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TCC-O Papel DA Família NO Processo DE Inclusão Escolar DO Autista TCC trabalho de conclusão de curso (Centro Universitário Leonardo da Vinci) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade TCC-O Papel DA Família NO Processo DE Inclusão Escolar DO Autista TCC trabalho de conclusão de curso (Centro Universitário Leonardo da Vinci) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-universitario-leonardo-da-vinci/tcc-trabalho-de-conclusao-de-curso/tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista/64819067?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-universitario-leonardo-da-vinci/tcc-trabalho-de-conclusao-de-curso/5817202?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-universitario-leonardo-da-vinci/tcc-trabalho-de-conclusao-de-curso/tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista/64819067?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-universitario-leonardo-da-vinci/tcc-trabalho-de-conclusao-de-curso/5817202?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 1 Centro Universitário Leonardo da Vinci GRACIETE DE MELO RIBEIRO (FLC5169SES) TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO: O PAPEL DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR DO AUTISTA BARCARENA 2022 Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 2 GRACIETE DE MELO RIBEIRO O PAPEL DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR DO AUTISTA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à disciplina de TCC – do Curso de Serviço Social – do Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI, como exigência parcial para a obtenção do título de Bacharel em Serviço Social. Orientadora - Maria Jeanne de Oliveira Siqueira Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 3 Compreender o autismo é abrir caminhos para o entendimento do nosso desenvolvimento. Estudar autismo é ter nas mãos um “laboratório natural” de onde se vislumbra o impacto da privação das relações recíprocas desde cedo na vida. Conviver com o autismo é abdicar de uma só forma de ver o mundo - aquela que nos foi oportunizada desde a infância. É pensar de formas múltiplas e alternativas sem, contudo perder o compromisso com a ciência (e a consciência!) – com a ética. É percorrer caminhos nem sempre equipados com um mapa nas mãos, é falar e ouvir uma linguagem, é criar oportunidades de troca e espaço para o nosso saber e ignorância [...] (BOSA, 2002, p. 13). Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 4 RESUMO O presente trabalho buscar compreender a importância do envolvimento da família no processo de integração escolar dos alunos com TEA para facilitar os seus processos de aprendizagem e desenvolvimento. Utilizou-se pesquisa qualitativa baseada em pesquisa bibliográfica. O transtorno do espectro do autismo (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades com comunicação verbal, interações sociais e movimentos repetitivos e estereotipados. A pesquisa mostrou que o envolvimento da família no processo educacional é fundamental, que as famílias desempenham um papel decisivo na vida de uma criança e que as escolas são as únicas instituições que compartilham com as famílias a responsabilidade pela educação de seus filhos. Frequentar escolas regulares para crianças com necessidades educacionais especiais requer comprometimento da família em trabalhar com a escola. Em alguns casos, como alunos com autismo, esse envolvimento da família é ainda mais necessário, pois alguns autistas não desenvolvem a linguagem, o que requer um acompanhamento efetivo das famílias para ajudar a escola a descobrir que está relacionado a isso. Na conclusão deste estudo, ficou evidente a importância do envolvimento da família no processo de inclusão de alunos com TEA, bem como alunos com qualquer outra deficiência. A família contribui enormemente para a aprendizagem da criança quando está ativamente envolvida na escola, quando compreende o que se passa na vida escolar do seu filho, enfim, quando desempenha o seu papel. PALAVRAS-CHAVE: Autismo. Inclusão. Família. Escola. Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 5 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .............................................................................................................6 2 APRESENTAÇÃO DO TEMA .........................................................................................7 3 DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA...................9 4 CARACTERÍSTICAS DO AUTISMO..............................................................................13 5 A INCLUSÃO DO ALUNO AUTISTA..............................................................................15 6 A RELAÇÃO ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA....................................................................18 7 CONTRIBUIÇÕES DA FAMÍLIA NO DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM DO AUTISTA..........................................................................................................................21 8 JUSTIFICATIVA ............................................................................................................23 9 OBJETIVOS DA PESQUISA..........................................................................................24 9.1 Objetivo Geral 9.2 objetivos específicos 10 METODOLOGIA DE PESQUISA.................................................................................24 11 ANÁLISE DOS DADOS DA PESQUISA.......................................................................25 11.1. APRESENTAÇÃO DOS DADOS..............................................................................25 11.2. ANÁLISE DOS DADOS.............................................................................................27 11.3. RESULTADOS..........................................................................................................30 12 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS................................................................................32 8 CONCLUSÕES................................................................................................................36obstáculos enfrentados pelos autistas. Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 29 Pensar na importância da família no desenvolvimento afetivo e social da criança envolve vários princípios que são repassados pelos pais e que nunca devem ser desprezados, mas deve ser considerado como fonte de sabedoria e ensino para vida no contexto afetivo e social do sujeito, devido ser úteis em toda a existência humana; apesar de não existir manual de como devemos educar os filhos. Assim, “não há receitas para educar, mas há atitudes educativas e atitudes deseducativas” (LOBO, 1997, p.26). Portanto, as práticas educativas envolvem o amor, a atenção e o apoio, é a melhor educação e o melhor meio de dar segurança e confiança a uma criança, isto é, a melhor maneira de fazê-la feliz e de dar a ela uma oportunidade justa para desenvolver suas potencialidades, porém, deve ser dada na medida certa nada de excesso, para que a criança não venha se sentir auto protegida. Fazendo conexão aos autores mencionados, percebe-se a família como responsável principal na formação e desenvolvimento do sujeito no contexto social, afetivo e acadêmico, tendo como referência a educação construída no lar, como base de sustentação, para quaisquer fases e mudanças a que venha enfrentar no percurso da vida. A família é uma das mais importantes instituições, sua presença no processo inclusivo é imprescindível pois colabora para que ações se concretizem e que as atividades realizadas na escola, tenham suas respectivas rotinas extensivas ao ambiente familiar, além de ser relevante quanto as intervenções sociais e pedagógicas. Os pais têm o papel intrasferível que é de transmitir aos seus filhos os valores culturais, com mais essência, diferenciada de qualquer outra instituição, porém a insegurança e o medo de assumir o seu principal papel preferem transmitir para as creches, maternal, pré-escola, enquanto na realidade são os pais que direcionam o comportamento dos filhos, eles são os primeiros objetos de amor, da ansiedade e da raiva dos filhos, são eles que transmite confiança ou desconfiança, que queiram ou não, vão ser os principais responsáveis pela autoimagem dos filhos. Assim, a escola não pode ser delegada como única na transmissão de conhecimento, responsabilidade e valores. “Os pais são indispensáveis e a família é o núcleo principal do desenvolvimento humano”. (LOBO, 1997, p.26). Considerando, que tanto a escola como a família é responsável por esse papel de repassar os conhecimentos sejam científicos, históricos e culturais. Sendo, que o homem é um ser historicamente e culturalmente variável. O ato de conhecer, a partir da família e também da escola, é invariavelmente indireto, pois não existe um conhecimento virgem. O ato de conhecer é constituído a partir dos sistemas simbólicos determinados historicamente. A família e a escola também são Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 30 contextualizadas historicamente. (OLIVEIRA, 1999, p.80). Logo, perceber-se a subjetividade do pensamento de Oliveira (1999) em relação ao conceito de família e escola, envolvendo o ato de conhecer, ou seja, todo e qualquer comportamento, conceitos e definições são constituídos historicamente e contextualizados a uma cultura na qual o sujeito esteja inserido, por isso, que as condutas e opiniões podem ser mudadas ao longo da vida, mas diante dessas mudanças a família ainda assume uma responsabilidade importante e que deve ser considerada como primordial no domínio da educação dentro do lar que é a autoridade para com os filhos, principalmente os menores de idade que são crianças e adolescentes, porém essa autoridade não deve ser utilizada para causar pânico, mas contribuir na educação e no desenvolvimento da criança. Segundo Lobo (1997), a princípio devemos entender a existência da criança como pessoa, como ser humano. Cada criança é um indivíduo que deve ser respeitado e que tem todos os direitos como qualquer outro deve ter, e mais alguns, por ser uma pessoa em desenvolvimento. No caso da criança autista, é necessário que os pais acompanhem para que as atividades de casa sejam extensão complementar das que forem desenvolvidas na escola.es alunos tendo como base e apoio o planejamento curricular. 7.3 RESULTADOS Em síntese, acredita-se que este estudo possa complementar outros estudos sobre o autismo e suas manifestações, pois sintetiza de forma objetiva as principais características desse transtorno, buscando resguardar a importância da educação especial para pacientes autistas. Pode-se até dizer que há tentativas de desenvolver o processo de integração desses alunos, mas talvez esse método de introdução ainda não tenha apresentado resultados efetivos. De forma geral, observou-se que o grau de instrução e informações desses professores não é suficiente para trabalhar de forma funcional adequada e significativa com autistas. Os autistas necessitam de uma estrutura eficiente, de métodos específicos de ensino, de ambientes especiais, de preparação prévia, e de uma abordagem abrangente para terem o mínimo desenvolvimento no processo de aprendizagem. Destaca-se, portanto, a importância de rever os modelos teóricos de envolvimento parental nas escolas, a fim de ampliar a compreensão desse fenômeno no contexto dos transtornos do desenvolvimento em todo o mundo. Portanto, parece necessário considerar fatores que ocorrem particularmente em famílias com crianças com autismo, como estresse e sua influência no ambiente social e comportamento tendencioso. Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 31 É notório que muitas mudanças no sistema educacional são necessárias para que se conquiste de fato uma inclusão de qualidade, mudanças essas não só na estrutura física do ambiente escolar, mas mudanças em termos de conscientização das pessoas, oportunizando o convívio com a diversidade. Entre as reformulações necessárias pode-se citar as adaptações no currículo, novas metodologias, recursos tecnológicos que favoreçam o aprendizado do aluno e principalmente a capacitação dos professores. Através dos muitos estudos realizados constatou-se que um dos fatores essenciais para auxiliar a criança autista é o afeto. Isto até pode parecer contraditório, mas, embora apresentem dificuldades em manter vínculos de afeto, quando encontra um ambiente afetuoso, o desenvolvimento dessas crianças torna-se mais fácil, porque ela se sente mais segura. O que ocorre é que o indivíduo com TEA sente dificuldades em compreender expressões faciais ou gestos de afeto, mas isto não significa que esse indivíduo seja desprovido de emoções. Ele se emociona, como as demais pessoas e, portanto, essas emoções devem ser direcionadas às suas experiências de aprendizagem. Desse modo, ressalta-se que os objetivos primeiros inseridos neste trabalho como possibilidade e norte para a investigação deram luz ao caminho investigativo, e foi o que substancialmente, permitiu que se chegasse aos resultados, que foram alcançados com sucesso. Foi percebido que assim como a escola precisa manter uma relação consistente com os pais, os pais também precisam manter uma relação positiva com os professores, pois eles podem ajudar no desenvolvimento e aprendizagem dos seus filhos, oferecendo subsídios para o sucesso escolar refletindo nas relações intersociais e intrassociais. Um dos principais fatores que determina o sucesso da escola é a articulação com a família, de modo a melhor conhecer e respeitar o espaço e a bagagem cultural trazida pela criança, considerando seus primeiros conhecimentos construídos no seio familiar, mesmonão sendo sistematizados. A escola deve ser um ambiente a incluir a família de uma forma que a mesma se sinta parte dela, ou seja, a escola deve abrir as portas para a participação da família. 7.4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Os resultados mostram que o envolvimento da família na escolarização da criança com TEA é importante, pois acelera um processo de escolarização eficaz que, de outra forma, Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 32 ficaria comprometido e retardado. A escola precisa fazer a sua parte e pedir ajuda a essa família. Embora a presença de um professor auxiliar não seja obrigatória para que um aluno com autismo ingresse e permaneça por muito tempo na escola, no dia a dia da escola vale ressaltar que a presença do aluno depende de a presença desse profissional, e em sua A família ausente acaba assumindo essa função, e a pesquisa corrobora isso. É importante que, na escola, os professores percebam as crianças com autismo como capazes de aprender e se desenvolver, observando, respeitando e realizando suas singularidades e potencialidades. Jamais podemos classificar qualquer estudante seja ele com necessidades especiais ou não, como um ser incapaz, precisamos ter esse olhar, e buscar alternativas para ajudar no processo de desenvolvimento desses indivíduos. Juntos escola e família podem fazer a diferença na vida dessa criança. Possivelmente coma ajuda da família e o olhar do educador, é possível realizar um trabalho que se adapte à realidade de cada criança autista que a escola poderá receber, é relevante que os professores tenham em mente que cada criança autista tem suas particularidades, como qualquer outra criança. É comum a sociedade rotular as síndromes e outras necessidades especiais, para isso a importância de estar sempre estudando sobre esse assunto, para que possamos saber das características gerais que cada síndrome, transtorno e as demais necessidades especiais que apresentam, as particularidades que cada aluno apresenta somente com a convivência é que vamos aprender. Embora a reflexão sobre a inclusão escolar venha fomentando muitos debates, constata-se que é um tema que ainda requer discussão, com vistas ao melhor entendimento e à apropriação das suas diretrizes pelos profissionais envolvidos, entre eles psicólogos, que muitas vezes se limitam a realizar um trabalho nos moldes da clínica dita tradicional, que normalmente não atinge todas as esferas que compõem a escola e tende a se restringir a uma demanda pontual do aluno ou da instituição. Nesse sentido, acredita-se que este estudo tenha possibilitado a construção de um entendimento sobre a relação entre a família e a escola no contexto da inclusão de crianças com TEA. Foi possível observar que os pais conseguem identificar o diferencial das escolas mais qualificadas para a inclusão e que atendam às expectativas da família. Nota-se que há um posicionamento crítico dos pais, reivindicando, da professora e da escola, respostas sobre o TEA. Já as professoras indicaram a dificuldade em compreender o TEA e obter recursos pedagógicos adequados à inclusão. Para pais e professoras, o desejo de avançar e a motivação para superar os obstáculos ainda existentes no processo de inclusão ficaram explícitos. Ambos se mostraram inquietos na busca de conhecimento, recursos e atendimento Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 33 adequado às crianças com TEA no contexto escolar, o que parece estar beneficiando os envolvidos. Embora muitas vezes a relação entre pais e professores esteve calcada em situações- -problema com a criança, o que costuma ultrapassar o contexto da inclusão, constatou-se que a comunicação existente e o esclarecimento de dúvidas estavam sendo importantes para a tranquilidade dos pais em deixar seu filho na escola e para o desenvolvimento da criança. Família e escola reconheceram que o apoio aos processos de ensino e de aprendizagem e a socialização das crianças com TEA ainda precisam ser sistematizados. Para tanto, faz-se importante desenvolver programas com equipes multidisciplinares que trabalhem na construção de grupos de apoio, instrumentos e outros recursos que considerem a singularidade de cada criança e suas limitações, além dos recursos da família e do professor, e que busquem viabilizar o fortalecimento e a consolidação da relação família-escola no processo de inclusão. Destaca-se que este estudo teve como limitação não ter considerado a diversidade de sintomas que as crianças com TEA podem apresentar, os quais certamente têm diferentes implicações nas relações estabelecidas entre os contextos familiar e escolar. Trata-se de uma aproximação ao tema, que se caracteriza por ser exploratória e não generalizável, considerando os procedimentos metodológicos adotados, justificada pela escassez de pesquisas encontradas que investigam, de forma sistêmica, as relações entre a família e o âmbito escolar, abarcando diferentes fontes de informação. Nesse aspecto, reside a originalidade deste estudo, que possibilita que seus dados avancem na construção do conhecimento na área. Por fim, acredita-se que os dados apresentados possam incitar a reflexão de mães, pais e professores sobre as suas ações perante a inclusão de seus filhos e alunos na intenção de construir uma relação que permita o melhor desenvolvimento da criança, levando em conta as vivências da família e as questões pedagógicas e sociais da escola para uma atuação mais alinhada e colaborativa para todos os envolvidos. Além disso, espera-se que os estudos sobre inclusão possibilitem compartilhar a realidade escolar e as práticas e as experiências vivenciadas nesse contexto com os órgãos governamentais, com vistas a fomentar mais pesquisas nessa área. Após entender o papel da família e do docente na inclusão da criança autista, é possível analisar a magnitude de um trabalho conjunto entre as duas partes, para que o autista tenha um avanço positivamente garantido no seu desenvolvimento. Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 34 O autismo, mesmo com suas infinitas características, e assim como qualquer outra deficiência ou déficit, deve ser conhecido, estudado e compreendido por todos de nossa sociedade, para que a inclusão de pessoas autistas seja exercida da melhor maneira possível, tanto para o sujeito quanto para todos que o cercam. O processo de inclusão inicia-se com o trabalho e aceitação familiar, pois é "dentro de casa" que o sujeito será preparado para o mundo externo, para viver e conviver com os outros além dos muros de sua casa, além dos braços de sua família. Esta preparação familiar será benéfica para ambos, pois com preparação e compreensão da dimensão do que é o autismo, todos acabam ganhando. A família, em seu papel mais arrebatador, deve se conscientizar de muitos fatores, para que o período da aceitação se dê de maneira mais eficaz do que o período do chamado "luto". O luto da família acaba se tornando inevitável, pois, durante meses, a família almeja um filho "perfeito" e, ao obter o diagnóstico do autismo, ainda nos primeiros anos ou meses de vida, o término inesperado daquele sonho perfeito passa a tornar-se um choque para a família, principalmente para os pais. Este choque faz com que se inicie o luto. A negação, o sentimento de culpa, os questionamentos interiores sem respostas, o não saber o que fazer, o isolamento e a solidão, entre outros sentimentos,passam a tomar conta da família, pois ninguém está preparado para receber um diagnóstico negativo do filho que acaba de nascer. O acompanhamento médico, por sua vez, passa a se tornar de tamanha importância tanto para o desenvolvimento do autista quanto para a aceitação familiar. Um trabalho conjunto entre familiares e profissionais da saúde ajuda na preparação para o que vem pela frente. Após anos de preparação e acompanhamento única e exclusivamente de familiares e profissionais da saúde, entra na vida do autista a escola que, por sua vez, passa a obter uma grande responsabilidade no que diz respeito ao desenvolvimento do aluno autista. A escola, que assim como a família necessita de uma prévia preparação para receber adequadamente o aluno nas suas dependências, deve conhecer e compreender tanto o autismo quanto o aluno autista que ali está matriculado. Este conhecimento deve facilitar o trabalho do docente e a compreensão do aluno. A escola é responsável pelas devidas adaptações de currículos e espaços físicos e pode conseguir lidar melhor com todas as mudanças, se conseguir uma parceria com a família do aluno, ou seja, o sujeito com autismo nasce, passa por acompanhamento médico, preparação social por parte da família e, após, pela inclusão escolar por parte do docente, o que nos mostra que ambos os profissionais e demais pessoas que trabalham ou convivem com o autista possuem um papel específico e, juntos, completam Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 35 e totalizam a inclusão deste sujeito. É feito um jogo de quebra-cabeça onde cada um representa uma peça e o jogo só se dá por completo quando todas as peças se encaixam. A família e a escola passam a precisar uma da outra para que consigam realizar seus papeis de maneira adequada. O trabalho de cada um, sob a vida e desenvolvimento do autista, não depende do outro, ou seja, a família pode conseguir atingir seus resultados esperados “sozinha” assim como a escola também pode. Porém, o trabalho conjunto é de tamanha importância, pois torna mais fácil este processo de adaptação e inclusão do sujeito autista na escola e na sociedade. Tudo porque existirão características e necessidades do autista que apenas a família conhece, assim como características e necessidades do autista que apenas a escola percebeu. Além disso, para que o processo de inclusão funcione de forma otimizada ao longo de toda a trajetória do autista, e não apenas temporariamente, é necessário que ambas as partes (escola e família) continuem sempre fazendo a sua parte e fazendo a sua parte. Como o autismo é um distúrbio que afeta certas habilidades dos indivíduos, é necessário monitorar os autistas em todos os momentos para que o progresso feito ao longo de anos de muito trabalho e dedicação não seja perdido. Este é mais um exemplo de como é importante que as famílias e as escolas desempenhem os seus papéis, idealmente conscientes do papel de cada um, porque assim podem acompanhar, ajudar e até pedir para desempenharem as suas funções, sempre a pensar no que estão a fazer pelos outros boas ações. A vida das pessoas com autismo. Dessa forma, percebe-se a importância do trabalho conjunto entre casa e escola, pois os dois podem se comunicar com frequência e repassar informações sobre o tema para que cada um saiba a melhor forma de ajudá-lo. A família prepara o sujeito no âmbito cognitivo, para que possa e consiga ingressar no mundo escolar e social sem maiores dificuldades, fazendo que o sujeito tome conhecimento de si mesmo e do mundo que o cerca; e a escola prepara o sujeito no âmbito metacognitivo, para que o sujeito possa aprender melhor e mais a fundo sobre suas capacidades de compreensão. Assim, o trabalho fica mais agradável, facilitador e positivo para todos. Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 36 8 CONCLUSÕES No presente trabalho, a importância da presença da família e da escola na vida dos alunos com autismo pode ser examinada para descobrir suas melhores formas de integração com sucesso. O tema deste trabalho centra-se na análise de como se dá o processo de integração escolar dos sujeitos com autismo e o papel da família nesta integração. Além disso, estudou-se a práxis docente para entender o trabalho que pode ser realizado em sala de aula e as devidas abordagens que devem ser utilizadas para um bom rendimento escolar e uma boa convivência e trabalho em sala de aula. A análise de dados, uma análise qualitativa, desenvolveu-se visando atender aos objetivos da pesquisa. Para obter os dados necessários e entender como se dá todo o processo de inclusão, utilizamos um estudo de literatura para mostrar a história da educação inclusiva, através de sua legislação, compreendendo o autismo, percebendo o papel dos professores diante dos alunos com autismo, a pesquisa aprofundada sobre práticas de ensino e papéis familiares culmina na compreensão da importância de trabalhar em conjunto para que as necessidades dos alunos com autismo possam ser melhor atendidas. Desse modo, para obter os dados necessários e perceber como se dá todo o processo de inclusão, utilizou-se um estudo bibliográfico mostrando desde a história do autismo, passando por suas legislações, conhecendo o autismo como um todo, percebendo o papel do professor perante seus alunos autistas, até chegar ao estudo aprofundado no que diz respeito à práxis docente e ao papel familiar para, por fim, entender a grande importância de um trabalho conjunto para conseguir suprir da melhor maneira com as necessidades do aluno autista. Neste sentido, pode-se perceber que o autismo, por ser um transtorno que afeta diretamente o desenvolvimento do sujeito, torna-se um desafio quando diz respeito ao processo de inclusão, sendo ela social ou escolar. Entender o papel fundamental que a família tem na vida do autista é o primeiro passo para que a inclusão se dê da melhor maneira. Sendo assim, a família precisa aceitar o autista e entendê-lo. Quando se fala em processo de inclusão, não se refere apenas à garantia de acesso do aluno à escola, mas sim em um fornecimento de suporte técnico e serviços oferecidos pela escola, para que todos os alunos tenham acesso a toda estrutura escolar. A inclusão, portanto, resulta em mudanças na perspectiva educacional. Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 37 O papel da família frente ao processo de inclusão é aceitar, entender e conhecer o autismo e o autista, para que se busquem os auxílios necessários para um melhor desenvolvimento da vida do sujeito. Além disso, é através da família que o autista entenderá que existe um mundo a sua volta, fazendo com que a criança se prepare mesmo dentro de suas limitações, para conviver em sociedade. A partir do papel familiar, entra em questão o papel da escola para que a inclusão continue sendo realizada da melhor maneira possível. Para isso é preciso que o docente esteja preparado para receber o aluno com todas suas dificuldades e limitações. Através de um conhecimento prévio do diagnóstico e histórico do aluno autista, é possível que o docente entenda o quadro do sujeito e elabore suas aulas a fim de incluir todos os alunos da turma. Pensando no papel fundamental da família e na práxis docente para a realização de uma adequada inclusão, é possível perceber a importância da família e do docente trabalharem em conjunto. Assim, unem-se forças e se estabelecem estratégias para que, com a cooperação de todos, o autista seja atendido e incluído de maneira satisfatória tanto para si quanto para sua família, que aguarda diariamente por mudanças positivasno desenvolvimento do autista, e para a escola, que além de ter o dever de incluir, sabe que é parte responsável pela mudança na vida dos seus alunos e certamente também espera por resultados positivos no final de seu trabalho. Os resultados indicaram que a participação da família na escolarização da criança com TEA é bastante relevante, pois isso acelera no processo de escolarização eficaz, sem a participação o processo fica prejudicado e lento. A escola precisa fazer a sua parte e solicitar a ajuda dessa família. Embora a presença de um professor auxiliar não seja condição obrigatória para o acesso e permanência do aluno que apresenta autismo na escola, no cotidiano escolar é perceptível que a presença do aluno fica condicionada a presença desse profissional, e na ausência dele a família acaba por assumir essa função, aspecto evidenciado na pesquisa. É importante que na escola o professor perceba a criança autista como capaz de aprender e se desenvolver, observando, respeitando e trabalhando suas especificidades e potencialidades. Jamais podemos classificar qualquer estudante seja ele com necessidades especiais ou não, como um ser incapaz, precisamos ter esse olhar, e buscar alternativas para ajudar no processo de desenvolvimento desses indivíduos. Juntos escola e família podem fazer a diferença na vida dessa criança. Portanto, com a ajuda da família, sob o olhar do educador, para desenvolver um trabalho que se adeque à realidade de cada criança autista que a escola pode receber, é importante que o professor tenha em mente que cada criança autista tem sua Sexo especial, Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 38 como qualquer outra criança. É comum a sociedade rotular as síndromes e outras necessidades especiais, por isso é importante sempre pesquisar sobre o tema para sabermos as características gerais de cada síndrome, transtorno e outras necessidades especiais, as particularidades de cada aluno só aprendemos quando nós vivemos juntos. Este estudo examina a possível existência de uma relação amigável entre a escola e a família, e até que ponto essa relação facilita a compreensão dos costumes e comportamentos dos alunos diagnosticados com autismo e beneficia significativamente o seu desenvolvimento. REFERÊNCIAS AMAZONAS, M. C. L. A., Damasceno, P. R., Terto, L. M. S., & Silva, R. R. (2003). Arranjos familiares de crianças de camadas populares. Psicologia em Estudo, 8(especial). ASSUMPÇÃO JR., Francisco B. Transtornos Invasivos do Desenvolvimento Infantil.São Paulo-SP: Lemos Editorial, 1997. BESTETTI, Maria Luisa T. Habitação para idosos O trabalho o arquiteto, arquitetura e cidade. 2006. 168 f. 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No entanto, pouco se sabe sobre o impacto dos aspectos familiares na escolaridade e nas relações entre casa e escola em indivíduos com autismo. As famílias de alunos com necessidades especiais têm a responsabilidade primária pelo comportamento dos seus filhos porque são elas que dão a primeira formação. Portanto, acredita-se que a colaboração entre casa e escola auxiliará no desenvolvimento e aprendizagem de alunos com necessidades educacionais especiais, principalmente aqueles com transtornos do espectro autista. O TEA é caracterizado por desafios para as famílias devido à necessidade de intensa dedicação e cuidado às crianças com o transtorno. No entanto, quando se considera que o estudo do TEA significa que a doença em si, o ciclo de vida dos indivíduos e famílias e seu contexto estão entrelaçados, a pesquisa escolar torna-se importante por ser a instituição fundamental que desencadeia o processo do autismo. Atualmente, a educação inclusiva contempla a ampliação dos espaços socioculturais das crianças, onde os papéis sociais e a aprendizagem formal exigem que se apresentem como novas oportunidades de interação com o outro e com o meio ambiente. Portanto, a inclusão de alunos com transtornos do espectro autista é uma questão muito delicada que exige cuidado e dedicação não apenas dos professores, mas de todos os envolvidos no processo de aprendizagem e desenvolvimento do aluno, os pais, professores, demais funcionários da escola, amigos, e a sociedade como um todo. No entanto, este estudo se concentrou nas contribuições das famílias de alunos com transtornos do espectro do autismo. A motivação para a realização do presente trabalho foi a partir da experiência estágio na Associação De Pais E Amigos Dos Excepcionais (APAE). A empresa APAE de Abaetetuba que tem como razão social Associação De Pais E Amigos Dos Excepcionais, foi fundada em 09 de novembro 1983 e está no segmento de Ongs e Entidades Sociais, a empresa está localizada na Rodovia Dr. Joao Miranda, no bairro Aviação em Abaetetuba-PA. Nessa perspectiva, o objetivo deste trabalho é discutir o transtorno do espectro autista e o processo de inclusão, relatar a relação entre casa e escola e mostrar como o envolvimento da família na vida escolar de crianças com autismo beneficiará seu processo de aprendizagem. Desconstruindo processos reversos como exclusão, preconceito, entre outros. Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 7 2 APRESENTAÇÃO DO TEMA O autismo se enquadra como um transtorno do espectro do autismo (TEA) ou Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) que é caracterizado por dificuldades de comunicação, dificuldades de interação social, atividades individuais limitadas, estereótipos e repetições (David, 2012). O autismo se torna aparente antes dos três anos de idade porque é uma fase da vida de uma criança em que o desenvolvimento da linguagem normalmente ocorre. Geralmente, as crianças com autismo não se comunicam com outras de maneira comum, algumas não verbais, mas as que desenvolvem a linguagem falam apenas repetindo o que acabaram de ouvir. Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) representam uma categoria na qual estão agrupados transtornos que têm em comum as funções do desenvolvimento afetadas. Entretanto, este conceito é recente e só pode ser proposto devido aos avanços metodológicos dos estudos e à superação dos primeiros modelos explicativos sobre o autismo. (BELISÁRIO e CUNHA, 2010, p. 08). O autismo pode ser conceituado como um transtorno complexo do desenvolvimento, definido a partir de uma perspectiva comportamental, com múltiplas etiologias, manifestado em vários graus de gravidade, e caracterizado por deficiências graves e intrusivas em três domínios do desenvolvimento: habilidades de interação, interação social recíproca, habilidades de comunicação e, por fim, comportamentos, interesses e atividades estereotipados (GILLBERG, 1990; SCHMIDT; BOSA, 2011). Na década de 1940, o psiquiatra Leo Kanner, de Baltimore, EUA, e o pediatra Hans Hasperger, de Viena, Áustria, que escreveram os primeiros livros sobre autismo, relataram de forma independente algumas hipóteses teóricas sobre casos da síndrome, até então desconhecidas. (Bossa, 2002, Apud-David, 2012). Para o psiquiatra Leo Kanner, as pessoas com autismo serão incapazes de formar relacionamentos e conexões emocionais. Leo Kanner também destacou alguns déficits na deficiência intelectual, linguagem, comportamento e comunicação. Por esse motivo, ele usa o termo autismo precoce porque observou esses sintomas em crianças. A primeira descrição clínica do autismo em crianças foi publicada por Leo Kanner em 1943 na revista THE NERVOUS CHILD em seu trabalho intitulado, “Distúrbios autísticos do contato afetivo”. Refere-se a um quadro unificado caracterizado pela desconexão dos Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 8 relacionamentos, dificuldades na aquisição da linguagem, estereótipos, resistência à mudança, boa memória e boa aparência. Por décadas, diagnósticos e subcategorias de autismo foram rotulados de "esquizofrenia infantil ". Hoje, o autismo é classificado no Manual de Saúde Mental - DSM-5 e CID-10, abrangendo as três principais áreas afetadas. Segundo Klin (2006, p.4), “Nas décadas de 1950 e 1960, havia muita confusão sobre a natureza do autismo e suas causas, sendo a crença mais comum que o autismo é causado por não-autistas causados por pais emocionais, responsivos aos filhos. Naquela época, no início dos anos 60, o autismo era considerado um distúrbio cerebral que começava na infância, em todos os países, tanto classe social quanto raça foram investigadas (Kling, 2006, pág. 4) Um marco na classificação desse transtorno ocorreu em 1978, quando Michael Rutter propôs uma definição do autismo com base em quatro critérios: 1) atraso e desvio sociais não só como função do retardo mental; 2) problemas de comunicação, novamente, não só como função do retardo mental associado; 3) comportamentos incomuns, tais como movimentos estereotipados e maneirismos; e 4) início antes dos três meses de idade.(KLIN, 2006, p.4) Em maio de 2013, foi lançada a quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), trazendo algumas mudanças importantes. Entre eles, o conceito de transtorno do espectro do autismo é agora definido como a presença de “Déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, atualmente ou por história prévia”. Crianças com transtorno do espectro do autismo (TEA) começam a mostrar sinais nos primeiros meses de vida: não conseguem manter contato visual eficaz e não olham quando você está ao telefone. Por exemplo, a partir dos 12 meses, eles também param de apontar com o dedo mindinho. No primeiro ano de vida, eles se interessam mais por objetos do que por pessoas, e podem não demonstrar muita reação quando seus pais brincam de esconde- esconde e sorriem. As dificuldades atuais na identificação de subgrupos de TEA que podemorientar o tratamento e alcançar melhores resultados têm dificultado o progresso no desenvolvimento de novos tratamentos para esses pacientes. Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 9 3 DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA A Constituição Federal de 1988 consolida o direito à educação para todos os cidadãos, independentemente de deficiência. Este é um direito humano fundamental, necessário para o seu desenvolvimento intelectual e integração na sociedade. Este é um direito que vem sendo incorporado à legislação desde os tempos modernos. Este é um direito inerente ao homem, pois a educação nada mais é do que a aquisição de conquistas intelectuais, descobertas científicas, pensamento filosófico atual e muitos outros aspectos que permitem ao homem desenvolver-se e ser incluído em um dado de forma produtiva, autônoma e preservar o conhecimento adquirido para as gerações futuras. O reconhecimento do direito à diferença é a base teórica para garantir a existência digna das pessoas com deficiência. Apesar da existência de instrumentos jurídicos destinados a garantir direitos, os maiores obstáculos à dignidade dessas pessoas encontram-se de fato, pois na maioria dos casos, esses direitos são minimamente garantidos pelo Estado, às vezes exercidos judicialmente, e garantem uma sobrevivência mínima para aqueles que, por suas próprias limitações, não podem buscar ativamente uma vida digna. Portanto, eles contam com o Estado para o mínimo de existência. O direito à diferença pressupõe o direito das pessoas de existirem com dignidade mesmo que tenham características ou escolhas às vezes diferentes dos padrões normais de disseminação e aceitação social que são os parâmetros culturais, religiosos, políticos e muitos outros. Para Bittar (2009, p. 553-554) coloca, ), “a luta por dignidade, atualmente, encontra qualidade para se realizar na dinâmica da exigência de reconhecimento da particularidade, exatamente por se inscrever num quadro de luta por diferenciação, reativamente a uma modernidade produtora do homogêneo”. A condição de autismo expressa bem essa diferença, pois se trata de um transtorno global do desenvolvimento abrangente, ou seja, em uma ampla gama de deficiências e limitações. As pessoas com autismo têm deficiências de graus variados e, de facto, isso traduz-se numa situação de mais ou menos integração social, mais ou menos facilidades, cujo desenvolvimento e tratamento são mais ou menos dependentes de ajudas de monitorização. Ou seja, trata-se de um déficit amplo que exige maior individualização do tratamento caso a caso, exigindo que o Estado ofereça não apenas a educação geral, mas também a educação especializada. Esse é o desafio que a lei enfrenta para salvaguardar a dignidade das pessoas com transtornos do espectro autista: o desenvolvimento pessoal assistido e individualizado, pois as diferenças de cada pessoa são únicas. Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 10 O direito à diferença está baseado na ideia de que todos são diferentes entre si; e, propriamente, isto é ser humano, em sua singularidade. Para conceituar a ‘natureza humana’, deve-se, portanto, respeitar as singularidades. Isso faz com que seja necessário assumir a complexidade da diversidade, que é a marca mais concreta da ‘natureza humana’, onde cabe lugar para o reconhecimento do índio, do negro, do branco europeu, do nipo-brasileiro, do sírio-libanês, da mulher, do homem idoso, da mulher homossexual, da criança, do artesão, do intelectual, do bancário, do deficiente, do espírita, do pentecostal, do católico... e isso porque todos têm ‘algo em comum’ e este ‘algo em comum’ tem a ver com a igual possibilidade de sermos responsáveis pelo respeito à alteridade e, por isso, considerados pertencentes à comunidade dos que fruem de direitos, na medida concreta de sua condição. Torna-se imperioso, portanto, para as sociedades contemporâneas que sejam capazes de promover e permitir o igual acesso ao reconhecimento, tendo nisto um ponto de encontro de uma comunidade organizada de cidadãos. (BITTAR, 2009, p. 555) De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação é direito de todos os cidadãos e de responsabilidade do Estado e da família, seja ou não a pessoa considerada "normal" pela norma, cabendo à família zelar os direitos de seus filhos. O Estado tem a responsabilidade de qualificar profissionais que promovam uma educação de qualidade para todos e se comprometam a trabalhar para todos, principalmente os alunos com necessidades educacionais especiais. Dessa forma a Constituição Federal de 1988, capitulo III, seção I, diz que:. Art. 205 A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. A Constituição identifica como um dos seus objetivos fundamentais “a promoção do bem-estar de todas as pessoas, sem discriminação de origem, raça, sexo, cor, idade ou qualquer outra forma” (artigo 3.º, inciso IV). Também define a educação no artigo 205 como um direito de todos, garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. O artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência na escola” como um dos princípios para o ensino e garante, como dever do Estado, a oferta do atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208). A Lei de Diretrizes e Fundações - LDB enfatiza no Capítulo 5, que trata especificamente dos direitos dos estudantes com necessidades especiais, em seu 3º inciso, ainda no art. 58. A LDB afirma que “Entende-se por educação especial, para efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais”. No inciso 3° ainda no Art. 58. afirma a LDB, “§ 3º A oferta de educação especial, dever constitucional do estado, tem início na faixa etária de zero a cinco anos, durante a educação infantil.” Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 11 Dessa forma, os pais devem buscar seus direitos na Constituição Federal e na LDB, pois os pais são os principais contribuintes na luta pela inclusão de seus filhos. No que diz respeito à inclusão de alunos com autismo, este é o foco de nossa pesquisa. Segundo Serra (2010, p.41): A família do indivíduo com autismo possui um papel decisivo no seu desenvolvimento. Sabemos que se trata de famílias que experimentam dores e decepções em diversas fases da vida, desde o momento da notícia da deficiência e durante o processo de desenvolvimento de seus filhos. A Lei nº 7.853/89 prevê o apoio às pessoas com deficiência e sua integração social. Define como crime negar, suspender, adiar, cancelar ou encerrar a matrícula do aluno em qualquer curso ou nível de ensino público ou privado por motivo de deficiência. As penas para os infratores variam de um a quatro anos, além de multas. Desse modo, no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei nº. 8.069/90, o artigo 55 fortalece as disposições legais da Constituição Federal ao estabelecer que "os pais ou responsáveis são obrigados a matricular seus filhos ou alunos na rede regular de ensino". Embora o direito à educação das pessoas com necessidades especiais tenha sido legitimado pela Constituição Federal, somente a partir da década de 1990 foram desenvolvidas e implementadas políticas públicas inclusivas de pessoas com deficiência. Garcia e Michels(2011, p. 106) enfatizam que nos anos 90: A Educação Especial tinha como orientação o documento intitulado Política Nacional de Educação Especial (1994), o qual apresentava como fundamentos a Constituição Federal (1988), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 4.024/61), o Plano Decenal de Educação para Todos (1993) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990). De acordo com Gomes (2010, p. 31), a Conferência Mundial de Educação para Todos foi convocada naquele momento, e as prioridades educacionais dos países do terceiro mundo foram definidas naquele momento. Desta forma, as necessidades básicas de aprendizagem são discutidas. O foco do debate sobre educação no Terceiro Mundo mudou da alfabetização para um foco no acesso universal à educação básica. No que diz respeito à educação especial, destacou a necessidade de medidas que garantam a igualdade de acesso à educação para pessoas com qualquer tipo de deficiência, que é parte integrante do sistema educacional. Em 1994, a Declaração de Salamanca, que mudou o cenário mundial da educação, foi articulada na cidade de Salamanca, na Espanha. Em segundo lugar, Santos e Teles (2012, p. 81), que visa apontar aos países a necessidade de políticas públicas e educacionais para atender a todas as pessoas de forma igualitária. A declaração também destaca a real necessidade de inclusão educacional de pessoas com necessidades educacionais especiais. Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 12 Após a publicação da Declaração de Salamanca em nível internacional, outros regulamentos foram oficialmente editados em nível nacional, estabelecendo os rumos da educação inclusiva no Brasil. Entre eles, destacamos a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei nº 9.394/96; a Resolução CNE/CEB nº 2/01 que estabeleceu as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica; o Decreto nº 6.094/07, que corrobora para Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação; a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, além disso, em 2007; e mais recentemente o Decreto nº 7.611/11, que dispõe sobre a educação especial e o atendimento educacional especializado, A Política Nacional da Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (DUTRA et al., 2008, p. 06) O documento destaca que o paradoxo inclusão/exclusão torna-se evidente quando o sistema educacional amplia o acesso à educação na perspectiva da democratização da educação, mas continuam a excluir indivíduos e grupos considerados superiores aos padrões de homogeneização da escola. Dessa forma, não deve haver distinção entre quaisquer indivíduos inseridos no ambiente escolar para que o processo de aprendizagem ocorra da melhor forma possível. Por sua vez, o acesso à educação é garantido por lei, mas os responsáveis legais devem cumprir, pois todos têm direito a uma educação pública inclusiva e gratuita. Este direito está garantido no art. O Art. 208, da Constituição Federal de 1988 dispõe que as pessoas com necessidades especiais têm direito à educação, preferencialmente à educação formal (Brasil, 1988). As escolas com propostas inclusivas devem reconhecer e responder às diversas dificuldades de seus alunos, acomodando os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade para todos mediante currículos apropriados, modificações organizações, estratégias de ensino, recursos e parcerias com as comunidades. A inclusão exige da escola novos posicionamentos que implicam num esforço de atualização e reestruturação das condições atuais, para que o ensino se modernize e para que os professores se aperfeiçoem, adequando as ações pedagógicas à diversidade dos aprendizes (VELTRONE; MENDES, 2007, p. 2). Além de envolver a escola e a comunidade para que as crianças aprendam da melhor forma possível, também é importante que a escola tenha um ambiente e condições adequadas. Desse modo, é necessário que haja muito esforço para oferecer oportunidades educacionais genuínas para todos os alunos que recebem serviços de educação especial na rede pública. No documento Planejamento da próxima década, conheça as 20 metas do Plano Nacional de Educação (Brasil, 2014b, p. 24): Os sistemas de ensino devem organizar as condições de acesso aos espaços, aos recursos pedagógicos e a comunicação que favoreçam a promoção da aprendizagem e a valorização das diferenças, de forma a Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 13 atender as necessidades educacionais de todos os alunos (BRASIL, 2010, p. 24). Dessa forma, ingressar a criança com autismo em uma escola regular é, portanto, um direito garantido legalmente, mas é igualmente importante garantir a permanência do aluno na escola e proporcionar-lhe oportunidades e meios para aprender. Para isso, é necessário que as escolas se preparem para acolher essas crianças, começando pelo entendimento do que é o transtorno do espectro autista e quais mudanças precisam ser feitas para serem verdadeiramente inclusivas. 4 CARACTERÍSTICAS DO AUTISMO Crianças com transtorno do espectro do autismo (TEA) começam a mostrar sinais nos primeiros meses de vida: elas não conseguem manter contato visual eficaz e não olham quando você está ao telefone. Por exemplo, a partir dos 12 meses, eles também pararam de apontar com o dedo mindinho. Durante o primeiro ano de vida, eles se interessam mais por objetos do que por pessoas, e podem não mostrar muita reação quando seus pais brincam e sorriem. Para a grande maioria dos pais ou responsáveis, é difícil determinar as atitudes e comportamentos de uma criança em primeiro lugar para que dados precisos possam ser fornecidos para identificar obstáculos. Nessas questões, as ações dos pais vão superando os preconceitos que são doutrinados e as grandes diferenças que existem entre as crianças com autismo. Belisário e Cunha (2010) observaram que a apresentação do TEA varia de acordo com o nível de desenvolvimento e a idade da criança. É caracterizada por interação social severamente prejudicada e também pode apresentar deficiências comportamentais não verbais que medeiam a interação social. Apesar de separados por questões pedagógicas, houve forte correlação entre esses sintomas. O comprometimento imaginário está relacionado à teoria da mente e nada mais é do que a incapacidade de se colocar no lugar do outro; interesses restritos e dificuldades de Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 14 comunicação tornam as pessoas menos sociais, fatores relacionados que prejudicam a interação social e a pragmática da linguagem. Outros sintomas que levam ao afastamento e dificuldade de interação social estão relacionados à hiperatividade, desatenção, agressividade e comportamentos de automutilação que geram medo e insegurança na outra pessoa. Por muito tempo, as escolas enfatizaram que esses sintomas são impossíveis de entrar e permanentes. A maioria das pessoas com TEA tem dificuldade em interagir com os outros, também são severamente incapazes de compartilhar sentimentos, gostos, emoções e têm dificuldade em distinguir os outros. Além do comportamento social isolado ou inadequado, falta de contato visual, dificuldade em participar de atividades em grupo, expressão emocional inadequada, apatia emocional e falta de empatia social ou emocional, existem conceitos que podemos citar para justificar essas dificuldades conexão social. ...o déficit no reconhecimento de outras pessoas como pessoas de sentimentos próprios, pensamentos, desejos e intenções, o que chamamos de Teoria da Mente; e o outro é um déficit severo na capacidade para abstrair, sentir e pensar simbolicamente.” (Assumpção Jr., 1997 p. 07). Todas essas particularidades de sentir o mundo e ver os outros se refletem, em última análise, nas amizades com colegas e parentes da mesma idade ou parentes próximos, que também podem não compartilhar suas experiências, sentimentos ou alegrias com colegas ou parentes. A comunicação é uma das maiores dificuldades que as crianças com autismo enfrentam. Pode aparecer verbalmente e não verbalmente em vários graus e formas. As formas não verbais podem incluir gestos, expressões faciais, linguagem corporal e fenômenos de entonação verbal. Para Moro (2010, p. 24), “Os autismos têm em comum: a incapacidade de se comunicarem, a incapacidade de comunicação ou a presença de comportamentos estereotipados, interesses e atividades restritos”. Em outros casos, quando têm linguagem falada, muitas vezes a descrevem por meio de gírias, ecos, inversões de pronomes, ritmo anormal, entonação monótona, há muito entendida como capacidade de crianças autistas de interagir e compreender movimentos. inserido. Mesmo quando existe linguagem nas pessoas com autismo, ela aparece com certas características da linguagem dos bebés. No entanto, enquanto nos bebés, essas características desaparecem rapidamente com a evolução da linguagem, nas crianças com autismo persistem, muitas vezes ao longo de toda a vida. (Telmo e Equipa Ajudautismo, 2006, p.20) Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 15 Em uma sociedade que entende a comunicação verbal como expressão de inteligência e potencialidade, as crianças com TEA acabam tendo dificuldade em expressar seus desejos e anseios. Essa dificuldade deve ser observada com atenção na educação infantil. No entanto, a possibilidade apontada e vista como um aspecto positivo, é a possibilidade de intervir, em alguns casos, com a ajuda de especialistas como psicólogos, professores, médicos e familiares para ganhar mais comunicação, interação e participação da criança diagnosticada. 5 A INCLUSÃO DO ALUNO AUTISTA Para melhor compreender o conceito de inclusão, é importante se discutir a respeito da diferença entre integração e inclusão. Pois, conforme afirma Mantoan (2006, p. 14), “Os dois vocábulos - integração e inclusão - conquanto tenham significados semelhantes, são empregados para expressar situações de inserção diferentes e se fundamentam em posicionamentos teórico-metodológicos divergentes.” O objetivo da integração é inserir um aluno ou um grupo de alunos com necessidades educacionais especiais no ensino regular. Enquanto que a inclusão consiste num processo mais complexo, o qual propõe um modo de organização do sistema educacional que considera as necessidades de todos os alunos e que é estruturado em função dessas necessidades. O processo de integração ocorre dentro de uma estrutura educacional, que oferece ao aluno a oportunidade de transitar no sistema escolar, da classe regular ao ensino especial, em todos os seus tipos de atendimento: escolas especiais, classes especiais em escolas comuns, ensino itinerante, salas de recursos, classes hospitalares, ensino domiciliar e outros. Trata-se de uma concepção de inserção parcial, porque o sistema prevê serviços educacionais segregados. (MANTOAN, 2006, p. 18) Pereira (2010) aponta que o processo de integração escolar é um movimento poderoso e decisivo entre os novos resultados da educação inclusiva, mas não atende às necessidades das pessoas com deficiência porque nada muda na sociedade, tanto em sua estrutura, quanto em seus métodos. e, principalmente, em suas diferentes formas narrativas. A prática clínica representa a possibilidade de correção e aproximação da normalidade. Pode-se entender, portanto, que o termo “integração” diz respeito, inicialmente, ao ato de se compartilhar o mesmo espaço: a sala comum da Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 16 escola comum. Já o termo “inclusão” relaciona-se ao princípio lógico de pertencimento, fazer parte de, constitui-se. (LIMA, 2006, P. 24-25) A inclusão é incompatível com a integração porque inclui a organização da educação especial e regular, além de questionar o conceito de inclusão: Já a inclusão questiona não somente as políticas e a organização da educação especial e regular, como também o próprio conceito de integração. Ela é incompatível com a integração, pois prevê a inserção escolar de forma radical, completa e sistemática. Todos os alunos, sem exceções, devem frequentar as salas de aula do ensino regular. (RODRIGUES, 2006, p. 196) Para ser verdadeiramente inclusivo, deve haver mudanças dentro do sistema educacional com a participação de toda a sociedade. Colaboração, co-liderança e apoio curricular são alguns dos elementos essenciais na implementação deste processo. Requer também a participação de todos: professores, alunos, famílias e comunidade escolar. A inclusão pode ser definida como um modelo de educação que propõe escolas onde todos possam participar e sejam recebidos como membros valiosos delas. Trata-se de uma filosofia e prática educativa que pretende melhorar a aprendizagem e participação ativa de todo o alunado em um contexto educativo comum. (MORIÑA, 2010, p. 17) De acordo com Sassaki (2005), a inclusão é um processo que vai além da inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais nas salas de aula regulares, e para realmente alcançar esse processo são necessárias mudanças na própria sociedade para se organizar. Para atender às necessidades de todos, independentemente de sua deficiência. Portanto, a inclusão consiste em adequar os sistemas sociais gerais da sociedade de tal modo que sejam eliminados os fatores que excluíam certas pessoas do seu seio e mantinham afastadas aquelas que foram excluídas. A eliminação de tais fatores deve ser um processo contínuo e concomitante com o esforço que a sociedade deve empreender no sentido de acolher todas as pessoas, independentemente de suas diferenças individuais e da suas origens na diversidade humana. Pois, para incluir todas as pessoas, a sociedade deve ser modificada a partir do entendimento de que ela é que precisa ser capaz de atender às necessidades de seus membros. (SASSAKI, 2005, p. 21) Nesse contexto, Figueiredo (2010) destaca que, para colocar a inclusão em prática, a escola deve criar condições para que todos participem do processo de construção do conhecimento, independentemente de suas características específicas, dentro dos limites de suas possibilidades. Além disso, a inclusão exige uma grande mudança na gestão escolar para torná-la mais democrática e participativa, onde todos se sintam parte dela e compartilhem os mesmos objetivos e programas. No entanto, a inclusão continua lenta porque muitas escolas e professores não estão preparados para crianças com necessidades educacionais especiais, seja por falta de formação inicial e continuada, seja por investimento em ensino em instituições de educação Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 17 infantil. No entanto, a Declaração de Salamanca afirma: “O princípio fundamental das escolas inclusivas é que todas as crianças devem aprender o máximo possível juntas, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que possam ter” (Brasil, 1994, p. 5). O enfrentamento e resistência, tem promovido a efetivação da educação inclusiva para todos aqueles que estão à margem desse processo há décadas.No entanto, isso significa melhorar continuamente os recursos disponíveis para as escolas, especialmente os recursos humanos, para promover o engajamento e a aprendizagem de todos os alunos. O primeiro passo para integrar verdadeiramente os alunos com autismo é a aplicação do PEP-R (Perfil Psicoeducacional Revisado) por um professor profissional. Esta é uma avaliação simples projetada para testar os coeficientes de desenvolvimento de crianças com autismo. Para Mantoan (1997), a inclusão deve levar a uma mudança na perspectiva educacional, pois não se limita a ajudar os alunos que estão com dificuldades na escola, mas beneficia a todos: professores, alunos, gestores escolares, para que possam participar do processo educacional. As escolas regulares com uma orientação inclusiva são o meio mais eficaz de combater atitudes discriminatórias, de criar comunidades acolhedoras, de edificar uma sociedade inclusiva e de conseguir educação para todos. Além disso, proporcionam uma educação adequada à maioria das crianças. (ONU, 1994 p.12) As escolas com aconselhamento inclusivo levam em consideração as necessidades de todos os alunos e se baseiam nessas necessidades. Segundo Fávero et al.(2004), reforça a ideia de que a inclusão é um desafio que, quando enfrentado pelas escolas comuns, leva a melhorias na qualidade da educação básica e superior. Essa discussão da inclusão vai além da educação especial, pois quando falamos em escola para todos, a composição das interações nesse espaço e as relações da sociedade como um todo são postas em questão. Embora fundamental para as diferenças e semelhanças de saberes, o desafio é relacioná-los de forma diferente, reconhecer as semelhanças sem eliminar as diferenças, mas colocar-se em relação com elas e aprender com isso. Dessa forma, o ingresso de crianças com ou sem autismo na educação infantil não é um caminho fácil e corriqueiro, e esse movimento exige cuidado e atenção da comunidade escolar, pois esse momento pode ser o primeiro a ser afastado dos pais ou responsáveis. Nessa fase, as crianças ainda se sentem muito inseguras e o processo de adaptação ao ambiente escolar pode ser delicado. Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 18 Portanto, as famílias de crianças com autismo devem estar cientes de que precisam ser envolvidas no processo de inclusão, sem o qual fica difícil auxiliar no processo de escolarização. "As famílias podem colaborar de forma muito específica na escola para promover o desenvolvimento das crianças com autismo, principalmente fornecendo aos profissionais informações sobre como as crianças se comunicam" (SERRA, 2010, p.47), para promover a Inclusão no caso de alunos com autismo , é necessário que a escola desenvolva essa relação com a família para que tenha um desenvolvimento significativo. Diante das limitações apresentadas pelo transtorno, muitos desses alunos falam muito pouco e possuem uma forma própria de comunicação. Os professores devem entender como a família se comunica com essa criança para que possam se comunicar com esse aluno da melhor maneira possível. Assim como outras crianças, as oportunidades de interagir com seus pares são fundamentais para o seu desenvolvimento. Dessa forma, acredita-se que a convivência de crianças com autismo na escola, a partir de sua participação na educação geral, pode proporcionar oportunidades de interação social, não só para o seu desenvolvimento, mas também para o desenvolvimento de outras crianças, como estas últimas conviver e aprender com a diferença (CAMARGO E BOSA, 2009, s/n). Dessa forma, apoiar a inclusão de crianças com autismo nas escolas significa trabalhar não apenas com crianças com autismo, mas com outras crianças que também estão aprendendo a conviver com as diferenças. Para os alunos com esse transtorno, frequentar a escola regular é uma conquista que afeta diretamente seu estilo de vida. Nesse sentido, a cooperação dos pais é essencial, pois quanto mais cedo a criança entrar na escola melhor, pois sabemos que a infância é um momento propício para qualquer aprendizagem e o autismo precisa dessa estimulação precoce, começando primeiro em casa, esteja com seus pais e familiares. Portanto, as escolas devem compreender o seu papel na inclusão dos alunos com autismo, pois deve basear-se no conhecimento sobre o transtorno, e todos os demais casos de crianças com necessidades especiais, que é necessário buscar antes mesmo desses alunos ingressarem na escola. Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 19 6. A RELAÇÃO ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA A família é considerada a primeira instituição social que busca, juntamente com outras, garantir a continuidade e o bem-estar de seus membros e comunidade, incluindo a proteção e o bem-estar das crianças. Nesse sentido, é responsável por transmitir os valores, crenças, ideias e significados que existem na sociedade (KREPPNER, 2000). A escola é uma instituição social com objetivos e metas determinadas, que emprega e reelabora os conhecimentos socialmente produzidos, com o intuito de promover a aprendizagem e efetivar o desenvolvimento das funções psicológicas superiores: memória seletiva, criatividade, associação de ideias, organização e sequência de conhecimentos, dentre outras (OLIVEIRA, 2000 apud DESSEN; POLONIA, 2007, p. 26). Assim, segundo Dessen; Polonia (2007) a escola e a família são instituições fundamentais para o desenvolvimento humano. Ambos promovem ou inibem o desenvolvimento humano físico, intelectual, emocional e social; A escola se preocupa com o processo educacional de ensino e aprendizagem do conteúdo, enquanto a família se preocupa com a socialização, a proteção, as condições básicas de sobrevivência e o desenvolvimento social, emocional e cognitivo. A relação entre casa e escola é fundamental para a evolução de qualquer criança, havendo ou não uma necessidade educacional especial, essa parceria deve começar desde o momento em que a criança ingressa na escola, e é interessante que a escola busque manter um bom relacionamento com esta relação familiar, é importante que as famílias sejam respeitadas dentro da escola, em todas as culturas, religiões e outras. No que cabe às relações entre família e escola, torna-se imperativo assumir um compromisso com a reciprocidade. De um lado, a família, com sua vivência e sabedoria prática a respeito de seus filhos. De outro, a escola com sua convivência e sabedoria não menos prática a respeito de seus alunos. É preciso entender que esses mesmos alunos são também os filhos, e que os filhos são (ou serão) os alunos. Dito de outra forma: cabe às duas instituições mais básicas das sociedades letradas o movimento de aproximação num plano mais horizontal, de distribuição mais igualitária de responsabilidades. (SANTOS, 1999, p. 5) Desse modo, quando essas crianças vão para a escola, isso traz proveito não só para elas, mas para a família como um todo, pois permite que os pais convivam com outros pais que estão passando pela mesma situação, constrói relações entre a escola e outras famílias e compartilha sua vida comum a mesma ansiedade. É muito importante que a escola esteja preparada para acolher estes alunos e desenvolver uma relação com estes pais que muitas vezes chegam a esta escola com muito medo e desconfiança. O medo de que essas crianças Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 20 fossem rejeitadas ea desconfiança de saber se aqueles professores realmente sabiam como tratar seus filhos vinham naturalmente para a família. A matrícula da criança portadora de autismo na escola pode trazer alterações no seio familiar, na medida em que a criança está frequentando maisum grupo social e tendo a oportunidade de conviver com outras crianças. Os pais, por sua vez, passam a conviver com outros pais nesse novo universo e a acreditar nas possibilidades de desenvolvimento e aprendizagem sistemática de seus filhos. (SERRA 2010, p.47) Nessa contexto, defende-se que "as escolas e as famílias compartilham funções sociais, políticas e educacionais, na medida em que contribuem e influenciam a formação dos cidadãos" (REGO, 2003 apud DESSEN; POLONIA, 2007, p. 22). Como tal, constituem os dois principais ambientes de desenvolvimento humano, responsáveis pela disseminação e construção do conhecimento nas organizações culturais. Portanto, a família e a escola emergem como duas instituições fundamentais para desencadear os processos evolutivos das pessoas, atuando como propulsoras ou inibidoras do seu crescimento físico, intelectual, emocional e social. (DESSEN, POLONIA, 2007, p. 22) Dessa forma, surge uma necessidade desta escola fazer pesquisas para entender como trabalhar com alunos com autismo, já que mais e mais escolas estão matriculando crianças com autismo. De fato, esta escola, para os alunos autistas, ainda está em processo de aprendizagem e uma situação nova para a família; parece que embora muitos alunos autistas já estejam matriculados na escola, ainda há um certo desconhecimento sobre este assunto, principalmente por ser uma doença que exige que muitos descubram suas causas. Para que as escolas se tornem inclusivas, elas precisam encontrar um eixo de relacionamento entre famílias de alunos inclusivos e famílias de alunos sem necessidades especiais. Muito esforço é necessário para alcançar a verdadeira aceitação e socialização entre os participantes de tais processos. Desse modo, de acordo com a Declaração de Salamanca (1994): (...) ao mesmo tempo em que escolas inclusivas provêm um ambiente favorável à aquisição de igualdade de oportunidades e participação total, o sucesso delas requer um esforço claro, não somente por parte dos professores e profissionais na escola, mas também por parte dos colegas, pais, famílias e voluntários. (1994, p. 5) A compreensão desse processo é complexa e requer uma equipe multidisciplinar, pois a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos com necessidades educacionais especiais ocorrerão fora da cognição, e também no seu comprometimento com outros fatores. Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 21 Portanto, a família e a escola emergem como duas instituições fundamentais para desencadear os processos evolutivos das pessoas, atuando como propulsoras ou inibidoras do seu crescimento físico, intelectual, emocional e social. (DESSEN, POLONIA, 2007, p. 22) É importante que nesse processo inclusivo, as escolas aprendam a conviver, compreendam as particularidades dos alunos e as famílias compreendam a aprendizagem de seus filhos. Para que alunos autistas, possam aprender no seu ritmo. É muito importante que haja uma parceria entre familiares e escola, pois os pais são portadores de informações preciosas que podem colaborar com o planejamento das intervenções educacionais das crianças autistas. A parceria entre família e escola pode se configurar especialmente por meio dos serviços de aconselhamento para amenizar o estresse e garantir a motivação para a continuidade do tratamento do filho e das técnicas dentro de casa. (SERRA, 2010, p. 49) Portando, é de suma importância fomentar a colaboração entre as escolas e as famílias, pois uma influencia o progresso da outra, por isso precisam andar de mãos dadas para avançar na aprendizagem humana. 7. CONTRIBUIÇÕES DA FAMÍLIA NO DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM DO AUTISTA A família é uma complexa rede de relacionamentos e emoções que, em conjunto, consiste em um grupo que controla as respostas de seus membros a estímulos e informações internas e externas. Segundo Amazonas, Damasceno, Terto e Silva, 2003; Kreppner, (1992, 2000) A família, núcleo ubíquo na sociedade, pode ser considerada um dos primeiros ambientes em que os indivíduos se socializam por ser um padrão cultural, padrões e mídia de influência. Portanto, de acordo com a Declaração de Salamanca, quanto ao papel da família no processo de inclusão, procura-se que: (...) encorajem e facilitem a participação de pais, comunidade e organizações de pessoas portadoras de deficiências nos processos de planejamento e tomada de decisões concernentes à provisão de serviços para necessidades educacionais especiais (1994, p. 02). A Declaração de Salamanca estabeleceu a necessidade de uma parceria entre famílias, professores e profissionais da escola para que se esforcem para incluir da melhor forma possível os alunos com necessidades educacionais especiais no ensino regular. Sem o desenvolvimento dessa 'parceria' de famílias/professores e profissionais da escola, o nível Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 22 e a qualidade do envolvimento necessários para garantir que 'todos' os alunos possam colher os benefícios educacionais não podem ser alcançados. Portanto, proporcionar desenvolvimento para pessoas com autismo significa uma atitude familiar, bem como uma equipe profissional. Na verdade, os profissionais precisam trabalhar de forma estruturada e organizada, devendo antes dar suporte, informações sobre o autismo e seu desenvolvimento. Além disso é importante conscientizar os educadores não só para saber trabalhar com os alunos, mas também para fomentar o desenvolvimento familiar e possibilitar que as famílias sejam agentes do processo de inclusão. A família do aluno especial é a principal responsável pelas ações do seu filho com necessidades especiais, visto que é ela quem lhe oferece a primeira formação. Na integração/inclusão escolar, o aluno com apoio dos profissionais e da família, poderá adquirir competências ainda maiores, se tiver um envolvimento como a "parceria". (TANAKA, 2010, p. 115) Para os autores Amazonas, Damasceno, Terto & Silva, 2003; Kreppner, 1992, 2000 apud Dessen; polonia, (2007, p.22) “A família, presente em todas as sociedades, é um dos primeiros ambientes de socialização do indivíduo, atuando como mediadora principal dos padrões, modelos e influências culturais”. De acordo com Serra, é importante ressaltar que, além de cooperar com as prioridades do currículo de seus filhos, os pais não querem ser infantis, precisam ajudá-los a serem independentes e a terem comportamentos mais sociais, além de ajudar outros familiares ou os cuidados são prestados por pessoas próximas a você. (Serra, 2010) Todos precisam estar cientes de que os alunos com deficiência têm as mesmas necessidades que os outros alunos, portanto, não podem ser discriminados ou permitidos a viver isolados da sociedade. Desse modo, de acordo Tanaka (2010, p. 116) “Portanto, é preciso que todos (família/sociedade/escola) tenham consciência de que alunos da Educação Especial: são vivos, sentem, observam, têm as mesmas necessidades que outros alunos e não se pode confina-los num mundo à parte”. A conscientização da família, no sentido de que ela faz parte de um contexto social, que exerce influências sobre o indivíduo, preparando-o para o mundo escolar é essencial. Também a conscientização dos educadores não só em saber trabalhar com o aluno, mas também em promover o desenvolvimento familiar, de forma que a família se torne um agente ativo noprocesso de integração/inclusão, deve ser buscada. (LOPES; MARQUEZAN, 2000, p. 01) O envolvimento das famílias dos alunos com necessidades educativas especiais é determinante no processo de inclusão/inclusão e é fundamental para que possam estabelecer-se como indivíduos e participarem na sociedade. Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 23 8. JUSTIFICATIVA Uma das grandes bandeiras da educação inclusiva é que as crianças precisam aprender a abraçar o conceito de diferença para que possam se tornar adultos preparados para lidar com ela. Para Mantoan (2003, p.31), “... ações educativas tem como eixos o convívio com as diferenças e a aprendizagem como experiência relacional participativa, que produz sentido para o aluno” (p.31). Para efetivar verdadeiramente a inclusão de crianças com deficiência no ensino regular e com isso a democratização da educação, tem que haver muitas mudanças no espaço de ensino, não estamos falando só do espaço físico, mas também de acompanhamento pedagógico e psicológico. Na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), tem um trabalho especial para cuidar dos autistas. Por ser um espectro, o autismo engloba vários e diferentes níveis de funcionamento e transtornos. Ao chegar na APAE, é feito a identificação do nível de autismo, e após isso é feito a realização da matrícula. Para poder dar início ao tratamento para o transtorno de espectro autista envolve profissionais multidisciplinares, por meio de intervenções psicoeducacionais, orientação familiar, desenvolvimento da linguagem e comunicação, cada paciente com autismo é avaliado e terá um programa especifico a ser seguido, acordo com as suas necessidades. Alguns profissionais que fazem parte da realização do tratamento dos autistas são: psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e educadores físicos. A partir das experiências com estágio, observou-se as dificuldades que os alunos com necessidades educacionais especiais enfrentam. Desse modo, é importante que as famílias de crianças autistas tenham consciência que precisam participar do processo de inclusão, sem essa participação, fica muito difícil ajudar no processo de escolarização. “A família pode colaborar de maneira muito especial para o desenvolvimento da criança portadora de autismo na escola, principalmente fornecendo aos profissionais informações sobre as formas de comunicação da criança” (SERRA, 2010, p.47), no caso da inclusão de alunos autistas é preciso que a escola tenha essa relação com a família, para que haja um desenvolvimento significativo, levando em consideração as limitações que o transtorno apresenta, muitos desses alunos falam pouco, e tem seu jeito próprio de se comunicar. É fundamental que os Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 24 professores vejam como a família se comunicam com essa criança, para assim poderem dialogar da melhor forma possível com esse aluno. 9. OBJETIVOS DA PESQUISA 9.1 OBJETIVO GERAL Os objetivos gerais propostos pela pesquisa são abordar os transtornos do espectro do autismo e suas implicações, bem como compreender o envolvimento da família no processo de inclusão escolar de alunos com autismo, com o objetivo de facilitar seus processos de aprendizagem e desenvolvimento. Assim, tornando possível desconstruir processos contrários à inclusão e ajudar esses alunos a se desenvolverem. 9.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS a) Revisar a bibliografia sobre o tema e discutir as características do transtorno do espectro autista.; b) Observar a participação de familiares de alunos com transtorno do espectro autista no processo educacional; c) Descrever processos inclusivos que desconstroem processos inversos, como exclusão e preconceito. 10 METODOLOGIA DE PESQUISA Para a realização deste trabalho, utilizou-se como método a pesquisa bibliográfica exploratória, na qual foram utilizadas leituras de livros e artigos sobre temas atuais. Assim, um estudo qualitativo de Bogdan; Beekeren (1994, p. 83): Em investigação qualitativa, uma das estratégias utilizadas baseia-se no pressuposto de que muito pouco se sabe acerca das pessoas e ambientes que irão constituir o objeto de estudo. Os investigadores esforçam-se para eliminar os seus preconceitos. Seria ambicioso, de sua parte, preestabelecer, rigorosamente, o método para executar o trabalho. Os planos evoluem à medida que se familiarizam com o ambiente, pessoas e outras fontes de dados, os Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 25 quais são adquiridos através da observação directa (BOGDAN; BIKLEN, 1994, p. 83, grifos nosso). Portanto, não há necessidade de se preocupar em quantificar pesquisas empíricas por meio de ferramentas estatísticas. A pesquisa qualitativa proporciona uma relação direta entre o pesquisador e o sujeito da pesquisa e tem como objetivo compreender o fenômeno a partir da perspectiva dos sujeitos envolvidos na pesquisa. (Godoy, 1995). Portanto: A pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares. Ela se preocupa, nas ciências sociais, com um nível de realidade que não pode ser quantificado. Ou seja, ela trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis. (MINAYO, 2009, p. 21). Assim, dada a sua natureza exploratória, a pesquisa qualitativa envolve algo que não pode ser medido. Porque se vale da realidade e dos temas nela inseridos para descrever as questões levantadas, levando em consideração aspectos considerados relevantes, como as opiniões e comentários do público entrevistado. 11 ANÁLISE DOS DADOS DA PESQUISA 11.1 APRESENTAÇÃO DOS DADOS O envolvimento de pais, professores e escolas como parceiros na educação das crianças é fundamental para garantir que os alunos se adaptem e aprendam. O que separa as funções desses sistemas (pais e escolas) são questões sobre o que compete entre si e o que se assemelha a eles. Um fator pertinente percebido nas falas foi o quão estimulado em casa, como as famílias entenderam e valorizaram a comunicação que a criança trouxe e a acolheram, refletiu-se na forma como a criança se socializou em outros espaços de suas vidas. Porque na grande maioria dos casos de crianças identificadas como autistas, elas apresentam algum tipo de dificuldade de comunicação e socialização. Na maioria das vezes, as dificuldades podem ser suprimidas até certo ponto em um ambiente inclusivo, em terapia ou em contato com outras crianças na escola. Apesar das crises que podem ocorre das tristezas diante das dificuldades, são justamente estes que Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 26 servirão de estimulo para que a criança com TEA repita várias tentativas rumo a autonomia, a comunicação e a interação. Porém, a escola e professores devem estar atentos ao processo inclusivo, pois como afirma Vasques (2003) “... simples matrícula destes alunos não é o suficiente para garantir efeitos potencializadores de desenvolvimento e aprendizagem” (p. 61). Para tanto algumas escolas tem a figura do facilitador e o Atendimento Educacional Especializado (AEE), porém além deste cabe ao professor (responsável pela turma) atender também a especificidades do seu aluno. Novamente, se abrium leque para inúmeras discussões quanto à formação inicial e continuada do professor, em especial do professor da Educação Infantil, porém, como este não é o objetivo deste trabalho, mas analisar as informações disponibilizadas no endereço eletrônicas da Associação Pandorga pode-se afirmar que o mesmo oferece uma variedade de dados, informações e cursos sobre a temática. Porém, preocupa-se quanto instrumento de divulgação muito com as relações entre pais e filhos com TEA. Desta forma, apesar do mesmo discutir diversos temas, não consegue atender a multiplicidades de dúvidas que surgem para um professor que tem a obrigação promoverem um espaço e tempo de aprendizagem para os seus alunos. Ao mesmo tempo, que as temáticas e as informações disponíveis estão em consonância com as últimas descobertas e indicações quanto ao transtorno, poucos são os instrumentos disponibilizados para que o professor se apropriar para sua prática. Mas, lança mão de uma alternativa interessante e que possibilita a difusão de novos conhecimento e aplicação dos mesmos, através dos cursos de formação, ofertados na própria instituição. O mais importante nessa proposta de inclusão é que ela precisa necessariamente ser realizada dentro de escolas regulares. É necessário considerar a função social da escola oportunizando cada vez mais vivências pedagógicas que incrementem a inclusão. Uma escola inclusiva implica em oferecer igualdade de oportunidades não só para aprender como também para a participação na vida social e para isso o currículo deve ser apropriado segundo as necessidades de cada um. Vale ressaltar que na inclusão não é a criança que se adapta a escola, mas sim a escola que para recebê-la deve se transformar. Qualificar uma escola a fim de que atenda os preceitos da inclusão necessariamente, implica em medidas de reestruturação de práticas usuais e excludentes. Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 27 7.2 ANÁLISE DOS DADOS Para Ellis (2001), “O movimento inclusivo nas escolas por mais que seja ainda muito contestado e de caráter ameaçador de toda e qualquer mudança, especialmente no meio educacional, é irresistível e convence a todos pela lógica de seu desenvolvimento social.” Muitos professores apresentam ideias distorcidas a respeito do aluno autista principalmente no que se refere a sua capacidade de comunicação. E essas concepções acabam interferindo nas práticas pedagógicas e na expectativa em relação à educabilidade dessas crianças. Pesquisas mostram que professores tendem a focar sua atenção em aspectos pessoais do autismo, como medo e ansiedade, e que os maiores problemas estão sempre relacionados à agressividade desses alunos. Quando essas crianças não são aceitas pelos professores, e quando o ambiente é inadequado, os ganhos de desenvolvimento podem resultar em prejuízos, mas quando escola e família se envolvem efetivamente juntos, sabe-se do aprendizado de coisas simples do dia a dia, por exemplo, conhecer-se e torná-los independentes. É certo que a variabilidade no comportamento dos alunos com autismo é enorme, e talvez alguns professores se sintam inseguros em lidar com a situação. Sabemos que a inclusão move toda a escola, mas são os professores que precisam abordar diretamente a singularidade de cada aluno. Esse fato por si só justifica tanto receio por parte do corpo docente diante do aluno autista. Porém, todo esse processo afeta também as famílias dos alunos. Embora ter o filho autista em classes comum ser o grande desejo da maioria dos pais muitos deles declaram que nem sempre essa convivência é harmoniosa e respeitosa. Vale lembrar que por muito tempo essas crianças foram tratadas como pacientes que necessitavam apenas de tratamento médico e não de educação. Não foi até a década de 1990 que as ideias auxiliares foram substituídas por argumentos de inclusão. Tudo ainda era novidade para os professores, e documentos como a Declaração Universal de Educação para Todos (1990) e a Declaração de Salamanca (1994) foram marcos no movimento de inclusão. A inclusão só acontece de verdade quando há parceria entre pais e escolas, e com a ideia de que no caminho onde a inclusão encontra a diversidade, todos saem ganhando. Os professores precisam estar atentos e atualizados, por causa da nova política educacional, os professores precisam ser treinados de forma mais ampla, cabendo a ele fazer um plano educacional específico para cada aluno para reduzir barreiras específicas para todos os alunos. deles. A principal tarefa dos professores começa por desmascarar o estigma de que os alunos autistas não podem aprender. É preciso que seja criada facilitações de ensino para o professor possa elaborar um plano educacional especializado para cada Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com) lOMoARcPSD|56269680 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista 28 estudante, como objetivo de diminuir as barreiras específicas de todos eles. A missão maior do professor é acima de tudo desmistificar o estigma de que o aluno autista não consegue aprender. É preciso que seja criada facilitações de ensino para esses alunos tendo como base e apoio o planejamento curricular. O desenvolvimento psicossocial dos autistas também é muito incerto pelos déficits e desvios no desenvolvimento da linguagem apresentado desde os primeiros balbucios. Não é raro os números desses gestos serem reduzidos ou diferentes do normal; alguns autistas nem chegam a desenvolver uma linguagem comunicativa, porém quando alguns a desenvolvem, é necessária uma atenção maior para que eles a desenvolvam o máximo possível, ou seja atenção especial deverá ser dada a essa área através de estimulações específicas. A questão social abrange necessariamente a inclusão, pois é a inclusão que vai oferecer ao aluno autista o máximo de autonomia. A integração social é quem constrói a identidade sociocultural, sendo assim, observamos que a reabilitação psicossocial busca trazer o indivíduo autista de suas dificuldades ao mundo novo, como mais expectativas que o articule em seu espaço social. Não podemos deixar de ressaltar que em algum momento os autistas necessitarão de uma trégua do mundo social, pois a inclusão para eles necessita ser feita como cuidado maior devido à forte resistência a mudanças que eles apresentam. Dessa forma, proporcionar as crianças autistas oportunidades de conviver com outras crianças da mesma faixa etária possibilita o estímulo às suas capacidades interativas impedindo o isolamento contínuo. A oportunidade de convívio com crianças normais é a base para o seu desenvolvimento. Esse convívio em escolas regulares oportuniza os contatos sociais enriquecendo os desenvolvimentos delas. É importante ao lidar com a criança autista o segmento de regras, pois é através delas que os pais preparam o filho para serem inseridos na sociedade. Devemos sempre ter em mente que, embora a convivência do autista na sociedade seja algo difícil, há diversas técnicas para eles se socializarem e cada um têm um nível de eficiência de acordo com o perfil psicossocial. Portanto, A família como peça fundamental nesse processo deverá receber um treinamento afim de que saibam utilizar técnicas comportamentais que auxiliem na adequação dessa criança na sociedade. É fato que nossa organização social impõe muitas barreiras culturais que necessitam ser modificadas a fim de assegurar a igualdade de possibilidades a todos os cidadãos. De um modo geral, ignoramos tudo o que não esteja no padrão considerado normal. Devemos nos esforçar (família, escola, estado) a fim de trazer do isolamento os estigmatizados, para que não sejam mais condenados a inviabilidade de políticas retrogradas e para expor os