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Continuação Aula 11.02
1.0 CONCEITO DIREITO ADMINISTRATIVO (CRITÉRIOS)
· É um direito que foi buscado pelo Direito Constitucional. Ele é incontroverso - indiscutível. 
· É um ramo do Direito Público. 
· Necessário analisar os critérios:
1.1 PODER EXECUTIVO - ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
o	Critério do Poder Executivo:
O Direito Administrativo é o ramo do Direito Público que estuda as relações jurídicas do Poder Executivo. Para essa escola o que o Poder Executivo faz é Direito Administrativo.
Ex: Processo de Licitação para comprar computadores (processo administrativo) para avaliar o melhor preço para contratar um serviço, um melhor critério. 
· O Poder Executivo de fato administra?
· Sim. Mas se definir o Direito Administrativo exclusivamente como um Poder, estará excluindo-o das demais funções.
· Ex: Câmara de Vereadores faz licitação? Poder Judiciário faz licitação? Sim. Pois também exercem a função administrativa como modo organizacional, quando querem contratar ou comprar algo. 
· Se limitar o Direito Administrativo somente ao Poder Executivo, estarei retirando este Direito das funções do Judiciário e Legislativo, que também exercem este Direito.
· Tem mais referência ao Poder Executivo, mas não se limita a ele.
1.2 RELAÇÕES JURÍDICAS
· Esse critério foi afastado – porque?
· Para essa escola o Direito Administrativo seria o ramo do Direito Público que estuda as relações Jurídicas do Governo do Estado.
· Relação do serviço público – Indivíduo e Estado
· Segurança Pública – é um processo Administrativo
· Quando tenho que pagar IRPF / IPTU e não pago
· Essa ação ocorre em uma execução fiscal – uma relação jurídica Tributária.
· Não posso limitar a relação jurídica ao Direito Administrativo, pois também é estudado por outros Direitos. 	
· Ex: Serviço prestado ao município de transporte público – É PÚBLICO e não PRIVADO.
· É um serviço por concessão;
· O fato de ser público não quer dizer que deve ser gratuito;
· O Estado pode exercer indiretamente a execução do serviço através de outrem;
· Para aumentar a tarifa do ônibus é por decreto municipal pelo prefeito. Estes valores são concedidos a empresa para prestar o serviço no município;
· EMBASA – Sociedade de economia mista.
1.3 TELEOLÓGICO
Diferença de interpretação para Hermenêutica:
· Interpretação: A técnica
· Hermenêutica: A ciência que estuda as técnicas de interpretação.
· Qual a finalidade da Lei?
· Qual o sentido?
· Proteger quem?
Tem que ter interpretação do que a Lei diz.
· Há um critério que define o Direito Administrativo que é o Teleológico
· A finalidade é criar um conjunto de regras e princípios que norteiam a administração pública, que regulam a atividade do Estado para o cumprimento de seus fins. 
· O arcabouço administrativo é isso, arcabouço de princípios que vai nortear a administração pública. A complementação só foi resolvida pelo Critério mais lastreado do direito que é o da Administração Pública:
1.4 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Critério utilizado para definir o que é o Direito Administrativo.
· É o conjunto de regras e princípios de uma organização pública, regulamentando seus agentes e seus órgãos públicos em sua função Direta (indireta) e Concreta (abstrata)
· Qual diferença entre Agente Público e Funcionário Público?
· Não há diferença. A diferença é literal.
· Gênero – Agente
· Espécie – Servidor / Funcionário
· Qualquer pessoa que exercer cargo ou emprego de forma temporária ou definitiva com ou sem remuneração é chamado de agente público. 
· Essas pessoas são os agentes.
· Os Órgãos Públicos
· Conflitos contra os órgãos públicos. Quem processar? O município ou o Estado a depender da competência, pois não possuem personalidade jurídica. 
· Essas instituições que integram a administração pública
· Formas:		
· Direta – Indireta
· Concreta – Abstrata
· A administração Pública atua de forma abstrata?
· A lei que regulamenta de forma abstrata, ela não, diz o caso concreto.
· Quem exerce a função abstrata do Estado é o Poder Legislativo. 
· O Direito Administrativo não vai estudar o exercício da função abstrata, ou seja, a função legislativa. Vai estudar a função concreta.
· O Direito Administrativo também não estuda a função indireta do Estado.
· Se a rua está cheia de lixo por não estarem recolhendo o lixo, você tem que reclamar para irem recolher o lixo? Não, pois nessas situações o estado é obrigado a agir diretamente, mesmo sem ser provocado. 
· Tem situações que o estado só pode agir se for provocado que é a função indireta. 
· - Poder Judiciário só age se alguém provocar.
Não são apenas esses conceitos, existem outros critérios. O mais importante desses critérios é saber qual é o adotado pela doutrina. A doutrina adotou como o critério da Administração Pública como o critério mais correto para definir o direito administrativo. Por este critério, o direito administrativo é o conjunto de normas e princípios que estudam os agentes públicos, órgãos públicos e a atuação que é direta e concreta do estado. 
2.0 FONTES
A fonte primordial administrativa é a lei / a norma, a principal norma a CF/88. 
· De forma suplementar, caso a lei não seja suficiente, não haja previsão expressa na lei, pode-se utilizar as demais fontes do direito:
· Jurisprudência
· Doutrina
· Princípios Gerais do Direito
· Costumes
· Serão utilizados em último caso, primeiro deve ir a Lei que regulamenta primeiro para buscar a fonte do direito. Somente busca fontes alternativas se a lei for omissa.
· Existe uma hierarquia das fontes.
· Se trabalho com a adm pública, ela é pautada na legalidade dos seus atos. Então, a legalidade sempre será o norte para aplicação do direito administrativo. 
· Ex: Exigência de tempo de 3 anos de experiência para assumir um cargo no concurso, mas quando a pessoa passou no concurso não tinha essa exigência no edital, a lei foi alterada após ter feito o concurso. A lei não pode retroagir para prejudicar o candidato. Utilizou a fonte da lei específica na época do concurso e também fontes secundárias, como os princípios que legitimam a lei, que a lei não pode retroagir. 
· Tem que saber exatamente qual é a fonte de lei para dar uma solução para cada caso. A depender da fonte que for utilizada o raciocínio pode ser alterado.
3.0 PRINCÍPIOS
· No direito administrativo tudo se resolve a luz dos princípios. Entendendo os princípios, pode não conhecer a lei, mas muitas das respostas estarão nos princípios.
· Ex: Uma empresa passou em processo de licitação, para prestar serviços para o estado.
· Houve uma denúncia que a empresa não estava cumprindo o contrato. O governador solicitou que a empresa fosse notificada a prestar esclarecimentos em 10 dias.
· Antes de passar os 10 dias enviou outra notificação informando que a empresa não precisava esclarecer, para desconsiderar a primeira notificação, pois já estava encerrando o contrato. 
· Argumento Utilizado na defesa no MS pela empresa – contraditório e ampla defesa. – Pois a empresa não pode ser punida sem apresentar sua defesa.
· Mesmo sem saber a lei, sabendo o princípio constitucional já servirá como base.
· A partir dos princípios norteadores: Supremacia do Interesse Público e Indisponibilidade do Interesse Público, todos os demais princípios derivam desses dois.
AULA 17/02
REGIME JURÍDICO 
Conjunto de princípios que irão reger o direito administrativo.
Tudo que será tratado no Direito Administrativo tem em sua essência um princípio em evidência.
Ex: O prefeito baixa um decreto que quem estiver dirigindo com celular será multado em R$ 200,00. Essa multa será válida? Não. Será nula por não respeitar o princípio da legalidade. Essa infração deve ser regulamentada por Lei, e só terá validade se for feita por quem tiver competência para tanto. 
Ex. 2: Recebeu uma multa, mas sem prazo para recorrer. Fere o princípio do contraditório e ampla defesa.
Ex. 3: Determinado administrador público contrata pessoas para cargos que devem ser ocupados através de concurso, coloca o irmão dele no cargo. Fere o princípio da impessoalidade.
4.1 NORTEADORES
A coisa pública (interesse público) não é disponível,regime de pagamentos por precatórios.
Apesar de haverem divergências, prevalece que as contribuições recebidas por tais entidades paraestatais ostentam a natureza jurídica de “contribuição social geral” (contribuição social de interesse de categorias profissionais e econômicas), prevista no art. 240 da CF.
No caso específico do SEBRAE, o STF consignou que se trata de uma contribuição de intervenção no domínio econômico:
“A contribuição destinada ao SEBRAE possui natureza de contribuição de intervenção no domínio econômico (art. 149 da CF/88) e não necessita de edição de lei complementar para ser instituída” (STF, RE 635.682/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 25-4-2013, Info 703).
Para o Supremo (ACO 1.953 AgR, j. 18-12-2013), a partir do momento que o produto das referidas contribuições ingressa nos cofres dos Serviços Sociais Autônomos, perde o caráter de recurso público.
Sobre o tema, é relevante destacar, ainda, que os serviços sociais autônomos são meros destinatários de uma parcela das contribuições sociais instituídas pela União e, como tal, não possuem legitimidade passiva nas ações judiciais em que se discute a relação jurídico-tributária entre o contribuinte e a União e a repetição de indébito das contribuições sociais recolhidas, as quais devem ser propostas somente contra a União (STJ, 1.ª Seção, EREsp 1.619.954/SC, Rel. Min. Gurgel de Faria, j. 10-4-2019, Info 646).
· 9. AS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS
Como forma de incentivar o fortalecimento do terceiro setor e, com isso, promover a publicização dos serviços não exclusivos do Estado, foram editadas algumas leis, como a Lei n. 9.637/98, que trata das Organizações Sociais Federais. As OS’s, pela própria disposição da lei, têm o objetivo de absorver completamente a atividade de determinado órgão, extinguindo-o, como consequência.
Saliente-se, inicialmente, que o termo “organização social” não diz respeito a uma nova modalidade de pessoa jurídica, mas sim de uma qualificação especial que poderá ser atribuída a pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde, atendidos aos requisitos previstos nesta Lei.
Trata-se, nesses termos, de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, prestadoras de atividades de interesse público que, após preencherem os requisitos legais, recebem o título de “organização social”.
Art. 2.º São requisitos específicos para que as entidades privadas referidas no artigo anterior habilitem-se à qualificação como organização social:
I – comprovar o registro de seu ato constitutivo, dispondo sobre:
a) natureza social de seus objetivos relativos à respectiva área de atuação;
b) finalidade não lucrativa, com a obrigatoriedade de investimento de seus excedentes financeiros no desenvolvimento das próprias atividades;
c) previsão expressa de a entidade ter, como órgãos de deliberação superior e de direção, um conselho de administração e uma diretoria definidos nos termos do estatuto, asseguradas àquele composição e atribuições normativas e de controle básicas previstas nesta Lei;
d) previsão de participação, no órgão colegiado de deliberação superior, de representantes do Poder Público e de membros da comunidade, de notória capacidade profissional e idoneidade moral;
e) composição e atribuições da diretoria;
f) obrigatoriedade de publicação anual, no Diário Oficial da União, dos relatórios financeiros e do relatório de execução do contrato de gestão;
g) no caso de associação civil, a aceitação de novos associados, na forma do estatuto;
h) proibição de distribuição de bens ou de parcela do patrimônio líquido em qualquer hipótese, inclusive em razão de desligamento, retirada ou falecimento de associado ou membro da entidade;
i) previsão de incorporação integral do patrimônio, dos legados ou das doações que lhe foram destinados, bem como dos excedentes financeiros decorrentes de suas atividades, em caso de extinção ou desqualificação, ao patrimônio de outra organização social qualificada no âmbito da União, da mesma área de atuação, ou ao patrimônio da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, na proporção dos recursos e bens por estes alocados;
II – haver aprovação, quanto à conveniência e oportunidade de sua qualificação como organização social, do Ministro ou titular de órgão supervisor ou regulador da área de atividade correspondente ao seu objeto social e do Ministro de Estado da Administração Federal e Reforma do Estado.
Como se vê no inciso II do art. 2.º da Lei n. 9.637/98, a qualificação como OS é discricionária, visto que sujeita à conveniência e oportunidade estatais (Ministro da área na qual atua a pessoa jurídica que pretende a qualificação como OS, juntamente com o Ministro do Planejamento). Observe que, além desta previsão, o art. 1.º da Lei fala em “poderá qualificar”, tornando ainda mais evidente o mérito existente na outorga deste título.
Ao receber tal qualificação, a pessoa jurídica gozará de determinadas vantagens originalmente não atribuídas ao setor privado, tais como isenções fiscais, recebimento de recursos públicos, cessão de bens públicos (dispensada licitação), empréstimo temporário de servidores públicos (com ônus para a origem do servidor cedido).
O procedimento de qualificação das organizações sociais, de acordo com o Supremo, apesar de discricionário, deve ser conduzido de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CF, e de acordo com parâmetros fixados em abstrato segundo o disposto no art. 20 da Lei n. 9.637/98.
Após qualificadas, as entidades formalizarão a parceria com a Administração por meio de Contrato de Gestão, cuja celebração também deve ser conduzida de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade.
O referido contrato discriminará as atribuições, responsabilidades e obrigações do Poder Público e da organização social.
Destaque-se que a Lei n. 8.666/93 prevê, em seu art. 24, XXIV, ser dispensável a licitação para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades contempladas no contrato de gestão.
Ao ser instado a apreciar a constitucionalidade de diversos dispositivos da Lei n. 9.637/98 e também contra o art. 24, XXIV, da Lei n. 8.666/93, que prevê a dispensa de licitação nas contratações de organizações sociais, o STF entendeu pela constitucionalidade das disposições impugnadas, conferindo-lhes interpretação conforme a Constituição para deixar explícitas as seguintes conclusões:
(i) o procedimento de qualificação seja conduzido de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CR, e de acordo com parâmetros fixados em abstrato segundo o que prega o art. 20 da Lei n. 9.637/98;
(ii) a celebração do contrato de gestão seja conduzida de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CR;
(iii) as hipóteses de dispensa de licitação para contratações (Lei n. 8.666/93, art. 24, XXIV) e outorga de permissão de uso de bem público (Lei n. 9.637/98, art. 12, § 3.º) sejam conduzidas de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CR;
(iv) os contratos a serem celebrados pela Organização Social com terceiros, com recursos públicos, sejam conduzidos de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CR, e nos termos do regulamento próprio a ser editado por cada entidade;
(v) a seleção de pessoal pelas Organizações Sociais seja conduzida de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CR, e nos termos do regulamento próprio a ser editado por cada entidade; e
(vi) para afastar qualquer interpretação que restrinja o controle, pelo MinistérioPúblico e pelo TCU, da aplicação de verbas públicas (STF, Plenário, ADI 1.923/DF, j. 15 e 16-4-2015, Info 781).
ATENÇÃO!
Na Lei n. 14.133/2021, não consta previsão similar. É dizer: foi suprimida a hipótese de contratação direta de organizações sociais, pela nova Lei de Licitações.
Assim, embora a nova Lei de Licitações e Contratos já esteja em vigor, ainda é possível a dispensa de licitação com fulcro no art. 24, XXIV, da Lei n. 8.666/93, pois o art. 193, II, do novel diploma estabeleceu o prazo de dois anos de transição, em que qualquer das leis poderá ser aplicada pelo gestor (vedada, contudo, a combinação de leis).
Ressalte-se, por fim, que, de acordo com a Lei, os responsáveis pela fiscalização da execução do contrato de gestão, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade na utilização de recursos ou bens de origem pública por organização social, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária.
Sem prejuízo desta medida, quando assim exigir a gravidade dos fatos ou o interesse público, havendo indícios fundados de malversação de bens ou recursos de origem pública, os responsáveis pela fiscalização representarão ao Ministério Público, à Advocacia-Geral da União ou à Procuradoria da entidade para que requeira ao juízo competente a decretação da indisponibilidade dos bens da entidade e o sequestro dos bens dos seus dirigentes, bem como de agente público ou terceiro, que possam ter enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público.
· 10. OSCIP’S
As Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP’s), por sua vez, são regulamentadas pela Lei n. 9.790/99, a qual preconiza que:
podem qualificar-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público as pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos que tenham sido constituídas e se encontrem em funcionamento regular há, no mínimo, 3 (três) anos, desde que os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos requisitos instituídos por esta Lei.
São pessoas jurídicas de direito privado, também sem fins lucrativos, que se destinam a executar os serviços não exclusivos do Estado, com este firmando termo de parceria, após a qualificação como OSCIP pelo Poder Público.
Os termos de parceria firmados entre o Poder Público e as OSCIP’s são regidos pelo princípio da solenidade e, por isso, não dispensam sua procedimentalização a partir de cláusulas que estipulem metas a serem atingidas em um cronograma organizado de execução, além de estabelecerem critérios objetivos de avaliação de desempenho que deverão ser utilizados mediante indicadores de resultado, todos estes, importantes instrumentos para a avaliação de políticas públicas.
Aqui, diferentemente das OS, o ato de qualificação é de natureza vinculada, a ser formalizado perante o Ministério da Justiça. Em outros termos, se a pessoa jurídica atender os requisitos previstos na Lei, o Estado é obrigado a conceder a qualificação como OSCIP (vide art. 1.º, § 2.º, da Lei das OSCIP’s).
De acordo com a Lei, considera-se sem fins lucrativos a pessoa jurídica de direito privado que não distribui, entre os seus sócios ou associados, conselheiros, diretores, empregados ou doadores, eventuais excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades, e que os aplica integralmente na consecução do respectivo objeto social.
A teor do art. 2.º da Lei de regência, não são passíveis de qualificação como OSCIP, ainda que se dediquem de qualquer forma às atividades descritas no art. 3.º:
I – as sociedades comerciais;
II – os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria profissional;
III – as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões devocionais e confessionais;
IV – as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas fundações;
V – as entidades de benefício mútuo destinadas a proporcionar bens ou serviços a um círculo restrito de associados ou sócios;
VI – as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e assemelhados;
VII – as instituições hospitalares privadas não gratuitas e suas mantenedoras;
VIII – as escolas privadas dedicadas ao ensino formal não gratuito e suas mantenedoras;
IX – as organizações sociais;
X – as cooperativas;
XI – as fundações públicas;
XII – as fundações, sociedades civis ou associações de direito privado criadas por órgão público ou por fundações públicas;
XIII – as organizações creditícias que tenham quaisquer tipo de vinculação com o sistema financeiro nacional a que se refere o art. 192 da Constituição Federal.
Parágrafo único. Não constituem impedimento à qualificação como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público as operações destinadas a microcrédito realizadas com instituições financeiras na forma de recebimento de repasses, venda de operações realizadas ou atuação como mandatárias.
O campo de atuação das OSCIP’s (art. 3.º da Lei), ademais, é mais amplo do que o das organizações sociais, dizendo respeito a serviços privados de interesse público/coletivo.
· 11. OSC’S
A Lei n.13.019/2014 estabelece o regime jurídico das parcerias entre a Administração Pública e as organizações da sociedade civil, em regime de mútua cooperação, para a consecução de finalidades de interesse público e recíproco, mediante a execução de atividades ou de projetos previamente estabelecidos em planos de trabalho inseridos em termos de colaboração, de fomento ou em acordos de cooperação. Além disso, define diretrizes para a política de fomento, de colaboração e de cooperação com organizações da sociedade civil.
Referida Lei goza de caráter nacional, sendo aplicável à administração pública de todos os entes da Federação, inclusive às empresas públicas e sociedades de economia mista prestadoras de serviço público e suas subsidiárias, que recebam recursos da pessoa política instituidora para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral.
De acordo com a lei, considera-se Organização da Sociedade Civil (OSC):
a) entidade privada sem fins lucrativos que não distribua entre os seus sócios ou associados, conselheiros, diretores, empregados, doadores ou terceiros eventuais resultados, sobras, excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, isenções de qualquer natureza, participações ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades, e que os aplique integralmente na consecução do respectivo objeto social, de forma imediata ou por meio da constituição de fundo patrimonial ou fundo de reserva;
b) as sociedades cooperativas previstas na Lei n. 9.867, de 10 de novembro de 1999; as integradas por pessoas em situação de risco ou vulnerabilidade pessoal ou social; as alcançadas por programas e ações de combate à pobreza e de geração de trabalho e renda; as voltadas para fomento, educação e capacitação de trabalhadores rurais ou capacitação de agentes de assistência técnica e extensão rural; e as capacitadas para execução de atividades ou de projetos de interesse público e de cunho social;
c) as organizações religiosas que se dediquem a atividades ou a projetos de interesse público e de cunho social distintas das destinadas a fins exclusivamente religiosos.
A Lei prevê três instrumentos para formalizar as parcerias voluntárias com o Poder Público:
Termo de Colaboração: instrumento por meio do qual são formalizadas as parcerias estabelecidas pela Administração Pública com organizações da sociedade civil para a consecução de finalidades de interesse público e recíproco propostas pela Administração Pública que envolvam a transferência de recursos financeiros. (Mnemônico: ColaboraÇÃO – AdministraÇÃO).
Termo de Fomento: instrumento por meio do qual são formalizadas as parcerias estabelecidas pela Administração Pública com organizações da sociedade civil para a consecução de finalidades de interesse público e recíproco propostas pelas organizaçõesda sociedade civil, que envolvam a transferência de recursos financeiros. (Não há mnemônico específico, é o que “sobra”, dizendo respeito às parcerias propostas pelo ente privado).
Acordo de Cooperação: instrumento por meio do qual são formalizadas as parcerias estabelecidas pela Administração Pública com organizações da sociedade civil para a consecução de finalidades de interesse público e recíproco que não envolvam a transferência de recursos financeiros.
Mnemônico: COOperação – Dois OO “zeros” = não há transferência de recursos
Destaque-se que, para a escolha da entidade parceira, não há necessidade de licitação, mas de mero chamamento público, nos termos do art. 24 da Lei.
12. ONG’S
As Organizações Não Governamentais (ONG’s) são entidades privadas sem fins lucrativos que realizam serviços de interesse público, ações solidárias nas áreas de saúde, educação, assistência social, economia, meio ambiente, dentre outras. Sua atuação pode ocorrer em âmbito local, estadual, nacional, ou mesmo internacional.
Como integrantes do terceiro setor, não integram a Administração Pública, apesar de prestarem serviços sociais.
Não há (como ocorre com as demais entidades que acabamos de estudar) nenhuma lei ou mesmo disposição específica no Código Civil sobre as ONG’s, as quais são usualmente enquadradas como associações.
Caracterizam-se pela autonomia, livre adesão e participação voluntária dos associados, que se reúnem em prol de interesses e objetivos comuns relacionados à realização de atividades solidárias, de ajuda mútua ou filantrópicas, atuando sem fins lucrativos.isso quer dizer que a atuação do Estado trabalha com o binômio PODER/DEVER.
· Supremacia do Interesse Público 
Ex: 
1 - Um policial em uma blitz ver que a pessoa cometeu uma infração de trânsito deve ou pode te multar? Sim. Eles podem multar por convênio do estado com o município.
2 – Um fiscal sanitário está em um restaurante insalubre ele deve ou pode multar o estabelecimento? Ele PODE autuar ou Ele DEVE autuar? Sim. Se ele tem o poder de fazer e não faz, comete prevaricação, pois tem que exercer sua função nessa situação. 
O poder está vinculado ao dever. No direito administrativo, a administração atual no poder-dever, não só pode como deve. O poder dá ideia de algo que se tem, que pode impor. O dever é obrigado a fazer. 
· Quando trabalho com o poder do estado, estou trabalhando com o princípio da supremacia do estado. Quando olho as obrigações, os limites do estado é a indisponibilidade do interesse público. Os dois trabalham de forma complementares.
· Por vivermos em sociedade, e a sociedade para poder coexistir é necessário ter regras, e essas regras são colocadas em conflito dois interesses: o interesse do cidadão (INDIVIDUAL, PARTICULAR) e interesse público (COLETIVO).
· Em um eventual conflito de interesses, o que deve prevalecer é o interesse coletivo. Quem tutela este interesse é o estado.
	Este é o PRINCÍPIO DA SUPREMACIA, o estado tem o poder de fazer as coisas, ele tem como fazer valer a sua vontade.
Ex: construção em terreno: este terreno está em uma zona que pode construir casa? Necessário verificar a zona e o que pode ser construído lá.
Existem regras para construção que devem ser seguidas. Aqui vigora o princípio da supremacia. O estado pode impor regras para a sociedade.
EX: O Estado pode desapropriar para tomar uma propriedade privada, mediante pagamento de indenização, para fins de utilidade pública, interesse social ou necessidade pública. Tirar compulsoriamente.
A desapropriação é um instituto jurídico que tem seu fundamento na supremacia do interesse público. 
· Indisponibilidade do Interesse Público
O estado não é absoluto, possuem regras a serem seguidas e limites a serem respeitados. 
A Administração pública não tem liberdade para fazer o que não está regulamentado. 
Quando olho as obrigações, os limites do estado é a indisponibilidade do interesse público.
Existem situações que ele não pode fazer.
Ex: O estado não pode comprar computadores sem licitação, ou contratar serviços públicos sem concurso, aumentar salários sem legislação que a regulamente. Aqui prevalece o princípio da indisponibilidade do interesse público. 
Ex: tirar dinheiro da educação e colocar na saúde? Não pode.
4.2 CONSTITUCIONAIS (EXPRESSOS NA CF) – ART. 37 caput. 
- Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
a) LEGALIDADE
b) IMPESSOALIDADE
c) MORALIDADE LIMPE
d) PUBLICIDADE
e) EFICIÊNCIA
São apenas estes? Não. Os outros cabem interpretação – rol exemplificativo
· Estado com E maiúsculo – são todos os entendes da federação – União, estados, DF e municípios. – não há hierarquia entre os entes, cada um possui sua competência. 
· estado com E minúsculo - usado para se referir a uma condição ou situação de algo ou alguém.
Ex: É dever do estado da Bahia cuidar da saúde.
a) PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 
– cabem a todos os entes federativos.
Pode ser interpretado sob o critério da não contradição da lei e da subordinação da lei.
Já visto em constitucional e penal, mas aqui a tratativa será diferente.
Ex: regras na faculdade (PARTICULARES): - não contradição da lei
	Regra 1:
· É permitido portar celular na sala de aula – conduta permissiva
Regra 2:
· É proibido uso de havaianas na sala de aula – conduta proibitiva
- Fulano certo dia foi portando celular, usando sandália havaiana e usando boné. 
- A conduta 1 é lícita por estar em conformidade com a lei
- A conduta 2 é ilícita por estar contradizendo a lei
- A conduta 3 é lícita por a lei não proibir, nem tem nada expresso.
Pode fazer tudo que a lei permite ou não proíbe.
A legalidade para os particulares deve ser observado o critério da NÃO CONTRADIÇÃO A LEI. Pode ser feito tudo o que a lei permite ou não proíba. 
(ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA)
É visto pelo critério da subordinação a lei.
- utilizando o mesmo exemplo para o Estado:
- A conduta 1 é lícita por estar em conformidade com a lei
- A conduta 2 é ilícita por estar contradizendo a lei
- A conduta 3 é ilícita, pois a administração pública só pode fazer o que a lei diz expressamente. 
Para saber se a administração pública pode ou não fazer uma conduta é só olhar na lei, pois estará estabelecido tudo o que ele pode fazer. Está vinculado ao critério da subordinação a lei.
Ex: a polícia pode multar por convênio. Se não tiver convênio, o auto de infração será nulo. 
b) PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE
Trabalha com a ideia de que a atuação do Estado tem que ser impessoal, não pode ter um critério subjetivo.
Ex. 1: quer contratar alguém – necessário concurso, não pode escolher quem será contrato.
Ex. 2: Comprar feijão – necessário licitação – não pode escolher quem será o fornecedor diretamente. 
Ex. 3: Um prefeito nomeia o amigo dele para ser secretário municipal de esportes – pode por ser cargo de confiança. E se nomear o filho? Pode, não é nepotismo. Mas se nomear ele para ser Diretor de esportes não pode, por ser agente administrativo (precisa de concurso) e secretário é agente político.
Cargos políticos não precisam respeitar o nepotismo.
Mesmo que não tem lei que proíba, não pode contratar o filho para cargo adm, pois só pode fazer o que a lei permite, subordinação, além de ferir o princípio da moralidade.
c) PRINCÍPIO DA MORALIDADE
Ex: filho do prefeito para cargo administrativo. É imoral.
Prática de um ato de improbidade administrativa – é a moralidade administrativa.
· Aqui independente de existir Lei ou não, o princípio por si só tem força para dizer que é imoral. 
· O cargo de confiança não afeta a impessoalidade, é nomeado quem o administrador quiser. 
· Algumas contratações podem ser imorais. 
d) PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE
Ex: pessoa possou em um concurso e não assumiu o cargo em seguida, no prazo de 30 dias. Um ano depois ela buscou para assumir o cargo, quando ela soube que havia sido aprovada. Ou seja, quando ela tomou ciência. 
· É a partir da publicidade que será contado o prazo. O prazo só será contato a partir da ciência. 
· É através deste princípio que pode-se fiscalizar a administração pública.
· Pela lei LIA – lei de improbidade administrativa
e) PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA 
· É um princípio novo, surgiu após a CF/88 com a emenda constitucional 19, fruto do poder constituinte derivado.
· A eficiência tem que ser tanto no meio quanto no resultado.
Ex: Construção de um estádio de futebol
· MUITO BOM (MELHORES PRODUTOS) – 100 MILHÕES
· BOM (PRODUTOS INTERMEDIÁRIOS) – 60 MILHÕES
· RUIM (PRODUTOS RUINS) – 40 MILHÕES
· Se utilizar o meio será a opção mais barata
· Se busca o resultado será a melhor opção.
· Se gastar muito será ineficiente quanto ao meio, embora seja eficiente quanto ao resultado. 
· O mais barato será eficiente quanto ao meio por ser mais barato, mas ineficiente quanto ao resultado
· Então a opção mais eficiente será o Bom, que será avaliado o meio e o resultado. 
4.0 DEMAIS PRINCÍPIOS - GERAIS
4.1 AUTOTUTELA 
· É o princípio que autoriza e obriga a administração pública a Rever seus atos. Reanalizar seus atos. Antes do princípio da autotutela a administração pública pode reanalisar seus atos.
· Quando for fazer esse autocontrole irá verificar, que se o ato estiver errado, deverá ser corrigido. Ele mesmo se autocorrige.
· Pode de ofício rever seus próprios atos. 
· O certo é manter os atos – mais a frente iremos ver que os atos administrativos gozam de um atributo chamado de presunção de legitimidade, mas pode ser que foi feito errado e pode ser revisto.
· Poderever para:
· ANULAR O ATO – Quando a administração pública está diante um ATO ILEGAL. 
· Ex: Fez uma demissão administrativa, após a publicação, foi errada, foi nula. 
· Irá baixar um decreto anulando a demissão. 
· Ex. 2: Concurso para analista de dados:
· Salário base – 12.000,00
· Função qualificada – 4.000,00
· Gratificação de incentivo ao aperfeiçoamento na área de atuação – 2.000,00
· 18.000,00
· A lei especifica essa gratificação por aperfeiçoamento.
· Essa pessoa tem uma pós graduação em história. Ele faz um requerimento solicitando o benefício e junta os documentos da pós. O estagiário que analisou o processo não se atentou que a pós não está relacionada a área de atuação e defere o pedido de gratificação.
· Passado 6 meses, um novo estagiário analisa essa gratificação e verifica que está errada. 
· Atos nulos - Nasceu errado, morre errado – o tempo não convalida o ato que é nulo. 
· Atos anuláveis – Nasce errado, mas se não for questionado no período de 5 anos ele se convalida, passa a ser válido com o tempo. 
· Neste caso se passado 5 anos e ninguém questionou, e ele demonstrou boa-fé, o ato será convalidado e mantida a gratificação.
· REVOGAR O ATO - EX: Juiz que baixa portaria Nº XXX regulamentando horário de funcionamento. 
· A administração pode rever este ato. Se passado 1 mês entender que esses horários estão prejudicando o atendimento ao público, será aplicada uma nova portaria YYY que irá alterar a portaria XXX mudando o horário. Revogando a anterior. 
· É utilizada quando observa que o ato não é mais conveniente ou oportuno. Essa análise é feita para revogar.
· O MP diante de ato ilegal praticado pela administração pública, entra com uma ação civil pública. Pode o judiciário revogar um ato ilegal da administração pública?
· O instituto da revogação não se aplicada nesta situação, neste caso, deve ser aplicado diante um ato ilegal a ANULAÇÃO.
· Quando é feita essa análise de conveniência e oportunidade, estou analisando o mérito do ato administrativo, que é a valoração utilizada na revogação, quem pode fazer essa valoração é o administrador, não é o juiz. 
· O judiciário pode verificar a legalidade. A conveniência e oportunidade cabe apenas ao administrador. 
· ISENÇÃO – Criado por Lei, matéria legal – essa lei pode ser revogada.
· Deixar de cobrar o IRPF de uma pessoa que está com doença terminal
· IMUNIDADE – Criada pela CF, matéria Constitucional
· Existe uma norma que não pode ser cobrado tributo de entidades religiosas
4.2 RAZOABILIDADE / PROPORCIONALIDADE
São distintos, mas trabalham em conjunto.
· Ex. 1: Em uma cidade em situação precária, faltando verba para educação, saúde, etc... o prefeito fecha contrato com Gustavo Lima para cantar na festa da cidade. 
· Na conta tem o valor para pagar o show e não há indícios de que houve propina.
· Neste caso, o prefeito pode contratar o show mesmo faltando recursos básicos para a cidade? Ao tomar essa decisão de fazer o show mesmo faltando recursos é razoável? Há proporcionalidade? Se não for razoável o ato pode ser anulado.
· Ex. 2: Passar na prova da PM com 31 anos, mesmo sendo apto em todas as provas, não foi aceito. Então é ajuizada uma ação alegando que a determinação do edital para entrar no PM com até 30 anos não é razoável. Enquanto isso o PM fica trabalhando por sub judice (por ato judicial).
· A razoabilidade é um princípio que na prática não é tão fácil de sustentar, pois entra uma margem subjetiva. É um princípio que deve ser trabalhado em harmonia com outro. 
4.3 PRINCÍPIO DA SEGURANÇA
	Esse princípio veio dar uma garantia, segurança jurídica ao princípio da autotutela – limitação a autotutela.
· As relações tem que ser estáveis, não podem ficar eternamente na insegurança.
· Ex. da gratificação – vai chegar um momento que ele terá o direito adquirido, a relação será estabilizada. Será aplicada a segurança jurídica. 
· Ex. 2: Festa acadêmica na frente da faculdade – solicita a prefeitura para fechar a rua. A prefeitura é obrigada a aceitar o pedido? Não. Mas aceitando se chama de aceitação administrativa. 
· Após 2 semanas há fuga de presos do presídio, e a polícia resolve fazer greve, o que deixa uma sensação de insegurança na cidade. É conveniente e oportuno manter a autorização? Não. Pois a população está em perigo, então a administração pública pode rever a autorização, revogando a autorização. A autorização é um ato administrativo precário, podendo ser revisto a qualquer tempo. Podendo aplicar o princípio da autotutela. Mas não pode revogar sem avisar com antecedência, pois não pode ferir o princípio da segurança – pois criou a expectativa, um planejamento. 
· Esse poder que limita a autotutela e dá a segurança para tratar com a administração pública é o princípio da segurança.
· A qualquer momento o ato administrativo pode ser revisto, no entanto, se este ato gerou direito a alguém e este o beneficiou de boa-fé, tem 5 anos para ser revisto, caso contrário será convalidado e mantido o ato.
· Ex: construção em dois terrenos e não foi especificado no habite-se que a casa foi construída no meio dos dois, está especificando que só foi construída em um.
· Está construída a mais de 5 anos;
· Não demonstra risco a segurança, nem ambiental;
· Houve omissão de fiscalização na época da construção;
· Ocorreu em fato consumado – não há mais o que ser feito, além de pagar as multas e consertar o habite-se.
4.4 PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA
	EX. 1: Gabriela de 10 anos tem um irmão João de 8 anos.
· Gabriela reclama para a mãe que João bateu nela e quer que a mãe o espanque. 
· Diante disso, observando que o pedido é constitucional, João será intimado, cientificado dos fatos que foram expostos por Gabriela.
· Chance de se defender e contestar – se defende e alega que não fez o que ocorreu nos fatos e que no momento estava na casa do amigo Pedro – arrolou testemunha. 
· Sentença – não conseguiu provar a inocência, foi condenado. 
· Esse direito de as pessoas serem intimadas, citadas, tomarem ciência de situação que a envolvam é chamado de CONTRADITÓRIO – Prerrogativa que todos tem de tomar ciência, e esperar que a pessoa possa se defender.
· O direito de fazer provar seu direito ou recorrer é chamado de AMPLA DEFESA – direito de produzir provas e recorrer se for necessário.
· O exercício dessas duas situações aplica-se o contraditório e ampla defesa, não existe contraditório sem defesa, ou defesa sem que a pessoa tome ciência. 
· Ex: PAD (processo administrativo disciplinar) – demissão de servidor que permite o contraditório para que se defenda
AULA 24/02
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO
 PRINCÍPIOS GERAIS
· Dos princípios administrativos expressos na constituição – LIMPE no art. 37 caput – são os princípios que vão nortear a adm pública. Desses princípios qual sofreu controle de constitucionalidade? E Por quê?
· Quando a constituição foi criada, apresentou 4 princípios expressos e após, através da emenda constitucional 19 foi acrescentado o princípio da eficiência.
· L.I.M.P – Poder Constituinte Originário
· E. – Poder Constituinte Derivado – por ter surgido pós constituição
· Por ele ter sido analisado se estar de acordo com a constituição – sofreu o controle de constitucionalidade e foi aceito.
4.5 PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE
· Ex: Prestação de serviços pela Coelba – é uma empresa privada que presta um serviço público – o fato de o serviço ser público não significa que ele será prestado por uma empresa pública. 
· Terceirização, privatização, concessão...
· Existe uma regra que o serviço público tem que ser contínuo, não pode haver a suspensão da atividade exercida. 
· Não posso fechar o hospital, escola, não posso permitir que o judiciário entre em greve...
· A CF permite a greve de servidores públicos nos termos da lei – mas não foi regulamentada a lei até hoje – é uma norma de eficácia limitada;
· O STF criou a regra já que não existe a lei que regulamenta a greve, utilizando como base a lei que regulamenta o setor privado, fazendo algumas alterações para o setor público. É baseado na interpretação no STF.· Segurança pública não se enquadra – polícia não pode fazer greve.
· Ex: Se a pessoa não pagar a luz pode cortar – Como compatibilizar este princípio ao corte de água e luz? 
· Existem duas correntes:
· Não pode cortar em razão do princípio da continuidade;
· Pode cortar em razão do princípio da continuidade;
· Poderá cortar desde que seja avisado com antecedência
· As duas derivam do mesmo princípio. 
· Ex: alunos juntam para fazer a formatura, o valor é dividido para todos, mas se uma quantidade começa a parar de pagar, a empresa começa a tomar prejuízo e o serviço deixará de ser prestado para todos;
· O entendimento atual é que pode haver a suspensão e corte da energia e água, baseado no princípio do serviço público, não individual, mas de forma que todos sejam penalizados de forma igual.
· Ex: greve dos professores – serviço público da educação.
4.6 PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE
· Os órgãos públicos e as atribuições dos agentes públicos decorrem de lei. Serão tipificados por lei.
· Este princípio está em conformidade com o princípio da legalidade.
· Ex: estado da Bahia:	
· Setor que cuida da saúde – Secretaria estadual de saúde;
· 9º DIRES
· Setor que cuida da educação – Secretaria estadual de educação; 
· COLEM
· Setor que cuida da segurança – Secretaria estadual de segurança pública;
· DEAM – A delegacia não pode fazer outra função a não a dela estabelecida por lei – Na lei estará especificada as suas competências. Assim como cada ente e cada órgão. 
· Qual a natureza do IBAMA? É uma autarquia federal. 
· BB – Sociedade de economia mista.
· Existem leis que tratam sobre cada órgão, de economia mista, economia privada, autarquias, etc...
· Ex: A criação de órgãos públicos – direito aos princípios – legalidade e especialidade – os dois estão certos, mas em uma prova o certo seria a especialidade. 
4.7 PRINCÍPIO DA ISONOMIA
· ISONOMIA E IMPESSOALIDADE – TEM HAVER? Sim. Tratar todos os iguais
· Igualdade é maior – dentro do princípio da igualdade, tem dois tipos de igualdade:
· Formal
· Está na Lei – todos são iguais. Essa igualdade formal em caso concreto ela pode ser injusta. Ex: TAF da prova da PM; Há a disponibilidade para ambos os gêneros, mas quando especifica tempos diferentes para homens e mulheres já é material.
· As provas são diferentes para homens e mulheres – o tempo do homem é maior, maior quantidade de repetições;
· Quando faço esse parâmetro de se todos são iguais, e estabeleço critérios, é a igualdade material.
· Material
· Tratar os desiguais de forma desigual na medida das suas desigualdades 
· LEI DE COTAS – é em respeito ao princípio da isonomia.
	
	Igualdade formal
	Igualdade material
	Definição
	Todos são iguais perante a lei
	Tratar os desiguais de forma desigual na medida das suas desigualdades
	Exemplos
	Todos têm acesso ao poder judiciário
	Gratuidade de justiça
	Objetivo
	Subordinar todos ao crivo da legislação
	Promover igualdade de oportunidades
4.8 PRINCÍPIO DA PROBIDADE
· Moralidade administrativa
· É referente a ideia de honestidade;
· Improbidade – é ser desonesto na esfera administrativa – improbidade e crime tem relação direta? Não. – Quando o crime é praticado contra a adm pública é um ato de improbidade. Mas nem todo ato de improbidade é crime. 
· Ex: Um gestor que ao invés de fazer o concurso público, contrata umas pessoas temporárias para o cargo. Se for notificado e não consertar o ato, será considerado improbidade administrativa. Não é crime, mas é uma improbidade.
· Ou seja, a probidade é maior que a parte criminal – o crime pode ser improbe, mas nem todo ato improbe é crime.
4.9 PRINCÍPIO DA TUTELA
· Não confundir TUTELA com AUTOTUTELA
· AUTOTUTELA
· Poder de preservação, de rever os atos;
· Só existe uma pessoa que faz seu auto controle
· TUTELA
· Dir. Civil – 2 pessoas vinculadas – Tutor e Tutelado
· Controla alguém
· Princípio que permite a adm. Pública fiscalizar a adm. Indireta;
· Ex: 
· Ibama que é uma PJ – Autarquia Federal
· A união federal é outra PJ 
· São PJ distintas, a união não manda no IBAMA. O IBAMA não é subordinado.
· Não há hierarquia;
· O IBAMA é vinculado a UF – é uma autarquia federal que está vinculada a UF
· O IBAMA presta contas
· Pode ser fiscalizado pela UF
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
	Como o Estado se divide, bem como a administração pública indireta e quais são suas características
1. FORMA DA PRESTAÇÃO DA ATIVIDADE ADMINISTRATIVA
· A atividade administrativa pode ser prestada de duas formas:
1.1 CENTRALIZADA (DIRETA):
· Quando digo que o estado presta o serviço diretamente para o servidor – serviço de segurança, hospital, escola...
· Estamos diante de apenas uma PJ
· Existe apenas um centro de competência – É prestada de forma centralizada, prestada de forma direta.
· Realizada dentro de um centro apenas
· A administração pública DIRETA é o próprio Estado = Entes Federativos = UF, DF, MUNICÍPIOS E ESTADOS MEMBROS
· COLEM – Está dentro do centro do estado da Bahia então é uma única PJ centralizado.
A administração pública direta é aquela que a atividade é prestada de forma centralizada
1.2 DESCENTRALIZADA (INDIRETA):
· Quando uma outra PJ presta a atividade ao cidadão;
· Sai do centro para outro centro;
· Ao invés dele diretamente prestar o serviço, ele pode pegar o serviço dele que ele poderia realizar e passar para outra PJ exercer;
· Ex: UF -> INSS -> CIDADÃO
· Pedido de aposentadora
· Mesmo se não existisse o INSS, a responsabilidade da aposentadoria seria da União;
· Foi criada uma outra PJ (autarquia) e foi passada a ela essa competência;
· Transferência de responsabilidade;
· Podem ter a administração pública indireta os entes criados pelo Estado:
· Autarquias.
· Sociedades de economia mista
· Empresas públicas
· Ex: Caixa.F e UF – não são a mesma PJ 
· A atividade prestada pela caixa é de forma indireta descentralizada
· IBAMA
· UNIVERSIDADE FEDERAL
Diferença Descentralização e Desconcentração
Descentralizar = Transferir o PODER para outra Pessoa Jurídica. Está diante de mais de uma PJ, que transfere uma atribuição para outra pessoa.
Desconcentração = Não é transferência, é divisão interna de competência – divido internamente minhas funções.
· Ex: Estado da Bahia uma PJ só = divide internamente as funções são divididas em secretárias: educação, agricultura, saúde...
· Questão – A criação de um departamento, ex: secretária, é fruto de processo de desconcentração – Certo ou Errado? Certo!
· Quando faço essa divisão interna, estou criando órgãos públicos, o ser é um só, mas internamente existem vários órgãos.
· Qual a natureza jurídica do departamento do meio ambiente do município de Alcobaça? 
· É um órgão público municipal.
· Qual a natureza jurídica da secretaria de segurança pública do estado da bahia?
· É um órgão público estadual.
· Se é um órgão pertence a alguém – Posso processar o estado da bahia? Sim! Por ter personalidade jurídica e o órgão não.
· Dentro do estado da Bahia existem vários órgãos, secretária de saúde, e dentro tem outro órgão que é o hospital estadual costa das baleias.
· Havendo necessidade de processo contra o hospital, o responsável é o estado, pois o hospital não tem personalidade jurídica, apenas o estado. O hospital é apenas um órgão.
1.2.1 DESCONCENTRAÇÃO
· Cuidado para não confundir com descentralização;
· Descentralizar quer dizer delegar – transferir funções que era do Estado para outra PJ;
· É a divisão interna de competência do estado da Bahia:
· Divido o estado em secretarias:
· Secretaria de Educação
· Segurança
· Saúde
· Esportes
· Em caso de processos será contra o próprio estado da Bahia, pois essas divisões não são órgãos independentes, o estado responde por eles. 
· A criação de órgãos públicos, secretarias, departamentos... é fruto de qual processo? Descentralização ou desconcentração?
· Desconcentração
2. FORMAS DE DESCENTRALIZAÇÃO
· Descentralizar = TRANSFERIR o PODER
· Essa transferência pode ser feita por:
2.1 Delegação 
· Transferir apenas a EXECUÇÃO do serviço
· Quando transfiro a execução do serviço, o dono do serviço sou eu:
· Ex: das concessionárias:· Transporte coletivo de passageiros – Santa Clara
· Transferiu a execução – quem vai fazer 
· A titularidade não foi transferida – o dono do serviço continua sendo o Estado
· O Estado pode cancelar o serviço
· Quando transfiro apenas a execução estou diante de uma delegação. A função é minha e estou delegando a outro para fazer;
· Posso retomar o serviço a qualquer tempo
· A delegação pode ser feita por ato administrativo, contrato (regra) e por lei
· Ex: Moto taxi, para funcionamento precisa de alvará que é ato administrativo;
· Ex: pedágio – foi transferida a responsabilidade de cuidar da rodovia e cobrar pelo serviço, a concessão é dada por contrato. Toda concessão de serviço público é por contrato, em via de regra. Para existir o contrato precisa ter o processo de licitação antes. 
· Ex: lojas box mercadão, é por delegação através de um ato administrativo – permissão, são permissionários.
· Ex: bancas de revistas.
2.2 Outorga
· Transfere a execução + a titularidade = transfere tudo
· Só é regulamentado por lei
· Autarquias
· Quando é criada será dona do serviço e irá executá-lo;
· Ex: um bolo de chocolate – pega uma fatia – o mesmo material usado para fazer o todo é o mesmo da fatia.
· UF tem a obrigação de cuidar da previdência, mas por ser trabalhoso, vou transferir essa responsabilidade e titularidade a uma instituição específica para isso, cria o INSS;
· É retirado uma parte deste “bolo” e cria uma outra parte a partir dela, com as mesmas características, porém com designação própria para tal responsabilidade. Todas as características estarão nessa nova PJ criada.
· Ex: Servidor do INSS aposenta pela União (possui regime próprio) – Ele é servidor público federal, aposenta pela união, estatuto federal – por ser as mesmas características da união, estão dentro do INSS.
· Nessa situação está descentralizando por outorga 
AULA 10.03
1. ORGÃOS PÚBLICOS
· O que vem a ser órgão público?
União de competências. Todo órgão público é um centro, uma unidade com competência específica. 
· Princípio que orbita sobre os órgãos públicos?
· Princípio da especialidade
· Características
a) Despersonalizados – Não possuem personalidade jurídica;
Ex: Câmara dos vereadores:
· Recebe verba todo mês com valor específico, que é solicitado através de contrato, para contratações, compra de materiais...
· Pode fixar as regras internas
· A natureza jurídica é:
· O município possui dois órgãos públicos:
· Legislativo – Camara municipal de vereadores. Possui CNPJ
· Executivo – Prefeitura – não se confunde com município, a prefeitura é o órgão executivo do município. Prefeitura é passageira, o município é fixo, possui CNPJ
· A câmara não possui personalidade jurídica, o fato dela ter CNPJ não significa que tenha personalidade de PJ, a existência do CNPJ pode ser apenas para controle fiscal. É um ente despersonalizado.
· Ex: se um carro da câmara atropelar alguém o processo será contra o município.
b) Integram a estrutura administrativa do ente público
Por serem despersonalizados, eles integram a estrutura administrativa do ente público. 
Existem alguns órgãos públicos, que embora a doutrina não trabalha nisso, eles têm uma característica peculiar, de quase independência. 
Ex: MP – É um órgão público com autonomia aos demais poderes. 
2. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA
Quando nos referimos a administração pública, pode ser direta e indireta, que possuem consequências distintas. 
A administração pública direta se refere a atividade prestada de forma centralizada, por apenas uma PJ.
2.1 Conceito
É o conjunto de pessoas jurídicas de Direito Público, seus órgãos e agentes públicos, criados com fim de alcançar os objetivos do Estado. 
· Quem são estes entes? – UF, estados membros, mun, DF – tinha antes da CF/88 os territórios.
· É propriamente o Estado. 
· Os entes federativos nada mais é que a própria administração pública direta.
Quando a administração pública direta exerce suas funções, realizando diretamente suas funções, essa atividade é centralizada.
Esses entes são criados diretamente pela CF
2.2 Criação
A criação é direta pela Constituição Federal;
· Não posso criar um ente através de uma lei infraconstitucional;
· Não existe hierarquia entre os entes
· A federação do Brasil surgiu de um movimento centrífugo (de fora para dentro) – O poder de Portugal foi retirado de lá e trazido para cá.
· Ex: Estado do Pará estava com proposta de ser dividido, separando suas cidades e criando um novo estado, mas uma dessas cidades seria território, caso fosse criado território, o mesmo terá natureza de autarquia territorial e não seria ente federado. 
· Para poder dividir um estado ou unir é necessário voto da população.
· Ex: Teixeira iria ser separada para ser um novo território, mas a votação é pela população do estado, só em SSA tem população maior que todo o extremo sul, então não houve a separação. 
2.3 Personalidade Jurídica
Todos os entes são pessoas jurídicas de Direito Público.
2.4 Agentes Públicos (Quem trabalha)
Pessoas que exercem cargo na administração pública com status de servidores públicos; Regidos por estatuto.
· Gênero – Agente
· Espécie - Servidor
· Todo servidor é um agente, mas nem todo agente é servidor público.
· Ex: Petrobrás, caixa – é agente público – mas são empregados públicos e não servidores;
· E sendo servidor qual é o regime de trabalho? Celetistas ou Estatutários? Estatutários, cada ente tem seu próprio estatuto. Lei 8.102/90 – autonomia para criar suas regras.
Qual a categoria dos agentes públicos que trabalham na administração pública direta?
Servidores Públicos – estatutários
Consequências:
· Estatutários – Não tem FGTS
· Estabilidade – Adquirida após a probação (chamado de estágio probatório)
· Um servidor aprovado em um concurso público, durante o exercício de sua função ele é avaliado em seus 3 primeiros anos, que é chamado de estágio probatório, sendo aprovado, irá adquirir a estabilidade. Para adquirir a estabilidade tem que ser um servidor público efetivo.
· Ex: Foi nomeado, tomou posse e trabalhou 1 dia. Esse servidor é efetivo com apenas 1 dia de trabalho? Sim.
· Todo servidor estável é efetivo? Sim, pois para ser estável precisa ser efetivo e passar pelo estágio probatório no período de 3 anos.
· Todo ano tem avaliação de aptidão, mas os 3 primeiros são mais importantes.
· Não pode ser exonerado após a aprovação (mandado embora) sem justa causa.
· Ex: O servidor público pode ser mandado embora sem ter feito nada de errado? – Sim no período de estágio probatório, quando não é aprovado, onde prova que não tem aptidão para o cargo. Quando é reprovado, o termo não é ser demitido, é exonerado, posteriormente ele pode fazer o concurso novamente e exercer o cargo, pois não houve punição.
2.5 Bens
São chamados de Bens Públicos;
Ex: Cadeiras das escolas
2.6 Responsabilidade dos Entes (Civil)
Dois tipos de responsabilidade:
· Contratual
· Aquiliana – extra contratual, não deriva do contrato.
· Subjetiva
· Objetiva
· Em regra a responsabilidade civil do Estado é objetiva, derivando o art. 37, § 4º, CF - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
· As PJs de Direito Público responderão pelos atos dos agentes. 
· Se a PF do ente público (agente público) causar um dano ou a ação do Estado causar um dano, o Estado irá responder de forma objetiva. Existem exceções, que podem ser subjetiva a responsabilidade. 
2.7 Foro Competente
Justiça Comum – Federal e Estadual
· Processo contra a União Federal – Justiça Comum Federal
· Ações Trabalhistas da União – Justiça Comum Federal
2.8 Imunidade Tributária
Poderia os entes cobrar impostos entre si? Já é sabido que pode ser cobrado das pessoas, mas a União, por ex, paga IPVA?
· Não, pois a CF considerou a chamada imunidade tributária recíproca, onde os entes não podem cobrar impostos entre si. A imunidade é para o imposto. 
· Ex: Doc. Do carro pagalicenciamento (taxa) e IPVA (imposto), a isenção é apenas no imposto. O estado pode cobrar a taxa de licenciamento, mas não cobra por ter lei específica para isso.
· Gênero – Tributos
· Espécie – Impostos, taxas, contribuições, Empréstimos Compulsórios
2.9 Vínculo do Estado com o agente público.
Quando se torna servidor, nasce uma relação entre o estado e a pessoa, este vínculo é o que? É representante do Estado? Qual é essa natureza?
Criar um cargo público é dado um nome para este cargo
· Ex: Fiscal Sanitário, tenho que falar quais são as atribuições deste cargo, quais são as funções que compete a ele, qual requisito que alguém seja fiscal, o salário e quantos cargos estou criando nesta lei. O máximo permitido são 200 cargos.
· Cada pessoa aprovada assume uma vaga. Se são 200 vagas e 80 pessoas assumiram, as vagas para servidor são 200, não estou dizendo das vagas preenchidas, mas sim de todas. Os vagos são 120 e 80 preenchidos.
· Se alguém pede licença do cargo, o cargo continua sendo dele, os cargos continuam sendo 200 e os preenchidos 80, tirar férias, doente, o cargo continua sendo preenchido.
· Teorias:
· Teoria da representação
Diz que o agente público é um representante do estado. Essa teoria é refutada pelo motivo de que o estado não pode ser reconhecido como incapaz, pois ele estaria sendo representado pelo servidor.
· Ex: Na ação de alimentos que a mãe representa os menores incapazes.
· Ex: Juiz no estádio de futebol que foi preso - O policial que prendeu esse juiz era representante do estado naquele momento, mas o sentido que se dá na representação é um sentido de incapacidade de quem está sendo representado, e o Estado não é incapaz.
· Teoria do mandato
· Fala por alguém. 
· Tem natureza contratual, como se o Estado estivesse contratando o servidor que irá falar por ele por procuração.
· Ponto de divergência:
· O policial pode exercer sua função pelo fato do Estado ter passado poderes para ele através de um contrato. Não é aceito, pois todo contrato deve ser assinado
· Silvio Santos – tecnicamente não era empresário, a contratante era o SBT. Ele é o representante legal, toda PJ precisa da PF para assinar.
· Também foi refutada
· Teoria da imputação ou do órgão
O vínculo do servidor com o Estado é um vínculo de ordem legal. 
· Ex: servidor estadual, quais são os poderes?
Suas atribuições decorrem de Lei
· O servidor deve ser imputado (atribuído) das suas funções do cargo, essas funções decorrem de lei;
· Para representar a administração pública em juízo precisa de uma procuração? Não.
· Imputação quer dizer atribuir – será imputada quando tomar posse. 
· TEORIA ACEITA 
· ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA
Deriva do processo de descentralização. O Estado precisa utilizar outra pessoa jurídica para prestar determinada atividade administrativa.
Quais são os entes que compõem essa administração:
· AUTARQUIAS
1.0 CONCEITO
Pessoa Jurídica de Direito Público, criada por lei específica, com personalidade jurídica de direito público, para desempenhar funções típicas do Estado. Ela se comporta como se fosse o próprio Estado.
· Autarquias são uma coisa, Estado é outra coisa.
· Ex: UF (PJ1) X INSS (PJ2)
1.1 CRIAÇÃO
· Lei específica -> Ordinária
· Art. 37, XIX, CF/88
·  Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação.
· Lei complementar – virá informando na CF que será necessária lei complementar para tratar de determinado assunto. Na especificação da lei sempre é exposto lei complementar número tal – Votação em maioria absoluta.
· Lei ordinária – não faz referência que é ordinária, apenas informa o número da lei, sem dizer lei ordinária número tal – Votação maioria simples.
· Quando é tratado por lei ordinária (é a regra) é uma lei comum;
· Somente por Lei específica pode ser criada as autarquias;
· Quando falo específica não tem a ver se a lei será ordinária ou complementar. O fato de ser específica não tem a ver com a espécie legislativa.
· Específica quer dizer que, para criar uma autarquia essa lei só poderá tratar daquela autarquia, daquele assunto, específica para ela;
· Ex: INSS, IBAMA, UNIVERSIDADES tem sua própria lei;
· Art. 37, XIX, CF:
· XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação;
1.2 PERSONALIDADE JURÍDICA 
· Direito Público
· Ex: Bolo de chocolate que é retirada uma fatia, se o bolo é de chocolate a fatia também será. 
· O Estado desempenha algumas funções, com o propósito de ser mais eficiente, ele tira algumas dessas funções de sua responsabilidade e dessa personalidade jurídica dota ela de personalidade jurídica, que estará criando uma autarquia.
· A autarquia desempenha funções típicas do próprio Estado. Se ela não existisse, as funções direcionadas a ela seria do Estado e o bolo não seria dividido. 
1.3 AGENTES PÚBLICOS
· Servidores Públicos
· Cada autarquia irá seguir o estatuto do ente que a criou, se foi criada pela União irá seguir este, estadual irá seguir do estado, município municipal.
· Regime de aposentadoria:
· Quem trabalha no INSS não se aposenta pelo INSS
· Regime próprio de aposentadoria
· Ex: Empresa privada
· Salário – R$ 20.000,00 desde sempre
· Aposentadoria – R$ Teto da tabela de contribuição do INSS – R$ 7.500,00
· Servidor Público Federal / Estadual
· Salário – R$ 3.000,00 desde sempre
· Aposentadoria – R$ 3.000,00
· Aposenta com o valor que contribuiu.
1.4 BENS
· Os patrimônios são públicos
1.5 RESPONSABILIDADE CIVIL
· A responsabilidade civil do Estado é Objetiva, logo, a da autarquia também será.
1.6 IMUNIDADE
· Tem imunidade recíproca?
· Sim, apenas quanto aos impostos;
· Os entes não podem tributar entre si, as autarquias também não;
· Ex: Ibama não paga IPVA, IPTU, IR
· Manejamento de órgãos
· EMARC que era um órgão da agricultura e passou a ser da educação
· As autarquias não são subordinadas a administração direta, não há hierarquia. A relação dela com o ente que a criou é de vinculação
· As autarquias tem sua própria autonomia.
1.7 FORO
· Onde serão dirimidas as ações?
· A regra será a mesma do Estado
· Se for autarquia federal – JF
· Se for autarquia estadual / municipal – Justiça Estadual
· Ex: INSS / IBAMA – JF
· Ex: UNEB – Justiça Estadual 
· Se for trabalhista justiça comum estadual.
· EMPRESAS PÚBLICAS
2.0 CONCEITO
· Pessoa Jurídica de direito privado, cuja autorização dependa de lei específica, com finalidade de prestar serviço público ou explorar atividade econômica, com capital 100% público.
2.1 CRIAÇÃO	
· Autorização por lei específica + autorização (registro)
· Empresas Públicas não são criadas como as autarquias, mas sim, SÃO AUTORIZADAS;
· Autorizar não é a mesma coisa de criar.
· Só será criada quando for registrada a empresa; Antes do registro, precisa ter lei que autoriza;
2.3 PERSONALIDADE JURÍDICA
· Pessoa de Direito Privado – embora a empresa seja pública, ela irá atrair normas do direito privado, ela é mais distante do Estado.
· Ex: Caixa – explorar atividade econômica – A caixa possui bens, estes bens podem ser penhorados, pois a atividade não é exclusivamente pública, mas sim econômica;
· Correios – Os veículos dos correios são bens. Esse bem é utilizado para prestar serviços públicos. Esses bens não podem ser penhorados, bloqueados. Toda vez que o bem tiver uma finalidade pública, não pode ser penhorado.
· Uma empresa que presta serviço público estará mais próxima do Estado, se explora atividade econômica estará mais distante do Estado.
2.4 AGENTES PÚBLICOS
· Empregados Públicos– CLT;
· Não será um processo por concurso para abertura de vagas, mas sim processo seletivo;
· Pode ser mandado embora sem justa causa, não tem estabilidade, mas tem FGTS;
· Concurso apenas para servidores.
· Ex: Processo seletivo com 200 vagas, a pessoa passou na posição 80 para cadastro de reservas, ela está aprovada, mas não pode exigir sua nomeação, pois não tem o direito subjetivo, o direito de exigir. 
2.5 PATRIMÔNIO
· 100% público
· Para que empresa seja constituída precisa ter um capital social
· Ex: Não posso comprar ações na C.F., ela não admite que pessoas não públicas integrem seu capital social. Todo dinheiro que entra é público.
· Petrobras vende ações porque é uma sociedade de economia mista
· Ex: Empresa Pública dividida entre os entes pode? Sim, pois o capital é 100% público.
· 40% UF
· 30% ESTADO DA BAHIA
· 30% PARA TEIXEIRA
2.6 FORMA SOCIETÁRIA
· Livre – Pode ser qualquer uma: SA, Limitada...
· Não se exige uma forma societária específica. O órgão administrador público tem liberdade para criar da forma que achar mais adequada.
2.7 BENS
· Em regra, são privados
· Normalmente o regime dos bens acompanha a natureza da entidade, jurídica.
· É possível que o C.S da empresa pública tenha um ente privado?
· Sim
· Ex: 
· Caixa – 20% (Adm pública indireta e privada)
· UF – 80% de cotas de um C.S (Adm pública)
· Pegadinha, pois não lembram dos órgãos públicos que possuem personalidade jurídica privada
2.8 FORO
· Irá seguir a competência
· Se for empresa federal – JF
· Se for estadual – Justiça estadual.
· Sendo processo trabalhista – Justiça do Trabalho
 Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar:
I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho;
· 3.0 SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA
Integra o processo de administração pública indireta, o processo de criação é o mesmo, a criação também. 
3.0 CONCEITO
Pessoa Jurídica de direito privado, criada a partir da autorização legislativa (lei específica), com o patrimônio misto (público e privado), em forma de sociedade anônima, para prestar serviços públicos ou explorar atividade econômica.
3.1 CRIAÇÃO
· Autorização por lei específica + autorização (registro)
Ex: Banco do Brasil / Petrobras / Embasa
3.2 NATUREZA JURÍDICA
Empresa com direito privado
3.3 FORMA SOCIETÁRIA	
Sociedade Anonima
3.4 PATRIMÔNIO
Misto – Público / Privado
· Tanto o Estado como pessoas físicas podem comprar cotas, colocar dinheiro na sociedade.
· Ex: S/A – 100 mil ações
- 80 mil – UF
- 20 mil – particulares
· O capital social não precisa ser majoritariamente público, contudo, o capital votante (poder decisório) deve ter maioria pública.
3.5 AGENTES PÚBLICOS
· Empregados Públicos
3.6 FORO
· Trabalhista – Justiça do Trabalho
· Demais – Justiça comum estadual
· Por que não está na constituição – art. 109 CF/88
· FUNDAÇÕES PÚBLICAS
· Fundações criadas pelo Estado. 
· Qual a diferença de uma fundação para uma empresa? Os fins lucrativos. A fundação não pode destinar seus lucros aos sócios, deve ser sem fins lucrativos. A empresa sua finalidade é ter fins lucrativos. 
· Toda vez que o Estado criar uma fundação será fundação pública.
· O fato do Estado criar uma fundação não necessariamente será criada uma empresa pública.
4.1 NATUREZA JURÍDICA
· As fundações servem para que? Para exercer uma atividade pública, ou privada que parece ser pública – Exerce atividade privada, faz tipo uma doação, que parece ser atividade de interesse público. 
· Toda fundação pública exerce uma atividade típica do Estado com atividade complementar do Estado. 
· Por ser criada pelo estado será fundação pública, mas a natureza irá depender. O Estado terá a opção de criar de direito público ou privado.
· Quando o Estado cria uma empresa é porque ele quer tirar uma função que necessariamente vai mexer e cuidar do setor privado.
· Ex: Banco exerce uma atividade (deveria ser tudo privado por ser economia)
· O Estado deve atuar no setor privado? – Em regra não. Apenas em formas excepcionais. O Estado pode entender que deve mexer em algo que não é a função dele.
· Ex: Petrobras – O Estado poderia ter várias empresas cuidando da extração de petróleo, mas entendeu que era importante privar a matriz energética do País. Não é a função típica.
· Ex: Banco do Nordeste – Criada porque o Estado precisa fomentar algumas atividades.
· Cria empresas para fomentar a atividade econômica
· Toda economia mista é uma exceção. 
· Ao contrário das demais, as fundações públicas podem assumir duas formas:
· Fundação Pública de Direito Público (Exceção) = Autarquia
· Fundações Autárquicas ou autarquia fundacional, que na prática estará criando uma autarquia, pois tem as mesmas características.
· Ex: UFMG – UFBA
· Tem a mesma natureza – se for um professor concursado, posso pedir transferência pra qualquer unidade federal.
· Concurso para procurador geral (adv das autarquias), não é procurador da UFMG, UFBA, DNIT... é procurador Geral, depois de tomar posse o Estado pode alocar para qualquer autarquia. 
· UNB (UNIVERSIDADE DE BRASILIA) – É uma fundação pública de direito público, ou seja tem a mesma característica de uma autarquia normal.
· Hoje não se faz distinção entre uma fundação pública de direito público e uma autarquia – pode colocar nome de fundação, mas é autarquia.
· Fundação Pública de Direito Privado (Essa é a regra)
4.2 CRIAÇÃO
· Art. 37, XIX, CF:
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; 
· Somente por lei específica cria autarquia
· Autoriza as demais;
· Essa fundação especificada no artigo é a de direito público privado. Se for criar uma fundação de direito público estará caracterizada nas autarquias.
· Se eu for criar uma fundação pública de direito privado a lei precisa existir, mas precisa autorizar sua instituição e será por lei complementar.
4.3 CONCEITO
· Uma entidade irá exercer uma atividade complementar do Estado que será feita através das fundações.
· Ex: O MP vela pelas fundações privadas?
· Não, pois a constituição não diz respeito as fundações privadas. 
· AGÊNCIAS REGULADORAS
4.0 REGULAMENTAÇÃO
· São autarquias em regime especial.
· Não são espécies novas, são autarquias especiais por atuarem na regulamentação de serviços públicos que foram delegados para a área privada.
· Ex: Linha telefônica, o Estado que executa esse serviço, mas foi delegado para a iniciativa privada – VIVO, TIM, OI (exercem uma função pública que foram delegadas a elas). O Estado tirou dessas empresas e transferiu para uma entidade, agência regulamentadora que irá cuidar desse serviço.
· São autarquias especiais que vão cuidar de serviços de regulamentação (fiscalização de determinados setores):
· ANATEL
· ANEEL
· ANTT
· ANAC
· Elas têm maior autonomia que uma autarquia normal, podem multar.
· Mandato dos diligentes – uma vez nomeado não pode ser demitido, tem que esperar ele cumprir seu mandato.
· O processo de nomeação de um diligente é o mesmo do Supremo
· AGÊNCIAS EXECUTIVAS
· São autarquias ou fundações públicas
6.0 CONCEITO
É um designativo técnico dado a uma autarquia ou fundação pública que após celebrar contrato de gestão adquire maior autonomia para cumprir metas pré-estabelecidas.
· Ex: IMEP
· Não existe nascer autarquia, fundação pública, agência executiva... Não existe nascer já sendo essas instituições.
· Agência Executiva é uma autarquia ou fundação que já existe que recebe o status de agência executiva. 
· Terá esse status executivo quando essa autarquia ou fundação celebrar/assinar o contrato de gestão com o Estado. – documento que o Estado assina com ele, que terá que cumprir metas estabelecidas para elas, que sendo cumpridas, será liberada mais verba e mais autonomia. Enquanto estivercumprindo terá o status, se não cumprir perde o status e volta a ser apenas uma autarquia ou fundação.
· QUAL A NATUREZA JURÍDICA DA OAB
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem natureza jurídica de autarquia de regime especial, ou seja, é uma entidade sui generis que presta serviços públicos
Características da OAB
· A OAB é uma entidade independente, que não faz parte da administração pública direta ou indireta. 
· A OAB não é uma autarquia federal. 
· A OAB não se submete ao controle contábil, financeiro, orçamentário e patrimonial do Tribunal de Contas. 
· As anuidades cobradas dos advogados não têm natureza tributária. 
· Os créditos da OAB não têm natureza tributária. 
· Os funcionários da OAB são equiparados a servidores públicos para fins penais. 
Função da OAB
A OAB é uma entidade de classe, que tem como objetivo principal regulamentar e fiscalizar a advocacia no país. Sua função é zelar pela ética profissional, defender os direitos e prerrogativas dos advogados, bem como promover a qualidade do exercício da advocacia em benefício da sociedade.
A visão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a natureza jurídica da OAB tem se firmado no sentido de reconhecer a sua natureza autárquica sui generis, ou seja, uma espécie de autarquia especial. O STF entende que a OAB possui autonomia e independência em relação ao Estado, mas também é dotada de características próprias que a diferenciam das demais autarquias.
Um exemplo claro da natureza jurídica da OAB é a sua capacidade de editar normas internas e regulamentos que disciplinam a profissão de advogado no país. A OAB possui o poder de criar o Código de Ética e Disciplina, o qual estabelece os princípios éticos que devem nortear a conduta dos advogados. Além disso, a OAB pode editar resoluções, provimentos e outras normas que regulam o exercício da advocacia e as relações entre os advogados e a sociedade.
Outro exemplo relevante é o processo de fiscalização exercido pela OAB. A entidade possui o poder de instaurar processos disciplinares contra advogados que praticam infrações éticas, podendo aplicar sanções disciplinares, como censura, suspensão ou até mesmo a exclusão do profissional dos quadros da Ordem. Essa atribuição de fiscalização da OAB reforça sua natureza jurídica, evidenciando sua competência para regulamentar a conduta dos advogados e preservar a ética na profissão.
A OAB também tem o papel de representar os advogados perante os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como perante a sociedade. Ela atua como uma instituição de defesa dos interesses da classe advocatícia, promovendo a valorização da profissão e a luta pela garantia dos direitos e prerrogativas dos advogados.
Dessa forma, a natureza jurídica da OAB, conforme a visão do STF, é a de uma autarquia especial, que possui autonomia e independência, mas também está submetida a certos controles estatais. Ela exerce um importante papel na regulamentação, fiscalização e defesa dos interesses da advocacia e da sociedade, contribuindo para a manutenção do Estado Democrático de Direito no Brasil.
RESPOSTAS
5 – Não, em respeito ao princípio da continuidade dos serviços públicos, que determina que eles devem ser prestados sem interrupções, pois são essenciais à coletividade.  No entanto, a interrupção pode ser admitida em casos de inadimplemento por parte do tomador dos serviços, desde que seja dado um aviso prévio. 
6 - O não conhecimento do recurso X impede que a Administração reveja, de ofício, eventual ilegalidade constatada na parte em que o pedido da sociedade empresária Incrível foi deferido?
 Não. O não conhecimento do recurso não impede a Administração de rever, de ofício, o ato ilegal, desde que não tenha ocorrido a preclusão administrativa, conforme Art. 63, §2º, da Lei nº 9.784/99. Pode ser aceito o fundamento de que, à luz do princípio da autotutela, a Administração tem o poder-dever de rever os atos eivados de vícios insanáveis, tal como se observa do Art. 53, da Lei nº 9.784/99 OU da Súmula nº 473 do STF.
Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.
Art. 63. O recurso não será conhecido quando interposto:
I - fora do prazo;
II - perante órgão incompetente;
III - por quem não seja legitimado;
IV - após exaurida a esfera administrativa.
7 - Não. O empresário local não poderá comprar o imóvel sem prévia licitação para construir um shopping center, pois não estão presentes as hipóteses legais de dispensa e inexigibilidade de licitação previstas no Art. 74 e no Art.75, ambos da Lei nº 14.133/21 ou conforme o Art. 76, caput e inciso I, da Lei nº 14.133/21.
Art. 74. É inexigível a licitação quando inviável a competição, em especial nos casos de:
I - aquisição de materiais, de equipamentos ou de gêneros ou contratação de serviços que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivos;
II - contratação de profissional do setor artístico, diretamente ou por meio de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública;
Art. 75. É dispensável a licitação:
I - para contratação que envolva valores inferiores a R$ 100.000,00 (cem mil reais), no caso de obras e serviços de engenharia ou de serviços de manutenção de veículos automotores;        (Vide Decreto nº 10.922, de 2021)      (Vigência)      (Vide Decreto nº 11.317, de 2022)       Vigência     (Vide Decreto nº 11.871, de 2023)     Vigência
II - para contratação que envolva valores inferiores a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), no caso de outros serviços e compras; 
Art. 76. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de interesse público devidamente justificado, será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas:
I - tratando-se de bens imóveis, inclusive os pertencentes às autarquias e às fundações, exigirá autorização legislativa e dependerá de licitação na modalidade leilão, dispensada a realização de licitação nos casos..
PROVA OAB 40 2ª FASE
1 – Recentemente, Iná foi aprovada em concurso público para certa sociedade de economia mista federal que desempenha atividade econômica e distribui lucro entre os seus acionistas, a qual não recebe verbas da União para o pagamento de despesas de pessoal ou para o custeio em geral, sendo certo que ela está em vias de ser chamada.
 
Para melhor compreender as peculiaridades do regime jurídico dos agentes públicos na situação em que foi aprovada, Iná consultou você, como advogado(a), a fim de esclarecer as dúvidas a seguir.
A) A aprovação de Iná no mencionado concurso importará na sua investidura em cargo efetivo para fins de adquirir a estabilidade? Justifique. 
 
B) A remuneração dos agentes que atuam na entidade administrativa para a qual Iná foi aprovada deve ser submetida ao teto constitucional? Justifique. 
A) Não. Iná foi aprovada para emprego público, ao qual é aplicável o regime celetista (OU que se revela incompatível com a garantia da estabilidade prevista no Art. 41 da CRFB/88 prevista para os cargos efetivos), nos termos do Art. 173, §1º, inciso II, da CRFB/88. O regime estatutário será apenas para servidores públicos
B) Não. O teto constitucional aplica-se apenas às sociedades de economia mista que recebam recursos do ente federativo responsável por sua criação (no caso, a União) para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral, na forma do Art. 37, §9º, da CRFB/88.
· OS QUATRO SETORES E SUAS CARACTERÍSTICAS
A doutrina classifica a economia em setores, sob a ótica dos sujeitos que a protagonizam, os quais são responsáveis pela consecução do interesse público e sofrem a incidência, em diferentes graus, das normas de direito administrativo.
O chamado primeiro setor diz respeito ao próprio Estado e aos órgãos integrantes da Administração Pública. Já o segundo setor diz respeito ao mercado e a empresas e empresários.
O terceiro setor é formado pelas entidades paraestataisou não governamentais (entidades privadas) que prestam atividades de interesse público, por iniciativa própria, sem fins lucrativos, enquanto o quarto setor é formado pela economia informal (particulares que atuam no mercado, sem estarem formalmente registrados).
Estes podem ser aprofundados da seguinte forma.
De acordo com o Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado-1995, elaborado pelo Ministro Bresser Pereira, o 1.º setor diz respeito ao NÚCLEO ESTRATÉGICO. Corresponde ao governo, em sentido lato. É o setor que define as leis e as políticas públicas, além de cobrar o seu cumprimento. É, portanto, a esfera onde as decisões estratégicas são tomadas. Corresponde aos Poderes Legislativo e Judiciário, ao Ministério Público e, no Poder Executivo, ao Presidente da República, aos ministros e aos seus auxiliares e assessores diretos, responsáveis pelo planejamento e formulação das políticas públicas.
O 2.º setor, por sua vez, alude às ATIVIDADES EXCLUSIVAS. É o setor em que são prestados serviços que só o Estado pode realizar. São serviços em que se exerce o poder extroverso do Estado - o poder de regulamentar, de fiscalizar e de fomentar. Como exemplos temos: a cobrança e fiscalização dos impostos, a polícia, a previdência social básica, o serviço de desemprego, a fiscalização do cumprimento de normas sanitárias, o serviço de trânsito, a compra de serviços de saúde pelo Estado, o controle do meio ambiente, o subsídio à educação básica, o serviço de emissão de passaportes etc.
O 3.º setor corresponde aos SERVIÇOS NÃO EXCLUSIVOS. Corresponde ao setor onde o Estado atua simultaneamente com outras organizações públicas não estatais e privadas. As instituições desse setor não possuem o poder de Estado. Este, entretanto, está presente porque os serviços envolvem direitos humanos fundamentais, como os da educação e da saúde, ou porque possuem “economias externas” relevantes, na medida que produzem ganhos que não podem ser apropriados por esses serviços por meio do mercado. As economias produzidas imediatamente se espalham para o resto da sociedade, não podendo ser transformadas em lucros. São exemplos desse setor: as universidades, os hospitais, os centros de pesquisa e os museus.
Por fim, o 4.º setor alude à PRODUÇÃO DE BENS E SERVIÇOS PARA O MERCADO. Corresponde à área de atuação das empresas. É caracterizado pelas atividades econômicas voltadas para o lucro que ainda permanecem no aparelho do Estado como, por exemplo, as do setor de infraestrutura. Estão no Estado seja porque faltou capital ao setor privado para realizar o investimento, seja porque são atividades naturalmente monopolistas, nas quais o controle via mercado não é possível, tornando-se necessário no caso de privatização, a regulamentação rígida.
7. A PUBLICIZAÇÃO DO TERCEIRO SETOR
Como acabamos de ver, o terceiro setor engloba os chamados “serviços não exclusivos”, correspondendo ao setor em que o Estado atua simultaneamente com outras organizações públicas não estatais e privadas.
São serviços que ENVOLVEM DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS, como os da educação e da saúde, ou porque possuem “economias externas” relevantes, na medida que produzem ganhos que não podem ser apropriados por esses serviços por meio do mercado.
O terceiro setor caracteriza-se, portanto, pela transferência de questões públicas da responsabilidade estatal para a responsabilidade de parcelas da sociedade civil.
Como as economias produzidas imediatamente se espalham para o resto da sociedade, não podendo ser transformadas em lucros, diz-se que esse setor é composto por entidades privadas da sociedade civil que exercem atividades de interesse público sem finalidade lucrativa (MAZZA, 2022, p. 371).
Submetem-se, nesses termos, a um regime jurídico predominantemente de Direito Privado, parcialmente derrogado por normas de Direito Público.
Trata-se de setor composto pela sociedade civil, isto é, pelos Serviços Sociais Autônomos (Sistema “S”); pelas Organizações Sociais (OS’s); pelas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP’s) etc.
As entidades da sociedade civil integrantes do terceiro setor possuem as seguintes características (OLIVEIRA, 2021, p. 261):
· São criadas pela iniciativa privada;
· Não possuem finalidade lucrativa;
· Não integram a Administração Pública indireta;
· Prestam atividades privadas de relevância social;
· Possuem vínculo legal ou negocial com o Estado;
· Recebem benefícios públicos.
O fenômeno da publicização do terceiro setor, nesses termos, diz respeito à prestação de serviços de interesse público por entidades privadas, integrantes do terceiro setor, com o apoio estatal.
A estratégia de transição para uma administração pública gerencial prevê, ainda na dimensão institucional-legal, a elaboração, que já está adiantada, de projeto de lei que permita a “publicização” dos serviços não exclusivos do Estado, ou seja, sua transferência do setor estatal para o público não estatal, onde assumirão a forma de “organizações sociais” (Fonte: Plano Diretor de Reforma do Aparelho de Estado, 1995).
Esse fenômeno está diretamente relacionado com a Reforma Administrativa ocorrida na década de 1990, que teve por fim tornar a Administração mais moderna e eficiente, reduzindo o papel do Estado na economia (para que ele deixasse de ser responsável direto por atividades econômicas e atuasse apenas como fomentador e regulador do mercado), bem como pela defesa da publicização dos serviços não exclusivos, com a sua gradual transferência para a sociedade civil.
· 8. SERVIÇOS SOCIAIS AUTÔNOMOS
Os serviços sociais autônomos compõem o chamado “Sistema S”, sendo criados por confederações privadas (entidades representativas de categorias econômicas, tal como a Confederação Nacional da Indústria), mediante autorização legal, para exercerem atividade de amparo aos integrantes da respectiva categoria. Para tanto, recebem contribuições sociais, cobradas compulsoriamente da iniciativa privada, nos termos do art. 240 da CF. Ex.: SENAI, SENAC, SESI, SESC.
Para Hely Lopes Meirelles (2003, p. 338), os serviços sociais autônomos:
são todos aqueles de criação autorizada por lei, com personalidade de Direito Privado, para ministrar assistência ou ensino a certas categorias sociais ou grupos profissionais, sem fins lucrativos, sendo mantidos por dotações orçamentárias ou por contribuições parafiscais. São entes paraestatais, de cooperação com o Poder Público, com administração e patrimônio próprios, revestindo a forma de instituições particulares convencionais (fundações, sociedades civis ou associações) ou peculiares ao desempenho de suas incumbências estatutárias.
Tais entidades têm natureza privada e possuem autonomia administrativa, motivo pelo qual não se submetem ao processo licitatório disciplinado pelas Leis n. 8.666/93 e 14.133/2021. Devem, contudo, observar os princípios gerais da referida norma, tais como: princípio do julgamento objetivo, da vinculação ao instrumento convocatório, da publicidade, dentre outros.
Não se submetem, ademais, à observância da regra de concurso público (art. 37, II, da CF) para contratação de seu pessoal. Tal fato, entretanto, não as exime de manter um padrão de objetividade e eficiência na contratação e nos gastos com seu pessoal.
Destaque-se, ainda, que as entidades do Sistema S gozam de imunidade tributária, não com fulcro na “imunidade recíproca”, já que não integram a Administração Pública, mas sim com fundamento na imunidade das entidades de assistência social prevista no art. 150, VI, c, da CF.
Isto porque são consideradas instituições de educação e assistência social, fazendo jus à aludida imunidade.
Assim, se o SENAC, por exemplo, adquire um terreno para a construção de sua sede, deverá incidir a imunidade nesse caso considerando que o imóvel será destinado às suas finalidades essenciais (STF, 1.ª Turma, RE 470.520/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, j. 17-9-2013, Info 720).
Por não integrarem a Administração Pública, não gozam das prerrogativas processuais inerentes à Fazenda Pública (ex.: prazo em dobro), nem se submetem ao

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