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LUAN MATHEUS BEZERRA DE SOUZA- ODONTOLOGIA UNINOVE VERGUEIRO 
@luanmbsouza 
ESTUDO DA OCLUSÃO E SUAS DISFUNÇÕES 
Critérios para oclusão funcional ideal ‘’oclusão ótima ou ideal’’
 
 
 
HISTÓRIA 
"Em 1899, Edward Angle forneceu a primeira descrição 
das relações oclusais dentárias.” 
• Oclusão Balanceada - PT 
• Gnatologia - Reabilitação em dentição natural (PPF) 
• Oclusão individual dinâmica - Fisiológica (1970) - “se 
não há 
problemas = OK” 
• Qual é a Oclusão Funcional Ideal? 
 
OCLUSÃO 
"MEDICAL DICTIONARY = “fechar firme, trazer os dentes 
inferiores em contato com os superiores.” 
• Na Odontologia, a oclusão se refere à relação dos 
dentes superiores e inferiores quando em contato 
funcional durante a atividade mandibular. 
 
• Qual a melhor relação funcional ou oclusal dos 
dente?? 
A oclusão dentária refere-se à forma como os dentes 
se encaixam quando movimentamos a mandíbula. Ela 
está associada à relação funcional entre as gengivas, 
dentes, articulação temporomandibular e demais 
partes que compõem o sistema. Popularmente, 
chamamos a oclusão dentária de mordida. No entanto, 
não podemos limitar seu conceito apenas à 
mastigação, pois o equilíbrio de todos os elementos 
que participam do movimento do maxilar inferior é 
essencial também para a deglutição e para a fonética. 
A oclusão normal ocorre quando os dentes superiores e 
inferiores se encaixam corretamente quando a 
mandíbula está fechada, enquanto os dentes laterais 
ficam em contato com os dentes opostos. Qualquer 
situação diferente dessa pode ser classificada como 
má oclusão. 
▪ Relembrando conceitos: 
 
MIC – MÁXIMA INTERCUSPIDAÇÃO 
MIH - MÁXIMA INTERCUSPIDAÇÃO HABITUAL 
Relação da mandíbula com a maxila quando os dentes 
estão em máximo contato oclusal, independente da 
posição ou do alinhamento do conjunto côndilo - disco. 
 
Introdução 
 
 
RELAÇÃO CÊNTRICA 
RELAÇÃO CENTRAL 
Relação da mandíbula com a maxila quando o conjunto 
côndilo - disco propriamente alinhado está na posição 
mais superior, independente da posição dos dentes ou 
da dimensão vertical. 
 
"Posição Ideal Da Articulação Ortopedicamente 
Estável" 
RELAÇÃO CÊNTRICA 
 
• RC é um assunto controverso por não existir 
evidências científicas para a definição correta e 
definitiva. 
• Os profissionais devem fornecer o tratamento 
adequado para os seus pacientes. 
• Utilizar POSIÇÃO ORTOPÉDICA ESTÁVEL (“posição 
muscular”) para o tratamento. 
• Analisar e avaliar todas as informações disponíveis, 
de maneira que sejam tiradas conclusões inteligentes 
nas quais o tratamento possa se basear 
--em relação à imagem: As forças direcionais dos 
músculos elevadores da mandíbula determinam a 
posição articular ideal, ortopedicamente estável. Este é 
um princípio válido para todas as articulações. 
DISCO ARTICULAR 
 
Composto de tecido conjuntivo fibroso denso, 
desprovido de nervos e vasos sanguíneos. 
 
PROPÓSITO DO DISCO: separar, proteger e estabilizar o 
côndilo na fossa mandibular durante os movimentos 
funcionais. A estabilidade posicional da articulação, 
entretanto, não é determinada pelo disco articular. 
A estabilidade posicional é determinada pelos músculos 
que exercem forças de tração através da articulação e 
previnem o deslocamento das superfícies articulares. 
POSIÇÃO MANDIBULAR 
 
Caso o fechamento de boca crie uma condição oclusal 
instável, o SNM rapidamente inicia uma ação muscular 
Relações 
 
apropriada para localizar a posição mandibular que 
irá resultar numa condição oclusal mais estável. 
CONTATO UNILATERAL = INSTABILIDADE 
 
CONTATO BILATERAL = ESTABILIDADE 
 
CONTATO BILATERAL (+ DENTES) = + 
ESTABILIDADE = - CARGA 
 
 
 
 
a) Contatos bilaterais simultâneos e estáveis entre 
todos os dentes, coincidindo com a harmonia muscular; 
b) Alinhamento correto dos dentes nas arcadas; 
c) Trespasse vertical e horizontal harmônicos; 
d) Relação dente-periodonto normal, sem trauma 
oclusal; 
e) Espaço funcional livre fisiológico; 
f) Curvas de Compensação (SPEE e WILSON) em 
harmonia; 
g) Movimentos mandibulares livres, sem interferências 
ou bloqueios. 
h) Forças oclusais distribuídas nas áreas de trabalho e 
no sentido axial (longo eixo) dos dentes. 
i) Perfeita harmonia entre a oclusão dentária e a 
articulaçãotemporomandibular (ATM). 
 
1 - CONTATOS BILATERAIS E SIMULTÂNEOS EM 
RC E MIC 
 
Contatos bilaterais simultâneos e estáveis entre todos 
os dentes, coincidindo com a harmonia muscular; 
 
Critérios de Oclusão ideal 
 
2 - CARGA AXIAL 
 
Paralelas ao longo eixo do dente (fisiológica) 
Forças oclusais distribuídas nas áreas de trabalho 
e no sentido axial (longo eixo) dos dentes 
 
(A) contatos da ponta de cúspide com uma superfície 
plana 
(B) contatos recíprocos das vertentes (tripodização). 
 
3 - LADO DE TRABALHO 
4 - LADO DE BALANCEIO 
sem interferência!! 
TIPOS DE DESOCLUSÕES 
• Guia Incisiva 
• Guia Canina 
 
• Guia Canina: 
• Desoclusão em função de grupo 
• Desoclusão em Função de Grupo Total 
 
Ciclo Mastigatório 
▪ guia canino 
▪ função de grupo: total/parcial 
GUIA CANINO: 
 
função de grupo: total 
 
 
 
função de grupo: parcial 
 
CONTATO PREMATURO X 
INTERFERÊNCIA 
CONTATO PREMATURO Quando o primeiro critério 
(contatos bilaterais simultâneos em RC e MIC) não é 
respeitado temos a presença de um contato 
prematuro. 
INTERFERÊNCIA Contato durante os movimentos 
excursivos, fora dos apresentados nos critérios 3- 4 e 5 
provocam uma interferência. 
5 - PROTRUSÃO COM DESOCLUSÃO 
POSTERIOR 
 
“ em protrusiva os posteriores desocluem 1,1 mm “ 
 
PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO MÚTUA 
“ os dentes posteriores protegem os anteriores e os 
anteriores protegem os posteriores” STUART & 
STALLARD 1960 
 
6 - GUIA ANTERIOR (INCISIVO / CANINO) 
harmônico com os movimentos da mandíbula (SNM) 
7 - ATM EM RELAÇÃO NORMAL 
 
 
• fossa mandibular 
• disco articular 
• côndilo mandibular 
Resumo: 
Os critérios para uma oclusão ideal são os seguintes: 
1. Os côndilos estão na posição mais superior 
(ME) quando a boca está fechada, com os 
discos interpostos apropriadamente. Todos os 
dentes posteriores devem fazer contato 
simultaneamente, enquanto os dentes 
anteriores podem se contatar, mas de forma 
mais suave. 
2. Todos os contatos dentários devem exercer 
carga axial a partir das forças oclusais. 
3. Durante movimentos laterotrusivos da 
mandíbula, guias adequadas no lado de 
trabalho devem desocluir imediatamente o 
lado de não-trabalho. A guia canina é a mais 
desejável. 
4. Durante movimentos protrusivos da mandíbula, 
guias adequadas nos dentes anteriores devem 
desocluir imediatamente todos os dentes 
posteriores. 
5. Em posição de cabeça ereta e durante a 
alimentação, os contatos dentários posteriores 
devem ser mais fortes do que os contatos 
dentários anteriores. 
RESUMO: 
Aspectos Anatômicos de Interesse para o Estudo de 
Oclusão e ATM 
Anatomia Funcional e a Biomecânica do Sistema 
Mastigatório 
O sistema mastigatório humano é composto por 
diversos elementos anatômicos e funcionais, que atuam 
em conjunto para permitir os movimentos necessários à 
mastigação, fala e outras funções orais. A seguir, são 
detalhados os componentes essenciais desse sistema: 
Dentição e Estruturas de Suporte 
A dentição humana é composta por 32 dentes 
permanentes, divididos em coroa, visível acima da 
gengiva, e raiz, submersa e circundada pelo osso 
alveolar. A raiz está ligada ao osso alveolar por fibras 
de tecido conjuntivo que se estendem do cemento da 
raiz ao osso. 
O arco maxilar é ligeiramente maior que o arco 
mandibular, resultando na sobreposição dos dentes 
maxilares sobre os mandibulares, tanto vertical quanto 
horizontalmente. Isso se deve à maior largura e 
angulação vestibular dos dentes anteriores maxilares 
em comparação aos mandibulares. 
Componentes Esqueléticos 
O sistema mastigatórioé sustentado por três 
componentes esqueléticos principais: a maxila, a 
mandíbula e o osso temporal. 
Maxila 
A maxila é composta por dois ossos que se fundem na 
sutura palatina mediana, formando a maior parte do 
esqueleto facial superior. A borda da maxila forma o 
assoalho da cavidade nasal e de cada órbita, e na 
parte inferior, os ossos maxilares formam o palato e os 
rebordos alveolares, que sustentam os dentes. 
Mandíbula 
A mandíbula é um osso em forma de U que sustenta os 
dentes inferiores, sem ligação óssea com o crânio. Ela é 
suportada por músculos, ligamentos e outros tecidos 
moles, permitindo a mobilidade necessária para 
funcionar com a maxila. 
O côndilo mandibular articula-se com o osso temporal 
na fossa mandibular, permitindo os movimentos da 
mandíbula. 
Articulação Temporomandibular (ATM) 
A ATM é composta pela cavidade óssea no osso 
temporal onde a mandíbula se articula com o crânio. É 
uma das articulações mais complexas do corpo, 
permitindo diversos movimentos através de discos 
articulares que funcionam como amortecedores. 
Componentes da ATM 
 
• Disco Articular: Composto por tecido 
conjuntivo fibroso denso, dividido em três 
regiões de acordo com sua espessura: zona 
intermediária (mais fina), borda anterior e 
borda posterior (mais espessas). 
• Ligamentos: Protegem as estruturas da ATM, 
sendo compostos de tecido conjuntivo 
colagenoso, não elásticos, agindo como 
agentes restritivos para limitar movimentos. Os 
principais são os ligamentos colaterais, 
capsular, temporomandibular, 
esfenomandibular e estilomandibular. 
Movimentos Mandibulares 
A mandíbula realiza diversos movimentos essenciais 
para a mastigação e outras funções orais, que podem 
ser divididos em: 
• Movimento de Abertura e Fechamento: Envolve 
os músculos pterigoideo externo, digástrico, 
genio-hioideo e milo-hioideo na abertura, e os 
músculos masseter, temporal e pterigoideo 
medial no fechamento. 
• Movimento de Lateralidade: Considerado como 
movimento de transrotação, rotação ou 
translação, dependendo da teoria adotada 
(Bennett, Weinberg ou Posselt). 
• Movimento Protrusivo e Retrusivo: A protrusão 
é dada pela contração dos músculos 
pterigoideos externos, enquanto a retrusão é 
realizada pela contração dos músculos 
temporais e supra-hioideos. 
Biomecânica da ATM 
A biomecânica da ATM envolve a dinâmica articular 
determinada pela atividade combinada e simultânea 
de ambas as ATMs, raramente funcionando em 
movimentos idênticos e conjuntos. A compreensão 
dessa dinâmica é essencial para o estudo de oclusão e 
disfunções temporomandibulares. 
Este resumo detalha os aspectos anatômicos e 
funcionais do sistema mastigatório, proporcionando 
uma base para o estudo aprofundado da oclusão e das 
articulações temporomandibulares. 
 
 
LUAN MATHEUS BEZERRA DE SOUZA- ODONTOLOGIA UNINOVE VERGUEIRO 
@luanmbsouza 
ESTUDO DA OCLUSÃO E SUAS DISFUNÇÕES 
 
 
 
Introdução 
Os movimentos mandibulares são fundamentais para a 
mastigação, fala e outras funções orais. A articulação 
temporomandibular (ATM) permite dois tipos principais 
de movimentos: rotação e translação. 
Tipos de Movimentos da ATM 
Rotação 
• Definição: Rotação é o movimento ao redor de 
um eixo fixo. 
• Ocorre: Dentro da cavidade inferior da ATM 
entre o côndilo e o disco articular. 
• Planos: 
o Horizontal: Movimento de abrir e 
fechar. 
o Frontal (Vertical): Movimento lateral 
de um côndilo enquanto o outro 
permanece fixo. 
o Sagital: Um côndilo se move 
inferiormente enquanto o outro 
permanece na posição de rotação 
terminal. 
Translação 
• Definição: Movimento em que cada ponto do 
objeto se move na mesma direção e 
velocidade. 
• Ocorre: Na cavidade superior da ATM entre o 
disco articular e a fossa articular. 
• Exemplo: Movimento da mandíbula para frente 
(protrusão). 
 
Tipos de Movimento da ATM: Rotação e Translação 
Rotação 
O Dorland's Illustrated Medical Dictionary define 
rotação como "o processo de girar em torno de um 
eixo; movimento de um corpo em torno do seu eixo, 
chamado eixo de rotação.” No sistema mastigatório, a 
rotação ocorre quando a boca abre e fecha em torno 
de um ponto fixo ou eixo dentro dos côndilos. Em 
outras palavras, os dentes podem ser separados e 
novamente ocluídos sem uma mudança de posição dos 
côndilos. 
Movimento de Rotação na ATM 
A rotação ocorre como movimento dentro da cavidade 
inferior da articulação, entre a superfície superior do 
côndilo e a superfície inferior do disco articular. O 
Introdução 
 
movimento de rotação da mandíbula pode ocorrer em 
todos os três planos de referência: horizontal, frontal 
(vertical) e sagital, cada um em torno de um ponto 
chamado eixo. 
Relembrando a ATM 
A ATM é composta por dois sistemas: 
1. Primeiro sistema articular: os tecidos que 
envolvem a cavidade sinovial inferior (como o 
côndilo e o disco articular). O único movimento 
fisiológico que pode ocorrer entre essas 
superfícies é a rotação do disco na superfície 
articular do côndilo. Esse sistema é 
responsável pelo movimento de rotação na 
ATM. 
Eixo Horizontal de Rotação 
O movimento mandibular em torno do eixo horizontal é 
um movimento de abrir e fechar, chamado de 
movimento de dobradiça. Quando os côndilos estão na 
posição mais superior na fossa articular e a boca é 
aberta exclusivamente por rotação, o eixo ao redor do 
qual o movimento ocorre é chamado de eixo terminal 
de dobradiça. 
Eixo Frontal (Vertical) de Rotação 
O movimento mandibular em torno do eixo frontal 
ocorre quando um côndilo se move anteriormente para 
fora da posição terminal de rotação, enquanto o eixo 
vertical do côndilo oposto permanece na posição 
terminal de rotação. Esse tipo de movimento isolado 
não ocorre naturalmente devido à inclinação da 
eminência articular. 
Eixo Sagital de Rotação 
O movimento mandibular em torno do eixo sagital 
ocorre quando um côndilo se move inferiormente 
enquanto o outro permanece na posição terminal de 
rotação. Este tipo de movimento isolado não ocorre 
naturalmente devido à prevenção do deslocamento 
inferior do côndilo pelos ligamentos e musculatura da 
ATM. 
Movimentos de Translação 
A translação é um movimento onde cada ponto do 
objeto se move simultaneamente com a mesma 
velocidade e direção. No sistema mastigatório, ocorre 
quando a mandíbula se move para frente, como na 
protrusão. A translação ocorre dentro da cavidade 
superior da articulação, entre a superfície superior do 
disco articular e a superfície inferior da fossa articular. 
Relembrando a Biomecânica da ATM 
O segundo sistema é composto do complexo côndilo-
disco trabalhando contra a superfície da fossa 
mandibular. Este movimento ocorre na cavidade 
articular superior quando a mandíbula se move para 
frente (translação). 
Movimentos Mandibulares 
Durante a maioria dos movimentos normais da 
mandíbula, rotação e translação ocorrem 
simultaneamente. A mandíbula se movimenta 
isoladamente em cada um dos três planos de 
referência. 
A mandíbula executa 12 movimentos diferentes de 
interesse protético: 
1. Movimento para cima e o seu retorno; 
2. Movimento para frente e o seu retorno; 
3. Movimento para baixo e o seu retorno; 
4. Movimento para a esquerda e o seu retorno; 
5. Movimento para a direita e o seu retorno; 
6. Movimento para trás e o seu retorno. 
Esses doze movimentos podem ser sintetizados em 
quatro: 
• Movimento de abertura e fechamento; 
• Movimento de lateralidade; 
• Movimento de protrusão; 
• Movimento de retrusão. 
Elementos Necessários para Mastigar Segundo Dawson 
• ATMs 
• Músculos 
• Dentes posteriores 
• Dentes anteriores 
Movimento de Abertura 
O movimento de abertura da boca pode ser dividido 
em três fases distintas: 
 
1. Primeira fase: da posição de oclusão até a 
posição de repouso muscular, realizada sob a 
ação da gravidade. 
2. Segunda fase: abertura da boca parapreensão de pequenos objetos com os dentes, 
equilibrando músculos supra-hioideos e infra-
hioideos. 
3. Terceira fase: abertura máxima da boca, 
envolvendo músculos como pterigoideo 
externo, digástrico, genio-hioideo e milo-
hioideo. 
Tipos de Movimentos de Abertura 
1. Translação ("Movimento de Bonwill"): 
movimento do côndilo na cavidade glenoide no 
sentido póstero-anterior. 
2. Rotação: movimento do côndilo até 
aproximadamente 20 mm de abertura nos 
incisivos. 
3. Transrotação: movimento observado no 
côndilo, de rotação no seu eixo e translação 
para frente e para baixo. 
Movimento de Fechamento 
Os músculos elevadores envolvidos no movimento de 
fechamento incluem: 
• Masseter: origem na borda inferior do arco 
zigomático e inserção na superfície lateral do 
ângulo e ramo mandibular. 
• Temporal: origem na fossa temporal e inserção 
na apófise coronóide. 
• Pterigoideo interno: origem na fossa 
pterigoidea e inserção na superfície medial do 
ângulo e ramo mandibular. 
Mastigação 
Músculos mastigatórios e movimentos mandibulares 
são essenciais para a mastigação eficiente. 
Movimentos Bordejantes 
Os movimentos bordejantes mandibulares são limitados 
pelos ligamentos, superfícies articulares das ATMs, 
morfologia e alinhamento dos dentes. No plano sagital, 
esses movimentos incluem: 
1. Bordejante de abertura posterior 
2. Bordejante de abertura anterior 
3. Bordejante de contato superior 
4. Funcional 
Envelope de Movimentos 
O envelope de movimentos representa a amplitude dos 
movimentos mandibulares durante atividades 
funcionais, como mastigação. 
Músculos Mastigatórios 
Os principais músculos envolvidos nos movimentos 
mandibulares são: 
• Masseter 
• Temporal 
• Pterigoideo Medial 
• Pterigoideo Lateral 
• Digástrico 
Guia Canina 
O ciclo mastigatório é influenciado pela guia canina, 
que auxilia nos movimentos mandibulares precisos e 
eficientes. 
Biomecânica da ATM 
Sistemas Articulares 
1. Primeiro Sistema: Movimentos de rotação 
entre o côndilo e o disco. 
2. Segundo Sistema: Movimentos de translação 
entre o complexo côndilo-disco e a fossa 
mandibular. 
Movimentos de Abertura da Boca 
1. Primeira Fase: De oclusão até a posição de 
repouso muscular. 
2. Segunda Fase: Abertura para pegar pequenos 
objetos com os dentes. 
3. Terceira Fase: Abertura máxima da boca. 
Músculos Envolvidos na Abertura 
• Supra-Hioideos: Digástrico, Estilo-Hioideo, 
Milo-Hioideo. 
• Infra-Hioideos: Esterno-Hioideo, Omo-Hioideo, 
Tiro-Hioideo. 
 
• Outros: Pterigoideo Externo, Genio-Hioideo. 
Movimentos de Fechamento 
• Músculos Elevadores: 
o Masseter: Fechamento da boca. 
o Temporal: Fechamento e contato entre 
os dentes. 
o Pterigoideo Medial: Fechamento, 
protrusão e lateralidade. 
Mastigação 
• A mastigação envolve movimentos complexos 
de abertura, fechamento, lateralidade, 
protrusão e retrusão. Cada movimento é 
controlado por uma coordenação precisa de 
músculos e articulações. 
Ciclo Mastigatório 
• Durante a mastigação, a mandíbula segue um 
ciclo que envolve movimentos de abertura e 
fechamento, ajustados pela morfologia 
dentária e pela força dos músculos 
mastigatórios. 
Envelopes de Movimentos 
• Representam os limites externos dos 
movimentos mandibulares em vários planos, 
usados para descrever e analisar a amplitude 
e a direção dos movimentos. 
 
 
LUAN MATHEUS BEZERRA DE SOUZA- ODONTOLOGIA UNINOVE VERGUEIRO 
@luanmbsouza 
ESTUDO DA OCLUSÃO E SUAS DISFUNÇÕES 
 
 
POSICIONAMENTO E OCLUSÃO DENTAL 
Professora Anely O L Cavalli 
"A Oclusão é o relacionamento estático dos dentes e é 
básica para todos os aspectos da Odontologia." – JP 
Okeson 
 
OCLUSÃO 
• Definição: Relacionamento estático dos dentes. 
• Importância: Fundamental para todos os 
aspectos da Odontologia. 
POSICIONAMENTO DENTAL 
• Funções: 
o Mastigatória 
o Deglutição 
o Fala 
Triângulo Equilátero de Bonwill (1885) 
• Desenvolvimentos: 
o Fórmulas padronizadas para descrever 
arcos dentários. 
o Distância entre os centros dos côndilos 
e entre cada côndilo com o contato 
mesial dos incisivos centrais inferiores 
é de 10 cm. 
 
FATORES E FORÇAS QUE DETERMINAM A POSIÇÃO DO 
DENTE 
• Principais Forças Opositoras: 
o Musculatura circundante. 
o Alinhamento da dentição nos arcos 
dentários. 
o Desde a erupção dental. 
o Leves e constantes. 
• POSIÇÃO NEUTRA: Estabilidade proporcionada 
pelos lábios, bochechas e língua. 
• Condições que podem afetar o posicionamento: 
o Apinhamento: Desalinhamento devido 
à falta de espaço. 
o Mordida aberta anterior em adultos 
associada a uma língua grande. 
• Hábitos e Instrumentos Musicais: Influenciam 
a posição dos dentes. 
 
ALINHAMENTO DENTÁRIO 
Intra-Arco 
• Definição: Relacionamento dos dentes entre si 
dentro do arco dental. 
• Curvas Importantes: 
o Curva de Spee: Convexa para o arco 
superior e côncava para o arco 
inferior. 
o Curva de Wilson: Convexa no arco 
superior e côncava no arco inferior. 
Inter-Arco 
• Definição: Relacionamento dos dentes de um 
arco com os do outro arco. 
Introdução 
 
• Comprimento do Arco: Distância entre os 
molares e pontos de contato proximais. 
• Face Oclusal: 
o Anatômica: Região entre arestas 
longitudinais e cristas transversais. 
o Funcional: Face anatômica acrescida 
dos terços oclusais das faces palatinas 
e vestibulares. 
 
ELEMENTOS DA OCLUSÃO 
• Dentes Anteriores: 
o Cíngulo: Saliência de esmalte. 
o Fossa Lingual: Depressão na face 
lingual. 
o Forame Cego: Depressão puntiforme. 
• Dentes Posteriores: 
o Cúspides: Unidades funcionais com 
vertentes, arestas, sulcos e ápice. 
o Mesa Oclusal: Área entre as pontas 
das cúspides onde a força de 
mastigação é aplicada. 
o Sulcos e Fósseis: 
▪ Fossa Central: Depressão 
central dos molares. 
▪ Fóssulas: Depressões 
piramidais. 
▪ Fossetas: Depressões nas faces 
vestibulares e linguais. 
 
RELAÇÃO OCLUSAL 
Dentes Posteriores 
• Classificação de Angle: 
o Classe I: Normal. 
o Classe II: Cúspide mesio-vestibular do 
1º molar inferior oclui na área da 
fossa central do 1º molar superior. 
o Classe III: Cúspide disto-vestibular do 
1º molar inferior está situada no nicho 
entre 2º pré-molar superior e 1º molar 
superior. 
Dentes Anteriores 
• Guia Anterior: Importante para o corte dos 
alimentos, fala, suporte labial e estética. 
o Sobreposição Horizontal: Distância 
horizontal entre incisivos superiores e 
inferiores. 
o Sobreposição Vertical: Distância 
vertical entre incisivos superiores e 
inferiores. 
 
CONTATOS OCLUSAIS DURANTE O MOVIMENTO 
MANDIBULAR 
• Protrusivo: 
o Contatos predominantes nos dentes 
anteriores. 
o Contatos posteriores entre vertentes 
distais e mesiais dos dentes. 
• Laterotrusivo: 
o Dentes Anteriores: Guias de 
movimento. 
o Dentes Posteriores: 
▪ Laterotrusivos: Contato entre 
vertentes internas e externas 
dos dentes. 
▪ Mediotrusivos: Contato 
interno nas cúspides palatinas 
superiores e vestibulares 
inferiores. 
• Retrusivo: 
o Movimento limitado a 1-2 mm. 
o Contatos retrusivos entre vertentes 
mesiais e distais. 
 
 
LUAN MATHEUS BEZERRA DE SOUZA- ODONTOLOGIA UNINOVE VERGUEIRO 
@luanmbsouza 
ESTUDO DA OCLUSÃO E SUAS DISFUNÇÕES 
DTM
 
 
Sinais e Sintomas de Disfunção Temporomandibular 
(DTM) 
1. Sinais e Sintomas Gerais 
• Dor Muscular 
• Ruídos Articulares 
• Movimentos Assimétricos 
• Dor na ATM 
• Limitação de Movimento Mandibular 
• Dor de Cabeça 
• Zumbido 
2. Classificação dos Sinais e Sintomas 
2.1 DTM Muscular 
• Sinais e Sintomas Principais: 
o Dor 
o Disfunção 
• Tipos de Disfunção Muscular: 
o Co-contração Protetora: 
▪ Atividade dos músculos 
antagonistas. 
▪ Dificuldade de abrir a boca 
rapidamente. 
▪ Induzida pelo SNC. 
▪ Não dói em repouso. 
▪ Percebida como fraqueza 
muscular leve. 
▪ História do paciente é crucial. 
o Sensibilidade Dolorosa Muscular Local 
(Mialgia Não Inflamatória):▪ Resposta do tecido muscular a 
co-contração prolongada. 
▪ Mudanças no ambiente 
muscular e liberação de 
substâncias algogênicas. 
▪ Sensibilidade à palpação e 
aumento da dor com a função. 
▪ Dificuldade de abrir a boca e 
fraqueza muscular intensa. 
o Dor Miofascial: 
▪ Mialgia com ponto de gatilho. 
▪ Elevada temperatura local e 
dor referida na cabeça. 
o Mioespasmo: 
▪ Contração tônica demorada. 
▪ Produz disfunção estrutural e 
má oclusão aguda. 
o Mialgia Crônica Mediada 
Centralmente: 
▪ Dor profunda e constante. 
▪ Efeitos eferentes e 
autonômicos. 
2.2 DTM Articular 
• Sinais e Sintomas Principais: 
o Dor (Atraligia): 
Introdução 
 
▪ Aguda, intensa e relacionada 
ao movimento. 
o Disfunção Articular: 
▪ Estalido, estalo ou crepitação 
durante o movimento. 
• Desordens do Complexo Côndilo-Disco: 
o Mal Posicionamento Funcional do 
Disco: 
▪ Sensação alterada durante o 
movimento, dor apenas se o 
paciente morder forte. 
o Desarranjo Interno do Disco: 
▪ Pequeno estalido quando o 
disco volta à posição normal. 
o Deslocamento Funcional do Disco: 
▪ Com Redução: 
▪ Movimento lateral e 
protrusivo possíveis. 
▪ Sem Redução: 
▪ Boca não abre 
totalmente e 
mandíbula sai da 
linha média. 
• Desordens Articulares Inflamatórias: 
o Sinovite: 
▪ Inflamação dos tecidos 
sinoviais. 
o Capsulite: 
▪ Inflamação do ligamento 
capsular. 
o Retrodiscite: 
▪ Côndilo pressiona o tecido 
retrodiscal, causando inchaço 
e dor. 
o Artrites: 
▪ Alterações ósseas 
degenerativas. 
▪ Osteoartrite: 
▪ Resposta ao aumento 
de carga. 
▪ Osteoartrose: 
▪ Condição adaptada 
após diminuição da 
carga. 
3. Desordens Funcionais da Dentição 
• Mobilidade Dentária: 
o Trauma oclusal primário e secundário. 
• Pulpite: 
o Trauma pesado e constante. 
o Rompimento dos vasos apicais e 
possível necrose. 
• Desgaste Dental: 
o Facetas de desgaste e bruxismo. 
o Não fortemente associada à DTM. 
4. Outros Sinais e Sintomas 
4.1 Cefaleia 
• Cefaleias Primárias: 
o Enxaqueca: 
▪ Neurovascular, unilateral, 
debilitante. 
o Cefaleia Tensional: 
▪ Dor constante e bilateral. 
• Cefaleias Secundárias: 
o Atribuídas a trauma, desordens 
vasculares, distúrbios intracranianos, 
substâncias ou abstinência, infecções, 
distúrbios da homeostase, ou 
problemas psiquiátricos. 
4.2 Sintomas Otológicos 
• Dor de Ouvido: 
o Sensação de ouvido cheio ou entupido. 
• Zumbido e Vertigem: 
o Podem estar presentes. 
 
 
SINAIS E SINTOMAS—DETALHADO 
1. Introdução 
A Disfunção Temporomandibular (DTM) é um termo 
geral que abrange diversas condições que afetam a 
articulação temporomandibular (ATM), músculos 
mastigatórios e estruturas associadas. Os sinais e 
sintomas podem variar, e o tratamento pode exigir 
uma abordagem multidisciplinar. 
2. Sinais e Sintomas Gerais de DTM 
• Dor Muscular: Pode ser causada por 
sobrecarga ou tensão nos músculos 
mastigatórios. 
• Ruídos Articulares: Estalidos, estalos ou 
crepitações durante os movimentos 
mandibulares. 
• Movimentos Assimétricos: Desvios ou 
assimetrias ao abrir ou fechar a boca. 
• Dor na ATM: Desconforto localizado na 
articulação temporomandibular. 
• Limitação de Movimento Mandibular: Restrição 
na amplitude de abertura da boca. 
• Dor de Cabeça: Pode estar associada à tensão 
muscular ou à disfunção articular. 
• Zumbido: Sensação de som nos ouvidos sem 
uma fonte externa. 
3. Classificação dos Sinais e Sintomas de DTM 
3.1. DTM Muscular 
Sinais e Sintomas Principais: 
• Dor: Geralmente localizada nos músculos 
mastigatórios. 
• Disfunção: Pode incluir dificuldade para abrir 
a boca, mastigar ou falar. 
Tipos de Disfunção Muscular: 
1. Co-contração Protetora: 
o Descrição: Atividade dos músculos 
antagonistas que causa dor. 
o Sintomas: Dificuldade de abrir a boca 
rapidamente; dor não presente em 
repouso; percepção de fraqueza 
muscular. 
o História do Paciente: Crucial para o 
diagnóstico. 
2. Sensibilidade Dolorosa Muscular Local (Mialgia 
Não Inflamatória): 
o Descrição: Resposta do músculo a co-
contração prolongada ou fadiga. 
o Sintomas: Sensibilidade à palpação, 
aumento da dor com a função, 
dificuldade em abrir a boca, fraqueza 
muscular intensa. 
o Fatores Contribuintes: Uso excessivo 
do músculo, mudanças no ambiente 
muscular. 
3. Dor Miofascial: 
o Descrição: Mialgia com pontos de 
gatilho (áreas locais hipersensitivas). 
o Sintomas: Elevada temperatura local, 
dor profunda e referida na cabeça. 
o Exemplo: Ponto de gatilho no trapézio 
causando dor na região temporal. 
4. Mioespasmo: 
o Descrição: Contração tônica demorada 
dos músculos. 
o Sintomas: Disfunção estrutural, má 
oclusão aguda, enrijecimento 
muscular. 
o Duração: Eventos curtos, mas 
constantes podem levar a distonia. 
5. Mialgia Crônica Mediada Centralmente: 
o Descrição: Dor profunda e constante 
com efeitos excitatórios centrais. 
o Sintomas: Dor miogênica constante, 
efeitos eferentes e autonômicos. 
Efeitos Eferentes e Autonômicos: 
• Efeitos Eferentes: Alterações na função 
muscular e possíveis padrões de dor referida. 
• Efeitos Autonômicos: Sintomas unilaterais 
como muco nasal, vermelhidão dos olhos. 
Desordens Miálgicas: 
• Agudas: Mialgia com dor intensa e súbita. 
 
• Crônicas Regionais: Dor miofascial com pontos 
de gatilho persistentes. 
• Crônicas Sistêmicas: Fibromialgia e miosite 
crônica. 
3.2. DTM Articular 
Sinais e Sintomas Principais: 
• Dor (Atraligia): Relacionada ao movimento, 
podendo ser aguda e intensa. 
• Disfunção Articular: Inclui estalidos, estalos ou 
crepitações durante a movimentação 
mandibular. 
Desordens do Complexo Côndilo-Disco: 
1. Mal Posicionamento Funcional do Disco: 
o Descrição: Alteração na posição do 
disco sem dor significativa. 
o Sintomas: Sensação alterada durante 
o movimento, dor somente com 
mordida forte. 
2. Desarranjo Interno do Disco: 
o Descrição: Deslocamento do disco com 
estalido durante a abertura da boca. 
o Sintomas: Estalido recíproco pode 
ocorrer conforme o disco volta à 
posição normal. 
3. Deslocamento Funcional do Disco: 
o Com Redução: 
▪ Descrição: Deslocamento com 
recuperação da posição 
normal. 
▪ Sintomas: Movimento lateral e 
protrusivo pode ser possível. 
o Sem Redução: 
▪ Descrição: Deslocamento que 
não retorna à posição normal. 
▪ Sintomas: Boca não abre 
totalmente, mandíbula pode 
sair da linha média. 
Desordens Articulares Inflamatórias: 
• Sinovite: Inflamação dos tecidos sinoviais da 
ATM. 
• Capsulite: Inflamação do ligamento capsular 
devido a trauma. 
• Retrodiscite: Inflamação do tecido retrodiscal 
devido à pressão do côndilo. 
• Artrites: Alterações ósseas degenerativas, 
incluindo osteoartrite e osteoartrose. 
4. Desordens Funcionais da Dentição 
Sinais e Sintomas: 
• Mobilidade Dentária: 
o Trauma Oclusal Primário: Causado por 
impacto direto. 
o Trauma Oclusal Secundário: Causado 
por sobrecarga funcional. 
• Pulpite: 
o Descrição: Inflamação do tecido 
pulpar dos dentes. 
o Sintomas: Trauma pesado e constante, 
rompimento dos vasos apicais, possível 
necrose. 
• Desgaste Dental: 
o Descrição: Desgaste dos dentes devido 
a bruxismo ou hábitos parafuncionais. 
o Sintomas: Facetas de desgaste, 
limitação do envelope de função. 
5. Outros Sinais e Sintomas 
5.1. Cefaleia 
• Cefaleias Primárias: 
o Enxaqueca: Dor neurovascular 
unilateral, frequentemente debilitante 
com náusea. 
o Cefaleia Tensional: Dor constante e 
bilateral, frequentemente associada à 
tensão muscular. 
• Cefaleias Secundárias: 
o Atribuídas a Trauma: Dor resultante de 
lesões na cabeça ou pescoço. 
 
o Desordens Vasculares: Alterações 
vasculares cranianas e cervicais. 
o Distúrbios Intracranianos: Incluindo 
condições não vasculares. 
o Infecções: Causadas por infecções. 
o Distúrbios da Homeostase: Alterações 
na regulação interna do corpo. 
o Desordens Faciais: Incluindo condiçõesdo crânio, pescoço, olhos, orelhas, 
nariz e boca. 
o Distúrbios Psiquiátricos: Cefaleia 
atribuída a condições psicológicas. 
5.2. Sintomas Otológicos 
• Dor de Ouvido: 
o Descrição: Sensação de dor ou 
desconforto no ouvido. 
o Sintomas Associados: Sensação de 
ouvido cheio ou entupido, zumbido, e 
vertigem. 
6. Fatores Contribuintes e Causas 
• Trauma Direto: Impactos repentinos e isolados 
na região da ATM. 
• Trauma Indireto: Lesões causadas por 
movimentos de flexão e extensão (tipo 
chicote). 
• Microtrauma: Forças repetidas e prolongadas 
ao longo do tempo devido a hábitos 
parafuncionais como apertar ou ranger os 
dentes. 
Atividades Parafuncionais: 
• Apertar ou ranger os dentes. 
• Morder língua e bochechas. 
• Hábitos posturais errados ou relacionados ao 
trabalho, como morder canetas ou segurar 
objetos. 
Outros Fatores: 
• Fatores Hormonais: Alterações hormonais que 
afetam a ATM. 
• Instabilidade Ortopédica: Alterações na 
estrutura óssea que podem influenciar a 
função da ATM. 
7. Considerações Adicionais 
• Tratamento Ortodontico e DTM: A ortodontia 
não é um tratamento direto para DTM, e 
pacientes tratados ortodonticamente não têm 
uma probabilidade menor de desenvolver DTM. 
• Problemas de Aderência e Adesão dos Tecidos 
Articulares: Aderência e adesão afetam a 
função da ATM e podem influenciar o 
desenvolvimento de DTM. 
8. Resumo da Sequência dos Eventos 
Os eventos relacionados à DTM não ocorrem de forma 
progressiva em todos os pacientes e podem variar 
significativamente com base na causa subjacente e no 
tratamento recebido. 
 
 
LUAN MATHEUS BEZERRA DE SOUZA- ODONTOLOGIA UNINOVE VERGUEIRO 
@luanmbsouza 
ESTUDO DA OCLUSÃO E SUAS DISFUNÇÕES 
 
 
EXAME CLÍNICO 
Propósito 
O propósito da anamnese e do exame clínico é 
identificar qualquer área ou estrutura do sistema 
mastigatório que mostre estar em colapso ou com 
alterações patológicas. Para ser efetivo, o examinador 
deve ter um profundo conhecimento da aparência 
clínica e do funcionamento de um sistema mastigatório 
saudável. 
 
Histórico 
• Objetivo: Identificar a origem da dor para um 
tratamento eficaz. 
• Importância: Aproximadamente 70% a 80% das 
informações necessárias para o diagnóstico 
vêm da história do paciente, enquanto o 
exame clínico contribui com uma parte menor. 
Questionário de Histórico: 
1. Você tem dificuldade e/ou dor ao abrir a boca, 
como ao bocejar? 
2. Sua mandíbula fica “presa”, “travada” ou “se 
desloca”? 
3. Você tem dificuldade e/ou dor ao mastigar, 
conversar ou usar sua mandíbula? 
4. Você percebe ruídos nas articulações da 
mandíbula? 
5. Você sente a mandíbula rígida, tensa ou 
cansada? 
6. Você tem dores nas ou sobre as orelhas, 
têmporas ou bochechas? 
7. Você tem frequentes dores de cabeça, no 
pescoço ou nos dentes? 
8. Você sofreu recentemente alguma lesão em 
sua cabeça, pescoço ou mandíbula? 
9. Você tem notado mudanças recentes em sua 
mordida? 
10. Você já foi tratado por qualquer dor facial 
inexplicável ou um problema de articulação na 
mandíbula? 
Características do Histórico Completo: 
• Queixa Principal: 
o Localização da dor 
o Início da dor 
o Características da dor 
o Intensidade da dor 
o Sintomas concomitantes 
o Fluxo da dor 
o Fatores agravantes e atenuantes 
o Consultas e/ou tratamentos anteriores 
o Relação com outras queixas de dor 
• História Médica Anterior 
• Revisão dos Sistemas 
• Avaliação Psicológica 
 
Exame Clínico 
Exame dos Nervos Cranianos: 
Introdução 
 
• Nervo Olfatório: Detectar diferenças entre 
odores. 
• Nervo Óptico: Avalia o campo visual. 
• Nervo Oculomotor, Troclear e Abducente: 
Testar o reflexo luminoso consensual. 
• Nervo Trigêmeo: Leve toque da face nas 
regiões testa, bochecha e mandíbula. 
• Nervo Glossofaríngeo e Vago 
• Nervo Acessório 
Exame da ATM: 
• Aspectos a observar: Dor, ruídos articulares, e 
movimentação. 
Exame Muscular: 
• Palpação Muscular: Identificar sensibilidade, 
dor muscular e pontos de gatilho. 
• Manipulação Funcional: Avaliar a resposta dos 
músculos e articulações a movimentos 
específicos. 
Exame Dentário: 
• Mobilidade Dentária 
• Desgaste Dentário: Erosão química, abrasão, e 
abfração. 
• Exame Oclusal: Contatos em relação cêntrica e 
MIC (má oclusão aguda, estabilidade da MIC, 
discrepância entre MIC e RC, integridade do 
arco, e dimensão vertical). 
 
Testes Diagnósticos Adicionais 
Exames de Imagem da ATM: 
• Vista Panorâmica 
• Projeção Transfaringiana 
• Vista Lateral Transcraniana 
• Projeção Transmaxilar Anterofaringiana 
• Tomografia Computadorizada (Cone Beam) 
• Imagem por Ressonância Magnética 
• Cintilografia Óssea 
 
 
Exame Clínico- detalhado 
1. Propósito da Anamnese e do Exame 
• Objetivo: Identificar áreas ou estruturas do 
sistema mastigatório em colapso ou com 
alterações patológicas. A anamnese e o exame 
devem revelar a origem da dor, e não apenas 
seu local. É essencial que o examinador tenha 
um profundo conhecimento da aparência e 
funcionamento de um sistema mastigatório 
saudável para realizar um tratamento eficaz. 
2. Histórico 
• Importância: Aproximadamente 70% a 80% das 
informações necessárias para o diagnóstico 
vêm da história do paciente, com o exame 
clínico contribuindo com uma parte menor. O 
histórico pode ser obtido através de 
questionários detalhados e uma análise 
colaborativa entre o clínico e o paciente. 
Questões Importantes na Anamnese: 
1. Dificuldade/Dor ao Abrir a Boca: Verificar se 
há dificuldade ou dor ao abrir a boca, como 
ao bocejar. 
2. Mandíbula “Prendida” ou “Deslocada”: 
Perguntar se a mandíbula fica “presa” ou 
“travada”. 
3. Dificuldade/Dor ao Mastigar ou Conversar: 
Identificar se há dor ou dificuldade ao 
mastigar, falar ou movimentar a mandíbula. 
4. Ruídos nas Articulações: Verificar se o paciente 
percebe ruídos nas articulações da mandíbula. 
5. Mandíbula Rígida ou Tensa: Perguntar se a 
mandíbula está rígida, tensa ou cansada. 
6. Dor nas Orelhas/Têmporas/Bochechas: 
Identificar se há dor nas áreas próximas à 
mandíbula. 
7. Dores de Cabeça/Pescoço/Dentes: Verificar a 
presença de dores frequentes na cabeça, 
pescoço ou dentes. 
8. Lesões Recentes: Perguntar sobre lesões 
recentes na cabeça, pescoço ou mandíbula. 
 
9. Mudanças na Mordida: Identificar quaisquer 
mudanças recentes na mordida. 
10. Tratamentos Anteriores: Perguntar se o 
paciente já foi tratado por dores faciais 
inexplicáveis ou problemas na articulação da 
mandíbula. 
Características do Histórico de Dor Orofacial: 
• Queixa Principal: Localização, início, 
características, intensidade, sintomas 
concomitantes, e fluxo da dor. 
o Localização da Dor: Identificar onde a 
dor é sentida. 
o Início da Dor: Quando começou e se há 
associação com outros fatores. 
o Características da Dor: Qualidade, 
comportamento, intensidade e 
sintomas associados. 
▪ Qualidade: Aguda/intensa 
(estimulante) ou 
surda/profunda (depressiva). 
▪ Comportamento: Frequência, 
duração, e localização. 
▪ Intensidade: Moderada a 
intensa. 
▪ Sintomas Concomitantes: 
Hiperestesia, parestesia, ou 
hipoestesia. 
▪ Fluxo: Como a dor muda ao 
longo do tempo. 
o Fatores Agravantes e Atenuantes: 
Função e parafunção, modalidades 
físicas (calor/frio), medicações, 
estresse emocional, distúrbios do sono, 
e litígio. 
o Consultas/Tratamentos Anteriores: 
Histórico de tratamentos prévios. 
o Relação com Outras Queixas de Dor: 
Relação com outras dores. 
3. Exame Clínico 
• Objetivo: Avaliar os componentes do sistema 
mastigatório: músculos, articulações e dentes. 
Exame dos Nervos Cranianos: 
• Nervo Olfatório (I): Testar a capacidade de 
distinguir odores (menta, baunilha, chocolate). 
• Nervo Óptico (II): Avaliar o campo visual. O 
paciente deve informar quando vê os dedos. 
• Nervo Oculomotor, Troclear e Abducente (III, 
IV, VI): Verificar o reflexo luminoso consensuale movimentos oculares. 
• Nervo Trigêmeo (V): Testar a sensação tátil nas 
regiões da testa, bochecha e mandíbula. 
• Nervo Glossofaríngeo e Vago (IX, X): Avaliar a 
função da garganta e palato. 
• Nervo Acessório (XI): Testar a força dos 
músculos do pescoço e ombro. 
Exame dos Olhos e Ouvidos: 
• Olhos: Verificar dor ao redor dos olhos, leitura 
que afeta a dor, vermelhidão, lacrimejamento 
ou edema das pálpebras. 
• Ouvidos: Identificar desconforto associado à 
dor na ATM e avaliar a presença de dor 
referida. 
Exame Cervical: 
• Objetivo: Avaliar dor e dificuldade de 
movimentos no pescoço que podem refletir no 
aparelho mastigatório. Verificar amplitude e 
sintomas da mobilidade do pescoço. 
4. Exame Mastigatório 
• Estruturas Avaliadas: 
o Músculos: Avaliar saúde e função dos 
músculos mastigatórios. 
o Articulações: Avaliar função e saúde 
das articulações temporomandibulares 
(ATM). 
o Dentes: Avaliar função e saúde dos 
dentes e suas estruturas de suporte. 
Exame Muscular: 
• Palpação Muscular: 
o Método: Aplicar pressão suave e firme 
para identificar sensibilidade, dor e 
pontos de gatilho. 
 
o Pontuação da Dor: 
▪ 0: Nenhuma dor. 
▪ 1: Desconforto leve. 
▪ 2: Dor definida. 
▪ 3: Dor severa, com ação 
evasiva. 
• Significado Clínico dos Pontos de Gatilho: 
o Ativos: Dor referida aumentada ao 
estímulo. 
o Latentes: Não detectáveis. 
Exame dos Músculos Específicos: 
• Músculo Temporal: Palpar as regiões anterior, 
média e posterior. 
• Músculo Masseter: Palpar as inserções superior 
e inferior bilateralmente. 
• Músculo Esternocleidomástoideo e Músculos 
Cervicais Posteriores: Palpar as inserções e 
verificar a presença de dor ou desconforto. 
Manipulação Funcional: 
• Músculo Pterigóideo Lateral Inferior e 
Superior: 
o Contração e Estiramento: Testar dor 
com contração e estiramento durante 
a manipulação funcional. 
• Desordens Intracapsulares: Testar a resposta 
da dor ao morder em um separador e realizar 
protrusão contra resistência. 
Abertura Máxima: 
• Medir a abertura máxima confortável e 
comparar com a abertura máxima possível. 
• Testar a sensação final: Avaliar a resistência 
ao aumento da abertura interincisal. 
5. Exame da ATM (Articulação Temporomandibular) 
• Aspectos da Articulação: 
o Dor na ATM: Palpar a articulação em 
diferentes posições da mandíbula 
(aberta e fechada). 
o Disfunção Articular: Identificar ruídos 
articulares (estalos e crepitações) e 
observar restrições ou irregularidades 
nos movimentos da mandíbula. 
6. Exame Dentário 
• Mobilidade dos Dentes: Identificar perda óssea 
ou forças oclusais pesadas. 
• Alargamento do Espaço Periodontal: Avaliar 
aumento na crista óssea. 
• Osteoesclerose e Hipercementose: Identificar 
aumento na densidade óssea e 
hipercementose. 
• Pulpite: Testar dor de dente com estímulos 
térmicos e provocação local. 
• Desgaste Dentário: Avaliar desgaste devido a 
atividades funcionais ou parafuncionais. 
• Abfração: Identificar desgaste cervical devido 
a cargas oclusais pesadas ou escovação 
agressiva. 
7. Testes Diagnósticos Adicionais 
• Exames de Imagem da ATM: 
o Vista Panorâmica: Avaliar a relação 
entre o côndilo e a fossa. 
o Projeção Transfaringiana: Obter uma 
visão mais precisa da articulação. 
o Tomografia Computadorizada (Cone 
Beam): Fornecer imagens detalhadas 
das estruturas ósseas. 
o Imagem por Ressonância Magnética: 
Avaliar deslocamentos do disco 
articular. 
o Cintilografia Óssea: Identificar 
processos inflamatórios ou patológicos 
na articulação. 
Cada um desses componentes ajuda a construir um 
diagnóstico completo e a criar um plano de 
tratamento direcionado para a disfunção da 
articulação temporomandibular e outras condições 
relacionadas. 
 
LUAN MATHEUS BEZERRA DE SOUZA- ODONTOLOGIA UNINOVE VERGUEIRO 
@luanmbsouza 
ESTUDO DA OCLUSÃO E SUAS DISFUNÇÕES 
 
 
1. Diagnóstico e Importância 
O diagnóstico correto das desordens 
temporomandibulares (DTM) é crucial para um 
tratamento eficaz. Para alcançar um diagnóstico 
correto, é essencial: 
• Avaliação Clínica: Observação dos sintomas e 
exame físico. 
• Anamnese (Histórico): Coleta detalhada do 
histórico do paciente. 
• Exames Complementares: Realização e 
interpretação correta dos exames. 
O objetivo é identificar e priorizar o diagnóstico 
primário para direcionar o tratamento adequado. 
2. Identificação da Fonte da Dor 
• Dor Primária: Origem local, identificada pelo 
aumento da dor com a estimulação da área de 
dor. 
• Dor Heterotípica: Dor referida, distante da 
origem real. 
Observações sobre a dor: 
• Estimulação local da origem da dor aumenta a 
dor tanto na origem quanto na área de dor. 
• Anestesia local na fonte da dor reduz a dor na 
origem e na área referida. 
3. Métodos de Bloqueio Anestésico 
• O clínico deve conhecer bem a anatomia da 
região e a farmacologia dos anestésicos. 
• Evitar injeções em tecidos inflamados ou 
doentes e em pacientes com desordens 
hemorrágicas. 
• Manter a assepsia rigorosa e aspirar antes de 
injetar para evitar a injeção em vasos 
sanguíneos. 
Tipos de bloqueio: 
• Intramuscular 
• Bloqueio de nervo 
• Intracapsular 
4. Classificação das Desordens Temporomandibulares 
I. Desordens dos Músculos Mastigatórios 
• Dor Muscular: Agravada pela função e 
palpação. 
• Tipo de Dor: 
o Cocontração Protetora 
o Sensibilidade Dolorosa Muscular Local 
o Dor Miofascial 
o Mioespasmo 
o Mialgia Centralmente Mediada 
II. Desordens da ATM (Articulação Temporomandibular) 
• Deslocamento do Disco com Redução: Disco 
volta à posição normal durante a abertura. 
• Deslocamento do Disco sem Redução: Disco 
permanece deslocado e não retorna à posição 
normal. 
III. Hipomobilidade Mandibular Crônica 
• Restrição crônica da abertura da mandíbula. 
IV. Desordens de Crescimento 
Introdução 
 
• Alterações relacionadas ao desenvolvimento 
da articulação e estruturas adjacentes. 
5. Diagnóstico Diferencial e Características Clínicas 
Articular vs. Muscular: 
• Articular: Dor constante associada ao trauma; 
dor aumentada com movimentos específicos. 
• Muscular: Dor variável, frequentemente 
associada ao estresse emocional. 
Exemplos de Diagnóstico: 
• Deslocamento do Disco com Redução: Estalido 
durante a abertura. 
• Deslocamento do Disco sem Redução: Restrição 
severa da abertura da boca e desvio 
mandibular. 
• Subluxação: Movimento súbito do côndilo para 
frente durante a abertura da boca. 
6. Considerações Adicionais 
• Fibromialgia: Condição global com pontos de 
sensibilidade específicos, não relacionada 
diretamente às DTM. 
• Artrite: Inclui osteoartrite, artrite reumatoide, 
artrite psoriática, e artrite infecciosa, com 
sintomas variando desde dor constante a 
edema articular. 
Tratamento e Manejo: 
• O tratamento deve ser baseado na 
identificação correta do tipo de desordem, 
utilizando tanto abordagens clínicas quanto 
diagnósticas avançadas, como bloqueios 
anestésicos para confirmar a origem da dor. 
Importante: A distinção entre desordens musculares e 
articulares é crucial para um tratamento eficaz e 
direcionado. 
 
DETALHADO 
Diagnóstico e Classificação 
1. Separação das Desordens: 
• Desordens Musculares: Envolvem problemas 
nos músculos que controlam a mandíbula. 
• Desordens da ATM (Articulação 
Temporomandibular): Referem-se a problemas 
na articulação que conecta a mandíbula ao 
crânio. 
• Hipomobilidade Mandibular Crônica: 
Diminuição crônica da amplitude de 
movimento da mandíbula. 
• Desordens de Crescimento: Alterações 
relacionadas ao desenvolvimento e 
crescimento da mandíbula e estruturas 
associadas. 
Diagnóstico Correto: 
Um diagnóstico preciso é crucial para o sucesso do 
tratamento e envolve: 
• Avaliação Clínica: Exame físico detalhado. 
• Anamnese (Histórico): Entendimento dos 
sintomas e eventos passados. 
• Exames Complementares: Exames de imagem 
ou outros testesdiagnósticos para confirmar o 
diagnóstico. 
Avaliação da Dor: 
A dor pode ser classificada em: 
• Primária: Origina-se no local da dor. 
• Heterotípica: Dor referida que aparece em um 
local diferente da origem. 
Testes Diagnósticos: 
• Estimulação Local: Avalia se a dor aumenta 
com a estimulação do local da dor ou da 
origem da dor. 
• Anestesia Local: Determina se a anestesia da 
origem da dor alivia a dor. 
Técnicas e Precauções no Tratamento: 
• Conhecimento Anatômico: Importância de 
conhecer a anatomia para injeções precisas. 
• Farmacologia: Compreensão das soluções 
anestésicas usadas. 
• Evitar Tecidos Inflamados: Não injetar em 
áreas inflamadas ou doentes. 
• Assepsia: Manter técnicas estéreis durante 
procedimentos. 
 
• Aspirar Antes de Injetar: Verificar a presença 
de vasos sanguíneos. 
Classificação das Desordens Temporomandibulares 
(DTM): 
1. Desordens Musculares: 
• Cocontração Protetora: Contração muscular 
devido a dor ou trauma. 
• Sensibilidade Dolorosa Local: Dor localizada 
sem inflamação. 
• Dor Miofascial: Dor muscular associada a 
pontos de gatilho. 
• Mioespasmo: Contração muscular involuntária. 
• Mialgia Centralmente Mediadas: Dor muscular 
relacionada a processos centrais do sistema 
nervoso. 
2. Desordens da ATM: 
• Deslocamento do Disco com Redução: Disco 
deslocado que retorna ao lugar com 
movimento da mandíbula. 
• Deslocamento do Disco Sem Redução: Disco 
deslocado que não retorna ao lugar, limitando 
a abertura da boca. 
• Aderências: Conexões anormais entre o disco e 
a fossa articular. 
• Subluxação: Movimento anormal do côndilo da 
mandíbula. 
Classificação das Desordens da ATM: 
1. Hipomobilidade Mandibular Crônica: 
• Causa: Pode incluir desordens articulares ou 
musculares. 
2. Desordens de Crescimento: 
• Causa: Alterações durante o desenvolvimento 
da mandíbula. 
Desordens Articulares: 
• Sinovite/Capsulite: Inflamação da cápsula 
articular. 
• Retrodiscite: Inflamação dos tecidos 
retrodiscais. 
• Artrite: Pode ser osteoartrite, osteoartrose, 
artrite reumatoide, ou artrite infecciosa. 
Tratamento: 
• Manipulação Funcional: Para desordens 
articulares. 
• Bloqueio Anestésico: Para diferenciar entre dor 
muscular e articular. 
Diagnóstico e Tratamento: 
• Histórico: Inclui informações sobre traumas, 
estalos articulares e limitação de movimento. 
• Exame Clínico: Identifica padrões de dor e 
limitações de movimento. 
Observações Clínicas: 
• Dor Muscular: Pode variar entre dor em 
repouso e dor durante a função. 
• Dor Articular: Muitas vezes associada a estalos 
e limitações de movimento. 
A precisão no diagnóstico e tratamento é essencial 
para o manejo eficaz das desordens 
temporomandibulares e musculares. Utilizar uma 
combinação de avaliação clínica, histórico e exames 
complementares garante que o tratamento seja 
direcionado de forma apropriada e eficaz. 
 
 
LUAN MATHEUS BEZERRA DE SOUZA- ODONTOLOGIA UNINOVE VERGUEIRO 
@luanmbsouza 
ESTUDO DA OCLUSÃO E SUAS DISFUNÇÕES 
 
 
Objetivos Gerais: 
• Introduzir temporariamente uma condição 
oclusal estável. 
• Permitir que os côndilos assumam sua posição 
articular mais ortopedicamente estável. 
• Proteger os dentes e as estruturas de suporte 
de forças anormais que possam criar colapso 
e/ou desgaste dentário. 
• Modalidade reversível e não invasiva, 
auxiliando no tratamento de muitos sintomas 
de Disfunção Temporomandibular (DTM). 
CONSIDERAÇÕES GERAIS: 
1. Seleção Apropriada da Placa: 
o Escolha com base na condição clínica 
do paciente e nos objetivos do 
tratamento. 
2. Confecção e Ajuste da Placa: 
o Fabricar a placa considerando a 
oclusão e o conforto do paciente. 
3. Cooperação do Paciente: 
o O sucesso do tratamento depende da 
adesão do paciente ao uso da placa. 
TIPOS DE PLACAS OCLUSAIS: 
1. Placa Estabilizadora (Miorrelaxante): 
o Descrição do Tratamento: Fornece uma 
relação oclusal ideal com contatos 
simultâneos e uniformes, guiando o 
canino durante movimentos 
excêntricos. 
o Objetivo: Eliminar instabilidade 
ortopédica entre a posição oclusal e 
articular. 
o Indicações: Transtornos musculares 
dolorosos, mialgia crônica, retrodiscite 
secundária ao trauma. 
2. Placa de Posicionamento Anterior: 
o Descrição do Tratamento: Estimula a 
mandíbula a assumir uma posição 
anterior, melhorando a relação 
côndilo-disco. 
o Objetivo: Alterar temporariamente a 
posição mandibular para melhorar a 
adaptação dos tecidos retrodiscais. 
o Indicações: Malposicionamento e 
deslocamento do disco com redução, 
travamento intermitente ou crônico, 
transtornos inflamatórios. 
3. Placa de Mordida Anterior: 
o Descrição do Tratamento: Aparelho 
rígido que fornece contato somente 
com os dentes anteriores inferiores. 
o Objetivo: Desocluir os dentes 
posteriores e eliminar a influência 
deles sobre a função mastigatória. 
o Indicações: Transtornos musculares 
relacionados com instabilidade 
ortopédica ou alteração aguda na 
condição oclusal. 
4. Placa de Mordida Posterior: 
Introdução 
 
o Descrição do Tratamento: Aparelho 
que fornece contatos oclusais somente 
nos dentes posteriores. 
o Objetivo: Alterar o posicionamento 
anterior da mandíbula e aumentar a 
dimensão vertical. 
o Indicações: Perda severa da dimensão 
vertical, necessidade de grandes 
alterações no posicionamento anterior 
da mandíbula. 
5. Placa Pivotante: 
o Descrição do Tratamento: Placa com 
pivô que provoca separação condilar. 
o Objetivo: Proporcionar uma posição 
articular estável enquanto aplica 
força no dente posterior que contata 
o pivô. 
o Indicações: Transtornos 
intracapsulares. 
o Observações: Pode provocar 
sobrecarga nas articulações; não 
separa as articulações por si só. 
6. Placa Macia ou Resiliente: 
o Descrição do Tratamento: Utilizada 
principalmente para proteção durante 
atividades esportivas. 
o Objetivo: Proteger os dentes durante 
impactos. 
o Indicações: Proteção dentária durante 
atividades esportivas. 
CONSIDERAÇÕES COMUNS NO TRATAMENTO COM 
PLACAS: 
1. Alteração da Condição Oclusal: 
o Placas oclusais alteram 
temporariamente a condição oclusal, 
diminuindo a atividade muscular e, 
consequentemente, os sintomas. 
2. Alteração da Posição Condilar: 
o A maioria das placas altera a posição 
condilar para uma posição mais 
estável, melhorando a estabilidade 
articular e diminuindo sintomas. 
3. Aumento na Dimensão Vertical: 
o Placas interoclusais aumentam 
temporariamente a dimensão vertical, 
o que pode diminuir a atividade 
muscular e sintomas associados. 
4. Consciência Cognitiva: 
o Pacientes tornam-se mais conscientes 
de seus comportamentos funcionais e 
parafuncionais, ajudando na redução 
dos transtornos. 
5. Alteração na Entrada Periférica do SNC: 
o Placas fornecem uma alteração no 
estímulo sensitivo periférico, reduzindo 
a tendência ao bruxismo induzido pelo 
SNC. 
6. Recuperação Musculoesquelética Natural: 
o A condição muscular dolorosa pode se 
recuperar naturalmente com o 
repouso. 
7. Efeito Placebo: 
o A relação profissional-paciente 
favorável pode resultar em uma 
diminuição do estresse emocional, 
contribuindo para a redução dos 
sintomas. 
8. Regressão à Média: 
o Variações naturais na intensidade da 
dor podem ocorrer, e a eficácia da 
terapia pode ser influenciada por esse 
fenômeno. 
JIG (Jaw Incisor Guide - Guia Incisiva Mandibular): 
• Uso: Montar pacientes em relação central (RC). 
• Orientação: Utilizar 1 hora antes da consulta 
para registro em RC.