Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

TCC-O Papel DA Família NO Processo DE Inclusão Escolar
DO Autista
TCC trabalho de conclusão de curso (Centro Universitário Leonardo da Vinci)
Digitalizar para abrir em Studocu
A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
TCC-O Papel DA Família NO Processo DE Inclusão Escolar
DO Autista
TCC trabalho de conclusão de curso (Centro Universitário Leonardo da Vinci)
Digitalizar para abrir em Studocu
A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-universitario-leonardo-da-vinci/tcc-trabalho-de-conclusao-de-curso/tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista/64819067?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-universitario-leonardo-da-vinci/tcc-trabalho-de-conclusao-de-curso/5817202?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-universitario-leonardo-da-vinci/tcc-trabalho-de-conclusao-de-curso/tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista/64819067?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-universitario-leonardo-da-vinci/tcc-trabalho-de-conclusao-de-curso/5817202?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
1 
 
 
 
 
 
 
Centro Universitário Leonardo da Vinci 
 
GRACIETE DE MELO RIBEIRO 
(FLC5169SES) 
 
 
 
 
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO: 
O PAPEL DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR DO 
AUTISTA 
 
 
 
 
 
 
BARCARENA 
2022 
 
 
 
 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
2 
 
 
GRACIETE DE MELO RIBEIRO 
 
 
 
 
 
 
 
 
O PAPEL DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR DO AUTISTA 
 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à 
disciplina de TCC – do Curso de Serviço Social – 
do Centro Universitário Leonardo da Vinci – 
UNIASSELVI, como exigência parcial para a 
obtenção do título de Bacharel em Serviço Social. 
 
Orientadora - Maria Jeanne de Oliveira Siqueira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Compreender o autismo é abrir caminhos para o 
entendimento do nosso desenvolvimento. Estudar 
autismo é ter nas mãos um “laboratório natural” de 
onde se vislumbra o impacto da privação das 
relações recíprocas desde cedo na vida. Conviver 
com o autismo é abdicar de uma só forma de ver o 
mundo - aquela que nos foi oportunizada desde a 
infância. É pensar de formas múltiplas e alternativas 
sem, contudo perder o compromisso com a ciência (e 
a consciência!) – com a ética. É percorrer caminhos 
nem sempre equipados com um mapa nas mãos, é 
falar e ouvir uma linguagem, é criar oportunidades de 
troca e espaço para o nosso saber e ignorância [...] 
(BOSA, 2002, p. 13). 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
4 
 
RESUMO 
 
O presente trabalho buscar compreender a importância do envolvimento da família no 
processo de integração escolar dos alunos com TEA para facilitar os seus processos de 
aprendizagem e desenvolvimento. Utilizou-se pesquisa qualitativa baseada em pesquisa 
bibliográfica. O transtorno do espectro do autismo (TEA) é um transtorno do 
neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades com comunicação verbal, interações 
sociais e movimentos repetitivos e estereotipados. A pesquisa mostrou que o envolvimento 
da família no processo educacional é fundamental, que as famílias desempenham um papel 
decisivo na vida de uma criança e que as escolas são as únicas instituições que compartilham 
com as famílias a responsabilidade pela educação de seus filhos. Frequentar escolas 
regulares para crianças com necessidades educacionais especiais requer comprometimento 
da família em trabalhar com a escola. Em alguns casos, como alunos com autismo, esse 
envolvimento da família é ainda mais necessário, pois alguns autistas não desenvolvem a 
linguagem, o que requer um acompanhamento efetivo das famílias para ajudar a escola a 
descobrir que está relacionado a isso. Na conclusão deste estudo, ficou evidente a 
importância do envolvimento da família no processo de inclusão de alunos com TEA, bem 
como alunos com qualquer outra deficiência. A família contribui enormemente para a 
aprendizagem da criança quando está ativamente envolvida na escola, quando compreende 
o que se passa na vida escolar do seu filho, enfim, quando desempenha o seu papel. 
 
PALAVRAS-CHAVE: Autismo. Inclusão. Família. Escola. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
5 
 
 SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO .............................................................................................................6 
2 APRESENTAÇÃO DO TEMA .........................................................................................7 
3 DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA...................9 
4 CARACTERÍSTICAS DO AUTISMO..............................................................................13 
5 A INCLUSÃO DO ALUNO AUTISTA..............................................................................15 
6 A RELAÇÃO ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA....................................................................18 
7 CONTRIBUIÇÕES DA FAMÍLIA NO DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM DO 
AUTISTA..........................................................................................................................21 
8 JUSTIFICATIVA ............................................................................................................23 
9 OBJETIVOS DA PESQUISA..........................................................................................24 
9.1 Objetivo Geral 
9.2 objetivos específicos 
 
10 METODOLOGIA DE PESQUISA.................................................................................24 
11 ANÁLISE DOS DADOS DA PESQUISA.......................................................................25 
11.1. APRESENTAÇÃO DOS DADOS..............................................................................25 
11.2. ANÁLISE DOS DADOS.............................................................................................27 
11.3. RESULTADOS..........................................................................................................30 
12 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS................................................................................32 
8 CONCLUSÕES................................................................................................................36obstáculos enfrentados pelos autistas. 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
29 
 
 
Pensar na importância da família no desenvolvimento afetivo e social da criança 
envolve vários princípios que são repassados pelos pais e que nunca devem ser desprezados, 
mas deve ser considerado como fonte de sabedoria e ensino para vida no contexto afetivo e 
social do sujeito, devido ser úteis em toda a existência humana; apesar de não existir manual 
de como devemos educar os filhos. Assim, “não há receitas para educar, mas há atitudes 
educativas e atitudes deseducativas” (LOBO, 1997, p.26). Portanto, as práticas educativas 
envolvem o amor, a atenção e o apoio, é a melhor educação e o melhor meio de dar segurança 
e confiança a uma criança, isto é, a melhor maneira de fazê-la feliz e de dar a ela uma 
oportunidade justa para desenvolver suas potencialidades, porém, deve ser dada na medida 
certa nada de excesso, para que a criança não venha se sentir auto protegida. 
Fazendo conexão aos autores mencionados, percebe-se a família como responsável 
principal na formação e desenvolvimento do sujeito no contexto social, afetivo e acadêmico, 
tendo como referência a educação construída no lar, como base de sustentação, para 
quaisquer fases e mudanças a que venha enfrentar no percurso da vida. A família é uma das 
mais importantes instituições, sua presença no processo inclusivo é imprescindível pois 
colabora para que ações se concretizem e que as atividades realizadas na escola, tenham 
suas respectivas rotinas extensivas ao ambiente familiar, além de ser relevante quanto as 
intervenções sociais e pedagógicas. 
Os pais têm o papel intrasferível que é de transmitir aos seus filhos os valores culturais, 
com mais essência, diferenciada de qualquer outra instituição, porém a insegurança e o medo 
de assumir o seu principal papel preferem transmitir para as creches, maternal, pré-escola, 
enquanto na realidade são os pais que direcionam o comportamento dos filhos, eles são os 
primeiros objetos de amor, da ansiedade e da raiva dos filhos, são eles que transmite 
confiança ou desconfiança, que queiram ou não, vão ser os principais responsáveis pela 
autoimagem dos filhos. 
Assim, a escola não pode ser delegada como única na transmissão de conhecimento, 
responsabilidade e valores. “Os pais são indispensáveis e a família é o núcleo principal do 
desenvolvimento humano”. (LOBO, 1997, p.26). Considerando, que tanto a escola como a 
família é responsável por esse papel de repassar os conhecimentos sejam científicos, 
históricos e culturais. Sendo, que o homem é um ser historicamente e culturalmente variável. 
O ato de conhecer, a partir da família e também da escola, é invariavelmente indireto, 
pois não existe um conhecimento virgem. O ato de conhecer é constituído a partir dos 
sistemas simbólicos determinados historicamente. A família e a escola também são 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
30 
 
contextualizadas historicamente. (OLIVEIRA, 1999, p.80). Logo, perceber-se a subjetividade 
do pensamento de Oliveira (1999) em relação ao conceito de família e escola, envolvendo o 
ato de conhecer, ou seja, todo e qualquer comportamento, conceitos e definições são 
constituídos historicamente e contextualizados a uma cultura na qual o sujeito esteja inserido, 
por isso, que as condutas e opiniões podem ser mudadas ao longo da vida, mas diante dessas 
mudanças a família ainda assume uma responsabilidade importante e que deve ser 
considerada como primordial no domínio da educação dentro do lar que é a autoridade para 
com os filhos, principalmente os menores de idade que são crianças e adolescentes, porém 
essa autoridade não deve ser utilizada para causar pânico, mas contribuir na educação e no 
desenvolvimento da criança. 
Segundo Lobo (1997), a princípio devemos entender a existência da criança como 
pessoa, como ser humano. Cada criança é um indivíduo que deve ser respeitado e que tem 
todos os direitos como qualquer outro deve ter, e mais alguns, por ser uma pessoa em 
desenvolvimento. No caso da criança autista, é necessário que os pais acompanhem para 
que as atividades de casa sejam extensão complementar das que forem desenvolvidas na 
escola.es alunos tendo como base e apoio o planejamento curricular. 
 
7.3 RESULTADOS 
Em síntese, acredita-se que este estudo possa complementar outros estudos sobre o 
autismo e suas manifestações, pois sintetiza de forma objetiva as principais características 
desse transtorno, buscando resguardar a importância da educação especial para pacientes 
autistas. Pode-se até dizer que há tentativas de desenvolver o processo de integração desses 
alunos, mas talvez esse método de introdução ainda não tenha apresentado resultados 
efetivos. De forma geral, observou-se que o grau de instrução e informações desses 
professores não é suficiente para trabalhar de forma funcional adequada e significativa com 
autistas. Os autistas necessitam de uma estrutura eficiente, de métodos específicos de 
ensino, de ambientes especiais, de preparação prévia, e de uma abordagem abrangente para 
terem o mínimo desenvolvimento no processo de aprendizagem. 
 
Destaca-se, portanto, a importância de rever os modelos teóricos de envolvimento 
parental nas escolas, a fim de ampliar a compreensão desse fenômeno no contexto dos 
transtornos do desenvolvimento em todo o mundo. Portanto, parece necessário considerar 
fatores que ocorrem particularmente em famílias com crianças com autismo, como estresse e 
sua influência no ambiente social e comportamento tendencioso. 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
31 
 
É notório que muitas mudanças no sistema educacional são necessárias para que se 
conquiste de fato uma inclusão de qualidade, mudanças essas não só na estrutura física do 
ambiente escolar, mas mudanças em termos de conscientização das pessoas, oportunizando 
o convívio com a diversidade. Entre as reformulações necessárias pode-se citar as 
adaptações no currículo, novas metodologias, recursos tecnológicos que favoreçam o 
aprendizado do aluno e principalmente a capacitação dos professores. 
Através dos muitos estudos realizados constatou-se que um dos fatores essenciais 
para auxiliar a criança autista é o afeto. Isto até pode parecer contraditório, mas, embora 
apresentem dificuldades em manter vínculos de afeto, quando encontra um ambiente 
afetuoso, o desenvolvimento dessas crianças torna-se mais fácil, porque ela se sente mais 
segura. O que ocorre é que o indivíduo com TEA sente dificuldades em compreender 
expressões faciais ou gestos de afeto, mas isto não significa que esse indivíduo seja 
desprovido de emoções. Ele se emociona, como as demais pessoas e, portanto, essas 
emoções devem ser direcionadas às suas experiências de aprendizagem. 
Desse modo, ressalta-se que os objetivos primeiros inseridos neste trabalho como 
possibilidade e norte para a investigação deram luz ao caminho investigativo, e foi o que 
substancialmente, permitiu que se chegasse aos resultados, que foram alcançados com 
sucesso. Foi percebido que assim como a escola precisa manter uma relação consistente 
com os pais, os pais também precisam manter uma relação positiva com os professores, pois 
eles podem ajudar no desenvolvimento e aprendizagem dos seus filhos, oferecendo subsídios 
para o sucesso escolar refletindo nas relações intersociais e intrassociais. 
Um dos principais fatores que determina o sucesso da escola é a articulação com a 
família, de modo a melhor conhecer e respeitar o espaço e a bagagem cultural trazida pela 
criança, considerando seus primeiros conhecimentos construídos no seio familiar, mesmonão 
sendo sistematizados. A escola deve ser um ambiente a incluir a família de uma forma que a 
mesma se sinta parte dela, ou seja, a escola deve abrir as portas para a participação da 
família. 
 
 
7.4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
Os resultados mostram que o envolvimento da família na escolarização da criança com 
TEA é importante, pois acelera um processo de escolarização eficaz que, de outra forma, 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
32 
 
ficaria comprometido e retardado. A escola precisa fazer a sua parte e pedir ajuda a essa 
família. Embora a presença de um professor auxiliar não seja obrigatória para que um aluno 
com autismo ingresse e permaneça por muito tempo na escola, no dia a dia da escola vale 
ressaltar que a presença do aluno depende de a presença desse profissional, e em sua A 
família ausente acaba assumindo essa função, e a pesquisa corrobora isso. 
É importante que, na escola, os professores percebam as crianças com autismo como 
capazes de aprender e se desenvolver, observando, respeitando e realizando suas 
singularidades e potencialidades. Jamais podemos classificar qualquer estudante seja ele 
com necessidades especiais ou não, como um ser incapaz, precisamos ter esse olhar, e 
buscar alternativas para ajudar no processo de desenvolvimento desses indivíduos. Juntos 
escola e família podem fazer a diferença na vida dessa criança. 
Possivelmente coma ajuda da família e o olhar do educador, é possível realizar um 
trabalho que se adapte à realidade de cada criança autista que a escola poderá receber, é 
relevante que os professores tenham em mente que cada criança autista tem suas 
particularidades, como qualquer outra criança. É comum a sociedade rotular as síndromes e 
outras necessidades especiais, para isso a importância de estar sempre estudando sobre 
esse assunto, para que possamos saber das características gerais que cada síndrome, 
transtorno e as demais necessidades especiais que apresentam, as particularidades que cada 
aluno apresenta somente com a convivência é que vamos aprender. 
Embora a reflexão sobre a inclusão escolar venha fomentando muitos debates, 
constata-se que é um tema que ainda requer discussão, com vistas ao melhor entendimento 
e à apropriação das suas diretrizes pelos profissionais envolvidos, entre eles psicólogos, que 
muitas vezes se limitam a realizar um trabalho nos moldes da clínica dita tradicional, que 
normalmente não atinge todas as esferas que compõem a escola e tende a se restringir a 
uma demanda pontual do aluno ou da instituição. Nesse sentido, acredita-se que este estudo 
tenha possibilitado a construção de um entendimento sobre a relação entre a família e a 
escola no contexto da inclusão de crianças com TEA. 
Foi possível observar que os pais conseguem identificar o diferencial das escolas mais 
qualificadas para a inclusão e que atendam às expectativas da família. Nota-se que há um 
posicionamento crítico dos pais, reivindicando, da professora e da escola, respostas sobre o 
TEA. Já as professoras indicaram a dificuldade em compreender o TEA e obter recursos 
pedagógicos adequados à inclusão. Para pais e professoras, o desejo de avançar e a 
motivação para superar os obstáculos ainda existentes no processo de inclusão ficaram 
explícitos. Ambos se mostraram inquietos na busca de conhecimento, recursos e atendimento 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
33 
 
adequado às crianças com TEA no contexto escolar, o que parece estar beneficiando os 
envolvidos. 
Embora muitas vezes a relação entre pais e professores esteve calcada em situações- 
-problema com a criança, o que costuma ultrapassar o contexto da inclusão, constatou-se que 
a comunicação existente e o esclarecimento de dúvidas estavam sendo importantes para a 
tranquilidade dos pais em deixar seu filho na escola e para o desenvolvimento da criança. 
Família e escola reconheceram que o apoio aos processos de ensino e de aprendizagem e a 
socialização das crianças com TEA ainda precisam ser sistematizados. Para tanto, faz-se 
importante desenvolver programas com equipes multidisciplinares que trabalhem na 
construção de grupos de apoio, instrumentos e outros recursos que considerem a 
singularidade de cada criança e suas limitações, além dos recursos da família e do professor, 
e que busquem viabilizar o fortalecimento e a consolidação da relação família-escola no 
processo de inclusão. 
Destaca-se que este estudo teve como limitação não ter considerado a diversidade de 
sintomas que as crianças com TEA podem apresentar, os quais certamente têm diferentes 
implicações nas relações estabelecidas entre os contextos familiar e escolar. Trata-se de uma 
aproximação ao tema, que se caracteriza por ser exploratória e não generalizável, 
considerando os procedimentos metodológicos adotados, justificada pela escassez de 
pesquisas encontradas que investigam, de forma sistêmica, as relações entre a família e o 
âmbito escolar, abarcando diferentes fontes de informação. Nesse aspecto, reside a 
originalidade deste estudo, que possibilita que seus dados avancem na construção do 
conhecimento na área. 
Por fim, acredita-se que os dados apresentados possam incitar a reflexão de mães, 
pais e professores sobre as suas ações perante a inclusão de seus filhos e alunos na intenção 
de construir uma relação que permita o melhor desenvolvimento da criança, levando em conta 
as vivências da família e as questões pedagógicas e sociais da escola para uma atuação mais 
alinhada e colaborativa para todos os envolvidos. Além disso, espera-se que os estudos sobre 
inclusão possibilitem compartilhar a realidade escolar e as práticas e as experiências 
vivenciadas nesse contexto com os órgãos governamentais, com vistas a fomentar mais 
pesquisas nessa área. 
Após entender o papel da família e do docente na inclusão da criança autista, é 
possível analisar a magnitude de um trabalho conjunto entre as duas partes, para que o autista 
tenha um avanço positivamente garantido no seu desenvolvimento. 
 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
34 
 
O autismo, mesmo com suas infinitas características, e assim como qualquer outra 
deficiência ou déficit, deve ser conhecido, estudado e compreendido por todos de nossa 
sociedade, para que a inclusão de pessoas autistas seja exercida da melhor maneira possível, 
tanto para o sujeito quanto para todos que o cercam. 
 
O processo de inclusão inicia-se com o trabalho e aceitação familiar, pois é "dentro de 
casa" que o sujeito será preparado para o mundo externo, para viver e conviver com os outros 
além dos muros de sua casa, além dos braços de sua família. Esta preparação familiar será 
benéfica para ambos, pois com preparação e compreensão da dimensão do que é o autismo, 
todos acabam ganhando. A família, em seu papel mais arrebatador, deve se conscientizar de 
muitos fatores, para que o período da aceitação se dê de maneira mais eficaz do que o período 
do chamado "luto". O luto da família acaba se tornando inevitável, pois, durante meses, a 
família almeja um filho "perfeito" e, ao obter o diagnóstico do autismo, ainda nos primeiros 
anos ou meses de vida, o término inesperado daquele sonho perfeito passa a tornar-se um 
choque para a família, principalmente para os pais. Este choque faz com que se inicie o luto. 
A negação, o sentimento de culpa, os questionamentos interiores sem respostas, o não saber 
o que fazer, o isolamento e a solidão, entre outros sentimentos,passam a tomar conta da 
família, pois ninguém está preparado para receber um diagnóstico negativo do filho que acaba 
de nascer. O acompanhamento médico, por sua vez, passa a se tornar de tamanha 
importância tanto para o desenvolvimento do autista quanto para a aceitação familiar. Um 
trabalho conjunto entre familiares e profissionais da saúde ajuda na preparação para o que 
vem pela frente. 
Após anos de preparação e acompanhamento única e exclusivamente de familiares e 
profissionais da saúde, entra na vida do autista a escola que, por sua vez, passa a obter uma 
grande responsabilidade no que diz respeito ao desenvolvimento do aluno autista. A escola, 
que assim como a família necessita de uma prévia preparação para receber adequadamente 
o aluno nas suas dependências, deve conhecer e compreender tanto o autismo quanto o 
aluno autista que ali está matriculado. Este conhecimento deve facilitar o trabalho do docente 
e a compreensão do aluno. A escola é responsável pelas devidas adaptações de currículos e 
espaços físicos e pode conseguir lidar melhor com todas as mudanças, se conseguir uma 
parceria com a família do aluno, ou seja, o sujeito com autismo nasce, passa por 
acompanhamento médico, preparação social por parte da família e, após, pela inclusão 
escolar por parte do docente, o que nos mostra que ambos os profissionais e demais pessoas 
que trabalham ou convivem com o autista possuem um papel específico e, juntos, completam 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
35 
 
e totalizam a inclusão deste sujeito. É feito um jogo de quebra-cabeça onde cada um 
representa uma peça e o jogo só se dá por completo quando todas as peças se encaixam. 
A família e a escola passam a precisar uma da outra para que consigam realizar seus 
papeis de maneira adequada. O trabalho de cada um, sob a vida e desenvolvimento do 
autista, não depende do outro, ou seja, a família pode conseguir atingir seus resultados 
esperados “sozinha” assim como a escola também pode. Porém, o trabalho conjunto é de 
tamanha importância, pois torna mais fácil este processo de adaptação e inclusão do sujeito 
autista na escola e na sociedade. Tudo porque existirão características e necessidades do 
autista que apenas a família conhece, assim como características e necessidades do autista 
que apenas a escola percebeu. 
Além disso, para que o processo de inclusão funcione de forma otimizada ao longo de 
toda a trajetória do autista, e não apenas temporariamente, é necessário que ambas as partes 
(escola e família) continuem sempre fazendo a sua parte e fazendo a sua parte. Como o 
autismo é um distúrbio que afeta certas habilidades dos indivíduos, é necessário monitorar os 
autistas em todos os momentos para que o progresso feito ao longo de anos de muito trabalho 
e dedicação não seja perdido. Este é mais um exemplo de como é importante que as famílias 
e as escolas desempenhem os seus papéis, idealmente conscientes do papel de cada um, 
porque assim podem acompanhar, ajudar e até pedir para desempenharem as suas funções, 
sempre a pensar no que estão a fazer pelos outros boas ações. A vida das pessoas com 
autismo. 
Dessa forma, percebe-se a importância do trabalho conjunto entre casa e escola, pois 
os dois podem se comunicar com frequência e repassar informações sobre o tema para que 
cada um saiba a melhor forma de ajudá-lo. A família prepara o sujeito no âmbito cognitivo, 
para que possa e consiga ingressar no mundo escolar e social sem maiores dificuldades, 
fazendo que o sujeito tome conhecimento de si mesmo e do mundo que o cerca; e a escola 
prepara o sujeito no âmbito metacognitivo, para que o sujeito possa aprender melhor e mais 
a fundo sobre suas capacidades de compreensão. Assim, o trabalho fica mais agradável, 
facilitador e positivo para todos. 
 
 
 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
36 
 
8 CONCLUSÕES 
 
No presente trabalho, a importância da presença da família e da escola na vida dos 
alunos com autismo pode ser examinada para descobrir suas melhores formas de integração 
com sucesso. O tema deste trabalho centra-se na análise de como se dá o processo de 
integração escolar dos sujeitos com autismo e o papel da família nesta integração. Além disso, 
estudou-se a práxis docente para entender o trabalho que pode ser realizado em sala de aula 
e as devidas abordagens que devem ser utilizadas para um bom rendimento escolar e uma 
boa convivência e trabalho em sala de aula. A análise de dados, uma análise qualitativa, 
desenvolveu-se visando atender aos objetivos da pesquisa. 
Para obter os dados necessários e entender como se dá todo o processo de inclusão, 
utilizamos um estudo de literatura para mostrar a história da educação inclusiva, através de 
sua legislação, compreendendo o autismo, percebendo o papel dos professores diante dos 
alunos com autismo, a pesquisa aprofundada sobre práticas de ensino e papéis familiares 
culmina na compreensão da importância de trabalhar em conjunto para que as necessidades 
dos alunos com autismo possam ser melhor atendidas. 
Desse modo, para obter os dados necessários e perceber como se dá todo o processo 
de inclusão, utilizou-se um estudo bibliográfico mostrando desde a história do autismo, 
passando por suas legislações, conhecendo o autismo como um todo, percebendo o papel do 
professor perante seus alunos autistas, até chegar ao estudo aprofundado no que diz respeito 
à práxis docente e ao papel familiar para, por fim, entender a grande importância de um 
trabalho conjunto para conseguir suprir da melhor maneira com as necessidades do aluno 
autista. 
Neste sentido, pode-se perceber que o autismo, por ser um transtorno que afeta 
diretamente o desenvolvimento do sujeito, torna-se um desafio quando diz respeito ao 
processo de inclusão, sendo ela social ou escolar. Entender o papel fundamental que a família 
tem na vida do autista é o primeiro passo para que a inclusão se dê da melhor maneira. Sendo 
assim, a família precisa aceitar o autista e entendê-lo. Quando se fala em processo de 
inclusão, não se refere apenas à garantia de acesso do aluno à escola, mas sim em um 
fornecimento de suporte técnico e serviços oferecidos pela escola, para que todos os alunos 
tenham acesso a toda estrutura escolar. A inclusão, portanto, resulta em mudanças na 
perspectiva educacional. 
 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
37 
 
O papel da família frente ao processo de inclusão é aceitar, entender e conhecer o 
autismo e o autista, para que se busquem os auxílios necessários para um melhor 
desenvolvimento da vida do sujeito. Além disso, é através da família que o autista entenderá 
que existe um mundo a sua volta, fazendo com que a criança se prepare mesmo dentro de 
suas limitações, para conviver em sociedade. A partir do papel familiar, entra em questão o 
papel da escola para que a inclusão continue sendo realizada da melhor maneira possível. 
Para isso é preciso que o docente esteja preparado para receber o aluno com todas suas 
dificuldades e limitações. Através de um conhecimento prévio do diagnóstico e histórico do 
aluno autista, é possível que o docente entenda o quadro do sujeito e elabore suas aulas a 
fim de incluir todos os alunos da turma. 
Pensando no papel fundamental da família e na práxis docente para a realização de 
uma adequada inclusão, é possível perceber a importância da família e do docente 
trabalharem em conjunto. Assim, unem-se forças e se estabelecem estratégias para que, com 
a cooperação de todos, o autista seja atendido e incluído de maneira satisfatória tanto para si 
quanto para sua família, que aguarda diariamente por mudanças positivasno 
desenvolvimento do autista, e para a escola, que além de ter o dever de incluir, sabe que é 
parte responsável pela mudança na vida dos seus alunos e certamente também espera por 
resultados positivos no final de seu trabalho. 
Os resultados indicaram que a participação da família na escolarização da criança com 
TEA é bastante relevante, pois isso acelera no processo de escolarização eficaz, sem a 
participação o processo fica prejudicado e lento. A escola precisa fazer a sua parte e solicitar 
a ajuda dessa família. Embora a presença de um professor auxiliar não seja condição 
obrigatória para o acesso e permanência do aluno que apresenta autismo na escola, no 
cotidiano escolar é perceptível que a presença do aluno fica condicionada a presença desse 
profissional, e na ausência dele a família acaba por assumir essa função, aspecto evidenciado 
na pesquisa. 
É importante que na escola o professor perceba a criança autista como capaz de 
aprender e se desenvolver, observando, respeitando e trabalhando suas especificidades e 
potencialidades. Jamais podemos classificar qualquer estudante seja ele com necessidades 
especiais ou não, como um ser incapaz, precisamos ter esse olhar, e buscar alternativas para 
ajudar no processo de desenvolvimento desses indivíduos. Juntos escola e família podem 
fazer a diferença na vida dessa criança. 
Portanto, com a ajuda da família, sob o olhar do educador, para desenvolver um 
trabalho que se adeque à realidade de cada criança autista que a escola pode receber, é 
importante que o professor tenha em mente que cada criança autista tem sua Sexo especial, 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
38 
 
como qualquer outra criança. É comum a sociedade rotular as síndromes e outras 
necessidades especiais, por isso é importante sempre pesquisar sobre o tema para sabermos 
as características gerais de cada síndrome, transtorno e outras necessidades especiais, as 
particularidades de cada aluno só aprendemos quando nós vivemos juntos. 
Este estudo examina a possível existência de uma relação amigável entre a escola e 
a família, e até que ponto essa relação facilita a compreensão dos costumes e 
comportamentos dos alunos diagnosticados com autismo e beneficia significativamente o seu 
desenvolvimento. 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
AMAZONAS, M. C. L. A., Damasceno, P. R., Terto, L. M. S., & Silva, R. R. (2003). Arranjos 
familiares de crianças de camadas populares. Psicologia em Estudo, 8(especial). 
ASSUMPÇÃO JR., Francisco B. Transtornos Invasivos do Desenvolvimento Infantil.São 
Paulo-SP: Lemos Editorial, 1997. 
BESTETTI, Maria Luisa T. Habitação para idosos O trabalho o arquiteto, arquitetura e 
cidade. 2006. 168 f. Tese (Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo). Universidade de 
São Paulo São Paulo, 2006. 
BOSA, Cleonice Alves. Autismo: atuais interpretações para antigas observações. In: 
BAPTISTA, Claudio; BOSA, Cleonice (org.). Autismo e educação: atuais desafios. Porto 
Alegre: Artmed, 2002. p. 22-39. 
 
BELISÁRIO, J. F. Filho; CUNHA, Patrícia. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão 
Escolar: transtornos globais do desenvolvimento. Brasília: Ministério da Educação, 2010. 
BITTAR, Eduardo Carlos Bianca. Reconhecimento e direito à diferença: teoria crítica, 
diversidade e a cultura dos direitos humanos. Revista da Faculdade de Direito da Universidade 
de São Paulo, São Paulo, v. 104, p. 551-565, jan./dez. 2009. 
BOGDAN, R. C. & BIKLEN, S. K. Investigação qualitativa em educação. Porto: Porto 
Editora,1994. 
 
BOSA, Cleonice. Autismo: breve revisão de diferentes abordagens. Psicol. Reflex. Crit. 
Vol.13 n.1 Porto Alegre 2000. Disponível em 
 
Acesso em 18 agosto 2022. 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
39 
 
BRASIL. Constituição Federal da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: 
. Acesso em 24 de agosto 
de 2022. 
______. Ministério da Educação. Declaração de Salamanca: Sobre Princípios, Políticas e 
Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais. Brasília, DF: Ministério da 
Educação, 1994. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf. 
Acesso em: 02 de set. 2022. 
______. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial. Marcos Político-Legais 
da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: Secretaria de 
Educação Especial, 2010. 72 p. 
CAMARGO, Síglia Pimentel Höher ; BOSA, Cleonice Alves. Competência social, inclusão 
escolar e autismo: revisão crítica da literatura. Psicol. Soc. vol.21 no.1 Florianópolis 
Jan./Apr. 2009. Disponível em: 
. Acesso em 20 de agosto de 2022. 
DAVID, Viviane Felipe. Autismo e Educação: a constituição do autista como aluno da rede 
municipal no Rio de Janeiro / Viviane Felipe David. –Rio de Janeiro: UFRJ/FE/PPGE, 2012. 
DESSEN, Maria Auxiliadora; POLONIA, Ana da Costa. A Família e a Escola como contextos 
de desenvolvimento humano. Paidéia, 2007, 17(36), 21-32. Disponível em: 
http://www.scielo.br/pdf/paideia/v17n36/v17n36a03.pdf. Acesso em 22 de agosto de 2022. 
DUTRA, Claudia Pereira et al. Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da 
Educação Inclusiva. Brasília, jan. 2008. Disponível em: 
http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf. Acesso em 24 de agosto de 
2022. 
ELLIS, Kathryn. Autismo. Rio de Janeiro : Revinter, c1996. 181 p. 
FIGUEIREDO, R. V. Incluir não é inserir, mas interagir e contribuir. Inclusão: Revista da 
Educação Especial, Brasília: Secretaria de Educação Especial, v. 5, n. 2, p. 32-38 
julho/dezembro 2010. 
GARCIA, Rosalba Maria Cardoso; MICHELS, Maria Helena. A política de educação especial 
no Brasil (1991-2011): uma análise da produção do GT15 – educação especial da ANPED. 
Rev. Bras. Ed. Esp., Marília, v. 17, p. 105-124, maio/ago. 2011. Disponível em: 
. Acesso em 23 de agosto de 2022. 
GILLBERG, C. Autism and pervasive developmental disorders. Journal of Child 
Psychology and Psychiatry, 31, p. 99-119, 1990. 
 
GOMES, Souza. O lugar do sujeito na inclusão escolar: percalços e fracassos nas relações 
de subjetivação. 2010. 222 f. Tese (Doutorado em Psicologia) – Pontifícia Universidade 
Católica, Campinas, 2010. Disponível em: . Acesso em 23 de agosto de 2022.. 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
http://www.scielo.br/pdf/paideia/v17n36/v17n36a03.pdf
http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
40 
 
KLIN, Ami. Autismo e Síndrome de Asperge: uma visão geral. Rev 
BrasPsiquiatr.2006;28(Supl I):S3-11. Disponível em: 
 Acesso em 
29 de Março de 2016. 
Kreppner, K. (2000). The child and the family: Interdependence in developmental pathways. 
Psicologia: Teoria e Pesquisa, 16(1). 
LIMA, P. A.; VIEIRA, T. Educação inclusiva e igualdade social. AVERCAMP: São Paulo, 
2006. 
LOBO, Luiz. 1933. Escola de Pais: para que seu filho cresça feliz/ Luiz Lobo. Rio de 
Janeiro: Lacerda Editores, 1997. 
LOPES, R. P. V.; MARQUEZAN, R. O Envolvimento da Família no Processo de 
Integração/Inclusão do Aluno com Necessidades Especiais.Cadernos de Educação 
Especial, Santa Maria - RS, 2000. 
MANTOAN, M. T. E.; PRIETO, R. G. Inclusão escolar: pontos e contrapontos. São Paulo: 
Summus, 2006 
MINAYO, M. C. S. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 28 ed. Petrópolis: 
Vozes, 2009. 
MORO, M. P. O brincar, a interação dial[ogica e o circuito pulsional da voz na terapia 
fonoaudiológica de crianças do espectro autístico. Santa Maria, 2010. 
MORIÑA, A. Traçando os mesmos caminhos para o desenvolvimento de uma educação 
inclusiva. Inclusão: Revista da Educação Especial, Brasília: Secretaria de Educação 
Especial, v. 5, n. 1, p. 16-25 janeiro/julho 2010. 
OLIVEIRA, Sidney Nilton. Família e Educação e Escolar. Revista da FAEEBA, Salvador, n°11, 
Jan.,/ Jun. 1999. 
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração de Salamanca sobre Princípios 
Políticas e Práticas em Educação Especial. Salamanca, 1994.Disponível em: 
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf. acesso em 17 de agosto de 2022. 
PEREIRA, Shirley Costa.A arte terapia na aprendizagem dos alunos com deficiência 
mental, 2010. Disponível 
em:http://www.avm.edu.br/docpdf/monografias_publicadas/c111029.pdf. acesso em 17 de 
agosto de 2022. 
POLONIA, A.C.; DESSEN, M. A. A Família e a Escola como contextos de desenvolvimento 
humano. Família e Escola, Campinas, 2007. 
RODRIGUES, David. (Org.). Inclusão e educação: doze olhares sobre a educação inclusiva. 
São Paulo: Summus, 2006. 
SANTOS, Alex Reis dos; TELES, Margarida Maria. Declaração de Salamanca e Educação 
Inclusiva. In: 3º Simpósio Educação e Comunicação, set. 2012. p. 77-87. Disponível em: 
. Acesso em 18 de 
agosto de 2022. 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf
41 
 
SANTOS, M. P. dos. A inclusão e as relações entre a família e a escola. Espaço – Informativo 
Técnico do INES, n. 11, p. 40-43, jun. 1999. 
SASSAKI, R. K. Inclusão: o paradigma do século 21. Inclusão: Revista da Educação 
Especial, Brasília: Ministério da Educação, p. 19-23 Out/2005. Disponível em: 
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/revistainclusao1.pdf, acesso em 17 de agosto de 
2022 
SERRA, Deyse. Autismo, família e inclusão. Polêm!ca, v. 9, n. 1, p. 40 –56, janeiro/março 
2010. Disponível em :http://www.e-
publicacoes.uerj.br/ojs/index.php/polemica/article/viewFile/2693/1854. Acesso em 20 de 
agosto de 2022. 
TANAKA, L. M. Contos de fadas frente à Inclusão Escolar: A construção da imagem 
simbólica coletiva. São Paulo: Biblioteca 24 horas, 2010. 
TELMO, I. C. e Equipa Ajudautismo. Formautismo, Manual de formação em autismo para 
professores e famílias. APPDA –Lisboa, Associação Portuguesa para as Perturbações do 
Desenvolvimento e Autismo. Lisboa, 2006. 
UNESCO. Declaração de Salamanca e linhas de ação sobre necessidades educativas 
especiais. Brasília: CORDE, 1994. 
VASQUES, Carla K. Um Coelho Branco Sobre a Neve: Estudo sobre a escolarização do 
sujeito com psicose infantil. Porto Alegre: UFRGS, 2003. 168 f. Dissertação (Mestrado em 
Educação) –Programa de Pós –Graduação em Educação, Faculdade de Educação, 
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, POA, 2003. 
VELTRONE, Aline Aparecida; MENDES, Enicéia Gonçalves. A formação docente na 
perspectiva da inclusão. In: IX Congresso Estadual Paulista sobre Formação de 
Educadores, 2007. Disponível em: 
. 
 
 
 
 
 
 
 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
http://www.e-publicacoes.uerj.br/ojs/index.php/polemica/article/viewFile/2693/1854
http://www.e-publicacoes.uerj.br/ojs/index.php/polemica/article/viewFile/2693/1854
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autistaREFERÊNCIA.....................................................................................................................38 
 
 
 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
6 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
A inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem sido estudada em 
diferentes níveis de análise, como em relação à gestão escolar, políticas públicas, 
escolarização e inclusão. No entanto, pouco se sabe sobre o impacto dos aspectos familiares 
na escolaridade e nas relações entre casa e escola em indivíduos com autismo. 
As famílias de alunos com necessidades especiais têm a responsabilidade primária 
pelo comportamento dos seus filhos porque são elas que dão a primeira formação. Portanto, 
acredita-se que a colaboração entre casa e escola auxiliará no desenvolvimento e 
aprendizagem de alunos com necessidades educacionais especiais, principalmente aqueles 
com transtornos do espectro autista. 
O TEA é caracterizado por desafios para as famílias devido à necessidade de intensa 
dedicação e cuidado às crianças com o transtorno. No entanto, quando se considera que o 
estudo do TEA significa que a doença em si, o ciclo de vida dos indivíduos e famílias e seu 
contexto estão entrelaçados, a pesquisa escolar torna-se importante por ser a instituição 
fundamental que desencadeia o processo do autismo. Atualmente, a educação inclusiva 
contempla a ampliação dos espaços socioculturais das crianças, onde os papéis sociais e a 
aprendizagem formal exigem que se apresentem como novas oportunidades de interação com 
o outro e com o meio ambiente. 
Portanto, a inclusão de alunos com transtornos do espectro autista é uma questão 
muito delicada que exige cuidado e dedicação não apenas dos professores, mas de todos os 
envolvidos no processo de aprendizagem e desenvolvimento do aluno, os pais, professores, 
demais funcionários da escola, amigos, e a sociedade como um todo. No entanto, este estudo 
se concentrou nas contribuições das famílias de alunos com transtornos do espectro do 
autismo. 
A motivação para a realização do presente trabalho foi a partir da experiência estágio 
na Associação De Pais E Amigos Dos Excepcionais (APAE). A empresa APAE de Abaetetuba 
que tem como razão social Associação De Pais E Amigos Dos Excepcionais, foi fundada em 
09 de novembro 1983 e está no segmento de Ongs e Entidades Sociais, a empresa está 
localizada na Rodovia Dr. Joao Miranda, no bairro Aviação em Abaetetuba-PA. 
Nessa perspectiva, o objetivo deste trabalho é discutir o transtorno do espectro autista 
e o processo de inclusão, relatar a relação entre casa e escola e mostrar como o envolvimento 
da família na vida escolar de crianças com autismo beneficiará seu processo de 
aprendizagem. Desconstruindo processos reversos como exclusão, preconceito, entre outros. 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
7 
 
 
 
2 APRESENTAÇÃO DO TEMA 
 
O autismo se enquadra como um transtorno do espectro do autismo (TEA) ou 
Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) que é caracterizado por dificuldades de 
comunicação, dificuldades de interação social, atividades individuais limitadas, estereótipos e 
repetições (David, 2012). O autismo se torna aparente antes dos três anos de idade porque é 
uma fase da vida de uma criança em que o desenvolvimento da linguagem normalmente 
ocorre. Geralmente, as crianças com autismo não se comunicam com outras de maneira 
comum, algumas não verbais, mas as que desenvolvem a linguagem falam apenas repetindo 
o que acabaram de ouvir. 
Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) representam uma 
categoria na qual estão agrupados transtornos que têm em comum as 
funções do desenvolvimento afetadas. Entretanto, este conceito é recente e 
só pode ser proposto devido aos avanços metodológicos dos estudos e à 
superação dos primeiros modelos explicativos sobre o autismo. (BELISÁRIO 
e CUNHA, 2010, p. 08). 
 
O autismo pode ser conceituado como um transtorno complexo do desenvolvimento, 
definido a partir de uma perspectiva comportamental, com múltiplas etiologias, manifestado 
em vários graus de gravidade, e caracterizado por deficiências graves e intrusivas em três 
domínios do desenvolvimento: habilidades de interação, interação social recíproca, 
habilidades de comunicação e, por fim, comportamentos, interesses e atividades 
estereotipados (GILLBERG, 1990; SCHMIDT; BOSA, 2011). 
Na década de 1940, o psiquiatra Leo Kanner, de Baltimore, EUA, e o pediatra Hans 
Hasperger, de Viena, Áustria, que escreveram os primeiros livros sobre autismo, relataram de 
forma independente algumas hipóteses teóricas sobre casos da síndrome, até então 
desconhecidas. (Bossa, 2002, Apud-David, 2012). Para o psiquiatra Leo Kanner, as pessoas 
com autismo serão incapazes de formar relacionamentos e conexões emocionais. Leo Kanner 
também destacou alguns déficits na deficiência intelectual, linguagem, comportamento e 
comunicação. Por esse motivo, ele usa o termo autismo precoce porque observou esses 
sintomas em crianças. 
A primeira descrição clínica do autismo em crianças foi publicada por Leo Kanner em 
1943 na revista THE NERVOUS CHILD em seu trabalho intitulado, “Distúrbios autísticos do 
contato afetivo”. Refere-se a um quadro unificado caracterizado pela desconexão dos 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
8 
 
relacionamentos, dificuldades na aquisição da linguagem, estereótipos, resistência à 
mudança, boa memória e boa aparência. 
Por décadas, diagnósticos e subcategorias de autismo foram rotulados de 
"esquizofrenia infantil ". Hoje, o autismo é classificado no Manual de Saúde Mental - DSM-5 e 
CID-10, abrangendo as três principais áreas afetadas. 
Segundo Klin (2006, p.4), “Nas décadas de 1950 e 1960, havia muita confusão sobre 
a natureza do autismo e suas causas, sendo a crença mais comum que o autismo é causado 
por não-autistas causados por pais emocionais, responsivos aos filhos. Naquela época, no 
início dos anos 60, o autismo era considerado um distúrbio cerebral que começava na infância, 
em todos os países, tanto classe social quanto raça foram investigadas (Kling, 2006, pág. 4) 
Um marco na classificação desse transtorno ocorreu em 1978, quando 
Michael Rutter propôs uma definição do autismo com base em quatro 
critérios: 1) atraso e desvio sociais não só como função do retardo mental; 2) 
problemas de comunicação, novamente, não só como função do retardo 
mental associado; 3) comportamentos incomuns, tais como movimentos 
estereotipados e maneirismos; e 4) início antes dos três meses de 
idade.(KLIN, 2006, p.4) 
Em maio de 2013, foi lançada a quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de 
Transtornos Mentais (DSM-V), trazendo algumas mudanças importantes. Entre eles, o 
conceito de transtorno do espectro do autismo é agora definido como a presença de “Déficits 
persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, atualmente 
ou por história prévia”. 
Crianças com transtorno do espectro do autismo (TEA) começam a mostrar sinais nos 
primeiros meses de vida: não conseguem manter contato visual eficaz e não olham quando 
você está ao telefone. Por exemplo, a partir dos 12 meses, eles também param de apontar 
com o dedo mindinho. No primeiro ano de vida, eles se interessam mais por objetos do que 
por pessoas, e podem não demonstrar muita reação quando seus pais brincam de esconde-
esconde e sorriem. 
As dificuldades atuais na identificação de subgrupos de TEA que podemorientar o 
tratamento e alcançar melhores resultados têm dificultado o progresso no desenvolvimento 
de novos tratamentos para esses pacientes. 
 
 
 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
9 
 
3 DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA 
 
A Constituição Federal de 1988 consolida o direito à educação para todos os cidadãos, 
independentemente de deficiência. Este é um direito humano fundamental, necessário para o 
seu desenvolvimento intelectual e integração na sociedade. Este é um direito que vem sendo 
incorporado à legislação desde os tempos modernos. Este é um direito inerente ao homem, 
pois a educação nada mais é do que a aquisição de conquistas intelectuais, descobertas 
científicas, pensamento filosófico atual e muitos outros aspectos que permitem ao homem 
desenvolver-se e ser incluído em um dado de forma produtiva, autônoma e preservar o 
conhecimento adquirido para as gerações futuras. 
O reconhecimento do direito à diferença é a base teórica para garantir a existência 
digna das pessoas com deficiência. Apesar da existência de instrumentos jurídicos destinados 
a garantir direitos, os maiores obstáculos à dignidade dessas pessoas encontram-se de fato, 
pois na maioria dos casos, esses direitos são minimamente garantidos pelo Estado, às vezes 
exercidos judicialmente, e garantem uma sobrevivência mínima para aqueles que, por suas 
próprias limitações, não podem buscar ativamente uma vida digna. Portanto, eles contam com 
o Estado para o mínimo de existência. 
O direito à diferença pressupõe o direito das pessoas de existirem com dignidade 
mesmo que tenham características ou escolhas às vezes diferentes dos padrões normais de 
disseminação e aceitação social que são os parâmetros culturais, religiosos, políticos e muitos 
outros. Para Bittar (2009, p. 553-554) coloca, ), “a luta por dignidade, atualmente, encontra 
qualidade para se realizar na dinâmica da exigência de reconhecimento da particularidade, 
exatamente por se inscrever num quadro de luta por diferenciação, reativamente a uma 
modernidade produtora do homogêneo”. 
A condição de autismo expressa bem essa diferença, pois se trata de um transtorno 
global do desenvolvimento abrangente, ou seja, em uma ampla gama de deficiências e 
limitações. As pessoas com autismo têm deficiências de graus variados e, de facto, isso 
traduz-se numa situação de mais ou menos integração social, mais ou menos facilidades, cujo 
desenvolvimento e tratamento são mais ou menos dependentes de ajudas de monitorização. 
Ou seja, trata-se de um déficit amplo que exige maior individualização do tratamento caso a 
caso, exigindo que o Estado ofereça não apenas a educação geral, mas também a educação 
especializada. Esse é o desafio que a lei enfrenta para salvaguardar a dignidade das pessoas 
com transtornos do espectro autista: o desenvolvimento pessoal assistido e individualizado, 
pois as diferenças de cada pessoa são únicas. 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
10 
 
O direito à diferença está baseado na ideia de que todos são diferentes entre 
si; e, propriamente, isto é ser humano, em sua singularidade. Para conceituar 
a ‘natureza humana’, deve-se, portanto, respeitar as singularidades. Isso faz 
com que seja necessário assumir a complexidade da diversidade, que é a 
marca mais concreta da ‘natureza humana’, onde cabe lugar para o 
reconhecimento do índio, do negro, do branco europeu, do nipo-brasileiro, do 
sírio-libanês, da mulher, do homem idoso, da mulher homossexual, da 
criança, do artesão, do intelectual, do bancário, do deficiente, do espírita, do 
pentecostal, do católico... e isso porque todos têm ‘algo em comum’ e este 
‘algo em comum’ tem a ver com a igual possibilidade de sermos responsáveis 
pelo respeito à alteridade e, por isso, considerados pertencentes à 
comunidade dos que fruem de direitos, na medida concreta de sua condição. 
Torna-se imperioso, portanto, para as sociedades contemporâneas que 
sejam capazes de promover e permitir o igual acesso ao reconhecimento, 
tendo nisto um ponto de encontro de uma comunidade organizada de 
cidadãos. (BITTAR, 2009, p. 555) 
De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação é direito de todos os 
cidadãos e de responsabilidade do Estado e da família, seja ou não a pessoa considerada 
"normal" pela norma, cabendo à família zelar os direitos de seus filhos. O Estado tem a 
responsabilidade de qualificar profissionais que promovam uma educação de qualidade para 
todos e se comprometam a trabalhar para todos, principalmente os alunos com necessidades 
educacionais especiais. Dessa forma a Constituição Federal de 1988, capitulo III, seção I, diz 
que:. 
Art. 205 A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será 
promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno 
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua 
qualificação para o trabalho. 
A Constituição identifica como um dos seus objetivos fundamentais “a promoção do 
bem-estar de todas as pessoas, sem discriminação de origem, raça, sexo, cor, idade ou 
qualquer outra forma” (artigo 3.º, inciso IV). Também define a educação no artigo 205 como 
um direito de todos, garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania 
e a qualificação para o trabalho. O artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições 
de acesso e permanência na escola” como um dos princípios para o ensino e garante, como 
dever do Estado, a oferta do atendimento educacional especializado, preferencialmente na 
rede regular de ensino (art. 208). 
A Lei de Diretrizes e Fundações - LDB enfatiza no Capítulo 5, que trata 
especificamente dos direitos dos estudantes com necessidades especiais, em seu 3º inciso, 
ainda no art. 58. A LDB afirma que “Entende-se por educação especial, para efeitos desta Lei, 
a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, 
para educandos portadores de necessidades especiais”. No inciso 3° ainda no Art. 58. afirma 
a LDB, “§ 3º A oferta de educação especial, dever constitucional do estado, tem início na faixa 
etária de zero a cinco anos, durante a educação infantil.” 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
11 
 
Dessa forma, os pais devem buscar seus direitos na Constituição Federal e na LDB, 
pois os pais são os principais contribuintes na luta pela inclusão de seus filhos. No que diz 
respeito à inclusão de alunos com autismo, este é o foco de nossa pesquisa. Segundo Serra 
(2010, p.41): 
A família do indivíduo com autismo possui um papel decisivo no seu 
desenvolvimento. Sabemos que se trata de famílias que experimentam dores 
e decepções em diversas fases da vida, desde o momento da notícia da 
deficiência e durante o processo de desenvolvimento de seus filhos. 
A Lei nº 7.853/89 prevê o apoio às pessoas com deficiência e sua integração social. 
Define como crime negar, suspender, adiar, cancelar ou encerrar a matrícula do aluno em 
qualquer curso ou nível de ensino público ou privado por motivo de deficiência. As penas para 
os infratores variam de um a quatro anos, além de multas. 
Desse modo, no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei nº. 8.069/90, o artigo 
55 fortalece as disposições legais da Constituição Federal ao estabelecer que "os pais ou 
responsáveis são obrigados a matricular seus filhos ou alunos na rede regular de ensino". 
Embora o direito à educação das pessoas com necessidades especiais tenha sido 
legitimado pela Constituição Federal, somente a partir da década de 1990 foram 
desenvolvidas e implementadas políticas públicas inclusivas de pessoas com deficiência. 
Garcia e Michels(2011, p. 106) enfatizam que nos anos 90: 
A Educação Especial tinha como orientação o documento intitulado Política 
Nacional de Educação Especial (1994), o qual apresentava como 
fundamentos a Constituição Federal (1988), a Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação (Lei 4.024/61), o Plano Decenal de Educação para Todos (1993) e 
o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990). 
De acordo com Gomes (2010, p. 31), a Conferência Mundial de Educação para Todos 
foi convocada naquele momento, e as prioridades educacionais dos países do terceiro mundo 
foram definidas naquele momento. Desta forma, as necessidades básicas de aprendizagem 
são discutidas. O foco do debate sobre educação no Terceiro Mundo mudou da alfabetização 
para um foco no acesso universal à educação básica. No que diz respeito à educação 
especial, destacou a necessidade de medidas que garantam a igualdade de acesso à 
educação para pessoas com qualquer tipo de deficiência, que é parte integrante do sistema 
educacional. 
Em 1994, a Declaração de Salamanca, que mudou o cenário mundial da educação, foi 
articulada na cidade de Salamanca, na Espanha. Em segundo lugar, Santos e Teles (2012, 
p. 81), que visa apontar aos países a necessidade de políticas públicas e educacionais para 
atender a todas as pessoas de forma igualitária. A declaração também destaca a real 
necessidade de inclusão educacional de pessoas com necessidades educacionais especiais. 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
12 
 
Após a publicação da Declaração de Salamanca em nível internacional, outros 
regulamentos foram oficialmente editados em nível nacional, estabelecendo os rumos da 
educação inclusiva no Brasil. Entre eles, destacamos a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional – Lei nº 9.394/96; a Resolução CNE/CEB nº 2/01 que estabeleceu as Diretrizes 
Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica; o Decreto nº 6.094/07, que 
corrobora para Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação; a Política Nacional de 
Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, além disso, em 2007; e mais 
recentemente o Decreto nº 7.611/11, que dispõe sobre a educação especial e o atendimento 
educacional especializado, 
A Política Nacional da Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva 
(DUTRA et al., 2008, p. 06) O documento destaca que o paradoxo inclusão/exclusão torna-se 
evidente quando o sistema educacional amplia o acesso à educação na perspectiva da 
democratização da educação, mas continuam a excluir indivíduos e grupos considerados 
superiores aos padrões de homogeneização da escola. 
Dessa forma, não deve haver distinção entre quaisquer indivíduos inseridos no 
ambiente escolar para que o processo de aprendizagem ocorra da melhor forma possível. Por 
sua vez, o acesso à educação é garantido por lei, mas os responsáveis legais devem cumprir, 
pois todos têm direito a uma educação pública inclusiva e gratuita. Este direito está garantido 
no art. O Art. 208, da Constituição Federal de 1988 dispõe que as pessoas com necessidades 
especiais têm direito à educação, preferencialmente à educação formal (Brasil, 1988). 
As escolas com propostas inclusivas devem reconhecer e responder às 
diversas dificuldades de seus alunos, acomodando os diferentes estilos e 
ritmos de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade para 
todos mediante currículos apropriados, modificações organizações, 
estratégias de ensino, recursos e parcerias com as comunidades. A inclusão 
exige da escola novos posicionamentos que implicam num esforço de 
atualização e reestruturação das condições atuais, para que o ensino se 
modernize e para que os professores se aperfeiçoem, adequando as ações 
pedagógicas à diversidade dos aprendizes (VELTRONE; MENDES, 2007, p. 
2). 
Além de envolver a escola e a comunidade para que as crianças aprendam da melhor 
forma possível, também é importante que a escola tenha um ambiente e condições 
adequadas. Desse modo, é necessário que haja muito esforço para oferecer oportunidades 
educacionais genuínas para todos os alunos que recebem serviços de educação especial na 
rede pública. No documento Planejamento da próxima década, conheça as 20 metas do Plano 
Nacional de Educação (Brasil, 2014b, p. 24): 
Os sistemas de ensino devem organizar as condições de acesso aos 
espaços, aos recursos pedagógicos e a comunicação que favoreçam a 
promoção da aprendizagem e a valorização das diferenças, de forma a 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
13 
 
atender as necessidades educacionais de todos os alunos (BRASIL, 2010, p. 
24). 
 
Dessa forma, ingressar a criança com autismo em uma escola regular é, portanto, um 
direito garantido legalmente, mas é igualmente importante garantir a permanência do aluno 
na escola e proporcionar-lhe oportunidades e meios para aprender. Para isso, é necessário 
que as escolas se preparem para acolher essas crianças, começando pelo entendimento do 
que é o transtorno do espectro autista e quais mudanças precisam ser feitas para serem 
verdadeiramente inclusivas. 
 
 
4 CARACTERÍSTICAS DO AUTISMO 
 
Crianças com transtorno do espectro do autismo (TEA) começam a mostrar sinais nos 
primeiros meses de vida: elas não conseguem manter contato visual eficaz e não olham 
quando você está ao telefone. Por exemplo, a partir dos 12 meses, eles também pararam de 
apontar com o dedo mindinho. Durante o primeiro ano de vida, eles se interessam mais por 
objetos do que por pessoas, e podem não mostrar muita reação quando seus pais brincam e 
sorriem. 
Para a grande maioria dos pais ou responsáveis, é difícil determinar as atitudes e 
comportamentos de uma criança em primeiro lugar para que dados precisos possam ser 
fornecidos para identificar obstáculos. Nessas questões, as ações dos pais vão superando os 
preconceitos que são doutrinados e as grandes diferenças que existem entre as crianças com 
autismo. 
Belisário e Cunha (2010) observaram que a apresentação do TEA varia de acordo com 
o nível de desenvolvimento e a idade da criança. É caracterizada por interação social 
severamente prejudicada e também pode apresentar deficiências comportamentais não 
verbais que medeiam a interação social. 
Apesar de separados por questões pedagógicas, houve forte correlação entre esses 
sintomas. O comprometimento imaginário está relacionado à teoria da mente e nada mais é 
do que a incapacidade de se colocar no lugar do outro; interesses restritos e dificuldades de 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
14 
 
comunicação tornam as pessoas menos sociais, fatores relacionados que prejudicam a 
interação social e a pragmática da linguagem. 
Outros sintomas que levam ao afastamento e dificuldade de interação social estão 
relacionados à hiperatividade, desatenção, agressividade e comportamentos de 
automutilação que geram medo e insegurança na outra pessoa. Por muito tempo, as escolas 
enfatizaram que esses sintomas são impossíveis de entrar e permanentes. 
A maioria das pessoas com TEA tem dificuldade em interagir com os outros, também 
são severamente incapazes de compartilhar sentimentos, gostos, emoções e têm dificuldade 
em distinguir os outros. Além do comportamento social isolado ou inadequado, falta de contato 
visual, dificuldade em participar de atividades em grupo, expressão emocional inadequada, 
apatia emocional e falta de empatia social ou emocional, existem conceitos que podemos citar 
para justificar essas dificuldades conexão social. 
...o déficit no reconhecimento de outras pessoas como pessoas de 
sentimentos próprios, pensamentos, desejos e intenções, o que chamamos 
de Teoria da Mente; e o outro é um déficit severo na capacidade para abstrair, 
sentir e pensar simbolicamente.” (Assumpção Jr., 1997 p. 07). 
Todas essas particularidades de sentir o mundo e ver os outros se refletem, em última 
análise, nas amizades com colegas e parentes da mesma idade ou parentes próximos, que 
também podem não compartilhar suas experiências, sentimentos ou alegrias com colegas ou 
parentes. 
A comunicação é uma das maiores dificuldades que as crianças com autismo 
enfrentam. Pode aparecer verbalmente e não verbalmente em vários graus e formas. As 
formas não verbais podem incluir gestos, expressões faciais, linguagem corporal e fenômenos 
de entonação verbal. 
Para Moro (2010, p. 24), “Os autismos têm em comum: a incapacidade de se 
comunicarem, a incapacidade de comunicação ou a presença de comportamentos 
estereotipados, interesses e atividades restritos”. 
Em outros casos, quando têm linguagem falada, muitas vezes a descrevem por meio 
de gírias, ecos, inversões de pronomes, ritmo anormal, entonação monótona, há muito 
entendida como capacidade de crianças autistas de interagir e compreender movimentos. 
inserido. 
Mesmo quando existe linguagem nas pessoas com autismo, ela aparece com 
certas características da linguagem dos bebés. No entanto, enquanto nos 
bebés, essas características desaparecem rapidamente com a evolução da 
linguagem, nas crianças com autismo persistem, muitas vezes ao longo de 
toda a vida. (Telmo e Equipa Ajudautismo, 2006, p.20) 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
15 
 
Em uma sociedade que entende a comunicação verbal como expressão de inteligência 
e potencialidade, as crianças com TEA acabam tendo dificuldade em expressar seus desejos 
e anseios. Essa dificuldade deve ser observada com atenção na educação infantil. 
No entanto, a possibilidade apontada e vista como um aspecto positivo, é a 
possibilidade de intervir, em alguns casos, com a ajuda de especialistas como psicólogos, 
professores, médicos e familiares para ganhar mais comunicação, interação e participação da 
criança diagnosticada. 
 
 
5 A INCLUSÃO DO ALUNO AUTISTA 
 
Para melhor compreender o conceito de inclusão, é importante se discutir a respeito 
da diferença entre integração e inclusão. Pois, conforme afirma Mantoan (2006, p. 14), “Os 
dois vocábulos - integração e inclusão - conquanto tenham significados semelhantes, são 
empregados para expressar situações de inserção diferentes e se fundamentam em 
posicionamentos teórico-metodológicos divergentes.” 
O objetivo da integração é inserir um aluno ou um grupo de alunos com necessidades 
educacionais especiais no ensino regular. Enquanto que a inclusão consiste num processo 
mais complexo, o qual propõe um modo de organização do sistema educacional que 
considera as necessidades de todos os alunos e que é estruturado em função dessas 
necessidades. 
O processo de integração ocorre dentro de uma estrutura educacional, que 
oferece ao aluno a oportunidade de transitar no sistema escolar, da classe 
regular ao ensino especial, em todos os seus tipos de atendimento: escolas 
especiais, classes especiais em escolas comuns, ensino itinerante, salas de 
recursos, classes hospitalares, ensino domiciliar e outros. Trata-se de uma 
concepção de inserção parcial, porque o sistema prevê serviços educacionais 
segregados. (MANTOAN, 2006, p. 18) 
Pereira (2010) aponta que o processo de integração escolar é um movimento poderoso 
e decisivo entre os novos resultados da educação inclusiva, mas não atende às necessidades 
das pessoas com deficiência porque nada muda na sociedade, tanto em sua estrutura, quanto 
em seus métodos. e, principalmente, em suas diferentes formas narrativas. A prática clínica 
representa a possibilidade de correção e aproximação da normalidade. 
Pode-se entender, portanto, que o termo “integração” diz respeito, 
inicialmente, ao ato de se compartilhar o mesmo espaço: a sala comum da 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
16 
 
escola comum. Já o termo “inclusão” relaciona-se ao princípio lógico de 
pertencimento, fazer parte de, constitui-se. (LIMA, 2006, P. 24-25) 
A inclusão é incompatível com a integração porque inclui a organização da educação 
especial e regular, além de questionar o conceito de inclusão: 
Já a inclusão questiona não somente as políticas e a organização da 
educação especial e regular, como também o próprio conceito de integração. 
Ela é incompatível com a integração, pois prevê a inserção escolar de forma 
radical, completa e sistemática. Todos os alunos, sem exceções, devem 
frequentar as salas de aula do ensino regular. (RODRIGUES, 2006, p. 196) 
Para ser verdadeiramente inclusivo, deve haver mudanças dentro do sistema 
educacional com a participação de toda a sociedade. Colaboração, co-liderança e apoio 
curricular são alguns dos elementos essenciais na implementação deste processo. Requer 
também a participação de todos: professores, alunos, famílias e comunidade escolar. 
A inclusão pode ser definida como um modelo de educação que propõe 
escolas onde todos possam participar e sejam recebidos como membros 
valiosos delas. Trata-se de uma filosofia e prática educativa que pretende 
melhorar a aprendizagem e participação ativa de todo o alunado em um 
contexto educativo comum. (MORIÑA, 2010, p. 17) 
 
De acordo com Sassaki (2005), a inclusão é um processo que vai além da inclusão de 
pessoas com necessidades educacionais especiais nas salas de aula regulares, e para 
realmente alcançar esse processo são necessárias mudanças na própria sociedade para se 
organizar. Para atender às necessidades de todos, independentemente de sua deficiência. 
Portanto, a inclusão consiste em adequar os sistemas sociais gerais da 
sociedade de tal modo que sejam eliminados os fatores que excluíam certas 
pessoas do seu seio e mantinham afastadas aquelas que foram excluídas. A 
eliminação de tais fatores deve ser um processo contínuo e concomitante 
com o esforço que a sociedade deve empreender no sentido de acolher todas 
as pessoas, independentemente de suas diferenças individuais e da suas 
origens na diversidade humana. Pois, para incluir todas as pessoas, a 
sociedade deve ser modificada a partir do entendimento de que ela é que 
precisa ser capaz de atender às necessidades de seus membros. (SASSAKI, 
2005, p. 21) 
 
Nesse contexto, Figueiredo (2010) destaca que, para colocar a inclusão em prática, a 
escola deve criar condições para que todos participem do processo de construção do 
conhecimento, independentemente de suas características específicas, dentro dos limites de 
suas possibilidades. Além disso, a inclusão exige uma grande mudança na gestão escolar 
para torná-la mais democrática e participativa, onde todos se sintam parte dela e compartilhem 
os mesmos objetivos e programas. 
No entanto, a inclusão continua lenta porque muitas escolas e professores não estão 
preparados para crianças com necessidades educacionais especiais, seja por falta de 
formação inicial e continuada, seja por investimento em ensino em instituições de educação 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
17 
 
infantil. No entanto, a Declaração de Salamanca afirma: “O princípio fundamental das escolas 
inclusivas é que todas as crianças devem aprender o máximo possível juntas, 
independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que possam ter” (Brasil, 1994, p. 
5). 
O enfrentamento e resistência, tem promovido a efetivação da educação inclusiva para 
todos aqueles que estão à margem desse processo há décadas.No entanto, isso significa 
melhorar continuamente os recursos disponíveis para as escolas, especialmente os recursos 
humanos, para promover o engajamento e a aprendizagem de todos os alunos. 
O primeiro passo para integrar verdadeiramente os alunos com autismo é a aplicação 
do PEP-R (Perfil Psicoeducacional Revisado) por um professor profissional. Esta é uma 
avaliação simples projetada para testar os coeficientes de desenvolvimento de crianças com 
autismo. Para Mantoan (1997), a inclusão deve levar a uma mudança na perspectiva 
educacional, pois não se limita a ajudar os alunos que estão com dificuldades na escola, mas 
beneficia a todos: professores, alunos, gestores escolares, para que possam participar do 
processo educacional. 
As escolas regulares com uma orientação inclusiva são o meio mais eficaz 
de combater atitudes discriminatórias, de criar comunidades acolhedoras, de 
edificar uma sociedade inclusiva e de conseguir educação para todos. Além 
disso, proporcionam uma educação adequada à maioria das crianças. (ONU, 
1994 p.12) 
 
As escolas com aconselhamento inclusivo levam em consideração as necessidades 
de todos os alunos e se baseiam nessas necessidades. Segundo Fávero et al.(2004), reforça 
a ideia de que a inclusão é um desafio que, quando enfrentado pelas escolas comuns, leva a 
melhorias na qualidade da educação básica e superior. 
Essa discussão da inclusão vai além da educação especial, pois quando falamos em 
escola para todos, a composição das interações nesse espaço e as relações da sociedade 
como um todo são postas em questão. Embora fundamental para as diferenças e 
semelhanças de saberes, o desafio é relacioná-los de forma diferente, reconhecer as 
semelhanças sem eliminar as diferenças, mas colocar-se em relação com elas e aprender 
com isso. 
Dessa forma, o ingresso de crianças com ou sem autismo na educação infantil não é 
um caminho fácil e corriqueiro, e esse movimento exige cuidado e atenção da comunidade 
escolar, pois esse momento pode ser o primeiro a ser afastado dos pais ou responsáveis. 
Nessa fase, as crianças ainda se sentem muito inseguras e o processo de adaptação ao 
ambiente escolar pode ser delicado. 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
18 
 
Portanto, as famílias de crianças com autismo devem estar cientes de que precisam 
ser envolvidas no processo de inclusão, sem o qual fica difícil auxiliar no processo de 
escolarização. "As famílias podem colaborar de forma muito específica na escola para 
promover o desenvolvimento das crianças com autismo, principalmente fornecendo aos 
profissionais informações sobre como as crianças se comunicam" (SERRA, 2010, p.47), para 
promover a Inclusão no caso de alunos com autismo , é necessário que a escola desenvolva 
essa relação com a família para que tenha um desenvolvimento significativo. Diante das 
limitações apresentadas pelo transtorno, muitos desses alunos falam muito pouco e possuem 
uma forma própria de comunicação. Os professores devem entender como a família se 
comunica com essa criança para que possam se comunicar com esse aluno da melhor 
maneira possível. 
Assim como outras crianças, as oportunidades de interagir com seus pares são 
fundamentais para o seu desenvolvimento. Dessa forma, acredita-se que a convivência de 
crianças com autismo na escola, a partir de sua participação na educação geral, pode 
proporcionar oportunidades de interação social, não só para o seu desenvolvimento, mas 
também para o desenvolvimento de outras crianças, como estas últimas conviver e aprender 
com a diferença (CAMARGO E BOSA, 2009, s/n). 
Dessa forma, apoiar a inclusão de crianças com autismo nas escolas significa trabalhar 
não apenas com crianças com autismo, mas com outras crianças que também estão 
aprendendo a conviver com as diferenças. Para os alunos com esse transtorno, frequentar a 
escola regular é uma conquista que afeta diretamente seu estilo de vida. Nesse sentido, a 
cooperação dos pais é essencial, pois quanto mais cedo a criança entrar na escola melhor, 
pois sabemos que a infância é um momento propício para qualquer aprendizagem e o autismo 
precisa dessa estimulação precoce, começando primeiro em casa, esteja com seus pais e 
familiares. Portanto, as escolas devem compreender o seu papel na inclusão dos alunos com 
autismo, pois deve basear-se no conhecimento sobre o transtorno, e todos os demais casos 
de crianças com necessidades especiais, que é necessário buscar antes mesmo desses 
alunos ingressarem na escola. 
 
 
 
 
 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
19 
 
6. A RELAÇÃO ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA 
 
A família é considerada a primeira instituição social que busca, juntamente com outras, 
garantir a continuidade e o bem-estar de seus membros e comunidade, incluindo a proteção 
e o bem-estar das crianças. Nesse sentido, é responsável por transmitir os valores, crenças, 
ideias e significados que existem na sociedade (KREPPNER, 2000). 
A escola é uma instituição social com objetivos e metas determinadas, que 
emprega e reelabora os conhecimentos socialmente produzidos, com o intuito 
de promover a aprendizagem e efetivar o desenvolvimento das funções 
psicológicas superiores: memória seletiva, criatividade, associação de ideias, 
organização e sequência de conhecimentos, dentre outras (OLIVEIRA, 2000 
apud DESSEN; POLONIA, 2007, p. 26). 
Assim, segundo Dessen; Polonia (2007) a escola e a família são instituições 
fundamentais para o desenvolvimento humano. Ambos promovem ou inibem o 
desenvolvimento humano físico, intelectual, emocional e social; A escola se preocupa com o 
processo educacional de ensino e aprendizagem do conteúdo, enquanto a família se 
preocupa com a socialização, a proteção, as condições básicas de sobrevivência e o 
desenvolvimento social, emocional e cognitivo. 
A relação entre casa e escola é fundamental para a evolução de qualquer criança, 
havendo ou não uma necessidade educacional especial, essa parceria deve começar desde 
o momento em que a criança ingressa na escola, e é interessante que a escola busque manter 
um bom relacionamento com esta relação familiar, é importante que as famílias sejam 
respeitadas dentro da escola, em todas as culturas, religiões e outras. 
No que cabe às relações entre família e escola, torna-se imperativo assumir 
um compromisso com a reciprocidade. De um lado, a família, com sua 
vivência e sabedoria prática a respeito de seus filhos. De outro, a escola com 
sua convivência e sabedoria não menos prática a respeito de seus alunos. É 
preciso entender que esses mesmos alunos são também os filhos, e que os 
filhos são (ou serão) os alunos. Dito de outra forma: cabe às duas instituições 
mais básicas das sociedades letradas o movimento de aproximação num 
plano mais horizontal, de distribuição mais igualitária de responsabilidades. 
(SANTOS, 1999, p. 5) 
Desse modo, quando essas crianças vão para a escola, isso traz proveito não só para 
elas, mas para a família como um todo, pois permite que os pais convivam com outros pais 
que estão passando pela mesma situação, constrói relações entre a escola e outras famílias 
e compartilha sua vida comum a mesma ansiedade. É muito importante que a escola esteja 
preparada para acolher estes alunos e desenvolver uma relação com estes pais que muitas 
vezes chegam a esta escola com muito medo e desconfiança. O medo de que essas crianças 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
20 
 
fossem rejeitadas ea desconfiança de saber se aqueles professores realmente sabiam como 
tratar seus filhos vinham naturalmente para a família. 
A matrícula da criança portadora de autismo na escola pode trazer alterações 
no seio familiar, na medida em que a criança está frequentando maisum 
grupo social e tendo a oportunidade de conviver com outras crianças. Os pais, 
por sua vez, passam a conviver com outros pais nesse novo universo e a 
acreditar nas possibilidades de desenvolvimento e aprendizagem sistemática 
de seus filhos. (SERRA 2010, p.47) 
Nessa contexto, defende-se que "as escolas e as famílias compartilham funções 
sociais, políticas e educacionais, na medida em que contribuem e influenciam a formação dos 
cidadãos" (REGO, 2003 apud DESSEN; POLONIA, 2007, p. 22). Como tal, constituem os dois 
principais ambientes de desenvolvimento humano, responsáveis pela disseminação e 
construção do conhecimento nas organizações culturais. 
Portanto, a família e a escola emergem como duas instituições fundamentais 
para desencadear os processos evolutivos das pessoas, atuando como 
propulsoras ou inibidoras do seu crescimento físico, intelectual, emocional e 
social. (DESSEN, POLONIA, 2007, p. 22) 
Dessa forma, surge uma necessidade desta escola fazer pesquisas para entender 
como trabalhar com alunos com autismo, já que mais e mais escolas estão matriculando 
crianças com autismo. De fato, esta escola, para os alunos autistas, ainda está em processo 
de aprendizagem e uma situação nova para a família; parece que embora muitos alunos 
autistas já estejam matriculados na escola, ainda há um certo desconhecimento sobre este 
assunto, principalmente por ser uma doença que exige que muitos descubram suas causas. 
Para que as escolas se tornem inclusivas, elas precisam encontrar um eixo de 
relacionamento entre famílias de alunos inclusivos e famílias de alunos sem necessidades 
especiais. Muito esforço é necessário para alcançar a verdadeira aceitação e socialização 
entre os participantes de tais processos. Desse modo, de acordo com a Declaração de 
Salamanca (1994): 
(...) ao mesmo tempo em que escolas inclusivas provêm um ambiente 
favorável à aquisição de igualdade de oportunidades e participação total, o 
sucesso delas requer um esforço claro, não somente por parte dos 
professores e profissionais na escola, mas também por parte dos colegas, 
pais, famílias e voluntários. (1994, p. 5) 
A compreensão desse processo é complexa e requer uma equipe multidisciplinar, pois 
a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos com necessidades educacionais especiais 
ocorrerão fora da cognição, e também no seu comprometimento com outros fatores. 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
21 
 
Portanto, a família e a escola emergem como duas instituições fundamentais 
para desencadear os processos evolutivos das pessoas, atuando como 
propulsoras ou inibidoras do seu crescimento físico, intelectual, emocional e 
social. (DESSEN, POLONIA, 2007, p. 22) 
É importante que nesse processo inclusivo, as escolas aprendam a conviver, 
compreendam as particularidades dos alunos e as famílias compreendam a aprendizagem de 
seus filhos. Para que alunos autistas, possam aprender no seu ritmo. 
É muito importante que haja uma parceria entre familiares e escola, pois os 
pais são portadores de informações preciosas que podem colaborar com o 
planejamento das intervenções educacionais das crianças autistas. A 
parceria entre família e escola pode se configurar especialmente por meio 
dos serviços de aconselhamento para amenizar o estresse e garantir a 
motivação para a continuidade do tratamento do filho e das técnicas dentro 
de casa. (SERRA, 2010, p. 49) 
Portando, é de suma importância fomentar a colaboração entre as escolas e as 
famílias, pois uma influencia o progresso da outra, por isso precisam andar de mãos dadas 
para avançar na aprendizagem humana. 
 
7. CONTRIBUIÇÕES DA FAMÍLIA NO DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM DO 
AUTISTA 
A família é uma complexa rede de relacionamentos e emoções que, em conjunto, 
consiste em um grupo que controla as respostas de seus membros a estímulos e informações 
internas e externas. Segundo Amazonas, Damasceno, Terto e Silva, 2003; Kreppner, (1992, 
2000) A família, núcleo ubíquo na sociedade, pode ser considerada um dos primeiros 
ambientes em que os indivíduos se socializam por ser um padrão cultural, padrões e mídia de 
influência. 
Portanto, de acordo com a Declaração de Salamanca, quanto ao papel da família no 
processo de inclusão, procura-se que: 
(...) encorajem e facilitem a participação de pais, comunidade e organizações 
de pessoas portadoras de deficiências nos processos de planejamento e 
tomada de decisões concernentes à provisão de serviços para necessidades 
educacionais especiais (1994, p. 02). 
A Declaração de Salamanca estabeleceu a necessidade de uma parceria entre 
famílias, professores e profissionais da escola para que se esforcem para incluir da melhor 
forma possível os alunos com necessidades educacionais especiais no ensino regular. Sem 
o desenvolvimento dessa 'parceria' de famílias/professores e profissionais da escola, o nível 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
22 
 
e a qualidade do envolvimento necessários para garantir que 'todos' os alunos possam colher 
os benefícios educacionais não podem ser alcançados. 
Portanto, proporcionar desenvolvimento para pessoas com autismo significa uma 
atitude familiar, bem como uma equipe profissional. Na verdade, os profissionais precisam 
trabalhar de forma estruturada e organizada, devendo antes dar suporte, informações sobre 
o autismo e seu desenvolvimento. Além disso é importante conscientizar os educadores não 
só para saber trabalhar com os alunos, mas também para fomentar o desenvolvimento familiar 
e possibilitar que as famílias sejam agentes do processo de inclusão. 
A família do aluno especial é a principal responsável pelas ações do seu filho 
com necessidades especiais, visto que é ela quem lhe oferece a primeira 
formação. Na integração/inclusão escolar, o aluno com apoio dos 
profissionais e da família, poderá adquirir competências ainda maiores, se 
tiver um envolvimento como a "parceria". (TANAKA, 2010, p. 115) 
 
Para os autores Amazonas, Damasceno, Terto & Silva, 2003; Kreppner, 1992, 2000 
apud Dessen; polonia, (2007, p.22) “A família, presente em todas as sociedades, é um dos 
primeiros ambientes de socialização do indivíduo, atuando como mediadora principal dos 
padrões, modelos e influências culturais”. 
De acordo com Serra, é importante ressaltar que, além de cooperar com as prioridades 
do currículo de seus filhos, os pais não querem ser infantis, precisam ajudá-los a serem 
independentes e a terem comportamentos mais sociais, além de ajudar outros familiares ou 
os cuidados são prestados por pessoas próximas a você. (Serra, 2010) 
Todos precisam estar cientes de que os alunos com deficiência têm as mesmas 
necessidades que os outros alunos, portanto, não podem ser discriminados ou permitidos a 
viver isolados da sociedade. Desse modo, de acordo Tanaka (2010, p. 116) “Portanto, é 
preciso que todos (família/sociedade/escola) tenham consciência de que alunos da Educação 
Especial: são vivos, sentem, observam, têm as mesmas necessidades que outros alunos e 
não se pode confina-los num mundo à parte”. 
A conscientização da família, no sentido de que ela faz parte de um contexto 
social, que exerce influências sobre o indivíduo, preparando-o para o mundo 
escolar é essencial. Também a conscientização dos educadores não só em 
saber trabalhar com o aluno, mas também em promover o desenvolvimento 
familiar, de forma que a família se torne um agente ativo noprocesso de 
integração/inclusão, deve ser buscada. (LOPES; MARQUEZAN, 2000, p. 01) 
O envolvimento das famílias dos alunos com necessidades educativas especiais é 
determinante no processo de inclusão/inclusão e é fundamental para que possam 
estabelecer-se como indivíduos e participarem na sociedade. 
 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
23 
 
 
8. JUSTIFICATIVA 
 
Uma das grandes bandeiras da educação inclusiva é que as crianças precisam 
aprender a abraçar o conceito de diferença para que possam se tornar adultos preparados 
para lidar com ela. Para Mantoan (2003, p.31), “... ações educativas tem como eixos o convívio 
com as diferenças e a aprendizagem como experiência relacional participativa, que produz 
sentido para o aluno” (p.31). 
Para efetivar verdadeiramente a inclusão de crianças com deficiência no ensino 
regular e com isso a democratização da educação, tem que haver muitas mudanças no 
espaço de ensino, não estamos falando só do espaço físico, mas também de 
acompanhamento pedagógico e psicológico. 
Na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), tem um trabalho especial 
para cuidar dos autistas. Por ser um espectro, o autismo engloba vários e diferentes níveis de 
funcionamento e transtornos. Ao chegar na APAE, é feito a identificação do nível de autismo, 
e após isso é feito a realização da matrícula. 
Para poder dar início ao tratamento para o transtorno de espectro autista envolve 
profissionais multidisciplinares, por meio de intervenções psicoeducacionais, orientação 
familiar, desenvolvimento da linguagem e comunicação, cada paciente com autismo é 
avaliado e terá um programa especifico a ser seguido, acordo com as suas necessidades. 
Alguns profissionais que fazem parte da realização do tratamento dos autistas são: 
psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e 
educadores físicos. 
A partir das experiências com estágio, observou-se as dificuldades que os alunos com 
necessidades educacionais especiais enfrentam. Desse modo, é importante que as famílias 
de crianças autistas tenham consciência que precisam participar do processo de inclusão, 
sem essa participação, fica muito difícil ajudar no processo de escolarização. “A família pode 
colaborar de maneira muito especial para o desenvolvimento da criança portadora de autismo 
na escola, principalmente fornecendo aos profissionais informações sobre as formas de 
comunicação da criança” (SERRA, 2010, p.47), no caso da inclusão de alunos autistas é 
preciso que a escola tenha essa relação com a família, para que haja um desenvolvimento 
significativo, levando em consideração as limitações que o transtorno apresenta, muitos 
desses alunos falam pouco, e tem seu jeito próprio de se comunicar. É fundamental que os 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
24 
 
professores vejam como a família se comunicam com essa criança, para assim poderem 
dialogar da melhor forma possível com esse aluno. 
 
9. OBJETIVOS DA PESQUISA 
 
9.1 OBJETIVO GERAL 
Os objetivos gerais propostos pela pesquisa são abordar os transtornos do espectro 
do autismo e suas implicações, bem como compreender o envolvimento da família no 
processo de inclusão escolar de alunos com autismo, com o objetivo de facilitar seus 
processos de aprendizagem e desenvolvimento. Assim, tornando possível desconstruir 
processos contrários à inclusão e ajudar esses alunos a se desenvolverem. 
9.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
a) Revisar a bibliografia sobre o tema e discutir as características do transtorno do espectro 
autista.; 
b) Observar a participação de familiares de alunos com transtorno do espectro autista no 
processo educacional; 
c) Descrever processos inclusivos que desconstroem processos inversos, como exclusão e 
preconceito. 
 
 
10 METODOLOGIA DE PESQUISA 
 
Para a realização deste trabalho, utilizou-se como método a pesquisa bibliográfica 
exploratória, na qual foram utilizadas leituras de livros e artigos sobre temas atuais. Assim, 
um estudo qualitativo de Bogdan; Beekeren (1994, p. 83): 
Em investigação qualitativa, uma das estratégias utilizadas baseia-se no pressuposto 
de que muito pouco se sabe acerca das pessoas e ambientes que irão constituir o objeto de 
estudo. Os investigadores esforçam-se para eliminar os seus preconceitos. Seria ambicioso, 
de sua parte, preestabelecer, rigorosamente, o método para executar o trabalho. Os planos 
evoluem à medida que se familiarizam com o ambiente, pessoas e outras fontes de dados, os 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
25 
 
quais são adquiridos através da observação directa (BOGDAN; BIKLEN, 1994, p. 83, grifos 
nosso). 
Portanto, não há necessidade de se preocupar em quantificar pesquisas empíricas por 
meio de ferramentas estatísticas. A pesquisa qualitativa proporciona uma relação direta entre 
o pesquisador e o sujeito da pesquisa e tem como objetivo compreender o fenômeno a partir 
da perspectiva dos sujeitos envolvidos na pesquisa. (Godoy, 1995). Portanto: 
A pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares. Ela se preocupa, nas 
ciências sociais, com um nível de realidade que não pode ser quantificado. Ou seja, ela 
trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o 
que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos 
que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis. (MINAYO, 2009, p. 21). 
Assim, dada a sua natureza exploratória, a pesquisa qualitativa envolve algo que não 
pode ser medido. Porque se vale da realidade e dos temas nela inseridos para descrever as 
questões levantadas, levando em consideração aspectos considerados relevantes, como as 
opiniões e comentários do público entrevistado. 
 
 
11 ANÁLISE DOS DADOS DA PESQUISA 
11.1 APRESENTAÇÃO DOS DADOS 
O envolvimento de pais, professores e escolas como parceiros na educação das 
crianças é fundamental para garantir que os alunos se adaptem e aprendam. O que separa 
as funções desses sistemas (pais e escolas) são questões sobre o que compete entre si e o 
que se assemelha a eles. 
Um fator pertinente percebido nas falas foi o quão estimulado em casa, como as 
famílias entenderam e valorizaram a comunicação que a criança trouxe e a acolheram, 
refletiu-se na forma como a criança se socializou em outros espaços de suas vidas. Porque 
na grande maioria dos casos de crianças identificadas como autistas, elas apresentam algum 
tipo de dificuldade de comunicação e socialização. 
Na maioria das vezes, as dificuldades podem ser suprimidas até certo ponto em um 
ambiente inclusivo, em terapia ou em contato com outras crianças na escola. Apesar das 
crises que podem ocorre das tristezas diante das dificuldades, são justamente estes que 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
26 
 
servirão de estimulo para que a criança com TEA repita várias tentativas rumo a autonomia, 
a comunicação e a interação. 
Porém, a escola e professores devem estar atentos ao processo inclusivo, pois como 
afirma Vasques (2003) “... simples matrícula destes alunos não é o suficiente para garantir 
efeitos potencializadores de desenvolvimento e aprendizagem” (p. 61). Para tanto algumas 
escolas tem a figura do facilitador e o Atendimento Educacional Especializado (AEE), porém 
além deste cabe ao professor (responsável pela turma) atender também a especificidades do 
seu aluno. 
Novamente, se abrium leque para inúmeras discussões quanto à formação inicial e 
continuada do professor, em especial do professor da Educação Infantil, porém, como este 
não é o objetivo deste trabalho, mas analisar as informações disponibilizadas no endereço 
eletrônicas da Associação Pandorga pode-se afirmar que o mesmo oferece uma variedade 
de dados, informações e cursos sobre a temática. Porém, preocupa-se quanto instrumento de 
divulgação muito com as relações entre pais e filhos com TEA. 
Desta forma, apesar do mesmo discutir diversos temas, não consegue atender a 
multiplicidades de dúvidas que surgem para um professor que tem a obrigação promoverem 
um espaço e tempo de aprendizagem para os seus alunos. 
Ao mesmo tempo, que as temáticas e as informações disponíveis estão em 
consonância com as últimas descobertas e indicações quanto ao transtorno, poucos são os 
instrumentos disponibilizados para que o professor se apropriar para sua prática. Mas, lança 
mão de uma alternativa interessante e que possibilita a difusão de novos conhecimento e 
aplicação dos mesmos, através dos cursos de formação, ofertados na própria instituição. 
O mais importante nessa proposta de inclusão é que ela precisa necessariamente ser 
realizada dentro de escolas regulares. É necessário considerar a função social da escola 
oportunizando cada vez mais vivências pedagógicas que incrementem a inclusão. Uma escola 
inclusiva implica em oferecer igualdade de oportunidades não só para aprender como também 
para a participação na vida social e para isso o currículo deve ser apropriado segundo as 
necessidades de cada um. Vale ressaltar que na inclusão não é a criança que se adapta a 
escola, mas sim a escola que para recebê-la deve se transformar. Qualificar uma escola a fim 
de que atenda os preceitos da inclusão necessariamente, implica em medidas de 
reestruturação de práticas usuais e excludentes. 
 
 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
27 
 
7.2 ANÁLISE DOS DADOS 
Para Ellis (2001), “O movimento inclusivo nas escolas por mais que seja ainda muito 
contestado e de caráter ameaçador de toda e qualquer mudança, especialmente no meio 
educacional, é irresistível e convence a todos pela lógica de seu desenvolvimento social.” 
Muitos professores apresentam ideias distorcidas a respeito do aluno autista principalmente 
no que se refere a sua capacidade de comunicação. E essas concepções acabam interferindo 
nas práticas pedagógicas e na expectativa em relação à educabilidade dessas crianças. 
Pesquisas mostram que professores tendem a focar sua atenção em aspectos 
pessoais do autismo, como medo e ansiedade, e que os maiores problemas estão sempre 
relacionados à agressividade desses alunos. Quando essas crianças não são aceitas pelos 
professores, e quando o ambiente é inadequado, os ganhos de desenvolvimento podem 
resultar em prejuízos, mas quando escola e família se envolvem efetivamente juntos, sabe-se 
do aprendizado de coisas simples do dia a dia, por exemplo, conhecer-se e torná-los 
independentes. 
É certo que a variabilidade no comportamento dos alunos com autismo é enorme, e 
talvez alguns professores se sintam inseguros em lidar com a situação. Sabemos que a 
inclusão move toda a escola, mas são os professores que precisam abordar diretamente a 
singularidade de cada aluno. Esse fato por si só justifica tanto receio por parte do corpo 
docente diante do aluno autista. Porém, todo esse processo afeta também as famílias dos 
alunos. Embora ter o filho autista em classes comum ser o grande desejo da maioria dos pais 
muitos deles declaram que nem sempre essa convivência é harmoniosa e respeitosa. 
Vale lembrar que por muito tempo essas crianças foram tratadas como pacientes que 
necessitavam apenas de tratamento médico e não de educação. Não foi até a década de 1990 
que as ideias auxiliares foram substituídas por argumentos de inclusão. Tudo ainda era 
novidade para os professores, e documentos como a Declaração Universal de Educação para 
Todos (1990) e a Declaração de Salamanca (1994) foram marcos no movimento de inclusão. 
A inclusão só acontece de verdade quando há parceria entre pais e escolas, e com a ideia de 
que no caminho onde a inclusão encontra a diversidade, todos saem ganhando. 
Os professores precisam estar atentos e atualizados, por causa da nova política 
educacional, os professores precisam ser treinados de forma mais ampla, cabendo a ele fazer 
um plano educacional específico para cada aluno para reduzir barreiras específicas para 
todos os alunos. deles. A principal tarefa dos professores começa por desmascarar o estigma 
de que os alunos autistas não podem aprender. É preciso que seja criada facilitações de 
ensino para o professor possa elaborar um plano educacional especializado para cada 
Baixado por Thainá Aguiar (thaina.aguiar99@gmail.com)
lOMoARcPSD|56269680
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tcc-o-papel-da-familia-no-processo-de-inclusao-escolar-do-autista
28 
 
estudante, como objetivo de diminuir as barreiras específicas de todos eles. A missão maior 
do professor é acima de tudo desmistificar o estigma de que o aluno autista não consegue 
aprender. É preciso que seja criada facilitações de ensino para esses alunos tendo como base 
e apoio o planejamento curricular. 
 O desenvolvimento psicossocial dos autistas também é muito incerto pelos déficits e 
desvios no desenvolvimento da linguagem apresentado desde os primeiros balbucios. Não é 
raro os números desses gestos serem reduzidos ou diferentes do normal; alguns autistas nem 
chegam a desenvolver uma linguagem comunicativa, porém quando alguns a desenvolvem, 
é necessária uma atenção maior para que eles a desenvolvam o máximo possível, ou seja 
atenção especial deverá ser dada a essa área através de estimulações específicas. 
A questão social abrange necessariamente a inclusão, pois é a inclusão que vai 
oferecer ao aluno autista o máximo de autonomia. A integração social é quem constrói a 
identidade sociocultural, sendo assim, observamos que a reabilitação psicossocial busca 
trazer o indivíduo autista de suas dificuldades ao mundo novo, como mais expectativas que o 
articule em seu espaço social. Não podemos deixar de ressaltar que em algum momento os 
autistas necessitarão de uma trégua do mundo social, pois a inclusão para eles necessita ser 
feita como cuidado maior devido à forte resistência a mudanças que eles apresentam. 
Dessa forma, proporcionar as crianças autistas oportunidades de conviver com outras 
crianças da mesma faixa etária possibilita o estímulo às suas capacidades interativas 
impedindo o isolamento contínuo. A oportunidade de convívio com crianças normais é a base 
para o seu desenvolvimento. Esse convívio em escolas regulares oportuniza os contatos 
sociais enriquecendo os desenvolvimentos delas. É importante ao lidar com a criança autista 
o segmento de regras, pois é através delas que os pais preparam o filho para serem inseridos 
na sociedade. Devemos sempre ter em mente que, embora a convivência do autista na 
sociedade seja algo difícil, há diversas técnicas para eles se socializarem e cada um têm um 
nível de eficiência de acordo com o perfil psicossocial. 
Portanto, A família como peça fundamental nesse processo deverá receber um 
treinamento afim de que saibam utilizar técnicas comportamentais que auxiliem na adequação 
dessa criança na sociedade. É fato que nossa organização social impõe muitas barreiras 
culturais que necessitam ser modificadas a fim de assegurar a igualdade de possibilidades a 
todos os cidadãos. De um modo geral, ignoramos tudo o que não esteja no padrão 
considerado normal. Devemos nos esforçar (família, escola, estado) a fim de trazer do 
isolamento os estigmatizados, para que não sejam mais condenados a inviabilidade de 
políticas retrogradas e para expor os

Mais conteúdos dessa disciplina