Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Nutrição Funcional
Aula 5: 
Estresse oxidativo e antioxidantes
2
Causas: 
• Geração excessiva de radicais livres
• Redução da velocidade de remoção desses.
Processo de estresse oxidativo deve-se a um 
desequilíbrio entre compostos oxidantes e 
antioxidantes.
Nutrição Funcional
Nutrição Funcional
4
• Todas as células necessitam de oxigênio para converter os 
nutrientes absorvidos dos alimentos em energia. 
• A queima do oxigênio pelas células (oxidação) libera 
moléculas de radicais livres que são instáveis e apresentam 
um elétron com carga negativa que tende a se associar 
rapidamente a outras moléculas de carga positiva com as 
quais pode reagir ou oxidar.
• Assim, os radicais podem danificar as células sadias, 
danificar DNA, entre outros prejuízos
Nutrição Funcional
Nutrição Funcional
Formação dos ROS
➢ Pela sua configuração eletrônica, o oxigênio tende a receber um elétron de cada vez, 
formando compostos intermediários altamente reativos, destacando-se o ânion radical 
superóxido (O2-), o peróxido de hidrogênio (H2O2) e o radical hidroxila (OH·).
➢ Conforme visto do esquema acima, o ânion radical superóxido é o primeiro intermediário 
da redução monovalente do oxigênio até água, sendo formado a partir dele os demais 
ROS.
Nutrição Funcional
7
Turrens JF, J Physiol (2003), 552.2, pp. 335–344
Os mecanismos de geração de radicais livres ocorrem nas 
mitocôndrias, membranas celulares e no citoplasma
Cerca de 2% a 5% do oxigênio metabolizado nas 
mitocôndrias são desviados para outra via metabólica e 
originam os radicais livres.
Nutrição Funcional
8
✓ Radical livre: espécie molecular capaz de existir, 
independentemente, com elétrons desemparelhados
✓ Espécies reativas: NÃO apresentam elétrons 
desemparelhados, porém são altamente reativos!
Young & Woodside, J Clin Pathol 2001;54:176–186
Exemplo: H2O2
Não é radical livre (não tem elétron desemparelhado na sua última 
camada eletrônica), mas é uma espécie com alto potencial reativo. 
Participa da reação de geração de OH•, tem ação deletéria.
Nutrição Funcional
9
ESPÉCIES REATIVAS
Formação
VIA ENDÓGENA
Mitocôndria
Retículo endoplasmático
Citoplasma
Membranas celulares
Peroxissomas
VIA EXÓGENA
Toxinas
Cigarro
Poluição
Dieta
Radiação UV
Nutrição Funcional
Nutrição funcional - Estresse 
oxidativo e metabolismo energético
• Alta produção de EROS 
“espécies reativas de oxigênio”
• Elevada reatividade com os 
lipídeos insaturados nas 
membranas celulares. 
11
➢ Exemplos de prováveis causas externas de formação de radicais livres:
- Poluição ambiental 
- Gases de escapamentos de veículos
- Raios X e radiação ultravioleta do sol
- Fumo e fumaça de cigarro e o álcool
- Resíduos de pesticidas
- Substâncias tóxicas presentes em alimentos e bebidas (aditivos químicos, hormônios, 
aflatoxinas, etc)
- Estresse e alto consumo de gorduras saturadas (frituras, embutidos, etc)
Nutrição Funcional
12
ESPÉCIES REATIVAS
Formação Endógena
GERAÇÃO E ATUAÇÃO EM FUNÇÕES FISIOLÓGICAS
Modulação de genes 
antioxidantes
Morte celular programada
Ativação sistema imune
Modulação de genes de 
defesa
Ação antimicrobina
Apoptose
Necrose
Senescência
Transporte de íons
Mecanismo local e 
sistêmico de defesa
13
ESPÉCIES REATIVAS
Funções Fisiológicas
✓ Células de defesa do sistema imune: geração de radicais livres para combate à 
microrgaismos
✓ NADPH oxidase – sua atividade determina a eficácia dos mecanismos de defesa 
orgânica contra patógenos
✓ Mieloperoxidase (MPO) – enzima presente em leucócitos que gera ácido
hipocloroso a partir de peróxido de hidrogênio, liberada em resposta à invasão microbiana
14
Sendo produzidos durante o metabolismo e 
exercendo funções fisiológicas importantes, 
por que os radicais livres são tão temidos? 
Nutrição Funcional
15
Radicais Livres (RL)
• São úteis e indispensáveis às defesas contra infecções
• O excesso é tóxico e prejudicial para saúde.
• Quanto mais exposta aos fatores externos maior é a
quantidade de RL que se acumulam no corpo.
Com o tempo, esse efeito cumulativo pode causar 
alterações irreversíveis nas células ou mutações, que 
podem favorecer o aparecimento e o desenvolvimento 
de células cancerígenas, o enfraquecimento do 
sistema imunológico e o envelhecimento. 
Nutrição Funcional
16
ESPÉCIES REATIVAS
Efeitos nocivos
Glicídeos
(ex: polissacarídeos)
Proteínas
(ex: enzimas)
DNA
Lipídeos
(ex: membrana
celular)
Nutrição Funcional
17
ESPÉCIES REATIVAS
Efeitos nocivos - glicídeos
✓ Reação do radical hidroxila sobre cadeia
carbônica de açúcares estruturais
Alteração estrutural do ácido hialurônico e colágeno
Nutrição Funcional
18
ESPÉCIES REATIVAS
Efeitos nocivos – ácidos nucléicos
✓ Ação sobre desoxirribose e bases nitrogenadas 
(especialmente guanina)
✓ Quebra da cadeia de DNA, ligação cruzada das fitas, 
alteração de bases, mutações e apoptose
Mutações celulares, morte celular, câncer, 
doenças neurodegenerativas
Nutrição Funcional
19
ESPÉCIES REATIVAS
Efeitos nocivos – lipídeos
Peroxidação Lipídica
✓ Ação sobre membranas celulares, principalmente sobre 
ácidos graxos poliinsaturados (PUFA)
Alteração na estrutura, fluidez e integridade de membrana
Nutrição Funcional
20
Estresse Oxidativo
Desequilíbrio
1. Produção excessiva de RL
2. ↑ requerimento de defesas 
antioxidantes
3. ↓ eficácia de AOX
endógenos
4. ↓ consumo de AOX exógenos
Nutrição Funcional
21
Estresse Oxidativo
Alto requerimento de defesas antioxidantes
Infecções recorrentes e/ou estados pró-inflamatórios 
Nutrição Funcional
22
Estresse Oxidativo
Baixo consumo de antioxidantes exógenos
Dieta pobre em compostos antioxidantes
Nutrição Funcional
23
Estresse
Oxidativo
Doenças
Crônicas
Nutrição Funcional
24
✓ 88–90% dos cânceres são induzidos pelo ambiente, 
sendo 35% pela dieta;
✓ Estudos epidemiológicos: forte associação entre o 
consumo de frutas e hortaliças com redução do risco de 
câncer (30% a 50%);
✓ Redução do risco: presença de micronutrientes como 
β-caroteno, vitamina E, vitamina C e selênio
Estresse Oxidativo e Câncer
Nutrição Funcional
25
Estresse Oxidativo e 
Doenças Cardiovasculares
✓ Lesões ateroscleróticas: moléculas de adesão promovem a 
migração de monócitos para camada interior do endotélio
✓ Moléculas de adesão são estimuladas em resposta a injúria do 
endotélio, tais como:
✓ Alta pressão arterial, infecção viral, xenobióticos 
(ex: cigarro), hiperglicemia, hipercolesterolemia ou hiperhomocisteinemia
Nutrição Funcional
27
Estresse Oxidativo e 
Obesidade
✓ Estresse oxidativo: principal mecanismo envolvido nas
co-morbidades relacionadas com a obesidade
✓ Pode se manifestar ainda nas primeiras
décadas de vida tendo sua exposição crônica 
contribuição na progressão de DCV e diabetes
✓ Níveis plasmáticos de carotenóides, vitaminas E e C, 
zinco, selênio e magnésio são reduzidos em crianças e
adultos obesos
Nutrição Funcional
Nutrição Funcional
Existem três possibilidades principais para avaliar o estresse oxidativo:
1 - Exames de atividade de enzimas antioxidantes
•Glutationa peroxidase eritrocitária
•Glutationa redutase eritrocitária
•Superóxido dismutase eritrocitário
•Catalase eritrocitária
•Tireodoxina redutase
2 - Exames para monitorar capacidade antioxidante
•Antioxidantes totais
3 - Exames para avaliar danos causados por estresse oxidativo
•Dialdeído malônico em sangue (MDA, malondialdeído malônico) - marcador de peroxidação lipídica: mais barato
•Estresse oxidativo mitocondrial (OXIMITO) - marcador de dano mitocondrial: bem mais caro
•8 hiudroxil-2-deoxiguanosina (marcador de dano ao DNA) - medido na urina
• Homocisteína (7 a 9 µmol/L)
• Ácido Úrico (Homens abaixo de 4,9 e mulheres abaixo de 3,9 mg/dl)
• Vitamina E (tocoferol): depende do laboratório
• Vitamina A (retinol): 0,5 a 0,7 µmol/l
• Vitamina C (ácido ascórbico): maior que 1,0 mg/L
• LDL oxidado avaliado na saliva.•Ferritina menor que 45 ng/mL
Nutrição Funcional
Outros exames:
Guia Alimentar da População Brasileira 
Alimentos de origem vegetal são
fontes de energia, proteína,
vitaminas e minerais e a única ou
principal fonte de vitamina C,
folato, fibras e compostos
bioativos (CBAs), dos quais o
metabolismo humano também é
dependente.
• Em um novo paradigma, a ingestão
insuficiente de CBAs provenientes de
vegetais constitui importante componente
de risco das DCNT, contribuindo na mesma
magnitude do consumo excessivo de
energia e de gorduras totais e saturadas na
dieta.
Essa visão é complementar àquela que assume que o componente genético 
do homem contemporâneo está majoritariamente otimizado para a dieta 
de nossos ancestrais do Paleolítico
Nutrição Funcional - Relação DCNT e CBAs
Então como agem os CBAs no organismo?
• Alvos fisiológicos e mecanismos de ação! 
Ação 
antioxidante
Modulação 
de gene e 
codificação 
de PTN
Nutrição Funcional
33
➢ Os antioxidantes estão presentes nos alimentos e os mais importantes são:
- Vitamina C (frutas cítricas e vegetais verde escuros, laranja, limão, lima, acerola, caju, 
kiwi, morango, couve, brócolis, tomate)
- Vitamina E (germe de trigo óleos de soja, arroz, algodão, milho e girassol, amêndoas, 
nozes, castanha o Pará, gema, vegetais folhosos e legumes;
- Vitamina A encontrada principalmente em alimentos como a cenoura, abóbora, fígado, 
batata doce, damasco seco, brócolis, melão.
Nutrição Funcional
34
- Selênio (encontrado na castanha do pará, alimentos marinhos, fígado, carne e aves)
- Zinco (carnes, peixes, incluindo ostras e crustáceos, aves e leite. Cereais integrais, 
feijões e nozes são também boas fontes.
- Flavonóides (frutas cítricas, uvas escuras ou vermelhas)
- Licopeno (no tomate)
- Isoflavonas (soja)
- Catequinas (morango, uva e chá verde).
Nutrição Funcional
OBRIGADA!
Prof. Dra. Luciana Bittencourt
Nutricionista
Luciana.bittencourt@estacio.br

Mais conteúdos dessa disciplina