textos que se utilizam da modalidade escrita da língua, principalmente via e-mail. Em outras palavras, não há
como negar a relevância que a escrita ainda possui em nossos dias e, ao que tudo indica, sempre terá.
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• 
1. A escrita acadêmica
O que é e onde deve ser aplicada a escrita acadêmica
O que é a escrita acadêmica?
Antes de começarmos a conversar a respeito da escrita acadêmica, precisamos defini-la. Escrever
academicamente é, inicialmente, utilizar regras e uma linguagem específicas do contexto universitário e
científico. Em outras palavras, a escrita acadêmica é aquela que encontramos em artigos científicos, em livros
teóricos, em alguns relatórios e em outros gêneros encontrados na academia, ou seja, na universidade.
Nossos estudos na graduação ou mesmo na pós-graduação
são desenvolvidos a partir de diversas formas de ensino,
interações, avaliação e outros processos, entre os quais se
incluem os gêneros acadêmicos.
Os gêneros acadêmicos são textos escritos produzidos e
veiculados no contexto universitário como um meio de
divulgação e comunicação entre a comunidade acadêmica,
possuindo diversos propósitos.
De um modo geral, podemos dizer que a escrita acadêmica
possui os seguintes objetivos:
 
Divulgar resultados de pesquisas ou estudos.
Resumir ideias ou teorias.
Relatar atividades.
Debater propostas e ideias.
Reproduzir o conhecimento.
Mas o que será que há de diferente nessa escrita? O jeito de escrever academicamente é diferente de como
escrevemos, por exemplo, no mundo corporativo. O texto acadêmico tende a ser mais formal, com palavras
mais difíceis, uma vez que usará um vocabulário mais técnico. Imagine um artigo científico sobre energia
eólica. O autor, certamente, vai usar e abusar de termos técnicos relativos à área da engenharia e outras áreas
afins que possuem relação com a produção de energia pelos ventos, não é mesmo?
Exatamente pelo fato de ser uma escrita um pouco mais complexa, a escrita acadêmica exige de seus leitores
e escritores uma ampliação de conhecimentos sociointerativos e linguísticos. Sabe o que isso quer dizer?
Talvez um exemplo nos ajude a compreender melhor.
Exemplo
Quando começamos a trabalhar em determinada empresa, precisamos nos ajustar aos valores e regras
daquele lugar. Além disso, vamos nos ajustando ao dress code (código de vestimenta), aos horários, e
até mesmo ao modo de falar. 
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• 
Cada lugar ou grupo social tem a sua forma de se expressar, não é mesmo? É exatamente assim com a escrita
acadêmica. Ela tem as suas próprias regras, suas exigências, seus valores e, portanto, devemos estudá-la
com atenção para compreender quais são suas características.
Onde deve ser usada a escrita acadêmica?
A escrita acadêmica deve ser utilizada nos
textos da esfera acadêmica, ou seja, na
universidade. Assim como precisamos escolher
bem com que roupa vamos à determinada festa
ou evento, precisamos também escolher a
linguagem ou as palavras que vamos utilizar a
depender da atividade comunicativa em
questão.
Isso quer dizer, por exemplo, que, assim como
não costumamos ir a um casamento em trajes
de banho, não devemos produzir um texto na
universidade com a mesma linguagem que costumamos usar em aplicativos de mensagens, ou em outros
textos mais cotidianos. Os textos da esfera científica são especiais e, portanto, são escritos de uma forma
peculiar.
Simas (2017), ao tratar da pesquisa nas universidades, defende que:
O ensino superior no Brasil e no mundo precisa seguir o que se chama de “pensamento científico”, o que
pode se caracterizar como a maneira de olhar para o ensino a partir da ciência, ou seja, da pesquisa.
Muitas vezes, na graduação, nossos professores citam alguns artigos, ou o nome de alguns autores que
publicaram determinados textos importantes para dadas disciplinas ou aulas, não é mesmo? Tudo isso
tem a ver com pesquisa! 
(SIMAS, 2017, p. 9)
Em outras palavras, Simas aponta para um modo de pensar científico que norteia os trabalhos na
universidade, e isso envolve, necessariamente, a publicação de textos contendo materiais científicos
relevantes não só para a manutenção/propagação da universidade em si, mas da própria ciência. 
Exemplo
Artigos, resenhas, livros teóricos, resumos, fichamentos, monografias, dissertações, teses, projetos de
pesquisa, entre outros, são exemplos de gêneros produzidos na esfera acadêmica e que,
consequentemente, são escritos utilizando-se de uma linguagem específica, especial, a que temos
chamado de escrita acadêmica. 
O artigo científico talvez seja o gênero que mais represente a linguagem acadêmica, por conta principalmente
da quantidade e da frequência de sua publicação. Artigo é o principal gênero acadêmico no Brasil.
Segundo Motta-Roth (2001, p. 18), o objetivo central de um
artigo é discutir ou apresentar fatos referentes a um projeto
de pesquisa experimental sobre um problema específico ou
apresentar uma revisão de livros e artigos publicados
anteriormente sobre o tópico dentro de uma área de
conhecimento específica.
Mas sabemos que não se trata de algo tão simples.
Evidentemente, o discurso acadêmico possui suas
peculiaridades, e, por isso, precisamos conversar a respeito
dos elementos de uma pesquisa científica, em nosso caso,
em forma de artigo ou ensaio crítico. Antes de tudo, um artigo científico precisa:
Tema ou assunto bem delimitado
Ter, além de um tema ou assunto bem
delimitado, referências bibliográficas relevantes
a respeito do tema, baseadas em autores
renomados e respeitados na área. Isso dá ao
artigo o que chamamos de validade científica,
uma vez que a linguagem acadêmica precisa
também se fundamentar em dados precisos e
sérios.
Apresentar reflexões
Apresentar reflexões sobre estudos anteriores.
Revisitar trabalhos anteriores permite-nos não
somente pôr o olhar sobre o que já foi feito,
mas rever conceitos importantes e refletir a
respeito dele. É exatamente por isso que, na
maioria das vezes, a pesquisa começa pelo
levantamento bibliográfico.
O olhar para outros trabalhos perpetua também a linguagem acadêmica e identifica esses textos como
pertencentes a um grupo específico. O artigo, além de apontar para estudos anteriores, elabora uma
abordagem para a discussão de determinado assunto ou problema relacionado.
Dica
Considere que ao escrever um artigo acadêmico ele terá como leitor não apenas quem vai avaliá-lo, pois
o texto poderá ser publicado e lido pela comunidade acadêmica. É diferente de um artigo de divulgação
científica publicado em um jornal ou revista voltado para o público em geral. 
Outro importante representante da escrita acadêmica é o trabalho de conclusão de curso (TCC) ou mesmo os
trabalhos acadêmicos que, geralmente, são produzidos em um curso superior.
O TCC pode ser um artigo, um relatório, um projeto ou uma monografia, dependendo do que cada curso
estabelece. Independentemente da forma, é importante elaborar esse tipo de trabalho considerando a
linguagem apropriadaao meio acadêmico.
Dica
Leve em conta que um trabalho acadêmico será lido por um professor ou uma banca examinadora para
ser avaliado. Por isso, a linguagem deve ser clara, objetiva e persuasiva, ou seja, deve convencer quem
lê o trabalho de que suas informações, ideias ou proposições teóricas são válidas. 
A escrita acadêmica
Neste vídeo, responderemos perguntas como: por que há uma forma especial de escrever na universidade?
Como deve ser um artigo científico?
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A linguagem acadêmica
Os gêneros acadêmicos são produzidos a partir de uma diversidade de estilos, cada um se constituindo em
uma resposta a regras estruturais específicas. Essas construções textuais, aliás, podem ser produzidas na
forma escrita, que é a predominante, e na oralidade.
Você já sabe que a produção acadêmica pode ser comunicada ou publicada em livros, teses, monografias ou
artigos. Esses textos, portanto, possuem uma linguagem e formato próprios. Podemos identificar três
aspectos que contribuem para o uso da linguagem acadêmica. São eles:
Tipos de conhecimento
Por tratarem do conhecimento científico ou acadêmico, a linguagem e o método dos textos que
circulam no meio acadêmico são distintos, diferenciando-se de outras abordagens ou linguagens
como aquelas encontradas no meio jornalístico, nas redes sociais ou no cotidiano.
Tipos de leitores ou destinatários
Os textos acadêmicos estão voltados para leitores que têm a expectativa de encontrar informações e
conhecimentos comunicados a partir de uma linguagem padrão ou característica, relacionada com a
pesquisa e a produção de conhecimento.
Tipo de função
Os textos acadêmicos têm como objetivo divulgar a produção do conhecimento e contribuir para a
reelaboração e desenvolvimento desse conhecimento.
Certamente você já compreendeu que a escrita acadêmica possui uma linguagem específica, especial. Mas,
em termos práticos, quais são suas características? Veja:
Formalidade
O texto acadêmico é formal. Ele deve ser escrito de acordo com a norma culta da língua portuguesa.
Escrever academicamente requer adequar a escrita à formalidade do meio. Além da formalidade
proveniente da correção das regras idiomáticas, a linguagem acadêmica é formal porque se utiliza de
termos técnicos, próprios de determinada área de conhecimento.
Impessoalidade
A impessoalidade é outra marca do texto acadêmico. Não há marcas explícitas de autoria ou
pessoalidade nos textos científicos. Trechos como “eu acho” ou “eu penso” ou ainda quaisquer usos
da primeira pessoa não são bem-vistos na linguagem científica, pois podem parecer parciais. Em
outras palavras, a impessoalidade na linguagem denota a imparcialidade do autor.
Confira algumas dicas para impessoalizar a linguagem:
(i) Usar a voz passiva. Em vez de dizer: “Eu penso que devemos observar todos os argumentos”
prefira: “Todos os argumentos devem ser observados” ou ainda “Observem-se todos os argumentos”.
(ii) Indeterminar o sujeito: “Necessita-se da atenção de todos os envolvidos.”.
(iii) Utilizar expressões que impessoalizam o texto: “Convém...”, “É bom...”, “Não se pode esquecer
que...” etc.
Frases complexas
Nos textos acadêmicos, nem sempre as frases seguem a ordem direta da língua (sujeito + verbo +
complemento). Por se tratar de informações mais complexas, a linguagem também segue o mesmo
raciocínio. Desse modo, teremos frases mais longas, com inversões sintáticas e o predomínio de
subordinações.
Além disso, o texto acadêmico possui uma vastidão de ideias suplementares ou acessórias, o que torna a
frase ainda mais complexa. Entretanto, não podemos com isso pensar no texto científico como um texto
pouco claro ou sem objetividade, pelo contrário!
Na verdade, a linguagem acadêmica acaba sendo
mais estável, mais fria e “disciplinada” para garantir a qualidade de sua comunicação, normalmente
baseada em informações mais claras e precisas do que as da comunicação cotidiana. 
(TOMANIK, 2004, p. 116)
Se aceitamos isso como uma importante característica da linguagem acadêmica, devemos fazer um esforço
de adequação da linguagem quando escrevemos um trabalho para determinada disciplina, elaboramos um
pôster para apresentar em um evento ou redigimos um TCC.
Uma forma de nos orientarmos nessa adequação da linguagem é responder a duas questões:
Estou escrevendo para quem?
Estou escrevendo por quê?
1. 
1. 
Conforme Tomanik (2004, p. 127-132) essas perguntas podem nos ajudar a chegar às seguintes conclusões
ou achados:
 
Não escreva para você mesmo.
A avaliação do texto deve ser feita por membros do grupo a qual ele se destina, pois o autor ou quem
está escrevendo não é o melhor crítico de sua obra.
É preciso ter certeza de que você conhece os termos que está utilizando, que as palavras que utiliza
não são apenas enfeites, aparência de conhecimento.
Você deve ter cuidado com a clareza das frases que elabora, além de evitar conceitos sobre os quais
não tenha domínio, especialmente aqueles de sua própria área.
É prudente não alterar termos ou trocar palavras aleatoriamente, pois a mudança de uma palavra na
definição de um conceito pode mudar substancialmente seu significado.
Manter a preocupação com a clareza pode evitar a elaboração de textos pretensiosos e fúteis, em que
a pobreza de conteúdo procura se ocultar sob a forma de um discurso rebuscado e hermético.
Como você pode notar, a linguagem acadêmica demanda bastante cuidado e um esforço de adaptação em
relação à linguagem que empregamos no dia a dia.
Características da linguagem acadêmica
Neste vídeo, falaremos sobre as marcas da linguagem acadêmica, como a formalidade, a impessoalidade e
outras características linguísticas e de estilo.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Outros gêneros acadêmicos mais modernos
Não devemos nos esquecer de que também usamos a escrita para nos comunicarmos com professores,
tutores e colegas no contexto acadêmico, mesmo que seja em um meio virtual.
Quando essa escrita implicar produção de conhecimento,
como a participação em um fórum de discussão virtual ou
em uma construção de um texto colaborativo, considere
que aquilo que você escreve é mais do que uma simples
troca de mensagens. Por isso, precisamos considerar novos
gêneros acadêmicos.
Com a internet, houve a criação de diversos gêneros
textuais para satisfazer outras tantas necessidades
comunicativas, como os fóruns de discussão, chats e outros
textos que também são comuns em contextos acadêmicos.
Mas esses gêneros também se utilizam de uma linguagem
mais formal, tal como vimos anteriormente?
Muitos desses textos oriundos da internet são a contraparte escrita de outros gêneros que já existiam na
oralidade, como os próprios fóruns de discussão.
Simas (2015, p. 20) afirma que, antes, o fórum sempre foi conhecido como um gênero oral voltado para a
discussão de problemáticas em comunidades civis e institucionais, a fim de, pela exposição das opiniões
diversas em um amplo debate, encontrar coletivamente mecanismos e estratégias que viessem a solucionar
as dificuldades que lhe deram origem.
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Por isso, mesmo que de forma escrita, esses gêneros carregam algumas características de sua contraparte
oral, como a informalidade. O que isso quer dizer? Em fóruns, chats e outros gêneros acadêmicos,
principalmente no universo da educação a distância ou educação digital, podemos usar uma linguagem mais
simples, direta e objetiva.
Esses textos são mais informais, mas isso não quer dizer que eles não carregam consigo certo grau de
formalidade. Assim, é preciso ter cuidado com alguns pontos, como:
 
É preciso manter a adequação da linguagem, ou seja, a utilização da norma culta da língua.
É preciso haver respeito entre professores e alunos. Palavras como “prezado(a)”, “caro(a)”,
“obrigado(a)”, “por gentileza” não podem ser esquecidas.
Em outras palavras, a linguagem acadêmica, assim como diversas outras linguagens pertencentes a outros
domínios discursivos,possui suas regras próprias e seus contextos específicos de atuação.
Não devemos também nos esquecer que é cada vez mais frequente a apresentação de trabalhos, resumos ou
relatórios na forma de exposição oral usando plataformas de videoconferência.
Com a pandemia da covid-19 e o ensino
remoto, tornou-se mais comum a participação
virtual de estudantes em diversos eventos
acadêmicos e científicos. Por isso, além do
cuidado com a escrita acadêmica, os
interessados em participar desses eventos
devem também ter atenção com a
apresentação oral.
Apresentar um trabalho acadêmico a partir de
uma plataforma de videoconferência exige
atender a algumas recomendações básicas
como:
Manter a câmera aberta durante o evento, a menos que haja eventualmente orientação contrária em
função da participação de algum palestrante ou exibição de alguma outra apresentação.
Intervir fora de sua própria apresentação somente em momento apropriado ou previamente
estabelecido pela organização do evento.
Usar linguagem formal, mas sem exageros, e agir de forma respeitosa com todos os participantes,
mesmo quando estiver discordando de alguém ou participando de algum debate mais acalorado.
Ao apresentar seu trabalho, certifique-se de falar em um volume e tom de voz adequados, em um ritmo
de fala moderado, com expressão fisionômica que demonstre interesse no assunto e procurando olhar
para a câmera a fim de manter o contato visual com os participantes remotos.
A linguagem da internet
Neste vídeo, conversaremos sobre a linguagem acadêmica em ambiente virtuais, destacando algumas
recomendações para troca de mensagens e participação em fórum virtuais ou chats.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
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4. 
Estudamos que escrever academicamente implica adotar regras e uma linguagem específicas do contexto
universitário e científico. Essa linguagem especial, usada em artigos científicos, pode ser identificada com
A
formalismo e pedantismo.
B
pedantismo e linguagem hermética.
C
informalidade e impessoalidade.
D
pessoalidade e formalismo.
E
impessoalidade e formalidade.
A alternativa E está correta.
O trabalho acadêmico, como o artigo, se caracteriza pela divulgação do resultado de estudos e pesquisas.
Como essa divulgação se dá em eventos e meios que possuem regras e linguagem específicas, os textos
devem ser marcados pela impessoalidade, pois não são manifestações de opiniões subjetivas, mas de
formalidade, já que as revistas e os eventos científicos se caracterizam pelo uso da norma culta e pela
adoção de estilos mais formais.
Questão 2
Alguns gêneros textuais são produzidos em contextos mais formais e se definem por adotarem regras
específicas. No contexto acadêmico, o resumo, o artigo, a monografia ou mesmo um pôster são exemplos de
produções textuais que se distanciam da linguagem coloquial, mais comum à comunicação entre professores
e alunos no dia a dia. Assinale a alternativa que reproduz o estilo adequado a um artigo em uma revista
científica.
A
Eu penso que a gente deve utilizar a robótica livre em projetos pedagógicos para conectar a tecnologia com a
educação.
B
Eu entendo que a robótica livre deve fazer parte de projetos pedagógicos que conectem a tecnologia com a
educação.
C
Deve-se utilizar a robótica livre em projetos pedagógicos a fim de conectar a tecnologia com a educação.
D
Convém utilizar a robótica livre em projetos pedagógicos pra gente poder juntar a tecnologia com a educação.
E
Tem que todo mundo usar a robótica livre num projetinho pra dar uma liga entre tecnologia e educação.
A alternativa C está correta.
Nas revistas acadêmicas ou científicas, predominam normas de publicação que determinam o uso da
linguagem formal, além das demais características do texto acadêmico, como a impessoalização, que pode
ser realizada pela indeterminação do sujeito (deve-se utilizar). Nas alternativas incorretas, as inadequações
são o uso da primeira pessoa (eu penso, eu entendo), registros coloquiais (pra gente, pra dar, uma liga etc.)
2. A escrita profissional
Escrita e mercado de trabalho
Como vimos inicialmente, vivemos em uma cultura que ainda dá alto valor à escrita. É evidente que quem fala
bem consegue um belo cartão de visitas por onde passa, mas o texto escrito ainda tem o seu valor,
principalmente no mundo do trabalho.
É imprescindível em qualquer empresa ou organização que as pessoas saibam ao menos redigir um simples e-
mail com clareza e correção. Em outras palavras, o sucesso profissional depende também da boa escrita.
O texto corporativo não reflete somente aquele que o
escreve, mas toda a empresa. Isso compromete-nos ainda
mais no que se refere ao preparo para escrever bem e com
qualidade. Tal afirmação pode ser comprovada pelo fato de
que nunca as empresas e seus respectivos setores de
recursos humanos precisaram de tantas etapas em seus
processos de seleção envolvendo o texto escrito. Escrever
é preciso!
Entender a necessidade da boa escrita no ambiente
corporativo passa também pelo entendimento dos
diferentes níveis de linguagem. Não falamos ou escrevemos da mesma forma em todos os ambientes com
todas as pessoas.
A língua portuguesa, assim como o Inglês, francês ou espanhol, possui uma forma padrão, ou seja, um
conjunto de elementos e regras que dá uniformidade à língua. Entretanto, o uso que cada pessoa faz da língua
promove a sua diversidade.
Mas como assim? Uniformidade e diversidade? 
A língua possui uma norma padrão, culta, aprendida na escola (por isso, uniforme, pois é a mesma ensinada
em qualquer lugar do país) e que deve ser utilizada em determinadas situações comunicativas, como, por
exemplo, no mundo corporativo. No entanto, sabemos que nem sempre essa norma é utilizada, ora por não
ser adequada à situação comunicativa, ora por desconhecimento do falante. Por isso, podemos estabelecer
alguns níveis de linguagem.
Nadólskis (2011, p. 127) apresenta-nos quatro normas ou níveis de linguagem. Veja:
Norma culta
Língua padrão.
Norma padrão
A mais geral, com base na cultura média.
Norma coloquial
Fala mais familiar de pessoas cultas.
Norma vulgar
Fala de quem tem instrução rudimentar.
Em nosso dia a dia, passeamos entre essas normas. Ninguém utiliza somente uma delas o tempo todo.
Pense na pessoa mais letrada ou intelectual que você conhece. Até mesmo ela se utiliza de uma norma
comum ou coloquial em algum momento, pois existem normas sociais e culturais que exigem do usuário da
língua determinados comportamentos linguísticos.
É preciso compreender que o nível das comunicações empresariais/profissionais deve ser o da
norma culta. É o nível mais adequado para trazer clareza e eficiência aos atos comunicativos em
uma reunião de trabalho, entre médico e paciente, advogado e cliente, professor e aluno, chefe e
subordinado, vendedor e cliente, orador e plateia etc.
Isso não significa dizer que só utilizamos a norma culta quando o texto for rebuscado. Não! Usar a norma
culta, bem como falar e escrever corretamente, nada tem a ver com linguagem rebuscada.
O rebuscamento é contrário à clareza de ideias. O poeta pode usar uma linguagem rebuscada em sua poesia,
pois se trata de uma obra de arte, em que o rebuscamento é um artifício para atingir o belo, o artístico. Mas
essa não é a função de nossos textos mais cotidianos. Até mesmo quando escrevemos um texto de caráter
científico ou acadêmico, temos de ser claros e corretos.
Tudo isso tem a ver com a oralidade e com a escrita? Sim, tem, mas a escrita possui uma relação mais direta
com a norma culta da língua, principalmente no contexto corporativo, não é mesmo?
É evidente que a fala será, de modo geral, mais relaxada que a escrita. Por isso, há uma tendência de
abreviarmos sons, palavras, dada a contextualização que a fala promove. Entretanto, isso não significa que a
fala seja sempre informal, e que a escrita seja sempre formal.
A norma adequada para a comunicação empresarial
Neste vídeo, comentaremos a seguintequestão: como escolher a norma adequada para se comunicar no
ambiente corporativo?
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Gêneros textuais do mundo corporativo
Diversidade de textos e o e-mail
Há uma diversidade de gêneros textuais próprios ao ambiente empresarial ou organizacional. São textos
voltados, basicamente, para os objetivos corporativos relacionados com a comunicação, tais como:
 
Registro de dados, informações, eventos e reuniões.
Divulgação de informes, notícias e comunicados.
Informalidade 
A fala é mais relaxada e, por isso, possui
tendência à informalidade, mas deve ser
formal quando a situação assim exigir.
Exemplo: uma reunião de negócios, uma
aula etc.
Formalidade 
A escrita é menos relaxada, mais
planejada, possui tendência à
formalidade, mas pode ser informal
quando a situação assim exigir.
Exemplo: um bilhete a um amigo, um e-
mail ao namorado ou à namorada etc.
• 
• 
Apresentação de conteúdos diversos.
Considerando esses propósitos ou objetivos gerais da escrita no ambiente profissional, encontraremos textos
como atas, relatórios, pareceres, laudos técnicos, minutas, boletins informativos, e-mails, cartas de
apresentação, ofícios etc.
Dentre tantos gêneros textuais distintos, vamos destacar inicialmente as mensagens eletrônicas ou e-mails.
É impossível pensarmos no mundo corporativo atualmente
sem voltar nossos olhos para o e-mail.
Sem dúvida, trata-se de um dos recursos digitais para
comunicação mais utilizado no mundo do trabalho. Até
mesmo os órgãos públicos já enviam seus ofícios por e-
mail.
Há vários gêneros que podem ser escritos via e-mail. Sim, o
e-mail não é um gênero em si mesmo, mas um suporte que
pode conter vários gêneros.
Exemplo
Por e-mail, podemos fazer um convite, demitir ou contratar alguém, solicitar um orçamento, tirar uma
dúvida, enviar um documento, enfim, podemos dar conta de diversos propósitos comunicativos por meio
desse riquíssimo suporte. Além disso, o e-mail se apresenta como um suporte de baixo custo e de muita
praticidade. 
Devido a essa variedade de usos, o e-mail pode ser muito simples, mas também pode conter um texto
extremamente complexo. Logo, ele não possui regras muito fixas, o que vale são as regras do próprio texto
que compõe o e-mail. Por exemplo, se o e-mail serve de suporte para enviar um ofício, devemos nos atentar
para a estrutura de um ofício e assim por diante. Todavia, no meio corporativo, precisamos ter alguns
cuidados ao enviar um e-mail, pois, ao escrever, o fazemos representando toda uma companhia.
A escrita para ingresso no mercado trabalho
Como já mencionamos, além do e-mail existem outros textos que são comuns no ambiente corporativo,
dependendo da área de atuação. Mas queremos destacar agora alguns textos que estão relacionados ao
ingresso no mundo do trabalho: o currículo e a carta de apresentação.
Currículo
É um importante gênero textual relacionado com a trajetória profissional, vinculado a processos de seleção
nos quais se objetiva o ingresso em determinada empresa ou instituição.
• 
O envio do currículo consiste, muitas vezes, na primeira
fase do contato ou do processo de seleção de um
candidato em relação à empresa na qual deseja trabalhar.
Para elaborar um currículo adequadamente, é preciso ter
em mente o objetivo do currículo, sua estrutura e as
característica da vaga e da empresa que se está pleiteando.
Embora hoje em dia haja páginas na internet em que é
possível gerar um currículo a partir de dados que você vai
fornecendo, é importante saber o que deve ser escrito em
um currículo e que linguagem utilizar.
O currículo se caracteriza como uma forma objetiva de
apresentar um resumo da vida acadêmica e profissional,
com informações que podem ser organizadas de forma cronológica ou em seções como “formação
acadêmica”, “formação complementar”, “experiência profissional”, “competências e habilidades” etc. A
organização e a apresentação do currículo podem variar de acordo com as características do processo
seletivo.
Na elaboração do currículo, você deve estar atento a algumas recomendações:
 
Evite alongar-se demasiadamente em informações e detalhes.
Não seja prolixo ou redundante, use uma linguagem objetiva, clara e concisa.
Faça uma revisão do que escreveu, corrigindo erros ortográficos e gramaticais.
Evite clichê ou chavões, como “sólida experiência” ou “trabalho bem em equipe”.
Prefira descrever brevemente habilidades a partir de experiências ou projetos realizados.
Essas não são as únicas recomendações possíveis, mas elas podem ajudar bastante a escrever um currículo
com mais chance de ser notado e lido.
Carta de apresentação
É outro texto relacionado com o ingresso no
mundo do trabalho.
Ela se caracteriza como um meio mais
tradicional ou conservador de um candidato se
apresentar à empresa. Porém, há instituições
ou empresas que ainda se valem desse recurso
para conhecer profissionais que podem ser
contratados.
Por meio da carta de apresentação, o possível
empregador pode conhecer informações e
habilidades específicas do candidato.
Em alguns casos, a carta de apresentação pode ser, também, um documento que acompanha o currículo,
introduzindo algumas informações e qualificações do candidato, além de convidar o recrutador a ler o
currículo.
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5. 
Saiba mais
Além do meio profissional, as cartas de apresentação também são exigidas em processos de seleção de
estudantes em universidades, principalmente quando envolve bolsas de estudos ou vagas em
universidades estrangeiras. Nesses casos, busca-se conhecer o interesse do aluno por aquela
instituição, além da sua trajetória acadêmica. 
A partir do estilo e do conteúdo da carta de apresentação, os recrutadores ou profissionais de recursos
humanos (RH) identificam a capacidade de comunicação escrita do candidato, sua habilidade em organizar a
apresentação de sua carreira ou jornada, seus traços pessoais quanto à forma de se comunicar, entre outras
características ou detalhes.
Ao escrever a carta de apresentação, procure personalizar o texto a partir de informações ou conteúdo que
estejam adequados à sua trajetória e à vaga que se está buscando.
Uma carta de apresentação deve conter no seu começo um cabeçalho, com seu nome, título da posição ou
cargo, além de dados para contato.
Exemplo
Maria José dos SantosAssistente administrativa Telefone: xxxxxE-mail: xxxxxLinkedIn: xxxxx 
Depois do cabeçalho, a carta de apresentação deve conter uma saudação, ou seja, uma primeira abordagem
do seu interlocutor ou recrutador. Assim, coloque o nome e o cargo dessa pessoa (este último pode ser
dispensável), usando também uma saudação padrão.
Exemplo
Prezado Sr. José da Silva, 
Organize o conteúdo da carta de apresentação em torno de três parágrafos que, respectivamente, despertem
o interesse do recrutador, ofereçam uma ideia de como você pode contribuir para aquela empresa e que
mostrem que você se identifica com aquela oportunidade e a empresa.
O fechamento da carta deve ser realizado em um parágrafo bem curto no qual você reforça seu interesse e se
coloca à disposição para oferecer mais detalhes caso seja convidado a participar de uma entrevista.
Ao final, faça uma saudação simples, se despedindo, e assine.
Exemplo
Atenciosamente, Maria José dos Santos 
Não se esqueça de que uma carta de apresentação pode ser um pouco diferente do que temos apresentado
aqui em função de objetivos e características muito particulares a determinado processo seletivo ou empresa.
Gêneros textuais no ambiente profissional
Neste vídeo, discutiremos a escrita no contexto da comunicação empresarial a partir do e-mail como um
suporte ou recurso bastante comum.
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Recomendações para uma escrita profissional de
qualidade
Dicas para escrever bem
Como já vimos, escrever não é uma atividade simples, pois envolve um conjunto de habilidades que precisam
ser sempre desenvolvidas por todos. Por isso mesmo, nesta seção, pretendemosmostrar algumas orientações
para que você desenvolva ainda mais essa habilidade.
Algumas pessoas acham que escrever bem no meio profissional é escrever muito e escrever de forma difícil
para impressionar os outros. A professora Mirian Gold, especialista em comunicação empresarial e autora de
livros nessa área, faz o seguinte alerta:
Nem o vocabulário sofisticado nem as frases longas e rebuscadas contribuem para um rápido
entendimento da mensagem, levando o leitor a um desperdício de tempo, quando não a uma
desmotivação progressiva que acarretará, inconscientemente, a rejeição da mensagem. [...] quanto
menor o esforço do leitor para decodificar o texto, ou seja, quanto menor for o desgaste mental, mais ele
aprenderá sobre a mensagem. 
(GOLD, 2005, p. 7)
Antes de mais nada, um texto de qualidade precisa conter três características:
Concisão
Correção
Clareza
1. 
2. 
3. 
Essas características estão relacionadas à eficácia de um texto. Para esclarecer essa relação, Gold (2005)
caracteriza da seguinte forma a eficácia do texto:
A comunicação empresarial, diferentemente do texto jornalístico e do literário, por exemplo, tem como
princípio fundamental uma resposta àquilo que é transmitido. A essa característica dá-se o nome de
eficácia. 
(GOLD, 2005, p. 5)
Vamos, então, analisar essas três características de um texto de qualidade para verificar as três dicas ou
orientações básicas correspondentes que podem melhorar ainda mais o texto escrito.
Concisão
Consiste em não se abusar das palavras para exprimir uma ideia. Deve-se ir direto ao assunto, eliminando
tudo aquilo que é desnecessário. Concisão é o oposto da prolixidade. Algumas pessoas acreditam que
transmitir uma ideia é abusar das palavras, mas nem sempre isso é verdadeiro.
Dica
A primeira dica para escrever bem é procurar usar a menor quantidade possível de palavras, com frases
curtas e objetivas quando o gênero assim permitir. 
Vejamos o exemplo de Gold (2005, p. 53):
Correção
Um texto correto é aquele que se utiliza da norma culta da língua, ou seja, consegue transmitir suas ideias
sem ruídos, uma vez que está correto, sem desvios de natureza gramatical.
A professora e pesquisadora Inez Sautchuk (2011, p. 212) afirma que: 
Texto prolixo 
“Temos a satisfação de levar ao conhecimento
de V. S.ª que, nesta data, pela Transportadora
Transnorte e, em atendimento ao seu pedido
nº 432/99, de 18 de setembro de 1999, demos
encaminhamento, pela Nota Fiscal nº 167, às
mercadorias solicitadas pelo Departamento
de Compras de sua conceituada empresa.” 
Texto conciso 
“Informamos que as mercadorias
constantes de seu pedido nº 342/99
foram encaminhadas, na data de hoje,
pela Transportadora Transnorte, junto à
nota Fiscal nº 167.” 
Principalmente no meio profissional – qualquer que seja ele – , ninguém pode exigir que você escreva
com talento de grandes escritores, mas pode-se esperar que você escreva sem erros de português. 
(SAUTCHUK, 2005, p. 5)
Além disso, a autora defende que, dependendo do erro que se cometa, isso pode manchar a sua imagem
como profissional.
Dica
A segunda dica é: evite os erros gramaticais, como os de concordância, regência, ortografia, colocação
pronominal etc. 
Observe:
Clareza
Buscar a clareza deveria ser o objetivo de todo aquele que escreve. Deveria, mas nem sempre o é. Ser claro é
ser direto, objetivo, é alcançar o objetivo inicial de quem escreve, é comunicar sua ideia sem rodeios. A
clareza consiste na manifestação da ideia de forma que possa ser rapidamente compreendida pelo leitor.
Dica
A terceira dica tem a ver com o seguinte: ser claro é ser coerente, não se contradizer, não confundir o
leitor. São inimigos da clareza: a desobediência às normas da língua, os períodos longos demais, o
vocabulário rebuscado, a imprecisão vocabular. 
Observe o exemplo de Gold (2005, p. 66-67):
Texto com incorreções 
“A empresa está com uma vaga pra
desenvolvedor de full Stack abrida. A gente
estamos buscando um profissional com perfil
mais amplo, que poderá atuar assim em
projetos de Front-End assim como em
projetos de Back-End. Se inscreva no processo
seletivo e vem fazer a diferença no
desenvolvimento vizual e funcional de sites e
ambientes virtuais.” 
Texto corrigido 
“A empresa está com uma vaga para
desenvolvedor de Full-Stack aberta.
Buscamos um profissional com perfil
mais amplo, que poderá atuar tanto em
projetos de Front-End quanto em
projetos de Back-End. Inscreva-se no
processo seletivo e venha fazer a
diferença no desenvolvimento visual e
funcional de sites e ambientes virtuais.”
Como você pôde perceber, a partir dessas três dicas temos o início de um caminho a percorrer na elaboração
de textos que sejam adequados à comunicação no ambiente de trabalho.
Dicas para uma boa escrita
Neste vídeo, comentamos sobre a concisão, a clareza e correção no texto profissional, destacando os
principais erros de português no mercado de trabalho.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
É preciso ter cuidado com a escrita corporativa, pois os textos profissionais refletem não somente a pessoa
que escreve, mas também:
A
A própria empresa.
B
O cliente em potencial.
C
O profissionalismo do autor do texto.
D
Os personagens envolvidos.
E
A escrita acadêmica.
Texto confuso 
“Queremos, neste momento, observar que o
nosso aceite àquela condição não deve ser
entendido como uma aprovação à mesma,
não no que diz respeito ao valor que, apesar
de ter ultrapassado a importância de R$
350,00 que achávamos justa, dela não se
afastou em demasia, mas, sim, quanto ao
prazo de reajuste, qual seja, semestral,
contrariando o relacionamento comercial
passado, colocado no prazo de um ano, não
nos dando sequer a chance da contra-
argumentação.”
Texto claro 
“Gostaríamos, porém, de registrar a
nossa insatisfação com a mudança do
prazo de reajuste que, ao se tornar
semestral, sem a possibilidade de
negociação, contraria o nosso
relacionamento comercial passado,
calcado no prazo de um ano.”
A alternativa A está correta.
Ao redigir textos a partir do nosso vínculo com uma empresa ou organização, de certa forma estamos
representando a própria instituição. Dessa forma, a linguagem que usamos poderá criar ou não uma
imagem favorável da organização em que trabalhamos. Assim, a própria empresa está refletida na
qualidade do texto que seu profissional redige e faz circular, seja interna ou externamente.
Questão 2
Leia o texto a seguir:
 
“Temos a enorme satisfação de tornar público e notório que nosso programadores e desenvolvedores esta
apito pra satisfazer demandas de tua empresa.”
 
Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita adequada do texto acima, com correção gramatical e
concisão.
A
Temos a enorme satisfação de publicar que nossos programadores e desenvolvedores podem satisfazer as
demandas de tua empresa.
B
Temos a enorme satisfação de tornar público e notório que nossos programadores e desenvolvedores esta
apito pra satisfazer as demandas de tua empresa.
C
Avisamos todos vocês que nosso pessoal tá à disposição.
D
Informamos que nossos programadores e desenvolvedores estão aptos para atender às demandas de sua
empresa.
E
Comunicamos aos nossos programadores e desenvolvedores que vocês estão prontos para as outras
empresas.
A alternativa D está correta.
A resposta correta apresenta uma versão concisa, que se manifesta na substituição de "Temos a enorme
satisfação de publicar que" por "Informamos que". As seguintes incorreções foram resolvidas: nosso –
nossos; esta – estão; apito – aptos; satisfazer demandas de tua empresa – atender às demandas de sua
empresa.
3. Conclusão
Considerações finais
Como vimos, a prática da escrita é algo complexo, mas que permeia nosso cotidiano. Desse modo, é preciso
dominar técnicas para desenvolver tal habilidade.
A escrita acadêmica possui suas regras peculiares, uma vez que serve de ferramenta para se perpetuar o
conhecimento e a ciência. A escrita profissional, por sua vez,reflete os anseios do ambiente corporativo.
Nesses dois ambientes, é preciso escrever observando as regras e objetivos de cada área, com clareza,
concisão e correção da linguagem.
Podcast
Ouça agora as principais características da escrita no meio acadêmico e no ambiente profissional,
destacando algumas recomendações para elaboração de bons textos.
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Confira as indicações que separamos especialmente para você!
 
Assista ao vídeo 5 dicas para tornar mais eficiente sua comunicação escrita, disponibilizado no canal da
Aberje – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial no YouTube.
 
Leia o livro Escrita acadêmica: princípios básicos, de Ercília Garcia Luiz, disponível para download no site da
Universidade Federal de Santa Maria.
 
Leia o pequeno livro Como se comunicar bem, de Robert Heller, publicado pela Publifolha.
 
Consulte sites e blogs voltados para gestão de carreira e comunicação empresarial, como #NaPrática e 
Indeed.
Referências
GOLD, M. Redação empresarial. 3. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2005.
 
MOTTA-ROTH, D. (Org.) Redação Acadêmica: princípios básicos. 1. ed. Santa Maria: Imprensa Universitária,
2001.
 
NADÓLSKIS, H. Comunicação Redacional Atualizada. São Paulo: Saraiva, 2011.
 
SAUTCHUK, I. Perca o medo de escrever: da frase ao texto. São Paulo: Saraiva, 2011.
 
SIMAS, F. M. Referenciação em fóruns educacionais em EAD: a interface entre oralidade e escrita. Tese de
Doutorado (Doutorado em Estudos de Linguagem) – Instituto de Letras, Universidade Federal Fluminense,
Niterói, 2015.
 
SIMAS, F. M. TCC em Letras. Rio de Janeiro: SESES, 2017.
 
TOMANIK. E. A. O olhar no espelho: conversas sobre a pesquisa em Ciências Sociais. Maringá: EDUEM, 2004.
	Comunicação escrita no ambiente acadêmico e profissional
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. A escrita acadêmica
	O que é e onde deve ser aplicada a escrita acadêmica
	O que é a escrita acadêmica?
	Exemplo
	Onde deve ser usada a escrita acadêmica?
	Exemplo
	Tema ou assunto bem delimitado
	Apresentar reflexões
	Dica
	Dica
	A escrita acadêmica
	Conteúdo interativo
	A linguagem acadêmica
	Tipos de conhecimento
	Tipos de leitores ou destinatários
	Tipo de função
	Formalidade
	Impessoalidade
	Frases complexas
	Características da linguagem acadêmica
	Conteúdo interativo
	Outros gêneros acadêmicos mais modernos
	A linguagem da internet
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. A escrita profissional
	Escrita e mercado de trabalho
	Norma culta
	Norma padrão
	Norma coloquial
	Norma vulgar
	A norma adequada para a comunicação empresarial
	Conteúdo interativo
	Gêneros textuais do mundo corporativo
	Diversidade de textos e o e-mail
	Exemplo
	A escrita para ingresso no mercado trabalho
	Currículo
	Carta de apresentação
	Saiba mais
	Exemplo
	Exemplo
	Exemplo
	Gêneros textuais no ambiente profissional
	Conteúdo interativo
	Recomendações para uma escrita profissional de qualidade
	Dicas para escrever bem
	Concisão
	Dica
	Correção
	Dica
	Clareza
	Dica
	Dicas para uma boa escrita
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
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	Referências

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