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LUAN MATHEUS BEZERRA DE SOUZA- ODONTOLOGIA UNINOVE VERGUEIRO
@luanmbsouza
ESTUDO DA OCLUSÃO E SUAS DISFUNÇÕES
Critérios para oclusão funcional ideal ‘’oclusão ótima ou ideal’’
HISTÓRIA
"Em 1899, Edward Angle forneceu a primeira descrição
das relações oclusais dentárias.”
• Oclusão Balanceada - PT
• Gnatologia - Reabilitação em dentição natural (PPF)
• Oclusão individual dinâmica - Fisiológica (1970) - “se
não há
problemas = OK”
• Qual é a Oclusão Funcional Ideal?
OCLUSÃO
"MEDICAL DICTIONARY = “fechar firme, trazer os dentes
inferiores em contato com os superiores.”
• Na Odontologia, a oclusão se refere à relação dos
dentes superiores e inferiores quando em contato
funcional durante a atividade mandibular.
• Qual a melhor relação funcional ou oclusal dos
dente??
A oclusão dentária refere-se à forma como os dentes
se encaixam quando movimentamos a mandíbula. Ela
está associada à relação funcional entre as gengivas,
dentes, articulação temporomandibular e demais
partes que compõem o sistema. Popularmente,
chamamos a oclusão dentária de mordida. No entanto,
não podemos limitar seu conceito apenas à
mastigação, pois o equilíbrio de todos os elementos
que participam do movimento do maxilar inferior é
essencial também para a deglutição e para a fonética.
A oclusão normal ocorre quando os dentes superiores e
inferiores se encaixam corretamente quando a
mandíbula está fechada, enquanto os dentes laterais
ficam em contato com os dentes opostos. Qualquer
situação diferente dessa pode ser classificada como
má oclusão.
▪ Relembrando conceitos:
MIC – MÁXIMA INTERCUSPIDAÇÃO
MIH - MÁXIMA INTERCUSPIDAÇÃO HABITUAL
Relação da mandíbula com a maxila quando os dentes
estão em máximo contato oclusal, independente da
posição ou do alinhamento do conjunto côndilo - disco.
Introdução
RELAÇÃO CÊNTRICA
RELAÇÃO CENTRAL
Relação da mandíbula com a maxila quando o conjunto
côndilo - disco propriamente alinhado está na posição
mais superior, independente da posição dos dentes ou
da dimensão vertical.
"Posição Ideal Da Articulação Ortopedicamente
Estável"
RELAÇÃO CÊNTRICA
• RC é um assunto controverso por não existir
evidências científicas para a definição correta e
definitiva.
• Os profissionais devem fornecer o tratamento
adequado para os seus pacientes.
• Utilizar POSIÇÃO ORTOPÉDICA ESTÁVEL (“posição
muscular”) para o tratamento.
• Analisar e avaliar todas as informações disponíveis,
de maneira que sejam tiradas conclusões inteligentes
nas quais o tratamento possa se basear
--em relação à imagem: As forças direcionais dos
músculos elevadores da mandíbula determinam a
posição articular ideal, ortopedicamente estável. Este é
um princípio válido para todas as articulações.
DISCO ARTICULAR
Composto de tecido conjuntivo fibroso denso,
desprovido de nervos e vasos sanguíneos.
PROPÓSITO DO DISCO: separar, proteger e estabilizar o
côndilo na fossa mandibular durante os movimentos
funcionais. A estabilidade posicional da articulação,
entretanto, não é determinada pelo disco articular.
A estabilidade posicional é determinada pelos músculos
que exercem forças de tração através da articulação e
previnem o deslocamento das superfícies articulares.
POSIÇÃO MANDIBULAR
Caso o fechamento de boca crie uma condição oclusal
instável, o SNM rapidamente inicia uma ação muscular
Relações
apropriada para localizar a posição mandibular que
irá resultar numa condição oclusal mais estável.
CONTATO UNILATERAL = INSTABILIDADE
CONTATO BILATERAL = ESTABILIDADE
CONTATO BILATERAL (+ DENTES) = +
ESTABILIDADE = - CARGA
a) Contatos bilaterais simultâneos e estáveis entre
todos os dentes, coincidindo com a harmonia muscular;
b) Alinhamento correto dos dentes nas arcadas;
c) Trespasse vertical e horizontal harmônicos;
d) Relação dente-periodonto normal, sem trauma
oclusal;
e) Espaço funcional livre fisiológico;
f) Curvas de Compensação (SPEE e WILSON) em
harmonia;
g) Movimentos mandibulares livres, sem interferências
ou bloqueios.
h) Forças oclusais distribuídas nas áreas de trabalho e
no sentido axial (longo eixo) dos dentes.
i) Perfeita harmonia entre a oclusão dentária e a
articulaçãotemporomandibular (ATM).
1 - CONTATOS BILATERAIS E SIMULTÂNEOS EM
RC E MIC
Contatos bilaterais simultâneos e estáveis entre todos
os dentes, coincidindo com a harmonia muscular;
Critérios de Oclusão ideal
2 - CARGA AXIAL
Paralelas ao longo eixo do dente (fisiológica)
Forças oclusais distribuídas nas áreas de trabalho
e no sentido axial (longo eixo) dos dentes
(A) contatos da ponta de cúspide com uma superfície
plana
(B) contatos recíprocos das vertentes (tripodização).
3 - LADO DE TRABALHO
4 - LADO DE BALANCEIO
sem interferência!!
TIPOS DE DESOCLUSÕES
• Guia Incisiva
• Guia Canina
• Guia Canina:
• Desoclusão em função de grupo
• Desoclusão em Função de Grupo Total
Ciclo Mastigatório
▪ guia canino
▪ função de grupo: total/parcial
GUIA CANINO:
função de grupo: total
função de grupo: parcial
CONTATO PREMATURO X
INTERFERÊNCIA
CONTATO PREMATURO Quando o primeiro critério
(contatos bilaterais simultâneos em RC e MIC) não é
respeitado temos a presença de um contato
prematuro.
INTERFERÊNCIA Contato durante os movimentos
excursivos, fora dos apresentados nos critérios 3- 4 e 5
provocam uma interferência.
5 - PROTRUSÃO COM DESOCLUSÃO
POSTERIOR
“ em protrusiva os posteriores desocluem 1,1 mm “
PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO MÚTUA
“ os dentes posteriores protegem os anteriores e os
anteriores protegem os posteriores” STUART &
STALLARD 1960
6 - GUIA ANTERIOR (INCISIVO / CANINO)
harmônico com os movimentos da mandíbula (SNM)
7 - ATM EM RELAÇÃO NORMAL
• fossa mandibular
• disco articular
• côndilo mandibular
Resumo:
Os critérios para uma oclusão ideal são os seguintes:
1. Os côndilos estão na posição mais superior
(ME) quando a boca está fechada, com os
discos interpostos apropriadamente. Todos os
dentes posteriores devem fazer contato
simultaneamente, enquanto os dentes
anteriores podem se contatar, mas de forma
mais suave.
2. Todos os contatos dentários devem exercer
carga axial a partir das forças oclusais.
3. Durante movimentos laterotrusivos da
mandíbula, guias adequadas no lado de
trabalho devem desocluir imediatamente o
lado de não-trabalho. A guia canina é a mais
desejável.
4. Durante movimentos protrusivos da mandíbula,
guias adequadas nos dentes anteriores devem
desocluir imediatamente todos os dentes
posteriores.
5. Em posição de cabeça ereta e durante a
alimentação, os contatos dentários posteriores
devem ser mais fortes do que os contatos
dentários anteriores.
RESUMO:
Aspectos Anatômicos de Interesse para o Estudo de
Oclusão e ATM
Anatomia Funcional e a Biomecânica do Sistema
Mastigatório
O sistema mastigatório humano é composto por
diversos elementos anatômicos e funcionais, que atuam
em conjunto para permitir os movimentos necessários à
mastigação, fala e outras funções orais. A seguir, são
detalhados os componentes essenciais desse sistema:
Dentição e Estruturas de Suporte
A dentição humana é composta por 32 dentes
permanentes, divididos em coroa, visível acima da
gengiva, e raiz, submersa e circundada pelo osso
alveolar. A raiz está ligada ao osso alveolar por fibras
de tecido conjuntivo que se estendem do cemento da
raiz ao osso.
O arco maxilar é ligeiramente maior que o arco
mandibular, resultando na sobreposição dos dentes
maxilares sobre os mandibulares, tanto vertical quanto
horizontalmente. Isso se deve à maior largura e
angulação vestibular dos dentes anteriores maxilares
em comparação aos mandibulares.
Componentes Esqueléticos
O sistema mastigatórioé sustentado por três
componentes esqueléticos principais: a maxila, a
mandíbula e o osso temporal.
Maxila
A maxila é composta por dois ossos que se fundem na
sutura palatina mediana, formando a maior parte do
esqueleto facial superior. A borda da maxila forma o
assoalho da cavidade nasal e de cada órbita, e na
parte inferior, os ossos maxilares formam o palato e os
rebordos alveolares, que sustentam os dentes.
Mandíbula
A mandíbula é um osso em forma de U que sustenta os
dentes inferiores, sem ligação óssea com o crânio. Ela é
suportada por músculos, ligamentos e outros tecidos
moles, permitindo a mobilidade necessária para
funcionar com a maxila.
O côndilo mandibular articula-se com o osso temporal
na fossa mandibular, permitindo os movimentos da
mandíbula.
Articulação Temporomandibular (ATM)
A ATM é composta pela cavidade óssea no osso
temporal onde a mandíbula se articula com o crânio. É
uma das articulações mais complexas do corpo,
permitindo diversos movimentos através de discos
articulares que funcionam como amortecedores.
Componentes da ATM
• Disco Articular: Composto por tecido
conjuntivo fibroso denso, dividido em três
regiões de acordo com sua espessura: zona
intermediária (mais fina), borda anterior e
borda posterior (mais espessas).
• Ligamentos: Protegem as estruturas da ATM,
sendo compostos de tecido conjuntivo
colagenoso, não elásticos, agindo como
agentes restritivos para limitar movimentos. Os
principais são os ligamentos colaterais,
capsular, temporomandibular,
esfenomandibular e estilomandibular.
Movimentos Mandibulares
A mandíbula realiza diversos movimentos essenciais
para a mastigação e outras funções orais, que podem
ser divididos em:
• Movimento de Abertura e Fechamento: Envolve
os músculos pterigoideo externo, digástrico,
genio-hioideo e milo-hioideo na abertura, e os
músculos masseter, temporal e pterigoideo
medial no fechamento.
• Movimento de Lateralidade: Considerado como
movimento de transrotação, rotação ou
translação, dependendo da teoria adotada
(Bennett, Weinberg ou Posselt).
• Movimento Protrusivo e Retrusivo: A protrusão
é dada pela contração dos músculos
pterigoideos externos, enquanto a retrusão é
realizada pela contração dos músculos
temporais e supra-hioideos.
Biomecânica da ATM
A biomecânica da ATM envolve a dinâmica articular
determinada pela atividade combinada e simultânea
de ambas as ATMs, raramente funcionando em
movimentos idênticos e conjuntos. A compreensão
dessa dinâmica é essencial para o estudo de oclusão e
disfunções temporomandibulares.
Este resumo detalha os aspectos anatômicos e
funcionais do sistema mastigatório, proporcionando
uma base para o estudo aprofundado da oclusão e das
articulações temporomandibulares.
LUAN MATHEUS BEZERRA DE SOUZA- ODONTOLOGIA UNINOVE VERGUEIRO
@luanmbsouza
ESTUDO DA OCLUSÃO E SUAS DISFUNÇÕES
Introdução
Os movimentos mandibulares são fundamentais para a
mastigação, fala e outras funções orais. A articulação
temporomandibular (ATM) permite dois tipos principais
de movimentos: rotação e translação.
Tipos de Movimentos da ATM
Rotação
• Definição: Rotação é o movimento ao redor de
um eixo fixo.
• Ocorre: Dentro da cavidade inferior da ATM
entre o côndilo e o disco articular.
• Planos:
o Horizontal: Movimento de abrir e
fechar.
o Frontal (Vertical): Movimento lateral
de um côndilo enquanto o outro
permanece fixo.
o Sagital: Um côndilo se move
inferiormente enquanto o outro
permanece na posição de rotação
terminal.
Translação
• Definição: Movimento em que cada ponto do
objeto se move na mesma direção e
velocidade.
• Ocorre: Na cavidade superior da ATM entre o
disco articular e a fossa articular.
• Exemplo: Movimento da mandíbula para frente
(protrusão).
Tipos de Movimento da ATM: Rotação e Translação
Rotação
O Dorland's Illustrated Medical Dictionary define
rotação como "o processo de girar em torno de um
eixo; movimento de um corpo em torno do seu eixo,
chamado eixo de rotação.” No sistema mastigatório, a
rotação ocorre quando a boca abre e fecha em torno
de um ponto fixo ou eixo dentro dos côndilos. Em
outras palavras, os dentes podem ser separados e
novamente ocluídos sem uma mudança de posição dos
côndilos.
Movimento de Rotação na ATM
A rotação ocorre como movimento dentro da cavidade
inferior da articulação, entre a superfície superior do
côndilo e a superfície inferior do disco articular. O
Introdução
movimento de rotação da mandíbula pode ocorrer em
todos os três planos de referência: horizontal, frontal
(vertical) e sagital, cada um em torno de um ponto
chamado eixo.
Relembrando a ATM
A ATM é composta por dois sistemas:
1. Primeiro sistema articular: os tecidos que
envolvem a cavidade sinovial inferior (como o
côndilo e o disco articular). O único movimento
fisiológico que pode ocorrer entre essas
superfícies é a rotação do disco na superfície
articular do côndilo. Esse sistema é
responsável pelo movimento de rotação na
ATM.
Eixo Horizontal de Rotação
O movimento mandibular em torno do eixo horizontal é
um movimento de abrir e fechar, chamado de
movimento de dobradiça. Quando os côndilos estão na
posição mais superior na fossa articular e a boca é
aberta exclusivamente por rotação, o eixo ao redor do
qual o movimento ocorre é chamado de eixo terminal
de dobradiça.
Eixo Frontal (Vertical) de Rotação
O movimento mandibular em torno do eixo frontal
ocorre quando um côndilo se move anteriormente para
fora da posição terminal de rotação, enquanto o eixo
vertical do côndilo oposto permanece na posição
terminal de rotação. Esse tipo de movimento isolado
não ocorre naturalmente devido à inclinação da
eminência articular.
Eixo Sagital de Rotação
O movimento mandibular em torno do eixo sagital
ocorre quando um côndilo se move inferiormente
enquanto o outro permanece na posição terminal de
rotação. Este tipo de movimento isolado não ocorre
naturalmente devido à prevenção do deslocamento
inferior do côndilo pelos ligamentos e musculatura da
ATM.
Movimentos de Translação
A translação é um movimento onde cada ponto do
objeto se move simultaneamente com a mesma
velocidade e direção. No sistema mastigatório, ocorre
quando a mandíbula se move para frente, como na
protrusão. A translação ocorre dentro da cavidade
superior da articulação, entre a superfície superior do
disco articular e a superfície inferior da fossa articular.
Relembrando a Biomecânica da ATM
O segundo sistema é composto do complexo côndilo-
disco trabalhando contra a superfície da fossa
mandibular. Este movimento ocorre na cavidade
articular superior quando a mandíbula se move para
frente (translação).
Movimentos Mandibulares
Durante a maioria dos movimentos normais da
mandíbula, rotação e translação ocorrem
simultaneamente. A mandíbula se movimenta
isoladamente em cada um dos três planos de
referência.
A mandíbula executa 12 movimentos diferentes de
interesse protético:
1. Movimento para cima e o seu retorno;
2. Movimento para frente e o seu retorno;
3. Movimento para baixo e o seu retorno;
4. Movimento para a esquerda e o seu retorno;
5. Movimento para a direita e o seu retorno;
6. Movimento para trás e o seu retorno.
Esses doze movimentos podem ser sintetizados em
quatro:
• Movimento de abertura e fechamento;
• Movimento de lateralidade;
• Movimento de protrusão;
• Movimento de retrusão.
Elementos Necessários para Mastigar Segundo Dawson
• ATMs
• Músculos
• Dentes posteriores
• Dentes anteriores
Movimento de Abertura
O movimento de abertura da boca pode ser dividido
em três fases distintas:
1. Primeira fase: da posição de oclusão até a
posição de repouso muscular, realizada sob a
ação da gravidade.
2. Segunda fase: abertura da boca parapreensão de pequenos objetos com os dentes,
equilibrando músculos supra-hioideos e infra-
hioideos.
3. Terceira fase: abertura máxima da boca,
envolvendo músculos como pterigoideo
externo, digástrico, genio-hioideo e milo-
hioideo.
Tipos de Movimentos de Abertura
1. Translação ("Movimento de Bonwill"):
movimento do côndilo na cavidade glenoide no
sentido póstero-anterior.
2. Rotação: movimento do côndilo até
aproximadamente 20 mm de abertura nos
incisivos.
3. Transrotação: movimento observado no
côndilo, de rotação no seu eixo e translação
para frente e para baixo.
Movimento de Fechamento
Os músculos elevadores envolvidos no movimento de
fechamento incluem:
• Masseter: origem na borda inferior do arco
zigomático e inserção na superfície lateral do
ângulo e ramo mandibular.
• Temporal: origem na fossa temporal e inserção
na apófise coronóide.
• Pterigoideo interno: origem na fossa
pterigoidea e inserção na superfície medial do
ângulo e ramo mandibular.
Mastigação
Músculos mastigatórios e movimentos mandibulares
são essenciais para a mastigação eficiente.
Movimentos Bordejantes
Os movimentos bordejantes mandibulares são limitados
pelos ligamentos, superfícies articulares das ATMs,
morfologia e alinhamento dos dentes. No plano sagital,
esses movimentos incluem:
1. Bordejante de abertura posterior
2. Bordejante de abertura anterior
3. Bordejante de contato superior
4. Funcional
Envelope de Movimentos
O envelope de movimentos representa a amplitude dos
movimentos mandibulares durante atividades
funcionais, como mastigação.
Músculos Mastigatórios
Os principais músculos envolvidos nos movimentos
mandibulares são:
• Masseter
• Temporal
• Pterigoideo Medial
• Pterigoideo Lateral
• Digástrico
Guia Canina
O ciclo mastigatório é influenciado pela guia canina,
que auxilia nos movimentos mandibulares precisos e
eficientes.
Biomecânica da ATM
Sistemas Articulares
1. Primeiro Sistema: Movimentos de rotação
entre o côndilo e o disco.
2. Segundo Sistema: Movimentos de translação
entre o complexo côndilo-disco e a fossa
mandibular.
Movimentos de Abertura da Boca
1. Primeira Fase: De oclusão até a posição de
repouso muscular.
2. Segunda Fase: Abertura para pegar pequenos
objetos com os dentes.
3. Terceira Fase: Abertura máxima da boca.
Músculos Envolvidos na Abertura
• Supra-Hioideos: Digástrico, Estilo-Hioideo,
Milo-Hioideo.
• Infra-Hioideos: Esterno-Hioideo, Omo-Hioideo,
Tiro-Hioideo.
• Outros: Pterigoideo Externo, Genio-Hioideo.
Movimentos de Fechamento
• Músculos Elevadores:
o Masseter: Fechamento da boca.
o Temporal: Fechamento e contato entre
os dentes.
o Pterigoideo Medial: Fechamento,
protrusão e lateralidade.
Mastigação
• A mastigação envolve movimentos complexos
de abertura, fechamento, lateralidade,
protrusão e retrusão. Cada movimento é
controlado por uma coordenação precisa de
músculos e articulações.
Ciclo Mastigatório
• Durante a mastigação, a mandíbula segue um
ciclo que envolve movimentos de abertura e
fechamento, ajustados pela morfologia
dentária e pela força dos músculos
mastigatórios.
Envelopes de Movimentos
• Representam os limites externos dos
movimentos mandibulares em vários planos,
usados para descrever e analisar a amplitude
e a direção dos movimentos.
LUAN MATHEUS BEZERRA DE SOUZA- ODONTOLOGIA UNINOVE VERGUEIRO
@luanmbsouza
ESTUDO DA OCLUSÃO E SUAS DISFUNÇÕES
POSICIONAMENTO E OCLUSÃO DENTAL
Professora Anely O L Cavalli
"A Oclusão é o relacionamento estático dos dentes e é
básica para todos os aspectos da Odontologia." – JP
Okeson
OCLUSÃO
• Definição: Relacionamento estático dos dentes.
• Importância: Fundamental para todos os
aspectos da Odontologia.
POSICIONAMENTO DENTAL
• Funções:
o Mastigatória
o Deglutição
o Fala
Triângulo Equilátero de Bonwill (1885)
• Desenvolvimentos:
o Fórmulas padronizadas para descrever
arcos dentários.
o Distância entre os centros dos côndilos
e entre cada côndilo com o contato
mesial dos incisivos centrais inferiores
é de 10 cm.
FATORES E FORÇAS QUE DETERMINAM A POSIÇÃO DO
DENTE
• Principais Forças Opositoras:
o Musculatura circundante.
o Alinhamento da dentição nos arcos
dentários.
o Desde a erupção dental.
o Leves e constantes.
• POSIÇÃO NEUTRA: Estabilidade proporcionada
pelos lábios, bochechas e língua.
• Condições que podem afetar o posicionamento:
o Apinhamento: Desalinhamento devido
à falta de espaço.
o Mordida aberta anterior em adultos
associada a uma língua grande.
• Hábitos e Instrumentos Musicais: Influenciam
a posição dos dentes.
ALINHAMENTO DENTÁRIO
Intra-Arco
• Definição: Relacionamento dos dentes entre si
dentro do arco dental.
• Curvas Importantes:
o Curva de Spee: Convexa para o arco
superior e côncava para o arco
inferior.
o Curva de Wilson: Convexa no arco
superior e côncava no arco inferior.
Inter-Arco
• Definição: Relacionamento dos dentes de um
arco com os do outro arco.
Introdução
• Comprimento do Arco: Distância entre os
molares e pontos de contato proximais.
• Face Oclusal:
o Anatômica: Região entre arestas
longitudinais e cristas transversais.
o Funcional: Face anatômica acrescida
dos terços oclusais das faces palatinas
e vestibulares.
ELEMENTOS DA OCLUSÃO
• Dentes Anteriores:
o Cíngulo: Saliência de esmalte.
o Fossa Lingual: Depressão na face
lingual.
o Forame Cego: Depressão puntiforme.
• Dentes Posteriores:
o Cúspides: Unidades funcionais com
vertentes, arestas, sulcos e ápice.
o Mesa Oclusal: Área entre as pontas
das cúspides onde a força de
mastigação é aplicada.
o Sulcos e Fósseis:
▪ Fossa Central: Depressão
central dos molares.
▪ Fóssulas: Depressões
piramidais.
▪ Fossetas: Depressões nas faces
vestibulares e linguais.
RELAÇÃO OCLUSAL
Dentes Posteriores
• Classificação de Angle:
o Classe I: Normal.
o Classe II: Cúspide mesio-vestibular do
1º molar inferior oclui na área da
fossa central do 1º molar superior.
o Classe III: Cúspide disto-vestibular do
1º molar inferior está situada no nicho
entre 2º pré-molar superior e 1º molar
superior.
Dentes Anteriores
• Guia Anterior: Importante para o corte dos
alimentos, fala, suporte labial e estética.
o Sobreposição Horizontal: Distância
horizontal entre incisivos superiores e
inferiores.
o Sobreposição Vertical: Distância
vertical entre incisivos superiores e
inferiores.
CONTATOS OCLUSAIS DURANTE O MOVIMENTO
MANDIBULAR
• Protrusivo:
o Contatos predominantes nos dentes
anteriores.
o Contatos posteriores entre vertentes
distais e mesiais dos dentes.
• Laterotrusivo:
o Dentes Anteriores: Guias de
movimento.
o Dentes Posteriores:
▪ Laterotrusivos: Contato entre
vertentes internas e externas
dos dentes.
▪ Mediotrusivos: Contato
interno nas cúspides palatinas
superiores e vestibulares
inferiores.
• Retrusivo:
o Movimento limitado a 1-2 mm.
o Contatos retrusivos entre vertentes
mesiais e distais.
LUAN MATHEUS BEZERRA DE SOUZA- ODONTOLOGIA UNINOVE VERGUEIRO
@luanmbsouza
ESTUDO DA OCLUSÃO E SUAS DISFUNÇÕES
DTM
Sinais e Sintomas de Disfunção Temporomandibular
(DTM)
1. Sinais e Sintomas Gerais
• Dor Muscular
• Ruídos Articulares
• Movimentos Assimétricos
• Dor na ATM
• Limitação de Movimento Mandibular
• Dor de Cabeça
• Zumbido
2. Classificação dos Sinais e Sintomas
2.1 DTM Muscular
• Sinais e Sintomas Principais:
o Dor
o Disfunção
• Tipos de Disfunção Muscular:
o Co-contração Protetora:
▪ Atividade dos músculos
antagonistas.
▪ Dificuldade de abrir a boca
rapidamente.
▪ Induzida pelo SNC.
▪ Não dói em repouso.
▪ Percebida como fraqueza
muscular leve.
▪ História do paciente é crucial.
o Sensibilidade Dolorosa Muscular Local
(Mialgia Não Inflamatória):▪ Resposta do tecido muscular a
co-contração prolongada.
▪ Mudanças no ambiente
muscular e liberação de
substâncias algogênicas.
▪ Sensibilidade à palpação e
aumento da dor com a função.
▪ Dificuldade de abrir a boca e
fraqueza muscular intensa.
o Dor Miofascial:
▪ Mialgia com ponto de gatilho.
▪ Elevada temperatura local e
dor referida na cabeça.
o Mioespasmo:
▪ Contração tônica demorada.
▪ Produz disfunção estrutural e
má oclusão aguda.
o Mialgia Crônica Mediada
Centralmente:
▪ Dor profunda e constante.
▪ Efeitos eferentes e
autonômicos.
2.2 DTM Articular
• Sinais e Sintomas Principais:
o Dor (Atraligia):
Introdução
▪ Aguda, intensa e relacionada
ao movimento.
o Disfunção Articular:
▪ Estalido, estalo ou crepitação
durante o movimento.
• Desordens do Complexo Côndilo-Disco:
o Mal Posicionamento Funcional do
Disco:
▪ Sensação alterada durante o
movimento, dor apenas se o
paciente morder forte.
o Desarranjo Interno do Disco:
▪ Pequeno estalido quando o
disco volta à posição normal.
o Deslocamento Funcional do Disco:
▪ Com Redução:
▪ Movimento lateral e
protrusivo possíveis.
▪ Sem Redução:
▪ Boca não abre
totalmente e
mandíbula sai da
linha média.
• Desordens Articulares Inflamatórias:
o Sinovite:
▪ Inflamação dos tecidos
sinoviais.
o Capsulite:
▪ Inflamação do ligamento
capsular.
o Retrodiscite:
▪ Côndilo pressiona o tecido
retrodiscal, causando inchaço
e dor.
o Artrites:
▪ Alterações ósseas
degenerativas.
▪ Osteoartrite:
▪ Resposta ao aumento
de carga.
▪ Osteoartrose:
▪ Condição adaptada
após diminuição da
carga.
3. Desordens Funcionais da Dentição
• Mobilidade Dentária:
o Trauma oclusal primário e secundário.
• Pulpite:
o Trauma pesado e constante.
o Rompimento dos vasos apicais e
possível necrose.
• Desgaste Dental:
o Facetas de desgaste e bruxismo.
o Não fortemente associada à DTM.
4. Outros Sinais e Sintomas
4.1 Cefaleia
• Cefaleias Primárias:
o Enxaqueca:
▪ Neurovascular, unilateral,
debilitante.
o Cefaleia Tensional:
▪ Dor constante e bilateral.
• Cefaleias Secundárias:
o Atribuídas a trauma, desordens
vasculares, distúrbios intracranianos,
substâncias ou abstinência, infecções,
distúrbios da homeostase, ou
problemas psiquiátricos.
4.2 Sintomas Otológicos
• Dor de Ouvido:
o Sensação de ouvido cheio ou entupido.
• Zumbido e Vertigem:
o Podem estar presentes.
SINAIS E SINTOMAS—DETALHADO
1. Introdução
A Disfunção Temporomandibular (DTM) é um termo
geral que abrange diversas condições que afetam a
articulação temporomandibular (ATM), músculos
mastigatórios e estruturas associadas. Os sinais e
sintomas podem variar, e o tratamento pode exigir
uma abordagem multidisciplinar.
2. Sinais e Sintomas Gerais de DTM
• Dor Muscular: Pode ser causada por
sobrecarga ou tensão nos músculos
mastigatórios.
• Ruídos Articulares: Estalidos, estalos ou
crepitações durante os movimentos
mandibulares.
• Movimentos Assimétricos: Desvios ou
assimetrias ao abrir ou fechar a boca.
• Dor na ATM: Desconforto localizado na
articulação temporomandibular.
• Limitação de Movimento Mandibular: Restrição
na amplitude de abertura da boca.
• Dor de Cabeça: Pode estar associada à tensão
muscular ou à disfunção articular.
• Zumbido: Sensação de som nos ouvidos sem
uma fonte externa.
3. Classificação dos Sinais e Sintomas de DTM
3.1. DTM Muscular
Sinais e Sintomas Principais:
• Dor: Geralmente localizada nos músculos
mastigatórios.
• Disfunção: Pode incluir dificuldade para abrir
a boca, mastigar ou falar.
Tipos de Disfunção Muscular:
1. Co-contração Protetora:
o Descrição: Atividade dos músculos
antagonistas que causa dor.
o Sintomas: Dificuldade de abrir a boca
rapidamente; dor não presente em
repouso; percepção de fraqueza
muscular.
o História do Paciente: Crucial para o
diagnóstico.
2. Sensibilidade Dolorosa Muscular Local (Mialgia
Não Inflamatória):
o Descrição: Resposta do músculo a co-
contração prolongada ou fadiga.
o Sintomas: Sensibilidade à palpação,
aumento da dor com a função,
dificuldade em abrir a boca, fraqueza
muscular intensa.
o Fatores Contribuintes: Uso excessivo
do músculo, mudanças no ambiente
muscular.
3. Dor Miofascial:
o Descrição: Mialgia com pontos de
gatilho (áreas locais hipersensitivas).
o Sintomas: Elevada temperatura local,
dor profunda e referida na cabeça.
o Exemplo: Ponto de gatilho no trapézio
causando dor na região temporal.
4. Mioespasmo:
o Descrição: Contração tônica demorada
dos músculos.
o Sintomas: Disfunção estrutural, má
oclusão aguda, enrijecimento
muscular.
o Duração: Eventos curtos, mas
constantes podem levar a distonia.
5. Mialgia Crônica Mediada Centralmente:
o Descrição: Dor profunda e constante
com efeitos excitatórios centrais.
o Sintomas: Dor miogênica constante,
efeitos eferentes e autonômicos.
Efeitos Eferentes e Autonômicos:
• Efeitos Eferentes: Alterações na função
muscular e possíveis padrões de dor referida.
• Efeitos Autonômicos: Sintomas unilaterais
como muco nasal, vermelhidão dos olhos.
Desordens Miálgicas:
• Agudas: Mialgia com dor intensa e súbita.
• Crônicas Regionais: Dor miofascial com pontos
de gatilho persistentes.
• Crônicas Sistêmicas: Fibromialgia e miosite
crônica.
3.2. DTM Articular
Sinais e Sintomas Principais:
• Dor (Atraligia): Relacionada ao movimento,
podendo ser aguda e intensa.
• Disfunção Articular: Inclui estalidos, estalos ou
crepitações durante a movimentação
mandibular.
Desordens do Complexo Côndilo-Disco:
1. Mal Posicionamento Funcional do Disco:
o Descrição: Alteração na posição do
disco sem dor significativa.
o Sintomas: Sensação alterada durante
o movimento, dor somente com
mordida forte.
2. Desarranjo Interno do Disco:
o Descrição: Deslocamento do disco com
estalido durante a abertura da boca.
o Sintomas: Estalido recíproco pode
ocorrer conforme o disco volta à
posição normal.
3. Deslocamento Funcional do Disco:
o Com Redução:
▪ Descrição: Deslocamento com
recuperação da posição
normal.
▪ Sintomas: Movimento lateral e
protrusivo pode ser possível.
o Sem Redução:
▪ Descrição: Deslocamento que
não retorna à posição normal.
▪ Sintomas: Boca não abre
totalmente, mandíbula pode
sair da linha média.
Desordens Articulares Inflamatórias:
• Sinovite: Inflamação dos tecidos sinoviais da
ATM.
• Capsulite: Inflamação do ligamento capsular
devido a trauma.
• Retrodiscite: Inflamação do tecido retrodiscal
devido à pressão do côndilo.
• Artrites: Alterações ósseas degenerativas,
incluindo osteoartrite e osteoartrose.
4. Desordens Funcionais da Dentição
Sinais e Sintomas:
• Mobilidade Dentária:
o Trauma Oclusal Primário: Causado por
impacto direto.
o Trauma Oclusal Secundário: Causado
por sobrecarga funcional.
• Pulpite:
o Descrição: Inflamação do tecido
pulpar dos dentes.
o Sintomas: Trauma pesado e constante,
rompimento dos vasos apicais, possível
necrose.
• Desgaste Dental:
o Descrição: Desgaste dos dentes devido
a bruxismo ou hábitos parafuncionais.
o Sintomas: Facetas de desgaste,
limitação do envelope de função.
5. Outros Sinais e Sintomas
5.1. Cefaleia
• Cefaleias Primárias:
o Enxaqueca: Dor neurovascular
unilateral, frequentemente debilitante
com náusea.
o Cefaleia Tensional: Dor constante e
bilateral, frequentemente associada à
tensão muscular.
• Cefaleias Secundárias:
o Atribuídas a Trauma: Dor resultante de
lesões na cabeça ou pescoço.
o Desordens Vasculares: Alterações
vasculares cranianas e cervicais.
o Distúrbios Intracranianos: Incluindo
condições não vasculares.
o Infecções: Causadas por infecções.
o Distúrbios da Homeostase: Alterações
na regulação interna do corpo.
o Desordens Faciais: Incluindo condiçõesdo crânio, pescoço, olhos, orelhas,
nariz e boca.
o Distúrbios Psiquiátricos: Cefaleia
atribuída a condições psicológicas.
5.2. Sintomas Otológicos
• Dor de Ouvido:
o Descrição: Sensação de dor ou
desconforto no ouvido.
o Sintomas Associados: Sensação de
ouvido cheio ou entupido, zumbido, e
vertigem.
6. Fatores Contribuintes e Causas
• Trauma Direto: Impactos repentinos e isolados
na região da ATM.
• Trauma Indireto: Lesões causadas por
movimentos de flexão e extensão (tipo
chicote).
• Microtrauma: Forças repetidas e prolongadas
ao longo do tempo devido a hábitos
parafuncionais como apertar ou ranger os
dentes.
Atividades Parafuncionais:
• Apertar ou ranger os dentes.
• Morder língua e bochechas.
• Hábitos posturais errados ou relacionados ao
trabalho, como morder canetas ou segurar
objetos.
Outros Fatores:
• Fatores Hormonais: Alterações hormonais que
afetam a ATM.
• Instabilidade Ortopédica: Alterações na
estrutura óssea que podem influenciar a
função da ATM.
7. Considerações Adicionais
• Tratamento Ortodontico e DTM: A ortodontia
não é um tratamento direto para DTM, e
pacientes tratados ortodonticamente não têm
uma probabilidade menor de desenvolver DTM.
• Problemas de Aderência e Adesão dos Tecidos
Articulares: Aderência e adesão afetam a
função da ATM e podem influenciar o
desenvolvimento de DTM.
8. Resumo da Sequência dos Eventos
Os eventos relacionados à DTM não ocorrem de forma
progressiva em todos os pacientes e podem variar
significativamente com base na causa subjacente e no
tratamento recebido.
LUAN MATHEUS BEZERRA DE SOUZA- ODONTOLOGIA UNINOVE VERGUEIRO
@luanmbsouza
ESTUDO DA OCLUSÃO E SUAS DISFUNÇÕES
EXAME CLÍNICO
Propósito
O propósito da anamnese e do exame clínico é
identificar qualquer área ou estrutura do sistema
mastigatório que mostre estar em colapso ou com
alterações patológicas. Para ser efetivo, o examinador
deve ter um profundo conhecimento da aparência
clínica e do funcionamento de um sistema mastigatório
saudável.
Histórico
• Objetivo: Identificar a origem da dor para um
tratamento eficaz.
• Importância: Aproximadamente 70% a 80% das
informações necessárias para o diagnóstico
vêm da história do paciente, enquanto o
exame clínico contribui com uma parte menor.
Questionário de Histórico:
1. Você tem dificuldade e/ou dor ao abrir a boca,
como ao bocejar?
2. Sua mandíbula fica “presa”, “travada” ou “se
desloca”?
3. Você tem dificuldade e/ou dor ao mastigar,
conversar ou usar sua mandíbula?
4. Você percebe ruídos nas articulações da
mandíbula?
5. Você sente a mandíbula rígida, tensa ou
cansada?
6. Você tem dores nas ou sobre as orelhas,
têmporas ou bochechas?
7. Você tem frequentes dores de cabeça, no
pescoço ou nos dentes?
8. Você sofreu recentemente alguma lesão em
sua cabeça, pescoço ou mandíbula?
9. Você tem notado mudanças recentes em sua
mordida?
10. Você já foi tratado por qualquer dor facial
inexplicável ou um problema de articulação na
mandíbula?
Características do Histórico Completo:
• Queixa Principal:
o Localização da dor
o Início da dor
o Características da dor
o Intensidade da dor
o Sintomas concomitantes
o Fluxo da dor
o Fatores agravantes e atenuantes
o Consultas e/ou tratamentos anteriores
o Relação com outras queixas de dor
• História Médica Anterior
• Revisão dos Sistemas
• Avaliação Psicológica
Exame Clínico
Exame dos Nervos Cranianos:
Introdução
• Nervo Olfatório: Detectar diferenças entre
odores.
• Nervo Óptico: Avalia o campo visual.
• Nervo Oculomotor, Troclear e Abducente:
Testar o reflexo luminoso consensual.
• Nervo Trigêmeo: Leve toque da face nas
regiões testa, bochecha e mandíbula.
• Nervo Glossofaríngeo e Vago
• Nervo Acessório
Exame da ATM:
• Aspectos a observar: Dor, ruídos articulares, e
movimentação.
Exame Muscular:
• Palpação Muscular: Identificar sensibilidade,
dor muscular e pontos de gatilho.
• Manipulação Funcional: Avaliar a resposta dos
músculos e articulações a movimentos
específicos.
Exame Dentário:
• Mobilidade Dentária
• Desgaste Dentário: Erosão química, abrasão, e
abfração.
• Exame Oclusal: Contatos em relação cêntrica e
MIC (má oclusão aguda, estabilidade da MIC,
discrepância entre MIC e RC, integridade do
arco, e dimensão vertical).
Testes Diagnósticos Adicionais
Exames de Imagem da ATM:
• Vista Panorâmica
• Projeção Transfaringiana
• Vista Lateral Transcraniana
• Projeção Transmaxilar Anterofaringiana
• Tomografia Computadorizada (Cone Beam)
• Imagem por Ressonância Magnética
• Cintilografia Óssea
Exame Clínico- detalhado
1. Propósito da Anamnese e do Exame
• Objetivo: Identificar áreas ou estruturas do
sistema mastigatório em colapso ou com
alterações patológicas. A anamnese e o exame
devem revelar a origem da dor, e não apenas
seu local. É essencial que o examinador tenha
um profundo conhecimento da aparência e
funcionamento de um sistema mastigatório
saudável para realizar um tratamento eficaz.
2. Histórico
• Importância: Aproximadamente 70% a 80% das
informações necessárias para o diagnóstico
vêm da história do paciente, com o exame
clínico contribuindo com uma parte menor. O
histórico pode ser obtido através de
questionários detalhados e uma análise
colaborativa entre o clínico e o paciente.
Questões Importantes na Anamnese:
1. Dificuldade/Dor ao Abrir a Boca: Verificar se
há dificuldade ou dor ao abrir a boca, como
ao bocejar.
2. Mandíbula “Prendida” ou “Deslocada”:
Perguntar se a mandíbula fica “presa” ou
“travada”.
3. Dificuldade/Dor ao Mastigar ou Conversar:
Identificar se há dor ou dificuldade ao
mastigar, falar ou movimentar a mandíbula.
4. Ruídos nas Articulações: Verificar se o paciente
percebe ruídos nas articulações da mandíbula.
5. Mandíbula Rígida ou Tensa: Perguntar se a
mandíbula está rígida, tensa ou cansada.
6. Dor nas Orelhas/Têmporas/Bochechas:
Identificar se há dor nas áreas próximas à
mandíbula.
7. Dores de Cabeça/Pescoço/Dentes: Verificar a
presença de dores frequentes na cabeça,
pescoço ou dentes.
8. Lesões Recentes: Perguntar sobre lesões
recentes na cabeça, pescoço ou mandíbula.
9. Mudanças na Mordida: Identificar quaisquer
mudanças recentes na mordida.
10. Tratamentos Anteriores: Perguntar se o
paciente já foi tratado por dores faciais
inexplicáveis ou problemas na articulação da
mandíbula.
Características do Histórico de Dor Orofacial:
• Queixa Principal: Localização, início,
características, intensidade, sintomas
concomitantes, e fluxo da dor.
o Localização da Dor: Identificar onde a
dor é sentida.
o Início da Dor: Quando começou e se há
associação com outros fatores.
o Características da Dor: Qualidade,
comportamento, intensidade e
sintomas associados.
▪ Qualidade: Aguda/intensa
(estimulante) ou
surda/profunda (depressiva).
▪ Comportamento: Frequência,
duração, e localização.
▪ Intensidade: Moderada a
intensa.
▪ Sintomas Concomitantes:
Hiperestesia, parestesia, ou
hipoestesia.
▪ Fluxo: Como a dor muda ao
longo do tempo.
o Fatores Agravantes e Atenuantes:
Função e parafunção, modalidades
físicas (calor/frio), medicações,
estresse emocional, distúrbios do sono,
e litígio.
o Consultas/Tratamentos Anteriores:
Histórico de tratamentos prévios.
o Relação com Outras Queixas de Dor:
Relação com outras dores.
3. Exame Clínico
• Objetivo: Avaliar os componentes do sistema
mastigatório: músculos, articulações e dentes.
Exame dos Nervos Cranianos:
• Nervo Olfatório (I): Testar a capacidade de
distinguir odores (menta, baunilha, chocolate).
• Nervo Óptico (II): Avaliar o campo visual. O
paciente deve informar quando vê os dedos.
• Nervo Oculomotor, Troclear e Abducente (III,
IV, VI): Verificar o reflexo luminoso consensuale movimentos oculares.
• Nervo Trigêmeo (V): Testar a sensação tátil nas
regiões da testa, bochecha e mandíbula.
• Nervo Glossofaríngeo e Vago (IX, X): Avaliar a
função da garganta e palato.
• Nervo Acessório (XI): Testar a força dos
músculos do pescoço e ombro.
Exame dos Olhos e Ouvidos:
• Olhos: Verificar dor ao redor dos olhos, leitura
que afeta a dor, vermelhidão, lacrimejamento
ou edema das pálpebras.
• Ouvidos: Identificar desconforto associado à
dor na ATM e avaliar a presença de dor
referida.
Exame Cervical:
• Objetivo: Avaliar dor e dificuldade de
movimentos no pescoço que podem refletir no
aparelho mastigatório. Verificar amplitude e
sintomas da mobilidade do pescoço.
4. Exame Mastigatório
• Estruturas Avaliadas:
o Músculos: Avaliar saúde e função dos
músculos mastigatórios.
o Articulações: Avaliar função e saúde
das articulações temporomandibulares
(ATM).
o Dentes: Avaliar função e saúde dos
dentes e suas estruturas de suporte.
Exame Muscular:
• Palpação Muscular:
o Método: Aplicar pressão suave e firme
para identificar sensibilidade, dor e
pontos de gatilho.
o Pontuação da Dor:
▪ 0: Nenhuma dor.
▪ 1: Desconforto leve.
▪ 2: Dor definida.
▪ 3: Dor severa, com ação
evasiva.
• Significado Clínico dos Pontos de Gatilho:
o Ativos: Dor referida aumentada ao
estímulo.
o Latentes: Não detectáveis.
Exame dos Músculos Específicos:
• Músculo Temporal: Palpar as regiões anterior,
média e posterior.
• Músculo Masseter: Palpar as inserções superior
e inferior bilateralmente.
• Músculo Esternocleidomástoideo e Músculos
Cervicais Posteriores: Palpar as inserções e
verificar a presença de dor ou desconforto.
Manipulação Funcional:
• Músculo Pterigóideo Lateral Inferior e
Superior:
o Contração e Estiramento: Testar dor
com contração e estiramento durante
a manipulação funcional.
• Desordens Intracapsulares: Testar a resposta
da dor ao morder em um separador e realizar
protrusão contra resistência.
Abertura Máxima:
• Medir a abertura máxima confortável e
comparar com a abertura máxima possível.
• Testar a sensação final: Avaliar a resistência
ao aumento da abertura interincisal.
5. Exame da ATM (Articulação Temporomandibular)
• Aspectos da Articulação:
o Dor na ATM: Palpar a articulação em
diferentes posições da mandíbula
(aberta e fechada).
o Disfunção Articular: Identificar ruídos
articulares (estalos e crepitações) e
observar restrições ou irregularidades
nos movimentos da mandíbula.
6. Exame Dentário
• Mobilidade dos Dentes: Identificar perda óssea
ou forças oclusais pesadas.
• Alargamento do Espaço Periodontal: Avaliar
aumento na crista óssea.
• Osteoesclerose e Hipercementose: Identificar
aumento na densidade óssea e
hipercementose.
• Pulpite: Testar dor de dente com estímulos
térmicos e provocação local.
• Desgaste Dentário: Avaliar desgaste devido a
atividades funcionais ou parafuncionais.
• Abfração: Identificar desgaste cervical devido
a cargas oclusais pesadas ou escovação
agressiva.
7. Testes Diagnósticos Adicionais
• Exames de Imagem da ATM:
o Vista Panorâmica: Avaliar a relação
entre o côndilo e a fossa.
o Projeção Transfaringiana: Obter uma
visão mais precisa da articulação.
o Tomografia Computadorizada (Cone
Beam): Fornecer imagens detalhadas
das estruturas ósseas.
o Imagem por Ressonância Magnética:
Avaliar deslocamentos do disco
articular.
o Cintilografia Óssea: Identificar
processos inflamatórios ou patológicos
na articulação.
Cada um desses componentes ajuda a construir um
diagnóstico completo e a criar um plano de
tratamento direcionado para a disfunção da
articulação temporomandibular e outras condições
relacionadas.
LUAN MATHEUS BEZERRA DE SOUZA- ODONTOLOGIA UNINOVE VERGUEIRO
@luanmbsouza
ESTUDO DA OCLUSÃO E SUAS DISFUNÇÕES
1. Diagnóstico e Importância
O diagnóstico correto das desordens
temporomandibulares (DTM) é crucial para um
tratamento eficaz. Para alcançar um diagnóstico
correto, é essencial:
• Avaliação Clínica: Observação dos sintomas e
exame físico.
• Anamnese (Histórico): Coleta detalhada do
histórico do paciente.
• Exames Complementares: Realização e
interpretação correta dos exames.
O objetivo é identificar e priorizar o diagnóstico
primário para direcionar o tratamento adequado.
2. Identificação da Fonte da Dor
• Dor Primária: Origem local, identificada pelo
aumento da dor com a estimulação da área de
dor.
• Dor Heterotípica: Dor referida, distante da
origem real.
Observações sobre a dor:
• Estimulação local da origem da dor aumenta a
dor tanto na origem quanto na área de dor.
• Anestesia local na fonte da dor reduz a dor na
origem e na área referida.
3. Métodos de Bloqueio Anestésico
• O clínico deve conhecer bem a anatomia da
região e a farmacologia dos anestésicos.
• Evitar injeções em tecidos inflamados ou
doentes e em pacientes com desordens
hemorrágicas.
• Manter a assepsia rigorosa e aspirar antes de
injetar para evitar a injeção em vasos
sanguíneos.
Tipos de bloqueio:
• Intramuscular
• Bloqueio de nervo
• Intracapsular
4. Classificação das Desordens Temporomandibulares
I. Desordens dos Músculos Mastigatórios
• Dor Muscular: Agravada pela função e
palpação.
• Tipo de Dor:
o Cocontração Protetora
o Sensibilidade Dolorosa Muscular Local
o Dor Miofascial
o Mioespasmo
o Mialgia Centralmente Mediada
II. Desordens da ATM (Articulação Temporomandibular)
• Deslocamento do Disco com Redução: Disco
volta à posição normal durante a abertura.
• Deslocamento do Disco sem Redução: Disco
permanece deslocado e não retorna à posição
normal.
III. Hipomobilidade Mandibular Crônica
• Restrição crônica da abertura da mandíbula.
IV. Desordens de Crescimento
Introdução
• Alterações relacionadas ao desenvolvimento
da articulação e estruturas adjacentes.
5. Diagnóstico Diferencial e Características Clínicas
Articular vs. Muscular:
• Articular: Dor constante associada ao trauma;
dor aumentada com movimentos específicos.
• Muscular: Dor variável, frequentemente
associada ao estresse emocional.
Exemplos de Diagnóstico:
• Deslocamento do Disco com Redução: Estalido
durante a abertura.
• Deslocamento do Disco sem Redução: Restrição
severa da abertura da boca e desvio
mandibular.
• Subluxação: Movimento súbito do côndilo para
frente durante a abertura da boca.
6. Considerações Adicionais
• Fibromialgia: Condição global com pontos de
sensibilidade específicos, não relacionada
diretamente às DTM.
• Artrite: Inclui osteoartrite, artrite reumatoide,
artrite psoriática, e artrite infecciosa, com
sintomas variando desde dor constante a
edema articular.
Tratamento e Manejo:
• O tratamento deve ser baseado na
identificação correta do tipo de desordem,
utilizando tanto abordagens clínicas quanto
diagnósticas avançadas, como bloqueios
anestésicos para confirmar a origem da dor.
Importante: A distinção entre desordens musculares e
articulares é crucial para um tratamento eficaz e
direcionado.
DETALHADO
Diagnóstico e Classificação
1. Separação das Desordens:
• Desordens Musculares: Envolvem problemas
nos músculos que controlam a mandíbula.
• Desordens da ATM (Articulação
Temporomandibular): Referem-se a problemas
na articulação que conecta a mandíbula ao
crânio.
• Hipomobilidade Mandibular Crônica:
Diminuição crônica da amplitude de
movimento da mandíbula.
• Desordens de Crescimento: Alterações
relacionadas ao desenvolvimento e
crescimento da mandíbula e estruturas
associadas.
Diagnóstico Correto:
Um diagnóstico preciso é crucial para o sucesso do
tratamento e envolve:
• Avaliação Clínica: Exame físico detalhado.
• Anamnese (Histórico): Entendimento dos
sintomas e eventos passados.
• Exames Complementares: Exames de imagem
ou outros testesdiagnósticos para confirmar o
diagnóstico.
Avaliação da Dor:
A dor pode ser classificada em:
• Primária: Origina-se no local da dor.
• Heterotípica: Dor referida que aparece em um
local diferente da origem.
Testes Diagnósticos:
• Estimulação Local: Avalia se a dor aumenta
com a estimulação do local da dor ou da
origem da dor.
• Anestesia Local: Determina se a anestesia da
origem da dor alivia a dor.
Técnicas e Precauções no Tratamento:
• Conhecimento Anatômico: Importância de
conhecer a anatomia para injeções precisas.
• Farmacologia: Compreensão das soluções
anestésicas usadas.
• Evitar Tecidos Inflamados: Não injetar em
áreas inflamadas ou doentes.
• Assepsia: Manter técnicas estéreis durante
procedimentos.
• Aspirar Antes de Injetar: Verificar a presença
de vasos sanguíneos.
Classificação das Desordens Temporomandibulares
(DTM):
1. Desordens Musculares:
• Cocontração Protetora: Contração muscular
devido a dor ou trauma.
• Sensibilidade Dolorosa Local: Dor localizada
sem inflamação.
• Dor Miofascial: Dor muscular associada a
pontos de gatilho.
• Mioespasmo: Contração muscular involuntária.
• Mialgia Centralmente Mediadas: Dor muscular
relacionada a processos centrais do sistema
nervoso.
2. Desordens da ATM:
• Deslocamento do Disco com Redução: Disco
deslocado que retorna ao lugar com
movimento da mandíbula.
• Deslocamento do Disco Sem Redução: Disco
deslocado que não retorna ao lugar, limitando
a abertura da boca.
• Aderências: Conexões anormais entre o disco e
a fossa articular.
• Subluxação: Movimento anormal do côndilo da
mandíbula.
Classificação das Desordens da ATM:
1. Hipomobilidade Mandibular Crônica:
• Causa: Pode incluir desordens articulares ou
musculares.
2. Desordens de Crescimento:
• Causa: Alterações durante o desenvolvimento
da mandíbula.
Desordens Articulares:
• Sinovite/Capsulite: Inflamação da cápsula
articular.
• Retrodiscite: Inflamação dos tecidos
retrodiscais.
• Artrite: Pode ser osteoartrite, osteoartrose,
artrite reumatoide, ou artrite infecciosa.
Tratamento:
• Manipulação Funcional: Para desordens
articulares.
• Bloqueio Anestésico: Para diferenciar entre dor
muscular e articular.
Diagnóstico e Tratamento:
• Histórico: Inclui informações sobre traumas,
estalos articulares e limitação de movimento.
• Exame Clínico: Identifica padrões de dor e
limitações de movimento.
Observações Clínicas:
• Dor Muscular: Pode variar entre dor em
repouso e dor durante a função.
• Dor Articular: Muitas vezes associada a estalos
e limitações de movimento.
A precisão no diagnóstico e tratamento é essencial
para o manejo eficaz das desordens
temporomandibulares e musculares. Utilizar uma
combinação de avaliação clínica, histórico e exames
complementares garante que o tratamento seja
direcionado de forma apropriada e eficaz.
LUAN MATHEUS BEZERRA DE SOUZA- ODONTOLOGIA UNINOVE VERGUEIRO
@luanmbsouza
ESTUDO DA OCLUSÃO E SUAS DISFUNÇÕES
Objetivos Gerais:
• Introduzir temporariamente uma condição
oclusal estável.
• Permitir que os côndilos assumam sua posição
articular mais ortopedicamente estável.
• Proteger os dentes e as estruturas de suporte
de forças anormais que possam criar colapso
e/ou desgaste dentário.
• Modalidade reversível e não invasiva,
auxiliando no tratamento de muitos sintomas
de Disfunção Temporomandibular (DTM).
CONSIDERAÇÕES GERAIS:
1. Seleção Apropriada da Placa:
o Escolha com base na condição clínica
do paciente e nos objetivos do
tratamento.
2. Confecção e Ajuste da Placa:
o Fabricar a placa considerando a
oclusão e o conforto do paciente.
3. Cooperação do Paciente:
o O sucesso do tratamento depende da
adesão do paciente ao uso da placa.
TIPOS DE PLACAS OCLUSAIS:
1. Placa Estabilizadora (Miorrelaxante):
o Descrição do Tratamento: Fornece uma
relação oclusal ideal com contatos
simultâneos e uniformes, guiando o
canino durante movimentos
excêntricos.
o Objetivo: Eliminar instabilidade
ortopédica entre a posição oclusal e
articular.
o Indicações: Transtornos musculares
dolorosos, mialgia crônica, retrodiscite
secundária ao trauma.
2. Placa de Posicionamento Anterior:
o Descrição do Tratamento: Estimula a
mandíbula a assumir uma posição
anterior, melhorando a relação
côndilo-disco.
o Objetivo: Alterar temporariamente a
posição mandibular para melhorar a
adaptação dos tecidos retrodiscais.
o Indicações: Malposicionamento e
deslocamento do disco com redução,
travamento intermitente ou crônico,
transtornos inflamatórios.
3. Placa de Mordida Anterior:
o Descrição do Tratamento: Aparelho
rígido que fornece contato somente
com os dentes anteriores inferiores.
o Objetivo: Desocluir os dentes
posteriores e eliminar a influência
deles sobre a função mastigatória.
o Indicações: Transtornos musculares
relacionados com instabilidade
ortopédica ou alteração aguda na
condição oclusal.
4. Placa de Mordida Posterior:
Introdução
o Descrição do Tratamento: Aparelho
que fornece contatos oclusais somente
nos dentes posteriores.
o Objetivo: Alterar o posicionamento
anterior da mandíbula e aumentar a
dimensão vertical.
o Indicações: Perda severa da dimensão
vertical, necessidade de grandes
alterações no posicionamento anterior
da mandíbula.
5. Placa Pivotante:
o Descrição do Tratamento: Placa com
pivô que provoca separação condilar.
o Objetivo: Proporcionar uma posição
articular estável enquanto aplica
força no dente posterior que contata
o pivô.
o Indicações: Transtornos
intracapsulares.
o Observações: Pode provocar
sobrecarga nas articulações; não
separa as articulações por si só.
6. Placa Macia ou Resiliente:
o Descrição do Tratamento: Utilizada
principalmente para proteção durante
atividades esportivas.
o Objetivo: Proteger os dentes durante
impactos.
o Indicações: Proteção dentária durante
atividades esportivas.
CONSIDERAÇÕES COMUNS NO TRATAMENTO COM
PLACAS:
1. Alteração da Condição Oclusal:
o Placas oclusais alteram
temporariamente a condição oclusal,
diminuindo a atividade muscular e,
consequentemente, os sintomas.
2. Alteração da Posição Condilar:
o A maioria das placas altera a posição
condilar para uma posição mais
estável, melhorando a estabilidade
articular e diminuindo sintomas.
3. Aumento na Dimensão Vertical:
o Placas interoclusais aumentam
temporariamente a dimensão vertical,
o que pode diminuir a atividade
muscular e sintomas associados.
4. Consciência Cognitiva:
o Pacientes tornam-se mais conscientes
de seus comportamentos funcionais e
parafuncionais, ajudando na redução
dos transtornos.
5. Alteração na Entrada Periférica do SNC:
o Placas fornecem uma alteração no
estímulo sensitivo periférico, reduzindo
a tendência ao bruxismo induzido pelo
SNC.
6. Recuperação Musculoesquelética Natural:
o A condição muscular dolorosa pode se
recuperar naturalmente com o
repouso.
7. Efeito Placebo:
o A relação profissional-paciente
favorável pode resultar em uma
diminuição do estresse emocional,
contribuindo para a redução dos
sintomas.
8. Regressão à Média:
o Variações naturais na intensidade da
dor podem ocorrer, e a eficácia da
terapia pode ser influenciada por esse
fenômeno.
JIG (Jaw Incisor Guide - Guia Incisiva Mandibular):
• Uso: Montar pacientes em relação central (RC).
• Orientação: Utilizar 1 hora antes da consulta
para registro em RC.